sábado, 9 de janeiro de 2016

PT perde para o PMDB o lugar de maior partido na Câmara dos Deputados

Além dos quatro deputados que deixaram a sigla, o PT perdeu outros seis votos na Câmara dos Deputados com licenças concedidas para que parlamentares cumprissem funções de secretários ou ministros. Desta forma, explica o site Consultor Jurídico, a bancada peemedebista de 67 deputados passou não só a ser a maior da casa, como abriu uma confortável margem de 8 votos. E em fevereiro, com a "janela de transferência", o PT corre o risco de perder ainda mais votos. Daí a pressa do governo de abrir o balcão de negócios. Um total de 30 deputados federais mudaram de legenda em 2015. PROS e PT foram os mais prejudicados com a perda de quatro cadeiras cada um. No caso petista, as denúncias de corrupção foram o principal motivo. A expectativa, no entanto, é de um estrago ainda maior quando fevereiro chegar e uma janela de 30 dias for aberta para a troca de partidos sem perda de mandato.

379 vítimas em Colônia

Subiu para 379 o número de mulheres que deram queixa à polícia de Colônia, na Alemanha, contra os árabes e magrebinos que as agrediram na noite de Ano Novo, na estação central da cidade. Quarenta por cento das vítimas sofreram abuso sexual.

Ditadura comunista do Uruguai solta preso político após quatro anos na cadeia, em colaboração com a ditadura boliviana, é o Plano Condor II em ação, a internacional da repressão política

O advogado boliviano Alejandro Melgar em seu primeiro dia de liberdade depois de quase quatro anos preso a pedido do ditador indio cocaleiro trotskista Evo Morales

O advogado uruguaio-boliviano Alejandro Melgar passou os últimos quatro anos preso em uma cadeia de Montevidéu aguardado a decisão sobre um pedido de extradição apresentado pelo governo do indio cocaleiro trotskista Evo Morales, ditador esquerdopata da Bolívia. Melgar foi preso no dia no dia 23 de abril de 2012 em atenção a um pedido da polícia boliviana que alegava ter obtido junto a Interpol uma ordem de captura contra Melgar. Era uma mentira escandalosa, mas o pedido da ditadura comunista da Bolívia foi atendido pela ditadura comunista do Uruguai. É um escancarado caso de Plano Condor II, a internacional da repressão política comunista em ação no Cone Sul. O governo do esquerdopata indio cocaleiro Evo Morales o acusa de terrorismo, em um caso no qual, o próprio Procurador que era responsável pela investigação confessou que tudo não passou de uma armação do governo para perseguir e incriminar opositores. Nos primeiros dias que sucederam à prisão de Melgar, o escritório central da Interpol, com sede na cidade francesa de Lyon, enviou uma mensagem para as autoridades uruguaias negando que haviam pedido a captura. Segundo a mensagem, a instituição disse que não atua em casos de características políticas. "Essa foi, para mim a primeira declaração oficial de minha inocência", disse Alejandro Melgar em sua primeira entrevista concedida depois de ser solto na terça-feira passada.


Na última semana de dezembro, a Justiça uruguaia negou a extradição de Melgar e determinou que ele fosse colocado em liberdade, mediante uma série de condições. Apesar de o processo ter sido encerrado e de não existir nenhuma ação contra o ele, o Tribunal de Apelação determinou a apreensão de seu passaporte, o comparecimento semanal frente a um juiz e o pagamento de uma fiança de 100.000 dólares. "Assassinos e condenados por crimes da ditadura não foram submetidos ao rigor da Justiça, como Alejandro Melgar. O Uruguai errou ao prendê-lo e continua errando em não lhe garantir plenamente seus direitos", diz o deputado Jaime Trobo, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do Uruguai: "Para mim, o caso de Alejandro é o Plan Condor 2". Foi graças ao gesto de solidariedade de uma amigo da família - que entregou os títulos de posse de sua casa, em garantia do pagamento da fiança - que no dia 23 de dezembro passado foi assinada a ordem se soltura de Melgar. Mas as autoridades só cumpriram a ordem no dia 5 de janeiro. "Eu esperava dar um abraço em meus filhos, fora de uma cela. Mas nem isso, me foi permitido. Eles voltaram para Bolívia no dia 29, diante da falta de perspectiva que eu seria solto. Melgar, que denunciou o Uruguai na Corte Interamericana de Direitos Humanos, prepara sua defesa prévia, na expectativa de que poderá vir a ser processado pelo Estado Uruguaio. "Ninguém garante que o Uruguai não apresente uma denúncia contra mim, a partir de uma denúncia reconhecidamente falsa que ainda vigora na Bolívia". O Uruguai sob a ditadura comunista da Frente Ampla, dominada internamente pelos comunistas terroristas tupamaros, é uma nação lixo, cuja única importância é pelo paraíso fiscal de Punta del Este. Fora disso, não passa de uma grande estância. 

Justiça autoriza quebra de sigilos do ex-ministro Edison Lobão

O Supremo Tribunal Federal autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Edison Lobão (PMDB-MA), de André Serwy, apontado por delatores como operador do ex-ministro de Minas e Energia na Lava Jato, e de duas empresas. A decisão é do ministro Teori Zavascki, relator dos inquéritos que investigam o esquema de corrupção da Petrobras. Zavascki atendeu a pedido da Polícia Federal, que teve aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 


Lobão é alvo do Supremo, ao lado de líderes do PMDB, por suspeita de ser beneficiado com o pagamento de propina para a construção da usina de Angra 3. A análise dos dados bancários será de janeiro de 2012 a novembro de 2015. A queda do sigilo fiscal será de 2011 a 2015. A PF sugeriu uma quebra mais ampla, começando em 2010, mas a Procuradoria avaliou que o período deveria ser menor. A defesa do senador Lobão informou que, por ser um homem público, suas contas estão "naturalmente abertas" e que ele próprio colocou seus sigilos à disposição da Polícia Federal quando prestou depoimento. Sua defesa nega o recebimento de propina pelo senador. A Folha não localizou a defesa de André Serwy. Janot argumentou que "não se tem, no atual estágio da investigação, a clareza de quando as vantagens indevidas teriam sido pagas", sendo que as visitas de Serwy à UTC teriam começado em 2012. Há registros de visitas de Serwy de 23 de julho de 2012 até outubro de 2014. As empresas vinculadas à Serwy que foram alvos das quebras são: Leal Santos Alimentos e Agro Industrial Manacapuru. A suspeita do procurador-geral é de que as empresas possam ter sido utilizadas para ocultar patrimônio. "Sabe-se que a incorporação dos valoresao patrimônio dos investigados se deu por meio de processos de ocultação de suas origens", disse Janot. Segundo a delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, Lobão, no comando do ministério, pediu R$ 30 milhões em propina para financiar o PMDB nas eleições de 2014. O empresário contou aos investigadores que pagou R$ 1 milhão ao senador para que fizesse "ingerência" em favor do consórcio da UTC para construção da usina nuclear Angra. O dinheiro foi pago em três parcelas, sendo que em duas, Serwy foi receber pessoalmente no escritório da UTC. Em uma delas, o empresário teria voltado para Brasília de carro, para evitar possíveis problemas no aeroporto, em razão das quantias em dinheiro vivo. De acordo com delatores, parentes de Serwy trabalhariam para Lobão no Senado e seu pai teria sido sócio de Lobão em uma empresa.

Assassinos fugitivos são recapturados na Argentina

Treze dias após fugirem de uma penitenciária na província de Buenos Aires, Víctor Schillaci e os irmãos Martín e Cristian Lanatta – acusados de três assassinatos ocorridos em 2008 – foram recapturados. O desaparecimento deles tinha impactado na política argentina. Havia rumores de que funcionários do governo de Cristina Kirchner eram responsáveis pela fuga. Schillaci e os irmãos faziam parte de uma quadrilha de traficantes de matéria-prima para drogas sintéticas. Durante a campanha eleitoral de 2015, Martín acusou o então chefe de gabinete de Cristina, Aníbal Fernández, de ser o líder da quadrilha e o mandante dos assassinatos. Martín foi o primeiro a ser capturado na manhã deste sábado (9) na província de Santa Fé. Ele estava ferido, pois havia sofrido um acidente de carro durante a fuga. Cristian e Víctor foram encontrados por volta do meio-dia em um pântano na mesma região. Os três estavam em Santa Fé havia alguns dias e já tinham baleado quatro policiais em duas trocas de tiros – uma em 31 de dezembro e outra na última quinta-feira (7). Eles escaparam no dia 27 de dezembro e não enfrentaram resistência, donde se presumiu que a saída havia sido facilitada com o intuito de sabotar o governo da província de Buenos Aires, comandado por María Eugenia Vidal. A governadora é do mesmo partido do novo presidente, Mauricio Macri (PRO). Vidal acusou aliados do governo de Cristina de darem suporte e proteção aos fugitivos. Macri, por sua vez, afirmou que o kirchnerismo é cúmplice dos criminosos. "Por inação, incapacidade ou cumplicidade do governo anterior, o narcotráfico avançou na última década como nunca em nosso país", discursou na segunda (4). Aníbal Fernández era um dos funcionários de Cristina que vinha sendo vinculado à fuga. Após a captura, ele afirmou que os condenados foram pagos para relacioná-lo com o crime organizado. Na sua conta da rede social Twitter, escreveu que quer conhecer com urgência "os termos do acordo da fuga". O suposto envolvimento com traficantes feriu a imagem do político, que acabou perdendo a eleição de governador de Buenos Aires para Vidal.

Um craque dos nossos tempos

O Estadão informa que o ministério público espanhol pediu que Neymar seja convocado na "condição de réu por 'crimes de corrupção entre particulares e fraude' envolvendo sua contratação pelo Barcelona, trâmite necessário antes de encaminhar o pedido de indiciamento. Neymar pode até ser inocente, mas toda essa confusão o torna um craque bastante representativo dos nossos tempos.

A maioria sem voz

Para 80% dos brasileiros, Dilma Rousseff é incapaz de melhorar a vida das pessoas. É o resultado de uma ampla pesquisa encomendada pelo Brazil Institute, do Wilson Center. Só 16% dos entrevistados disseram confiar na presidente. 70% dos brasileiros acham que a economia, em 2016, será pior do que em 2015. 10% acham que será melhor. Ninguém vai representar essa maioria esmagadora?

A mentira sobre a Lava Jato não colou

Para esconder os descalabros de Dilma Rousseff e justificar iniciativas vergonhosas como a MP da leniência, que visa a salvar as empreiteiras do petrolão, o governo do PT tenta incutir na população a mentira de que a Lava Jato travou a economia nacional. Só que a mentira não colou. De acordo com a pesquisa do Instituto Ideia Inteligência, divulgada por Vera Magalhães, da Veja.com, 65% dos entrevistados não concordaram com a afirmação de que a Lava-Jato impede a recuperação econômica do Brasil, contra apenas 10% que concordaram. Mais: 88% foram contra a ideia de que a operação deve ser paralisada para não prejudicar a economia.

"Ó, Minas Gerais, quem te conhece não volta jamais"

Minas Gerais ajudou a eleger Dilma Rousseff; Dilma Rousseff resolveu pagar com ingratidão. Ontem, depois do infame selfie com os jornalistas que a entrevistaram, a petista disse que precisava ir logo para Porto Alegre, para conhecer o seu segundo neto. De acordo com O Globo, "Nesse momento, ela aproveitou para cantar trechos do hino dos gaúchos. Em seguida, engatou a música 'Peixe Vivo' e brincou com a canção oficial de Minas Gerais: 'Ó, Minas Gerais, quem te conhece não volta jamais'". Dilma Rousseff, quem te conhece não te elege jamais.

Chefe de polícia afastado

O chefe de polícia de Colônia, na Alemanha, foi afastado por causa do abuso sexual em massa cometido por uma turba de árabes e magrebinos, na estação central da cidade, durante a passagem de ano. Os policiais presentes na estação não moveram um palha para impedir que quase uma centena de mulheres fosse atacada.

Berzoini e a grampolândia do pré-sal

A coluna Radar informa que a Petrobras está fechando uma parceria com a Abin para "troca de informações de inteligência" e que "a estatal quer usar dados da agência do governo para evitar que casos com o da Lava Jato se repitam". Embarcar nessa versão é ingenuidade, pois a Abin hoje está diretamente subordinada a Ricardo Berzoini, homem do time de João Vaccari e Luiz Gushiken. Berzoini, pelo visto, quer montar um aparato particular de contrainteligência na estatal para se antecipar a eventuais operações da Polícia Federal. Vai ser a grampolândia do pré-sal.

A simbiose entre Jaques Wagner e a OAS

Jaques Wagner, quando governador da Bahia, contratou como chefe de gabinete da Casa Civil o executivo Bruno Dauster, ex-diretor da OAS que trabalhou por duas décadas na empreiteira. Dauster foi promovido a secretário da Casa Civil de Rui Costa, que Wagner transformou em sucessor. Durante 2014, Costa teve como secretário de Desenvolvimento outro ex-diretor da OAS: Manuel Ribeiro Filho. A OAS e o PT da Bahia são uma coisa só.

Só pode ser doença

O jornal O Tempo informa que Fernando Pimentel mandou pintar de vermelho a fachada de 613 unidades do programa Farmácia de Minas. A medida vai custar R$ 3,4 milhões. O programa foi criado em 2008 e sempre usou o "verde capim-limão".

O prestígio de JW só aumenta

O Estadão diz que a credibilidade de Jaques Wagner no governo não foi abalada pela revelação das mensagens de Léo Pinheiro e que Dilma Rousseff não viu "gravidade" no episódio. O Antagonista avalia que o prestígio de JW até aumentou.

VIAGEM EM FAMÍLIA - CLÃ SARTORI INTEIRO VIAJA PARA A FLÓRIDA, POR LONGOS 15 DIAS DE FÉRIAS

Informa a jornalista Rosane Oliveira, petista bem considerada no Palácio Piratini, no governo do peemedebista José Ivo Sartori: "As férias do governador José Ivo Sartori serão uma verdadeira excursão familiar para os Estados Unidos. O Piratini não divulga detalhes do roteiro, já que a viagem é de caráter particular, mas o governador confirmou à coluna que vai a família inteira. Além da primeira dama, Maria Helena, e dos filhos, Marcos e Carolina, embarcarão para a Flórida irmãos, cunhados e sobrinhos. Sartori tinha planejado uma viagem internacional para depois da eleição, em 2014, mas desistiu para se dedicar à montagem do governo. Agora, serão 15 dias de descanso". Falta dinheiro no governo gaúcho para pagar os salários dos funcionários públicos, a comida das crianças nas escolas, os hospitais, o Estado vive uma crise financeira estrutural como nunca viu antes em sua história, etc..., mas não falta dinheiro para a família Sartori se esbaldar nos Estados Unidos. Vai todo o clã, por 15 dias. E pouco importa o câmbio com dólar a mais de 4 reais. Êta família poderosa....

Governo da petista Dilma abriga terrorista islâmico, já condenado na França e banido da Suiça, dando aulas na UFRJ


Condenado em 2009 por planejar atentados terroristas na França, Adlène Hicheur, argelino naturalizado francês — que dá aulas de Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — está sendo investigado pela Polícia Federal brasileira. Enquanto vivia em Paris, ele foi preso e condenado a cinco anos de detenção pela acusação de planejar atentados terroristas. Ao ser preso, ele disse que era um “bode expiatório”. A revista “Época” teve acesso aos 35 e-mails trocados entre um interlocutor apelidado Phenix Shadow e Hicheur e descriptografados pela Inteligência francesa. Especialista em física das partículas elementares, Hicheur fazia parte da equipe da Organização Européia de Pesquisa Nuclear (Cern) em Genebra, na Suíça. Em 2009, tirou uma licença médica e foi para a casa dos pais, na França. Lá, passou a frequentar um fórum na internet usado por jihadistas e a trocar mensagens com Phenix Shadow — que seria Mustapha Debchi, apontado pelo governo francês como membro da al-Qaeda na Argélia. A polícia francesa identificou potencial de risco nas mensagens e passou a monitorar Hicheur. Ao longo da conversa, Phenix fez uma abordagem sem rodeios a Hicheur: “Caro irmão, vamos direto ao ponto: você está disposto a trabalhar em uma unidade de ativação na França? Que tipo de ajuda poderíamos te dar para que isso seja feito?” Cinco dias depois, a resposta. “Sim, claro”. No texto, ele revela que planejava deixar a Europa nos próximos anos, mas que poderia rever o plano. Para permanecer, Hicheur mencionou uma estratégia: “Trabalhar no seio da casa do inimigo central e esvaziar o sangue de suas forças”. Após as mensagens, a polícia francesa — que encontrou em seu computador um arquivo criptografado no qual se discutia o envio de € 8 mil para a al-Qaeda — decidiu prender Hicheur. Depois de obter a liberdade condicional, em 2012, Hicheur mudou informações na Wikipedia que mencionavam o caso, e tentou, sem sucesso, recuperar o emprego no Cern — ele foi barrado pela polícia. A Justiça suíça também manteve a proibição da presença do cientista no país até abril de 2018. “A gravidade dos fatos leva o tribunal a considerar que a manutenção da interdição de entrada se justifica por motivos ligados à segurança interior e exterior da Suíça”, diz a decisão. O que não impediu que o físico viesse para o Brasil, onde conseguiu uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 2013. Desde então, Hicheur vive no bairro da Tijuca, no Rio, e tem visto de trabalho da UFRJ até julho. Entre 2013 e 2014, Hicheur recebeu R$ 56 mil como bolsista do CNPq — o órgão diz que, ao contratar, faz “análise baseada no mérito científico da proposta e no currículo do candidato”. Depois, tornou-se professor visitante da UFRJ, com salário de R$ 11 mil por mês. A universidade, segundo “Época”, informou que a contratação seguiu as normas usuais para professores visitantes estrangeiros, de quem são exigidos passaporte com visto. Encontrado na universidade pela revista, ele negou-se a comentar o caso. "Gostaria de ser deixado em paz. Se você escrever ou falar qualquer coisa, você não imagina as consequências para você e para mim", afirmou a “Época”: "Esse tipo de assunto hoje em dia não é assunto tratado de maneira analítica e com razão. Estamos numa época de histeria. Eu decidi não falar nada só para reconstruir minha vida". A Polícia Federal passou a investigá-lo após uma reportagem da rede de TV americana CNN no início de 2015 numa mesquita no Rio de Janeiro, em que um frequentador defendia os ataques ao semanário francês “Charlie Hebdo” e levantou a camisa, revelando um símbolo do Estado islâmico. Com a descoberta que Hicheur também frequentava o templo, ele também passou a ser investigado, e seu escritório na UFRJ e seu apartamento na Tijuca foram revistados. 

Banco Central atribui inflação alta em 2015 a decisões da equipe econômica


O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, divulgou na noite desta sexta-feira, a carta que enviou ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para justificar o descumprimento da meta de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 10,67% em 2015 e o objetivo do BC era de 4,5%. Em 13 páginas, Tombini fala abertamente, pela primeira vez, como decisões da equipe econômica provocaram alta de preços. Ele ataca, principalmente, o fato de o governo enviar para o Congresso Nacional um orçamento deficitário para este ano e admite que isso fez o dólar (um dos principais vilões da inflação do ano passado) subir rapidamente. "Em julho, o anúncio de alterações nas trajetórias para as variáveis fiscais afetou as expectativas de inflação e os preços de ativos e contribuiu para criar uma percepção menos positiva sobre o ambiente macroeconômico no médio e no longo prazo. No final de agosto, a perspectiva de nova mudança de trajetória para as variáveis fiscais, implícita na proposta orçamentária para 2016, novamente afetou as expectativas e, de forma significativa, os preços de ativos", frisou Tombini, que disse que o processo foi agravado pelo rebaixamento da nota de crédito soberano por duas das mais importantes agências de classificação de riscos. Alexandre Tombini disse que isso interrompeu um processo de ancoragem das expectativas que estava em curso desde o fim de 2014. Para piorar o quadro, mudanças no gerenciamento da política cambial na China contribuíram para mais alta do dólar e um repasse maior para a inflação brasileira. O Banco Central também culpa o aumento de tarifas públicas (como a alta da conta de luz) feito no ano passado pelo descumprimento da meta. E ainda indicou que deve haver mais altas de juros: “Não obstante o esforço de política monetária já realizado, vale reiterar que, nas atuais circunstâncias, a política monetária deve manter-se vigilante para conter eventuais efeitos adicionais resultantes dos dois importantes processos de ajustes de preços relativos que dominaram a economia em 2015. Só assim será possível ancorar as expectativas, um dos pilares do regime de metas para a inflação, e assegurar a convergência da inflação para a meta”. ‪O presidente do Banco Central argumentou que, para controlar a inflação, nos sete primeiros meses do ano passado aumentou os juros cinco vezes em 0,5 ponto percentual. Com isso, a taxa básica (Selic) atingir 14,25% ao ano. Isso seria, na visão do Banco Central, suficiente para a convergência da inflação para a meta. Esse plano foi frustrado pelo impacto das incertezas fiscais e uma alta ainda maior das tarifas. Tombini disse que, em outubro, quando viu que a alta do dólar e das tarifas públicas seria mais intenso e mais prolongado que o antecipado, decidiu alongar o prazo de convergência da inflação, que estava previsto para 2017. O argumento é que seria um “custo adicional para a economia, em termos de sacrifício do produto, na busca por maior desinflação em curto espaço de tempo”. Na reunião seguinte do Copom, em novembro, novamente as incertezas fiscais voltam a preocupar e dois diretores já votam por uma alta dos juros. Tombini explica para Nelson Barbosa que a dúvida em questão é quando o governo voltaria a poupar dinheiro para pagar juros da dívida. E ainda ressaltou que há incertezas em relação à composição do chamado superávit primário. Tombini promete que as ações de política monetária restringirão a propagação dessa alta de preços para períodos mais distantes, contendo os chamados efeitos de segunda ordem sobre os demais preços da economia. E a recessão, intensificada por eventos não econômicos, contribuirá para queda da inflação e auxiliará na quebra da resiliência de preços. No entanto, o presidente do BC, colocou uma condicionante nesse processo: “‪O Banco Central ressalta que a política monetária deve também buscar o período adequado para que a inflação volte à trajetória das metas previamente definidas, o que depende, sobretudo, da magnitude e do grau de persistência dos ajustes de preços relativos”, disse, antes de prometer cumprir a meta no ano que vem: ‪“Nesse contexto, é importante ressaltar que, independentemente do contorno das demais políticas, o Banco Central adotará as medidas necessárias de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas, ou seja, circunscrever a inflação aos limites estabelecidos pelo CMN, em 2016, e fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017”. Em entrevista ao Jornal Nacional, Tombini deixou claro que a autoridade monetária usará a taxa básica de juros para conter a inflação. Essa foi a quarta vez que um presidente do BC teve de enviar uma carta ao ministro da Fazenda por descumprir a meta de inflação. Desde 2004, o IPCA ficava dentro dos limites estabelecidos pela equipe econômica e não havia necessidade de uma correspondência formal.

Inflação de 2015 fica em 10,67%, a maior em 13 anos


Em um ano marcado pelo aumento nos preços de alimentos, energia elétrica e combustíveis, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2015 em 10,67%, a maior taxa desde 2002, quando ficou em 12,53%. No mês, o índice ficou em 0,96%, o mais alto para dezembro também em 13 anos. O IPCA do último mês de 2014 ficou em 0,78%, encerrando o ano em 6,41%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a inflação medida pelo IBGE para quem ganha até cinco salários mínimos e que é o mais utilizado nas negociações salariais, fechou 2015 em 11,28%, bem acima dos 6,23% de 2014. A taxa acumulada no ano também foi a mais elevada desde 2002, quando ficou em 14,74%. Os alimentos foram os que mais pressionaram o índice, com variação de 12,36%, enquanto os produtos e serviços não alimentícios ficaram 10,80% mais caros. O resultado do IPCA ficou dentro da expectativa dos analistas. Dez economistas ouvidos esta semana estimaram que a taxa de 2015 ficaria entre 10,5% e 10,8%. A meta oficial de inflação do governo é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Mas em julho o acumulado no ano já havia atingido 6,83%. Desde que o regime de metas de inflação foi adotado, em 1999, o teto foi ultrapassado outras três vezes: em 2001, 2002 e 2003. Quando ocorre o estouro da meta, o presidente do Banco Central tem que publicar uma carta aberta ao ministro da Fazenda, contendo a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que essas medidas produzam efeito. O maior impacto do ano sobre o IPCA, de 1,5 ponto percentual, ficou com a energia elétrica que, juntamente com os combustíveis (1,04 ponto percentual), representa 24% do índice de 2015. As contas de energia elétrica aumentaram, em média, 51%, cabendo a São Paulo (70,97%) e Curitiba (69,22%) as maiores variações. Nos combustíveis (21,43%), o litro da gasolina subiu 20,10% em média, chegando a 27,13% na região metropolitana de Recife. O etanol teve um aumento médio de 29,63%, atingindo 33,75% na região metropolitana de Curitiba, próximo dos 33,65% de São Paulo. Dos 373 itens pesquisados pelo IBGE, em dezembro 160 deles apresentaram variação acima de 10% no acumulado em 12 meses. O número de itens com inflação acima de 10% foi crescendo gradualmente ao longo do ano. Em janeiro eram 91. De acordo com Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, isso mostra que os aumentos no gás de cozinha, na energia e nos combustíveis foram contaminando mês a mês os custos de produção, elevando os preços no geral. Em 2015, o consumidor passou a pagar mais caro em todos os grupos de produtos e serviços que compõem o custo de vida, especialmente pelas despesas relativas a habitação, que subiram 18,31%. Em relação ao ano anterior, apenas em artigos de residência (5,36%) a variação foi menos intensa. Outras despesas com habitação (18,31%) pesaram no orçamento, além da energia elétrica. Importante no preparo dos alimentos, o botijão de gás se destaca com aumento médio de 22,55%, superado por Goiânia, com 35,86%. As contas de água e esgoto subiram 14,75%, chegando a 23,10% também em Goiânia. Enquanto o aluguel aumentou 7,83%, o condomínio foi a 9,72% e os artigos de limpeza, 9,56%. No grupo alimentação e bebidas, o de maior peso no IPCA (25,10%), a alta foi de 12,03% no ano. Considerando os alimentos adquiridos para consumo em casa, a alta foi generalizada. Vários produtos ficaram bem mais caros de 2014 para 2015, destacando-se a cebola (60,61%), o tomate (47,45%), a batata inglesa (34,18%) e o feijão carioca (30,38%), produtos importantes na mesa do consumidor. Nos Transportes (10,16%), grupo que detém 18,37% de peso no IPCA, superado apenas pelos alimentos, houve pressão dos meios de transporte público, além dos combustíveis: ônibus urbanos (15,09%), trem (12,39%), ônibus intermunicipal (11,95%), ônibus interestadual (11,42%) e táxi (7,24%). Quanto aos grupos despesas pessoais (9,50%), educação (9,25%) e saúde e cuidados pessoais (9,23%), os resultados ficaram próximos. Nas despesas pessoais, pelos serviços dos empregados domésticos, as famílias passaram a pagar rendimentos mais elevados em 8,35%. Outros itens ficaram mais caros, com destaque para: jogos lotéricos (47,50%), serviço bancário (11,40%), excursão (9,69%), cabeleireiro (9,20%), cigarro (8,20%) e manicure (7,82%).

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As despesas com educação (9,25%) aumentaram, pois as mensalidades das escolas subiram 9,17% e os cursos diversos, como idioma e informática, subiram 10,32%. A respeito das despesas com saúde e cuidados pessoais (9,23%), foi o item plano de saúde que exerceu a principal pressão já que as mensalidades subiram 12,15%. Foram registrados aumentos significativos, também, nos preços dos serviços médicos e dentários (9,04%), dos serviços laboratoriais e hospitalares (8,43%), dos artigos de higiene pessoal (9,13%) e dos remédios (6,89%). Os artigos de residência (5,36%), de vestuário (4,46%) e comunicação (2,11%) foram os grupos com as menores taxas no IPCA do ano. No mês, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, as maiores variações foram identificadas em alimentação e bebidas (1,50%) e transportes (1,36%) que, juntos, responderam por 66% do IPCA do mês, já que a soma de suas contribuições gerou 0,63 ponto percentual. Os preços dos produtos consumidos em casa subiram 1,96%, em média, bem mais do que a alimentação fora de casa, cuja variação foi de 0,65%. Alguns itens apresentaram aumentos expressivos, a exemplo da cebola (13,71%) e do tomate (11,45%), açúcar refinado (10,20%) e cristal (7,14%), feijão fradinho (7,24%) e carioca (7,02%). Nos transportes, a alta de 1,36% foi influenciada por passagens aéreas, pois as tarifas dos voos ofertados em dezembro ficaram 37,07% acima das tarifas de novembro, quando foi registrada queda de 5,18%. Com 0,14 ponto percentual na formação do IPCA do mês, as passagens aéreas lideraram a lista das principais contribuições individuais. Além disso, os combustíveis, que nos dois meses anteriores se mantiveram na dianteira das contribuições, continuaram com seus preços em elevação, ainda que em menor intensidade. A alta ficou em 1,5%, sendo 1,26% o aumento do litro da gasolina e 2,8% o litro do etanol. Ainda no grupo transportes (1,36%), destacam-se o item automóvel usado (0,78%) e as tarifas dos ônibus interestaduais (2,35%), refletindo aumentos ocorridos em Goiânia (13,17%), Brasília (9,7%), São Paulo (3,5%), Fortaleza (1,66%) e Curitiba (1,47%). Os artigos de vestuário, com 1,15%, também mostraram alta expressiva, destacando-se as roupas femininas (1,65%) e masculinas (1,23%). O grupo saúde e cuidados pessoais (0,7%) foi influenciado pelos itens plano de saúde (1,06%), serviços laboratoriais e hospitalares (0,95%) e artigos de higiene pessoal (0,9%), enquanto o grupo despesas pessoais (0,57%) sofreu pressão de excursão (5,76%), manicure (1,16%), cabeleireiro (1,09%) e empregado doméstico (0,43%). Curitiba foi a região metropolitana com a maior variação do IPCA no ano, de (12,58%) tendo em vista o impacto do reajuste de 50% nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre uma quantidade expressiva de itens, com vigência desde o dia 1º de abril. Pesaram ainda a alta dos alimentos consumidos em casa (16,36%), além da energia elétrica, cujas tarifas aumentaram 69,22%. O Rio teve a sexta maior inflação anual entre as 13 regiões pesquisadas, com uma taxa de 10,52%. Já o índice mais baixo foi o de Belo Horizonte (9,22%), onde os alimentos subiram 9,69%, menos do que o resultado nacional (12,03%). (O Globo)

Recessão veio para ficar

Ao comparar a crise atual do Brasil com o pânico de 2008, o banco norte-americano Wells Fargo nota diferença na raiz do problema e lamenta a falta de perspectivas de melhora. Antes, tão logo o ambiente externo retomou a atividade, as indústrias voltaram a crescer. Desta vez as principais razões da crise derivam do nosso próprio quintal, com inflação elevada e resistente, aumento do déficit fiscal, desdobramentos da Operação Lava Jato e a crise política que pode levar ao impeachment da presidente Dilma.

Supremo autoriza quebra de sigilo de Cunha

Teori Zavascki autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Eduardo Cunha, da mulher dele, Cláudia Cruz, eda filha, Danielle. Também serão devassadas as movimentações bancárias de empresas ligadas à família, como a C3 Produções e a Jesus.com. O pedido foi feito pela PGR em outubro.

Mais um delator contra o PT

A Lava Jato tem um novo delator, Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva, sócio de Julio Faerman, o operador da SBM que, segundo Pedro Barusco, repassou 300 mil dólares em propina para a campanha de Dilma Rousseff. O G1 lembra que Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva, conhecido como Robin, visitou a Petrobras 727 vezes entre 2000 e 2014. Em 2009, ele foi 139 vezes à sede da estatal, sobretudo para se encontrar com os homens do PT - Renato Duque e Pedro Barusco.

Para Léo Pinheiro falar

O Antagonista também foi informado de que, se a Polícia Federal conseguir pegar Antonio Carlos Mata Pires, o filho do dono da OAS que é casado com a filha de J. Hawilla, conseguirá a delação de Léo Pinheiro. Essa seria, aliás, "a única maneira" de conseguir um acordo com o ex-presidente da OAS.

Petrolão pode cruzar com escândalo da Fifa

Na mensagem divulgada ontem citando um encontro de Léo Pinheiro com Aldemir Bendine, o empreiteiro diz que teria de ir ao encontro com "ACMP" para falar de uma "nova debênture" que seria vital. O Antagonista foi informado de que ACMP é Antonio Carlos Mata Pires, filho do Cesar Mata Pires, fundador da OAS. ACMP é casado com Renata Hawilla, filha de J. Hawilla, da Traffic, que firmou delação premiada na investigação do FBI sobre corrupção na Fifa. Todos os caminhos da corrupção se cruzam.

A Bahia é da OAS

Nestor Cerveró disse que José Sérgio Gabrielli desviou dinheiro da Petrobras para a campanha eleitoral de Jaques Wagner, em 2006. Quando José Sérgio Gabrielli foi afastado da Petrobras, seis anos mais tarde, Jaques Wagner empregou-o como secretário de Planejamento da Bahia. Ele não foi o único integrante do esquema de Jaques Wagner a merecer um cargo no governo baiano. O Estadão informa que dois executivos da OAS, citados nas mensagens de Léo Pinheiro, também assumiram secretarias estaduais. O primeiro, Manuel Ribeiro Filho, foi nomeado secretário de Desenvolvimento Urbano na gestão de Rui Costa, sucessor de Jaques Wagner. O segundo, Bruno Dauster, tornou-se chefe de gabinete da Casa Civil durante o governo Jaques Wagner e foi promovido a secretário da Casa Civil por Rui Costa.

Janot é movido a vazamentos

Rodrigo Janot, segundo a Veja, "estuda incluir Jaques Wagner em lista de investigados" da Lava Jato. A revista se refere às mensagens apreendidas no celular de Léo Pinheiro, em que Jaques Wagner aparece negociando o pagamento da OAS a um candidato a prefeito de Salvador. Considerando que a denúncia de Nestor Cerveró contra Jaques Wagner é muito mais forte do que as mensagens de Léo Pinheiro, O Antagonista se pergunta por que Rodrigo Janot ainda não o incluiu na lista de investigados. Ele só investiga depois que algum benemérito vaza um documento?

O fim é Lula

A denúncia de Nestor Cerveró de que Jaques Wagner recebeu propina desviada por José Sérgio Gabrielli responde a um monte de questões. Até agora, José Sérgio Gabrielli só havia aparecido marginalmente na Lava Jato, embora tenha presidido a Petrobras de 2005 a 2012, os anos do petrolão. Os baianos José Sérgio Gabrielli e Jaques Wagner são homens de Lula. E Lula é homem das empreiteiras baianas: a OAS, a Odebrecht e a UTC. Acuado pela Lava Jato, que prendeu os presidentes da OAS, da Odebrecht e da UTC, Lula colocou Jaques Wagner na Casa Civil de Dilma Rousseff. A missão de Jaques Wagner é melar as investigações. Os acordos de leniência foram o primeiro resultado dessa operação. Mas a Lava Jato reagiu, enquadrando Jaques Wagner e José Sérgio Gabrielli. Isso tudo só vai acabar quando Lula for preso.

Léo Pinheiro é o cara

Ainda em 2014, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o presidente da OAS, Léo Pinheiro, recebeu uma mensagem de Carlos Borges, diretor da Funcef: “Não esqueça de me reservar uma vaga de office boy nesse arranjo político. Afinal, com sua influência junto ao Galego e a Lula, você é O CARA”. O Galego, para quem não sabe, é Jaques Wagner. Lula é Lula. E Carlos Borges é o diretor da Funcef que recebeu Alberto Youssef em seu escritório, a pedido de André Vargas. Esse é o "arranjo político" que dá as ordens no Brasil.

Procuradoria da República encontra 94 pedidos de Eduardo Cunha para se encontrar com empreiteiro delator


A Procuradoria Geral da República detectou, nas mensagens de celular do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, um total de 94 pedidos de "encontro, ligação ou contato", entre ele e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os dados foram descritos no pedido de busca e apreensão nos endereços de Eduardo Cunha, operação realizada em dezembro. Nas mensagens, eles acertam mudanças em projetos de interesse da OAS na Câmara e doações eleitorais, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta serem propina em troca da ajuda que Eduardo Cunha dá no em projetos no Legislativo. "Em contraprestação, Eduardo Cunha recebia vantagens indevidas, para si e para outrem, em forma de `doações' eleitorais", escreveu Janot. Segundo resumo das trocas de mensagens de Léo Pinheiro e Eduardo Cunha, há "94 pedidos em dias diferentes para encontro, ligação ou contato", 18 comunicações que indicam que um deles estaria em um local para encontro, 35 "pedidos/solicitações/cobranças/agradecimentos" de Eduardo Cunha para o empreiteiro e 30 de Pinheiro para Cunha. As conversas indicam, por exemplo, que a OAS escrevia emendas para Eduardo Cunha apresentar em medidas provisórias no Congresso. "Mandei para seu e-mail as emendas de EC refeitas", enviou um funcionário para o empreiteiro Léo Pinheiro. Janot também aponta que Cunha prometeu interceder a favor da OAS junto ao então ministro da Aviação Civil, Moreira Franco (PMDB), por questões relacionadas a obras em aeroportos, mas não há conclusão se a ajuda de fato foi efetivada. Em contrapartida, Eduardo Cunha fazia frequentes cobranças e negociações de doações à OAS, diz a Procuradoria Geral da República. "O tesoureiro Rogério Vargas, 900", enviou Cunha a Léo Pinheiro, mensagem interpretada pela Procuradoria Geral da República como uma cobrança de doação de R$ 900 mil ao tesoureiro do PSC. Em outra mensagem, segundo a Procuradoria Geral da República, Eduardo Cunha conta ter combinado uma doação com a Odebrecht para a campanha do correligionário Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) ao governo do Rio Grande do Norte e pede para Léo Pinheiro "acertar" com ele depois. "Tive com Júnior (da Odebrecht) pedi a ele para doar por você ao Henrique, acho que ele fará algo, tudo bem?", escreveu Cunha a Léo Pinheiro. Cunha tem afirmado que nunca recebeu propina e, em nota desta sexta-feira (8), afirmou que "existe uma investigação seletiva da Procuradoria Geral da República" contra ele. "Reitera que jamais recebeu qualquer vantagem indevida de quem quer que seja e desafia a provarem", informou na nota.

Ministro Ricardo Lewandowski nega pedido de liberdade para empreiteiro Marcelo Odebrecht


O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, negou nesta sexta-feira (8) um habeas corpus pedido pela defesa do empreiteiro baiano Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira que leva seu sobrenome. Ele está preso em Curitiba e vai ficar lá. O ministro justificou sua decisão com base no parecer da Procuradoria-geral da República, que sustenta que há risco de, uma vez fora da cadeia, o empresário volte a interferir no processo judicial. "A Procuradoria salienta, que o paciente, solto, continuaria a obstruir a instrução a instrução processual, segundo consta, ainda não encerrada", diz Lewandowski, em seu parecer. Embora o relator dos processos da Operação Lava Jato seja o ministro Teori Zavascki, cabe ao presidente do Supremo despachar as demandas da corte durante o recesso do Judiciário, que termina em fevereiro. Preso preventivamente desde julho do ano passado, acusado de ser um dos mentores do esquema de corrupção na Petrobras, Odebrecht vem pleiteando a liberdade em todas as instâncias. O próprio STF, em decisão assinada por Teori Zavascki, no final de outubro,já havia negado o pedido da defesa para que Odebrecht deixasse a Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde está preso.