segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Governo Sartori vem aí com nova farsa na área da Segurança Pública, a da criação de mais vagas no sistema prisional


O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), apresenta à votação da Assembléia Legislativa, nesta terça-feira, um projeto de lei permitindo a permuta da área e do prédio da Fundação de Recursos Humanos, localizado na Avenida Praia de Belas, em troca da criação de mil vagas prisionais. O que interessa não é a edificação pública existente na área, mas o terreno onde essa edificação estão localizada, cujo valor de mercado é estimado em mais de R$ 40 milhões, o que é muito pouco. Esse terreno fica colado a outro, a maior área disponível em região próxima do centro da capital gaúcha e ao lado do Shopping Praia de Belas, pertencente a fundo de investimento imobiliário do Grupo Zaffari (um dos maiores investidores no Brasil no setor imobiliário). Quem teve a idéia original deste projeto foi o governo do peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. Agora ela é repaginado para o Grupo Zaffari entregar, em troca do terreno, a construção de novos prédios com vagas prisionais para o Estado. Isso é mais uma lorota para o governo Sartori nada fazer na área de criação de novas vagas para presos, ponto crucial no combate à insegurança pública que afeta o Rio Grande do Sul. Bandidos, para deixarem de praticar bandidagens, precisam ser presos; para isso é preciso lugar para eles em presídios; mas, presídios levam muito tempo para ser construídos, não menos de três anos; então essa é uma miragem que o governo Sartori está esfregando nos olhos dos gaúchos. A única solução, emergencial, rápida, eficaz e barata, se constituiria na criação de campos de aprisionamento, formados por contêineres transformados em celas. Mas, para que isso possa acelerar, seriam necessárias duas coisas muito escassas em políticos: 1) a vontade política; 2) edição de decreto estabelecendo a situação caótica, emergencial, na área, para a permissão de imediata intervenção do Estado. Se nada disto for feito, o projeto que será votado amanhã na Assembléia Legislativa não passará de uma medida permitindo a realização de um gigantesco negócio de pai para filha entre Estado e Grupo Zaffari. 

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