quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Governo federal reduz em R$ 1 bilhão preço mínimo para venda da Celg


O governo federal definiu um novo valor mínimo para a venda da distribuidora de energia Celg, controlada pela Eletrobras, de R$ 1,792 bilhão, ante R$ 2,8 bilhões estabelecidos anteriormente como preço mínimo. A falta de interessados na distribuidora levou a um cancelamento do leilão de privatização agendado para agosto. O valor de mercado da Celg ficou em R$ 4,448 bilhões, incluindo dívidas que um eventual comprador terá que assumir, segundo comunicado da Eletrobras e resolução publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (14). Anteriormente, o valor total da companhia, incluindo a dívida, havia sido estimado em R$ 5,2 bilhões. A distribuidora é controlada pela Eletrobras, que detém 50,93% do seu capital social, e pelo governo de Goiás, que possui, via CelgPar, 49% do capital da empresa. O novo edital do leilão da distribuidora goiana de energia elétrica Celg-D, da Eletrobras, deve ser publicado em outubro, e a venda deve ocorrer já em novembro, disse nesta quarta-feira (14) o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a jornalistas. Segundo ele, no caso da distribuidora goiana, não será observado o prazo de cem dias entre edital e leilão, como o governo havia anunciado que seria o padrão daqui por diante, porque os principais termos do edital já são conhecidos pelo mercado, uma vez que já houve uma tentativa de leiloar a empresa, o que acabou não se concretizando por falta de interessados anteriormente. A decisão de revisão dos valores foi tomada pelo Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimento) da Presidência da República. A Eletrobras destacou que a venda das ações da Celg depende de aprovação pelos órgãos de controle e da Eletrobras, que realizara assembleia geral de acionistas.

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