segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Eduardo Cunha pede audiência com presidente do STF para discutir impeachment


Na semana seguinte à definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os trâmites aplicados durante a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenta uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para cobrar celeridade na publicação do acórdão do julgamento, que é justamente a decisão formal dos ministros. Cunha já anunciou que vai ingressar com embargos de declaração na corte para cobrar esclarecimentos sobre o julgamento - e promete paralisar a Casa enquanto não obtiver uma resposta. A possibilidade de um encontro com Lewandowski foi discutida nesta tarde entre Cunha e demais líderes partidários, que devem acompanhá-lo na visita à corte. O presidente da Câmara pediu a reunião com o ministro para esta terça-feira. Ainda não há uma resposta do presidente do STF. "Eu pedi e estou aguardando se pode ser amanhã. Vamos pedir a celeridade na publicação do acórdão ou que julgue os embargos mesmo sem a publicação. O objetivo é não retardar, e por isso a gente está fazendo esse apelo", disse o peemedebista nesta segunda-feira. Na última quinta-feira, o STF derrubou as decisões recentes da Câmara sobre o rito do impeachment. A corte vetou a possibilidade de eleição secreta na formação da comissão que vai discutir o afastamento de Dilma e impediu as candidaturas avulsas - aquelas que diferem das indicações dos líderes partidários. Eduardo Cunha disse que persistem algumas dúvidas sobre os procedimentos que podem ser adotados daqui em diante e anunciou que vai ingressar no dia 1º de fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário, com embargos de declaração pedindo esses esclarecimentos. "Nós não queremos descumprir nenhuma decisão e nem iremos. A gente precisa que seja esclarecida a decisão para que possa segui-la fielmente sem nenhum problema. Não há contestação da decisão", afirmou o presidente da Câmara. As dúvidas sobre a comissão do impeachment devem ser estendidas aos demais colegiados da Casa, o que levará à paralisação de ao menos parte dos trabalhos da Câmara no início de 2016. Cunha disse que não vai convocar as comissões permanentes enquanto o supremo não se manifestar sobre os embargos e que não se sente "confortável" de dar curso a eleições secretas e com candidaturas alternativas, como costuma acontecer nas comissões, enquanto a questão não tiver clara. "Nós marcaríamos a distribuição [dos colegiados] logo na primeira semana de janeiro, mas já não poderemos fazê-lo. Não queremos dar curso a uma questão que pode dar problemas depois", disse.

Réus da Zelotes passam Natal na cadeia

A juíza Rosimayre Gonçalves de Carvalho, plantonista da 10ª Vara, negou habeas corpus a Alexandre Paes dos Santos, José Ricardo da Silva, Mauro Marcondes Machado, Francisco Florêncio da Silva e Halysson Carvalho. Os cinco são investigados pela Operação Zelotes por venda de medidas provisórias que beneficiaram a indústria automotiva.

Zelotes no gabinete de Barbosa

N,elson Barbosa escolheu para seu secretário-executivo no Ministério da Fazenda Dyogo Henrique Oliveira, que é alvo da Operação Zelotes. O Ministério Público Federal pediu até a quebra de sigilo bancário e fiscal de Oliveira, que seria o elo no governo federal dos lobistas suspeitos de negociar medidas provisórias. Dyogo é citado em anotações de APS e de Mauro Marcondes, o amigão de Lula que depositou R$ 2,5 milhões na conta do caçula Luís Cláudio, o Luleco. É assim que Barbosa quer passar confiança ao mercado.

Carminha não tem estômago

Não deve ter sido fácil para Carmén Lucia negar acesso de Luís Cláudio Lula da Silva ao inquérito da Operação Zelotes. Ela tentou convencer os colegas que pedidos assim deveriam ser sorteados, apesar de ser relatora do caso. A ministra fez o mesmo com os habeas corpus de investigados da Zelotes, recusando-se a analisá-los. Carminha, como é conhecida entre os mais íntimos, fez muito esforço para virar ministra do Supremo, mas parece não ter estômago para temas fortes. Ficou com o caso de Fernando Collor por quatro anos na gaveta, tanto que alguns crimes prescreveram.

Não vai faltar biscoito no Natal

O governo federal vai gastar 248 mil reais para comprar "biscoitos, queijos, barras de cereal, sucos, refrigerantes, chás e cafés para atender as autoridades nos palácios do Planalto e da Alvorada, na Granja do Torto e nos gabinetes de SP, Belo Horizonte e Porto Alegre". As lojas estão vazias neste Natal, mas Dilma Rousseff continua a gastar.

Antecipação

Dada a sua experiência administrativa, José Serra integrará um eventual governo Michel Temer como quadro técnico, para a irritação de Aécio Neves e Geraldo Alckmin.

Cedo demais

Elmar Varjão, presidente da OAS preso na Operação Vidas Secas, já está livre, leve e solto. O juiz federal Felipe Pimentel de Oliveira acatou o pedido da defesa do empreiteiro e o libertou com apenas três dias, antes mesmo do fim do prazo de cinco dias da prisão temporária. Também foi solto o conselheiro do grupo OAS Mario de Queiroz Galvão. "No presente momento, não vislumbro que os investigados importem prejuízo concreto para a continuidade das investigações", disse. Oliveira passou no concurso para juiz substituto no ano passado e, em março, foi nomeado juiz federal. Cedo demais para lidar com um caso de corrupção desse tamanho.

Um bom nome para o STF bolivariano

Pedro Dallari, filho do jurista Dalmo Dallari - que disse não haver razões para o impeachment -, é figura de proa da "banca do PT". Como já mostramos aqui, ele defendeu Duda Mendonça no mensalão e foi fundador do escritório Tojal Renault, que defende a UTC. Mas não só. Dallari é advogado de João Vaccari Neto e da Bancoop no processo que investiga um rombo de R$ 100 milhões no caixa da cooperativa dos bancários de São Paulo. Dinheiro que bancou campanhas do PT e imóveis encampados pela OAS, como o triplex de Lula. Pedro Dallari é um bom nome para o STF bolivariano.


Onde está o motivo para o impeachment?

Não tem quórum

O petista Paulo Pimenta, indagado sobre a última tentativa do governo de encurtar o recesso parlamentar, respondeu ao Estadão: "Não tem quórum". É um bom resumo do Brasil. Não tem quórum para governar, não tem quórum para impedir o impeachment, não tem quórum para aprovar o impeachment, não tem quórum para fazer o ajuste fiscal, não tem quórum para o CPMF, não tem quórum para destituir Eduardo Cunha, não tem quórum para nada.

Barbosa quer seis meses para "despedalar"

O Antagonista foi informado de que Nelson Barbosa acertou com o amigo Alexandre Abreu, do Banco do Brasil, um cronograma de parcelamento da dívida das pedaladas fiscais, que somam cerca de R$ 13,5 bilhões com a instituição financeira. A ideia de Barbosa é "despedalar" em seis meses. Propostas semelhantes estão sendo analisadas pelos comandos da Caixa e do BNDES. Juntos, os débitos dos três bancos públicos somam R$ 57 bilhões. Meio ano para despedalar (e continuar pedalando enquanto isso).

Ninguém acredita em Nelson Barbosa

O JP Morgan organizou uma teleconferência com Nelson Barbosa, convocada pelo governo com o objetivo de acalmar os investidores internacionais. Resultado: o dólar disparou e o Ibovespa despencou. Segundo o Valor, "embora Barbosa defenda a continuidade da política econômica de seu antecessor, Joaquim Levy, o mercado demonstra um certo ceticismo". Na realidade, nem Nelson Barbosa acredita em Nelson Barbosa.

Dilma já tem seu Eduardo Cunha

Renan Calheiros está se preparando para tirar Michel Temer do comando nacional do PMDB e, segundo a Folha de S. Paulo, pode contar com o apoio de dirigentes do partido em Estados como Ceará, Paraná, Piauí, Amazonas e Pará, além do Rio de Janeiro e Alagoas. Os aliados de Michel Temer "minimizam o peso da investida do senador" e dizem: "Até março muita coisa vai acontecer". Ou seja: Renan Calheiros vai ser preso. Dilma Rousseff realmente encontrou seu Eduardo Cunha.

Dilma é uma vergonha

Na cúpula do Mercosul, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu a libertação dos presos políticos na Venezuela. Enquanto isso, Dilma Rousseff fazia um discurso elogiando o "espírito democrático" da Venezuela. Essa mulher é uma vergonha.

O plantão de Lewandowski e Falcão

A Época garante que os empreiteiros que saquearam a Petrobras não serão soltos durante o recesso: "O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e o presidente do STJ, Francisco Falcão, não concederão "habeas corpus" para réus da Lava Jato durante o recesso judiciário. Os ministros estarão de plantão".

A má fama de Barbosa

O Financial Times deu boas-vindas a Nelson Barbosa: "O real está consolidando sua posição como a moeda com pior desempenho do ano. Nesta segunda-feira, caiu para 4 reais em relação ao dólar, depois da saída de Joaquim Levy do ministério da Fazenda. Os investidores nutriam a esperança de que o Sr. Levy tivesse a capacidade de afastar a economia brasileira do precipício, mas ele foi substituído por Nelson Barbosa, responsável pelo longo período de estímulo fiscal do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Analistas da Oxford Economics disseram: ‘A estratégia do governo desde o início do ano tem sido a de "empurrar com a barriga”, usando a fama pró-mercado do Sr. Levy para prometer (mas não entregar) medidas de austeridade. Depois de perder batalha após batalha, o Sr. Levy jogou a toalha. Sua queda reduz ainda mais a probabilidade de ajuste fiscal. Seu substituto, o Sr. Barbosa, tem pouca credibilidade. Ele foi um dos arquitetos da chamada "nova matriz econômica", o conjunto de políticas intervencionistas que causaram a perda do grau de investimento do Brasil’”.

Mais juros em janeiro

Sem trégua da inflação, o Banco Central terá que elevar a taxa Selic já em janeiro. Os juros devem alcançar 14,75% no começo do ano e seguir em alta até 15,25%. Em dezembro, o juro deve ser cortado para 14,75% novamente, patamar ainda superior aos 14,25% atuais. Apesar do aperto monetário, a inflação terminará o ano mais uma vez acima do teto da meta, em 6,87%.

Só falta a Moody's

A Moody's está decidindo se rebaixa o Brasil um grau ou mais. Seu analista chefe disse à Reuters: "Estamos avaliando um rebaixamento de um degrau, e não de vários. A questão é, se rebaixarmos, qual será a nova perspectiva, porque ela precisaria refletir se acreditamos que a posição é estável ou se pode piorar".

"MP da leniência é um atentado à democracia"

Luciene Pereira, auditora do TCU e presidente da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo, disse ao Antagonista que a "MP da leniência" assinada por Dilma Rousseff na semana passada é inconstitucional. "Uma Medida Provisória não pode conter matéria processual, nem civil nem penal", explica. "Essa MP 703 é um atentado à democracia. O texto não apenas altera a Lei Anticorrupção, como inova com consideráveis repercussões a Lei de Improbidade Administrativa." Como a Lei de Improbidade disciplina matéria típica processual civil, ela não pode ser objeto de MP por vedação da Constituição, assim como é inconstitucional impor aos tribunais de conta que só atuem depois da assinatura de acordo de leniência com órgãos da administração. Dilma continua a cometer crimes.

Fidelidade tem preço

O Antagonista foi informado por empresários que administram concessões no Rio que Eduardo Paes já está deixando de honrar compromissos com fornecedores do município. Pezão já começou a dar calote em novembro. Ao dizer que o PMDB do Rio está "fechado" com Michel Temer, Sérgio Cabral também deixou claro que a parceria com o governo federal tem sido essencial para evitar o colapso das administrações de seus pupilos. Em outras palavras, fidelidade tem preço.

Um incêndio muito simbólico

O incêndio que destrói o Museu da Língua Portuguesa e o prédio da antiga Estação da Luz, em São Paulo, é carregado de simbologia. É totalmente adequado que o incêndio ocorra no regime petralha, aquele desconhece a língua portuguesa e a desvirtuou e subverteu completamente. Por exemplo, "invasão" virou "ocupação"; "ato terrorista" virou "manifestação de organização social".

O Capitão Cueca do petismo

O líder do PT na Câmara, José Guimarães, afirmou que o impeachment de Dilma Rousseff é uma ideia que "está se esvaziando", porque "a percepção da sociedade mudou". José Guimarães é aquela Excelência cujo assessor foi pego no aeroporto de Congonhas, em 2005, com 209.000 reais numa maleta e 100.000 dólares na cueca. Como José Guimarães conseguiu "esvaziar-se" dessa, ele está sempre cheio de otimismo. É o Capitão Cueca do petismo.

A Odebrecht vai demitir Lula?

Lauro Jardim noticia que Newton de Souza, sucessor de Marcelo na presidência da Odebrecht, poderá fazer mudanças que, no seu conjunto, significarão uma "revolução" na empresa. Vão demitir o lobista Lula?

A conversa de "golpe" não cola

O Paraná Pesquisas perguntou aos eleitores paranaenses se consideravam "golpe" o impeachment de Dilma Rousseff. Vejam os resultados:

Mais um escândalo petralha na Saúde

O Ministério Público Federal em Minas Gerais ajuizou ação civil pública pedindo que a Justiça Federal proíba a rede pública de aplicar a vacina contra o HPV em todo o território nacional. O procurador Cléber Eustáquio Neves também pediu a proibição da comercialização da vacina em postos particulares, a suspensão de qualquer campanha de vacinação e a nulidade dos atos da Anvisa que autorizaram a "importação, produção, distribuição e comercialização da vacina no país". Em 2013, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina contra o papilomavírus (HPV) no calendário do SUS como medida complementar às demais ações preventivas do câncer de colo de útero. Começou com pré-adolescentes de 10 e 11 anos, depois ampliou a faixa etária para 9 a 13 anos, e, em julho, derrubou o limite máximo -- liberando a aplicação. Eustáquio relata na ação mais de dois mil efeitos colaterais registrados em vários países, como os EUA, e a proibição do uso da vacina no Japão e na Índia. O procurador recebeu denúncia de que estudos a favor do uso da vacina, fabricada pela Merck, teriam sido realizados por pesquisadores que recebem honorários do fabricante. Dentre os efeitos colaterais registrados, estão  paralisia, alterações no sistema imunológico, respiratório, nervoso e digestivo, além de dores musculares e infertilidade.

Crise aguça com o dólar a mais de R$ 4,00

O mercado continua reagindo muito mal à queda de Joaquim Levy e escolha de Nelson Barbosa, o que justifica a elevação da cotação do dólar, que as 16h30min já tinha subido 1,72%, alcançando a cotação de R$ 4,015. Com viés de maior alta.

Deputado Osmar Terra avisa, vem uma tragédia de décadas pela frente na área da saúde no Brasil

O médico e deputado federal Osmar Terra (PMDB), que foi por duas vezes secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, hoje presidente das Frentes Parlamentares da Saúde e da Primeira Infância, avisa, estarrecido, do desastre que se abaterá sobre o Brasil nas próximas décadas na área da Saúde Público no artigo a seguir: 
"A epidemia de microcefalia será uma das mais graves da história da saúde brasileira. Milhares de crianças tendem a nascer com uma diminuição importante do cérebro, o que acarreta danos mentais severos, crises convulsivas e dificuldades motoras para o resto de suas vidas. A multiplicação de casos repercutirá profundamente nas famílias afetadas, na sociedade e nas políticas públicas do País durante décadas. Segundo o Ministério da Saúde, neste ano, já são 2.165 casos suspeitos de recém-nascidos com má-formação em 19 Estados e no Distrito Federal. Os números só não são maiores porque o ministério mudou o critério para notificação. Só contabiliza agora os bebês com circunferência da cabeça menor ou igual a 32 centímetros (antes a referência era 33 centímetros). Em 2016 poderão ser mais de 100 mil casos, uma tragédia sem precedentes. O causador deste dano é o vírus zika – detectado no Brasil, pela primeira vez, em abril deste ano –, da mesma família do vírus da dengue. O mosquito transmissor é o mesmo, o Aedes aegypti. Diante da epidemia, o governo federal não pode esperar. A cada dia dezenas ou centenas de gestantes podem ser infectadas, e seus filhos terão alta possibilidade de nascer com problemas. Como o vírus causa danos ao feto principalmente nos primeiros meses de gestação, as crianças nascidas com microcefalia em outubro foram contaminadas no primeiro trimestre de 2015, antes da comprovação oficial de circulação do zika no País. Outro dado assustador: para cada caso de doença sintomática, existem de 6 a 10 casos com levíssimos sintomas, a ponto de passarem despercebidos. Além da microcefalia, o aumento súbito de pessoas afetadas pela síndrome neurológica de Guillain-Barré, que causa paralisia, tem relação também com o zika. Como não há remédio nem vacina, o eixo principal de seu enfrentamento é o combate ao mosquito, com todos os recursos humanos e materiais possíveis. Temos de agir muito rápido. Forças Armadas, bombeiros e voluntários devem ser mobilizados, num gigantesco e urgente mutirão. Precisamos de uma campanha emergencial e mais intensa, sobre os riscos e cuidados necessários, em todos os meios de comunicação. Mulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a adiar a gravidez enquanto houver epidemia. A União tem que prover recursos extraordinários para o esforço de combate ao vírus. Também é fundamental organizar atendimento às crianças com microcefalia. O governo deve priorizar a pesquisa para a produção, em tempo recorde, de vacinas para esse vírus. Para tal, precisa trabalhar com grandes laboratórios internacionais e organismos como a OMS (Organização Mundial de Saúde). São louváveis as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde. O ministro decretou estado de emergência nacional na saúde e formou um comitê de crise. Medidas importantes, mas também é decisivo que o governo federal como um todo priorize e aja rapidamente nessa mobilização, sob pena de, a cada dia, piorar a tragédia que se delineia no Brasil".

Boletim Focus faz novas projeções (todas piores) para 2015 e 2016

Taxa Selic
Dos atuais 14,25% para 14,75% em janeiro e 15,25% em abril, recuando depois para 14,75%
Inflação, IPCA
2015 - 10,61% para 10,70%
2016 - 6,80% para 6,87%
PIB
2015 - 3,62% negativos para 3,70% negativos
2016 - 2,67% negativos para 2,80% negativos

A análise de Cesar Maia - Saiba quem ganhou com a decisão do STF sobre o impeachment


Em relação ao fator tempo, que separava as táticas do governo e da oposição, venceu a oposição. E mais. Agora é a oposição que administra o fator tempo. Haverá recesso e depois disso os esclarecimentos necessários a serem solicitados ao STF, na medida em que a decisão veio na forma de ata e não por dispositivo. E mais ainda. A oposição tem a convicção de que conta com mais votos que o governo, mesmo que em proporção menor que na recente eleição da comissão do impeachment. Se for assim, após a eleição que o NÃO venceria o SIM, será inevitável recorrer ao STF para saber qual o desdobramento. E, simultaneamente, negociar uma composição da comissão do impeachment que interesse a oposição na Câmara de Deputados. Outra vez o tempo será administrado pela oposição. A oposição é composta por dois vetores em relação ao impeachment. Um deles que busca o impeachment de Dilma entendendo que com ela o país é ingovernável. Outra que acha que a probabilidade de que o impeachment não se consuma é muito grande e, assim, o fundamental é alargar ao máximo o tempo em que o processo de impeachment ocorrerá. Simultaneamente, as condições econômicas vão se deteriorando e o desgaste de Dilma será terminal, construindo um quadro de sucessão inevitável, seja por decisão do TSE em relação à candidatura, seja por pedido de licença de Dilma, seja por renúncia. Nesse sentido, esse segundo vetor da oposição comemorou a decisão do STF: agora quem comanda o tempo é a oposição, que vai empurrar o processo, no mínimo, para abril. E o governo sem autoridade, com uma nuvem carregada na sua cabeça com relâmpagos contínuos. Nesse ínterim, os fatores econômico, político e social estarão descendo ladeira abaixo. Se esses fatores são suficientes para a troca de governo num sistema parlamentarista, num sistema presidencialista, constroem um impedimento de fato e uma solução necessária até por iniciativa da presidente, que não terá como resistir às pressões e a profundidade da crise. 

Tribunal de Justiça gaúcho publica acórdão que garante liberdade de imprensa, absolve jornal O Sul e o jornalista Wanderley Soares


Os desembargadores Eugênio Facchini Neto, Carlos Eduardo Richinitti e Iris Helena Medeiros Nogueira, editaram acórdão que confirma a sentença da juiza Carmen Lúcia Santos da Fontoura, da 2ª. Vara Cível de Santana do Livramento, no âmbito da ação cível por dano moral que os professores Daniela Vanila, diretora, e Luiz Edegar Araújo Lima, coordenador acadêmico, ambos da Unipampa-Santana, moveram contra o jornalista Wanderley Soares e o jornal O Sul,  O Acórdão é da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O advogado do jornalista é Luiz Francisco Corrêa Barbosa, juiz de Direito aposentado, o mesmo que defende o jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, em ações similares de outros autores, que buscam intimidar e paralisar o jornalismo livre. O acórdão é da semana passada, dia 16. Como a decisão foi tomada por unanimidade, não cabe recurso. Cada um dos dois autores pagará R$ 3 mil ao advogado do jornalista e do jornal, mais as custas judiciais, por conta dessa aventura legal contra a liberdade de imprensa. A juiza Carmen Lúcia julgou as acusações improcedentes, com base no artigo 269, inciso I do Código de Processo Civil. Os professores ficaram incomodados com a veiculação de informações - e também de críticas - relativas a sete processos administrativos , seis deles convertidos em inquéritos civis públicos, todos no âmbito do Ministério Público Federal, destinados a investigar possível veiculação de piada racista contra alunos cotistas, sem contar a investigação de possíveis fraudes em concursos públicos para admissão de docentes, envolvendo nepotismo e favorecimentos. No acórdão, os desembargadores deixaram claro que o resguardo à intimidade não pode impedir o direito à informação. "Os réus só quiseram informar a sociedade", avisou o Tribunal de Justiça gaúcho por meio do acórdão, que também lembra: "Aquele que exerce função pública, como no caso dos autores, tem o dever de transparência (...) Importa referir que a libderdade de imprensa é inerente à democracia, cuida-se de direito fundamental à informação, tendo como destinatário o cidadão comum, que deve estar inume a qualquer tipo de censura".

"O chavismo no governo sempre foi um sonho do PT"

O PMDB de Michel Temer ainda não digeriu as interferência do Planalto na recondução de Leonardo Picciani à liderança do partido. Em conversa, Lúcio Vieira Lima reclamou de um viés "chavista" no governo Dilma. Leiam o que disse o deputado do PMDB: "É um governo totalitário. Onde ele vê que pode influenciar, ele vai. A intervenção no PMDB é para transformar nosso partido na filial do PT, e algumas pessoas se prestam a esse trabalho, achando que serão recompensadas se prestarem esse serviço, mas desconhecem a tradição do PT de chupar a laranja e jogar o bagaço fora. O chavismo no governo sempre foi um sonho do PT, e agora passa a ser o Brasil o polo mais importante desse projeto hegemônico e totalitário das esquerdas da América do Sul". Esses caras do PMDB são muito sem-vergonha e mal informados. No dia 28 de agosto de 1990, os terroristas da organização revolucionária clandestina MST degolaram com um foiçaço o soldado Valdeci de Abreu Lopes, de 27 anos, em plena avenida Borges de Medeiros, no centro de Porto Alegre. Na manhã seguinte, com toda a cúpula do PMDB gaúcho reunida na sala do apartamento de Pedro Simon, um simples assessor falou a todos que essa era a efetiva índole do PT e dos petistas. Pedro Simon riu, debochando do assessor, no que foi seguido por todos os presentes. Inclusive por José Ivo Sartori, oriundo do Partido Comunista Brasileira. Na época ele era deputado estadual do PMDB. Ou seja, esses estúpidos do PMDB levaram 25 anos, um quarto de século, o que era uma obviedade e estava à frente dos olhos deles. É que eles são mesmo muito estúpidos, ignorantes até a raiz dos cabelos.  

Tim-tim: Eunicio gasta R$ 28 mil em vinho para presentear senadores

Candidatíssimo a substituir Renan Calheiros na presidência do Senado, Eunício Oliveira presentou cada um dos 80 colegas com um vinho Pêra-Manca branco, safra 2013. Cada garrafa desse vinho alentejano custa algo como R$ 350,00. Ou seja, Eunício gastou R$ 28 mil nesta brincadeira.

O Flamengo quer a concessão do Maracanã


Com a decisão já anunciada pela Odebrecht de devolver a concessão do Maracanã ao governo do Rio de Janeiro, o clube se prepara para fazer do Maracanã o seu estádio. Está se associando à GSM com esse objetivo. Pelos planos da dupla, o Fluminense seria parceiro no projeto, mantendo o contrato que hoje tem com a Odebrecht. O Maracanã é ambicionado também por um consórcio que está sendo formado entre a brasileira BWA e a francesa Lagardère. O Rio de Janeiro continua o mesmo. Só que o presidente Eduardo Bandeira de Mello tem uma poderosa carta na manga, uma espécie de chantagem: se não for o clube a ganhar a concessão, simplesmente não aceitará jogar no Maracanã administrado por outro grupo.

Bandido petista mensaleiro vai fazer pós graduação com Gilmar Mendes


O bandido petista mensaleiro João Paulo Cunha vai ser aluno do ministro Gilmar Mendes, que o condenou no processo do Mensalão do PT. O mensaleiro já se matriculou no Instituto de Direito Público, faculdade de Gilmar Mendes, para cursar uma pós-graduação em direito constitucional. Que tal, hein? Será um bandido pós-graduado, um bandido doutor. Faz sentido....

Governo Dilma empresta R$ 39 bilhões às distribuidoras de energia


O empréstimo feito pelo governo da petista Dilma para socorrer as distribuidoras de energia já soma estratosféricos R$ 39 bilhões — numa conta que já inclui os juros da operação. Dois empréstimos foram feitos em 2014 e um neste ano. Deveriam ser quitados em dois anos, mas o governo acaba de alongar o prazo para 2020. Essa é uma parte apenas do tamanho do desastre produzido pelo populismo econômico incompetente e irresponsável da petista Dilma Rousseff.  

Devedor e sem crédito, empresas brasileiras viraram lixo no mercado financeiro internacional

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que as captações no Exterior somaram US$ 8 bilhões entre janeiro e novembro. No mesmo período do ano passado, foram US$ 45,5 bilhões. Desde julho, as empresas brasileiras e instituições financeiras não fizeram sequer uma emissão no Exterior. O Brasil está nas franjas da economia mundial. Virou lixo. 

Pedalando as pedaladas

O petista Nelson Barbosa se reuniu neste domingo com seu amigo também petista Alexandre Abreu, presidente do Banco do Brasil, e conversou por telefone com os parceiros petistas Luciano Coutinho (BNDES) e Míriam Belchior (Caixa Econômica Federal). O tema foi o cronograma de pagamento do passivo de R$ 57 bilhões das pedaladas. Nos próximos dias, o petista Nelson Barbosa anunciará uma solução mirabolante para adiar a quitação total dos atrasados. Resumindo: os caras não se assustam, eles vão pedalar de novo.