sábado, 19 de dezembro de 2015

Supremo determina quebra do sigilo bancário e fiscal de Renan Calheiros


O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e de outros suspeitos de envolvimento em supostas fraudes na contratação do consórcio Estaleiro Rio Tietê pela Transpetro em 2010. Renan, aliado do governo fundamental para o futuro do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff, indicou o então presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e exercia grande influência nas atividades da subsidiária da Petrobras, de acordo com o Ministério Público. Teori, relator das ações da Lava-Jato no Supremo, autorizou a devassa nas contas do presidente do Senado e de Sérgio Machado a partir de um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, num dos inquéritos que tramitam na corte. A quebra do sigilo compreende o período de 1º de janeiro de 2010 a 1º de abril de 2014. O ministro rejeitou, no entanto, pedido do procurador-geral para a realização de busca e apreensão na residência oficial de Renan, em Brasília, por considerar não havia indícios suficientes para medida tão extrema. Renan transformou-se nesta semana na peça-chave da crise política do país, após o STF dar mais poder ao Senado ao definir o rito do impeachment de Dilma. O Supremo decidiu que, assim como no processo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, o Senado tem o poder de rejeitar um eventual afastemo da presidente pela Câmara dos Deputados. Nos últimos meses, Renan, alvo de mais de uma investigação na Lava-Jato, aproximou-se do Palácio do Planalto e tem atacado publicamente o vice-presidente Michel Temer e outros colegas de partidos que trabalham pelo impeachment de Dilma. Na última terça-feira, policiais federais e procuradores vasculharam 53 endereços de investigados na Lava-Jato, entre eles a residência oficial do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Teori rejeitou o pedido de busca na casa de Renan, mas autorizou a devassa nas contas do senador e buscas em endereços relacionados às investigações contra o senador. Os documentos apreendidos estão sendo analisados por peritos. A partir dos laudos e do resultado das quebras de sigilo, o procurador-geral deverá decidir se apresenta ou não denúncia contra Renan. O senador responderia ainda a outros quatro inquéritos no STF no âmbito da Lava-Jato. Ele não quis comentar a quebra de sigilo. A Procuradoria-Geral da República suspeita que Renan, Machado e outros agentes públicos receberam propina para facilitar a vitória do consórcio Estaleiro Rio Tietê numa licitação destinada à renovação da frota de barcaças e empurradores usados pela Transpetro no transporte de etanol entre Mato Grosso e São Paulo. O consórcio é formado pelas empresas Rio Maguari Serviços e Transportes Rodoviários, SS Administração e Serviços e Estre Rio Petróleo e Gás. Pelas investigações do grupo de trabalho da Lava-Jato em Brasília, as empresas teriam repassado propina a Renan camufladas de doações eleitorais ao diretório do PMDB de Alagoas e à própria campanha do senador em 2010. As doações ao diretório seriam da ordem de R$ 650 mil. A campanha de Renan teria sido contemplada com duas doações no valor total de R$ 400 mil. O diretório do PMDB de Alagoas, controlado pelo presidente do Senado, chegou a ser alvo de buscas na última terça-feira. As empresas fizeram as doações no mesmo período em que estava em andamento a licitação na Transpetro. As investigações sobre as supostas fraudes começaram a partir de depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, dois dos principais delatores da Lava-Jato. A partir das declarações dos dois e de indícios recolhidos numa segunda fase da apuração, o procurador-geral sustenta que “a contratação do Estaleiro Rio Tietê possui elementos a confirmar que teria sido fraudulenta”. Segundo ele, “sabe-se agora que recursos relacionados a essa contratação foram carreados a favor de José Renan Vasconcelos Calheiros”. Um dos primeiros a apontar o dedo contra Renan, Paulo Roberto confessou ter recebido R$ 500 mil em propina de Sérgio Machado para facilitar a contratação de navios no sistema bareboat pela Transpetro. O ex-diretor diz que recebeu o dinheiro no apartamento de Machado, em São Conrado, no Rio. Afilhado político de Renan, Machado foi presidente da Transpetro de 2003 até o ano passado. Ele só foi afastado do cargo depois que as denúncias de Paulo Roberto vieram a público. Ainda assim, a demissão do ex-presidente quase levou Renan a romper com o governo. No mesmo depoimento em que falou sobre a propina paga por Machado, o ex-diretor da Petrobras fez acusações ao presidente do Senado. Ele disse ter conhecimento de que "um percentual dos valores envolvidos nos contratos da Transpetro são canalizados para o senador Renan Calheiros com quem José Sérgio de Oliveira Machado se reúne periodicamente em Brasília”. Ele não especificou os valores das propinas, mas disse que as somas movimentadas são expressivas. Alguns navios contratados pela Transpetro custariam em torno de R$ 180 milhões. O procurador-geral argumenta ainda que as fraudes na contratação do consórcio Estaleiro Rio Tietê são demonstradas também numa ação por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal de Araçatuba, em São Paulo, contra Sérgio Machado e Wilson Quintela Filho, um dos dirigentes do consórcio, e outros empresários e servidores públicos. Na ação por improbidade, o Ministério Publico informa que, duas semanas antes do início da licitação, em 23 de fevereiro de 2010, a SS Administração e Serviços, uma das empresas do consórcio, arrendou um terreno em Araçatuba “com vista a construir os comboios da Transpetro”. Ou seja, a empresa já saberia que a licitação era um jogo de cartas marcadas, segundo o Ministério Público. Na ação, o Ministério Público responsabiliza 16 pessoas, entre elas o prefeito de Araçatuba, Cido Sério (PT), e nove empresas. Num dos depoimentos da delação premiada, Paulo Roberto Costa diz ter recebido oferta de propina de Wilson Quintela, um dos executivos do consórcio Rio Tietê. “Que Wilson Quintela disse ao declarante em reuniões pessoais que daria uma parte do estaleiro ao declarante caso o mesmo ganhasse a licitação; que esclarece que a situação do estaleiro estava vinculada à aquisição pela Petrobras de vinte empurradores e oitenta barcaças”, disse. A negociata só não foi adiante porque, antes de ser concluída, Paulo Roberto foi demitido. Ele diz presumir, no entanto, que o suborno foi repassado a uma outra pessoa. Paulo Roberto lembrou ainda que a ingerência dele sobre a Transpetro era indireta. Cabia apenas ao então diretor de Abastecimento da Petrobras incluir nomes nas listas de empresas habilitadas a participar de licitações na Transpetro. A Procuradoria-Geral pediu e o ministro Teori também autorizou a quebra dos sigilos bancários e fiscal das empresas vencedoras da licitação, do diretório do PMDB de Alagoas e de Wilson Quintela, entre outros envolvidos no negócio. O ex-diretor da Petrobras também acusou o lobista Fernando Baiano de atuar na área da Petrobras como operador do PMDB. Ele disse que recebeu R$ 1,5 milhão a título de agrado de Baiano, réu confesso e também um dos delatores da Petrobras. “O grupo criminoso, como se percebe, seria composto por parlamentares, diretores da Petrobras, e empresários. É sabido, também, que haveria um conjunto de operadores executando medidas para permitir que o esquema ilícito funcionasse adequadamente”, sustenta o Ministério Público. A Procuradoria-Geral também investiga suposto pagamento de propina do Sindicato dos Práticos do Rio de Janeiro ao deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), apontado por Paulo Roberto como representante de Renan em negociações na Petrobras. Depois de firmar um acordo de mais de R$ 40 milhões com a Diretoria de Abastecimento, os Práticos repassaram R$ 5,7 milhões aos advogados Paulo Baeta Neves e Paulo Ornelas, ligados a Anibal Gomes. Quando o caso veio a público, o deputado disse que levou os advogados ao encontro de Paulo Roberto, mas negou que tenha recebido qualquer vantagem no negócio. 

Bando de Cristina Kirchner saqueou repartições públicas na saída dos cargos


Se a transferência de poder entre a ex-presidente Cristina Kirchner e seu sucessor, Mauricio Macri, pareceu mais uma novela pelo enfrentamento que mantiveram sobre os detalhes da cerimônia de posse, ministros, governadores, prefeitos e o próprio presidente também estão vivendo situações grotescas em seus novos cargos. O novo presidente da Argentina não pôde utilizar o automóvel conversível da frota presidencial que costumava ser usado nas cerimônias de posse porque não funcionava. O veículo que utilizou, segundo meios de comunicação locais, também da frota presidencial, acumulava um bom número de multas e uma dívida pelo não pagamento do emplacamento. Após assumir a Presidência, Macri quis tomar um banho na Casa Rosada, sede do Executivo. Para sua surpresa, teve que tomar uma ducha fria porque não havia água quente. Alguns dos colaboradores de Macri pediram um café com leite na Casa Rosada, mas também não tiveram sorte. Não havia leite e os encarregados do serviço comunicaram que não tinham autorização para reposição. Computadores, câmeras fotográficas, telefones celulares e até aparelhos de telefone fixos desapareceram das dependências da Casa Rosada. Do escritório do ex-chefe de gabinete desapareceram os seis televisores que o funcionário costumava utilizar para acompanhar as últimas notícias. Outros escritórios do governo, onde funcionam ministérios e secretarias também foram saqueados. Computadores, televisores, câmeras fotográficas e até telefones e cafeteiras desapareceram durante a transferência de poderes nas distintas administrações argentinas. Em seu primeiro discurso público, o novo diretor do Instituto Nacional de Estatísticas (Indec), Jorge Todesca, denunciou que tinha encontrado uma paisagem de "terra arrasada" no organismo. Todesca não se referia tanto à subtração de equipamentos, mas ao descontrole do organismo. "Há muitas pessoas que não sabem a quem responder ou por que recebem seus salários. Não existem recursos, nem humanos e nem materiais" para realizar o trabalho no Indec, lamentou. O novo prefeito de La Rioja, Alberto Paredes Urquiza, afirmou que herdou uma situação financeira crítica, com 160 pesos (cerca de 80 reais) no caixa, e adiantou uma investigação sobre o desaparecimento de mobília e ferramentas de trabalho nos escritórios da administração municipal. O novo governador da província de Chubut, Mario das Neves, peronista rival ao kirchnerismo, denunciou que os funcionários da administração anterior - kirchneristas - levaram veículos oficiais, computadores, câmeras e telefones. "Vamos mandar documentos e em poucos dias revelaremos os nomes e sobrenomes para ver se têm um pouco de vergonha", ameaçou Neves. "Não posso entender que os funcionários que saem junto com o antigo governo não devolvam os pertences do Estado", insistiu o governador.

#LulaX9 é um delator contumaz; petista renega até os filhos, como faz um nome da alta nomenklatura petista gaúcha


Não há um só homem que tenha trabalhado nos órgãos de segurança de São Paulo, na época da ditadura militar, que não saiba que #Lulax9 era um delator ordinário de seus companheiros. Isso sempre foi voz corrente dentro de grupelhos de esquerda no Brasil. #LulaX9 era informante qualificado do Dops paulista, dirigido na época pelo falecido Romeu Tuma. As suas delações são relatadas por Romeu Tuma Jr, que era investigador do Dops paulista na época e trabalhava junto com seu pai (delegado). As informações estão no livro "Assassinato de reputações", e não foram rebatidas até hoje por ninguém do PT e nem pelo próprio delator. É claro que eles têm um profundo temor de que Romeu Tuma Jr. mostre as provas todas. Petista é assim mesmo, renega até os filhos, nega o seu nome e os registros dos mesmos, como faz um alto nome da nomenklatura gaúcha e nacional do PT, que já foi até ministro. Se o cara nega o reconhecimento dos próprios filhos, então o quê há a esperar desses tipos? Ao contrário deles, o bandido mensaleiro José Dirceu, agora novamente delatado por #LulaX9, chamado de "guerreiro do povo brasileiro" pelos petistas, ao menos nunca renegou filho algum. Ao contrário, está cheio de filhos, todos reconhecidos e muito próximos dele. Já aquele botocudo petista gaúcho continua sonegando o registro de seus filhos uruguaios.

#LulaX9 foi ouvido na última quarta-feira na Polícia Federal, como "informante", o que ele sempre foi mesmo, desde a ditadura militar


Em depoimento prestado à Polícia Federal no âmbito da investigação da Lava Jato, o ex-presidente petista #LulaX9 (ele delatava companheiros já na ditadura militar, para o Dops paulista, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") afirmou que existe um “processo de criminalização” do PT. Ele disse não ter conhecimento sobre os eventos de corrupção ocorridos na Petrobras e, questionado a que atribui a existência de pessoas de seu governo investigadas na Operação, apontou três motivos: o aprimoramento dos processos de fiscalização, a imprensa livre, e a criminalização do PT. Ele também delatou o bandido petista mensaleiro José Dirceu (chamado pelos petistas de "guerreiro do povo brasileiro"), pela segunda vez, agora dizendo que ele é que tinha sido o responsável por todas as nomeações na Petrobras. #LulaX9 disse ainda que “não crê que os principais partidos da base aliada do governo tenham, através de suas principais lideranças, obtido vantagens indevidas a partir dos contratos das diversas diretorias da Petrobras”. Ele afirmou que não participava do processo de escolha dos diretores da Petrobras alvos da Lava Jato. Os nomes eram escolhidos a partir de acordos políticos firmados, segundo Lula. O ex-presidente petista foi ouvido na última quarta-feira, na condição de “informante”, em inquérito que tramita no Supremo para investigar formação de quadrilha por políticos de PT, PP e PMDB para desviar recursos da Petrobras. O teor do depoimento foi tornado público nesta sexta-feira, 18, após ser juntado ao inquérito do Supremo. Os acordos políticos para definição dos diretores da Petrobras, segundo o ex-presidente, eram normalmente feitos pelo ministro da área, em conjunto com o coordenador político do governo e o partido interessado na nomeação. Questionado, disse que o nome do ex-diretor Renato Duque - já condenado pela Justiça Federal de Curitiba - foi levado a ele pela Casa Civil, na época chefiada pelo ex-ministro José Dirceu, também investigado na Lava Jato. Lula disse não conhecer Renato Duque. Ele explicou, no entanto, que a discussão sobre a indicação dos diretores não passava somente pelo ministro da Casa Civil. Ao final do processo de discussão, Lula concordava ou não com o nome “a partir dos critérios técnicos que credenciavam o indicado”. O ex-presidente sugeriu no depoimento que algumas informações prestadas pelos delatores sobre envolvimento do PT e de ex-diretores da Petrobras no esquema de corrupção foram feitas para obter os benefícios do acordo de colaboração com a Justiça. “Indagado a que atribui a condenação, em primeira instância, de João Vaccari Neto, o Declarante (Lula) afirma que a mesma se deve às delações premiadas; que a condenação de Vaccari não é definitiva e que acredita que o mesmo será absolvido; (...) que acredita que as acusações feitas contra João Vaccari Neto são, na verdade, resultado dos benefícios referentes às delações dos diversos colaboradores da Operação Lava Jato”, consta no relatório do depoimento de Lula. Ele disse que soube, pela diretoria do PT, que Vaccari fez um “excelente trabalho” à frente da tesouraria do PT. Vaccari já foi condenado pela Justiça Federal no Paraná. Que grande homem......

Desmembramento forçado do Clarín é anulado pela Justiça argentina


O juiz federal argentino Pablo Cayssials anulou decisão do governo de Cristina Kirchner (2007-2015) que havia ordenado um desmembramento forçado do Grupo Clarín. A adequação compulsória à Lei de Mídia foi imposta pela Afsca (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual) no fim de 2014, mas estava paralisada por uma decisão liminar que expiraria em janeiro. O Grupo Clarín –que detém concessões de TV, rádio, jornal, portais na internet, sinal de TV a cabo e recentemente adquiriu parte da operadora de telefonia móvel Nextel – havia apresentado um programa voluntário de separação em maio de 2014. Mas a proposta foi rejeitada pela Afsca, que ordenou que o desmembramento ocorresse por meio de leilões. 


Um grupo de jornalistas do Grupo Clarín – entre os quais Jorge Lanata, Alfredo Leuco e Nelson Castro, contumazes críticos do governo da peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner (chefe de governos profundamente corruptos) –, entrou com um pedido na Justiça solicitando a anulação da ordem da Afsca. Em duas oportunidades, a Justiça concedeu liminares favoráveis ao grupo. Agora veio a decisão definitiva. A exigência de adequação à Lei de Mídia, porém, segue vigente. Em seu despacho, o juiz Cayssials afirma que a decisão da Afsca havia se configurado em um "mecanismo de censura indireta", contra a liberdade de expressão. A decisão é de primeira instância; a autoridade regulatória pode recorrer. A Afsca, porém, tem um futuro ainda nebuloso. Seu presidente, o kirchnerista Martín Sabbatella, trava uma queda de braço com o atual governo para permanecer no cargo. Esse vagabundo ordinário precisa ser defenestrado do cargo. O mandato formal de Sabbatella vai até 2017, mas o presidente Mauricio Macri, que tomou posse no último dia 10, adiantou que pretende removê-lo, alegando que se trata de um militante político e não um funcionário público. O kirchnerista avisou que vai resistir no comando da autarquia, agora subordinada ao novo Ministério das Comunicações. Na quinta-feira (17), ele foi um dos organizadores de uma numerosa manifestação contra Macri, no centro de Buenos Aires. A batalha contra o Clarín marcou o mandato de Cristina Kirchner, que tratava o grupo de mídia como um inimigo de seu governo. Em seus oito anos de gestão, Cristina patrocinou a criação de veículos simpáticos ao governo e impulsionou diversas ações contra o grupo na Justiça e na esfera administrativa. O peronismo faz parte do Foro de São Paulo e é seu objetivo instaurar a censura a imprensa para consolidar o regime totalitário que propugna, como a ditaduras de Cuba e da Venezuela.

Odebrecht é derrotada em decisão do STJ sobre disputa com a família Gradin



O Superior Tribunal de Justiça decidiu na quinta-feira (17) que o conflito entre as famílias Gradin e Odebrecht deve ser resolvido por meio de arbitragem. A disputa teve início em 2010, quando os Odebrecht decidiram comprar por US$ 1,5 bilhão a participação de 20,6% dos Gradin na Odbinv, holding controladora da Odebrecht, opção que o acordo de acionistas previa em certas situações. Mas, segundo os Gradin, as condições previstas no contrato não foram respeitadas e, por isso, pediram a instauração de arbitragem para resolver a questão. A família Odebrecht, porém, defendeu que não havia no acordo de acionistas cláusula que obrigasse a via arbitral para casos como esse, e que portanto a controvérsia teria de ser decidida no Judiciário. A questão estava empatada em 2 a 2 na Quarta Turma do STJ, e a decisão saiu após o voto do ministro João Otávio de Noronha, da Terceira Turma, que substituiu outro magistrado, Luis Felipe Salomão, que se declarou impedido por seu filho ter sido contratado pela Odebrecht Defesa e Tecnologia. Noronha adotou o entendimento de que o contrato é claro em prever a resolução de dúvidas de interpretação por meio de arbitragem. "O que a Kieppe (holding da família Odebrecht) faz é se negar a cumprir aquilo a que ela se obrigou", disse.

Cidade dos Estados Unidos fecha escolas depois de professores passarem dever de casa doutrinatório sobre o islamismo


O condado de Augusta, no Estado americano da Virgínia, suspendeu as aulas das escolas nesta sexta-feira (18) depois que uma professora mandou como dever de casa que os alunos copiassem a profissão de fé muçulmana. O cancelamento das aulas foi provocado pela irritação da maioria dos pais dos estudantes, que acusam a professora de geografia que passou a lição de querer converter seus filhos ao islamismo. E não há dúvida, é o que ela pretende mesmo. 


No dever de casa, os alunos são orientados a reproduzir em árabe a "shadada", profissão de fé do islã.
A confusão correu na escola de ensino médio Riverheads, em Staunton. A professora Cheryl LaPorte passou um dever de casa sobre o islamismo no conteúdo de religiões majoritárias no mundo. Em uma das questões, os estudantes deveriam copiar a "shadada", a profissão de fé do islamismo, escrita em árabe. A intenção era mostrar "a complexidade artística da caligrafia" da língua mais usada nos países muçulmanos. A frase significa "Não há deus que não seja Alá. Maomé é o mensageiro de Alá". Os pais dos alunos, em sua maioria cristãos, não gostaram do que consideraram uma influência na educação de seus filhos. A irritação aumentou depois que a imprensa local afirmou que, na escola, os professores sugeriram que as estudantes provassem o "hijab", um dos tipos de véu islâmico, em uma das aulas sobre o islamismo. Para Kimberly Herndon, mãe de um dos alunos e seguidora do cristianismo, a intenção do dever de casa era "instruir os estudantes a denunciar nosso Deus ao escrever este credo do islã". "Este mal foi inoculado entre nós na forma de multiculturalismo", disse, em sua página no Facebook. "Esta religião está ligada à guerra santa e esta frase]é o que se grita quando decapitam aqueles que professam a fé cristã". Na terça-feira, pais de alunos reuniram-se ao lado da igreja de Staunton para protestar contra a professora e a escola. Depois que a informação começou a circular na internet, o Distrito Escolar do Condado de Augusta recebeu uma série de ameaças de ataques por telefone e por e-mail. Este foi o motivo pelo qual fecharam as escolas nesta sexta-feira. Em entrevista à emissora CBS, o chefe de polícia de Augusta, Randall Fisher, disse que as mensagens eram "profanas" e "odiosas". Fisher considera que as escolas estão fora de perigo, mas que tomou a decisão por excesso de cautela. A professora afirma ter tirado o exercício de um livro escolar aprovado nos Estados Unidos. Já o distrito escolar afirma que usará outra frase do islamismo para que os estudantes tentem fazer a caligrafia do árabe. Não deve ser impingido aos estudantes que precisem estudar o islamismo, antes disso deveriam estudar o cristianismo e seu livro sagrado. Esses professores sofrem de esquerdismo e do famigerado multiculturalismo. Vão tentar ensinar essa porcaria aos árabes, para ver o que acontecerá com cada um desses professores. 

Exclusivo: Polícia Federal interrogará novamente o "laranja de Lula", o amigão Bumlai

José Carlos Bumlai será interrogado novamente nesta segunda-feira, 21 de dezembro, às 14 horas. O Antagonista obteve com exclusividade o relatório apresentado ontem pelo delegado da PF Filipe Hille Pace. Nele, José Carlos Bumlai é tratado como um simples laranja de Lula - ou do PT. A maior prova disso é que o Banco Schahin tentou empurrar-lhe o pagamento de uma dívida de 56.038.580,33 reais, embora ele reconhecesse apenas uma dívida de 12 milhões de reais, integralmente destinada ao PT. É esse o ponto que a Lava Jato pretende esclarecer no novo interrogatório. Disse o delegado: "Fato é que a tentativa do GRUPO SCHAHIN de cobrar de JOSE CARLOS COSTA MARQUES BUMLAI o reconhecimento de dívida no valor aproximado de R$ 60.000.000,00 é fato novo e que merece ser devidamente apurado no âmbito desta investigação".

O Seminarista e Brahma batem cabeça

Gilberto Carvalho disse à PF que rompeu com Dilma Rousseff por discordar da forma como ela conduz o governo, informa o Estadão. Curioso, porque duas semanas atrás eleprocurou a petista no Palácio do Planalto e não foi recebido. Quem rompeu com quem? Mais: Gilberto Carvalho afirma que "esteve com Bumlai por cerca de quatro ou cinco vezes, sempre em ocasiões sociais”. Segundo a transcrição do depoimento, “geralmente o encontrava em um evento de homenagem às Merendeiras do Programa Fome Zero; que nunca esteve ou viu José Carlos Bumlai no Palácio do Planalto. Sabe que Bumlai possui relaçao de amizade com o ex-presidente Lula; a relação de amizade entre Lula e Bumlai se iniciou através do hoje deputado federal Zeca do PT.” É igualmente curioso que Gilberto Carvalho não tenha encontrado Bumlai no Planalto, visto que o laranja de Lula tinha acesso livre ao palácio. Quanto à relação de amizade entre o ex-presidente e Bumlai, Lula a negou em seu depoimento à PF -- Bumlai seria amigo mesmo dos seus filhos e noras (aquelas moças de que Lula não lembra os nomes). É divertido ver o Seminarista e o Brahma batendo cabeça.

"Gastou-se demais e construiu-se de menos"

A dívida pública (interna e externa) terminou outubro próxima do trilhão de reais. Só com juros e correção monetária, gasta-se hoje 72% a mais do que em 2010. Os dados do Ministério da Fazenda foram solicitados pelo senador Álvaro Dias. De acordo com Débora Bergamasco, em coluna para a IstoÉ, "analistas avaliam que o dispêndio não se reverteu em investimentos. Gastou-se demais e construiu-se de menos". O contribuinte pagou impostos em vão.

Ministro "sob orientação"

Rui Falcão, sobre a escolha de Nelson Barbosa para a Fazenda: "Trata-se de um ministro experiente, com reconhecidas qualidades técnicas, habilidade política e sempre aberto ao diálogo. Minha expectativa é de que, sob a orientação da presidente Dilma, ele sinalize para a população e para o empresariado medidas para a retomada do crescimento econômico com inclusão social, geração de empregos e sustentabilidade, investimentos em infraestrutura e inflação sob controle". O "sob a orientação da presidente Dilma" vai fazer o dólar chegar a 5 reais logo. 

Renan deve perder no TCU

Como última cartada para melar de vez o impeachment, Renan Calheiros fez passar no Senado um pedido para que o TCU investigasse a responsabilidade de Temer na assinatura de quatro decretos que permitiam créditos sem autorização do Legislativo. Mas o líder do "PMDB dilmista" não deve vencer essa. Leiam o que O Globo escreveu: "O entendimento do Ministério Público Federal junto ao TCU é de que Temer não teria participado das decisões que levaram à edição dos documentos, limitando-se a assiná-los." Cresce a esperança de que o impeachment, em coma, acorde no início de 2016.

De primo de Collor a dilmista

Marco Aurélio Mello já não consegue disfarçar de que lado está. Josias de Souza listou as justificativas do ministro para ter apoiado o golpe bolivariano do STF. Em dado momento, a máscara caiu: “Uma vez arquivado o processo de impeachment, a presidente terá mil adesões. Sairá fortalecida para dialogar, visando combater a crise econômico-financeira, que é a que repercute na mesa do cidadão”, analisou o ministro. “Por outro lado, se com essas regras ela for afastada, paciência.” Por que não é necessário paciência caso Dilma saia vitoriosa do processo? É o preço de fazer uma filha desembargadora federal, no TFR2 pelo quinto constitucional da advocacia. 

Nelson Barbosa quer o recorde negativo

Para evitar terminar 2015 com um rombo recorde, Joaquim Levy defendia o pagamento parcelado das dívidas acumuladas com as pedalas fiscais de Dilma. Mas Nelson Barbosa quer este recorde negativo no currículo. Leia o que o Estadão publicou sobre o tema: "Com a chegada de Barbosa, no entanto, é possível que o pagamento seja feito todo em 2015. O novo ministro já indicou que seria melhor resolver esse passivo de uma vez. Com isso, o rombo das contas públicas em 2015 deve chegar ao montante recorde de R$ 120 bilhões."

Teori Zavascki avisa: "PT e PMDB vão acabar"

A jornalista Débora Bergamasco, da revista Istoé, diz hoje o que ouviu do ministro Teori Zavascki, STF que é o relator da Lava Jato na Corte: "O PT e o PMDB vão acabar". Não é opinião sem fatos.

Polícia Federal pede para investigar relações do PT com o Banco Schahin


A Polícia Federal pediu ao juiz federal Sergio Moro, que atua nos processos da Operação Lava Jato, autorização para investigar as relações entre o PT e o Banco Schahin. O delegado Filipe Pace, que assina o pedido, diz que o fato de o banco nunca ter cobrado um empréstimo de R$ 12 milhões, que teria beneficiado o partido, guarda semelhanças com o Mensalão. No escândalo do Mensalão do PT, os bancos Rural e BMG não cobravam empréstimos feitos pelo PT, segundo a decisão do Supremo Tribunal Federal. Salim Schahin, um dos donos do banco, afirmou em acordo de delação premiada que o empréstimo de R$ 12 milhões, feito em 2004, nunca foi pago. Em troca do perdão da dívida, segundo ele, a Petrobras deu a uma empresa do grupo Schahin um contrato de R$ 1,6 bilhão. Outro personagem da história, o pecuarista José Carlos Bumlai, que tomou o valor emprestado, confirmou a fraude e afirmou em uma confissão que os R$ 12 milhões foram para o caixa dois do PT. Ele fez a confissão em busca de uma pena menor. O pecuarista diz que a idéia do empréstimo partiu do banco e que aceitou fazer a operação depois de um pedido do então presidente da instituição financeira, Sandro Tordin. O delegado diz no pedido que há uma série de fatos obscuros que devem ser apurados. Segundo a delação de Salim Schahin, o empréstimo foi acertado na sede do banco, com a presença de Delúbio Soares, que era tesoureiro do PT em 2004, e do publicitário Marcos Valério, que foi condenado a 40 anos de prisão em 2012 por ter sido considerado um dos mentores do Mensalão do PT. "A presença de Marcos Valério e Delúbio Soares, associada à existência de empréstimos duvidosos concedidos pelo Banco Schahin a pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores, guarda inequívoca semelhança com as práticas criminosas identificadas no escândalo do mensalão", escreve o delegado no pedido. Outro fato suspeito na visão do delegado é a cobrança feita em 2008 não dos R$ 12 milhões emprestados quatro anos antes, mas de R$ 56 milhões. Outro delator da Operação Lava Jato, Eduardo Vaz Musa, que foi gerente da Petrobras, disse que ouviu de Sergio Gabrielli, ex-presidente da estatal, que o PT tinha uma dívida de campanha de R$ 60 milhões e que o valor seria pago pelo Schahin em troca de um contrato com a Petrobras para operação de sondas de prospecção de petróleo. Uma empresa do grupo Schahin ganhou em 2008 um contrato de R$ 1,6 bilhão para fornecer e operar um navio-sonda chamado Vitoria 10000. De acordo com o delegado, a cobrança de R$ 56 milhões pelo banco em 2008 e a afirmação de Musa colocam em dúvida a própria delação de Salim Schahin. Para o policial, a cobrança de R$ 56 milhões "é fato novo e que merece ser devidamente apurado". O delegado aponta ainda que há indícios de que o Banco Schahin fez um empréstimo de R$ 10,3 milhões que nunca foi pago e tinha como avalistas os produtores de vídeo Giovani Favieri e Armando Peralta Barbosa, que atuaram em campanhas do PT. Favieri confirmou que recebeu recursos de caixa dois de campanha que fez em 2004 em Campinas para o candidato a prefeito Dr. Hélio (PDT), que tinha o apoio do PT. Em sua confissão, Bumlai diz que metade dos R$ 12 milhões foi para o PT em Campinas e os outros R$ 6 milhões para o diretório do partido em Santo André. O delegado pede também para desarquivar uma apuração sobre o ex-presidente do banco, Sandro Tordin, por considerar que ele pode ter cometido irregularidades na concessão do empréstimo. Os procuradores da Lava Jato trataram Tordin como testemunha, não suspeito, e defenderam que a apuração sobre ele fosse arquivada porque ele saiu do banco antes de o empréstimo ter sido quitado de maneira fraudulenta. 

Dólar comercial encosta em R$ 3,95 pela simples troca de comando no Ministério da Fazenda



Rumores sobre a substituição do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, fizeram o dólar subir mais de 1% e derrubaram a Bolsa brasileira nesta sexta-feira (18). A confirmação da troca foi feita após o fechamento do mercado. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve valorização de 1,17%, subindo para R$ 3,939 na venda. É o maior valor desde 2 de outubro, quando valia R$ 3,968. Na semana, houve valorização de 1,43% — foi a segunda semana seguida de alta. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, subiu 1,43% no dia e 1,99% na semana, para R$ 3,949. É o maior valor desde 1º de outubro, quando valia R$ 4,004. 

Novo ministro da Fazenda pode ser afastado do cargo por pedaladas



O novo ministro da Fazenda, o petista Nelson Barbosa, está na lista de pessoas que podem ser punidas pelo Tribunal de Contas da União no caso das chamadas "pedaladas fiscais". O tribunal considerou ilegais os atrasos dos repasses da União para quitar benefícios sociais e subsídios pagos por bancos públicos em 2013 e 2014. Ao menos 17 servidores, entre eles Barbosa e o ex-ministro Guido Mantega, podem responder por atos de improbidade e crime contra as finanças. A ação pode resultar em perda do cargo e inabilitação por oito anos para exercício de função pública, em caso de condenação. Em 2012, o Ministério da Fazenda publicou duas portarias na tentativa de institucionalizar o atraso no repasse de recursos para os bancos públicos. Os normativos diziam que o governo poderia adiar em dois anos, pelo menos, o pagamento de dívidas com o BNDES. Eles foram assinados por Mantega e Barbosa (na época número 2 da Fazenda, que estava como ministro interino). No início de dezembro, o TCU negou recurso do governo que tentava reverter a decisão do órgão de abril deste ano. A decisão de abril fundamentou parecer pela rejeição das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff, decisão tomada pelo TCU meses depois. Com a decisão deste mês, o ministro José Múcio ficou livre concluir o processo original das chamadas pedaladas, que só deve ser votado em 2016.

Janot, a Vovó Mafalda de Dilma, não brinca em serviço: Temer está com a cabeça a prêmio

Por Reinaldo Azevedo - Cada um tem seus orgulhos, né? Um dos meus é jamais ter caído na conversa de Rodrigo Janot. Aquele que não tem coragem de pedir nem mesmo um inquérito contra Lula e Dilma. “Ah, contra Dilma, não pode; a Constituição proíbe…” Bem, é mentira. Afirmá-lo é má-fé ou ignorância. A questão que está nas ruas hoje, compartilhada por todos os brasileiros, não importa a faixa de renda, é esta: “Mas, com Michel Temer, seria melhor?”. Resposta: fácil não seria. Mas é evidente que o País tenderia a encontrar mais cedo a porta de saída. A crise que temos hoje é também de confiança. Que vai se agravar com a nova dupla que cuidará da economia. 
E Janot com isso?
Bem, além de não ter movido uma palha contra Lula e Dilma, ele atua de forma diligente para que se espalhe nas ruas a versão de que, com Temer, seria a mesma porcaria ou ainda pior. Esse é o sentido da fase “Catilinárias” da Lava-Jato — nome, de resto, que denota uma supina ignorância sobre história antiga e contemporânea.
A dita nova fase tem um só objetivo: desmoralizar o PMDB. “Ah, mas não pode?” Se for merecido, pode. Mas alguém acredita que o partido esteve no centro do petrolão? Tenham paciência! Agora vem a público a informação de que Janot reuniu indícios de que Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, teria pagado R$ 5 milhões a Michel Temer. Ou, nos termos do documento assinado por Teori Zavascki para autorizar mandados de busca e apreensão: "Eduardo Cunha cobrou Leo Pinheiro por ter pago, de uma vez, para Michel Temer a quantia de R$ 5 milhões, tendo adiado os compromissos com a ‘turma'”. Informa ainda a Folha: “Na sequência da troca de mensagens, via Whatsapp, Pinheiro pediu a Cunha ‘cuidado com a análise para não mostrar a quantidade de pagamentos dos amigos’. A conversa estava armazenada no celular do dono da OAS, apreendido em 2014”. 
Vamos ver
A assessoria de Temer negou que o vice, também presidente do PMDB, tenha recebido recursos ilícitos. Apresenta as provas de que a OAS doou ao partido R$ 5,2 milhões, valor parecido o que aparece na troca de mensagens. E tudo está declarado ao TSE. A Folha informa que a PGR não vai comentar o caso porque “os autos da Operação Catilinárias correm em segredo de Justiça”.
Heeeiiinnn? Segredo de Justiça? E a coisa já está em toda parte?
Ora, é evidente que tanto a operação, na forma como foi feita, como esse vazamento buscam desmoralizar o PMDB como alternativa de poder. E, não sendo o PMDB, então é PT mesmo, não é?, a menos que prospere a ação que está no TSE, que pede a cassação da chapa eleita em 2014. Mas, se acontecer, não vai ser pra já.
Cabeça a prêmio
A cabeça do vice está a prêmio. No Congresso, o neogovernista fanático Renan Calheiros, INVESTIGADO EM SEIS INQUÉRITOS DA LAVA JATO QUE NÃO ANDAM, decidiu agora fazer de Temer também um “pedalador”. Não só isso: na Câmara, Leonardo Picciani lidera uma revolta. No Ministério Público Federal, a “Catilinárias” busca desmoralizar o PMDB como alternativa de poder, e, mais precisamente ainda, arrastar Michel Temer — mas nunca Lula ou Dilma — para o centro do furacão. É tudo parte da Operação Fica Dilma.
Como sempre afirmei aqui — e não pensem que estou feliz em ter estado certo este tempo todo —, o rigor que o Ministério Público Federal e Janot em particular tentam demonstrar com empreiteiros para excitar o espírito justiceiro não passa de cortina de fumaça para esconder a proteção a Dilma e Lula. 
Está demonstrado mais uma vez.
Janot está conseguindo fazer aquilo que eu sempre disse — consultem o arquivo — que ele queria fazer: transformar o petrolão numa armação de empresários malvados com políticos cúpidos, retirando da questão o seu caráter de crime contra o Estado, promovido por um partido: o PT! 
Na verdade, ele está indo até mais longe! Age para transformar o PMDB, hoje o maior adversário do petismo, na verdadeira legenda criminosa.
Vovó Mafalda não brinca em serviço.
Essa caca toda jogada no ventilador tem vários endereços:
1 - as ruas — para desarmar os espíritos contra Dilma, essa pobre vítima!;
2 - o Congresso — para evidenciar que o impeachment não é uma saída;
3 - o mercado e o empresariado — para demonstrar que Temer não é o “homem que une o país”.
Essa é a natureza do jogo!
Você quer mais três anos de Dilma? Vá para a rua e leve um retrato de Janot e grite que ele é seu herói.
E se…?
“Ah, Reinaldo, e se Janot decidir investigar Lula para valer e pedir ao menos a abertura de um inquérito contra Dilma?” Respondo: se e quando ele fizer isso, aí eu penso, tá bom?

Escândalos recentes detonaram imagem do PT no Paraná



Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra que o PT passa por uma grave crise de imagem no Paraná. Nada menos que 63% dos eleitores do Estado consideram a legenda a mais corrupta do País – em segundo e terceiro lugar, PSDB e PMDB foram considerados os mais corruptos por 4% da população cada um. A legenda de Lula é, também, a mais rejeitada no estado: 56% dos eleitores não se filiariam ao partido “de jeito nenhum”. O dano profundo na imagem do PT não significa o fim do partido. Uma parcela significativa do eleitorado paranaense (30%) vê o PT como a sigla que mais se preocupa com as pessoas carentes. Outros 69% ligam o PT diretamente ao Bolsa Família. Outro indício de como a imagem do partido está enfraquecida no Paraná é a ligação com os eleitores. Tradicionalmente, ainda que sofresse rejeição de setores da sociedade, uma parcela significativa da população se identificava com a sigla – muito mais do que com seus adversários. Agora, o PT está na terceira colocação da preferência do eleitorado, com 4%, contra 10% do PMDB e 9% do PSDB. As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 e 14 de dezembro, em 60 municípios do Estado. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, e o grau de confiabilidade é de 95%. O afundamento da imagem do partido está intrinsicamente ligado aos escândalos recentes envolvendo suas principais lideranças – o Mensalão e a Operação Lava Jato. Chama a atenção, entretanto, que ambos os escândalos envolveram também figuras de outros partidos, como PP e PMDB, sem que isso tenha afetado suas imagens institucionais. 

Russo Vladimir Putin avisa, aviões turcos serão derrubados se invadirem espaço aéreo sírio



"Se antes a aviação turca voava e violava permanentemente o espaço aéreo da Síria, faça-o agora", afirmou Putin, na sua conferência de imprensa anual, transmitida em direto pela televisão. Putin disse que com o "ato hostil" recente de derrubar na fronteira síria o bombardeiro russo S-400 a Turquia apenas conseguiu que a Rússia intensifique os seus bombardeamentos contra o grupo terrorista Estado Islâmico e reforce a sua presença militar no país árabe. "Para que o fizeram? Não compreendo. Pensavam que íamos fugir? Claro que não. A Rússia não é um desses países. Aumentamos a nossa presença, o número de aviões. Não havia sistemas de defesa antiaérea e agora instalámos os S-400", disse ele. Putin disse ainda que é "praticamente impossível" chegar a um acordo com os atuais dirigentes turcos, numa referência ao Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que não aceita desculpar-se pela derrubada do avião russo, como exige Moscou. "A crescente islamização na Turquia, que certamente faria dar voltas no túmulo ao próprio fundador e primeiro presidente da República da Turquia, Mustafa Kemal Ataturk, também nos afeta. Na Turquia há guerrilheiros vindos do norte do Cáucaso", disse Putin.

É claro que Câmara tem de recorrer a embargos de declaração para saber que diabos quer o Supremo


Por Reinaldo Azevedo - Huuummm… Deixem-me ver se entendi. Então o governo pode mobilizar seus bate-paus nos partidos da base e no Supremo; entrar com uma ação no tribunal; estuprar, com a ajuda dos togados, a Constituição; reescrever a Carta Magna e o Regimento da Câmara e do Senado — em meio a troca de elogios —, mas qualquer movimento de resistência a isso não passa de manobra espúria de Eduardo Cunha? Nós, da imprensa, como categoria, já fomos melhores: quando não estávamos, ainda que eventualmente sem saber, a serviço de um partido e de uma causa. Eu tenho uma novidade para os coleguinhas. Existe, por exemplo, um troço chamado “embargo de declaração”. A Câmara dos Deputados é parte na causa que foi julgada pelo Supremo. Ou não é? Alguém sabe, depois do que se votou ali, quando pode e quando não pode haver voto secreto? Alguém sabe quando pode e quando não pode haver uma candidatura avulsa? Alguém sabe quando pode e quando não pode haver uma disputa? Se, como quer o esvoaçante Roberto Barroso, uma comissão só existe se indicada pelos líderes, por que haver, então, eleição? Por que discutir voto aberto ou fechado? “Ah, mas, se Cunha recorrer a instrumentos como embargo de declaração, ele estará apenas adiando o desfecho, esperando que a piora da economia leve o povo às ruas…” É mesmo? Que deputado sapeca! Ele deveria fazer o jogo do PT e apressar o rito o máximo possível, não é mesmo? Não me matem de tédio! Ora, convenham: agora que Dilma terá na Fazenda e no Planejamento petistas da gema, basta, então, tirar o País da lama e desmoralizar os que querem o impeachment… Isso não muda os crimes cometidos, mas se tem um argumento: “Querem tirar do poder uma presidente competente…”. Não entendi a tese. E sempre estou pronto para ouvir explicações. Então o governo decide judicializar a questão do impeachment, contando com tipos como Roberto Barroso, mas a parte que perdeu deveria se declarar impedida de recorrer aos instrumentos que a própria legalidade oferece? Se a Mesa da Câmara recorrer a embargos de declaração, acho que estará cumprindo a sua função. Se não o fizer, estará prevaricando. Se for Eduardo Cunha ainda a fazê-lo, estará cumprindo o seu papel de presidente da Câmara. Se outro estiver em seu lugar e não o fizer, então estará sendo apenas um esbirro do Planalto. Esse negócio de democracia é pra valer. Ou a gente acata ou não acata. Eu acato. Espero o embargo de declaração. E, enquanto ele for julgado, com a questão devidamente esclarecida, o rito do impeachment tem de ser congelado. “Ah, mas a economia vai piorar, e isso é ruim para Dilma.” Ora, basta que ela não piore… Uma coisa é certa: a gente não deixa de seguir as regras legais só porque a presidente é incompetente.

Oficiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro são acusados de desviar R$ 16 milhões de fundo


Uma ação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio de Janeiro e do setor de inteligência da Secretaria de Segurança identificou uma organização criminosa que desviou aos menos R$ 16 milhões do Fuspom (Fundo de Saúde da Polícia Militar). A investigação resultou em 25 mandados de prisão, sendo 12 deles em nome de oficiais da corporação, que foram cumpridos nesta sexta-feira (18). Mais de 21 foram presos na Operação Carcinoma, acusa dos de promover licitações irregulares entre 2013 e 2014. Os réus serão acusados dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e peculato. Os oficiais vão responder, em âmbito militar, por corrupção passiva e peculato, que implicam em condenação de até 15 anos de prisão. Com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, os policiais cumpriram ainda 40 mandados de busca e apreensão. Entre os investigados está o coronel José Luís Castro, ex-Comandante-Geral da PM. Os denunciados ocupavam cargos administrativos e controlavam as compras de materiais e insumos na área de saúde da instituição. Eles contratavam empresas previamente escolhidas por meio de licitações irregulares ou dispensa de licitação, e recebiam propinas que chegavam a 10% do valor de cada contrato. O promotor Claudio Calo, do Gaeco,  disse que, em 2014, 76% das verbas do fundo de saúde foram usadas em processos sem licitação. Calo explicou que os membros da organização criminosa são "uma verdadeira máfia institucionalizada e fizeram do quartel-general da PM um verdadeiro balcão de negócios". Segundo Calo, os investigadores também descobriram que parte das propinas foi entregue no estacionamento de uma churrascaria próxima ao Aterro do Flamengo. "As propinas eram entregues em mochilas", acrescentou o promotor. O subsecretário de Inteligência da SESEG, Fábio Galvão, disse que os mentores da fraude seriam o coronel Ricardo Pacheco, então chefe do Estado-Maior Administrativo, e pelo coronel Kleber dos Santos Martins, ex-diretor-geral de Finanças. Calo afirma que "eles tinham o poder de escolher quem ficaria em cargos estratégicos no âmbito administrativo da PM". Outro colaborador da organização criminosa, segundo a investigação, seria o coronel Décio de Almeida, então gestor da Fuspom, que liderava o núcleo operacional, formado nos hospitais. De acordo com Galvão, os líderes da organização criminosa tentaram assumir a investigação da fraude, quando constataram que o esquema tinha sido descoberto. Eles chegaram a instaurar uma auditoria interna, chefiada pelo coronel Kleber Martins. A investigação, que durou cerca de um ano, começou a partir de uma denúncia feita pelo então diretor do Hospital Central da Polícia Militar, coronel médico Armando Porto Carrero, ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Carrero descobriu que sua assinatura tinha sido fraudada em um documento solicitando a aquisição de ácido peracético (desinfetante para equipamentos hospitalares). O contrato, que desviou mais de R$ 4,2 milhões, previa a compra de 75 mil litros do produto da empresa Medical West, que nunca foram recebidos.

Petistas vão dar as cartas na Fazenda e no Planejamento. É PT na cabeça! Perda total!


Por Reinaldo Azevedo - É preciso não ter vivido 54 anos, e eu já vivi, ou ser meio abestado, acho que não sou, para sair por aí anunciando que Dilma Rousseff — a impichada pelo povo e, por enquanto, sustentada por togados autocratas — substituiu Joaquim Levy por Nelson Barbosa porque o novo ministro vai tentar conciliar ajuste fiscal com crescimento. Que miséria é essa, coleguinhas? O troço só faz sentido se a gente parte do princípio de que Levy gostava de ajuste fiscal, mas era contra crescimento. Pergunto: não fossem as taras que deformam o jornalismo de modo profundo, é aceitável imaginar que um ministro, qualquer que seja ele, se oponha ao crescimento? Não se destrói um país da noite para o dia. É preciso que haja um esforço determinado para isso. Quase metódico. Digo “quase” porque enxergo Dilma de longe: ela é incapaz de ser disciplinada até para isto: para destruir o país. Ela o faz por rompantes. Se Dilma tivesse o mínimo de bom senso, sustentaria Levy por mais alguns meses, ainda que ele quisesse sair. Trocar a guarda da economia dois dias depois de as esquerdas vomitarem suas porcarias nas ruas contra o ajuste fiscal é coisa de irresponsável. Há um monte de gente feliz achando que o impeachment já era. Pois é… Acho que não. Acho que Dilma não termina o mandato. Em razão dos crimes cometidos por seu governo? Sim, principalmente por isso. Mas não só por isso. Fiz a minha parte, e faço, para que ela caia sem sangue. Mas o STF quer ver a coisa vermelha, densa, quente, correndo nas ruas. Os ditos intelectuais de esquerda, esse oximoro gritante, também. Que pena! Nelson Barbosa, o petista sem imaginação, vai substituir Joaquim Levy na economia. A Bolsa despencou. Depois ela sobe um pouco. Depois despenca outra vez. Depois elas sobe de novo, mas menos do que antes, aí cai um pouco. E sobe, mas menos do que na jornada anterior… E cai. O dólar vai fazer trajetória inversa. Sobe, depois cai. Depois sobe, mas cai menos. E volta lá pra cima, e cai, mas a um patamar superior… Na média, é Bolsa em queda, dólar em alta, país no buraco. E o Planejamento? Sai PT (Barbosa) e entra PT, o tal Valdir Simão, que hoje está na Controladoria-Geral da União. Na próxima substituição, Dilma promete chamar o chefe da Polícia Federal para o cargo. Será que vai ficar ruim? Ora, chamem os sete togados que resolveram estuprar a Constituição, seguindo a trilha aberta por Roberto Barroso, aquele ministro do Supremo que acha que pode governar o mundo segundo os valores de seus amiguinhos dito progressistas de Ipanema, aquele bairro onde se pratica socialismo nas coberturas, de frente para o mar. É bem verdade que há ministros por lá pensando em questões bem mais prosaicas: nomeação de parentes, por exemplo. Calma, vocês saberão de tudo! E se der errado, como vai dar? Ah, qualquer coisa, a gente usa a toga de Barroso, o neoconstitucionalista afetado, para limpar o sangue das ruas. Nojo!

Plataforma de identificação de plágios está anulando centenas de teses de mestrado e doutorado na Alemanha; imagine se é aplicada na UFRGS!!!!! seria uma devastação no campus



A boa imagem das universidades alemãs e do gabinete da chanceler Angela Merkel receberam alguns arranhões com o aperfeiçoamento do método de trabalho dos “caçadores de plágio”. Depois do então ministro da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, e do da Educação, Annette Schavan, uma terceira integrante corre o risco de perder o título de doutora. Caçadores descobriram que há plágio em 27 das 62 páginas da tese defendida em 1991, na Escola Superior de Medicina de Hannover, por Ursula von der Leyen, responsável pela pasta da Defesa. No últimos anos, dezenas de “doutores” perderam seus títulos e, com isso, vantagens materiais na Alemanha. Quem tem um título de doutor, tem um salário inicial de 4.357 euros – quem é bacharel ganha de início 2.632 euros. “A ministra precisa renunciar porque não foi correta no seu trabalho, foi preguiçosa e não foi honesta ao usar como seu textos de outros autores”, disse Martin Heidingsfelder, criador da plataforma VroniPlag, especializada no exame de doutorados. Os caçadores de plágios se veem como policiais em ação contra a decadência da atividade científica. Heidingsfelder é um dos pioneiros na tarefa, que hoje ocupa cerca de 300 cientistas, a maioria anônimos. Em 2011, o político Karl-Theodor zu Guttenberg, que usava o título de barão e de doutor, inspirou a criação da primeira plataforma de caça ao plágio, a GuttenPlag, da qual Heidingsfelder participou. O carismático Guttenberg, político mais popular do gabinete de Merkel, plagiou quase 100% da sua tese de doutorado de Direito. Depois de o plágio ser descoberto, ele perdeu o título, renunciou ao posto de ministro da Defesa e emigrou para os Estados Unidos. “Nós fomos descobrir que Guttenberg não era na verdade um caso único e que o fenômeno do plágio nas teses de doutorado era muito mais comum do que se julgava”, disse Heidingsfelder. Em seguida, ele registrou em patente a plataforma “Vroni Plag”, que iniciou as atividades desvendando a origem da tese de doutorado, também de Direito, de Veronika Sass, a filha do ex-governador da Baviera, Edmund Stoiber. Depois que a universidade comprovou as irregularidades descobertas, Veronika perdeu o título. Há dois anos, os caçadores conseguiram lançar mais uma bomba com a avaliação da tese de Annette Schavan, a então ministra da Educação do governo Merkel. Depois que a Universidade de Düsseldorf comprovou que quase toda a tese era plágio, Schavan foi forçada à renúncia. Em andamento está a avaliação da tese de doutorado da chanceler Angela Merkel. “Mas até agora não conseguimos ir adiante porque precisamos conseguir mais fontes para comparar textos”, explicou. O caso da tese da ministra Ursula von der Leyen, sobre o papel da proteína reativa C no parto, está sendo julgado pela Escola Superior de Medicina de Hannover. Se a plataforma alemã VroniPlag, criada pela identificar plagiadores em teses de mestrado e doutorado for aplicada na UFRGS, em Porto Alegre, vai ser uma devastação nas titulações universitárias. A UFRGS detém o indubitável recorde de defesa até o último suspiro da tese fraudada, plagiada, produzida por Gilberto Kmohan, orientada pelo doutor jornalista Sérgio Caparelli. Todo mundo esquerdinha, é claro..... O Departamento de Comunicação da UFRGS é uma maravilha. É daqueles sobre o qual não paira uma só dúvida, só certezas.

Chalita é denunciado por suspeita de corrupção



O Ministério Público de São Paulo denunciou por suspeita de corrupção passiva o secretário municipal de Educação de Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB). A denúncia, apresentada na quinta-feira (17), segundo os promotores, diz respeito ao período em que Chalita foi secretário estadual de Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB), entre 2002 e 2005. A advogada de Chalita, Flavia Rahal, afirmou que "muito embora não tenha tido acesso aos termos da denúncia, a defesa de Gabriel Chalita repudia, de forma veemente, a tentativa do Ministério Público Estadual de requentar fatos já investigados pelo Supremo Tribunal Federal e em relação aos quais afirmou-se a plena licitude": "O Poder Judiciário certamente saberá dar um basta a essa forma abusiva e desleal de agir do órgão, rejeitando a acusação formulada". De acordo com a denúncia, "na condição de secretário estadual de Educação, Chalita solicitou vantagens indevidas consistentes" de empresas que firmaram contratos sem licitação com a pasta. Os promotores dizem ter cópias de notas fiscais que comprovam que Chalita teria recebido R$ 113 mil. Segundo as investigações, que acontecem desde março e correm em segredo de Justiça, a reforma de um apartamento que Chalita comprou em 2005, no bairro de Higienópolis, seria a prova mais contundente de propina ao secretário. Na denúncia consta que as obras do imóvel, avaliado à época em R$ 4 milhões, teriam custado US$ 600 mil – pagos pelo empresário Chaim Zaher, dono do Grupo SEB, antigo COC, que assinou contratos com a secretaria de Educação quando Chalita comandava a pasta. Zaher também foi denunciado. 

Gilberto Carvalho diz que se afastou de Dilma por divergir do modo de gestão


Gilberto Carvalho, ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência, afirmou à Polícia Federal que se afastou da presidente Dilma Rousseff "por divergências a respeito da maneira de conduzir o governo". Ele comentou o assunto ao explicar por que não participou de discussão com a presidente sobre "boatos" de corrupção envolvendo o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, à época do PP, investigado na Lava Jato. Segundo Gilberto Carvalho (o "Gilzinho" de Santo André), Negromonte foi demitido do cargo por rumores de envolvimento com corrupção e por "insatisfação com o desempenho técnico". Carvalho ocupava o alto comando do primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff e também foi chefe de gabinete do ex-presidente Lula. Carvalho afirmou que havia uma "avaliação negativa" sobre Negromonte por parte da presidente Dilma Rousseff e que isso resultou em sua troca pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Em sua delação premiada, o doleiro Alberto Youssef justificou a queda de Negromonte como sendo uma consequência da disputa de poder de grupos distintos dentro do PP, que também comandariam a distribuição de propina. Gilberto Carvalho admite saber dessa divergência interna. Ele disse que Aguinaldo Ribeiro se apresentou "como alguém que representava um outro bloco político dentro do partido e que este bloco almejava assumir a liderança política do PP". Por isso, resolveu apoiá-lo. O ex-ministro diz ainda que o ex-presidente Lula recebeu diversas vezes o então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que cuidava da propina do PP, mas disse não se recordar de detalhes. Gilberto Carvalho disse que não participou das negociações políticas para indicação a cargos na Petrobras e que nem sabia que a diretoria de Abastecimento era da cota do PP. E ainda dizem que esse sujeito é religioso.....

Problemas de memória

Lula não soube dizer à Polícia Federal os nomes de suas noras. "Não declina os nomes completos das noras em razão de não recordá-los no momento". Daqui a pouco, Lula vai esquecer quem é.