sábado, 5 de dezembro de 2015

Bancos abrem disputa por clientes do BTG Pactual


O esforço para reorganizar a casa após a prisão de André Esteves pode fazer com que o BTG Pactual perca o posto de maior banco de investimento do País. Enquanto precisa reforçar o caixa para lidar com a crise de credibilidade, os demais concorrentes encontram espaço para crescer entre os clientes. A disputa maior nesse “rouba monte” deve ocorrer nas operações de fusões e aquisições, justamente o segmento em que o BTG lidera não só no Brasil, mas também na América Latina. Dados da consultoria Dealogic mostram que a receita de todos os bancos de investimento no Brasil soma US$ 381 milhões no ano, um recuo de 48,5% em relação a 2014. A liderança é do BTG, que passou a ocupar a posição que era do Itaú BBA com uma receita de US$ 50 milhões, proveniente, principalmente, das operações de fusões e aquisições. Além de estruturar essas operações, muitas vezes os bancos precisam entrar com suporte financeiro ao cliente. Isso ocorre, por exemplo, quando o banco faz um empréstimo a uma empresa enquanto a emissão de títulos da dívida (debêntures, notas promissórias) não é concluída. Em outros casos, a instituição financeira compra esses papéis caso não encontre investidores no mercado, chamado de garantia firme. Nos dois casos, é preciso capital, que no caso do BTG está sendo utilizado para outros fins: reforçar o caixa para mostrar aos clientes que tem como honrar todos os compromissos. Sem esse benefício, ficará mais fácil para os bancos de investimento e assessorias financeiras conquistarem os clientes que hoje estão com o BTG. A disputa maior, hoje, se dá na área de fusões e aquisições (M&A). No início de 2016, no entanto, essa competição deve envolver também as operações de emissão de dívida, uma vez que as empresas, já com os orçamentos de 2016 fechados, buscarão recursos para investimentos e rolagem de dívida. Profissionais do mercado financeiro avaliam que a atuação do BTG por meio dos fundos de private equity, que compram participação em outras empresas, será praticamente nula enquanto a crise persistir, o que abre espaço para instituições de menor porte. Daniel Damiani, sócio da JK Capital, assessoria especializada em venda e compra de empresas com faturamento entre R$ 70 milhões e R$ 400 milhões, explica que, este ano, os bancos de investimento locais passaram a procurar também mandatos de fusões e aquisições envolvendo companhias de médio porte. Agora, com um grande competidor voltado para sua reorganização interna, ele acredita que poderá conquistar novos clientes.Além das operações no mercado de capitais, o BTG também vem sofrendo concorrência na área da gestão e administração de fundos. Desde o dia 25, têm sido grandes os pedidos de resgate dos clientes que possuem cotas nas carteiras da instituição. E, como ninguém vai deixar dinheiro parado, esses recursos estão indo para as mãos de outros gestores. "Já foram bilhões que saíram, e esse dinheiro vai para algum lugar. Todas as grandes gestoras de recursos estão de olho nesses clientes", afirmou um profissional da unidade de asset de um grande banco. Segundo profissionais do mercado financeiro, como é um evento que envolve perda de confiança, é natural que instituições mais tradicionais, e vistas como mais conservadoras, ganhem espaço, como é o caso de G3, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Em segundo plano, aparecem as gestoras independentes que têm produtos semelhantes aos do BTG, como JGP e SPX. Já no caso da administração de fundos, em que gestoras contratam esse serviço de instituições maiores, o processo já não é tão simples, já que é necessário fazer uma assembleia de cotistas para aprovar a mudança.

Juíza pede proteção policial por medo de cunhado de Roseana Sarney


A juíza Luiza Madeiro Neponucena, do Tribunal de Justiça do Maranhão, pediu proteção policial à presidente do tribunal, por medo de Ricardo Murad, cunhado de Roseana Sarney e ex-secretário de Saúde do governo dela. Segundo Luiza, que atuou como juíza em processos de Murad, ele teria contratado um policial militar para seguir a magistrada. A juíza deveria comprar uma arma, fazer um curso de tiro, encher a bolsa de balas, chamar os bandidos e cobrí-los de azeitonas. Vagabundo que faz ameaça não deve ser respeitado. 

Comunista Flávio Dino e o neocoronel nordestino Ciro Gomes vão reeditar Rede da Legalidade


Flávio Dino e Ciro Gomes lançam amanhã uma nova Rede da Legalidade, a exemplo do que fez Leonel Brizola em 1961, em resistência à primeira tentativa de golpe contra João Goulart. Repetindo o discurso do PT de que o impeachment se trata de tentativa de golpe, os dois vão trocar as ondas curtas pelo Facebook. Às 11 horas, darão uma coletiva no perfil de Dino na rede social. Há diferenças entre os dois momentos históricos. Em 1961, não deixar Jango assumir era pisotear a Constituição de 1946. Desta vez, o impedimento é previsto na Constituição e os trâmites vêm sendo seguidos. Dino, Ciro e o PT, no entanto, veem falta de solidez para embasar o processo contra Dilma. Difícil é saber qual dois é mais vigarista intelectual e histórico. Brizola promoveu uma mobilização nacional pelo rádio, a partir do Rio Grande do Sul, para que fosse cumprida a Constituição e empossado o vice-presidente na renúncia do presidente Janio Quadros. Os vigaristas atuais querem dizer que o pedido de impeachment é ilegal, inconstitucional, o que é uma fraude gigantesca, porque ele está previsto na Constituição e já foi utilizado uma vez, contra Collor de Melo. Não há nada mais criminosamente mentiroso e delinquente no Brasil do que petistas, comunistas e neocoronéis nordestinos. Esses vagabundos todos deveriam ler Karl Marx, em seu "!8 Brumário de Luis Bonaparte". Lá ele diz que a história acontece a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. É o que montam agora esses vigaristas intelectuais.  

Renault compra a Lotus e volta à Fórmula 1 com equipe própria


A Renault anunciou seu retorno à Fórmula-1 após a confirmação da compra da equipe Lotus por 100 milhões de euros (cerca de 410 milhões de reais). A Lotus, defendida na última temporada pelo venezuelano Pastor Maldonado e pelo francês Romain Grosjean, passava por uma crise financeira e já estava na mira da escuderia francesa desde setembro, quando a empresa assinou a carta de intenção de compra. "A Renault tinha duas opções: voltar 100% ou ir embora. Após um estudo detalhado, decidi que estaremos na Fórmula 1 a partir de 2016. Nossa ambição é vencer, mesmo que isso tome algum tempo", afirmou o presidente e diretor executivo da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn. A montadora deixou a F-1 em 2011, quando era parceira da Lotus, se chamava Lotus Renault e corria com licença inglesa. A equipe terminou em quinto lugar. No ano seguinte, a Renault abandonou o negócio e as pistas, se limitando a fornecer motores, e o time passou a se chamar apenas Lotus. Os problemas financeiros e a falta de retorno satisfatório com motores e direitos de imagem da categoria levaram a escuderia inglesa à crise que culminou na sua venda. A dupla de pilotos será formada pelo venezuelano Pastor Maldonado e o estreante britânico Jolyon Palmer.

Teatro, TV e cinema brasileiros perdem Marília Pêra, aos 72 anos


Morreu, às 6h da manhã deste sábado, a atriz, cantora e diretora Marília Pêra, aos 72 anos. Ela estava em sua casa em Ipanema, no Rio de Janeiro. No mês passada, Hildegard Angel, jornalista e amiga da atriz, afirmou que ela enfrentava um câncer, mas a informação não foi confirmada. Marília deixa os filhos Ricardo Graça Mello, Esperança Motta e Nina Morena e o marido Bruno Faria. Além de atuar, Marília também se destacava por ser cantora, bailarina, diretora, produtora e coreógrafa. De seu currículo constam mais de 50 peças, quase 30 filmes e cerca de 40 novelas, minisséries e programas de televisão. A estreia da atriz no teatro se deu quando ela era apenas em bebê, com menos de 20 dias de vida, embalada no colo de uma atriz, amiga de sua mãe, em 1943. Depois disso, ela não parou mais: aos 4 anos, já fazia parte da companhia de Henriette Morineau e fez parte da peça "Medéia", em que interpretou umas das filhas do personagem principal. Depois de uma temporada como bailarina, a atriz foi contratada pela Rede Globo, aos 22 anos. Entre as novelas de que participou na emissora, a atriz apontava os trabalhos em duas minisséries como os favoritos: "O Primo Basílio", de 1988, em que interpretou a vilã Juliana, e "Os Maias", de 2001, em que deu vida à Maria Monforte. Seu talento também foi reconhecido no teatro. A atriz ganhou o Prêmio Molière pela peça "Apareceu a Margarida", de 1974, e dez anos depois, com a peça "Brincando em Cima Daquilo". Marília também trabalhou, desta vez como diretora, da peça "Irma Vap", uma das mais bem-sucedidas do país, que ficou em cartaz por mais de dez anos, com Marco Nanini e Ney Latorraca como protagonistas. Recentemente, a atriz fez parte dos elencos de "Começar de Novo", em 2004; "Cobras & Lagartos", em 2006; "Duas caras", em 2007; e desde 2013 era a Darlene em "Pé na Cova", em que contracenava com o amigo Miguel Falabella. Ela foi homenageada no Carnaval de 2014 pela escola de samba Mocidade Alegre, em São Paulo. Com o samba-enredo Nos Palcos da Vida... Uma Vida no Palco: Marília, a escola ficou em segundo lugar na disputa entre as escolas paulistanas, perdendo para a Vai-Vai, que homenageou a cantora Elis Regina. No ano passado, ela ficou um ano afastada da série "Pé na Cova", um de seus últimos trabalhos, para cuidar de um problema no quadril causado por desgaste ósseo. No último mês, surgiu na imprensa a notícia não confirmada de que a atriz estaria com câncer no pulmão em estado avançado.

Dilma fora do PT

A Época conta que, “nas últimas semanas, Dilma Rousseff cogitou seriamente deixar o PT. O assunto foi discutido com Jaques Wagner e Ricardo Berzoini. Dilma acredita que as falcatruas em que o partido está metido na Lava Jato a deixam ainda mais vulnerável”. Na verdade, o que deixa Dilma Rousseff ainda mais vulnerável é o fato de que “as falcatruas em que o partido está metido na Lava Jato” bancaram suas campanhas eleitorais. Ela só é presidente por causa daquelas falcatruas.

Dilma será cassada pelo TSE

Dilma Rousseff tem 7 dias para apresentar sua defesa no TSE. A Veja diz que “os advogados que representam a chapa Dilma - Temer poderão apresentar provas e indicar testemunhas, além de solicitar a produção de outras provas. De acordo com o processo, há indícios de irregularidades na contratação da empresa Focal, que prestou serviços à campanha e recebeu 24 milhões de reais. Há também indícios de financiamento de campanha com dinheiro oriundo de corrupção em contratos com a Petrobras”. Indícios? Na realidade, há uma tonelada de gente presa e condenada pela Lava Jato. E há uma tonelada de provas de que Dilma Rousseff foi eleita com dinheiro roubado da Petrobras. Se não for afastada pelo Congresso Nacional, ela será cassada pelo TSE.

Da Odebrecht para Vaccari, de Vaccari para Dilma

O processo no TSE trata do dinheiro de propina doado pelas empreiteiras à campanha de Dilma Rousseff. Ainda mais comprometedor – porque seus operadores já foram julgados e condenados pela Lava Jato – é o dinheiro repassado pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, à campanha presidencial de 2014. O Diretório Nacional do PT, de João Vaccari Neto, repassou 22 milhões de reais à campanha de Dilma Rousseff, segundo os dados do próprio TSE. Desses 22 milhões de reais, 7,4 milhões de reais foram dados pela Odebrecht, cujo dono está preso, juntamente com seus principais executivos. O dinheiro foi repartido da seguinte maneira:
- R$ 1.950.000 da Odebrecht
- R$ 2.850.000 da Braskem (sociedade entre Odebrecht e Petrobras)
- R$ 1.282.500 da Usina Rio Claro (Odebrecht Agroindustrial)
- R$ 332.500 da Usina Eldorado (Odebrecht Agroindustrial)
- R$ 332.500 da Usina Conquista do Pontal (Odebrecht Agroindustrial)
- R$ 332.500 da Destilaria Alcídia (Odebrecht Agroindustrial)
- R$ 332.500 da Agroenergia Santa Luiza (Odebrecht Agroindustrial)


Isso não é matéria para impeachment?

QG da conspiração

Contabilidade do impeachment. A coluna Radar, da Veja, disse que “um dos mais experientes senadores estimou em 120 o número de deputados que estariam na zona de transição”. No PMDB, a maior dúvida é relacionada a Renan Calheiros. “Mas seus aliados acharam sintomático ele ter ido ao Palácio do Jaburu, residência de Michel Temer e QG da conspiração, logo após Cunha deflagrar o impeachment”.

A morte e a morte de Marília Pêra

Marília Pêra morreu, aos 72 anos, de câncer. O Antagonista gostaria de lembrar que a atriz sofreu um massacre do PT e de boa parte da imprensa, em 1989, por declarar que votaria em Collor, e não em Lula. Collor era o personagem errado com o ideário certo; Lula era o personagem errado com o ideário errado.

Oficial: Ricardo Pessoa também pagou despesas da campanha de Haddad

Agora é oficial: a campanha de Fernando Haddad, em 2012, foi citada na delação de Ricardo Pessoa. Leiam o que a Folha publicou: "Em sua delação, Pessoa afirma também que, a pedido do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, pagou despesa de R$ 2,6 milhões da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, em 2012. O empresário afirma ter 'descontado' o valor da conta que mantinha com Vaccari". Dinheiro sujo, naturalmente.

Cachaça especial para Lula

Ricardo Pessoa afagava a sede petista não só com pixulecos. De acordo com a Folha, em delação premiada, o presidente da UTC confessou que presenteava Lula com caros "cortes de tecidos" e cachaça da "reserva especial da UTC". O costume começou quando o petista ainda estava no Palácio do Planalto, mas a prática continuou no Instituto Lula.

A primeira batalha do impeachment

O governo quer cancelar o recesso parlamentar para que o impeachment de Dilma seja votado antes das péssimas notícias que 2016 reserva ao Brasil. A oposição quer manter o recesso como se encontra para ter mais tempo para se articular pelo impedimento da presidente. O resultado dessa primeira batalha deve dar uma medida do real poder de cada lado. Os protestos agendados para o próximo dia 13 serão cruciais nessa queda de braço.

Déjà vu autenticado

O fato de a Justiça ter chancelado e divulgado os termos de delação premiada de Ricardo Pessoa significa que há provas suficientes de que tudo o que empreiteiro falou é verdade. É um déjà vu com autenticação.

Aroldo Cedraz, o ministro onde a honestidade jaz

Se Teori houvesse liberado os termos de delação de Ricardo Pessoa antes de quarta-feira, dificilmente Aroldo Cedraz teria sido reconduzido à presidência do TCU... Como publica a Folha, "Ricardo Pessoa também contou que estabeleceu o pagamento de uma mesada de 50 mil reais ao advogado Tiago Cedraz para a prestação de informações oriundas do TCU de interesse da UTC. Ele é filho do presidente do tribunal Aroldo Cedraz e teria acertado tráfico de influência para entregar informações privilegiadas, bem como exercia influência na área técnica e no plenário da corte." Aroldo Cedraz é o ministro onde a honestidade jaz.

As planilhas de Eliseu Padilha

Eliseu Padilha é calculista. Ele não entregaria o cargo se não tivesse a certeza de que, mais adiante, seria de alguma forma recompensado. Leia um trecho do perfil que O Globo publicou: "Organizado e metódico, Eliseu Padilha está sempre com planilhas atualizadas sobre as votações do governo, a posição de cada bancada e os cargos que cada partido ocupa em Brasília e nos Estados. Acompanhou com lupa os votos dos aliados e da oposição nas votações de todos os projetos do ajuste fiscal até agora. Conhecimento que utilizará, a partir de agora, para acompanhar as movimentações no Congresso do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff." Eliseu Padilha entregou o cargo com a certeza de que Dilma vai cair.

Renan está contra a estratégia de Dilma Rousseff

O governo Dilma quer cancelar o recesso parlamentar para matar o impeachment no momento em que o brasileiro está aproveitando as festas de fim de ano e férias. O Globo mostra que não só Renan Calheiros é contrário à ideia, como já se articula com a oposição. Leiam o que o jornal publicou: "O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, quer o recesso e tem articulado essa posição juntos aos líderes dos partidos, inclusive em conversa com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves." Ao que tudo indica, além de Padilha, Dilma perdeu também o presidente do Senado.

"É necessário reconstruir a democracia"

Miguel Reale Júnior assinou um artigo no Estadão que, com ares de manifesto, merece ser lido por completo. Trata-se de uma defesa do Estado Democrático de Direito. A sua introdução, no entanto, resume bem o problema vivido no país: "O Estado Democrático de Direito está gravemente ferido. É necessário reconstruir a democracia, da qual um dos alicerces consiste na confiança da população nos agentes políticos que elege. Hoje, justificadamente, essa confiança inexiste no Brasil." A maior vítima do petismo foi a democracia.

Barulho pelo impeachment

Paulinho da Força quer que os parlamentares contrários ao impeachment de Dilma passem vergonha perante os vizinhos. Para isso, planeja usar carros de som diante das residências dos deputados governistas para que a vizinhança saiba que ali mora alguém que apoia o petismo. O primeiro alvo será Leonardo Picciani, líder do baixo clero peemedebista e morador da Barra da Tijuca.

Dilma tem um ovo de mosquito no lugar do cérebro

Dilma Rousseff, em Recife, sobre o Aedes aegypti, que transmite o zika vírus: "Ele provoca, além da dengue, a chicungunha e ele tem uma variante que transmite o vírus que se chama vírus da zika por causa de uma floresta. Precisamos nos mobilizar para evitar os processos de reprodução do mosquito, porque o mosquito transmite essa doença porque ele coloca o ovo e esse ovo tem o vírus que vai transmitir a doença". Dilma tem um ovo de mosquito no lugar do cérebro. (O Antagonista)

Eliseu Padilha será nomeado novo secretário geral do PMDB

Dilma saberá pelos jornais, na segunda-feira, que seu ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, além de ter se demitido em carta entregue ao porteiro, será o novo secretário geral do PMDB. A decisão do Partido já foi tomada. E diz tudo.

Michel Temer rejeitou pressão de Dilma para atacar Eduardo Cunha

Submetendo Michel Temer ao habitual “gelo” há meses, a presidente Dilma o chamou na quinta (3), dia seguinte à abertura do impeachment, para pressioná-lo a fazer declarações contundentes desqualificando seu correligionário Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Como sempre preferiu o entendimento ao embate, Temer se recusou a fazer isso, irritando Dilma. Ele também se irritou e saiu no meio da reunião de quinta-feira (3). Dilma também exigiu de Michel Temer uma declaração “contundente” contra o impeachment. Ele também preferiu não fazer isso. Sem clima com Dilma, Temer pediu desculpas para se ausentar porque prometera ir com sua mulher a uma consulta médica, em São Paulo. A decisão de não ceder à pressão de Dilma foi para Michel Temer um “grito de independência” comemorado pelos aliados mais próximos.

PMDB se mobiliza para deixar o governo Dilma e apoiar posse de Temer

Após a decisão do ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) de abandonar o governo Dilma na próxima semana, a tendência do seu partido, o PMDB, é seguir o mesmo caminho, segundo confirmou nesta sexta-feira (4) a esta coluna um dos principais dirigentes do partido. O desembarque sinaliza a mal disfarçada intenção do PMDB de tentar viabilizar a posse de Michel Temer na Presidência da República. Além de Padilha, o PMDB ocupa mais seis ministérios. O próximo a cair fora para se juntar a Michel Temer é Henrique Alves (Turismo). Petistas que perderam o poder no Ministério da Saúde já davam como certa, nesta sexta-feira, a saída do peemedebista Marcelo Castro. Por enquanto, só Kátia Abreu (Agricultura), que de adversária ferrenha virou amiga de infância de Dilma, reluta em deixar o cargo. São também ministros do PMDB Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Eduardo Braga (Minas e Energia) e Hélder Barbalho (Portos).

Além do impeachment, Dilma ainda precisa se defender no perigoso processo de cassação no TSE

Em meio a ofensiva do governo para tentar barrar na Justiça o avanço do processo de impeachment no Congresso, a presidente Dilma Rousseff terá ainda que se defender em outra frente – desta vez, em um processo de cassação que está em discussão no Tribunal Superior Eleitoral. O TSE publicou nesta sexta-feira (4) o resultado do julgamento que decidiu reabrir uma ação de partidos de oposição que pedem a perde de mandato da petista e de seu vice, Michel Temer. Com isso, Dilma, Temer, PT e PMDB terão que apresentar defesa na chamada Aime (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo) – é a primeira vez que o tribunal abre esse tipo de ação contra um presidente. A defesa terá que ser feita em sete dias, após receberem a notificação. Nesta etapa, Dilma e Temer poderão juntar documentos, indicar rol de testemunhas e requerer a produção de outras provas – inclusive documentais – que se encontrarem em poder de terceiros, de repartições públicas ou em procedimentos judiciais, ou administrativos. Na sequência, serão ouvidas as testemunhas e ainda realizadas eventuais diligências para coletas de provas. Depois, o Ministério Público Eleitoral e as partes poderão apresentar as chamadas alegações finais. Cumpridas essas etapas, a relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura, vai preparar seu voto para depois o julgamento ser marcado. A expectativa é que o desfecho para o caso só ocorra em 2016 porque o Judiciário entra em recesso nas próximas semanas. Além da Aime, Dilma e Temer são alvos de duas Aijes (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) e de uma representação. Apesar das diferenças jurídicas, na prática as ações podem levar Dilma e Temer a deixarem de ser presidente e vice caso sejam condenados. A oposição acusa Dilma e seu vice de abuso de poder econômico e político e apontam ainda suspeitas de que recursos desviados da Petrobras tenham ajudado a financiar a reeleição. O objetivo do PSDB com a Aije é cassar a chapa de Dilma e Temer. Com a Aime, a meta é cassar o diploma e o mandato eletivo. Os tucanos pedem em ambas as ações que, caso o tribunal decida que Dilma e Temer cometeram crimes eleitorais, a chapa dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) assuma.

Anatel afirma que TV por assinatura perdeu mais de 100 mil clientes em outubro

O Brasil fechou outubro com menos 108 mil clientes de TV por assinatura em relação a setembro, totalizando 19,4 milhões clientes. Na comparação com outubro de 2014, a queda do número de acessos foi de 255,7 mil, segundo dados informados nesta sexta-feira (4) pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A TV paga tem perdido clientes nos últimos meses por conta do agravamento da desaceleração econômica e da maior concorrência de serviços sob demanda baseados em internet, como Netflix. O grupo Claro, da mexicana América Móvil, permaneceu na liderança do mercado, com participação de 52% e 10,08 milhões de acessos. O resultado, contudo, representou uma queda de 45,8 mil assinaturas na comparação mensal. Um ano antes, o grupo tinha 10,42 milhões de clientes de TV paga, segundo os dados da agência. Em segundo lugar ficou operadora de TV via satélite Sky, com fatia de 28,25%, e 5,47 milhões de acessos, baixa de 58,2 mil na mesma base de comparação. Em outubro de 2014, a operadora tinha 5,65 milhões de assinantes. Em terceiro, com 9,5% do mercado, ficou a Telefônica Brasil, somando 1,83 milhão de assinaturas, com alta de pouco mais de 1 mil acessos em relação a setembro. A Oi, com fatia de 6,02%, aparece em seguida com 1,2 milhão de acessos, baixa de 1,8 mil assinaturas, mas acima do 1,12 milhão de outubro do ano passado. A tecnologia que mais perdeu acessos entre setembro e outubro foi a de TV digital via satélite (DTH), cuja base teve 146,6 mil clientes a menos em outubro, a 11,44 milhões. Em bases anuais, a tecnologia perdeu 726,3 mil acessos, segundo os dados da Anatel.

Vale espera receber US$ 1,1 bilhão com a venda de navios gigantes


O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, disse nesta sexta (4) que a empresa espera fechar em breve a venda de 11 navios gigantes para o transporte de minério, chamados de Valemax, o que deve garantir uma receita adicional de US$ 1,1 bilhão. A operação faz parte do plano de desinvestimentos da mineradora para enfrentar o período de minério barato. Além dos Valemax, a empresa tem cinco outros ativos em negociação, com as quais espera levantar entre US$ 4 bilhões e US$ 5,5 bilhões. Em apresentação para investidores em Londres, Siani informou que a maior parte deve ser concluída no primeiro semestre do ano que vem – a exceção é a venda de parte da divisão de fertilizantes – o que vai garantir um alívio financeiro para a companhia até o fim de 2016. "A situação em 2016 está resolvida com a venda de ativos. O cenário que devemos nos preocupar é a persistência dos preços baixos para além do ano que vem", comentou o executivo. A Vale já vendeu oito navios Valemax –tipo de embarcação desenvolvida pela própria companhia para reduzir os custos de transporte do minério de ferro até a China. Neste tipo de operação, a companhia se compromete a alugar as embarcações dos compradores. Segundo Siani, a venda dos 11 restantes depende apenas de um acerto sobre o valor do frete.

Caderneta de poupança tem saques recordes de R$ 1,3 bilhão em novembro


A poupança registrou saída líquida de R$ 1,303 bilhão em novembro, informou o Banco Central nesta sexta-feira (4). Foi o pior resultado para o mês na série iniciada em 1995 e também o 11º mês seguido em que os resgates superam os depósitos na caderneta. A perda líquida no ano já passa de R$ 58,357 bilhões. No mês passado, as retiradas somaram R$ 166,885 bilhões, contra R$ 165,582 bilhões de depósitos. O saldo final, que inclui o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e a poupança rural, atingiu R$ 647,623 bilhões no mês passado — primeiro crescimento após dois meses de queda. O desempenho ruim da caderneta tem como pano de fundo um cenário de preços em persistente alta, afetando a renda disponível num momento de economia em recessão e fraqueza no mercado de trabalho. Uma das consequências do aperto monetário foi também deixar a caderneta menos atrativa para os investidores. A poupança medida pelo SBPE é a principal fonte de financiamento imobiliário do país. Com a Selic mais alta, aumenta a distância entre o rendimento da poupança, de 6,17% ao ano mais Taxa Referencial (TR), e aplicações cuja remuneração é baseada na Selic. Até novembro, a caderneta rendeu 7,29%, contra um IPCA (inflação oficial) de 9,93% no ano. A sangria na caderneta também vem afetando o financiamento imobiliário, já que, pelas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), 65% dos depósitos na caderneta devem ser obrigatoriamente direcionados ao crédito habitacional. Com a escassez de recursos, vários bancos endureceram neste ano as regras para a concessão de empréstimos, entre eles a Caixa, líder no setor.

Governo cobra dívidas da Eletrobras para renovar concessões


A estatal federal Eletrobras não poderá assinar contrato para prorrogar as concessões de suas distribuidoras de energia que atendem Amazonas e Piauí, atualmente inadimplentes no setor elétrico, se não quitar as dívidas, afirmou o Ministério de Minas e Energia. A Eletrobras, que foi convocada a assinar até o final de dezembro as renovações, disse que está em negociações com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e espera resolver as pendências financeiras até o final do mês. As concessões das empresas estão vencidas desde julho. A não renovação dos contratos frustraria as intenções da estatal de vender todas suas distribuidoras de energia até 2016, um plano que será levado para aprovação em assembleia de acionistas em 28 de dezembro. A companhia estadual de energia do Amapá, CEA, também está com dívidas no setor. A Eletrobras teve prejuízo de R$ 4,1 bilhões nos primeiros nove meses de 2015, período em que somente as sete concessionárias de distribuição da holding perderam 3,1 bilhões de reais. Nenhuma delas reportou lucro. A Amazonas Energia liderou os prejuízos no período, com R$ 1,4 bilhão, seguida pela Celg-D, de Goiás, com R$ 882 milhões, e a Cepisa, do Piauí, com R$ 344 milhões. A Eletrobras informou que "uma parte" da dívida da Amazonas Energia foi quitada e o valor restante "está negociado com a Aneel", e disse que a situação da empresa e da Cepisa "será equacionada até o final do mês". Um dos objetivos da venda das empresas de distribuição da Eletrobras que será analisada em assembleia é evitar que a companhia precise injetar novos recursos para recuperá-las. Somente em 2016 a estatal estima que seriam necessários R$ 3,3 bilhões para cumprir exigências da Aneel colocadas como contrapartida para a renovação das concessões. A estatal projetou que esses aportes precisariam somar R$ 18,3 bilhões até 2024 e, ainda assim, não garantiriam a recuperação da Amazonas Energia, a mais problemática das subsidiárias. Outras distribuidoras da Eletrobras estavam inadimplentes, como Celg-D, Eletroacre e Ceal, mas as dívidas foram quitadas recentemente. A última, que atende o Alagoas, chegou a ver a Aneel recomendar ao governo que não renovasse sua concessão.

FBI declara a chacina de San Bernardino um atentado terrorista islâmico

O FBI (polícia federal americana) anunciou nesta sexta-feira (4) que passou a investigar o ataque a um centro comunitário na Califórnia que matou 14 pessoas na quarta (2) como terrorismo. O diretor do órgão, James Comey, afirmou, em pronunciamento ao lado da secretária de Justiça, Loretta Lynch, que há "indícios de radicalização" dos perpetradores e "potencial inspiração em grupos terroristas estrangeiros". 


A coautora, a paquistanesa, Tashfeen Malik, de 27 anos, prometeu lealdade ao Estado Islâmico usando pseudônimo no Facebook. A informação foi passada por agentes não identificados. A possível inspiração no Estado Islâmico I tem sido tratada como um caso de radicalização por conta própria da mulher e seu marido, o americano de origem paquistanesa Syed Farook, de 28 anos. O casal, que se dizia muçulmano, foi morto horas após a ação, no condado de San Bernardino, na quarta-feira (2). O diretor do FBI minimizou a relevância de uma possível ligação da dupla com pessoas monitoradas pelo órgão e fez um apelo para que não seja superdimensionada. "Até agora, não vemos indicação de que eles tenham sido parte de uma organização maior, que formem uma célula ou que façam parte de uma rede", afirmou. Com 21 feridos, a chacina foi a mais violenta dos últimos três anos nos Estados Unidos. Os investigadores disseram que não há no momento nenhum preso relacionado ao caso. Embora a motivação ainda não esteja clara, o massacre tem sido considerado um dos únicos atentados de fundo islâmico de larga escala desde o 11 de Setembro, além do atentado na maratona de Boston, que deixou três mortos e mais de 260 feridos em 2013. Se confirmada a inspiração, o EI terá motivado a primeira ação em solo americano, segundo a rede CNN. O diretor-assistente do FBI em Los Angeles, David Bowdich, afirmou que o fato de nenhum dos coautores ter estado no radar dos investigadores até a ação "preocupa". Questionado sobre a possibilidade de a mulher ter influenciado Farook, Bowdich afirmou que não poderia responder, mas ponderou que, "enquanto marido", sabe que os homens são influenciados "até certa medida". A acusada de ser coautora do ato nasceu no Paquistão e se mudou para os Estados Unidos com Farook em 2014. Malik se instalara na Arábia Saudita com a família 25 anos atrás. Há cerca de cinco anos ela voltou ao Paquistão, onde estudou para se tornar farmacêutica, disseram dois oficiais não identificados. Um tio de Malik afirmou que parentes que visitavam a família na Arábia Saudita voltavam com a impressão de que o pai dela se tornara "conservador e linha-dura". O FBI investiga registros digitais de ambos em aparelhos de telefone celular que foram esmagados e contas on-line. Eles tinham mais de 6.000 cartuchos de munição, quatro armas e uma dúzia de bombas. No apartamento alugado pelo casal, havia objetos religiosos, brinquedos, louça suja e comida. A mãe, as duas irmãs e o irmão do acusado "não tinham ideia" e ficaram "chocados" com o ataque. Farook foi descrito como homem "introvertido, de poucos ou nenhum amigo". Malik era "muito reservada, mantinha-se isolada e era muito conservadora", segundo David Chesley. 

Dirigente esportivo da Guatemala é preso no caso Fifa a bordo de um cruzeiro


O secretário-geral da Federação Guatemalteca de Futebol e juiz da Corte de Constitucionalidade do país, Héctor Trujillo, foi preso nesta sexta-feira (4) no Estados Unidos, em meio às investigações de corrupção na Fifa. Trujillo foi um dos 16 indiciados ontem pela Justiça norte-americana em uma nova etapa da investigação que, em maio, culminou com a prisão de sete cartolas, entre eles o ex-presidente da CBF Jose Maria Marin. Uma porta-voz do FBI afirmou que Trujillo, de 62 anos, foi preso durante um cruzeiro em Porto Canaveral, na Flórida, quando autoridades alfandegárias e de fronteira dos Estados Unidos foram até a porta da sua cabine. Ele foi conduzido a um tribunal federal em Orlando. De acordo com as acusações, o guatemalteco teria cobrado propina e feito tráfico de influência no organismo máximo do futebol.

Joaquim Levy diz que o governo precisa agora, com o impeachment, mostrar o que quer fazer

O ministro Joaquim Levy (Fazenda) afirmou nesta sexta-feira que a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma é o momento de o governo mostrar "por que é governo" e afastou o risco de o Congresso voltar a ser obstáculo à aprovação das medidas de ajuste fiscal. Levy falou a jornalistas na sede da Abdib (Associação da Indústria de Base), em São Paulo, após reunião com empresários do setor. "O impeachment é um motivador para trazer mais transparência e trazer os compromissos do governo. O importante é mostrar qual é a tua agenda, o que tu quer fazer. E como tu vai chegar nesse futuro do Brasil", disse. "A presidente teve muita tranquilidade em deixar claro que se há ali um desejo, uma vontade irreprimível de avançar no processo, não há por que recear", completou. O ministro descartou o risco de o Congresso abandonar a votação as medidas do ajuste fiscal, afirmando que todas as decisões têm sido discutidas com deputados e senadores. "É a hora de ter as iniciativas. E iniciativas juntos", afirmou: "Todas as vezes que foi preciso, o Congresso respondeu". Para ele, tanto políticos da base, quando de oposição têm consciência de que as medidas do ajuste fiscal são "fundamentais" para que o ano de 2016 seja melhor. Para exemplificar o que acredita ser bom diálogo com o Congresso, Levy citou que nesta sexta foi dado andamento à PEC 154, que cria fundos de financiamento aos Estados para complementar a perda de arrecadação com a reforma do ICMS. O texto incluiu a repatriação de recursos do exterior, que "cria a oportunidade de colocar mais R$ 20 bilhões no orçamento do ano que vem, viabilizando o Orçamento do ano que vem", segundo o ministro. 

Procuradoria Geral da República avisa que vai investigar Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira: mas só eles? - e só agora?


A Justiça brasileira investigará as acusações contra o presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero, e o ex-mandatário da entidade, Ricardo Teixeira. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá para a Justiça dos Estados Unidos provas das acusações contra os cartolas. Na quinta-feira (3), o Departamento de Justiça norte-americano acusou formalmente os brasileiros e outros 14 pessoas ligadas a confederações na América Central e do Sul de corrupção, formação de quadrilha e enriquecimento ilícito. A Procuradoria-Geral confirmou que quer avaliar a possibilidade de julgar Del Nero e Teixeira no Brasil. O país não tem acordo de extradição com os Estados Unidos. O fato de alguns dos acusados serem de países que não tem acordo de extradição com os Estados Unidos, como é o caso do Brasil, não descarta a possibilidade de eles serem levados a uma corte do país, disse a secretária de Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch. 

Filho de Nestor Cerveró disse na Polícia Federal que o petista Delcídio Amaral é um blefador


Filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró afirmou aos procuradores da Lava Jato que o senador Delcídio do Amaral prometeu ajuda da presidente Dilma Rousseff para a tirar seu pai da prisão. A declaração está em depoimento prestado por Bernardo no último dia 19. Ator de teatro, Bernardo foi o pivô da prisão de Delcídio e do banqueiro André Esteves ao gravar uma conversa em que discutia com o petista o pagamento de uma mesada para a família em troca do silêncio do ex-diretor da Petrobras e até um plano de fuga de Cerveró para a Espanha. Segundo o relato de Bernardo aos investigadores da Lava Jato, a presidente Dilma ajudaria "por filantropia ou porque a água chegou até o pescoço". No depoimento, Bernardo afirmou ter interpretado que a citação a Dilma, assim como a ministros do Supremo Tribunal Federal, como "blefe" do senador. Para Bernardo, 95% dos comentários de Delcídio eram "blefes" porque o senador não apresentava detalhes como local da conversa, contexto e informações minuciosas. Os detalhes, no entanto, são mais numerosos quando o senador dizia falar em nome do banqueiro André Esteves. A tese do "blefe" de Delcídio quando se referia a Dilma tornou-se crível aos olhos da Procuradoria-Geral da República porque não há indícios de que o senador tenha, de fato, tratado da libertação de Cerveró com a presidente. Os quatro ministros do STF citados por Delcídio na conversa gravada por Bernardo – Teori Zavascki, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Edson Facchin– negaram categoricamente terem tratado de um possível habeas corpus para Cerveró ou de anulação de atos da Operação Lava Jato. Em depoimento na semana passada, Delcídio afirmou que não procurou ministros para interceder em favor de Cerveró e que as conversas com o filho do ex-diretor da Petrobras tinham caráter "humanitário". 

Aécio Neves diz sentir que o governo do PT acabou

O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, disse nesta sexta-feira (4) que seu "sentimento pessoal" é que "o governo do PT acabou". "E esse é o lado bom da história", arrematou. Aécio Neves falou sobre o assunto após encontro promovido pelos tucanos na cidade de Juiz de Fora (MG). O tucano fez previsões pessimistas sobre a economia. "O desemprego, em fevereiro, ultrapassará 25% para aqueles que têm até 24 anos. A média total será de 12%", previu Aécio Neves. O tucano disse que é importante para o País superar "o fla-flu" instalado entre a presidente Dilma Rousseff e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que comanda a Câmara. "Temos que discutir de forma clara: houve crime? A presidente cometeu crime de responsabilidade? Se ela cometeu, tem que responder por isso", concluiu. Aécio Neves afirmou ainda que o PSDB quer conversar com os movimentos de rua anti-Dilma antes de se posicionar em definitivo sobre o ritmo que trabalhará para impor ao impeachment. O tucano disse que a interlocução é importante para que a "sociedade possa acompanhar mais de perto esse processo".

Laudo oficial afirma que Vale jogou mais lama em barragem de Mariana do que havia declarado


A mineradora Vale depositou uma quantidade maior de rejeitos de minérios na barragem da Samarco que se rompeu em 5 de novembro, em Mariana (MG), do que havia declarado, segundo documentos do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). No mês passado foi revelado que a empresa, dona da Samarco junto com a anglo-australiana BHP Billiton, também lançava lama na barragem de Fundão. A mineradora havia dito que o material despejado correspondia a menos de 5% do total. A operação era prevista em contrato. Mas um documento do DNPM mostra que, em 2014, o volume de rejeitos depositados pela vale era de 28% do total da barragem. Naquele ano, o volume total despejado ultrapassaria 18 milhões de metros cúbicos. Os rejeitos provenientes de uma mina da Vale conhecida como Alegria eram lançados na barragem por meio de tubos, segundo o laudo produzido por técnicos do governo que visitaram o local após a tragédia. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal. 

Senador Randolfe Rodrigues entra com ação no Supremo contra Conselho de Ética

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou nesta sexta-feira (4) um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal contra o presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), que desengavetou nesta semana uma denúncia contra ele e o senador João Capiberibe (PSB-AP), parada no colegiado desde 2013.O ato do peemedebista foi tomado na terça-feira (1º), mesmo dia em que Randolfe protagonizou a entrega da representação ao conselho para pedir a investigação por quebra de decoro parlamentar do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na semana passada pela Operação Lava Jato. O documento foi assinado pela Rede Sustentabilidade e pelo PPS e contou com o apoio do PSDB e do DEM. Segundo Randolfe, a decisão de Souza foi tomada simplesmente para impedir a sua atuação. "Essa denúncia sempre foi usada por pressão e chantagem até para me intimidar que não apresentasse o processo contra Delcídio. Para fazer com que conselho de ética não funcione. Contra aqueles que querem que o conselho funcione, eles fazem essa chantagem", disse. A denúncia contra Randolfe foi apresentada em 2013 pelo ex-deputado estadual pelo Amapá, Fran Soares Nascimento Júnior. Na época, ele acusou Randolfe e o senador João Capiberibe (PSB-AP) de participarem de um esquema de "mensalinho" no Estado. A denúncia foi arquivada pelo Supremo no mesmo ano e Fran Soares foi denunciado pelo Ministério Público do Amapá pelos crimes de denunciação caluniosa, falsificação de documento público e uso de documento falso. Já presidente do Conselho de Ética na época, Souza remeteu a denúncia para a assessoria jurídica do Senado mas nunca pediu os documentos de volta para que o caso fosse analisado pelo colegiado. "Ele nunca mais tinha falado nisso, mas ao longo desses anos, sempre mandou recados por meio de outros senadores para que eu tomasse cuidado. Do ponto de vista do mérito, isso não tem cabimento e muito menos do ponto de vista formal. É uma atitude de gangsterismo político", disse. No mandado de segurança, Randolfe pede uma decisão liminar do Supremo para determinar que o processo seja encerrado no Conselho de Ética. A reabertura do Conselho de Ética incomoda boa parte dos senadores, que preferiam não ver o órgão de ética em funcionamento. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a atuar para evitar que uma briga entre o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) fosse levada ao colegiado. De acordo com parlamentares, o movimento foi feito para evitar que a reabertura pudesse estimular senadores a aproveitar a atividade e apresentar processos contra colegas alvos da Lava Jato. "Souza foi indicado pelo ex-senador José Sarney (PMDB-AP) para comandar o conselho e foi mantido lá pelo presidente Renan justamente para fazer com que o conselho não funcione. Mas resolvemos enfrentá-lo para apresentar a representação contra Delcídio porque o caso é grave, precisa ser analisado por todos nós", afirmou Randolfe. O processo contra Delcídio começou a tramitar no colegiado na quarta-feira. Souza informou no mesmo dia que remeteria o caso para a assessoria jurídica do Senado para que ela faça uma análise sobre se a representação é juridicamente admissível. Esta etapa não é prevista pelo regimento do conselho e por isso não há prazo para que ela seja devolvida ao presidente. Só quando os documentos forem liberados a ele é que Souza poderá dizer se admite ou não o processo. Neste caso, ele tem cinco dias para tomar uma decisão.