terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Aprovar a meta fiscal é matar o Brasil

A única atitude responsável da oposição para com o país é tentar impedir a aprovação da nova meta fiscal. A aprovação apenas dará sobrevida a um governo que está matando o Brasil.

Adversários de Jucá preocupados com possível retorno à Liderança


Adversários de Romero Jucá se encresparam diante da possibilidade de o eterno líder do governo voltar ao cargo após a queda de Delcídio Amaral. Com isso, entraram firme na campanha para que outro assuma o posto. Até o nome de Walter Pinheiro, o petista que cada vez mais se aproxima da Rede, foi sugerido ao Planalto hoje.

PT rompe oficialmente com Sarney no Maranhão e apoia Flávio Dino


A direção estadual do PT do Maranhão oficializou o rompimento com o PMDB dos Sarney e a adesão definitiva do partido ao governo Flávio Dino. A propósito, Dino conseguiu para muitos o impossível: uniu o PT e o PSDB no mesmo governo.

A usina da corrupção

A Operação Passe Livre já descobriu que Bumlai fez inúmeros saques de suas contas e que simulou empréstimos pessoais entre empresas da família para abastecer essas mesmas contas. A complexa estrutura financeira montada por Bumlai incluiu empresas do grupo Bertin e doleiros. Os investigadores identificaram repasses da Usina São Fernando para empresas de fachada de Adir Assad e Alberto Youssef. No caso de Youssef, o dinheiro circulou primeiro pelas contas da Heber, holding dos Bertin, passou pelas de Nelson Belotti e caiu nas da CSA Project Finance. As contas de Belotti receberam nada menos que R$ 24 milhões da Heber. A São Fernando não é uma usina, mas uma lavanderia.

Justiça seja feita

Sobre a avaliação do Goldman Sachs de que o Brasil está entrando em depressão econômica, justiça seja feita: o senador José Serra vem dizendo isso há semanas. Para ouvidos moucos, como se dizia antigamente.

"BTG pode acabar com 20% do seu tamanho atual"

O colunista Geraldo Samor, da Veja.com, noticia que o BTG, no pós-André Esteves, deve vender todos os investimentos em private equity: "A decisão de ‘shrink to survive’ deve deixar nas mãos dos sócios do BTG apenas o negócio bancário. Se o redesenho planejado for levado inteiramente a cabo, o ‘novo BTG’ pode acabar tendo apenas 20% de seu tamanho atual, mas terá preservado suas principais franquias de trading, banco de investimentos e gestão de recursos, talvez ensejando um novo nome — Back to Basics (BTB) — para o banco que Esteves já chamou de ‘Better than Goldman’."

"Não dá para ficar nesse joguete"

Onyx Lorenzoni, do DEM, fez um discurso consistente pela abertura do processo de cassação de Eduardo Cunha. Ele expôs a manobra de Cunha para se manter no cargo, inviabilizando a análise dos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff em troca do apoio do PT. "Não dá para ficar nesse joguete", disse. O deputado acusou Cunha de exercer seu poder indevidamente e retirar do Parlamento o direito constitucional de apreciar os pedidos de abertura de cassação do mandado de Dilma. "A legislação diz que cabe ao presidente da Casa receber o pedido, ler na sessão seguinte e colocar para apreciação. E isso não está sendo feito há no mínimo seis meses."

A ordem é salvar Lula

A ordem no PT é tentar salvar Lula, mesmo que isso signifique sacrificar Dilma. Porque, sem Lula, não há PT. Assim deve ser lido o twitter de Rui Falcão.

O PT não quer mais salvar o Brasil

O presidente do PT, Rui Falcão, escreveu no Twitter: "Confio em que nossos deputados, no Conselho de Ética, votem pela admissibilidade". Mas os petistas não iam salvar Eduardo Cunha para salvar o Brasil?

O PT defende o impeachment

Agora até os petistas querem o impeachment. O Estadão diz que "interlocutores próximos de Dilma Rousseff já começam a avaliar que, neste momento, seria melhor enfrentar, de uma vez, o processo de impeachment. Na opinião deles, Eduardo Cunha vai continuar usando esta arma como forma de chantagem e a ameaça constante está incomodando muito o governo. Não há unanimidade, no entanto, sobre se votar logo o afastamento ou não da presidente seja o melhor caminho. Todos concordam, porém, que é preciso afastar este fantasma da crise política". Isso explica a mensagem de Rui Falcão no Twitter, em que ele despacha Eduardo Cunha. O PT já se desgastou demais defendendo o governo. O partido resolveu se salvar derrubando Dilma Rousseff.

Abaixo-assinado do PT contra Cunha

Trinta e um deputados petistas divulgaram abaixo-assinado pedindo que o Conselho de Ética dê continuidade ao processo contra Cunha. O jogo é salvar o rei e sacrificar a rainha.

Exclusivo: Usina de Bumlai, mesmo quebrada, bancou campanha do PT

A Usina São Fernando, de José Carlos Bumlai, entrou em recuperação judicial em 2013. No ano passado, porém, ela doou R$ 429 mil para a campanha do deputado federal Vander Loubet, que é alvo da Lava Jato. Loubet é sobrinho de Zeca do PT e homem forte de Lula e José Dirceu no Mato Grosso do Sul. O dinheiro foi repassado em parcelas de R$ 25 mil, R$ 35 mil e R$ 54 mil, entre setembro e outubro de 2014. As doações foram identificadas pela Polícia Federal e confirmadas pelo Antagonista na prestação de contas de Loubet. É curioso que uma empresa em dificuldade financeira doe para uma campanha política e que essa doação seja aprovada pelo administrador judicial, responsável pela gestão dos ativos e passivos para o cumprimento do plano de recuperação que tem como objetivo a proteção dos credores. O principal credor da São Fernando é o BNDES, que repassou para a usina do amigo de Lula quase meio bilhão de reais. A pergunta que fica é: o dinheiro do BNDES foi usado para financiar a campanha de Loubet?

Netanyahu critica Dilma

Em visita a Israel, a convite da Confederação Israelita no Brasil, o deputado Raul Jungmann reuniu-se hoje com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. No encontro que durou mais de uma hora, Benjamim Netanyahu fez críticas duras a Dilma Rousseff, ao dizer que não existem mais canais de negociação entre o seu país e o Brasil. "Ele bateu a mão na mesa e disse que, embora tenha canal direto com todos os grandes líderes mundiais, não consegue trocar uma palavra sequer com Dilma. Foi o que ocorreu, por exemplo, em Paris. Netanyahu conversou com Obama e Putin, entre outros, mas com Dilma, nada", contou Raul Jungmann ao Antagonista. Para O Antagonista, Benjamin Netanyahu não está perdendo nada.

Do Petrolão ao BNDESlão

Vander Loubet pode ser o elo entre dois esquemas de corrupção que o PT montou para financiar 'oficialmente' suas campanhas pelo País. No inquérito que corre no Supremo, a PF descobriu que Loubet recebeu R$ 1 milhão do petrolão na disputa pela prefeitura de Campo Grande em 2012. O dinheiro foi desviado da Petrobras e repassado por Alberto Youssef a um advogado ligado ao petista que depositou parte do valor em contas de pessoas que depois doaram formalmente para Loubet. O mesmo expediente pode ter sido adotado em sua campanha para deputado no ano passado, tendo como fonte de recursos o BNDES. O Antagonista descobriu que a Usina São Fernando, que recebeu meio bilhão do BNDES, doou diretamente R$ 429 mil para Loubet. A força-tarefa precisa vasculhar todos os demais doadores da campanha do deputado, que é sobrinho do Zeca do PT e homem forte do partido no Mato Grosso do Sul. E, claro, amigo de Bumlai.

Sessão do Conselho de Ética é suspensa, Eduardo Cunha está perdendo, por enquanto, por 7 a 1.... mas não se anime muito!!!!

O início da sessão conjunta do Congresso Nacional obrigou o deputado José Carlos Araújo a suspender agora há pouco a sessão do Conselho de Ética que votava o pedido de abertura do processo de cassação de Eduardo Cunha. O placar parou em 7 a 1 pela continuidade do processo. Votaram a favor os deputados Fausto Pinato (relator), Betinho Gomes, Nelson Marchezan Jr, Eliziane Gama, Sandro Alex, Marcos Rogério e Paulo Azi. Votou pelo arquivamento Wellington Roberto. Nenhum petista chegou a votar. A sessão será retomada amanhã, às 14h30. O placar parou em 7 a 1 contra o peemedebista, antes de os trabalhos serem interrompidos.

Assembléia gaúcha aprova a criação de mais duas empresas estatais, a Banrisul Cartões e a Banrisul Seguradora

Quanto mais se pede que diminua o tamanho do Estado no Rio Grande do Sul, falido, quebrado, condenado à decadência inexorável, mais a classe política ordinária, sem qualidade e totalmente vulgar insiste em inchar o peso estatal. Nesta terça-feira, por 47 votos contra apenas dois, os dos deputados Pedro Ruas, do PSOL, e Marcel Van Haten, do PP, a Assembléia Legislattiva aprovou a criação de duas novas subsidiárias do Banrisul, no caso as empresas estatais Banrisul Cartões e Banrisul Seguros. Os deputados aprovaram três emendas, mas a pior delas é a que proíbe privatizações sem consulta plebiscitária, e a necessidade de que os ocupantes de cargos de direção das duas subsidiárias sejam funcionários do quadro do banco não passam de demandas corporativas e atrasadíssimas. De qualquer modo, o que o governo Sartori quer, de verdade, é vender 49% de cada uma, o que poderá incluir acordo de gestão pelo qual ao novo sócio caberá a gestão. Neste caso, o governo poderá levantar algo como R$ 3 a R$ 4 bilhões. São dois negócios que atrairão sócios nacionais e estrangeiros, interessados nos mercados cativos do Banrisul. Rigorosamente, isso é outro truque vagabundo de um governicho, o do PMDB de José Sartori, que não tem qualquer plano consistente para tirar o Estado da gigantesca crise e dar rumo à economia gaúcha. Se alguém pensava que era impossível piorar a situação do Rio Grande do Sul, saiba que o buraco ainda é maior. 

Sua mensagem se autodestruirá em alguns segundos


Sumido desde que foi arrastado para as investigações sobre um esquema de propinas no Ministério do Planejamento, o ex-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), reapareceu no aplicativo de mensagens instantâneas conhecido por permitir o envio de mensagens criptografadas, o Telegram – que também permite programar para que a mensagem seja excluída depois de lida.

BTG cancela confraternização de fim de ano


Em crise após a prisão de seu presidente e principal acionista, André Esteves, o BTG Pactual cancelou a festa de fim de ano dos funcionários, programada para o dia 12, no Rio. O comunicado interno, curto e grosso, foi distribuído por e-mail para os funcionários nesta terça. Não são explicadas razões, e nem seria necessário. A festa ocorreria no Píer Mauá, área recém-revitalizada da capital fluminense.

“Reciclagem de capital” frustrada e a maré de azar no BTG


A sorte parece não estar mesmo do lado do BTG. Uma operação arrojada arquitetada pelo banco e vendida como solução para o financiamento de projetos de energia no Brasil micou – e, ao que tudo indica, a prisão de André Esteves não teve nada a ver com a história. Hoje, a Renova Energia, do grupo Cemig, anunciou que não vai levar à frente seu acordo para transferência de ativos para a americana SunEdison. No desenho intrincado feito pelo banco, e batizado de “reciclagem de capital”, os projetos eólicos da empresa passariam para uma nova empresa listada em bolsa nos Estados Unidos assim que se tornassem operacionais. Em troca, a Renova teria uma participação societária na companhia e ganharia dividendos, conseguindo uma fonte nova e mais barata de recursos para financiar novos projetos do zero. Nos últimos meses, contudo, o caldo começou a azedar. As ações da empresa listada nos Estados Unidos derreteram e escritórios de advocacia começaram a entrar com ações coletivas por prejuízos causados aos investidores. Oficialmente, a Renova alega que o que micou foi a venda da fatia de 16% de suas ações que pertenciam à Light — uma das condições precedentes do negócio. Agora, precisa correr contra o tempo para conseguir financiar os R$ 639,4 milhões em dívidas que vencem em 12 meses. Em caixa, tem apenas R$ 111,5 milhões. No mercado, outras empresas respiram aliviadas por não terem embarcado. O BTG tinha oferecido “solução” parecida para muitas delas. (Radar Veja)

CPI do Futebol quebra sigilos de Marin, Del Nero e Ricardo Teixeira


Por unanimidade, a CPI do Futebol aprovou na tarde desta terça-feira, em menos de 10 minutos de sessão, a quebra dos sigilos telefônico e telemático do atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, e do ex-presidente José Maria Marin. O antecessor de Marin, Ricardo Teixeira, teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. Os senadores também decidiram pela quebra dos sigilos bancário e fiscal do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (COL), bem como o acesso ao demonstrativo dos resultados e lucros do órgão. Os dados telefônicos de Del Nero, suspeito de participar do mesmo esquema de corrupção de Marin, serão investigados desde o período de 12 de março de 2013. Marin, que está em prisão domiciliar nos Estados Unidos, terá seus dados analisados entre março de 2012 e maio de 2015. O acesso aos dados bancários e fiscais de Teixeira são referentes ao período de 1º de janeiro de 2007 a 12 de março de 2012, data de sua renúncia. A sessão apreciou os pedidos de acesso aos dados dos cartolas ligados à CBF após dois adiamentos de reuniões anteriores da CPI. Entre os requerimentos não aprovados estão a quebra dos sigilos da ex-namorada de Del Nero, Carolina Galan, e do ex-presidente do Flamengo, Kleber Leite, e sua empresa, a Klefer. As próximas sessões da CPI do Futebol ainda não foram estipuladas. Os senadores devem voltam a se reunir sobre o caso após o Carnaval.

Rede e PPS protocolam pedido de cassação de Delcídio do Amaral


Rede e PPS protocolaram nesta terça-feira, no Conselho de Ética do Senado Federal, representação contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), abrindo caminho para um processo que pode levar à cassação do congressista. Delcídio foi preso na última quarta-feira por suspeitas de atuar para impedir as investigações da Operação Lava Jato e barrar o acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Cerveró foi apadrinhado por Delcídio no cargo de direção da petroleira e ameaçava contar detalhes do esquema de corrupção instalada na estatal. Gravações feitas pelo filho de Cerveró, Bernardo, mostram Delcídio negociando o pagamento de 50.000 reais mensais à família do ex-dirigente e até a fuga do ex-diretor para fora do país. Paralelamente, investigadores atribuem ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, o papel de bancar a mesada à família de Cerveró e pagar outros 4 milhões de reais ao advogado Edson Ribeiro, que atuava na defesa do ex-diretor e trabalhava para impedir a delação premiada. "O propósito desses atores indiscutivelmente tinha por fito a aniquilação do escorreito provimento jurisdicional dos crimes de lesa-pátria ocorridos no âmbito da chamada Operação Lava Jato", diz a representação. Delcídio, Esteves e Ribeiro, além do chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, foram presos por ordem do Supremo Tribunal Federal. "Caberá a este Senado Federal demonstrar sua repulsa às contra republicanas e criminosas práticas do representado [Delcídio], rechaçando publicamente seu comportamento e apenando-o com a cassação do mandato e consequente suspensão dos direitos políticos ou, de outra sorte, referendar seu comportamento inescrupuloso, encarando o escrutínio público dessa perigosa decisão, que pode por em xeque a própria legitimidade institucional desta Casa", diz a representação. O processo chegou ao Conselho de Ética depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se recusou a encaminhar ao colegiado, via Mesa Diretora do Senado, a decisão do Plenário que confirmou, por maioria, a prisão do petista. Hoje, antes da representação contra Delcídio, Renan disse que a prisão era um "fato grave, relevante e que surpreendeu a todos", mas afirmou que cabe aos partidos representar contra o senador. "Na forma do regimento, a iniciativa cabe às bancadas e aos partidos. Foi o que sempre aconteceu. O senador Delcidio com cada um de nós teve o melhor relacionamento", declarou. A iniciativa de Renan Calheiros de não protagonizar o pedido de cassação de Delcídio ocorre porque ele próprio é um dos investigados na Operação Lava Jato. Nesta segunda, o procurador-geral Rodrigo Janot pediu autorização ao STF para investigar Renan, Delcídio e o senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Os três foram citados em delações premiadas da Operação Lava Jato como destinatários de propina do escândalo do petrolão. O temor de investigados é que a abertura de um processo de cassação contra o ex-líder do governo facilite eventuais processos futuros contra parlamentares citados no propinoduto da Petrobras. No Conselho de Ética do Senado, o presidente João Alberto Souza (PMDB-MA) votou na semana passada por revogar a prisão de Delcídio. Adotaram postura semelhante os senadores José Pimentel (PT-CE), Paulo Rocha (PT-PA) e Regina Sousa (PT-PI), que também integram o colegiado. No Conselho de Ética, o primeiro passo é o próprio presidente do colegiado analisar a admissibilidade do pedido de cassação em cinco dias úteis. Admitida a representação, Delcídio é notificado para apresentar defesa prévia em dez dias úteis. Na sequência, é aberto prazo de três dias para a escolha do relator, por sorteio, e outros cinco dias úteis para a elaboração de um parecer prévio. Depois, mais cinco dias para julgar a análise preliminar do relator e, por fim, começa a tramitação de mérito do processo, com apresentação de testemunhas, pedidos de perícia e o julgamento do caso. Após avaliação do Conselho de Ética, o pedido de cassação ainda precisa de aval da Comissão de Constituição e Justiça e depois do Plenário.

Ninguém escreve à Vovó Mafalda. Delcídio promete retaliar

Por Reinaldo Azevedo - Se Gabriel García Márquez vivo fosse, talvez escrevesse um novo capítulo do surrealismo sul-americano: “Ninguém escreve à Vovó Mafalda”… O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez saber a quantos possam interessar que anda bastante irritado com seu partido. Segundo relatos, Delcídio estaria se sentindo abandonado pelo ex-presidente Lula e teria chamado de “covardia atroz” a nota oficial da legenda, assinada por Rui Falcão, que lhe nega solidariedade. Delcídio estaria ressentido também porque nenhum senador petista ligou para sua mulher depois da prisão. Os únicos que telefonaram para Maika do Amaral foram o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-senador José Sarney. A matéria informa ainda que um assessor de Delcídio garantiu que, mesmo com raiva, o senador não está negociando um acordo de delação premiada. Mesmo assim, ele teria dito o seguinte sobre a reação do PT à sua prisão: “Deixe estar, os dias se sucedem”.

Enquanto isso, no feudo do petista Pimentel…

Por Reinaldo Azevedo - O jornal O Globo informou agora à tarde que a Polícia Federal está investigando o chefe da Casa Civil do governo de Minas Gerais e braço-direito de Fernando Pimentel, Marco Antônio de Rezende Teixeira. Ele recebeu em 2013 e 2014 cerca de R$ 1,7 milhão do escritório de advocacia Botelho Spagnol. Segundo os investigadores, há indícios de que ele não tenha prestado nenhum serviço à empresa contratante. Os pagamentos foram realizados à MOP Consultoria e Assessoria Empresarial, que já é investigada no âmbito da Operação Acrônimo, suspeita de receber recursos suspeitos para o governador de Minas, Fernando Pimentel. Parece que, definitivamente, os petistas descobriram que os escritórios de advocacia podem substituir as agências de publicidade para certo tipo de serviço.

Lula perde ação contra Caiado no STF

Por três votos a um, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou nesta terça-feira queixa-crime apresentada pelo ex-presidente Lula contra o senador de oposição Ronaldo Caiado (DEM-GO). O caso chegou à Justiça após o parlamentar ter publicado, em sua conta no microblog Twitter, declaração de que “Lula tem postura de bandido frouxo” e que “quer promover a instabilidade democrática de forma idêntica ao que ocorre na Venezuela com o ditador Maduro soltando seus coletivos”. A mensagem, datada de 25 de fevereiro, ocorreu depois de Lula ter afirmado que “convocaria o ‘exército do Stédile’, em referência ao MST, para combater nas ruas movimentos contrários ao governo. No julgamento de hoje, os ministros Edson Fachin, Luiz Fux e Rosa Weber consideraram que as críticas de Caiado, embora duras, têm cunho político e estão abarcadas na imunidade parlamentar. Voto vencido, Marco Aurélio Mello entendeu que a queixa-crime deveria ser aceita.

Chile cobra da Venezuela garantias de vida para Lilian Tintori, a mulher do preso político Leopoldo Lopez


O governo do Chile defendeu nesta segunda-feira a decisão de pedir respeito à integridade de Lilian Tintori, mulher do líder opositor Leopoldo López, que na semana passada participou de um comício no qual um político opositor foi morto (mais informações nesta página). Ainda nesta segunda-feira, Lilian rejeitou uma oferta do governo venezuelano para fazer sua segurança pessoal. “O Chile sempre esteve comprometido com a democracia e a universalidade dos direitos humanos em qualquer país e nos posicionamos quando é necessário. Também temos feitos gestões de maneira reservada, sem declarações públicas”, disse o chanceler chileno, Heraldo Muñoz. 


O comunicado, que expressou a preocupação com a segurança de Lilian, foi divulgado meses depois de a presidente Michele Bachelet ter evitado reunir-se com a opositora, em abril. Segundo a chancelaria, no entanto, isso não implica uma mudança de posição da diplomacia chilena sobre a Venezuela. Lilian, que, segundo o chavismo, é alvo de mercenários que cobram até US$ 30 mil por crimes políticos, afirmou ontem que foi convocada para uma reunião com especialistas do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) para coordenar a forma de proteção policial, mas se negou a comparecer. “Decidi não comparecer porque quem me acossa, me persegue e me intimida é o Sebin, a polícia do Estado”, escreveu ela no Twitter: “Agora o regime diz que querem me matar, assim como queriam matar Leopoldo. Ninguém mais acredita neles". Leopoldo López foi condenado a quase 14 anos de prisão após ter sido responsabilizado pelos incidentes de violência ocorridos no ano passado durante protestos opositores. A rejeição à proteção por parte de Tintori aconteceu depois que o vice-presidente venezuelano, o cínico canalha Jorge Arreaza, advertiu que ela poderia ser alvo desses mercenários da direita. “Ela e outros opositores aparecem em informações de inteligência como alvos. Para que? Para gerar confusão e dizer que foi o governo o autor de atentados”, disse o crapula Arreaza em reunião com embaixadores em Caracas. 

BTG corre para vender empresas


O BTG Pactual está acelerando a venda de seus ativos considerados mais atraentes no mercado para levantar recursos em momento considerado crítico para o banco. Além da fatia de 12% da rede D’Or, que já está em conversas avançadas com o fundo soberano de Cingapura, o GIC, as vendas das participações do banco na rede de estacionamentos Estapar, no Uol e na Petro África também estariam em andamento. Fontes dizem que o banco talvez tenha de aceitar deságios de 15% a 20% para encontrar compradores. O banco pretende se desfazer de todos os negócios que estão sob o guarda-chuva de “principal investments”, que incluem investimentos diretos do BTG em participações em empresas, títulos e ativos imobiliários, informou uma fonte próxima ao banco. Entre 2010 e 2012, o BTG entrou em mais de 40 negócios, nos mais variados setores, de óleo e gás a mineração, de lojas de departamentos a redes de farmácias e empresas de lixo. 


Algumas das empresas que o BTG tem participação já estavam à venda, mas a prisão do banqueiro André Esteves, na quarta-feira passada, dentro da Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobrás, acelerou o processo. O primeiro ativo a ser vendido, como publicado no domingo no estadao.com.br, é a rede D’Or, que administra hospitais. É considerado o melhor ativo em private equity (fatias de companhias) do BTG – a fatia de 12% que a instituição detém valeria cerca de R$ 2 bilhões. O principal interessado no ativo é o fundo soberano de Cingapura, o GIC, que adquiriu 16% da D’Or em maio, por R$ 3,2 bilhões. Depois da D’Or, a rede de estacionamentos Estapar, que está no portfólio do banco desde 2009, é a que atrai mais interesse. O ativo poderia render cerca de R$ 400 milhões à instituição (o BTG tem 75% da empresa). O banco também estaria negociando sua fatia de 5,4% na empresa de mídia UOL e a Petro África, parceria com a Petrobrás que administra refinarias em países africanos. A venda da rede D’Or tem chances de sair mais rápido porque o GIC já conhece bem o ativo. “Eles estão muito satisfeitos com o investimento”, diz uma fonte com conhecimento do assunto. A Estapar também já teria interessados, incluindo a rede de estacionamentos concorrente Moving. Apesar desta negociação, a aposta do mercado é que a venda do negócio ainda leve algum tempo. “Acho que não deve sair imediatamente”, afirma uma fonte. Parte do restante do portfólio de empresas do BTG é considerado problemático pelo mercado – o interesse de investidores pelos demais ativos é limitado. A BR Pharma, braço de varejo farmacêutico do banco, tem dívida superior a R$ 800 milhões e problemas de administração. A instituição havia se comprometido a aportar mais R$ 600 milhões para dar nova vida ao negócio. O investimento deveria ser formalizado agora em dezembro, mas, de acordo com fontes, a prisão de Esteves deve inviabilizar a operação. Outro negócio de varejo, a rede fluminense Leader, também é vista como uma compra ruim do BTG e está passando por um processo de reestruturação comandado por Enéas Pestana, ex-presidente do Grupo Pão de Açúcar. A BR Properties, empresa de ativos imobiliários e que tem o grupo canadense Brookfield como um dos fortes interessados, vai fazer nesta terça-feira, 1º, em Bolsa venda de um bloco de ações – 17,8 milhões de papéis ordinários (ou 5,9% do total) como forma de levantar recursos rapidamente para a operação. Mesmo esses ativos pouco atraentes precisariam ser vendidos o mais rápido possível pelo BTG. “Se alguém quiser levar, mesmo pagando muito pouco, seria vantagem, pois o banco poderia desativar a área de private equity e cortar custos”, diz uma fonte de mercado. “Não dá para o BTG fingir que está fazendo essas vendas em condições normais.”


Correr contra o tempo para vender ativos nunca foi posição vantajosa para banco algum, ponderou outra fonte do setor. “O BTG está fazendo o que deve ser feito para resolver o problema de curto prazo (venda de ativos), mas não sabemos se será suficiente para recuperar a credibilidade perdida com a prisão de André Esteves”, disse um banqueiro. Mesmo que o banco arrecade o suficiente para manter a operação e a participação de Esteves seja comprada, outro banqueiro diz que há a questão da credibilidade da marca. “São muitos escândalos juntos. Será que os investidores terão coragem de confiar seu dinheiro ao BTG?”, questiona.

Mauricio Macri diz que deixará controle de sua fortuna para governar Argentina


O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, pretende deixar a administração de sua fortuna a partir do dia 10, quando toma posse. Filho de um dos empresários mais ricos do país, ele declarou antes do primeiro turno, disputado em 25 de outubro, ter 52 milhões de pesos (R$ 20,7 milhões). Macri pretende recorrer ao mecanismo do fideicomisso, pelo qual gestores independentes trabalham sobre um patrimônio sem a interferência do dono. A iniciativa é comum entre políticos bilionários americanos. Barack Obama, que tem US$ 7 milhões, não a adotou. Seu uso é frequente por quem deseja afastar suspeita de que enriquecerá num cargo público. 


Não há precedentes na Argentina. “Por sorte, tenho atividades hoje sem relação direta com o Estado em termos de contratação”, disse Macri no programa La Cornisa. Com investimentos em construção e fazendas, ele disse que seu dinheiro sofrerá influência, por exemplo, da redução de taxas sobre a exportação agrícola. A vulnerabilidade da medida é reconhecida pelo economista José Siaba Serrate. “Não há um esquema 100% a prova de corrupção, nem nos EUA. É difícil controlar telefonemas ou mesmo a ação de um intermediário. Mas é um sinal positivo, que abre um precedente e está um passo a frente da declaração de renda”, disse. Na hora de formar seu gabinete, Macri inquiriu cada candidato a ministro sobre sua renda. “Quero saber qual é sua situação econômica para conhecer seu nível de vida, porque, do contrário, surge algum herdeiro”, disse. Franco Macri, de 85 anos, pai do futuro presidente, foi o empresário mais conhecido do país entre os anos 80 e 90, época em que se aproximou do peronismo com contratos no setor da construção – o ranking da Forbes, em 1998, o colocava com US$ 730 milhões. Mauricio Macri responde, desde 2010, a um processo por escutas ilegais contra parentes de vítimas do atentado à Associação Mutual Israelita, em 1994. Ele substituirá Cristina Kirchner, advogada e dona de uma cadeia de hotéis. O patrimônio declarado dela é de 64 milhões de pesos (R$ 25,6 milhões), 823% maior do que em 2003, quando seu marido, Néstor, morto em 2010, assumiu o poder.

Rui Falcão afirma que Delcídio Amaral traiu a confiança do PT


Na semana em que PT vai decidir o futuro do senador Delcídio Amaral (PT-MS) no partido, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou um texto na página da liderança da sigla na Câmara no qual afirma que o parlamentar, preso na semana passada acusado de tentar obstruir a Operação Lava Jato, "traiu a confiança do PT", do PT e cometeu "o delito de usar seu cargo em benefício próprio". 


O texto é uma resposta aos setores do PT, em especial as bancadas na Câmara e no Senado, que ficaram incomodadas com a reação dura de Falcão no episódio envolvendo Delcídio. Em nota publicada no dia da prisão o presidente do PT divulgou uma nota dizendo que o PT não deve solidariedade ao senador. A nota provocou reações negativas por parte dos deputados e senadores petistas que reclamaram da ausência de um questionamento ao fato de o Supremo Tribunal Federal ter autorizado a prisão de um parlamentar no exercício do cargo. Para alguns petistas a decisão é inconstitucional e abre um precedente perigoso. No texto divulgado nesta segunda-feira Falcão diz que a imunidade garantida aos parlamentares em questões de opinião e atividades político partidárias não se estende à "prática de atos delituosos". "Se queremos fazer recuar a ofensiva conservadora desfechada contra o PT, urge também combater com rigor, o oportunismo, o personalismo e o relaxamento da vigilância contra comportamentos antipartidários que vicejam entre nós", diz o texto de Rui Falcão. Segundo Falcão, na sexta-feira a executiva nacional do PT vai apreciar a possibilidade de aplicar punição ética a Delcídio. O diretório estadual do PT do Rio Grande do Sul já solicitou, em documento oficial aprovado na quinta-feira, que a direção nacional do partido dê início a um processo de expulsão do senador. O presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, também defende a expulsão. O senador, no entanto, ainda conta com apoio de parlamentares petistas. 

Secretário-geral da Conmebol, argentino Meiszner, entrega carta de renúncia


A Associação de Futebol Argentino (AFA) confirmou nesta segunda-feira que José Luis Meiszner entregou carta de renúncia ao cargo de secretário-geral da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Ele deixa o posto na próxima sexta-feira, um dia depois das eleições presidenciais da AFA. Meiszner, ligado ao Quilmes, ocupa o cargo como indicado da AFA e, por isso, entregou o cargo para que a diretoria que será eleita na quinta-feira possa escolher um novo secretário-geral. Concorrem o opositor Marcelo Tinelli, apresentador de TV e ligado ao presidente eleito da Argentina, Maurício Macri, e o situacionista Luis Segura, que ocupa a presidência da AFA desde a morte de Julio Grandona. A carta de renúncia de Meiszner foi apresentado na reunião do Comitê Executivo da Conmebol no Rio de Janeiro, na semana passada. Desde junho, já deixaram este órgão o brasileiro José Maria Marin, Eugenio Figueredo, o venezuelano Rafael Esquivel (todos presos a pedido da Justiça dos Estados Unidos) e o chileno Sergio Jadue.

Acordo da Andrade deve prejudicar concorrente Odebrecht


A Odebrecht será a empresa mais prejudicada pela decisão da Andrade Gutierrez de fazer acordos com os procuradores da Operação Lava Jato para obter uma punição menor para a empresa e seus executivos, de acordo com investigadores que atuam nas negociações. A razão é que elas são parceiras em algumas das maiores obras investigadas na Lava Jato e fora da operação, como o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), a usinas Angra 3 e Belo Monte e a reforma do estádio do Maracanã. Em todas elas há indícios ou confissão de pagamento de suborno. No dia 27 de novembro foi divulgado que a Andrade Gutierrez e os procuradores haviam chegado a um acordo, segundo o qual a empresa aceitou pagar uma multa de R$ 1 bilhão, a maior da Lava Jato, e revelar crimes em obras da Petrobras e em outros setores públicos. Foram acertados dois acordos, um de leniência, no qual a empresa contará os crimes dos quais participou em troca de uma punição menor, e outro de delação premiada. A delação será feita por três executivos da Andrade que estão presos (Otávio Azevedo, Elton Negrão e Flávio Barra), também em troca de penas menores. A Odebrecht é a maior empreiteira do país, e a Andrade Gutierrez, a segunda. A Andrade vai revelar detalhes sobre como ela dividiu obras com a Odebrecht, o que pode caracterizar o crime de cartel, e como o pagamento de propina era repartido pelas empreiteiras em grandes contratos. No caso do Comperj, Andrade e Odebrecht foram contratadas junto com a Queiroz Galvão para fazer a terraplenagem, uma obra cujo valor final chegou a R$ 1,2 bilhão. O Tribunal de Contas da União determinou em maio deste ano, em decisão unânime, que houve um superfaturamento de R$ 76,5 milhões. A corte mandou a Petrobras cobrar esse montante do consórcio, executando as garantias oferecidas pelas empreiteiras. Na reforma do Maracanã para a Copa de 2014, foi o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro que apurou sobrepreço de R$ 76 milhões na obra da Andrade Gutierrez e Odebrecht.

Para fazer caixa, Petrobras põe à venda duas áreas em produção



Com dificuldade para atrair compradores para seus campos de petróleo, a Petrobras decidiu colocar à venda duas áreas que já estão produzindo: Golfinho, na bacia do Espírito Santo, e Baúna, na bacia de Santos. A estratégia anterior da estatal era oferecer apenas grandes áreas em fase de exploração, que ainda demandariam muitos investimentos e só começariam a produzir em 2020. Esses novos campos estão em águas profundas, de pós-sal. A empresa continua se recusando a vender áreas de pré-sal que já estejam produzindo, como a do campo de Lula, a primeira grande descoberta. Conforme a ANP (Agência Nacional de Petróleo), os campos de Baúna e Golfinho estão entre os 20 maiores do Brasil. Em setembro, Golfinho produziu 23 mil barris de petróleo por dia, enquanto Baúna chegou a 55 mil barris por dia. Para comparar, Tupi, o campo que mais produz no Brasil e que está no pré-sal, chega a 349 mil barris por dia. Procurada pela Folha, a estatal não quis comentar a negociação das áreas. No início do processo de desinvestimentos, que tem por objetivo reduzir o elevado endividamento da companhia, a Petrobras tinha colocado seis blocos à venda: Pão de Açúcar, Sagitário, Lebre, Carcará e Júpiter (todos no pré-sal) e Tartaruga Verde (no pós-sal). A previsão era obter US$ 4 bilhões. Apenas um desses blocos de pré-sal estaria perto de ser vendido. No pós-sal e mais perto de começar a produzir, Tartaruga Verde também continua atraindo pretendentes. Fontes próximas da empresa negam falta de interesse pelas áreas já à venda e afirmam que é preciso oferecer mais para atrair investidores ao Brasil em tempos de preços baixos do petróleo – que ronda os US$ 40,00. Os campos podem ser vendidos em um só pacote ou separadamente. O processo de desinvestimento da Petrobras caminha muito mais lentamente do que o mercado imaginava. A estatal planejava vender U$ 13,7 bilhões em ativos entre 2015 e 2016, mas pouco saiu do papel até agora. A área técnica está extremamente cautelosa com medo das implicações da Operação Lava Jato, que investiga esquema de propina na Petrobras. Os funcionários da empresa só pensam em fortalecer as regras internas. A indefinição sobre a venda de ativos complica a situação da empresa, que necessita fazer caixa com urgência. A desvalorização do real agravou o cenário, porque elevou a dívida. A Petrobras estuda vender uma fatia da BR Distribuidora, termelétricas, parte da TAG (transportadora de gás), campos de petróleo no exterior, mas nada avançou. Só um grande negócio saiu até agora. Em setembro, a Petrobras vendeu 49% da Gaspetro para os japoneses da Mitsui por R$ 1,9 bilhão.

Mulher de Jaques Wagner diz que Eduardo Cunha é "corrupto" e pede sua cassação


A mulher do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, pediu ao presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PSD-BA), que casse o mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, segundo ela, é um "corrupto". A cena aconteceu neste fim de semana, durante um evento de inauguração de uma área de lazer na cidade de Andaraí (BA). Fátima Mendonça acompanhava o marido, Jaques Wagner, no evento, quando Araújo chegou ao local. "Esse é o cara", disse a ex-primeira dama da Bahia segundo relatos dos políticos que estavam no município. "É ele quem vai cassar o corrupto do Eduardo Cunha", concluiu. Wagner ficou constrangido e preferiu não fazer comentários sobre a fala da mulher. Procurado, o presidente do Conselho de Ética confirmou que esteve na cidade de Andaraí no mesmo evento que o ministro e sua mulher mas, aos risos, afirmou que não "confirmaria nem desmentiria" os relatos sobre a fala de Fátima Mendonça. Outros políticos baianos acompanharam o ato, como a senadora Lídice da Mata (PSB-BA). O episódio também foi abordado em uma coluna do jornal baiano "A Tarde". 

Colapso da Abengoa gera 1.500 demissões na Bahia e interrompe obra do linhão de Belo Monte


Bastaram poucas horas para que o colapso financeiro de um dos maiores grupos empresariais da Espanha fizesse vítimas em Barreiras, no oeste da Bahia. Logo após o anúncio de que a empresa entrara em pré-recuperação judicial, os primeiros empregados da obra da linha de transmissão que levará energia de Belo Monte para o Nordeste começaram a ser demitidos. Ao todo, 1,5 mil foram dispensados. Fornecedores já contam alguns meses de atrasos nos pagamentos. Resultado: as obras do linhão que cruza quatro Estados foram interrompidas. O problema se repete em outros projetos que envolvem a multinacional espanhola no Brasil. Após semanas de tratativas, os sócios da Abengoa anunciaram na noite de terça-feira, dia 24, que as negociações para a entrada de um novo sócio na empresa fracassaram. Com uma dívida gigantesca e com portas fechadas para novos empréstimos, a empresa jogou a toalha. Na madrugada de quinta, o conglomerado que tem negócios que vão de energia renovável a construção anunciou a pré-recuperação judicial – mecanismo previsto pela lei espanhola que dá 90 dias como uma última tentativa de renegociação de dívidas antes da concordata.


A má notícia chegou em um papel impresso entregue pessoalmente aos trabalhadores do canteiro de obras da ATE XVI, em Barreiras. Um a um, 1,5 mil empregados receberam a carta de demissão em que a construtora explicava a má situação financeira e informava que a rescisão será assinada a partir de 1º de dezembro. “São 11 frentes de trabalho na região que tiveram as obras paradas na quinta-feira e praticamente todos os empregados demitidos”, diz o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada da Bahia, Irailson Warneaux, que se reuniu com advogados da espanhola. Com as demissões, foram interrompidas as obras nos 1.854 quilômetros do linhão que vai de Miracema, no Tocantins, a Sapeaçu, na Bahia, e passa pelo Maranhão e Piauí. O contrato de construção foi assinado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em fevereiro de 2013 e previa o início de operação dessa linha de transmissão em 36 meses. A licença ambiental para a instalação foi concedida pelo Ibama em março. Informações não confirmadas citam que demissões também aconteceram nas demais frentes de trabalho da Abengoa no Brasil e até 5 mil trabalhadores podem ter sido dispensados. Segundo a própria empresa, 6.155 quilômetros de linhas de transmissão eram construídos pela companhia no País. Além dos trabalhadores demitidos, a interrupção das obras preocupa fornecedores. No sábado, diversas empresas se reuniram em Barreiras para discutir a estratégia para receber da Abengoa.  O advogado André Rodrigues Costa Oliveira representa cerca de 100 fornecedores na região que entrarão com uma ação contra a espanhola. “Alguns estão desde janeiro sem receber. Uma estimativa preliminar mostra que o prejuízo desses fornecedores de Barreiras pode chegar a R$ 70 milhões”, diz o advogado, que pretende pedir o bloqueio do patrimônio e de recebíveis da Abengoa Brasil. Uma das empresas é a locadora de máquinas Lok Máq. Com dois caminhões e equipamentos alugados à Abengoa, a empresária de Barreiras, Glaucia Antunes, diz que “não sabe o que fazer”. “Não tivemos nenhum tipo de informação oficial da Abengoa”, disse. A Aneel já foi comunicada oficialmente sobre a interrupção das obras da Abengoa no Brasil. Por enquanto, porém, nenhuma medida foi tomada pelo órgão. Uma das possibilidades previstas em contrato é a intervenção na concessão.  Em Madri, a direção da Abengoa não nega as demissões no Brasil e diz apenas “que há reestruturação para preservar o negócio” na América Latina.

Conselho de Ética pode definir nesta 3ª o futuro de Cunha, e Cunha, nesta 4ª, o futuro de Dilma

Por Reinaldo Azevedo - O Conselho de Ética na Câmara pode votar nesta terça se admite ou não o processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de quebra do decoro parlamentar. Embora negue que tenha atrelado o destino da denúncia contra a presidente Dilma Rousseff ao resultado do conselho, 10 entre 10 ouvidos em Brasília acreditam nisso. Cunha espera que os petistas e os deputados fieis ao Planalto de qualquer sigla votem com ele — isto é, contra a admissibilidade. Ou… Já informei aqui que assessores seus andam a espalhar que ele pode, sim, aceitar a denúncia contra a presidente, que é o primeiro passo de um eventual processo de impeachment. Se isso acontecer e se os deputados fieis a Dilma contribuírem para que o caso vá a plenário, é dado como certo que Cunha vai convidar a presidente para rodopiar com ele no salão, ambos como protagonistas de desastres. Cunha vê o dedo no Planalto na realmente estranhíssima história do papel que traz redigida à mão a afirmação de que ele recebeu R$ 45 milhões de propina do banco BTG Pactual em razão de emendas que fez à MP 608. O presidente da Câmara nega que esteja num toma-lá-dá-cá, vale dizer: ele receberia os votos de que precisa no Conselho e mandaria arquivar — ou manteria na gaveta — a denúncia contra a presidente. Uma coisa é certa: Cunha já deixou claro que têm todos os pareceres de que precisa, oriundos da Consultoria Jurídica da Câmara. Agora, ele próprio diz, só é preciso anunciar a decisão. Está esperando o quê? Ora, a votação no Conselho de Ética. Se depender do governo, será bem-sucedido: Jaques Wagner (Casa Civil) tenta convencer os petistas do grupo a votar em favor de Cunha. O Planalto quer evitar a todo custo que Cunha dê início à tramitação da denúncia que pode resultar no impeachment de Dilma. A razão é simples. A situação política jamais havia atingido esse grau de esgarçamento. A prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, evidenciou a proporção que tomou a máquina criminosa que se assenhoreou do Estado brasileiro.. A situação econômica do país, por sua vez, exibe sinais claros de deterioração. Os aliados de Dilma avaliam que, sem uma denúncia tramitando na Câmara, a realidade já beira o insuportável. Havendo lá essa ameaça, os parlamentares tenderão ser sensíveis à voz das ruas. E, nesse caso, adeus, Dilma!

Amigo de Lula diz à Polícia Federal que não repassou R$ 12 milhões ao PT



O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, afirmou à força-tarefa da Operação Lava Jato, nesta segunda-feira, 30, que nunca repassou dinheiro para o PT e que os R$ 12 milhões emprestados pelo Banco Schahin, em 2004, foram para dar de sinal na compra de uma fazenda do Grupo Bertin. “Surgiu (em 2004) uma oportunidade para comprar uma fazenda (Fazenda Eldorado) na região de Dourados/MS”, afirmou Bumlai, ouvido nesta segunda-feira pela primeira vez, desde que foi preso há uma semana, alvo da Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato. “Indagado se não possuía, nessa época, liquidez para realizar compra da fazenda em questão, disse que sim, mas que não com agilidade que operação requeria”, afirmou Bumlai, ouvido pelo procurador Diego Castor de Mattos, da força-tarefa. “(O) valor de R$ 12 milhões consistia no sinal dado pelo declarante para compra da fazenda dos irmãos Bertin”, registra o termo. A transação acabaria não se realizando.



O Ministério Público Federal tem pelo menos quatro delatores que contam outra história sobre a operação, entre eles um dos donos do Grupo Schahin, Salim Schahin, e o ex-presidente do Banco Schahin, Sandro Tordim, que Bumlai assumiu ter sido seu contato na operação de empréstimo. Os delatores afirma que Bumlai pediu os R$ 12 milhões em outubro de 2004 para pagar despesas do PT e que com atuação direta de dois ex-tesoureiros do partido – Delúbio Soares e João Vaccari Neto – o pecuarista tomou o empréstimo sem nunca quitá-lo. A dívida foi paga com um contrato da Petrobrás, de US$ 1,3 bilhão, dirigido para a Schahin, em 2009. “O recurso obtido com empréstimo não se destinava ao Partido dos Trabalhadores”, afirmou Bumlai, em Curitiba, onde está preso desde a terça-feira, da semana passada. “Nunca passou recursos ao Partido dos Trabalhadores". Bumlai disse que Schahin, o executivo de seu grupo e os outros delatores estão mentindo. “Não se lembra se Delubio Soares esteve presente em reunião com declarante na sede do Banco Schahin”, afirma o pecuarista. “Os recursos que transferiu para partidos em campanhas estão devidamente registrados". Bumlai foi questionado se havia alguma relação entre o pagamento de sua dívida com o Grupo Schahin e a contratação da empresa pela Petrobrás para a operação do navio-sonda Vitoria 10.000. “Respondeu que não há qualquer relação; que indagado se o fato da quitação do empréstimo ter ocorrido um dia antes da celebração do contrato de operação do navio-sonda entre a Petrobrás e a Schahin tratar-se de uma coincidência, não soube explicar, afirmando que a escolha da data ficou exclusivamente a cargo do grupo Schahin".

Paraguai chantageia Petrobras e governo da petista Dilma se omite

O Brasil anda tão desmoralizado que o Paraguai resolveu chantagear a Petrobras. O Ministério de Indústria não deixa a subsidiária local da Petrobras importar nafta virgem, não vende o produto e proíbe, sob ameaça, outras distribuidoras de fornecer a matéria-prima, essencial à produção gasolina. Tudo porque exige que a Petrobras compre diesel e gasolina da estatal Petropar, a preços superiores aos de mercado. O governo brasileiro mantém obsequioso silêncio à grave agressão. A demora na liberação da matéria prima para a produção da gasolina e do diesel provoca prejuízos incalculáveis à Petrobras. A Petrobras é pressionada a comprar gasolina e diesel da estatal Petroleos Paraguayos (Petropar), a preços superiores aos de mercado. São antigas as pressões do Paraguai para obter vantagens do Brasil. Nos corredores de Itaipu Binacional já virou piada. A Lei de Improbidade Administrativa na administração direta e nas empresas de economia mista do Brasil proíbe a compra superfaturada.

Petista Delcidio Amaral recebe visita da filha e de assessor, nenhum senador foi visitá-lo


O senador Delcídio Amaral (PT-MS) recebeu na tarde do domingo, 29, visitas de sua filha mais velha, Maria Eduarda Amaral, e de seu assessor de comunicação, Eduardo Marzagão. Eles ficaram por duas horas e vinte minutos na Superintendência da Polícia Federal, onde o político ocupa uma sala desde quarta-feira, quando foi preso. O assessor levou uma sacola de roupas e um terno. Na saída, com os vidros fechados, ele e Maria Eduarda não quiseram dar entrevista. Uma hora depois, Marzagão voltou à Superintendência da Polícia Federal, novamente com uma sacola. Preso em ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal por atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, Delcídio tem recebido seu advogado, seus assessores e sua família, que levam mudas de roupa e comida – na sexta-feira, esteve com a mulher, Maika. Porém, companheiros do PT e do Senado não têm aparecido. 

BTG despenca 8,5% na Bolsa e já perdeu R$ 9,4 bilhões em valor desde prisão a prisão do seu dono, André Esteves


As ações do BTG Pactual despencaram 8,53% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira, após surgirem indícios de transação suspeita entre o banco e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e depois de a prisão do sócio André Esteves ser convertida em preventiva, sem prazo para terminar. Foi a quarta queda consecutiva dos papéis do banco desde a detenção de Esteves, na quarta-feira passada. A perda acumulada no período foi de 32,3%, ou aproximadamente R$ 9,4 bilhões em valor de mercado. O índice de referência Ibovespa recua 1,64%, aos 45.120 pontos. Já o dólar comercial fechou em alta de 1,64%, cotado a R$ 3,885 para compra e a R$ 3,887 para venda. Na máxima, a moeda atingiu R$ 3,923. Desde 29 de outubro, há um mês, o dólar não operava nesses patamares. Tanto a Bolsa quanto o câmbio reagem à expectativa de piora no cenário político-fiscal por causa de novas revelações da operação Lava-Jato e do contingenciamento de mais de R$ 10 bilhões em gastos pelo governo federal. A Vale caiu 0,98% (ON) e 4,06% (PN), depois de o governo ter afirmado, na sexta-feira, que a companhia poderá ser punida em R$ 20 bilhões pelo rompimento da barragem de Mariana (MG). No setor bancário, o Banco do Brasil recuou 5,78%, e o Bradesco, 2%. O Itaú Unibanco teve alta de 0,80% Os papéis da Petrobras registraram alta de 0,86% (ON, com direito a voto) e 0,92% (PN. sem voto). A maior contribuição para a queda da Bolsa veio, porém, da JBS, que recuou 7,73% no dia em que a “Folha de S. Paulo” publicou notícia dizendo que o TCU suspeita de irregularidades nos aportes do BNDES na empresa de processamento de carnes, o que teria causado prejuízo de R$ 848 milhões ao banco de fomento — que nega irregularidades. Divulgado na noite de domingo, um documento apreendido pela Polícia Federal (PF) na casa do chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, traz anotações sobre uma suposta transação entre o BTG Pactual e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O documento faz menções a habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, no verso, consta um texto sobre suposta compra de emenda numa medida provisória que favoreceria o BTG. Em troca, conforme a anotação, Cunha teria recebido R$ 45 milhões, dinheiro que também se destinaria a outros parlamentares do PMDB. Em nota distribuída no domingo, BTG Pactual negou qualquer transação. Na noite de domingo, André Esteves renunciou aos cargos de diretor executivo e presidente do conselho de administração do BTG Pactual, após a transformação de sua prisão temporária em preventiva (sem prazo determinado). A informação foi oficializada por meio de nota distribuída pela direção do banco. O economista e ex-presidente do Banco Central, Persio Arida — que assumira a direção interina da instituição na quarta-feira passada, dia da prisão de Esteves — passará a ocupar a presidência do conselho de administração. O vice-presidente será John Huw Jenkins, diretor do BTG baseado em Londres. Já a direção executiva do banco de investimentos passará a ser compartilhada entre Marcelo Kalim (atual diretor financeiro) e Roberto Sallouti (chefe da divisão de gestão de ativos do banco). O BTG começou a fazer a venda apressada de uma série de ativos, de empresas nas quais tem participação ou controle, com grandes deságios. Muitas empresas, nas quais o BTG tinha desalojado seus antigos donos, os mesmos voltarão ao poder, e agora já livres das dívidas com o banco de André Esteves. 

Governo do Rio de Janeiro vai parcelar os salários de todos os funcionários que ganham mais de 2 mil, é quase a metade do funcionalismo

Palácio Guanabara, sede do governo estadual
O governo do Rio de Janeiro decidiu pagar em duas parcelas o salário de quase metade dos servidores da ativa e de aposentados da administração direta, que deveriam ter seus vencimentos depositados entre esta terça e quarta-feiras. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, devido às dificuldades de caixa enfrentadas pela administração. Quem ganha até R$ 2 mil líquidos receberá seus vencimentos até esta quarta-feira. Mas, no caso dos 47% dos funcionários com salários acima desse valor, serão depositados apenas R$ 2 mil. O que passar dessa quantia será pago até o próximo dia 9. O governo ainda não sabe se poderá liberar a segunda parcela do 13º no próximo dia 17, como previsto. A medida não afeta os 90.688 pensionistas, que já receberam integralmente nas datas previstas no calendário, entre 24 e 30 de novembro, de acordo com o número de inscrição. Quanto às pensões alimentícias, elas serão pagas integralmente nesta terça-feira, no caso dos inativos, e nesta quarta-feira, no caso dos servidores da ativa, independentemente do valor. O estado precisa dispor de cerca de R$ 2,5 bilhões para quitar as folhas de novembro e o 13º. O secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno, reafirmou que a data da mudança da folha é uma consequência da queda na arrecadação do estado e da crise econômica: "Vivemos uma crise sem precedentes no País, que tem a imprevisibilidade como uma das principais e mais perversas características. Prevíamos, no orçamento de 2015, receitas de R$ 38 bilhões. Com a crise, não vamos arrecadar mais do que R$ 32 bilhões. No caso dos royalties, o resultado também ficará R$ 6 bilhões abaixo do previsto. É uma tragédia". Em meio à crise, o governo conseguiu pagar nesta segunda-feira R$ 166 milhões a empresas prestadoras de serviços. Desse valor, cerca de R$ 87 milhões deveriam ter sido liberados no último dia 17. O atraso no pagamento afetou, por exemplo, a limpeza da Uerj, levando à suspensão das aulas, e a do Hospital Pedro Ernesto, provocando o cancelamento das cirurgias eletivas (não emergenciais). Os outros R$ 79 milhões pagos às empresas teriam que ser quitados nesta segunda-feira mesmo. Com os repasses, segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio, Antônio Carlos da Silva, funcionários da Construir, responsável pela limpeza e pela coleta de lixo na Uerj, no Pedro Ernesto e na Policlínica Piquet Carneiro, já receberam os salários atrasados, referentes a outubro. Nem todos os empregados de firmas terceirizadas, no entanto, foram pagos. "O clima entre outros funcionários que prestam serviços de limpeza ao estado continua tenso. No Hospital Rocha Faria, por exemplo, alguns já disseram que não vão trabalhar amanhã (terça-feira). Vamos conversar com eles", disse Antônio. Os funcionários que ameaçam parar são da organização social Pró-Saúde, que administra a maternidade do Rocha Faria. Em nota, a entidade confirmou o repasse dos atrasados e informou que pagará a primeira parcela do 13º salário quando o valor estiver disponível em conta. De acordo com o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Rio, a dívida do governo estadual com 23 prestadoras de serviços de limpeza ultrapassa R$ 100 milhões. (OG)

Bancada petista do Senado votará pela expulsão de Delcídio do PT


O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que participa da reunião da Executiva Nacional do partido nesta sexta-feira, deverá votar pela expulsão do senador Delcídio Amaral (PT-MS) do PT. Seu posicionamento será alinhado com o do presidente nacional da legenda, Rui Falcão. A decisão foi tomada pela bancada petista no Senado na noite desta segunda-feira. A avaliação dos senadores que participaram da reunião é que, diante da gravidade dos fatos contra Delcídio, também será inevitável a instalação de um processo no Conselho de Ética pela cassação de seu mandato, ao qual o PT não vai se opor. "O Humberto votará junto com o Rui Falcão, para que ele (Delcídio) seja afastado e que se inicie um processo no conselho de ética do PT pela expulsão de Delcídio. E o curso natural é a instalação de processo no Conselho de Ética do Senado", disse um senador que participou do encontro. Sobre a "descoordenação" da bancada com Rui Falcão, que disse, no dia da prisão de Delcídio, que o partido “não se julgava obrigado a qualquer gesto de solidariedade” ao líder do governo no Senado, parlamentares afirmaram que o desentendimento não foi por uma questão de mérito, e sim de forma. Uma das questões discutidas no encontro, porém, foi a necessidade da retomada do diálogo com a direção nacional do partido. "A necessidade de uma conversa para afinar a relação, principalmente em momentos difíceis como esse", disse o senador Paulo Rocha (PT-PA). "Fizemos uma avaliação e vimos que a posição da bancada não foi sobre o mérito nem sobre o fato em si do Delcídio. Nossa posição foi dentro de uma visão de defesa da autonomia do poder Legislativo. Não é uma divergência de conteúdo. Não queremos entrar em conflito com o partido, produzir qualquer tipo de enfrentamento", disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa. O líder não confirmou que votará pela expulsão de Delcídio do partido, disse apenas que tudo será feito de forma "conversada com o PT". Na reunião, também foram discutidos nomes para substituir Delcídio na presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Os senadores decidiram que, apesar de a vaga ser do PT, ela será ocupada interinamente pelo vice-presidente da CAE, Raimundo Lira (PMDB-PB). Mais para frente, ela poderá ser ocupada pela senadora Gleisi Hoffmann (PR) ou por Lindbergh Farias (RJ). A bancada também concordou que, enquanto não sai a decisão sobre o novo líder do governo no Senado, os quatro vice-líderes vão trabalhar, juntos, coordenados pelo líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE). Entre os pontos debatidos na reunião da bancada estava a importância da retomada das votações do Congresso e a aprovação do projeto de lei que altera a meta de superávit primário. "É fundamental aprovar amanhã na Comissão de Orçamento o relatório das receitas, e aprovar na sessão do Congresso o projeto que muda a meta do superávit primário, exatamente para garantir que a gente não tenha que contingenciar esses e mais recursos para não paralisar o País", afirmou o líder do PT.

Executiva brasileira presidirá Aerolíneas Argentinas no governo de Macri


A presidente da General Motors na Argentina, Isela Costantini, comandará a Aerolíneas Argentinas no mandato de Mauricio Macri, eleito para a Casa Rosada. Filha de argentinos, ela nasceu em 1971 em São Paulo e se formou em comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Este ano, recebeu o maior prêmio dado a um executivo na Argentina, a partir de pesquisa feita com mais de 200 empresários, consultores e políticos. Ela preside também a Associação de Fabricantes de Automotores (Adefa). O convite foi feito por Macri na semana passada e ela aceitou nesta segunda-feira, depois de consultar sua família. A Aerolíneas, estatizada há sete anos, tem quase toda a frota alugada, com apenas dois jatos próprios. O déficit da companhia é estimado em 1 milhão de dólares por dia. Desde que saiu de mãos privadas, a empresa recebeu 5 bilhões de dólares do Estado. Macri prometeu mantê-la sob controle do Estado, assim como a petrolífera YPF, também estatizada pelo kirchnerismo. Elogiada pela habilidade para negociar, Isela terá de enfrentar seis sindicatos: APA (terrestre), APTA (técnicos), AAA (aeronavegante), UPSA (hierárquico), APTA (pilotos da Aerolíneas) e UALA (pilotos da Austral). O dos controladores aéreos, embora não negocie com a companhia, bloqueia com frequência os vôos. Sua nomeação reforça o caráter gerencial do gabinete de Macri, elogiado e criticado por ter ministérios e companhias importantes conduzidos por profissionais com experiência no setor privado. A presidência da Aerolíneas esteve durante o último período do mandato de Cristina Kirchner com Mariano Recalde, um militante do grupo juvenil kirchnerista La Cámpora que ficou em terceiro na disputa pela prefeitura de Buenos Aires este ano. Seu maior mérito no cargo foi justamente manter um acordo com os sindicatos, o que reduziu a quantidade de greves. Casada e com dois filhos, Isela viveu a maior parte da juventude na Argentina. Depois de formar-se no Brasil, cursou um MBA na Loyola University of Chicago, com especialização em marketing e negócios internacionais. Ela começou carreira na GM no Brasil em 1998 na área de Marketing e Vendas, onde trabalhou em marketing estratégico, vendas e como gerente de marca. Em 2002, foi transferida para Arlington, no Texas. Ela voltou para a GM do Brasil para ser gerente de programas. Em 2004, entrou para a área de pesquisa de mercado na América Latina, na África e no Oriente Médio. Um ano depois, foi promovida para pesquisa de mercado e planejamento de produto. De junho de 2010 até o final de fevereiro de 2012, atuou como diretora de pós-vendas e atendimento ao cliente da GM América do Sul. Em março de 2012, foi nomeada presidente e CEO da General Motors Argentina, Uruguai e Paraguai. Foi a primeira mulher a ocupar essa posição e a GM Argentina tornou-se a primeira companhia automotiva da Argentina a ter uma presidente. Em 2013, foi incluída entre as 50 mulheres mais poderosas no mundo dos negócios pela revista Fortune, que a colocou na posição 37.

Filhos de Bumlai tinham 'cheque especial' milionário no BTG

O relatório da Receita Federal, que O Antagonista revelou mais cedo, traz também análise da suspeita evolução patrimonial dos filhos de José Carlos Bumlai. A mais surpreendente é de Maurício Bumlai, cujo patrimônio saltou de R$ 3,86 milhões para R$ 273,8 milhões em apenas seis anos. Boa parte desse crescimento ocorreu em decorrência de doações de Bumlai e da venda de fazendas da família para o BTG-Pactual, de André Esteves. Todas essas operações estão sob suspeita. Maurício e os três irmãos abriram contas no BTG. A quebra do sigilo bancário dessas contas revelou saques de dezenas de milhares de reais a descoberto, ou seja, sem que houvesse saldo suficiente. É como se os Bumlai tivessem um cheque especial ilimitado. Em 2012, Maurício sacou mais de R$ 142 milhões de sua conta no BTG. No mesmo período, foram creditados apenas R$ 42 milhões. Para a Receita, os lançamentos não são "nada compreensíveis", pois "demonstram débitos superiores ao total de créditos disponíveis". Será que Esteves doou por questões humanitárias R$ 100 milhões para o filho do operador de Lula?

Exclusivo: Não há registro do "empréstimo" de Baiano para Bumlai

Para se defender das acusações de que pegou R$ 2 milhões com Fernando Baiano para uma nora de Lula, José Carlos Bumlai contou ao Estadão aquela história fantasiosa de um empréstimo para pagar os funcionários da Transportadora São Fernando (TSF Logística). Bumlai contou que o dinheiro entrou na conta da empresa e que depois lhe foi repassado por meio de um contrato de mútuo. E até mostrou extratos bancários que indicavam um depósito no valor de R$ 1,5 milhão. Em sua declaração de renda, porém, não há registro do tal contrato de mútuo na data e no valor indicados. Há um contrato de mútuo entre Bumlai e a TSF apenas em 2010 e no valor de R$ 13,4 milhões - dívida que até 2011 não havia sido paga. Quanto ao R$ 1,5 milhão que Bumlai recebeu em sua conta, a Receita identificou a operação como um depósito da empresa Companhia de Tratamento de Resíduos Alcântara, localizada em São Gonçalo e aparentemente sem relação com Baiano.

Componha-se, Renan

Renan Calheiros achou que estava livre da Lava Jato, até que, em setembro, a PGR pediu mais tempo para investigá-lo. Agora, com dois inquéritos nas costas, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele talvez veja no impeachment de Dilma Rousseff uma maneira de desviar a atenção sobre si próprio - e, assim, finalmente se componha com Eduardo Cunha e Michel Temer, convencendo o primeiro a aceitar logo o pedido da oposição e aceitando que o segundo venha a ser presidente da República. (O Antagonista)

O deputado estadual gaúcho Jardel pedia cocaína pelo telefone, paga com dinheiro extorquido de seus funcionários


O Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul passou para a RBS os principais videos e fotos que provam que o deputado estadual Mário Jardel, do PSD, costumava pedir o fornecimento de cocaína, usando como sinônimo a palavra "picanha". Fotos mostram traficantes entrando na casa do parlamentar para entregar a "encomenda". Outro video devastador é o que apresenta o deputado e um funcionário do seu gabinete contando o dinheiro expropriado, extorquido, de funcionários. O presidente da Assembléia, deputado estadual Edison Brum (PMDB), não teve outra alternativa senão encaminhar o assunto para a Comissão de Ética. Há poucos dias foi cassado o mandato de outros deputado estadual, Doutor Basegio (PDT), por uma acusação similar, também de extorquir CCs. Aliás, há um outro deputado estadual Gilmar Sossela (igualmente do PDT), já com mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral, que se mantém no mandato devido a uma liminar do TSE, e que a Assembléia gaúcha protege escandalosamente, sem enviar seu caso para a Comissão de Ética. É impressionante como os deputados gaúchos são ligados com a temática "churrasco". Gilmar Sossella foi condenado porque obrigou seus funcionários à compra de um convite para "churrasco" pela modesta quantia de R$ 2.500,00. Picanha caríssima.... uma autêntica façanha. Agora os deputados estaduais não terão alternativa senão cassar imediatamente o mandato do deputado do PSD, já que as provas levantadas pelo Ministério Público Estadual são assombrosas. 

Veja o "trafic" chegando no edifício de Jardel com a "picanha", é a "coca delívery"
Uma das suspeitas investigadas na Operação Gol Contra é de financiamento ao tráfico de drogas com dinheiro público. O Ministério Público apurou que o marido de uma funcionária-fantasma fornecia drogas ao deputado Mário Jardel (PSD). Há diálogos revelando a encomenda de drogas por parte do parlamentar e filmagens do suspeito indo ao prédio de Jardel fazer entregas, conforme combinações captadas em telefonemas. O Ministério Público suspeita de que o salário da fantasma servisse para quitar o pagamento pelas drogas. Ora, se suspeita é porque não levantou provas nesse sentido. E isso já seria indicativo da fragilidade da denúncia. O Ministério Público destacou na investigação: "O que chama a atenção, no contexto, não é o eventual uso de droga pelo parlamentar, mas a evidente possibilidade, diante do que foi apurado, de que ele esteja financiando o tráfico de drogas com o desvio de verbas públicas de seu gabinete". A funcionária-fantasma identificada na investigação tem salário de R$ 3,8 mil. Para o Ministério Público, o fato de justamente ela ter sido contratada, já que é mulher do homem que fornece drogas a Jardel, indica que o intuito possa ser de o salário reverter para o marido dela, financiando o fornecimento de drogas. Mas, se isso for verdade, quer dizer que Jardel consumiria só o montante de R$ 3,800,00 de cocaína por mês? Ora, é muito pouco. É óbvio que ele gastava dinheiro de mais origens com a droga. Em 1º de novembro, o Ministério Público flagrou uma ligação em que Jardel diz ao suspeito: "Tem como tu ligar pro teu amigo lá para pegar um...um cigarro pra mim?" Segundo o Ministério Público, os pedidos eram feitos em código. Há diálogos em que Jardel fala em "picanha". Em 7 de novembro, Jardel ligou para o suspeito para informar que estava descendo para a sauna e que gostaria de "uma carteira de cigarros e duas cervejas, entendeu?" Poucas horas depois, já no dia seguinte, o deputado faz nova solicitação. O Ministério Público avaliou que o pedido foi mais explícito, deixando clara a ilicitude do que estava sendo encomendado. Jardel pediu que a entrega fosse feita "num cantinho da garagem" e que o interlocutor evitasse de o porteiro interfonar para seu apartamento. O que foi registrado na investigação: "Além de novamente solicitar as duas cervejas e um cigarro de praxe, fez uma importante observação, não deixando qualquer dúvida quanto a ilicitude dos produtos fornecidos: "Não tem como tu chegar no cantinho da garagem lá embaixo, é furado ali", disse o deputado. A entrega do produto foi feita no local indicado por Jardel e gravada pelo Ministério Público. Toda a Assembléia Legislativa gaúcha sabe que havia lá dentro, até recentemente, um deputado estadual altamente consumidor de cocaína, que empregava a fornecedora da droga em seu próprio gabinete. Ela era uma ex-condenada por tráfico de cocaína. Outro deputado consumia cocaína da manhã à noite. E há um ex-deputado deputado estadual que até hoje é um monumental "nariz de prata". Como o Rio Grande do Sul é um Estado monumentalmente hipócrita, todo mundo faz de conta que não sabe de nada. Até que acontece o caso Jardel, um pobre coitado há muito tempo tido e havido como um confesso drogadito incorrigível. Ah.... e não é tudo. Tem deputado estadual com nome citado por escrito, por delator da máfia do lixo, como tomador de dinheiro de contratos de limpeza pública. E o Ministério Público diz que não há nada a investigar a respeito do parlamentar. Mas que tal, hein?!!!!