terça-feira, 24 de novembro de 2015

Juiz decreta nova prisão de casal enrolado com filho de Lula, e também de seu sócio, todos acusados de investigar procurador para intimidá-lo


O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira determinou nesta terça-feira a prisão preventiva de Mauro Marcondes Machado e de sua mulher Cristina Mautoni Marcondes Machado, já presos, e de Francisco Mirto Florêncio da Silva, representante dos dois primeiros em Brasília. Os três são investigados na Operação Zelotes. A ordem de prisão de Mirto foi cumprida nesta tarde. Segundo informações do Ministério Público Federal, que formulou o pedido de prisão com a Polícia federal, o que motivou o atual pedido das prisões foi a descoberta de que os três, além de integrarem organização criminosa, “investigaram” clandestinamente um procurador do Ministério Público Federal. No pedido, os investigadores explicam que o casal Mauro e Cristina atua como lobista e que Francisco Mirto, sócio da CVEM Consultoria, é representante da dupla em Brasília. Em decorrência dessa ligação, Francisco foi um dos alvos das buscas e apreensões deflagradas no fim do mês de outubro. Naquela oportunidade, conforme frisa o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, foi apreendido na residência de Mirto um caderno de anotações onde aparece um grande volume de informações acerca da atividade do grupo. No entanto, uma anotação em especial chamou a atenção da equipe de investigadores. Uma das informações registradas no caderno - datada do dia 7 de abril de 2010 - , deixa claro que Mirto, Mauro e Cristina investigaram o procurador regional da República José Alfredo de Paula Silva, que atualmente integra a Força-Tarefa do MPF na Zelotes. Na época, o procurador havia instaurado investigação para apurar a compra de aviões de combate caças pelo governo federal. O caderno traz, além do nome do procurador, a data em que ele voltaria de férias, telefone funcional e, em vermelho, a seguinte orientação: “investigar e informar a Cristina Mau”. Para os investigadores, a descoberta dessas novas informações evidencia o grau de periculosidade do grupo “que não se intimida sequer perante os agentes de Estado, ou seja, membros do Ministério Público, do Poder Judiciário, da Polícia Federal, da Receita Federal, etc, a quem “investigam” para colher elementos intimidatórios, seja por meio de chantagem ou ameaça, seja por atentados à integridade física desses agentes”. O juiz Vallisney de Souza Oliveira afirmou, em sua decisão, que “essa forma de atuar partindo das investigações não pode ser considerado um fato isolado, pois Mauro Marcondes e Cristina Mautoni teriam lançado mão, em outra oportunidade, de um escritório de investigação particular chamado Wagner Nakagawa Intermediação de Negócios Financeiros Ltda (que tem como sócios Midori Nakagawa e Marcos Wagner Machado, este um ex-policial civil), onde foram encontradas duas armas de fogo”. Na mesma decisão judicial, também foi autorizada a realização de nova busca e apreensão na sede da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa. Neste caso, o objetivo dos investigadores é conseguir novas provas para “materializar os vínculos espúrios evidenciados no material já arrecadado”. A Operação Zelotes apura suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Instaurada no fim de 2013, a investigação é conduzida pelo Ministério Público Federal e por outros três órgãos: Polícia Federal, Receita Federal e Corregedoria do Ministério da Fazenda. Mauro Marcondes e Cristina Mautoni também são investigados no inquérito que apura suspeitas de interferência para garantir a aprovação de Medidas Provisórias que beneficiaram empresas do setor automobilístico, com envolvimento de Luiz Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Na representação que pede a concessão das prisões preventivas, os procuradores detalham informações e documentos já reunidos pelos investigadores que deixam clara a ligação existente entre Mauro, Cristina e Francisco, bem como a participação deles nas negociações referentes à aprovação da Medida Provisória 471, que foi convertida na Lei 12.218/10. Por meio da CVEM, Francisco recebeu R$ 500 mil da empresa Marcondes e Mautoni. A estimativa é que a negociação – que teria incluído duas grandes empresas do setor automobilístico – poderia render a cifra de R$ 32 milhões, valor que seria distribuído entre vários envolvidos no esquema.

BNDES diz que todos os empréstimos feitos a Bumlai, o amigão de Lua, são regulares


O BNDES informou, por meio de nota, que jamais concedeu em 2005 empréstimo no valor de R$ 64,7 milhões a empresa de José Carlos Bumlai que estava inativa, como consta do despacho do juiz Sergio Moro que determinou a busca e apreensão de documentos na sede do banco nesta terça-feira (24). Segundo o banco, o empréstimo ocorreu em 2009 para a São Fernando Açúcar e Álcool, época em que a firma estava ativa, e tinha como objetivo implementar o primeiro sistema de cogeração de energia por meio do bagaço de cana-de-açúcar. O BNDES afirma que também é regular o empréstimo de R$ 101,5 milhões que concedeu a outra empresa de Bumlai em 2012, a São Fernando Energia I. Na época a companhia tinha menos de uma dezena de funcionários porque o negócio, de geração de energia a partir de bagaço de cana, era um dos pioneiros do País e estava começando, segundo a nota. "A concessão dos créditos à São Fernando seguiu todos os procedimentos do BNDES, com total lisura e sem qualquer irregularidade", diz o comunicado do banco. O dado contraria uma das hipóteses levantadas pela força-tarefa da Lava Jato: a de que o dinheiro dos empréstimos do BNDES possam ter sido direcionados para o pagamento de dívidas das campanhas presidenciais de 2002 e 2006 do PT, quando Lula foi eleito. A acusação foi feita por alguns delatores na operação, mas ainda está sob investigação.

Soldado russo é morto em resgate de pilotos de caça abatido pela Turquia


Um soldado russo foi morto nesta terça-feira na Síria durante uma operação de resgate dos dois pilotos do caça Su-24 abatido pela Turquia, quando o helicóptero em que estava foi atingido por tiros, anunciou o estado-maior russo. "Uma operação de busca e resgate para evacuar os pilotos russos do local da queda do avião foi conduzida com o apoio de dois helicópteros Mi-8. Durante a operação, um helicóptero foi danificado por tiros e precisou pousar. Um soldado foi morto", declarou o general Sergei Roudskoi, de acordo com comentários transmitidos pela televisão. O restante da tripulação do Mi-8 foi levada para a base aérea russa de Hmeimim, na Síria, depois que a aeronave foi destruída por um morteiro disparado dos territórios sob controle dos rebeldes, acrescentou o alto oficial. O Su-24 foi abatido pelo exército turco nesta terça-feira e caiu a quatro quilômetros da fronteira com a Síria. "A tripulação do caça se ejetou. Segundo informações preliminares, um dos pilotos morreu no ar, atingido por disparos feitos do chão", explicou o general Sergei Roudskoy. Um vídeo obtido pela agência Reuters mostra o corpo de um dos pilotos, aparentemente morto, cercado por rebeldes sírios. O paradeiro do segundo piloto ainda é desconhecido. Segundo Roudskoy, o caça russo não entrou no espaço aéreo da Turquia e o exército daquele país não tentou qualquer contato por rádio ou visual com a aeronave russa antes de abatê-la, ao contrário do que afirma Ancara. Ainda segundo o general, o F-16 turco que derrubou a aeronave russa invadiu o espaço aéreo sírio, o que o alto oficial qualificou de ato de "violação flagrante do direito internacional", que terá "as mais graves consequências". O estado-maior russo suspendeu todos os contatos militares com a Turquia e anunciou que o cruzador Moskva, da frota russa, equipado com sistemas antiaéreos, tinha ancorado perto da província de Lattaquie, no nordeste da Síria. "Todos os alvos que representam para nós uma ameaça serão destruídos", alertou o general Roudskoi. Bombardeios russos, que lançaram sua missão na Síria em 30 de setembro, a partir de agora protegerão os caças, acrescentou o general.

Standard & Poor's rebaixa nota da Samarco após desastre em Mariana


A agência de qualificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou nesta terça-feira a nota da mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e a anglo-australiana BHP, após o desastre ambiental causado na cidade de Mariana, em Minas Gerais. Em comunicado, a S&P informou que rebaixou a nota, em escala global, de "BB+" para "BB-" por considerar que a paralisação da produção após o acidente e as multas impostas contra a mineradora a afetarão financeiramente. "A ação de rebaixamento reflete o aumento nos riscos de liquidez da empresa porque o prazo para retomar sua produção é incerto", disse a agência. A S&P ainda colocou a nota da Samarco sob perspectiva negativa, o que deixa espaço para novo rebaixamento no curto prazo. A agência ressaltou que o fluxo de caixa da empresa é "muito limitado" após a paralisação das operações como consequência do acidente, ocorrido no último dia 5 de novembro e no qual morreram pelo menos doze pessoas. Pelo menos outras dez ainda estão desaparecidas. A Samarco foi multada, por enquanto, em mais de 350 milhões de reais e assinou um acordo de 1 bilhão de reais para financiar a recuperação das áreas danificadas e ressarcir as famílias afetadas, muitas das quais perderam seus lares. A ruptura dos diques da Samarco causou um vazamento de água, lodo e resíduos minerais que apagou do mapa o distrito de Bento Rodrigues, na cidade de Mariana. O desastre também alagou outros seis distritos e uma enorme extensão de terras e contaminou totalmente o rio Doce, um dos mais importantes da Região Sudeste do País. O vazamento chegou domingo ao oceano Atlântico e o mar se tingiu de uma grande mancha marrom, causando a morte de milhares de peixes apesar das barreiras de contenção que foram colocadas.

Ibama libera licença de operação para Belo Monte


A hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no rio Xingu, no Pará, recebeu nesta terça-feira licença de operação do Ibama, órgão ambiental federal brasileiro. A licença permitirá o enchimento do reservatório e posterior início da geração de energia, o que agora deve ocorrer em breve. Orçada em cerca de 26 bilhões de reais, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo em potência, atrás da chinesa Três Gargantas e da usina binacional de Itaipu, instalada entre o Brasil e o Paraguai. Belo Monte terá capacidade instalada de 11.231 MW, energia suficiente para abastecer até 60 milhões de pessoas, segundo a Norte Energia, empresa responsável pela usina que tem como sócios o Grupo Eletrobras, além de Cemig, Vale e Neoenergia, entre outros. A concessão da licença ocorreu em meio a manifestações de diferentes etnias indígenas, que invadiram o auditório do Ibama durante o anúncio à imprensa. Os índios alegaram não ter sido questionados sobre esse licenciamento. A Norte Energia, por sua vez, afirmou em nota que os investimentos em programas relacionados a indígenas ultrapassam 260 milhões de reais, visando garantir a segurança territorial, alimentar e ambiental dos índios do Médio Xingu, assim como o fortalecimento das associações indígenas e do patrimônio cultural. Já o Ibama afirmou que a licença está relacionada ao cumprimento de 41 condicionantes pela Norte Energia. A licença foi emitida após o órgão ambiental receber parecer favorável da Fundação Nacional do Índio (Funai), que assinou com a Norte Energia um termo de cooperação para que a empresa cumpra exigências que a Funai diz ainda não terem sido cumpridas para mitigação do impacto do empreendimento sobre indígenas.

Paulinho tenta acordão: o impeachment de Dilma pelo mandato de Eduardo Cunha


No dia anterior ao movimento de cinco partidos para tentar forçar a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo, um dos maiores aliados do peemedebista, o deputado Paulinho da Força (SD-SP), procurou líderes da oposição para tentar um acordo com objetivo de poupar o mandato de Eduardo Cunha. Reunido com correligionários em São Paulo, Paulinho disparou telefonemas na noite da segunda-feira e na manhã desta terça-feira. Dois dos líderes para os quais ele telefonou confirmaram o teor das conversas, mas disseram ter rejeitado a abordagem. A fórmula seria a seguinte: Eduardo Cunha admitiria a abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff com base na denúncia dos juristas Miguel Reale Jr e Hélio Bicudo, obteria os votos necessários para o arquivamento do processo contra si no Conselho de Ética e depois renunciaria à presidência da Câmara, declarando-se impedido para conduzir o processo contra Dilma. Dessa maneira, Eduardo Cunha se livraria da cassação por quebra de decoro parlamentar e manteria seu mandato. Além disso, daria início ao processo contra Dilma, almejado pela oposição. O peemedebista negou que tenha envolvimento com as negociações: "Eu não participo de nenhum acordo e não discuti acordo com quem quer que seja. Comigo ninguém conversou nem autorizei ninguém a falar em meu nome sobre qualquer coisa. Se isso é verdade, propagaram uma mentira". Paulinho vem apoiando abertamente Eduardo Cunha, confiante de que ele aceitará o pedido de impeachment. A nova tese apresentada por ele, porém, inclui uma decisão que Cunha sempre rejeitou: a de renunciar à presidência da Câmara. A oposição iniciou um afastamento gradual de Cunha depois que ele apresentou a jornalistas os primeiros argumentos de sua defesa para as contas secretas nas quais manteve investimentos não declarados na Suíça. A oposição considerou a explicação de Eduardo Cunha frágil e agora defende o afastamento dele do cargo. Nesta terça-feira, PSDB, DEM, PPS, Psol e Rede anunciaram que obstruirão as votações, abandonarão o colégio de líderes e levarão à Procuradoria-Geral da República uma representação com indícios de que Cunha usa o cargo em sua defesa pessoal e tenta interferir no funcionamento do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Os cinco partidos ainda contam com apoio informal de integrantes do PSB, PCdoB e PMDB, embora nenhuma das siglas tenha oficializado uma posição. Ao mesmo tempo, o governo federal e o PT traçaram uma estratégia para poupar Cunha e Dilma e fazer avançar a pauta de votações de interesse governista. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), defendeu Eduardo Cunha abertamente na reunião de líderes desta terça. O petista disse que ele tem a legitimidade para continuar na presidência e pediu que pauta seja votada, conforme relato de dois líderes da base governista. "A Câmara não pode parar. A oposição quer paralisar o governo", disse Guimarães.

Polícia Federal levou dez horas na usina de Bumlai

Agentes da Polícia Federal permaneceram por dez horas nas instalações da Usina São Fernando,em Dourados, informa o site Campo Grande News. Foram vasculhados os departamentos pessoal e financeiro. "Funcionários que chegaram para trabalhar foram orientados a aguardar o fim das buscas. As viaturas chegaram ao local por volta de 5 horas da madrugada e só deixaram a usina, localizada na margem da MS-379, que liga Dourados a Laguna Carapã, às 15 horas". Segundo o delegado da Polícia Federal em Dourados, Denis Colares de Araújo, os documentos e demais materiais apreendidos na usina serão encaminhados para perícia em Curitiba.

Okamotto é pândego

Paulo Okamotto diz que Lula e José Carlos Bumlai "não eram tão amigos assim". Os leitores do Antagonista sabem que Bumlai dividia sua sala com Lulinha e Luleco. Eram eles os amigos do pecuarista, então? Você tem o direito de ficar calado, Okamotto.

Enquanto isso, no Postalis

Passou quase despercebida a visita ontem da Polícia Federal ao escritório do Bank of New York (BNY) Mellon, no Rio de Janeiro. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão a pedido, vejam só, da CPI dos Fundos de Pensão. O BNY é acusado de causar prejuízo de US$ 400 milhões ao Postalis, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios. O Globo registrou a ação, informando que o pedido se baseou no fato de o BNY Mellon ter sofrido sanções de entidades de regulação do setor, como a Previc. A equipe de sete policiais federais chegou por volta das 16h30 no escritório do BNY, no Centro do Rio, e deixou o prédio quase três horas depois. O Antagonista sugere que a CPI peça à PF que visite a sede do banco BRJ, que também atuou na estruturação fraudulenta de negócios com o Postalis. O BRJ está em liquidação extrajudicial.


Visita de cortesia

Exclusivo: Receita diz que empréstimo de Bumlai pode ter pago chantagista de Lula

No despacho em que determina a prisão de José Carlos Bumlai, o juiz Sérgio Moro informa que a Receita Federal colheu indícios de que parte dos valores do empréstimo do Banco Schahin ao pecuarista "pode mesmo ter sido direcionada a Ronan Maria Pinto para aquisição de ações da empresa Diário do Grande ABC". Em 2012, o publicitário Marcos Valério disse em depoimento que Ronan Maria Pinto estava chantageando Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho. Para não revelar detalhes da morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, Ronan pedia a quantia de R$ 6 milhões. Segundo Valério, esse foi o real motivo para o PT recorrer ao Banco Schahin com ajuda de Bumlai. O dinheiro, segundo Valério, foi usado para comprar o jornal do ABC. Relatório da Receita Federal sobre a quebra do sigilo fiscal da empresa Expresso Nova Santo André, de Ronan, anexado aos autos da Operação Passe Livre, mostra a existência "de lançamento de R$ 6.000.000,00" no campo passivo exigível a longo prazo, "o que confirma que a referida empresa teria recebido um empréstimo neste valor no referido ano". A análise financeira descobriu ainda que Ronan Maria Pinto teria adquirido, em 2004, 60% das ações do Diário do Grande ABC no valor de R$ 6,8 milhões. Para tanto, ele obteve empréstimos e assumiu dívidas de terceiros junto às empresas de que era sócio, a Rotedali Serviços e Limpeza Urbana Ltda, e a Expresso Nova Santo André. "Tais dívidas permanecem sem quitação durante nove anos, conforme dados constantes em suas declarações. No contexto, a suspeita levantada pela Receita é a de que esses empréstimos não teriam sido reais, mas apenas servido para dissimular a real origem de recursos utilizados na aquisição das ações", diz o relatório, citado por Moro.

Marcos Valério falou a verdade

A Receita Federal quebrou o sigilo das empresas de Ronan Maria Pinto e encontrou indícios de que parte do empréstimo de R$ 12 milhões, obtido por José Carlos Bumlai no Banco Schahin, a pedido do PT, foi "direcionada a Ronan Maria Pinto para aquisição de ações da empresa Diário do Grande ABC". A análise da Receita sugere uma simulação de empréstimos, expediente também utilizado por Bumlai. Aos poucos, a Lava Jato está confirmando tudo o que o publicitário Marcos Valério disse em 2012. Depois de condenado, ele tentou firmar uma delação premiada, que não foi aceita pelo MPF. Valério também disse na ocasião que o grupo Schahin foi compensado pelo empréstimo com contratos de operação de sondas na Petrobras, o que acaba de ser comprovado pela Operação Passe Livre. No ano passado, a Polícia Federal encontrou na Arbor Contábil, de Meire Pozza, a contadora do doleiro Alberto Youssef, um contrato de R$ 6 milhões da empresa 2S Participações, de Valério, com a Expresso Nova Santo André, de Ronan, investigado na morte de Celso Daniel, e a Remar Agenciamento, de Enivaldo Quadrado. O documento estava num envelope intitulado "Enivaldo confidencial".

Bumlai, Lulinha e Luleco na mesma sala

O Antagonista já havia publicado quase 200 posts sobre José Carlos Bumlai antes de sua prisão hoje. Dois desses posts revelam que o amigo de Lula abriu o escritório da Usina São Fernando para os filhos do então presidente da República. Uma empresa de Fabio e Luis Cláudio funcionou na mesma sala da São Fernando, que é alvo da "Operação Passe Livre" por ter desaparecido com meio bilhão do BNDES. Lulinha e Luleco dividiam a sala com Bumlai. Será que vão dividir a mesma cela?

Revejam nossos posts:
Baiano, você não encontrou Lulinha e Luleco?

Brasil 13.11.15 18:20

No depoimento de Fernando Baiano, que publicamos ontem, o delator diz que foi falar com José Carlos Bumlai em seu escritório no edifício Office Brigadeiro, número 3530, conjunto 61, em São Paulo. Lá estava abrigada a sede administrativa da Usina São Fernando, que recebeu quase R$ 500 milhões em recursos do BNDES - dinheiro que ninguém mais viu. No mesmo endereço funcionava a LLCS Participações, de Fábio Luis e Luis Claudio Lula da Silva. O Antagonista sugere à força-tarefa da Lava Jato que pergunte a Baiano se ele, por acaso, não cruzou por lá com Lulinha e Luleco. Aliás, se Baiano queria aproximar Paulo Roberto Costa do PT podia falar diretamente com os filhos do dono.



Era conta conjunta?

Brasil 13.11.15 18:42

Vamos repetir: a Usina São Fernando, que embolsou R$ 500 milhões do BNDES e depois quebrou, funcionava no mesmo endereço da LLCS Participações, dos filhos de Lula. Mais uma vez: a empresa de José Carlos Bumlai que conseguiu do BNDES, sem garantias, meio bilhão de reais dividia a sala com a empresa dos filhos do presidente da República que mandava no BNDES. Se eles dividiam telefone, mesa, cadeira e até o cafezinho, será que dividiam também a conta bancária?

Queda em pré-pagos faz cair número de celulares ativos no Brasil

Estudo divulgado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) mostra que, pela primeira vez, houve diminuição do número de linhas de celulares ativas no Brasil. Essa tendência era esperada, mas de forma mais lenta e só daqui a dois ou três anos, informou o presidente da entidade, Eduardo Levy. Os 275 milhões de celulares ativos em setembro de 2015 representam uma queda de 1% ao longo do ano.  Boa parte da queda é atribuída à diminuição do número de celulares com chips pré-pagos, segmento que teve redução de 4,5%. O percentual corresponde a uma queda de 10 milhões de chips. No mesmo período, os celulares pós-pagos apresentaram leve aumento, de 0,3%. Segundo Levy, isso se explica, em parte, pela crise econômica e pelo uso de aplicativos que possibilitam a comunicação por texto, serviço que consome dados de internet – e não minutos de telefonia móvel.

Assembléia gaúcha cassa mandato de Basségio, por que não cassa também Sossela?

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, um teatrinho mambembe, ignorou a renúncia ao mandato do deputado estadual Diógenes Basegio (PDT), na semana passada, em um programa da rádio Guaíba, e resolveu levar ao plenário, na tarde desta terça-feira, o projeto de sua cassação de mandato. Isso acabou sendo aprovado por 46 votos contra zero. Se são assim tão probos e tão determinados os deputados gaúchos, então por que não levam a plenário, para votação, a cassação do mandato do deputado estadual Gilberto Sossela, também do PDT, que já teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral em primeiro grau, e que se mantém na Assembléia Legislativa com uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral? Vamos lá, valentões, instaurem o processo ético contra Gilmar Sossela e cassem o seu mandato. Ou extorquir funcionários estatutários da Assembléia Legislativa, obrigando-os à compra de um convite para churrasco eleitoral por 2.500 reais é coisinha de menor importância? A Assembléia gaúcha é mesmo um teatrinho mambembe de quinta categoria. 


Deputados gaúchos aprovam projeto que garante R$ 300 milhões da GM ao Tesouro

Apenas com 24 votos contrários, do PT e seus satélites, como PSOL e PCdoB, a Assembléia do Rio Grande do Sul aprovou por 36 votos o projeto que permitirá que a GM (General Motors) antecipe o pagamento de R$ 300 milhões que pagaria no futuro, tudo dentro do programa Fomentar RS. Só com esse desafogo o governo de José Ivo Sartori (PMDB) pretende pagar na íntegra os salários do mês de novembro. A cada mês o governo vai fazendo uma mágica diferente. E nada de tomar soluções estruturais que venham a representar, no futuro imediato, e também a longo prazo, um novo rumo para as finanças públicas e a economia do Rio Grande do Sul. Essas soluções deveriam passar, obrigatoriamente, pela diminuição do tamanho dinossáurico do aparelho de Estado gaúcho, mas isso é algo que a miserável classe política riograndense, refém dos corporativismos estatais, não sabe fazer, não consegue reunir coragem para fazer. O Rio Grande do Sul acaba de perder o quarto lugar na economia nacional (PIB brasileiro) para o Paraná, e segue acelerado, agora, para perder também o quinto lugar para Santa Catarina. Vanguarda do atraso é assim mesmo, o Rio Grande do Sul só cresce como cola de cavalo, para baixo. 

Executivos da OAS condenados na Lava Jato querem voltar para empresa

Condenados na Lava Jato, três executivos da empreiteira OAS e um funcionário pediram que o Supremo Tribunal Federal reverta as medidas alternativas que foram impostas pelo próprio tribunal quando autorizou que eles deixassem a prisão em abril. O objetivo é garantir que eles possam voltar a trabalhar na empresa. A medida foi solicitada pelo presidente da empreiteira, José Aldemário Pinheiro Filho -o Leo Pinheiro, assim como por Agenor Franklin Magalhães Medeiros, que era diretor da área internacional da OAS, condenados a uma pena de 16 anos e 4 meses de reclusão. Mateus Coutinho de Sá Oliveira, ex-diretor financeiro da empreiteira, e José Ricardo Nogueira Breghirolli, condenados a 11 anos por lavagem de dinheiro e organização criminosa também pediram o benefício. Eles recorrem das condenações. Os advogados argumentam que há mais de sete meses em liberdade, os executivos "têm cumprido rigorosamente as cautelas estabelecidas" pelo STF e reivindicam isonomia de tratamento com as medidas adotadas no caso do executivo Alexandrino Salles de Alencar, da Odebrecht, que precisa se apresentar à Justiça mensalmente. Quando livrou os executivos da cadeia, o STF determinou: afastamento das empresas envolvidas nas investigações e suspensão do exercício profissional de atividade econômica; prisão domiciliar; apresentação à Justiça quinzenal, proibição de manter contato com os demais investigados; proibição de deixar o País; além do monitoramento por tornozeleira. Em agosto, o juiz do Paraná Sérgio Moro havia determinado o fim do uso das tornozeleiras. Os desvios cometidos pela OAS chegaram a cerca de R$ 30 milhões, sustenta o Ministério Público Federal - dinheiro obtido em contratos da Petrobras. A propina veio de duas obras da estatal: a Repar (Refinaria Getúlio Vargas, no Paraná) e a Rnest (Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco). Segundo a denúncia, a OAS pagava 1% de propina sobre o valor dos contratos com a estatal ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Junto com outras empresas, a empreiteira acertava o valor das licitações e seus vencedores, viabilizando, assim, o esquema.

Anac estuda reabrir aeroporto da Pampulha para operação de jatos

A superintendente de regulação econômica de aeroportos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Clarissa de Barros, confirmou nesta terça (24) que a agência estuda a reabertura do aeroporto de Pampulha, localizado em Belo Horizonte (MG), para a operação de jatos. Desde 2007 o terminal está fechado para aviões de maior porte, segundo a Anac. A decisão pode afetar o fluxo de passageiros no aeroporto de Confins, a aproximadamente 40 quilômetros da capital mineira, administrado pela CCR. Para a empresa, a demanda por voos em Belo Horizonte não justifica a reabertura de Pampulha para aviações de maior porte. Hoje, estão autorizados a decolar e pousar em Pampulha aeronaves de menor porte (até o turbo-hélice ATR-72). "Não existe lógica que justifique voltar com jatos em Pampulha", disse Ricardo Bisordi de Oliveira Lima, diretor de negócios de Aeroportos da CCR. Até o final de 2016, a empresa vai terminar as obras de expansão do terminal 2 em Confins, duplicando a capacidade de movimentação de passageiros para 22 milhões por ano. "Vamos ter ociosidade em Confins", disse Lima. Segundo Clarissa, da Anac, o aeroporto localizado na capital mineira está fechado por restrições ambientais, devido aos ruídos provocados na cidade, mas não há restrições técnicas para a sua operação. A Infraero, estatal que administra o terminal, afrmou que não há impedimentos técnicos para a reabertura de Pampulha, mas não confirmou que a sua reabertura está em discussão. Para Alessandro Vinicius Marques de Oliveira, professor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), se não houver restrição de segurança, não existem empecilhos contratuais para a liberação de Pampulha para operação de jatos. A discussão existe porque a concessionária não considerou a presença de um concorrente local ao apresentar a sua proposta para vencer o leilão de Confins, em 2013, já que Pampulha estava fechado. Clarissa, da Anac, também afirmou que não há desrespeito contratual, e que a questão havia sido, inclusive, discutida durante audiência pública antes do leilão para a concessão de Confins, em 2013. "Os aeroportos estão em um ambiente concorrencial, criado para incentivar os terminais a desenvolver novos modelos de negócios, oferecer melhores serviços a tarifas mais baixas", disse. 

Discussão semelhante envolve a construção de um novo aeroporto na região metropolitana de São Paulo. Neste caso, a CCR pretende construir um terminal em Caieiras (SP), que poderia ter capacidade para até 60 milhões de passageiros por ano. O projeto, batizado de Nasp (Novo Aeroporto de São Paulo), poderia disputar passageiros com Viracopos, em Campinas (SP). Mas, no caso de São Paulo, a CCR avalia que haverá demanda para mais um aeroporto e que o Nasp não pode ser visto como um concorrente a aeroportos existentes. "Viracopos não é alternativa viável para São Paulo por causa da distância", diz. Apesar de defender Viracopos como uma evolução no ambiente concorrencial no setor de aviação, Oliveira, do ITA, concorda que é ineficiente obrigar os paulistanos a ir até Campinas, e que será necessário expandir a capacidade de transporte de passageiros no Estado. Segundo ele, o contrato de concessão inclui um programa de obras mandatórias nos dez primeiros anos independentemente da expansão da demanda. "Sob esse ponto de vista, não seria necessário fazer essas obras nos primeiros dez anos, mas estamos fazendo porque está previsto em contrato". Ele afirmou que até o fim de 2016 a empresa vai terminar as obras de expansão do terminal 2, duplicando a capacidade de movimentação de passageiros para 22 milhões por ano. "Vamos ter capacidade ociosa em Confins". Para Alessandro Vinicius Marques de Oliveira, professor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), se não houver restrição de segurança, não existem empecilhos contratuais para a liberação de Pampulha para operação de jatos. Barros, da Anac, também afirmou que não há desrespeito contratual, e que a questão havia sido, inclusive, discutida durante audiência pública antes da concessão. "Os aeroportos estão em um ambiente concorrencial, criado para incentivar os terminais a desenvolver novos modelos de negócios, oferecer melhores serviços a tarifas mais baixas", disse.

Se Bumlai fez alguma coisa, não foi com meu aval, disse Lula a aliados, já entregando o amigão


Assessores diretos do ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de Reputações") insistiram nesta terça-feira (24) na tese de que ele foi surpreendido pela prisão de José Carlos Bumlai, de quem é amigão, pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. A interlocutores, o ex-presidente tem repetido: "se ele (Bumlai) fez alguma coisa, não foi com meu aval", já tratando de entregar o amigão à sua própria sorte e apartar-se dele. Segundo o discurso de um colaborador de Lula, "não se pode nem confiar no que o marido faz, o que dirá um amigo". Apesar da preocupação, a recomendação é que se acompanhe com calma o desdobramento das investigações. Na opinião de auxiliares, há conflito de informações. De acordo com as investigações, a suspeita é que Bumlai tenha repassado ao PT o dinheiro de um empréstimo efetuado junto ao Banco Schahin. Delator na Lava Jato, Salim Schahin, do grupo homônimo, diz que o empréstimo não foi pago. A quitação, escreveu o juiz Sergio Moro, se deu por meio da contratação do grupo Schahin para operar o navio-sonda Vitória 10.000, de US$ 1,6 bilhão, cujo negócio teria sido intermediado pelo pecuarista. Bumlai nega e diz que quitou a dívida com embriões de gado. De acordo com representantes do grupo Schahin, para provar que falava sério, Bumlai marcou um encontro entre os executivos do banco e o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que atualmente cumpre pena por sua participação no esquema do Mensalão. A vinculação entre o empréstimo do Schahin a Bumlai e o contrato do navio-sonda já tinha sido feita antes por outros delatores da Lava Jato, incluindo o lobista Fernando Soares, o Baiano, e o ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa, que disse ter recebido da Schahin propina de US$ 720 mil no Exterior. Representantes do grupo Schahin que fecharam acordo para colaborar com as investigações indicaram que o aval de Lula foi decisivo para que o grupo conseguisse o contrato bilionário do navio-sonda Vitória 10.000. O juiz Moro, porém, diz que não há evidências da participação de Lula em episódios nos quais Bumlai teria usado a sua amizade com o ex-presidente. "Destaco o que parece mais relevante. Fernando Soares relatou outros três episódios nos quais José Carlos Bumlai teria invocado indevidamente o nome e a autoridade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", afirma o juiz no despacho.

Polícia Federal diz que explicações de filho de Lula foram "contraditórias e vazias"


Em representação encaminhada à Justiça Federal na Operação Zelotes, a Polícia Federal considerou "contraditórias e vazias" as "versões" apresentadas por um filho do ex-presidente Lula, Luis Claudio da Silva, e pelo lobista Mauro Marcondes para explicar um pagamento de R$ 2,5 milhões à empresa LFT Marketing Esportivo entre 2014 e 2015, pertencente a Luis Claudio. Na mesma representação, a Polícia Federal também pediu a prisão do lobista Francisco Mirto Florêncio da Silva, um "colaborador" de Marcondes, que teria, segundo uma anotação descoberta pela PF, realizado "investigação" clandestina sobre um dos procuradores da República que atuam no caso Zelotes, José Alfredo de Paula Silva. A anotação é datada de abril de 2010, época em que José Alfredo investigava, em inquérito civil, as negociações para a compra, pelo governo Lula, de 36 caças para a FAB (Força Aérea Brasileira), ao custo de até US$ 10 bilhões, segundo o Ministério Público. Mirto foi preso por ordem judicial nesta terça-feira. A LFT Marketing pertence ao filho do ex-presidente e os R$ 2,5 milhões foram pagos por Marcondes na mesma época em que o lobista recebeu dinheiro de duas empresas automotivas interessadas em obter benefícios fiscais do governo Lula. No depoimento que prestou à Polícia Federal, Luis Claudio alegou que os recebimentos se deviam a serviços prestados por ele na área de marketing esportivo. Na representação entregue à Justiça, o delegado da Polícia Federal responsável pela Zelotes, Marlon Cajado, afirmou que as declarações prestadas por Luis Claudio e Marcondes em vez de "elucidar os reais motivos dos pagamentos" na verdade serviram "para gerar mais celeuma, já que não há uma definição precisa sobre quais e quantos serviços foram de fato contratados, quais eram os reais objeto de estudos e ao que eles se destinavam". Segundo o delegado, não foi encontrada nenhuma documentação, nas buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal nas sedes da LFT e da Marcondes e Mautoni, "que desse mínimo lastro ao serviço contratado". Na representação, o delegado solicitou ordem judicial para novas buscas na sede da Marcondes e Mautoni a fim de "aprofundar a investigação acerca da contratação da empresa LFT Marketing e outros contratos escusos". O pedido foi corroborado pelo Ministério Público Federal em manifestação dos procuradores Frederico Paiva e Raquel Branquinho Nascimento. "A realização de busca e apreensão apresenta-se, nesta ocasião, como uma medida urgente e extremamente necessária para se materializar os vínculos espúrios evidenciados no material já arrecadado", escreveram os procuradores. De acordo com os procuradores, na primeira busca e apreensão realizada nos endereços de Marcondes "o foco da investigação era outro", ou seja, eventuais fraudes cometidas no Carf, conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de empresas multadas pela Receita Federal. O juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, determinou a prisão de Mirto e a expedição de mandado de busca e apreensão para novas investigações da Polícia Federal na sede da Marcondes e Mautoni. De acordo com o juiz, a nova busca e apreensão na sede da Marcondes e Mautoni "se mostra imprescindível para que sejam coletados novos elementos sobre os ilícitos investigados, especialmente sobre a espionagem clandestina mencionada". Segundo o juiz, há indícios de que Francisco Mirto recebeu R$ 500 mil da Marcondes e Mautoni por serviços ainda não esclarecidos. Também não estão claros os meios pelos quais Francisco Mirto iria investigar o procurador José Alfredo. O juiz também decretou a prisão preventiva de Mauro Marcondes, que já está preso em Brasília desde outubro, também por iniciativa da Operação Zelotes.

Dilma vai sancionar lei que libera vistos na Olimpíada do Rio de Janeiro

A presidente Dilma Rousseff decidiu sancionar a lei que isenta turistas de visto de entrada no País durante o período dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O prazo para sanção termina nesta semana e o Exército chegou a defender, depois dos atentados em Paris, que a liberação dos vistos fosse vetada em nome de evitar riscos de segurança durante a Olimpíada. O Palácio do Planalto decidiu optar pela sanção por considerar que, na regulamentação da medida, pode tomar medidas preventivas. Segundo um assessor, a lei é apenas autorizativa, ou seja, cabe ao governo, depois, na regulamentação, definir exatamente como a liberação dos vistos acontecerá. Podendo, inclusive, até não adotá-la. A princípio, porém, a decisão é manter a isenção de vistos para turistas no período da Rio-2016. A medida deve contemplar apenas quatro países - Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, definidos a partir de critérios como baixo risco migratório e baixo ou nenhum risco para a segurança nacional. O Ministério do Turismo acredita que a medida pode aumentar em 20% o número de turistas internacionais entre janeiro e setembro do próximo ano - um incremento de 1 milhão de pessoas.

Putin chama derrubada de um caça russo pela Turquia de “uma punhalada nas costas”


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou que a derrubada de um avião russo pela Turquia foi "uma punhalada nas costas" e acusou o país de ser "cúmplice do terrorismo". Segundo ele, esse acontecimento "terá graves consequências para as relações" entre as duas nações. Na manhã desta terça-feira, o governo turco confirmou que um de seus caças abateu uma aeronave russa que havia invadido o seu espaço aéreo, em uma área próxima à fronteira com a Síria. As autoridades do país disseram que derrubaram o avião após advertências terem sido ignoradas pelos pilotos e que a ação foi uma forma de defender-se. Segundo o governo da Rússia, porém, o jato permaneceu o tempo todo em território sírio. Em viagem à Jordânia, Putin disse que o caça não ameaçava a Turquia, uma vez que estava a um quilômetro de distância da fronteira com o país. "Nosso avião foi derrubado em território sírio por um foguete disparado por um caça turco F-16 e caiu a quatro quilômetros da fronteira", disse. De acordo com o presidente, seus aviões sobrevoavam nesta terça-feira a região montanhosa de Latakia, no norte da Síria, onde há guerrilheiros russos. Putin também criticou o governo turco por ter se dirigido à Otan para abordar o incidente, e não ter feito contato com Moscou. "Nunca permitiremos que se cometam crimes como o de hoje", disse. Segundo o jornal britânico The Guardian, imagens da agência de notícias turca Anadolu mostraram os dois pilotos do caça russo saltando de paraquedas antes da queda do avião. A imprensa turca afirma que um deles foi capturado e morto por um grupo de turcomenos, mas não há informações sobre o outro homem. A Rússia aumentou a sua ofensiva contra a Síria, principalmente depois de confirmar que o Estado Islâmico (EI) foi responsável pela queda de um avião russo no Egito, em outubro. Uma coalizão internacional formada por Estados Unidos e França também tenta combater o grupo jihadista realizando ataques aéreos no país. Porém, enquanto os russos têm aliança com o ditador sírio Bashar al-Assad, franceses, americanos e turcos se opõem a ele.

Ex-jogador Edílson é denunciado por participação em fraude com loterias


O Ministério Público Federal denunciou nesta terça-feira o ex-jogador Edílson, suspeito de integrar uma quadrilha que desviou 60 milhões de reais em loterias da Caixa Econômica Federal. O ex-atleta da seleção brasileira e de grandes clubes do País está entre os investigados da Operação Desventura, e chegou a ser detido pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Segundo as investigações, Edílson, de 45 anos, seria responsável por aliciar gerentes de bancos para a quadrilha. A denúncia do Ministério Público Federal apontou que o jogador é um dos "responsáveis pela captação e recrutamento" de gerentes de banco dos Estados de Goiás, São Paulo e Bahia para "validar bilhetes clonados, transferindo recursos federais (loteria) para a organização". Com um mandado, agentes da Polícia Federal coletaram discos rígidos e computadores da casa de Edílson. No total, foram expedidos 54 mandados judiciais contra a quadrilha nos estados de Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e Distrito Federal. O Ministério Público Federal já havia pedido a prisão preventiva de Edílson em setembro, mas o requerimento foi negado pela Justiça Federal. O procurador Hélio Telho afirmou que Edílson tinha um relacionamento próximo com os líderes da organização, mas sua função era "apenas a de usar da fama e as grandes movimentações financeiras que fazia para aliciar gerentes do banco para as fraudes". O ex-jogador prestou depoimento em Goiânia no dia 14 de outubro e negou as acusações. Atacante com passagens de sucesso por Palmeiras, Corinthians e Flamengo e campeão mundial com a seleção brasileira em 2002, Edílson já havia tido problemas com a Justiça: no ano passado, foi preso por não pagar pensão alimentícia e foi liberado dois dias depois ao quitar a dívida de 102.000 reais.

Desemprego sobe para 8,9% no terceiro trimestre e atinge 9 milhões de pessoas


A taxa de desemprego no Brasil subiu para 8,9% no terceiro trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual, que corresponde a 9 milhões de pessoas sem trabalho, é o maior da taxa de desemprego na série histórica do indicador, iniciada em 2012. No segundo trimestre, a taxa foi de 8,3% e, no terceiro trimestre de 2014, de 6,8%. O patamar de 8,9% apurado no terceiro trimestre de 2015 ficou dentro da expectativa dos economistas. A renda média real do trabalhador ficou em 1.889 reais no período, o que representa queda de 1,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e ficou estável em comparação com o terceiro trimestre de 2014. A massa de renda real habitual paga aos ocupados, por sua vez, somou 168,6 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o recuo foi de 0,1%. Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas e será encerrada em fevereiro de 2016, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

Lava Jato mira empréstimos do BNDES a Bumlai e não descarta investigar Lula


A Polícia Federal e a força-tarefa da Lava Jato devem investigar se o governo do ex-presidente Lula beneficiou o pecuarista José Carlos Bumlai em contratos com a administração pública. Embora Lula não seja formalmente alvo de investigação, ele foi frequentemente citado pelo próprio Bumlai como a autoridade que poderia destravar impasses - desde a manutenção do ex-diretor Nestor Cerveró na Petrobras até a confirmação de um contrato de sondas pelo grupo Schahin. Por ora, a ofensiva dos investigadores deve se focar em empréstimos de instituições financeiras, como o BNDES, utilizados para o esquema de corrupção, mas a PF não descarta apurar se o Palácio do Planalto, sob a gestão Lula, interferiu em contratos operados por Bumlai. A São Fernando Açúcar e Álcool Ltda. recebeu, em 2005, empréstimo de 64,66 milhões de reais do BNDES. Em 2008, novo repasse. Desta vez de 388 milhões de reais. A companhia entrou em recuperação judicial em 2013 com uma dívida de 1,2 bilhão de reais, incluindo débito de 300 milhões de reais resultado de empréstimos do banco de fomento. Em julho de 2012, a São Fernando Energia I Ltda., também de Bumlai, recebeu empréstimo de mais de 100 milhões de reais do BNDES, mesmo que na época a empresa contasse com apenas sete funcionários. Em sua delação premiada, o lobista Fernando Baiano disse que, na tentativa de emplacar um contrato entre a empresa OSX, do ex-bilionário Eike Batista, com a Sete Brasil, empresa gestada no governo Lula para construir as sondas de exploração do petróleo do pré-sal, o empresário José Carlos Bumlai foi acionado para interceder junto a Lula. Em troca, o pecuarista teria recebido comissão de 2 milhões de reais, que acabaram repassados a uma nora do ex-presidente para a quitação da dívida de um imóvel. "Em relação ao ex-presidente Lula, são citações ainda sem qualquer conteúdo de prova efetiva. É muito comum que o nome seja usado sem autorização. Pode ser esse o caso, mas tem que apurar, ver se houve realmente alguma interferência do Palácio do Planalto nesses contratos", defendeu hoje o delegado Igor Romário de Paula, que atua na Lava Jato. Segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, a força-tarefa da Lava Jato já está investigando "dezenas de milhões de reais" em contratos suspeitos, incluindo documentos envolvendo as empresas São Fernando Açúcar e Álcool e São Fernando Energia, administradas pelos filhos de José Carlos Bumlai, e do frigorífico Bertin. De acordo com depoimento do ex-presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin, os petistas Delúbio Soares e José Dirceu, condenados no julgamento do mensalão, intercederam para que a instituição financeira liberasse um empréstimo de cerca de 12 milhões de reais a Bumlai. Esse empréstimo, dizem os investigadores, teria sido fraudado para dar ares de veracidade ao repasse de recursos que quitariam dívidas de campanha do ex-presidente Lula em 2002. Ao final, com o dinheiro na conta de Bumlai, os valores foram transferidos para contas do Frigorífico Bertin. "Existem outros empréstimos de instituições financeiras que estão sob investigação e somam quantias de dezenas de milhões de reais. Há suspeita de outros empréstimos. Caso haja realmente esse vínculo [com esquema de corrupção na Petrobras], tomaremos as medidas cabíveis em relação aos investigados", disse Mattos.

No STJ, relator vota por soltar presidente da Andrade Gutierrez


O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, votou nesta terça-feira pela concessão de habeas corpus ao presidente afastado da empreiteira Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Felix Fischer. Azevedo foi preso em 19 de junho, quando foi deflagrada a fase Orga Omnes da Operação Lava Jato. Na mesma época foi preso o presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o grupo Andrade Gutierrez pagou propina a dirigentes da Petrobras em obras e contratos na Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde (BA), na Refinaria de Paulínia (SP), no Gasoduto Urucu-Manaus, no Centro de Pesquisas (Cenpes) e no Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD), no Rio de Janeiro, no Gasoduto Gasduc III (RJ) e no Terminal de Regaseificação da Bahia. Otávio é réu no escândalo do petrolão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Aliados de Cunha manobram de novo e votação no Conselho de Ética é adiada


Pela segunda sessão consecutiva, deputados aliados a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguiram protelar a votação do parecer que pede a continuidade das investigações contra o presidente da Câmara por seu envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras. Após duas horas de discussões, o deputado Sérgio Brito (PSD-BA) pediu o adiamento da análise do relatório elaborado pelo deputado Fausto Pinato (PRB-SP). Assim, Cunha volta a ganhar mais uma semana de fôlego. Uma nova sessão do colegiado foi marcada para a próxima terça-feira, dia 1º de dezembro. Minutos antes de Brito pedir o adiamento da sessão, o deputado Paulinho Pereira (SD-SP), aliado de Cunha que não esconde a intenção de livrá-lo do processo de cassação no Conselho de Ética, dirigiu-se até o colega e cochichou algumas palavras com ele. As investigações da operação Lava Jato também aproximam Brito e Cunha: o deputado do PSD era presidente da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara à época em que o atual presidente da Casa teria usado o colegiado para pressionar a liberação do pagamento de propinas por meio de requerimentos direcionados a empresas envolvidas no esquema, conforme afirmou o doleiro Alberto Youssef em acordo de delação premiada. Esses requerimentos foram protocolados pela então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha, e receberam o aval de Brito, que aparece como coautor dos pedidos. Na semana passada, Cunha e seus aliados entraram em campo para barrar o andamento de seu processo de cassação. Enquanto deputados ligados a ele esvaziaram a sessão e tentaram encerrá-la por falta de quórum, o presidente da Câmara abriu os trabalhos em plenário, o que proíbe votações nas comissões. Durante a sessão do Conselho de Ética nesta terça-feira, o relator Fausto Pinato leu o parecer que pede a continuidade da investigação sobre Eduardo Cunha. No documento, Pinato cita denúncia do Ministério Público que pede a investigação do presidente da Câmara por corrupção e lavagem de dinheiro no envolvimento na contratação de navios sonda da Petrobras para perfuração de águas profundas na África. De acordo com o delator Júlio Camargo, o presidente da Câmara cobrou 5 milhões de dólares em propina oriunda do megaesquema de corrupção. Pinato também trata do fato de Cunha ter dito à CPI da Petrobras que não tinha nenhuma conta no exterior que não estivesse declarada em seu Imposto de Renda - a Procuradoria-Geral da República confirmou a existência de contas na Suíça vinculadas ao peemedebista, que estariam ligadas à movimentação de propina no esquema do petrolão. "Caso comprovado que as contas são do representado, restaria configurada a quebra de decoro parlamentar, além de possível crime eleitoral", disse o relator. "Não havendo evidências da atipicidade do fato, ausência de indícios e de extinção da punibilidade que possam descaracterizar a justa causa, levando ainda em consideração a necessidade da proteção da honra objetiva da Câmara perante a sociedade brasileira, a gravidade dos fatos imputados ao representado e o conjunto de fatos reunidos nos autos, não resta outra conclusão senão a de que há justa causa para o prosseguimento do feito", escreveu Pinato no parecer que pede a abertura de investigação. Esse documento ainda deve ser levado a voto. Se aprovado, inicia-se a investigação formal, com oitivas de testemunhas de acusação e de defesa e de pedidos de documentos aos órgãos de investigação. Em outra estratégia para segurar as investigações, a defesa de Eduardo Cunha pediu nesta terça-feira o afastamento de Pinato da relatoria do caso sob o argumento de que o presidente da Câmara não teve o direito de se defender antes da votação do parecer de admissibilidade. O deputado Fausto Pinato, que também é advogado, desafiou a defesa de Cunha a mostrar inconsistências em sua atuação durante a elaboração do parecer preliminar. "Eu desafio que alguém me mostre tanto no regimento interno ou na Constituição Federal onde a defesa prévia está vinculada a um exame preliminar. Isso é duvidar da inteligência daqueles que operam o direito. Quero bater firme que não há essa previsão regimental", disse. O presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), rejeitou de ofício o pedido da defesa e manteve Pinato como relator.

A "arte da guerra" de Moro

Apesar de os delatores terem citado o nome de Lula, o MPF não pediu nenhuma diligência contra o ex-presidente e tampouco Sérgio Moro aventou tal hipótese. O juiz, aliás, tem sido absolutamente cauteloso sobre tudo o que envolve o ex-presidente, pois sabe o impacto político que isso trará. Em seu despacho, Moro faz como se criticasse o fato de Bumlai usar o nome de Lula em suas negociatas, enquanto usa justamente esse argumento para mandar prender o amigo do ex-presidente. Diz Moro: "A fiar-se nos depoimentos, José Carlos Bumlai teria se servido, por mais de uma vez e de maneira indevida, do nome e autoridade do ex-presidente da República para obter benefícios". E mais: "Não há nenhuma prova de que o ex-presidente da República estivesse de fato envolvido nesses ilícitos, mas o comportamento recorrente do investigado José Carlos Bumlai levanta o natural receio de que o mesmo nome seja de alguma maneira, mas indevidamente, invocado para obstruir ou para interferir na investigação ou na instrução. Fatos da espécie teriam o potencial de causar danos não só ao processo, mas também à reputação do ex-Presidente, sendo necessária a preventiva para impedir ambos os riscos". Moro prendeu o amigo de Lula porque o amigo de Lula poderia usar a amizade com Lula para tentar obstruir a investigação. Usou o feitiço contra o feiticeiro.

Vergonha: querem reconduzir Aroldo Cedraz à presidência do TCU

Embora convictos do envolvimento de Aroldo Cedraz na venda de decisões do TCU, seus colegas ministros pretendem reconduzi-lo ao cargo de presidente do tribunal no próximo dia 2, para mais um ano no comando da mais importante corte de fiscalização das contas públicas do país. Teoricamente, nada os obriga a votar em Aroldo Cedraz. Mesmo assim, esse gente não tem vergonha de fazer esse papel ridículo.

Apadrinhado do PMDB, ministro do STJ cumpre seu papel

O ministro do STJ Ribeiro Dantas votou agorinha pela libertação de Otávio de Azevedo, da Andrade Gutierrez. O julgamento do habeas corpus foi interrompido por providencial pedido do ministro Félix Fischer, o único da turma que não foi indicado pelo atual governo PT-PMDB... Indicado pelo PMDB de Renan Calheiros com apoio do ex-ministro Cesar Asfor Rocha, Dantas cumpre descaradamente seu papel. Na semana passada, ele também votou a favor do HC do publicitário Ricardo Hoffmann e tem na gaveta outro HC de Marcelo Odebrecht.

O helicóptero russo destruído pelos sírios

Além do avião militar abatido pela Turquia, os russos perderam também um helicóptero, destruído pelos rebeldes sírios. Veja no video. Até quando as grandes potências continuarão a enganar a si próprias e ao resto do mundo de que uma simples campanha aérea irá paralisar o terrorismo islâmico? Somente ações por terra, com tropas especiais muito bem preparadas, poderão dar fim a essa canalha islâmica terrorista.
 

A síntese dos depoimentos sobre Bumlai

A força-tarefa da Lava Jato comparou os relatos de três colaboradores (Eduardo Musa, Fernando Baiano e Salim Schahin), além dos depoimentos de Sandro Tordin e Marcos Valério. Chegou-se ao seguinte:
- que o Banco Schahin concedeu, em 2004, empréstimo de cerca de doze milhões de reais a José Carlos Bumlai e que tinha por destinatário final o Partido dos Trabalhadores;
- que o destino imediato dos recursos recebidos por José Carlos Bumlai foi o Frigorífico Bertin;
- que o empréstimo não foi pago, total ou parcialmente, e foi sucessivamente transferido para a empresa Agro Caieras do próprio José Carlos Bumlai e securitizado junto à Companhia Securitizadora do Grupo Schahin;
- que o empréstimo foi quitado fraudulentamente, em 2009, mediante a contratação da Schahin pela Petrobras para operação do Navio-sonda Vitoria;
- que, para justificar formalmente a quitação, foi simulada doação em pagamento de embriões de gado inexistentes de fato;
- que o Grupo Schahin também pagou propina aos dirigentes da Petrobrás envolvidos na negociação, entre eles Eduardo Costa Vaz Musa, gerente da Área Internacional da Petrobrás;
- que participaram dos fatos, em diferentes fases, como representantes do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares e João Vaccari Neto.

Schahin pagou propina com offshores reveladas pelo Antagonista

Eduardo Musa, que delatou a propina de R$ 60 milhões para quitar dívida da campanha de Lula, também recebeu sua parte no butim. Na condição de gerente internacional da Petrobras, Musa atuou fortemente para viabilizar o contrato do navio-sonda Vitória 10000. Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, ele contou que Fernando Schahin, filho de Salim, era quem negociava e operacionalizava a propina. Musa pediu R$ 1 milhão, mas recebeu R$ 720 mil. Os depósitos foram feitos em contas de offshores na Suíça reveladas na sexta-feira passada pelo Antagonista: Casablanca, Deep Black Drilling, Black Gold Drilling, além de Dlife Drilling. Veja o trecho da delação em que Musa confirma o pagamento por meio de offshores. 
"QUE o valor acertado inicialmente com FERNANDO SCHAHIN foi de U$ 1 milhão; QUE até a sonda ficar pronta não houve nenhum pagamento de propina; QUE em 2009 o declarante se aposentou e saiu da PETROBRAS e teve contato com FERNANDO SCHAHIN em 2010; QUE nesta oportunidade FERNANDO SCHAHIN falou que iria começar os pagamentos da vantagem indevida acordada mediante a utilização de suas offshores no exterior fazendo depósitos mensais de U$ 48.000,00; QUE os depósitos começaram a ser feitos durante o início de 2011 se estendendo até 2012 sem regularidade; QUE ao final o declarante recebeu apenas U$ 720.000,00 do valor inicialmente acordado; QUE o declarante questionou FERNANDO SCHAHIN a respeito dos demais pagamentos, sendo que este informou que não iria honrar com o compromisso de forma integral devido a dificuldades financeiras do Grupo SCHAHIN;(…) QUE a empresa que mais depositou para o declarante foi a offshore CASABLANCA; QUE as offshores DEEP BLACK DRILLING, BLACK GOLD DRILLING; DLIFE DRILLING também efetuaram pagamentos de vantagem indevida; QUE para receber estes valores o depoente abriu a conta no Banco JULIUS BÄR em nome da offshore DEBASE;"

Os empréstimos fraudulentos do BNDES

Uma das empresas de José Carlos Bumlai, que recebeu 64 milhões de reais do BNDES, em 2005, era fantasma, segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, da Lava Jato: “A Receita constatou que a empresa estava inativa na época, não tinha empregado, nem receita operacional quando ocorreu o primeiro empréstimo”. Outra empresa de Bumlai, que ganhou 350 milhões de reais em 2008, já estava quebrada quando o BNDES lhe concedeu o empréstimo: “Naquele ano, já havia pedido de falência dessa empresa, já havia sido protocolado pedido de falência contra a São Fernando Açúcar e Álcool". 

A relação de Bumlai com outro banco quebrado

No despacho de Sérgio Moro, constam movimentações suspeitas realizadas por José Carlos Bumlai no Banco BVA, outro que quebrou - ou foi quebrado pelo esquema. Além das já conhecidas fraudes no BVA, o Ministério Público Federal descobriu que Bumlai pegou no banco, em 25 de julho de 2012, um total de R$ 3,8 milhões. O empréstimo deveria ter sido saldado em 72 parcelas, mas o pecuarista amigão de Lula só pagou 19, cerca de R$ 600 mil. Três meses depois do empréstimo, o BVA sofreu intervenção do Banco Central, sendo decretada sua liquidação extrajudicial em 2013. A falência viria em 17 de setembro de 2014. Além do empréstimo que nunca foi pago, como fez com o Banco Schahin, Bumlai recebeu em sua conta no BVA naquele ano de 2012 um total de R$ 18,2 milhões, de origem ainda indeterminada. Bumlai nunca declarou à Receita Federal a operação com o BVA.

Revelada pelo Antagonista, holding dos Bertin fez depósitos suspeitos

Outro empréstimo do BNDES cercado de mistério foi feito com a empresa São Fernando Energia I, de José Carlos Bumlai, no valor total de R$ 101,5 milhões. O dinheiro saiu em 23 de julho de 2012, quando a empresa tinha apenas 7 funcionários e iniciava sua atividade operacional. Chamou a atenção do Ministério Público Federal o fato de que a São Fernando Energia I teve entre seu sócios, até o final de 2011, a Heber Participações, controlada por Natalino Bertin e Silmar Bertin. O Antagonista revelou a existência da Heber, que atuou como avalista do empréstimo de R$ 350 milhões obtido por Bumlai junto ao BNDES e integrou em sociedade o grupo JBS. Ocorre que o MPF descobriu que, entre janeiro e novembro de 2011, a Heber depositou R$ 24 milhões na conta de Nelson Luiz Belotti dos Santos, que figura na Lava Jato como um dos depositantes de valores expressivos na conta da CSA Project Finance, usada por José Janene e Alberto Yousseff para receber propina de contratos da Petrobras. Vejam os depósitos feitos por Belotti na conta da CSA:
- depósito recebido de R$ 232.705,00 pela CSA Project de Nelson Luiz Belotti, Banco Bradesco, seguido de saques na boca do caixa de R$ 7.500,00, R$ 20.000,00, R$ 22.500,00, R$ 80.000,00, R$ 40.000,00, R$ 50.000,00 e R$ 10.000,00
- depósitos recebidos de R$ 155.136,67 pela CSA Project de Nelson Luiz Belotti, Banco Bradesco, seguido de diversos cheques pagos no caixa da agência
- depósito recebido de R$ 80.136,67 pela CSA Project de Nelson Luiz Belotti, Banco Bradesco, seguido de cheque compensado internamente de R$ 34.000,00 e cheque pago caixa de R$ 45.000,00
- depósito recebido de R$ 77.450,00 pela CSA Project de Nelso Luiz Belotti, Banco Bradesco, seguido de cheque pago caixa de R$ 77.000,00
-depósitos recebidos de R$ 500.000,00, R$ 500.000,00 e R$ 43.473,56 pela CSA de Nelson Luiz Belotti e seguidos de diversos cheques sem identificação do destinatário
O Antagonista obteve com exclusividade documentos que revelam que o Grupo Bertin quitou parte do empréstimo que a Usina São Fernando, de José Carlos Bumlai, obteve junto ao BNDES. Os pagamentos ocorreram por meio da holding Heber Participações, em 12 parcelas, num total de R$ 89,8 milhões. A São Fernando entrou em recuperação judicial em abril de 2013. A partir de maio, os Bertin passaram a cobrir a dívida da usina, da qual foram sócios até 2011. Sabe-se lá por que motivo, Natalino Bertin colocou a Heber como avalista do financiamento do ex-sócio, amigão de Lula, e agora quer incluir sua empresa na lista de credores da São Fernando.

Lula algemado

A prisão de José Carlos Bumlai, segundo O Globo, causou preocupação ao governo e irritou petistas próximos a Lula. "Para auxiliares da presidente Dilma Rousseff, essa situação amplia ainda mais a crise, dificultando a recuperação política do governo. Para ministros ligados a Lula, a prisão desgasta o ex-presidente, que tem percorrido o país em defesa do seu governo e de sua biografia. Irritados com a situação, petistas reclamam da seletividade das prisões e afirmam que o objetivo é acabar com a reputação do ex-presidente e inviabilizar uma eventual volta ao cenário eleitoral em 2018". Volta ao cenário eleitoral? Lula morreu.

Muuuuuu!

A pedido do MPF, Sérgio Moro determinou busca e apreensão na sede da Heber Participações, assim como na Fazenda Eldorado e na Tinto Holding, dos Bertin. É o fio da meada para se tentar descobrir os negócios de Lula no setor pecuário. Há duas semanas, O Antagonista fez uma série de posts sobre a Heber. Mostramos, entre outras coisas, que a Heber foi avalista do empréstimo de R$ 303 milhões da São Fernando junto ao BNDES, sem ter capacidade econômica para oferecer garantias reais. Também mostramos que a Heber foi avalista da emissão de cédulas de crédito bancário (CDBs) feita pelo grupo Bertin no valor de R$ 200 milhões em 2009 e que essas CDBs foram assumidas pelo grupo JBS na incorporação do frigorífico concorrente. A JBS cobra na Justiça meio bilhão da Heber, mas a tentativa de penhora judicial revelou que o patrimônio da empresa dos Bertin não cobre 1,5% da dívida.

O jatinho do boi premiado

Lauro Jardim informa que José Carlos Bumlai comprou um jatinho de US$ 7,5 milhões e já o colocou à venda. O Antagonista contou a história do jatinho do pecuarista há um mês. Releiam o nosso post:

O jatinho de Bumlai não voa
Um mês antes da deflagração da Operação Lava Jato em 17 de março de 2014, José Carlos Bumlai comprou um jatinho Cessna 560 XLS, aeronave que no mercado de usados custa cerca de US$ 8 milhões. Pouco mais de um ano depois, Bumlai resolveu vender a aeronave, assim como outro bens. Desde então, o jatinho não voa e está com as licenças vencidas. Custa R$ 4 milhões por ano mantê-lo. O que houve, Bumlai? Acabou o dinheiro?

O escambo do impeachment

Aliados de Eduardo Cunha procuraram os oposicionistas propondo um escambo: ele aceita o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff em troca da preservação de seu mandato. A Folha de S. Paulo "apurou que os principais partidos de oposição avaliaram que a essa altura é praticamente impossível arquivar sumariamente o processo contra Cunha, mas que no caso da deflagração do impeachment poderia haver chances de o peemedebista se salvar na votação final de sua cassação, prevista para março ou abril de 2016". Se Eduardo Cunha acatar o pedido de impeachment, ninguém mais vai se lembrar de sua existência.

Eduardo Cunha: a maioria não tem dúvida

Enquanto Eduardo Cunha debate-se no Conselho de Ética, O Antagonista publica os resultados de uma pesquisa nacional feita pelo Instituto Paraná sobre o presidente da Câmara. O Instituto Paraná ouviu 2.020 eleitores, em 164 municípios de 23 estados, entre 17 e 22 de novembro. A margem de erro é de 2%. A esmagadora maioria não tem a menor dúvida de que Eduardo Cunha levou propina no petrolão: 

O "jogo de sombras" do pecuarista

No despacho em que justifica a prisão de José Carlos Bumlai, Sérgio Moro ressalta que o pecuarista atuou como intermediário do empréstimo do Banco Schahin para o PT, que a quitação desse empréstimo foi posteriormente simulada com novos empréstimos e a venda inexistente de embriões de gado. Diz Moro: "Neste contexto, de emaranhado financeiro e corporativo, de produção de dezenas de documentos falsos, em um jogo de sombras para acobertar a verdade, reputo presente risco à investigação e à instrução. Em liberdade, o investigado poderá recorrer a novos expedientes fraudulentos para acobertar a verdade e ocultar a realidade dos fatos, como, os indícios revelam, fez seguidamente no passado". A Lava Jato é um facho de luz.

Sem independência para analisar impeachment

O Instituto Paraná perguntou aos eleitores se Eduardo Cunha tinha independência para analisar um pedido de impeachment de Dilma Rousseff. A maioria respondeu que não:

Dilma empata e perde para Eduardo Cunha na pesquisa do Instituto Paraná

De acordo com a pesquisa do Instituto Paraná, a maioria dos eleitores brasileiros acha que Eduardo Cunha e Dilma Rousseff deveriam ser ejetados do poder ao mesmo tempo. Mas quase um terço do eleitorado gostaria que Dilma Rousseff perdesse o cargo antes de Eduardo Cunha: 

Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Zelotes

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta terça-feira,nova fase da operação Zelotes, que apura suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).  Estão sendo cumpridos quatro mandados judiciais autorizados pela 10ª Vara Criminal Federal de Brasília: um de busca e apreensão e um de prisão domiciliar em São Paulo e dois de prisão preventiva em Brasília.  No Rio Grande do Sul os grupos Gerdau e RBS são as empresas contra as quais há mais indícios de irregularidades investigados no âmbito da Operação Zelotes.

Grupo chinês compra 23,7% da Azul Linhas Aéreas

O grupo chinês HNA Group adquiriu 23,7% da Azul Linhas Aéreas por meio de investimento de R$ 1,7 bilhão, com direito a assento no conselho. O anúncio foi feito nesta terça-feira por meio de comunicado. Segundo a Azul, o investimento coloca a empresa como a mais valiosa aérea do mercado brasileiro, atingindo um valor de mais de R$ 7 bilhões. David Neeleman, fundador e CEO da Azul, informou que o acordo permitirá otimizar as parcerias entre a Azul e o HNA Group, podendo resultar na entrada da companhia no mercado asiático por meio de acordo de interline e codeshare. O HNA Group opera nos setores de aviação, indústria, financeiro, turismo e logística, com receita anual de US$ 25,6 bilhões e mais de 110 mil funcionários.

Prefeitura de Porto Alegre parece a base nacional de lançamento espacial de Alcântara, onde só explode foguete


A base nacional de lançamento espacial de Alcântara, no litoral maranhense, bem próximo da linha do Equador, é conhecida no mundo inteiro por seus insucessos nas tentativas de colocação de foguetes no espaço e por desastres rebumbantes. O último desses insucessos aconteceu recentemente, no dia 13, sexta-feira à tarde, quando um foguete suborbital VS-40M V3, construído no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) de São José dos Campos, explodiu no momento do lançamento. Pois a prefeitura de Porto Alegre também concorre firmemente com Alcantara. Na última sexta-feira, dia 20, às horas, estava marcado o lançamento de uma retumbante versão nova do Sistema 156,de atendimento a solitações da população, supostamente criada e desenvolvida pelo Dmae (Departamento Municipal de Águas e Esgotos). Pois às 20 horas de sexta-feira, dia 20, o novo sistema não saiu de sua plataforma. Deu bug geral. A "inteligência" da Prefeitura de Porto Alegre parece não ter conseguido migrar as informações do sistema anterior, que permanece em uso, atestando sua confiabilidade, e o novo, inconfiável desde a partida. No mínimo, a "inteligência" da prefeitura de Porto Alegre parece ter sido destemida ao tentar uma migração que não havia testado, ou testado o suficiente. O assunto permanece sem explicações para a população, o que Videversus está tentando desvendar.




Aneel nega pedidos de impugnação ao leilão de usinas marcado para esta quarta-feira

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou na manhã desta terça-feira, quatro pedidos de impugnação ao leilão de 29 hidrelétricas marcado para esta quarta-feira. O primeiro pedido indeferido pelo órgão regulador foi feito pelo Departamento Hidroviário da Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, que alegava que o edital não trazia cláusulas suficientes para garantia dos usos múltiplos, tal como previsto na legislação, para o reservatório da Usina de Ilha Solteira.

Policial sacou R$ 3 milhões em dinheiro vivo de conta de Bumlai em três anos

O policial militar Marcos Sérgio Ferreira, alvo da 21ª fase da Operação Lava Jato, sacou R$ 3 milhões de uma conta do empresário José Carlos Bumlai em dinheiro vivo. Conforme as investigações, em três anos ele fez saques de R$ 100 mil que somados chegam ao valor milionário. O cruzamento de informações não encontrou nenhum negócio entre o policial e Bumlai que justificasse os saques. O policial foi alvo de mandado de condução coercitiva na manhã desta terça-feira para esclarecer os saques. Bumlai foi preso preventivamente acusado de fraudar empréstimos em bancos. Os empréstimos foram feitos “para dissimular o caminho do dinheiro até o destinatário final”, segundo investigadores da Lava Jato. O modelo é o mesmo usado no esquema do Mensalão de compra de apoio parlamentar para o governo do presidente Lula.

Para pressionar Eduardo Cunha, seis partidos decidem obstruir votações da Câmara

Seis partidos da oposição – PSOL, PSB, PSDB, DEM, Rede e PPS – anunciaram nesta terça-feira (24) que tentarão impedir todas as votações no plenário da Câmara enquanto Eduardo Cunha (PMDB-RJ) permanecer no comando da Casa. Juntas, essas seis siglas somam 128 dos 513 deputados federais. Em uma entrevista coletiva, os líderes das legendas que pedem o afastamento de Eduardo Cunha também afirmaram que não vão mais participar das reuniões semanais no gabinete da presidência da Câmara – nas quais são definidas as pautas de votações – e dos almoços das lideranças, geralmente, realizados às terças-feiras. Nenhum líder desses seis partidos participou do encontro desta terça-feira na residência oficial da Câmara. A reunião-almoço contou apenas com a presença de aliados do peemedebista. De acordo com o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), a decisão foi tomada em represália às manobras feitas na última quinta-feira (19), por aliados de Eduardo Cunha, para cancelar a reunião do Conselho de Ética que iria analisar o relatório prévio recomendando a continuidade do processo que pede a cassação do mandato do peemedebista. Nós reagimos junto com outros parlamentares, demonstrando nossa insatisfação e revolta como o episódio e a forma como a presidência da Casa foi utilizada para impedir as investigações no Conselho de Ética”. “Ficou claro que Eduardo Cunha não mede os esforços quando o objetivo é proteger-se. Não queremos um presidente que use o seu cargo. É um comportamento mesquinho que não combina com o decoro que a Casa exige”, ressaltou Sampaio. Na semana passada, deputados oposicionistas e governistas deixaram o plenário da Casa, durante uma sessão, em protesto às tentativas de aliados de Cunha de postergar o processo que investiga o presidente da Câmara por suposta quebra de decoro parlamentar.

José Dirceu e Delúbio intercederam em empréstimo a amigo de Lula, dizem executivos da Schahin

Dois executivos ligados ao Grupo Schahin relataram, em delação premiada, a influência do ex-ministro da Casal Civil, José Dirceu (Governo Lula) e ao ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, em empréstimos ao empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula. Bumlai foi preso em Brasília nesta segunda-feira, 23, na Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato. O ex-presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin afirmou em delação premiada que o ex-ministro Dirceu e Delúbio “influíram na agilização da liberação” de empréstimos a Bumlai. Os valores emprestados teriam como destino final os cofres do partido e de campanhas eleitorais, entre elas a reeleição do ex-presidente Lula, em 2006, suspeitam os investigadores. (…)

Saiba mais sobre Bumlai, o amigão de Lula que foi preso na manhã desta terça

Por Reinaldo Azevedo - José Carlos Bumlai não é um amigo distante de Lula. Não! É muito próximo! O homem que Fernando Baiano diz ter lhe cobrado R$ 2 milhões para repassar a uma nora do ex-presidente desfrutava de uma regalia e tanto. No tempo em que Lula era presidente da República, na portaria do Palácio do Planalto havia esta imagem:


Ali se podia ler o seguinte: “O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância”. Que outro homem na República dispunha de tal licença? Que se saiba, ninguém. Se vocês clicarem aqui, terão acesso a uma porção de posts em que o amigão do Poderoso Chefão petista aparece em situações nebulosas. Em 2010, o Incra comprou terras suas para a reforma agrária. Uma perícia revelou um superfaturamento, em uma única operação, de R$ 7,5 milhões. O homem, um pecuarista, participou da formação de consórcio para a construção da usina de Belo Monte. Bumlai aparece também fazendo pressão para o Banco do Brasil patrocinar a empresa de games de Lulinha. Mais: segundo Marcos Valério, aquele do mensalão, foi o pecuarista que arrumou dinheiro para pagar um chantagista que ameaçava envolver Lula na morte do prefeito Celso Daniel. Mais um pouco? Em 2013, mais da metade da dívida bilionária da usina de açúcar e álcool do amigão de Lula estava com o BNDES e o Banco do Brasil, dois entes públicos. Intimidade, pois, não falta entre Lula e aquele que, segundo Fernando Baiano, intermediou uma propina de R$ 2 milhões para uma nora do petista em razão do lobby que este fez em favor de uma empresa privada. Venham cá: quando Janot determinou a abertura de inquéritos da Lava-Jato, havia contra os investigados algo mais do que isso? Por que nem mesmo um inquérito existe para investigar Lula?

Polícia Federal prende Bumlai, o amigão de Lula. Está chegando perto…

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (24), em um hotel de Brasília, o pecuarista José Carlos Bumlai, na 21ª fase da operação Lava Jato. A prisão é preventiva, que não tem data para vencer. Ele foi levado de avião para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Bumlai deporia nesta terça-feira na CPI do BNDES, que investiga operações envolvendo o banco, por isso viajou a Brasília. A Polícia Federal cumpre, desde a madrugada desta terça-feira (24), a 21ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Passe Livre. Ao todo, foram expedidos 25 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva, além de 25 mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A ação é realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Pecuarista do Mato Grosso do Sul e empresário do setor sucroalcooleiro, Bumlai tinha acesso franqueado ao gabinete de Lula durante os oito anos em que o petista comandou o Palácio do Planalto. Os dois se conheceram em 2002, apresentados pelo ex-governador sul-matogrossense Zeca do PT, e estreitaram a relação nos anos seguintes. Um dos delatores da Operação Lava Jato, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, afirmou em depoimento ao Ministério Público Federal que repassou R$ 2 milhões a Bumlai referente a uma comissão a que o pecuarista teria direito por supostamente pedir a intermediação de Lula em uma negociação para um contrato. Os R$ 2 milhões, ressaltou o delator, seriam repassados a uma das noras de Lula para quitar uma dívida imobiliária. No dia 25 de outubro, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, Bumlai negou que tenha repassado R$ 2 milhões para uma nora do ex-presidente. Ele disse ainda que não é tão próximo de Lula como é noticiado. O pecuarista, no entanto, confirmou que levou um empresário do setor de petróleo para uma audiência com o ex-presidente em 2011 a pedido de Fernando Baiano, As investigações concentradas na atual fase da Lava Jato partem da apuração das circunstâncias de contratação de navio sonda pela Petrobras com indícios concretos de fraude no procedimento licitatório, segundo a Polícia Federal. A 20ª fase da Operação Lava Jato cumpriu 18 mandados judiciais e prendeu o ex-gerente executivo da Petrobras Roberto Gonçalves e Nelson Martins Ribeiro, apontado como operador financeiro. O objetivo desta etapa, conforme o Ministério Público Federal e a Polícia Federal foi buscar provas documentais sobre crimes cometidos dentro da petrolífera. Os dois presos são suspeitos de participação no esquema criminoso de fraude, corrupção e desvio de dinheiro. Eles são investigados por receber valores indevidos de representantes de empresas com contratos relacionados às refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Pasadena, nos Estados Unidos, segundo a Polícia Federal. Ambos tiveram um mandado de prisão temporária expedido. Após o término do prazo, no dia 20 de novembro, a Justiça pediu a prorrogação do prazo por mais cinco dias. Pediu a conversão da prisão para preventiva. Com isso, os dois permanecem detidos à disposição da Justiça.

EUA vão julgar uma ação coletiva e 21 individuais contra a Petrobras em setembro de 2016.


O juiz da Corte de Nova York e responsável pelos processos da Petrobrás, Jed Rakoff, definiu que o julgamento das ações abertas contra a empresa brasileira vai começar dia 19 de setembro de 2016, uma segunda-feira. O julgamento deve ser longo, mas não deve durar mais do que dois meses, determinou o juiz, de acordo com documentos divulgados pela Corte. Os advogados, tanto de acusação quanto de defesa, sugeriram ao juiz que o julgamento começasse dia 26 de setembro do ano que vem. Mas com a intenção de evitar que se arraste até os feriados de final de ano nos Estados Unidos, incluindo o dia de Ação de Graças, em novembro, o juiz antecipou em uma semana, fixando a data no dia 19. Até agora, além da ação coletiva, foram abertas 21 ações individuais de fundos e investidores institucionais de várias partes do mundo, incluindo de vários Estados dos Estados Unidos, Europa, Austrália e Ásia. O último deles foi do fundo Discovery Global Citizens, no último dia 19. Antes, dia 16, o Estado do Alaska entrou com processo. Rakoff determinou ainda que para fazer parte do atual julgamento, só vai considerar ações de investidores que entrem na Corte até dezembro. Quem ingressar com processo após este prazo ficará impedido de participar do processo, "congelado" na Corte até que termine o caso. O julgamento da ação coletiva e das individuais será unificado, de acordo com determinação de Rakoff. Pelo cronograma, o julgamento será feito em duas partes, a primeira para tratar dos interesses coletivos e a segunda dos individuais. Os processos acusam a Petrobrás de ter escondido as informações sobre corrupção e pagamento de propinas, inflando ativos e não divulgando o que sabia em seus comunicados oficiais. Com isso, quando a Operação Lava Jato veio a público, os papéis da empresa despencaram no mercado, provocando prejuízos milionários aos investidores, que agora pedem indenização.

PSDB prepara pacote de propostas

Preocupados com o desgaste da imagem do partido, associada a conceitos como “golpismo” e “autoritarismo”, o PSDB decidiu lançar ainda em dezembro um documento com proposta para o País, tanto no campo social, quanto na economia. O texto pretende traçar um diagnóstico do Brasil e explicitar os caminhos a serem defendidos pelos tucanos em seus discursos, com o objetivo de reverter a situação de crise. O lançamento marca uma tentativa dos tucanos de mudar a idéia de “inconformismo” com o resultado das eleições de 2014. A ideia de que não aceitaram a derrota e que passaram todo ano de 2015 se dedicando ao impeachment da presidente Dilma Rouseff é considerada determinante para a rejeição a lideranças do partido identificadas em pesquisas recentes. O PSDB, com seus escandalosos acordos com o PT (salvou o partido e os petistas do Mensalão, e agora repete a mesma coisa no Petrolão), está pavimentando tremendamente a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Empreiteiras da Lava Jato passam o ano sem fechar novos contratos

Depois de crescer a uma taxa média anual de quase 4% na última década, as empreiteiras entraram em um rápido processo de declínio. A situação tem sido tão complicada que algumas das maiores construtoras do país (Camargo Corrêa, Odebrecht, e Mendes Júnior) não conseguiram fechar um único contrato no decorrer deste ano. Os dois principais motivos ainda são os efeitos da Operação Lava Jato, que investiga corrupção em contratos com a Petrobras, e a recessão econômica, que afundou os investimentos públicos e privados no Brasil. O resultado tem sido uma enxurrada de demissões (mais de 500 mil empregos foram cortados no setor neste ano), vários ativos foram colocados à venda para fazer caixa e centenas de empresas entraram em recuperação judicial (253 construtoras em processo de recuperação entre janeiro e setembro). Neste cenário, a expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor feche o ano com queda de 11%, segundo cálculos da consultoria GO Associados.

Dilma e Cunha deixam de trocar tapas e passam aos beijos quando se encontram na bacia das almas

Por Reinaldo Azevedo - “Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil renunciaria ao cargo, mas, não tendo, vai ter que ser renunciado”. A frase é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao comentar a situação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, durante um seminário da Fundação Teotônio Vilela, ocorrido nesta segunda-feira. Como se nota, FHC faz alusão a um movimento de deputados, de vários partidos, para que Cunha deixe a presidência da Casa. Parlamentares do PSDB, PPS, DEM, Rede, PSOL e PCdoB planejam esvaziar a Câmara para impedir votações. Eduardo Cunha comentou esse esforço de obstrução nesta segunda-feira. “Eu fui eleito e o momento da minha eleição acabou. Naquele momento, eu tive maioria absoluta sem o PT, sem o PSOL e o PSDB. Se eles estão questionando, podem questionar à vontade. Mas a legitimidade da eleição ninguém pode tirar. Vou continuar exercendo igualzinho o que eu estava exercendo até agora”. A resposta entra naquela categoria das coisas que nem erradas estão. Ninguém está questionando a legitimidade da sua eleição, como ninguém questionou até hoje a de Dilma Rousseff. Ambos chegaram aos respectivos cargos legal e legitimamente. A questão é saber se continuam como as condições de garantir o exercício da legalidade e da legitimidade. E a resposta é obviamente negativa. O presidente da Câmara passou, evidentemente, de todos os limites. As iniciativas a que recorre para impedir o avanço do processo não passam de chicanas de quinta categoria. O próximo passo será apelar à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara apontando erros formais na condução do processo no Conselho de Ética. Até aliados seus admitem que não há como a coisa não avançar e chegar ao plenário. Ele vai tentar retardar ao máximo. Sim, ele sabe muito bem que vai ser cassado — ou será pela Câmara, o que muito provável, ou será, na prática, pelo STF, onde não há chance de não ser condenado. Então pra que tudo isso? Aliás, a fala de Cunha sobre a sua “legitimidade” explica por que é evidente que ele vai recusar a denúncia contra a presidente Dilma Rousseff oferecida pela oposição. Que coisa, né? Quando Cunha era apenas o operoso presidente da Câmara, e Dilma não sentia seu próprio mandato ameaçado, os dois trocavam tapas. Só passaram a trocar beijos quando ele foi para a bacia das almas, onde com ela se encontrou. Assim, presidente da República e presidente da Câmara se asseguram e se seguram no cargo mutuamente, afrontando a legitimidade, a legalidade e a moralidade. Que momento lindo! Isso tudo num país cuja economia vai afundar mais de 3% neste ano e mais de 2% no ano que vem.

Lava Jato pede aos EUA oitiva com VP de Cisneros

A pedido da defesa de José Dirceu, o juiz Sérgio Moro solicitou assistência jurídica dos EUA para que seja ouvido na condição de testemunha de defesa o empresário Carlos Bardasano, VP do grupo Cisneros. José Dirceu teria sido contratado para convencer Hugo Chávez a renovar a concessão da Venevisión, maior canal de TV do país e acusado de apoiar o golpe de 2002. A defesa de José Dirceu enviou a pergunta: "O que o levou a contratar os serviços de consultoria do ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva? Que serviços de fato ele prestou ao senhor ou a uma de suas empresas? Qual o resultado da consultoria prestada pela empresa JD Assessoria e Consultoria?"  Já o Ministério Público Federal quer saber o seguinte: "José Dirceu de Oliveira e Silva representava quais empresas? Entre elas estava a Engevix? Se sim, José Dirceu de Oliveira e Silva estava acompanhado de algum representante dessa empresa? E no que tange às demais pessoas jurídicas? Ele participou, de qualquer modo, para que as contratações das empresas representadas se efetivassem?" O Antagonista pergunta: "Quanto o grupo Cisneros pagou para que Chavez renovasse a concessão de um canal que tentou derrubá-lo? Qual foi a comissão de José Dirceu? E qual o preço da ideologia?"

PT sairá menor das urnas

Segundo o banco americano Goldman Sachs, o PT deverá sair bem menor das eleições municipais de 2016. Em parte, esta será a punição dos eleitores pela recessão em que o partido de Lula e Dilma meteu o país. O Goldman não enxerga nenhuma melhora significativa da economia. O PIB só deve voltar a crescer acima de 2% a partir de 2018. E olhe lá...

Top top em Marco Aurélio Garcia

Mauricio Macri, na sua primeira entrevista coletiva, confirmou que irá pedir que a Venezuela seja suspensa do Mercosul, por perseguir opositores políticos e, assim ferir a regra do bloco que prevê o total respeito às liberdades democráticas: "É evidente que a cláusula do bloco deve ser invocada porque as acusações são claras e sem dúvidas não foram inventadas." Marco Aurélio Garcia vai levar um top top do presidente argentino.

Camargo liquida

Depois da Alpargatas, o grupo Camargo Corrêa vai vender parte de sua participação na gigante cementeira InterCement, mas sem abrir mão do controle, por enquanto. A ideia é obter até R$ 3,5 bilhões com o negócio. A Camargo Corrêa, assim como Odebrecht e Mendes Júnior, não conseguiu fechar um único contrato no decorrer deste ano. Que sirva de lição.

Levy poderia se reinventar

Joaquim Levy disse nesta segunda-feira em evento no Rio que a Petrobras deve se reinventar. Eis a frase dele: "Resta pouca dúvida que há muita coisa para fazer na área de petróleo. A Petrobras está se reinventando, acho que ela tem que se reinventar ainda mais". O Antagonista também tem pouca dúvida de que há muita coisa para se fazer na economia. Levy deveria se reinventar.

Os irmãos Batista não têm cheiro nem soltam as tiras

Ainda sobre os irmãos Batista, que agora não têm cheiro nem soltam as tiras, Lauro Jardim, de O Globo, informa que o TCU vai analisar na quarta-feira a auditoria dos empréstimos do BNDES ao grupo JBS - aqueles empréstimos que Luciano Coutinho queria esconder a qualquer preço, sem trocadilhos. O relator é o ministro Augusto Sherman, que Lauro Jardim disse ser duro e O Antagonista confirma ser seríssimo. Mas relaxem, Wesley e Joesley: o pessoal da CPI do BNDES vai fazer de tudo para livrar o JBS de uma enrascada. Afinal de contas, vocês não conhecem Lula, além de não terem cheiro e não soltarem as tiras.

Cover de deputado

A Folha revelou que o deputado federal e apresentador de TV Celso Russomanno usa a verba de gabinete para pagar o salário de cinco funcionários de sua ONG, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor. A reportagem esteve na sede do Inadec no último dia 11. A recepcionista, a ex-modelo Katharina Manfredi, é funcionária da Câmara. Os três advogados que dão orientação jurídica no local (Silvia Cardozo, Moises Turoli da Silva e Denis Uehara) também são nomeados secretários parlamentares. Até a faxineira Marinalva Martins é oficialmente lotada no gabinete do deputado. Russomanno tem ainda uma sexta funcionária registrada em seu gabinete que dá expediente às segundas e sextas na TV Record, quando o deputado grava o quadro "Patrulha do Consumidor". Natiare Azevedo é cover da Sandy. Russomano é cover de deputado.


Parece, mas não é