sábado, 21 de novembro de 2015

Dono de um restaurante atacado em Paris é judeu


Um dos cafés onde homens armados do Estado Islâmico atacaram em Paris, na sexta-feira, é de propriedade de um judeu, e sua esposa foi morta no ataque. Também mataram a um amigo dele, de uma família muçulmana de origem tunisina, que era acionista minoritário e gerente do café. Reibenberg e sua esposa foram ao café, que estava cheio de clientes, quando os terroristas abriram fogo cerca de 21:30h. Sua esposa Djamila Houd, morreu em seus braços. "Eu estava segurando a mão dela. Nós não pudemos reanimá-la. Não podíamos fazer mais nada ", disse Reibenberg na televisão F2: "Ela me pediu para cuidar de nossa filha e eu prometi que o faria". Duas outras pessoas assassinadas no café foram Halima Saadi Ndiaye e sua irmã Hodda Saadi. Seu irmão Khaled trabalha no café. A família é de origem francesa muçulmana com raízes tunisinas e parentes no Senegal. Hodda Saadi também possuía uma participação no La Belle Equipe e foi seu gerente. Dezenove 19 pessoas foram mortas no ataque contra o café, pulverizado com fogo automático de dois pistoleiros do Estado Islâmico. Halima foi celebrar o seu 36º aniversário, quando os assassinos atacaram. Dentro de um minuto, ela estava morta. Poucas horas depois, sua irmã Hodda também estava. Khaled tentou em vão salvá-las, juntamente com amigos e outros clientes do café. Onze pessoas do grupo de amigos que comemoravam o aniversário foram mortas no ataque.

Itaipu terá 14 comportas abertas neste domingo por duas horas


Quem visitar a Itaipu Binacional neste domingo (22) terá a oportunidade de ver, pela primeira vez depois de pouco mais de quatro anos, todas as 14 comportas das três calhas abertas. A cena rara terá duração de duas horas e é resultado do recorde registrado pela usina neste sábado (21) ao escoar mais de nove mil metros cúbicos de água por segundo. Com o reservatório cheio, a hidrelétrica precisa dar um destino para o excedente de água não usado para a produção de energia elétrica. Por isso, será necessário abrir três calhas neste domingo (24). A ação proporcionará ao público um espetáculo no vertedouro. Normalmente só uma ou duas calhas são abertas para escoar o excedente de água. Em situações normais de operação da usina, a abertura simultânea de todas as comportas só ocorre em grandes cheias. Neste domingo, a medida é para testes e vai durar em torno de duas horas, das 10 horas ao meio-dia, horário de verão. O volume vertido deve ser semelhante ao deste sábado, o equivalente a seis vezes à vazão média das Cataratas do Iguaçu. Para o domingo, a Itaipu reservou ônibus extras para a visitação. Moradores de Foz do Iguaçu e região não pagam para fazer a visita panorâmica. É obrigatório apresentar comprovante de residência recente, acompanhado de documento de identificação com foto. Menores de 18 anos podem apresentar comprovante em nome dos pais. O ingresso deve ser retirado no Centro de Recepção de Visitantes, no dia da visita. A usina de Itaipu opera a fio d´água, isto é, seu reservatório tem um pequeno volume quando comparado com a vazão do Rio Paraná. Isto significa que a usina não tem como “segurar” toda a água do rio. O vertedouro é um sistema de comportas utilizado justamente para escoar toda a água que não é utilizada para produção de energia, quando o reservatório está na cota máxima, isto é, no limite de capacidade de armazenar água.

Procuradoria vai ao STF para devolver caso Eletronuclear ao juiz Moro

A Procuradoria-Geral da República decidiu recorrer contra a decisão do ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), que fatiou parte da Operação Lava Jato, determinando que a Justiça Federal do Rio de Janeiro fique responsável pela principal ação penal relativa a fraudes e corrupção na estatal Eletronuclear. Ao mandar o caso para o Rio de Janeiro, Teori, relator da Lava Jato no STF, tirou o caso das mãos do juiz Sergio Moro – responsável pelas investigações do esquema de corrupção da Petrobras na Justiça Federal do Paraná. O ministro considerou que o processo não tem relação com as fraudes apuradas na Operação Lava Jato e que Moro, portanto, não poderia analisá-lo nem teria competência territorial para continuar tocando o caso, pois a estatal é sediada no Rio de Janeiro. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o esquema, que é chamado de eletrolão, e os desvios na Petrobras têm conexão direta. Segundo Janot, os fatos em apuração remontam a uma organização criminosa única e complexa, com várias ramificações. A Procuradoria sustenta que trata-se de infrações que foram praticadas por diversos autores coincidentes, dentro dessa organização, além de as provas dos crimes em apuração na Petrobras influírem diretamente na elucidação dos crimes cometidos no âmbito da Eletronuclear e vice-versa. O recurso da Procuradoria pode ser analisado na terça-feira (24) pela Segunda Turma do STF, responsável pelos casos da Lava Jato. Em setembro, Zavascki já havia mandado paralisar as investigações sobre a Eletronuclear em Curtiba (PR), ao acolher uma reclamação aberta no STF pelos advogados de Flávio David Barra, um executivo de uma empresa de energia controlada pela empreiteira Andrade Gutierrez que está preso há cerca de 90 dias no Complexo Médico Penal de Curitiba (PR). Outro acusado pelo Ministério Público Federal na mesma ação penal é o almirante Othon Luiz Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear. A investigação abrange crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Uma microempresa tocada por Pinheiro e sua filha receberam recursos de empreiteiras que mantinham negócios com a Eletronuclear. Na mesma decisão, Zavascki mandou que Moro remetesse ao STF a ação penal já aberta em Curitiba. Foi essa ação que Zavascki decidiu enviar ao Rio, retirando de Moro a competência para tocar o caso adiante. Os advogados de Barra disseram também que o caso deveria tramitar no STF porque havia suspeitas sobre o senador Edison Lobão (PMDB-MA), que tem foro privilegiado. Ouvido na reclamação dos advogados Barra, Moro afirmou que Lobão não era investigado no processo.

Quatro israelenses são esfaqueados em Israel´por terroristas palestinos

Quatro israelenses foram esfaqueados neste sábado em Kyriat Gat, informou a polícia, que classificou a ação de "ataque terrorista". As quatro pessoas esfaqueadas são judias e uma delas se encontra em estado grave, afirmaram fontes médicas. Segundo o porta-voz policial Micky Rosenfled, a polícia procura o agressor, que conseguiu fugir. Esses ataques são parecidos aos da onda de atentados com arma branca cometidos desde 1º de outubro por palestinos em Israel. Nesses ataques, assim como nos enfrentamento entre jovens palestinos e soldados israelenses, 86 palestinos - entre eles um árabe -israelense - e 15 israelenses foram mortis, além de um americano e um eritreu.

Brasil será o único a ter recessão em 2016 entre maiores PIBs globais


Entre as 12 maiores economias e blocos econômicos do mundo com previsões no novo relatório "Global Economics Analyst", produzido pelo Goldman Sachs, o Brasil é o único que deve registrar queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. Para o banco, todos os demais países devem ter crescimento no próximo ano. Até mesmo a Rússia - país que divide com o Brasil o posto de pior desempenho do G-20 - deve voltar a registrar expansão no próximo ano. De acordo com o relatório divulgado na quinta-feira, em Londres, a economia brasileira seguirá em recessão no ano da Olimpíada no Rio de Janeiro, quando terá contração de 1,6%. Na tabela das previsões do Goldman Sachs, o Brasil é o único com números negativos no próximo ano. Todas as demais previsões mostram estimativas em azul. A Rússia, país que deve ter contração do PIB de 3,5% neste ano, caminha para a recuperação e deve ter expansão da economia de 1,5% no próximo ano, prevê o banco. Outros grandes emergentes terão desempenho muito superior ao esperado para o Brasil: Índia terá avanço de 7,8% e China, de 6,4%. No grupo dos desenvolvidos, não há nenhum país com números negativos. Os Estados Unidos devem crescer 2,2% em 2016, o Japão terá avanço de 1% e o conjunto da zona do euro, de 1,7%, prevê o Goldman Sachs. Entre os europeus, o crescimento deverá ser liderado pelo Reino Unido (com 2,7%) seguido pela Espanha (2,5%), Alemanha (1,8%), Itália (1,6%) e a França (1,4%). No caso específico da China, o banco prevê uma desaceleração do crescimento, mas diz que isso não impedirá a economia global de ganhar impulso em 2016. A instituição prevê que o crescimento da segunda maior economia do mundo vai desacelerar para 7% em 2015 e 6,4% em 2016. Para o Goldman Sachs, porém, a situação menos pior na Rússia e Brasil, além da aceleração do Japão, Europa e Índia, vai permitir que a economia mundial aumente o passo do crescimento de 3,2% neste ano para 3,5% em 2016. "A melhora do Produto Interno Bruto global reflete, em grande parte, a estabilização em algumas das economias emergentes mais castigadas", diz o documento.

"As reformas penalizam grupos de pressão"

Em entrevista ao Estadão, Marcos Mendes identificou os erros econômicos cometidos pelo Brasil e apontou soluções. Para o economista, o liberalismo chileno pode ser um exemplo a se seguir. O Antagonista destaca abaixo os principais trechos da conversa. "O ponto que está colocado para o Brasil hoje é muito claro. Ou escolhe a opção chilena – fazer reformas profundas na economia e sair dessa armadilha de Estado grande, pesado e ineficiente – ou escolhe a opção argentina e empurra com a barriga." "As reformas que o País precisa fazer são muito claras e difíceis. Precisa fazer reforma da Previdência, modernizar as relações de trabalho, tirar o excesso de regulação, abrir a economia. Mas cada grupo faz pressão para defender o seu, impede as reformas, incentiva o aumento dos gasto público." "O Brasil fez algumas grandes reformas ao longo de sua história recente exatamente em momentos de crise. Logo depois do golpe militar veio uma grande modernização do sistema tributário, do sistema bancário, a criação do Banco Central. Uma longa crise econômica, com anos de hiperinflação, fez com que as pessoas aceitassem restrições aos seus direitos e um ajuste fiscal que implantou e consolidou o Plano Real." "As reformas são difíceis de fazer, não porque vão penalizar os mais pobres, mas porque vão penalizar grupos de pressão. Alguns desses grupos até têm pessoas mais pobres, que podem ser prejudicadas, mas a grande maioria não corresponde à massa mais pobre."

Justiça x poder

Para os argentinos, um sinal de que o governo perderá as eleições é a velocidade com que a Justiça avança sobre os kirchneristas. No Estadão, Andrés Gil Domínguez explica o raciocínio: "Existe uma relação inversamente proporcional entre a velocidade da Justiça e o poder. Quanto mais poder, mais lenta é a Justiça, e vice-versa." Para o jurista, muitas autoridades argentinas devem ser enquadradas pelo judiciário nos próximos meses. Talvez até mesmo a própria Cristina Kirchner. O Brasil não espera outro destino para Dilma Rousseff.

Um erro de R$ 111 bilhões

O Globo informa que o governo reduziu a previsão de arrecadação para 2015. Agora Dilma promete uma receita de R$ 1,260 trilhão. O valor é 8%, ou R$ 111,4 bilhões, menor que o prometido no início do ano. Isso não é margem de erro. É margem de falta de vergonha na cara.

Bumlai deve depor nesta terça-feira na CPI do BNDES em Brasília


O pecuarista e empresário sul-mato-grossense José Carlos Bumlai deve prestar depoimento à CPI do BNDES na Câmara dos Deputados, na próxima terça-feira, 24. Os membros da Comissão querem que ele explique as suspeitas de tráfico de influência e irregularidades na obtenção de empréstimo do banco de fomento. Amigo do ex-presidente Lula, ele foi citado por delatores da Operação Lava Jato como tendo intermediado reuniões de Lula com empresários. A convocação de Bumlai, aprovada pela CPI no último dia 12, foi proposta por cinco deputados, entre eles Arnaldo Jordy (PPS-PA). Em seu requerimento, ele cita notícia veiculada pela imprensa sobre um empréstimo supostamente irregular feito pelo BNDES a Bumlai para a construção da Usina São Fernando, em Dourados. Essa usina estaria próxima da falência. A dívida de Bumlai com os bancos seria de R$ 1,2 bilhão, dos quais R$ 300 milhões seriam do BNDES e R$ 81 milhões do Banco do Brasil. Na semana passada, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) apresentou questão de ordem para que a votação de requerimento que convocava o empresário fosse anulada. Segundo ele, os requerimentos foram aprovados depois que a Ordem do Dia do Plenário já tinha começado. O Regimento Interno da Câmara proíbe votações depois de iniciada a Ordem do Dia. Porém, o presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), manteve a convocação, justificando que a inclusão do requerimento de Arnaldo Jordy na pauta foi feita com a concordância do Plenário da comissão. “Em função da aprovação, todos os requerimentos relacionados ao mesmo assunto foram aprovados”, disse. Além de Jordy, também pediram a convocação de Bumlai os deputados Augusto Coutinho (SD-PE), João Gualberto (PSDB-BA), Miguel Haddad (PSDB-SP) e Sergio Vidigal (PDT-ES). A reunião está marcada para as 14h30, em local a ser definido na ala das comissões na Câmara dos Deputados.

A vitória final da Lava Jato

A Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do Brasil, está pronta para colaborar com a Lava Jato. Se seus executivos contarem o que sabem, o impacto será brutal. A classe política que governou o País do fim da ditadura até agora será enterrada para sempre. Sobretudo o PT. Sobretudo Lula.

Governo corta em R$ 243 milhões Orçamento de Investimentos da Infraero


A presidente petista Dilma Rousseff e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, reduziram o Orçamento de Investimentos de 2015 da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em 243,67 milhões de reais. A decisão consta em decreto publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira. A dotação orçamentária inicial para investimentos da empresa este ano era de 1,62 bilhão de reais. Nos últimos anos, a Infraero vem reduzindo o ritmo de seus investimentos. Até agosto deste ano, a estatal executou apenas 39,1% do orçamento para esses gastos, ante os 55,9% observados no mesmo período de 2014. A empresa, que administra 60 aeroportos no País, tenta reequilibrar suas contas, atualmente deficitárias, sobretudo, pela perda de receita decorrente da concessão de cinco grandes terminais: Guarulhos, Campinas, Brasília, Galeão e Confins. O Orçamento de Investimentos é previsto na Lei Orçamentária Anual e é destinado às empresas públicas em que a União tem, direta ou indiretamente, maioria do capital social com direito a voto. É o caso, por exemplo, de Petrobras, Eletrobras, Caixa e Infraero. Os recursos do Orçamento de Investimentos devem ser aplicados em projetos e obras e em aquisição de equipamentos.

Turquia detém belga que teria planejado atentados de Paris


A polícia da Turquia prendeu um cidadão belga, identificado como Ahmed Dahmani, que teria participado da preparação dos atentados de Paris, publicou neste sábado o jornal turco "Hürriyet". Dahmani, de 26 anos e de origem marroquina, tinha viajado da França para a cidade de Antalya, no sul da Turquia, aparentemente para fugir para a Síria, e foi detido em Manavgat, cidade na mesma província mediterrânea. A polícia turca começou a segui-lo desde o momento em que chegou ao aeroporto de Antalya, cidade onde aconteceu no fim de semana passado a cúpula de líderes do G20. Dahmani foi para Manavgat, cidade turística a cerca de 60 quilômetros ao leste de Antalya, onde segunda-feira se hospedou em um hotel cinco estrelas. A polícia o deteve quando viajava em um carro junto com dois cidadãos sírios pela rodovia entre Antalya e Alanya, mais ao leste. Segundo as fontes policiais citadas pelo "Hürriyet", estes dois sírios, de 23 e 29 anos, levaram para Dahmani um passaporte falso e dinheiro para acompanhá-lo de forma segura à Síria. Os três detidos prestaram depoimento e tiveram a prisão preventiva decretada. Dahmani seria membro do grupo terrorista Estado Islâmico e teria participado da preparação do atentado em Paris, explorando os lugares onde os ataques foram cometidos.

Bruxelas se prepara para o ataque

Bruxelas, hoje: metrô fechado, shopping-centers fechados, jogos de futebol cancelados. A cidade foi tomada pelo exército. Ontem à noite, segundo a imprensa belga, a polícia descobriu um esconderijo de armas e explosivos em Molenbeek. Esse é o motivo do alerta 4.



Sábado belga

"Lula foi o protagonista do maior calote político de todos os tempos"

Almir Pazzianotto Pinto escreve um artigo sobre o que nos espera em 2016. Ele, obviamente, também não sabe. Mas as origens da situação estão muito claras para o advogado que defendeu o Lula sindicalista. Destacamos dois trechos: "Lula foi protagonista do maior calote político de todos os tempos. Tomou posse como presidente da República em janeiro de 2003. Em 2005, dois dos ministros mais íntimos, José Dirceu, da Casa Civil, e Antônio Palocci, da Fazenda, já sofriam pesadas acusações de corrupção. Em 13 anos de governo o PT aviltou o Legislativo, infiltrou-se no Judiciário, aparelhou estatais e sociedades de economia mista. Os escândalos apurados nos processos do mensalão, da Lava Jato, da Operação Zelotes, para ficar apenas nos mais divulgados, espraiaram-se pelo território nacional, de tal sorte que são raras as administrações municipais e estaduais acima de suspeitas". "Em discurso no Palácio do Planalto em 29 de outubro de 2004, na apresentação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo, o presidente Lula disse, em determinado momento: 'Eu tinha um advogado chamado Almir Pazzianotto Pinto, que depois foi ministro do Trabalho, e eu vivia discutindo com ele o seguinte: olhe, eu não quero advogado para dizer o que eu tenho que fazer. Eu quero advogado para me livrar depois que eu fizer'. Até então as infrações atingiam a lei de greve, cujo rigor exigia ações ousadas, como as que se verificaram em 1978, 79 e 80. A mesma prática jamais traria bons resultados quando adotadas por presidente da República". Na Presidência, Lula viria a arrumar um advogado que o livraria das lambanças depois que ele as cometesse: Márcio Thomaz Bastos. Agora, está sem advogado nenhum capaz de fazer mágica.

Nada como um profissional para esculachar o Rio

O Estadão noticia que a PGR vai analisar o caso de Pedro Paulo Carvalho, deputado federal licenciado e secretário do prefeito Eduardo Paes, acusado de bater na sua mulher, Alexandra. Numa das ocasiões que foram registradas na polícia, o valentão a encheu de sopapos porque ela encontrou roupas íntimas de outra mulher no quarto do casal e, naturalmente, pediu explicações. Pedro Paulo ficou zangado, jogou-a no chão e a agrediu. Eduardo Paes quer que Pedro Paulo seja prefeito do Rio de Janeiro. Se é para continuar a esculachar a cidade, nada como um profissional.

Pobreza atinge recorde histórico na Venezuela, essa é a grande realização do regime bolivariano e do Foro de São Paulo


A pobreza na Venezuela chegou a 73% dos lares do país, constituindo um recorde histórico desde o início das medições em 1975, segundo uma pesquisa divulgada na sexta-feira por três das principais universidades do país. Com inflação galopante, escassez de produtos e variação cambial grande, o país não tem conseguido sair de sua crise econômica. De acordo com a pesquisa nacional conjunta da Universidade Católica Andrés Bello, a Universidade Central da Venezuela e a Universidade Simón Bolívar em julho e agosto, com 1.500 pessoas, o número de venezuelanos com privação de rendimento saltou de 52,6% em 2014 para 76% em 2015. O sociólogo Luis Pedro España, da Andrés Bello, relatou que 73% dos lares também sofrem. Segundo España, o salto da pobreza se deve à aceleração da elevação dos preços. As autoridades não divulgam os dados oficiais, mas analistas temem que o número tenha superado os três dígitos. "A metade dos lares em privação de rendimento diz que compra em mercados populares de inclusão, sinal que vemos como da privação. Sem o abastecimento subsidiado, a fome cresce". Os lares com privação de rendimento tinham média de 27,3% no segundo semestre de 2013. Em uma pesquisa de 1998, a privação atingia 45% dos lares. No governo de Hugo Chávez, no entanto, a estabilização econômica e um amplo programa de inclusão socioeconômica permitiram que uma parcela significativa das famílias mais pobres saíssem do status de pobreza. No entanto, desde 2014 a situação se deteriora pela política econômica de cessão de importações (gerando escassez) e congelamentos. 

Bancada leal a Dilma não impede o impeachment

O Palácio do Planalto colocou na ponta do lápis a votação que manteve o veto ao reajuste dos servidores do Judiciário, contou os deputados governistas incondicionais, do tipo que vota favorável ao governo independente de emendas e cargos, e o resultado foi desesperador: só 132 são leais à presidente Dilma. Isso significa que o governo precisa negociar cada votação, aumentando o desgaste com os aliados. No caso do Judiciário, o veto de Dilma foi mantido por 6 votos: foram 132 votos a favor da manutenção do veto, 251 contra. O governo não pensa em outra coisa. Para impedir o impeachment, Dilma precisaria de ao menos 172 votos contrários. O governo não tem condição de aprovar nenhuma PEC (308 votos). No caso da Desvinculação das Receitas da União, já recorreu à oposição. 

Depoimento compromete Dilma com Pasadena

Caiu como uma bomba, no Tribunal de Contas da União, o depoimento que compromete a presidente Dilma com a compra superfaturada da refinaria americana de Pasadena, que provocou prejuízos de US$ 800 milhões (ou R$ 3 bilhões) ao Brasil. O conselho de administração da Petrobras, presidido por Dilma, analisou e aprovou o negócio um dia após ser fechado, segundo contou Aghostilde Mônaco de Carvalho, funcionário da Petrobras, que depôs sob acordo de delação premiada. A pressa na aprovação da compra de Pasadena pelo conselho de administração coloca Dilma como um dos responsáveis pelo negócio. O depoimento de Aghostilde foi lido pelo ministro Vital do Rêgo, relator da tomada de Contas Especial na Petrobras. Causou estupefação. Dilma tem tanto medo do assunto que, no início do escândalo, ela até divulgou nota culpando “parecer falho” de Nestor Cerveró pelo negócio. Aghostilde assessorava Nestor Cerveró, na diretoria Internacional da Petrobras, e prestou depoimento ao Ministério Público Federal.

"Já não estava dando mais para suportar", diz empreiteiro sobre propinas na Petrobrás


O empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou à Justiça Federal nesta sexta-feira, 20, que a rotina do pagamento de propinas no âmbito de contratos da Petrobrás chegou a um estágio que ‘já não estava dando mais para suportar’: “Era uma prática generalizada, no meu caso independente de qualquer coisa assinou o contrato teria que assumir esse compromisso, tanto na área da Diretoria de Serviços quanto na Diretoria de Abastecimento". O empreiteiro e delator reafirmou o repasse de valores para o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Moro perguntou detalhes sobre o início da temporada de propinas. “Começou nessa obra da Revap (Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos). Pagava-se na Diretoria de Abastecimento através do deputado José Janene (morto em 2010). Pagava-se na Diretoria de Serviços. O parâmetro para se negociar o valor era em torno de 1% para cada diretoria”, contou. Moro questionou se o então diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa recebia propinas. “Eu tinha informação que sim. Embora nunca tenha dado pessoalmente a ele, mas participei de reuniões com ele e o deputado José Janene onde eu era cobrado pelo deputado". Na Diretoria de Serviços, área controlada pelo PT, Ricardo Pessoa esclareceu que o diretor à época, Renato Duque, mandava que o então gerente de Engenharia Pedro Barusco o procurasse: “O próprio Renato Duque me enviava para o sr. João Vaccari". Só a UTC pagava?, insistiu o juiz. “Eu tinha informações que a grande maioria pagava. Discuti isso seguramente com mais dois executivos com quem eu tinha muitos consórcios juntos". Ele citou o executivo Márcio Faria, ligado ao Grupo Odebrecht. “Várias vezes conversei com ele sobre esse assunto, que já não estava mais dando para suportar". O juiz perguntou. “Por que que se pagava sr. Ricardo?” “Eu vou lhe dizer Excelência, se pagava porque já não era mais a regra do jogo. Fomos cobrados politicamente. Começou pela Abastecimento. Para você continuar mantendo a sua possibilidade de não ter que pedir para ser convidado (para as licitações). Para ter uma boa vontade com relação ao dia dia do seu contrato, os ativos necessários precisariam ser aprovados no âmbito da diretoria. Isso tudo, se não tivesse um bom andamento, nos causaria um prejuízo muto grande. Ficou mais fácil pagar, isso passa a ser de certa forma automático. Vai considerando isso uma coisa normal.” O sr. tinha conhecimento que esses valores que o sr. pagava iam também para agentes políticos e partidos políticos? “Tinha conhecimento e certeza”, respondeu o empreiteiro delator da Lava Jato. Ele disse que participou da negociação dos valores. “Participei e ficou combinado que pagaríamos ao PT e, através disso, ao Barusco e ao Vaccari por solicitação de Renato Duque. A Odebrecht ficou encarregada da área de Abastecimento.” “Como o sr repassava valores para o sr. Vaccari ?”, prosseguiu o juiz. “Ele (Vaccari) queria que sempre fizesse contribuições no Diretório Nacional. Para nós era indiferente, eu até preferia porque eliminava a posição de caixa dois. Então, à medida em que os parcelamentos eram definidos de cada contrato eu fazia as contribuições mensais para o PT". O juiz. “Mas essas contribuições mensais faziam parte do acerto da propina?” “Sim sr.” “Eram feitas doações oficiais ou doações por fora ?” “Doações oficiais na conta do partido, do Diretório Nacional, invariavelmente. Raramente ele (Vaccari) pediu para fazer algum Diretório Estadual". Eram feitas doações por fora?, indagou o juiz Moro. “Ele (Vaccari) pediu, ao longo desse período, alguns pagamentos em espécie. Eu apresentei uma tabela de R$ 3,921 milhões". 

Trump defende registrar todos os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos


Donald Trump, pré-candidato à presidência dos EUA, defendeu enfaticamente a criação de um cadastro com informações de todos os muçulmanos que vivem no país. Trump foi perguntado sobre a questão por um repórter da "NBC" e insistiu que todos os muçulmanos do país devem ser identificados: "Certamente implantaria isso. Eles tem que ser registrados". Quando perguntado como um sistema de cadastro seria criado, Trump respondeu que o registro poderia ser feito em diferentes lugares: "É questão de gerenciamento. Nosso país não tem gerenciamento". Perguntado mais tarde, enquanto dava autógrafos, sobre como esse tipo de cadastro seria diferente do registro feito pelos judeus na época da Alemanha nazista, Trump repetiu aos repórteres: "Vocês que me dizem". Quem fez toda a catalogação (cadastramento, com nome, endereço, filiação, etc.... dos judeus na Europa, para os nazistas, foi uma empresa americana, a IBM). Tanto Trump quanto Ben Carson, os dois pré-candidatos republicanos que lideram as pesquisas, tem feito declarações polêmicas sobre os refugiados da Síria e do Iraque, que foram criticadas por grupos muçulmanos dos Estados Unidos. Na quinta-feira (19), Carson deu a entender que a entrada de refugiados nos EUA seria equivalente a ter "um cão raivoso correndo ao redor da vizinhança". As declarações de Carson e Trump foram dadas no dia que a Câmara dos EUA aprovou projeto que dificulta a entrada de refugiados no país.

El País sugere que Neymar deixe Espanha se quiser alívio em impostos


Um artigo publicado nesta sexta (20) no jornal espanhol "El País" faz duras críticas a postura da família de Neymar. Em editorial, o periódico diz que o atacante e seu pai, Neymar da Silva Santos, precisam se adequar ao sistema tributário da Espanha, ou o jogador pode ir embora do país. "Bem, a resposta a Neymar pai não é complexa: se não estiverem você, seu filho e sua empresa (de imagem) dispostos a acatarem as normas fiscais espanholas, o que implica em inspeções, perguntas e contradições, o melhor é irem embora. E é preciso dar a mesma resposta a quem puser sobre a mesa a ameaça de ir embora se não tiver conforto fiscal", diz uma parte do artigo. Assinado por Jesús Mota, o texto se refere à declaração de Neymar pai. Na terça-feira, ele disse que "se não tivermos uma situação confortável para trabalhar, não poderemos ficar na Espanha e teremos que sair". Outro trecho do artigo do periódico espanhol questiona as declarações do pai do atacante do Barcelona. "Os impostos não estão concebidos, nem na Espanha nem em nenhum outro país, como fatores de comodidade. O contribuinte tem que aceitar os desconfortos fiscais e pronto. Além disso, que significa confortável? É possível que Neymar pai esteja pedindo impunidade tributária ou que a empresa dos Neymar não seja submetida a inspeções de agora em diante, mesmo que existam razões objetivas para isso", diz o texto. Também sobrou críticas ao ex-presidente do Barcelona, Joan Laporta. "Neymar pai e Laporta são exemplos, infelizmente frequentes, de retrocesso cívico. Mais grave no caso do ex-presidente, visto que desempenhou responsabilidades políticas". Réu na Justiça espanhola, Neymar é acusado pelo grupo DIS, que detinha parte dos direitos econômicos do atacante, de  corrupção privada e estelionato em razão de contratos simulados. Também são réus no processo o pai do atacante, dois ex-presidentes do Santos (Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro e Odílio Rodrigues), e o ex e o atual presidente do presidente do Barcelona, Sandro Rosell e Josep Bartomeu. A Justiça espanhola vê indícios de irregularidade no contrato firmado entre Santos e Barcelona por 17 milhões de euros. O Santos Futebol Clube, o Barcelona e a N&N Consultoria, empresa da família de Neymar, também são réus no processo. Documentos mostram que o valor da negociação do atleta, feita em 2013, já bateu a casa dos 90 milhões de euros (R$ 385 milhões), segundo advogados que cuidam do caso. A DIS cobra 40% de todo o valor apurado, porcentagem que detinha dos direitos econômicos do atleta, que poderia chegar a 32 milhões de euros (R$ 140 milhões). Outro interessado em receber eventual diferença de valores da transação é a Federação das Associações dos Atletas Profissionais (FAAP). Ela, que por lei tem direito a ganhar 0,8% de todas as transferências realizadas no futebol brasileiro (nacionais e internacionais), também entrou como parte prejudicada na ação penal proposta pela DIS. Os réus podem ser condenados a pagar uma indenização, mas também à prisão. As penas dos dois crimes apontados, corrupção privada e estelionato de contrato simulado, variam de seis meses a quatro anos de detenção. Somadas, podem chegar a oito anos de prisão.

Soldados russos escrevem "Por Paris" em mísseis contra Estado Islâmico


Os mísseis lançados nesta sexta-feira (20) pela força aérea da Rússia contra alvos do Estado Islâmico (EI) na Síria levavam mensagens como "Por Paris" e "Pelos nossos", mostra um vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa russo. As imagens mostram um soldado russo escrevendo as mensagens nos mísseis antes que os caças decolassem da base aérea russa perto de Latakia. "Pilotos e técnicos da base aérea de Jmeimim enviaram por correio aéreo uma mensagem aos terroristas", afirma o título do vídeo. "Por Paris" se refere à série de atentados realizados há uma semana pelo EI na capital francesa; enquanto "Pelos nossos" é uma alusão aos 224 turistas mortos no final de outubro no atentado que explodiu um Airbus na península egípcia do Sinai. O presidente russo, Vladimir Putin, admitiu nesta sexta-feira que ainda resta "muito trabalho" pela frente. "Os objetivos estão bem cumpridos. Mas isto é insuficiente para limpar a Síria de guerrilheiros e terroristas e proteger a Rússia de possíveis atentados terroristas", alertou. A Rússia lança desde terça-feira ataques maciços contra as posições jihadistas na Síria, que utilizaram mísseis de cruzeiro com grande capacidade de destruição. O governo da Turquia denunciou nesta sexta-feira que a Rússia feriu pelo menos 40 civis de etnia turca em bombardeios na Síria perto da fronteira de seu país e convocou o embaixador russo para exigir o fim de ataques que, considera, não ter nada a ver com a luta contra o terrorismo jihadista. "Está muito claro, se as forças aéreas russas querem lutar contra o Daesh, devem fazê-lo contra o Daesh", condenou o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu. "Em primeiro lugar, estamos contra todo ataque contra civis; em segundo lugar, nos opomos a operações ao longo de nossa fronteira que podem causar um novo fluxo de refugiados; e terceiro, os turcomanos que vivem há séculos naquela região são nossos irmãos, como os demais sírios", disse.

Lula envergonha o Brasil, critica Aécio Neves

Comandante nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) rebateu nesta sexta-feira (20) declarações dadas pelo ex-presidente Lula durante um congresso da juventude do PT. O tucano afirmou que Lula "envergonha o Brasil" e que seu partido sinaliza aos jovens que "vale a pena roubar" ao enaltecer nomes como José Dirceu e João Vaccari Neto em seus eventos. 
 

Em discurso durante o ato, Lula disse que a militância precisava ajudar a presidente Dilma Rousseff a sair da "encalacrada que a oposição nos colocou depois das eleições". "Não, presidente. Os brasileiros é que querem que alguém os tirem da encalacrada que Lula, Dilma Rousseff e o PT nos colocaram", rebateu Aécio Neves. Segundo ele, Lula "envergonha" o país ao "sinalizar na direção contrária do que deveria fazer um ex-presidente". O tucano condenou ainda as homenagens feitas pela militância jovem do PT durante o evento ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ambos presos acusados de participação em escândalos de corrupção. "Condenados pela última instância da Justiça são tratados como heróis nacionais. O PT inverte valores. Com isso, sinaliza para os jovens que vale a pena, vale a pena roubar", criticou Aécio Neves. Durante o congresso do PT, o ex-presidente afirmou que os militantes do partido "não podem permitir que ladrão fique chamando petista de ladrão". Segundo Lula, "o PSDB precisa provar o que fala" quando acusa a sigla de ter arrecadado dinheiro de forma corrupta para os cofres do partido e para financiar campanhas eleitorais. Para Aécio Neves, a fala será lembrada como "um dos mais tristes episódios da política nacional".

Procuradoria francesa afirma que dois dos terroristas de Paris entraram na Europa como refugiados

Um segundo homem-bomba que se explodiu nos arredores do Stade de France, em Saint-Denis, no último dia 13, também entrou na Europa via um posto de entrada de refugiados na Grécia, disse a Procuradoria de Paris nesta sexta (20). As explosões de três homens-bomba perto do estádio fizeram parte dos ataques coordenados que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos em Paris. No início da semana, as autoridades já haviam relatado que um dos homens-bomba do estádio havia passado por um posto de registro de refugiados na ilha de Leros, na Grécia. A identificação foi feita por meio das impressões digitais. No local da detonação, um passaporte sírio foi encontrado próximo ao seu corpo, com o nome de Ahmad al-Mohammad — não se sabe, contudo, se essa é a sua verdadeira identidade. Ambos os homens-bomba entraram na Europa no mesmo dia, 3 de outubro, segundo a Procuradoria, mas não se sabe se eles utilizaram o mesmo posto de registro. A identidade deste último a ser identificado não foi divulgada pelas autoridades. O homem que viajava como Mohammad viajava acompanhado de um colega ao menos dois dias depois de chegar ao porto grego de Pireu. Eles também teriam se registrado ao mesmo tempo na cidade sérvia de Presevo, mas as autoridades do país não mencionaram que os dois estavam viajando juntos. Os dois se explodiram quase simultaneamente, enquanto um jogo amistoso entre as seleções da França e da Alemanha acontecia no estádio.

Partido de Marina Silva também vai à Justiça pedir o afastamento de Cunha

A Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, afirmou que irá ingressar na terça-feira (24) com uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo que ela requeira ao Supremo Tribunal Federal o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara. Também nesta sexta-feira, o PPS disse que irá recorrer ao Supremo na semana que vem com pedido semelhante. De acordo com o deputado Alessandro Molon (RJ), líder da Rede na Câmara, o objetivo é assegurar que o Conselho de Ética da Câmara possa funcionar "livre de qualquer tentativa de interferência" da presidência da Casa. Na quinta-feira (19), Cunha e aliados recorreram a manobras previstas no regimento da Casa para derrubar a sessão do Conselho de Ética que faria a leitura do relatório preliminar de seu processo de cassação. Cunha já foi denunciado pela Procuradoria-Geral sob a acusação de participação no esquema de corrupção da Petrobras. Também é investigado por ter ocultado patrimônio milionário no Exterior. O peemedebista nega participação no esquema de corrupção e que tenha participado de manobras para atrasar seu processo na Câmara.

Inquérito de propina na SBM apura participação de diretores estrangeiros

O inquérito sobre pagamento de propina da empresa holandesa SBM Offshore a funcionários da Petrobras avança sobre a responsabilização de cidadãos estrangeiros: os dirigentes da SBM fora do Brasil que tinham conhecimento do fato. A investigação, que está sendo conduzida no Rio de Janeiro pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, já está em sua fase final e levanta provas sobre a participação de estrangeiros. A delação premiada assinada com o lobista Julio Faerman, representante da SBM no Brasil que admitiu o pagamento de propina, alavancou as apurações. Faerman citou, em sua delação, a participação de seus superiores da SBM na propina. Outro elemento que vai reforçar essa apuração é um depoimento obtido por meio da cooperação internacional com autoridades inglesas, do ex-funcionário da SBM no Exterior, Hanny Tagher. Tagher é suspeito de ter pago propina em outros países e, por isso, pode ajudar os investigadores a apurar a responsabilidade de outros integrantes da empresa holandesa. Como não cometeu crimes relacionados ao Brasil, Tagher não vai ser alvo da investigação, servindo só como testemunha. O Código Penal prevê que, apesar de cometidos no estrangeiro, ficam sujeitos à lei brasileira crimes contra o patrimônio público brasileiro. O entendimento jurídico da cúpula da Procuradoria Geral da República é que, em tese, seria possível processar um cidadão estrangeiro pelo caso da propina na Petrobras. O inquérito do caso SBM também rastreia quem foram os brasileiros que receberam propina. Um deles já admitiu o recebimento em sua delação premiada: o ex-gerente de Engenharia, Pedro Barusco, que afirmou ter começado a obter pagamentos de vantagem ilícita da SBM entre 1997 e 1998. Barusco assinou delação tanto com a Operação Lava Jato como também com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. Pelas duas delações, acertou devolver US$ 97 milhões provenientes de corrupção. Já a delação premiada de Faerman prevê a devolução de US$ 54 milhões. A própria empresa SBM também negocia um acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União, ainda não fechado, pelo qual escaparia da punição de ser impedida de contratar com órgãos públicos no Brasil. Na Holanda, a SBM fez um acordo com o Ministério Público daquele país pelo qual acertou o pagamento de US$ 240 milhões como punição por "casos de propina" em Angola, Guiné Equatorial e Brasil. 

Em Salvador, Lula diz que governos petistas fizeram mais pelos negros

Durante uma caminhada em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra na praça Nelson Mandela, em Salvador, o ex-presidente Lula afirmou, na tarde desta sexta-feira (20), que os críticos do governo federal deveriam comparar a situação da população negra no País antes e depois dos governos petistas. "É possível discordar de nosso governo, mas eu gostaria que aqueles que discordam também pensassem qual era a situação do negro neste país antes de o PT chegar ao poder", afirmou. Lula chegou ao ato às 17h20, no bairro da Liberdade, acompanhado do governador da Bahia, Rui Costa (PT). O ex-presidente foi direto para o trio elétrico que animava a festa. Durante o discurso, Lula ouviu o refrão "Olé, olé, olá, Lula, Lula", mas também recebeu vaias de parte do público. Em cerca de cinco minutos, o ex-presidente defendeu iniciativas do governo de Dilma Rousseff contra a desigualdade racial, como a aprovação da lei que destina cota de 20% das vagas em concursos públicos para negros, e mencionou também Estatuto da Igualdade Racial, aprovado em 2010, último ano de seu governo. Afirmou ainda que o governo petista ampliou como "nunca na história do País" a possibilidade de negros ingressarem nas universidades. "Façam uma pesquisa e vejam se havia 1% de negro nas universidades. Hoje as meninas e os meninos negros podem alcançar serem médicos, e não apenas ajudantes de pedreiro ou empregadas domésticas", disse. 

Ex-gerente da Petrobras confirma encontro com empreiteiro

Roberto Gonçalves, ex-gerente da Petrobras, preso temporariamente na última fase da Operação Lava Jato, confirmou em depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (20) que se encontrou com o dono da UTC Ricardo Pessoa em um bar, mas nega que tenha recebido dinheiro na ocasião. Em sua delação, Pessoa havia dito que "entregou dinheiro em espécie a Roberto Gonçalves, em encontros realizados em um bar e na UTC (no) Rio de Janeiro". Gonçalves relatou que em 2013, quando já não era mais gerente da estatal, recebeu uma ligação de Pessoa dizendo que queria encontrá-lo e sugerindo um bar. Segundo Gonçalves, "foram faladas amenidades" e não houve entrega de dinheiro. "Perguntado se era usual que presidentes de empreiteiras lhe telefonassem convidando para um café para falar de amenidades, afirma que não, e que estranhou inclusive o convite, mas que compareceu de qualquer forma", diz o depoimento. Ele também confirmou que se encontrou com Pessoa na sede da UTC. Questionado por que o delator Mario Goes, de quem era próximo, teria afirmado que lhe pagou propina, ele respondeu: "Não sabe explicar por que isso ocorreu". O ex-gerente disse que suas contas no Exterior foram abertas quando morava lá a trabalho, pela Petrobras, e negou qualquer recebimento de "vantagem indevida" durante seu período na Petrobras. Sobre as acusações de auditoria interna de que não teria seguido os trâmites legais para contratar diretamente um consórcio da UTC, disse que não cabia a ele decidir pela contratação direta e que "não foi lhe dada chance de se defender".

Justiça manda Câmara e Senado divulgarem salários de servidores

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que a Câmara dos Deputados e o Senado divulguem os salários de seus servidores na internet sem pedir os dados do solicitante, como ocorre atualmente. Em decisão liminar (provisória), o juiz federal substituto Renato Coelho Borelli entendeu que a medida inibe o acesso à informação e que não tem amparo legal, já que o restante da administração pública faz a divulgação sem pedir esses dados. A decisão foi em resposta a uma ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, cujo inquérito foi instaurado a partir da denúncia de um cidadão. "Condicionar o acesso a informações de interesse coletivo ao fornecimento de dados pessoais do requerente, acrescidos de declaração de veracidade obstaculiza direito instituído por lei, impedindo que a publicidade cumpra o seu papel de forma livre e irrestrita", argumentou. É necessário, atualmente, fornecer dados como nome, CPF e endereço para conseguir ver o salário de um servidor do Congresso. O juiz deu um prazo de dez dias para que seja feita a divulgação total, sem qualquer exigência de identificar o solicitante. A punição para cada dia descumprido após o prazo é de R$ 50 mil.

Suspeito de propina, promotor é afastado para ser investigado em São Paulo


Suspeito de receber propina de empresas e fundações que deveria investigar, o promotor de Justiça Roberto Senise Lisboa, da 5ª Promotoria do Consumidor da capital, foi afastado no curso de uma investigação aberta pela corregedoria do Ministério Público de São Paulo. Pedido pela corregedoria, o ato do procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, foi assinado na quinta (19) e terá validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60 dias. Durante o período do afastamento, o promotor investigado continuará recebendo salário. Lisboa foi denunciado pela ex-mulher, que afirmou que ele teria recebido R$ 700 mil em propinas desde 2003. O promotor passou a ser investigado por corrupção passiva e concussão (exigir vantagem indevida) em processos ligados à fiscalização de fundações e à defesa do consumidor.  

Omnicom compra Grupo ABC, de Nizan Guanaes, por cerca de R$ 1 bilhão


O publicitário baiano Nizan Guanaes vendeu o controle do Grupo ABC para os americanos da Omnicom por cerca de R$ 1 bilhão. É o maior negócio do mercado de propaganda no país desde que teve início o movimento de internacionalização das agências, há quase três décadas. A transação foi fechada nesta sexta-feira (20) e será anunciada na segunda-feira (23). Pelo contrato, nada muda na gestão do grupo ABC. Nizan Guanaes e Guga Valente continuarão no comando da operação. Duas outras agências disputaram o ABC. Uma delas foi a britânica WPP que chegou a oferecer um pouco mais. No entanto, Nizan Guanaes preferiu a Omnicom, que já é sócia minoritária no ABC e em outras empresas do grupo. A idéia inicial do ABC era abrir o capital na Bolsa brasileira, mas o momento econômico desfavorável acabou mudando os planos. A venda foi uma forma de acelerar o processo de capitalização em um momento de consolidação dos principais conglomerados de propaganda. O grupo ABC tem como sócios, além de Guanaes e Valente, o fundo Kinea e o grupo Icatu. Controla as agências África, Loducca, DM9, CDN, entre outras empresas. A venda do controle do ABC para a Omnicom é o último grande negócio do setor e encerra um ciclo no País. O Brasil sempre atraiu agências de fora, que aqui se instalaram acompanhando a chegada de empresas multinacionais. Até então, as agências brasileiras dominavam o mercado, principalmente as contas de governo. A MPM, que liderava o mercado naquela época, foi comprada em 1991 pelo grupo indiano Lintas, que depois virou Mullen Lowe Lintas e cujo controle foi vendido para o Grupo Interpublic, um dos quatro maiores do mundo. Em 2003, Nizan Guanaes relançou a MPM, que, em 2009, se fundiu com a Loducca — agência cujo controle o Grupo ABC, de Guanaes, havia adquirido um ano antes. O jogo começou a mudar quando WPP e Omnicom passaram a realizar agressivas aquisições por todo o mundo, dando início ao processo atual de consolidação. A francesa Publicis também se moveu nesse jogo adquirindo diversas agências no mundo. Em 2010, o grupo comprou a brasileira Talent, que, recentemente, acabou se associando à francesa Marcel, também do Publicis.

Justiça bloqueia R$ 570 milhões da Samarco para pagamento de royalties

O juiz André Gonçalves de Oliveira Salce, titular da 26ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, determinou no início da noite desta sexta-feira (20) o bloqueio de R$ 570 milhões da Samarco, empresa controlada pela brasileira Vale e pela australiana BHP Billiton, e responsável pelo rompimento de barragem que se romperam no último dia 5, em Mariana (MG). O bloqueio se refere ao pagamento da Cefem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), os royalties do minério de ferro que municípios e o Estado recebem. A Advocacia Geral da União cobra outros R$ 499,3 milhões da Samarco de royalties não pagos, valor que ainda pode ser aumentado com multas. Uma outra execução fiscal tramita na 24ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte e cobra R$ 114 milhões também de royalties não pagos pela Samarco. Dos royalties do minério de ferro, o município fica com 65%, o Estado com 23% e, a União, com 12%. De acordo com a Prefeitura de Mariana, o valor que a Samarco pagou diretamente ao município para explorar minério de ferro em 2015 não passa de 25% do prejuízo na infraestrutura que a prefeitura estima ter tido com o rompimento das barragens. O município vai precisar de R$ 100 milhões para reparar os danos, somente na infraestrutura do município. Porém, de janeiro ao mês passado, entraram nos cofres municipais somente R$ 24,3 milhões de royalties do minério, quatro vezes menos. 

Cerveró diz que negócios da Petrobras em Angola e EUA financiaram eleição de Lula em 2006


Em abril do ano passado, um funcionário de carreira da Petrobras, com trinta anos de casa, procurou a Polícia Federal oferecendo-se para ajudar nas investigações do Petrolão, o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Ele narrou seis casos que classificou de "má gestão proposital" - ou seja, negócios feitos com a intenção de produzir propinas. A maior parte das quatro horas de depoimento espontâneo foi dedicada à atuação de Nestor Cerveró à frente da diretoria internacional da empresa. A decisão de explorar petróleo em Angola, contou o funcionário, foi planejada para dar "prejuízo intencional". E deu. Segundo ele, foram 700 milhões de dólares jogados para o alto, com sobras para os corruptos. O depoente voluntário recomendou aos procuradores que rastreassem os sinais da entrada no Brasil de dinheiro originário do Exterior. À informação do colaborador, cujo nome as autoridades preservam, faltavam evidências sólidas. Em abril de 2014, a Lava-Jato era ainda uma operação restrita à ação de doleiros. Um ano e meio depois, o próprio Nestor Cerveró, quem diria, um dos engenheiros da "má gestão proposital", aparece como a melhor oportunidade de confirmar as ousadas operações de "prejuízo intencional" com o objetivo de obter propinas para os diretores corruptos da Petrobras e seus padrinhos políticos. São histórias que invertem o ditado segundo o qual "a ocasião faz o ladrão". No maior escândalo de corrupção da história brasileira, o ladrão cuidava de providenciar a ocasião. Preso desde janeiro sob a acusação de embolsar dinheiro sujo do Petrolão, Cerveró já foi sentenciado duas vezes pelo juiz Sergio Moro. Numa delas, a cinco anos de reclusão, por comprar um apartamento com recursos desviados da estatal. Na outra, a doze anos e três meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A perspectiva de uma longa temporada atrás das grades reavivou a memória do ex-­diretor, apadrinhado por caciques do PT e do PMDB. Cerveró negocia agora um acordo de delação premiada, na tentativa de reduzir a sua pena. As histórias narradas por ele ao Ministério Público já preenchem pelo menos 25 anexos e encerram uma lógica comum: a Diretoria Internacional da Petrobras foi usada de forma sistemática com o objetivo de levantar recursos para campanhas eleitorais - com destaque para a campanha de Lula à reeleição, em 2006. Naquele ano, segundo Cerveró, a Petrobras pagou 300 milhões de dólares ao governo de Luanda pelo direito de explorar um campo petrolífero em águas profundas nas costas de Angola. Cerveró disse ter ouvido de Manuel Domingos Vicente - então presidente do Conselho de Administração da Sonangol, a estatal angolana do petróleo - que até 50 milhões de reais oriundos de propinas produzidas pelo negócio foram mandados de volta para o Brasil com o objetivo de irrigar os cofres da campanha de Lula. Cerveró fez registrar em um dos anexos: "Manoel Vicente foi explícito em afirmar que desses US$ 300 milhões pagos pela Petrobras à Sonangol retornaram ao Brasil como propina para financiamento da campanha presidencial do PT valores entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões". Segundo Cerveró, a negociação foi conduzida por integrantes das cúpulas dos dois governos. O delator apontou como negociador do lado brasileiro Antonio Palocci, que ocupava o Ministério da Fazenda e era membro do Conselho de Administração da Petrobras. Quando da assinatura do contrato, Palocci já havia sido demitido do cargo de ministro devido ao escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. A Petrobras pagou cerca de 500 milhões de dólares e gastou mais 200 milhões de dólares para explorar quatro blocos de petróleo em Angola. A empresa perfurou poços secos e teve gigantesco prejuízo com a operação em Angola, mas, como explicou Cerveró, isso pouco importou, pois o objetivo era cozinhar os números e deles arrancar propinas para financiar a campanha presidencial de Lula. O mesmo método teria, segundo Cerveró, sido aplicado na compra da sucateada Refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. O objetivo igualmente era montar um propinoduto para a campanha à reeleição do então presidente.

Deputado Bassegio renuncia ao mandato no Rio Grande do Sul

O deputado estadual Diógenes Bassegio, do PDT do Rio Grande do Sul, renunciou na tarde desta sexta-feira ao seu mandato. As acusações contra o deputado incluem confisco de salários, uso de funcionários fantasmas e prestações de contas frias. O deputado leu na Rádio Guaíba, concorrente da RBS, que foi quem o denunciou, o documento intitulado "Carta ao Povo Gaúcho", composto por 14 páginas, onde apresentou os motivos que o levaram a tomar a decisão de abandonar o parlamento gaúcho. Em vários momentos durante a leitura chegou a chorar. Disse que sofreu um linchamento moral e que a renúncia serviu para "dar sangue a quem queria ver sangue". O deputado Basegio é daqueles homens públicos sobre o qual não pairam quaisquer dúvidas, apenas certezas. 


Diógenes Basegio (PDT), de maneira farsesca e espetaculosa, renunciou ao mandato na Assembleia Legislativa ao vivo no programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, nesta sexta-feira: "Renuncio em respeito a minha trajetória pessoal e profissional e aos meus familiares". Ele leu o documento intitulado "Carta ao Povo Gaúcho", composto por 14 páginas, onde apresentou os motivos que o levaram a tomar a decisão de abandonar o parlamento gaúcho. Ele disse que sofreu um linchamento moral e que a renúncia serviu para "dar sangue a quem queria ver sangue". Coitadinho!!!  Médico de formação, Basegio afirmou que nunca abandonou a Medicina: "Tenho para onde voltar e volto com orgulho para a Medicina". Destacou que trabalhou durante todo o tempo do mandato para melhorar a vida das pessoas. O parlamentar se queixou de não ter tido espaço em outros veículos de comunicação para ser ouvido. Disse que sofreu ataques pessoais de forma injusta. "A partir de um ato solerte e covarde, fui citado em matéria de âmbito nacional e jamais tive espaço para o contraditório. Fui alvo de uma campanha sórdida pela minha cassação". No lugar de Basegio, Juliana Brizola assume a cadeira na Assembleia Legislativa como titular do mandato e Vinicius Ribeiro entra como suplente.


O ex-deputado revelou que agora vai buscar se defender na Justiça Comum. Relatou que vai fazer vir à tona "as verdades que não deixaram mostrar". No último dia 10 de novembro um novo processo foi aberto pelo Corregedor-Geral da Assembleia Legislativa (AL) do Estado, Marlon Santos (PDT), contra Basegio. Os dados levantados pelo Ministério Público envolvem os cargos de confiança (CCs) e uma lista feita pelo deputado. A suspeita é de que esses novos valores apresentados sejam relativos ao pagamento de parte dos salários dos CCs a Basegio. A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa rejeitou na terça-feira da semana passada o relatório do deputado Ciro Simoni (PDT) que solicitava a suspensão do deputado Diógenes Basegio (PDT). Foram dez votos pela não suspensão e dois a favor. Apenas os deputados do PDT votaram pela aprovação do parecer. Em outubro, a Justiça havia determinado o bloqueio dos bens do deputado estadual e seus cinco ex-assessores. A ação por improbidade administrativa foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual. Entre os ex-assessores citados está Neuromar Gatto. O nome do sujeito é um problema sério. Na ação proposta pela promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, o deputado e os ex-assessores são acusados de enriquecimento ilícito, lesão aos bens do Estado e perda patrimonial à Assembleia Legislativa. Segundo o Ministério Público, os fatos que deram origem à ação de improbidade tem relação com os delitos de peculato, concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Tudo coisa típica de gente muito honrada, façanhuda, que orna os ideais farroupilhas. Os danos aos cofres públicos podem chegar a R$ 2,4 milhões. O que, considerada a multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial, atingiria a cifra de R$ 7,4 milhões. Assim, conforme compreensão do Superior Tribunal de Justiça, o valor do dano e da multa civil, somaria a importância total de R$ 7,5 milhões a ser levada em conta para fins de decretação de indisponibilidade de bens. Basegio foi acusado, pelo ex-chefe de gabinete, Neuromar Gatto, de recolher parte dos salários dos servidores do gabinete, de contratar uma funcionária fantasma, que e recebia sem trabalhar, e de coordenar a alteração dos odômetros dos veículos do gabinete, fazendo o ressarcimento ser maior que o custo da gasolina realmente utilizada. O deputado disse que exonerou Gatto pelo fato de o servidor ter se envolvido em um esquema de fraude no uso do cartão para abastecimento. Segundo Basegio, as acusações são infundadas e o assessor o chantageou depois que ter sido denunciado ao Ministério Público, por uso indevido de dinheiro público. O pedetista também salienta que o caso só chegou à imprensa porque Gatto queria se vingar da exoneração. O julgamento da cassação de mandato de Basegio estava previsto para a próxima terça-feira. A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul não se cansa de exibir a sua estatura moral e as façanhas de seus parlamentares.