sábado, 14 de novembro de 2015

Há um ano, empreiteiros eram presos na 7ª fase da Operação Lava Jato


Há um ano, a Polícia Federal cumpria os mandados da 7ª fase da Operação Lava Jato – uma das maiores das 19 etapas da investigação sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Dentre os 25 alvos da operação “Juízo Final”, como foi batizada a etapa, estavam presidentes e executivos de grandes empreiteiras, operadores, além do ex-diretor da estatal Renato Duque. Conforme a Polícia Federal, a operação teve como base apreensões, diligências, quebras de sigilo e depoimentos colhidos ao longo das outras fases da Lava Jato e resultou em evidências do envolvimento de nove empreiteiras em formação de cartel e desvios de recursos para corrupção – os contratos destas empresas com a Petrobras somavam quase R$ 60 bilhões. Das nove empresas, oito tiveram executivos presos: Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, IESA, Mendes Júnior, OAS, Queiroz Galvão e a UTC. Além disso, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Odebrecht – cujos executivos seriam presos meses depois, na 14ª fase da Lava Jato. Além dos executivos e do petista Renato Duque, foram presos ainda operadores, como Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano – que acabou confessando os crimes e firmando acordo de delação premiada já em 2015. Outros presos desta fase da Lava Jato também fizeram acordos de colaboração com o Ministério Público Federal. Dalton Avancini e Eduardo Leite, da Camargo Corrêa, e Ricardo Pessoa, da UTC, decidiram contar o que sabiam do esquema para obter benefícios – eles cumprem prisão domiciliar atualmente. A Camargo Corrêa ainda firmou acordos de leniência – espécie de delação premiada para empresas – e se comprometeu a devolver mais de R$ 800 milhões de dinheiro desviado. Do material colhido na 7ª fase da Lava Jato, o Ministério Público Federal elaborou cinco denúncias – todas aceitas pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações de primeira instância que envolvem a Petrobras. Duas delas acabaram desmembradas ao longo do ano, e três já tiveram a sentença estabelecida. A primeira sentença de Moro nestes processos condenou Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler, então afastados da Camargo Corrêa. O juiz analisou crimes cometidos em contratos e aditivos com a Petrobras para as obras da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; da Refinaria de Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco; e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). 

Dalton Avancini fez acordo de delação premiada com o Ministério Público
Além deles, foram condenados também o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, e um dos subordinados dele – o policial federal Jayme Alves de Oliveira. A segunda sentença foi contra executivos e ex-executivos da OAS, como José Aldemário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Fernando Augusto Stremel de Andrade, Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Ricardo Nogueira Breghirolli. Foram investigados contratos e aditivos da OAS com a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e com a Refinaria de Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco. Além deles, Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa também foram condenados.

Sérgio Cunha Mendes foi condenado a quase 20 anos 
Já a terceira sentença saiu contra executivos e ex-executivos da Mendes Junior como Sérgio Cunha Mendes, Rogério Cunha de Oliveira e Alberto Elísio Vilaça Gomes. Além deles, foram condenados Paulo Roberto Costa, Carlos Alberto Pereira da Costa, Enivaldo Quadrado, João Procópio de Almeida Prado e Antônio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini. As obras da Petrobras investigadas neste processo foram a Refinaria de Paulínia (Replan), a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o Terminal Aquaviário Barra do Riacho, a Refinaria Gabriel Passos, e os Terminais Aquaviários de Ilha Comprida e Ilha Redonda. Restam ainda os processos que envolvem executivos ligados à Engevix e Galvão Engenharia – ambos apenas aguardando a sentença do juiz. As ações desmembradas envolvem, dentre outros réus, Ricardo Pessoa, da UTC. O interrogatório dele está marcado para o dia 20 de novembro.

Renato Duque segue preso na Região de Curitiba
Dos 25 presos nesta fase da Lava Jato, apenas dois seguem presos no Paraná. Renato Duque e Fernando Baiano estão custodiados no Complexo Médico-Penal (CMP) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Baiano deve sair da prisão na quinta-feira (18) por conta doacordo de colaboração. Duque, no entanto, não tem data para sair da prisão preventiva. 
Veja a lista completa dos presos da 7ª fase
Adarico Negromonte Filho, suposto operador – absolvido por falta de provas
Fernando Antonio Falcão Soares, operador –condenado a 16 anos e um mês, réu em outra ação
Jayme de Oliveira Filho, operador – condenado a 11 anos e 10 meses
Dalton dos Santos Avancini, Camargo Corrêa – condenado a 15 anos e 10 meses
Eduardo Hermelino Leite, Camargo Corrêa – condenado a 15 anos e 10 meses
João Ricardo Auler, Camargo Corrêa – condenado a 9 anos e 6 meses
Carlos Eduardo Strauch Albero, Engevix – réu em uma ação
Gerson de Mello Almada, Engevix – réu em ações
Newton Prado Júnior, Engevix – réu em uma ação
Erton Medeiros Fonseca, Galvão Engenharia – réu em uma ação
Otto Sparenberg, IESA - investigado
Valdir Lima Carreiro, IESA - investigado
Sérgio Cunha Mendes, Mendes Júnior – condenado a 19 anos e quatro meses
Agenor Franklin Magalhães Medeiros, OAS – condenado a 16 anos e 4 meses, réu em outra ação
Alexandre Portela Barbosa, OAS - investigado
José Aldemário Pinheiro Filho, OAS – condenado a 16 anos e 4 meses, réu em outra ação
José Ricardo Nogueira, OAS - investigado
Renato Duque, Petrobras – condenado a 20 anos e oito meses, réu em outras ações
Ildefonso Collares Filho, Queiroz Galvão - investigado
Othon Zanoide de Moraes Filho, Queiroz Galvão - investigado
Carlos Alberto Costa da Silva, UTC - investigado
Ednaldo Alves da Silva, UTC - investigado
Ricardo Ribeiro Pessoa, UTC – réu em ações
Walmir Pinheiro Santana, UTC - investigado

Ciro Gomes diz que a "moral de Lula é frouxa" e que ele é "trambiqueiro"


O ex-governador Ciro Gomes, que foi ministro do governo Lula, afirmou que a moral do petista é "frouxa". "Parte importante das contradições da Dilma é que ela quer moralizar tendo herdado uma coisa em que o Lula era absolutamente concessivo", disse Ciro Gomes, em entrevista ao programa "Espaço Público", da TV Brasil, na semana passada (0:30s até 1:10s). "A moral do Lula é frouxa, a dela (Dilma) não é. Mas o Lula dizia mais ou menos asism para o povo, sem dizer: olha, eu vou ter que fazer aqui uns trambiques para poder aquietar os caras e tirar algumas coisa para vocês. E o povo percebia essa lógica". Ciro Gomes também classificou a administração Dilma de "ruinosa", mas emendou que a presidente é "séria" e "não cometeu nenhum crime que justifique seu impedimento": "E ela tem direito de mudar".















Eduardo Cunha é o primeiro político no Brasil a usar o direito de resposta para tentar intimidar jornal O Globo


A Lei do Direito de Resposta foi sancionada na quinta-feira, dia 12, e na sexta-feira, 13, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Eduardo Cunha, foi o primeiro a utilizá-la. O peemedebista cobra uma página inteira do jornal “O Globo” e uma chamada com destaque na primeira página para, sublinha o parlamentar, se defender da reportagem “Procuração mostra que Cunha podia movimentar conta na Suíça”. Segundo a direção de “O Globo”, a resposta de Eduardo Cunha não prova que a reportagem está errada. Se o jornal não abrir espaço para o texto e para a manchete, o deputado poderá processá-lo. A publicação da família Marinho tem sete dias para publicar (ou não) as explicações do presidente da Câmara. O jornalismo, definitivamente, está sob ataque. O direito de resposta, como foi aprovado, assemelha-se a censura e um sistema para intimidar jornalistas, editores e proprietários de jornais, revistas, sites, portais e emissoras de rádio e televisão.

Peemedebistas querem Eduardo Cunha fora do congresso do partido para evitar "desgaste"


Para evitar desgaste ao partido, lideranças do PMDB defendem que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não compareça na próxima terça-feira (17) ao congresso da Fundação Ulysses Guimarães. Alvo da Operação Lava Jato por suspeita de participação no esquema de desvio de recursos da Petrobras e acusado de ter mentido à CPI da estatal ao afirmar que não tem contas bancárias no Exterior, Eduardo Cunha responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal e a um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara. No encontro de terça-feira os peemedebistas discutirão alterações no estatuto do partido e propostas para que o Brasil se recupere da crise política e econômica – inicialmente a previsão de pauta era a discussão da eventual saída do partido do governo Dilma Rousseff. A avaliação de senadores e deputados da legenda é que a presença de Eduardo Cunha poderá causar desgaste e constrangimentos no momento em que o partido quer usar o encontro para se apresentar como “protagonista” na retomada do crescimento econômico do País. Acusado de manter contas secretas na Suíça, o presidente da Câmara admitiu ser “usufrutuário” de ativos no Exterior, mas afirmou que não é o “titular” dessas contas, porque elas são administradas por trustes (entidades legais existentes em vários países e que administram bens de um ou mais beneficiários). “As vezes em que ele se expôs não foram produtivas. Todas as iniciativas, embora seja um homem muito inteligente, as alternativas que ele propôs até agora não foram boas para ele. Vai ter obviamente imprensa porque esse encontro vai gerar muita expectativa", disse um importante senador do PMDB. Esse senador também apontou contradições na versão dada por Eduardo Cunha para as denúncias sobre as contas na Suíça. "Não é o lugar bom para que ele se exponha, mas cabe a ele fazer a avaliação”, complementou esse peemedebista.

Apenas 15% das barragens que podem ter risco fizeram plano de emergência


A catástrofe causada pelo rompimento das barragens de rejeito de minério em Mariana, em Minas Gerais, expôs a precariedade na fiscalização e nos programas de riscos e danos relacionados a essas estruturas instaladas no Brasil. A falta de monitoramento e de recursos humanos e financeiros para as vistorias tem, há cinco anos, levado ao descumprimento da lei que trata especificamente desse tema, uma situação que já era de conhecimento do governo. Neste ano, a Agência Nacional de Águas (ANA) traçou um panorama dessas estruturas no País em seu "Relatório de Segurança de Barragens", documento que reúne dados coletados entre outubro de 2013 e setembro de 2014. Os números mostram que o Brasil tem 14.966 barragens, entre reservatórios usados para abastecimento humano, geração de energia e armazenamento de rejeitos industriais e minerais. De todas elas, apenas 432 passaram por alguma vistoria no ano passado. O cenário é ainda mais crítico quando se constata que somente 165 barragens de todo o País têm um Plano de Ação de Emergência (15%) - pela lei, no entanto, pelo menos 1.129 são obrigadas a apresentar esse instrumento de prevenção. As limitações do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), responsável por executar o monitoramento de barragens de rejeitos de mineração, ajudam a compor esse quadro de despreparo. A autarquia tem hoje 12 técnicos treinados para fiscalizar 663 barragens desse tipo em todo o País. Em 2011, o DNPM realizou apenas 52 vistorias nessas estruturas. Nos três anos seguintes, passou para 85, 133 e 151 operações, respectivamente. Entre janeiro e outubro deste ano, os cortes no orçamento do DNPM reduziram as vistorias para apenas 61. O levantamento aponta ainda que há dificuldades de se conhecer com exatidão a situação das barragens, por causa da falta de informações prestadas por empresas estaduais e empreendedores responsáveis pelas estruturas. Faltam informações básicas no cadastro de segurança das barragens: não há dados sobre a altura nem o tipo de material usado em 80,4% dos casos. O volume armazenado também é desconhecido em 55,4 % dos empreendimentos. As duas barragens administradas em Mariana pela Samarco, controlada por Vale e BHP, se somam a outras 315 estruturas desse tipo instaladas em Minas Gerais - o equivalente a 48% do total nacional. O levantamento da ANA aponta que todas as barragens de rejeitos foram alvo de classificação de risco e dano potencial. O problema, no entanto, é saber se essas classificações estão tecnicamente corretas. Em todo o País, apenas 32 delas são enquadradas como de alto risco, ante outras 96 de médio risco e 535 de risco baixo. As duas barragens da Samarco, segundo o diretor de fiscalização do DNPM, Walter Arcoverde, estavam enquadradas como estruturas de baixo risco. Ele próprio admite falha nos parâmetros: "Não pode ser de baixo risco. Isso acendeu o alerta totalmente. Tem de haver uma estrutura muito mais pesada para enfrentar o problema". A última inspeção feita nas barragens da Samarco ocorreu em 2012. Por serem consideradas de baixo risco, afirmou Arcoverde, seriam alvo de nova auditoria neste ano, mas essa inspeção não chegou a acontecer nem havia uma data definida. "Há uma mudança de paradigma de gestão na segurança da barragem. Vamos mudar esse padrão. Tem de ser criado um escritório de segurança de barragem, em Belo Horizonte, no Quadrilátero Ferrífero", diz. O descaso com a segurança do setor também fica evidente quando se observa a falta de informações técnicas sobre as estruturas em atividade. O levantamento da ANA aponta que 86% das 14.966 barragens do País ainda não foram classificadas quanto ao grau de risco e o dano potencial que podem causar. “Somente 11% das barragens cadastradas têm classificação quanto ao dano potencial associado, mostrando que muito ainda deve ser feito”, informa o relatório da ANA.

Revista Época diz que Luis Claudio, filho de Lula, não soube explicar contrato com "valores absurdos" na Polícia Federal


Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e o lobista Mauro Marcondes, da consultoria Marcondes & Mautoni, não conseguiram esclarecer os contratos entre a empresa do filho do ex-presidente e a consultoria, de acordo com reportagem da revista Época. Segundo a revista, "é como se um não soubesse por que pagou e outro não soubesse por que recebeu". Marcondes optou por ficar em silêncio em boa parte de seu depoimento e não soube explicar como escolheu a empresa do filho de Lula. Ele, entretanto, admitiu que sabia que o valor pago pelo serviço era "absurdo". Segundo o empresário, um estagiário de sua empresa fez uma pesquisa "superficial" de preços antes de contratar Luís Claudio. "Ele constatou que eram (valores) absurdos", disse Marcondes no depoimento, de acordo com a revista. Apesar da constatação de valores "absurdos", a empresa de Marcondes fez repasses à LFT Marketing Esportivo, aberta em março de 2011 por Luís Cláudio, que recebeu R$ 2,4 milhões. O filho do ex-presidente é alvo da Operação Zelotes, que apura esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. Luís Cláudio declarou à Polícia Federal que prestou serviços à Marcondes & Mautoni nos anos de 2014 e 2015 e, por isso, recebeu "os valores que foram contratados". Marcondes & Mautoni está sob suspeita de compra de Medidas Provisórias para favorecer o setor automotivo. Em seu depoimento, de acordo com a revista, Luís Cláudio não apresentou relatórios que comprovassem os serviços prestados. À Polícia Federal, ele disse que produziu relatórios e que ficou com cópias, mas que havia entregue a seus advogados depois da reportagem de O Estado de S. Paulo revelar a ligação de Luis Claudio e Marcondes, suspeito de "comprar" medidas provisórias editadas entre 2009 e 2013 para favorecer montadoras, por meio de incentivos fiscais. Em 26 de outubro Marcondes foi preso. O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal faça a apuração do suposto vazamento do depoimento de Luis Cláudio nas investigações da Operação Zelotes. O ministro decidiu pedir a investigação depois que a defesa de Luis Cláudio protocolou uma representação na última sexta-feira. Os advogados podem que seja analisado se houve vazamento das informações dadas pelo empresário aos policiais federais. O advogado de Luís Cláudio, Cristiano Zanin Martins, publicou uma nota na qual reafirma a experiência de seu cliente na área esportiva, critica o vazamento de documentos, diz que a revista "manipula as informações contidas no depoimento". Segundo ele, "não é verdade" que Luís Cláudio tenha dito à Polícia Federal que "nunca havia feito um projeto parecido ao que entregou à Marcondes & Mautoni". "A afirmação que consta no depoimento vazado à revista é que o trabalho entregue ao contratante foi original, pois não havia sido feito anteriormente para outro cliente, considerando que o objeto do estudo se dá em situação nova para o próprio País, caso da preparação do Brasil para os megaeventos, como a Olimpíada de 2016, onde conta a experiência dos demais países na execução desse tipo de evento", explica Martins. Segundo o advogado, o filho do ex-presidente esclareceu em seu depoimento que todos os serviços prestados à Marcondes & Mautoni e, no dia seguinte, entregou à Polícia Federal, por intermédio de seus advogados, todos os contratos firmados com tal empresa e, ainda, todos os materiais relativos aos trabalhos realizados. "A própria revista confirma que também no caso dos contratos estes foram vazados", diz.

Estados Unidos e Rússia alcançam acordo sobre transição política na Síria


Liderados por Estados Unidos e Rússia, diplomatas representando cerca de 20 países reunidos neste sábado (14) em Viena, na Áustria, estabeleceram cronograma para a transição política na Síria com o objetivo de acabar com a guerra civil no país. O secretário de Estado norte-americano John Kerry anunciou o dia 1º de janeiro como a data para começarem as conversas entre o governo de Bashar al-Assad e a oposição. O enviado especial da ONU à Síria, Staffan de Mistura, deve começar imediatamente o trabalho para decidir quem estará na mesa de negociação. Kerry disse que, segundo intermediários, o presidente sírio estaria disposto a participar das negociações como parte de uma solução política para a paz. "Fomos informados por nossos parceiros neste esforço – os que estão à mesa conosco – de que Assad está preparado para agir seriamente, para mandar uma delegação, para participar de uma negociação real", declarou Kerry. O chanceler russo Sergei Lavrov disse que havia consenso crescente entre as potências mundiais de que precisam atuar juntos para enfrentar o Estado Islâmico. "Sinto que há um reconhecimento crescente da necessidade de criar uma coalizão internacional para enfrentar o Estado Islâmico", disse Lavrov. Já a Arábia Saudita mantém a posição de apoiar um processo político para a retirada de Assad do poder e declara que, do contrário, continuará a defender sua retirada à força.

Procurador diz que ataques em Paris foram feitos por três equipes coordenadas de terroristas islãmicos


O procurador de Paris, François Molins, afirmou neste sábado (14) que a série de atentados em Paris nesta sexta-feira (13) "muito provavelmente" foi feita por três equipes de terroristas coordenadas entre si. Os ataques, que atingiram seis locais durante a noite, deixaram até o momento 129 mortos e 352 feridos, dos quais 99 estão em estado grave. Sete dos responsáveis pelos ataques foram mortos. Segundo Molins, o uso de fuzis AK-47 e de explosivos de TATP (peróxido de acetona), composto de alto poder de destruição, é um indício de que eles tinham a intenção de fazer o maior número de vítimas possíveis. O procurador identificou também um dos terroristas responsáveis pelo ataque. Um dos sete homens era um francês de 29 anos condenado oito vezes pela Justiça entre 2004 e 2010 por crimes de menor potencial ofensivo. Este homem estava desde 2010 na lista do governo francês de suspeitos de radicalização islâmica. Molins não deu detalhes dos delitos pelos quais o terrorista teria sido condenado. Na noite deste sábado, a polícia prendeu o pai e um irmão deste homem de 29 anos na casa da família em Romilly-sur-Seine (a 130 km de Paris), informaram membros da investigação à imprensa francesa. Moradores do bairro afirmam que a família era respeitada na região. Mais cedo, uma outra pessoa foi interrogada em Courcouronnes, cidade onde nasceu o terrorista francês. Pouco antes, a região da torre Eiffel foi cercada pela polícia e por bombeiros devido a um alarme falso de uma explosão. Houve revista em um hotel próximo ao monumento, mas nada foi encontrado. Na entrevista coletiva, o procurador detalhou a sequência dos ataques, que ocorreram entre 21h20 e 21h53 de Paris (18h20 e 18h53 em Brasília) em seis pontos da capital francesa. A tomada de reféns na casa de shows Bataclan só teve fim com a intervenção da polícia, por volta da 0h20 (21h20 em Brasília). Este foi o local onde houve o maior número de mortos pelos terroristas — 89 pessoas, segundo o promotor. Além do francês de 29 anos, as autoridades identificaram como um dos atacantes um homem com passaporte sírio. As autoridades da Grécia afirmam que ele chegou como refugiado ao país em 3 de outubro. Também foram presas diversas pessoas na Bélgica suspeitas de relação com os atentados. A investigação começou no país vizinho à França depois que um carro belga foi encontrado ao lado do Bataclan. Mais cedo, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que o país continuará a intervenção militar no Iraque e na Síria com o objetivo de atingir de forma mais dura o Estado Islâmico, que reivindicou a autoria do ataque. "Nós atacaremos este inimigo para destruí-lo, na França mas também na Síria e no Iraque. Vamos responder no mesmo nível desse ataque, com grande determinação, com a vontade de destruir. E vamos ganhar essa guerra", disse. Ele disse ainda que o presidente François Hollande vai discutir os meios que serão empregados nessa resposta no Congresso francês na segunda (16). Também confirmou a realização da COP21 em Paris e que as eleições regionais, marcadas para 6 e 13 de dezembro, não serão adiadas.

Ex-chefe de polícia francês diz que a França terá de mudar a forma de combate ao terrorismo

A França terá que mudar de estratégia no combate ao terrorismo. Essa é a avaliação de Fréderic Gallois, ex-chefe do GIGN (grupo de operações especiais da policia francesa). A avaliação é compartilhada por políticos da oposição ao governo francês, como o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a líder da Frente Nacional, da  direita, Marine Le Pen. "O modo de operação dos terroristas já era conhecido. Sabíamos como eles iriam agir, mas o que era o fator surpresa era a data exata e o local desses ataques. Por isso, daqui para a frente, devemos adotar uma estratégia abrangente que inclua não apenas as forças do governo, mas também as empresas privadas de segurança e a sociedade civil", afirma Gallois.


O especialista diz que, se agentes de segurança pudessem portar armas, poderiam arcar com a vigilância de prédios e deixar polícia e Exército livres para ações antiterror. Quanto à sociedade civil, o analista disse que é preciso agir "com tato", mas sem "fechar os olhos para o fato de que a ameaça terrorista está ligada a movimentos extremistas islâmicos", enfatizou. "Claro que sabemos que 99% da comunidade muçulmana não tem nada a ver com o terrorismo. No entanto, é notório que esses terroristas são oriundos da comunidade muçulmana. É preciso que a população como um todo fique vigilante", disse. Em discurso na TV, o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, falou em "guerra total" contra o terrorismo. "Nossa política externa tem que considerar que estamos em guerra. Nossa política de segurança interna também necessita de mudanças importantes para que a segurança dos franceses seja garantida", avaliou Sarkozy. Já Le Pen disse ser "indispensável que a França retome o controle das suas fronteiras definitivamente". O estado de emergência decretado no país na sexta-feira pelo presidente François Hollande inclui poderes especiais para que a policia faça ações de busca e apreensão e detenha suspeitos. "Isso vai facilitar as investigações dos ataques e a prevenção de novos atentados. Mas, como o estado de urgência não pode ser mantido indefinidamente, é preciso pensar em de assegurar juridicamente a manutenção desse dispositivo", diz Gallois. Outro ponto de fragilidade da política francesa antiterror é a questão das fronteiras. Na sexta (13), antes dos atentados, o governo estabelecera um controle nas fronteiras do país, com o objetivo de reforçar a segurança antes do início da COP 21, cúpula mundial sobre o clima que começa no dia 30 de novembro. Após os atentados, Hollande chegou a falar em "fechamento das fronteiras", mas comunicado do Eliseu retificou as palavras do presidente e falou em "controle das fronteiras". "Essa talvez tenha sido a principal falha. Esse reforço já deveria ter sido adotado desde os atentados de janeiro", pondera Gallois.

Seis acusados por atentados em Beirute são presos

Autoridades libanesas prenderam cinco sírios e um palestino acusados de ligação com atentados suicidas que mataram pelo menos 43 pessoas no centro de Beirute na última quinta-feira (12), disse um funcionário do governo. Os ataques, ocorridos numa área residencial e comercial que é um bastião do Hizbollah – milícia terrorista xiita libanesa que luta ao lado do Exército do ditador sírio, Bashar al-Assad, na guerra civil no país vizinho – foram reivindicados pelo Estado Islâmico. O Estados Islâmico e o Hizbullah, que tem apoio e financiamento do Irã, estão em lados opostos no conflito na Síria. As forças de Assad, aliadas a soldados iranianos e membros da milícia libanesa, intensificaram os ataques a alvos sunitas, incluindo o Estado Islâmico, na sequência do início dos bombardeios da Rússia – principal potência aliada do ditador sírio – a posições do Estado Islâmico, no final de setembro. As explosões em Beirute ocorreram quase simultaneamente na quinta à noite e atingiram um centro comunitário xiita e uma padaria no distrito de Borj Al-Barajneh. Um hospital gerido pelo Hizbollah também fica próximo do local dos ataques. O líder da milícia xiita, Hassan Nasrallah, atribuiu diretamente ao Estado Islâmico a responsabilidade pelos ataques e advertiu seus seguidores do risco de atentados contra cidadãos sírios e palestinos. Para Nasrallah, o objetivo dos radicais sunitas do Estado Islâmico, que consideram os xiitas "hereges", é semear a discórdia dentro do islã.

Estado Islâmico reivindica ataques em Paris e diz que França continua "no topo da lista"


A facção extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou neste sábado (14) os ataques coordenados de sexta, que deixaram ao menos 129 mortos em Paris, e afirmou que a França e seus partidários continuariam "no topo da lista" de seus alvos. Em um comunicado online, a milícia disse que oito militantes armados com cinturões de explosivos e armas automáticas atacaram alvos cuidadosamente escolhidos na "capital do adultério e do vício", incluindo um estádio de futebol onde a França disputava um amistoso com a Alemanha. Outro alvo atacado foi a casa de show Bataclan, onde uma banda de rock americana se apresentava e "centenas de apóstatas participavam de uma festa adúltera". "O cheiro fétido da morte não abandonará seus narizes enquanto continuarem na linha de frente da campanha dos Cruzados, ousarem blasfemar nosso profeta, estimularem uma guerra contra o islã na França e atingirem muçulmanos nas terras do califado com aviões que não tinham nenhuma utilidade para vocês nas ruas e vielas podres de Paris", afirmou. A França faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos que tem atacado o Estado Islâmico na Síria e no Iraque desde o ano passado. Extremistas atacaram o país no passado por o considerarem muito tolerante com um discurso que vêem como ofensivo ao islã. A alegação foi feita em declarações em árabe e francês divulgadas na internet. Partidários também circularam um áudio lido por um locutor não identificado cuja voz se parece muito com a de um homem da rádio do EI Al-Bayan. Os comunicados não informaram as nacionalidades ou deram qualquer outra informação sobre os agressores. Previamente, o presidente da França, o esquerdista socialista omisso François Hollande, culpou o Estado Islâmico pelo massacre e prometeu retaliar. A polícia antiterrorismo francesa trabalha para identificar os potenciais cúmplices. As autoridades disseram que oito militantes morreram, sete deles em ações suicidas, uma nova tática na França. A polícia afirmou ter matado com disparos o outro. A França tem estado sob tensão desde os mortíferos ataques de extremistas islâmicos, em janeiro, contra o semanário satírico Charlie Hebdo e um supermercado judaico kosher, que deixaram 17 mortos. Esses ataques foram reivindicados pela Al-Qaeda.

Presos na Operação Zelotes começam a negociar delações premiadas; a casa vai cair


Diante dos sucessivos pedidos de liberdade negados por tribunais de Brasília, alguns dos principais presos da Operação Zelotes começaram a negociar com o Ministério Público linhas gerais para futuros acordos de delação premiada. As tratativas começaram a ser feitas nos últimos dias e podem colocar em linha de tiro o ex-presidente Lula, o filho dele Luís Cláudio Lula da Silva e personagens graúdos do governo petista, como o ex-chefe de gabinete e ex-ministro da Secretaria-geral da Presidência, petista Gilberto Carvalho (famoso desde Santo André), o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ex-ministra da Casa Civil e ex-braço direito de Dilma Rousseff, Erenice Guerra. Segundo o grupo de investigação da Zelotes, além de um esquema de corrupção para se livrar de multas bilionárias impostas pelo Fisco, empresários e lobistas atuaram para influenciar as políticas de desoneração do governo a partir da "compra" de uma medida provisória no Congresso. Conforme documentos da investigação, a MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi no Brasil, e o Grupo Caoa pagaram honorários a um "consórcio" formado pelos escritórios SGR Consultoria Empresarial, do advogado José Ricardo da Silva, e Marcondes & Mautoni Empreendimentos, do empresário Mauro Marcondes Machado, para obter a extensão das benesses fiscais por pelo menos cinco anos. Os incentivos expirariam em 31 de dezembro de 2010 caso não fossem prorrogados. O Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) funciona como uma espécie de tribunal, vinculado ao Ministério da Fazenda, para avaliar débitos de grandes contribuintes junto à Receita Federal. Na Zelotes, os investigadores desbarataram um esquema em que conselheiros e ex-conselheiros atuavam em conluio para anular ou reduzir multas aplicadas a empresas mediante o pagamento de propina. As estimativas são de que o balcão de negócios instalado na entidade possa ter gerado um rombo de até 19 bilhões de reais ao Fisco. Na frente de investigação que apura a possível "venda" de MPs favoráveis ao setor automotivo, os personagens-chave são o lobista Alexandre Paes dos Santos, conhecido como APS, o ex-conselheiro do Carf, José Ricardo da Silva, ligado à ex-ministra Erenice Guerra em um lobby por uma montadora de automóveis, e o empresário Mauro Marcondes Machado, da Marcondes & Mautoni. Eles autorizaram seus advogados a procurar representantes da força-tarefa do Ministério Público e prometeram revelar o que sabem sobre o bilionário esquema de fraudes fiscais e de venda de interesses no Congresso em troca de benefícios. Para os investigadores da Zelotes, as delações premiadas, se consolidadas, poderiam dar detalhes inéditos sobre o esquema de corrupção e esclarecer, por exemplo, contradições entre os depoimentos que Luís Cláudio Lula da Silva, Mauro Marcondes e Gilberto Carvalho prestaram à Polícia Federal. Entre os pontos nebulosos da investigação sobre o propinoduto no Carf está o possível encontro entre Mauro Marcondes, Lula e Gilberto Carvalho para negociar a "venda" da medida provisória sobre incentivos fiscais ao setor de automóveis. Aos policiais, o petista Gilberto Carvalho (famoso desde Santo André) disse que não se encontrou com Marcondes, embora o empresário confirme ter havido uma reunião para discutir o tema. Há indicações de que Marcondes também teria discutido a edição da MP diretamente com Lula, mas o empresário não confirma o encontro. A delação de Marcondes é considerada estratégica porque ele poderia revelar em detalhes a negociação de pagamento de propina para a edição a MP e abrir um novo flanco de investigação sobre a atuação do empresário Luís Cláudio Lula da Silva no mundo político e parlamentar de Brasília. Luís Cláudio recebeu 2,4 milhões de reais da Marcondes & Mautoni Empreendimentos, consultoria suspeita de pagar pela edição da MP que prorrogava benefícios fiscais de montadoras de veículos, mas pediu prazo maior às autoridades para entregar a cópia do contrato que justificaria os repasses da empresa. A situação pode se complicar ainda mais porque, segundo investigadores, o filho de Lula admitiu no depoimento à Polícia Federal que retirou documentos das empresas dele antes da busca e apreensão determinada pela Justiça. Somado a isso, as delações premiadas que começaram a ser negociadas com o Ministério Público também podem implicar o ex-ministro Guido Mantega, já que os investigadores alegam que o ex-chefe da Fazenda no governo Lula teria manobrado para indicar um amigo a uma vaga no Carf e depois atuado para que esta pessoa - Valmar Fonseca de Menezes - e o então conselheiro da entidade José Ricardo da Silva fossem "promovidos" à Câmara Superior do órgão. As suspeitas são de que Mantega poderia ter recebido vantagens indevidas para beneficiar os dois.

Justiça Eleitoral faz perícia na campanha do petista Fernando Pimentel


O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais começará na próxima terça-feira a realizar uma perícia nas contas da campanha do governador Fernando Pimentel (PT). Ele é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pode resultar na cassação de seu diploma por abuso de poder econômico. A prestação de contas do petista foi rejeitada por extrapolar em mais de 10 milhões de reais o limite fixado em 42 milhões de reais no registro de candidatura e por apresentar despesas "dúbias", como repasses ao comitê financeiro do Partido dos Trabalhadores e doações após a campanha ter terminado. A ação contra Fernando Pimentel entra em uma fase crucial para o destino do mandato do petista. Foi a defesa dele quem solicitou uma nova auditoria nas contas, por questionar os métodos do tribunal. O governador queria, porém, uma análise externa, mas a corte designou uma servidora para o trabalho na Seção de Contas Partidárias. O Ministério Público Eleitoral formulou nove questões para a perita técnico-contábil, e os advogados de Fernando Pimentel, quinze.

Polícia belga faz prisões durante buscas ligadas a ataques em Paris


A polícia belga prendeu neste sábado diversas pessoas durante buscas em um distrito de Bruxelas, após os ataques em Paris assumidos pelo Estado Islâmico, disse o ministro da Justiça do país, Koen Geens. Em uma mensagem no Twitter, ele afirma que "diversas buscas e prisões" foram feitas e que elas estavam relacionadas a uma veículo com placa belga. De acordo com testemunhas locais, o veículo foi visto perto da casa de shows Bataclan, em Paris. A mídia estatal RTBF informou que as buscas policiais continuavam no distrito de Molenbeek, em Bruxelas, e citou uma fonte próxima das operações dizendo que houve "entre duas ou três buscas, ligadas aos ataques em Paris", e que cinco pessoas haviam sido presas.

O Ocidente pode derrotar o Estado Islâmico. Basta querer


Paris enfrentou, na noite desta sexta-feira, o seu 11 de setembro. Desde a II Guerra Mundial a França não sofria uma agressão armada de tal magnitude. Neste sábado, o Estado Islâmico, um grupo terrorista que controla vastas áreas da Síria e do Iraque, reivindicou a autoria do atentado, algo que o presidente esquerdista socialista François Hollande já havia revelado horas antes, com base nas informações do serviço de inteligência francês. Não é o primeiro ataque do grupo ou de seus seguidores à França ou a outros países. Se o Ocidente e seus aliados há muito sabem das intenções assassinas do grupo, por que os ataques continuam, cada vez mais letais? É possível derrotar o Estado Islâmico e reduzir sua capacidade de espalhar o terror nas cidades-símbolo da civilização? O quartel-general do Estado Islâmico fica em Raqqa, na Síria. Seu contingente estimado é de algo entre 30.000 e 50.000 jihadistas. Eles têm uma grande quantidade de armas de pequeno porte e também equipamentos mais pesados, como metralhadoras, lançadores de mísseis e baterias antiaéreas, além de veículos blindados e tanques capturados dos exércitos da Síria e do Iraque. Do ponto de vista militar, nada disso deveria amedrontar os exércitos convencionais da maioria dos países ocidentais. Ainda assim, nas grandes porções de território controladas pelo grupo terrorista, seus integrantes circulam praticamente sem inconvenientes. "A força do Estado Islâmico está na fraqueza de seus inimigos. Qualquer exército acabaria com eles. Até os curdos já mostraram superioridade no combate", diz Yoram Schweitzer, ex-oficial de inteligência israelense e diretor do Programa sobre Terrorismo da Universidade de Tel Aviv. Os atuais bombardeios na Síria e no Iraque contra alvos do EI não são suficientes. "Se os Estados Unidos têm 50 especialistas em operações especiais lá, precisa colocar 500", diz Schweitzer. O fato de os americanos ou mesmo os europeus não estarem dispostos a enviar seus soldados para território alheio não quer dizer que não se possa fazer mais para coibir as ações do grupo. "A intervenção militar que existe hoje é tão fraca que o Ocidente comemora a morte de um único militante como o Jihadi John como se fosse uma grande vitória", diz Lorenzo Vidino, especialista em violência política e Islã da Universidade George Washington, nos Estados Unidos. "É possível acabar com o Estado islâmico com uma operação terrestre sólida, com apoio aéreo, em bem pouco tempo. O que impressiona é que, com tantos satélites espiões do Ocidente, eles passeiem em carreatas livremente", completa. A relutância ocidental é de ordem política. Os governos dos Estados Unidos e das potências européias temem o caos e a responsabilidade de estabilizar a Síria e Iraque depois de eliminar as bases do grupo nesse país. Não se quer repetir a experiência do Afeganistão e do Iraque, países invadidos pelos Estados Unidos e seus aliados em 2001 e 2003, respectivamente, e que até hoje não conseguiram se estabilizar. Cada vez mais fica claro, porém, que, se as potências ocidentais não tomarem uma atitude implacável contra o Estado Islâmico como foi feito contra a Al Qaeda no Afeganistão, o grupo não dará trégua. As dificuldades de uma ação militar que extirpasse o Estado Islâmico existem, mas não são intransponíveis. Bem organizado, com alta capacidade de recrutamento e sem um território definido, o Estado Islâmico provou suas habilidades. "O grau de coordenação dos ataques em Paris mostra que eles formam um proto-Estado", diz o cientista político francês Stephane Monclaire, da Universidade Sorbonne, em Paris. Enquanto o grupo tiver seu santuário, continuará atraindo recrutas e se multiplicando. Uma operação militar mais contundente poderia conter os sucessos do Estados Islâmico e prejudicar seu esforço de propaganda, destinado a atrair novos recrutas. O envio de tropas aos territórios sírios e iraquianos é delicado: uma entrada americana poderia ajudar a campanha do Estado Islâmico, demonizados como conquistadores, e possivelmente outro grupo semelhante ressurgiria das cinzas do Estado Islâmico, assim como o Estado Islâmico surgiu das cinzas da Al Qaeda. Para não alimentar a rivalidade entre xiitas e sunitas, seria mais prudente deixar os xiitas de fora do esforço de guerra. O presidente francês disse hoje que será implacável contra os culpados pelo atentado. Se isso significar mais empenho militar contra o Estado Islâmico, pode ser o ponto de virada na guerra civil da Síria, que serviu de caldo de cultura para a proliferação dessa cepa de bárbaros que não suporta os valores de igualdade, fraternidade e liberdade.

Seria dentro do estádio

Ao menos um dos homens-bomba que explodiram nas proximidades do Stade de France tinha um ingresso para assistir ao jogo entre Alemanha e França. Um segurança de nome Zouheir, de acordo com The Wall Street Journal, disse que o terrorista foi descoberto com a roupa explosiva durante a revista para entrar no estádio já com 15 minutos de jogo. Enquanto o segurança se afastava, a bomba foi detonada.

Atualização dos números dos atentados dos esquerdistas terroristas islâmicos em Paris

François Molins, o promotor de Paris, atualizou os números conhecidos até aqui: 129 mortes, 352 feridos, sendo 99 deles em estado grave. François Molins disse, ainda, acreditar que havia três grupos de terroristas em ação coordenada. Os investigadores acham que eles se dividiram entre os que atacaram o Stade de France, os que fizeram vários ataques usando um Seat preto e um terceiro que utilizou um Polo também preto para atacar o Bataclan. Um dos carros estava alugado em nome de um cidadão francês que foi parado na fronteira com a Bélgica acompanhado de outras duas pessoas. Os três vivem no país vizinho e motivaram as prisões em Bruxelas.

Conhecido há onze anos

O terrorista francês envolvido nos ataques era de Courcouronnes, a 32km de Paris, tinha 30 anos de idade, mas desde os 19 chamava a atenção das autoridades. Em 2010, foi finalmente marcado como extremista. O terrorista com o passaporte sírio, no entanto, era desconhecido da polícia francesa.

"Mãe de Satã"

Ainda de acordo com François Molins, o material explosivo utilizado pelos terroristas dificilmente seria detectado pelos cães da polícia ou qualquer outro meio convencional. Apelidado de "Mãe de Satã", ele é fabricado utilizando produtos químicos baratos e de fácil acesso. Sua origem remete aos homens-bomba palestinos, mas já há um tempo é o método mais utilizado por terroristas de todo o mundo.

Expulsar os radicais

O primeiro-ministro francês Manuel Valls disse: "Temos de expulsar do país todos os imãs radicais".
Só agora que o esquerdopata socialista vem admitir isso?

"O Estado detém a violência legítima e deve usá-la"

O sociólogo Jacques Le Goff, no Le Figaro, sobre os atentados em Paris: "O Estado detém a violência legítima e deve usá-la." O monopólio da força (ou da violência legítima, como diz Le Goff), pelo Estado democrático, é um atributo da civilização. Que a França a use contra a canalha islâmica.

Dois passaportes egípcios

Novas informações: de acordo com a polícia, eram sete terroristas, dos quais seis se explodiram. Foram encontrados dois passaportes egípcios e um sírio. Pertenciam aos homens-bomba do Stade de France.

A caça continua

A agência Reuters afirma haver uma grande ação policial próxima à Torre Eiffel, no hotel Pullman. Steve Harrigan, correspondente da Fox News, confirma que os policiais estão revistando cada um dos quartos, mas ainda sem detalhes sobre a motivação da busca.

Bummm

O ISIS publicou a fotografia de um dos terroristas de Paris. Não se sabe quem ele é, nem seu papel nos atentados, mas os jihadistas usam a internet para espalhar suas mensagens e torturar suas vítimas.


O terrorista não tem nome, mas é do ISIS

"Reforço drástico das medidas de segurança"

Nicolas Sarkozy disse a coisa certa: “Temos de entender como tais ataques são possíveis e compreender suas conseqüências. Nossa política externa deve refletir o fato de que estamos em guerra. Nossa política de segurança interna também”. Ele defendeu um "reforço drástico das medidas de segurança para proteger as vidas de nossos compatriotas".

Bem-vindos, terroristas

Sob o socialista François Mitterrand, terroristas do mundo inteiro encontraram abrigo na França, desde que "renunciassem ao terror". Um deles foi Cesare Battisti, o amigo do PT. A "doutrina Mitterrand" está também na origem dos atentados de ontem em Paris.

Alvo judaico

A revista francesa Le Point lembra que, por causa dos donos judeus e de eventos pró-Israel, o Bataclan vinha sendo alvo de grupos anti-sionistas. A banda Eagles of Death Metal, que se apresentava durante o ataque de ontem, havia se apresentado em Tel Aviv em julho passado, alimentando ainda mais a desconfiança de que o Bataclan não fora escolhido simplesmente por ocorrer lá "uma festa pervertida".

Um quilo de TNT e um endereço em Paris

Horst Seehofer, governador da Baviera, acredita que uma prisão ocorrida há uma semana na fronteira da Alemanha com a Áustria pode ter ligação com os ataques de ontem na França. De acordo com o Boston Globe, um homem de 51 anos que aparentava viajar para Paris foi detido com armas de fogo, um quilo de TNT e granadas de mão. Thomas de Maizière, o ministro da Defesa alemão, é mais cauteloso ao especular, mas disse ter alertado as autoridades francesas até mesmo sobre o endereço em Paris para aonde se dirigia o suspeito. Caso se confirme a ligação, a situação de Hollande ficará insustentável.

Processos ocultos no STF remontam a tempos medievais, diz defesa


O Supremo Tribunal Federal recebeu nesta sexta-feira (13) uma reclamação de um dos advogados que atuam na Operação Lava Jato sustentando que a adoção de processos ocultos pela corte, ações que não aparecem no andamento processual, "remonta a tempos medievais". A queixa foi apresentada pelo advogado Carlos Fuaze, que defende Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia. A ação foi motivada pela quebra de sigilos bancários e fiscal de Negromonte, políticos e advogados que foi determinada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, que atendeu a pedido do Ministério Público Federal. Fuaze questiona que, sem a devida publicidade, não pode nem mesmo formalizar pedidos sobre as decisões envolvendo seus clientes, sendo que a imprensa já teria divulgado trechos da decisão do ministro. "Acredita-se que o processo, aqui tomado em sentido amplo, é, por excelência, um instrumento público. Claro que as peculiaridades do caso podem determinar que seja restringido o acesso às informações contidas nos autos, mas a ocultação da própria existência do processo é algo que remonta a tempos medievais. Mas, dado que a Suprema Corte adotou tal prática, não é o caso de, neste momento, encetar um enfrentamento nesse sentido". O defensor alega que teve problemas até mesmo no gabinete de Teori Zavascki para ter informações sobre o caso. "É inaceitável que, no âmbito da Operação Lava Jato, os investigados e seus advogados sejam informados dos fatos pela imprensa", completou. O STF investiga mais de 59 políticos – sendo 12 senadores, 23 deputados e um ministro – por suposta ligação com os desvios da Petrobras. O número de alvos do STF pode ser ainda maior porque alguns casos estão ocultos. Interlocutores de Teori Zavascki alegam que esse procedimento é adotado porque há delações premiadas em sigilo.

Gol vai cortar vôos regulares para Miami e Orlando a partir de 2016



A Gol deixará de operar vôos regulares para Miami e Orlando, ambos nos Estados Unidos, a partir de fevereiro do ano que vem. Prejudicada pela desaceleração da economia brasileira e a alta do dólar acumulada em 2015, a companhia aérea registrou prejuízo de R$ 2,13 bilhões no terceiro trimestre, um salto ante o saldo negativo de R$ 245,1 milhões no mesmo período do ano passado. Hoje, a Gol realiza 14 vôos semanais para as duas cidades norte-americanas. Após o dia 19 de fevereiro, essas rotas passarão as ser operadas de forma sazonal. Isso significa que só será possível viajar para estes destinos durante a alta temporada brasileira — de dezembro a fevereiro e de junho a agosto. As operações da aérea em Caracas, na Venezuela, também estão sendo reavaliadas. Os vôos para a capital venezuelana terão a frequência reduzida para uma vez por semana. A rota ainda pode ser extinta. A operação regular da companhia para Punta Cana, na República Dominicana, será mantida, e a Gol estuda ainda novos vôos para a Argentina e a operação de vôos para Cuba. "Estes ajustes visam ainda aperfeiçoar a utilização dos recursos da companhia em rotas mais procuradas", afirma a companhia, em comunicado. A Gol prevê reduzir a oferta no mercado doméstico entre 5% e 7% no quarto trimestre e, no mercado internacional, entre 7% e 8%. De acordo com o comunicado, os passageiros com bilhetes já emitidos nas rotas que sofrerão alterações serão procurados e reacomodados em outros vôos da companhia. Também será possível pedir o reembolso integral da passagem. Em teleconferência com jornalistas na quinta-feira (12), o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, disse acreditar que o pior cenário para a companhia ficou para trás após a empresa aérea ter anunciado ajustes na oferta, na malha e prever redução no tamanho da frota, buscando se adaptar ao cenário ruim da economia brasileira. Kakinoff disse ser impossível prever o cenário macroeconômico para os próximos períodos, mas disse esperar que a volatilidade de 2015 não se repita em 2016, apesar de uma recuperação mais forte da economia não estar no radar. "Do primeiro para o segundo trimestre, a companhia sentiu a velocidade com que o cenário se deteriorou. Evidentemente, (agora) a inércia do setor aéreo para readequar a oferta ocorre em uma velocidade menor do que com as variações abruptas que experimentamos", afirmou. Com os ajustes que já começaram a ser implementados, Kakinoff disse que "o tamanho da frota, oferta, nossa malha e estrutura de custos permitem afirmar que o pior cenário ficou para trás". A Gol revisou para baixo sua projeção de margem operacional em 2015. Além disso, também anunciou que dos quinze Boeing 737-800 NG programados para entre 2016 e 2017, quatro aeronaves serão incorporadas à frota no período. A empresa ainda fará subleasing de 12 aeronaves em 2016 às aéreas estrangeiras durante a baixa temporada no Brasil, ante 7 em 2015. Kakinoff também disse que a companhia implementou redesenho da estrutura de pessoal, com redução de camadas de postos executivos, e não deve realizar nos próximos períodos a reposição da saída natural de funcionários da empresa, assim como congelar contratações.

Filha de Eduardo Cunha pede ao STF para ser excluída de inquérito


A defesa de Danielle da Cunha Doctorovich, filha do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou na noite desta sexta-feira (13) com um pedido para que ela seja excluída do inquérito que investiga se contas na Suíça que têm o presidente da Câmara como beneficiário foram abastecidas com propina da Petrobras. Eduardo Cunha, suaa mulher, a jornalista Claudia Cordeiro Cruz, e Danielle são investigados por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. A suspeita da Procuradoria-Geral da República é que eles fizeram pagamentos de despesas pessoais com dinheiro em contas não declaradas. Parte do dinheiro depositado nestas contas, dizem os investigadores, era fruto de propina paga para viabilizar um negócio com a Petrobras na África em 2011. O inquérito foi solicitado pelo Ministério Público Federal e autorizado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, há quase um mês. A investigação começou depois que o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil um dossiê sobre quatro contas ligadas ao presidente da Câmara. Os advogados alegam que Danielle não era investigada na Suíça e, portanto, ela não poderia ser incluída no rol de investigados com a transferência dos dados. A defesa argumenta ainda que o fato de ser beneficiário de uma das contas não imputa a ela nenhum crime. "Não há a indicação de nenhum ato por ela praticado", dizem os advogados. "A conduta atribuída a Danielle é atípica, não se podendo admitir que ela figure como investigada em inquérito, sem que se lhe atribua a prática de crime. O fato de a agravante figurar como dependente em determinado contrato de cartão de crédito, por força de atos unilaterais praticados por terceiros, obviamente não corresponde a nenhuma das figuras típicas objeto da investigação", completam. A Kopek, uma das contas e que está em nome da mulher de Cunha, foi aberta em 2008 e servia para bancar despesas pessoais e de cartão de crédito da família. Um dos gastos foi com a universidade espanhola Esade, na qual Danielle fez MBA entre agosto de 2011 e março de 2013. Entre agosto de 2011 e 15 de fevereiro de 2012 saíram da conta US$ 119, 795 mil para a universidade. O Ministério Público da Suíça chegou a bloquear 2,5 milhões de francos suíços (R$ 9,6 milhões) de Cunha e da mulher, sendo 2,3 milhões de francos suíços do deputado (R$ 9 milhões), que serão transferidos para o Brasil por decisão do STF. Cunha nega que tenha ligação com o esquema de corrupção da Petrobras e diz que desconhecia a origem de depósitos feitos em uma de suas conta pelo lobista João Augusto Henriques, operador do esquema de corrupção descoberto na Petrobras.

Terror islâmico ataca e produz mar de sangue em Paris, 153 mortos até agora

 


Ataques com tiros e explosões produzidos por terroristas islâmicos deixaram ao menos 153 mortos em Paris, na noite desta sexta-feira, na pior onda de violência a atingir a França desde a Segunda Guerra (1939-1945) e apenas dez meses depois da carnificina no semanário satírico Charlie Hebdo. Mais de 100 pessoas foram executadas a tiros na casa de shows Bataclan, no centro da capital francesa, enquanto ao menos outras 20 morreram em outros cinco locais de Paris, incluindo restaurantes e bares lotados, disse a Promotoria francesa. De acordo com fontes policiais, 11 pessoas foram mortas em um restaurante francês no 10º distrito de Paris, enquanto outras três morreram na explosão de bombas do lado de fora do Stade de France, onde jogavam as seleções da França e da Alemanha pelas eliminatórias da próxima Copa do Mundo, na Rússia. No cabaret Bataclan, que abrigava um show de heavy metal do grupo Eagles of Death Metal, as forças de segurança precisaram promover uma ação urgente de invasão porque sobreviventes, feridos, avisavam por seus celulares que os terroristas estavam promovendo uma chacina. A polícia invadiu o local, matando dois terroristas e encontrando um sangrento cenário de horror. Em reação aos ataques, o presidente francês, o socialista François Hollande, muito incompetente e omisso, declarou estado de emergência em toda a França e fechou as fronteiras do país. "É um horror", disse Hollande, que também posicionou o Exército na capital francesa, onde foi imposto um toque de recolher. De acordo com o policial Gregory Goupil, houve dois ataques suicidas e uma explosão perto do Stade de France, no norte de Paris, durante um amistoso entre França e Alemanha. As explosões, simultâneas, aconteceram perto de duas entradas e de um McDonald's. Hollande acompanhava a partida no estádio, onde as explosões foram tão altas que se sobrepuseram ao grito dos torcedores. Os ataques aconteceram num momento em que a França aumentou as medidas de segurança para a conferência do clima, que começa em duas semanas, pelo temor de protestos violentos e de potenciais ataques terroristas. Emilioi Macchio, de Ravenna (Itália) tomava uma cerveja na esquina do restaurante Carillon, quando o tiroteio começou. Ele contou não ter visto nenhum atirador ou nenhuma vítima, mas que se escondeu em uma esquina e então fugiu. "Pareciam fogos de artifício", disse. A França tem estado sob tensão desde os mortíferos ataques de extremistas islâmicos, em janeiro, contra o semanário satírico Charlie Hebdo e um supermercado de judeus, kosher, que deixaram 17 mortos. Le Carillon, um dos dois restaurantes que foram atacados nesta sexta-feira, está no mesmo bairro dos escritório do "Charlie Hebdo", assim como o cabaret Bataclan. O Exército francês vem bombardeando alvos do Estado Islâmico na Síria e no Iraque e combatendo extremistas na África. Grupos terroristas frequentemente ameaçaram a França no passado. Um jornalista da rádio Europe1 que estava na casa de shows Bataclan, que existe desde o fim do século 19, disse à rádio que o ataque no local foi conduzido por "dois ou três indivíduos sem máscara" que começaram a atirar de forma indiscriminada na multidão por pelo menos dez minutos. "Dois ou três indivíduos não mascarados entraram com armas automáticas do tipo kalachnikov e começaram a atirar cegamente contra a multidão. O ataque durou dez, quinze minutos. Foi extremamente violento e houve uma onda de pânico. Todos começaram a correr para o palco e muitos foram pisoteados.", disse Julien Pierce. O jornalista disse ter visto muitas pessoas feridas a bala.

PT quer se livrar do bandido petista mensaleiro José Dirceu, o quanto mais cedo possível, antes de sua nova condenação no Petrolão


As facções Mensagem ao Partido e Construindo Um Novo Brasil, do PT, mobilizam-se pela "desfiliação", na verdade um eufemismo para expulsão, do ex-ministro José Dirceu, aquele que a direção do partido e seus militantes chamavam de "guerreiro do povo brasileiro". Desta vez, encabeça o movimento o presidente petista Rui Falcão, que nada seria no partido sem José Dirceu. Todos apostam em condenação do ex-ministro por falcatruas com sua empresa JD Consultoria. Mensagens ao ex-ministro, no cárcere, sugerem que ele peça sua desfiliação. Denúncia da Lava Jato dá conta que R$ 11,8 milhões surrupiados de contratos entre Engevix e Petrobras, foram pagos a José Dirceu. O PT quer evitar a expulsão de José Dirceu, como anunciou, em maio, que faria com “qualquer petista que cometer malfeitos e ilegalidades”. O PMDB vive situação semelhante. Não sabe o que fazer, em seu próximo congresso, com o deputado Eduardo Cunha (RJ), enrolado na Lava Jato. A Assembleia Legislativa do Paraná largou na frente. Analisa projeto de lei que pede a revogação do título de cidadão honorário de José Dirceu.

Terror esquerdista islâmico em Paris - 153 mortos até agora (9)


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