terça-feira, 10 de novembro de 2015

Cai jatinho do Bradesco com capacidade para oito pessoas e não há sobreviventes

Explosão do avião abriu uma cratera de cinco metros no chão. Foto: O Antagonista/Reprodução da internet

Um avião do Bradesco caiu em Guarda-Mor, Minas Gerais, na noite desta terça-feira. Não há sobreviventes, mas ainda não há confirmação do número de pessoas que estavam dentro da aeronave, que tinha capacidade para oito passageiros e tripulantes. O avião explodiu ao tocar no solo e abriu uma cratera de cinco metros no chão, segundo informações do Corpo de Bombeiros do local. A aeronave voava com a capacidade máxima de oito pessoas, entre elas o presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lucio Flávio Conduru de Oliveira, e Marco Antonio Rossi, presidente da CNSeg, da Fides e da Bradesco Seguros. A aeronave caiu entre as fazendas de Limoeiro da Samambaia e Oliveiras, na divisa com a cidade de Catalão, em Goiás. Testemunhas, trabalhadores das fazendas da região foram os primeiros a chegar no local da queda e constataram que a aeronave ficou totalmente destruída. Segundo a assessoria de imprensa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o vôo seguia de Brasília para São Paulo e ainda não é possível confirmar o modelo da aeronave. Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Catalão está no local prestando os primeiros atendimentos à ocorrência. De acordo com os militares, com o impacto, o avião abriu uma cratera de cerca de 5 metros no chão. "Estava tudo destruído. O maior pedaço que sobrou deve ter o tamanho de uma geladeira pequena. Quando cheguei havia muito fogo e não dava pra chegar perto", disse o gerente da fazenda Limoeiro da Samambaia, José Camilo Resende, de 55 anos, um dos primeiros a chegar no local. "A aeronave caiu em um pasto de gado da fazenda e abriu uma cratera de cerca de 12 metros de diâmetro", completou. O sobrinho de José Camilo, o engenheiro agrônomo Paulo Henrique Resende, de 26 anos, também esteve no local do acidente para orientar os militares do Corpo de Bombeiros. "Ajudei eles a chegar lá. Tivemos que andar por uns 500 metros no pasto e já deu pra ver pedaços de vítimas espalhados", contou.

Eike Batista não poderá comandar companhias abertas até 2020


O empresário megapeleiro Eike Batista foi condenado nesta terça-feira pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) à inabilitação temporária de cinco anos para o exercício de cargo de administrador ou de conselheiro fiscal de companhias abertas. O julgamento de hoje foi o sétimo de dezessete processos administrativos sancionadores da CVM envolvendo Eike e ex-executivos de diversas empresas do Grupo EBX. A condenação foi por unanimidade com o voto favorável dos três diretores da CVM presentes, incluindo o relator, Pablo Renteria. O advogado do empresário, Darwin Correa, do escritório PCPC, anunciou que recorrerá da decisão da autarquia ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, o chamado Conselhinho. Com isso, a pena de inabilitação fica suspensa até o julgamento do recurso, em Brasília. No processo julgado nesta terça (RJ2014/10060), Eike foi acusado de ter votado irregularmente em uma assembleia de acionistas da OGPar, nome atual da OGX, petroleira do grupo e origem de sua derrocada. Segundo reclamação do acionista minoritário Márcio Lobo, o empresário não poderia ter votado, pois acumulava, na época, o cargo de presidente do conselho de administração com o de sócio-controlador. A assembleia foi em 2 de maio do ano passado e aprovou, entre outros itens da pauta, os resultados da OGPar em 2013, ano em que a companhia entrou em recuperação judicial e registrou prejuízo de 17,5 bilhões de reais. A alegação de Lobo é que Eike não poderia ter votado para aprovar as contas de um exercício durante o qual participava da administração. No processo, a área técnica da CVM concluiu que "não resta dúvida" de que Eike, "por ser ao mesmo tempo acionista e administrador da companhia, estaria impedido de votar na aprovação de suas contas como administrador durante o exercício social de 2013". No entendimento da autarquia, Eike frustrou o direito essencial dos acionistas, que é a fiscalização dos negócios da companhia, e agiu em causa própria. A principal argumentação da defesa do empresário é que a participação de controladores das companhias na administração, sobretudo com cargo no conselho, é comum no mercado. Diversos bancos, segundo Correa, têm sócios seus exercendo cargo nos conselhos de administração de empresas que controlam. Por isso, para a defesa, a interpretação da CVM para o caso seria "inovadora". Os diretores da CVM discordaram. O diretor Gustavo Borba, que acompanhou Renteria no voto, ressalvou que as situações devem ser avaliadas caso a caso.

Delator diz que lobista do petrolão se reunia com Renan


Em novo depoimento à Justiça do Paraná, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, voltou a afirmar que o lobista Fernando 'Baiano' Soares mantinha uma relação estreita com o PMDB e se reunia com frequência com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo o delator, a remessa desviada da Petrobras para os peemedebistas foi acertada em uma reunião entre o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Baiano. Para os investigadores da Lava Jato, Gomes era laranja de Renan Calheiros no petrolão. "A relação do Fernando Soares com o PMDB é muito estreita e ele me disse que ia várias vezes, que tinha muitas reuniões com o senador Renan Calheiros. Então é provável que ele também tenha colocado recursos para o PMDB. Ele comentou também que teve reuniões com o pessoal do PMDB sobre como fazer a alocação de recursos, e nessa reunião foi dito que os projetos existentes seriam valores alocados ao PP porque já eram projetos existentes. Dos projetos novos, seriam alocados valores para o PMDB", relatou o ex-diretor da Petrobras. Segundo ele, Baiano já operava para repassar dinheiro sujo ao PP, mas como tinha uma "relação muito forte" com o PMDB, disse que valores seriam desviados também aos peemedebistas. "O PMDB, a partir de 2007, começou a me dar apoio. Tive conhecimento de que a partir de determinado momento ia-se pagar propina ao PMDB", explicou. Ao juiz Sergio Moro, o delator listou ainda políticos do PP, PT e do PSDB como destinatários de propina. Nominalmente, apontou pagamento de 10 milhões de reais ao ex-senador tucano Sergio Guerra, morto em 2014, e aos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE) e Lindbergh Farias (PT-RJ). Paulo Roberto Costa prestou depoimento nesta terça-feira na ação penal em que executivos do Grupo Andrade Gutierrez são suspeitos de ter desembolsado propina a dirigentes da Petrobras em obras e contratos na Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde (BA), na Refinaria de Paulínia (SP), no Gasoduto Urucu-Manaus, no Centro de Pesquisas (Cenpes) e no Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD), no Rio de Janeiro, no Gasoduto Gasduc III (RJ) e no Terminal de Regaseificação da Bahia. Segundo o delator, o lobista Fernando Baiano operava propinas para a Andrade Gutierrez, já que tinha um "grau de relacionamento e talvez até de amizade" com cúpula da empreiteira. Na companhia, Paulo Roberto Costa disse que discutiu propina com os executivos Rogério Nora, Elton Negrão e Paulo Dalmazzo. Ao longo das investigações, a força-tarefa da Lava Jato conseguiu mapear 243 milhões de reais desviados pela Andrade Gutierrez entre 2007 e 2010 em 106 atos de corrupção ativa, 61 de corrupção passiva, 62 lavagens de dinheiro.

Aliado de Cunha assume cadeira no Conselho de Ética


Mais um movimento para salvar o mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi colocado em prática. Sem esconder a intenção de blindar o peemedebista, o deputado Paulinho Pereira (SD-SP) assumiu nesta terça-feira uma cadeira no Conselho de Ética, que investiga Cunha pelo envolvimento no escândalo de corrupção na Petrobras. Braço-direito do presidente da Câmara, Paulinho sequer era suplente no colegiado, mas chegou ao posto depois que seu correligionário, Wladimir Costa (SD-PA), renunciou alegando problemas de saúde. O afastamento de Wladimir causou surpresa nos membros do colegiado, já que ele havia demonstrado a intenção de voltar aos trabalhos no dia 19, quando expiraria o prazo do seu atestado. Ao confirmar ser um novo membro do Conselho de Ética, Paulinho foi direto sobre a sua futura atuação: "O mal pra nós é a presidente Dilma, por isso ela precisa ser tirada. Quem fez toda a roubalheira foi o PT. Para tirar a Dilma nós precisamos manter o Cunha, é o único jeito de conseguirmos o impeachment", disse o deputado. Apesar da polêmica em torno da chegada do braço-direito de Cunha, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), minimizou a mudança: "Trocou seis por meia dúzia. Você acha que o Wladimir ia votar como? Do mesmo jeito".

Augusto de Campos e Caetano Veloso, os cortesãos do populismo disfarçado de bolchevismo mixuruca

Por: Reinaldo Azevedo 
Ai, ai…

Foi preciso que o próprio Augusto de Campos fizesse justiça a Augusto de Campos e terminasse no Palácio do Planalto seus dias de eterno candidato a intelectual e poeta revolucionários, o que ele, obviamente, nunca foi. O dito “poeta” daquela bobagem chamada “Viva a vaia” — ver abaixo — terminou seus dias batendo palmas para o populismo rasteiro, para o estelionato eleitoral, para a retórica do golpismo de esquerda.


A que me refiro? Nesta segunda, Campos recebeu das mãos da presidente Dilma Rousseff a Ordem do Mérito Cultural. Até aí, tudo bem! Há quem goste das coisas que ele produz. Quem me conhece sabe o que penso do concretismo na poesia: é a síntese perfeita entre a falta de talento e a arrogância sem lastro. Ou por outra: só pode desconstruir o verso quem conhece o verso, o que nunca foi o caso do senhor Augusto de Campos e de seus acólitos. Mário Faustino, que chegou a se interessar por eles na década de 60, logo passou a ignorá-los. Percebeu a fraude. Mas, reitero, há quem goste, e a comenda pertence ao país, não a Dilma. Mas eis que Campos decidiu discursar. Chamou a presidente de “heroína da democracia”, referindo-se ao tempo em que ela pertenceu a movimentos terroristas — tenham paciência ! — e resolveu atacar os que defendem o impeachment. Disse ver a petista, “neste momento, resistir com a mesma firmeza e coragem àqueles que intencionam ingloriamente mal ferir a integridade das nossas instituições democráticas”. Caetano Veloso estava presente, claro!, e também. É aquele rapaz que andou comparando os palestinos ao MST e aos favelados. A Agência Brasil registra seu pensamento: “Pessoas muito interessantes e importantes foram condecoradas hoje à noite, e eu tive a alegria de participar. Isso reafirma o significado do Palácio do Planalto, da Presidência da República, o significado da democracia do Brasil. Isso contou muito. Eu vim por causa dele (Augusto). Esse é um tema dele e meu também”.
Então tá
Há algumas poucas vantagens em ser velho. Aos 54 anos, lembro do tempo em que a trinca do concretismo — Augusto e Haroldo de Campos e Décio Pignatari — se fizeram notáveis por dar algumas porradas na tacanhice cultural das esquerdas. E olhem que estamos falando de bater na esquerda quando o Brasil era uma ditadura militar. Eu fui esquerdista por um bom tempo, detestava aquela bobajada do concretismo, que me parecia, como é, pura mistificação subintelectual, mas apreciava a coragem da turma. Afinal, eu também reconhecia no esquerdismo, mesmo o mais sofisticado à maneira Antônio Cândido, o viés ideológico turvando a inteligência. E, de fato, Caetano sempre foi próximo da turma — “O avesso do avesso do avesso”, de Sampa, é de Pignatari. O cantor baiano, diga-se, era outro dos odiados pela esquerdalha. Eu apreciava o que me parecia a sua independência intelectual — como gostava, na tenra juventude, do não-alinhamento de Sartre com os comunistas mesmo durante a guerra. 
Covardia
Mas noto que Augusto e Caetano ao menos — dos mortos, não falo (Haroldo e Décio) —, pelo visto, batiam mais na esquerda cultural do que na direita por covardia mesmo, não por coragem intelectual. Com os esquerdistas estão no poder; com uma política cultural (para ficar no campo deles) vesga e aparelhista; com o país mergulhado no maior escândalo da sua história; com a revelação de uma esquema cujo objetivo era assaltar não apenas os cofres, mas também o Estado de Direito, a dupla vai lá render as suas homenagens não a Dilma, mas ao petismo e a tudo o que ele representa. Augusto já havia criado caso com a Folha porque usou o seu poema “Viva a vaia” como mera ilustração numa reportagem sobre as vaias dirigidas à presidente Dilma. Agora está claro por quê. Resolveu terminar seus dias como poeta cortesão. E, bem, ninguém é completo nessa área se não defender alguma forma de censura. Que bom! O concretismo também chegou ao fim. Só queria ser palaciano. Já é. Os concretistas se diziam, como blague, o bolchevismo da poesia. Hoje, estão de joelhos para a poetização do bolchevismo falso e mixuruca.

"Castelo de Areia" foi argumento para achaque na Lava Jato

Dalton Avancini, o delator da Camargo Corrêa, disse ao MPF que após a deflagração da Operação Castelo de Areia em 2009, o então diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, dificultou a assinatura de um novo contrato sob a alegação de que a empreiteira estava sendo investigada pela Polícia Federal. O curioso é que Duque liberou a assinatura depois que a Camargo Corrêa acertou pagamento de propina a Duque via Júlio Camargo. "Percebemos o movimento dificultando a assinatura. Foi usado como argumento a Operação Castelo de Areia", disse. Quem tratou da negociação foi Eduardo Leite. "Depois que o Eduardo conseguiu conversar com a Diretoria de Serviços e com o Júlio, isso foi resolvido".

As respostas de Palocci

Dilma Rousseff e Antonio Palocci, duas semanas atrás, reuniram-se na Granja do Torto para tentar combinar uma estratégia contra a Lava Jato. Diz o Estadão: "Dilma questionou Palocci sobre a arrecadação da campanha eleitoral de 2010 e não ficou satisfeita com as respostas. As reações da presidente fizeram o ex-ministro deixar o encontro aborrecido com Dilma, dizem interlocutores dele, que foi se queixar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva". A imprensa continua a vender a versão de que Dilma Rousseff ignorava a origem do dinheiro usado em sua campanha eleitoral. Compreende-se que Antonio Palocci não queira ir para a cadeia sozinho.

O que Palocci tem a ver com a VTPB?

O Globo conta que, em sua delação premiada, Fernando Baiano reproduziu uma conversa entre seus companheiros de cela João Vaccari Neto e André Vargas. Eles discutiam uma reportagem sobre uma gráfica fantasma que recebeu 16 milhões de reais da campanha de Dilma Rousseff, em 2014. 16 milhões de reais foi o valor publicado em O Antagonista quando denunciamos a VTPB, em 27 de abril. Mais precisamente, 16.677.616 reais. Só mais tarde corrigimos a cifra para 22,9 milhões de reais. A parte mais importante do relato de Fernando Baiano, porém, é aquela que se refere aos responsáveis pelo pagamento. Segundo João Vaccari Neto e André Vargas, que também tinham gráficas fantasmas em seus esquemas, a VTPB era um assunto de Edinho Silva e Charles Capella, o braço direito de Antonio Palocci. O TSE tem de mandar a PF conversar outra vez com Fernando Baiano.

Tudo pronto para a saída de Levy

Dilma Rousseff liberou 30,5 bilhões de reais de créditos do BNDES para a indústria automobilística que haviam sido cortados por Joaquim Levy no mês passado. Joaquim Levy reclamou. Um de seus assessores disse ao Estadão: "Não há qualquer indicação de que vai mudar o valor". É um bom pretexto para selar sua saída do Ministério da Fazenda.

Ricardo Pessoa: ele pagou a José Dirceu com propina do Comperj

Na segunda parte do depoimento a Sérgio Moro, o delator Ricardo Pessoa detalha como contratou José Dirceu para prospectar oportunidades de negócio no Peru e revela que pagou o ex-ministro mesmo sem a prestação do serviço. O dinheiro saiu da conta corrente da propina que o empreiteiro mantinha com João Vaccari Neto. Segundo Pessoa, Dirceu chegou a ajudá-lo inicialmente na prospecção no Peru, quando foi apresentado à lobista Zaida Sisson, mulher de um ex-ministro. "Não se vai para outro país sem um parceiro, eu precisava ter legitimidade". Depois, passou a pagar Dirceu por "mera liberalidade", sem qualquer serviço prestado. O contrato de consultoria foi aditivado duas vezes, totalizando pouco mais de R$ 3,1 milhões. Desse montante, Pessoa admite que R$ 1,6 milhão foi pago com dinheiro de propina de obra do Comperj. Zé Dirceu já estava preso pela condenação do mensalão. "O Luiz Eduardo me pediu um aditivo, depois me fez outro pedido. Ele disse que estavam em dificuldade financeira e eu resolvi ajudar", diz. "Pedi para o próprio Vaccari descontar dos compromissos de obras da Petrobras, da conta que eu tinha com Vaccari, que era Petrobras. Ele disse que soube (do pedido) e aceitou descontar". Pessoa também relata seus primeiros contatos com Dirceu ainda em 2009. "Depois que ele saiu do governo, comecei a encontrá-lo no Rio. Encontrei com ele no Sofitel, depois fui ao escritório em São Paulo." Diz que depois foi apresentado ao irmão de Dirceu, Luiz Eduardo, que passou a "operacionalizar a gestão".

"Pedi para o próprio Vaccari descontar da conta Petrobras"

Atenção ao que Ricardo Pessoa disse sobre o pagamento a José Dirceu. "Pedi para o próprio Vaccari descontar dos compromissos de obras da Petrobras, da conta que eu tinha com Vaccari, que era Petrobras. Ele disse que soube (do pedido de Dirceu e do seu irmão Luiz Eduardo) e aceitou descontar." Ricardo Pessoa pagou a Dirceu com dinheiro do petrolão destinado ao PT, pagamento aprovado por Vaccari.

Palocci e a dissolução do Coaf

Os jornais noticiam que o advogado de Antonio Palocci quer anular os acordos de delação premiada de Alberto Youssef e Fernando Baiano, porque eles "mentiram" ao dizer que participaram da doação ilegal de 2 milhões de reias para a campanha do PT de 2010. Qual será o próximo passo da defesa de Antonio Palocci? Tentar dissolver o Coaf, que achou suspeita a movimentação financeira de 216 milhões de reais, entre 2011 e 2015, nas contas do petista?

A oposição vai obstruir a repatriação do dinheiro sujo

"Pode pintar de ouro que vamos votar contra a repatriação de recursos", disse Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara dos Deputados. Ele prometeu usar todos os mecanismos para tentar obstruir a votação do projeto de lei que transforma a Receita Federal na maior lavanderia de dinheiro sujo do mundo. É a primeira iniciativa sensata da oposição em muito tempo. O Antagonista repete: obstrução, obstrução, obstrução.

Tel Aviv agora é 10

Tel Aviv é uma cidade fervilhante, cosmopolita, com praias maravilhosas e limpas, gente bonita, ótimos restaurantes, discotecas fantásticas e muito segura. Desde ontem, ela ganhou um atrativo turístico que a diferencia de todas as outras localidades no seu segmento turístico: você nunca mais correrá o risco de ver ou ouvir Caetano Veloso em Tel Aviv. Tel Aviv era 9,5. Agora é 10.


Vamos dançar, pessoal, Caetano não volta mais!

Odebrecht perde mais uma

A defesa de Márcio Faria, ex-diretor da Odebrecht, colocou em dúvida o método de obtenção pela Força Tarefa das informações sobre contas da empreiteira na Suíça. Os advogados alegaram que não existiria nos autos nenhum pedido de cooperação internacional envolvendo a Odebrecht. Para encerrar a discussão, levianamente alimentada pelos blogs sujos para tentar desqualificar a Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol respondeu que partiu das autoridades suíças a iniciativa de encaminhar as contas secretas da Odebrecht naquele país. A papelada foi enviada por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça, respeitando o rito legal. É por essas e outras que Lula quer a cabeça de José Eduardo Cardozo.


Moro, o assoberbado

Sérgio Moro suspendeu os interrogatórios de amanhã da ação penal que investiga a prática de lavagem de dinheiro com a aquisição de obras de arte. Seriam ouvidos Renato Duque, Julio Camargo e João Bernardi Filho, os dois últimos delatores. O adiamento é por excesso de trabalho. "Este Juízo está assoberbado com outros processos com acusados presos", disse Moro. O Antagonista recomenda que a Lava Jato concentre esforços em Lula, para depois cuidar dos demais.

Melnick é a líder dos novos controladores da paulista Even

A empreiteira gaúcha Melnick assumiu o controle da paulista Even, com quem já havia se associado em Porto Alegre. O novo presidente do Conselho de Administração da Even é Leandro Melnick, um dos herdeiros da família. A Even possui dois CEOs, Dany Muszkat e João Eduardo de Azevedo Silva. Na verdade, o novo controlador é o Fundo Melpar, constituído por capitais das famílias Melnick, Zafari e Grendene.

O texto de Caetano sobre Israel é moralmente doloso

Por Reinaldo Azevedo - Eu juro que tentei não ler o texto que Caetano Veloso escreveu sobre a questão israelo-palestina na Folha de domingo. E tentei não ler por uma razão elementar: Veloso não me surpreenderia. Exceto por uma tolice ou outra, sabia que o texto não era dele. E eu estava certo. Aquilo foi escrito a muitas mãos. O autor é uma legião, como os demônios. Aquela é a ladainha das esquerdas mundo afora. A bobajada, vazada em caetanês castiço, tem copyright ideológico: os múltiplos lobbies palestinos, notórios por abrigar também israelenses e judeus de toda parte. Veloso e Gilberto Gil apresentaram-se em Israel e foram alvos da patrulha do BDS, um movimento internacional de boicote ao país, coalhado de antissemitas que usam o biombo do antissionismo para se justificar. O que eles querem é o fim do Israel. E o fato de haver judeus ligados à rede não quer dizer rigorosamente nada, a não ser deixar claro que judeus, como todo mundo, não são imunes ao equívoco e a idéias e práticas moralmente criminosas. O senhor Veloso, como de hábito, não perde a mania de ser raso para parecer profundo, como a sugerir que uma apreensão superficial do mundo, ditada por associações ligeiras e despropositadas querem dizer alguma coisa. É lá vai ele associando comunidades palestinas às favelas do Rio ou aos acampamentos do MST, o que é de uma tolice inclassificável, só explicada pela disposição de fazer demagogia e baixo proselitismo sobre Israel e sobre o Brasil. Uma frase, que o cantor toma de empréstimo, define a delinquência intelectual de seu texto. Depois de registrar que não percebeu em Tel Aviv um esquema muito severo de segurança, veio à sua mente um verso de Marcelo Yuka: “a paz que eu não quero”. Pois é… Caetano não quer. A esmagadora maioria dos israelenses quer. Aqueles cujos filhos explodiam em ônibus escolares preferem a paz que Veloso, o caridoso!, rejeita. Num momento realmente estupefaciente do seu texto, lê-se: “Era difícil reconhecer que essa paz refletia o maior poder adquirido pelo Estado de Israel, sua certeza de que a cúpula de proteção construída por sua defesa está firme. Será, como diz Marcelo Yuka, a paz que não quero?” Não fosse o que este senhor chama “cúpula de proteção”, Israel já teria desaparecido como a pátria dos judeus. Caetano sabe que o Hamas transformou a Faixa de Gaza numa base de lançamento de mísseis e que essa, por enquanto, é a consequência mais visível da saída das forças de segurança israelenses da área. Num texto tão longo, o autor não toca uma só vez no terrorismo palestino, a não ser para rejeitar como loucura a frase de uma mulher “que dizia que não é razoável trocar paz por terra: troca-se paz por paz, ela repetia, querendo dizer um não às teses de acabar com a ocupação e os assentamentos”. Por quê? Veloso acha que se devem aceitar os termos desta troca: paz por terra? Digamos que assim fosse: Israel deve negociar com quem quer destruí-lo? A minha fórmula, por exemplo, é um pouco diferente da expressa por aquela senhora: troca-se terra por paz. Primeiro os palestinos põem fim ao terrorismo. E, então, se conversa sobre terra… Em outro momento patético do texto, o cantor cita como exemplo de grandeza intelectual uma frase do cineasta palestino Hany Abu-Assad. Em sua passagem por Salvador, Veloso lhe perguntou se era religioso. A resposta foi esta: “Nunca fui, não tenho fé, mas hoje me considero religioso muçulmano por razões políticas”. O que há de belo nisso? Aí está a essência, note-se, do terror islâmico: usa-se a religião como um elemento unificador da “causa”, ignorando as diferenças, que é a essência dos regimes democráticos, abertos, plurais. E se todo israelense não religioso decidir sê-lo também por “razões políticas”. E se, “por razões políticas”, os ocidentais decidissem usar o cristianismo como força de resistência, inclusive militar? Eu poderia me estender neste texto e lembrar a este senhor que o país que mais matou palestinos até hoje foi a Jordânia; que o único lugar do mundo em que árabes conhecem a democracia é Israel — parece haver algo auspicioso na Tunísia, a ver… Que boa parte das agruras por que passam os palestinos na Faixa de Gaza não tem relação nenhuma com os israelenses; eles são tiranizados é pelos trogloditas do Hamas. Mas pra quê? E Veloso decidiu mergulhar na lama, comparando, ora vejam!, o governo israelense aos nazistas. Com um pouco mais de coragem, teria feito isso por sua própria conta. Mas preferiu o refúgio dos covardes e foi buscar a associação na pena de um judeu, citando Yeshayahu Leibowitz. A síntese desse procedimento é a seguinte: quando um judeu defende o Estado de Israel ou o seu governo, a sua opinião é obviamente suspeita. Coisa de judeu… Se, no entanto, até um judeu ousa evocar o nazismo, então isso traduz necessariamente uma sapiência superior. Ora, se até judeus podem se comportar como nazistas, o nazismo perde uma de suas singularidades, que era promover o extermínio de judeus. E, ora veja, justamente os judeus teriam sido responsáveis pela perda de tal singularidade. Veloso iria adiante e ainda diria, cantarolando “Odara”: “E quem me deu essa ideia foi um… judeu!”. Quando José Guilherme Merquior disse que Veloso tinha o miolo mole, o cantor tinha lá a sua graça, envolvido com algumas polêmicas no campo da cultura e do comportamento. Aí o tempo foi passando… Ficou o miolo mole. Foi-se a graça.

Assembléia gaúcha aprova redução das RPVs para tesouro ganhar um grande alívio, Sartori dá uma rasteira de mestre no petismo

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou na tarde desta terça-feira, por 24 votos a 24, com voto de desempate do presidente, deputado estadual Edison Brum, o projeto de lei do Executivo que reduz as RPVs (Requisições de Pequeno Valor) de 40 para 7 salários mínimos. Hoje, um juiz de direito dá uma sentença e emite uma ordem de pagamento ao governo do Estado. Esse sistema drena mais de um bilhão de reais por ano do Tesouro do Estado. As RPVs são precatórios de pequeno valor, que têm preferência para pagamento. A lei aprovada permitirá que o governo do Estado, de José Ivo Sartori (PMDB), pague RPVs de causas decididas a partir de agora apenas até o valor de sete salários mínimos, o que dá menos de 5 mil reais. Houve uma gritaria geral no plenário da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul de parte do sindicato petista Cpers e da OAB, também linha auxiliar do PT. Para que você entenda: ainda durante o governo de Lula foi aprovado, por iniciativa dos petistas, o Piso Salarial Nacional para o magistério, sancionado pelo próprio Lula e pelo então ministro da Justiça, o peremptório petista "grilo falante" e poeta onanista. Quando se elegeu governador do Rio Grande do Sul, demonstrando que não tem palavra e nem crumpre lei, o peremptório petista "grilo falante" e poeta onanista e tenente artilheiro Tarso Genro se negou a pagar o piso salarial nacional para os professores gaúchos, gerando com isso um bolo de precatórios futuros não menor de 9 bilhões de reais, pelos atrasos nos pagamentos, correções e juros. Isso daria uma fortuna fabulosa para os sindicaleiros petistas do Cpers e para advogados que trabalham no ramo. É por isso que se montam alianças político-corporativas, para abocanhar com voracidade o Tesouro do Estado. Sartori cortou a bocada, e agora o mundo petista está berrando pela perda de tão gigantesca bolada.

Produção industrial recua e mostra pior setembro desde 2003

Em setembro, a produção industrial recuou em dez dos quatorze locais pesquisados no país pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os recuos mais intensos foram registrados por Bahia (-7,6%) e Rio de Janeiro (-6,6%), que mostrou a redução mais acentuada desde janeiro de 2012 (-12,7%). Na média, o recuo no país foi de 1,3%. No maior parque industrial nacional, São Paulo, a redução foi de 0,2%. Os demais resultados negativos foram verificados na Região Nordeste (-3,3%), Ceará (-2,7%), Minas Gerais (-2,3%), Rio Grande do Sul (-1,0%), Santa Catarina (-0,7%), Goiás (-0,6%) e Pernambuco (-0,4%). A produção industrial de São Paulo teve seu pior resultado para o mês de setembro desde 2003, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira. Na comparação com todos os meses do ano, setembro de 2015 foi o de pior desempenho para o Estado mais industrializado do país mês desde maio de 2004. Outros Estados industriais importantes tiveram em setembro seu pior resultado em muito tempo. No Rio de Janeiro, o indicador desceu a seu nível mais baixo desde dezembro de 2003. A indústria de Minas Gerais, por sua vez, não tinha um mês tão fraco desde julho de 2009. Mas houve exceções. O Pará, que teve alta de 12,6% em comparação com agosto, a mais alta do País no mês, viu sua produção industrial atingir seu maior nível desde 2002, quando começa a atual série histórica do indicador.