sábado, 31 de outubro de 2015

O venenoso capitalismo de quadrilha

Gustavo Franco presidiu o Banco Central no final do primeiro mandato de FHC. Em entrevista à Época, chamou de "capitalismo de quadrilha" o modelo de política econômica adotado pelo PT após a crise americana em 2008. "É a mãe de todos esses males", disse. E completou: "É como se as autoridades quisessem confrontar cada pressuposto de boa política econômica. Parecem estar tentando nos convencer, o tempo todo, que o capitalismo não funciona. Obviamente, isso fracassou". Sobre a ideia desenvolvimentista que defende novas injeções de crédito fácil na economia, Franco não perdoou: "Há situações na economia em que o aumento de gasto público é um remédio, e outras em que é veneno, como agora. Algumas pessoas repetem esse samba de uma nota só. É uma tolice. O único remédio que eles sabem usar foi utilizado em excesso e agora virou tóxico". O remédio petista é uma tolice tóxica.

Açúcar está custando até 40% mais caro

O Brasil produz mais da metade do açúcar vendido no mundo todo. Mas, nas últimas semanas, o consumidor brasileiro está pagando até 40% a mais pelo produto. Os doces ficaram mais amargos nas últimas semanas. Pelo menos pro bolso. Os doces também subiram bastante. Subiram mesmo. Em um supermercado, os produtos à base de açúcar estão de 15% a 20% mais caros. E o açúcar cristal aumentou ainda mais. O saco de 5kg passou de R$ 6,29, pra R$ 8,90. Aumento de 41%, só em outubro. As coisas vêm subindo numa velocidade maior do que o salário das pessoas. A explicação para o aumento está nas usinas. Este ano, o setor decidiu produzir mais álcool que açúcar. Como houve aumento de 20% no consumo de álcool em todo o País, a produção de açúcar ficou um pouco de lado. Com a oferta menor no Brasil e a desconfiança de que a Índia, segundo maior produtor de açúcar do mundo, não consiga cumprir todos os acordos de exportação, os preços dispararam no mercado internacional. A saca de 50kg do açúcar cristal que era vendida a R$ 55,82 no início de outubro, atingiu R$ 70,84, o valor mais alto dos últimos quatro anos. "Como a gente exporta dois terços da produção, o preço do mercado interno do açúcar é atrelado ao mercado externo e com isso aumentou", afirma o diretor de usina Antônio Eduardo Tonielo Filho. A alta do dólar também influenciou no aumento de preços do açúcar. "No mercado interno, o dólar teve uma valorização. Então, as exportações acabaram beneficiando o setor que até então tinha sido prejudicado nos anos anteriores", explica o professor de economia da USP, José Carlos de Lima Júnior. 

Bill Clinton se junta a multidão em Tel Aviv para homenagear a memória de Yitzhak Rabin


Dezenas de milhares de israelenses se reuniram na noite deste sábado em Tel Aviv na presença do ex-presidente americano Bill Clinton para honrar a memória de Yitzhak Rabin, assassinado há vinte anos por um extremista de direita judeu. Segundo a polícia, entre 50.000 e 60.000 pessoas estiveram presentes na homenagem ao ex-primeiro ministro israelense, morto dois anos após ter assinado os acordos de Oslo. "A próxima etapa dessa viagem maravilhosa por Israel é decidir que Yitzhak Rabin tinha razão, que vocês devem compartilhar seu futuro e que devem defender a paz", disse Clinton, que assistiu na Casa Branca a assinatura dos acordos por Yitzhak Rabin e Yasser Arafat. Recebido como verdadeiro herói, com muitos aplausos ao subir na tribuna, Bill Clinton disse: "Vocês todos devem decidir, quando saírem deste lugar esta noite, como terminar o último capítulo da história de Yitzhak Rabin". A cerimônia aconteceu na mesma praça onde em 4 de novembro de 1995 Yitzhak Rabin pronunciou um emocionado discurso pela paz e contra "a violência" da extrema direita. Ali, Rabin foi assassinado com três tiros nas costas pelo extremista judeu Yigal Amir, que cumpre pena de prisão perpétua. O presidente muçulmano americano Barack Obama pronunciou um discurso transmitido por vídeo durante a manifestação e afirmou que a "paz é necessária, pois é o único meio para garantir uma segurança duradoura para israelenses e palestinos". O presidente israelense Reuven Rivlin, também ameaçado nos últimos dias por extremistas de direita nas redes sociais, também se pronunciou: "Nós não temos medo, Israel não cederá à violência dos extremistas".

COAF estoura contas suspeitas de Lula e dos seus amigos.


Há duas semanas, analistas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, mais conhecido pela sigla Coaf, terminaram o trabalho mais difícil que já fizeram. O Coaf, subordinado oficialmente ao Ministério da Fazenda, é a agência do governo responsável por combater a lavagem de dinheiro no Brasil. Reúne, analisa e compartilha com o Ministério Público e a Polícia Federal informações sobre operações financeiras com suspeita de irregularidades. Naquela sexta-feira, dia 23 de outubro, os analistas do Coaf entregavam à chefia o Relatório de Inteligência Financeira 18.340. Em 32 páginas, eles apresentaram o que lhes foi pedido: todas as transações bancárias, com indícios de irregularidades, envolvendo, entre outros, os quatro principais chefes petistas sob investigação da Polícia Federal, do Ministério Público e do Congresso.


Eis o quarteto que estrela o relatório: Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, líder máximo do PT e hoje lobista; Antonio Palocci, ministro da Casa Civil no primeiro mandato de Dilma Rousseff, operador da campanha presidencial de 2010 e hoje lobista; Erenice Guerra, ministra da Casa Civil no segundo mandato de Lula, amiga de Dilma e hoje lobista; e, por fim, Fernando Pimentel, ministro na primeira gestão Dilma, também operador da campanha presidencial de 2010, hoje governador de Minas Gerais. O Relatório 18.340, ao qual ÉPOCA teve acesso, foi enviado à CPI do BNDES. As informações contidas nele ajudarão, também, investigadores da Receita, da PF e do MP a avançar nas apurações dos esquemas multimilionários descobertos nas três operações que sacodem o Brasil: Lava Jato, Acrônimo e Zelotes. Essas investigações, aparentemente díspares entre si, têm muito em comum. Envolvem políticos da aliança que governa o país e grandes empresários. No caso da CPI do BNDES, os parlamentares investigam as suspeitas de que os líderes petistas tenham se locupletado com as operações de financiamento do banco, sobretudo as que beneficiaram o cartel de empreiteiras do petrolão.




Ao todo, foram examinadas as contas bancárias e as aplicações financeiras de 103 pessoas e 188 empresas ligadas ao quarteto petista. As operações somam – prepare-se – quase meio bilhão de reais. Somente as transações envolvendo os quatro petistas representam cerca de R$ 300 milhões. Palocci, por exemplo, movimentou na conta-corrente de sua empresa de consultoria a quantia de R$ 185 milhões. Trata-se da maior devassa já realizada nas contas de pessoas que passaram pelo governo do PT. Há indícios de diversas irregularidades. Vão de transações financeiras incompatíveis com o patrimônio a saques em espécie, passando pela resistência em informar o motivo de uma grande operação e a incapacidade de comprovar a origem legal dos recursos.


O Coaf não faz juízo sobre as operações. Somente relata movimentações financeiras suspeitas de acordo com a lei e regras do mercado, como saques de dinheiro vivo na boca do caixa ou depósitos de larga monta que não tenham explicação aparente. O Coaf recebe essas informações diretamente dos bancos e corretoras. Eles são obrigados, também nos casos previstos em lei, a alertar o Coaf de operações “atípicas” envolvendo seus clientes. É obrigação do Coaf avisar as autoridades sobre operações suspeitas de crimes. A lavagem de dinheiro existe para esquentar recursos que tenham origem ou finalidade criminosa, como pagamentos de propina. Não cabe ao Coaf estipular se determinada transação é ilegal ou não. Cabe a ele somente informar a existência dessa transação às autoridades competentes, caso essa transação contenha características de uma operação de lavagem de dinheiro. Foi isso que o Coaf fez no caso do quarteto petista. Cabe agora à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Congresso trabalhar detidamente sobre as informações reveladas pelo Coaf.

O cartola José Maria Marin será extraditado para os Estados Unidos até quinta-feira

Rodeado por grifes cobiçadas como Gucci, Prada e Louis Vuitton, vizinhos famosos e a duas esquinas do Central Park. É assim que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin vai cumprir sua prisão domiciliar em Nova York, após ter negociado sua extradição para os Estados Unidos. Sua chegada em Nova York acontece até quinta-feira. Antes, seus advogados desembarcarão na cidade, assim como seus aliados mais próximos. Marin deixará Zurique, onde está preso desde maio, acusado de receber propinas para a Copa do Brasil e para a Copa América. Na ocasião, Marin foi preso com mais seis dirigentes do futebol em um hotel de cinco estrelas, na cidade onde acontecia o encontro anual da Fifa.


A previsão é de que o brasileiro pague o equivalente a R$ 40 milhões como garantia e aguarde por seu julgamento em Nova York, no apartamento de quarto e sala que possui desde 1984. Ali, ele pretende montar sua estratégia de defesa. Seus advogados insistem que ele vai se declarar inocente na primeira audiência numa corte do Brooklyn e insistir que não existem rastros do dinheiro. Ainda na prisão em Zurique, Marin usou um dicionário que estava na biblioteca da cadeia para traduzir as doze páginas do inquérito em que é mencionado. Sua chegada aos EUA se contrasta com a recepção que ele teve em 2013 e 2014, quando era o todo-poderoso presidente da Copa do Mundo. Naquela ocasião, a US Soccer (associação de futebol nos EUA) organizou eventos para homenageá-lo e até a Casa Branca o enviou uma carta. Agora, ele chegará algemado. Com vista para a Quinta Avenida, seu imóvel na Trump Tower é avaliado em US$ 2 milhões. Por fora e por dentro, tudo no endereço remete à sofisticação. O prédio de 68 andares é um dos arranha-céus mais icônicos do skyline nova-iorquino, e tem como vizinhos o ator Bruce Willis e o jogador de futebol Cristiano Ronaldo. Quem também mora no mesmo local é Chuck Blazer, outro ex-dirigente da Fifa e que foi o responsável por delatar todos os demais. A seus advogados na Suíça, Marin apenas insistia que queria voltar a "dormir na minha cama e tomar um banho na minha ducha". Além da parte residencial, a torre espelhada de pisos e paredes de mármore abriga um complexo comercial, com livre acesso ao público e que fica apinhada de turistas mesmo em dias de semana. Do átrio principal é possível avistar de longe uma luxuosa cascata d'água que cai por uma parede de mármore. Lá dentro, turistas e moradores acessam jardins suspensos, além de uma praça arborizada com bambus e uma escultura em forma de maça do artista plástico brasileiro Romero Britto. Também ali, um restaurante e um bar de luxo usam toalhas brancas, mesma cor dos lençóis que protegeram das fotos os presos da Fifa no dia 27 de maio. Do lado de fora do endereço de Marin na ilha de Manhattan, uma fachada de bronze reflete os carros de luxo que param na frente do prédio. Um porteiro vestindo fraque, luvas brancas, gravata borboleta e chapéu de guarda sorri para todos que entram e saem pela porta espelhada que ele abre. Questionados sobre a família Marin, os funcionários do local admitem que há muito que ninguém aparece por ali. “Faz tempo que não os vejo por aqui”, afirmou um concierge sobre a presença do senhor e da senhora Marin no condomínio. 


O lobby do prédio onde Marin vai morar é semelhante ao do hotel de cinco estrelas em que o brasileiro foi preso na Suíça. A negociação dos advogados de Marin garantiu que a ida do brasileiro aos Estados Unidos não lhe tire privilégios. Se condenado, o ex-dirigente pode pegar até 20 anos de prisão. Em caso de bom comportamento, poderá ter sua esfera de circulação gradativamente ampliada. Primeiro, será autorizado a deixar o prédio e andar pelas ruas. Depois, pela cidade. Mas o homem de 83 anos dificilmente voltará um dia ao Brasil se for condenado.

Consumo de energia tem maior queda em 10 anos

Após uma alta de cerca de 50% nas tarifas de energia elétrica neste ano, o consumo médio doméstico registrou, em setembro, a maior queda em dez anos, segundo levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No último mês, a carga média consumida recuou 1,9% na comparação com o mesmo mês de 2014, para um patamar de 163 KW/h por mês. Até setembro, o consumo de energia elétrica geral no País caiu 2% em relação ao mesmo período do ano passado. A redução no consumo doméstico é crescente a partir do segundo trimestre, após o pico de demanda no início do ano por causa do calor. Entre abril e junho, houve queda de 0,7%. Já no trimestre encerrado em setembro, a queda chegou a 2,7% na comparação com o mesmo período de 2014. “O agravamento das condições de emprego e renda, e do crédito mais restrito, conjugados ao reajuste elevado das tarifas de energia elétrica têm contribuído para o recuo do consumo de energia”, informou o boletim da EPE.


Na indústria, a região que registrou a maior queda foi a Nordeste: 11% no trimestre. Símbolo do racionamento de energia em 2001, o freezer voltou a ser alvo de cortes nas residências. “Não lembrava o quanto ele consumia de energia, agora penso em me desfazer dele”, conta Fátima Cerolim, de 56 anos. Desde novembro, quando o eletrodoméstico foi desligado, o consumo em sua casa caiu de uma média de 250 kw/h para cerca de 100 kw/h. “Também evito usar a máquina de lavar roupas e deixar lâmpadas acesas”, comentou Fátima, sobre os novos hábitos de consumo após as altas nas tarifas. Também o ar-condicionado se tornou vilão, segundo Ricardo Savoia, diretor da consultoria Thymos. Para Savoia, a situação deve aliviar o déficit de energia esperado para o período crítico de consumo, entre janeiro e fevereiro, afastando o risco de racionamento. Ainda assim, não há perspectiva para o consumidor residencial de que o governo possa revogar a bandeira vermelha, que encarece as tarifas em função do acionamento das usinas termoelétricas para complementar a demanda de energia. “A bandeira não foi suficiente para pagar o custo das geradoras, pois foi calculada a partir de um mercado consumidor projetado acima do que de fato ocorreu. Não há expectativa de redução até o primeiro trimestre do próximo ano”, calcula Savoia. A EPE também indica que, somente no terceiro trimestre, o recuo do consumo total chegou a 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em queda desde 2013, o consumo da indústria recuou 5,3% no trimestre. No Nordeste, o recuo superou 11% no período. As indústrias automotiva e siderúrgica foram as que mais reduziram o consumo, entre 14,2% e 11,7%. O resultado é reflexo do “fraco desempenho generalizado, sem sinais de melhorias sustentadas no curto prazo” da indústria, segundo a EPE.

Crise joga 3 milhões de famílias da Classe C de volta à base da pirâmide

A recessão derrubou parte da nova classe média, a população da classe C, para a base da pirâmide social. Entre 2006 e 2012, no boom do consumo, 3,3 milhões de famílias subiram um degrau, das classes D/E para a classe C, segundo um estudo da Tendências Consultoria Integrada. Eles começaram a ter acesso a produtos e serviços que antes não cabiam no seu bolso, como plano de saúde, ensino superior e carro zero. Agora, afetadas pelo aumento do desemprego e da inflação, essas famílias começam a fazer o caminho de volta. De 2015 a 2017, 3,1 milhões de famílias da classe C, ou cerca de 10 milhões de pessoas, devem cair e engordar a classe D/E, aponta o estudo. “A mobilidade que houve em sete anos (de 2006 a 2012) deve ser praticamente anulada em três (de 2015 a 2017). Estamos vivendo, infelizmente, o advento da ex-nova classe C”, diz o economista Adriano Pitoli, sócio da consultoria e responsável pelo estudo.


Para projetar esse número, Pitoli considerou que, entre 2015 e 2017, a economia deve recuar 0,7% ao ano; a massa real de rendimentos, que inclui renda do trabalho, Previdência e Bolsa Família, vai cair 1,2% ao ano, e o desemprego deve dar um salto, atingindo 9,3% da população em idade de trabalhar em dezembro de 2017 – o maior nível em 13 anos. Segundo o estudo, a classe C é formada por famílias com renda mensal entre R$ 1.958,00 e R$ 4.720,00 e a classe D/E por aquelas com rendimento mensal de até R$ 1.957,00. “É a primeira queda da classe C em número de famílias desde 2003 e o primeiro ano de crescimento expressivo da classe D/E”, diz Pitoli. Só neste ano, a classe D/E vai ser ampliada em cerca de 1,5 milhão de famílias; em 1,1 milhão em 2016 e em 454 mil em 2017. “Grande parte dessas famílias está fazendo o caminho de volta, vieram da classe C”, diz Pitoli. Mas ele pondera que outra parcela é de novas famílias formadas dentro da própria classe D/E. O economista diz que as pesquisas do IBGE, base da projeção, não permitem saber quanto é cada parcela, uma vez que a instituição não acompanha família a família: “Mas, naturalmente, a mudança de composição tem a ver com as migrações (de uma classe para outra)". Para o economista Mauro Rochlin, professor de MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os fatores que estariam levando parte das famílias de classe C a retornar ao estrato de origem são a alta impressionante no número de desempregados, o fechamento de vagas, o salário médio real que parou de subir e o crédito mais caro e restrito. “Tudo isso conspira a favor da ideia de que estaria havendo essa migração". Maurício de Almeida Prado, sócio-diretor do Plano CDE, consultoria com foco na baixa renda, aponta que a faixa mais vulnerável à recessão é a baixa classe C, uma vez que 50% dela estão na informalidade. “A classe média baixa tem maior risco de voltar atrás. Ela tem pouca escolaridade, sente muito a queda da economia pelo emprego informal, quase nenhuma poupança e uma rede de contatos limitada para obter emprego".  Na prática. Myrian Lund, professora da FGV e planejadora financeira, que orienta por meio de um site famílias que precisam reestruturar as finanças, diz que a perda de poder aquisitivo da classe C afeta tanto empregados como desempregados. No caso dos empregados, ela diz que estão muito endividados, pois pegaram empréstimo com desconto em folha (consignado). Apesar de o juro dessa linha de crédito ser menor, hoje a prestação do financiamento está pesando mais no bolso dessas famílias, já que, em meio à recessão, o salário não terá aumento acima da inflação. Para Prado, da Plano CDE, ainda que essas famílias tenham queda de renda, elas configuram uma classe baixa diferente, pela experiência adquirida com a ascensão: “É um novo tipo de classe baixa: mais conectada, escolarizada e de certa forma até mais preparada".

STJ nega pedido de liberdade de Marcelo Odebrecht e mais três executivos


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ribeiro Dantas, negou, neste sábado, o pedido de habeas corpus a Marcelo Odebrecht e mais três executivos da empreiteira, todos investigados na Operação Lava Jato. Denunciados por lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa no megaesquema de corrupção envolvendo contratos com a Petrobras, Marcelo, Cesar Ramos Rocha, Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo seguem presos no Paraná. Os advogados dos executivos da Odebrecht recorreram de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que já havia negado o habeas corpus aos quatro executivos. No documento, os advogados afirmaram que eles estão sendo submetidos a "flagrante constrangimento ilegal". O juiz federal Sérgio Moro ouviu Marcelo Odebrecht na última sexta-feira. O presidente da empreiteira é alvo central da 14ª fase da investigação, batizada de Operação Erga Omnes (em latim, "vale para todos"). Odebrecht continua a negar qualquer envolvimento em irregularidades. Ele afirmou à Justiça Federal que a Operação Lava Jato "distorceu fatos" com objetivo "ilegal" e "cruel" de impor a ele a prisão preventiva.

Marcelo Odebrecht seguirá preso

A defesa mais uma vez apelou para o "flagrante constrangimento ilegal" ao qual Marcelo Odebrecht estaria sendo submetido, mas mais uma vez deu em nada. O Estadão informa que o STJ negou o pedido de liberdade não só a MO, mas a outros três executivos da empreiteira: Cesar Ramos Rocha, Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo. Os advogados de Marcelo Odebrecht esperavam que Ribeiro Dantas, responsável pela decisão, fosse "mais sensível" aos melodramáticos pedidos da defesa. A exemplo do já ocorrido com João Vaccari Neto, o ministro do STJ foi “mais sensível” aos apelos de 90% dos brasileiros. Melhor assim.

"Dilma estremeceu diante da ameaça"

Na extraordinária edição da Época, há uma informação que pode passar despercebida, na reportagem sobre as relações estremecidas entre Lula e Dilma Rousseff. A revista informa que, três dias antes de a Zelotes cumprir os mandados da semana passada, Dilma Rousseff recebeu secretamente Antonio Palocci na Granja do Torto. A Época relata que "com seu estilo direto, Dilma perguntou a Palocci se os novos desdobramentos das operações Lava Jato e Zelotes poderiam comprometê-lo. Dilma estremeceu diante da ameaça. 'Eu viabilizei recursos para a sua campanha', disse (Palocci)." Paulo Roberto Costa disse que Palocci recebeu 2 milhões de reais do petrolão, para injetar na campanha de Dilma.

Lula, o milionário sonegador

De acordo com o Coaf, Lula tem uma renda mensal de R$ 3.753,36, apesar de ter movimentado 52,3 milhões de reais entre abril de 2011 e maio deste ano. A sobrevivência política de Lula é um acinte à decência e à inteligência.

Levy vende "crédito podre"

A Folha apurou que Joaquim Levy pretende vender "crédito podre" para tentar amenizar o rombo nas contas do governo. Trata-se dos "financiamentos não pagos" aos bancos públicos. Não está claro quanto há de estoque para ser vendido. Sabe-se que, somente da Caixa, foram recebidos cerca de R$ 100 bilhões em dívidas inadimplentes nos últimos 14 anos. A recuperação desses valores deveria ocorrer sob os cuidados da Emgea, estatal fundada no governo FHC justamente com essa função. Mas o Ministério da Fazenda colocou à venda R$ 3,3 bilhões dessa podridão, para tentar levantar para o Tesouro algo em torno de R$ 165 milhões.  A diferença do valor explica-se pela baixa qualidade das dívidas negociadas. É a parte mais podre do crédito pobre. Se o teste der o resultado esperado, cogitam vender papéis menos arriscados, ao custo de até 60% do valor de face.

Lula tira nota para contestar Época, faz retórica barata e não explica como ficou rico

O Instituto Lula tirou nota neste sábado para responder as denúncias feitas pela revista Época. O fato é que Lula fala sobre tudo, mas nao explica como ficou milionário em tão pouco tempo. PF, MPF, Justiça Federal, Receita Federal e Banco Central, investigam tudo.  Leia a nota: "O lado escuro do ”outro lado” no jornalismo sensacionalista de Época. A revista Época especializou-se em distorcer e manipular documentos, muitos deles vazados de forma ilegal, para difamar e caluniar o ex-presidente Lula. Esta semana, a revista, e o autor da matéria, Thiago Bronzatto, fazem isso novamente. A revista não tem interesse em entender ou reportar os fatos de forma fiel, quer apenas construir ilações. Não tem o que se chama de jornalistas investigativos: são apenas redatores sensacionalistas, operando documentos vazados ilegalmente. Não apresenta fatos, quer apenas especular e fazer barulho em cima de tais documentos, tentando criar factóides políticos, vender mais revista e fazer audiência em redes sociais".

Esbirro de Lula diz que tudo não passa de complô para impedir a candidatura do Apedeuta em 2018. Não tendo como se defender, PT ataca

Gilberto Carvalho concede uma entrevista à Folha deste sábado. A vigarice intelectual e política do secretário-geral da Presidência das duas gestões Lula e homem mais poderoso do PT depois do Babalorixá de Banânia é coisa sem par em muitos anos na imprensa. Não há uma só resposta que pare de pé, e dá para desmontar a cascata palavra a palavra. Mas é tempo demais para Carvalho. Sintetizemos, então, a contestação. Já está mais do que caracterizado que o PT resolveu tentar fazer a limonada com o limão. O samba de uma nota só do partido, agora, é o suposto complô contra Lula para impedi-lo de chagar à Presidência em 2018. Isso desobriga os petistas de responder às acusações que lhes são feitas e lhes permite atacar. Querem ver? Na entrevista, Carvalho nega que tenha relações especiais com o tal lobista Mauro Marcondes e que este tenha interferido na edição de uma MP em favor do setor automobilístico. Mas não explica como e por que o dito cujo pagou R$ 2,4 milhões a uma empresa de marketing esportivo de Luís Cláudio, filho de Lula. Tudo, diz Carvalho, é complô para minar a credibilidade do chefão petista e impedi-lo de se candidatar em 2018. Mas e a Lava-Jato? Carvalho acha importante, claro!, e coisa e tal. Mas, de novo, acredita que só querem pegar o PT e pergunta por que não se investigam as doações à campanha de Aécio Neves… Entenderam? Carvalho tenta fingir que a Lava Jato se resume a um mero sistema de financiamento de campanha. Logo, se assim fosse, então todos poderiam ser investigados. É mesmo? Que poder tinha Aécio na Petrobras? De que modo ele podia interferir nos destinos da empresa? Quem, dentro da estatal, negociava em seu nome? Que ameaças Aécio podia fazer às empreiteiras, no que dizia respeito a obras públicas, caso não pagassem a propina? A entrevista de Carvalho chega a ser nojenta porque, em seguida, ele critica o ministro Gilmar Mendes, do STF, por não ser contra o financiamento privado de campanhas. Viram só? Eis a tese do partido de novo. Eis o petismo tentando impor goela abaixo da sociedade o financiamento público, fingindo que mensalão, petróleo e o escândalo investigado na Operação Acrônimo – que tem o petista Fernando Pimentel no centro – só existem por causa das campanhas eleitorais. Carvalho finge ignorar que tanto o mensalão como o petróleo eram parte de um sistema contínuo de assalto aos cofres públicos em benefício do grupo que está no poder – e que, claro!, serviu para enriquecer muito vagabundo. Segundo Carvalho, o que querem é prender Lula, embora não diga por quais caminhos isso seria feito e quem são as pessoas que têm essa pretensão. Tudo não passa, em suma, de uma tentativa de intimidar a Polícia Federal, o Ministério Público e, como sempre, a imprensa. Na entrevista, Carvalho, braços, olhos, boca e ouvidos de Lula, faz uma defesa meramente protocolar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, e o entrega às cobras. Diz: “Acho que ele [Cunha] não tem condição de deflagrar um impeachment porque não tem nenhum pedido sustentado em mínimas condições adequadas. Segundo que, politicamente, ele perdeu qualquer credibilidade para conduzir qualquer processo. Se eu fosse o presidente da Câmara, teria pedido afastamento do cargo porque ele sabe o que ele fez e os dados que estão aparecendo, muito concretos, a cada dia derrotam a tese dele". Insisto: Carvalho não existe como ser autônomo. Ele só fala o que combina com Lula. O ex-presidente, por sua vez, anda ensaiando um Claudinho & Buchecha com Cunha, na linha “Só love, só love”. Resta saber se a canelada foi previamente combinada com a dupla ou se Carvalho anda mesmo desconfiado de que o presidente da Câmara pode aceitar a denúncia. Ah, em tempo: enquanto estiver no cargo, Cunha tem a competência legal de conduzir qualquer processo que seja prerrogativa do cargo que ocupa. Sabem o que permite a Carvalho dar uma entrevista absurda como essa a que me refiro? O fato de que, para escândalo dos escândalos, Cunha se tornou a principal figura do petrolão, embora o PT comande a máquina do governo, e de não haver uma só figura do Executivo sob investigação.

Dilma está rifando Lula?

Está explicado por que Lula quer demitir José Eduardo Cardozo. Segundo a Veja, os aliados de Lula estão convencidos de que Dilma Rousseff "conta com o ministro para blindá-la da Lava Jato — mesmo que isso signifique rifar seu padrinho e o PT".

O desmoronamento da história de Lula

Lula mandou José Carlos Bumlai calar a boca. A coluna Radar, da Veja, diz que o receio de Lula "é que a história desmorone caso membros da família Schahin fechem mesmo um acordo para contar tudo sobre o empréstimo de 60 milhões de reais para a campanha de Lula em 2006".

A prisão de Lula

Gilberto Carvalho, o Seminarista da Odebrecht, foi entrevistado pela Folha de S. Paulo. Depois de dizer que a Lava Jato "é uma palhaçada", ele acrescentou: "O alvo é só um, é o PT, é o presidente Lula. Eles querem desmoralizar o presidente Lula para depois realizarem a prisão dele e o tirarem fora de 2018, é disso que se trata. A tática está definida, está clara. É a tentativa de ir aos poucos minando o partido, a credibilidade do presidente Lula, para depois levá-lo a um processo de condenação e prisão". É o que se espera, Seminarista da Odebrecht.

Lula, o milionário, é ainda mais milionário

Lula, o milionário, movimentou 52,3 milhões de reais. Isso inclui os depósitos em suas contas bancárias e os investimentos na Brasilprev. Ficou de fora do cálculo da Coaf seu patrimônio imobiliário, que está em nome de laranjas. Ficou de fora também o lucro exorbitante do Instituto Lula. Não há como apurar o enriquecimento de Lula sem esquadrinhar as contas de sua principal empresa.

Laranjal lulista

O Coaf não pescou apenas os 52,3 milhões de reais de Lula. Ele pescou também um depósito de Lula na conta da Coskin Assessoria e Consultoria. Essa empresa, informa a Época, pertence a Fernando Bittar e sua mulher, e foi ela que comprou a fazenda de Lula em Atibaia. Aquela mesma fazenda que a OAS reformou. Lula, em sua fazenda, produz laranjas. A fazenda de Lula registrada em nome de Bittar.

Lula com a água no nariz

Quando a Polícia Federal invadiu o escritório de Lulinhazinho, Lula esbravejou, segundo a Veja: "A Dilma passou de todos os limites. Para se preservar, está disposta a ferrar todo mundo". Ele repetiu o mesmo conceito pouco depois: "A Dilma e o Cardozo fecharam um pacto para me derrotar". A reportagem conversou com pessoas próximas a Lula, dentro do PT. Uma delas disse: "O Lula sabe que a água está chegando perto do nariz. Ele só engole a desconfiança que tem da Dilma por saber que precisa dela". Esses comentários serão desmentidos, é claro. Mas os petistas resolveram vazá-los para a Veja porque o próprio Lula pensou em mandar um recado para Dilma. E o recado é: atropele a lei para me proteger.

Lula, Palocci, Pimentel e Erenice: 300 milhões de reais

A reportagem da Época informa que, do meio bilhão de reais movimentado por petistas e cúmplices, 300 milhões de reais envolvem diretamente Lula, Antonio Palocci, Fernando Pimentel e Erenice Guerra.... Repetindo: trezentos milhões de reais.

Por que Antonio Palocci ainda está solto?

Somente Antonio Palocci movimentou, entre 2008 e 2015, o total de 216,2 milhões de reais... Suspeita do Coaf, segundo a Época: "Contas que não demonstram ser resultado de atividades ou negócios normais, visto que utilizadas para recebimento ou pagamento de quantias significativas sem indicação clara de finalidade ou relação com o titular da conta ou seu negócio". Por que Antonio Palocci ainda está solto?

Filhos de papai

A empresa de palestras de Lula, de acordo com o Coaf, transferiu um bom dinheiro para os filhos do petista ou suas empresas. Lurian recebeu 365 mil reais; Lulinhazinho recebeu 209 mil reais; Marcos Claudio (enteado) recebeu 88 mil reais; Sandro Luiz: 60 mil reais. Por dentro.

Pimentel, o resistente

Fernando Pimentel, de acordo com a reportagem da Época baseada no relatório do Coaf, movimentou 3,1 milhões de reais... Ele sacou em dinheiro vivo 150 mil reais de um banco em Belo Horizonte. Duas empresas da sua família movimentaram perto de 2,5 milhões de reais. Suspeita do Coaf, transcrita pela Época: "As comunicações, além de envolverem saques em espécie em alto valor, foram registradas porque Pimentel apresentou resistência na apresentação de informações". Finalmente descobriu-se o que quer dizer "resistência" no jargão petista.

Erenice Guerra era braço direito de Dilma. De quem ela é a mão?

Entre 2008 e 2015, período que compreende a sua presença no governo Dilma Rousseff, como ministra-chefe da Casa Civil, a lobista Erenice Guerra movimentou 26,3 milhões de reais. De acordo com a Época, parte desse dinheiro transitou em contas de terceiros. Somente entre agosto de 2011 e abril de 2015, o escritório de Erenice movimentou 12 milhões de reais. Segunda a Época, "os agentes de inteligência financeira confirmaram a materialidade do esquema que Erenice montara quando ainda estava no governo". Erenice Guerra era o braço direito de Dilma Rousseff. De quem ela é a mão?

A família que mais depende da Odebrecht

No seu não-depoimento a Sergio Moro e ao MPF, Marcelo Odebrecht disse que 150 mil famílias dependiam da empresa que comanda. Mas nenhuma depende tanto quanto a família Lula da Silva. De acordo com a Época, entre abril de 2011 e maio deste ano, a empresa de palestras de Lula recebeu 27 milhões de reais e transferiu 25,3 milhões. Somente a Odebrecht contribuiu com 4 milhões de reais. "É a maior patrocinadora de Lula", diz a revista. Talvez seja o caso de o procurador Ivan Marx, responsável pela investigação sobre o tráfico de influência de Lula, chamar o presidente para depor outra vez, agora sem segredinhos.

Hora de investigar advogados

Tanto Antonio Palocci como Erenice Guerra receberam dinheiro por intermédio de escritórios de advocacia... Está na hora de o MPF e PF começarem a investigar certos escritórios de advocacia. Por exemplo, um certo escritório de Brasília. Eles não podem usar a legislação que protege o exercício da sua profissão como escudo para ilegalidades.

A suspeita do Coaf sobre Lula

A suspeita do Coaf sobre Lula, de acordo com a Época: "Movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente". O Coaf é, mais do que técnico, elegante.

O show da Época

A revista Época, com a edição que está nas bancas, deu um show de jornalismo. Vale a pena comprar um exemplar e guardar. É um número histórico. Nossos parabéns à equipe da revista, em especial ao repórter Thiago Bronzatto, que assina a reportagem "A fortuna suspeita das estrelas do PT".

Sem disfarce

Parte da estratégia de Cunha para se safar passa por pressionar o Conselho de Ética da Câmara. Essa pressão já fez a primeira vítima. Quinze dias após declarar-se a favor da renúncia do presidente da casa, Wladimir Costa disse a O Globo que renunciará à sua vaga no conselho. Costa pertence ao Solidariedade, de Paulinho da Força, um dos mais fiéis aliados do presidente da Câmara. Com o poder para indicar o novo titular, Paulinho nem se preocupa em disfarçar as intenções: "O escolhido tem que ser alguém que defenda e vote com o Cunha". Esss é a ética do Conselho de Ética.

Um luxo

O Instituto Lula finalmente se pronunciou sobre a reportagem da Época. Evitando responder objetivamente às três questões formuladas por Thiago Bronzatto, a assessoria do ex-presidente buscou desmerecer o trabalho da imprensa e publicou a troca de mensagens entre o repórter e José Chrispiniano. Em dado momento, o assessor do instituto se excedeu: "Não haverá entrevista para a Época, porque a revista é considerada um lixo". Mais cedo, o Antagonista disse que o Coaf, mais do que técnico, era elegante. E que o jornalismo praticado pela Época era um show. "Com o perdão do trocadilho", o exemplar mais recente da Época não é um lixo, é um luxo.

Chambinho, laranja do petista Marco Maia

Sabem aquele apartamento em Miami que parecia pertencer ao ex-vereador petista Alexadre Romano, o Chambinho? Não é dele. É de Marco Maia, ex-presidente da Câmara. A Veja noticia que "em depoimento prestado aos investigadores no curso das negociações para fechar um acordo de delação premiada, o ex-vereador disse que o apartamento está registrado em nome de uma empresa aberta por ele na Flórida, mas que Marco Maia é o verdadeiro dono do imóvel, comprado por 671 000 dólares (2,5 milhões de reais no câmbio da semana passada). Se se confirmar a revelação feita aos policiais, além de coletor e distribuidor de propinas, Chambinho - que tem em seu nome um segundo apartamento no mesmo condomínio - se prestava ao papel de 'laranja' de luxo". Peça central no esquema montado no Ministério do Planejamento que desviou 50 milhões de reais, pagador de despesas pessoais de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo; repassador de pixulecos a João Vaccari Neto; laranja de Marco Maia - Alexandre Romano é um homem público na acepção petista mais tradicional.