terça-feira, 27 de outubro de 2015

Miguel Jorge e o lobby

Miguel Jorge, o ex-ministro que confessou em e-mail o lobby de Lula para a Odebrecht, pode ser tragado pela Operação Zelotes. Uma das investigadas pelo lobby das MPs é Lytha Spíndola, que foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior na gestão de Jorge. Spíndola foi nomeada pelo então ministro para trabalhar ao lado do secretário de Comércio Welber Barral. Hoje, Barral e Jorge possuem uma "consultoria em comércio internacional, relações governamentais e projetos de investimento".

Lulinhazinho, precário e inconsistente

O advogado Cristiano Zanin vai protocolar amanhã no TRF uma medida judicial questionando a decisão da juíza Célia Regina Ody Bernardes de determinar a busca e apreensão no escritório onde funcionam as três empresas de Luiz Cláudio Lula da Silva. Lulinhazinho diz que a decisão da juíza foi ilegal, com fundamento "precário e inconsistente". O que pode ser mais consistente que R$ 2,4 milhões depositados por um lobista na conta da empresa do filho do ex-presidente Lula?

Governador gaúcho José Ivo Sartori decide nesta quarta-feira se pagará o funcionalismo em dia, quem pagará, quanto pagará, quando pagará a cada um

O governo do Rio Grande do Sul, comandado por José Ivo Sartori (PMDB) deve decidir nesta quarta-feira se pagará em dia a folha dos servidores do Poder Executivo referente ao mês de outubro. Nesta terça-feira, o secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes (PMDB), disse que seria necessário "contar os centavos" e projetou um rombo de mais R$ 500 milhões em outubro. Diante do agravamento da crise financeira, Feltes também admitiu, pela primeira vez, a impossibilidade de assegurar recursos para o pagamento do 13º salário dos demais poderes. Ou seja, pela primeira vez, neste primeiro ano de governo, ele deixa claro que a crise deverá se estender também, solidariamente, para os poderes Judiciário e Legislativo, e ainda para os órgãos Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas. Resumindo, no caso do 13º salário, todos os funcionários públicos estaduais gaúchos ficarão no mesmo patamar, de desclassificados, não haverá mais funcionário de primeiro e segundo grau. Com respeito ao pagamento do 13º salário para os funcionários do Poder Executivo, Giovani Feltes já adiantou que isso será feito na forma de empréstimo no Banrisul, em nome dos funcionários. Essa medida vai gerar uma tremenda desvalorização do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, que está sendo violentamente comprometido pelo governo Sartori. Teria sido muito melhor se ele já tivesse adotado a decisão de "vender" o Banrisul para o Banco do Brasil. O governo Sartori pretende convencer os chefes do Judiciário e do Legislativo, além do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública Estadual, a aceitarem essa alternativa que valerá para os funcionários do Poder Executivo. Com isso o governo quer eliminar o peso do repasse financeiro para esses órgãos. A partir daí, caberá ao governador José Ivo Sartori decidir se dará prioridade à folha, empurrando para novembro as pendências com fornecedores e prefeituras, ou se optará pelo parcelamento — o que permitiria pagar parte dos atrasados. A folha de pagamento do Poder Executivo custa R$ 950 milhões mensais, descontados os impostos. Para fundações e autarquias, são mais R$ 55 milhões. Ainda existem outros compromissos pendentes e por pagar, entre eles o duodécimo (repasse aos demais poderes, no valor de R$ 290 milhões). Faltam mais de R$ 500 milhões para fechar o mês. Desde sexta-feira, técnicos do Tesouro contabilizam a entrada das últimas duas levas de ICMS em outubro. A expectativa é de que os valores cheguem a R$ 550 milhões. Descontando os 25% dos municípios, restarão cerca de R$ 410 milhões ao Estado. Até a próxima sexta-feira, o governo também espera receber R$ 128 milhões do governo federal (via Fundo de Apoio às Exportações e Fundo de Participação dos Estados). Se as projeções se confirmarem, o Tesouro terá, então, cerca de R$ 540 milhões em caixa. Além disso, há cerca de R$ 250 milhões disponíveis em depósitos judiciais (recursos de terceiros em litígio na Justiça). Pelo menos R$ 50 milhões serão deixados para cobrir emergências, e o restante deverá ser sacado. Com isso, o governo terá em torno de R$ 740 milhões à disposição. Para pagar a folha, faltarão R$ 210 milhões. Como a Fazenda já vinha represando pagamentos, parte da arrecadação da semana anterior será usada para cobrir o valor pendente. Tudo isso ocorre porque o governo de José Ivo Sartori, como todos os governos do PMDB até hoje no Rio Grande do Sul, não tem plano econômico-financeiro, não tinha a menor noção do estado das finanças que ia encontrar, e é refém dos fiscais do ICMS, os quais só conhecem uma única receita, aumentar impostos. 

Usinas Angra 1 e 2 estão desligadas


A Eletronuclear desligou no sábado a usina nuclear de Angra 1. O sistema de proteção do gerador elétrico foi acionado. Mas os técnicos da Eletronuclear ainda não sabem o motivo que levou ao problema. No início de outubro, Angra 2 já havia sido desligada para manutenção preventiva. Não há previsão para que Angra 2 volte a funcionar.

Padrão-lesma: linhas de transmissão de energia atrasadas mais de um ano


Não é só no Congresso que as coisas não andam para o governo. Está tudo parado. Ou atrasado. De acordo com números da própria Aneel, de um total de 363 linhas de transmissão de energia sendo erguidas no país, 227 estão em atraso - ou seja, 62% do total. Seguindo o cronograma normal, apenas 27%. O atraso médio registrado é de 503 dias. O governo bota a culpa dos atrasos na dificuldade de licenciamento ambiental.

Abanando o rabo por propina

A Polícia Federal descobriu que os envolvidos na aprovação ilícita de MPs usavam outra gíria, além de "cafezinho", para se referir ao pagamento de propina. No relatório, cujo trecho é destacado pelo Estadão, os investigadores registram um troca de e-mails entre o lobista APS e o representante da Anfavea Alberto Alves. Alves parabeniza APS pela aprovação da MP e pergunta se era possível escalar algum senador para incluir no texto mais regras de interesse da Caoa. Diz a PF: "Alexandre responde que para que a emenda pudesse 'ter entrado era necessário que alguém abanasse o rabo, e ninguém se mexeu', fazendo alusão, no nosso entendimento, a uma emenda que poderia ser incluída para beneficiar a Caoa, mas como esta não sinalizou que queria ou iria pagar, isto é, como a Caoa não 'abanou o rabo', eles não se movimentaram para consegui-la".

Petrobras não pode mais fazer política de governo, diz conselheiro


Professor da Coppe/UFRJ e representante da União no conselho de administração da Petrobras, Segen Estefen disse nesta terça-feira (27) que a estatal não "tem mais como fazer política de governo" porque precisa focar seus esforços na busca de saídas para a crise financeira. "É como a máscara de oxigênio do avião: primeiro você coloca a sua para depois colocar em alguém que precise de ajuda", comparou, em entrevista após palestra na Offshore Technology Conference (OTC). Segundo ele, a direção da empresa tem demonstrado independência para agir neste sentido, com ajustes nos preços dos combustíveis e cortes de investimentos. "O que hoje se discute na Petrobras é que, diante dos problemas, a empresa precisa se firmar como empresa", comentou. Direções anteriores da companhia foram criticadas por concessões a políticas do governo, como a manutenção dos preços dos combustíveis em níveis inferiores aos praticados no mercado internacional. Especialista em engenharia naval e oceânica, Estefen defendeu investimentos em inovação para reduzir os custos do pré-sal, diante de um cenário de petróleo barato. "Não adianta ficarmos aqui discutindo se o pré-sal é caro ou é barato. O Brasil tem que fazer o pré-sal factível", afirmou. Na sua opinião, os custos de equipamentos e serviços tendem a cair, melhorando a competitividade dos projetos da Petrobras. O professor da Coppe disse que a luta das petroleiras privadas pelo fim da exclusividade no pré-sal é "muito barulho por nada". "Se abrir (para outras empresas) hoje, ninguém vai vir, porque estão todos cortando investimentos. Além disso, porque não vieram quando estava aberto?", questionou, referindo-se às áreas do pré-sal que foram colocadas em leilões no modelo de concessão. Ele admitiu, porém, que considera positiva a proposta de flexibilização da lei do pré-sal, dando a empresas privadas a opção de arrematar áreas que não interessem à Petrobras.

Ex-auxiliar de Youssef diz que o tesoureiro petista Vaccari era "lobista de fundos de pensão"


O advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, apontado como um dos principais auxiliares do doleiro Alberto Youssef, confirmou nesta terça-feira, em depoimento à CPI dos Fundos de Pensão, que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, atuava como uma espécie de "lobista de fundos de pensão" e trabalhava diretamente para "influenciar" a aplicação dos recursos dos pensionistas. Ele relatou aos parlamentares que Vaccari frequentava o escritório de Youssef e detalhou um episódio em que foi pago 3 milhões de reais desviados de uma transação entre a CSA Project Finance - empresa que estava no nome do advogado, mas era controlada por Youssef - e a Siderúrgica Barra Mansa (SBM). De acordo com o depoente, o empresário Claudio Mente, da CSA, disse que Vaccari estava "por trás" da propina cobrada em transações da Petros. "Vaccari atuava como lobista de fundos de pensão. A CSA procurou Vaccari para que ele abrisse as porta dos fundos de pensão", disse à CPI. João Vaccari Neto foi condenado a mais de 15 anos de prisão na Operação Lava Jato e responde a outras ações penais por suspeita de recebimento de propina de contratos fraudados na Petrobras. A Polícia Federal tem uma linha de investigação exclusiva para apurar irregularidades no fundo Petros. Em depoimento prestado à Polícia Federal em agosto do ano passado, Pereira da Costa disse que atuou na venda de cédulas de crédito bancário (CCB) ao Petros, no valor de 13 milhões de reais,. Por meio de notas falsas de prestação de serviços, foram desviados 3 milhões de reais em propina. À Polícia Federal, o depoente havia informado que a propina tinha sido de 500.000 reais e destinada a Claudio Mente, Rubens de Andrade, Antonio Bahia, todos sócios da CSA, e funcionários da Petros, como o então gerente de Novos Negócios Humberto Pires Graudt. A Polícia Federal avalia que a CSA foi uma das empresas utilizadas pelo doleiro Alberto Youssef para lavar parte do dinheiro de outro escândalo político - o mensalão. No ano passado, em depoimento à Polícia Federal, a contadora Meire Poza, que trabalhava com Alberto Youssef, detalhou as negociações com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o deputado André Vargas (ex-PT) para obtenção de apoio político para que o doleiro pudesse fazer negócios com os fundos de pensão dos Correios e da Caixa Econômica Federal. Em março de 2014, Youssef reuniu-se com Renan para, segundo Meire, fechar um acordo verbal para ser beneficiado com 50 milhões de reais do Postalis (fundo dos Correios) e Funcef (fundo da Caixa). Os recursos seriam utilizados na recuperação da empresa Marsans, mas não acabou se concretizando por causa do estouro da Operação Lava Jato. Segundo Pereira da Costa disse à CPI, a intermediação para o negócio seria feita com o "filho" de Calheiros. O depoente não citou qual dos filhos de Renan Calheiros. O senador nega o encontro com Youssef.

Câmara dos Deputados finaliza parecer favorável a pedido de impeachment contra a petista Dilma Rousseff


A área técnica da Câmara dos Deputados está finalizando parecer em que recomenda ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que dê seguimento ao principal pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. A informação diz respeito ao pedido assinado pelos advogados Hélio Bicudo (ex-petista), Miguel Reale Júnior (ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso) e Janaína Paschoal, documento que é chancelado pelos principais partidos de oposição e por movimentos de rua anti-Dilma. A recomendação técnica, que é sigilosa, será entregue a Eduardo Cunha ainda nesta semana. E será sucinta: afirmará apenas que o pedido se enquadra nos requisitos da lei 1.079/50 (que trata do impeachment), no regimento interno da Câmara, e que traz em seu escopo elementos que apontam a indícios de participação da presidente em supostos crimes de responsabilidade. O embasamento são decretos assinados por Dilma em 2015 que aumentaram em R$ 800 milhões as despesas do Executivo sem autorização do Congresso, além da reprovação das contas da petista de 2014 pelo Tribunal de Contas da União. Pela lei, cabe ao presidente da Câmara decidir monocraticamente se dá ou não seguimento aos pedidos de impeachment contra a presidente da República. Ele pode ou não seguir a recomendação da área técnica. Até agora, já mandou para o arquivo 20 pedidos de impeachment, sempre seguindo a recomendação técnica, mas resta a análise de outros 11, entre eles o do trio de advogados. Um dos principais alvos das investigações sobre o esquema de corrupção da Petrobras, Eduardo Cunha tem usado esse poder para negociar nos bastidores, com oposição e governo, formas de evitar sua destituição do cargo e a cassação de seu mandato. Por isso, tem dados sinais ora pró-impeachment, ora contrários. Caso determine a sequência do pedido, é aberta uma comissão especial que dará parecer ao plenário. Dilma é afastada do cargo caso pelo menos 342 dos 512 deputados decidam pela abertura do processo de impedimento da petista. O presidente da Câmara já afirmou que pretende anunciar sua decisão em novembro. Ele aguarda ainda decisão sobre recurso que fez ao Supremo Tribunal Federal contra liminares que suspenderam rito anunciado por ele para eventual processo de impedimento. 

Homenagem aos 70 anos de Lula: você já pode ser beneficiário do Artigo 115 do Código Penal. E o climatério de Chico Buarque

Lula faz 70 anos. E está forçando a mão para ver se transforma o Brasil numa república de bananas. Mas não vai. É um nojo que a imprensa informe quase unanimemente que o Babalorixá de Banânia está bravo com Dilma em razão da Operação Zelotes, da Polícia Federal, que chegou a Luiz Cláudio, um dos filhos do Poderoso Chefão. Bravo por quê? É preciso dizer. O que, afinal, de contas, ele reivindica? Uma intervenção na PF, de sorte que se selecionem os alvos, e só possam ser investigados adversários do governo? Que se dê com a Operação Zelotes o que está em curso na Lava-Jato — vale dizer: que ela passe ao largo dos Lula da Silva? Quando a Polícia Federal chegou ao nome de Luiz Cláudio, o que deveria ter sido feito, na visão de Lula? O ministro da Justiça deveria, então, ter sido acionado para, com autorização da presidente, brecar a investigação? Um dos mais caros princípios do direito romano assegura que o filho não pagará pelos crimes do pai. Muito bem! Nada disso está em curso, não é mesmo? Até onde se sabe, quem está sendo investigado na Zelotes é a empresa de Luiz Cláudio, não Lula. Ocorre que o Apedeuta tem uma concepção aristocrática de poder — mas da velha aristocracia, que concedia imunidade e impunidade aos que pertenciam à classe superior. Lula, que se tornou um inimputável da República, que passou incólume pelo mensalão e pelo petrolão, deseja que essa condição seja transferida aos filhos, de modo que eles também não tenham de responder por eventuais malfeitos. Assim, o Brasil teria dado início a uma nova fidalguia. Lula cobra essa inimputabilidade mesmo nas atuais condições do país. Imaginem como seria se a economia estivesse bombando. Kim Joon-il, o anão tarado que governa a Coreia do Norte, seria pinto perto da santidade magnificente do Apedeuta. Lula, nos seus 70 anos, quero lhe dizer uma coisa: vá plantar batatas. Não lhe devemos a Constituição que temos — você a combateu. Não lhe devemos o direito de defesa — você o combateu. Não lhe devemos a democracia — sim, em muitos de seus aspectos virtuosos, você a combateu. Não somos obrigados a pagar ao PT, em mensalão e petrolão, o que as instituições nos dão de graça. Dilma, embora hostilizada por Lula nos bastidores, gravou um vídeo em que dá os parabéns ao Poderoso Chefão. Nas palavras da presidente, o petista parece estar colocado ligeiramente acima de Deus. Os especialistas em imagens não tardarão a ver ali um texto forçado, uma gravação feita não sem dificuldade, com cortes de edição aqui e ali. As palavras são duras. Muito mais magra do que no seu auge, nem a arcada dentária nem as palavras parecem caber na sua boca. Fez a tal gravação movida mais por constrangimento do que por alegria. Outros mensagens vieram a público. Num deles, o Lula da MPB, Chico Buarque expressa a sua solidariedade “não só pelos 70 anos, mas por tudo o que você vem enfrentando”. Chico, que já foi um bom compositor, é ruim em prosa até ao fazer uma saudação. Quando alguém faz 70 anos, eu costumo dar os parabéns, não me solidarizar. A gente se solidariza com quem passa por agruras, não é? A alternativa a fazer aniversário é bem pior. Mas eu entendo. Os dois se abraçam na decadência. Chico, vive o seu climatério intelectual — e nada tem a ver com a idade, mas com as ideias torpes que andam debaixo daqueles seus cabelos brancos. Daí que aquele que já foi considerado o intérprete da alma feminina tenha se tornado célebre recentemente por ter dedicado uma música a uma tal “mulher sem orifício”. Seus exegetas tentaram entender de que diabos ele falava, e as coisas mais estranhas foram ditas… Eu acho apenas que era o climatério intelectual traduzido em climatério viril. Com reposição hormonal, ele teria buscado outra metáfora. O problema não estava na musa, mas na falta de disposição do bardo que a cantava. O elogio de Chico Buarque, hoje um militante da impunidade, faz sentido. Assim como Lula acredita que seu lugar está guardado independentemente da miséria institucional que promova no país, Chico vive no panteão, independentemente das misérias estéticas que cante ou escreva ou da miséria intelectual que prodigalize. Os brasileiros, indicam as pesquisas, já se divorciaram de Lula: 55% não votariam nele de jeito nenhum. Os subintelecutais da imprensa e da academia jamais vão se divorciar de Chico Buarque. Não têm a mesma independência moral do povo brasileiro. Além do quê, convenhamos, boa parte cultua a mulher sem orifício. Lula fez 70 anos? Deve estar feliz. Entre outros benefícios, está o do Artigo 115 do Código Penal, a saber:
“Art. 115 – São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.
É um alento, certo, companheiro? Por Reinaldo Azevedo

Petismo sindical gaúcho pressiona para que governador Sartori crie mais uma estatal, a CEEETelecom; a CEEE não dá luz, imaginem recriando uma nova CRT

Um grupo de 10 sindicatos e associações de administradores, advogados, economistas, contabilistas, engenheiros, técnicos e jornalistas do Rio Grande do Sul, tudo petista, assinou carta entregue ao secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker (PSDB), propondo a imediata criação da CEEE Telecom. A idéia é seguir o exemplo do governo do Paraná, que criou a Copel Telecom. Proposta igual foi entregue ao governador José Ivo Sartori (PMDB) pelo grupo de transição. O atual presidente, Paulo de Tarso, recebeu proposta formal das mãos da diretoria de Planejamento da CEEE, mas não aprovou essa proposta petista descabelada. Quando o Rio Grande do Sul enfrenta a maior crise das contas públicas de toda sua história, derivada do populismo estatizantes, é uma insensatez completa uma proposta desse gênero. Na verdade, não pode ser mais atrasado do que é. O que Sartori deveria fazer é vender, com toda urgência, a CEEE e suas subsidiárias e coligadas. A Companhia Estadual de Energia Elétrica é um dos motivos do atraso do Rio Grande do Sul. Mas as corporações petistas querem justamente ampliar a estatização. É demente!!! A Copel tem procurado o governo gaúcho e a CEEE há vários anos com propostas de associação, de olho no mercado gaúcho, mas sobretudo mirando nos mercados vizinhos do Uruguai e da Argentina. A Copel poderia comprar a CEEE. No ano passado, a empresa do Paraná faturou R$ 263 milhões e alcançou lucro de R$ 58 milhões. Em Minas Gerais, a Cemig também trabalha com transmissão de dados, tudo através da Cemig Telecom. Ela também poderia comprar a CEEE. Mas, duvida-se que Copel e Cemig fossem tão desastradas. Na carta que enviaram a José Ivo Sartori, os corporativistas estatizantes e petistas defendem o uso das atuais linhas de distribuição e transmissão da CEEE para a instalação de fibras óticas de altíssimo desempenho e a operação do novo sistema pela futura CEEE Telecom. O investimento previsto, algo como R$ 300 milhões, viria da Copel Telecom e outros parceiros privados que se dispõem a fazer negócio com a CEEE. É o fim da picada. É por isso que tantos desistem do Rio Grande do Sul definitivamente. 

Brasil precisa de liderança forte para retomar investimentos, diz BlackRock


Se o chefe de investimentos para a América Latina da maior gestora de recursos do mundo pudesse fazer dois pedidos para o País retomar sua atratividade, eles seriam: a existência de uma liderança política forte e a estabilidade macroeconômica. "É preciso uma liderança forte. Sabemos o ponto a que queremos chegar, mas não há vontade - ou capacidade - para se chegar lá. E o custo disso é muito alto", destacou Axel Christensen, da BlackRock. Em evento da revista britânica The Economist, em São Paulo, Christensen ainda disse que ainda não há no horizonte do mercado a perspectiva de uma melhora macroeconômica: "Os indicadores continuam caindo. E isso não tranquiliza em nada". Para o diretor da BlackRock, a promessa que alguns emergentes fizeram a investidores no passado ficou "no meio do caminho". "Esperava-se um maior crescimento, e que o retorno compensaria os riscos, inclusive, políticos. Mas isso não foi entregue. O que vemos é um crescimento muito pequeno em comparação com os países desenvolvidos", disse. "Quando falo com pessoas que querem investir na América Latina, questiono: por que investir em um país com inflação, crise política e previsão de recessão de dois anos se posso investir, de forma mais segura, em nações desenvolvidas?", provocou, em referência à situação brasileira. Christensen também lembrou a icônica capa da Economist que traz um Cristo Redentor decolando, nos tempos mais promissores para a economia do País. "Nesta época foi difícil para os países da América Latina aproveitar o ambiente favorável, com facilidade de crédito e taxas baixas, para fazer as reformas estruturais", disse. Segundo ele, foi mais tentador o sentimento de deixar para depois - um "depois" que nunca chegou: "É preciso haver uma crise para trazer à tona decisões que são difíceis de ser tomadas". Em um cenário classificado cada vez mais desafiador para o investimento, o diretor da BlackRock disse que o Brasil perdeu uma grande vantagem, antes valorizada por estrangeiros: a ascensão da classe média. "Hoje temos inflação, vemos um mercado de trabalho engessado, e essa idéia de ascensão está se invertendo, ou seja, temos pessoas que estão voltando para a classe baixa". Apesar dos desafios macroeconômicos, ele ponderou que ainda há oportunidades no País: "Alguns investidores de emergentes gostam do pessimismo, pois é nele que surgem oportunidades a bons preços. De qualquer forma, estamos cruzando os dedos, à espera do momento de recuperação". No mesmo painel, o presidente do conselho da BMF&Bovespa, Pedro Parente, também reforçou a importância de uma figura política forte para que o País saia da crise econômica. "O Brasil precisa de um verdadeiro líder com a estrutura dos grandes líderes mundiais para conduzir o país à solução de seus problemas críticos. Verdadeiros estadistas fazem as reformas necessárias, mesmo que não tenham efeitos no curto prazo", pontuou. Ao comentar a crise econômica, ele enfatizou que o modelo brasileiro "surtou", ao combinar elementos de uma tempestade perfeita: inflação elevada, déficit fiscal, juros altos e baixa competitividade. Para ele, a retomada de uma trajetória de crescimento passa pela desvinculação de despesas com educação e saúde à arrecadação. "O problema fiscal não se resolve sem endereçar essa questão. O aumento de impostos em si não adianta. É contraproducente. Só fará com que as autoridades relaxem e não aproveitem a crise como devem", criticou. Em sua fala, a economista Monica de Bolle destacou que o País vive um momento de dominância fiscal. Ela explica que a situação se dá pelo fato de a deterioração fiscal - como um déficit nominal perto do dos Estados Unidos durante a crise - ser tão grande que inviabiliza os esforços do Banco Central em controlar a inflação. "Isso nos coloca numa situação muito infeliz, pois não há âncoras fiscal, nem monetária, resultando numa inflação crescente", diz. A economista aproveitou também para criticar a que chamou de "armadilha fiscal" na qual está o Brasil, com um orçamento rígido e margem pequena de manobra para corte de gastos. Segundo ela, por muitos anos o governo descuidou do lado parafiscal, com o uso excessivo de crédito subsidiado de bancos públicos, sobretudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para dar suporte ao crescimento nacional.

Governo da petista Dilma Rousseff oficializa deficit de R$ 51,8 bilhões nas contas de 2015



O governo da petista Dilma Rousseff oficializou nesta terça-feira (27) que abandonou sua meta de fechar 2015 com superavit de R$ 5,8 bilhões e informou ao Congresso que sua nova previsão é encerrar o ano com um deficit primário de R$ 51,8 bilhões nas contas da União, o equivalente a 0,9% do PIB. Este rombo primário, despesas menos receitas, sem pagamentos de juros, pode ser ainda maior, caso o governo não consiga arrecadar R$ 11,1 bilhões com o leilão de 29 usinas hidrelétricas programado para o próximo mês. O governo já adiou o leilão do dia 6 de novembro para o final do mês que vem atendendo pedidos do setor, que alega falta de segurança jurídica enquanto uma medida provisória sobre o assunto não for aprovada no Congresso. Ou seja, sem estes recursos da licitação das usinas, o déficit do governo central pode chegar a R$ 62,9 bilhões, equivalente a 1,09% do PIB. "A meta pode ser modificada dependendo do que vier a ser incorporado para o pagamento ainda este ano", afirmou o relator da proposta de mudança da meta fiscal do Orçamento de 2015, deputado Hugo Leal (PROS-RJ), ao deixar o Ministério do Planejamento, onde esteve reunido com o ministro Nelson Barbosa. A projeção de déficit não inclui ainda o pagamento das "pedaladas", dívidas que o governo tem com os bancos estatais. A quitação dessas dívidas só entrará na programação orçamentária depois que o Tribunal de Contas da União se pronunciar sobre o formato do pagamento.
Inicialmente, o governo avaliava mandar uma meta de déficit, que será o segundo consecutivo, sem contar com os recursos do leilão, mas mudou de idéia. Agora, o governo correrá contra o tempo para garantir a realização do leilão ainda em novembro, com o qual espera arrecadar neste ano os R$ 11 bilhões. No mercado, porém, não há segurança de que todos os lotes serão vendidos, o que pode gerar menos receita do que o esperado. O governo decidiu refazer suas contas e prever um déficit de R$ 51,8 bilhões por causa de uma frustração de receita para este ano da ordem de R$ 61,4 bilhões. Em termos líquidos, esta perda de receita atinge R$ 57,6 bilhões. Para todo o setor público, incluindo Estados e municípios, o rombo previsto para 2015 é de R$ 48,9 bilhões, equivalente a 0,85% do PIB – a equipe econômica prevê que governadores e prefeitos vão conseguir fechar o ano com um superávit de R$ 2,9 bilhões.

STJ nega habeas a José Dirceu, o "guerreiro do povo brasileiro" para os petistas


O ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou liminarmente um pedido de habeas corpus ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula). O ex-ministro está preso preventivamente desde 3 de agosto na deflagração da Operação Pixuleco, desdobramento da Lava Jato. José Dirceu se tornou réu em ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Procuradoria afirma que o ex-ministro recebeu, por meio de sua empresa de consultoria, a JD Assessoria, propina de empreiteiras contratadas pela Petrobrás. A defesa de José Dirceu havia entrado com o pedido no início do mês, no STJ. O mérito do habeas corpus ainda será analisado. José Dirceu teria recebido, no esquema Petrobrás, pelo menos R$ 11.884.205,50. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, parte das propinas acertadas pela Engevix Engenharia com a Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás era destinada a José Dirceu e ao empresário e lobista Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, ligado ao PT, "por serem responsáveis pela indicação e manutenção de Renato Duque" no comando da unidade estratégica. Segundo o Ministério Público Federal, as propinas foram repassadas aos dirigentes da Petrobrás, ao partido e aos acusados entre 2005 a 2014.

Lula, aos 70 anos, não trabalha desde os 35 anos

Hoje, Lula completa 70 anos. Ele deixou de ser operário, formalmente, em 1980, quando fundou o PT (na verdade, como líder sindical, já não dava expediente no chão de fábrica desde 1972). Ou seja, Lula deixou de trabalhar, no duro mesmo, aos 35 anos. Metade da sua vida foi dedicada à "arte da política", e não ao batente diário que consome o tempo de milhões de brasileiros. Lula trabalhou muito menos do que operários, empresários, professores, comerciantes, jornalistas e profissionais liberais que ainda têm de suar a camisa para pagar as contas. Lula é a elite da elite. Lula é um político que virou lobista.

O constrangimento da Lava Jato

Integrantes do governo disseram à Folha de S. Paulo que a Zelotes, ontem, "simbolicamente entrou na casa de Lula. Segundo essa análise, os investigadores da Lava Jato perderiam o ‘constrangimento’ de avançar sobre outros familiares do ex-presidente”. A Zelotes entrou em sua casa, mas Lula realmente teme a Lava Jato.

Um eufemismo para "propina"

A delegada que conduziu o interrogatório de Gilberto Carvalho, o homem de Lula, perguntou-lhe o significado de um registro na agenda de Mauro Marcondes, o lobista amigo de Lula que comprou a Medida Provisória assinada por Lula. O registro dizia: "Café: Gilberto Carvalho". A Polícia Federal estava em dúvida se aquele "café" se referia a um encontro com Gilberto Carvalho ou a um "cafezinho, um eufemismo para propina". Gilberto Carvalho foi esclarecedor. Segundo a Folha de S. Paulo, ele demonstrou que, na data indicada na agenda, estava em missão oficial em Roma. Naquele dia, portanto, não se encontrou com o lobista amigo de Lula. A delegada deve ter concluído que, se o "café" não foi um encontro, só pode ter sido um "cafezinho". 


O famigerado "CAFEZINHO"

Embraer tem prejuízo líquido de R$ 388 milhões no 3º trimestre


A fabricante de aviões Embraer teve prejuízo líquido atribuível a acionistas de R$ 387,7 milhões no terceiro trimestre ante resultado negativo um ano antes de R$ 24,3 milhões. Ou seja, o prejuízo é quase 16 vezes maior do que o registrado em igual período do ano passado. De acordo com a Embraer, o resultado se deve, em grande parte, à combinação de R$ 88,7 milhões em perdas relativas às variações monetárias e cambiais líquidas comparadas a um ganho de R$ 14,1 milhões no terceiro trimestre de 2014, juntamente com o aumento da despesa de imposto de renda e contribuição social de R$ 178,6 milhões, de junho a setembro do ano passado, para R$ 589,8 milhões, nos mesmos meses deste ano. “O efeito da desvalorização de 28% do real frente ao dólar no trimestre aumentou a despesa de imposto de renda e contribuição social sobre itens não monetários”, diz a Embraer. Apesar do resultado, a companhia teve alta de 62% na receita líquida do período, para R$ 4,577 bilhões. As receitas cresceram também por causa da variação cambial. Enquanto a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu para R$ 570,3 milhões, ante R$ 311,3 milhões um ano antes. No ano, a receita líquida total é de R$ 12,307 bilhões — 27% maior que os R$ 9,684 bilhões de igual período de 2014. O resultado da empresa foi impactado por variação cambial, com a dívida líquida da companhia subindo de R$ 685,2 milhões no final do terceiro trimestre de 2014 para R$ 2,558 bilhões ao fim de setembro deste ano. A Embraer entregou 21 aviões comerciais e 30 executivos no terceiro trimestre ante 19 jatos comerciais e 15 executivos no mesmo período de 2014. A carteira de pedidos firmes atingiu US$ 22,8 bilhões ante US$ 22,1 bilhões ao final de setembro de 2014. A companhia informou no balanço que mantém as estimativas de desempenho financeiro para 2015. 

Dívida pública federal sobe e fecha setembro em R$ 2,7 trilhões


A dívida pública federal voltou a subir em setembro e fechou o mês em R$ 2,734 trilhões. A alta em relação a agosto foi de 1,8% ou R$ 48,34 bilhões. Segundo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira, o crescimento do estoque se deveu a uma emissão líquida de títulos públicos no valor de R$ 13,45 bilhões e também aos juros que corrigem o endividamento e que somaram R$ 34,89 bilhões no período. As emissões de papéis do governo totalizaram R$ 75,45 bilhões em setembro, enquanto os resgates foram de R$ 62,01 bilhões. Isso resultou numa emissão líquida de R$ 13,45 bilhões. De acordo com o Tesouro, os títulos prefixados e corrigidos por índices de preços reduziram sua participação no estoque. No caso dos prefixados, ela caiu 41,59% em agosto para 41,37% em setembro. Já no caso dos papéis indexados à inflação, a redução foi de 31,99% para 31,69% no mesmo período. Já os títulos corrigidos pela Selic aumentaram sua fatia na dívida. Ela subiu de 21,28% para 21,42%. Os investidores estrangeiros reduziram sua participação no estoque da dívida pública em setembro. Em agosto, esses aplicadores detinham R$ 488,51 bilhões, ou 19,14% do total. Já no mês passado, o montante passou para R$ 487,97 bilhões, ou 18,85%. O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, José Franco, afirmou que setembro foi um mês de volatilidade no mercado. Isso obrigou o Tesouro a fazer leilões extraordinários de compra e venda de títulos para evitar uma alta excessiva nas taxas de juros cobradas pelos investidores para apostar nos papéis do governo. "O Tesouro tomou a decisão de reduzir a volatilidade. Isso incluiu calibrar os lotes dos leilões e também fazer atuações extraordinárias no mercado", disse Franco. Segundo ele, os investidores têm demonstrado interesse por títulos de longo prazo corrigidos por índices de preços. Isso, no entanto, tem custos mais elevados para o Tesouro. Assim, a estratégia tem sido aumentar a oferta desses papéis com prazos mais curtos (NTN-B com vencimento em 2023) e reduzir a de prazos mais longos (NTN-B com vencimento em 2035 e 2055). "O objetivo é não travar custo elevado em títulos com prazos muito longos", afirmou o coordenador. Isso, no entanto, pode acabar fazendo com que a equipe econômica não consiga cumprir todos os indicadores fixados no Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública. Ele prevê, por exemplo, que a parcela do estoque indexada a índices de preços termine o ano num intervalo entre 33% e 37% do total. Até setembro, ela está em 31,69%. "O indicador do PAF para índices de preços já está fora dos limites. Até o final do ano, ele pode voltar ou não. Isso vai depender de os investidores estarem dispostos a comprar títulos mais curtos ou não", afirmou o coordenador. Ele assegurou, no entanto, que a previsão do Plano para o estoque, que varia de R$ 2,650 trilhões a R$ 2,8 trilhões, será cumprida: "O resultado do ano ficará dento do intervalo do PAF". Em setembro, o custo médio da dívida acumulado em 12 meses aumentou 0,14 ponto percentual, passando de 15,93% ao ano em agosto para 16,07% no mês passado. Segundo Franco, esse custo - que está relacionado ao comportamento dos juros, da inflação e também das turbulências no mercado brasileiro – tende a se reduzir quando houver um quadro mais claro que relação à política fiscal. Perguntado sobre a possibilidade de o Tesouro voltar a fazer emissões de títulos no mercado internacional, ele afirmou apenas que o governo brasileiro não tem necessidade de fazer essas operações em 2015 pois já tem em caixa os dólares necessários para honrar os compromissos da dívida externa. Essas emissões servem principalmente para dar uma referência a empresas privadas que queiram captar recursos no Exterior. O relatório da Dívida Pública de setembro mostra que a parcela da dívida atrelada ao câmbio está em R$ 150,98 bilhões, ou 5,52% do total. No entanto, quando se soma a esse valor as operações feitas pelo Banco Central para segurar a alta do dólar (swaps cambiais), o número sobe para R$ 425,23 bilhões, ou 16,43%.

Em nova pesquisa, desempenho pessoal de Dilma é desaprovado por 80,7% do povo brasileiro; apenas 8,8% aprovam


A 129ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 20 a 24 de outubro de 2015 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff. Aborda também a expectativa da população sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança pública. Os entrevistados foram questionados sobre crise econômica, Operação Lava Jato e outros assuntos. Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 136 municípios de 24 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. 
Federal: A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff é positiva para 8,8% dos entrevistados, contra 70,0% de avaliação negativa. A aprovação do desempenho pessoal da presidente atinge 15,9% contra 80,7% de desaprovação.
Estadual: 2,4% avaliam o governador de seu Estado como ótimo. 17,3% como bom, 43,1% como regular, 11,8% como ruim e 20,4% como péssimo.
Municipal: 4,5% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo. 20,0% como bom, 30,1% como regular, 13,0% como ruim e 30,1% como péssimo.
 Expectativa (para os próximos 6 meses)
Emprego: vai melhorar: 14,4%, vai piorar: 55,0%, vai ficar igual: 28,8%
Renda mensal: vai aumentar: 13,7%, vai diminuir: 35,6%, vai ficar igual: 48,4%
Saúde: vai melhorar: 12,3%, vai piorar: 48,0%, vai ficar igual: 38,6%
Educação: vai melhorar: 14,3%, vai piorar: 40,6%, vai ficar igual: 43,7%
Segurança pública: vai melhorar: 12,0%, vai piorar: 49,8%, vai ficar igual: 37,0%

Aécio Neves continua em primeiro lugar para 2018; Alckmin e Serra amargam um terceiro lugar, perdendo para Lula e Marina


Pesquisa CNT publicada hoje também mostra a intenção de voto para presidente e destaca que Aécio Neves (PSDB-MG) é o único candidato que vence Lula e Marina Silva em todas as faixas etárias, sexo, faixa de renda, com algumas exceções. Aécio Neves ainda tem baixa participação na zona rural, onde Lula lidera, bem como junto ao eleitorado com mais de 60 anos. Já Alckmin e Serra, supostos candidatos tucanos para 2018 ficam em terceiro lugar na pesquisa, sendo derrotados por Lula e Marina Silva.

Europa recebeu mais de 700 mil migrantes pelo Mediterrâneo em 2015; é uma gigantesca invasão islâmica

Mais de 700 mil migrantes chegaram em 2015 à Europa através do Mediterrâneo e 3.210 morreram ou desapareceram durante a travessia, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). No total, foram 705.200 os migrantes que atravessaram o Mediterrâneo, 562.355 dos quais chegaram pela Grécia e 140.000 pela Itália. De acordo com o Acnur, os sírios representam um pouco mais da maioria dos que chegam, atingindo os 64% no caso da Grécia. “O número de chegadas continua a ser elevado na Grécia, apesar da deterioração das condições meteorológicas no fim de semana”, disse por meio de nota, enviada à imprensa, a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Segundo a OIM, 5.239 pessoas chegaram à Grécia no sábado (24) e 4.199 no domingo (25). Desde o início do mês, mais de 160 mil migrantes chegaram à Grécia vindos da Turquia, 99 mil dos quais desembarcaram em Lesbos, 22 mil em Chios, 21,5 mil em Samos e cerca de 7,5 mil em Léros, adiantou. À Itália chegaram 7.230 migrantes em outubro, contra mais de 15 mil no mesmo período do ano passado. A OIM atribui a diminuição ao facto de os sírios seguirem agora essencialmente pela Turquia e pela Grécia. É uma gigantesca onda islâmica invasora da Europa. 

Planos de saúde perdem mais de 164 mil clientes em setembro

Os planos de saúde brasileiros perderam 164,4 mil clientes em setembro, o que representa queda de 0,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), entidade sem fins lucrativos. O país soma 50,26 milhões de beneficiários. No terceiro trimestre deste ano, a queda foi ainda mais acentuada, de 0,5% em relação ao trimestre anterior, o que representa a saída de 236,21 mil beneficiários. Os planos individuais apresentaram a maior queda entre as diferentes categorias – 1% dos clientes abandonaram os planos em setembro, na comparação com setembro de 2014. Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do Iess, atribui os resultados ao agravamento da crise econômica, à queda do nível de emprego e aos efeitos sobre a renda das pessoas. “É possível que os beneficiários de planos coletivos por adesão, independentemente do momento de ingresso, tenham dificuldade para conseguir manter seus planos", disse. Segundo o levantamento, na comparação anual, os planos coletivos empresariais, aqueles pagos pelas empresas como benefício aos funcionários, registraram leve retração de 0,1% (saída de 47,3 mil beneficiários), enquanto os planos coletivos por adesão tiveram aumento de 0,6%, ou 39,7 mil novos vínculos. Na comparação trimestral, os planos coletivos por adesão registraram queda de 0,9%, a maior entre todos os tipos de contratação, com a saída de 61,09 mil beneficiários. A estimativa do Iess é que o setor feche o ano em queda, mas em proporção inferior à retração do Produto Interno Bruto e do nível de emprego. "O plano de saúde é o terceiro principal desejo do brasileiro, atrás de educação e da casa própria. É também um benefício muito valorizado pelos funcionários das empresas. Então, é natural que, enquanto houver condições financeiras, os beneficiários e as empresas tentarão preservar esse benefício", disse Luiz Augusto Carneiro.

Banco Central aponta que a taxa de juros para a pessoa física chegou a 62,3% em setembro

As taxas de juros continuaram a subir, em setembro, de acordo com dados do Banco Central, divulgados nesta terça-feira (27). A taxa de juros cobradas das pessoas físicas subiu 1,1 ponto percentual de agosto para setembro, quando ficou em 62,3% ao ano. As empresas pagaram 0,6 ponto percentual a mais, com taxa em 29,3% ao ano. A inadimplência das famílias, considerados atrasos superiores a 90 dias, subiu 0,1 ponto percentual para 5,7%. Já para as empresas, a inadimplência caiu 0,1 ponto percentual para 4,1%. As taxas de juros que mais subiram para as famílias foram a do cartão de crédito e do cheque especial, que chegaram a 414,3% ao ano e a 263,7% ao ano. A taxa do cheque especial subiu 10,5 pontos percentuais e a do rotativo do cartão de crédito, 10,8 ponto percentual, de agosto para setembro. A taxa para a compra de veículos subiu 0,8 ponto percentual para 25,6% ao ano. Já a taxa do crédito consignado caiu 0,2 ponto percentual para 27,6% ao ano. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. No caso do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa média de juros caiu 0,1 ponto percentual para pessoas físicas (9,8% ao ano) e 0,8 ponto percentual para as empresas (9,7% ao ano). A taxa de inadimplência do crédito direcionado ficou estável tanto para empresas (0,7%) quanto para pessoas físicas (1,9%). O saldo total do crédito chegou a R$ 3,160 trilhões, com alta de 0,8% no mês e de 9,1%, em 12 meses. O saldo do crédito livre chegou a R$ 1,608 trilhão e o direcionado a R$ 1,551 trilhão. 

Indice de Confiança da Construção cai 3,9% em outubro

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 3,9% em outubro, em comparação a setembro, atingindo 63,4 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010, de acordo com o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para a realização da sondagem, a FGV entrevistou 723 empresas em todo o País. Segundo os dados, a percepção das empresas em relação à situação atual exerceu a maior contribuição para a queda do índice de confiança em outubro. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 7,9%, alcançando 45,3 pontos, o que representa o mínimo histórico. O Índice de Expectativas (IE-CST) registrou -1,5%: atingiu o mínimo histórico de 81,5 pontos. De acordo com a FGV/Ibre, o recuo do ISA-CST é resultado da queda de 8,5% no índice que avalia o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios. O item chegou aos 43,2 pontos. O indicador varia entre zero e 200 e nos últimos 12 meses caiu 50,5 pontos. No caso do IE-CST, o que mais contribuiu para queda foi o item que capta o grau de otimismo em relação à evolução da demanda nos três meses seguintes, que recuou 1,7%, entre setembro e outubro, alcançando 76,6 pontos, menor nível da série. “Os sucessivos recordes negativos dos indicadores de confiança do Setor da Construção vêm sofrendo grande contribuição do enfraquecimento do nível de atividade, que se acentuou nos últimos meses. Não por acaso, a falta de demanda vem sendo apontada pelas empresas como o principal limitador à melhoria do ambiente de negócios”, disse Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre. As citações sobre as dificuldades com acesso ao crédito bancário dobraram de um ano para o outro. Já o item outros cresceu nos últimos 12 meses. Entre os itens classificados como outros, um dos destaques tem sido a crescente frequência de citações à incerteza no cenário macroeconômico. A opção escassez de mão de obra qualificada teve 30,6% das assinalações e não representa preocupação.

Mãe de Neymar é incluída em processo de fraude na venda do passe do jogador


Nadine Gonçalves da Silva Santos se uniu ao filho Neymar e ao marido Neymar Santos ao ser incluída no processo que a empresa DIS move contra o Barcelona, o Santos e a família do jogador. A DIS considera que Nadine deveria responder da mesma forma que o pai de Neymar, já que ambos possuem 50% da N&N, empresa da família que intermediou a venda do craque ao Barcelona em 2013. O juiz titular do Tribunal de Instrução nº 5 da Audiência Nacional, na Espanha, acatou o pedido da empresa. A nebulosa transferência de Neymar é vítima de dois processos na Espanha, uma do fisco espanhol e a mais recente da DIS, aberta em julho deste ano. A empresa brasileira detinha 40% dos direitos econômicos do atleta e se sentiu lesada ao tomar conhecimento sobre os reais valores da transação. O DIS e o Santos alegam que a N&N forjou contratos com o Barcelona para ficar com a maior parte do dinheiro da venda. O Barcelona alegou inicialmente ter desembolsado 57,1 milhões de euros para tirar Neymar do Santos. No entanto, meses depois, o clube admitiu ter gasto um valor bem maior, que ronda os 100 milhões de euros, dos quais 40 milhões foram para a empresa dos pais de Neymar, sem o conhecimento do DIS e do Santos - o clube respondia por 55% dos direitos e os 5% restantes pertenciam ao grupo de investidores Teísa. A revelação provocou a renúncia do presidente do Barcelona, Sandro Rosell. A N&N admite ter recebido o valor, mas nega irregularidades, e o caso continua sendo investigado pela Justiça espanhola.

Queda de 3,5% do PIB em 2016

Os principais bancos e consultorias do país, segundo o Valor, "abandonaram as apostas em recuperação da economia no ano que vem e passaram a estimar um cenário bastante sombrio para 2016, de queda de até 3,5% do PIB". Que tem de ser somada à queda de 3% - 3,5% em 2015.

Lula, aos 70, não trabalha desde os 35 anos

Hoje, Lula completa 70 anos. Ele deixou de ser operário, formalmente, em 1980, quando fundou o PT (na verdade, como líder sindical, já não dava expediente no chão de fábrica desde 1972). Ou seja, Lula deixou de trabalhar, no duro mesmo, aos 35 anos. Metade da sua vida foi dedicada à "arte da política", e não ao batente diário que consome o tempo de milhões de brasileiros. Lula trabalhou muito menos do que operários, empresários, professores, comerciantes, jornalistas e profissionais liberais que ainda têm de suar a camisa para pagar as contas. Lula é a elite da elite. Lula é um político que virou lobista.

Petrobras: venda da Gaspetro é quase inútil

A venda de 49% da Gaspetro para a Mitsui foi vista, pelo mercado, apenas como uma mostra de boa vontade da Petrobras. Afinal, quem tem uma dívida de mais de US$ 100 bilhões não sente nem cócegas, quando fecha um negócio de R$ 2 bilhões. Para os analistas, não há escapatória: para sair da crise financeira, a empresa precisa reajustar novamente os combustíveis. Traduzindo: os brasileiros terão de pagar ainda mais caro pelas lambanças de Lula, Dilma e companheiros no comando da estatal.

O velho amigo e o novo

O BTG de André Esteves se beneficiou das MPs que deram incentivos fiscais às montadoras MMC (Mitsubishi) e Caoa (Hyundai). Em 2010, Esteves resolveu ampliar seus negócios e comprou 15% da MMC. Como revelou a Operação Zelotes, foi o lobista Mauro Marcondes, o velho amigo de Lula preso hoje, quem conseguiu a aprovação das medidas provisórias.