quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Ex-chanceler camarada Celso Amorim recebe mais alta condecoração palestina

O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa do Brasil, camarada Celso Amorim, recebeu nesta quarta-feira, (14) em Ramallah, na Cisjordânia, a Ordem da Estrela de Jerusalém, mais importante comenda oferecida pela Autoridade Nacional Palestina a figuras de peso do cenário nacional e internacional. A comenda foi entregue ao camarada Amorim pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em cujo semblante era visível a preocupação quanto à escalada da violência entre palestinos e israelenses neste mês. Segundo o ex-chanceler brasileiro, o líder palestino disse estar se esforçando para não fomentar a violência e retomar o diálogo com Israel. 


"Abbas me disse que sua posição é retomar um diálogo no contexto dos acordos do passado. Se isso não acontecer, o perigo é que os jovens palestinos percam a esperança na via que foi proposta, a de dois Estados para dois povos", disse o camarada Amorim. E ele acreditou!!!! "Há esse risco, mas Abbas acha que, apesar de tudo que tem acontecido, a violência está relativamente contida e é preciso que os dois lados continuem trabalhando de maneira paciente", acrescentou o ex-chanceler e camarada petista brasileiro. Depois da premiação a Amorim, e horas antes de fazer um discurso aos palestinos, Abbas relembrou sua visita ao Brasil em 2009 e enviou saudações ao ex-presidente Lula, com o qual fez amizade. Mas os assuntos regionais falaram mais alto na conversa, que contou também com a presença da alta cúpula do governo palestino, do partido Fatah e da Organização para Libertação da Palestina (OLP), incluindo o ex-chanceler Nabil Shaath e a negociadora da OLP, Hanan Ashrawi. Segundo camarada Amorim, Abbas afirmou que Israel precisa cumprir suas obrigações, particularmente no que tange aos assentamentos israelenses em territórios palestinos, que o Brasil considera ilegais e um obstáculo para a paz. "É preciso voltar à mesa de negociação para a criação de dois Estados, mas você tem que respeitar a dignidade do outro Estado – a pessoa tem que sentir que é respeitada. Isso é absolutamente essencial. Quando isso não acontece, as coisas ficam mais difíceis", analisou o camarada Amorim, referindo-se à onda de ataques de jovens palestinos com facas a israelenses. O ex-ministro, que hoje é chefe da Missão Eleitoral da OEA no Haiti, recebeu a comenda palestina "pelo seu notável papel desempenhado em prol do estreitamento das relações entre Palestina e Brasil, seu louvável desempenho a serviço da paz do Oriente Médio e a seu incansável apoio à luta do povo palestino por sua liberdade e independência". 

Falta de acordo sobre tipificação do terrorismo trava votações no Senado

A falta de acordo entre governo e oposição sobre o projeto de lei que trata da tipificação do crime de terrorismo impediu que o plenário do Senado deliberasse nesta semana. Deputados de partidos de esquerda argumentam que a proposta pode criminalizar os movimentos sociais e os partidos de direita alegam que o governo quer flexibilizar o crime para tolerar manifestações de rua violentas de grupos que apoiam o governo. A proposta torna crime determinadas ações que passarão a ser consideradas como atos de terrorismo e determina pena de 12 a 30 anos de reclusão. O texto, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, define como terrorismo a prática de atos "por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública". A principal preocupação dos movimentos sociais é que manifestantes possam ser enquadrados neste crime. Na Câmara, os deputados incluíram um parágrafo para reduzir o impasse, no qual se destaca que o dispositivo "não se aplica à conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou categoria profissional". "A proposta representa um grande retrocesso para os direitos de participação política no Brasil porque deixará nas mãos de delegados e promotores o filtro para dizer se tal conduta é ou não de movimento social", afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "A proposta aumenta o fosso com os movimentos sociais. Ela diz que qualquer ato que promover ou causar terror generalizado é terrorismo. Isso é temeridade, é uma linha tênue inaceitável. Daqui a pouco, qualquer mobilização social, qualquer manifestação de rua pode, de acordo com a cabela do juiz, ser encarado como terrorismo. O problema passará a ser a interpretação", afirmou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Já o líder do PSDB na Casa, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que o governo pretende criar uma legislação que "tolere reações de rua que possam dar um mínimo de sustentação ao governo". "É muito grave o que está acontecendo. É uma antevisão de futuro que se faz diante de um governo que se fragiliza cada dia mais e tenta usar movimentos sociais que são financiados e mantidos por esse próprio governo para intimidar a sociedade brasileira", disse. "Não podemos fazer o papel dos inocentes úteis, achando que simplesmente haverá uma flexibilização daquilo que se intitula como terrorismo para dar a esse governo a única válvula escapatória que é uma conflagração do Brasil. Estaremos muito atentos a isso e não vamos cair nessa armadilha", completou. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi escolhido como novo relator da proposta depois que o senador Humberto Costa (PT-PE) desistiu da relatar a proposta por não poder fazer alterações no texto. O governo defende que ele seja aprovado sem modificações para não ter que passar por uma segunda análise da Câmara. A pressa se deve a um prazo imposto pelo Gafi (Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo), que, de acordo com o Ministério da Fazenda é uma organização intergovernamental cujo propósito é desenvolver e promover políticas nacionais e internacionais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. De acordo com os senadores, o governo informou que a proposta deveria ser aprovada até 19 de outubro, sob o risco de o Brasil ficar fragilizado perante agências internacionais de classificação de risco.

Camarada Bendine, o amigo da Val, diz que a Petrobras "sempre estará sujeita ao risco da corrupção"


Perguntado se a Petrobras está livre da corrupção, o presidente da estatal, Aldemir Bendine, afirmou que as atitudes ilícitas são práticas individuais e que a empresa "sempre estará sujeita a esse risco". O petista presidente da estatal foi instado a abordar o tema durante a sessão da CPI da Petrobras desta quarta-feira, ao responder uma pergunta do deputado Altineu Cortes (PR-RJ). "A corrupção é algo muito individual. Óbvio que a empresa sempre estará sujeita a esse risco. Estamos num processo de transição. Em 8 meses ainda não foi possível estabelecer as melhores praticas de governança que almejamos", reconheceu ele. É evidente que não é coisa individual coisa nenhuma, a Petrobras foi assaltada por um esquema bandido, corruptor, comandado pelo PT. Bendine adiantou que a estatal vem empregando esforços para aperfeiçoar a gestão e a transparência. Entre as mudanças, há medidas para permitir que as decisões sejam mais colegiadas e menos individuais. Ele afirmou que está em curso um processo de reorganização dos cargos de alto comando da companhia. "Uma das coisas que me causaram estranheza foi encontrar 50 gerentes-executivos sem responsabilidade estatutária. Enxugando a cadeia de comando, você atribuiu mais responsabilidades. Isso é fundamental", explicou Bendine. O depoimento do presidente da Petrobras começou por volta das 16h20. Ele evitou fazer considerações nominais sobre seus antecessores e ex-diretores da companhia. Durante a sessão, camarada Bendine, o amigo da Valdirene, anunciou que ações de gestão adotadas para baratear a dívida da companhia já geraram uma economia de US$ 3,8 bilhões em 2015. De acordo com Bendine, a companhia vem buscando alternativas para alongar prazos e reduzir os valores dos débitos da empresa. "Temos buscado uma dívida de prazo mais longo e preço mais baixo. Só nesse reescalonamento para esse ano, que nos garantiu folga de caixa e já estamos trabalhando para 2016, tivemos economia para a companhia em 2015 de US$ 3,8 bilhões com essa melhor gestão de endividamento", adiantou. O presidente da Petrobras afirmou mais de uma vez que um dos principais desafios da companhia hoje é recuperar a credibilidade por meio de mudanças no modelo de gestão. "Conseguimos, através de uma série de captações e negociações, quase US$ 11 bilhões, que puderam fazer frente ao caixa da companhia, que não atendia às necessidades de uma empresa desse porte", exemplificou. O prazo regimental da CPI se encerra no próximo dia 23. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), com o apoio de outros deputados, já apresentou um requerimento solicitando a prorrogação dos trabalhos por mais 120 dias. Entretanto, o relator da comissão, Luiz Sérgio (PT-RJ), se posicionou contrariamente à ampliação das atividades do colegiado. "E como vice-líder do meu partido, vou encaminhar contra a prorrogação", adiantou.

Lula viaja a Brasília para traçar estratégia e barrar impeachment

O ex-presidente Lula viajou a Brasília nesta quarta-feira (14) para uma série de conversas com ministros, parlamentares do PT e com sua sucessora, Dilma Rousseff, para tratar da estratégia do governo diante das negociações entre o Planalto e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para tentar suspender a abertura de um processo de impeachment contra a presidente. Durante a abertura do congresso da CUT (Central Única dos Trabalhadores), na terça-feira (13) em São Paulo, Lula avisou a Dilma que iria a Brasília no dia seguinte e os dois acertaram uma conversa a sós para quinta-feira (15). Isso porque a presidente passou a quarta-feira (14) no interior paulista e na região metropolitana de São Paulo, onde participou de diversos eventos. Desde a semana passada, o ex-presidente tem dito a aliados que conversaria com deputados e senadores petistas para tentar afinar a bancada com a estratégia do governo de não-agressão a Cunha. Nesta quinta-feira, o presidente do PT, Rui Falcão, também vai se reunir com a bancada petista na Câmara para medir a temperatura política na Casa. 

PT roubou a pedalada

Dilma Rousseff falou à EPTV, afiliada da Globo em Piracicaba, que a oposição quer dar "pedaladas políticas" para chegar ao poder. É o cúmulo da marquetagem de João Santana usar contra os adversários a mesma expressão que define o crime de responsabilidade fiscal que a petista cometeu. O PT rouba até simples palavras.

Lula agindo

Lula está em Brasília para mais uma de suas rodadas de acertos políticos. Além de mandar Dilma calar Joaquim Levy, o ex-presidente também quer acertar de vez a relação com Eduardo Cunha para retirar o impeachment da agenda. Lula veio de jatinho.

TCU afirma que "redução artificial" de conta de luz desequilibrou o caixa do governo


A redução de 20% na conta de luz feita pelo governo em 2013 foi uma medida artificial e de cunho eleitoral, que acabou por implicar forte agravamento das contas públicas e no desajuste fiscal que se viu no ano passado. A conclusão consta de uma auditoria que acaba de ser concluída pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que analisou o atual cenário operacional e financeiro do setor elétrico do País. Ao analisar os efeitos da medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff no fim de 2012, decisão que reduziria o preço da conta de luz a partir de janeiro de 2013, o relatório da corte de contas afirma que, naquela ocasião, "o governo emitiu sinal via preço ao consumidor de incentivo ao consumo", quando já se fazia uso intensivo das usinas térmicas - que são as mais caras - para cobrir a frustração da geração hidrelétrica, por conta do baixo do nível dos principais reservatórios. Essa política forçada de redução das tarifas, que custou nada menos que R$ 12,64 bilhões em 2013 e R$ 31,29 bilhões no ano passado, sangrou os cofres do Tesouro, produzindo sérias dificuldades financeiras às empresas do setor e um tremendo desajuste fiscal. "Elevados montantes de recursos públicos, aportes do Tesouro Nacional, foram utilizados para compensar o acionamento de térmicas mais caras e com isso manter a redução no valor das tarifas, o que colaborou para o desequilíbrio das contas públicas, principalmente em 2014", afirma o tribunal. A adoção do chamado "realismo tarifário", que inclui medidas como as bandeiras tarifárias, que repassaram o custo da energia para a conta do consumidor, foi tomada tardiamente, segundo os auditores, porque já se sabia do completo desequilíbrio em que todo o setor se encontrava. A avaliação é de, que caso as medidas fossem tomadas no fim de 2013 ou início de 2014, o aumento decorrente das tarifas de energia teria induzido a diminuição do consumo, poupando reservatórios. "De forma a evitar o aumento das tarifas e viabilizar a promessa de redução, ressaltando ainda o, então, momento pré-eleitoral, foram destinados no setor elétrico considerados volumes de recursos para a manutenção do preço da energia no mercado regulado em valores artificialmente baixos", afirmam os auditores do TCU. "Essa demora para a elevação dos valores das tarifas, que pode ter relação com a promessa de redução tarifária em 20% e o momento político eleitoral do Brasil, agravou a crise energética, aumentou os valores da energia no mercado de curto prazo, gerando consequências graves para todo o sistema elétrico". O relator do processo, ministro José Múcio Monteiro, recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) que elabore um "Plano de Contingência" para situações de elevado risco de insuficiência energética. Em resposta encaminhada ao tribunal, o Ministério informou que acompanha detalhadamente a operação do setor elétrico por meio de reuniões regularmente realizadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), além do trabalho desempenhado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para os auditores do TCU, porém, o MME não dispõe de um plano de contingência que detalhe ações e responsabilidades para o enfrentamento de uma situação crítica de suprimento de energia. "Esse plano contingencial deve conter a adoção de medidas sequenciais e gradativas, conforme o aprofundamento do risco, disparadas por critérios técnicos e desassociados de possível conjuntura político-eleitoral", afirma o relatório.

Companheiro Bendine, o amigo da Val, diz que a Petrobras renegocia contratos da Sete Brasil


O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse, em depoimento à CPI da Petrobras, que a estatal está renegociando os 28 contratos para construção de navios-plataforma assinados com a empresa Sete Brasil, que enfrenta dificuldades financeiras, o que já causou a demissão de cerca de 30 mil trabalhadores desde a deflagração da Operação Lava Jato. A Sete Brasil, uma empresa privada, foi criada por iniciativa da Petrobras especificamente para construir as sondas e para isso foi montada uma complexa engenharia financeira: 25% dos recursos seriam investidos por 12 acionistas e os demais 75% por financiadores – entre os quais o principal era o BNDES. O principal acionista da Sete Brasil é o banco BTG Pactual (26%), mas tem também a Petrobras (9%), fundos de pensão, como o Previ (do Banco do Brasil) e o Petros (da Petrobras), além dos bancos Santander e Bradesco. Juntos, eles investiram 1,8 bilhão de dólares na empresa. A Sete Brasil enfrenta dificuldades financeiras depois da Operação Lava Jato e depende de financiamentos para concluir a construção de 17 das 28 sondas de perfuração contratadas pela Petrobras, um investimento de mais de 20 bilhões de dólares e que envolve 150 mil empregos diretos. A empresa parou de pagar os estaleiros contratados por ela em novembro do ano passado, depois que o BNDES não liberou o empréstimo de 18 bilhões de dólares – financiamento que tinha sido aprovado pela diretoria do banco quando a empresa foi criada. O empréstimo acabou negado depois que a empresa passou a ser investigada pela Operação Lava Jato. Um dos delatores do esquema, o ex-gerente da área de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, foi nomeado diretor da Sete Brasil e admitiu que houve pagamento de propina a diretores da Petrobras e a partidos políticos por estaleiros contratados para construir os navios-sonda. Bendine disse que os contratos serão renegociados e terão tamanho “menor” que o previsto antes da Operação Lava Jato. “A demanda da Petrobras por navios-sonda é bem menor que a do plano de negócios anterior. Está sendo feita uma renegociação com a Sete Brasil, a Petrobras e bancos credores para readequar os contratos, o que é complexo. Cada sonda tinha uma sociedade para fins específicos, cada qual com sócios e um operador”, disse. Ele não informou o valor da redução dos contratos.

Trabalho honesto

Mulher do petista André Vargas, Eidilaira Soares, disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro que nunca se envolveu com as atividades do marido e vive de bicos, informa a Veja: "Tenho uma iogurteria, faço bolo, vendo perfume, emagrecedores naturais, essas coisas. Comecei a trabalhar com 12 anos, trabalhei como vendedora e no cemitério lavando túmulos. Trabalhei também com sacoleiras que revendiam roupas que eu comprava em São Paulo".

Pixuleco nos fundos

Um dos desdobramentos da Operação Pixuleco 2, aquela que foi fatiada pelo Supremo, atinge em cheio o Serpros, fundo de pensão dos servidores do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), vinculado ao Ministério da Fazenda. A Polícia Federal descobriu desvios de R$ 38 milhões em recursos do Serpros repassados à VIS Investimentos, uma das empresas controladas por Alexandre Romano. Desde maio, o caso também é investigado pela Previc, o órgão que supervisiona os fundos de previdência complementar. 

Dilma não desiste

O governo Dilma quer negociar com o TCU um acordo em torno do cronograma de correção de todo o estoque de despesas que foram pedaladas no primeiro mandato, segundo o Estadão. O TCU determinou o pagamento imediato dos valores devidos a FGTS, Caixa e subsídios de equalização de taxa de juros do BNDES e do BB. Mas AGU e BC recorreram, alegando não dispor de espaço orçamentário para cumprir a determinação do tribunal. Isto é conversa para tornar nula a decisão do Tribunal de Contas da União. Essa gente petista não pára nunca....

Novo pedido de impeachment no forno

Carlos Sampaio avisa que o novo pedido de impeachment contra Dilma já está praticamente pronto, será registrado em cartório amanhã e protocolado na sexta-feira na Câmara. O documento será assinado por Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal, além de representantes dos movimentos MBL, Contra a Corrupção e VemPraRua. “A consolidação das informações contidas nos documentos anteriores e a inclusão de informações do TCU, numa única denúncia, nos permitiram dar uma ordem mais lógica e sistematizada aos argumentos. Temos a convicção de que esse pedido não terá como ser indeferido”, diz Sampaio. 

Vaccari vai depor no caso Bancoop

Preso no Paraná por ter sido condenado na Lava Jato, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi agora intimado pela juíza Cristina Balbone a depor na ação penal que investiga os desvios da Bancoop. No processo, Vaccari e outros réus são acusados de desviar R$ 100 milhões das contribuições dos cooperados para financiar campanhas do PT. O depoimento está marcado para 4 de novembro.

Lava Jato e triplex aceleraram Bancoop

O Antagonista apurou que as recentes denúncias envolvendo o triplex de Lula e a condenação de João Vaccari Neto na Lava Jato aceleraram o julgamento do caso Bancoop - que até pouco tempo atrás parecia fadado ao esquecimento... A juíza Cristina Balbone deu prazo limite de 90 dias para Ministério Público e defesa dos réus concluírem seus trabalhos.

Hay que tener cojones

Aécio Neves e Aloysio Nunes cancelaram a reunião com o colombiano Ernesto Samper, o secretário-geral da OEA. O motivo? Samper se reuniu com Dilma ontem e saiu do encontro fazendo críticas à oposição por querer o impeachment da petista. Para os tucanos, diplomacia é uma coisa, ingerência é outra.

Cunha elogia ministro Jaques Wagner e reclama da oposição - esse é o sinal, o sujeito já trocou de lado

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), elogiou, nesta quarta-feira (14), o desempenho do chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, com quem tem negociado sua aproximação com o Palácio do Planalto. Nas conversas com seus colaboradores, Cunha afirmou que a nomeação de Wagner para a Casa Civil foi o maior acerto da reforma ministerial realizada pela presidente Dilma Rousseff. "Acho Jaques Wagner mais afeito ao diálogo", diz Cunha. No jargão da política, "mais afeito ao diálogo" quer simplesmente dizer "mais afeito aos negócios", qualquer negócio. Ainda segundo seus aliados, Cunha tem reclamado da atuação da oposição. No fim de semana, a oposição divulgou nota cobrando o afastamento do peemedebista do comando da Casa depois que documentos da Suíça revelaram que dinheiro da Petrobras abasteceu contas de Cunha no exterior, o que ele nega. Cunha repetiu aos seus interlocutores que não considera a reprovação das contas de Dilma em 2014 pelo Tribunal de Contas da União motivo para aceitar a abertura de um processo de impeachment contra ela. O peemedebista não revelou o que pretende fazer com o novo pedido de impeachment que será protocolado pela oposição, e que acrescentará parecer que afirma que as pedaladas fiscais tiveram seguimento em 2015.

Michel Temer renega a idéia de assumir Ministério da Justiça e diz que permanece na vice-presidência

No momento em que petistas e peemedebistas defendem sua indicação para o Ministério da Justiça, o vice-presidente Michel Temer refutou nesta quarta-feira (14) a pretensão de assumir o cargo. A alternativa tem sido defendida por deputados federais do PT próximos ao ex-presidente Lula e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que negocia com o Palácio do Planalto um recuo em relação ao encaminhamento ao plenário da Casa Legislativa do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O peemedebista culpa o atual ministro, José Eduardo Cardozo, pelo vazamento de detalhes da investigação contra ele pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A troca enfrenta resistência da petista. "Eu vou ficar vice-presidente", respondeu Temer ao ser peguntado se assumiria a pasta. Na reforma administrativa, realizada no início do mês, o ex-presidente Lula defendia nos bastidores que a presidente trocasse Cardozo e apoiava os nomes do deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados no Brasil) no Rio de Janeiro, e do ex-ministro Nelson Jobim, peemedebista e advogado que coordena o pool de escritórios de advocacia criminal que defende os empreiteiros denunciados no Petrolão do PT, na Operação Lava Jato. O vice-presidente defendeu também nesta quarta-feira (14) que seja cumprida decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender o rito estabelecido pelo presidente da Câmara dos Deputados para o andamento de um eventual processo de impeachment da presidente. 

TCU libera leilão de 29 usinas hidrelétricas

Barragem da Usina Hidrelétrica de Xingó, na divisa entre Alagoas e Sergipe

O Tribunal de Contas da União aprovou os estudos técnicos sobre a concessão de 29 usinas hidrelétricas em operação, o que autoriza o governo a fazer o leilão dessas unidades. A intenção anunciada pelo Ministério de Minas e Energia é realizar a disputa em 6 de novembro, mas o leilão ainda não foi oficialmente marcado. Essas usinas eram administradas por empresas que não quiseram renovar suas concessões em 2012 em troca de redução nos preços das tarifas. Entre essas companhias estão a Cesp, Cemig, Copel entre outras. O governo retomou a concessão delas e vai leiloar as hidrelétricas com a promessa de que a energia ao consumidor será mais barata. Além disso, o governo também espera arrecadar R$ 18 bilhões por essas concessões. A expectativa é que uma parte desse dinheiro, R$ 11 bilhões, seja arrecadado ainda este ano para ajudar o governo a tentar alcançar superávit primário nas contas públicas. O TCU considerou que o governo cumpriu os requisitos necessários para fazer a concessão. Mas recomendou uma mudança no edital para evitar que os novos administradores destinem uma parte grande da energia para o chamado mercado livre, onde os preços não são regulados, como forma de compensar os preços baixos que terão que cumprir no chamado mercado cativo, onde estão os consumidores residenciais. 


Na mesma sessão do tribunal, o ministro José Múcio Monteiro, responsável por analisar os processos do setor elétrico, recomendou ao governo que elabore um plano de ação para caso a crise de energia se amplie se não chover nos próximos meses. Num trabalho que analisou a crise por que passa o sistema elétrico desde 2012, Múcio aponta que a "discreta melhora" nos atuais índices que medem os riscos de colapso do sistema têm uma "explicação funesta": "a forte retração da demanda, provocada pela queda da atividade econômica, que deve perdurar, segundo analistas econômicos, pelo menos até o final de 2016". O ministro referendou parecer dos técnicos do órgão que apontaram ser grave o fato do governo ainda não ter, em caso de piora na crise, um plano de contingência elaborado "com ações previamente estabelecidas para serem disparadas segundo critérios objetivos, por agentes determinados, no caso de agravamento da situação, livres da circunstância político-eleitoral". Na análise do ministro, as medidas tomadas para conseguir minimizar os efeitos da crise em 2013 e 2014 não tiveram avaliação dos custos para o sistema e para a sociedade, gerando aumentos excessivos nas contas dos consumidores. "Não se sabe ao certo também quais os benefícios das medidas ante uma avaliação adequada de soluções alternativas", informa o relator. Além de recomendar o plano, o TCU também sugeriu estudos para medidas alternativas que podem ser mais baratas, como o compartilhamento da energia gerada nas casas e das usinas de cana.

Apenas dez empresas respondem por quase 10% da dívida com a União


As dez empresas com maior volume de débitos inscritos na dívida ativa respondem por quase 10% de toda a dívida existente com a União. Os dados constam em lista divulgada pelo Ministério da Fazenda com os 500 maiores devedores. A divulgação da lista ocorre no momento em que o governo se esforça para conseguir qualquer tipo de receitas extras que proporcionem algum alívio para seu caixa. A lista com 500 maiores devedores contempla empresas que possuem débitos equivalentes a R$ 392,2 bilhões, quase um terço da dívida total de R$ 1,4 trilhão. O ranking foi elaborado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional a partir de uma lista de devedores que é atualizada mensalmente pelo órgão. A divulgação teve como objetivo dar maior publicidade aos valores devidos por essas empresas, de forma que elas se sintam incomodadas e busquem quitar os débitos para evitar um rótulo de mau pagador. No ano passado, a Fazenda conseguiu a recuperação de cerca de R$ 20 bilhões desses débitos. Em 2015, até o momento, os valores recuperados chegam a aproximadamente R$ 12 bilhões, segundo a Procuradoria-Geral. A queda é justificada pela crise econômica, segundo o governo. Do estoque total da dívida, cerca de R$ 180 bilhões possuem alguma garantia ou negociação vigente, o que aumenta a possibilidade de pagamento por parte dos devedores. A liderança da lista de maiores devedores é da Vale, que possui débitos da ordem de R$ 41,9 bilhões. Entretanto, a maior parte dessa dívida (R$ 32,8 bilhões) está suspensa por decisão judicial. Em nota, a Vale disse que aderiu nos últimos anos a programas de refinanciamento, como o Refis de Lucros no Exterior. Os débitos parcelados, porém, continuam sendo considerados na dívida ativa da União pelo seu valor original, sem as reduções de multa e juros dos programas. A segunda colocada é a Carital Brasil, anteriormente conhecida como Parmalat Participações. A empresa possui R$ 24,9 bilhões em débitos inscritos na dívida ativa. Também presente no Top 10, a Petrobras tem uma dívida de R$ 15,6 bilhões, que foi parcelada e está com o pagamento sendo realizado de acordo com o cronograma acordado. Único banco a figurar entre os dez primeiros, o Bradesco possui débitos totais de R$ 4,8 bilhões inscritos. Desse total, R$ 1,3 bilhão está aguardando decisão da Justiça e outros R$ 101 milhões possuem garantias no processo de execução fiscal. Outras duas empresas que figuram no top 10 são do setor aéreo e já não operam mais. A Vasp (Viação Aérea São Paulo) tem uma dívida de R$ 6,2 bilhões e a massa falida da Varig (Viação Aérea Rio-Grandense) possui débitos de R$ 4,6 bilhões. No caso de empresas que entraram em processo de falência, a cobrança fica mais complicada. Como se vê, a lista é de mentirinha, para impressionar cidadãos. 

Jornal The New York Times diz que o muçulmano Obama reconsidera retirada militar total do Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos, o muçulmano Barack Obama, está reconsiderando a retirada prometida de militares americanos do Afeganistão, segundo o jornal "The New York Times". Obama havia prometido trazer de volta toda a força excedente no país antes do fim do seu mandato —seu sucessor será eleito em novembro de 2016 e deve assumir o posto em janeiro do ano seguinte. Atualmente, porém, a difusão do Taleban ao longo do território afegão é a maior desde que o regime terrorista islâmico foi deposto do poder central no país, em 2001. No último dia 28 de setembro, o Exército afegão e as forças da Otan no país, comandadas pelos Estados Unidos, foram pegas de surpresa pela tomada da cidade estratégica de Kunduz, no norte, pelo Taleban. A cidade foi posteriormente reconquistada.


A presença americana também foi alvo de intensas críticas depois do bombardeio, por aeronaves dos Estados Unidos, de um hospital gerido pela ONG Médicos Sem Fronteiras, no dia 3, que deixou ao menos 22 mortos. O Pentágono afirma que o ataque foi um engano provocado por um erro operacional. No momento, de acordo com o "The New York Times", a proposta considerada mais seriamente é a de manter entre 3.000 e 5.000 militares nas missões de contraterrorismo, conforme a sugestão do general Martin Dempsey, membro do Estado-Maior Conjunto dos EUA. As propostas do Pentágono variam de um contingente de cerca de mil pessoas, que cuidariam, principalmente, da segurança de diplomatas americanos em Cabul, a manter a atual força, de 9.800 militares, que permitiria às forças dos Estados Unidos continuar prestando assessoria e treinamento aos afegãos. No início de outubro, o general americano John Campbell, chefe das forças internacionais no Afeganistão, afirmou ao Congresso que aconselhou Obama a manter mais de mil militares dos Estados Unidos no país para que a capacidade de treinamento das forças locais não fosse comprometida. Ele não disse qual foi o número exato de militares recomendado. Desde o início da incursão americana no país, em 2001, os Estados Unidos já gastaram US$ 65 bilhões — nos últimos cinco anos, a maior parte dos recursos foi utilizada na consolidação do Exército e da polícia locais. A guerra no Afeganistão é a mais longa já lutada pelos Estados Unidos em toda a sua história.

PPS pede que Janot confirme que lobista ligou filho de Lula a propina

O deputado Rubens Bueno (PPS-PR) enviou carta ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, solicitando confirmação da notícia de que o operador Fernando Baiano acusou o filho do ex-presidente Lula de receber propina de empresas envolvidas na Lava Jato. Neste domingo (11), o jornal "O Globo" publicou a informação de que Baiano contou em sua delação que teria quitado gastos pessoais de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, primogênito de Lula, no valor de cerca de R$ 2 milhões. A Folha confirmou com profissionais que atuam na Lava Jato que Baiano citou um dos filhos de Lula, mas a reportagem não conseguiu comprovar se o valor foi mesmo R$ 2 milhões nem que o beneficiado pelo repasse teria sido Lulinha. Na carta, Bueno diz que, caso a afirmação tenha ocorrido, chamará Lulinha para depor como investigado na CPI da Petrobras. Em nota divulgada pelo partido, o deputado afirmou também encontrou com pedido para que Lulinha seja ouvido em outras comissões. "Temos também requerimentos na CPI do BNDES e na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Ele precisa ser ouvido o mais rápido possível até porque não é a primeira vez que seu nome aparece vinculado a tramoias", afirmou. No documento enviado à Janot, o parlamentar ainda pede acesso a cópias dos documentos que contêm o depoimento de Baiano. O Supremo Tribunal Federal homologou na última sexta (9) o acordo de delação premiada feito pelo operador com a Procuradoria Geral da República. Desde então, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na Lava Jato, e a oposição, pediram acesso aos documentos da delação. O PPS também pediu à PGR informações sobre as contas secretas atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O vice-líder do partido na Casa, o deputado Arnaldo Jordy (PA), protocolou um ofício ao procurador-geral, Rodrigo Janot, solicitando cópias dos documentos enviados pela Justiça suíça que apontam o caminho do dinheiro repassado a contas atribuídas à Cunha e familiares. Jordy argumenta que o acesso às informações vão impulsionar as representações contra Cunha na Corregedoria da Câmara e no Conselho de Ética. Na terça (13), o PSOL e a Rede Sustentabilidade protocolaram uma representação no conselho pedindo a cassação do mandato de Cunha.

Discussão sobre chamar Eduardo Cunha para depor gera bate-boca em sessão de CPI

Integrantes da CPI da Petrobras da base aliada e da oposição bateram boca no início da sessão desta quarta-feira (14), marcada para ouvir o depoimento do presidente da estatal, a petista Aldemir Bendine, o amigo da Val. A temperatura subiu quando os parlamentares debatiam uma eventual convocação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). De acordo com informações do Ministério Público da Suíça, divulgadas na semana passada, uma conta em nome da mulher do presidente da Câmara foi usada para bancar despesas pessoais do casal. Ao ouvir o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), argumentando pela ida do peemedebista à comissão, o deputado João Gualberto (PSDB-BA) provocou o colega: "O deputado Ivan Valente fala como auxiliar do PT", afirmou. Visivelmente exaltado, Valente rebateu, subindo o tom: "Vossa excelência não me conhece. Cale a boca". Em seguida, Celso Marun (PMDB-MS) fez uma defesa enfática de Eduardo Cunha, seu correligionário. Marun afirmou que Cunha não é o protagonista do escândalo de corrupção discutido na CPI e argumentou que ele está sendo alvo de "execração pública". "Vazamentos seletivos querem levar o presidente desta Casa à execração pública, que ele não merece. Somos tupiniquins? Se a Suíça falou, parou o Brasil? É o colonialismo? Se a Suíça quiser procurar dinheiro, tenho certeza que US$ 2 milhões é troco", disse Marun. O argumento do peemedebista foi a deixa para o petista Jorge Solla (BA) entrar no embate e criticar a prisão de uma parente do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que também está preso por suspeita de participação no esquema da Petrobras. "Não acharam dinheiro do Petrolão em conta nem de Dilma nem de Lula. Foi na de Eduardo Cunha. Por que Sérgio Moro mandou prender a cunhada de João Vaccari e não mandou a mulher de Eduardo Cunha?", questionou Solla.

O petista Bendine diz que gestão de dívidas gerou economia de US$ 3,8 bilhões para a Petrobras

O presidente da Petrobras, petista Aldemir Bendine, o amigo da Val, afirmou nesta quarta-feira que ações de gestão adotadas para baratear a dívida da companhia já geraram uma economia de US$ 3,8 bilhões em 2015. A informação foi passada por ele durante a sessão da CPI da Petrobras da Câmara, onde prestou depoimento. De acordo com Bendine, o amigo da Valdirene, a companhia vem buscando alternativas para alongar prazos e reduzir os valores dos débitos da empresa. "Temos buscado uma dívida de prazo mais longo e preço mais baixo. Só nesse reescalonamento para esse ano, que nos garantiu folga de caixa e já estamos trabalhando para 2016, tivemos economia para a companhia em 2015 de US$ 3,8 bilhões com essa melhor gestão de endividamento", adiantou. O presidente petista da Petrobras afirmou mais de uma vez que um dos principais desafios da companhia hoje é recuperar a credibilidade por meio de mudanças no modelo de gestão. "Conseguimos, através de uma série de captações e negociações, quase US$ 11 bilhões, que puderam fazer frente ao caixa da companhia, que não atendia às necessidades de uma empresa desse porte", exemplificou.

Marco Aurélio tenta justificar interferência do Supremo na Câmara

“Não (houve interferência). A última trincheira da cidadania é o Judiciário, é o Supremo. A partir do momento em que constataram os colegas que estaria havendo o atropelo das normas instrumentais do próprio processo do impeachment, eles atuaram e a presunção é de que atuaram corretamente”. A fala acima é do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo. Ele está justificando a interferência de Teori Zavascki e Rosa Weber no andamento da denúncia contra Dilma na Câmara. Eu ficaria satisfeito, ainda que discordasse, se ele dissesse qual “norma instrumental” está sendo atropelada. Nem os dois ministros que concederam as respectivas liminares conseguiram deixar claro. A questão fundamental é a possibilidade de a oposição recorrer caso Cunha indefira a denúncia. A garantia está prevista no Regimento Interno da Câmara. E os ministros a surrupiaram. É simples. Por Reinaldo Azevedo

Decisão de Teori e Rosa reforça poder de Cunha; só cassa mesmo prerrogativa da oposição!!!

É preciso que se entenda o exato alcance e a natureza das liminares concedidas nesta terça-feira por Teori Zavascki e Rosa Weber. À diferença do que se andou dizendo por aí — e a incompreensão sobre decisões judiciais é uma das maiores falhas da imprensa —, os ministros não cassaram de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, o poder de acatar denúncias contra a presidente Dilma. A liminar disse respeito pura e simplesmente ao que aconteceria caso ele recusasse. Ou por outra: Zavascki e Rosa Weber apenas cassaram da oposição o direito de recorrer. E, ora vejam, em certa medida, deram ainda mais poder ao presidente da Câmara. Se, pelo rito que ele havia explicitado, oposicionistas poderiam recorrer de sua decisão ao plenário, conforme estabelece o Artigo 218 do Regimento Interno da Câmara, agora não mais — ao menos na vigência das liminares, caso não sejam cassadas pelo tribunal. Agora, meus caros, é Cunha sozinho. Daí que esteja correta, sim, a campanha “Acolhe, Cunha!”, lançada pelo Movimento Brasil Livre. Está nas mãos dele dar ou não sequência à denúncia. Rosa e Teori cassaram da oposição uma prerrogativa que lhe era dada pelo Regimento Interno, com base em princípio nenhum. Nada na Constituição justifica aquelas liminares, que são uma aberração. É claro que isso facilita o balcão de negociação. Com todo o poder na mão e acuado por denúncias, com uma representação formal no Conselho de Ética, encabeçada pelo PSOL e pela Rede, com apoio de 32 dos 62 deputados petistas, há movimentos indicando que o presidente da Câmara, agora, está empenhado em salvar o próprio mandato. Para tanto, teria de contar com a colaboração dos petistas e do governo. Para que isso aconteça, ele, em troca, ajudaria a salvar a cabeça de Dilma Rousseff. Faz sentido? Faz sentido! Quem deu a Cunha o poder absoluto de decidir e, pois, de negociar? Foi Teori Zavascki. Foi Rosa Weber. Ao excluir a oposição do processo, a denúncia contra Dilma virou um assunto de governistas. Como tanto Cunha como Dilma estão à beira do abismo, por que não poderiam se ajudar mutuamente? É claro que o petismo e o Planalto podem, sim, ajudar Cunha na Câmara. Podem, por exemplo, tentar matar as denúncia contra ele ainda no Conselho de Ética. O deputado salvaria o seu mandato ao menos no âmbito do Legislativo. Já na Lava-Jato, em princípio ao menos, não há muito o que possa ser feito. Janot fez direitinho o seu trabalho, atendendo a, digamos, conversações pregressas, no tempo em que destruir Cunha era do pleno interesse do governo. Não há mais como o Ministério Público recuar no caso do deputado. Se um acordo com o governo pode salvar o seu mandato na Câmara, só mesmo seis votos do Supremo — ele é julgado pelo pleno, com 11 ministros, não pela turma, que tem cinco — podem livrá-lo de uma condenação e, eventualmente, da prisão. O governo tem esses seis votos no Supremo? Pois é… É bem possível que o julgamento final se dê com Dilma já como ex-presidente, mesmo que ela fique até 2018. Talvez mude até a composição do Supremo. Ainda que processado, Cunha pode se candidatar de novo e, eventualmente, se reeleger. Para tanto, não pode ser cassado pelos seus pares. No fim das contas, a decisão de Teori e Rosa acabou, sim, como é evidente, sendo boa para Dilma. Mas, também, abriu uma vereda para Cunha. Ele poderia entrar para a história acolhendo a denúncia da oposição. Mas acho que ele vai mesmo é tentar salvar seu mandato enquanto der. Por Reinaldo Azevedo

Cônsul-geral de Israel no Rio de Janeiro está preocupado com a segurança na Rio-2016


A diplomacia israelense está preocupada com o risco de atentado nas Olimpíadas de 2016. É o que o cônsul-geral de Israel no Rio de Janeiro, Menashe Kamara, expressou durante uma reunião com a Federação Israelita do Rio de Janeiro. O diplomata, que chegou ao Brasil há um mês, explicou que cerca de dez mil israelenses devem comparecer ao evento e pediu cautela à comunidade judaica.

Eduardo Cunha negocia mesmo com o PT e com o governo Dilma, ele quer o expurgo do ministro da Justiça para fazer o acordo

São cada vez mais consistentes as informações de que o governo Dilma Roussef e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, negociam algum tipo de acordo que blinde ambos. Ou seja, Eduardo Cunha está mesmo encaminhando uma gigantesca traição ao povo brasileiro. O PT é chave na negociação. PT, Dilma e Eduardo Cunha estão acostumados a todo tipo de patifaria. O acordo, segundo a Folha de S. Paulo de hoje, custaria a cabeça do ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, a quem Eduardo Cunha atribui os vazamentos seletivos contra ele. Ele quer a cabeça de José Eduardo Cardozo e a nomeação de Michel Temer para a vaga. O governo e o PT até concordariam com as duas exigências, mas negaram a terceira, que seria blindá-lo no julgamento do Lava Jato. Ambos disseram que este poder não possuem. Além disto, o presidente da Câmara exige ser blindado na Comissão de Ética, que tem 21 membros, sendo 8 do bloco comandado pelo PMDB e 7 pelo bloco liderado pelo PT. Em troca, Eduardo Cunha se compromete a: 1) blindar Dilma nos casos de impeachment; 2) aprovar as pautas do governo na Câmara. Nessa brincadeira só esqueceram de combinar com os russos, que são os brasileiros. Essa gentalha continua achando que o Brasil é o chiqueiro onde pode fazer o que quiser. 

O governo petista de Dilma Rousseff é o reino da estupidez esquerdopata, não acerta uma....

Depois que a Caixa Econômica colocou no ar uma propaganda que mostrava um Machado de Assis branco, o governo do PT quis ser tão politicamente correto que acabou sendo política e historicamente incorreto outra vez. O Globo registrou que uma propaganda do Ministério da Justiça, contra a xenofobia e o preconceito contra migrantes, mostra um jovem negro, com os seguintes dizeres: “Meu avô é angolano, meu bisavô é ganês. Brasil. A imigração está no nosso sangue”. Junto ao cartaz, o ministério postou a seguinte mensagem na internet: “Há cinco séculos, imigrantes de todas as partes ajudam a construir nosso país”. Ou seja, para o governo do PT, a escravidão foi um fenômeno migratório.

"Há cinco séculos, imigrantes de todas as partes ajudam a construir nosso país"
Os petistas querem impor a sua linguagem do políticamente correto, e nem eles próprios dominam a linguagem. Um anúncio completamente imbecil desse governo alucinado acaba de apresentar os negros como imigrantes no Brasil. Imigrante é quem se transfere de livre e espontânea iniciativa para um novo país. Os negros foram trazidos à força, acorrentados, para o Brasil, onde foram submetidos à escravidão, estado mais degradante ao qual uma pessoa pode ser reduzida. Os imbecis esquerdopatas não conhecem limites na estupidez.

Pátria Inadimplente

Se os marqueteiros de Dilma conseguissem ficar vermelhos de vergonha, esta seria uma boa ocasião. O governo da Pátria Educadora bagunçou tanto a economia que a inadimplência das famílias com educação cresceu 23% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Somente no segmento de ensino fundamental e médio, a falta de pagamento subiu 26%. Já nas universidades avançou 22%, segundo a Serasa Experian. Seria uma aula de realidade para Dilma, João Santana e companhia, se eles conseguissem aprender algo.

Ministério Público pede condenação de 18 black blocs pela violência no Rio de Janeiro


O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça a condenação de 18 dos 23 terroristas dos black blocs envolvidos em atos violentos em manifestações na cidade em 2013. Eles são acusados de formação de quadrilha e corrupção de menores. Por falta de provas, o promotor Paulo Sally, da 27ª Vara Criminal, pediu a absolvição dos outros cinco, que foram, em 2014, acusados de integrar o grupo. São eles: Felipe Frieb de Carvalho; André Castro Sanchez Basseres; Joseane Maria Araujo de Freitas, Fabio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza. A pena inicial é de um a três anos de prisão. Os dois últimos, no entanto, respondem em liberdade ao processo que os acusa de utilização de artefato explosivo que provocou a morte do cinegrafista da Band, Santiago Andrade, em fevereiro de 2014. Sobre a acusação de formação de quadrilha e corrupção de menores, o promotor entendeu que Fabio Raposo e Caio Silva de Souza não teriam "se reunido de forma estável e permanente aos outros denunciados". Contra Felipe Frieb, foram feitas acusações apenas através de uma testemunha, cujo depoimento apontaria vários crimes cometidos pelos manifestantes. O Ministério Público não conseguiu reunir provas contra ele, assim como contra André Basseres e Joseane de Freitas. As defesas dos manifestantes devem enviar as suas respectivas alegações finais ainda esta semana. Entre

as condenações pedidas pelo Ministério Público está a de Elisa Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho. Ela é apontada por testemunhas de acusação como a principal liderança da Frente Independente Popular (FIP), grupo formado durante os protestos de junho de 2013. No documento do Ministério Público, Elisa, além de ter sido apontada como incentivadora da queima do prédio da Câmara Municipal, teria feito reuniões para planejar ataques a ônibus na greve dos rodoviários. Em agosto, em depoimento à Justiça, Elisa Quadros negou as acusações e afirmou que nunca usou máscaras e jamais participou de atos violentos. Em junho, o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus a três manifestantes acusados de participação em atos violentos durante protestos: Elisa; Igor Mendes da Silva; e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, conhecida como Môa. As duas eram consideradas foragidas desde dezembro de 2014, quando tiveram a prisão preventiva decretada. O promotor Paulo Sally informou que o entendimento sobre a existência de líderes no grupo caberá ao juiz responsável pelo julgamento, que deverá acontecer até o fim do ano. Segundo ele, o magistrado poderá se basear no artigo 59 do Código Penal para aumentar a pena dos acusados que, inicialmente, é de um a três anos, podendo ser acrescida em até 50% em caso de participação de crianças e adolescentes. O artigo 59 oferece ao juiz a análise do histórico dos acusados, “como culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade, motivos, circunstâncias e consequências do crime, bem como o comportamento da vítima”. Tudo cheira a uma grande piada. A tal Sininho deverá sair bem serelepe do julgamento, sem cumprimento algum de pena. Até hoje, desde a promulgação da constituição, em 1988, o trabalho dos Ministérios Públicos estaduais tem se mantido muito insuficiente. 

"Cunha já não é figura central no impeachment"

Passado o vendaval de ontem, a colunista Dora Kramer fez o melhor diagnóstico do imbróglio Eduardo Cunha/Dilma Rousseff. Quem deixar a paixão de lado, verá que ela está coberta de razão. Leiam o que Dora Kramer escreveu: "A fragilização de Eduardo Cunha não corresponde ao fortalecimento da presidente Dilma. Ambos têm contas a ajustar na opinião pública e na Justiça. São colegas numa corda cada vez mais bamba. Mas enfrentam problemas de natureza, dimensão e complexidade diversas e por isso um não depende do outro. Os ataques mútuos não alteram a situação deles, bem como seriam inúteis quaisquer tentativas de prestação de socorro recíproca. Cunha já não é figura central na questão do impeachment. Com ele ou sem ele à frente, se tiver de ser, será. Se não tiver, não será. Os fatos ganharam pernas; neles ninguém manda, a não ser as circunstâncias. O governo ganha algum fôlego com as decisões preliminares no Supremo Tribunal Federal sobre o rito do processo de impeachment na Câmara. Uma pausa para respirar, mas é só. Ninguém tem força para sustentar urdiduras".

Morre o ator e diretor Luiz Carlos Miele, aos 77 anos




Luiz Carlos D'Ugo Miele, de 77 anos, foi encontrado morto em sua casa na Gávea, no Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira, pelos bombeiros do bairro acionados pela ocorrência no local. Miele nasceu em 31 de maio de 1938, em São Paulo. Filho da atriz e cantora Irma Miele, o produtor e ator frequentava o ambiente de rádio e televisão desde a infância. Participou de programas infanto-juvenis na Rádio Excelsior e na TV Tupi. Versátil, Miele fez trabalhos como locutor e ator, antes de se tornar diretor e produtor. Foi um nome importante no cenário da Bossa Nova, ao trabalhar com Ronaldo Bôscoli, seu amigo pessoal, dirigindo especiais de músicos como Silvinha Telles e João Gilberto, além de produzir shows do famoso Beco das Garrafas, reduto no Rio de Janeiro de onde surgiram nomes como Sérgio Mendes, Elis Regina e Wilson Simonal. Nos anos 1960, Miele e Bôscoli assinaram contrato com a Rede Globo, onde produziram programas como Alô, Dolly; Dick & Betty 17; Um Cantor por Dez milhões, Dez Milhões por uma Canção; Cara & Coroa; Se Meu Apartamento Falasse e Rio Rei, entre outros. Nos anos 1970, fez a produção musical do jornalístico Fantástico. Em frente às telas, trabalhou como humorista em programas como Faça Humor, Não Faça Guerra (1970), Satiricom (1973) e Planeta dos Homens (1976). Seus últimos trabalhos como ator na rede Globo foram em Geração Brasil (2014) e as séries A Teia (2014), O Brado Retumbante (2012) e Tapas & Beijos (2011). Além da Globo, passou por emissoras como a Record, TV Manchete e SBT.

Três canais do YouTube que ajudam a estudar na reta final para o Enem



Faltando dez dias para o Enem, aulas em vídeo na internet são uma opção para ajudar nos estudos, com revisões das matérias ou informações complementares para as disciplinas. No YouTube, há vários links que estão relacionados a professores e ex-alunos de cursinhos especializados em revisões de disciplinas e nas estratégias para obter bons resultados nas provas. As aulas costumam ser curtas, entre 10 e 20 minutos, com explicações dinâmicas e apoio de recursos multimídia para as explicações. Alguns canais exibem aulas pagas, mas boa parte delas são gratuitas e acessadas por milhões de candidatos que buscam dicas atualizadas para o exame. Confira os canais mais acessados do site:



Israel instala bloqueios em Jerusalém Oriental para tentar conter ataques


Israel começou a estabelecer nesta quarta-feira bloqueios de ruas em vizinhanças palestinas de Jerusalém Oriental e a enviar soldados para cidades ao redor do país para tentar combater o pior surto de violência em meses. Durante um encontro do gabinete de segurança, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também permitiu a revogação de direitos de residência de palestinos acusados de terrorismo e uma nova etapa de demolições de casas de pessoas que realizaram ataques. O gabinete de segurança do primeiro-ministro também decidiu "autorizar a polícia a fechar ou impor um toque de recolher nos bairros de Jerusalém em caso de confrontos ou incitações à violência", segundo um comunicado. Sete israelenses e 30 palestinos, incluindo crianças e agressores, morreram em duas semanas de violência terrorista palestina por esfaqueamentos, tiros e atentados com carros que revivem as memórias de antigas insurgências palestinas. As causas do tumulto são diversas, mas palestinos estão irritados com o controle judaico da mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, área sagrada para muçulmanos e judeus. Grande parte da violência desde o início de outubro foi cometida por moradores palestinos de Jerusalém Oriental, lado predominantemente árabe da cidade. Israel anexou Jerusalém Oriental após a guerra em 1967, quando foi atacado pelos árabes de todos os lados. A instalação de postos de controle em Jerusalém Oriental já foi adotada no passado e provocou a revolta dos palestinos, pois a medida dificulta a vida cotidiana, como, por exemplo, o trajeto de crianças até a escola.

Petrobras demitirá 511 funcionários da área da comunicação



No próximo mês a Petrobras cortará 511 funcionários do setor de comunicação, que inclui as áreas de atendimento à imprensa, comunicação interna, publicidade, mídias sociais e patrocínios. A medida é a primeira dentro da reformulação no setor. Em comunicado, a estatal atribui a decisão à diminuição no volume de serviços contratados, além de empregados próprios que se aposentaram ou migraram para outras áreas. "O trabalho da reestruturação teve como premissas principais a centralização das atividades, melhoria dos processos e otimização de recursos", diz a estatal, em nota. Entre os demitidos do setor de comunicação, estão profissionais com nível superior, como jornalistas e publicitários, e auxiliares administrativos. A companhia acrescenta que serão reduzidos em 30% os gastos referentes ao corpo gerencial, "com gerências que deixarão de existir ou que mudarão de status". Dentro disso, o número de gerentes da área passará de 37 para 6. O corte na área de comunicação ainda é pequeno, deveria ser de no mínimo 60% do quadro de pessoal do setor. 

Dólar alto é o novo vilão das contas de luz; aumento pode chegar a 9,5%


A escalada do dólar deve ser o novo vilão da conta de luz dos brasileiros. Além dos efeitos da estiagem, que neste ano representaram aumentos superiores a 50%, agora é a moeda americana que vai pressionar os próximos reajustes tarifários das distribuidoras do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A explicação está na cota que cada empresa tem de energia da hidrelétrica de Itaipu, cotada em dólar. Cálculos feitos pela comercializadora Comerc mostram que apenas o impacto da moeda americana na fatia de energia da usina binacional pode representar aumentos entre 3,7% e 9,5% na conta de luz. As maiores altas devem ocorrer naquelas distribuidoras que ainda não tiveram reajuste neste ano, como é o caso de Bandeirante, CPFL Piratininga e Light. No reajuste extraordinário, ocorrido em janeiro, quando o governo repassou para a tarifa parte das oscilações do câmbio, o dólar estava na casa de 2,80 reais. Nas últimas semanas oscilou entre 3,70 e 4,22 reais. Na Bandeirante, que atende 28 municípios de São Paulo, o dólar na energia de Itaipu poderá representar 8,8 pontos porcentuais dentro do reajuste anual, calcula a Comerc, que considerou um câmbio médio de 4 reais. Na carteira de energia da empresa, 19% do total vem de Itaipu. Ou seja, qualquer oscilação no dólar tem impacto relevante nas contas da companhia. O mesmo ocorre com a CPFL Piratininga, distribuidora que atende 27 municípios do interior e litoral de São Paulo. Pelos dados da Comerc, a parcela do reajuste devido a alta do dólar poderá chegar a 9,5 pontos porcentuais. Segundo a empresa, os valores ainda estão em fase de avaliação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na Light, o reflexo no aumento anual poderá chegar a 8,4 pontos porcentuais. "Essa é a previsão de aumento fora a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)", diz o presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos. O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca, explica que as empresas sentem o impacto do aumento do dólar simultaneamente, mas só podem repassar para o consumidor na data dos reajustes. Segundo ele, se não tiver alteração no cenário energético, o câmbio deve ser o item que mais vai contribuir para o aumento das tarifas em 2016. "Mas não podemos prever em que nível os reajustes ficarão. Há uma série de incertezas que não permite previsões." Uma delas é a questão da hidrologia. Se não chover o suficiente, o país terá novamente de acionar as térmicas, mais caras. Outro fator que pode representar pressão sobre a tarifa são os leilões que vão ocorrer nos próximos meses. Se o valor ficar acima do praticado hoje, a diferença será repassada para a tarifa do consumidor. A lista de incertezas inclui liminares que algumas empresas conseguiram na Justiça. Uma delas requer pagamento de 3,7 bilhões de reais pelas distribuidoras - leia-se consumidor. A Abradee conseguiu decisão judicial favorável às associadas. Mas, se a liminar cair, os valores seriam repassados para as tarifas.

Poder de compra cai pela primeira vez desde 2004


Os brasileiros perderão 280 bilhões de reais de seu poder de compra entre 2015 e 2016. Desde 2004, os recursos disponíveis para o consumo cresceram sem parar a ritmo anual de 2,5%, mas 2015 será o primeiro ano em que esse movimento será revertido, com a queda repetindo-se em 2016, segundo estudo da consultoria Tendências, publicado pelo jornal O Globo. De acordo com o cálculo, a inflação está corroendo a renda e os juros em alta aumentam os desembolsos para pagamento de dívidas. Em valores absolutos, os brasileiros tinham em mãos 3,06 trilhões de reais em 2014 para gastar tanto em itens essenciais, como habitação, educação, transporte, energia e água, quanto na aquisição de bens de consumo e serviços. Pelos cálculos da Tendências, esse valor cairá a 2,82 trilhões de reais este ano e a 2,78 trilhões de reais em 2016. Trata-se, portanto, de um retrocesso em cinco anos: em 2011, o poder de compra dos brasileiros era de 2,74 trilhões de reais. Além da inflação e dos juros, a renda também foi comprometida com o aumento da gasolina e das contas de luz e água, os chamados preços administrados. Para chegar aos valores, a Tendências considerou a massa de renda real disponível, descontando a inflação. No cálculo, entram, além de salários, os recebimentos da previdência social e do programa Bolsa Família, por exemplo. O estudo é assinado pelos economistas Rodrigo Baggi, Rafael Bacciotti e João Morais. "O cenário é negativo para todos os lados. O desemprego deve subir a 8% este ano e chegar a 8,5% em 2016. Já a inflação deve fechar 2015 em 9,6% e recuará até 6,5% no ano que vem, ainda um patamar elevado. Tudo isso fará com que as famílias percam 280 bilhões de seu poder de compra", disse João Morais.

Com queda no faturamento, Casas Bahia e Pontofrio fecham 31 lojas


A Via Varejo, empresa de eletroeletrônicos do Grupo Pão de Açúcar (GPA), encerrou o terceiro trimestre de 2015 com queda de 24,6% nas vendas ante igual período do ano anterior. O indicador considera apenas unidades abertas há mais de um ano. Já levando em conta a totalidade das lojas, a receita líquida da companhia dona do Pontofrio e das Casas Bahia caiu 22,7% entre julho e setembro ante os mesmos meses do ano anterior, para 4,095 bilhões de reais. Diante do cenário de vendas fracas, a companhia informou que seguiu com seu plano de reestruturação e decidiu fechar 31 pontos de venda deficitários no período. Foram fechadas 28 lojas do Pontofrio e 3 das Casas Bahia, segundo a empresa. O processo de fechamento de lojas já havia começado antes e, até julho, a Via Varejo já havia informado o fechamento de 19 lojas. Além disso, a empresa tem adotado um plano de redução de despesas, incluindo cortes em marketing, aluguéis, logística e pessoal. A Via Varejo informou ainda que decidiu converter lojas da bandeira Pontofrio em lojas Casas Bahia. Foram 36 lojas convertidas até o momento. "A Via Varejo deve acelerar o plano de conversões visando um maior crescimento de vendas e rentabilidade", diz o GPA.

Justiça abre caminho para que mensaleiros respondam por improbidade


A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça tomou nesta terça-feira uma decisão que abre caminho para que mensaleiros como o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério possam responder a um processo por improbidade administrativa. Todos eles foram condenados no julgamento do mensalão, mas o Ministério Público também apresentou pedido judicial para que devolvam o dinheiro desviado no propinoduto. Das cinco ações de improbidade propostas pelo Ministério Público, apenas esta analisada pelo STJ teve continuidade até o momento. No julgamento do caso, os ministros não analisaram o mérito do pedido para que os mensaleiros reponham os cofres públicos, e sim se ativeram a um aspecto processual que impediu até o momento que os pedidos de devolução do dinheiro do mensalão fossem levados adiante. Para o STJ, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região deve agora receber o recurso do Ministério Público e reabrir a discussão sobre se os mensaleiros devem ou não ser responsabilizados civilmente. Em primeira instância o caso havia sido arquivado.

Fora, Levy!

A CPMF está parada. A Veja informa que a proposta, depois de 22 dias na Câmara dos Deputados, ainda nem tem um relator. A redução da meta fiscal deste ano, cujo anúncio ocorreu em julho, também não foi examinada. O governo só pensa em barrar o impeachment. Quanto ao ajuste fiscal, que se dane. Como gritaram os petistas no Congresso da CUT: “Fora, Levy!”

Vai começar a quebradeira

Casas Bahia e Pontofrio decidiram fechar 31 lojas. É o resultado de uma queda nas vendas, de um ano para o outro, de 24,6%. Dilma Rousseff acredita que, barrando o impeachment por algumas semanas, pode resistir até o fim do mandato. Quando começar a quebradeira no setor do comércio, da construção e dos bancos, porém, ela será expulsa do Palácio do Planalto aos pontapés.

Talvez seja o caso de Dilma bater uma carteira

A intromissão abusiva do STF no Legislativo não muda o fato de que a Constituição determina que é o Senado o responsável pelo julgamento do presidente da República, no caso de crime de responsabilidade, uma vez aberto o processo de impeachment. O STF só julga o presidente se ele cometer infrações penais comuns. Se quiser, portanto, evitar o impeachment via Supremo, talvez seja o caso de Dilma Rousseff roubar um carro, bater uma carteira ou mandar alguém para o hospital depois de uma briga.

Teatro milionário

Dilma Rousseff inaugurou hoje mais algumas casas populares em São Carlos (SP) ao lado do chuchu Geraldo Alckmin. O 'Minha Casa, Minha Vida' acabou, mas a petista aproveita o saldo remanescente para fazer propaganda de si mesma. Cada cerimônia de entrega de moradias com a presença de Dilma custa em média meio milhão de reais só de cerimonial, sem contar os gastos com transporte da petista e de seus assessores, além das diárias. A conta do teatrinho político supera fácil R$ 1 milhão.

Quer comprar?

Os brasileiros vão perder 280 bilhões de reais de seu poder de compra entre 2015 e 2016, segundo a Consultoria Tendências. O economista João Morais explicou os números a O Globo: "Estimávamos que o poder de compra dos brasileiros encolhesse 7% este ano. Como o desemprego cresceu mais do que esperávamos, revisamos nossa projeção para queda de 7,7%. E, para 2016, nossa expectativa é que o poder de compra encolha mais 1,6%".

O PT é ridículo

Eduardo Cunha acabou de dar uma entrevista coletiva. Sobre a possibilidade de o PT pedir sua prisão caso ele decida acolher o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, ele disse: "É ridículo. Nem se comenta. Acho que eles deveriam pedir algumas prisões de alguns membros deles que participaram de muita coisa. Seria mais provável".

STF: mantemos Dias Toffoli entre os ministros de Dilma

No sábado, publicamos a lista dos cinco ministros de Dilma Rousseff. Deixamos Rosa Weber de fora porque lhe demos o benefício da dúvida - até aquele momento não parecia tão certo assim que ela se alinhava automaticamente com o Planalto. Hoje, reproduzimos a lista de Lauro Jardim, com seis ministros. Ele incluiu Rosa Weber, o que a esta altura é uma evidência ululante, e Marco Aurélio Mello (sobre o qual não temos tanta certeza assim). Mas deixou de fora Dias Toffoli. O Antagonista mantém o nome de Dias Toffoli entre os ministros de Dilma Rousseff no STF. Por mais próximo que aparente estar de Gilmar Mendes, ele será sempre petista.

Para Cunha, Temer é melhor do que Dilma

Eduardo Cunha sabe que não há como escapar da Lava Jato. O máximo que ele pode fazer, agora, é tentar limitar o dano. Um caminho é obter do PT meia dúzia de votos no Conselho de Ética. Outro caminho, muito melhor para ele, é cassar o mandato de Dilma Rousseff e ter Michel Temer como presidente da República. O impeachment passa necessariamente por esse cálculo.

QUE BOM QUE NÃO FUI CONVIDADO PARA JANTAR NO PALÁCIO PIRATINI NESTA NOITE

Com grande satisfação, anuncio aos gaúchos e brasileiros que não recebi convite para o Filó Italiano de Vila Flores e lançamento da 2ª Edição do Dicionário Português Talian, regabofe do governo de José Ivo Sartori (PMDB) que será realizado nesta quarta-feira, às 19h30, no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, em Porto Alegre. Tem certos convites que não enobrecem quem o recebe. Esse é um deles. Desde que começou o governo, Sartori já se reuniu várias vezes com a imprensa no Palácio Piratini, em jantares e almoços. Nunca fui convidado. Se não fui convidado quando os eventos serviam para tratar jornalisticamente de assuntos do Estado, não seria agora que eu iria a um evento no Palácio Piratini, ainda mais de cunho meramente social. Para começar, considero de extremo mau gosto, para dizer o mínimo, que o governo esteja patrocinando regabofes no Palácio Piratini, por qualquer motivo, quando alega não ter dinheiro sequer para pagar os salários do funcionalismo. Em segundo lugar, a linha de comunicação adotada por José Ivo Sartori é comandada por profissional marqueteiro que não me inspira respeito. Ele trabalha para ficha suja e costuma recomendar a seus clientes que processem jornalistas. Também tem o mau hábito de depor a favor de cliente em processo que o mesmo move contra jornalista. E, como se não bastasse, aceita emprego em gabinete de ficha suja, embora permaneça em Porto Alegre. Eu só iria ao Palácio Piratini se fosse para sentar frente a frente ao governador José Ivo Sartori e inquirí-lo em profundidade sobre o passado, o presente e o futuro do Rio Grande do Sul. Duvido que isto venha a acontecer, porque Sartori não gosta de ser questionado, considera-se um portador da verdade histórica (é um comunista histórico) e tem o hábito de fazer silêncios para simular sabedoria (isto é muito comum entre políticos gaúchos, e vocês todos já sabem o que denota). Embora eu não seja convidado para ir ao Palácio Piratini (o que me enobrece), não deixo de entrar lá todos os dias. A Casa Civil fez uma licitação para contratação de serviços jornalísticos de clipagem. Na lista de veículos a terem suas publicações "clipada" lá estou como um dos dois únicos blogueiros gaúchos a receber essa distinção (o outro é Políbio Braga). É o quanto basta para mim.

SARTORI E FELTES TIRAM OS FISCAIS DO ICMS DA MOLEZA DAS CADEIRAS DE RODINHAS

Finalmente o governador José Ivo Sartori (PMDB) e o seu secretário da Fazenda, deputado federal Giovani Feltes (também do PMDB), desconfiaram dos fiscais do ICMS e resolveram tirá-los do conforto de suas cadeiras de rodinhas e colocá-los na rua. Giovani Feltes, respaldado por Sartori, mandou que os fiscais devassem 34 empresas que sonegaram mais de R$ 300 milhões de ICMS. O maior foco da fiscalização é no setor de medicamentos. É a maior operação da Receita Estadual neste ano, mobilizando mais de 100 profissionais entre auditores fiscais, técnicos tributárias, equipes volantes e soldados da Brigada Militar. As empresas alvo da operação faturaram no último ano o montante de R$ 3,4 bilhões. Por isso, a Receita Estadual estima que, após o trabalho de auditoria fiscal, os valores a serem recuperados pelo Estado podem ultrapassar os R$ 550 milhões. Apenas no setor de medicamentos, cinco distribuidoras são apontadas por quase R$ 100 milhões em sonegação a partir de golpes que vão desde a abertura de empresas em nome de parentes e laranjas, além da formação de grupos econômicos para blindagem do patrimônio. Outros setores foram flagrados com fraudes em importações, superfaturamento nas compras de outros Estados para gerar créditos tributários , vendas sem notas fiscais ou com preço muito abaixo de mercado. Além do setor de medicamentos, a sonegação foi detectada nos segmentos da indústria e atacado de alimentos, de máquinas e peças, de erva mate, distribuidores de combustíveis, transportadores de cargas, lojas de vestuário, beneficiadoras de arroz, frigoríficos, atacadista de pescados e empresas de importação. Porto Alegre e outras cidades da região metropolitana, assim como da região da Serra, Noroeste, Litoral Norte, Vale do Rio Pardo, Sul, e Campanha fazem parte da ação que se prolongará ao longo do dia. Além da notificação pela fraude fiscal, o objetivo da Receita Estadual é realizar em cada empresa busca e apreensão de informações digitais e dados contábeis para subsidiar os trabalhos de auditoria fiscal. Não há notícia de que os fiscais do ICMS tenham sido tirados de sua zona de comodidade, montados em suas cadeiras de rodinhas, pelo menos nos últimos 30 anos. O sub-secretária da Fazenda, fiscal Luis Antonio Bins, chegou a dizer em uma reunião no gabinete do governador Sartori que a "fiscalização não tem cultura de fiscalização". Que tal, hein?!!! Dá para entender os motivos da violenta crise financeira do Estado do Rio Grande do Sul. O governador José Ivo Sartori foi bem avisado pelo advogado e juiz de Direito aposentado Luiz Francisco Correa Barbosa, ex-prefeito de Sapucaia, a não cair na conversa dos fiscais e a tirá-los da sua comodidade dentro dos gabinetes. Barbosa "invadiu" o Palácio Piratini e interrompeu uma reunião de Sartori para passar o recado. Agora parece que foi bem recebida a mensagem.

Mulher do governador petista de Minas Gerais, Fernando Pimentel, está de novo na mira da Polícia Federal

A Polícia Federal suspeita que um contrato de R$ 8 milhões entre o grupo de varejo Casino e a empresa do jornalista Mário Rosa seja "ideologicamente falso" para justificar pagamentos à jornalista Carolina Oliveira, mulher do governador de Minas Gerais, o petista e ex-terrorista Fernando Pimentel (PT). As suspeitas foram levantadas em relatórios da Operação Acrônimo, que tramita no Superior Tribunal de Justiça. Nas últimas duas décadas, Rosa tem sido um dos mais ativos consultores de imagem e "gerenciadores de crise" de políticos e empresas. A Polícia Federal encontrou, na residência de Carolina Oliveira, uma planilha que indicava R$ 362 mil como "valores recebidos do Casino". A empresa dela, a Oli Comunicação, que tem apenas um funcionário registrado, recebeu, de fato, R$ 2,98 milhões da empresa de Rosa, a MR Consultoria, relativos ao contrato com o Casino, que vigorou de 2011 a 2014. Carolina Oliveira recebeu pagamentos mensais que oscilaram de R$ 65 mil a R$ 183 mil entre 2012 e 2014. Para a Polícia Federal, os pagamentos têm relação com a gestão de Pimentel à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, pasta que chefiou de 2011 a 2014 e ao qual está vinculado o BNDES. "Acredita-se que Mário Rosa tenha 'contratado' Carolina para facilitar o lobby que teria feito junto ao MDIC/BNDES, obter o benefício solicitado ao Casino e que parte desse pagamento indevido seria repassado para Carolina", escreveu a Polícia Federal em relatório. A defesa do Casino afirmou à Polícia Federal que os pagamentos à MR estão relacionados a "uma verdadeira guerra" entre o Casino e o seu então parceiro no Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, e que não houve benefício do BNDES ao Casino. Em 2011, Diniz tentou fazer uma fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour com recursos do BNDES. O grupo francês, porém, atuou "combatendo veementemente essa proposta", segundo petição entregue pelo Casino à Polícia Federal. Em julho do mesmo ano, o BNDES desistiu da operação. Isso permitiu que o Casino assumisse, em 2013, o controle acionário do Pão de Açúcar. Na época, o petista e ex-terrorista Fernando Pimentel era ministro e Carolina trabalhava como assessora no BNDES. O Casino diz que, como contratou a MR após a decisão do banco, não faz sentido ser colocado sob suspeita de ter buscado benesses no governo. Os jornalistas Mário Rosa e Carolina Oliveira e o Grupo Casino negaram quaisquer irregularidades nos pagamentos realizados pelo grupo varejista à empresa de Rosa, a MR Consultoria, e afirmaram que foram prestados os serviços de comunicação e gerenciamento de crise previstos no contrato e seus aditivos. "Fui contratado como consultor de comunicação de uma das maiores empresas privadas do País para atuar em assunto que foi resolvido no âmbito privado, sem nenhuma interferência do governo", disse Rosa. "Quando fui contratado, esse assunto do BNDES já havia sido resolvido", afirmou o jornalista. O advogado de Carolina Oliveira, Pierpaolo Bottini, afirmou que ela, a convite de Rosa, prestou "serviços de comunicação" ao Casino, auxiliando Rosa em "gestão de crise" e que serão apresentadas à Justiça provas da afirmação. O advogado disse que a suspeita de que os pagamentos sejam uma fachada "é uma idéia extremamente injusta". "Carolina tem e-mails demonstrando que trabalhou para esses clientes e trabalhou bastante. Nem ela nem Pimentel tinham qualquer ingerência sobre decisões do BNDES", afirmou. Em nota, o Grupo Casino afirmou que os contratos com a MR, relacionados à disputa com Abílio Diniz, a partir de julho de 2011, "contemplaram todos os requisitos exigidos por lei e seus termos seguiram padrões de mercado, consistentes com aqueles firmados pelo Grupo Casino com outros profissionais no mesmo ramo de atuação". E acrescenta: "Os serviços prestados pela MR Consultoria foram comprovados às autoridades competentes e são de conhecimento público. O Grupo Casino reafirma que jamais contratou Carolina Pimentel ou qualquer de suas empresas".

Sai ato oficial excluindo da Polícia Federal o famigerado delegado Protógenes Queiroz


Saiu publicada nesta quarta-feira, assinada pelo ministro da Justiça, a portaria número 1764, no Diário Oficial da União, demitindo dos quadros da Polícia Federal o famigerado delegado Protógenes Queiroz, que no ano passado não conseguiu reeleger-se deputado Federal por São Paulo. Ele foi investigado pela prática de vários infrações funcionais. Protógenes Queiroz notabilizou-se ao comandar a muito bandida Operação Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas e do ex-prefeito de São Paulo, o já falecido Celso Pitta. A operação foi um festival atrabiliário e de ilegalidades, e acabou sendo anulada completamente pelo Superior Tribunal de Justiça. Protógenes tinha pretensão de se erigir como uma espécie de justiceiro. Termina pateticamente expulso da Polícia Federal, depois de uma passagem como deputado federal pelo PCdoB. 

Pé no freio

Um integrante da equipe de Dilma Rousseff disse a Monica Bergamo que “o governo não tem como prometer a Eduardo Cunha o que não pode entregar - algum tipo de blindagem na Lava Jato”. Ao mesmo tempo, se Eduardo Cunha engavetar o pedido de impeachment e renunciar à presidência da Câmara, o governo pode “botar o pé no freio no Conselho de Ética”.

Portas abertas

Dilma Rousseff, segundo o Estadão, tenta manter as "portas abertas" com Eduardo Cunha. Anteontem à noite, de fato, Jaques Wagner reuniu-se com ele na Base Aérea de Brasília. “Em menos de uma semana, os dois já se encontraram duas vezes. Além disso, conversaram por telefone em mais três oportunidades”. Wagner disse a Cunha “que o governo não tinha o poder de influência que ele imaginava, no caso da Lava Jato, mas queria manter o diálogo”. Pé no freio? Portas abertas? Diálogo? Isso tudo cheira muito mal.

Dois caminhos para Cunha

Eduardo Cunha teme ser preso. É o que vai ocorrer se o Conselho de Ética cassar seu mandato. Restam-lhe dois caminhos:
1 – Fechar um acordo com o governo.
2 – Acatar o pedido de impeachment que será apresentado na sexta-feira e desviar o foco para as ilegalidades cometidas pelo PT e por Dilma Rousseff.

A avalanche

Eduardo Cunha pode se acertar com Dilma Rousseff e engavetar o impeachment. Ele pode também fazer o contrário. De acordo com o Valor, ele está avaliando a possibilidade de "criar um fato político maior que o seu" e virar o "herói-bandido" que desencadeou o processo de impeachment da presidente. Nesse caso, ele “pedirá imediatamente aos líderes partidários as indicações de seus representantes para a comissão especial que tratará da perda do mandato presidencial”. Um aliado de Dilma Rousseff argumentou que se trata “de um processo em que Dilma só tem a perder: instalada a comissão, seus trabalhos serão transmitidos pela televisão, o que deve facilitar a tarefa da oposição de arregimentar manifestações a favor do impeachment. E a presidente, decididamente, não teria força suficiente para conter a avalanche a ser desencadeada pelo processo”.

O varejo e a usura

O IBGE anunciou que as vendas no varejo despencaram 6,9% em doze meses, o pior desempenho em 12 anos. Foi o pior agosto em 15 anos. Combine-se a isso outro dado publicado hoje: em setembro, a taxa do cartão de crédito chegou a 361,40% ao ano, a maior média desde 1996.

Claro como água

A Época perguntou a Hélio Bicudo se não haveria o risco de que seu pedido de impeachment fosse usado como moeda de troca por Eduardo Cunha. Ele respondeu: "Seria possível. Eu, sinceramente, não sei o que está acontecendo. Mas acho que retardar a decisão sobre o pedido de impeachment ou ficar inventando algo novo a todo o momento é uma politicagem da pior espécie para não decidir o que está sendo solicitado. Não é outra coisa senão manipulação. O que fizemos é claro como água". O impeachment é claro como água.

Advogado do PT inventa que STF cassou direito constitucional não de Cunha, mas do presidente da Câmara. MBL lança: “#Acolhe, Cunha!”

Flávio Caetano, que foi coordenador jurídico da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, é partidário de uma corrente muito em voga hoje em dia chamada “direito criativo”. Segundo ele, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estaria impedido de tomar qualquer decisão sobre as denúncias que estão na Câmara contra a presidente Dilma Rousseff. Entende-se, assim, que não pode nem mesmo arquivá-las. É claro que é uma besteira e é claro que as liminares concedidas por Teori Zavascki e Rosa Weber não têm esse conteúdo. Ou será que os dois ministros do Supremo decidiram que as prerrogativas constitucionais do presidente da Câmara podem ser cassadas por liminar? Aliás, nem por liminar nem por modo nenhum. Cunha pode, quando quiser, acolher, sim, uma denúncia. Ou Flávio Caetano diga onde está escrito que isso foi cassado pelo Supremo. É impressionante a capacidade que essa gente tem de produzir mistificações. Se o presidente da Câmara que temos não pode acolher um pedido, por que Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) podia em 1992, quando Fernando Collor era presidente? As pessoas podem não gostar de Cunha; podem até achar que ele deveria renunciar à Presidência da Câmara etc. e tal. Enquanto ele for presidente da Casa, terá todas as prerrogativas que são próprias do cargo, ora essa! Ou será que temos agora um Supremo que, a depender da opinião que tenha deste ou daquele, decide quais prerrogativas estão ou não em vigência? O Movimento Brasil Livre lançou o movimento “Acolhe Cunha” (clique aqui). Os brasileiros não têm de escolher esse político ou aquele: têm de escolher as leis, têm de escolher as instituições, têm de escolher o Estado de Direito. A propósito: se Cunha deferir um pedido da oposição, os governistas vão alegar o quê? Por Reinaldo Azevedo

PSOL e Rede, dois esbirros de Dilma. Ou: Marina é contra impeachment pensando só em… Marina!

Eles derivam da costela do mesmo Adão. O PSOL, fração que se descolou do PT pela esquerda, e a Rede, fração que se descolou do PT no mundo da antimatéria, resolveram encabeçar nesta terça um pedido de cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Todo mundo sabe o que acho e já escrevi aqui. Penso que, incapaz de dizer uma simples frase — “Não tenho contas na Suíça” —, Cunha deveria se afastar da Presidência da Casa. Mas tratarei desse aspecto em outro post. Quero agora me ater ao pedido encaminhado por 46 parlamentares, 32 dos quais são petistas — numa bancada que reúne 62. Os outros pertencem ao PMDB, PROS, PSB e PPS (ao menos um). Vamos ver. Esses senhores têm todo o direito, e até certa razão prática, em não querer que Cunha continue presidente da Casa ou, como é o caso, deputado. Começaram a se movimentar para cassá-lo. Mas convenham, né? No dia em que o Supremo concede três liminares interferindo diretamente no rito estabelecido na Câmara para o encaminhamento de denúncias contra Dilma, mobilizar-se para derrubar Cunha corresponde, obviamente, a mobilizar-se para manter Dilma. Por que o PSOL, que lidera o pedido, faz isso? Porque é de esquerda. Pode ter lá suas divergências com o PT, mas as suas diferenças com os partidos que se opõem aos companheiros são muito maiores. São todos farinha do mesmo saco, embora os psolistas se queiram uma farinha mais pura… E a Rede? Bem, há tempos Marina Silva vem se comportando de modo lamentável nesse particular. E, nesse caso, é claro que pensa apenas em si mesma. Será candidata à Presidência em 2018, é evidente. Como foi em 2010 pelo PV. Como foi em 2014 pelo PSB. Pensem bem: o que interessa a Marina e a seu eleitoralismo? Se Dilma cai agora, via impeachment, o substituto será Michel Temer. Os problemas, é certo, não se resolvem da noite para o dia, mas a mudança não interessa a quem pensa em lucrar com uma Dilma permanentemente à beira do abismo. Quem poderia prever que a ascensão de Itamar traria aquelas consequências? Marina não quer mudança. Pode não falar coisa com coisa quando decide parecer profunda, mas está longe de ser burra. Ela sabe que, se Dilma não cair, vai se arrastar até o fim de 2018 na impopularidade. A permanência da presidente no cargo teria ao menos uma consequência positiva se o país não soçobrasse: inviabilizaria a candidatura de Lula e manteria o PT como carta fora do baralho. Aliás, intimamente, o Babalorixá de Banânia adoraria ver a sua sucessora pelas costas para poder saltar já para o oposição. Ocorre que o PT não aceita mais sair da máquina do estado. Marina sonha em herdar o eleitorado de esquerda do PT, já desiludido da vida. Ela passou a ser uma crítica dura do impeachment pensando exclusivamente em… Marina, ainda que faça aquele ar de beata da floresta, que só pensa em salvar os bagres, as pererecas e os tuiuiús. E olhem que o PT partiu para o massacre contra ela em 2014. A eterna candidata demonstra que, com efeito, quando se trata de seu próprio interesse eleitoral, não guarda ressentimentos. Está com Dilma e não abre porque, de fato, está com Marina e não abre e pretende ser a candidata dos ditos “progressistas” em 2018, com um PT provavelmente caindo pelas tabelas. Por Reinaldo Azevedo

Dilma se pendura em liminar de dia e em discurso radical à noite. Ou: Presidente é estrela de encontro que grita “Fora, Levy!”

O Brasil tem uma presidente da República que, durante o dia, tem de se pendurar em absurdas liminares do Supremo, fingindo decoroso respeito à lei, e, à noite, põe um casaquinho vermelho e deita falação em congresso da CUT, chamando a oposição de golpista, convocado trabalhadores para a resistência — sem dizer exatamente o que isso significa — e acusando o falso moralismo dos adversários, que, segundo ela, não têm moral para derrubá-la. Quem estimulou Dilma a tamanha arrogância? Quem deu a Dilma a certeza de que ela pode desafiar, com esse desassombro, o que vai na Constituição e nas leis, que prescrevem a impeachment em caso de crime de responsabilidade — e, obviamente, não é ela a dar a palavra final? Ora, quem a estimulou ao desatino foi, claro!, o Supremo, com uma decisão francamente incompreensível, que cassou da Câmara o direito de aplicar o seu Regimento Interno. Ayres Britto, ex-ministro do Supremo, ao opinar nesta terça falou, com a devida vênia, uma bobagem da obviedade: lembrou que a presidente só pode ser afastada com o apoio de dois terços da Câmara e só pode ser cassada com o apoio de dois terços do Senado. Mas isso é evidente! Ora, caso Eduardo Cunha recusasse a denúncia da oposição e caso um deputado recorresse ao plenário, não se estaria afastando a presidente ainda, mas apenas, se conseguidos os votos, instalando a comissão especial. NENHUM JURISTA NESTE PAÍS SERIA CAPAZ DE DIZER QUE PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL ESTAVA SENDO VIOLADO PARA QUE O SUPREMO TIVESSE DE SAIR EM SOCORRO DE DILMA. Que fique claro mais uma vez! Cunha conserva, sim, o seu poder de aceitar um pedido de impeachment. E fim de papo. Isso não foi alterado. Age bem a oposição quando decide apresentar uma nova denúncia, incluindo nos motivos do impeachment as pedaladas de 2015 — antes que o Supremo resolva optar, mais uma vez, por exotismos. Dilma, nesta terça-feira, perdeu a tramontana num Congresso da CUT. Demonstrou que esse é um governo que padece de uma síndrome muito dolorosa: chama-se “SARR”: Síndrome da Arrogância Reprimida pela Realidade. A presidente adoraria dar soco na mesa. Mas com que poder? Bastaram três liminares do Supremo para que a mulher, na presença de Lula, chegasse à beira de pedir a luta armada. A seu lado estava Lula, aquele que decidiu, de novo, ser seu tutor, embora, intimamente, adorasse vê-la pelas costas. Ele não teve dúvida: comportou-se como o chefe político da presidente e mandou brasa, discursando quando ela não estava mais presente: “Deixamos de ter apenas uma presidenta para termos uma líder política do Brasil. Dilminha veio para cá outra Dilma. Ela veio dizendo a todos: ‘Eu sei de onde vim e para onde vou’ (...) ‘Não se enganem aqueles que pensam que virei uma mulher apenas preocupada com o mercado’, porque o mercado não votou nela. Quem votou nela foi a peãozada”. Os cutistas presentes urraram de satisfação. E ele foi além. Chamando às falas o ministro Miguel Rossetto, afirmou: “O que Dilma tem de saber é que este País não pode ouvir falar em corte mais uma semana ou um mês. Ele tem de ouvir falar em crescimento e emprego”. Por incrível que pareça, Lula reconhece o estelionato eleitoral de sua sucessora, embora conserve a delinquência política característica de seu partido ao atribuir maldades a adversários: “Nós ganhamos a eleição com um discurso, e os nossos adversários perderam com um discurso. A impressão que nós estamos passando aqui é que nós estamos com o discurso de quem perdeu e eles adotaram o nosso”. E foi adiante: “Não é aquele discurso que parece o Aécio falando, que parece que o Serra falando, não é aquele discurso para parecer que o Bradesco ou o Itaú estão felizes. Não fomos eleitos para isso”. E a plateia gritou “Fora, Levy”. Assim, meus caros, a presidente que pretende ficar mais três anos e dois meses no poder foi a estrela de um evento no qual bateu no peito, arrotou arrogância e se disse a mais moral dos morais. Esse mesmo evento teve como um de seus pontos altos o “Fora, Levy”, que é, a rigor, a única âncora que sobra à governanta. E depois alguns bananas pretendem que o Brasil recupere a confiança. Estamos sendo governados por um bando de incompetentes, por um bando de trapalhões, por um bando de irresponsáveis. Por Reinaldo Azevedo

Dilma veste casaquinho vermelho, vai à guerra e chama a oposição de golpista em congresso da CUT

A presidente Dilma Rousseff resolveu vestir seu casaquinho vermelho e ir à luta. Horas depois de Lula admitir, num congresso de pequenos agricultores, que ela praticou, sim, pedaladas fiscais, ela própria, na abertura do 12º Congresso da CUT, admitiu o crime, oferecendo a mesma justificativa dada pelo ex-presidente. Foi para manter programas sociais. Só tomou o cuidado de dizer que outros governos o fizeram antes dela, o que o TCU já constatou não ser verdade no volume, na frequência e na determinação. A presidente transformou a pedalada num jeito de governar. Tanto é assim que a prática se repete em 2015. Sentindo-se certamente estimulada por uma platéia inteiramente a favor, chamou a oposição de “golpista” e me parece ter estimulado, se necessário, o confronto de rua: “Nenhum trabalhador pode baixar a guarda; é preciso defender a legalidade”. Claro que é preciso defender a legalidade, que está com aqueles que reconhecem que o impeachment está previsto na Constituição e na Lei 1.079. Dilma abusou da retórica incendiária: “A sociedade brasileira conhece os chamados moralistas sem moral. E conhece porque o meu governo e o governo do presidente Lula proporcionou o mais enfático combate à corrupção de nossa história. Eu insurjo contra o golpismo. Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa, para atacar a minha honra?” No governo de Lula, veio à luz, à revelia do governo, o mensalão — e lá estavam figuras de proa da República e do Partido dos Trabalhadores. No governo Dilma, veio à luz, à revelia do governo, o petrolão — e lá estavam figuras de proa da República e do Partido dos Trabalhadores. Há personagens comuns aos dois escândalos. Eis os governos que, segundo Dilma, mais combateram a corrupção. Esta senhora foi presidente do Conselho da Petrobras no momento em que a então maior empresa brasileira havia se transformado num lupanar. E ela vem se orgulhar de quê? Esta senhora foi presidente da República e, antes, ministra de Minas e Energia e depois da Casa Civil, quando uma quadrilha passou a comandar a estatal, e ela vem arrotar a sua superioridade moral sobre os outros? Por quê? Já escrevi a respeito. Sempre acho engraçado quando esquerdistas atacam o que chamam “moralismo”. No mais das vezes, eles não se conformam mesmo é com a existência de uma moral que não esteja subordinada à conveniência. Porque, afinal de contas, essa é a moral deles. Um esquerdista fará qualquer coisa para ver triunfar o ponto de vista do ente ao qual ele serve — se preciso, mata sem pestanejar. Por isso o comunismo matou uns 150 milhões no século passado. Não fazer a vontade do partido ou não servir às suas necessidades é considerado “moralismo”. Quem deu a Dilma tamanho destemor? Quem deu a Dilma tamanha coragem? Quem deu a Dilma essa língua muito maior do que a certeza que ela tem de que vai continuar no cargo? Ora, foram dois ministros do STF: Teori Zavascki e Rosa Weber. Concederam liminares contra a tramitação que havia sido indicada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, caso ele venha a rejeitar a denúncia. Que fique claro: se ele aceitar e mandar instalar a comissão especial, a decisão estará tomada, e não há Supremo que possa impedi-lo. A menos que saltem de lá homens armados até os dentes para impor a sua vontade a ferro e fogo. 
Ainda referindo-se à oposição, afirmou:
“Na busca incessante de encurtar o seu caminho ao poder, tentam dar um golpe. Querem construir de forma artificial o impedimento de um governo eleito pelo voto direto. Jogam sem nenhum pudor no quanto pior, melhor. Pior para a população e melhor para eles". É asqueroso, não? Então um governo cercado de corruptos por todos os lados é mesmo um primor de amor pelo povo, mas aqueles que o combatem estão a serviço de seus próprios interesses? Dilma, aquela que faz rigorosamente o contrário do que prometeu; Dilma, aquela que não pode sair às ruas porque o povo não lhe perdoa o estelionato eleitoral; essa mesma senhora teve a ousadia de afirmar o seguinte sobre seus adversários: “O interessante é que eles votam contra medidas que eles próprios aprovaram no passado”. Até parecia que ali não estava a presidente que aplicava medidas que, no passado, ela própria disse que jamais aplicaria. Para encerrar: dizer isso na CUT é coisa para covardes. Gostaria de ver Dilma fazendo esse discurso na Avenida Paulista! Por Reinaldo Azevedo