sábado, 19 de setembro de 2015

"Red blocs" ou "pixuleco blocs"

O Pixuleco esteve hoje em Caxias do Sul, foi inflado na praça Dante Alighieri, no centro, pelo Movimento Brasil. Começou a chover muito e ele teve de ser esvaziado. Quando já estava no chão, dois homens encapuzados atacaram o boneco com estiletes. A dupla fugiu e a ocorrência foi registrada na delegacia. Os movimentos de apoio ao PT se autointitulam "red blocs". O Antagonista acha mais próprio chamá-los de "pixuleco blocs".


Pixuleco antes do ataque


Pixuleco depois do ataque

Delfim Netto é simplesmente um desonesto

Delfim Netto disse a Eliane Cantanhêde que Dilma Rousseff é "simplesmente uma trapalhona". Delfim Netto é simplesmente um desonesto. Dilma Rousseff é também pixulequeira - foi eleita com dinheiro roubado da Petrobras. (O Antagonista)

Palocci e o bem-bolado

Antonio Palocci, hotéis. Ele sempre gostou de encontros reservados em quartos de hotel. Inclusive com jornalistas, sem que houvesse razão para isso. Antonio Palocci, linguagem. Ele sempre utilizava uma expressão de bandido. Inclusive com jornalistas, sem que houvesse razão para isso. "Vamos fazer um bem-bolado", dizia Palocci, respondendo ao pedido de uma entrevista. Antonio Palocci sempre esteve ali, diante do nosso nariz.

O recado de Lula via Mônica Bergamo

A colunista Mônica Bergamo, sobre quem não temos dúvidas, apenas certezas, publicou que dirigentes petistas históricos, ligados a Lula, admitem a hipótese de Dilma Rousseff renunciar, caso o pacote fiscal que não é pacote fiscal sofra uma derrota humilhante no Congresso. Esses mesmos dirigentes dão três semanas para Dilma Rousseff recuperar-se como única alternativa de poder até 2018. Lula passou o recado via Mônica Bergamo: não quer que o PT e ele próprio sangrem até a morte e, agora, começa a fritar Dilma Rousseff. O Antagonista passa o recado via O Antagonista: Dilma Rousseff pode renunciar, e nós desejamos ardentemente que ela o faça, mas o PT morreu, Lula. E você, também.

Pedido de impeachment de Dilma alcança a marca de 1 milhão de assinaturas, a meta agora é dobrar


Acaba de ser alcançada a meta de 1 milhão de assinaturas no abaixo assinado para o pedido de impeachment de Dilma. A meta, agora, é dobrar a meta inicial. Somos muitos, vamos demonstrar isso. Assine você também a petição pedindo o impeachment da petista Dilma Rousseff. https://www.change.org/p/deputados-aprovem-o-pedido-de-impeachment-da-presidente-dilma/u/13462356?tk=gT4vPyk-M7940mybfyEpiiYvh2E8wNhfKMFqulw-fEE&utm_source=petition_update&utm_medium=email

Sebastien Vettel conquista pole-position em Cingapura e impede que Louis Hamilton iguale recorde de Ayrton Senna


Depois de 23 poles consecutivas, o reinado da Mercedes no treino de classificação foi encerrado neste sábado (19). Com o tempo de 1min43s885, o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, foi o mais rápido e vai largar na pole position no GP de Cingapura, 13ª etapa da temporada, que será realizada neste domingo, às 9 horas. Foi a primeira pole-position conquistada por Sebastien Vettel no volante de uma Ferrari. A primeira fila ainda terá o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull. A segunda fila também terá um piloto da Ferrari e outro da Red Bull. O finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, largará em terceiro, enquanto o russo Daniil Kvyat sairá em quarto. Líder do Campeonato Mundial de Pilotos deste ano, o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, largará na quinta posição. Ele fez sua volta mais rápida em 1min45s300. Rosberg sai em sexto após cravar a marca de 1min45s415. A primeira posição de Sebastien Vettel no grid impediu que a Mercedes igualasse o recorde de 24 pole positions consecutivas, que hoje pertence à Williams. Nunca uma equipe colocou seus pilotos 25 corridas seguidas na pole-position. A sequência da Mercedes vinha desde o GP da Inglaterra do ano passado. De lá para cá, Hamilton amealhou 14 poles (11 delas neste ano) e Rosberg ficou com nove — sem contar o grid deste final de semana. Sebastien Vettel impediu também que Louis Hamilton igualasse o recorde de pole positions consecutivas de Ayrton Senna, que conquistou oito entre os GPs da Espanha de 1988 e dos Estados Unidos de 1989. O inglês tinha sete. O brasileiro Felipe Massa, da Williams, largará em nono lugar, enquanto Felipe Nasr foi eliminado na primeira parte do treino classificatório e sai na 16ª posição.
Veja as posições de largada para o GP de F1 de Cingapura:
1. Sebastian Vettel (Ferrari) - 1min43s885
2. Daniel Ricciardo (Red Bull) - 1min44s428
3. Kimi Raikkonen (Ferrari) - 1min44s667
4. Daniil Kvyat (Red Bull) - 1min44s745
5. Lewis Hamilton (Mercedes) - 1min45s300
6. Nico Rosberg (Mercedes) - 1min45s415
7. Valtteri Bottas (Williams) - 1min45s676
8. Max Verstappen (Toro Rosso) - 1min45s798
9. Felipe Massa (Williams) - 1min46s077
10. Romain Grosjean (Lotus) - 1min46s413
Q2
11. Nico Hulkenberg (Force India) - 1min46s305
12. Fernando Alonso (McLaren) - 1min46s328
13. Sergio Perez (Force India) - 1min46s385
14. Carlos Sainz Jr (Toro Rosso) - 1min46s894
15. Jenson Button (McLaren) - 1min47s019
Q1
16. Felipe Nasr (Sauber) - 1min46s965
17. Marcus Ericsson (Sauber) - 1min47s088
18. Pastor Maldonado (Lotus) - 1min47s323
19. Will Stevens (Manor Marussia) - 1min51s021
20. Alexander Rossi (Manor Marussia) - 1min51s523

Irônico, Gilmar Mendes responde ao PT: "Espero que não me culpem por ter matado Celso Daniel"


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, rebateu neste sábado (19) com ironia a possibilidade de ser processado pelo PT após usar o termo "cleptocracia" para criticar os recentes casos de corrupção do governo federal, referindo-se ao partido. "Espero que não me imputem de ter matado o Celso Daniel", afirmou o também vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, referindo-se ao então prefeito petista de Santo André, assassinado em 2002, um sujeito corrupto que estava nomeado para coordenador a campanha eleitoral de Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"). O ministro falou após dar uma palestra sobre segurança jurídica para empresários do agronegócio, realizada em Campinas (93 km da capital paulista). "O que falei é que foi criado um sistema que permite desenhar a corrupção como modelo de gestão. Isso tem um nome. É a cleptocracia", disse. Na sexta-feira (18), Gilmar disse que o PT, da presidente Dilma Rousseff, tinha um "plano perfeito" para se perpetuar no poder, mas foi atrapalhado pela Operação Lava Jato. "O plano era perfeito, mas faltou combinar com os russos", afirmou: "Eles têm dinheiro para disputar eleições até 2038". Em Campinas, ele também se defendeu das críticas da protopetista OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) por afirmar que o PT manobrou a entidade durante seu voto no julgamento do STF que barrou as doações de empresas nas eleições: "Sou de um tempo de gente que lia muito e que escrevia muitos livros. Não eram defensores de entidades sindicais. A OAB não pode virar aparelho de partido". Apesar de acatar a decisão dos colegas do Supremo em relação à ação (Gilmar Mendes foi voto vencido), o ministro voltou à criticá-la. "Há desgaste entre os Poderes, mas isso é algo normal. Porém, mais uma vez foi criada uma Jabuticaba, algo que só existe no Brasil e não é necessariamente algo bom", concluiu. Gilmar participou no 4º Fórum Nacional de Agronegócios, evento que abordou diversos temas do setor para empresários. Representantes do governo com presenças anunciadas no fórum não compareceram. Foram os casos do senador Delcídio Amaral (PT-MS), os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e Aldo Rebelo (Ciência, Tecnologia e Inovação). O único governista presente foi o deputado Marcos Montes (PSD-MG), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Ou seja, o governo do PT não dialogo com o único setor da economia que mostra dinamismo e tem crescimento.

Governador Geraldo Alckmin rejeita a CPMF e defende cortes do governo federal nos seus gastos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou neste sábado (19) apoio para a criação da CPMF, uma das iniciativas do governo federal para tentar equilibrar as contas públicas e conter a crise econômica. A declaração foi feita após a abertura de um evento para empresários do agronegócio, realizado em Campinas (93 km da capital paulista). Segundo Alckmin, antes de criar mais taxação é necessário "diminuir o tamanho do governo", pois é perigoso onerar a sociedade em um momento de recessão. "Essa iniciativa não terá nosso apoio. Claro que há momentos de exceção, mas antes é preciso diminuir os custos para depois gerar receitas. Isso impede o crescimento do Brasil", disse ele. Por incidir sobre qualquer movimentação financeira, a cobrança da CPMF atinge consumidores individuais que possuem conta em banco e qualquer empresa que faça transferências de valores no sistema bancário. Alckmin também falou sobre as ações que estão sendo feitas no Estado mais rico da federação para tentar conter a crise econômica, porém não citou valores e nem prazos. "Nós cortamos uma secretaria, também tiramos três fundações, além das vendas de um helicóptero e um avião pertencentes ao governo. Também estipulamos uma meta para redução de custos para cada secretaria", disse. As fundações, segundo ele, foram o Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal), Ceret (Centro Educativo, Recreativo, Esportivo do Trabalhador) e a Sutaco (Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades). No mês passado, quando o governo estudava a possibilidade de propor a recriação da CPMF, Alckmin já havia se manifestado contra o imposto.

Na sua luta contra o impeachment, Dilma quer negociar três ministérios para o PMDB

A presidente Dilma Rousseff sinalizou que vai negociar com o PMDB a indicação de pelo menos três nomes para compor seu novo ministério e atender principalmente os grupos do Senado, da Câmara dos Deputados e do vice-presidente Michel Temer. Principal aliada do governo, a legenda vem sofrendo pressões para liderar o movimento de impeachment da petista. O Palácio do Planalto teme que o partido rompa com a presidente, abrindo espaço para a aprovação na Câmara de um pedido de afastamento da petista. A ministra Kátia Abreu (Agricultura), senadora pelo PMDB, entrou em contato com peemedebistas e transmitiu o desejo da presidente de negociar a indicação de nomes ligados ao vice-presidente, ao presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e ao líder do partido na Câmara, deputado federal Leonardo Picciani (RJ). O fato de os primeiros contatos terem sido feitos pela ministra peemedebista causou desconforto dentro do partido porque ela não seria a liderança peemedebista indicada para falar oficialmente em nome do partido. Até o início da tarde deste sábado (19), a presidente Dilma não tinha conversado diretamente com o vice Michel Temer, que retornou de viagem à Rússia na sexta-feira (18). Com o agravamento da crise política e econômica, Dilma busca se aproximar de lideranças do PMDB, como sugeriu o ex-presidente Lula – os dois se reuniram na quinta-feira (17) em Brasília. No comando do Senado, Renan tem papel relevante na votação da chamada "Agenda Brasil", lista de propostas apresentada pelos senadores para a retomada do crescimento econômico do País. Na Câmara, Picciani comanda a maior bancada da Casa, onde um eventual processo de impeachment tem início. Sem o apoio do PMDB, a oposição dificilmente conseguiria aprovar a abertura de um processo de impeachment contra a petista. Neste sábado, a presidente reuniu-se no Palácio da Alvorada com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Planejamento) para discutir a reforma administrativa e ministerial que prometeu anunciar até a próxima quarta-feira (23). A presidente prometeu cortar pelo menos dez ministérios, o que pode reduzir o número de pastas destinadas a aliados no governo. Hoje, o PMDB comanda os ministérios da Agricultura, Minas e Energia, Turismo, Pesca, Portos e Aviação Civil. Na reestruturação do ministério, algumas destas pastas podem ser fundidas com outras, tirando espaço do PMDB no governo Dilma. Atualmente, o senador Renan Calheiros não conta com nenhum nome de sua indicação no ministério da presidente Dilma. Picciani também não. Já o vice-presidente conta com nomes de sua confiança em pelo menos duas pastas, Aviação Civil com Eliseu Padilha e Henrique Eduardo Alves no Turismo.

Jornalista considerada porta-voz do PT na Folha de S. Paulo diz que o partido já não descarta a possibilidade de renúncia de Dilma

A possibilidade de renúncia de Dilma Rousseff já não é descartada dentro do PT, diz a colunista Mônica Bergamo, que é considerada uma espécie de porta-voz do partido, na edição da Folha de S. Paulo que circula neste sábado. Segundo a jornalista, "dirigentes históricos e ligados ao ex-presidente Lula acreditam que ela pode ser levada a uma atitude extrema em caso de total ingovernabilidade do País – o que poderia ocorrer na hipótese de derrota fragorosa do pacote fiscal enviado ao Congresso". Os mesmo dirigentes, conforme as informações da colunista, acreditam que mesmo que o STF barre o processo de impeachment "a situação do governo pode ficar insustentável", e que "Dilma se retiraria para evitar uma conflagração no País". Mas, "a presidente tem repetido que não renunciará ao mandato em nenhuma hipótese", destaca o texto. De acordo com as informações de Monica Bergamo, haveria "um cálculo" entre estes petistas de que Dilma teria "cerca de três semanas para virar o jogo e se estabelecer novamente como única alternativa de poder até 2018". O que poderia mudar este cenário pessimista para a presidente é a possibilidade de o delator Fernando Baiano "arrastar os principais líderes do PMDB, partido de Michel Temer, para o precipício". Neste caso, diz a colunista, "a possibilidade de o vice assumir no lugar de Dilma estaria afastada".

Governo já estuda recurso ao STF contra ação da oposição


Auxiliares da presidente Dilma Rousseff já começaram a fazer análise jurídica sobre a eventual aceitação do pedido de impeachment da petista pela Câmara. Eles avaliam a jurisprudência existente — basicamente em torno do impeachment do ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) — e opiniões de juristas. O entendimento inicial é que o Supremo será acionado por Dilma em duas circunstâncias: se não se configurar base legal para pedido de impeachment ou se a defesa no Congresso for cerceada. Auxiliares interpretam que hoje há um “cenário em disputa”: o impeachment, por ora, está mais próximo de uma “eventualidade” do que de uma “certeza”. Só a definição do tamanho do apoio dos parlamentares à idéia na Câmara permitiria classificar o cenário como pró-impeachment. A movimentação da oposição pelo afastamento de Dilma é o ônus do ajuste fiscal que ela tenta implementar, segundo fontes do governo. O clima de pressão política contaminou o Tribunal de Contas da União, na visão dessas fontes, que decidirá sobre as contas de 2014 sob “constrangimento” e “exposição pública”. Acusada pelo TCU de 15 irregularidades ano passado, como as chamadas “pedaladas fiscais”, Dilma pode ter as contas rejeitadas no julgamento previsto para mês que vem. Trata-se de parecer do TCU — a palavra final é do Congresso. Eventual rejeição deve ser usada para desencadear o processo de impeachment. As “pedaladas” consistiram num represamento de repasses do Tesouro para bancos oficiais, que se viram obrigados a arcar com programas como o "Bolsa Família". A manobra foi interpretada pelo TCU como operação de crédito, o que infringe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Na quinta-feira, pedido de afastamento de Dilma foi reapresentado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Encampado pela oposição, o pedido é do ex-deputado e jurista Hélio Bicudo e do jurista Miguel Reale Júnior. Bicudo, que já foi do PT, e Reale Júnior, ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, baseiam a solicitação nas supostas irregularidades fiscais cometidas pela presidente, como as “pedaladas” e gastos sem autorização do Congresso. Se Eduardo Cunha rejeitar o pedido, um deputado de oposição deve recorrer para que a decisão seja tomada pelo plenário. Em caso de maioria simples pela aceitação do impeachment, a denúncia prosseguiria, com comissão especial eleita em plenário. Depois, dois terços da Câmara — 342 deputados — precisariam aprovar o processo de impeachment, o que já levaria ao afastamento de Dilma. Eduardo Cunha declarou ser oposição a Dilma após ser acusado de receber propina no esquema na Petrobras apurado na Lava-Jato. Eduardo Cunha já foi denunciado ao STF pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para auxiliares de Dilma, a “pesada” disputa política vem se sobrepondo à “racionalidade jurídica”. O clima teria contaminado o julgamento no TCU. No governo, em caso de aceitação de pedido de impeachment, ainda não há clareza sobre quem faria a defesa de Dilma no Congresso. Um advogado privado não estaria descartado. O assunto contaminou o plenário da Câmara terça-feira, quando a oposição apresentou questão de ordem com 16 páginas e perguntas a respeito da eventual tramitação de um processo de impeachment. A iniciativa da oposição provocou dura reação de aliados de Dilma, que chamaram a iniciativa de “golpista”. Assinada pelos líderes de PSDB, DEM, Solidariedade, PPS e PSC, a questão traz dúvidas sobre prazos, quóruns, procedimentos regimentais e composição da comissão especial, entre outros. Eduardo Cunha disse que “não vai ficar a vida inteira” para resolver a questão. A expectativa de aliados do deputado é que ele leve a questão de ordem a plenário já na próxima semana. Eduardo Cunha pediu para a Secretaria Geral da Mesa e assessores jurídicos da Câmara prepararem parecer com as respostas ao documento. A partir delas, ele teria de responder se os pedidos de impeachment têm fundamento para prosseguir. Além da solicitação de Hélio Bicudo e Reale Júnior, há outros 12 pedidos pendentes. Cunha, até o momento, não vê razões para a aceitação dos pedidos, pelo fato de as acusações se referirem ao 1º mandato de Dilma. 

Fernando Baiano: Palocci pediu dinheiro do petrolão para a campanha de Dilma – e o dinheiro foi entregue


No segundo semestre de 2010, a inflação estava controlada, o Brasil crescia em ritmo chinês e as taxas de desemprego eram consideradas desprezíveis. A sensação de bem-estar, a propaganda oficial maciça e a popularidade do então presidente Lula criavam as condições ideais para que Dilma Rousseff passasse de mera desconhecida a favorita para vencer as eleições. Paralelamente, um grupo pequeno de políticos e servidores corruptos da Petrobras acompanhava com compreensível interesse os desdobramentos do processo eleitoral. Foi nesse cenário que a campanha de Dilma e o maior esquema de corrupção da história do país selaram um acordo que, se confirmado, pode se transformar na primeira grande evidência de que o petrolão ajudou a financiar a campanha de Dilma Rousseff. Mais que isso. Se confirmado, estará provado que os coordenadores da campanha sabiam da existência do aparelho clandestino de desvio de dinheiro da Petrobras, se beneficiaram dele, conheciam seus protagonistas e, no poder, deixaram que tudo continuasse funcionando tranquilamente até o ano passado, quando a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Paraná desencadearam a Operação Lava-Jato. A lógica permite afirmar que seria impossível um esquema responsável por desviar quase 20 bilhões de reais, que envolve ministros de Estado, senadores, deputados aliados e a cúpula do PT, o partido que está no poder desde que tudo começou, existir sem o conhecimento do presidente da República. Os fatos, a cada novo depoimento, apontam na mesma direção. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, negocia um acordo de delação premiada com a Justiça. Ele já prestou vários depoimentos. Num deles, contou ter participado pessoalmente da operação que levou 2 milhões de reais à campanha petista. No ano passado, o ex-diretor Paulo Roberto Costa disse que o ex-ministro Antonio Palocci, então coordenador da campanha de Dilma, lhe pedira 2 milhões de reais. O dinheiro, segundo ele, foi providenciado pelo doleiro Alberto Youssef. Ouvido, o doleiro afirmou que desconhecia a existência de qualquer repasse a Antonio Palocci. A CPI da Petrobras chegou a promover uma acareação entre os dois para tentar esclarecer a divergência. Sem sucesso. Baiano contou detalhes que não só confirmam as declarações de Paulo Roberto e de Alberto Youssef como ampliam o que parecia apenas mais uma fortuita doação ilegal de recursos. É muito mais grave. O acordo para repassar o dinheiro foi fechado no comitê eleitoral em Brasília depois de uma reunião entre Fernando Baiano, Paulo Roberto Costa e o ex-ministro Antonio Palocci. De acordo com o relato de Baiano, Dilma caminhava para uma eleição certa e, até aquele momento, ainda não se sabia o que ela pensava a respeito do futuro comando da Petrobras. Coordenador-geral da campanha, Palocci forneceu algumas pistas e fez o pedido: precisava de 2 milhões de reais. Antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem a logística do repasse do dinheiro com "o Dr. Charles", seu assessor no comitê. E assim foi feito. Combinou-se que, para a segurança de todos, era melhor que a propina fosse entregue num hotel de São Paulo. E assim foi feito. No dia indicado, um dos carros blindados do doleiro Youssef estacionou na garagem de um conhecido hotel de São Paulo, e uma mala cheia de reais foi desembarcada e entregue a um homem que já a aguardava. A suposta contradição entre Youssef e Paulo Roberto sobre a entrega do dinheiro também foi esclarecida. Depois da versão apresentada por Baiano, o doleiro foi novamente ouvido. Ele não mentiu ao afirmar que nunca entregara dinheiro a Antonio Palocci. Por uma razão: ninguém lhe informou que aquela entrega atendia a uma solicitação do ex-ministro. Youssef, que era o distribuidor de propinas aos parlamentares do PP, contou que, no dia indicado, ele de fato encheu uma mala com maços de dinheiro, amarrou outros pacotes ao próprio corpo e dirigiu-se num carro blindado para o hotel Blue Tree, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. O que era uma acusação considerada mentirosa, descabida e sem provas pelo ex-ministro Palocci ganha evidências que precisam ser esclarecidas em profundidade.

Mercadante fica

Aloizio Mercadante
Mercadante: confiante em permanência na Casa Civil
Corre solta, sobretudo entre petistas e peemedebistas, a quase certeza de que Aloizio Mercadante deixa a Casa Civil na reforma ministerial que será anunciada na quarta-feira por Dilma Rousseff. Aos interlocutores mais próximos, porém, Mercadante desdenha dessa possibilidade. Sugere que, quem fala isso, não tem a menor ideia de como será a reforma. Mercadante está confiante que fica exatamente onde está. É uma boa briga: nos últimos dias, a pressão de Lula para a saída de Mercadante e de José Eduardo Cardozo aumentou. E muito. Por Lauro Jardim

Isso sim é explosivo

Duque: entregando o amigão de Lula
Duque: entregando o amigão de Lula
Em sua delação premiada, Renato Duque está entregando a cabeça do pecuarista, homem de (muitos) negócios e amigão de Lula, José Carlos Bumlai. Por Lauro Jardim

Ideia fixa

Dilma Rousseff
Ela só pensa naquilo
Em todas as suas conversas com líderes de partidos aliados, Dilma Rousseff não deixa de falar no impeachmentPor Lauro Jardim

Eliseu Padilha poderá ser ministro dos Transportes

O suplente de deputado federal gaúcho Eliseu Padilha poderá virar superministro na reforma ministerial de segunda-feira. Ele é cotado para o ministério dos Transportes, que seria engordado com as pastas da Aviação Civil e dos Portos. Se isso ocorrer, ele repetirá o governo de Fernando Henrique Cardoso dentro do governo da petista Dilma Rousseff. Afinal, Eliseu Padilha ocupou esse cargo lá no governo do PSDB. Isso comprova a excepcional qualificação de Padilha para a área, não é mesmo? Padilha é um político acima de qualquer suspeita, é um político a respeito do qual ninguém mantém qualquer dúvida, só certezas. Os petistas gaúchos, por exemplo, sempre tiveram um especial carinho por ele, expresso no carinhoso apelido que lhe deram, baseado no seu nome. 

 

Celso Daniel ainda sangra

Segundo Lauro Jardim, Fernando Pimentel "vem pressionando José Eduardo Cardozo para substituir o delegado-chefe da Acrônimo, Dennis Cali, pela delegada Denisse Rosa, que investigou o assassinato de Celso Daniel e o considerou um crime comum". Foi um crime tão comum que, volta e meia, ele reaparece nos escândalos do PT. Ele reapareceu no mensalão. Ele reapareceu nos aloprados. Ele reapareceu no petrolão. E reaparece agora, borrando de sangue os cartões de crédito de Fernando Pimentel. 

Bumlai é Lula, Lula é Bumlai

Antonio Palocci repassou 2 milhões de reais roubados da Petrobras para a campanha de Dilma Rousseff. O fato foi denunciado por Paulo Roberto Costa e confirmado, na última semana, por Fernando Baiano. O encontro entre os quadrilheiros foi intermediado por José Carlos Bumlai, o homem que cuida dos negócios de Lula. Bumlai já havia sido acusado por Nestor Cerveró. Em seu depoimento, citado pela Veja, Cerveró disse que Bumlai direcionou o contrato da sonda Vitória 10.000 para a construtora Schahin, em 2007. O negócio, além de render uma gorda propina a Cerveró, serviu também para pagar as dívidas da campanha de Lula e para reembolsar Bumlai do dinheiro que ele deu para calar os chantagistas que prometiam denunciar o envolvimento da cúpula do PT no assassinato de Celso Daniel. Sim, Celso Daniel continua a sangrar.

Cabeça a prêmio

José Carlos Bumlai é Lula, Lula é José Carlos Bumlai. O nome de Bumlai foi citado por Nestor Cerveró, que o acusou de ter direcionado o contrato da sonda Vitória 10.000, em 2007. O nome de Bumlai foi citado também por Fernando Baiano, que o acusou de ter intermediado o encontro em que Antonio Palocci cobrou 2 milhões de reais em propina para a campanha de Dilma Rousseff, em 2010. Mas não é só isso. Lauro Jardim conta que, na tentativa de fechar um acordo com os procuradores da Lava Jato, Renato Duque "está entregando a cabeça de Bumlai, o pecuarista amigão de Lula".

Meu amigo Charles

Fernando Baiano disse que Antonio Palocci mandou entregar os 2 milhões de reais em propina que abasteceram a campanha de Dilma Rousseff a um certo Dr. Charles. A Veja revela que Charles Capella foi o coordenador administrativo da campanha de Dilma em 2010. Quando Palocci foi nomeado para a Casa Civil, ele se tornou seu chefe de gabinete, e continuou no cargo até fevereiro de 2014, quando passou a trabalhar para a campanha da reeleição de Dilma.

A última dúvida foi esclarecida

Paulo Roberto Costa foi o primeiro a acusar Antonio Palocci de ter recebido de Alberto Youssef 2 milhões de reais em propina para a campanha de Dilma Rousseff. Alberto Youssef sempre negou o fato. Depois do depoimento de Fernando Baiano, nesta semana, a dúvida foi definitivamente esclarecida. O operador do PMDB de fato mandou o doleiro entregar a propina, mas não disse quem era o beneficiário. A Lava Jato interrogou novamente Alberto Youssef e ele confirmou que, no dia indicado, realmente encheu uma mala com dinheiro, amarrou outros pacotes ao próprio corpo e dirigiu-se num carro blindado para o hotel Blue Tree, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Lá o esperava o Dr. Charles.

O que há contra Dilma

Dilma Rousseff foi eleita com dinheiro roubado da Petrobras. Fernando Baiano admitiu ter repassado a Antonio Palocci 2 milhões de reais em propina para a campanha presidencial de 2010. A Folha de S. Paulo, ontem à noite, publicou a notícia. E a Veja, neste sábado, deu os detalhes: “O acordo para repassar o dinheiro foi fechado no comitê eleitoral em Brasília depois de uma reunião entre Fernando Baiano, Paulo Roberto Costa e Antonio Palocci. De acordo com o relato de Baiano, Dilma caminhava para uma eleição certa e, até aquele momento, ainda não se sabia o que ela pensava a respeito do futuro comando da Petrobras. Coordenador-geral da campanha, Palocci forneceu algumas pistas e fez o pedido: precisava de 2 milhões de reais. Antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem a logística do repasse do dinheiro com ‘o Dr. Charles’, seu assessor no comitê. E assim foi feito. Combinou-se que, para a segurança de todos, era melhor que a propina fosse entregue num hotel de São Paulo. E assim foi feito. No dia indicado, um dos carros blindados do doleiro Youssef estacionou na garagem de um conhecido hotel de São Paulo (Blue Tree), e uma mala cheia de reais foi desembarcada e entregue a um homem que já a aguardava”.

Lula se encontra com Cunha para tentar retardar embate do impeachment

Não, senhores! Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente-em-chefe, não se contentou em se reunir com ministros petistas menos Mercadante, com o próprio Mercadante e com Dilma. Também não basta anunciar que vai sair país afora defendendo as medidas do governo. Ele foi mais fundo. Como consequência do golpe de Estado que acabou de dar, assumindo a cadeira de Dilma, levou mais longe a interlocução. Encontrou-se pessoalmente com Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara e adversário declarado do governo. Huuummm… Sejamos precisos: o poderoso chefão petista sempre foi favorável a um entendimento com o parlamentar. Dilma é que resistia. Lula, por exemplo, era contra o PT lançar um candidato à Presidência da Câmara. Defendia um acordo com o agora principal desafeto do Planalto, mas sabem como é… A governanta decidiu fazer as coisas a seu modo, com o resultado conhecido. Mas o que quer Lula com Cunha? Duas coisas. Sim, sim, ele pretende que o deputado ajude a obstar as tais medidas que são tidas como pauta-bomba. Mas isso, agora, é o de menos. O antecessor de Dilma quer que Cunha retarde ao máximo a tramitação da denúncia contra a presidente, formulada por Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal. E como é que se faz isso? Há apenas uma maneira: que o documento fique dormindo na gaveta de Cunha, sem ser pautado. A coisa só começa a correr se o deputado disser “sim” ou “não”. Se disser “sim”, o que talvez não faça para não caracterizar algo de pessoal, a comissão especial terá de ser instalada; se disser “não”, um deputado de oposição vai recorrer, e basta maioria simples para que se forme a dita-cuja. Sim, leitores! É evidente que é o fim da picada um ex-presidente se encontrar com um presidente da Câmara para tratar de um assunto que, inequivocamente, diz respeito ao governo, especialmente quando a figura em questão foi transformada numa espécie de inimigo público número um da petezada. Aliás, ele se oferece para fazer uma interlocução que o próprio partido não está fazendo. Nas concentrações públicas marcadas pela legenda, Cunha é sempre um dos alvos principais. Acho pouco provável — vamos ver — que o presidente da Câmara ceda aos apelos de Lula para ficar enrolando. Parte considerável do eleitorado de Cunha o quer distante do governo, fazendo o que estiver de acordo com as leis e com o regimento para a mandatária deixe a cadeira da Presidência. Cunha sabe que parte da força considerável que ainda tem existe apesar do PT. Por Reinaldo Azevedo

Dilma já sofreu algo mais grave do que o impeachment: foi demitida por Lula

Oba! Agora virou a festa da uva! Nunca o governo se pareceu tanto com aquilo que é: a casa-da-mãe-Dilmona. A governanta já tinha 9.735 coordenadores políticos. Apareceram mais alguns — e o principal é Lula. Todo mundo fala, todo mundo opina, todo mundo decide. É Rui Falcão, é Alberto Cantalice, é Berzoini, é Lula… E Dilma? Ah, ela só pensa naquilo: combater o impeachment. É o seu programa de governo. Cantalice, vice-presidente do PT, anunciou que Lula vai percorrer o país para defender o ajuste fiscal de Dilma, inclusive a recriação da CPMF, embora, vejam bem!, se anuncie que o ex-presidente é contrário às medidas, entenderam? Lula é contra, mas defende. Quando alguém reclamar, ele se solidariza. Mas dirá ser necessário. Temo que ele vá decepcionar Janio de Freitas. Dia desses, o colunista afirmou que o Apedeuta estava felicíssimo com o pacote de Dilma porque, por alguma razão, o demiurgo seria o caudatário virtuoso da impopularidade das medidas. Não vejo a hora de Lula reunir o povo, o de verdade, em praça pública para defender a recriação do imposto… Tenham paciência!
Lula e Mercadante
Calma aí que Lula resolveu atuar ainda mais. Nesta quinta, ele se encontrou a sós com Dilma e depois se reuniu por quase cinco horas com ministros petistas. Era a sessão “fala mal do Mercadante que eu te escuto”. O ex-presidente nunca escondeu que não gosta da atuação do ministro na Casa Civil. Nesta sexta, o chefão petista se encontrou com o quase-defenestrado. Levou as reclamações, o que foi lido como o sinal de que o ministro fica. A própria Dilma teria convencido Lula de que seu auxiliar é essencial ao governo. Sendo assim, o ministro, então, fica — ao menos por enquanto. Mas com as funções esvaziadas. E sabem quem fez esse anúncio? Rui Falcão, o presidente do PT. Segundo diz, Mercadante se aterá às funções da Casa Civil apenas, ficando a interlocução com o Congresso a cargo de outros ministros. Ocorre, meus caros, que a interlocução com o Congresso é uma das funções da… Casa Civil!
E quem deve, então, assumir a tal interlocução? Ora, é óbvio, gente! Ricardo Berzoini!!! Mas ele não é ministro das Comunicações? É! E daí? O governo Dilma é um erro de cálculo com pessoas fora do lugar. É evidente que não faz sentido Lula se encontrar com Dilma, com os demais ministros petistas e com o próprio Mercadante para decidir quem ocupa qual cargo. É um absurdo em si. É evidente que não cabe ao secretário-geral do partido anunciar as andanças de Lula como parte de uma estratégia governista para segurar a presidente no cargo. É evidente que não cabe a Rui Falcão anunciar quais serão as tarefas daquele que é o principal auxiliar da presidente. Dilma sofreu algo pior do que o impeachment: foi demitida por Lula. Pergunta: Dilma foi demitida do governo por Lula? Por Reinaldo Azevedo

PT discute neutralizar ou desmoralizar José Dirceu, inclusive com uma expulsão do partido

A cúpula do PT continua atônita com relatos de Curitiba sobre supostas pressões psicológicas, de investigadores da Lava Jato, para levar José Dirceu a negociar redução de pena por meio de delação. Até familiares que o visitam estariam sendo usados na pressão. O PT discute como abordá-lo na prisão. Caso isso seja inútil, pretende expulsar o ex-ministro, como forma de desqualificá-lo como testemunha-bomba. Após Lula, Zé Dirceu é o político mais influente no PT e no governo Dilma. Mesmo preso, recebeu mais de R$ 34 milhões em propinas. O medo do PT é o mesmo de Lula: para a cúpula petista, Dirceu seria um dos poucos cuja delação pode “meter o ex-presidente na cadeia”. Aos 69 anos, José Dirceu anda deprimido. Ele diz que estar junto da filha de 6 anos, seu xodó, é seu derradeiro projeto de vida. Um mês apos sua prisão, José Dirceu e outras 16 pessoas foram denunciadas por corrupção, lavagem e organização criminosa.

Um novo rebaixamento de rating do Brasil causaria a perda de no mínimo US$ 8 bilhões


A gestora britânica Ashmore estima que há cerca de US$ 16 bilhões em ativos brasileiros relacionados a quatro grandes índices de referência para investir em mercados emergentes. Esses recursos poderiam ter venda automática caso o Brasil perca o grau de investimento em uma segunda agência de classificação de risco. Os analistas notam, porém, que muitos gestores administram ativamente as carteiras e cerca de metade dessa posição já pode ter sido desmontada. Ou seja, novo downgrade deflagraria onda vendedora automática de cerca de US$ 8 bilhões apenas por esses quatro índices. Em relatório sobre mercados emergentes, os gestores da Ashmore estimam que carteiras que seguem os índices JP Morgan EMBI Investment Grade, JP Morgan CEMBI Investment Grade, Barclays EM USD Aggregate e Barclays Global Aggregate têm atualmente cerca de US$ 16 bilhões em ativos brasileiros. "O mandato de gestão passiva do grau de investimento só prevê venda quando um segundo rebaixamento acontecer", dizem os analistas da gestora. Diante dessa regra, poderia haver a venda maciça de papéis brasileiros que alcançaria os US$ 16 bilhões caso a Moody's ou a Fitch rebaixassem o País para "grau especulativo" também, acompanhando a decisão da S&P na primeira semana de setembro. Apesar dessa condição, os gestores britânicos notam que boa parte dessa posição já poderia ter sido desmontada. "A maioria das carteiras de mercados emergentes é gerida de forma ativa e muitos têm caminhado na direção do 'peso abaixo da média' (underweight) para o Brasil ultimamente", dizem os analistas, ao citar que a erosão macroeconômica tem feito o País regredir "aos dias desastrosos do ministro Guido Mantega", o que já afasta os investidores dos ativos do País. Diante dessa gestão ativa, a Ashmore calcula que um segundo downgrade poderia deflagrar venda de cerca de US$ 8 bilhões em ativos brasileiros. "É difícil fazer uma estimativa precisa sobre as futuras saídas em caso de um segundo rebaixamento, mas acreditamos que os fluxos reais serão muito menores que os USS$ 16 bilhões. Talvez, metade desse montante", disseram os analistas em relatório. Os gestores notam ainda que o rebaixamento da Standard & Poor's tem um aspecto positivo "ao remover um risco negativo" do cenário brasileiro. "De fato, há sinais de que a economia está começando a ser tratada com a medicina do ajuste. Além da melhora marcante nas contas externas, a inflação está claramente desacelerando. Em agosto, o IPCA mostrou alta mensal de 0,22%, menos que o 0,62% de julho e 0,79% de junho", dizem os analistas.

Tribunal de Contas da União vai auditar as contas do Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais


O Tribunal de Contas da União deverá analisar as dívidas contraídas pelos Estados do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Minas Gerais com a União. O pedido do deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) previa investigação apenas das contas gaúchas, mas foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados com a inclusão dos outros dois Estados. O Rio Grande do Sul deverá fechar 2015 com um rombo de R$ 5,4 bilhões nas contas. Esse é o montante que falta para cobrir a diferença entre o que o Estado gasta e o que ele arrecada. No início de setembro, o Tesouro Nacional bloqueou as contas gaúchas. A medida, prevista no contrato da dívida, foi adotada pelo governo pelo segundo mês consecutivo para garantir a quitação do débito. Em 1998, o governo gaúcho contraiu uma dívida com a União de R$ 9 bilhões, sendo que, devido aos juros, já pagou R$ 22 bilhões. As parcelas crescentes, que comprometem 13% da receita líquida mensal do Estado, devem ser pagas até 2027. Goergen acredita que uma avaliação técnica do Tribunal de Contas da União poderá retirar a discussão da esfera política. "A mudança da economia permite, sim, que haja uma renegociação. Creio que o Tribunal de Contas não vá ceder no aspecto político”, disse. Segundo informações repassadas pelo governo paranaense, o Estado ainda tem mais de R$ 2 bilhões em dívidas acumuladas de anos anteriores, apesar de ter pago R$ 666 milhões no período. Na prática, quando descontadas as despesas com o pagamento de dívidas e juros, o Paraná teve um deficit nominal de R$ 217 milhões entre janeiro e abril deste ano. Já no caso de Minas Gerais, estima-se que haja atualmente um rombo de R$ 7,2 bilhões no orçamento local. A solicitação de auditoria não precisa passar pelo Plenário da Câmara dos Deputados e seguirá direto para o Tribunal de Contas da União, que definirá os termos e prazos para avaliar os contratos dos três estados.

De Pasadena, não passarão!

A delação de Nestor Cerveró mira Lula e Dilma. A confirmação da propina paga na compra superfaturada da refinaria de Pasadena será a pá de cal no mandato da pupila do Pixuleco. Vai sobrar para José Sérgio Gabrielli e Graça Foster. A cúpula do PMDB será salva por Cerveró, por enquanto.

Entidades sindicais convocam "greve geral" contra ajuste fiscal

Militantes de 40 entidades ligadas à defesa dos direitos dos trabalhadores e minorias marcharam nesta sexta-feira, 18, pela Avenida Paulista, na região central, para protestar contra o ajuste fiscal e outras medidas tomadas pelo governo federal que atentam contra garantias trabalhistas. Em um protesto que teve palavras de ordem tanto contra a presidente Dilma Rousseff e o PT, quanto contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), passando pelo vice-presidente Michel Temer e pelos presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, e pelo partido deles, o PMDB, os trabalhadores foram convocados a promover uma greve geral e “paralisar o País”. Com gritos de ordem como “um, dois, três, quatro, cinco, mil. Ou para o ajuste ou paramos o Brasil” e “Não vai pagar, não vai pagar, por essa crise o povo não vai pagar”, e bonecos de Dilma, Aécio e Cunha, a Marcha Nacional dos Trabalhadores em São Paulo contou com cerca de 15 mil pessoas, segundo os organizadores. A Polícia Militar não estimou a quantidade de participantes.  


O manifesto, o primeiro de uma série que estão sendo programados para convocar trabalhadores para uma greve geral, foi liderado pela Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e teve a participação de sindicatos de trabalhadores, muitos deles em greve, como os servidores federais e funcionários dos Correios, além de partidos como PSTU e PCB. Cerca de 170 ônibus foram responsáveis pelo transporte de manifestantes de outros Estados. Marchas também foram realizadas em Belém, Recife, Fortaleza e Manaus, segundo a organização. Na capital paulista, os manifestantes se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e, por volta das 18 horas iniciaram uma caminhada até a Praça da República, no centro. Ainda na Paulista, o carro de som parou em frente ao edifício onde está localizado o escritório da Presidência da República, e oradores de diversos estados e estrangeiros se revezaram em críticas ao governo. “É preciso unir os trabalhadores para se construir a greve geral no Brasil contra Dilma e contra a burguesia”, disse Paulo Barela, da executiva nacional da CSP-Conlutas. “O pacote fiscal é um ataque aos direitos dos trabalhadores. Enquanto isso, o governo aprovou isenção para grandes empresas”. Segundo ele, os organizadores da marcha não defendem diretamente o impeachment, mas não descartam a abreviação do mandado por outros meios: “Pode ser parando o País com a greve geral, eleições gerais, uma nova Constituinte ou uma ação direta".