domingo, 16 de agosto de 2015

Sergio Moro: a nossa homenagem ao maior homenageado

O Antagonista encerra a sua cobertura das manifestações de hoje, homenageando o maior homenageado nas ruas do Brasil: o juiz Sergio Moro. Tentaram cooptar Sergio Moro. Ele não cedeu. Tentaram cercear o seu trabalho. Ele conseguiu furar o cerco. Tentaram manchar a sua reputação nos blogs sujos. Ele não se abalou com as mentiras. Tentaram questionar o seu conhecimento jurídico. Ele continuou demonstrando que a sua formação é sólida e a sua estratégia, exata. Os brasileiros reconhecem em Sergio Moro um modelo de Justiça - imparcial, dura, rápida. Os brasileiros reconhecem em Sergio Moro um modelo de cidadão - trabalhador, cumpridor dos seus deveres, confiante no seu país. Os brasileiros orgulham-se de Sergio Moro. O Antagonista orgulha-se de sempre tê-lo apoiado.


Modelo de Justiça

"Dilma é uma experiência esgotada"

O deputado federal Marcus Pestana, chegadíssimo a Aécio Neves, falou ao Antagonista que a participação dos tucanos nos protestos de hoje foi uma decisão tomada pela cúpula do PSDB. "A recomendação era de estímulo, apoio e participação nas manifestações, mas com o cuidado de não haver apropriação política do movimento que é da sociedade". Para Pestana, a contabilidade dos protestos feita pelo governo Dilma é "ridícula". Movimentos de massa espontâneos possuem dinâmica própria, bem diferente daquela militância ativa, catequizada e financiada - a petista e cutista. Se houve queda no número de participantes em algumas capitais, houve aumento em dezenas de cidades do interior. "Os protestos foram contundentes e vigorosos. Centenas de milhares de brasileiros foram às ruas dizer Basta, Dilma!" Sobre o silêncio da governanta em relação aos protestos, Pestana diz que a presidente "não tem nada a falar para o Brasil". "Dilma é uma experiência esgotada. Seu governo está pendurado no Renan Calheiros. Ela não fala com o povo e nem com o Congresso, só com o Renan. Mas o fiador de hoje pode estar na cadeia amanhã". Ah sim, Pestana também foi às ruas de Juiz de Fora.

Dilma ficou sem palavras

A reunião de avaliação dos protestos no Palácio da Alvorada terminou há pouco. Dilma decidiu não fazer pronunciamentos com medo de virar alvo de novo panelaço. Pelo mesmo motivo, determinou também que nenhum de seus ministros faça declarações. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, apenas emitiu uma nota tão genérica quanto óbvia. "O governo viu as manifestações dentro da normalidade democrática". A normalidade democrática pressupõe a abertura de um processo de impeachment contra Dilma.

José Serra: "O governo tem uma agenda: tentar escapar do impeachment"

José Serra deu uma declaração ao Antagonista: "Há pessoas que acham que o governo não tem uma agenda clara. É injusto. O governo tem uma agenda, sim: tentar escapar do impeachment. Essa é a agenda. Mais que isso: é a única linha de ação desse governo". Na Paulista, José Serra foi abraçado, tirou fotos com crianças e dezenas de pessoas fizeram selfies com ele. É um dos poucos políticos que ainda podem tomar banho de povo. O Antagonista espera que José Serra use esse capital para tirar o PT do poder.

Senador José Serra foi à manifestação contra Dilma, Lula e o PT na avenida Paulista


O senador José Serra (PSDB-SP) chegou por volta das 16 horas à Avenida Paulista, região central de São Paulo, e deu uma volta em torno do carro de som do movimento Vem Pra Rua. Foi muito assediado e teve o nome conclamado pelos ativistas. "A manifestação é uma demonstração de impaciência. As pessoas ficam muito contentes de me ver aqui. Quase a totalidade são meus eleitores. A manifestação é pacífica, sem governo ou sindicato por trás. Nas manifestações antigas, eu me lembro, tinha governo, sindicato, patrocínio. Eu me lembro. Hoje, não tem. Não tem partido. É um imenso grau de espontaneidade", exaltou. "O Brasil está numa situação difícil, Estados e municípios em frangalhos. Governo federal perdido. Quando governo não tem rumo, nenhum caminho leva a nenhum lugar", afirmou. Sobre a aproximação do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), com a presidente Dilma Rousseff, Serra minimizou: "São movimentações que acontecem toda semana na política. O problema do governo é muito mais profundo".

Dilma e Lula são os alvos

Os protestos evoluíram e agora têm objetivos concretos: o impeachment de Dilma, a prisão de Lula e o fim do PT. Se os conselheiros de Dilma disserem outra coisa, é porque são tão míopes politicamente quanto ela.

Lula e Dilma, unidos para sempre

Lula era figura secundária nas manifestações anteriores. Nas de hoje, foi protagonista, ao lado de Dilma Rousseff. O destino de criador e criatura deve ser o mesmo, ao contrário de quem diz - ou dizia - que dava para separar um do outro.

Manifestantes tomar as ruas das principais cidades do Brasil pedindo impeachment de Dilma e contra o PT

Protestos contra o governo Dilma Rousseff tomam as ruas de cidades de dez Estados e do Distrito Federal neste domingo (16). Manifestantes se reúnem em Belo Horizonte, Belém, Recife, Salvador, Ribeirão Preto, Maceió, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília. Há também atos no Espírito Santo e em Paranavaí, no interior do Paraná. Em São Paulo, o ato está previsto para ocorrer das 14h às 19h, na av. Paulista (região central da capital). Em Porto Alegre Alegre está marcado para começar às 14 horas, e em Florianópolis deverá iniciar às 15 horas, na Avenida Beira Mar Norte. Os principais grupos por trás dos protestos são o MBL (Movimento Brasil Livre), Vem Pra Rua e Revoltados On Line. Grupos que defendem a intervenção militar, como UND (União Nacionalista Democrática) e Pátria Amada Brasil, também terão seus carros no ato de São Paulo. Manifestações estão previstas para ocorrer em mais de 200 cidades espalhadas pelo País. Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, disse que o movimento vai continuar mesmo que o pedido de impeachment não for adiante. Ele disse que a reação política em defesa da presidente não vai arrefecer o grupo, que não aprova Dilma. Ele também condena a costura política de Renan Calheiros (PMDB-AL) em favor da petista, e puxa vaias contra o presidente do Senado. Chequer ainda afirmou que ganhou adesão de Helio Bicudo, fundador do PT. Bicudo não está na manifestação, pois “foi acometido por uma gripe", mas mandou discurso. No Paraná, os protestos começaram pelo interior: o primeiro ato foi em Paranavaí, pela manhã, que reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo os organizadores do Vem pra Rua. Em Curitiba, os manifestantes começam a chegar na Praça Santos Andrade, no centro. Três caminhões de som pedem "Renuncia, Dilma". A marcha pelo centro vai começar às 15 horas. Os organizadores em Curitiba estimam a presença de 20 a 30 mil pessoas. Em Londres, na Inglaterra, um pequeno grupo de cerca de 80 pessoas reuniu-se na frente da embaixada do Brasil em Londres neste domingo (16) para protestar contra o governo. 

Comparações

Os números da PM mostram que os protestos, em todo o Brasil, cresceram de 12 de abril para cá.
Uns exemplos:
Maceió, hoje, teve 12 mil manifestantes contra 6 mil da passeata anterior.
Em Salvador, foram 6 mil contra 4 mil.
Em Chapecó, 5 mil manifestantes contra mil e quinhentos.
O padrão se repetiu em praticamente todas as cidades, grandes ou médias.
15 de março é imbatível, mas 12 de abril ficou para trás.

Polícia Federal acha registro de viagem de Zelada com ex-sócio de lobista do PMDB


A Polícia Federal localizou o registro de viagem do ex-diretor da Petrobrás Jorge Luiz Zelada (Internacional), preso pela Operação Lava Jato, para abrir uma conta no Principado de Mônaco. O executivo saiu do País, em 7 de fevereiro de 2011, às 21h03, rumo a Paris, no mesmo vôo em que estava Miloud Hassene, ex-sócio do lobista do PMDB João Augusto Rezende Henriques na empresa Trend. Segundo a PF, Jorge Zelada abriu sua conta no Banco Julius Bar, em Mônaco, em 15 de fevereiro de 2011, período em que estava na França.


No Principado, investigadores descobriram que Zelada mantinha 11,5 milhões de euros. A viagem reforça indícios de corrupção de US$ 31 milhões em contrato do navio-sonda Titanium Explorer. “Reforçam-se, portanto, os indícios de que a conta em Mônaco mantida em nome de Jorge Luiz Zelada foi aberta no período estipulado e com a finalidade de ocultar os valores espúrios recebidos em virtude de sua atuação na Diretoria da Área Internacional da Petrobrás”, afirmou o delegado Filipe Hille Pace.
O ex-diretor e o lobista do PMDB João Henriques são réus em processo na Justiça Federal do Paraná por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o contrato do Titanium Explorer. Segundo a denúncia da Procuradoria da República, a propina acertada no contrato era de US$ 31 milhões, dos quais US$ 20,8 milhões teriam sido efetivamente pagos. A cota do PMDB, afirma o Ministério Público Federal, chegou a US$ 10 milhões em 2009. Zelada foi sucessor do ex-diretor Nestor Cerveró – preso desde 14 de janeiro – na diretoria Internacional, cota do PMDB no esquema de loteamento político na estatal. A Procuradoria constatou que João Henriques foi executivo da Petrobrás, de onde saiu para exercer a atividade de lobista.


Durante as investigações da Lava Jato, o Ministério Público Federal descobriu que Zelada era controlador da conta em nome da offshore Rockfield Internacional S.A. Na conta da Rockfield Internacional a força-tarefa da Lava Jato conseguiu bloquear a maior parte da fortuna não-declarada de Zelada: 11 milhões de euros. Em outra conta aberta no mesmo banco – esta em seu nome – havia mais 32 mil euros. Mônaco é uma cidade-Estado, paraíso-fiscal situado no sul da França. Em setembro de 2007, o ex-banqueiro italiano Salvatore Cacciola, protagonista do escândalo do Banco Marka, foi preso pela Interpol no Principado. Condenado a 13 anos de prisão no Brasil por desvio de dinheiro público e gestão fraudulenta de instituição financeira, o ex-dono do banco Marka estava foragido da Justiça brasileira ficou 7 anos foragido, desde o ano 2000. 

Lulinha sem favores

Lulinha não está mais morando de favor no apartamento de Jonas Suassuna, em Moema. Ele negociou com o empresário-mecenas um plano de financiamento a longo prazo. Em vez de aluguel, ele paga um valor mensal de R$ 35 mil. Suassuna acha que Lulinha já está na idade de pagar suas próprias contas.

Pixuleco na agenda oficial

O diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, vai precisar explicar à Lava Jato as reuniões que teve com Pablo Alejandro Kipersmit, da Consist Software, a empresa que repassava pixulecos de contratos públicos para Alexandre Romano, operador de José Dirceu. Kipersmit era recebido por Mazoni com hora marcada em seu próprio gabinete. A última reunião entre os dois foi em 15 de julho, só um mês atrás. Só para lembrar, Mazoni foi responsável por contratar sem licitação a IT7 Sistemas, empresa do irmão de André Vargas.