segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dirceu, o jatinho e a Sete Brasil

Em sua delação premiada, Milton Pascowitch, operador de José Dirceu, disse que o ex-ministro acabou desistindo de comprar o jatinho Citation PT-XIB depois de ter sido visto usando a aeronave. Quem a adquiriu, então, foi a empresa Gates Air Locação, que tem como sócio majoritário o ex-banqueiro Aldo Floris. A documentação apreendida pela Polícia Federal mostra que José Dirceu tinha interesse na Sete Brasil. Aldo Floris criou a Luce Drilling e virou acionista da Sete Brasil. Até meses atrás, Aldo Floris presidiu o conselho da Sete Brasil.

US$ 31 milhões em propina para o PMDB

A força-tarefa da Lava Jato descobriu que o contrato de afretamento do navio-sonda Titanium Explorer pela Petrobras rendeu ao PMDB e a seus indicados na Diretoria Internacional cerca de US$ 31 milhões em propina. O dinheiro foi repassado pelo executivo chinês Hsin Chi Su, da TMT, e o lobista Hamylton Padilha. Os ex-diretores beneficiados foram Jorge Zelada e Eduardo Musa, ambos apadrinhados pelo PMDB. O partido também recebeu o seu quinhão na negociata. O juiz Sergio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público contra todos, que viraram réus por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Pezão dá uma mão

Lauro Jardim informa que "boa parte dos pagamentos de fornecedores do governo do Rio de Janeiro está atrasada". Odebrecht e Queiroz Galvão, porém, estão recebendo em dia. Pezão dá uma mão. É um sujeito solidário.

O antagonismo de Moro

No sábado, o Antagonista publicou uma breve análise comparativa entre Sérgio Moro e Teori Zavascki. Enquanto o primeiro dá transparência às investigações da Lava Jato, o segundo esconde as provas da sociedade. Hoje, Moro voltou ao tema com força, em curso promovido pela Escola de Magistratura no TRF4. Parece que o juiz de Curitiba andou lendo o Antagonista.

Dirceu e a conexão Cayman

O Antagonista obteve cópia da certidão de propriedade do Cessna Citation 560L, prefixo PT-XIB. A aeronave, que hoje pertence a Aldo Floris, acionista da Sete Brasil, foi arrendada pela Brasif Duty Free junto à offshore Marcep International Trade Finance, sediada nas Ilhas Cayman. O contrato previa o pagamento de parcelas semestrais ao longo de cinco anos, num total de US$ 7,69 milhões.

Narizinho é a Cuca

A senadora Gleisi Hoffmann, mais conhecida como "Narizinho", não tem vergonha ou noção de decoro. O Estadão noticia que ela acusou os ministros do TCU de "oportunismo", no caso das pedaladas fiscais, dizendo que estar "demonstrado" que elas são práticas "normais", já ocorridas em outros governos. Narizinho afirmou textualmente: "Só peço o favor a esses senhores, que já foram políticos, que já usaram tribuna e que se manifestam politicamente: parem de dizer que suas razões são técnicas porque, além disso não ser verdadeiro, é feio. É muito feio". Fica claro que Narizinho acha que dois erros fazem um acerto. Fica claro que Narizinho acha que política é a arte de mentir. Fica claro que Narizinho quer impedir Dilma Rousseff de ser cassada por improbidade administrativa. Fica claro que Narizinho, investigada pela Lava Jato, por ter recebido 1 milhão de reais do doleiro Alberto Youssef, está com medo de ser condenada. Fica claro que Narizinho, na verdade, é a Cuca. Ela é feia, muito feia.


Não admito ser comparada a Gleisi Hoffmann (O Antagonista)

Alckmin em Pindamonhangabalândia

Leiam o que disse Geraldo Alckmin à Folha: "Essa questão de impeachment não está colocada neste momento, não há nenhuma proposta hoje de impeachment no Congresso Nacional. O que precisa agora é investigar, investigar e investigar e cumprir a Constituição. Só existirá nova eleição se anular a eleição passada, isso hoje não é discutido". Geraldo Alckmin não vive no Brasil. Geraldo Alckmin vive em Pindamonhangabalândia.

O que Lula planejou com Pessoa?

A Polícia Federal de Curitiba até hoje não transcreveu o conteúdo do DVD com a inscrição "Reunião de conclusão do planejamento 2013/2015", apreendido em dezembro do ano passado com Ricardo Pessoa, da UTC. O encontro teve Lula como "palestrante". O Antagonista tem curiosidade de saber o que Lula planejou com Ricardo Pessoa.

Planejamento de Ricardo Pessoa agora é salvar a própria pele

O escolhido de Dilma para o STJ

Tão importante quanto a recondução de Rodrigo Janot, é a indicação do ministro que julgará as ações da Lava Jato no STJ. Hoje, o trabalho é feito pelo duríssimo Newton Trisotto, desembargador convocado temporariamente para a vaga aberta pela aposentadoria de Ari Pargendler. Na eleição interna realizada em maio, os integrantes da corte escolheram dois desembargadores do Paraná (Joel Ilan Paciornik e Fernando Quadros) e um do Rio Grande do Norte (Marcelo Navarro Dantas). Paciornik foi o mais votado, Dantas ficou em segundo. Quadros, em terceiro, era o único especializado em direito penal. Dantas, que foi procurador, é apoiado nos bastidores pelo presidente do STJ, Francisco Falcão. O escolhido de Dilma será sabatinado no Senado. Réus sem foro especial, como José Dirceu e Marcelo Odebrecht, esperam que Dilma tome sua decisão até o fim da semana.

O AUDITOR FISCAL APOSENTADO E ECONOMISTA DARCY FRANCISCO CARVALHO DOS SANTOS ADVERTIR, UM ANO ANTES, QUE O PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO TINHA VENDIDO APENAS ILUSÕES PARA O FUNCIONALISMO GAÚCHO

No dia 12 de abril do ano passado, o economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos publicou no seu blog o artigo "Venda de ilusões". Foi uma advertência na medida, porque ele percebeu na rendição dos deputados estaduais e na pressão desmedida das corporações, o futuro de dramáticos eventos que atingem agora o funcionalismo público do Rio Grande do Sul. Foi uma vitória de Pirro para o corporativismo do funcionalismo estadual gaúcho e para os políticos demagogos, populistas ou simplesmente oportunistas que aprovaram quase por unanimidade os projetos do peremptório petista grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. Leia tudo de novo:
"Na terça-feira passada, centenas de servidores públicos, exercendo seu direito legítimo de reivindicação, ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa para pressionar os deputados para que votassem a favor de projetos do governo que lhes concediam reajustes salariais. Sabe-se que fica difícil para um deputado de oposição votar contra um projeto de reajuste quando as galerias estão cheias de servidores pedindo por sua aprovação e vaiando qualquer manifestação em contrário. O deputado também espera que o governo, dispondo de todos os dados, possua um fluxo de caixa. Mas o governo não possui fluxo de caixa, porque, se o possuísse, não mandaria projetos criando despesa para todo o período governamental seguinte em percentuais muito superiores ao do crescimento esperado da arrecadação, quando o Estado já é altamente deficitário. Mas os senhores deputados que me perdoem. Eles não poderiam aprovar esses projetos, cuja impossibilidade de pagamento está evidente no fato de o Estado, para cobrir o déficit esperado do ano, já ter sacado R$ 5 bilhões dos depósitos judiciais, esgotando a última fonte. Então, se é para aprovar tudo o que o Executivo manda, para que Poder Legislativo? Não há dúvida de que esses reajustes não poderão ser cumpridos, qualquer que seja o candidato eleito em 2015, a menos que venda patrimônio. E, mesmo assim, pagará enquanto durar o recurso apurado nessa venda. Para cumprir todas as leis aprovadas até então, os déficits anuais no próximo período governamental ultrapassarão R$ 4 bilhões. O Estado já tem uma enorme dívida com precatórios, para cujo pagamento desembolsou, em 2013, R$ 1,4 bilhão, dos quais quase R$ 600 milhões foram pagos sem empenho. Além disso, está formando um passivo trabalhista de R$ 10 bilhões pelo não pagamento do piso nacional do magistério. Tudo isso por descumprimento de leis. Será que ainda quer criar mais precatórios? Além de tudo, estão brincando com o sentimento das pessoas. Sugiro aos servidores, especialmente àqueles de menor remuneração: não assumam compromissos financeiros contando com esses reajustes parcelados. Primeiro, porque dificilmente haverá dinheiro para pagá-los e, segundo, porque são contra a lei de responsabilidade fiscal. Gostaria de dizer o contrário, mas os fatos não permitem. Os reajustes aprovados não passam de uma venda de ilusões!"

Dilma no Maranhão – Ela não é da minha família; não é minha mãe, não é minha filha, não é minha irmã, não é minha tia, não é minha sogra, não é minha madrasta…e nem mesmo minha vizinha!

A presidente Dilma Rousseff foi ao Maranhão para “entregar”, como se tornou moda dizer nesses casos, 2.020 moradias do Minha Casa Minha Vida. E deitou falação em defesa do próprio mandato. A governante que apareceu há menos de uma semana no horário político do PT que demonizava líderes da oposição — três deles presidentes de partido — afirmou o seguinte: "Eu trabalho dia e noite incansavelmente para que essa travessia seja a mais breve possível. O Brasil precisa muito, precisa mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro nele, Brasil, no que serve à nação, à população, e só depois pensem nos partidos e em seus projetos pessoais. O Brasil precisa de estabilidade para fazer essa travessia". Entendi. Ela já vendeu essa idéia de “travessia” na campanha eleitoral. Mas isso é o de menos. Segundo se entende de sua fala, ser contra o governo é ser contra o Brasil, certo? Logo, o patriotismo só tem uma expressão em nosso País: o governismo. Tenham paciência! Quando a campanha eleitoral desta senhora acusava os adversários de querer tirar a comida e o emprego dos pobres, não lhe ocorreu que o Brasil deveria estar acima de seus interesses. E Dilma prosseguiu com aquela mixuruquice retórica que Lula introduziu na política, comparando o País a uma família: “É como numa família. Numa dificuldade, não adianta ficar um brigando um com o outro. É preciso que as medidas sejam tomadas. Ninguém que pensa no Brasil deve aceitar a teoria dos que pensam assim: ‘Eu não gosto do governo, então eu vou enfraquecer ele’. Quanto pior, melhor? Melhor para quem?” Dilma não é da minha família. Não é minha mãe, não é minha tia, não é minha avó, não é minha prima, não é minha irmã, não é minha mulher, não é minha filha… Dilma não é nem mesmo minha vizinha. Ela pertence a um governo cujos postulados repudio. Logo, de saída, ainda que ela fosse a encarnação da honestidade pessoal, eu teria o direito democrático de me opor. Mas calma lá! A honestidade pessoal — se enfiou ou não a mão no nosso bolso para enriquecer — não é o único crivo que pode levar um governante a perder o mandato. Basta ler a Lei 1.079, que muitos puxa-sacos, pelo visto, gostariam de banir do País. É aquela que tirou Fernando Collor de Mello do poder. De resto, quem disse que a gente aguenta qualquer desaforo, mesmo da família? A agora presidente que, durante a campanha eleitoral, tentou faturar com a crise hídrica de São Paulo, que, sabia ela muito bem, não tinha como ser atribuída ao governador do Estado, afirmou: “Quero aproveitar para fazer um apelo aos brasileiros: vamos repudiar sistematicamente o vale-tudo para atingir qualquer governo. Seja o governo federal, o governo dos Estados e dos municípios. No vale-tudo, quem acaba sendo atingido pela torcida do quanto pior melhor é a população". Uma das misérias brasileiras está no fato de que os governantes só ficam recitando postulados da democracia quando estão à beira do abismo. Quando seguros em seus respectivos tronos, atropelam-nos sem pestanejar, não é mesmo? A platéia para a qual falava era toda amiga. Tinha sido rigidamente selecionada, numa mistura dos critérios de democracia da turma de propaganda de Dilma com os do PCdoB, do governador Flávio Dino. Enquanto ela discursava, da platéia partiam gritos com esta espontaneidade: 
“Renova, renova, renova a esperança”;
“A Dilma é guerrilheira e da luta não se cansa”;
“No meu país, eu boto fé, porque ele é governado por mulher”.
Flávio Dino, um homem, salvo melhor juízo, também resolveu dar uns pitacos sobre democracia e golpe: “Nós aqui do Maranhão defendendo a democracia contra qualquer tipo de golpe instalado no nosso País. Estamos aqui manifestando o que se passa no coração do povo mais pobre deste País. É claro que todos nós somos contra a corrupção. Defendemos a investigação e a punição de quem quer tenha feito coisa errada. Temos que separar as coisas. Com respeito à Constituição, à democracia e às regras do jogo. Estamos aqui num abraço simbólico à democracia, à Constituição e ao governo da presidente Dilma Rousseff”. Golpe é tentar impedir que os Poderes da República exerçam suas prerrogativas constitucionais. De resto, quem é Dino para falar? Recomendo uma breve pesquisa no Google. Coloquem lá na área de busca as seguintes palavras, sem vírgulas e sem aspas: “Flávio Dino grupo Sarney recorreu Justiça”. Vocês verão quantas vezes este senhor apelou a instâncias legais para tentar cassar mandatos ou eleições de seus adversários locais, ligados à família Sarney ou pertencentes à própria. Dino é oriundo da escola de pensamento do PCdoB: o que serve a seu grupo e a seu projeto de poder traduz a redenção popular; o que não serve é golpe. Essa conversa das esquerdas já não seduz mais ninguém, a não ser meia dúzia de colunistas cujas máscaras caíram de forma irremediável. Dilma tem de prestar contas à democracia, não à ditadura. Por Reinaldo Azevedo

Ô Dilma! Nomeie logo a Marina! Incompreensível por incompreensível, ela ao menos inventa palavras…

A presidente Dilma Rousseff está num malabarismo danado para tentar reduzir a maior estrutura ministerial da história da humanidade desde, deixem-me ver, o reinado de Dario, na Pérsia. Se não tomar cuidado, ainda acaba criando mais uma pasta: o Ministério da Cascata Sobre a Ameaça às Instituições Democráticas. A titular será Marina Silva. Por que afirmo isso? Nesta segunda-feira, realizou-se em Recife uma cerimônia em homenagem a Eduardo Campos, que completaria hoje 50 anos. Estiveram presentes lideranças políticas do governo e da oposição. Falaram em homenagem à memória de Campos o ministro Jaques Wagner (Defesa), o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, entre outros. E, por óbvio, Marina Silva também discursou. Afinal, a então candidata a vice na chapa encabeçada por Campos acabou assumindo a condição de titular, depois que ele morreu em um acidente aéreo, no dia 13 de agosto do ano passado. Filosofou Marina: “Nesse momento difícil que vive o Brasil, o que poderia nos levar a ser melhores e maiores? Com certeza, olhar de baixo pra cima para ver o que está acima de nós. Acima de nós, está o Brasil, acima de nós está a nossa democracia, acima de nós esta a nossa Constituição, acima de nós estão 220 milhões de brasileiros que querem um Brasil melhor”. Ela tem razão! A Constituição, que prevê as circunstâncias em que um presidente perde o mandato, e as respectivas leis que as disciplinam têm de ser seguidas. Ocorre que Marina está, vamos ser claros, é afirmando o contrário. De olho, talvez, nos próprios interesses políticos, já que não conseguiu, até agora, formalizar o tal “Rede”, embarcou na conversa mole do golpe, tornando-se, assim, a ministra sem pasta de Dilma. Para ele, evidentemente, um governo que chegue no bico do corvo em 2018 é útil. Eu não gosto de teses que não ousam dizer seu nome. Se Marina acha que tem de se engajar no “Fica Dima”, que se engaje com clareza, em vez de vir com esse papo furado de ameaça às instituições. De resto, se elas estão sendo ameaçadas, então que ela dê os nomes dos respectivos seres ameaçadores, ora essa! Ô Dilma! Nomeia logo a Marina! Falas incompreensíveis por falas incompreensíveis, fiquemos com aquelas que ao menos criam também um novo vocabulário. Por Reinaldo Azevedo

Dirceu "Duty Free"

O jatinho Citation prefixo PT-XIB foi alvo de diversas operações de compra e venda a preços fora de mercado, com fortes suspeitas de lavagem de dinheiro. Antes de José Dirceu, a aeronave passou pelas mãos de Roberto Teixeira, da CBF, e de Rui Aquino, da Flex Aero, ex-TAM Táxi Aéreo. O Antagonista descobriu agora outro dono: a Brasif Duty Free Shop, dona das lojas Dufry, presente em todos os grandes aeroportos do País. Em seu depoimento à PF, ao ser questionado sobre anotações relacionadas à Dufry, Luiz Eduardo, irmão de Dirceu, disse apenas que a JD Consultoria tinha interesse em projetos da empresa.

É um pássaro? É um avião? Não, é uma laranja aérea.

Ex-diretor Internacional da Petrobras, Jorge Zelada, agora é réu por corrupção e lavagem


O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, aceitou nesta segunda-feira denúncia do Ministério Público contra o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada, e o transformou em réu pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e manutenção de depósitos não declarados no Exterior. Zelada é o quarto ex-diretor da Petrobras a responder formalmente a uma ação penal por conta do escândalo do Petrolão do PT - antes dele também se tornaram réus os ex-diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Renato Duque (Serviços) e Nestor Cerveró (Área Internacional). A principal suspeita contra Zelada, sucessor de Nestor Cerveró na petroleira, é a de ter recebido propina para beneficiar a empresa americana Vantage Drilling no contrato de afretamento do navio-sonda Titanium Explorer. Além de Zelada, também se tornaram réus o ex-diretor geral da área Internacional da estatal Eduardo Musa, os lobistas Hamylton Padilha, Raul Schmidt Felippe Junior, João Augusto Rezende Henriques e o executivo Hsin Chi Su. Segundo a acusação do Ministério Público, pelo menos 31 milhões de dólares do esquema foram parar nas mãos de Zelada, de Musa e do PMDB, responsável pelo apadrinhamento político do ex-dirigente. Apesar da denúncia, ainda não há referências diretas a políticos peemedebistas que possam ter recebido propina nesses contratos envolvendo navios-sondas. No esquema, os lobistas Hamylton Padilha, Raul Schmidt Junior e João Augusto Rezende Henriques atuavam como intermediários da negociação, sendo que cabia a Padilha pagar a parte destinada a Eduardo Musa, a Raul Schmidt depositar a propina reservada a Zelada e a João Augusto Henriques pagar o dinheiro sujo ao PMDB. Em todos os casos, a propina era enviada diretamente para contas secretas no Exterior.  Ao analisar as acusações apresentadas pela força-tarefa da Lava Jato contra o ex-diretor Zelada, o juiz Sergio Moro afirmou haver indícios da participação do ex-dirigente no esquema criminoso. Uma auditoria interna da própria Petrobras indicou irregularidades de Zelada em benefício da empresa Vantage Drilling, houve contratos simulados para repasse da propina, além de contas secretas no Exterior usadas pelo ex-diretor para esconder dinheiro sujo do Petrolão do PT. As transações financeiras de Jorge Zelada eram investigadas mais detalhadamente desde o início do ano, quando o Ministério Público Federal achou contas secretas em Mônaco com saldo de cerca de 11 milhões de euros. O dinheiro estava em nome da offshore Rockfield Internacional S.A. A fortuna de Zelada foi bloqueada por determinação do juiz Sergio Moro na mesma época em que o magistrado também decretou o congelamento de 20 milhões de euros do ex-diretor de Serviços, o petista Renato Duque. "Há, em cognição sumária, provas documentais significativas da materialidade e autoria dos crimes, não sendo possível afirmar que a denúncia sustenta-se apenas na declaração de criminosos colaboradores", resumiu o juiz.

DAVI COIMBRA, DE ZERO HORA, UM METIDINHO DE ARAQUE

Artigo do professor e filósofo Luis Milman​
O combate intelectual contra jornalistas é sempre desigual, porque eles estão lá, encastelados em suas colunas diárias e nós estamos aqui, sem espaço algum para contra argumentar, a não ser que sejamos diretamente citados. Durante todo o tempo, esses latifundiários da imprensa escrevem os absurdos que querem e fica por isso mesmo. Darei um exemplo. O senhor David Coimbra, dia destes, escreveu em Zero Hora (de novo!?) que "a ficção hebraica (sic) atribui o Livro dos Provérbios ao Rei Salomão". Na verdade, segundo, ele, os Provérbios, que ele define como "sabedoria antiga", foram escritos "por sábios egípcios e de outros povos antigos". Mas que revelação! Egípcios e outros povos antigos escreveram os Provérbios, não o Rei Salomão, muito menos qualquer hebreu. De onde sai uma patetice deste tamanho? Não há qualquer linha de aproximação ao Tanach (Bíblia) que sustente uma asneira como esta e, no entanto, o bonitinho lá, de sua erudita coluna, sem citar qualquer fonte mesmo menor , manda ver uma pataquada destas. E isto mais uma vez num jornal cuja família proprietária se identifica como judia. Dá para aguentar? Pensam que é por nada que Coimbra vai lá espinafrar o judaísmo? Ele jamais diria que o Sermão da Montanha "é atribuído, pela ficção cristã, a Jesus, mas que na verdade, foi pronunciado por sábios judeus e de outros povos antigos." Coimbra é um idiota que ativa sua crendice sobre a inautenticidade de textos sagrados dos judeus porque estes são judeus, uma minoria inarticulada e que há milênios é colocada na defensiva contra ataques sórdidos deste tipo. Este David Coimbra, se não é um antissemita vagabundo, é um ignorante oportunista, que sabe que desfazer do legado canônico judaico só traz a ele admiradores junto a metidinhos de almanaque.

Quem é o dono dos outros 50%?

Milton Pascowitch entregou à Polícia Federal cópia de uma minuta de contrato para a compra de 50% do Cessna Citation 560L, prefixo PT-XIB. Pascowitch admitiu à Justiça que fez a aquisição em nome de José Dirceu. Os outros 50% estavam em nome de familiares de Júlio Camargo. Se Pascowitch fazia negócios em nome de Dirceu, Camargo estava operando para quem? Quem era o verdadeiro dono dos outros 50%?

Dilma desconfia de Temer

Gerson Camarotti, do G1, conta que Dilma Rousseff não confia mais em Michel Temer. A avaliação de um ministro petista é que o 'cristal foi quebrado' e que a partir de agora Dilma sempre ficará com um pé atrás em relação a Temer". Dilma Rousseff está certa: Michel Temer se prepara para tomar-lhe a presidência.

Economistas prevêem brutal queda de 1,97% do PIB em 2015 e estagnação em 2016, é o pior dos mundos


Pela primeira vez, a previsão para 2016 de economistas consultados pelo Banco Central é de estagnação, segundo o centro das estimativas (mediana). Há uma semana, esperava-se crescimento de 0,20%. Em 2015, o PIB brasileiro deve encolher 1,97%, o que representa um aumento do pessimismo comparado com a semana passada, em que era prevista retração de 1,80% do PIB. As informações fazem parte do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central com base em consultas a economistas e instituições financeiras. Segundo a previsão dos economistas, a inflação oficial, medida pelo IPCA, que atualmente está em 9,56% em um período de 12 meses, deve ficar em 9,32% em 2015. Há uma semana esperava-se 9,25%. Todos os valores ficam acima do teto da meta oficial, de 6,50%. Para 2016, a previsão ficou estável. Foi de 5,40% de inflação na semana passada para 5,43%, acima do centro da meta, de 4,50%. O dólar, que fechou a sexta-feira em R$ 3,51, deve terminar 2015 em R$ 3,40, segundo expectativa dos economistas. Há uma semana, esperava-se o câmbio em R$ 3,35. A previsão é de que a moeda termine 2016 em R$ 3,44. Há uma semana, esperava-se o câmbio em R$ 3,38. Segundo os economistas, a taxa de juros Selic deve manter, no fim de 2015, os atuais 14,25% ao ano, a mesma previsão da semana passada. A previsão para 2016 também ficou estável, em 12%. É a mesma expectativa da semana anterior.

GM volta a demitir trabalhadores em São Paulo


A montadora GM (General Motors) iniciou nova rodada de demissões no País. Desta vez, os cortes atingem a fábrica de São José dos Campos, em São Paulo. Segundo o sindicato dos metalúrgicos da cidade, mais de 200 dos 5.200 funcionários da unidade serão demitidos. A estimativa foi feita durante reunião realizada neste domingo (9), de acordo com Renato de Almeida, secretário-geral da entidade. A GM confirma os cortes, mas não informa o número total de afastamentos. Os trabalhadores tomaram conhecimento da nova onda de cortes no sábado (8), quando telegramas da GM chegaram às casas dos funcionários demitidos. A montadora possui outras quatro unidades de produção no País. Em julho, já havia cortado funcionários da fábrica de São Caetano do Sul, também em São Paulo. As demissões em São José dos Campos não atingem os 750 trabalhadores que estavam em regime de "lay-off" (suspensão temporária do contrato de trabalho) na unidade. Um acordo firmado entre a GM e o sindicato em março havia definido que o grupo ficaria cinco meses ausente e teria outros três meses de estabilidade ao retornar ao trabalho. Segundo a montadora, o acordo será mantido e eles retornarão à fabrica a partir desta segunda-feira (10). Em nota, a GM diz que tomou a decisão de demitir os trabalhadores após esgotar "todas as alternativas". A empresa afirma que já havia adotado férias coletivas, de "lay-off", de banco de horas e de programas de demissão voluntária, mas as medidas não foram suficientes. Segundo a montadora, as demissões têm como objetivo "adequar o quadro da empresa à atual realidade do mercado". O setor automotivo enfrenta uma crise diante da queda nas exportações e do desaquecimento das vendas Brasil. De janeiro até julho, a produção das montadoras do País caiu 18,1% em relação ao mesmo período de 2014, o pior resultado desde 2006. De acordo com a companhia, a adesão ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego), do governo federal, que prevê a redução em até 30% da jornada de trabalho, não foi possível, já que o sindicato "descartou publicamente" o uso do instrumento na unidade de São José dos Campos. O sindicato se opõe ao PPE por "cortar salários num momento de crise e de inflação", segundo Renato de Almeida. A entidade planeja uma assembleia nesta segunda-feira (10) no primeiro turno de trabalho, às 5h30. O objetivo é reverter as demissões. Apesar dos cortes em sua força de trabalho, a GM anunciou no final de julho que irá dobrar os investimentos no País até 2019. Segundo a companhia, o valor aplicado no País será de R$ 13 bilhões entre 2014 e 2019 - cerca de 35% do total direcionado a mercados emergentes.