sábado, 8 de agosto de 2015

Os repasses do assessor

A Polícia Federal encontrou no material apreendido com o irmão de José Dirceu duas notas fiscais de R$ 50 mil emitidas em novembro e dezembro de 2013 pela empresa Doppio Serviços de Informação. A empresa pertence ao jornalista Luiz Fernando Rila. Questionado pela Polícia Federal, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva disse que a condenação de José Dirceu no processo do Mensalão provocou a rescisão de "bons contratos" da JD Consultoria, inclusive com a OAS. Ele então pediu à empreiteira para firmar um novo contrato com a Doppio, a fim de que esta "repassasse quantias a Dirceu". O Antagonista procurou Rila, que rejeitou a versão do irmão do ex-ministro. "Nunca fiz repasses a José Dirceu", diz. Quanto à emissão das Notas Fiscais em nome da OAS, ele preferiu não comentar. "Não quero avançar agora". A Doppio, segundo registro da Junta Comercial, foi aberta em julho de 2012. O julgamento do Mensalão começou um mês depois. Como registrado na imprensa à época, Rila licenciou-se da FSB e passou a trabalhar exclusivamente para José Dirceu. Ele fazia parte da equipe de assessores e advogados que o ex-ministro contratou para se defender. A Polícia Federal suspeita agora que a OAS bancou as despesas desse time. Antes de virar assessor, Rila trabalhou em redações. Seu último cargo foi como editor-executivo do jornal O Estado de São Paulo.

Irmão de Dirceu entrega Toffoli

No material apreendido pela Polícia Federal, consta uma anotação associada aos nomes "Toffoli", "Tito" e "Sig". A Polícia Federal indagou Luiz Eduardo sobre o significado. Segundo ele, o advogado do PT, Sigmaringa Seixas, teria "solicitado ajuda" de José Dirceu para "que houvesse contato" entre o ministro Dias Toffoli e "um político de Sumaré conhecido por Tito". O Antagonista explica: o ex-deputado Professor Tito (PT) concorreu em 2012 à Prefeitura de Sumaré (SP), ficando em segundo lugar. Sua coligação entrou com pedido de cassação do mandato da prefeita tucana Cristina Carrara por abuso de poder econômico. O caso foi parar no TSE, que é presidido por Toffoli. A relatora do processo de cassação foi Luciana Lossio, que advogou para o PT - assim como Toffoli. Luciana elaborou um parecer pela cassação de Carrara. No final do ano passado, a maioria dos ministros votou a favor de que o caso vá para decisão em plenário. Toffoli e Luciana, como bons petistas, foram contra.

O próximo delator

"Marcelo Odebrecht será o próximo a aceitar a delação premiada", diz Jorge Bastos Moreno, em O Globo. "O pai de Marcelo, Emilio, recluso com as netas em uma fazenda da família desde que o filho foi preso, já autorizou os advogados a discutir o assunto com as autoridades".


Emilio autorizou

Bob Marques, o braço direito de José Dirceu, levava R$ 30 mil mensais "no envelope" no esquema do Petrolão


Roberto "Bob" Marques, braço direito de José Dirceu, o bandido petista mensaleiro e "guerreiro do povo brasileiro, disse à Polícia Federal que "por cerca de cinco meses", em 2011, recebeu R$ 30 mil mensais em dinheiro vivo do ex-ministro-chefe da Casa Civil. Alegou que naquele ano ‘pediu ajuda financeira’ a Dirceu, então réu do Mensalão, porque seus pais estavam com ‘problemas de saúde’ e ele em dificuldades financeiras. Nesta sexta-feira,7, o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, prorrogou a prisão temporária de Bob por mais cinco dias. Ele foi preso na segunda, 3, na Operação Pixuleco, 17.º capítulo da Lava Jato, cujo alvo maior é o ex-ministro do governo Lula. Dirceu foi preso preventivamente, quando a custódia é por tempo indeterminado. Bob disse que retirava os R$ 30 mil mensais na JD Assessoria e Consultoria, criada pelo ex-ministro depois que ele foi cassado e perdeu a cadeira na Casa Civil do governo Lula, no rastro do Mensalão. Bob é funcionário efetivo da Assembleia Legislativa de São Paulo, lotado no gabinete da 1ª Secretaria, ocupada pelo deputado Enio Tatto (PT) – cuja empresa de contabilidade, em sociedade com a mulher, recebeu pagamentos da JD Assessoria que somaram R$ 1,1 milhão, entre 2009 e 2014.

Em seu relato à Polícia Federal, Bob admitiu. “Por cerca de cinco meses, o declarante retirou R$ 30 mil mensais no escritório da JD Consultoria na (Avenida) República do Líbano (zona Sul de São Paulo), conforme disponibilizado por José Dirceu e por seu irmão Luiz Eduardo”, transcreveu a Polícia Federal. “Que não se recorda se era apenas Luiz Eduardo quem lhe alcançava o dinheiro, mas que sempre que ia ao escritório perguntava se havia "algo" para o declarante e, então, recebia o dinheiro". Bob disse que o dinheiro "era acondicionado em um envelope". “A totalidade do dinheiro foi utilizada para custear os cuidados com seus pais, e que acredita possuir documentação comprobatória dos gastos”, declarou. O criminalista Roberto Podval, que defende José Dirceu, disse que não teve acesso ao depoimento de Roberto Bob Marques, mas reafirmou que todas as operações realizadas pela JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro do governo Lula, "foram absolutamente lícitas, declaradas à Receita, transparentes" – a JD está desativada. Podval destaca que a JD prestou efetivamente serviços de consultoria para os clientes que a contrataram, inclusive no Exterior. Ele sustenta que a prisão preventiva de José Dirceu "é desnecessária" e não tem fundamento jurídico porque o ex-ministro não ameaçou testemunhas e não destruiu documentos da Lava Jato.

Brasil tem dívida inédita com ONU que chega a quase R$ 1 bilhão

Às vésperas da comemoração dos 70 anos das Nações Unidas com a presença de chefes de Estado de todo o mundo, a dívida do Brasil com a entidade soma quase R$ 1 bilhão. O débito é inédito em sete décadas da participação da diplomacia nacional no organismo. O déficit recorde ainda coincide com as preparações da viagem da presidente Dilma Rousseff em setembro para dois grandes eventos em Nova York: a cúpula da ONU para o Combate à Pobreza, em 25 de setembro, e para fazer o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 28 do mesmo mês. A visita foi confirmada ao Estado pelos órgãos de protocolo da entidade. Planilhas internas da ONU revelam que, até 4 de agosto de 2015, a dívida brasileira com a organização atingia US$ 285 milhões (R$ 993 milhões). Em oito meses, o que o governo federal deve às Nações Unidas aumentou em quase US$ 100 milhões. O Ministério do Planejamento, responsável pelo pagamento, admite a dívida. Mas apresenta dados diferentes da planilha oficial da ONU. Para o governo, “as dívidas com a ONU totalizam US$ 247.554.275,22, que, ao câmbio de hoje, equivaleria R$ 875.030.096,62”. “O governo brasileiro informa que pretende regularizar o mais rapidamente possível o pagamento do valor devido”, afirmou a assessoria de imprensa do ministério. O governo não explicou a diferença em relação ao montante oficialmente registrado pelas Nações Unidas. A contribuição de governos é o que sustenta a ONU. Com o dinheiro, a entidade paga seus gastos operacionais, salários e sedes, mas principalmente organiza o resgate de pessoas, a distribuição de alimentos, construção de escolas, de hospitais e cria tribunais para julgar criminosos de guerra. Para chegar ao cálculo de quanto cada governo deve contribuir para a ONU, se leva em conta o PIB, a renda per capta e outros aspectos sociais. Numa revisão realizada em 2011, a contribuição brasileira passou de 1,4% do total do orçamento da ONU para 2,9%, o décimo maior aportador de dinheiro no sistema. Desde a elevação da contribuição, porém, os atrasos têm aumentado. Agora, atingiram um valor recorde. Não apenas contas antigas não foram pagas como uma reformulação do orçamento das operações de Paz da ONU fez a contribuição crescer. A desvalorização do real também contribuiu para o salto no déficit. Para o orçamento regular da ONU, a dívida brasileira é de US$ 156,4 milhões - US$ 79 milhões são contas de anos anteriores, que deveriam ter sido regularizadas em janeiro. Nesse aspecto, o Brasil tem a segunda maior dívida, superado apenas pelos Estados Unidos, com contas a pagar no valor de US$ 221 milhões em relação a anos anteriores.

Dilma reconduz Janot ao cargo de procurador-geral, anuncia ministro da Justiça

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou neste sábado, 8, que a presidente Dilma Rousseff reconduzirá Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos. A presidente Dilma Rousseff recebeu Janot e Cardozo no Palácio da Alvorada na manhã deste sábado para anunciar sua decisão. De acordo com Cardozo, a presidente disse a Janot que encaminharia seu nome ao Senado Federal. Para permanecer no cargo, o procurador-geral precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ser aprovado pelo Plenário da Casa.


O ministro da Justiça disse que a presidente sempre teve uma "postura de respeito à autonomia do Ministério Público" e que, por isso, está indicando o nome que obteve maior aprovação pela categoria. Em eleição realizada na última quarta-feira, Janot foi o mais votado, conquistando 799 votos contra 462 do segundo colocado, o subprocurador Mário Bonsaglia. "O governo entende que o Ministério Público tem o legítimo direito de indicar o nome da pessoa que deve conduzi-lo e com isso obviamente manifesta sua posição pela autonomia, que está assegurada na Constituição, do Ministério Público", disse Cardozo ao deixar o Palácio da Alvorada. Questionado sobre o que o governo pensa sobre as críticas que vêm sendo feitas a Janot sobre seu trabalho na condução da Lava Jato, Cardozo repetiu que o governo pensa que é preciso que haja autonomia do órgão e que a Constituição "garantiu a liberdade investigatória àqueles que devem atuar nessa área. É evidente que nos não podemos condenar pessoais jamais sem que seja assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa, tambem estabelecidos na Constituição", disse.

Quadro de Rembrandt é roubado de mansão da família Philips

A família Philips, fundadora da multinacional de mesmo nome, foi vítima de um roubo em sua mansão em Eindhoven, na Holanda: criminosos levaram um quadro de Rembrandt. Embora o roubo tenha acontecido em março só foi revelado agora, informou neste sábado o site do jornal "De Telegraaf". O jornal destacou que o caso está envolto em "um grande mistério", dado que não há nenhuma pista sobre a identidade dos ladrões. Trata-se, segundo o "De Telegraaf", de uma obra que Rembrandt pintou seu filho Titus van Rijn e cujo valor estimado não foi revelado. Os ladrões, que também levaram um grande relógio avaliado em 60 mil euros, entraram na propriedade da família Philips através de um buraco na cerca que a rodeia. O roubo foi descoberto por um guarda de segurança.

Morre no Chile Manuel Contreras, idealizador da Operação Condor


O general Manuel Contreras, principal repressor da ditadura de Augusto Pinochet, condenado a mais de 500 anos de prisão, morreu nesta sexta-feira no Hospital Militar de Santiago do Chile, informaram fontes oficiais. O estado do militar de 86 anos e ex-chefe da temível Direção de Inteligência Nacional (Dina), a polícia secreta de Augusto Pinochet, tinha se agravado nas últimas semanas, quando suspenderam todos os tratamentos e só recebia paliativos para a dor. Contreras padecia há anos de um câncer de cólon, de hipertensão e de diabetes que tinham afetado seus rins, razão pela qual fazia diálise três vezes por semana. Idealizador da Operação Colombo e da Operação Condor, que envolveram nos anos 70 e 80 as ditaduras militares da região em operações coordenadas para eliminar opositores, Contreras estava condenado a mais de 500 anos de prisão em 58 sentenças definitivas e tinha outros 56 julgamentos abertos. O general Contreras somava duas cadeias perpétuas, uma pelo assassinato da família do general Carlos Prats, e outra por 19 sequestros e um assassinato ocorridos na Vila Grimaldi, em Santiago. A advogada de direitos humanos Carmen Hertz lamentou esta noite, em declarações ao "Canal 13", que o militar tenha morrido com a distinção de general, "o que é uma vergonha para o exército chileno". 

Dilma tem de parar de confundir a Constituição e as leis com o DOI-Codi! Ou: Presidente está abatida e deveria abreviar o seu e o nosso sofrimentos

Nesta sexta-feira, militantes petistas foram “abraçar” o Instituto Lula, que teria sido alvo de um “atentado”. Apenas 400 militantes apareceram por lá, embora a convocação tenha sido feita com antecedência e a anunciada presença de Lula. Nem os companheiros levaram o troço muito a sério. Até a eles ocorre que, se alguém quer mesmo praticar um atentado político, não joga uma bomba caseira como aquela. Se joga e se o faz naquelas condições, talvez esteja tentando simular um atentado, entendem? Com que propósito? A lógica responde. Mas sigamos. O País vivendo em transe, e eis que Lula e seus seguidores se apegam à lógica do “bunker” — também do “bunker” mental. Seria só patético se três ministros não houvessem passado por lá para beijar a mão do Poderoso Chefão do Partido — e três ministros, note-se, que são da cota pessoal de Dilma Rousseff: Aloizio Mercadante (Casa Civil), Edinho Silva (Comunicação Social) e Jaques Wagner (Defesa). Os 403 de Lula se juntaram no dia seguinte a um panelaço que varreu o País em protesto contra o programa do PT no horário político. O País numa crise gigantesca, e o PT volta a se comportar como grupelho. Não está melhor, por óbvio, a presidente Dilma Rousseff. Ao participar de um evento do “Minha Casa Minha Vida” em Boa Vista, Roraima, visivelmente abatida, com sinais explícitos de que anda tendo péssimas noites de sono, vociferou em favor da legitimidade do seu governo e anunciou o imperativo das urnas, como se as mesmas leis que a elegeram também não previssem o roteiro da deposição. E, para não variar, Dilma voltou a apelar a seu passado de membro de grupos que ela chamaria “guerrilheiros”, mas que, sabe-se, eram mesmo terroristas. A atuação lhe rendeu prisão e tortura, num tempo que foi inaugurado com a Constituição sendo rasgada e que foi mantido com arremedos e remendos de legalidade ditatorial. Em que aquela experiência, por mais traumática e dolorosa que tenha sido, pode instruir a Dilma de agora? A resposta, infelizmente pra ela, é esta: NADA DE POSITIVO PODE TRAZER. Ela não é mais, que se saiba, a militante que queria dar um golpe comunista no País; da mesma sorte, não está sendo perseguida por gente torta em razão de suas idéias tortas. Ao contrário: a presidente da República é chamada a dar uma resposta à legalidade democrática. Chega a ser desagradável ter de lembrar a Dilma que o fato de um terrorista ou guerrilheiro ter resistido às piores condições do cárcere não o torna inimputável nem o prepara, de modo especial, para enfrentar os rigores das leis democráticas. DILMA NÃO TEM MAIS RESPOSTA NENHUMA A DAR À DITADURA. ELA TEM DE PRESTAR CONTAS É À DEMOCRACIA. Não obstante, a presidente se apega de um modo que me parece monomaníaco àquele passado, que ela vê, certamente com autocomplacência, como se ele fosse a evidência de sua têmpera de ferro, pronta a enfrentar as maiores adversidades. Ademais, é evidente que ela tenta estabelecer um paralelo entre a tortura que sofreu e as exigências legais às quais têm de responder. Mais ainda: os 71% que acham seu governo ruim ou péssimo e os 66% que querem seu impeachment não são seus torturadores. São apenas brasileiros inconformados expressando a sua contrariedade, muitos deles, dados os números, certamente sufragaram o nome de Dilma há menos de 10 meses. Sim, é visível que a presidente está sofrendo — o padecimento está estampado em seu rosto de modo inédito. Mas o Brasil não tem o que fazer com o seu sofrimento; ele de nada nos serve. Muito pelo contrário: só empresta uma dramaticidade que mais nos afasta do que nos aproxima de uma resposta. Lula pode voltar lá para o seu cafofo autorreferente e se juntar a seus fanáticos. Dilma não pode. As reminiscências da “guerrilheira” só a farão encontrar os inimigos e os amigos errados. A crise é, sim, gigantesca. Só não caiam na conversa de que alguma grave ameaça política paira sobre o País — a menos que os vermelhos estejam pensando em fazer coisas feias. Qualquer que seja o desdobramento — impeachment, cassação da chapa ou renúncia —, há uma legalidade sólida que o abriga. Vamos ser claros? A única alternativa que desafia a lei é a permanência de Dilma. Pense bem, presidente! Mas pense com os olhos em 2015 e no futuro. A ex-presidiária só atrapalha. Não convém confundir a Constituição com o DOI-Codi. Por Reinaldo Azevedo

MINISTÉRIO PÚBLICO MINEIRO PEDE PARA ARQUIVAR INVESTIGAÇÃO SOBRE AEROPORTO DE CLÁUDIO; NA CAMPANHA ELEITORAL, DILMA, O PT E A FOLHA DE S. PAULO ATACARAM SELVAGEMENTE O TUCANO AÉCIO NEVES POR CAUSA DA OBRA

O Ministério Público de Minas Gerais pediu arquivamento da investigação sobre as obras no aeroporto de Cláudio, no Centro Oeste de Minas Gerais. O aeroporto foi construído em 2010 em um terreno que antes de ser desapropriado, em 2008, pertencia a parentes do senador Aécio Neves (PSDB). Aécio Neves governou o Estado de 2003 a 2010. Dilma, o PT e boa parte da mídia usaram o caso para tentar desmoralizar Aécio Neves durante a campanha eleitoral. Houve pesada insistência diária nos ataques ao tucano. A decisão do dia 8 de julho é dos promotores Maria Elmira Evangelina do Amaral Dick, Fernanda Karan Monteiro, Tatiana Pereira e José Carlos Fernandes Júnior. De acordo com os promotores, não foram constatados superfaturamento no valor da obra e nem favorecimento à família de Aécio Neves com a desapropriação do terreno onde está o aeroporto. O Ministério Público concluiu que a obra em Cláudio faz parte de um programa de governo “envolvendo diversas outras obras, sem qualquer indício de propósito de violação aos princípios que norteiam a administração pública, em especial o da impessoalidade”. O Ministério Público levou em consideração também que a construção do Aeródromo de Cláudio “foi demandada pela comunidade empresarial local, com vistas ao desenvolvimento do município e da região”, baseando-se em notícias veiculadas na mídia. Quanto ao uso da pista sem a homologação da Anac pelo senador, o Ministério Público declarou que não considera um ato de improbidade administrativa. O pedido de arquivamento foi encaminhado nesta sexta-feira (7) ao Conselho Superior do Ministério Público para a confirmação do arquivamento. Nenhum promotor se manifestou sobre o caso. O pedido de investigação havia sido feito pelos deputados estaduais Rogério Correa (PT), Sávio Souza Cruz (PMDB) e o ex-deputado Pompilio Canavez.

NÚMEROS DEMONSTRAM QUE COMEÇA A DAR RESULTADO APERTO NAS FINANÇAS PÚBLICAS DO GOVERNO GAÚCHO

O relatório resumido da execução orçamentária do Rio Grande do Sul que foi divulgado no final de julho – o documento que resume, a cada bimestre, a contabilidade estadual – revela queda, em termos reais, de 20,9% no custeio do Poder Executivo, em relação a igual período de 2014. No caso do comparativo entre gasto e receita, os números demonstram que traçando um paralelo entre os primeiros 180 dias de 2014 e de 2015, descontada a inflação, a arrecadação total minguou 0,88% e as despesas executadas aumentaram 0,05%. Leonardo Maranhão Busatto, subscretário do Tesouro do Estado (filho de Cezar Busatto), comemorou o resultado: "Mesmo em um cenário de retração econômica e crescimento da inflação, estamos conseguindo realizar um ajuste significativo. As medidas de contenção estão funcionando". O subsecretário avisou que embora os valores usados na manutenção da máquina tenham decrescido, o Rio Grande do Sul permaneceu no vermelho e não deve sair dessa condição tão cedo. De janeiro a junho, no acumulado dos seis meses, o rombo atingiu R$ 1,55 bilhão. Houve, também, diminuição na capacidade de investimentos. Ao todo, o Piratini investiu 81% a menos do que em 2014. O governador Ivo Sartori aposta em medidas estruturais para sair da crise. Parte das propostas, como a extinção de fundações e a reforma da previdência, já está na Assembleia. Uma nova leva deve ser encaminhada nos próximos 15 dias e promete causar polêmica, principalmente, pela tentativa de aumento de ICMS. Entretanto, não se vê da parte do governo uma decidida intenção de mudar em profundidade o aparelho de Estado gaúchos, com a intenção de cortas gastos de maneira expressiva com a máquina pública. Além de fechar fundações inúteis e inexpressivas, o governo deveria demonstrar a intenção de desestatizar, vendendo trambolhos como CEEE e outras. Mas, nada indica que isto irá ocorrer. 

IRMÃO DE JOSÉ DIRCEU DIZ QUE RECEBIA 30 MIL REAIS POR MÊS DE OPERADOR DE PROPINA

Preso na Lava Jato junto com o ex-ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Oliveira e Silva é apontado como a pessoa que pedia dinheiro para o esquema corrupto do irmão

EXCLUSIVO: LULA NO CADERNO VERMELHO DO IRMÃO DE JOSÉ DIRCEU

Na página 1 do caderno vermelho de Luiz Eduardo Oliveira, consta o nome "Lula" ao lado da anotação "depósito avião". Sim, pode ser o Brahma. Sim, pode ser o chefe. A anotação sugere que a empresa de José Dirceu e seu irmão fez um depósito para pagar uma despesa de viagem de Lula. Se Lula for Lula, e não um homônimo, é uma bomba nuclear. Logo abaixo, há uma anotação com o nome de Leo Pinheiro, da OAS, amigão do Brahma, associada a "P/João passar 690,0 P/JD". Acima de ambas, existe outra anotação sobre o projeto "Potássio", na Argentina: a exploração de uma mina de potássio que compreendia a construção de uma ferrovia, uma ponte e a exploração propriamente dita. Orçado em US$ 5,9 bilhões, previa investimentos da Vale, da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. Eis a reprodução da página com o nome "Lula":

Os reformistas Lula e José Dirceu

A OAS não reformou apenas a fazenda de Lula, registrada em nome de dois laranjas. Ela reformou também o escritório de José Dirceu. Estadão: "Quebra de sigilo do e-mail de Julio Cesar dos Santos, que foi sócio minoritário da JD Consultoria até 2013, indica que a empreiteira OAS teria bancado uma reforma no imóvel da JD Consultoria, que segundo a Polícia Federal foi utilizada por José Dirceu para lavar dinheiro da corrupção na Petrobrás. Mensagem de 2008 enviada por funcionária da OAS para o usuário Carlos Chirinian indica uma planilha de custos 'para a reforma da casa da República do Líbano'. A mensagem foi então encaminhada para o sócio de José Dirceu com a descrição "orçamento da reforma da OAS". Anexada à mensagem há uma planilha de custos com vários itens da reforma que incluía desde tratamento para infiltração e instalações hidráulicas até luminárias. O valor total das obras na planilha é de 253 mil reais".

Léo Pinheiro, da OAS, reforma para Lula e José Dirceu

Os deputados sumiram

O impeachment se aproxima. Gerson Camarotti, do G1: "No Palácio do Planalto, foi feita uma contabilidade pragmática por petistas e auxiliares diretos da presidente Dilma Rousseff: é preciso ter 200 votos garantidos na Câmara dos Deputados para barrar a abertura de um processo de impeachment. Num gabinete palaciano, a contabilidade acendeu a luz vermelha entre os ministros: hoje, o governo só tem 130 votos seguros. 'É preciso aumentar essa margem', observou um dos participantes da reunião. Chegou-se à conclusão de que é preciso mudar a estratégia: ao invés de ficar tentando agradar cerca de 300 deputados, a ordem é atrair os 70 votos restantes para assegurar a manutenção do mandato da presidente Dilma. 'Não podemos ficar reféns exclusivamente do Temer. Temos que definir nossa própria estratégia', completou essa fonte".

Fernando Baiano entrega Eduardo Cunha

Fernando Baiano está prestes a concluir seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Uma fonte de O Antagonista assegura que ele entregou Eduardo Cunha.

Quem você está protegendo?

A mulher de Renato Duque, Maria Auxiliadora Tibúrcio, obrigou-o a denunciar os mandantes do esquema de propinas da Petrobras. Ela perguntou: "Quem você está protegendo?" O primeiro encontro de Renato Duque com os procuradores da Lava Jato foi "terrivelmente decepcionante", como publicamos em O Antagonista. Segundo uma fonte envolvida nas conversas, porém, o operador do PT prometeu entregar todo mundo: Dilma Rousseff, Lula, José Dirceu.

Dirceu, o dinheirista

A OAS reformou o escritório de José Dirceu. Mas quem reformou sua casa de campo, em Vinhedo, foi o operador de propinas da Engevix e delator da Lava Jato Milton Pascowitch. A reportagem é da Veja: "Da casa original, só sobraram as paredes e o teto. O restante do imóvel de 420 metros quadrados, em um condomínio em Vinhedo, interior de São Paulo, foi posto abaixo. Em seis meses, operários pagos pelo delator Milton Pascowitch reformaram tudo ao gosto do dono do local, o hoje detento José Dirceu. O conforto das instalações virou assunto na região - vários candidatos a emprego passaram por lá para deixar o currículo. O ex-ministro já tinha uma casa de dois andares no mesmo condomínio. A que Pascowitch reformou, vizinha desse imóvel, teria a função adicional de servir de escritório para o petista. O custo total da reforma foi de 1,3 milhão de reais - e nem um centavo saiu do bolso do ex-­chefe da Casa Civil".


Propina de 1,3 milhão de reais