sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Defesa de Eduardo Cunha diz que informações sobre a Operação Lava Jato são "sonegadas" pela Procuradoria Geral da Repúbica

A defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal para ter acesso a depoimentos prestados pelo lobista Julio Camargo à Procuradoria-Geral da República no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobrás. Os advogados do peemedebista argumentam que o Ministério Público Federal está "sonegando" informações da defesa. À Justiça Federal no Paraná, Julio Camargo relatou o pagamento de US$ 5 milhões a Eduardo Cunha. O depoimento veio à público há pouco menos de um mês. No entanto, de acordo com o advogado do presidente da Câmara e ex-procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, o lobista relatou que já prestou depoimentos à Procuradoria Geral da República em Brasília, responsável pela condução do inquérito que apura a participação do parlamentar no esquema de corrupção na Petrobrás.


"O que se observa nesse caso concreto é que os atos investigativos conduzidos pelo órgão máximo do Ministério Público Federal estão sendo sonegados tanto à defesa do requerente como, especialmente, ao Supremo Tribunal Federal, órgão responsável por fiscalizar a legalidade dos atos realizados pelas autoridades policiais e do Ministério Público, especialmente quando se trata de inquérito judicial", reclamam os advogados de Eduardo Cunha ao Supremo. "O próprio Procurador-Geral da República reconhece já ter realizado atos investigatórios (sobre Cunha)", argumentam os advogados. Os depoimentos de Camargo prestados em Brasília permanecem em sigilo até o momento. A defesa de Eduardo Cunha quer que toda a investigação realizada pela Procuradoria Geral da República sobre Eduardo Cunha, especialmente os depoimentos de Júlio Camargo, seja juntada no caso que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Parlamentares democratas americanos rejeitam o acordo com o Irã e produzem duro revés para o presidente muçulmano Barack Obama

A esperança do presidente americano, Barack Obama, de preservar o acordo nuclear entre o Irã e as potências mundiais sofreu um revés na noite de quinta-feira, quando Chuck Schumer, um dos principais democratas no Senado dos Estados Unidos, disse que vai se opor ao compromisso firmado. A decisão de Schumer pode abrir caminho para mais congressistas democratas se posicionarem contra o pacto nuclear alcançado em 1.º de julho entre o Irã, os Estados Unidos e outras cinco potências – Grã-Bretanha, França, Rússia e China.  


O senador de Nova York está entre os parlamentares judeus mais influentes nos Estados Unidos. Ele foi o primeiro democrata do Senado a anunciar sua oposição ao acordo. Outro congressista influente da bancada judaica, o deputado Eliot Engel, principal democrata na Comissão das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, também disse na quinta-feira que vai se opor ao acordo nuclear. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, tem pressionado os legisladores americanos a rejeitar o acordo nuclear, que ele considera uma ameaça à sobrevivência de seu país. Grupos pró-Israel também estão gastando milhões de dólares em uma campanha para pressionar os membros do Congresso a votar “não”.  O Congresso dos Estados Unidos tem até o dia 17 de setembro para analisar uma resolução de desaprovação do acordo com o Irã. A rejeição ao pacto impediria Obama de eliminar todas as sanções impostas ao Irã pelo Congresso dos Estados Unidos, um componente-chave do acordo que prevê o congelamento do programa nuclear iraniano com garantias de que o país não construirá uma arma. Ao mesmo tempo, durante o primeiro debate na TV entre os pré-candidatos republicanos à Casa Branca, todos os participantes se posicionaram contra o acordo. Os dez pré-candidatos disseram que, caso sejam eleitos presidente dos Estados Unidos, o pacto será cancelado imediatamente.

Rossetto dobrou a meta

O Antagonista denunciou mais cedo que Miguel Rossetto resolveu torrar R$ 48 milhões em eventos e que escolheu, sem licitação, a empresa Una Marketing de Eventos como beneficiária única da bolada. A empresa, que tem contratos com cinco ministérios, quatro estatais e um banco público, parece que chegou ao auge na Secretaria Geral da Presidência da República. Uma mera pesquisa no Portal da Transparência revela que a Una começou a crescer na Esplanada a partir de 2012. Nos últimos cinco anos, embolsou mais de R$ 23 milhões. A Una Marketing de Eventos, com ajuda de Rossetto, dobrou a meta.


A "missão institucional" do governo do PT é fazer festa com dinheiro público.

Urgente: Irmão de Dirceu tem prisão estendida

A pedido da Polícia Federal, o juiz Sergio Moro decidiu renovar a prisão temporária de Luiz Eduardo de Oliveira, irmão do ex-ministro José Dirceu. Também são alvos da decisão o assessor Bob Marques e o empresário Pablo Alejandro Kipersmit. A medida visa a "permitir o melhor exame do material apreendido e a realização de novas diligências sem a perturbação da prova". O prazo da nova prisão temporária termina no dia 12. No mesmo despacho, Moro liberou Olavo Hourneaux e Júlio Cesar dos Santos.

O patrimônio oculto de José Dirceu

Ex-sócio de José Dirceu, o empresário Julio Cesar dos Santos confessou que utilizou a TGS Consultoria para ocultar patrimônio do ex-ministro. Citou os seguintes bens:
- um imóvel em Vinhedo, que, apesar de alienado para José Dirceu, em 2011, permaneceu registrado em nome da TGS;
- um imóvel em Passa Quatro/MG, no qual reside a mãe de José Dirceu, que estaria no nome da TGS, mas pertenceria a José Dirceu.
Disse ainda que a TGS teria em seu nome um flat no imóvel Espaço Alpha e 33 terrenos no Município de Touros/RN.

Goldman Sachs diz que Moody's pode cortar rating do Brasil em 2 degraus ainda neste mês de agosto


O Goldman Sachs acredita que aumentou a probabilidade de o Brasil perder o grau de investimento, o que pode acontecer ainda neste mês. "A Moody's pode mover-se para fazer o rebaixamento do rating soberano em um degrau, para Baa2, mantendo a perspectiva negativa (potencialmente em até dois degraus, mudando para grau especulativo)", afirmam os economistas do banco americano, Alberto Ramos, Mauro Roca e Tiago Severo, em relatório distribuído nesta sexta-feira (7). No documento, eles comentam sobre os eventos que podem ocorrer no "agitado" mês de agosto para a economia brasileira. O cenário-base do banco, porém, é que isso possa ocorrer no ano que vem. "Ainda vemos risco significativo de piora adicional devido à combinação de fatores externos, muitos catalisadores negativos domésticos e o aumento da probabilidade de que o Brasil vai perder o grau de investimento em 2016", avaliam. O Goldman revisou para baixo as perspectivas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção agora é de recuo de 2,1% em 2015 e contração de 0,25% em 2016. A equipe do banco cita a recente deterioração "acentuada" dos indicadores da economia real, o aperto das condições de crédito e financeiras, a rápida piora do mercado de trabalho, a queda adicional da confiança dos consumidores e dos empresários, no segundo trimestre, e as crescentes incertezas políticas e institucionais. "O quadro macroeconômico e o cenário político/institucional se deterioraram drasticamente nas últimas semanas e há uma preocupação crescente de que eles podem ficar significativamente piores antes de melhorarem", afirmam os economistas. A equipe do Goldman destaca que as condições de governabilidade foram comprometidos pela forte queda na popularidade do governo Dilma Rousseff, o impasse político e o atrito institucional. Consequentemente, investidores locais e estrangeiros estão cada vez mais preocupados de que o ajuste macroeconômico já desafiador se torne uma crise macroeconômica mais árdua e com ruptura. "Em essência, o mercado vem elevando a probabilidade de observar um 'evento de cauda' negativo (evento extremo) no Brasil", afirmam. (O Financista).

Exclusivo: O caderno vermelho do irmão de Dirceu

Na busca e apreensão na casa do irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo, a Polícia Federal encontrou um caderno espiral com capa vermelha e a inscrição "REVISTA VOTO POLÍTICA E NEGÓCIOS". Nas três primeiras páginas, há uma série de anotações sobre negócios da JD envolvendo obras públicas, estatais e empreiteiras investigadas na Lava Jato, como Odebrecht e Andrade Gutierrez.

Consultora petista gaúcha diz que José Dirceu indicou empresas do Petrolão para contratos no Perú


"Eu passei a receber pela JD porque o Luiz Eduardo (irmão de Dirceu) assumiu e disse 'Zaida, em vez de fazer o contrato com as empresas, faz com a JD e a gente te repassa. É melhor porque você não se preocupa. A gente cobra aqui e te deposita'. As empresas sempre atrasavam e isso me incomodava. Como eu ia pensar que era coisa errada ou saber se era propina?" Na mira da Lava Jato, a consultora Zaida Sisson de Castro diz ter sido indicada pelo ex-ministro e mensaleiro condenado José Dirceu - preso na segunda-feira, na 17ª fase da operação - para buscar negócios no Peru em benefício de três das empresas alvo da investigação: OAS, UTC e Alusa (hoje, Alumini). Zaida afirma que se reuniu com o dono da UTC, Ricardo Pessoa, apontado como líder do chamado clube do bilhão e um dos delatores do megaesquema de corrupção operado na Petrobras, por intermédio de José Dirceu. E que levou Léo Pinheiro e Cesar Uzêda, da OAS, a uma audiência com o ex-chefe da Casa Civil de Lula e o ex-presidente peruano Alan García na sede do governo, em Lima. A consultora diz ainda que prestou serviços para a SPA Engenharia, que consta na lista de clientes de José Dirceu. Ela confirmou ter trabalhado ainda para a Engevix e para a filial peruana da Galvão Engenharia, da qual recebeu 180.000 dólares. O Ministério Público suspeita que Zaida seja o elo no Peru de um esquema de lavagem de dinheiro que teria sido orquestrado por José Dirceu por meio da JD Assessoria e Consultoria, sociedade do mensaleiro com o irmão Luiz Fernando de Oliveira e Silva, também preso pela Lava Jato. Os procuradores acusam a JD de ter movimentado dinheiro de forma ilícita, sem prestar serviços às empreiteiras que a contrataram. Eles afirmam que "há elementos de prova de que Zaida tenha recebido recursos de propina dessas empreiteiras para atuar em favor das empresas no Peru". A defesa do ex-ministro alega que os serviços a empreiteiras foram de fato prestados, inclusive no Peru - e que os vídeos em que o ex-ministro aparece circulando com desenvoltura no alto escalão do governo do país andino seriam um indicativo disso. "Acho que ele menciona fortemente o Peru para desviar a atenção de outros países, porque no Peru ele não ganhou licitação de nenhuma obra", diz Zaida. A consultora petista gaúcha afirma que José Dirceu pediu a ela reuniões com políticos locais e que abrisse portas no governo peruano a executivos de empreiteiras brasileiras. "Ele foi poucas vezes ao Peru". Zaida tem registro de três viagens de José Dirceu a Lima: em 2007, 2008 e 2009. Mulher de Rodolfo Beltrán, ex-ministro peruano e amigo de Alan García, Zaida transitava no alto escalão do governo e na burocracia estatal. Não chegou a se filiar ao PT, tampouco ao APRA, sigla do marido no Peru, mas fez campanha para os candidatos presidenciais dos dois partidos no início dos anos 2000. Por ter conseguido um breve encontro de García com Lula, em São Paulo, ganhou a confiança do então chefe do Executivo peruano e era chamada de "Zaidita". Ela foi recebida em audiências pelo ex-presidente aprista três vezes no Palácio do governo. Em uma delas, em 23 de janeiro de 2007, levou José Dirceu e executivos da OAS. "Eles queriam investir no Peru e foi uma reunião de apresentação. Nós fizemos um contato, conversamos. Foram lá o Léo Pinheiro e o Cezar Uzêda e nos reunimos primeiro num hotel. Eles me convidaram para trabalhar, chegaram a mandar cópia de contrato, mas não acertamos. Falavam muito mal da OAS, que era ruim de pagar", disse. Zaida contou que foi convidada para trabalhar na Câmara de Comércio Bilateral entre os países e que frequentava eventos de negócios e reuniões na embaixada brasileira. Buscava, porém, contato com construtoras interessadas em abrir negócios no Peru. A consultora disse que conheceu José Dirceu na véspera da primeira posse de Lula no Planalto. Ela e o marido foram apresentados ao homem-forte de Lula por Keiji Kanashiro, que viria a ser secretário executivo do Ministério dos Transportes. "O Keiji nos apresentou ao Zé num bar chamado Bar Brasília, mas nunca mais o vi. Em 2006, em Lima, pensei: tem tanta obra aqui, será que o Zé conhece alguma construtora? Aí resolvi mandar um e-mail para tentar falar com ele por meio da assessoria e deu certo. Tive uma reunião com ele em São Paulo e perguntei se ele conhecia alguma construtora para me indicar e ele disse 'claro, tenho muitas construtoras, me passa os projetos que se aparecer eu te indico'." Ela explica que procurava obras públicas que seriam licitadas no país e enviava por e-mail os documentos à JD Assessoria e Consultoria. O ex-ministro e seu irmão, então, ofereciam os projetos às empreiteiras e indicavam o contato de Zaida para o desenvolvimento das propostas. O registro dos e-mails trocados com José Dirceu e Luiz Eduardo, no entanto, não existe mais, segundo a consultora: "Quando veio esse escândalo da Lava Jato eu apaguei todos", afirma. Depois de uma primeira reunião ou contato, Zaida marcava reuniões com autoridades governamentais responsáveis pela obra, buscava empresas peruanas que poderiam formar parcerias, reservava hotéis para os executivos, apresentava advogados e despachava documentos. "Lembro de reuniões em ministérios e diretorias. Geralmente eu identificava um projeto bom e indicava. Mas conversava antes, por exemplo, com o presidente regional (governador) e perguntava se eu podia levar uma empresa para participar da licitação". Zaida mostrou uma tabela com registros de 35 notas fiscais que somam 500.000 reais emitidas para a JD Assessoria e Consultoria, entre junho de 2008 e setembro de 2011. Cada nota tem valor de 10.000 ou 20.000 reais e, segundo ela, são referentes a consultorias realizadas para a Alusa e a Engevix em solo andino. Ela disse, no entanto, que nunca assinou contrato com a JD. "Quem me levou à Engevix e à Alusa foi o José Dirceu", disse. A JD declarou ao Fisco ter repassado 378.785 reais à Blitz Trading, empresa de Zaida no Brasil. "Não posso dizer se o Zé (Dirceu) recebia propina e não sei se eles prestavam os serviços. O dinheiro que ele me transferiu era da Engevix e da Alusa, não foi propina. Eu trabalhei honestamente. Se a propina que ele recebia ele repassava para alguém não era para mim", alega Zaida. "Eu passei a receber pela JD porque o Luiz Eduardo assumiu e disse 'Zaida, em vez de fazer o contrato com as empresas, faz com a JD e a gente te repassa. É melhor porque você não se preocupa. A gente cobra aqui e te deposita'. As empresas sempre atrasavam e isso me incomodava. Como eu ia pensar que era coisa errada ou saber se era propina?", afirma. "Eu me senti abandonada agora, porque eles (Dirceu e o irmão) ganharam milhões e sabem que estou desde 2012 sem trabalho e meu marido também". A UTC foi uma das últimas construtoras indicadas a Zaida. A empreiteira de Ricardo Pessoa pagou à empresa de Dirceu 1,377 milhão de reais em 2012. Segundo ela, mais uma vez, depois dos primeiros contatos, a tratativa não avançou. "Essa UTC eu fui conhecer. O Luiz Eduardo me chamou e eu fui conhecer esse Ricardo Pessoa em 2013 em São Paulo. Ele disse 'Zaida tu quer conhecer uma empresa que quer ir para lá?' Eu disse que tinha muitos projetos, mas que estava ruim de trabalhar com esse governo (Ollanta Humala), que não tinha conseguido contato nenhum, mas falei que que sairia um projeto de metrô grande, o metrô 2, acho até que mandei o projeto para ele (Pessoa)." Zaida manteve um contrato de consultoria de 5.000 dólares mensais com a filial peruana da Galvão Engenharia, encerrado em 2012. Ela disse que rejeitou uma tentativa de aproximação da matriz no Brasil depois da deflagração da Lava Jato. "O Marcos Wanderley, diretor local, me procurou depois que estourou a confusão e o burburinho da Lava Jato. Ele foi lá em casa e me disse que a Galvão brasileira queria que eu viesse aqui ao Brasil para fazer um contrato com data anterior por aqui. Ele mesmo me aconselhou 'Zaida, não vai. O seu contrato é aqui no Peru. Quem te contratou fui eu'. Eu não vim e não cheguei a ver", afirmou. Segundo ela, o irmão de José Dirceu também telefonou há cerca de quatro meses com um convite para reunião em São Paulo. "O Luiz Eduardo me ligou querendo que eu viesse para conversar com o advogado deles. Eu não vim porque achei que se tivesse alguma coisa suja eles iam querer me induzir para outro lado. Eu trabalhei e sei da verdade, não preciso de advogado para dizer 'vai falar isso e isso…" A consultora confirma informações prestadas em depoimento pelo delator do petrolão e lobista Milton Pascowitch. Ela disse ter acertado uma consultoria para a Engevix, em 2008, durante um café em um hotel de Miraflores, bairro nobre de Lima. Estavam presentes Pascowitch, José Dirceu e os executivos da Engevix, Gerson Almada e José Antunes Sobrinho. Zaida disse ter trabalhado por cerca de oito meses para que a Engevix ganhasse a supervisão de obras no metro de Lima e na Central Hidrelétrica de Machu Picchu. Mas a empreitada não vingou. "Eles não acertaram a proposta de preço e o projeto, então não ganhei nenhuma comissão. Eles sempre diziam 'se a obra sair alguma coisa você vai ganhar'." Com a Alusa, o contato era o diretor César Godoy, que tinha interesse em obras de pequenas centrais hidrelétricas e linhas de transmissão, segundo a consultora: "Eu falava com o César Godoy, que era um dos diretores. Muitas vezes ele veio ao Peru. Eu falava também com os gerentes locais, orientava engenheiros". Zaida não soube dizer o nome de todas as empresas indicadas por José Dirceu e Luiz Eduardo. "Ele indicou várias empresas que se comunicaram comigo, mas não foram ao Peru nem me contrataram", disse. Apesar do primeiro contato em 2006, ela afirma que só conseguiu fechar com as primeiras empresas indicadas por José Dirceu dois anos depois, a Engevix e a Alusa. Zaida afirmou que chegou a trabalhar por cerca de três meses para a SPA Engenharia, sediada em Belo Horizonte (MG) e especializada em ferrovias e rodovias. Ao Fisco, a JD informou ter recebido 780.000 reais da SPA Engenharia, entre 2009 e 2011. "Quem me indicou para a SPA também foi a JD", disse.

Odebrecht, tipo assim, muito humana

A Odebrecht emitiu uma nota para negar que Dora Cavalcanti tenha sido destituída como advogada de Marcelinho, depois que ela dançou um frevo e um maracatu. Diz a nota: "A ampliação da equipe de defesa é uma decisão natural, distribuindo os escritórios já envolvidos na causa para clientes específicos. O objetivo é preservar a individualidade de cada acusado durante o processo, respeitando as particularidades de cada pessoa. Esta dinâmica poderá, inclusive, vir a exigir a adesão de novos e diferenciados profissionais, sem qualquer impacto na equipe existente. Sendo assim, segue na coordenação da defesa do grupo Odebrecht a advogada Dora Cavalcanti, e seus sócios Augusto de Arruda Botelho e Rafael Tucherman. Os escritórios de Nabor Bulhões, Técio Lins e Silva, Flávia Rahal, Rodrigo Sánchez Rios e Alexandre Wunderlich, que já trabalham em conjunto há algum tempo, continuam a integrar o time". A Odebrecht, "que preserva a individualidade de cada acusado, respeitando as particularidades de cada pessoa", é, tipo assim, uma empresa muito humana, entende? A cúpula da empreiteira não está nada descontente com o estilão de Dora, viu? (O Antagonista)

Novo delator confessa repasse de R$ 765 mil para almirante da Eletronuclear


Um novo delator da Operação Lava Jato confessou que sua empresa Link Projetos e Participações foi usada como intermediária para repasse de ao menos R$ 765 mil, de 2010 a 2014, entre a empreiteira Engevix e a Aratec Engenharia Consultoria e Representações, controlada pelo presidente licenciado da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, preso desde o final de julho sob suspeita de receber propinas nas obras de Angra3. O empresário Victor Colavitti, o novo delator, entregou à força-tarefa da Operação Lava Jato um contrato original da Engevix com a Link Projetos, datado de 30 de maio de 2010, no valor de R$ 500 mil, em 16 parcelas. Segundo ele, "foi o primeiro contrato firmado com a Engevix com a intenção de efetuar repasses à Aratec". “As declarações do colaborador Victor Sergio Colavitti somadas ao conjunto de provas já constante dos autos, evidenciam plenamente que foram firmados contratos fictícios pela Link Projetos, tanto com a Engevix, tanto com a Aratec, para que fosse proporcionada a passagem de valores da corrupção para Othon Luiz”, sustentam os procuradores do Ministério Público Federal. A força-tarefa suspeita que Othon Pinheiro teria recebido um total de US$ 30 milhões em propinas de empreiteiras. Desse volume, R$ 4,5 milhões já foram rastreados na conta da Aratec Engenharia Consultoria. Segundo o Ministério Público Federal, a Engevix recebeu da Eletronuclear, com quem tem contratos firmados, pelo menos R$ 136.894.258,23 entre 2011 e 2013. A empreiteira também é investigada no esquema de corrupção instalado na Petrobrás. “A Engevix fez contato com a pessoa de Victor Sergio Colavitti, com o fim de utilizar a empresa administrada por este para intermediação do repasse da propina destinada a Othon Luiz, que seria recebida na empresa Aratec”, aponta a força-tarefa da Lava Jato. Othon Luiz foi preso temporariamente por 10 dias na Operação Radioatividade, 16ª fase da Lava Jato, deflagrada em 28 de julho. Na quinta-feira, 6, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão preventiva do almirante, baseado em novas provas apresentadas pelo Ministério Público Federal. Uma delas é o depoimento de Victor Colavitti.

O empresário revelou que atendeu pedidos da Engevix, e, em 30 de maio de 2010, 24 de maio de 2012 e 15 de janeiro de 2013, a Link Projetos celebrou contratos fictícios com a empreiteira, sem prestação de serviços. Victor Colavitti afirmou ainda que também foi firmado, entre a Link e a Engevix, "o contrato fictício, em 1 de dezembro de 2013, o qual foi assinado em 21 de janeiro de 2014, no valor de R$ 450.000,00". “Todavia, com a deflagração da Operação Lava Jato em março de 2014, Victor Sergio recusou a dar cumprimento aos repasses. A propósito, o colaborador revelou que Ana Cristina, filha de Othon, chegou a emitir uma nota fiscal em abril de 2014 que foi enviada à Link Projetos”, destacou a Procuradoria. Em consulta à base de notas ficais da Aratec, a Procuradoria constatou que "realmente foi emitida em favor da Link a Nota Fiscal 610 de 1.º de abril de 2014, o que corrobora as declarações do colaborador". Em um depoimento, Victor Colavitti afirmou que não conheceu Othon Luiz ou sua filha Ana Cristina Toniolo e que não sabia que os pagamentos envolvessem contrapartida de contratos da Engevix com a Eletronuclear ou qualquer empresa pública. O empresário disse à força-tarefa que a Link foi aberta em 2003 e presta serviços de projetos, na área de engenharia em geral, topografia, assessoria comercial na área de engenharia, intermediação de negócios para empresas diversas, inclusive para a Engevix. Segundo ele, houve prestação de serviço à empreiteira em outros contratos. “Por volta de abril/maio de 2010, durante um encontro na empresa Engevix, foi pedido ao declarante que fizesse alguns pagamentos para Engevix, devidos a urna determinada empresa chamada Aratec, sendo que na ocasião apenas foi dito ao declarante que os pagamentos não poderiam ser feitos pela Engevix”, contou o empresário à força-tarefa. “Para preservar seu bom relacionamento com a empresa Engevix, bem como para preservar os contratos então em andamento e pela perspectiva de novos negócios, o declarante aceitou fazer tais pagamentos sem maiores questionamentos". Victor Colavitti explicou que conforme os pagamentos da Engevix eram feitos para a Link, logo na sequencia a Aratec emitia a respectiva nota fiscal e ele determinava o pagamento à Aratec já com todos os impostos recolhidos. O dono da Link disse acreditar que houve um repasse aproximado de R$ 765 mil à Aratec, entre 2010 e 2014. Ele não soube informar a que título eram feitos esses pagamentos da Engevix à empresa Aratec. Mas afirmou ‘com absoluta certeza que o serviços descritos no contrato entre Link e Aratec jamais foram prestados’. Ele esclareceu que o contrato entre a empresa do almirante e a Link "veio pronto da Aratec". 

Inflação estoura o teto da meta do ano em apenas sete meses


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para medir a inflação oficial, ficou em 0,62% em julho, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Em junho, a taxa estava na casa dos 0,79%. Apesar da desaceleração, o índice é o maior para os meses de julho desde 2004, quando chegou a 0,91% - portanto, o pior em onze anos. Com esse resultado, a inflação chega a 6,83% no acumulado do ano até julho - o maior nível desde 2003, quando chegou a 6,85%, e muito acima do registrado em igual período do ano passado (3,76%). O IPCA de julho também marca o estouro do teto da meta fixado pelo governo em 6,5% para o ano todo (4,5% é o centro da meta). Isso significa que a inflação ultrapassou o limite considerável aceitável pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff em apenas sete meses. Esta é a primeira vez que isso acontece desde 2003. Nos últimos anos, o País superou o centro da meta, mas sempre permaneceu dentro do limite de tolerância - em 2013, o IPCA encerrou o ano com 5,91%, e em 2014, com 6,41%. No último relatório da inflação, o Banco Central informou que havia 99% de chances de a inflação ultrapassar a meta em 2015. No texto, a instituição ainda previu que o IPCA chegará a 9% até o fim do ano. No acumulado dos últimos doze meses, o índice atingiu o patamar de 9,56%, sendo o nível mais elevado para essa base de comparação desde novembro de 2003, quando ficou em 11,02%. Em julho do ano passado, o IPCA estava em 0,01%. Segundo o IBGE, o grande vilão da alta da inflação continua sendo o aumento na conta de luz, que tem pressionado os preços dos produtos no mercado brasileiro. "Mais uma vez foram as contas de energia elétrica, 4,17% mais caras, que lideraram o ranking das principais contribuições individuais, detendo 0,16 ponto porcentual", diz a pesquisa. O instituto informou que as regiões metropolitanas de Curitiba e São Paulo foram as que tiveram o maior reajuste nas contas de luz, com aumento de 11,4% e 11,1%, respectivamente. Outro grupo que puxou o IPCA para cima foi o de alimentação e bebidas, com alta de 0,65%, levemente acima da variação positiva de 0,63% vista no mês anterior. O País vive momento de alta inflação e recessão, em meio à mais grave crise política desde o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, no início dos anos 1990. Uma das consequências é o recente salto do dólar que, somente em julho, avançou 10% sobre o real. E, nos últimos seis pregões, acumulou alta de 6,25%. "Agora já dá para perceber o efeito do dólar mais caro sobre os preços. Até junho era algo menos perceptível. O dólar é uma pressão de custo e aparece nos alimentos e o próprio aumento da energia tem o efeito do aumento do dólar, afirmou a economista Eulina Nunes dos Santos, do IBGE . O resultado de julho também coloca mais pressão sobre o Banco Central que busca encerrar o ciclo de aperto monetário. No mês passado, a instituição elevou a taxa básica de juros (a Selic) para 14,25% ao ano, maior patamar em nove anos.

Fortes e fracos

Marcelo Odebrecht, apesar da pressão de seu núcleo famíliar, ainda resiste a um acordo de delação. O mesmo não se pode dizer de Fernando Moura e Bob Marques, ex-assessores de José Dirceu. Fernando Baiano resistiu durante longos nove meses até topar um acordo com a Justiça. Renato Duque tentou ficar calado por cinco meses e Nestor Cerveró manteve-se irredutível por quase sete meses. Não importa a estratégia de defesa. É uma questão de tempo.

Em delação premiada, Renato Duque pode chegar ao coração do sistema

Como é mesmo aquele refrão? “Se você pensa que cachaça é água/ cachaça não é água não…” Quem está achando que as coisas tendem a esfriar pode se preparar para muito calor. A coisa ainda vai arder. Se Fernando Soares, o dito Fernando Baiano, realmente formalizar a delação premiada, ninguém tem dúvida de que o petardo vai parar no coração do PMDB. E, dentro do partido, é preciso ver quem será atingido. Isso ainda não está muito claro. E, para o PT, resta o risco Renato Duque. Quem andou tendo notícias seguras e inequívocas sobre o seu estado de ânimo assegura que ele está com sangue nos olhos, a faca nos dentes e disposto a denunciar, vamos dizer assim, o coração do sistema. Segundo as investigações, Duque era o homem do PT na Petrobras. E erra, segundo sei, quem acha que o seu alvo é José Dirceu, a quem se atribui a sua nomeação. Em benefício do Zé — segundo a ótica e a ética petistas, bem entendido —, diga-se que ninguém jamais o acusou de largar companheiros pelo caminho ou de tentar jogá-los ao mar. Sim, Duque já decidiu fazer delação premiada, e seu advogado, Marlus Arns, está negociado as condições com o Ministério Público. Duque se sente abandonado, jogado às traças, mas não pelo Zé… Depois de tantas delações, é preciso que Baiano e Duque tenham algo a dizer que a Polícia Federal e o Ministério Público já não sustentem sem a dita colaboração. Dificilmente uma delação seria aceita, a esta altura do campeonato, só para acrescentar alguns crimes novos aos mesmos acusados ou réus. Em breve, vai crescer a galeria. E Duque, reitero, promete chegar ao coração do sistema petista. Por Reinaldo Azevedo

Relator de ação eleitoral contra Dilma pede acesso à delação de dono da UTC

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, pedirá que o Supremo Tribunal Federal compartilhe o conteúdo dos depoimentos prestados pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em acordo de delação premiada à força-tarefa da Lava Jato.. A intenção é usar o depoimento do empreiteiro na ação de investigação eleitoral proposta pelo PSDB contra a campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff. Pessoa disse que 7,5 milhões de reais foram repassados à campanha da petista, depois de desviados de contratos com a Petrobras, após pedido do então tesoureiro de Dilma, o atual ministro da Secretaria de Comunicação Edinho Silva. Até o momento, a delação premiada de Pessoa - homologada pelo relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki - permanece em segredo de Justiça. Zavascki tem negado solicitações feitas por investigados na operação para ter acesso aos termos da colaboração. O entendimento do ministro do STF é o de que a delação só pode ser tornada pública após denúncia do Ministério Público Federal. No entanto, para Noronha, a ação penal não é mais importante do que a eleitoral. "Não pode ter sigilo para a própria Justiça. Isso está equivocado", afirmou o relator. Além de solicitar a delação, Noronha quer que Zavascki autorize o empreiteiro a prestar depoimento à Justiça Eleitoral antes do fim do sigilo sobre a delação. No dia 14 de julho, Pessoa compareceu ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Ele foi convocado a prestar depoimento sobre o caso. O PSDB pede que o dono da UTC relate se houve doação eleitoral para a campanha da presidente com dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobrás. O empreiteiro, porém, permaneceu em silêncio, protegido pelos termos do acordo de delação premiada.

PSDB: só nova eleição tira país da crise.


Lideranças do PSDB e do Democratas vieram a público nesta quinta-feira para anunciar que, assim como a presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer também não teria legitimidade para unificar o país nesse momento de grave crise política e econômica. Em nome dos dois partidos, os líderes Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) defenderam que somente uma nova eleição, através do voto popular, poderia legitimar um novo presidente para tirar o país da crise. "Em resposta ao chamamento do vice-presidente Temer de que é preciso se encontrar alguém que possa unir o País, estamos dizendo da nossa convicção de que só se encontrará essa pessoa através de uma eleição direta, com a legitimidade do voto popular. Só através do voto em torno de um projeto de salvação nacional se criará o ambiente para sair dessa grave crise", disse o líder Cássio Cunha Lima. Os líderes disseram que a intenção é que a sociedade passe a discutir essa possibilidade, e vão propor que os líderes da manifestação de rua do dia 16 de agosto incluam a defesa de novas eleições na pauta de reivindicações. Dizem que o povo é o principal ator dessa cena. "Quando o vice Michel Temer diz que é preciso encontrar alguém que seja capaz de unificar o País, ele está dizendo que a presidente Dilma não pode mais fazer isso. E nós estamos propondo que só uma nova eleição pode legitimar essa pessoa", completou o líder Carlos Sampaio. Para os líderes da oposição, é preciso rejeitar a articulação da cúpula peemedebista e de outros políticos, para envolver o PSDB e Democratas em um projeto de sustentação pós-impeachment. A aposta é no julgamento da ação de impugnação da chapa Dilma/Temer, marcada para setembro, no TSE. Para o líder Ronaldo Caiado, as declarações de Michel Temer, apesar de ser ele um democrata, foram a assinatura do atestado de óbito da presidente Dilma Rousseff. "Só existe uma pessoa capaz de unificar o país nesse momento, a pessoa que emergir das urnas, em nova eleição direta. Hoje não tem como acordos de cúpulas partidárias ungir alguém para tirar o país da crise política e de enorme instabilidade na sociedade", disse Caiado. "Não será com acordo e conchavos fechados dentro dos muros do Congresso e da política que vamos dar legitimidade a essa pessoa. Do contrário, estaremos apenas adiando o desdobramento de uma crise que se avizinha, dar sobrevida a um paciente terminal", disse Cássio Cunha Lima. Mais cedo, em outra entrevista, Aécio Neves disse que Cássio e Sampaio anunciariam a resposta a Temer. Ele confirmou o jantar com Renan e outros senadores tucanos e peemedebistas na casa de Tasso Jereissatti, na noite de terça-feira. Mas disse que, como oposição, tiveram uma conversa civilizada, discutindo com cautela os cenários da crise. Mas concordou que a presidente Dilma não tem mais condições de continuar. "A presidente Dilma e o PT perderam a capacidade de governar. Infelizmente ela não governa mais o Brasil", disse Aécio Neves. Em caso de impeachment e posse de Temer, dizem os tucanos, a crise seria apenas adiada. Com a criação desse movimento para que a sociedade discuta uma nova eleição como única alternativa para resolver a crise, os líderes da oposição dão uma resposta pública também as sondagens feitas por lideranças do PMDB, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), que iniciou conversas com o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), sobre um eventual acordo para apoiar um plano de salvação econômica num possível cenário pós-impeachment. A avaliação dos tucanos e democratas é que nos discursos de Temer ele se coloca desde já como a pessoa que será capaz de fazer a transição num cenário pós-impeachment, como o ex-presidente Itamar Franco, com o apoio da oposição. Mas dizem que a situação, hoje, não é a mesma do impeachment de Fernando Collor, por causa da crise política e econômica.

ATENÇÃO - ATENÇÃO - URGENTE - CARTA-RENÚNCIA DE DILMA ESTÁ PRONTA, DIZEM FONTES DO PALÁCIO DO PLANALTO


Apesar de ter declarado que “suporta a pressão”, a presidente Dilma já teria preparado uma carta-renúncia. Fontes do Palácio do Planalto garantem que a redação da carta não foi um ato solitário, como é comum nesses casos: Dilma teria contado com a ajuda de dois dos seus ministros mais próximos, Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça), apesar de ambos serem contrários à ideia. Confirmada a renúncia de Dilma, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumiria imediatamente o comando do Executivo. Além da renúncia, há outras hipóteses para a saída de Dilma: ação na Justiça Eleitoral e representação da oposição por crime financeiro. A ação eleitoral por financiamento ilegal de campanha pode culminar no cancelamento do registro da chapa. Assim, cairiam Dilma e Temer. Se prosperar a representação da oposição na Procuradoria-Geral da República por crimes financeiros, Dilma também poderia ser cassada. (Claudio Humberto)