terça-feira, 4 de agosto de 2015

Dilma sofre nova derrota e PEC da AGU vai a votação nesta quarta-feira


O governo sofreu uma nova derrota na Câmara dos Deputados e a PEC 443, que equipara salários da AGU (Advocacia-Geral da União) e de delegados federais e das policiais civis aos do Judiciário irá a votação nesta quarta-feira. Na noite desta terça-feira o plenário derrubou requerimento apresentado pelo PT e por partidos aliados e decidiu não permitir o adiamento da votação para o dia 25. O presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha, tão logo foi derrubado o requerimento, suspendeu a sessão e convocou uma reunião das lideranças no seu gabinete. Nessa reunião ficou postergada a votação para esta quarta-feira, para que haja uma solução para expurgação de penduricalhos dessa PEC 443, como a que beneficiaria os delegados das polícias civis e os procuradores municipais, o que oneraria em demasia as contas estaduais e municipais. É o caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul, que já faliu e não tem dinheiro para pagar salários. Uma isonomia dos delegados de polícia com os desembargadores contribuiria para arrombar poderosamente as contas públicas. A tendência é que, até esta quarta-feira, seja apresentado um substitutivo que permita o expurgo do texto e sua votação. 

As black blocs Sininho e Moa serão interrogadas em audiência no Rio de Janeiro


A 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio realizará nesta quarta-feiera, às 14h30m, uma audiência para interrogar as black blocs Elisa Quadros Pinto, a Sininho, e Karlayne Moraes, a Moa. Elas são acusadas de participação em atos violentos durante protestos na cidade em 2013. A dupla e outros 21 réus respondem por formação de quadrilha. A audiência acontecerá na Centro de Assessoramento Criminal da Capital (CAC), na Lâmina II do Fórum Central. De acordo com o Tribunal de Justiça, os outros réus já foram interrogados e o processo se encontra em fase de alegações finais. O quadro é diferente no caso de Sininho e Moa, porque as duas eram consideradas foragidas desde dezembro de 2014. Na ocasião, ambas as acusadas tiveram a prisão preventiva decretada. Em junho, o ministro Sebastião Reis, da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, concedeu um habeas corpus a três manifestantes: Sininho, Moa e Igor Mendes da Silva, que estava preso à época. A decisão do STJ foi anunciada pouco mais de um mês depois de o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro, ter suspendido o processo contra 23 ativistas. Na ocasião, a medida foi tomada devido a uma acusação de corrupção de menores usada nas alegações finais pela promotoria, que citou ainda a associação criminosa e o uso de armas. Nas alegações finais, o Ministério Público também denunciou os réus pelo crime de corrupção de menores. Sininho é uma black bloc. Foram os black blocs que assassinaram o cinegrafista da TV Bandeirantes. 

José Dirceu arrasta o PT de vez para a lama


O governo avalia que a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu acirra mais os ânimos contra o PT e a presidente Dilma Rousseff e aumenta o clima de beligerância no País num momento crucial, em que ela precisa de apoio para enfrentar a pressão dos que querem o impeachment. Auxiliares de Dilma temem que a investigação atinja o ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), mesmo sem provas concretas. O assunto foi tratado em conversas reservadas entre ministros, ontem, antes da reunião de coordenação política. A ordem no Planalto é proteger Dilma do novo escândalo, que tem potencial para dar munição aos protestos marcados para o dia 16, em todo o País, contra o governo e a corrupção. A prisão de José Dirceu na 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco, também provocou preocupação na cúpula do PT. Dirigentes da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil, de Lula e José Dirceu, discutiram os desdobramentos da crise ontem, em Brasília, e hoje haverá reunião da Executiva Nacional. Petistas receberam informações de que integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público estariam dizendo aos presos: “Se você entregar o Lula, sairá rapidinho". Um ano depois de participar ativamente da fundação do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu assume o cargo de secretário de Formação Política da legenda, posto que ocupa até 1983. No partido ainda comanda a Secretaria-Geral do Diretório Regional de São Paulo (1983-1987) e a Secretaria-Geral do Diretório Nacional (1987-1993). José Dirceu candidata-se ao governo do Estado de São Paulo - termina em terceiro lugar - depois de ser eleito deputado estadual (1986) e deputado federal (1990). Ele voltaria a ser eleito para a Câmara dos Deputados em 1998 e 2002. Assume a presidência nacional do PT, cargo para o qual é reeleito por três vezes. Na última delas, em 2001, José Dirceu é escolhido diretamente pelos filiados da legenda em um processo inédito de eleições diretas para todos os postos de comando de um partido político. Um dos responsáveis pelo pragmatismo político que levou à vitória de Lula na campanha à Presidência em 2002, José Dirceu deixa o comando do PT e se torna coordenador político da equipe de transição. “Dirceu é dono do espaço que quiser ocupar”, dizia Lula na época. O “homem forte do governo” licencia-se da Câmara dos Deputados para assumir a função de ministro-chefe da Casa Civil. No cargo, tenta fechar um acordo entre o governo e o PMDB sem sucesso. O Planalto, então, reorienta a formação da maioria no Congresso a partir de acordos com partidos mais fisiológicos. Denúncia de propina derruba Waldomiro Diniz, subchefe de Assuntos Parlamentares, homem de confiança de José Dirceu. O assessor foi exonerado após suspeita de ter recebido propina de bicheiros para a campanha do PT, em 2002. Foi o primeiro caso de corrupção envolvendo um integrante da gestão. José Dirceu deixa a Casa Civil após o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciar o pagamento no governo Lula de “mesada” por parte do PT a parlamentares em troca de apoio. Ele retorna à Câmara, mas no fim do ano tem o mandato cassado. Um ano depois, Dirceu é denunciado pelo Ministério Público, que o aponta como “chefe de quadrilha”. Um ano depois de ser condenado pelo Supremo pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha, cuja pena é de 10 anos e 10 meses de detenção, Dirceu é preso em São Paulo. Ele começa a cumprir parte da pena no regime semiaberto, já que para o crime de quadrilha ainda resta um recurso pendente. Três meses depois, o Supremo o absolve pelo crime de quadrilha, e José Dirceu consegue permanecer no semiaberto. Supremo autoriza progressão de regime e Dirceu é liberado para cumprir em casa o restante da pena imposta por corrupção no mensalão. Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão, José Dirceu teve 142 dias da pena original descontados, por ter trabalhado enquanto esteve no regime semiaberto. Surgem as primeiras denúncias sobre a ligação da consultoria de José Dirceu, a JD Assessoria, com as empresas envolvidas na Lava Jato. A suspeita era que a consultoria prestava serviço semelhante ao de Youseff: elas emitiam notas fiscais para as maiores empreiteiras do País por assessorias e outros serviços fictícios. A justiça apura o recebimento de R$ 29 milhões entre 2006 e 2013 da JD. Desse montante, R$ 8 milhões de empreiteiras acusadas operação por pagarem propinas dos contratos com a Petrobrás. Os documentos foram pedidos para a investigação. Milton Pascowitch, da Jamp Engenheiros Associados, detalha em delação premiada o envolvimento com JD de Dirceu. Ele falou muito sobre Dirceu, passou muitos detalhes, situações. Em troca, conquistou pouco tempo depois um primeiro benefício, a prisão domiciliar. Dirceu, por sua assessoria, negou taxativamente irregularidades no negócio. Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, apresentou à Procuradoria-Geral da República um documento que descrevia três pagamentos, no total de R$ 3,2 milhões, à JD Assessoria e Consultoria. O documento também citava Aloizio Mercadante e Edinho Silva (PT). Durante o interrogatório, o lobista Julio Camargo afirmou que o ex-ministro teria recebido propina de R$ 4 milhões do diretor da Petrobrás Pedro Barusco, fato também negado pela defesa.Pedro Barusco depõe e reforça o envolvimento do ex-ministro da Casa Civíl. 'O nome dele (Dirceu) aparecia nas conversas. Agora, se ele efetivamente recebeu, não era papel meu. Eu cuidava da parte da Casa e já era difícil. Eu não me envolvia com esse negócio do partido'.  Acuado pela Lava Jato, José Dirceu pede habeas preventivo. O pedido foi negado duas vezes pelo TRF da 4ª Região, e depois, pela 3ª vez, em caráter definitivo. Condenado no mensalão, ex-ministro está sob investigação por suposto recebimento de propinas disfarçadas na forma de consultorias, por meio de sua empresa JD assessoria, já desativada; irmão e ex-assessor também foram presos. Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, a investigação revela que o ex-ministro teve papel crucial na instalação do modelo que abriu caminho para o cartel de empreiteiras que se apossaram de contratos bilionários na estatal mediante pagamento de propinas para políticos e ex-diretores da Petrobrás. A nova fase da Lava Jato foi batizada de Operação ‘Pixuleco’. O termo era usado pelo tesoureiro do PT João Vaccari Neto para tratar do dinheiro, segundo afirmou o empreiteiro Ricardo Pessoa, em sua delação premiada. Em nota, o presidente do PT, Rui Falcão, refutou as acusações de que o partido teria realizado operações financeiras ilegais ou participado do esquema de corrupção na Petrobrás, conforme relato no acordo de delação premiada feito pelo lobista Milton Pascowitch. A nota não cita Dirceu. Pascowitch acusou o ex-ministro de comandar o desvio de recursos na estatal e disse ter entregue R$ 10,5 milhões na sede do PT, em São Paulo. A investigação da Polícia Federal joga novamente os holofotes sobre o PT, dez anos depois do escândalo do mensalão. Agora, o receio do Planalto e do partido é de que novas delações compliquem mais o cenário político. José Dirceu foi homem forte do PT e do governo Lula e ainda tem influência sobre a legenda. “A Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro não deixam a gente entrar na agenda positiva”, disse um ministro. Na semana passada, o governo achava que o reinício dos trabalhos do Congresso seria difícil, principalmente por causa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que rompeu com Dilma e tem o nome envolvido na Lava Jato. Assessores da presidente acreditavam, porém, que a denúncia contra Cunha – acusado pelo lobista Júlio Camargo de cobrar propina de US$ 5 milhões – poderia desviar o foco da pressão sobre Dilma. Agora, o diagnóstico é de que tudo vai piorar. Amigos de Dirceu disseram que ele esperava a prisão e, por isso, está “tranquilo”. Apesar de magoado com Dilma e com Lula, sob alegação de que não o teriam defendido, o ex-ministro não pretende apontar o dedo para ninguém. O ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse que o esforço do governo é evitar que os problemas na política contaminem a economia. “A gente dorme e acorda com uma notícia dessas. Do ponto de vista do ambiente de negócios, essa é a preocupação, porque precisamos ter estabilidade. As investigações seguem e o País também segue, com suas empresas e a economia funcionando". Irritado com acusações da oposição, que tentaram associar Dirceu a Lula e Dilma, o senador Jorge Viana (PT-AC) partiu para o ataque. “A oposição está num papel muito apequenado e não aguenta nem meia Lava Jato”, reagiu. “Por que se apura a ação de algumas figuras e de alguns partidos e não se apura de outros? É um jogo de cartas marcadas?”

José Dirceu tinha até gêmeas corruptas no seu time

Duas irmãs gêmeas ligadas ao PT e aos negócios do ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu, o "guerreiro do povo brasileiro", preso nesta segunda-feira, 3, na 17ª fase da Operação Lava Jato – são investigadas como elo da propina paga pelo lobista Milton Pascowitch e podem levar as investigações à campanha presidencial de 2010, auando a presidente Dilma Roussef foi eleita sucessora de Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações). Marta Coerin foi um dos alvos da Operação Pixuleco. Ela trabalha atualmente no PT, segundo registro oficial, e foi funcionária da JD Assessoria e Consultoria – do ex-ministro. Policiais federais levaram a investigada coercitivamente, nesta segunda-feira, para prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal, em São Paulo. Relatório da Polícia Federal anexado aos pedidos de prisão de José Dirceu e de condução de coercitiva de Marta mostram que sua irmã Marcia Coerin, que também teve vínculos empregatícios com o PT e com a JD Assessoria, trabalhou na equipe que cuidava da agenda de campanha de Dilma, em 2010. O nome das irmãs foi citado pela primeira vez nos autos da Lava Jato nas delações de Milton Pascowitch. Segundo ele, a empresa Consist Software repassou por seu intermédio “subrepticiamente, valores para o Partido dos Trabalhadores através de João Vaccari Neto”. Foram R$ 15 milhões, por meio de contratos de consultoria simulados entre a Jamp Engenheiros Associados, que pertencia a ele, para pagamentos de propina. “Os repasses, de cerca de R$ 12 milhões, teriam sido feitos em espécie. Parte dos valores teria sido recebida por emissária de nome Marta Coerin”, informa o Ministério Público Federal. “Marta foi indicada como pessoa emissária de (Renato) Duque (ex-diretor de Serviços da Petrobrás) responsável por recolher dinheiro em espécie com Milton”, informou a Polícia Federal. “Pesa sobre ela o fato de estar envolvida também com a prática de artifícios para iludir as autoridades públicas em relação a pagamentos de propina". “Em uma ocasião (Pascowitch) recebeu uma portadora no Rio de Janeiro, enviada por João Vaccari, de nome Marta, que foi até a residência do declarante no Rio de Janeiro e lá recebeu R$ 300 mil”, registra o Ministério Público Federal. “Marta tem como particularidade ser irmã gêmea de uma outra pessoa conhecida do declarante, uma vez que trabalhava na JD Consultoria, empresa de José Dirceu, como auxiliar administrativa". Sua irmã gêmea Maria Coerin, que atuou na campanha de Dilma em 2010, foi beneficiária de 41 transferências bancárias realizadas pela JD Assessoria, no período de 20 de julho de 2011 a 7 de fevereiro de 2013, totalizando R$ 163.874,11. Ela trabalhou na JD neste período. Antes disso, entre 19 de julho de 2006 e 30 de junho de 2011 foi funcionária do PT.

PSDB cobra Petrobras por propaganda enganosa.


O vice-presidente da CPI da Petrobras, deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB-BA), irá requerer na próxima reunião do colegiado, na quinta-feira (6), que a Petrobras entregue o conteúdo da defesa apresentada nos Estados Unidos em ação movida por investidores estrangeiros por perdas com corrupção. Os advogados de defesa da Petrobras teriam afirmado que os comunicados enviados ao mercado eram "mera publicidade". "Se isso efetivamente se confirma, é a constatação de que esse governo, não satisfeito em mentir reiteradamente para os brasileiros, passa a mentir também para os estrangeiros, para aqueles que investem no País. E um governo que age desta forma, cada vez se distancia mais do resgate da sua própria credibilidade", disse o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, após reunião com a cúpula do partido em Brasília. O juiz Jed Rakoff, do Tribunal Federal de Manhattan, diz, em seu relatório de 30 de julho, que entre os comunicados considerados "publicidade" estariam declarações de que a Petrobras criou uma comissão "destinada a assegurar os mais altos padrões de ética", que "adota as melhores práticas de governança corporativa" e que se comprometia "a conduzir seus negócios com transparência e integridade". Segundo Aécio Neves, Imbassahy irá apresentar requerimentos na CPI da Petrobras para que a estatal envie ao colegiado as suas peças de defesa no processo americano. "Está claro ali que se a empresa se defendeu dessa forma, considerando seus comunicados como peças de mera propaganda, incorreu em crime de responsabilidade", disse. Diversas ações coletivas foram apresentadas nos Estados Unidos no fim do ano passado contra a Petrobras com pedidos de ressarcimento aos investidores por perdas provocadas pelos casos de corrupção. Aécio Neves também afirmou que o partido fechou questão sobre a participação da sigla nas manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff marcada para 16 de agosto. O tucano repetiu que o partido convidará a sociedade a participar dos atos nas duas propagandas partidárias que irão ao ar nesta quinta (6) e sábado (8). Para o tucano, a prisão do ex-ministro José Dirceu será um ingrediente a mais para as manifestações. Temas econômicos como a volta da inflação e o aumento do desemprego também deverão inflar a população contra o governo. "Reiteramos nosso apoio às manifestações que tomarão conta das ruas do país no dia 16 de agosto, registrando sempre que são manifestações da sociedade, organizadas por um conjunto de movimentos e nós, dentro dos limites da democracia, mostraremos também nossa indignação com a corrupção e com tanta mentira que tomou conta do país", afirmou.  Apesar de ainda não confirmar sua participação na manifestação, Aécio neves indicou que "possivelmente" irá comparecer. Ele foi duramente criticado por não ter saído às ruas em atos passados. "Eu não quero é transformar isso na presença de um presidente de um partido político. É possível que eu esteja na manifestação. Esses movimentos não são de partidos e nem devem ser. Quanto mais abrangentes forem, melhor. Agora, os partidos também são parcela da sociedade e devem participar", afirmou. Segundo o senador, a legenda ainda deve ter cautela em um eventual pedido de impeachment. Os tucanos preferem que a decisão seja tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral ou pelo STF (Supremo Tribunal Federal. Ele também rechaçou as acusações de que a sigla defende um golpe. "Aqueles que falam em golpe deveriam conhecer mais a nossa Constituição. Golpe, na verdade, é constranger os nossos tribunais no exercício das nossas funções constitucionais. O papel do PSDB neste momento é, acima de qualquer outro, garantir que as instituições continuem funcionando", disse. "Quem fala em golpe são aqueles que tentam golpear as nossas instituições levando a elas constrangimento para que cumpram a sua função", completou.

O que está em investigação — e em desmoronamento — é uma forma de conquista do Estado. E uma fala de Gilmar Mendes

Em tempos em que alguns tontos — e a desocupação é a morada do capeta! — se arvoram em intérpretes do que penso, nada como recorrer ao que eu mesmo escrevi, confrontando com a realidade, com as evidências que vêm à luz. Eu sei o que penso, não os 171 da vida… No dia 5 de fevereiro, publiquei aqui um post em que se lia isto:

“Desde sempre, afirmo neste blog que tratar o escândalo do petrolão como mera formação de cartel de empreiteiras corresponde a ignorar a natureza do jogo. Um ente de razão, um partido, tomou de assalto o estado brasileiro. É possível que ladrões sem ideologia tenham se imiscuído no sistema, mas que não se perca de vista o principal: a safadeza alimentava e alimenta um projeto de poder.
(…)
Por que eu tendo a resistir, senhores leitores, à tese do cartel de empreiteiras atuando na Petrobras? Porque isso embute a ideia de que a roubalheira se concentrava na estatal; porque sobra a sugestão de que meliantes morais incrustrados na empresa partiram para a delinquência. Que o tenham feito, não duvido. Mas será só ali?
As mesmas empreiteiras que trabalham para a Petrobras atuam em outras áreas do governo. São elas, afinal de contas, que prestam os serviços na área de infraestrutura. Então será diferente nos outros setores da administração pública? A moralidade vigente na Petrobras não será a regra? E noto que a empresa dispõe de mecanismos de controle mais severos do que os das demais estatais e os dos ministérios.
O Brasil está na pindaíba. Incompetência e ladroagem se juntaram contra os cofres públicos. E então cabe a pergunta: onde está Luiz Inácio Lula da Silva, aquele que recomendou que os petistas andassem, orgulhosos, de cabeça erguida?”


Retomo
Será que isso alivia a situação de alguém? Não! Isso agrava! Há uma diferença para pior em recorrer ao roubo para assaltar o estado de direito e em fazê-lo com o fito de encher as burras de dinheiro. E tudo bandido. Mas são bandidagens distintas.

Nesta terça, o ministro Gilmar Mendes, do STF e também membro do TSE, afirmou o seguinte:
“Me parece que há uma mesma raiz tanto para o fenômeno do mensalão quanto este do chamado petrolão, e agora eletrolão, e quantos ‘aõs’ venham ainda. Me parece que há uma mesma matriz, é uma forma de governar, é um modelo de governança. E isso que é problemático nessa história toda. Acho algo realmente de proporções inimagináveis. A corrupção como sistema de governo, como forma de organizar a administração, realmente é algo impensável”.

O ministro afirmou, informa a Folha, que o Ministério Público Federal, “por alguma razão”, não levou à frente a recomendação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios, que investigou o mensalão, para apurar fraudes nos fundos de pensão.

Disse ele: “A CPI recomendou, só que, por alguma razão, na Procuradoria, isso não teve desfecho, não teve seguimento. Felizmente, esse tema andou. Então, quando a gente fala que o mensalão ficou limitado, é claro que a gente sabe que, se tivesse havido uma investigação, talvez já se tivesse detectado essas conexões”.

Em suma, meus caros: o que está em investigação, e isso tem de ficar claro, é algo muito mais grave do que formação de cartel e pagamento de comissão para larápios. O que está em investigação e em desmoronamento é uma forma de conquista do estado. Por Reinaldo Azevedo

As múltiplas doenças morais de Paulo Roberto Costa. Ou: De onde vem a sua culpa?

Leio na Folha que o advogado de Paulo Roberto Costa pediu ao juiz Sergio Moro a suspensão, por 30 dias, de seus depoimentos em razão de sua saúde. Ele estaria com um quadro de depressão, que inclui baixa autoestima. Transcrevo um trecho: Segundo o psiquiatra Marcos Muraro, Costa está acometido de “sintomas como apatia, adinamia [fraqueza], anergia [perda de força], anedonia [perda da capacidade de sentir prazer], angústia, insônia terminal, anorexia, culpa, menos valia e baixa autoestima”. Pois é… Aqueles a quem ele acusa podem se aproveitar desse diagnóstico, se acatado o pedido pelo juiz, para sustentar que alguém nessas condições tende a fantasiar um pouco… Mas isso é lá com eles. Eu não duvido que este senhor esteja sentindo isso tudo. Nós podemos não saber, mas certamente intuímos de onde gente como Paulo Roberto Costa extraía o prazer de viver, não é mesmo? A propósito: ele se sente culpado por ter nos roubado ou por ter delatado? Por Reinaldo Azevedo

Fernando vai rodar a baiana

Diego Escosteguy e Murilo Ramos, da Época, informam: "Estão avançadas as negociações do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, para fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. O acordo, segundo investigadores, envolve informações de Baiano sobre as participações do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do presidente do Senado, Renan Calheiros, no Petrolão". Júlio Camargo, não esqueçamos, disse que Eduardo Cunha era sócio oculto de Fernando Baiano. 

O mico da vaquinha

Dirceu
Enquanto Dirceu faturava, vaquinha arrecadava multa
A notícia da nova prisão de José Dirceu na Operação Pixuleco foi especialmente dura para 3 972 pessoas. Trata-se dos incautos que, sensibilizados por supostas injustiças contra Dirceu no processo do mensalão, fizeram doações em dinheiro na vaquinha para o pagamento da multa imposta pelo STF. O milhão de reais arrecadado em dez dias de fevereiro de 2014, quando o nome do “guerreiro do povo brasileiro” ainda não aparecia na Lava-Jato, foi mais que suficiente para quitar os 971 128 reais cobrados pela Justiça. Contribuíram, além dos petistas Delúbio Soares e José Genoino, que repassaram a Dirceu 163 000 reais excedentes de suas vaquinhas, o ator José de Abreu, o cineasta Luiz Carlos Barreto, o ex-presidente da OAB José Roberto Batochio e o escritor Fernando Morais. Mas o bolso, e o orgulho, dessa turma devem ter doído ainda mais quando se soube que o mensaleiro recebia outro tipo de colaboração: as propinas sobre contratos da Petrobras, que ontem levaram Sergio Moro a bloquear nada menos que 20 milhões de reais de Dirceu. Por Lauro Jardim

TRÊS DETALHES SOBRE UMA POSSÍVEL DELAÇÃO DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU, O GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO

Dirceu: silêncio agora seria mais difícil
Dirceu: silêncio agora seria mais difícil
Quem se baseia na postura de José Dirceu no Mensalão para achar que desta vez ele também não falará esquece cinco detalhes nada insignificantes que podem mudar tudo. s investigações do Petrolão chegaram ao irmão de José Dirceu, Luís Eduardo, e à sua filha, Camila, citada como beneficiada com a compra de um apartamento. Mais do que isso: a eleição de deputado federal de seu filho Zeca Dirceu está sendo investigada. Quatro: José Dirceu tem mulher nova. Cinco: tem uma filhinha de seis anos. Se for mais uma vez para a cadeia, como é réu reincidente, vai tomar uma cana muito pesada. A pergunta que meio PT faz agora é: com sua família podendo ser responsabilizada e sob o risco de passar a velhice preso, José Dirceu vai ficar novamente calado? 

Os segredos de Falconi


Cristiane Correa, autora de Sonho Grande (300 000 exemplares vendidos) e do recém-lançadoAbilio (quarto lugar entre os mais vendidos da lista de não-ficção de VEJA) acaba de assinar com a editora Sextante um contrato para um novo livro. Não será, no entanto, uma biografia – mas antes um livro sobre gestão empresarial. Cristiane escreverá sobre o consultor Vicente Falconi. Contará como Falconi implanta seus conceitos de produtividade e eficiência em muitas empresas, governos e prefeituras brasileiras. O lançamento está previsto para acontecer dentro de dois anos, pelo selo Primeira Pessoa. Por Lauro Jardim
Durante muitos anos este Senhor foi sócio do barão do aço Jorge Johannpeter, do Grupo Gerdau. É aquele mesmo que ficou uma década como membro do Conselho de Administração da Petrobras e nada viu do que acontecia lá. 

Barusco diz ter recebido US$ 4 milhões de propina da Odebrecht


O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, informou ao Ministério Público ter recebido pouco mais de 4 milhões de dólares em propina da construtora Odebrecht em pagamentos no Exterior. Ele já havia encaminhado aos investigadores comprovantes de depósitos que confirmavam o pagamento de aproximadamente 1 milhão de dólares em propina pela Odebrecht, mas esse valor dizia respeito apenas aos repasses feitos pela offshore Constructora Del Sur, apontada pelo Ministério Público como um dos meios da empreiteira para pagar vantagens indevidas. Entre 2008 e 2009, a Constructora Del Sur fez pelo menos dez repasses para a Pexo Corporation, de Barusco. Em novo documento enviado aos investigadores da Lava Jato, Barusco informou agora que, depois de o Ministério Público ter apresentado denúncia contra executivos da Odebrecht, ele tomou conhecimento de que as empresas Klienfeld Services e Innovation Research Engineering, intermediárias de propina destinada a ele, também pertenceriam à construtora. Calculando os repasses de dinheiro sujo por intermédio das novas offshores, o delator informou que recebeu, em 2009, 4,12 milhões de dólares em vantagens indevidas. Em acordo de delação premiada, Barusco admitiu ter desviado um total de 97 milhões de dólares da Petrobras. O presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outros executivos da empresa são réus em um processo decorrente da Operação Lava Jato. O Ministério Público afirma ter documentado a prática de 56 atos de corrupção e 136 lavagens de dinheiro para beneficiar a Odebrecht. Foram movimentados 389 milhões de reais em corrupção e 1,063 bilhão de reais com a lavagem. O cerco contra a maior empreiteira do País apertou depois que os investigadores da Lava Jato detectaram mensagens cifradas de Marcelo Odebrecht e encontraram novas contas correntes ligadas ao grupo - abertas em nome das offshores Smith & Nash Engineering Company, Arcadex Corporation, Havinsur S/A, Golac Project, Rodira Holdings, Sherkson Internacional e utilizadas para pagar propina a ex-funcionários da Petrobras. Em nota, a construtora Odebrecht disse que "se manifestará no âmbito do processo judicial já instaurado, mas registra seu estranhamento pelo fato noticiado, bem como pela constante 'alteração' dos depoimentos dos delatores".

Polícia Federal quer investigar os repasses eleitorais para o filho de José Dirceu


A Polícia Federal cogita investigar as doações eleitorais recebidas pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu (o "guerreiro do povo brasileiro"),  para saber se os recursos, repassados por operadores do Petrolão, foram caixa dois de campanha ou mesmo pagamento de propina. De acordo com o ex-executivo da construtora Engevix, Gerson Almada, investigado na Lava Jato, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o lobista Milton Pascowitch, pediram que a empresa fizesse doações a petistas, entre os quais Zeca Dirceu. Houve ainda doações para o parlamentar vindas do irmão de Pascowitch, José Adolpho, e do executivo Julio Camargo. Os três são delatores do Petrolão do PT. "É possível que a doação a Zeca Dirceu seja caixa dois. O que a gente viu foi a repetição de um padrão segundo o qual as doações oficiais eram feitas como retorno por contratos e licitações. Pode ser que seja o pagamento de corrupção travestido de doação legal", diz o delegado Igor Romário de Paula, que atua na Lava Jato.

O BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU CHEGA À PRISÃO DA POLÍCIA FEDERAL, EM CURITIBA, ABAIXO DE GRITOS DE "LADRÃO" E SOB FOGUETÓRIO, E AGORA DIVIDE CELA COM CONTRABANDISTAS


O bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu, chamado pelos petistas de "guerreiro do povo brasileiro", passou hoje a dividir uma cela na carceragem da Polícia Federal em Curitiba com dois contrabandistas. Preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, José Dirceu chegou por volta das 17 horas à capital paranaense e foi recebido por manifestantes, em frente à Polícia Federal, com palavras hostis e foguetório por sua prisão. Ao contrário dos demais detidos na Lava Jato, incluindo o empreiteiro Marcelo Odebrecht, José Dirceu teve de abandonar a tradicional van da Polícia Federal e entrar em outra viatura para evitar o protesto. Para o delegado Igor Romário de Paula, que atua na Lava Jato, havia uma concreta "preocupação de agressão" contra o petista. Na tarde de hoje, o ex-chefe da Casa Civil foi levado para a área de custódia da Polícia e alojado na mesma ala em que também estão os ex-diretores da Petrobras, Nestor Cerveró e Jorge Zelada, e o doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores do Petrolão do PT. Nenhum deles, porém, compartilha a cela com outros suspeitos da Lava Jato para evitar a combinação de versões e atrapalhar o curso das investigações. Por ora, a principal preocupação dos investigadores é analisar a farta documentação apreendida na casa do irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo, em Ribeirão Preto (SP). Entre o material apreendido há manuscritos de reuniões e documentos produzidos pelo próprio ex-ministro. A urgência na avaliação dos dados é importante porque Luiz Eduardo está em prisão temporária de cinco dias, e os policiais precisam decidir até sexta-feira, com base nas apreensões, se solicitam ou não a conversão da prisão em preventiva, quando não há prazo definido para a duração da detenção. Os documentos são cruciais também para embasar a provável denúncia a ser apresentada contra o petista nas próximas semanas. Nesta quinta-feira, a defesa terá a primeira oportunidade de se encontrar com o ex-ministro na Polícia Federal. Para os policiais, apesar das negativas dos advogados, não há dúvidas de que José Dirceu atuou ativamente no escândalo do Petrolão em benefício próprio, recolhendo propina para si e para a família.

Empreendedor do Pixuleco

Dono da Personal Service soluções em RH, o empresário Arthur Edmundo Alves Costa pagava R$ 500 mil mensais a Zé Dirceu e sua turma. Em abril, Arthur foi escolhido pela Ernst & Young como finalista do prêmio Empreendedor do Ano de 2015. O Antagonista quer saber o que leva uma das maiores auditorias do mundo a escolher alguém que paga pixulecos a Dirceu como um dos maiores empreendedores do País. Só se for no País do PT. Até o início do ano a EY (como é conhecida agora) tinha contrato com a Aneel e outros órgãos públicos. No ano passado, embolsou mais de R$ 4 milhões. O Ministério Público Federal pediu a prisão de Arthur, mas o juiz Sergio Moro indeferiu o pedido. Abaixo, a EY descreve o "caminho sinuoso" percorrido pelo dono da Personal para chegar lá. Vendeu "livro, bíblia e até cova", também "fez carreira em uma indústria gráfica" (o PT adora uma gráfica). Hoje fatura R$ 750 milhões, descontados os pixulecos.

VEJAM A CHEGADA DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU, O "GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO", À CARCERAGEM DA POLÍCIA FEDERAL, EM CURITIBA, NA TARDE DESTA TERÇA-FEIRA. É TREMENDAMENTE EMBLEMÁTICO DOS NOSSOS DIAS

Para o PT, Dirceu já é carne queimada. Ou: Mais uma resolução aloprada e covarde

O PT largou José Dirceu pendurado na brocha. Mesmo na hipótese de que o chefão petista tenha haurido algum benefício para si nas relações que a JD Consultoria mantinha com empreiteiras, todos sabemos que o ex-ministro nunca atuou apenas em proveito próprio.

Se Dirceu experimentou o pecado, para ficar numa linguagem pia, é certo que o PT foi beneficiário dos mesmos prazeres mundanos. O partido, no entanto, não quis nem saber. Decretou um sonoro “vire-se”. Não acho que Dirceu seja do tipo que faz delação premiada. Fosse, esta seria a hora, dada a resposta covarde de seus companheiros. A covardia, diga-se, independentemente da causa, é uma mal em si. Os covardes e sorrateiros disputam com os ressentidos a pior mácula de caráter.

Nesta terça-feira, a Comissão Executiva Nacional do partido divulgou aquela que talvez seja a sua resolução mais cretina — além de, reitero, covarde. Já chego a ela. Em entrevista, Rui Falcão, presidente do PT, negou que Dirceu esteja sendo deixado às cobras. Instado a falar sobre o companheiro, ele preferiu uma fala genérica:
“Para mim, qualquer pessoa, não só o José Dirceu, qualquer pessoa acusada é inocente até que provem o contrário (…). Não estamos abandonando nenhum companheiro nosso. Independente de abandonar ou não, não se deve presumir a culpa antes que a culpa seja provada”.

Destaque-se o “Independente de abandonar ou não…”

A resolução
Tratei aqui há poucos dias da rápida degenerescência do PT e expliquei por que é tão difícil o partido se refazer dos escombros. Um dos problemas está em não reconhecer os vícios. Na resolução desta terça-feira, mais uma vez, a legenda se vê enfrentando forças conservadoras que estariam aliadas à “mídia monopolizada” para enfraquecer Dilma, Lula e o PT.

O texto refere-se ao suposto atentado sofrido pelo Instituto Lula, ao qual a imprensa não teria dado a devida atenção, o que é falso. O ato seria parte do clima de intolerância com as “conquistas populares”, que estaria tomando a América Latina. Sim, sem citar o nome, o PT está fazendo a defesa da ditadura sanguinolenta de Nicolás Maduro na Venezuela.

O retrocesso teria uma pauta, depreende-se, também econômica. Sabem como é… Para ajudar a presidente Dilma, o PT pede a reorientação da política econômica — ou seja: quer a cabeça de Joaquim Levy. Por incrível que pareça, dado o momento, o partido pede a redução da taxa Selic e incentivo ao crédito e ao consumo. Coisa de gênios.

Os petistas largam o porrete na Operação Lava-Jato, dizem que não se está respeitando a presunção de inocência e que “um estado de exceção está sendo gestado em afronta à Constituição e à democracia”.

A resolução termina convidando os petistas para a Marcha das Margaridas, de 11 e 12 de agosto, para o Ato Nacional pela Educação no dia 14 de agosto e para o Ato Nacional dos Movimentos Sociais do dia 20 de agosto. Ou por outra: fica evidente, pela resolução, que tudo isso é mesmo mera atividade partidária. É assim que o PT entende o mundo: o povo é o partido, e o partido é o povo.

Sobre Dirceu, no entanto, nem uma palavra. Como os companheiros avaliam que, dali, não sai delação premiada, então ele que saiba se comportar como carne queimada.

Leiam a íntegra da Resolução:

Prossegue a escalada conservadora da oposição, da mídia monopolizada e de agentes públicos, com o nítido objetivo de enfraquecer o governo Dilma, criminalizar o PT e atingir a popularidade do ex-presidente Lula.

Fato mais grave na atual ofensiva foi o covarde atentado contra o escritório de trabalho do ex-presidente Lula. A bomba lançada no dia 30 de Julho na calada da noite contra o Instituto Lula merece o repúdio de todos os democratas e exige das autoridades a identificação dos responsáveis e sua punição exemplar.

Causa indignação a conivência silenciosa de certos meios de comunicação e partidos, que se dizem democráticos, com o atentado de caráter fascista ao Instituto Lula. O clima de intolerância e ódio que vem sendo acirrado pelas forças conservadoras derrotadas pelas últimas eleições afronta a tradição do povo brasileiro e agrava os problemas que o país vem superando.

A exemplo do que ocorre em diversos países da região latino-americana e caribenha, registram-se em nosso país tentativas de anulação de conquistas populares, de destruição de lideranças populares e partidos que exercem um papel destacado nessas conquistas. Trata-se de uma clara demonstração de que grupos reacionários preferem investir contra a democracia a defender seus pontos de vista minoritários, tentando fazer retroceder a história. Ou seja, diante da crise econômica mundial avançam contra os direitos e espaços de poder duramente conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras, através de uma agenda econômica e socialmente regressiva.

No contexto atual foram positivas iniciativas recentes do governo, como o plano de proteção ao emprego e a redução da meta do superávit primário. Em continuidade à essa agenda positiva, a CEN considera relevante um encontro da presidenta Dilma no palácio de governo com as principais lideranças dos movimentos sociais.

Como reafirmado no nosso 5º. Congresso, é preciso reorientar a política econômica rumo ao crescimento sustentável, com distribuição de renda, geração de empregos e inflação sob controle. Portanto, é fundamental reverter a política de juros atualmente praticada pelo Banco Central. Além da redução da Selic, é importante baixar as taxas para o crédito consignado e para o consumo. Frente à queda da arrecadação e a necessidade de continuar financiando os programas sociais e os investimentos em infraestrutura, urge taxar as grandes fortunas, os excessivos ganhos dos rentistas e as grandes heranças.

A Comissão Executiva Nacional saúda a convocação, pelo governo da presidenta Dilma, das 16 Conferências Nacionais de Políticas Públicas, como Saúde, Assistência Social, Juventude, Mulheres, entre outras. E, reafirmando nosso compromisso histórico com a participação social, convidamos toda a militância, filiados/as, simpatizantes e dirigentes para participarem e contribuírem nas etapas locais dos processos de Conferências de Políticas Públicas.

Diante das reiteradas manobras para criminalizar o PT, queremos reafirmar nossa orientação de combate implacável à corrupção. O PT é favorável a apuração de quaisquer crimes envolvendo apropriação privada de recursos públicos e eventuais malfeitos em governos, empresas públicas ou privadas, bem como a punição de corruptos e corruptores. Mas não admitimos que isso seja realizado fora dos marcos do Estado Democrático de Direito.

Se o princípio de presunção de inocência é violado, se o espetáculo jurídico-político-midiático se sobrepõe à necessária produção de provas para inculpar previamente réus e indiciados; se, para alguns indiciados, delações premiadas são consideradas provas cabais sem direito à defesa e ao contraditório e para outros são arquivadas; se as prisões preventivas sem fundamento são feitas e prolongadas para constranger psicologicamente e induzir denúncias, tudo isso que se passa às vistas da cidadania, não é a corrupção que está sendo extirpada. É um estado de exceção sendo gestado em afronta à Constituição e à democracia. Precisamos nos contrapor às ameaças de criminalizar o PT para destruí-lo.

Vamos defendê-lo como um patrimônio dos trabalhadores e da democracia brasileira e como um instrumento por justiça social e pela liberdade. Finalmente, frente às ameaças golpistas que cercam a democracia brasileira, convocamos uma Jornada em Defesa da Democracia, dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e das conquistas do nosso povo, participando e mobilizando intensamente do calendário que estamos divulgando, com ênfase na Marcha das Margaridas, de 11 e 12 de agosto, no Ato Nacional pela Educação no dia 14 de agosto e o Ato Nacional dos Movimentos Sociais do dia 20 de agosto.

O PT exorta todos os seus militantes a construírem uma trincheira de luta pela democracia, pelos direitos dos trabalhadores/as, pelos direitos humanos, em defesa da Petrobrás e do povo brasileiro. Que ninguém se cale! Levantemo-nos juntos!

Brasília, 04 de agosto de 2005
Comissão Executiva Nacional

Por Reinaldo Azevedo

PESQUISA EXCLUSIVA “PINGOS NOS IS-BLOG” – Haddad é o candidato mais rejeitado: 71,5% não votariam nele; Russomanno lidera preferência, na faixa dos 33%

Se a eleição fosse hoje, quem disputaria a preferência dos paulistanos para ocupar a Prefeitura de São Paulo? É o que buscou saber o Instituto Paraná Pesquisas, em levantamento realizado entre os dias 1º e 3 de agosto, com divulgação inicial exclusiva para o programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, e para este blog. Foram ouvidos 1.040 eleitores. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Isso significa que, se realizados 100 levantamentos, 95 dariam um resultado dentro da margem de erro.

Vamos ver. Quando os entrevistados são convidados a dizer espontaneamente em quem votariam, sem a apresentação de uma lista, a indefinição ainda é grande: 69,3% dizem não saber, e 11%, que não votariam em ninguém. Celso Russomanno (PRB) aparece, nessa lista, com 5%, seguido do prefeito Fernando Haddad (PT), com 4,8%, José Luís Datena (PP) marca 3%, e Marta Suplicy (sem partido), 2,3%. Vejam a tabela.

Pesquisa espontânea


Na pesquisa estimulada, quando o candidato do PSDB é Bruno Covas, ele marca 5,8%. Nesse caso, Russomanno aparece com 33,5%; Datena, com 22,5%; Marta com 11,6%, e Haddad, com 9,8%. Quanto o nome do PSDB é o vereador Andrea Matarazzo, este surge com 5,1% das intenções de voto. A variação dos demais é bem pequena, como se pode ver no quadro abaixo. Recentemente, o empresário João Doria Jr. anunciou que pretende disputar a convenção tucana. Obteria, segundo o levantamento, 4,2%. Também aí os demais números variariam pouco.






Grau de conhecimento
Os candidatos que também são comunicadores levam uma vantagem — que pode ser considerada desvantagem. Vamos ver. Dos pretendentes à cadeira de Fernando Haddad, Marta e Russomanno sãos os mais conhecidos. Dizem saber quem eles são 97,6% dos eleitores, contra apenas 2,4% que não sabem. Em seguida, vem Datena: 97,3% o conhecem, contra apenas 2,7% que não. Na sequência, está Bruno Covas: 60,3% a 39,7%. Há mais gente que não sabem quem é Matarazzo do que o contrário: 52,8% a 47,2%. No caso de João Doria, essa proporção é de 55,1% a 44,9%.


Esses números podem ser considerados favoráveis a Matarazzo e João Doria. Quando o candidato é muito conhecido, há menos espaço para convencer o eleitor. Por outro lado, é sabido que pode acabar elevando a rejeição, já que o eleitorado tende a confundi-la com desconhecimento. A situação de um candidato é dramática quando é muito conhecido e muito rejeitado, como é o caso de Fernando Haddad. Vejam quadro.


O prefeito é, de longe, o que apresenta os piores índices: 71,5% dizem que não votariam nele de jeito nenhum, contra apenas 5,9% que votariam com certeza. Russomanno apresenta a melhor proporção: 24,5% afirmam que certamente votariam nele, contra 29% que não fariam isso de jeito nenhum. A rejeição de Datena é bem maior: 37,5% não o escolheriam, contra apenas 13,3% que o fariam. A rejeição à ex-prefeita Marta Suplicy também é grande: 57,9% não sufragariam seu nome, mas 7% sim. As rejeições a Matarazzo e João Doria (42,4% e 45,9%, respectivamente) acabam se confundindo com o desconhecimento.

O Paraná Pesquisas quis saber também se o paulistano aprova ou desaprova as gestões de Dilma Rousseff, Geraldo Alckmin e do próprio Fernando Haddad. Pois é…

A reprovação a Dilma é brutal: nada menos de 89,1% desaprovam o seu governo, contra minguados 8,3% que o aprovam. No caso do governador Geraldo Alckmin, aprovação e desaprovação estão em empate técnico: 47% a 49,5%. A situação de Haddad também é péssima, embora um pouco melhor do que a de Dilma: desaprovam a gestão do prefeito 71,3% dos entrevistados, contra apenas 25,6% que a aprovam.




É claro que a disputa em São Paulo não está ainda nem no começo. Não se sabe, por exemplo, quem será o candidato tucano ou se Russomanno ou Datena serão mesmo candidatos. Mas esse é o retrato de hoje.

O que dá para constatar, aí sim, é que a rejeição a Fernando Haddad é brutal, só perdendo para os números estupendos de Dilma na cidade. Ocorre que ela não é candidata a nada para os paulistanos — só ao impeachment. Por Reinaldo Azevedo

Produção industrial tem o pior resultado no semestre desde 2009

Após ter um ligeiro aumento (0,6%) em maio, a atividade industrial do País voltou a cair em junho, desta vez a 0,3% ante o mês anterior, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Em comparação com junho do ano passado, a queda é mais acentuada, de 3,2%, sendo esta a 16ª consecutiva baixa nessa base de comparação. No primeiro semestre, a produção da indústria brasileira teve retração de 6,3%. Este é o pior resultado observado na série desde 2009, quando teve baixa de 7,1%. Na ocasião, as fábricas do país sentiam os efeitos da crise global de 2008. No acumulado dos últimos doze meses, o recuo foi de 5%. Para chegar ao resultado, o IBGE verificou baixa nos quinze dos 24 ramos pesquisados. Entre eles, os que mais contribuíram para o recuo no índice geral foram máquinas e equipamentos (-7,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,8%). Entre as categorias averiguadas, as indústrias de bens de consumo duráveis e de bens de capitais registraram as piores quedas, com 10,7% e 3,3%, respectivamente. O IBGE ainda destaca que junho deste ano teve um dia útil a mais (21 dias) do que o mesmo mês do ano passado. A indústria tem sido afetada, sobretudo, pelos juros altos e por cortes do investimento público, parte do reajuste macroeconômico promovido pelo governo para reequilibrar as contas públicas. Acompanhando a queda na produção, o emprego nas fábricas também vem caindo sucessivamente. “Voltamos a operar no terreno negativo.O resultado de junho vem só confirmar um leitura negativa da indústria que se vê desde o fim do ano passado”, afirmou o economista do IBGE, Andre Macedo. “O baixo nível de expectativas do empresário nos últimos meses se reflete aqui”, completou. Analistas já vinham afirmando que a expansão vista em maio não era indicativo de recuperação do setor, cujo desempenho tem apresentado dificuldade há anos e impactado negativamente a economia brasileira. As projeções para a indústria neste ano não são nada animadoras. Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central para produção do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, apontaram que a produção industrial deve cair 5% neste ano. Se a expectativa for concretizada, será o pior desempenho do setor desde 2009.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL LIBERA R$ 1 BILHÃO DO FGTS PARA CONSTRUTORAS E INCORPORADORAS

A Caixa Econômica Federal lançou linha de crédito imobiliário, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para construtoras e incorporadoras que produzem empreendimentos com unidades residenciais de até R$ 300 mil. O financiamento é de até 80% do valor da obra, limitado a 50% do valor total de vendas, com taxas de juros a partir de 8,5% ao ano (a.a.). Segundo nota da Caixa Econômica Federal o montante disponibilizado será de R$ 1 bilhão.

EDUARDO CUNHA DIVIDE COMANDO DE QUATRO CPI ENTRE VÁRIOS PARTIDOS, EXCLUINDO OS PETISTAS

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reuniu aliados de partidos da oposição e até de legendas da base governista na noite de segunda-feira, 3, para definir o comando das quatro CPIs que serão instaladas na volta do recesso. O PT foi excluído da divisão. A CPI do BNDES será presidida pelo PMDB e relatada pelo PR. A dos fundos de pensão ficará sob comando do DEM e será relatada pelo PMDB. PSDB comandará a CPI dos crimes cibernéticos e o PSD ficará com a de maus tratos a animais. As relatorias destas duas últimas ainda não foram definidas. A divisão foi anunciada pelo líder do DEM na Casa, Mendonça Filho (PE), após reunião de líderes da oposição na manhã desta terça-feira, 4. Participaram líderes de DEM, PSDB e PPS. Em tese, o comando das CPIs fica a cargo dos partidos que integram os maiores blocos da Câmara. A votação acaba sendo simbólica e a escolha, política.

O PETISTA RENATO DUQUE PROMETE ENTREGAR POLÍTICOS COM FORO PRIVILEGIADO EM DELAÇÃO PREMIADA

Preso há quase cinco meses em Curitiba, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque está disposto a entregar à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal informações sobre políticos que atualmente exercem cargos públicos e que se beneficiaram do esquema de corrupção montado na estatal. A menção a nomes de pessoas com foro privilegiado é a principal promessa do ex-dirigente, que nos próximos dias se reúne com representantes do Ministério Público Federal para as primeiras reuniões de negociação de eventual acordo de delação premiada. Se confirmada, também fará com que a delação seja submetida a homologação no Supremo Tribunal Federal, em vez da Justiça de primeira instância. Na última sexta-feira, a família do petista Renato Duque assinou contrato com o escritório Arns de Oliveira & Andreazza, de Curitiba, que conduziu a delação dos ex-executivos da Camargo Corrêa, Eduardo Leite e Dalton Avancini. Os antigos advogados de Renato Duque, Alexandre Lopes, Renato de Moraes e João Balthazar de Matos, comunicaram à Justiça nesta segunda-feira que renunciaram à defesa do acusado. O que se espera mesmo é que Renato Duque delate o político maior que não tem foro privilegiado, Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações").

NO APAGAR DAS LUZES DO GOVERNO DO PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO, BADESUL INCORPOROU AOS SEUS ATIVOS O PRÉDIO DE R$ 25 MILHÕES DA CAIXA; A PEDALADA MASCAROU BALANÇO FINAL DO ANO DO BANCO

O Badesul só não fechou o balanço do ano passado com pesadíssimos prejuízos porque o governo do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia, Tarso Genro, autorizou a incorporação do edifício da Caixa nos ativos do banco. Com isso foi realizada uma pedalada no valor de R$ 25 milhões. As pedaladas são especialidades dos militantes do partido clandestino revolucionário trotskista Democracia Socialista, que parasita o corpo do PT. É da DS o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ex-secretário estadual da Fazenda no governo do Exterminador do Futuro, o petista Olívio Dutra. Agora, no governo do peremptório petista Tarso Genro, também era da DS o secretário da Fazenda. Em pelo menos duas megaoperações temerárias, uma das quais a da Iesa, controlada pelo grupo Inepar, envolvido no escândalo do Petrolão do PT, Pólo de Charqueadas, as garantias oferecidas pelos tomadores revelaram-se verdadeiros micos. No caso da Iesa, que perdeu contrato de R$ 700 muilhões com a Petrobrás e fechou a fábrica de Charqueadas e entrou em recuperação judicial, foram R$ 45 milhões. Além de não receber o dinheiro, o banco precisa pagar mensalmente as prestações do repasse feito pelo BNDES. Isso precisava ser investigado e os responsáveis denunciados judicialmente. Mas, no Rio Grande do Sul, todo mundo condescende com tudo. É por isso que o Estado faliu, está quebrado. Cadê o Ministério Público Estadual? Talvez seja o caso de cidadãos indignados gaúchos, se ainda existirem, procurar o Ministério Público Federal. 

PRESIDENTE DO STF CHAMA SARTORI PARA REUNIÃO DE EMERGÊNCIA EM BRASÍLIA

O governador José Ivo Sartori viajou para Brasilia onde participa na noite desta terça-feira de uma reunião com o Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandovski. Nesta quarta-feira, a corte deve dar continuidade à votação de liminar em que o governo gaúcho questiona o entendimento do tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, contrário ao parcelamento de pagamentos dos servidores estaduais. A situação das finanças públicos do Estado é mais do que dramática, é totalmente falimentar. O Estado quebrou, não tem mais dinheiro para pagar os salários do funcionalismo. É, evidentemente, uma situação mais do que emergencial.  

O GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO, O BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU, CHEGA A CURITIBA SOB GRITOS DE "LADRÃO" E E FOGUETES QUE COMEMORARAM A SUA PRISÃO

Preso na nova fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro e "guerreiro do povo brasileiro", conforme os petista, o bandido petista mensaleiro José Dirceu chegou por volta das 17h30 desta terça-feira na sede da Polícia Federal em Curitiba, sede das investigações, sob gritos de manifestantes e foguetes que comemoravam a sua prisão. Cerca de 50 pessoas, abraçadas a bandeiras do Brasil e com buzinas, apitos e faixas elogiando a Justiça e a Polícia Federal, aguardavam o ex-ministro em frente à sede da Polícia Federal. Gritavam "ladrão" e "vagabundo".  Uma delas soltou fogos quando José Dirceu chegou ao local, escoltado por policiais e dentro de uma viatura. "José Dirceu ladrão, o seu lugar é na prisão", gritou outro. "Polícia Federal, orgulho nacional", afirmava outro grupo. O ex-ministro e bandido petista mensaleiro entrou direto no prédio na Polícia Federal, sem aparecer para o batalhão de jornalistas que o aguardava. Desta vez ele não demonstrou a empáfia de quando levantou o punho ao se apresentar para cumprir pena na Papuda, em Brasilia. Ele aterrissou na cidade em um avião da Polícia Federal, vindo de Brasília, pouco depois das 16h40. O vôo durou cerca de 2 horas e 20 minutos. Entre os manifestantes, havia integrantes de movimentos organizados, como o Acorda Brasil, o Movimento Brasil Livre e o Direita Curitiba. Outros diziam ter ido sozinhos. "É o primeiro dos grandes. Se o povo não vier apoiar, pode acabar em pizza", disse a psicóloga Liliana Padilha, de 53 anos, que estava desde as 15 horas na frente da sede da Polícia Federal com o marido, o engenheiro aposentado Carlos Padilha, de 58 anos. "É o cabeça do esquema. Que maravilha ele estar preso", elogiava a dona de casa Rosane Sachet, de 61 anos, abraçada a uma bandeira do Brasil. Até mesmo os servidores da Polícia Federal saíram do prédio ou se posicionaram nas janelas para acompanhar a chegada do ex-ministro e bandido petista mensaleiro. José Dirceu cumpria prisão domiciliar desde novembro em Brasília pela condenação no escândalo do Mensalão do PT. Sua transferência a Curitiba foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, atual relator do processo do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal. Ele irá permanecer detido na carceragem da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, a oito quilômetros do centro da cidade. No local já estão outros 14 presos da Lava Jato, como o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, além dos outros sete detidos na última fase da Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira (3). Na carceragem da Polícia Federal, a comida é servida três vezes por dia, com talheres de plástico. Os presos têm direito a uma hora de sol diariamente, e precisam limpar a própria cela. Às quartas-feiras, eles recebem visitas de familiares e amigos. Conversam por cerca de meia hora em um parlatório, por meio de um telefone, separados por um vidro.

SARTORI CONVOCA LÍDERES DE BANCADAS PARA EVITAR SUBLEVAÇÃO NA BASE ALIADA

Na iminência de enfrentar uma sublevação dentro da própria base aliada, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori articulou uma reunião com seus líderes de bancadas para aparar arestas e explicar quais são seus próximos passos. Muitos deputados, sobretudo do PP, PDT e PSDB, queixam-se de falta de diálogo e autoritarismo. Isso é característico do comunista católico Sartori. Sete das 15 bancadas já possuem posições e se manifestaram de forma contrária à medida: PT, PCdo B, PSOL, PTB, PP, PPL e PPS. No total, elas reúnem 28 deputados. Outras quatro bancadas ainda não definiram posições ou estão divididas: PDT, PSDB, PMDB e PSB — que juntas possuem 23 parlamentares. Apenas as bancadas do PSD, que tem o deputado Mário Jardel, e do PV, que possui o deputado João Reinelli, são favoráveis ao aumento de impostos neste momento. Já os líderes das bancadas do PRB e PR não se manifestaram. Isso é só da base, sem contar a oposição. Portanto, o cenário é de recusa total à proposta de aumento de impostos pretendida pelo governador José Ivo Sartori. Videversus avisa há meses que Sartori e seu partido, o PMDB, não têm um projeto econômico-financeiro para o Rio Grande do Sul, como nunca tiveram, em todos os seus quatro governos. O único que se aproximou um pouco disso foi o governo de Antonio Britto, que pretendia mudar a matriz econômica do Estado e foi violentamente obstaculizado pelo obscurantismo petista. E aí está o resultado. O PMDB, em todos os seus governos, é sempre refém do "pensamento econômico" dos fiscais do ICMS que dominam a Secretaria da Fazenda. Tudo que fiscais do ICMS sabem fazer é propor aumento de impostos. Nada mais. Por isso o Rio Grande do Sul não tem futuro nas atuais condições.  

ASSEMBLÉIA GAÚCHA REJEITARÁ PROPOSTA DE MAIORES SALÁRIOS PARA OS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul dá sinais de que não aprovará o projeto do Poder Judiciário que eleva em 8,5% os salários dos seus servidores. É extremamente duvidoso que isso aconteça. Afinal de contas, muitos deputados dependem da boa vontade de juízes e desembargadores em ações que tramitam na Justiça gaúcha. É muito comum deputado conseguir protelação quase indefinida do julgamento de uma ação de improbidade administrativa, que pode transformá-lo em ficha suja e encerrar sua carreira. Por isso deputados são sempre "sensíveis" aos projetos originários do Poder Judiciário. Perguntem ao deputado estadual petista Luiz Fernando Mainardi se ele irá votar contra o projeto de aumento dos servidores do Judiciário? Façam o teste.....

VENDA DA FOLHA DE PESSOAL DO GOVERNO DO RIO GRANDE DO SUL PODE RENDER R$ 35 MILHÕES PARA SARTORI

O governo do Rio Grande do Sul, de José Ivo Sartori (PMDB), poderia receber no mínimo R$ 35 milhões na venda da sua folha de pagamento do funcionalismo público. A prefeitura de Uruguaiana vendeu sua folha de pagamento e faturou R$ 8 milhões, tendo apenas 3 mil funcionários. Já o governo gaúcho tem 300 mil servidores. O banco que comprar a folha de pagamento terá a possibilidade de "vender" empréstimos consignados para os funcionários, o que é um enorme nicho de negócio. Caso o governo estadual aproveitar o embalo do governo da petista Dilma Rousseff, que quer leiloar a folha de pessoal com quem pagar melhor na banca, Sartori poderia faturar um dinheiro razoável para ajudar a tapar os buracos da arrecadação e pagar a folha do funcionalismo. 

DILMA PENSA RECRIAR A CPMF, DIVIDINDO VALORES COM MUNICÍPIOS E ESTADOS

O governo da petista Dilma Rousseff quer voltar a cobrar a CPMF, destinando o dinheiro para a saúde. O projeto de reinstalação da CPMF seria apresentado com apoio de Estados e municípios, já que o valor seria repartido entre todos. É mais uma chantagem vagabunda de um governo que agoniza. Ele é incapaz de pensar qualquer solução para a gigantesca crise das finanças públicas que não seja por meio de mais impostos. O que é preciso fazer agora é uma gigantesca onda de desestatização no País. O estatismo é pai e mãe da corrupção. 

Desta vez, Lula não tem pra onde correr. Ou ainda: Acabou, Dilma! Ou ela liberta o país, ou o país dela se liberta. Na lei e na ordem!

Se não houver uma alteração de última hora, o programa político do PT vai ao ar depois de amanhã, dia 6, com a presidente Dilma e o partido estreitando-se, como na poesia, num abraço insano, em horário nobre. O país deve ouvir, então, o maior panelaço-apitaço da história, numa espécie de avant-première dos protestos do dia 16 de agosto. Se o governo achava que, com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra as cordas, teria alguma folga, então é porque ignora a dinâmica da realidade. A prisão de José Dirceu, agora pela atuação no escândalo do petrolão, faz a crise atingir um novo patamar e, mais uma vez, a exemplo do mensalão, bate à porta de Lula. Nem tanto porque os dois fossem íntimos — o que, a bem da verdade, nunca foram —, mas porque ambos sempre ocuparam posições de mando, formais ou informais, na organização que lhes garante o poder: o PT. E há mais estragos à vista. Marlus Arns, o novo advogado constituído por Renato Duque, homem do partido na Petrobras, negocia os termos de sua delação premiada. Seus outros defensores, por discordarem do procedimento, abandonaram a causa. Tido habitualmente como homem de Dirceu na Petrobras, é evidente que todos reconhecem nessa qualificação de Duque só um modo de dizer. Dirceu não dispunha um exército privado na legenda. Os “seus homens” eram os “homens do PT”. Ainda que possa ter usado as posições de mando ou de influência para obter benefícios pessoais, todos reconheciam nele uma personagem a serviço de uma causa. E essa “causa”, obviamente, tinha um chefe: Luiz Inácio Lula da Silva. Imaginar que ele passará incólume também por essa avalanche desafia o bom senso. A fala de Roberto Podval, defensor de Dirceu, segundo quem seu cliente é um “bode expiatório”, pode traduzir um sentido muito específico, intencional ou não: o ex-minstro não deixa de ser oferecido como uma espécie de elemento ritual que purga todas as culpas do PT, inclusive as que não são suas (do próprio Dirceu) — ou, vá lá, não são exclusivamente suas. O ex-ministro não era o dono de um partido dentro do partido. Quem acredita nisso? Li em algum lugar que o juiz Sergio Moro estaria espantado com a abrangência do esquema criminoso. Quem conhece a forma com se organizou o PT e os seus valores não está, de modo nenhum, espantado. Já a ousadia e o desassombro, ancorados na certeza da impunidade, isso, sim, chama a atenção. Os dados da investigação que vêm à luz indicam que o processo do mensalão, embora ocupasse o noticiário com força avassaladora, não intimidou de nenhum modo a turma. Ao contrário: parece ter lhe excitado a imaginação para descobrir caminhos novos para a falcatrua. É evidente que a coisa toda assume uma perspectiva que chega a ser apavorante. A promiscuidade entre políticos, empreiteiros, lobistas e toda sorte de intermediários passou por uma devassa na Petrobras e talvez seja esmiuçada na Eletrobras, mas cabe a pergunta óbvia: há alguma razão objetiva para que as coisas tenham se dado de maneira diversa nas demais áreas do governo? A resposta é, obviamente, negativa. Se as personagens eram as mesmas, se os mesmos eram os métodos, e se também não variava a forma de ocupação dos cargos públicos, por que haveria de ser diferente? O PT constituiu um estado dentro do estado. O PT criou um governo dentro do governo. O PT governou um outro Brasil dentro do Brasil. O PT expropriou a população dos bens do seu país. O PT usou a democracia para tentar solapá-la. Nada escapou do governo paralelo. Milton Pascowitch, por exemplo, que fez delação premiada, afirmou à Justiça ter entregado na sede do PT, em São Paulo, R$ 10,532 milhões de propina em dinheiro vivo. Desse total, R$ 10 milhões seriam relativos a um contrato da Engevix com a Petrobras para construir cascos de oito plataformas do pré-sal. Os outros R$ 532 mil seriam parte da propina em razão do contrato da empreiteira com o governo para as obras de Belo Monte. Vejam que coisa: pré-sal, Belo Monte, refinarias da Petrobras… Eram os projetos nos quais se ancorava o discurso ufanista do lulo-petismo, que sempre teve, sabemos, uma gerentona, que acabou sendo vendida ao distinto púbico como a mãe dos brasileiros, a “Dilmãe”, não é assim? Os que imaginam que Dilma pode ficar por aí — como Marina Silva, por exemplo — vão indagar onde está a digital da presidente ordenando esta ou aquela falcatruas ou, ao menos, condescendendo com elas. Se Dilma ocupasse só uma função técnica no governo, talvez a gente pudesse se contentar com o escopo apenas penal de sua atuação. Mas ela é uma liderança política. Ocupa a Presidência da República e é, queira ou não, produto dessa máquina corrupta que tomou conta do estado. Eleita e reeleita, foi sua beneficiária direta, uma vez que a estrutura criminosa financiava também o processo eleitoral. Se Lula não tem para onde correr, Dilma tampouco tem onde se refugiar. Ocorre que, no momento, o país é, em parte, refém das prerrogativas que detém a mandatária. Por isso mesmo, ela tem de libertar o Brasil, ou o Brasil tem de se libertar dela. Presidente, é preciso saber reconhecer o momento: acabou! Por Reinaldo Azevedo

Após três dias de ganhos, dólar fecha em alta no maior valor em 12 anos, a R$ 3,4642


Após abrir em baixa, o dólar fechou, após três dias de ganhos, em alta novamente nesta terça-feira (04) e atingiu seu maior valor em 12 anos. A moeda terminou o dia a R$ 3,4642, com alta de 0,28%. Mais cedo, ela chegou a passar de R$ 3,48. No ano, o dólar acumula valorização de 30,30% sobre o real. Os mercados globais mostravam um tom mais ameno, já que as bolsas chinesas estavam começando a subir e as commodities estavam se recuperando. O mercado também repercute a expectativa de alta de juros nos Estados Unidos em setembro. Com os juros mais altos nos Estados Unidos, divulgados em julho pelo Fed (banco central norte-americano), os recursos aplicados em outros mercados, como o Brasil, podem se tornar mais atrativos.

Médio prazo

Folha de S. Paulo: Os petistas, depois da prisão de José Dirceu, avaliam que “não há perspectiva a médio prazo de reabilitação da imagem do partido”. Médio prazo? Os petistas, a médio prazo, vão estar todos na cadeia. (O Antagonista)

Lava Jato vai focar em Lula e Dilma

Caciques do PT, segundo a Folha de S. Paulo, acham que a Lava Jato “tentará voltar o foco das investigações – que estava dividido entre Executivo e Congresso – para as gestões de Dilma Rousseff e Lula”. Disse um dirigente do partido:“A tese agora é que o petrolão é uma continuação do mensalão, coordenado pelos governos do PT. É isso que vão sustentar no STF”.

A fila da cadeia

A Folha de S. Paulo informa também que “caciques do PT, alarmados com a nova prisão de José Dirceu, defendem a criação de um comando de crise que reúna governo, Instituto Lula e o partido”. O PT sabe que Lula está na fila da cadeia. Antes dele, porém, há Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e Aloizio Mercadante.

O PIB de Mercadante

Aloizio Mercadante, segundo a Folha de S. Paulo, ontem “repetiu o discurso de Dilma e responsabilizou a Lava Jato pela queda de um ponto percentual do PIB em 2015”. O Antagonista quer saber apenas quantos pontos percentuais a Lava Jato vai conseguir tirar da fortuna pessoal do próprio Aloizio Mercadante. Aguardem.

A nova leva de delações

Dilma Rousseff está com medo. De acordo com a Folha de S. Paulo, “integrantes do governo temem uma nova leva de delações”, depois da prisão de José Dirceu. O primeiro nome é Renato Duque. Os interlocutores do Palácio do Planalto acreditam também “que são grandes as chances de o irmão de Dirceu Luiz Eduardo de Oliveira e Silva e do assessor do petista, Bob Marques – ambos presos nesta segunda-feira, firmarem acordo de delação”. Mas pode piorar ainda mais. Os petistas palacianos “não descartam” a delação de Marcelo Odebrecht e do próprio José Dirceu.

House of Mother Joanne

O nível da diplomacia brasileira chegou no volume morto. A reportagem de Daniel Rittner, do Valor, sobre os 205 erros de tradução de um acordo comercial do Mercosul com 5 países africanos é de chorar. Por conta dos problemas de tradução, o bloco econômico - se é que podemos chamar assim - deixou de transacionar US$ 430 bilhões com os países da União Aduaneira da África Austral. É a diplomacia do top, top.


A Casa de Rio Branco virou "Casa da Mãe Joana".

Cunha e a tática do "não fui eu"

O UOL publicou uma reportagem sobre "o jantar anti-Dilma" oferecido por Eduardo Cunha a parlamentares, na segunda-feira. A informação mais relevante está perdida lá no meio. Se o TCU rejeitar as contas de Dilma Rousseff, Eduardo Cunha pretende abrir o processo de impeachment, "mas segundo participantes do encontro de segunda, ele teria anunciado um outro caminho. Ele rejeitaria o pedido de impeachment, mas a oposição recorreria ao plenário. Com isso, bastaria os votos da maioria dos presentes à sessão para reverter a decisão". É a tática do "não fui eu".

O reincidente

A Veja explica que, se for condenado por Sergio Moro, José Dirceu "será considerado detentor de maus antecedentes - porque recebeu propina antes da condenação do mensalão - e reincidente - porque voltou a praticar crimes depois de já penalizado. A eventual condenação do ex-ministro ainda o tira do status de réu primário, o que dificulta a progressão de regime e amplia prazos de prescrição".

O vôo de Ricardinho

Ricardo Fenelon Jr. é um cara de sorte. Advogado, 28 anos, casou-se recentemente com Marcela, filha do senador Eunício Oliveira, do PMDB, num festão que reuniu 1 200 pessoas em Fortaleza, inclusive Dilma Rousseff. Um mês depois, foi indicado para ser diretor da Agência Nacional de Aviação Civil. Amanhã, a Comissão de Infraestrutura do Senado vai examinar a indicação do moço. Suas credenciais aeronáuticas: ser genro de Eunício de Oliveira. A lei diz que, para ser diretor da Anac, é preciso ser uma pessoa com "elevado conceito no campo da aviação". Ricardo Fenelon Jr. trabalhou um pouquinho na procuradoria da agência, ajudando a achar malas extraviadas ou algo que o valha, e teve um blog chamado Hangar20. Também quase causou um grave acidente aéreo quando passou a localização errada de uma pista para o piloto de um aviãozinho que o transportava com Marcela, há quatro anos, segundo uma reportagem de Julia Duailibi. Vale ter muitas milhas acumuladas? O Antagonista tende a crer que não. É nisso que dá ter um governo como o de Dilma Rousseff: para tentar se segurar, indica genro de aliado, filho de aliado e papagaio de aliado (papagaio pelo menos tem asas) até para cargos que não deveriam ser sinecuras. Ricardo Fenelon Jr. é um cara de sorte, porque nós temos um baita azar de ter aterrissado aqui.


Ricardinho, indicado para ser diretor da Anac, e as mulheres da sua vida

Defensoria Pública gaúcha, no mundo da lua, esquizofrênica, aumenta o valor das suas diárias em 24%


A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, um órgão que pertence ao Poder Executivo, e tem uma discutível independência financeira e administrativa, resolveu dar uma bofetada na cara dos gaúchos com sua indiferença esquizofrênica ao estado crítico das finanças públicas, quando os salários de julho nem foram pagos na integralidade aos funcionários públicos. Os defensores públicos, como alienados totais, atribuíram-se um aumento de 24% no valor de suas diárias. Isso acontece um dia após a Defensoria Pública ter participado de reunião de chefes de Poderes com o governador José Ivo Sartori. Aliás, já foi completamente equivocado que a Defensoria Pública tenha sido chamada para essa reunião. O Tesouro do Estado é que precisa enquadrar a Defensoria Pública, como órgão do Poder Executivo, e limitar os seus gatos. Parece que os defensores públicos decidiram deliberadamente agredir a consciência cívica da sociedade gaúcha. Com toda a certeza, os defensores públicos do Estado do Rio Grande do Sul vivem no mundo da lua, e continuam achando que o Tesouro público é uma teta inesgotável. A diária de um defensor público, que antes era de R$ 226,05, agora será de R$ 280,03. O aumento é de 24%. O valor se refere a deslocamentos dentro do Estado. Conforme o texto publicado, a diária será paga aos defensores públicos “que se afastarem temporariamente de suas sedes de trabalho, em razão do exercício de serviço ou frequência a curso de interesse da Administração”, para cobrir despesas com alimentação e hospedagem. Quer dizer, eles fazem cursos de mestrados e doutorados, para se dotar das exigências para dar aulas em faculdades de Direito, e o contribuinte é que paga por isso. No caso de deslocamentos interestaduais, o valor da diária a ser concedida aos defensores públicos é de R$ 904,20. E isso vale também para cursos de mestrado e doutorados em universidades fora do Rio Grande do Sul. É escandaloso e absolutamente desnecessário um tipo de gasto dessa ordem. Se o sujeito quer se qualificar para dar aulas em faculdades que vá gastar do próprio bolso. Para servidores comuns da Defensoria Pública, a diária que era de R$ 127,35 passou para R$ 157,76 – em casos de deslocamentos dentro do Estado. 

Não adianta plantar que ele (Eduardo Cunha) está isolado

Logo depois que Eduardo Cunha rompeu com o governo, pipocaram notícias de que ele estaria isolado, dentro e fora do PMDB... Como é que um político isolado, um pária, pode continuar a agir com tanta liberdade, com tanto destemor? O presidente da Câmara não só trama o impeachment, como tirou o PT da presidência e da relatoria das CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão -- aliás, autorizadas pelo próprio Eduardo Cunha, depois da ruptura com o governo. "Só faltava essa", disse ao Estadão o líder do governo na Câmara, José Guimarães, quando soube que o PT ficaria fora do comando das CPIs. A verdade, José Guimarães, é que ainda falta muita coisa. Não serão notícias plantadas lá e acolá que impedirão a vingança de Eduardo Cunha.