quarta-feira, 22 de julho de 2015

Hillary Clinton tem desvantagem diante de republicanos em três estados-chave


A ex-secretária de Estado Hillary Clinton, favorita na corrida pela indicação democrata para as eleições presidenciais de 2016, perderia em três estados importantes se a votação ocorresse agora, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira. A pesquisa da Universidade de Quinnipiac, em Connecticut, revela que Hillary está em desvantagem perante três dos principais aspirantes presidenciais republicanos nos estados do Colorado, Iowa e Virgínia, chave para chegar à Casa Branca por ser dos poucos que podem mudar de lado. Hillary perderia nesses três estados contra o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, o governador de Wisconsin, Scott Walker, e o senador pela Flórida, Marco Rubio, três dos favoritos para a indicação presidencial do Partido Republicano. No estado do Colorado, 36% votariam em Hillary, contra 41% de Bush; enquanto a ex-secretária de Estado obteria 38% se enfrentasse Walker e Rubio, que venceriam com 47% e 46%, respectivamente. Porcentagens muito similares ocorreriam no estado de Iowa, onde Walker obteve os maiores apoios dos pesquisadores, algo que coincide com outras enquetes que dão ao governador de Wisconsin vantagem nos estados do Meio-Oeste frente a outros rivais de partido. A menor desvantagem aparece no estado da Virgínia. Os índices de popularidade de Hillary nesses três estados não são muito bons, com 56% de opiniões desfavoráveis, frente a 36% de favoráveis no Colorado; 56% contra e 33% a favor, em Iowa, além de 50% contra e 41% a favor na Virgínia. Virgínia, Iowa e Colorado, além da Flórida e de Ohio, são alguns dos estados onde a disputa eleitoral é mais acirrada e podem definir a corrida presidencial. A seu favor, Hillary conta com menor concorrência para as primárias do partido comparado com os republicanos, onde 16 aspirantes disputam a indicação. Além disso, conta com boas perspectivas de arrecadação de fundos. A pesquisa de Quinnipiac foi realizada entre 9 e 20 de julho com cerca de 1,2 mil eleitores em cada um dos estados, com uma margem de erro de 2,8%.

Marcelo Odebrecht envolve Mercadante e Gabrielli em tráfico de influência na Petrobras


Análise da Polícia Federal de troca de e-mails entre o presidente da Construtora Norberto Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, e executivos do grupo indicam suposta tentativa da maior empreiteira do País de apresentar propostas com preços majorados em contratos de navios-sondas para a Petrobrás. As mensagens citam os nomes do ministro-chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante (PT-SP) e do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli como contatos políticos da empreiteira alvo da Operação Lava Jato nas negociações.Na ocasião da troca de e-mails de Odebrecht, em 2011, Mercadante ocupava o cargo de ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Foram identificadas, por parte do Grupo Odebrecht, especialmente do executivo Marcelo Odebrecht, ações com o objetivo de exercer influência política para obtenção de êxito na celebração de novos contratos com a Petrobrás”, conclui o Laudo 1476/2015, subscrito por três peritos criminais federais do Setor Técnico Científico da Polícia Federal. Em e-mail de 7 de janeiro de 2011, às 8h57, Marcelo Odebrecht escreveu. “Quanto a Petrobrás precisamos saber quem é que decide este assunto, e a estratégia para influencia-lo. No que tange a influenciar temos varios caminhos (mais ou menos eficazes), mas precisamos ter cuidado com a reação de Estrela (Guilherme Estrela, ex-diretor da Petrobrás) e equipe a esta pressão pois uma coisa é influenciar na construcao de uma solução desde o inicio, outra é pressão para reverter uma decisão tomada. “Junto ao Estrela vejo importante a conversa de vocês (importante saber tb feedback conversa Mercadante – me acionem se não conseguir obter do Luiz Elias). Posso tambem pedir a Mercadante um reforco”, afirmou Odebrecht na mensagem. “Por fim tem o proprio Gabrielli como ultima tentativa, que poderia fazer. Ele não gosta da gente (Suzano, Quattor, sondas), mas a tese é boa e talvez quem sabe?” O laudo tem 19 páginas. Assinam o documento os peritos criminais federais João José de Castro Vallim, André Fernandes Brito e Audrey Jones de Souza. O documento, anexado aos autos da Lava Jato, analisa material apreendido na 14ª fase da Operação Lava Jato – batizada de Erga Omnes, de 19 de junho – em poder de dois de seus alvos, o empresário Marcelo Odebrecht e o executivo Roberto Prisco Ramos. 
Delatores da Lava Jato afirmaram que os contratos envolveram propina de 1% destinada ao esquema de corrupção na estatal, via PT. O Estaleiro Enseada Paraguaçu (EEP), do Grupo Odebrecht, foi um dos contratados. “A partir desse material identificou-se elementos que demonstram a tentativa da Odebrecht em apresentar propostas comerciais com preços majorados, relativas a contratos para prestação de serviços de operação de sondas, em prejuízo da Petrobras”, atesta o laudo da Polícia Federal. 

Recorde eólico

Parque de geração eólica
Parque de geração eólica
Na segunda-feira, foi batido o novo recorde de geração eólica no Brasil. Uma rara boa notícia em meio ao caos. Um total de 2.989 MW médios. Algo como 5% do total da energia gerada no país anteontem ou o suficiente para abastecer dez milhões de residências. Por Lauro Jardim

Mais uma contra Janot

Janot: atacado de novo
Janot: atacado de novo
Os adversários de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República têm espalhado mais uma para miná-lo. Em conversa outro dia com procuradores da República, em plena campanha, Janot foi perguntado por um deles se pretendia abrir inquérito contra Edinho Silva. Janot devolveu a pergunta, acrescentando: - Quais elementos existem contra o ministro? O interlocutor respondeu que a delação de Ricardo Pessoa poderia ser a justificativa para pelo menos se começar uma investigação. Janot respondeu que a delação é sigilosa e o papo morreu aí. A turma anti-Janot tem espalhado entre os eleitores do Ministério Público Federal que seria um indício de que Janot está protegendo o Palácio do Planalto na Lava-Jato. Por Lauro Jardim

Moro vai a São Paulo

Moro
Moro: até flores ele já recebeu
Já acostumado a aplausos, flashes e selfies em restaurantes, aeroportos e afins, Sergio Morodeve ter mais uma passagem de popstar por São Paulo. O juiz federal é o convidado da Academia Paulista de Direito Criminal para uma palestra no dia 29 de agosto. Alguns dos membros mais empolgados da Academia já pensam em camisetas comemorativas à visita de Moro. A primeira ideia para a estampa é “A Justiça é Sergio Moro”. Por Lauro Jardim

8ª Turma do TRF4 encerra processo que pedia habeas corpus preventivo a José Dirceu, e com negativa


A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou hoje (22/7), por unanimidade, o agravo regimental em habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de José Dirceu no dia 8 deste mês. O juiz federal Nivaldo Brunoni, que responde pela Operação Lava Jato durante as férias do desembargador João Pedro Gebran Neto, havia negado a análise do HC preventivo por entender que este não se justificava e negou seguimento ao processo. A defesa impetrou então pedido de reconsideração da decisão a Brunoni, que foi indeferido, gerando a possibilidade da interposição de agravo regimental. O agravo regimental tem por objetivo levar a negativa de seguimento do HC a uma nova análise, dessa vez pelo colegiado da 8ª Turma, formada por Brunoni, pelo desembargador federal Leandro Paulsen e pelo juiz convocado Rony Ferreira, que substitui o desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus, que está em férias. O habeas corpus preventivo foi ajuizado dia 2 de julho no TRF4 pela defesa de José Dirceu. O objetivo alegado era evitar a possível ordem prisão preventiva de José Dirceu pelo juiz federal Sérgio Moro. Os advogados alegavam que José Dirceu estava em risco devido à delação premiada de Milton Pascowitch nos autos da Operação Lava Jato, que citava o ex-ministro. Brunoni entendeu que o HC não se justificava e negou seguimento ao processo. A defesa pediu reconsideração e, diante da negativa, interpôs agravo regimental, que permite uma reavaliação pela 8ª Turma. O Agravo regimental foi levado para julgamento hoje e negado, por unanimidade. Dessa forma, está encerrado o processo. O processo é o HC 5024556-07.2015.404.0000/TRF. José Dirceu já é um prisioneiro, está cumprindo em regime domiciliar, condenado no processo do Mensalão do PT. O Supremo é o executor da sua prisão. Com nova prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, ele perderia a sua condição de cumprimento de pena em casa. Teria que ser recolhido novamente à cadeia, desta vez na Pousada Moro, em Curitiba.  

LEWANDOWSKI NEGA LIBERDADE A RENATO DUQUE, O DIRETOR MAIS PETISTA DA PETROBRÁS

O ministro Ricardo Lewandowski negou uma liminar que pedia a liberdade de Renato Duque, o diretor mais petista da Petrobrás. O presidente do STF encaminhou o processo a Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, para que ele decida sobre o mérito do pedido.

BOMBA - BOMBA - DO SITE PORTUGUÊS http://ionline.pt/ - PROPINA PARA O PETISTA RENATO DUQUE FOI PAGA PELO BANCO BANIFF, DE PORTUGAL, EM MONACO

Renato Duque  foi o destinatário das verbas que  saíram do Banif rumo ao Mónaco

Lava Jato. Conta no Banif pagou luvas a 

director da Petrobras

Leia o que está no site português ionline.pt - O dinheiro que o ex-director da Petrobras Renato de Sousa Duque recebeu em troca dos negócios facilitados pela petrolífera estatal saiu do Banif. Na carta rogatória enviada esta semana às autoridades portuguesas, o Ministério Público brasileiro pediu ajuda para chegar à documentação da conta que alimentou a participação de Duque no esquema da Operação Lava Jato e para que a conta seja arrestada e as verbas que ainda detenha sejam remetidas de volta ao Brasil. De acordo com um despacho do juiz federal Sérgio Moro, do estado do Paraná, onde está centralizada a investigação da Operação Lava Jato, as contas de Duque no Banco Julius Baer, no Mónaco, apresentavam em Março um saldo de mais de 20 milhões de euros. Esse dinheiro – entretanto bloqueado pelas autoridades monegascas – chegou ao banco do paraíso fiscal através de transferências que Duque fez a partir de contas suas na Suíça. Mas a investigação do Ministério Público (MP) do Paraná encontrou outra origem para o pagamento de luvas. Traçando o percurso inverso das verbas, as autoridades brasileiras chegaram ao Banif. Foi de uma conta do Banco Internacional do Funchal que saíram avultadas quantias com destino ao Mónaco. Em Portugal essa conta de origem é detida pela Kinsgtall Finantial Inc. No destino as contas eram detidas pela Milzart Overseas Holding Inc. – de que controlo final pertencia a Renato Duque. Tido como elo de ligação entre a Petrobras e o PT, partido no centro do esquema de corrupção, Duque é uma figura-chave da investigação. A Procuradoria-Geral da República confirmou ter recebido das autoridades brasileiras um “pedido de cooperação judiciária internacional, através de carta rogatória”. O pedido, no “âmbito da Operação Lava Jato”, foi entregue ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal. O i sabe que essa solicitação de apoio judiciário tem dois objectivos. Por um lado, as autoridades brasileiras pretendem “obter documentação” da conta do Banif de que partiu o dinheiro para pagar a Renato Duque. Por outro, o MP pretende bloquear o acesso à conta no Banif e repatriar as verbas ainda ali depositadas.  Recorde-se que o ex-director de Serviços da petrolífera estatal foi detido em Março. Para essa detenção contribuiu a informação que as autoridades do Mónaco partilharam com o Brasil, nomeadamente o facto de Duque ter tentado esconder o dinheiro recebido através de luvas em contas nos Estados Unidos e Hong Kong, em 2014. Sobre as verbas no Banif, fonte ligada ao processo avançou ao i que “há indícios suficientes de que os valores constituem luvas pagas em razão do exercício da função de Renato Duque, quando ocupava o cargo de director” na Petrobras. A mesma fonte refere que esse valor “é proveniente de crimes de organização criminosa, corrupção activa e passiva, fraude à licitação, formação de cartel e lavagem de dinheiro”. Enquanto responsável de uma área central de negócios na petrolífera, Duque era parte interessada no esquema montado por nove construtoras brasileiras. Em conjunto, estas acertavam a distribuição de contratos com a Petrobras e o preço de adjudicação de cada uma das obras. Em Junho o Banif já tinha sido notícia. Allan Simões Toledo, director executivo das áreas comercial e de investimento em São Paulo, foi detido no âmbito de outra operação, por suspeita de estar envolvido num esquema de evasão fiscal e lavagem de dinheiro. O i tentou obter uma posição do banco, mas a resposta não chegou em tempo útil". Em Portugal, "propina" é chamada de "luvas". 

Dilma veta, e está certo, o reajuste do Judiciário. Ou: Mais um desatino fruto da incompetência política

Olhem a situação das contas públicas. A presidente Dilma Rousseff fez a única c coisa sensata — e já me manifestei aqui a respeito — que lhe cabia: vetar o reajuste do Poder Judiciário aprovado pelo Congresso Nacional. Se o veto vai cair ou não, bem, isso não sei, em período de notável desarranjo político. Aprovou-se um reajuste médio de 59,5% para a categoria nos próximos quatro anos, podendo chegar, em certos casos, a 78,6%. Segundo o Ministério do Planejamento, trata-se de uma bomba de R$ 25,7 bilhões até 2018. O governo argumenta, e nã0 vejo por que mentiria a respeito (não fiz as contas), que o gasto médio por funcionário do Judiciário é de R$ 15,1 mil por mês, o maior dos Três Poderes. A presidente vetou o reajuste com base no Inciso XII do Artigo 37 da Constituição — “XII – os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;” — e em dois Incisos, o I e o II, do Parágrafo 1º do Artigo 169, que estabelece que a concessão de reajustes só pode ser feita:
I – se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; 
II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
Muito bem: o aumento aprovado pelo Congresso para o Poder Judiciário — e logo virá o do Ministério Público — agridem frontalmente esses três dispositivos constitucionais. “Ah, você não acha que os servidores do Judiciário merecem ganhar mais?” Olhem aqui, meus caros: acho que todo mundo merece ganhar mais, inclusive eu. Mas é preciso ver se existem as condições objetivas para isso. Eu não sei se notaram: o País não está quebrado, mas o governo está. Vale dizer: como ente, o Brasil tem recursos para arcar com suas obrigações internacionais, mas a conta no Orçamento doméstico está no vermelho, foi pro vinagre. Houvesse recursos para conceder um reajuste desse tamanho, realmente não sei se seria o caso de conceder. Seria preciso examinar as razões. Ocorre que o dinheiro não existe — e um dinheiro que, quando há, não pertence ao governo, mas ao conjunto dos cidadãos. Aliás, o reajuste só foi aprovado porque a base política da presidente Dilma é uma bagunça e porque falta tudo por ali, de liderança política a competência técnica. Por Reinaldo Azevedo

Elementos muito fortes

Rodrigo Janot, em parecer enviado ao STF, disse que há "elementos muito fortes" para investigar Eduardo Cunha, acusado de ter recebido 5 milhões de dólares em propinas da Suíça. Desde ontem, com a revelação de que a campanha presidencial de 2014 foi financiada com dinheiro sujo da Odebrecht, depositado na Suíça, há elementos igualmente fortes para investigar Dilma Rousseff. Rodrigo Janot pode escolher o caminho certo, abrindo um inquérito contra a petista, ou o caminho errado, garantindo para si a recondução ao cargo de procurador-Geral da República.

Lula, Sócrates e comissões de 200 milhões de euros

A imprensa portuguesa não perde o foco. Depois que a Lava Jato pediu ajuda às autoridades de Portugal para investigar as ligações entre Lula e José Sócrates, o ex-primeiro-ministro que está em prisão preventiva desde novembro do ano passado (sem colocar em risco o Estado de Direito), os jornais de lá vêm dando com destaque os detalhes do pedido e os seus desdobramentos. O Correio da Manhã, de Lisboa, abriu hoje a seguinte manchete: "Justiça procura comissões do Brasil". A reportagem diz que o veto de José Sócrates à venda da participação da Portugal Telecom na Vivo à espanhola Telefônica inflacionou o preço em 1 bilhão de euros e "ditou, em troca, a entrada da Portugal Telecom na brasileira Oi". A suspeita é que tudo foi combinado entre o ex-primeiro-ministro português e Lula, para garantir "comissões" polpudas a políticos e apaniguados dos dois lados do Atlântico. O valor total das comissões é avaliado pelos procuradores da Lava Jato em cerca de 200 milhões de euros. As autoridades portuguesas vão esmiuçar os dados bancários de Carlos Santos Silva, laranja de José Sócrates, para verificar quando foi parar no bolso de José Sócrates. Todas as informações fornecidas pelo Brasil darão origem a inquéritos autônomos ou poderão ser anexadas ao "Processo Marquês", que colocou o ex-primeiro-ministro português em prisão preventiva. Portugal redescobriu o Brasil.


Aí o português disse para o brasileiro...

Atitude de 67,7 milhões de reais

O Estadão noticia que a Lava Jato descobriu que a Gráfica Atitude, usada por João Vaccari Neto para lavar dinheiro do petrolão e outras milongas mais, movimentou 67,7 milhões de reais entre junho de 2010 e abril de 2015. O Antagonista volta a alertar os procuradores da Lava Jato que, ao contrário do que parece, a Gráfica Atitude não é ligada ao Sindicato dos Bancários de São Paulo coisíssima nenhuma. Isso é fachada. A Gráfica Atitude é PT. Tanto que a sua sede, como constatamos meses atrás, é na Rua da Abolição, 293, o mesmo endereço do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores.


O verdadeiro logotipo da Gráfica Atitude

Levy, o oncologista patético

Joaquim Levy fala na televisão como o oncologista que dá esperança a paciente terminal. Depois de anunciar a redução da meta de superávit primário e um corte pífio no orçamento, ele disse que não aumentará impostos em 2015 e que o desemprego está diminuindo. Em janeiro, o governo aumentou a carga tributária para arrecadar mais 20,6 bilhões de reais e o Brasil fechou 112 000 postos de trabalho apenas em junho. A carga tributária só não cresce mais porque o país está em recessão; a tendência do desemprego é de alta. Joaquim Levy não é apenas mentiroso. Ele é patético. (O Antagonista)

Dá um tempo, Moro?

Os advogados de Marcelo Odebrecht pediram mais tempo para explicar as anotações do cliente. O juiz Sergio Moro queria receber os esclarecimentos até quinta-feira. Segundo os advogados, não dá para explicá-las sem conversar com o presidente da empreiteira, a "única pessoa que pode interpretar as anotações". E inventar histórias também.

STF PROÍBE MORO DE JULGAR AÇÃO EM QUE CUNHA FOI CITADO ANTES DE EXPLICAÇÕES


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF ), Ricardo Lewandowski, determinou nesta quarta-feira que o juiz Sergio Moro não pode julgar o processo sobre supostas irregularidades na contratação de navios-sonda pela Petrobras antes de prestar esclarecimentos ao tribunal sobre questionamentos do caso. Lewandowski deu prazo de até dez dias para que Moro preste informações sobre reclamação feita pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre sua conduta na ação penal. O ministro fixou que isso terá de ser feito de forma eletrônica pelo juiz - que é responsável pela investigações no Paraná do esquema de corrupção da Petrobras - a fim de agilizar o envio. Foi neste processo que o lobista Júlio Camargo citou propina de US$ 5 milhões a Eduardo Cunha. A decisão do presidente do Supremo foi tomada um dia depois de ter sido procurado por Eduardo Cunha pessoalmente em seu gabinete. A defesa do deputado argumentou que se fosse esperar o envio físico das explicações, a ação no Paraná poderia ter andamentos antes que o Supremo tratasse das reclamações do deputado contra o juiz.

ADVOGADA BEATRIZ CATTA PRETA RENUNCIA A TODOS OS SEUS CLIENTES DELATORES E ESTÁ ABANDONANDO O BRASIL. O QUE ESTÁ ACONTECENDO?


A advogada Beatriz Catta Pretta, que negociou os principais acordos de delação premiada na Operação Lava Jato, está se desligando de todas as ações relacionadas à causa. Criminalistas que atuam na defesa de réus que foram clientes da advogada confirmaram que ela decidiu se desligar de todos os casos que conduzia para se mudar de País. Um dos locais apontados seria Miami (EUA), onde ela tem um escritório desde o ano passado. Ou seja, Beatriz Catta Pretta parece que também está renunciando ao Brasil. Na segunda-feira (20), ela apresentou à Justiça Federal petições informando seu desligamento das defesas do ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, e do ex-executivo da Toyo Setal, Augusto de Mendonça Neto. Beatriz Catta Pretta também se desligou da defesa de clientes que não estão sendo investigados pela Operação Lava Jato, como o empresário Lúcio Funaro. "Ela enviou um e-mail pedindo que eu indicasse outro profissional no prazo de dez dias para substituí-la nos processos em que era minha procuradora", afirma Funaro, que era cliente da advogada há quase dez anos. A mensagem foi enviada na segunda-feira, de acordo com o empresário. Há duas semanas, a CPI da Petrobras aprovou a convocação de Catta Pretta para dar explicações sobre como seus clientes estão custeando suas respectivas defesas. Nos bastidores, a manobra foi citada como uma retaliação ao fato de ela ter obtido no Supremo Tribunal Federal o cancelamento das acareações da CPI com Barusco. Dois dias depois, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) enviou um ofício à CPI da Petrobras para tentar reverter a convocação. Além de Barusco, a advogada foi responsável por representar o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, as filhas dele, Ariana Azevedo Costa Bachmann e Shanni Azevedo Costa Bachmann, os genros Humberto Sampaio de Mesquita e Marcio Lewkowicz, o lobista Julio Camargo e o executivo da Toyo Setal, Augusto Mendonça Neto. Na sexta-feira (17), Julio Camargo oficializou como seu novo defensor o advogado Antônio Figueiredo Basto, que também é responsável pela defesa do doleiro Alberto Youssef, igualmente delator na Lava Jato. A mudança ocorreu depois da audiência em que disse ao juiz Sergio Moro ter pago US$ 5 milhões em propina ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Julio nos procurou depois da audiência e acertamos. Não vou comentar a saída da doutora Beatriz Catta Pretta. Foi escolha dele", afirmou Figueiredo Basto na ocasião.
 

POLÍCIA FEDERAL APONTA QUE GRÁFICA LIGADA AO PT GIROU R$ 67 MILHÕES EM 5 ANOS

Presidente da maior empreiteira do Pais, que se encontra preso na carceragem da Policia Federal em Curitiba, Marcelo Odebrecht ofereceu um jantar em sua residência, em 2012, a pedido do ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), que para a Policia Federal pode marcar o envolvimento no esquema do “Petrolão do PT” da Editora Gráfica Atitude, controlada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e usada para captar propinas para o PT. Desse jantar, com a presença de empresários e banqueiros, participaram também dois sindicalistas, administradores da gráfica Atitude: Juvandia Morandia Leite, presidente do Sindicato dos Bancários, e Sérgio Aparecido Nobre, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que foi presidido por Lula nos anos 70 e que desde então é liderado por seus aliados ligados ao PT. Relatório de Inteligência Financeira da Operação Lava Jato, que dá embasamento ao pedido da Polícia Federal para o indiciamento do empresário Marcelo Odebrecht, mostra que a Editora Gráfica Atitude movimentou R$ 67,7 milhões entre junho de 2010 e abril de 2015.

RECESSÃO ECONÔMICA DA PETISTA DILMA ROUSSEFF JÁ DEMITIU 18 MIL BRASILEIROS COM CURSO SUPERIOR EM JUNHO

A recessão econômica produzida pelo desastroso governo da petista Dilma Rousseff levou o Brasil a fechar 18,2 mil postos de trabalho ocupados por profissionais de nível superior em junho. Foi o segundo mês seguido em que houve mais demissões do que contratações de trabalhadores com diploma universitário. Os dados, relativos ao emprego com carteira assinada, são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e não incluem declarações enviadas pelas empresas fora do prazo legal. De cinco grandes setores da economia, apenas a agropecuária registrou saldo positivo para o emprego de nível superior – e ainda assim a diferença entre admissões e desligamentos foi pequena, de 61 vagas. O setor de serviço liderou as dispensas, com corte de 11 mil trabalhadores, seguido por comércio (-3,2 mil), indústria (-2,8 mil) e construção civil (-1,3 mil). No acumulado do primeiro semestre, quem lidera as demissões é a indústria, com fechamento de 8,8 mil vagas em todo o País. A construção civil dispensou 6,6 mil trabalhadores com diploma universitário e o comércio, pouco mais de 900. Apesar da baixa de junho, o setor de serviços ainda acumula a geração de 60 mil empregos de nível superior neste ano. A agropecuária, por sua vez, preencheu 470 vagas.

Suíça abre inquérito contra a Odebrecht

O Ministério Público da Suíça anuncia que abriu investigações sobre as suspeitas de corrupção envolvendo a Odebrecht. Em um comunicado emitido nesta quarta-feira, 22, os procuradores suíços indicaram que a decisão ocorre diante dos indícios de pagamentos encontrados entre a construtora brasileira e a Petrobrás, que já estava sob investigação. “Subsidiárias da Odebrecht são suspeitas de usar contas suíças para fazer o pagamento de propinas para ex-executivos da Petrobrás”, indicou o Ministério Público suíço, em um comunicado. Segundo a procuradoria, esses ex-executivos também mantinham contas na Suíça.  No total, a Suíça já havia congelado US$ 400 milhões (R$ 1,3 bilhão) e identificou mais de 300 contas relacionadas com o escândalo de corrupção da Petrobrás, numa das maiores iniciativas já tomadas na história do país contra dinheiro suspeito. Berna já devolveu US$ 120 milhões (R$ 390 milhões) ao Brasil e alerta que um total de mais de 30 bancos suíços foram usados por ex-executivos da Petrobrás e fornecedores para pagar e receber as propinas. Cerca de mil transações bancárias estão ligadas a esses desvios, o que obrigou o Ministério Público suíço a abrir nove investigações penais por lavagem de dinheiro em relação à estatal brasileira. A meta é a descobrir a origem dos recursos bloqueados e as empresas que pagaram a propina. Entre as suspeitas está a Odebrecht, que passou a ser investigada no caso.

UNIÃO SE PREPARA PARA COLOCAR EMPRESAS PÚBLICAS NA BOLSA

Atrás de recursos, o governo da petista Dilma Rousseff deve agilizar até o fim do ano a venda de parte de ativos de empresas públicas como a Caixa Seguridade, Instituto de Resseguros do Brasil (IRB Brasil) e Infraero. A expectativa da União é que a abertura de capital contribua com o cumprimento da meta de superávit primário de R$ 55,3 bilhões para este ano. Roberto Piscitelli, professor de finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB), não considera que a abertura de capital das empresas deve salvar o ajuste fiscal e equilibrar as contas. “Devido às dificuldades atuais, fazer isso é também uma forma de fazer um agrado ao setor privado. Na época do FHC tinha essa história que era preciso vender as estatais para ter recursos para aplicar nas funções básicas do Estado. Isso na verdade se mostrou uma balela”, diz.

ESTADOS UNIDOS MONITORAM OBRAS DA ODEBRECHT NO EXTERIOR E APONTAM SINAIS DE CORRUPÇÃO

A diplomacia americana monitorou os negócios da empreiteira brasileira Odebrecht no Exterior e apontou para suspeitas de corrupção em obras espalhadas pelo mundo na segunda gestão do ex-presidente Lula X9 (2007-2010). Ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Junior, em seu livro "Assassinato de Reputações". Telegramas confidenciais do Departamento de Estado americano revelados pelo grupo WikiLeaks relatam ações da empresa brasileira e suas relações com governantes estrangeiros. Lula é citado em iniciativas para defender os interesses da Odebrecht no Exterior. Em 21 de outubro de 2008, a embaixada americana em Quito descreve a pressão imposta sobre as empresas brasileiras pelo presidente daquele ditado do país, Rafael Correa. O governo equatoriano ameaçava expulsar Odebrecht e Petrobras, alegando descumprimento de contratos. A embaixada americana em Quito, porém, alerta ao Departamento de Estado dos Estados Unidos que o motivo da pressão seria outro: corrupção. "Alfredo Vera, chefe da Secretaria Anticorrupção do Equador, levantou questões sobre os preços e financiamento dos contratos da Odebrecht", indicou o telegrama. "Apesar de não termos informações de bastidores no projeto San Francisco (usina), o posto ouviu alegações com credibilidade de corrupção envolvendo o projeto de irrigação da Odebrecht em Manabi de um ex-ministro de Finanças que se recusou a assinar os documentos do projeto diante de suas preocupações sobre a corrupção", afirmaram os Estados Unidos.

Governo da petista Dilma cria programa que facilita quitação de débitos tributários

O governo federal enviou ao Congresso a Medida Provisória 685, que cria o Programa de Redução de Litígios Tributários (Prorelit). O programa permite a utilização de créditos próprios de prejuízos fiscais, no caso de débitos vencidos até 30 de junho deste ano e em discussão administrativa ou judicial, para quem desistir da disputa (contencioso). De acordo com a Receita Federal, as regras estabelecem que no mínimo 43% do valor total do débito seja pago em espécie até o último dia útil do mês da opção. O restante poderá ser quitado com a utilização dos créditos. As empresas interessadas em aderir ao Prorelit deverão apresentar a solicitação até 30 de setembro de 2015. Conforme o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, os créditos tributários deverão ser recolhidos com todos os acréscimos, incluindo multas e juros. Ele estima que cerca de 29 mil empresas se enquadrem nas condições do programa, totalizando em torno de R$ 860 bilhões em passivo tributário. Sobre quanto será possível arrecadar com a medida, o secretário preferiu não falar em valores. “É por adesão, então nós não temos como estimar esse valor (...). É uma especulação que nós, Receita Federal, não podemos fazer”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é reduzir litígios, dando mais agilidade às cobranças. O programa institui ainda a obrigação de informar à administração tributária federal as operações e atos ou negócios jurídicos que acarretem supressão redução ou diferimento de tributo.

SENADOR RONALDO CAIADO DEFENDE FIM DO RECESSO PARA DISCUTIR A CRISE

O senador Ronaldo Caiado defendeu na noite desta terça-feira a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional e o fim de recesso parlamentar, tudo para que deputados e senadores busquem uma saída imediata para a crise política. No seu Twitter, o senador do DEM avisou que "diante do quadro de ingovernabilidade", a saída é a imediata convocação de novas eleições. Se nada disto acontecer, Ronaldo Caiado prega movimento nacional de desobediência civil. Leia o que escreveu Caiado: "1. Diante de um quadro de ingovernabilidade, só tem uma saída: convocar novas eleições ou dar início ao um processo de desobediência civil"; "2. A gravidade da situação exige que os líderes do Congresso antecipem suas atividades para discutirmos esse momento delicado".

POLÍCIA FEDERAL TEME ATENTADOS CONTRA PRESOS DO LAVA JATO. ATIRADORES DE ELITE PROTEGEM ESCOLTAS EM CURITIBA


Agentes da Polícia Federal que acompanham o dono da UTC, Ricardo Pessoa, tiveram que utilizar um veículo blindado para transportar o delator para uma audiência com o juiz Sergio Moro, além de protegê-lo com atiradores de elite. Policiais federais que atuam na operação Lava Jato, cujo centro das investigações é em Curitiba, tiveram que alterar o roteiro previamente definido para a escolta de um dos detidos para evitar a possibilidade de um atentado. A Polícia Federal não divulga a identificação do preso que estava sob escolta e nem os detalhes da ameaça, detectada durante o trajeto do comboio. A revelação deste episódio e de outros detalhes de bastidores sobre a operação ocorreu na manhã desta terça-feira (21) durante uma palestra direcionada a jornalistas na sede da superintendência da Policia Federal em Curitiba. Policiais do Núcleo de Operações da Polícia Federal explicaram detalhes da atuação do setor - responsável pela escolta de presos, controle de distúrbios civis e segurança de autoridades. O policial Celso Secolo, um dos palestrantes, contou que os deslocamentos com os detidos na operação são definidos com roteiros múltiplos. Somente no momento da partida do comboio e que é anunciado o trajeto que será percorrido. Em alguns casos, parte do trajeto é acompanhada por "snipers" (atiradores de elite) posicionados em edifícios ao longo da rota. Todas as precauções visam resguardar a segurança da pessoa que está sendo transportada e a complexidade do aparato de segurança é analisada com base nas informações do perfil da pessoa detida. "Em alguns casos, no âmbito desta operação Laja Jato a escolta e realizada para verdadeiros 'arquivos vivos' e a nossa responsabilidade e a preservação da integridade desta pessoa", disse Newton Ishi, chefe do Núcleo de Operações da Polícia Federal em Curitiba. Citando outro exemplo de alteração de um plano de deslocamento, Secolo revelou que a Polícia Federal teve que utilizar um veículo blindado para transportar o delator Ricardo Pessoa, dono da UTC, para uma audiência com o juiz Sergio Moro. "A imprensa divulgava relatos que ele entregaria várias pessoas importantes. Detectamos correspondências com ameaças a ele (Pessoa). Neste caso, preferimos o uso de veículos blindados e o reforço na escolta". Ricardo Pessoa afirmou, em delação premiada, que repassou R$ 3,6 milhões de caixa dois para o ex-tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi, e para o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, entre 2010 e 2014. Ele também citou políticos de partidos como PTB, PP e PSDB em seu depoimento. Além de demonstrar o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Operações, a palestra com os jornalistas teve o objetivo de discutir limites físicos para a atuação, principalmente de cinegrafistas e fotógrafos que, em busca da melhor imagem, acabam entrando em áreas consideradas de risco. "Quando realizamos a escolta, seguimos um mantra: o comboio não pára nunca. Ou seja, se alguém entrar na frente, vai ter problema", alertou o agente federal. A operação Lava Jato investiga irregularidades em contratos da Petrobras junto a um grupo e empreiteiras que inclui, além da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, empresas como a UTC, Camargo Correa, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, entre outras. Segundo as investigações, pelo menos R$ 10 bilhões foram desviados pelo esquema. Parte do dinheiro seria destinada político e partidos, entre eles o PMDB, PT e PP.

PP DEVE DERRUBAR LÍDER DA BANCADA NA CÂMARA

O Partido Progressista (PP), que tem o maior número de políticos investigados pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, articula a destituição do líder da bancada na Câmara, Eduardo da Fonte (PE). Os deputados progressistas dizem que não há “a menor condição” de serem representados por Eduardo da Fonte após mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na casa do parlamentar. O grande problema é encontrar um deputado com nome limpo. Numa bancada com 39, 20 parlamentares estão sendo investigados pela Polícia Federal. Fonte havia sido reconduzido após a eleição de Artur Lira (PP-AL) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Fonte é chamado de Gasparzinho pelos colegas. Dizem que ele não participa de reuniões de bancada e nem orienta os correligionários.

CPI do BNDES coloca governo em pânico


O governo avalia que a CPI anunciada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para investigar contratos do BNDES pode paralisar a instituição e causar sérios prejuízos à economia. O receio do Planalto é que o impacto da comissão sobre a atividade econômica seja ainda pior do que o provocado pela CPI da Petrobrás, aumentando a temperatura da crise política. A avaliação foi feita ontem em reunião da presidente Dilma Rousseff com ministros da coordenação política do governo. Em conversas reservadas, auxiliares de Dilma dizem pouco poder fazer para impedir a CPI, mas acreditam que até mesmo empresários vão atuar para esvaziá-la. A equipe econômica estuda abrir uma linha de capital de giro, financiada pelo BNDES, para socorrer empresas em dificuldades financeiras após a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, com o objetivo de evitar quebradeiras e demissões em massa. Ministros dizem, porém, que nada disso será levado adiante se a CPI vingar. Rompido com o governo desde que o lobista Júlio Camargo o acusou de ter cobrado propina de US$ 5 milhões, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, Eduardo Cunha quer pôr o PMDB na presidência e até mesmo na relatoria da CPI do BNDES, o que preocupa o Planalto. Além disso, o Senado ameaça abrir uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o mesmo assunto, criando nova fonte de problemas para Dilma.  Para piorar o quadro, o governo sabe que o grupo de Eduardo Cunha e a oposição vão tentar constranger o ex-presidente Lula X9 na CPI e temem que a crise bata com mais força à porta do Planalto. Na semana passada, a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu investigação contra Lula, acusando-o de tráfico de influência internacional e no Brasil. A suspeita levantada pelo Ministério Público é a de que Lula tenha usado o seu poder para facilitar obras da empreiteira Odebrecht em países da África e da América Latina, com financiamento do BNDES. “Não há possibilidade de ingerência política no BNDES”, disse Luciano Coutinho, presidente do banco: “Os processos de governança do BNDES são extremamente rigorosos. Temos plena convicção da nossa capacidade de esclarecer e demonstrar a contribuição do BNDES para o desenvolvimento". Também diziam a mesma coisa a respeito da Petrobras. A estratégia do governo é tentar pacificar a relação com Câmara e Senado durante o recesso, liberando emendas parlamentares e acertando nomeações de segundo e terceiro escalões. Embora na reunião de ontem a avaliação tenha sido a de que Eduardo Cunha “extrapolou e passou dos limites”, a ordem é isolar o presidente da Câmara, e não atacá-lo. “Eu quero ver isso como uma questão de momento em que ele (Cunha) se sentiu injustiçado”, afirmou o ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo: “Espero que essas iniciativas não se traduzam na busca de desestabilização das relações políticas e do próprio quadro institucional. Não creio que ele faria isso". Por ordem de Dilma, ministros também tentarão se reaproximar do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em pronunciamento na TV Senado, na sexta-feira, Renan elogiou Eduardo Cunha e chamou de “tacanhas e ineficientes” as medidas propostas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Disse, ainda, que ajuste fiscal sem crescimento econômico é como “cachorro correndo atrás do rabo”, porque não sai do lugar. “O senador Renan é aliado, é integrante do PMDB e os aliados não estão proibidos de fazer críticas”, amenizou o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, que está perdendo a sua magia no PMDB.

Mais delação à vista

OAs
Operador da OAS pode fechar delação premiada
A defesa de algumas empreiteiras anda preocupada com a possibilidade do advogado Roberto Trombeta fechar um acordo de delação premiada. Trombeta foi citado por Ricardo Pessoa no relato sobre repasses para o ex-ministro de Fernando Collor, Pedro Paulo Leoni Ramos. Trombeta também operava para a OASPor Lauro Jardim

Com aliados assim…

dilma rousseff
Aliados falam abertamente sobre o pós-Dilma
De um presidente de um partido da base aliada do governo ontem sobre o impeachment: "Não se está se discutindo mais o “será”. Mas o “como será”. Por Lauro Jardim

"Quebrando o silêncio"

Geddel Vieira Lima, presidente do PMDB na Bahia, está articulando o rompimento com o governo Dilma. Ele informou sobre a decisão a Michel Temer e a Eliseu Padilha. “Acabou esse constrangimento de silenciar por amizade e respeito ao Temer”, afirmou: “Não temos nada contra o Temer e o Padilha. Mas está havendo uma extrapolação. Os dois fazem uma defesa intransigente do governo. E expressam posições que não correspondem ao pensamento da maioria do PMDB. Essa maioria começará a se expressar. Estou quebrando o silencio”.

CPI DA PETROBRÁS DESVENDA O CARÁTER POUCO RECOMENDÁVEL DA LILS - A EMPRESA DE EVENTOS E PUBLICIDADE DE LULA X9


Muito pouca gente sabia que além do Instituto Lula, o ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") também toca uma empresa de eventos, a LILS. LILS é a abreviatura de Luiz Inácio Lula da Silva. A empresa de eventos é considerada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como outra das lavanderias de Lula e do PT. No video, ela é apresentada no âmbito da CPI da Petrobrás.