domingo, 19 de julho de 2015

Receita Federal confirma que a crise econômica eleva em 67% o êxodo de brasileiros


Entre os dias 2 e 26 de março, representantes da província canadense de Quebec fizeram uma turnê pelo Brasil para divulgar oportunidades de trabalho em carreiras muito específicas e recrutar mão de obra fluente em francês. Visitaram sete cidades do Nordeste, Sudeste e Sul e se surpreenderam com a reação: em uma semana 140 mil brasileiros visitaram o site do órgão de migração, mostrando interesse em se mudar para o Quebec. Números obtidos junto à Receita Federal confirmam que a emigração qualificada está em alta. Entre 2011 e 2015, o total de Declarações de Saída Definitiva do país — documento apresentado ao Fisco por quem emigra de vez — subiu 67%. Em 2011, a Receita recebeu 7.956 declarações, 21 para cada dia do ano. Em 2015, foram 13.288, numa média diária de 36 saídas. 
— Esse número é apenas uma amostra pequena da realidade da emigração — diz Joaquim Adir, supervisor nacional de imposto de renda da Receita. — Mas reflete a saída de uma elite financeira e cultural, de pessoas que se preocupam em ficar quites com a Receita e que têm conhecimento da importância disso. Não entram aí os brasileiros que não têm bens ou rendimentos, como crianças e jovens, nem os que querem sair de forma ilegal. Essa emigração está em alta.
Os engenheiros José Wellington e Silvia Oliveira chegaram a Toronto, no Canadá, em abril. Levaram Julia, de 7 anos, e Nicolas, de 3. Em Belo Horizonte, a família tinha casa própria. Wellington trabalhava na área de mineração, e Silvia, na firma de avaliação de imóveis do pai. Nos últimos meses de 2013, a empresa de Wellington deu um alerta: diante da crise incipiente, não teria como manter toda a equipe a partir de agosto de 2014.
— Foi a gota d’água — diz Silvia. — Estávamos cansados da corrupção, da violência, do espírito do cada-um-por-si. A gente odeia o PT, o Lula, a Dilma. Vimos que o país estava afundando num buraco e que não havia luz no fim do túnel. Cada escândalo de corrupção que surgia solidificava nossa decisão. Então nos inscrevemos no programa canadense e passamos por um processo trabalhoso. Não digo que foi difícil. Só burocrático.
Desde que optou pelo “frio”, a família virou fonte de informação e observa um efeito dominó:
— Uma vez por semana alguém entra em contato conosco para perguntar como fizemos para migrar — conta Sílvia. — Se o número da Receita está alto em 2015, vai ser pior em 2016.
A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP/FGV) está de olho nas causas e efeitos da migração no Brasil. Um grupo de pesquisadores lançará nos próximos meses um estudo que defende a criação de uma entidade migratória nos moldes do que existe no Canadá, na Austrália e na Alemanha.
— Esses países traçam o perfil do trabalhador que precisam e selecionam os imigrantes que interessam. O Brasil não tem política alguma — diz a pesquisadora Bárbara Barbosa. — Está perdendo na briga por mão de obra qualificada e, em consequência, na corrida pelo desenvolvimento.
— Hoje estão envolvidos na questão da migração o Ministério da Justiça, das Relações Exteriores, do Trabalho e a Polícia Federal — completa a também pesquisadora Margareth Da Luz. — Não há uma coordenação, e nós estamos perdendo cérebros, o que é preocupante num momento de envelhecimento da população.
Em abril, a carioca Flávia Peres Sabagh e o marido, o paulista Márcio Ghiraldelli, ambos de 36 anos, trocaram São Paulo por Sydney, na Austrália. Estavam empregados quando tomaram a decisão de entrar no LinkedIn e disparar currículos. Viviam de aluguel. Ela era coordenadora de CRM em um banco. Ele, especialista em sistemas. Em poucos dias, Márcio recebeu uma proposta.
— A empresa que o contratou patrocinou o visto de trabalhador experiente e deu entrada no processo — conta Flávia. — Só tivemos que enviar alguns documentos, fazer um exame de tórax e esperar algumas semanas.
Flávia trabalha hoje como analista de data marketing numa revista, e Márcio é engenheiro de qualidade de software. A mudança dos dois tem relação não só com “a possibilidade de criar um filho num país de primeiro mundo e língua inglesa”, mas também com a crise instalada no Brasil.
— Estávamos muito preocupados com a desvalorização do real e a dificuldade das empresas em conseguir crédito. Isso, de maneira geral, torna as coisas mais difíceis aí — diz Flávia.
O carioca Thiago Fonseca optou pela Filadélfia, nos Estados Unidos. Em maio, mudou-se para lá com a mulher, Juliana, e a filha, Maria Luisa. A família morava em casa própria, no Rio, e o casal, assim como os demais, estava empregado.
— Quero dar melhor qualidade de vida e proporcionar uma experiência diferente para minha família. Com a recessão no Brasil e o crescimento americano, foi mais fácil justificar junto à empresa minha transferência para os EUA — diz Thiago.
A família ainda arruma a casa nova, mas já se surpreende com a quantidade de pessoas que dizem pensar seriamente em segui-los. Desde maio, ao menos dez já consultaram Thiago.
As três famílias lembram, no entanto, que emigrar não é fácil. Silvia e Wellington aconselham “mente aberta”. Flávia e Márcio dizem que trabalhar numa língua não nativa é “cansativo”. Thiago fala da nova realidade das tarefas domésticas. E todos sentem o peso de estar longe da família e dos amigos.
Apesar de ser um país composto pela mistura de raças, o Brasil não tem uma Lei de Migração. Desde agosto de 1980, a norma vigente é o Estatuto do Estrangeiro, que, do ponto de vista de especialistas, está totalmente ultrapassado. Criado em meio à ditadura militar,o texto tem foco na segurança nacional e não nos direitos dos indivíduos que decidem morar no Brasil.
Em sessão realizada no último dia 2, no entanto, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou um projeto de lei, de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que busca revogar o antigo texto e estabelecer a primeira Lei de Migração do país. Aprovado em caráter terminativo, a proposta segue para avaliação da Câmara dos Deputados. No trajeto, no entanto, leva consigo uma polêmica: apesar de reduzir a burocracia para a concessão de vistos para investidores, estudantes e acadêmicos, o texto não prevê a criação de uma entidade migratória, como a que existe em países como Canadá e Austrália. Essa era uma das principais propostas apresentadas pela comissão de especialistas que foi criada pelo Ministério da Justiça em 2013 para avaliar o assunto. O grupo fez sete reuniões e duas audiências públicas. Em seguida, produziu um documento final em que destacou que: “a criação de um órgão estatal especializado para atendimento dos migrantes” seria um “elemento crucial” para o país. A entidade ficaria responsável pela produção de dados e pela formação de políticas públicas sobre migração.
— Canadá e Austrália são países que estão envelhecendo rápido. Cada vez há mais pessoas para serem sustentadas, e menos em idade de trabalho. Eles viram no recrutamento de estrangeiros um mecanismo para enfrentar isso, e o fazem de forma planejada. O Brasil não — lamenta o pesquisador da DAPP/FGV Wagner Oliveira — Ainda não envelhecemos tanto, mas deveríamos entender a política migratória como uma oportunidade para resolver uma questão do futuro. Ter uma autoridade migratória é importante. Ela ficaria responsável por estabelecer diretrizes e ver o tipo de estrangeiro de que o país precisa. (O Globo)

IMPRENSA PORTUGUESA DESVENDA AS LIGAÇÕES DE LULA E EX-PRIMEIRO MINISTRO JOSÉ SÓCRATES, QUE ESTÁ NA CADEIA


Onde as suspeitas sobre Lula se cruzam com o caso de Sócrates

Os dois ex-líderes são amigos e ambos são suspeitos em casos de corrupção, em Portugal e no Brasil.
Lula e José Sócrates no lançamento de um livro do antigo primeiro-ministro DR



Algumas pontas tocam-se nos dois processos sobre alegados actos de corrupção cometidos dos dois lados do Atlântico e que colocaram José Sócrates, e agora Lula da Silva, na mira da Justiça. Segundo a última edição da revista Veja, um dos “delatores premiados” (suspeitos que colaboram com a investigação a troco de uma redução de pena) do caso Lava Jato – o maior processo de corrupção da história do Brasil – contou como alguns partidos brasileiros (o PT e o PMDB) cobraram uma “comissão” num negócio avultado entre um grupo de empresas que também têm ligações a Portugal.
Ricardo Pessoa, o tal “delator”, é o dono da construtora UTC, que integrava o consórcio de empresas em causa. As outras eram: a Andrade Gutierrez, accionista da Oi que fez a fusão com a telefónica portuguesa  PT, num negócio que teve intervenção política ao mais alto nível (no tempo em que Lula e Sócrates estavam em funções),  e cujo presidente Otávio Azevedo se encontra detido no Brasil, depois de ter sido administrador da empresa luso-brasileira, tendo saído após revelação de que havia 900 milhões de dívida do Grupo Espírito Santo nas contas da PT ; a Odebrecht, que venceu o concurso para a construção do troço Poceirão-Caia do TGV, em parceria com o Grupo Lena, do qual foi administrador, até 2009, Carlos Santos Silva, o amigo e financiador de José Sócrates; e, por fim, a cimenteira Camargo Corrêa, de que foi administrador para África Armando Vara, recentemente detido na Operação Marquês.
Várias notícias na imprensa portuguesa (jornais i e Correio da Manhã), deste ano, davam conta de que a equipa que investiga a Operação Marquês procurava indícios precisamente na relação entre Lula, Sócrates e a Odebrecht. Um deles seria o alegado pagamento pela construtora da viagem do ex-Presidente brasileiro a Lisboa que coincidiu com a apresentação do livro de José Sócrates, em Outubro de 2013, feita pelo próprio Lula. O outro seria a relação da construtora brasileira, e da sua filial portuguesa (que até 2013 se chamou Bento Pedroso Construções), com o Grupo Lena (que tem dois arguidos no processo português).
Dois anos antes desta visita, em Setembro de 2011, Lula da Silva deslocou-se a Lisboa, como “embaixador” de investimento brasileiro em Portugal, nomeadamente nos Estaleiros de Viana e na TAP. Duas semanas depois nesse mesmo mês, Sócrates participou na cerimónia de homenagem ao antigo presidente do Brasil Lula da Silva, em Paris.
Há ainda um outro elo. Hermes Magnus, o empresário brasileiro que foi primeiro denunciante do caso Lava Jato no Brasil, explicou, numa entrevista ao PÚBLICO, em Fevereiro de 2015, que foi contactado para servir de “mula” no esquema de extorsão entre políticos e empresários brasileiros: “Queriam que eu levasse para o Brasil dinheiro de contas do BES, no Porto. As contas eram dele [José Janene, cacique político do PP-Partido Progressista], para lavar dinheiro em Portugal, mas ouvi dizer que estavam associadas a sociedades off-shore.” Magnus recusou, e o seu substituto nessa operação acabaria por ser preso, num aeroporto brasileiro, com mais de 600 mil euros escondidos na roupa interior. Todos estes factos, incluindo a utilização do banco português, foram transmitidos por Magnus às autoridades brasileiras. Ricardo Salgado, do GES, António Mexia, da EDP, então ministro da Economia de Durão Barroso, e Miguel Horta e Costa, da PT, chegaram a ser envolvidos nos primórdios do escândalo brasileiro, na altura chamado Mensalão, por ter sido sugerida por uma testemunha a sua contribuição para os cofres do partido de Lula. A denúncia não foi considerada segura e os empresários portugueses foram ouvidos apenas como testemunhas no processo.
A imprensa brasileira revela também que a actual Presidente do Brasil, Dilma Russef, escolheu a cidade do Porto para um encontro “discreto” com Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro, supostamente para discutir o caso Lava Jato. O Planalto negou que esse fosse o tema da conversa, que ocorreu na passada quinta-feira, 9 de Julho.

Polícia Federal indicia presidente da Andrade Gutierrez e mais oito por crimes investigados na Lava-Jato

A Polícia Federal indiciou, neste domingo, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e quatro executivos que são ou foram ligados à construtora por participação em esquema de corrupção investigado pela operação Lava-Jato. Também foram indiciadas quatro pessoas acusadas de serem operadoras do pagamento de propina a funcionários públicos e políticos. No total, os nove indiciados são acusados por quatro crimes: fraude em licitações, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem econômica (no caso, o cartel das empreiteiras). Em nota, a Andrade Gutierrez reafirma “que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Lava-Jato”. Em documento encaminhado ao Ministério Público Federal neste domingo, o delegado Eduardo Mauat da Silva reconheceu que os agentes federais não analisaram todo o material apreendido nas empresas e nos endereços residenciais dos indiciados: “Oferecemos o presente sumário a vista do exíguo prazo decorrente da segregação provisória dos indiciados, em que pese constem celulares, mídias e alguns documentos pendentes de análise”. Além de Otávio, entrou na lista da Polícia Federal, Elton Negrão de Azevedo Júnior, executivo da empresa. Os dois são os únicos da lista da Andrade que estão presos. Foram indiciados ainda Rogério Nora de Sá, ex-presidente do grupo, e os ex-executivos Antônio Pedro Campello de Souza e Paulo Roberto Dalmazzo. Do grupo de operadores do esquema da Andrade Gutierrez, foram citados: Flávio Lúcio Magalhães, Mário Goes, Lucélio Goes e Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Mário e Fernando Baiano também estão presos em Curitiba, pois já foram citados como operadores de outras empresas. Também terminou no fim de semana o prazo para a Polícia Federal apresentar o relatório das investigações contra a empresa Odebrecht. Após a entrega desse relatório, o Ministério Público Federal tem cinco dias para analisá-lo e apresentar a denúncia — o que deve acontecer na próxima sexta-feira. Em seguida, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, vai decidir se aceita o pedido do Ministério Público Federal. Se ele aceitar a denúncia, os empreiteiros viram réus e passam a ser formalmente acusados pela prática dos crimes. 

18 DE JULHO - JUIZ SÉRGIO MORO É OVACIONADO PELOS CLIENTES DE RESTAURANTE EM CURITIBA

Direita de Macri derrota o populismo peronista em Buenos Aires e vai governar por mais quatro anos

Um adversário de direita do governo da peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner venceu neste domingo as eleições para a prefeitura de Buenos Aires, em uma votação-chave para Mauricio Macri, atual prefeito e principal candidato opositor para as presidenciais de 25 de outubro. Com 99% dos votos apurados, Horacio Rodríguez Larreta, de 49 anos, aliado de Macri no partido Proposta Republicana (PRO, direita), superou Martín Lousteau, de 44 anos, do Energia Cidadã Organizada (ECO, centro), por 51,62% a 48,38%. O PRO vai manter o poder na capital por mais quatro anos, após duas gestões consecutivas. O PRO esperava, no entanto, uma vitória contundente para impulsionar a candidatura à presidência de Macri, opositor mais bem posicionado frente ao candidato da presidente Cristina Kirchner (peronista populista, de centro-esquerda), o governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, favorito nas pesquisas. Nenhuma pesquisa ou analista havia previsto que o candidato de direita venceria por uma margem tão estreita. Larreta obteve 45,5% dos votos no primeiro turno, no último dia 5, enquanto Lousteau ficou com 25,5%. Um total de 2,5 milhões de pessoas estavam habilitadas a votar, e 5,05% votaram em branco, segundo a Direção Geral Eleitoral. "Mais uma vez, festejamos o orgulho de que os portenhos continuem nos apoiando", comemorou Larreta, no comitê de campanha do Proposta Republicana (PRO, direita), ao se declarar vencedor. Autodefinido como "um social-democrata moderno", Lousteau é ex-ministro da Economia da peronista populista Cristina Kirchner, a "louca de Buenos Aires", e representa a coalizão de centro Energia Cidadã Organizada (ECO), em que convergem cinco forças políticas, desde social-democratas (União Cívica Radical) até o Partido Socialista e a direita mais moderada (Coalizão Cívica). Embora Lousteau tenha competido com o PRO em Buenos Aires, forma com aquele partido uma frente opositora em nível nacional para as eleições presidenciais. "É um fim de semana de esperança, termina uma etapa importante da minha vida, e espero que comece uma ainda mais importante", comemorou Macri, prefeito de Buenos Aires desde 2007.

OPERAÇÃO POLITEIA PODE TER SIDO TRATADA NA CIDADE DO PORTO, EM PORTUGAL


A informação caiu como uma bomba, provocando inquietação entre governistas e oposicionistas no Senado: a decisão do Supremo Tribunal Federal de ordenar busca e apreensão em endereços de três senadores, conhecida por Operação Politeia, teria sido um dos temas da conversa de Dilma com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, no Porto (Portugal), naquele encontro “secreto” que acabou vazando. Para o PMDB, a ação policial ordenada pelo STF serviu para mostrar aos presidentes do Senado e da Câmara a que eles estão sujeitos. A cúpula do PMDB esperava uma exibição de força do governo, após o partido assumir uma atitude mais independente em relação ao governo. Setores da oposição acham até que a ação policial, com a participação do Ministério da Justiça, foi “acertada” na cidade do Porto. Ministros do STF duvidam. Afirmam que Lewandowski não seria capaz de manter conversas não apropriadas com a chefe do Poder Executivo.

Aécio: Dilma é uma presidente sitiada


Depois de mais de oito meses das eleições presidenciais de 2014, o tucano Aécio Neves esboça um sorriso ao ser questionado sobre o que faltou naquela campanha para sair vitorioso: “Faltou voto, né?”. Em seguida, ele emendou: “Vou responder com franqueza. Foi uma luta absolutamente desigual. Não perdi para um partido político. Perdi para uma organização criminosa que se apoderou do Estado”, afirmou, no fim da manhã da quinta-feira passada, no gabinete do 11º andar do Senado. Ao longo de quase uma hora de entrevista, Aécio Neves falou sobre a derrota em Minas Gerais, a crise política e econômica do governo Dilma Rousseff, a Operação Lava-Jato e os reflexos da investigação no Executivo e, agora, cada vez mais fortes, no Legislativo. Mostrou certo desconforto ao ser questionado sobre o fato de petistas o chamarem de golpista e, por último, mirou no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “(Sugerir que Dilma viaje) é uma grande maldade que Lula está fazendo. O Brasil tem uma presidente sitiada. E isso, na verdade, parece uma certa vingança dele. Ela vai para onde? Vai para ser vaiada?” A entrevista com o senador Aécio Neves ocorreu horas antes das denúncias do executivo Júlio Camargo, da Toyo Setal, de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu US$ 5 milhões em propinas relativas à compra de dois navios-sondas da Petrobras. O episódio motivou o anúncio de Eduardo Cunha de que rompeu com o governo e, agora, é oposição. Ontem, o senador mineiro divulgou nota sobre o caso.
O recesso do Congresso a partir desta semana vai acalmar o clima político de Brasília?
Do ponto de vista de agenda parlamentar, sim. Mas a Lava-Jato não pára, não é? A crise não pára. Ela apenas se agrava, o Brasil parou. Esse talvez seja o componente não visível, a gente fica vendo denúncia disso, denúncia daquilo... Amanhã vai prender não sei quem. Mas tem uma questão que, a meu ver, fragiliza ainda mais a presidente, que é a economia. A expectativa de receita do governo está muito abaixo do que se previa. Tem uma crise que permeia todas as outras, estou falando do desemprego, da inflação, dos juros altos. É isso que vai emoldurar tudo aí, que é a crise de confiança hoje no Brasil. Ninguém está investindo. Esse programa de concessões que tem sido pouco explorado... Tudo parado, todo mundo com pé atrás. Essa é a crise potencializadora das outras. Sem confiança, você não retoma o crescimento, não administra a base no Congresso. Ninguém respeita mais o governo. 
E qual é a solução?
Eu tenho de ter cautela, como presidente do PSDB. Nós não somos protagonistas do desfecho. O desfecho, qualquer que seja, será sempre de responsabilidade do atual governo. Seja para se manter — se reunir as condições de governabilidade, que não estão fáceis —, seja para um outro desfecho que, se tiver de ocorrer, será de responsabilidade do governo. Seja na questão das regras de responsabilidade fiscal, seja pela questão da propina de campanha, seja pela capacidade de se sustentar mesmo, de tocar o país. Eu tenho conversado com muita gente do setor privado. Até dois meses atrás, as conversas eram sobre quando o Brasil retomaria o crescimento. As pessoas falavam: “Será que isso melhora antes da eleição municipal, ou na eleição ainda estará muito grave?”. De dois meses para cá, a conversa não é mais essa. É até quando ela (Dilma) aguenta.
E qual é a expectativa do senhor?
Como presidente do PSDB, tenho de garantir que as instituições funcionem. Toda hora que eu perceber que há uma tentativa de pressão, de manipulação — como tentam fazer volta e meia setores do PT, seja na Polícia Federal, seja no Ministério Público, seja nos tribunais —, temos que denunciar e fazer a contrapressão. Eu vou dizer: vai ter impeachment? Hoje, eu não acho que tenha condições para isso. Não há ainda, o que não impede que venha a ocorrer. O Brasil tem uma legislação para ser cumprida. Eu vejo o advogado-geral da União confessando os crimes das chamadas pedaladas e já querendo estabelecer as penas: “O crime houve, mas sempre houve. Ninguém afastou presidente por causa disso”. Então, para ele (Luís Inácio Adams), houve o crime. Tem uma legislação que pune esse crime e o processo tem de correr, senão os tribunais não são mais necessários. Tem crime, tem de ser punido. Se não teve crime, tem de ser absolvido. E é isso que a presidente não entendeu. Cabe a ela, em vez de focar na oposição, gastar energia, se concentrar em responder e apresentar a versão aos tribunais.
O que acha da sugestão do ex-presidente Lula de pedir para Dilma viajar o País? 
Isso é uma grande maldade que o presidente Lula está fazendo. O Brasil tem uma presidente sitiada. E isso, na verdade, parece uma certa vingança dele. Ela vai para onde? Vai para ser vaiada? Hoje, os custos das viagens presidenciais foram para a estratosfera. Antes, tinha o escalão precursor para definir local, palanque. Agora tem de ir um exército antes, para limpar a área. E mesmo assim não consegue. A presidente está sitiada. Além das questões econômicas, há as morais. Ela mentiu aos brasileiros, os brasileiros sabem disso. A cada dia que passa vai ficando mais claro. A mentira foi deliberada, tinha um objetivo, que era vencer as eleições. Não sou eu que estou dizendo, está na cabeça das pessoas. Olha, nós vamos ter, entre agosto e setembro, uma pororoca no Brasil, um encontro das águas turvas. (Correio Braziliense)

IMPRENSA PORTUGUESA DÁ GRANDE DESTAQUE ÀS INVESTIGAÇÕES DA LAVA JATO NO BRASIL

Telegramas dizem que Lula intercedeu junto de Passos a favor de construtora

 | Ontem
O jornal brasileiro "O Globo" afirma, este domingo, que o ex-presidente brasileiro, Lula da Silva, intercedeu junto de Passos Coelho para que o primeiro-ministro desse atenção aos interesses da Odebrecht num processo de privatização em Portugal.
NUNO LOMBA/GLOBAL IMAGENS
Lula está ser investigado por alegado tráfico de influência a favor da Oderbrecht
Citando telegramas diplomáticos, trocados entre Brasília e a embaixada brasileira em Portugal, o jornal diz que Lula terá falado com Passos sobre o processo de privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), anunciado pelo governo no início de 2014 e que veio a ser concluído em novembro do ano passado.  "Repercutiu positivamente na mídia recente declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à RTP no dia 27/04 último, no sentido de que o Brasil deve se engajar mais ativamente na aquisição de estatais portuguesas. O ex-presidente também reforçou o interesse da Odebrecht pela EGF ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que reagiu positivamente ao pleito brasileiro", informou o embaixador brasileiro em Lisboa, Mário Vilalma.
O periódico salienta que a conversa se deu em privado e que a informação oficial sobre o encontro, que aconteceu a 24 de abril de 2014, referiu que Lula e Passos Coelho teriam "falado apenas da situação económica mundial e da Copa no Brasil".
reunião foi registada pelo Instituto Lula, que em resposta ao jornal O Globo, reiterou que "o ex-presidente não atuou em favor da Odebrecht, nem fez gestão a favor da empresa", referindo que Lula da Silva se limitou a comentar "o interesse da empresa brasileira pela empresa portuguesa (...) que, aliás, era público há muito tempo".
Recorde-se que Lula está a ser investigado pela Justiça do Brasil pelo suposto envolvimento em tráfico de influência no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para induzir a instituição a financiar obras da Odebrecht no estrangeiro. A investigação a Lula também refere que o ex-presidente brasileiro alegadamente ajudou a Odebrecht a obter contratos durante viagens para África e na América Latina, entre 2011 e 2014, quando já não era chefe de Governo.
Em sua defesa, Lula tem argumentado que a sua relação com a maior construtora do Brasil, a Odebrecht, se limitou à sua contratação para proferir palestras. A empresa nega também ter usado Lula para ter vantagens para os seus negócios.

JUIZ SÉRGIO MORO, DA OPERAÇÃO LAVA JATO, PEDIU COLABORAÇÃO INTERNACIONAL À JUSTIÇA DE PORTUGAL, NA INVESTIGAÇÃO DA ODEBRECHT, CAMARGO CORREA E LULA

Vejam o que está publicado na edição de hoje do jornal Correio da Manhã, de Portugal:
Da coluna do Prof. Francisco Flores, no Correio da Manha, de Portugal, com data de
hoje,19 de julho : "Ministros, Deputados, Juizes, nada escapa a imensa rede de podridao que estah a deixar o Brasil em choque " . Eh o Estado bandido !!!
«A justiça brasileira já fez um pedido de cooperação a Portugal no âmbito da Operação Lava Jato, em que Lula da Silva é suspeito de tráfico de influências.
«A investigação foi confirmada ao CM (Correio da Manhã) por fonte oficial do Ministério do Paraná, onde está sediada a investigação ao maior processo de corrupção do Brasil, que envolve empresas que atuam em Portugal, como a Odebrecht e a Camargo Corrêa, e que estão ligadas a José Sócrates e a Armando Vara, arguidos da Operação Marquês».
Correio da Manhã 19/07/2015

A JBS é nossa

O dono da JBS, Joesley Batista, esteve recentemente no Palácio do Planalto. Segundo a Época, ele foi se reunir com Manoel Araújo Sobrinho, chefe de gabinete do ministro da Secom, Edinho Silva. Manoel Araújo Sobrinho foi arrecadador da campanha de Dilma Rousseff. Além de embolsar 69 milhões de reais de Joesley Batista, ele embolsou também 7,5 milhões de reais de Ricardo Pessoa, apresentando-se como funcionário da Presidência da República, como apurou a Lava Jato. A CPI do BNDES, que acaba de ser instalada por Eduardo Cunha, tem de se concentrar em duas questões: 1) O lobby de Lula para favorecer os empréstimos do banco às empreiteiras que o contrataram; 2) Os negócios do banco com a JBS. Como se sabe o BNDES já investiu mais de 8 bilhões de reais na JBS e é dono de 25% da empresa (a Caixa Econômica Federal é dona de outros 10%).

Lula, o anulador

Lula entrou com uma reclamação disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público contra o procurador Valtan Timbó Furtado - que instaurou o PIC que o investiga. Segundo nota do Instituo Lula, a defesa pede “nulidade de inquérito irregular à Corregedoria do Ministério Público". Além da suspensão do processo, a representação pede abertura de sindicância e processo administrativo disciplinar contra Furtado.

Lula, o sigiloso

O Instituto Lula pediu que o MPF decretasse sigilo sobre a investigação que envolve o ex-presidente. Ontem, em nota, o Instituto desmereceu a iniciativa do MPF, afirmando “tratar-se de um procedimento absolutamente irregular, intempestivo e injustificado”.

Edinho e Keffin

Da IstoÉ: "A Engevix doou R$ 1,5 milhão para a campanha de Dilma em 2014. O recibo do depósito data de 2 de outubro e foi assinado pelo então tesoureiro da campanha, Edinho Silva, hoje ministro de Comunicação Social. No mesmo dia 2, a campanha repassou 156 mil reais para a UMTI, empresa de suporte de informática investigada pelo TSE por suspeita de não ter prestado qualquer serviço à campanha. Outros 64,7 mil reis foram depositados na conta da Dialógica Comunicação, empresa de Keffin Gracher, recém-nomeado assessor especial pelo ministro de Comunicação Social".

Lula "prospectando" negócios em Cuba

A reportagem de O Globo sobre o apoio de Lula aos negócios corruptos de empresas corruptas, para citar a manchete da Foreign Policy, revela que o Itamaraty trabalhou muito por ele em Cuba: "O encarregado de negócios brasileiros em Cuba, Marcelo Câmara, num telegrama de 3 de março de 2014, informou sobre a visita que Lula fez à ilha entre 24 e 27 de fevereiro do mesmo ano. Resumo da mensagem: 'Tema central de suas interlocuções foi a prospecção de iniciativas para aperfeiçoamento da matriz energética à zona especial de Mariel, e o reforço da cultura de soja no país'. Nessa viagem, 'em atendimento a convite do governo local e com apoio do grupo COI/Odebrecht', como descreve o documento, Lula foi acompanhado, entre outros, do senador Blairo Maggi e do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, que deixou o governo em 2007 acusado de receber propina para favorecer empresas com obras federais". E mais: "Os documentos do Itamaraty registram ainda outras viagens de Lula a Cuba. Em junho de 2011, ele foi recebido por Marcelo Odebrecht e por José Dirceu. 'Em sua chegada ao hotel, Lula recebeu os cumprimentos do Senhor José Dirceu e do empresário Marcelo Odebrecht, Diretor-Presidente daquela construtora', registrou o encarregado de negócios em Cuba na ocasião, Albino Poli Jr., em telegrama enviado para o ministério".


Lula dá a Raul Castro a camisa da Odebrecht

Queimando a oposição

O El País mostra a razão das recentes cassações dos direitos políticos de opositores ao regime de Nicolas Maduro: minar as possibilidades da oposição nas eleições de dezembro. No nível parlamentar, informa o jornal, as pesquisas de opinião mostram que a oposição supera em 15% os candidatos da situação. Por isso, Maduro tem buscado queimar a oposição desde julho, quando estendeu a suspensão de direitos de Daniel Cabllos, ex-prefeito de San Cristóbal. Depois, seguiram na navalha autoritária María Corina Machado, ex-deputada, e Vincenzo Scarano, ex-prefeito de Carabobo, ambos impossibilitados de exercer cargos políticos por um ano. Ontem, Pablo Pérez, ex-governador de Zulai, teve os direitos suspensos por dez anos. Diz o jornal: “a Controladoria lança mão de pretextos pré-fabricados para aplicar as sanções. No caso de Machado, por exemplo, o controlador Manuel Galindo Ballesteros alegou que, quando era deputada, sua declaração patrimonial não incluiu receitas com prestações sociais e bônus. No caso de Scarano, o ente oficial disse que o ex-prefeito apresentou tarde sua declaração patrimonial; na data estabelecida para tal, Scarano se encontrava incomunicável na prisão". Ballesteros é um advogado leal a Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores. Foi funcionário de ambos quando presidentes da Assembleia Nacional, de 2005 a 2011.

DIRCEU… ” O GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO”, SUCUMBE! E AMEAÇA TODO MUNDO!


À beira de voltar à prisão, José Dirceu revela abatimento, diz que não suportaria uma nova temporada na cadeia e avisa que pode estourar. Até agora, porém, seus recados não surtiram efeito. O conteúdo é da revista IstoÉ de 17 de julho e assinada pelo jornalista Josie Jeronimo (josie@istoe.com.br).
"Nos últimos dias, o ex-ministro José Dirceu distribuiu uma série de recados. A maior parte deles endereçada a dirigentes do PT, integrantes do governo Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula. No mais contundente dos desabafos feitos recentemente, disse que está no limite da sua paciência e prestes a estourar. Ex-homem forte do governo Lula, Dirceu guarda consigo o segredos mais recônditos da era petista no poder. Foi ele quem pavimentou a caminhada do partido até o Planalto. Sabe como poucos os atalhos – republicanos ou não – utilizados pelo PT para chegar lá. Conhece como ninguém as práticas do mesmo PT no exercício da Presidência da República, incluindo o esquema do Petrolão ao qual ele próprio está associado e que, por essa razão, vive sob a ameaça de regressar à prisão. Atualmente ele cumpre regime domiciliar pela condenação do mensalão. Dez quilos mais magro, Dirceu confidenciou a interlocutores que não suportaria um retorno à cadeia. Quer ajuda para evitar um novo infortúnio. Caso contrário, não responderá por si. Se ele vai cumprir o que insinua em seus recados, ninguém sabe. Mas pessoas que estiveram com ele nas últimas semanas garantem que aquele “guerreiro” da esquerda, de punhos cerrados erguidos, realmente sucumbiu ao medo. A apreensão é ilustrada pelo tom clemente adotado no pedido de manutenção de sua liberdade apresentado ao juiz da 13ª Vara Federal Sérgio Moro, na noite de terça-feira 14. “Tamanha a angústia do peticionário, que, já com seus 70 anos e rotulado indelevelmente de inimigo público, não aguenta mais a situação a qual é submetido diariamente”, escreveu Roberto Podval, advogado do ex-ministro. Nas últimas duas semanas, a defesa do ex-ministro apelou preventivamente três vezes à Justiça do Paraná contra a prisão do petista. No dia 2 de julho, um pedido habeas corpus foi apresentado e rejeitado. Agora, numa nova estratégia, Podval recorre à sensibilidade de Moro. Desde que a empresa de consultoria de Dirceu, a JD Assessoria, surgiu nas investigações da Operação Lava Jato como possível elo do esquema de lavagem de dinheiro, o ex-ministro passou a integrar o “núcleo petista” do Petrolão, juntamente com o ex-tesoureiro da sigla João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-deputado André Vargas. Dois depoimentos prestados à Justiça na tarde de terça-feira 14 complicaram ainda mais a vida de Dirceu. Ex-consultor da empresa Toyo Setal, Júlio Camargo informou que entregou R$ 4 milhões em espécie para o ex-ministro a pedido de Duque. O ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, outro delator da Lava Jato, reforçou o envolvimento do petista. Disse que o nome de Dirceu surgiu nas conversas sobre os repasses de propinas. “Se ele recebeu, eu não posso dizer. Não era papel meu. Mas o nome dele (Dirceu) aparecia nas conversas”, afirmou Barusco. A fragilidade emocional, a idade de Dirceu e o bom comportamento do ex-ministro durante os 354 dias em que ficou preso após a condenação do processo do mensalão são alguns dos argumentos utilizados pelos advogados para evitar que ele volte à cadeia por um segundo escândalo que atinge o governo e o PT. Podval insiste que seu cliente não vai fugir e alega que Dirceu está sendo vigiado até pela imprensa, que faz plantão diário na porta de sua casa. “José Dirceu já está preso, profissionalmente inativo e de mãos absolutamente atadas”, apelou. A Força Tarefa da Lava Jato, porém, não tem a imagem de um Dirceu assim tão inofensivo. A hipótese de fuga é descartada, mas a influência política e empresarial do ex-ministro ainda tem forte alcance e a Polícia Federal está atenta a manobras que possam prejudicar o avanço das investigações da Lava Jato.

O próximo alvo

Renan: pedra no sapato de Dilma
Renan e Machado na mira da PGR
O míssil que a Procuradoria-Geral da República tem em mãos para atingir em breve Renan Calheiros explodirá também no colo de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Por Lauro Jardim

Nem longe, nem perto demais


Sem tomar a frente do movimento, o PSDB definiu que terá uma participação mais ativa na mobilização do protesto contra o governo marcado para o dia 16 de agosto do que teve nas manifestações de rua de março e abril. Vai se reunir com os organizadores do protesto, dar apoio, mas não assumirá o comando. É aquela história: nem tão atrás que pareça desinteresse e nem tão à frente que pareça uma manifestação do PSDB. A propósito, Aécio Neves só definirá sua presença no ato às vésperas do dia 16. Por Lauro Jardim
É minerim demais....

Conselhos de Graça

Quem seguirá os conselhos de Graça?
Quem seguirá os conselhos de Graça?
Graça Foster saiu da Petrobras, mas a Petrobras ainda não saiu dela. Além de ligar insistentemente para vários diretores e para o seu sucessor, Aldemir Bendine, Graça mandou recentemente uma longa carta ao presidente da Petrobras dando conselhos de gestão. Por Lauro Jardim

MARCELO ODEBRECHT ORGANIZOU JANTAR A PEDIDO DE LULA


O jornal O Estado de S. Paulo revelou neste sábado que relatório de análise de mídia elaborado pela Polícia Federal revela os bastidores de um jantar em São Paulo, na residência do empresário Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira do País, em 28 de maio de 2012, do qual participou o ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"). Também foram convidados o ex-ministro Antonio Palocci, empresários, banqueiros, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e dois sindicalistas mencionados na Operação Lava Jato. Leia tudo:
"Através da leitura das mensagens acerca deste evento foi possível inferir, grosso modo, que: a) O jantar foi realizado a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", aponta o relatório da Polícia Federal. "d) Foram enviadas mensagens individuais para cada um dos convidados por I.B.G". A relação entre Lula e a construtora Odebrecht é alvo de um procedimento investigatório criminal (PIC) aberto pela Procuradoria da República no Distrito Federal. A suspeita é de que a empreiteira teria obtido vantagens com agentes públicos de outros países por meio de suposto tráfico de influência do petista, que deixou o Planalto no fim de 2010. A Odebrecht nega ter sido favorecida. Lula não é investigado na Lava Jato. Nas buscas que realizou na casa do empreiteiro, na manhã de 19 de junho, durante a 14ª etapa da Lava Jato, a Polícia Federal apreendeu documentos, correspondências e mídias. Um HD que estava em um cofre no quarto de Marcelo Odebrecht armazenava troca de mensagens sobre o jantar. "Emílio e Marcelo Odebrecht têm o prazer de convidá-la para um jantar com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual será discutida a situação da economia brasileira face a conjuntura internacional", diz o e-mail enviado pela presidência da Odebrecht para Juvandia Moreira Leite, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, em 17 de maio de 2012. "Confirmo a minha presença no jantar com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Saudações sindicais", respondeu Leite. Na sexta-feira o relatório de análise de mídia foi anexado aos autos da Lava Jato. No documento, a Polícia Federal aponta para a presença de Juvandia Leite e Sergio Aparecido Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. "Os dois sindicalistas convidados para o evento são também sócios da Editora Gráfica Atitude, empresa apontada pelo empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto como intermediária de pagamentos de propina destinados ao Partido dos Trabalhadores", registra a Polícia Federal. Juvandia Leite e Sergio Nobre são administradores da Editora Gráfica Atitude. Segundo denúncia do Ministério Público Federal, uma parte da propina paga para o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, na Diretoria de Serviços, foi direcionada por empresas do grupo Setal Óleo e Gás, controlado por Augusto Mendonça - delator da Lava Jato - para a Editora Gráfica Atitude Ltda. O pagamento teria sido feito a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Os procuradores da força-tarefa sustentam que existem, ainda, "vários indicativos de ligação da Gráfica Atitude com o PT". O Instituto Lula afirmou, por meio de nota, que "é de conhecimento público que o ex-presidente tem por hábito reunir pessoas de diversos segmentos para debater a conjuntura nacional". A Odebrecht informou que repudia "o vazamento seletivo e malicioso de informações que buscam cobrir de suspeitas até mesmo um evento absolutamente comum no meio empresarial e político". A defesa de Lula entrou com uma reclamação disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público para requerer apuração da conduta do procurador Valtan Timbó Mendes Furtado - autor do pedido de Procedimento de Investigação Criminal (PIC) contra Lula por suposto tráfico de influência em favor da empreiteira Odebrecht no exterior. O Instituto Lula pediu "nulidade de inquérito".

GOVERNADORES DO NORDESTE CRITICAM LAVA JATO POR "PARAR O PAÍS".

Os oito governadores do Nordeste reuniram-se e avisaram que a Operação Lava Jato parou a economia da região e fez sumir os investimentos. Eles referiam-se à paralisação das obras das refinarias de petróleo do Maranhão, Pernambuco e Ceará, todas da Petrobrás. Nem uma só palavra sobre corrupção ou sobre a desordem fiscal implementada pelo governo Dilma para vencer as eleições, razões verdadeiras da paralisia da economia. É mais uma demonstração do velho parasitismo da política nordestina. 

JORNAL NACIONAL DIZ QUE PREÇO BAIXO DE INSUMO PARA BRASKEM FOI RESULTADO DE REUNIÃO DE PROPINA ENTRE PAULO COSTA COSTA, ALEXANDRINO ALENCAR E JANENE

O Rio Grande do Sul acompanhou com enorme interesse as negociações entre Braskem e Petrobrás, tudo visando garantir preços baixos de fornecimento de nafta para o Pólo de Triunfo, já que novos empreendimentos na área dependiam disto, como é o caso da polonesa Synthos. Agora, o Jornal Nacional revela que os preços não são baixos e o que houve foi um acerto espúrio acertado entre o ex-diretor Paulo Roberto Costa com o ex-diretor da Braskem, o lobista Alexandrino Alencar (atualmente preso na Polícia Federal, em Curitiba), e com o falecido ex-deputado federal do PP, José Janene. Leia a transcrição da matéria:
"Um relatório de investigação inédito a que o Jornal Nacional teve acesso mostra que a Petrobras ficou no prejuízo num contrato com a Braskem, empresa do Grupo Odebrecht em sociedade com a estatal. Nafta é um produto essencial para fazer plástico. E quem vende nafta no Brasil é a Petrobras. Em 2009, a Braskem assinou um contrato com a estatal para comprar nafta, mas o negócio virou alvo de investigação dentro da Petrobras em março deste ano. Uma comissão interna foi criada para estudar o contrato e concluiu que a estatal foi prejudicada, porque a Braskem acabou pagando um valor abaixo do preço de mercado. O relatório da comissão diz que o contrato foi encaminhado "para aprovação da Diretoria Executiva da Petrobras por orientação de Paulo Roberto Costa, sem qualquer estudo que comprovasse a sua viabilidade econômica para a Petrobras". Paulo Roberto Costa era diretor de Abastecimento na época, a área responsável pela venda do produto. O documento diz ainda que "houve pelo menos negligência de Paulo Roberto Costa e que isso levou ao favorecimento da Braskem", mas que “não foi possível calcular o tamanho do prejuízo causado à Petrobras". Em depoimento à Polícia Federal esta semana, Paulo Roberto Costa confirmou que participou de reuniões com Alexandrino Alencar, então diretor da Odebrecht, grupo do qual faz parte a Braskem, e com o deputado federal (já falecido) José Janene, tesoureiro do Partido Progressista, que morreu em 2010. Segundo o delator, nessa época a Braskem já pagava por ano um valor em torno de US$ 5 milhões ao Partido Progressista, sendo parte repassada a ele, Paulo Roberto, e que esses pagamentos se mantiveram até o ano passado, quando Paulo Roberto Costa foi preso. O doleiro Alberto Youssef é outro delator da Lava Jato que falou sobre o esquema. Ele disse que as negociações entre a Petrobras e a Braskem eram feitas em reuniões em quartos de hotel em São Paulo e que nesses encontros eram acertadas as propinas que seriam pagas a Paulo Roberto Costa e ao Partido Progressista. Youssef disse que depois havia uma segunda reunião, entre Paulo Roberto Costa e o então presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, para confirmar os termos do acordo ilegal. O ex-presidente da Braskem negou as acusações e as classificou de “ilações infundadas” dos delatores da lava jato. Também reforçou que na sua gestão não houve nenhuma alteração nos contratos de nafta que já existiam. A defesa da Braskem afirma que os preços praticados pela Petrobras nunca favoreceram a empresa. Pelo contrário, sempre estiveram atrelados às referências internacionais mais caras do mundo com efeito negativo para a Braskem. 

APÓS ANÚNCIO DO ROMPIMENTO DE EDUARDO CUNHA, GOVERNO PETISTA DE DILMA ROUSSEFF FALA EM "CRISE INSTITUCIONAL GRAVÍSSIMA"

As repórteres Andréia Sadii e Marina Dias contam na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo que o rompimento formal do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo da presidente petista Dilma Rousseff, levou integrantes do Palácio do Planalto a considerar o momento atual como o de "uma crise institucional gravíssima". Leia toda a reprotasgem:
"O termo, usado por ministros ouvidos pela Folha, foi definido após a confirmação do rompimento –uma reação de Cunha, que culpa o governo pelo que chama de ação orquestrada da Procuradoria-Geral da República para que o lobista Julio Camargo dissesse que deu US$ 5 milhões em propina para ele. Até então, o lobista, investigado na Operação Lava Jato e que virou delator, negava ter passado suborno a Cunha. Após o anúncio oficial do rompimento, na manhã da sexta-feira (17), os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Edinho Silva (Comunicação Social) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) discutiram uma reação ao posicionamento do peemedebista. A ordem era a de não tensionar ainda mais a relação com o presidente da Câmara, tom adotado em nota divulgada pelo Planalto. Nos bastidores, o entendimento é de que o Executivo já estava fragilizado com o ativismo do peemedebista no comando da Câmara, somado ao desgaste pela crise econômica e às denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, envolvendo petistas, aliados e integrantes do governo. Assessores presidenciais afirmam que a nova revelação sobre Cunha "equilibra" o jogo, pois enfraquece o peemedebista no momento em que o governo enfrenta um inferno astral no Congresso, com derrotas em projetos considerados cruciais para o Planalto, como a aprovação do reajuste do salário dos servidores do Judiciário pelo Senado e a redução da maioridade penal pela Câmara. Ministros enxergam no enfraquecimento de Cunha a abertura de espaço para novas lideranças se destacarem no Congresso. E há quem defenda que o Planalto deveria procurar o PSDB e tentar um acordo para isolar de vez o peemedebista e desestabilizar seu exército de aliados. Por outro lado, assessores presidenciais dizem que as previsíveis retaliações de Eduardo Cunha devem piorar a situação do governo, que já enfrenta uma crise de credibilidade – a aprovação de Dilma Rousseff está na casa dos 10%. O PMDB, partido tanto de Eduardo Cunha quanto do vice-presidente, Michel Temer, também vê a situação como aguda. Na própria quinta-feira (16), quando vieram à tona os termos do depoimento de Julio Camargo, Eduardo Cunha e Michel Temer reuniram-se na Base Aérea de Brasília com Renan Calheiros (AL), o presidente do Senado, que compõe a trinca de poderosos do PMDB e que também é citado na Lava Jato. Houve um consenso: que a governabilidade não será retomada enquanto o petista José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, que é chefe da Polícia Federal, estiver no cargo. Cardozo já teve de reafirmar a independência da Polícia Federal após a pressão de sua própria legenda; agora enfrenta o maior partido aliado do governo. Restará, na avaliação do comando do Planalto, saber qual será a atitude do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Está nas mãos de Janot uma eventual denúncia à Justiça contra Eduardo Cunha e Renan Calheiros.  Isso, na visão do Planalto, enfraqueceria de forma mais decisiva os antigos aliados que hoje são adversários abertos do governo. Janot está em campanha para ficar em primeiro na lista tríplice que Dilma irá analisar, em setembro, para comandar a Procuradoria-Geral. Uma denúncia contra "peixes graúdos" é vista como um passaporte para a recondução. A retaliação mais dura que pode vir de Eduardo Cunha é ele avançar com um eventual processo de impeachment contra a presidente. Aliados do peemedebista falam que o "timing" desta decisão será determinado pela intensidade das manifestações contra Dilma marcadas para 16 de agosto. Enquanto isso, na sexta-feira, o presidente da Câmara notificou deputados que têm pedidos de impeachment parados no Congresso para que refizessem os ofícios para cumprir requisitos legais. Além disso, Eduardo Cunha acelerou a instalação da CPI do BNDES, que preocupa o governo. Segundo a Folha apurou, petistas temem que o presidente do banco, Luciano Coutinho, seja instado a falar sobre pedidos de ajuda a empresários para a campanha de Dilma em 2014.

PRESIDENTE DO SENADO, RENAN CALHEIROS, ANUNCIA APOIO A EDUARDO CUNHA CONTRA DILMA E O PT



Está no ar na TV Senado e na internet um depoimento de 16 minutos e 57 segundos do presidente da Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), no qual ele ataca de maneira bem pesada o ajuste fiscal (“insuficiente” e “tacanho”) do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O peemedebista aproveita também para defender o colega Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, que acaba de romper com o Palácio do Planalto. Eis como Renan descreve o agora oposicionista Eduardo Cunha: “Tenho uma excelente relação com o presidente da Câmara (…) Ele tem sido um bom presidente da Câmara, implementando um ritmo de votações. Acho que a atuação, sua independência, colaborou muito para este momento do Congresso Nacional”.