quinta-feira, 9 de julho de 2015

STF suspende quebra de sigilo de ex-mulher e filhas de doleiro Alberto Youssef

Os integrantes da CPI da Petrobrás na Câmara foram informados nesta quinta-feira (9) de que o ministro Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar suspendendo a quebra de sigilo da ex-mulher e das filhas do doleiro Alberto Youssef. Para Marco Aurélio, a quebra dos sigilos, aprovada pela comissão, é descabida. "A obtenção de informações de pessoas ligadas à investigação não pode ser desprovida de critérios", diz o ministro. Ele também criticou a aprovação de requerimentos em bloco, prática comum na CPI da Petrobrás. "A aprovação conjunta de diversos e heterogêneos requerimentos igualmente não atende à cláusula do Estado Democrático de Direito, da qual decorre a exigência de exposição dos fatos e fundamentos determinantes para a prática de atos do Poder Público". O mandado de segurança que pede a suspensão da quebra de sigilo foi impetrado pelas filhas do doleiro, Kemelly Youssef, Taminy Youssef, e pela ex-mulher dele, Joana D'Arc da Silva.

Exoneração de servidores da Receita é técnica, diz Alckmin


O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) negou que as exonerações de chefes da Receita Estadual tenham sido consequência das investigações do Ministério Público Estadual (MPE) sobre uma suposta máfia do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "São pessoas técnicas, não tem nenhuma ingerência política", disse o governador, após participar do desfile de 83 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. O Estado revelou nesta quinta-feira, 9, que, desde o fim de junho, ao menos dez servidores da cúpula da Receita foram exonerados de seus cargos, incluindo os chefes de Arrecadação e de Fiscalização Tributária, em meio a investigações de desvios bilionários do ICMS no Estado. Alckmin disse não estar preocupado com as investigações do MPE. "Na realidade, a própria Corregedoria da Secretaria da Fazenda e do Estado já estão investigando, e em parceria com o Ministério Público. Se algum agente do Estado, algum fiscal ou agente da Fazenda cometer qualquer ato infracional, será rigorosamente punido". Alckmin afirmou ainda que as mudanças de técnicos foi escolha do atual secretário da Fazenda, Renato Vilela. "Quando o doutor Renato Vilela chegou, substituiu secretário adjunto, substituiu outras coordenadorias, colocando pessoas que, a seu ver, possam colaborar mais". Ao menos 15 pessoas, entre fiscais e parentes, são investigadas pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), do Ministério Público Estadual (MPE), e pela Polícia Civil por enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O grupo é suspeito de cobrar propina de empresários em troca da redução do ICMS ou das multas pelo tributo devido, prática semelhante à da Máfia do Imposto sobre Serviços (ISS), na qual fiscais municipais são acusados de desviar mais de R$ 500 milhões.

Desemprego no Brasi sobe para 8,1%, maior índice da série histórica


A taxa de desemprego no país subiu para 8,1% no trimestre encerrado em maio, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Este é o maior índice verificado na série histórica iniciada em 2012. O porcentual também ficou acima do registrado no mesmo trimestre do ano passado (7%) e supera ainda o do trimestre encerrado em março (7,9%) e em abril (8%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substitui a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Nela, são averiguados 3.464 municípios e cerca de 210.000 domicílios em um trimestre. O número de desocupados, ou seja, aqueles que tomaram alguma providência para conseguir trabalho, chegou a 8,2 milhões de pessoas entre março e maio. No trimestre encerrado em fevereiro, eram 7,4 milhões de pessoas, e no mesmo período de 2014, 6,8 milhões. Ou seja, na comparação com os dois períodos, houve uma alta de 10,2% e 18,4% na quantidade de brasileiros à procura de emprego. O avanço é bastante expressivo - o maior verificado na série histórica, segundo o IBGE - e mostra que, com a crise apertando o bolso dos brasileiros, mais pessoas estão correndo atrás de emprego para complementar a renda familiar. Já a taxa de ocupação, que mede o número do efetivo empregado, teve uma ligeira queda de 0,2% em relação aos três meses anteriores e de 0,7% ante o mesmo período do ano passado. O porcentual do trimestre encerrado em maio ficou em 56,2%, o que corresponde a 92,1 milhões de pessoas. Entre março e maio deste ano, o IBGE também verificou que a renda média do trabalhador teve uma pequena queda de 0,7% em relação ao mesmo período de 2014, indo a 1.863 reais. Em relação ao trimestre finalizado em fevereiro, o recuo foi de 0,7%.

Com 'ajuda' do PMDB, CPI da Petrobras pode convocar ministros de Dilma


O plenário da CPI da Petrobras terá à disposição nesta quinta-feira, para votação, todos os 430 pedidos de convocação protocolados no colegiado - incluindo as convocações dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), para esclarecerem as citações de seus nomes na delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da UTC, cujo teor foi revelado por VEJA, além de José Eduardo Cardozo (Justiça). Parlamentares peemedebistas estão dispostos a votar pelas convocações de Mercadante e Edinho, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, como parte do processo de aproximação do partido com o PSDB. O movimento ganhou força com a ausência da presidente, que está na Rússia para a cúpula dos Brics. Partidos de oposição pressionam pela convocação dos ministros, mas não há consenso entre os membros da comissão. Alguns parlamentares acreditam que ainda não seja o momento, já que o presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, tenta desde o início da semana colocar panos quentes no conflito entre peemedebistas e petistas. Entretanto, o presidente da Câmara e que tem o controle virtual da comissão, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não faz esforços para amainar a situação. Deputados acreditam que o Cardozo poderia ser convocado com mais facilidade pelo plenário, já que existem alas do PT defensoras da "fritura" do ministro. Com esse intuito, fariam "corpo mole", garantido assim a oitiva de Cardozo. Apesar de mandar colocar todos os requerimentos na pauta, o presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), disse que a preferência na votação será dada ao bloco de requerimentos do relator Luiz Sérgio (PT-RJ). Os petistas avisaram que não aceitarão votar a convocação de ministros, nem mesmo do ex-ministro José Dirceu, que é o primeiro item da pauta. Das convocações dadas como certas estão a do executivo da Toyo Setal, Júlio Camargo, do policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, de Adarico Negromonte (irmão do ex-ministro Mário Negromonte) e de Rafael Angulo Lopes (responsável pelo "cofre" do doleiro Alberto Youssef).

STF libera depoimento do empreiteiro delator Ricardo Pessoa em ação contra Dilma


O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira que o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, seja levado para depor como testemunha na ação de investigação judicial eleitoral (Aije) que apura irregularidades na arrecadação da campanha da petista Dilma Rousseff à Presidência da República no ano passado. O empreiteiro, que afirmou, em um acordo de delação premiada, que usou dinheiro do petrolão para bancar despesas de 18 políticos, pode complicar ainda mais o governo Dilma. Como revelou VEJA, ele disse que 7,5 milhões de reais foram repassados à campanha da petista, depois de desviados de contratos com a Petrobras, após pedido do então tesoureiro de Dilma, o atual ministro da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva. Em dezembro, o PSDB protocolou ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que afirma ter havido abuso de poder econômico e político nas eleições e solicita que a Corte diplome os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Ricardo Pessoa será ouvido no dia 14 de julho no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo.

CPI convoca José Eduardo Cardozo para falar sobre escuta em cela


A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira a convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para falar aos parlamentares sobre a existência de uma escuta clandestina na cela do doleiro Alberto Youssef. A convocação teve a anuência do relator da comissão, Luiz Sérgio (PT-RJ), e dos outros petistas presentes - não houve votos contrários. O requerimento faz parte de um bloco de mais de 70 requerimentos aprovados nesta quinta pela CPI. Em maio, Cardozo determinou a abertura de sindicância sobre uma escuta ambiental instalada sem autorização da Justiça na cela de Youssef. Os alvos da investigação são os delegados da Superintendência da Polícia Federal do Paraná que atuam na Lava Jato. Uma tese corrente na Polícia Federal é a que a sindicância tem o objetivo de achar uma justificativa para derrubar as provas colhidas na operação. A CPI também pediu acesso à apuração interna da Polícia Federal sobre o episódio e convocou dez delegados ligados ao caso. Na lista de requerimentos aprovados também está uma acareação entre João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, e Augusto Mendonça Neto, executivo da Toyo Setal. Mendonça Neto admitiu ter pago propina a Vaccari e Duque, que negam participação no esquema. Outros nomes da lista de convocados são: Júlio Camargo, também da Toyo Setal, Rafael Angulo Lopez, que distribuía dinheiro a políticos em nome de Alberto Youssef, e o empresário Marcelo Odebrecht, que está preso. O ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, foi poupado. Ele atuou como tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff em 2014 e, de acordo com o empreiteiro Ricardo Pessoa, pressionou a UTC para obter doações eleitorais. Os requerimentos aprovados se juntam a outras centenas de pedidos. Apenas uma pequena parte deles terá efeito já que restam menos de dois meses para a CPI encerrar seus trabalhos. Nesta quinta-feira, a CPI deveria realizar uma acareação entre João Vaccari Neto e o delator Pedro Barusco, que foi gerente de Serviços da Petrobras e admite ter participado da engrenagem criminosa. A defesa de Barusco, entretanto, obteve no Supremo Tribunal Federal uma decisão que impediu o depoimento. O argumento é que o ex-gerente, que tem câncer, não possui condições de saúde para comparecer.

Dilma diz que golpista é quem 'prejulga' decisões do TCU e do TSE

A presidente Dilma Rousseff reagiu nesta quinta-feira, 9, em Ufá, na Rússia, às críticas da oposição de que passou por cima do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em recente entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo, quando afirmou "Não vou cair". Em resposta, o senador Aécio Neves (PSDB) rebateu acusando o PT de "golpismo" e a presidente de estar se colocando à frente das instituições públicas que apuram eventuais irregularidades em sua gestão e em suas contas de campanha. Segundo Dilma, golpista "é quem prejulga". A troca de acusações começou na segunda-feira, quando a entrevista da presidente veio a público. Na oportunidade, Dilma criticou o movimento de partidos de oposição para planejar seus movimentos políticos na hipótese de a presidente ter o mandato cassado, seja pelo TCU, que analisa as "pedaladas fiscais" do primeiro mandato, seja pelo TSE, em razão de supostas irregularidades no financiamento de sua campanha eleitoral em 2014."Eu não vou cair, isso aí é moleza, é luta política", disse Dilma em resposta.


Na quarta-feira, Aécio Neves afirmou que vê a presidente "acuada, fragilizada". "Uma presidente da República que vem a público para dizer que não vai cair é uma presidente que não se sente segura no cargo", argumentou. "Quero sugerir que as lideranças petistas poupem seus esforços de atacar a oposição e comecem a se preocupar em se defender das gravíssimas denúncias contra a presidente, seja no TCU, seja no TSE." O ex-candidato à presidência pelo PSDB alegou ainda que "golpista é o PT, que não reconhece os instrumentos de fiscalização e de representação da sociedade em uma democracia". Em Ufá, a presidente retrucou Aécio Neves. "Em momento algum da minha entrevista eu passei por cima de nenhuma instituição. O TCU ainda nem deu um parecer definitivo sobre as minhas contas. Eles abriram a possibilidade de nós nos explicarmos, e nós vamos nos explicar bem explicado. A mesma coisa o TSE", sustentou. "É estranho que prejulguem. Estranho que se trate como se tivesse havido uma decisão, quando não houve decisão alguma." De acordo com Dilma, "quem coloca como já tendo tido uma decisão está cometendo um desserviço para a instituição, para o TCU e para o TSE". "Não há nenhuma garantia para que qualquer senador da República, muito menos o senhor Aécio Neves, possa prejulgar quem quer que seja ou possa definir o que uma instituição vai fazer ou não", disparou. "Respeitar a institucionalidade começa por respeitar as instituições, por respeitar suas decisões e o seu caráter autônomo, soberano e independente." A presidente afirmou ainda que não ficaria "discutindo quem é e quem não é golpista", mas a seguir se lançou a nova crítica: "Quem é golpista mostra na prática as suas tentativas, que começam por prejulgar uma instituição". "Não há dentro nem do TCU, nem do TSE, a possibilidade de dizer qual será a decisão. Até porque o futuro é algo que ninguém controla. Nem eu, nem ninguém", argumentou. Questionada sobre as especulações em Brasília de que teria problemas com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Dilma respondeu: "Eu não. Por quê?". Diante do argumento de que jornais publicaram a informação, a presidente disparou: "Mas, meu filho, você acredita em jornal?". Minutos depois, voltou ao assunto: "Vocês são interessantes. Vocês criam um problema que não existe e aí vocês querem que eu fale sobre ele". Questionada então sobre por que não acredita em jornais, a presidente reiterou: "Porque isso é mentira. Essa é uma prova. É mentira. Não é verdade. Pergunte para ele se é verdade. Ele inclusive foi comigo para os Estados Unidos doente. O que é isso?"

Barroso e o salto na privada

Luís Roberto Barroso, do STF, disse à Veja.com, que "precisamos dar um salto de qualidade na ética pública e na privada". Salto de qualidade na privada foi o que o PT fez. Um triplo carpado, nós diríamos.

POLÍCIA FEDERAL ABRIU INQUÉRITO PARA INVESTIGAR DENÚNCIA CONTRA PALOCCI. EX-MINISTRO TERIA RECEBIDO R$ 2 MILHÕES DE DINHEIRO SUJO PARA CAMPANHA DE 2010 DE DILMA.

O Jornal Nacional informou ontem a noite que a Polícia Federal determinou a abertura de inquérito para apurar as suspeitas de que o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci teria usado R$ 2 milhões de dinheiro desviado da Petrobras na campanha presidencial de 2010. Palocci foi tesoureiro da primeira campanha de Dilma Roussef à presidência. A instauração do inquérito segue um pedido do Procurador-Geral da República Rodrigo Janot, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação de diversos políticos e autoridades ligadas ao governo, entre os quais está o ex-ministro e políticos como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Segundo o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef pediu para que fossem liberados R$ 2 milhões do caixa do Partido Progressista (PP) para a campanha de Dilma à Presidência. Costa disse que Yousssef fez o pedido em nome de Palocci. O valor, de acordo com a PGR, fazia parte da cota do PP no esquema de desvios da Petrobras, investigado na Operação Lava Jato.Na denúncia enviada pela PGR ao STF, Rodrigo Janot lembrou que, em depoimento, Youssef negou ter conversado com Costa a respeito do dinheiro para a campanha presidencial. Caberá à Polícia Federal buscar provas de que o ex-ministro tenha cometido os crimes. Com a abertura do inquérito, Palocci passa a ser considerado suspeito pelos crimes de oferecer vantagem indevida a funcionário público e lavagem de dinheiro.

JOSÉ DIRCEU INSISTE COM HABEAS CORPUS EM RECURSO PROTOCOLADO EM PORTO ALEGRE

Os advogados do ex-ministro José Dirceu protocolaram agravo regimental, ontem a noite, em Porto Alegre, para que o juiza Nivaldo Brunoni revise a decisão liminar que negou o pedido de habeas corpus preventivo, para evitar a prisão dele na Operação Lava Jato. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa em Porto Alegre. O pedido é para que o juiz federal Nivaldo Brunoni, que substitui o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso, revise o pedido de habeas corpus e a decisão anterior. Caso seja negado novamente, a defesa solicita que o pedido seja levado para julgamento na 8ª turma do TRF4.

VAI PARA NOVO RECORDE A PRODUÇÃO DE GRÃOS DA NOVA SAFRA, QUE IRÁ PARA 206,3 MILHÕES DE TONELADAS


A estimativa da safra nacional de grãos aponta para novo recorde e chega a 206,3 milhões de toneladas. O aumento é de 6,6% ou 12,7 milhões acima da obtida na safra 2013/14, quando alcançou 193,62 milhões de toneladas. Os números são do 10º levantamento, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira de manhã. Houve um aumento de 1,8 milhão de toneladas sobre o levantamento do mês passado, acréscimo que se deve ao ganho na produtividade do milho segunda safra que chegará a 51,5 milhões de t e ganho de 6,5% a mais que em 2013/2014. A produção de soja deve alcançar 96,2 milhões de toneladas, com 11,7% a mais que as 86,1 milhões da safra anterior. A previsão é de 57,5 milhões de hectares, com correção nas culturas de inverno e feijão terceira safra frente ao último levantamento. Para as áreas dessas culturas, cujo plantio continua em andamento, ainda não há definição do total plantado. Já a evolução do cultivo de verão de primeira e segunda safras foi toda analisada pela pesquisa. A área de plantio das principais culturas é 0,8% maior que o da safra 2013/14, com um aumento de 457,7 mil ha. A da soja, por exemplo, tem crescimento de 5,8% ou 1,7 milhão de hectares a mais que a área anterior, assim como o milho segunda safra, com acréscimo de 3,3% (299,4 mil ha). A área total da soja é de 31,9 milhões de hectares e a do milho segunda safra, 9,5 milhões. Os dados foram atualizados entre os dias 22 e 26 de maio, com informações de área plantada, produção e produtividade média estimadas, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores, além de evolução da colheita e outras variáveis.

FMI ELEVA DE 1% PARA 1,5% A PROJEÇÃO DE QUEDA DO PIB DO BRASIL, MAS TURBULÊNCIA NA CHINA PODE PIORAR TUDO PARA O PAÍS

O Brasil terá um dos piores PIBs na lista dos emergentes. O cenário para a economia brasileira piora a todo momento. Com epicentro na China, cujos índices de ações derreteram, a crise global entra numa nova e mais perigosa etapa; nesta quinta-feira, as autoridades chinesas proibiram a venda de ações por grandes investidores; Brasil e Rússia também são afetados pela crise chinesa, que derruba preços de commodities, como o minério de ferro e o petróleo; impacto é tão forte que os jornais brasileiros abriram manchetes, hoje, para o risco de um novo terremoto financeiro; em seu discurso na sessão plenária da cúpula, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, em sua avaliação, os Brics continuarão a impulsionar o desenvolvimento global, o que é mais do que controverso neste momento; "Os emergentes, principalmente os Brics, estou certa disso, continuarão a ser a força motriz do desenvolvimento global", disse Dilma, lendo discurso feito antes de sair do Brasil, irreal; o fato é que os países do grupo não possuem capacidade financeira para enfrentar a crise, sendo que o Brasil é o que está na pior situação dentro do grupo.

Vídeo esquerdista associa o antipetismo ao antissemitismo. Judeus do Brasil e de todo o mundo, levantem sua voz contra essa vergonha

Circula na Internet um troço asqueroso — oriundo daqueles blogs chamados “sujos”, que nada mais são do que extensões do PT — que associa o crescente repúdio da sociedade ao partido à perseguição sofrida pelos judeus na Alemanha nazista. O vídeo está abaixo. Volto em seguida.


A primeira imagem que aparece na tela já é de uma notável delinquência intelectual. Está lá: “Os petistas, os judeus… e o nazismo, o que ele têm em comum?” Mesmo para os propósitos asquerosos da peça, a pergunta é energúmena. Houvesse alguma lógica no lixo moral, indagar-se-ia outra coisa: “O antipetismo, o antissemitismo e o nazismo, o que eles têm em comum?”. E, em qualquer caso, a resposta seria “nada”. Comparar qualquer coisa ao nazismo raramente resulta em pensamento que preste. É o caso de lembrar a “Lei de Godwin”, referência a uma afirmação do advogado Mike Godwin: “À medida que se exacerba um debate online, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou o nazismo aproxima-se de 1” — ou seja, de 100%. Acontecerá. Portanto, de saída, associações dessa natureza já se descredenciam. A menos, claro, que as similaridades sejam realmente apontadas, factualmente indicadas, que não se fique apenas na retórica oca. E, é caro, isso o vídeo petista não faz porque é impossível. Notem: o nazismo era uma corrente de militância que nasceu antissemita — e, no caso, pouco importava o que os judeus fizessem ou deixassem de fazer. Os nazistas resolveram apontar o “mal” que eles faziam à Alemanha partindo do princípio de que agiram do mesmo modo história e mundo afora porque conspiradores pela própria natureza. A loucura antissemita havia atingido o estado da arte no fim do século 19 com o surgimento, na Rússia czarista, dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, um suposto plano de judeus e maçons para dominar o mundo. O antissemitismo, à diferença do antipetismo, não se sustenta em uma base objetiva de dados. Os judeus carregam o mal porque judeus, e, se são judeus, só podem ser maus. E ponto. É preconceito na sua acepção mais original, primitiva. Se uma máquina de guerra chega ao poder num país tendo o ódio aos judeus como um pilar, as consequências são aquelas conhecidas. Preconceito contra o PT? Como assim? O partido elegeu quatro vezes o presidente da República. Trata-se da legenda com o maior número de filiados do país. O Brasil votou majoritariamente num ex-operário — repudiando o preconceito de classe — e numa mulher, repudiando o preconceito de gênero. Criou-se, em torno de Lula, ao contrário do que vai naquela peça lamentável, uma esfera de preconceito positivo: passou-se a cultivar a imagem de um homem naturalmente sábio, que já teria vindo ao mundo sabendo das coisas; que não precisava nem se entregar ao luxo de estudar. 
Os judeus não assaltaram os cofres da Alemanha.
Os judeus não assaltaram as empresas públicas.
Os judeus não conduziram a Alemanha à ruina econômica.
Os judeus não se colocavam como a fonte única do bem.
Os judeus não procuraram ser a única força da qual poderia emanar o bem possível.
Se, hoje, em número crescente, brasileiros identificam o PT com o roubo e com a bandalheira, é porque petistas, no poder, se entregaram ao roubo e à bandalheira. Judeus não saíram na Alemanha hitlerista a acusar adversário, depois de flagrados metendo a mão no dinheiro público — até porque isso não aconteceu. O antipetismo que está nas ruas não nasce de um preconceito, mas de uma constatação. Não se repudia exatamente o petista, mas o partido. Embora, na maioria das vezes, um petista saiba o que significa o petismo. À diferença do que está no vídeo, ademais, ninguém acusa o PT de deter o monopólio do roubo. Ao contrário: o que se cobra é onde está aquele partido que dizia ter o monopólio da virtude. Não se esgota aí a vigarice intelectual do vídeo. Quem discrimina um judeu por seu judeu, um gay por ser gay, um negro por ser negro, um branco por ser branco, um hétero por hétero (e por aí afora…) está, na prática pedindo a exclusão do mundo não apenas do objeto particular de seu repúdio, mas de todos os que exibem aquele mesmo “defeito” original. Não se pode escolher ser judeu, gay, negro, hétero… Mas se pode, sim, escolher ser petista ou não. Que eu saiba, não se trata de um etnia, de uma raça, da qual não se possa abrir mão, ainda que alguém eventualmente quisesse. O petismo é tão-somente a escolha de um partido e da forma como se entende a política. Nada mais. O mesmo vale para qualquer outra legenda. É estupefaciente que se comparem os militantes de uma máquina de assalto ao poder com os judeus perseguidos na Alemanha. É, além de tudo, ofensivo. Quantos petistas irão para a câmara de gás? Quanto serão fuzilados sem defesa? Quando serão enterrados em vala comum? Quantos terão confiscados seus bens? Judeus do Brasil e de todo o mundo, com essa peça publicitária, essa gente, definitivamente, passou dos limites. Até porque, fosse o caso de comparar, o que o tal vídeo fala sobre a imprensa remete às palavras de Goebbels, ministro da propaganda nazista, num comício de 10 de fevereiro de 1933, 11 dias depois de Hitler se tornar chanceler. O vídeo segue abaixo. A tradução do que ele disse está aqui:


Encerro
O PT, felizmente, ainda não virou nem uma raça nem uma condição humana. Trata-se apenas de um partido que produziu alguns desastres no Brasil. E, por isso, é alvo da crítica de muita gente. Judeus do Brasil e de todo mundo, repudiem a associação indecorosa que empresta ao antipetismo a importância que não têm e retira do holocausto judaico a importância que tem. Por Reinaldo Azevedo

Renan conseguiu sobreviver e reconquistar poder e influência, mas o passado o persegue…

Há sete anos, Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, teve de renunciar à presidência do Senado, mas conseguiu manter seu mandato. Havia ainda voto secreto, e ele conseguiu se safar. Não conseguiu explicar antes e não conseguiria explicar agora, se tentasse, o imbróglio mantido, então, com a Mendes Junior, que pagava uma pensão à jornalista Mônica Veloso, mãe de uma filha sua. Renan apresentou, então, alguns comprovantes de uma suposta renda que teria para arcar com aqueles desembolsos, mas os documentos foram considerados falsos. Muito bem! Poucos políticos teriam resistido àquela saraivada. E ele resistiu e conseguiu se refazer como um dos homens mais poderosos do Congresso, que ele preside por estar, de novo, no comando do Senado, cargo ao qual teve de renunciar no passado. Mas o caso o persegue. O Ministério Público Federal recorreu à Justiça Federal de Brasília com uma denúncia contra o senador, que foi aceita, por enriquecimento ilícito e falsificação de documentos. Trata-se de uma ação civil por improbidade administrativa, que não passa pelo crivo do Supremo. Esse episódio da Mendes Júnior também levou a PGR a apresentar ao STF, em 2013, uma denúncia criminal contra Renan, mas a corte ainda não decidiu se vai ou não abrir a ação penal. O relator era o ministro Ricardo Lewandowski, que passou o caso para Luiz Edson Fachin. Renan é também um dos investigados da Operação Lava Jato. Nesse caso, o Ministério Público pediu apenas a abertura de inquérito. Para quem se movimenta com a sua saliência, é evidente que não se trata de uma situação confortável. Mas, convenham, quem não se intimida com o mais — o risco da ação criminal, que está no Supremo, e os desdobramentos da Lava-Jato — talvez não se intimide com o menos. Uma coisa é inequívoca, e, até agora, ninguém conseguiu dar uma explicação razoável. Depois que Rodrigo Janot incluiu Renan no rol das pessoas investigadas em inquérito, ele passou a tratar o governo federal na ponta da botina. Por alguma razão, vê na coisa o dedo do Planalto. Com um inquérito em curso, uma pedido de ação penal parado no Supremo uma ação civil por improbidade administrativa, é pouco provável que Renan baixe a guarda. Percebeu que seu ativismo antigovernista o aproxima mais do noticiário de política do que do de polícia. Por Reinaldo Azevedo

“Boom” chinês, e das commodities, virou cocô no Brasil. E agora?

As dificuldades que o Brasil atravessa não tem nada a ver com a crise mundial, que não existe mais, todo mundo está cansado de saber. Mas é fato que já não se conta mais com uma facilidade que colaborava com as irresponsabilidades do lulo-petismo: a China não cresce mais a 10,4% ao ano, como em 2010. Neste 2015, a previsão otimista é 7,1%; no ano que vem, 6,3%. Não é segredo para ninguém que não há mais a farra chinesa, que coincidiu com e colaborou para o boom no preço das commodities brasileiras — e de outras economias da América Latina. Alguns países souberam aproveitar e fizeram reformas. Outros resolveram transformar o bom momento em consumo e cocô. Foi o caso do lulo-petismo. A festa acabou. Os preços despencaram, e não sobem tão cedo. E a China passou a crescer a níveis, vamos dizer, menos selvagens. O que já não andava bem por aqui piorou bastante. É por isso que o Brasil tem, sim, de se arrepiar quando há um sacolejo na economia chinesa, como o havido nesta quarta. O mercado acionário daquele país despencou 30% na comparação com junho, que foi o pico. Analistas especulam sobre a possibilidade do estouro de uma bolha, de consequências imprevisíveis para a economia mundial, mas, ora vejam, especialmente negativas para o Brasil. O dólar disparou por aqui e chegou a R$ 3,23. Este texto começou falando sobre preço de commodities. Pois é… O preço do minério de ferro despencou 11% na Bolsa, informa a Folha, para a cotação mais baixa desde 2009. Entre janeiro e junho, a receita decorrente das exportações do minério para a China caiu nada menos de 49%. Se a China que crescia a 10% foi fundamental para alimentar a farra petista e, crescendo 7%, está tendo um peso importante para demonstrar como estavam errados os fundamentos da nossa economia, o risco de um sério abalo pode ser devastador para a nossa economia. A depender do caso, a China pode ser mais perigosa para Dilma do que o TCU… Por Reinaldo Azevedo

Renan vira réu por recebimento de propina



Sete anos depois de renunciar à presidência do Senado para escapar de um processo de cassação, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) corre o risco de ser condenado por improbidade administrativa por ter recebido propina da construtora Mendes Junior para apresentar emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira. Como mostrou VEJA à época, a empresa pagou por Renan pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem um filha. A ação de improbidade administrativa foi apresentada pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal de Brasília em setembro. O peemedebista é acusado de enriquecimento ilícito e falsificação de documentos com o intuito de construir a tese de que tinha recursos suficientes para bancar as despesas da amante. Como se trata de uma ação civil, que não pode levar o político à prisão, o processo não precisa ser remetido ao Supremo Tribunal Federal. O lobista Cláudio Gontijo e a construtora Mendes Júnior também responderão por improbidade administrativa. Na ação, o Ministério Público afirma que emendas parlamentares de Renan Calheiros favoreceram diretamente a empreiteira na obra do cais de contêineres no Porto de Maceió. "O ato por si só, de receber valores de empresas diretamente interessadas em emendas parlamentares, já constitui ato de improbidade administrativa, mas quando a vantagem econômica é recebida em atenção aos 'serviços' prestados pelo agente público no exercício do seu cargo, a repulsa da sociedade é ainda mais grave", argumentam os procuradores. Uma eventual condenação por improbidade não resultaria em pena de prisão, mas poderia obrigar Renan a deixar o cargo de senador e a ressarcir a União pelo prejuízo que causou. Hoje de volta à cadeira de presidência do Senado, Renan também é alvo de uma denúncia da Procuradoria Geral da República sobre o caso na esfera criminal. O peemedebista é acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. O STF analisa se transforma o presidente do Senado em réu. No final da noite, a assessoria de Renan divulgou nota à imprensa em que o senador chama a ação apresentada pelo MPF de "café requentado". "Trata-se de uma pseudo denúncia muito antiga, café requentado com óbvias motivações. Mas, como sempre, de forma clara, pública, como já o fiz há 8 anos, farei todos os esclarecimentos que a Justiça desejar. Nada ficará sem respostas concretas e verdadeiras", afirma Renan no breve comunicado.

GOVERNO DILMA ESCONDEU DÍVIDA PARA CAMUFLAR PEDALADAS

Em sua prestação de contas, que devem ser rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no próximo dia 5, o governo Dilma “escondeu” dívidas de R$ 270 milhões junto a bancos oficiais, como Caixa e Banco do Brasil, na tentativa de camuflar ou “apagar as provas” do crime das “pedaladas”, punido pela Lei de Responsabilidade Fiscal – que consiste em fazer bancos oficiais financiar programas sociais do governo. O crime das pedaladas é tão claro, para técnicos e ministros do TCU, que não há clima para nem sequer uma “aprovação com ressalvas”. Integrante da “bancada governista” no TCU tenta convencer os colegas a “dourar a pílula”, substituir a palavra “rejeição” por outra, mais amena. O TCU vai usar a rejeição das contas de Dilma para estabelecer novo paradigma no trato das contas públicas e afirmar independência. O governo alega que “pedaladas” são praticadas desde 1992. Esquece que de lá para cá surgiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.

CAIADO CHAMA LULA DE "BANDIDO" OUTRA VEZ, AO SABER QUE ESTÁ SENDO PROCESSADO

Em fevereiro, o senador escreveu em sua conta no Twitter uma mensagem chamando o ex-presidente de "bandido". "Lula tem postura de bandido. E bandido frouxo! Igual à época que instigava metalúrgicos a protestar e ia dormir na sala do delegado Tuma", escreveu Caiado na rede social. Quando soube do processo, Caiado reiterou suas palavras: "Ameaçar a população com "exército de Stédile" é comportamento de bandido!