segunda-feira, 22 de junho de 2015

Fachin escolhe juízes do gabinete

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, designou os juízes federais Camila Plentz Konrath e Ricardo Rachid de Oliveira, ambos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, para atuarem no gabinete do ministro Edson Fachin. A pedido de Fachin, eles atuarão, respectivamente, como juíza auxiliar e magistrado instrutor. Fica evidente que estes juízes têm afinidade ideológica com o ministro. Seria o caso de seu olhar os julgados dos dois. 

Ditadura da Venezuela marca eleições legislativas para dezembro

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela marcou para 6 de dezembro eleições parlamentares no país."A data das eleições parlamentares é 6 de dezembro. O encerramento do registro eleitoral será dia 8 de julho e a apresentação dos candidatos deve ser feita entre 3 e 7 de agosto", disse hoje (22) a presidente do conselho, Tibisay Lucena. Segundo Tibisay Lucena, a campanha eleitoral será entre 13 de novembro e 3 de dezembro. A marcação da data para as eleições parlamentares era uma exigência da oposição venezuelana, entre políticos e dezenas de estudantes, que chegaram a fazer greve de fome. O recurso à greve de fome como forma de protesto foi iniciado pelo líder do Vontade Popular, Leopoldo López, e pelo presidente da Câmara Municipal de San Cristóbal, Daniel Ceballos, que estão presos. Outros opositores e um grupo do Juventude Ativa Venezuela Unida também se uniram ao movimento. Segundo Tibisay Lucena, "em nenhum momento o Conselho Nacional Eleitoral deu sinais de que não haveria um processo eleitoral este ano" na Venezuela. Ela disse que "pequenos grupos que pretendem impor a sua vontade" criaram "uma realidade virtual nas redes sociais", que não correspondia ao cronograma eleitoral. "Eles têm mentido sobre a data e o procedimento, criando tensão e tentando desprestigiar o conselho", afirmou. Dados do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela relativos a março deste ano indicam que 19.406.404 eleitores estão inscritos para votar, entre eles 219.803 estrangeiros, um número que será atualizado posteriormente.

Lula defende revolução no PT e diz que partido perdeu a utopia

O ex-presidente Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") disse hoje (22) que o PT precisa de nova utopia. Ao lembrar que o partido foi criado com o sonho de dar voz aos trabalhadores, Lula questionou a situação atual: "queremos salvar a nossa pele, nossos cargos, ou queremos salvar o nosso projeto?" “Hoje, a gente só pensa em cargo, em emprego, a gente só pensa em ser eleito”, afirmou o ex-presidente, durante a conferência "Novos Desafios da Democracia". Para ele, o PT precisa urgentemente voltar a falar com a juventude para que os jovens coordenem o partido, já que muitos dos atuais membros estão “cansados”. “Acho que precisamos criar um novo projeto de organização partidária no nosso país”, defendeu, depois de concluir que o PT perdeu a utopia. O ex-presidente e um dos fundadores do PT disse ainda que, muitas vezes, os revolucionários procuram se adequar à política em vez de mudá-la. “Você pode ter uma pessoa bem radical, mas coloque-a no Congresso Nacional que daqui a pouco ela vai estar sentada ao lado de alguém de extrema direita”, afirmou. Ao lado do ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe González, convidado para a conferência promovida pelo Instituto Lula, o ex-presidente refletiu sobre o amadurecimento do PT desde sua fundação, há 35 anos, até a fase atual, no poder. "Quando fazemos oposição, é muito fácil ser democrata. Quando você chega ao governo não pode mais achar, tem que fazer, e fazer significa tomar posições, significa fazer política, acolher um determinado setor e jogar para fora outro setor que não vai ficar contente com suas políticas", constatou. 

Policia Federal pede ao STF mais 60 dias para concluir inquérito da Lava Jato

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação, por mais 60 dias, do principal inquérito que investiga a participação de parlamentares na Operação Lava Jato, que apura desvios de recursos na Petrobras. Para justificar a prorrogação, os delegados informaram que 28 dos 39 parlamentares que prestaram depoimento negaram participação no esquema de corrupção. A decisão será do ministro Teori Zavascki, relator dos todos os processos relativos à operação no Supremo. Segundo a Polícia Federal, além de negar envolvimento com os fatos investigados, os 28 parlamentares alegaram que nunca tiveram contato com os dois principais delatores da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Diante dos fatos, os investigadores pretendem tomar novos depoimentos dos delatores, de modo que eles detalhem a participação dos acusados. "Busca-se comparar as versões apresentadas, para enfatizar aspectos importantes acerca dos fatos imputados e, se for o caso, acarear-se os investigados com os delatores acerca dos argumentos divergentes apresentados", justifica a Polícia Federal. A Polícia Federal informou também que pretende ouvir 11 investigados que ainda não prestaram depoimento, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, cujas oitivas foram marcadas para as duas próximas semanas.

Ministro Eliseu Padilha minimiza rejeição à Dilma e diz que governo já saiu do "fundo do poço"

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, adotou um tom otimista sobre a baixa avaliação dos primeiros seis meses do segundo governo de Dilma Rousseff. Para ele, o governo já tinha atingido “o fundo do poço”, e agora está subindo. A declaração dele é baseada em fatores como confiança na economia e combate à inflação. É uma análise muito interessante, uma vez que se aprofunda a recessão econômica, aumenta o desemprego e a inflação continua subindo. “Se formos observar todos os indicadores, na confiança da economia tivemos um pequeno acréscimo, na questão do combate à inflação também. Bateu-se no fundo do poço e começa a voltar”, disse ele hoje (22), após reunião de coordenação política do governo federal. Ele espera que a popularidade da presidenta volte a subir. Claro, com análises verdadeiras desse genero compreende-se porque o Brasil está na situação em que se encontra. Segundo ele, “se há uma expectativa que começa a melhorar em relação a vários indicadores, isso não acontece por milagre. Existe a chefia de um governo que faz com que isso aconteça, e tem que capitalizar também esse aspecto positivo”. Fantástico.... ele deveria recebeu um título honoris causa de alguma universidade por sua gigantesca contribuição ao conhecido sociológico e político. Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no último fim de semana, apontou que a popularidade da presidente está muito baixa. Apenas 10% aprovam o governo como bom ou ótimo e 65% avaliam o governo como ruim ou péssimo. De acordo com o instituto, o índice de rejeição é o maior para um presidente da República desde setembro de 1992, a poucos dias do impeachment de Fernando Collor de Mello. Um dos articuladores políticos do governo petista, Eliseu Padilha (que já foi chamado de "Eliseu Quadrilha" pelos petistas) disse que o governo trabalha por uma melhor avaliação de Dilma junto à população. “Queríamos que fosse ontem, vamos trabalhar para que seja hoje, mas que seja no tempo mais rápido possível”, destacou.

Ex-porta-voz de Dilma deve ser julgado por comissão de ética em julho

A Comissão de Ética da Presidência da República deve julgar na próxima sessão, dia 28 de julho, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Thomas Traumann, pelo vazamento de informações contidas em um documento interno do Palácio do Planalto. De acordo com Horácio Pires, da comissão, novos documentos foram apresentados pela Secom. “Chegaram informações e documentos complementares da secretaria, portanto foi reaberto o prazo de vista para o ex-ministro. [O julgamento] deve retomar na próxima sessão porque o relator já tem tudo esquematizado e só concedeu esse prazo de dez dias que devem se esgotar daqui a pouco”, disse ele hoje (22), após reunião ordinária da comissão. Pires, no entanto, não revelou o teor das novas informações apresentadas pela Secom. O documento interno que "vazou" da secretaria analisava a comunicação do governo. O texto fazia uma avaliação da estratégia de comunicação, classificando-a de "errática". O documento lista erros na comunicação do governo, após a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, e diz que seus apoiadores estão levando "goleada" da oposição nas redes sociais. Thomas Traumann deixou a Secretaria de Comunicação Social no dia 25 de março, e foi substituído por Edinho Silva, que tomou posse no dia 31 de março.

Em novo emprego

Mudança de emprego
Mudança de emprego
Cesar Uzeda, o executivo da OAS que apareceu dias atrás trocando e-mails com Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, nos quais tratam carinhosamente Lula pelo apelido de Brahma, mudou de emprego no ano passado. Os e-mails revelados pela Lava-Jato são de 2013. Em 2014, Uzeda deixou a OAS e virou diretor da empreiteira que o grupo J&F (dono da JBS), de Joesley Batista, criou, a Zetta. Por Lauro Jardim

Atestado de depressão

MArio Goes
Goes: mochilas, choro e depressão
A defesa de Mario Goes, um dos operadores do Petrolão que chorou em frente a Sérgio Moro, apresentou um laudo psiquiátrico à Justiça. O documento fala de demência senil e quadro depressivo grave. Em tempos não muito distantes, era Goes quem entregava mochilas de dinheiro para Pedro Barusco em nome de fornecedoras da Petrobras. Por Lauro Jardim

EXECUTIVO DA ODEBRECHT ADMITIU REUNIÃO COM 'HOMEM DA MALA'


O ex-vice-presidente da Brasken e atual presidente institucional da Odebrecht, Alexandrino Alencar, que acompanhou o ex-presidente Lula X9 em suas viagens internacionais, afirmou em depoimento à Polícia Federal em 12 de maio que recebeu "em quatro ou cinco oportunidades" Rafael Ângulo Lopez, apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como carregador de malas de dinheiro do doleiro Alberto Youssef. Alexandrino Alencar foi preso sexta-feira, 19, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, na mais nova etapa da Lava Jato, que investiga esquema de corrupção e lavagem de dinheiro desviado da Petrobrás. Naquele depoimento de 12 de maio, ele contou que se reuniu em pelo menos duas ocasiões em hotéis de São Paulo com o ex-deputado José Janene (PP-PR) – morto em 2010 -, e com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Segundo o executivo da maior empreiteira do País também participaram dos encontros o doleiro Alberto Youssef e o ex-assessor parlamentar José Cláudio Genu, homem de confiança de Janene no Congresso. José Janene é apontado como o mentor do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro desviado da Petrobrás, que deu origem à Operação Lava Jato. Com sua morte, o doleiro Alberto Youssef assumiu o comando do esquema. Alexandrino Alencar disse que ‘conheceu a pessoa de Rafael Ângulo Lopez, o qual se tratava de um assessor/mensageiro do deputado Janene’. “Que em 2007, o declarante (Alexandrino Alencar) sai da Braskem e passa a integrar os quadros da Odebrecht, ocasião em que passa a ter contatos e fazer tratativas com o ex-deputado Janene, no âmbito político, notadamente tratando de doações de campanha para políticos do PP – Partido Progressista; QUE José Janene já estava aposentado em decorrência de grave cardiopatia; que como já não se deslocava com frequência e facilidade, passou a se valer de seu mensageiro Rafael Ângulo Lopez; que Rafael esteve no escritório do declarante, na sede da Odebrecht por cerca de quatro ou cinco oportunidades; QUE Rafael sempre aparecia sozinho; que Rafael levava ou buscava documentos relacionados a doações de campanha para o Partido Progressista, PP". Segundo ele, ‘os documentos se restringiam a recibos de campanha e pedidos de doações manuscritas por Janene’. Alexandrino Alencar ressaltou que ‘nunca houve pedido de valores que não fossem relativos a doações campanha’. E mais: ‘Nunca foi pedido ao declarante comprovantes de transferências feitas pela Braskem para contas indicadas por Janene ou Youssef no exterior". Segundo Alexandrino Alencar, ‘era visível a relação de proximidade de confiança entre José Janene e Paulo Roberto Costa’. Ele afirmou que ‘em nenhum momento José Janene demonstrava condicionar seu apoio à indústria plástica a qualquer contra partida da empresa Braskem’. No depoimento de 12 de maio, o executivo da Odebrecht declarou que se encontrou com Janene, Youssef e o então diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, nos hotéis Tivolli e Hyatt, em São Paulo. Ele disse que ‘não procedem as afirmações feitas por Alberto Youssef de que a Braskem se beneficiou de preço de compra de nafta, praticado no mercado internacional, o qual seria inferior ao praticado no mercado interno’. 

YOUSSEF E EX-DIRETOR DA PETROBRAS SE 'ENFRENTAM' EM ACAREAÇÃO


Os delegados da Polícia Federal querem esclarecer algumas contradições nos depoimentos do megadoleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.Eles fizeram acordos de delação com a Justiça Federal no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A principal dúvida é um suposto repasse de dinheiro do esquema para a campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010. Paulo Roberto Costa disse que em 2010 recebeu de Antonio Palocci, que na época já não era ministro, uma solicitação, via Youssef, para liberar R$ 2 milhões do caixa do Partido Progressista (PP). O dinheiro seria para a campanha de Dilma. Costa disse que autorizou a entrega do dinheiro e que Youssef fez o pagamento. Alberto Youssef, no entanto, declarou que a afirmação de Paulo Roberto Costa não é verdadeira. Que essa negociação não passou por ele e que ele não fez esse pagamento. “A posição do Alberto não é de contestar a existência dos pagamentos, é de contestar que ele não foi quem realizou esses pagamentos”, fala o advogado de Alberto Youssef, Tracy Reinaldet. “Para o meu cliente o interessante é a verdade, o compromisso que ele já assumiu e cumprirá até o final”, diz o advogado de Paulo Roberto da Costa, João Mestieri. Na tarde desta segunda-feira (22), a força-tarefa da Lava Jato fez a acareação e também ouviu quatro dos 12 presos na sexta-feira, na última etapa da Lava Jato. Os depoimentos estavam marcados para sábado, mas foram adiados por falta de pessoal. Os presidentes das construtoras Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo, que também estão presos, ainda não têm data para depor.

OKAMOTTO DEFENDE ORIGEM LÍCITA DE DOAÇÃO DA ODEBRECHT


O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse na tarde desta segunda-feira, 22, que o dinheiro doado pela Odebrecht para a organização que leva o nome do ex-presidente é da "origem mais lícita". Okamotto defendeu que o procedimento existe em vários países do mundo. "Essa experiência de pedir dinheiro para Instituto também não é invenção nossa, outros ex-presidentes já pediram", disse Okamotto, sem citar o Instituto do tucano Fernando Henrique Cardoso. O presidente do Instituto Lula disse que pediu dinheiro às melhores empresas de todos os setores, entre elas a empreiteira Odebrecht. Ele discorreu ainda sobre a função do instituto e sua atuação no Brasil e no Exterior. "As contribuições são para continuarmos nosso trabalho de discutir democracia", disse Okamotto, amigo e um dos assessores mais próximos de Lula, o sujeito que cuida de seus negócios pessoais. O dirigente foi convocado a prestar esclarecimentos na CPI da Petrobrás. Okamotto não quis comentar com os jornalistas sobre uma eventual preocupação da cúpula do Instituto com a prisão de Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Norberto Odebrecht, na 14ª fase da Lava Jato, deflagrada na sexta-feira, 19.

Dirceu tem "baixa periculosidade"?

Os mensaleiros José Dirceu, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, informa o Congresso em Foco, querem obter o perdão de Dilma Rousseff, dentro do pacote de "indulto natalino", assim como ocorreu com José Genoíno. Vão alegar bom comportamento e "baixa periculosidade". O Brasil tem uma noção muito peculiar de "baixa periculosidade".

PT perdeu a utopia e Lula, a vergonha

Lula afirmou hoje que o PT perdeu a utopia e é preciso uma revolução no partido. Ele disse que os correligionários “só pensam em cargo, em emprego, em ser eleito”. “Temos que definir se queremos salvar nossa pele, nossos cargos, ou nosso projeto”, discursou Lula, ao lado do ex-primeiro ministro da Espanha, Felipe Gonzalez. Lula, evidentemente, só pensa em salvar a própria pele. O PT perdeu a utopia e ele, a vergonha. (O Antagonista)

Em todas as frentes

Paulo Roberto Cortez, ex-conselheiro do Carf, disse aos investigadores da Operação Zelotes que o empresário Victor Sandri, um dos citados no inquérito, é “amigo do ex-ministro Mantega” e “ligado ao PT”. A informação é da coluna Expresso, da revista Época. Cortez foi o mesmo que falou, em ligação interceptada pela Polícia Federal, que o Carf havia se tornado um balcão de negócios - e que o PT atuava em todas as frentes.

Os pobres rejeitam Haddad ainda mais

Fernando Haddad gosta de dizer que são os ricos que o desaprovam. Na verdade, todo mundo o desaprova, em especial os pobres. Nas classes A e B, ele é rejeitado por 69% dos paulistanos. Nas classes D e E, esse índice sobe para mais de 74%. A pesquisa foi feita pelo Instituto Paraná.

Paulo Okamotto okamotta

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse hoje que "as contribuições (para o Instituto) são para continuarmos nosso trabalho de discutir democracia". Na semana retrasada, eram para "combater a fome no mundo". Quem sabe, daqui a duas, Paulo Okamotto deixe de okamottar e diga a verdade. aulo Okamotto disse que o Instituto Lula recebeu doações para "pensar a democracia". Depois, definiu a democracia como "exercício solitário de pensar o que é bom para as pessoas". A conclusão inevitável é que a Camargo Corrêa teria pago milhões de reais para Paulo Okamotto ter prazeres solitários.


Okamotto, após pensar no que é bom para as pessoas

Os planos de Dilma e o nosso plano

Essa história de plano de desenvolvimento começou na ditadura getulista e prolongou-se até a ditadura militar. Costumavam ser quinquenais. O PT inovou ao criar os planos semanais. Apenas neste mês, o governo Dilma Rousseff lançou o Plano de Investimentos em Logística, o Plano Agrícola e Pecuário 2015-2016 e está para lançar o Plano Nacional de Exportações. Também encomendou que se faça, em 30 dias, um novo Plano de Reforma Agrária. Todos esses planos são cascatas para desviar a atenção do único plano que realmente nos importa, o único plano econômico efetivo: o Plano de Fazer Dilma Rousseff Cair Fora o Quanto Antes.

SEMINÁRIO DE LULA – Para Okamotto, a democracia é uma masturbação com ambições de ser uma suruba

Não sei se o Brahma estava em seu estado normal ou se alterado por algum fator exógeno. O fato é que convidou Felipe González, ex-primeiro-ministro da Espanha, para debater democracia no instituto que leva o seu nome, e ele mesmo, Lula, defendeu a ditadura, ainda que com outras palavras. O homem rasgou a fantasia quando o tema “imprensa” surgiu à mesa. Tomou a palavra e defendeu a “regulamentação” da mídia, que, segundo ele, é comandada no Brasil por nove famílias e constitui a verdadeira oposição. Mais uma vez, o chefão petista traiu a real intenção do PT nesse caso: é controlar conteúdo, sim. Mais: se a mídia fosse a oposição, então ele estaria querendo controlar a… oposição! Que coisa, né? Há dias, Felipe González esteve na Venezuela. Também ele tentou falar com os presos políticos, a exemplo do que fizeram os senadores brasileiros. Também ele não conseguiu. Deixou o país hostilizado pelo governo de Nicolás Maduro, que é um queridinho de… Lula. Entenderam? Nesse particular, o político espanhol pensa o que pensa a oposição brasileira, que o chefão petista chama de golpista. Há, portanto, uma diferença entre González e o ex-presidente brasileiro: um pode falar em nome da democracia; o outro não. Quem abriu o seminário foi Paulo Okamotto, que é, assim, uma espécie de porão de Lula. Tudo o que diz respeito à vida do Babalorixá de Banânia, que é mais escuro e que não deve ser exposto na sala de visitas, está no subsolo, no departamento Okamotto, o homem que viajava com o Brahma a serviço das empreiteiras. Eu não conhecia o lado, digamos, pensador do camarada Okamotto. O país e o mundo estavam privados, até esta segunda, de um filósofo político inigualável. Ouvindo Okamotto, a gente descobre que a democracia é, assim, uma espécie de masturbação que anseia ser uma suruba. Ele definiu de forma singularmente criativa esse regime político: seria o “exercício solitário de pensar o que é bom para as pessoas”. Ninguém nunca havia atingido essa altitude antes. Nem vai atingir. Calma que há mais. O parceiro de viagens do Brahma refletiu também sobre as redes sociais. Segundo esse criativo pensador, elas “complicam a democracia”. Huuummm… Quando o PT atuava praticamente sozinho nas ditas-cujas, certamente ele não via complicação nenhuma. O PT, como esquecer, criou até uma coisa chamada “MAV” — Militância de Ambientes Virtuais, cujo objetivo é policiar as redes, trolar quem não é petista, assediar moralmente as pessoas, atacá-las, chamá-las de reacionárias, golpistas etc. No PT, quem cuida do tema é um de seus dirigentes mais poderosos: Alberto Cantalice, vice-presidente. Que gente exótica! Okamotto só passou a achar que as redes sociais complicam a democracia quando os petistas começaram a perder a guerra virtual — e como perdem! O partido é motivo de chacota. É por isso que o governo veio com aquela cascata de uso responsável das redes. Como sempre, na raiz de todas as iniciativas dessa gente, está o ânimo para censurar. Sempre que Lula se vê diante de uma personalidade internacional, ele decide refletir com aparente profundidade. Quase repetindo Reinaldo Azevedo, a quem ele atacou no congresso do partido, afirmou que o PT está velho e precisa de uma revolução: “Nós temos que definir se queremos salvar nossa pele, nossos cargos, ou nosso projeto”. Huuummm… Eu diria que os companheiros querem tudo isso. E, de preferência, com uma excelente remuneração. Ah, sim! Repetisse integralmente Reinaldo Azevedo, teria dito: o PT já morreu. Lula promove um seminário de última hora para ver se consegue, repetindo a sua expressão, sair do volume morto. Vai ser difícil, né? Até porque ele tem a sua natureza. Ao citar uma figura pública internacional que teria sido injustamente vitimada, não teve dúvida e saiu em defesa de Saddam Hussein. Perguntou a González: “Alguma vez ele te causou problema?”. Eis uma pergunta que deveria ser feita, por exemplo, a milhares de curdos e iranianos mortos, vítimas do gás sarin. É nojento! Não impressiona que seja um aliado incondicional de Nicolás Maduro. González deve ter pensando: “Caramba! Olhem aonde vim parar!”. É impressionante que o Brasil tenha produzido essa monstruosidade política disfarçada de operário bonachão e bom camarada. Por Reinaldo Azevedo

Gasto de brasileiros no Exterior é o menor em cinco anos


O gasto de brasileiros no Exterior manteve a trajetória de queda em maio, alcançando a marca de 1,41 bilhão de dólares, informa o Banco Central nesta segunda-feira. Trata-se do menor valor para meses de maio desde 2010, quando chegou a 1,15 bilhão de dólares. O recuo de despesas fora do Brasil ocorre em um momento de valorização do dólar ante o real. No mês passado, a moeda americana subiu 5,78%, indo para 3,18 reais. No acumulado dos cinco primeiros meses, o dólar registrou alta de quase 20%, e no acumulado de doze meses, de quase 40%. Com o dólar alto, o preço das passagens aéreas, hospedagem e dos produtos comprados no exterior ficam mais caros. No acumulado dos cinco primeiros meses, as despesas de brasileiros em viagens internacionais somou 8,3 bilhões de dólares, o menor valor em cinco anos. Para efeito de comparação, no ano passado, o mesmo período registrou um gasto de 10,5 bilhões de dólares. Por outro lado, o gasto dos estrangeiros em passeio pelo Brasil ficou em 417 milhões de dólares em maio. A diferença entre o que os brasileiros gastaram no Exterior e o que os estrangeiros desembolsaram no País foi de um saldo negativo de 998 milhões de dólares. No mesmo mês do ano passado, o déficit nessa conta era de 1,734 bilhão de dólares.

Odebrecht pode receber multa de R$ 1,4 bilhão por formação de cartel no Petrolão do PT


Suspeitas por formação de cartel no âmbito da Operação Lava Jato, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez (AG) podem ser enquadradas na Lei Antitruste e receber uma multa de até 20% do seu faturamento. Ou seja, caso a punição seja confirmada, a Odebrecht poderia ser obrigada a pagar multa máxima de 1,4 bilhão de reais, e a AG, de 860 milhões de reais. O Cade tem em mãos ao menos 31 documentos que indicam a participação da Odebrecht e da Andrade Gutierrez no chamado "clube do bilhão", formado por empresas que, mediante pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e agentes políticos, conseguia contratos da estatal. A 14ª fase da Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira, deve aumentar ainda mais esse acervo. Na sexta, os dois presidentes das companhias foram presos e ações de busca e apreensão foram feitas na sede das empresas. Ao todo, o Cade mantém 100 terabytes em documentos que apontam a prática de condutas anticompetitivas ocorridas entre 2003 e o início de 2012 por parte das empresas. Entre as provas obtidas, há planilhas com divisões de obras por empreiteiras, e comprovantes de viagens e trocas de mensagens entre os executivos para o agendamento de reuniões prévias às licitações da Petrobras. Em sua defesa, a Odebrecht negou integrar o cartel e informou que "todos os contratos que mantém há décadas com a Petrobras foram obtidos por meio de processos de seleção e concorrência que seguiram a legislação". Já a Andrade Gutierrez afirmou que "não há qualquer tipo de prova sobre a participação da empresa nesse suposto cartel".

Morre a atriz italiana Laura Antonelli, símbolo sexual dos anos 1970


A atriz italiana Laura Antonelli, destaque das comédias eróticas do cinema italiano dos anos 1970, foi encontrada morta por sua faxineira nesta segunda-feira em casa, em Ladispoli, perto de Roma, informou a imprensa. A causa da morte de Antonelli, de 73 anos, não foi confirmada, porém, suspeita-se que tenha sofrido um infarto. Laura Antonelli nasceu em 28 de novembro de 1941 na cidade de Pula, hoje na Croácia, mas que na época era parte da Itália. Ela ficou famosa ao atuar em filmes cômicos sensuais do fim dos anos 1960 e início dos 1970, como A Revolução Sexual (1968), Malícia (1973), Pecado à Italiana (1974) e Divina Criatura (1975). Durante a carreira, Laura trabalhou com alguns dos grandes nomes do cinema italiano, como Luchino Visconti, Dino Risi, Ettore Scola e Luigi Comencini. A atriz foi casada com Jean-Paul Belmondo de 1972 a 1980, período em que viveu em Paris e rodou vários filmes com diretores franceses.Ainda lançou na época longas como Paixão de Amor (1981) e A Armadilha dos Desejos (1985). Sua carreira chegou ao fim nos anos 1980, após várias cirurgias plásticas malsucedidas e problemas judiciais provocados pela descoberta de cocaína em sua casa. Desde então ela morava em Ladispoli, cidade próxima de Roma.

Datafolha aponta que 87% dos brasileiros defendem a redução da maioridade pena

Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira aponta que 87% dos brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos - mesmo porcentual de abril, o maior desde o primeiro levantamento do instituto sobre o tema. Segundo o estudo, 11% das pessoas são contra a mudança na Constituição, 1% são indiferentes e 1% não souberam responder. Ou seja, o discurso esquerdopata de oposição à redução da maioridade penal é amplamente minoritário e vai contra o desejo do povo brasileiro. Entre os que apoiam a redução, 73% defendem a mudança na lei para qualquer crime. Já 27% preferem que a medida seja válida apenas para determinados crimes - como prevê projeto em discussão na Câmara dos Deputados. De abril para junho, cresceu de 41% para 53% o total de brasileiros que defendem a redução da maioridade para casos de estupro. Em casos de sequestro, 24% são favoráveis à mudança, ante 14% no mesmo período. Para o crime de homicídio, o número cresceu de 75% para 80%. O Datafolha ouviu na semana passada 2.840 pessoas em 174 municípios do Brasil. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa mostrou também que quanto maior o grau de escolaridade, menor o número de pessoas que apoiam a redução. Entre os entrevistados que tinham apenas o ensino fundamental, o apoio é de 90%. Esse número cai para 78% nas pessoas com curso superior.  

Em meio à crise do PT, filho de José Dirceu assa quatro bois para comemorar aniversário

Fartura na casa dos Dirceu
Fartura na casa dos Dirceu
Nem todo petista tem perdido o sono com os rumos do partido. O deputado federal Zeca Dirceu, filho de José Dirceu, aproveitou o fim de semana para assar quatro bois e comemorar seus 37 anos com os amigos. Com direito a fotinho no InstagramPor Lauro Jardim

O GOVERNO GAÚCHO NÃO TEM DINHEIRO PARA NADA, NEM PARA PAGAR SALÁRIOS; POR QUE, ENTÃO, NÃO VENDE A SUA DÍVIDA ATIVA?

O governo do Estado do Rio Grande do Sul, finalmente, chegou ao exaurimento de suas contas públicas. Aquela crise apocalíptica, do fim dos tempos, que era esperada há décadas, parece que finalmente se mostrou com toda sua dimensão explosiva. Anuncia o governo que, neste mês de junho, só haverá dinheiro suficiente no tesouro estadual para pagar no máximo até R$ 2.500,00 por funcionário. Sim, é o sinal do fim dos tempos. Nessas circunstâncias, em uma situação de economia de guerra, só resta a tomada de decisões que têm sido postergadas por muito tempo. Um exemplo: a securitização de toda a dívida pública gaúcha e sua venda ao sistema financeiro. O Estado do Rio Grande do Sul tem hoje acumulada uma dívida ativa que supera os 50 bilhões de reais. No máximo dez por centro desse contencioso seria cobrável pela incompetente máquina pública. E mesmo isso demandaria um gigantesco esforço, com funcionários concomitantemente cobrando reajuste de remuneração por sua suposta competência nessa ínfima cobrança. Assim sendo, o caminho normal seria a entrega desse contencioso de quase 50 bilhões ao setor financeiro, muito mais aparelhado, que conseguiria cobrar valores mais elevados, com mais eficácia. O setor financeiro pagaria por isso ao Estado. Até hoje os governos mantém essa trolha inútil da dívida ativa porque ela faz parte da estrutura de endividamento. Ela é usada para aumentar os créditos do Estado, como se ele tivesse todos esses recebíveis, e assim aumentar a capacidade de endividamento. Como o Estado chegou ao ponto em que não pode mais tomar empréstimos, isso é uma reserva inútil.

SARTORI ESTÁ REUNIDO COM PODERES PARA DEMONSTRAR CONTAS CRÍTICAS DO GOVERNO DO ESTADO

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori  (PMDB), convocou uma reunião de emergência com representantes do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas do Estado, da Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral do Estado. A reunião ocorre a portas fechadas no Palácio Piratini. Sartori quis apresentar cenário dramático da situação financeira e pedir apoio. Da reunião participam também o vice-governador José Paulo Cairoli, os secretários da Casa Civil, Márcio Biolchi, da Fazenda, Giovani Feltes, da Secretaria-Geral, Carlos Búrigo, da Comunicação, Cleber Benvegnú, e o chefe de gabinete, João Carlos Mocellin, e mais o líder do governo na Assembléia Legislativa, Alexandre Postal. Além dos chefes dos poderes, assessores superiores de cada órgão estão ouvindo as ponderações do governo sobre a crise. O governo não sabe como pagar os salários deste mês porque só tem previsão de recursos para quitar valores de até R$ 2,5 mil por cabeça. Acontece que liminares judiciais garantem pagamento integral ao funcionalismo. Isto era a situação mais previsível do mundo, mas até hoje o governador insiste em não apontar para a sociedade gaúcha e o resto do Brasil o efetivo tamanho dramático da crise das contas públicas gaúchas. Vários funcionários públicos me disseram, com todas as letras, que não estavam absolutamente interessados na crise, mas apenas nos seus salários. Isso me foi dito, em uma roda, dentro de sindicato de funcionários da secretaria da Fazenda. E foi dito, com ar de superioridade intelectual, por um dirigente do sindicato, cedido pelo órgão público para a atividade sindical, que se jactava de ter sido secretário da Fazenda de município do Interior em governo do PMDB. Ou seja, é com quadros assim, desse estofo, que conta o PMDB para definição de suas políticas. Não é preciso dizer que o PMDB gaúcho, historicamente, que já está em sem quarto governo após a redemocratização no País, nunca teve plano algum para resolver a dramática situação estrutural das finanças públicas do Rio Grande do Sul. É evidente que o momento atual exigiria soluções dolorosas, muito dolorosas. Essas soluções passariam pela privatização (federalização, entrega para o Banco do Brasil) do Banrisul. Também passaria pela privatização total do que restou com o Estado do setor elétrico (CEEE e suas subsidiárias). Passaria pela privatização da Corsan; pela privatização ou extinção (fechamento) da Corag, da Cesa, da Ceasa e de outros tantos penduricalhos da administração pública. E passaria pelo desligamento provisório de alguns milhares de funcionários, que seriam mandados para casa, recebendo apenas parcela de seus salários. Mas..... nada disso acontecerá, porque a grande política econômica ao alcance dessa gente toda é o milagre, que Deus cuide de todos. Só não se deram conta que isso não é um problema de Deus. Em qualquer família, quando a situação fica crítica de fato nas contas domésticas, a família toma as medidas mais dolorosas. Por que isso não pode ser feito no Estado?

O grande ajuste de Dilma contra o Brasil: hoje a queda do PIB está em (-)1,45% e a inflação em 8,97%. Amanhã ninguém sabe

As estimativas do mercado financeiro para a inflação e para o nível da atividade brasileira neste ano voltaram a piorar, segundo pesquisa realizada na semana passada com mais de 100 instituições financeiras e divulgada nesta segunda-feira (22). Segundo a autoridade monetária, a previsão dos economistas dos bancos para o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do pais, subiu de 8,79% para 8,97%. Foi a décima semana seguida de elevação deste indicador. O novo aumento na estimativa do mercado para a inflação deste ano acontece após a divulgação do IPCA de maio. Neste mês, o IBGE informou que a inflação somou 0,74% em maio, maior taxa para o mês desde 2008, e que acumula 5,34% nos cinco primeiros meses deste ano e 8,47% nos últimos doze meses – a maior taxa para esta comparação desde dezembro de 2003. Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003. Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro reduziram ainda mais a previsão, na semana passada, para uma retração de 1,45%. Foi a quinta queda seguida deste indicador. Até então, a estimativa do mercado era de um recuo de 1,35%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira registrou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2015, puxada pelo desempenho negativo do setor de serviços e da indústria, bem como pelo recuo do consumo das famílias e dos investimentos. Neste início de ano, o que evitou um tombo ainda maior do PIB foi a agropecuária. Após o Banco Central ter subido os juros para 13,75% ao ano no início de junho, o maior patamar em quase nove anos, o mercado subiu, na semana passada, a estimativa para os juros no fim deste ano de 14% para 14,25% ao ano. Isso quer dizer que os analistas estão prevendo uma alta maior da taxa Selic no decorrer de 2015.

O presidente da Mercedes passa o caminhão

O alemão Phillip Schiemer, presidente da Mercedes-Benz no Brasil, deu uma entrevista forte à Folha de S. Paulo. Ele disse que:
a) "O país perdeu a previsibilidade. Nos últimos anos, tivemos muitas mudanças nas premissas da política econômica e ninguém tem segurança do que vai acontecer.
b) "Há 10 anos, a inflação estava baixa, as contas públicas equilibradas e nós sabíamos o que viria pela frente. Há 20 anos, não tínhamos nada disso. Acredito que voltamos uns 20 anos no tempo."
c) "Também não há confiança porque o quadro político é muito complicado. Você acha que alguém vai investir nesse cenário? É melhor ficar parado."
d) "O crescimento do Brasil já vinha sendo artificialmente estimulado pelo gasto público. A impressão que dá é que o governo tentou animar a economia para influenciar nas eleições."
e) "Ninguém precisa de 39 ministérios."
f) "Aqui sempre ouço que existe uma criste mundial. Não sei onde enxergam essa crise, porque China, Estados Unidos e Alemanha não estão em crise. O que temos no Brasil é um problema caseiro. Reconhecer os próprios erros é o primeiro passo para encontrar uma saída."
O que Phillip Schiemer não disse, mas nós depreendemos é que o início da lição de casa é tirar Dilma Rousseff da Presidência da República.

IMPERDÍVEL "ENTREVISTA" DE DANILO GENTILI COM DILMA ROUSSEFF

Lula, o homem chamado “Brahma”. Ou: A coisa tá feia para o seu lado, falastrão!

Prestem atenção ao trecho de um texto:

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca escondeu sua inclinação por um copo de cerveja, uma dose de uísque ou, melhor ainda, um copinho de cachaça, o potente destilado brasileiro feito de cana-de-açúcar. Mas alguns de seus conterrâneos começam a se perguntar se sua preferência por bebidas fortes não está afetando sua performance no cargo. Nos últimos meses, o governo esquerdista de Da Silva tem sido assaltado por uma crise depois da outra, de escândalos de corrupção ao fracasso de programas sociais cruciais.”
Esse é começo de um texto escrito em maio de 2004 por Larry Rother, então correspondente do jornal americano The New York Times no Brasil. A reação de Lula foi violenta. Tentou, acreditem, expulsar Rother do país, ao arrepio da Constituição, sob o pretexto ridículo de que a pátria havia sido ofendida e de que o jornalista havia se imiscuído em assuntos nacionais. Qual assunto nacional? A, digamos, intimidade entre Lula e o álcool?
Pois é… Reportagem da revista VEJA desta semana informa que a Polícia Federal dispõe de mensagens trocadas entre empreiteiros em que Lula, na condição de presidente ou de ex-presidente, era chamado por um apelido: “Brahma”, numa alusão, certamente, a seus hábitos. A metonímia-metáfora nem chega a ser a melhor. Lula não dispensa uma cerveja, mas é conhecida a sua inclinação por uísque desde o tempo em que presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo.
Enquanto a companheirada enfrentava a polícia, perdia o emprego e corria alguns perigos, o máximo de risco a que se submetia o chefão era se embebedar na sede da Fiesp, em animadas conversas com os empresários do então “Grupo 14”. Um deles, remanescente daquele turma, já me disse que, por lá, o Babalorixá de Banânia nunca foi visto como líder esquerdista. A avaliação que os empresários tinham é a de que ele queria se dar bem e faria qualquer coisa para chegar ao poder.
Pois é… É claro que Lula ser chamado de “Brahma” pelos empreiteiros — e importaria pouco se fosse bebum, beberrão, bêbado, pau d’água, cachaceiro, ébrio, borracho — tem menos importância do que aquilo que revelam as mensagens que vêm a público. Fica evidente que, na Presidência da República ou não, sóbrio ou não, ele se comportava como um mero lobista.
Em outubro de 2012, Léo Pinheiro, presidente da empreiteira OAS, relata a um executivo seu: “Estive essa semana com o Brahma. Contou-me que quem esteve com ele aqui foi o presidente da Guiné Equatorial, pedindo-lhe apoio sobre o problema do filho. Falou também que estava indo com a Camargo para Moçambique X Hidrelétrica X África do Sul”.
Nota: a Guiné Equatorial, hoje uma importante produtora de petróleo, é uma das ditaduras mais sanguinárias no mundo. Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, o amigão de Lula, governa o país desde 1982 — há 33 anos, portanto. É considerado pela “Forbes” o oitavo governante mais rico do mundo, embora o país esteja entre os últimos no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O tal filho, que vai herdar o trono, é um bandido chamado “Teodorin”. É aquele que financiou o desfile da Beija-Flor neste ano.
Aí é a vez de um executivo da OAS escrever a Léo Pinheiro: “Colocamos o avião à disposição do Lula para sair amanhã ao meio-dia. Seria bom checar com o Paulo Okamotto se é conveniente irmos no mesmo avião”. Como se nota, os empreiteiros tinham a noção da, digamos, “inconveniência”.
O “Brahma” alimentava também os sonhos sebastianistas dos companheiros empreiteiros. Em dezembro de 2012, escreve um executivo da OAS: “O clima não está bom para o governo. O modelo dá sinais de esgotamento, e o estilo da número um tem boa parte da culpa”. Em novembro de 2013, voltava à carga: “A agenda nem de longe produz os efeitos das anteriores do governo Brahma”. Referindo-se a Dilma, na comparação com Lula, analisa o executivo da OAS: “A senhora não leva jeito: discurso fraco, confuso, desarticulado, falta de carisma”. Bem, essa parte é mesmo verdade. Ocorre que o propósito não era bom. Eles queriam a volta de Lula.
Presidentes ou primeiros-ministros podem fazer lobby, digamos, político em favor das empresas do seu país? Podem e até devem. O governo americano pressionou para que o Brasil comprasse os caças da Boeing; o francês, para que fosse da  Dassault, e o sueco, da Gripen. Mas nenhuma dessas empresas foi flagrada em relações incestuosas com o partido do governo ou com o chefe do Executivo. Não reformaram o sítio do mandatário, não lhe pagaram milhões para dar palestras, não o transformaram em mascate de seus interesses, não lhe construíram um tríplex — para ficar nas miudezas.
A política brasileira nunca foi algo a ser copiado pelo resto do mundo. Mas parece claro, a esta altura, que Lula e o PT a conduziram a um novo patamar do vexame.
Há uma grande diferença entre promover os interesses nacionais dando suporte claro e legal a empresas nativas no exterior e se comportar como um lobista vulgar. Há uma diferença entre um empresário chamar o chefe do Executivo de “Excelência” e de “Brahma”. E a cerveja, coitada, nem tem nada com isso. Dizem-me os apreciadores que é de ótima qualidade. E, definitivamente, esse não é o caso de Lula. Se cerveja fosse, eu não a recomendaria para consumo humano.
A coisa tá para feia para o seu lado, falastrão! Por Reinaldo Azevedo

Comunicado da Odebrecht contesta cada uma das razões alegadas para decretação da prisão de seu presidente. Ou: Há quase uma unanimidade no mundo jurídico de que não há motivo para a preventiva

Vamos ver. Há muita conversa na praça. Marcelo Odebrecht teria dito que não cairia sozinho. Emílio, seu pai, teria afirmado: “Se prenderem Marcelo, terão de construir mais três celas: para mim, para Lula e para Dilma”. É inútil tentar chegar à origem dessas falas. Terminam no nada. O mais provável é que sejam mera boataria. A razão é simples. Elas são uma confissão de culpa. Convenham: por que fariam isso?

A Odebrecht publica hoje um comunicado nos jornais — leiam abaixo. Não parece ser coisa de quem pretende, como se diz por aí, incendiar a República. A nota contesta cada uma das justificativas alegadas pelo juiz Sergio Moro para decretar a prisão do presidente do grupo. Num dos casos, Moro já admitiu o erro. O dinheiro que a empreiteira teria transferido a Pedro Barusco fez parte de uma operação de compra de títulos privados feita pelo ex-gerente.
O e-mail em que um diretor admitiria sobrepreço, com cópia para Marcelo Odebrecht, diz o grupo, refere-se a lucro, não a propina, até porque o texto trata de uma negociação entre empresas privadas. A Odebrecht nega ainda que houvesse cartel de empreiteiras porque “o processo de contratação era inteiramente controlado pelo contratante”.
Não sei, não. Conversei com advogados das mais variadas tendências desde sexta-feira — dos que gostam do PT aos que odeiam o partido. Há uma unanimidade: as justificativas para a prisão preventiva de Marcelo Odebrecht são frágeis. Um deles afirma: “Ainda que o e-mail se refira a propina, a esta altura, não caracteriza motivo para preventiva”.
Mas a argumentação que mais choca os advogados é que a prisão se faz necessária porque o governo não tomou as providências para que a Odebrecht deixe de ser contratada para obras públicas. “Se assim é, e digamos que isso fosse uma imposição legal, então é preciso prender o governo, não o empreiteiro”.
Igualmente atrabiliária se considera a afirmação de que a prisão se justifica porque a empresa não teria tomado nenhuma medida até agora para punir pessoas envolvidas com o esquema. “Para prender alguém, é preciso que se o faça de acordo com a lei; em que lei se baseia essa consideração? Eu não sei”, diz um dos advogados.
Um notório crítico do PT, convicto de que a Odebrecht está, sim, envolvida em ilegalidades, afirma: “Pode ter sido um tiro no pé. Acho impossível a Odebrecht não estar envolvida no esquema porque era a maior, e parece que todas estavam. Mas é preciso haver motivo consistente para mandar prender alguém. Só a convicção não serve. Acho que houve precipitação. Se for só isso, o habeas corpus parece certo”.
Ainda vou voltar ao tema, caros leitores. Vamos ver o que decidirão os tribunais. É claro que há um clamor para que os empreiteiros sejam mantidos na cadeia. E não é menos verdade que havia a tal pergunta: “Quando vão pegar a Odebrecht?”.
Volto ao ponto de sempre: que cada um pague por aquilo que fez, chame Marcelo, Pedro, Paulo ou João. Mas convém que as coisas sejam feitas dentro da lei. O próprio Moro admite que uma das razões alegadas para decretar a prisão está furada. Convenham: para mandar alguém para a cadeia, seja pedreiro ou empreiteiro, é preciso ter um pouco mais de cuidado, não? Ou a investigação acaba correndo o risco de se desmoralizar.
Não estou comparando os casos, mas alertando: vejam os descaminhos, por exemplo, da Operação Satiagraha ou da condenação de Edemar Cid Ferreira, ex-controlador do Banco Santos. Não faz sentido atropelar a lei para depois concluir que há impunidade no país. E que fique claro: ESTE TEXTO SE REFERE À PRISÃO PREVENTIVA. NÃO TRATA DA CULPA OU DA INOCÊNCIA DE NINGUÉM. E encerro com uma sugestão: não é difícil conversar com um advogado ou especialista em direito. Façam isso. A opinião com informação se qualifica.
Segue íntegra do comunicado.
Comunicado Odebrecht 1Comunicado Odebrecht 2Comunicado Odebrecht 3Comunicado Odebrecht 4Comunicado Odebrecht 5Comunicado Odebrecht 6
Por Reinaldo Azevedo

Dilma continua a pedalar em 2015. E não só na bicicleta. Quem vai assumir a culpa desta vez?

Uma das manobras consiste em atrasar o repasse do Tesouro, para os bancos públicos, do dinheiro necessário para pagar benefícios sociais ou financiar investimentos com juros mais baixos. Para manter os desembolsos, os bancos acabam usando seus próprios recursos. O TCU considera que, dessa forma, eles financiaram seu controlador (o governo), o que é proibido pela lei. O tribunal condenou essa e outras práticas ao analisar as contas de 2014 do governo, e exigiu explicação por escrito de Dilma em 30 dias. Se não se der por satisfeito, recomendará ao Congresso que rejeite as contas da presidente, algo inédito e que, se confirmado pelo Legislativo, poderá embasar uma ação de impeachment. 
Dívida crescente
Só no primeiro trimestre de 2015, a dívida do governo com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil cresceu mais de R$ 2 bilhões com o represamento. Com isso, o governo sangra menos o caixa e melhora os indicadores de desempenho do gasto oficial. A dívida do Tesouro com a Caixa Econômica Federal, pagadora de programas sociais, e o Banco do Brasil, financiador do crédito agrícola, já chegou a R$ 19 bilhões no fim de março. O Tesouro devia ainda, no final do ano passado, R$ 26,2 bilhões ao BNDES (banco estatal de fomento) para subsidiar empréstimos a programas de investimento. Nesse caso, o dado de 2015 ainda não foi divulgado, mas técnicos do governo afirmam que o valor também cresceu. Os números são os mesmos usados pelo TCU para embasar a condenação das “pedaladas” de 2014. O TCU calculou o valor das dívidas com os três bancos e com o FGTS em cerca de R$ 40 bilhões na época da sua auditoria, com números até junho do ano passado. Essa conta já está próxima de R$ 60 bilhões. O valor supera a economia prometida pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda) para reduzir a dívida pública, um superavit de R$ 55 bilhões neste ano. O aumento das dívidas neste ano significa que o dinheiro que o governo reservou para ressarcir os bancos não tem sido suficiente sequer para pagar as novas despesas registradas em 2015. Ao atrasar novamente os pagamentos, a Fazenda consegue melhorar o resultado das contas públicas em momento de queda na receita e dificuldade de cortar gastos.