quinta-feira, 11 de junho de 2015

Primo de Richa e oito fiscais do ICMS do Paraná estão foragidos, diz Promotoria

O empresário Luiz Abi Antoun, primo do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), é considerado foragido pelo Ministério Público Estadual. Sua prisão foi decretada na quarta-feira (10) e, até o início da noite desta quinta (11), não havia sido preso. Os promotores dizem não saber sequer se Abi Antoun, que Richa diz ser um primo "distante", está no país. Além dele, outras oito pessoas, auditores da Receita Estadual, que tiveram prisões decretadas pela Justiça, também não foram localizadas. Os pedidos de prisão integram a segunda fase da Operação Publicano, que investiga esquema de corrupção e sonegação fiscal na receita do Paraná. Na quarta-feira, 47 pessoas foram presas –ao todo, a Justiça expediu 68 mandados de prisão, sendo 50 contra auditores fiscais. A operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime, vinculado ao Ministério Público) apura a existência de um esquema organizado que cobra propina de empresários do Paraná. Auditores exigiam dinheiro de empresários para abater ou anular dívidas. Abi Antoun, primo, ex-assessor parlamentar e amigo de Richa, é considerado um dos mais influentes e importantes membros da organização criminosa, segundo denúncia dos promotores. "É evidente que Luiz Abi Antoun atua não apenas como ascendência sobre os maiores escalões da Receita, mas também com toda sua influência política no governo estadual", segundo trecho da denúncia do Gaeco. O documento traz foto de Richa ao lado de Abi Antoun e de Márcio de Albuquerque Lima, companheiro de corridas do governador e ex-inspetor geral de fiscalização da receita. Lima foi preso na quarta-feira. A denúncia também aponta que dinheiro da propina recolhida dos empresários abasteceu a campanha de reeleição de Richa, em 2014. O PSDB e o governador tucano negam a denúncia. "É uma super organização criminosa na receita que extrapola os limites do município (Londrina)", diz o promotor Renato de Lima Castro. Abi também é protagonista de outra operação do Gaeco, a Voldemort, que apura fraude em licitação para manutenção de veículos oficiais do governo. 

Falha em operação e segurança causou explosão em plataforma, diz Petrobras

Falhas na operação, na instalação de equipamentos e nos procedimentos de segurança foram responsáveis pela explosão, em 11 de fevereiro, em navio plataforma que operava para a Petrobras no mar do Espírito Santo. Nove pessoas morreram e 26 ficaram feridas no acidente. A unidade, Cidade de São Mateus, pertencia à norueguesa BW Offshore e operava nos campos Camarupim e Camarupim Norte, na Bacia do Espírito Santo. A bordo trabalhavam 74 pessoas. As causas da explosão foram apontadas pela própria estatal, e fazem parte de relatório elaborado pela companhia. De acordo com a Petrobras, o relatório foi encaminhado para a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a Polícia Federal e a Polícia Civil. A estatal informou que as conclusões do relatório estão sendo divulgadas internamente na empresa. À BW, dona da plataforma, coube divulgá-las "para a indústria do petróleo", como forma de prevenir acidentes futuros. A empresa nega ter sido alertada anteriormente para o risco de acidentes na unidade. A ANP informou, por sua vez, que tem até seis meses para concluir sua investigação independente sobre o acidente, quando, então, revelará as causas identificadas que contribuíram para a explosão.

PT aprova documento com críticas brandas ao governo Dilma

A tese que traz as críticas mais brandas à política econômica do governo Dilma Rousseff e propostas como a volta da CPMF, o imposto sobre o cheque, foi aprovada no primeiro dia do Congresso Nacional do PT, que começou nesta quinta (10), em Salvador (BA). O documento intitulado "Carta de Salvador" tem o apoio do ex-presidente Lula e da corrente majoritária do partido, a CNB (Construindo um Novo Brasil). Ele foi escolhido pela maioria dos 525 delegados presentes. Nesta tarde foram apresentados seis documentos elaborados por diferentes correntes petistas. Os representantes de cada um deles fizeram um balanço sobre a crise atual do partido e apresentaram propostas para que a sigla resgate sua credibilidade. Markus Sokol, integrante da ala mais à esquerda do PT e defensor da tese "Resgatar o Petismo", começou sua apresentação saudando o ex-tesoureiro da sigla João Vaccari Neto, preso desde abril na esteira das investigações da Operação Lava Jato. "Antes de começar, gostaria de prestar uma homenagem ao companheiro Vaccari, que foi preso injustamente", disse ele, arrancando cerca de três minutos de palmas da plateia, que chegou a ficar de pé por alguns instantes. A defesa do ex-tesoureiro tem sido constante. Na maioria dos encontros realizados pela sigla, como a reunião do diretório nacional do partido, em Fortaleza, a comemoração dos 35 anos do PT, em Belo Horizonte, e a abertura do Congresso Estadual do PT, em São Paulo, houve manifestação de lideranças em apoio a Vaccari. O discurso de Sokol foi o mais duro em relação ao governo Dilma Rousseff. Ele criticou a "operação abafa" feita para calar às críticas internas ao ministro da fazenda Joaquim Levy durante o encontro. "Na segunda soube que Levy não pode ser tratado como Judas, na terça ele virou Jesus Cristo e hoje vi que ele subiu ao céu e nem criticado pode ser", disse. Ele também vociferou contra o anuncio feito na propaganda petista exibida na tevê de que os filiados condenados à corrupção serão expulsos do partido. "É um cretinismo jurídico dizer que quem foi condenado por corrupção está automaticamente expulso do partido".

Ministros do STF divergem sobre proposta de SP para quitar precatórios

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello e Luís Roberto Barroso divergiram nesta quinta-feira (11) sobre o modelo da proposta discutida pelo governo e a prefeitura de São Paulo com o Congresso para quitar os precatórios, dívidas decorrentes de decisões judiciais contrárias ao setor público. Em março, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que as gestões estaduais e municipais quitem até 2020 esses débitos. A saída costurada pelo governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad prevê incluir na Constituição Federal permissão para a utilização de novas fontes. A principal delas é a autorização do uso de 30% dos depósitos judiciais não tributários. Durante um julgamento na tarde desta quinta no STF, o modelo dessa proposta foi criticado pelo ministro Marco Aurélio, que considera a utilização desses recursos uma espécie de manobra. Os recursos referem-se a quantias de disputas judiciais das quais o setor público não participa, depositadas em juízo, que ficam sob responsabilidade do Poder Judiciário até a sentença final. "É a babel. A segurança jurídica onde fica? O Estado tem que funcionar a partir do orçamento, não pode pretender pegar caronas, muito menos em depósitos, cujos valores pertencem às partes envolvidas em um processo", provocou o ministro. "Eu, por exemplo, sou um crítico ferrenho, porque eu penso que o Estado tem que funcionar com o orçamento. Daqui a pouco um Estado qualquer vai querer também ter um empréstimo compulsório consideradas as minhas parcas economias que tenho", completou. No julgamento que estipulou prazo para a quitação dos precatórios, o ministro do STF Luís Roberto Barroso citou uma lei estadual, de 2013, que permitiu ao governo do Rio de Janeiro utilizar parcela dos depósitos judiciais que não envolvem o poder público para quitar os precatórios. Em conversa com jornalistas, o ministro Luís Roberto Barroso disse que não trataria de casos novos, mas apenas de questões já julgadas. Ele afirmou que em seu voto sobre precatórios considerou razoável a solução encontrada pelo Rio que era de utilizar 25% do dinheiro dos depósitos judiciais não tributários para fins de pagamento de precatório. "É com isso que o Rio colocou em dia o pagamento dos precatórios, e possivelmente é um dos únicos Estados da federação que está em dia. Portanto, eu achei boa a solução adotada pelo Rio para este fim, boa mas não imune a controvérsias, porém achei que solucionou o problema", afirmou. Em São Paulo, onde o governo deve R$ 17 bilhões em precatórios e a prefeitura outros R$ 15 bilhões. Atualmente, o governo e a Prefeitura de São Paulo já utilizam para pagamento de precatórios o equivalente a 70% dos depósitos judiciais e administrativos tributários efetuados em seu favor. Eles são associados, por exemplo, a processos dos quais as instâncias de governo participam, como disputas com funcionários públicos e empresas acusadas de sonegar impostos.

Após sentir autoritarismo na pele, ex-premiê espanhol diz que Venezuela está “se destruindo”

O socialista Felipe González teve de ir embora do país após o governo bolivariano do ditador Nicolás Maduro impedi-lo de se encontrar com os presos políticos


De volta à Espanha, após testemunhar o autoritarismo do governo bolivariano de Nicolás Maduro, o ex-primeiro-ministro Felipe González afirmou nesta quinta-feira que a "Venezuela é um país em processo de destruição". "O responsável pela catástrofe que vive o país, em termos de segurança, econômicos e sociais, é Maduro", disse o político. González havia desembarcado em Caracas no domingo, mas foi obrigado a deixar a Venezuela na terça-feira após Maduro ignorar todos os seus pedidos para amparar judicialmente os opositores presos por razões políticas. O ex-premiê não obteve as autorizações para assessorar os advogados que defendem os réus, assistir ao julgamento como um civil e nem para visitar os opositores na prisão. González, no entanto, declarou que voltará em breve ao país "para articular a defesa jurídica dos opositores]de acordo com os pactos internacionais que a Venezuela é obrigada a seguir". Para o ex-premiê, a rejeição aos desmandos do mandatário bolivariano é tamanha que os principais aliados venezuelanos começarão a abandoná-lo de forma gradativa, incluindo o regime comunista de Cuba. "A situação venezuelana e a atuação de Maduro são mais um estorvo para o ditador Raúl Castro do que uma ajuda", disse González. Antes mesmo de planejar a viagem à Venezuela, González foi obrigado a ouvir desaforos de Maduro e de sua base aliada. Em abril, a Assembleia Nacional do país emitiu um decreto que declarava o ex-premiê "persona non grata". Logo após a confirmação de que o político havia deixado Caracas, Maduro recorreu a uma rede de televisão para dizer que o ex-premiê havia "fugido". Ele também cobrou explicações da Colômbia, que forneceu um avião das Forças Aéreas para transportar o político para Bogotá, mas foi ignorado pelo presidente Juan Manuel Santos. O ex-prefeito de San Cristóbal, Daniel Ceballos, encerrou nesta quinta-feira a greve de fome que já durava quase vinte dias. Tanto Ceballos quanto o chefe do partido opositor Vontade Popular, Leopoldo López, protestam contra as práticas repressivas do governo de Maduro. Segundo Patricia de Ceballos, mulher do político e atual prefeita de San Cristóbal, o opositor comunicou a decisão através de uma chamada telefônica. Por meio de seu Twitter, Patricia disse que o ex-prefeito está recebendo um soro intravenoso para se recuperar do longo período sem ingerir alimentos. Os advogados de Ceballos haviam dito recentemente que ele tinha perdido dez quilos e só conseguia se locomover em uma cadeira de rodas. Ainda não está claro se López também interrompeu a greve de fome.

Cerveró recebeu propina no Panamá e Belize, diz Suíça


A Procuradoria Pública Suíça concluiu haver indícios de que o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, recebeu propina e lavou dinheiro por meio de duas empresas offshore: a Russel Advisors AS e a Forbal Investment Inc, localizadas no Paraná e em Belize. As conclusões do Ministério Público suíço foram encaminhadas ao Brasil com pedido para que o caso continue a ser investigado. Cerveró já foi condenado a cinco anos de prisão pelo juiz Sergio Moro por lavagem de dinheiro por ter utilizado dinheiro de propina para comprar um apartamento de luxo no Rio de Janeiro. No novo caso envolvendo o ex-dirigente, as investigações das autoridades suíças levam em consideração as declarações do executivo Julio Camargo, que em acordo de delação premiada disse ter recebido 40 milhões de dólares em propina da Samsung Heavy Industries para que a empresa sul-coreana conseguisse contratos de navios-sonda com a Petrobras. Parte dos recursos acabou repassada a uma conta da offshore Three Lions Energy Inc., no banco Credit Suisse. A Three Lions tem como beneficiário econômico o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como o operador do PMDB no escândalo do Petrolão do PT. Seguindo o rastro do dinheiro, os investigadores conseguiram mapear um pagamento de 75.000 dólares da Three Lions para a offshore panamenha Russel Advisors SA, que tem Nestor Cerveró como beneficiário. "Os depoimentos de Camargo segundo a sua acusação de 14 de dezembro de 2014, que incriminam Cerveró e são imputados a ele, podem ser corroborados pelos documentos levantados na Suíça, ao menos em relação ao valor de US$ 75.000,00. Portanto, também na presente investigação existe a forte suspeita, que Cerveró, através do recebimento de um pagamento no valor de US$ 75.000,00 no dia 17/09/2008, esteja culpado da corrupção passiva", diz a Procuradoria. O Ministério Público do país europeu também mapeou indicativos suspeitos de que Nestor Cerveró manteve movimentação bancária incompatível no Banque Heritage em nome da empresa offshore Forbal Investment Inc., de Belize. Entre maio de 2009 e março de 2014, Cerveró recebeu cerca de 675.000 dólares na conta, incluindo o depósito de aproximadamente 300.000 dólares de Alexandre Amaral de Moura, proprietário da Comtex Industria & Comércio. A Contex é interpretada pelos investigadores como uma potencial fornecedora da Petrobras por fabricar sistemas de vigilância. "A transferência de De Moura para Cerveró no valor de US$ 300.000,00 deve ser qualificada como possível pagamento de suborno", afirma a investigação. Para reforçar os indícios de que o ex-diretor praticou o crime de lavagem de dinheiro, a Procuradoria rastreou documentos bancários de De Moura e encontrou o repasse de 340.000 dólares para uma empresa que tinha como beneficiário o também ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, réu confesso no escândalo do Petrolão do PT. "Em relação aos pagamentos efetuados para Cerveró, respectivamente, para a Forbal Investment Inc., de propriedade dele, também há a suspeita de que se tratava de pagamentos de suborno", diz o promotor federal Stefan Lenz. Apesar de ter conseguido rastrear o caminho do dinheiro, a Procuradoria diz que é possível que Nestor Cerveró tenha retirado o dinheiro das offshores e transferido para Londres em uma operação de lavagem de capitais.

POLÍCIA FEDERAL VAI OUVIR O BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU E DEVE INVESTIGAR O INSTITUTO LULA


A Polícia Federal pretende convocar o ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu para depor em Curitiba, onde estão concentrados a maior os processos da Operação Lava Jato. De acordo com o delegado Igor de Paula, que atua nas investigações sobre o escândalo do Petrolão do PT, o ex-chefe da Casa Civil, condenado no julgamento do Mensalão do PT, deve ser ouvido para esclarecer os pagamentos que recebeu da construtora Camargo Corrêa. Mais: depois da confirmação de que o Instituto Lula e o LILS Palestras Eventos e Publicidade, ambas ligadas ao ex-presidente petista, receberam, entre 2011 e 2013, 4,53 milhões de reais da empreiteira Camargo Corrêa, a Polícia Federal estuda abrir um inquérito específico para investigar a legalidade dos repasses da gigante da construção, um dos alvos da Operação Lava Jato, e o instituto criado pelo ex-presidente depois de deixar o Palácio do Planalto. Laudo da Polícia Federal registra que a Camargo Correa, empreiteira cujos dirigentes confessaram, em delação premiada, terem desembolsado 110 milhões de reais em propina para duas diretorias da Petrobras, pagou três parcelas de 1 milhão de reais cada ao Instituto Lula entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013 e mais 1,527 milhão de reais para a LILS Palestras Eventos e Publicidade entre setembro de 2011 e julho de 2013. No caso de José Dirceu, constam os pagamentos de 900.000 reais da construtora para a JD Assessoria e Consultoria por meio de dez depósitos bancários. José Dirceu teve a quebra dos sigilos bancário e fiscal decretada pela juíza Gabriela Hardt em janeiro após o Ministério Público, aliado à Receita Federal, terem apresentado indícios de que as consultorias prestadas pelo ex-ministro funcionariam, na verdade, para pagamento de propina. Dados da Receita Federal apontam que a empresa do ex-ministro José Dirceu faturou pelo menos 29,2 milhões de reais com a prestação de serviços de consultoria, de 2006, depois de deixar o governo Lula, a 2013, quando começou a cumprir pena pela condenação no julgamento do Mensalão do PT. "Provavelmente, o instituto vai ser chamado a comprovar a razão desses pagamentos e também a empresa vai ter que dizer o porque disso de enviar 3 milhões de reais ao Instituto Lula. A JD Consultoria também. Acho que, sobre a oitiva do ex-ministro José Dirceu, vai chegar um momento em que será inevitável. A gente não sabe ainda quando, mas vai ser provavelmente no momento mais adequado do ponto de vista das provas, quando tudo estiver bem reunido para evitar que ele venha e depois tenha que ser ouvido de novo, mas eu encontro como inevitável", disse o delegado Igor de Paula. "O Instituto Lula e esses repasses são trazidos para os autos agora pela primeira vez. Possivelmente [pode ser aberto um inquérito especial para o Instituto]", completou ele. "O que vai se rfeito a partir do laudo é ver se há realmente indícios de irregularidade ali. Havendo indícios, com certeza é natural que se instaure inquérito para apurar", afirmou ele. Na avaliação do delegado que atua na Operação Lava Jato, o presidente e o vice-presidente da Camargo Corrêa terão de ser ouvidos novamente para esclarecer os 183,79 milhões de reais repassados pela empreiteira em doações "de cunho político", entre 2008 e 2013. Foram detectados ainda o envio de 67 milhões de reais para o lobista Julio Camargo, empresário que também fez acordo de delação premiada e confirmou que o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e operador do PMDB no escândalo da Petrobras, recebeu 40 milhões de dólares em propina em uma transação envolvendo a compra de navios-sonda da Samsung Heavy Industries. "Temos individualmente cada uma das operações de pagamento. Vai ser um trabalho extenso, mas eles devem esclarecer o motivo daquelas transações, qual a origem daquelas doações. Os dados reforçam principalmente a tese que vem se confirmando de que as doações legais não são doações, mas repasses fruto de contratos fechados com o pagamento de propina. Vamos tentar detalhar a natureza desses repasses individualizados, como os do Instituto Lula, as empresas de consultoria e tentar esclarecer o que está em cada um daqueles repasses", explicou o delegado. Dalton Avancini e Eduardo Leite já aceitaram fazer acordos de delação premiada e confirmaram que foram pagos pela empreiteira, ao longo de seis anos, 110 milhões de reais em propinas na Petrobras para os ex-diretores de Serviços, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. Em sua delação premiada, Eduardo Leite afirmou que "entre 2007 e 2012 a construtora pagou 110 milhões de reais em propinas, sendo 63 milhões de reais para a Diretoria de Serviços e 47 milhões de reais para a Diretoria de Abastecimento".

Vergonha! Ministro da Justiça vai a Minas Gerais defender mulher do governador envolvida em graves denúncias de corrupção.


Questionado sobre o envolvimento de Carolina no caso, Cardozo reagiu: "Temos o terrível hábito, às vezes, de condenar, execrar, quando está em curso apenas uma investigação. Investigação é aquilo que se faz quando não se tem prova definida para a culpabilidade". O ministro disse ainda que, em caso de erro na investigação da PF, órgão subordinado ao Ministério da Justiça, eles serão corrigidos com o exercício do direito de defesa. Ele não quis, contudo, tratar do mérito das suspeitas sobre Carolina. "Se houver algum equívoco em qualquer operação da PF, seguramente se esclarecerá e a justiça será feita. Por isso que nós jamais podemos prejulgar nada", reiterou Cardozo. Carolina foi alvo da Operação Acrônimo, desencadeada no último dia 29 de maio. A Polícia Federal fez buscas num apartamento alugado por ela em Brasília. Conforme as investigações, a primeira-dama é dona da Oli Comunicação e Imagens, empresa que seria "fantasma" e teria sido usada para movimentação financeira indevida pelo grupo do empresário Benedito Rodrigues, o Bené, dono da Gráfica Brasil e diversas outras empresas. O empresário foi um dos principais fornecedores da campanha de Pimentel. A PF concluiu que a Oli é de fachada ao visitar o endereço da empresa, em Brasília. No local, funcionaria a PP Participações, uma das firmas de Bené, que seria usada no esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Segundo os investigadores, não foi encontrada qualquer evidência de que a Oli existisse, de fato. Pimentel alega que a mulher é vítima de um equívoco da Polícia Federal. A defesa de Carolina argumenta que Oli funcionou no endereço em Brasília até meados do ano passado e, só depois disso, a outra empresa se instalou. Ao falar da possibilidade de equívoco nesta quarta-feira, Cardozo repetiu uma possibilidade levantada por Pimentel. A visita a BH integra um esforço do governo federal para dar apoio político ao governador Pimentel em um momento de vulnerabilidade. Além de Cardozo, que anunciou investimentos em Minas, passou pelo Palácio da Liberdade nesta quarta-feira o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi. "Ele (Pimentel) é uma pessoa acima de tudo isso", afirmou Occhi, ao ser questionado sobre a revoada de ministros a BH. Desde a operação, Pimentel tem se esquivado de perguntas da imprensa. Nesta quarta, deu as costas aos jornalistas e saiu antes de as coletivas com os ministros se encerrarem.

CPI quebra sigilos de José Dirceu e convoca presidente do Instituto Lula


Em uma sessão tumultuada, a CPI da Petrobrás aprovou 140 novos requerimentos, entre eles a convocação do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, a quebra de sigilos do ex-ministro José Dirceu e de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, a convocação e quebra de sigilo do lobista Milton Pascowitch, além de acareações entre os principais personagens da Operação Lava Jato, entre eles o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. A convocação de Okamotto passou a ser discutida após a Polícia Federal revelar que a Camargo Corrêa, investigada na Lava Jato, doou R$ 3 milhões ao instituto. O PT impôs sua obstrução até parte da sessão na tentativa de retardar o andamento da votação. A oposição, alinhada com os peemedebistas, conseguiu derrubar os pedidos de retirada de pauta dos petistas e os requerimentos puderam ser apreciados em bloco, de uma só vez. A ordem do dia no plenário, que estava prevista para começar nesta manhã, foi suspensa e, numa ação orquestrada, assim que os requerimentos foram aprovados na CPI, a votação da reforma política foi retomada no plenário. Os requerimentos extra pauta não foram apreciados. O deputado Afonso Florence (PT-BA) acusou a CPI, comandada pelo PMDB, de não convocar e blindar os envolvidos nas investigações que acusam outros partidos além do PT. Júlio Camargo, da Toyo Setal, e Jayme de Oliveira Filho, conhecido como Careca, ficaram de fora das convocações. “Estão blindando (Jayme e Júlio) porque atinge o presidente da Casa (Eduardo Cunha), que suspendeu a sessão (no plenário) de forma muito adequada”, apontou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), autor dos requerimentos que não foram votados. “Júlio Camargo é central nesse processo”, concordou o relator Luiz Sérgio (PT-RJ), lamentando a forma como os requerimentos foram aprovados. Exaltados, os petistas reclamaram que a ação foi orquestrada para expor o PT no dia da abertura de seu 5º Congresso. “Não pode transformar a CPI em tiro ao alvo ao PT”, protestou Florence. Os tucanos acusaram o PT de impedir as investigações da CPI. “Bandidos do PT estão presos e eles não querem que sejam acareados?”, provocou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP). “Hoje no PT tem bandidos de quinta categoria”, insistiu o tucano. Pedidos de quebra de sigilo de José Dirceu e de sua empresa já haviam sido autorizados pela Justiça Federal do Paraná, que concentra as ações ligadas à Lava Jato. Na ocasião, a defesa do ex-ministro tentou derrubar o pedido por entender que a empresa do petista não ter "qualquer vínculo com os contratos das empreiteiras com a Petrobrás". Entre os requerimentos aprovados está uma série de acareação entre o ex-diretores da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e Renato Duque, o ex-gerente Pedro Barusco e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Foram aprovados também pedidos de acareação com o doleiro Alberto Youssef e o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. Há ainda aprovações para acesso a quebra de sigilo e convocações de parentes de Youssef; quebra de sigilos e busca e apreensão no Grupo Schahin; quebra de sigilo contra as empresas de Julio Faerman (ex-representante da SBM Offshore) e de seus filhos Eline e Marcello Faerman; e novas convocações, como da viúva do ex-deputado José Janene (PP-PR), Stael Janene, da mulher de Paulo Roberto Costa, Marici Costa, do ex-ministro da Controladoria Geral da União (CGU) Jorge Hage, de funcionários da CGU, e do petista José de Filippi Júnior.

Notas de gráfica em Minas Gerais abrem troca de acusações entre PT e DEM

A Gráfica Brasil, que pertence à família do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, aparece como emissora de três notas fiscais para a campanha de uma ex-candidata a deputado estadual do PT em Minas Gerais, no ano passado, cuja numeração se repete em outros três documentos apresentados à Justiça Eleitoral pelo comitê do partido no Estado. A legenda alega que pode ter sido alvo de “um grave crime” envolvendo uma contadora filiada ao DEM, acusação negada pela sigla adversária dos petistas. Suspeitas sobre a Gráfica Brasil surgiram no mês passado, com a Operação Acrônimo. Bené é investigado pela Polícia Federal por suposta ligação com um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos. O empresário foi preso no dia 29 e liberado após fiança. Ele é próximo do governador Fernando Pimentel (PT) e da primeira-dama, Carolina Oliveira, cujo apartamento foi alvo de buscas pela Polícia Federal no dia da prisão de Bené. O casal nega ligação com irregularidades e alega que a busca foi um “equívoco”. Pimentel não é investigado na operação. Uma das três notas emitidas pela Gráfica Brasil com numeração repetida chamou a atenção da Justiça Eleitoral. Candidata não eleita, a enfermeira Helena Maria de Sousa, a Helena Ventura, incluiu em sua prestação de contas despesas de R$ 36,25 milhões com “publicidade por materiais impressos”, em nota fiscal de número 11035 emitida em 11 de setembro de 2014. Um documento com as mesmas numeração, data de emissão e descrição de serviço gráfico foi apresentado pelo Comitê Financeiro do PT de Minas Gerais pelo custo de R$ 55 mil. Além da coincidência de dados, analistas da Justiça Eleitoral estranharam o valor declarado por Helena, já que ela havia previsto gastar R$ 3 milhões. Na prestação de contas, a candidata registrou despesas totais de R$ 36,28 milhões – quase tudo vindo da nota de R$ 36,25 milhões. Tirando-se esse comprovante, sobram R$ 34,9 mil. A coincidência de numeração entre notas apresentadas pela candidata e pelo comitê petista se repete outras duas vezes. Helena apresentou a nota 11028 com despesa de R$ 699,75, enquanto o documento de mesmo número usado pelo PT mineiro era de R$ 58,8 mil. Situação semelhante ocorre com o terceiro par de notas fiscais com numeração repetida: R$ 725 na campanha de Helena e R$ 55,1 mil na do comitê petista. Analistas do Tribunal Regional de Minas Gerais (TRE-MG) consultados pelo Estado afirmaram que a semelhança da numeração pode tratar-se de erro ou irregularidade. Em entrevista publicada nesta quinta-feira, 11, pelo jornal mineiro O Tempo, a contadora de Helena, Rosilene Alves Marcelino, atribuiu o valor milionário da nota 11035 a um “erro”. Contudo, o PT mineiro afirmou que vai entrar com um requerimento no Ministério Público Eleitoral para que seja investigado o lançamento desse valor na prestação de contas da petista. O partido acusa o DEM de fraude nas despesas da candidata, já que Rosilene se declarou filiada ao partido e fez postagens nas redes sociais contra o PT. “A princípio, o que próprio PT-MG tratou como um erro pode ser um grave crime”, diz o diretório petista. “Isso é uma coisa ridícula”, reagiu o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN). “Na defesa dos malfeitos que praticam, estão atingindo as raias do ridículo. Culpar uma contadora que é filiada ao DEM?” O advogado do empresário, Celso Lemos, afirmou à reportagem nunca ter visto Helena e que Bené não a conhece. Quanto às notas, ele afirma que “pode ter havido algum erro”.

PRISÃO DE OUTRO EX-DIRETOR DO BANCO DO BRASIL DEMONSTRA QUE O BANCO VIROU COVIL DO PT

O petista que foi preso hoje pela Polícia Federal, Allan Toledo, ex-vice-presidente do Banco do Brasil, envolvido em lavagem de dinheiro, pertence à turma da Previ de Ricardo Berzoini, João Vaccari Neto, Gilberto Carvalho, Rosemary Noronha e Lula. Dentro de alguns dias, terá a companhia de outro ex-diretor petista do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. O Banco do Brasil virou covil do PT.

ONU se manifesta sobre estupro com nota que é filha bastarda do mesmo mal que gera a impunidade de assassinos

O Organização da Nações Unidas, por intermédio da ONU Mulheres Brasil, emitiu uma nota cobrando a punição dos estupradores e assassinos da cidade de Castelo do Piauí (PI). É claro que faz bem. O leitor menos atento, no entanto, não perceberá que essa nota também é filha bastarda do pensamento politicamente correto que leva à impunidade. Leiam. Volto em seguida.

*A ONU Mulheres Brasil se solidariza com as quatro vítimas de estupro coletivo, ocorrido na cidade de Castelo do Piauí (PI). Este é um crime que choca a todo o Brasil e a América Latina pela crueldade com que as adolescentes, entre 15 e 17 anos, foram alvo da violência sexista, tendo seus corpos violados, torturados e mutilados. À memória da vítima fatal do feminicídio, Danielly Rodrigues Feitosa, e a seus familiares, condolências e justiça.
Desde março deste ano, o Brasil assegurou o feminicídio – assassinato de mulheres e meninas com requintes de crueldade – como crime hediondo no Código Penal por meio da Lei nº 13.104/2015. Como 16ª nação latino-americana com punição prevista em lei ao feminicídio, o Brasil foi escolhido como primeiro país-piloto para adaptar o Modelo de Protocolo Latino-americano para Investigação de Mortes Violentas de Mulheres por Razões de Gênero, elaborado pela ONU Mulheres e pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, devido às políticas e à rede de serviços públicos de enfrentamento à violência.
Contudo, para além da responsabilização do poder público aos agressores, justiça e reparação às vítimas, são necessárias transformações de comportamento e atitude na sociedade e consciência pública sobre a gravidade e os altos índices de violência contra as mulheres e meninas: cerca de 50.000 estupros e 5.000 assassinatos por ano. Isso implica mudanças diárias e mobilizações, em todos os níveis, sobre a maneira com que mulheres e homens, meninas e meninos, se relacionam, adotando valores e práticas firmados na igualdade e livres de quaisquer formas de violência.
Nadine Gasman
Representante da ONU Mulheres Brasil
Retomo
Vamos lá. É claro que está correta a solidariedade expressa às vítimas e a cobrança de punição. São as únicas coisas certas da nota. O resto é um apanhado de equívocos presos a uma covardia.
E onde está a covardia? A senhora Nadine Gasman se nega a admitir o óbvio: haverá impunidade, sim, para quatro dos cinco estupradores e assassinos. Afinal, eles são menores de 18 anos, e a Constituição e o ECA impedem que sejam responsabilizados penalmente. Mais: a ONU Mulheres Brasil sabe muito bem que os respectivos nomes dos bandidos menores não pode nem ser pronunciado pela imprensa. Eles também desaparecerão dos arquivos, e não haverá Lei de Acesso à Informação que possa levar à divulgação. Como a ONU é um dos paraísos do pensamento politicamente correto, então produz essa pérola.
Notem que, de forma confortável, a nota prefere admoestar toda a sociedade, como esta fosse responsável, como ente, pelos estupros e pela violência.
Mais: trata-se, sim, de estupro. Mas se trata, sobretudo, da agressão – e morte – de seres humanos, num país em que há mais de 50 mil homicídios por ano, boa parte dele praticados por menores, que terão garantida a impunidade. Tratar a questão apenas pelo viés da agressão contra as mulheres corresponde a escamotear o que realmente aconteceu.
Notem que o texto fala na Lei do Feminicídio, mistura de populismo judicial com demagogia, implementada pelo governo apenas para dar a impressão de que algo está sendo feito. Até porque, convenha, em que a existência dessa lei agrava a situação dos menores estupradores e assassino?
O texto prossegue, insistindo em algo que a própria imprensa se nega a ver: a suposta existência de 50 mil estupros no país. Com a lei que, na prática, iguala molestamento a estupro, sob o pretexto de endurecer a pena com molestadores, perdeu-se a dimensão do estupro e a sua gravidade. Mascaramento de dados, para baixo ou para cima, é uma boa forma de jamais corrigir um problema,
É bom que a ONU tenha se manifestado, sim. Mas poderia não ter sido covarde. No fim das contas, o texto acaba especulando sobre as culpas que seriam de toda a sociedade, não dos facínoras que praticaram aqueles atos. Trata-se de um pensamento muito típico das esquerdas: maximiza o problema, generaliza-o, faz dele um caso cultural, antropológico e sociológico e inviabiliza qualquer resposta.
Não, minha senhora da ONU: antes de ter havido um “feminicídio”, houve um homicídio, a senhora entende? A propósito: dos mais de 50 mil assassinados no Brasil, as mulheres representam algo em torno de 7%; 93% dos casos são “masculinicídio”. Como o governo não tinha resposta nenhuma a dar e cortou verba destinada à segurança pública, inventou, então, essa demagogia para embalar esquerdistas e trouxas, quase a mesma coisa. A única diferença é quem nem todo trouxa é esquerdista, mas todo esquerdista é trouxa. Por Reinaldo Azevedo

Itamaraty vai ficar de fora

Itamaraty não se envolverá
Itamaraty não se envolverá
A Divisão de Oriente Médio do Itamaraty não vai se meter no imbróglio entre a Universidade Federal de Santa Maria e a comunidade judaica no Brasil. A avaliação é que não se trata de um assunto diplomático. A Embaixada de Israel ainda analisa a postura que vai adotar. Por Lauro Jardim

16 bilhões de reais

termelétrica
Arrecadação com bandeira vermelha não cobre rombo
Somente nos quatro primeiros meses do ano, o consumidor já pagou 3,9 bilhões de reais nas tarifas de energia elétricas por causa da bandeira tarifária vermelha, que cisma em não desarmar nem por um decreto. Somente em abril, foi 1,5 bilhão de reais. Bom, pelo menos é o suficiente para resolver o déficit. Nada mais falso. Mesmo com essa arrecadação, há um rombo de 1,7 bilhão de reais, por causa dos custos das distribuidoras de energia com as termelétricas que, no quadrimestre, alcançaram 5,6 bilhões de reais. Quem conhece o setor com a palma da mão já fez as contas: o custo das térmicas funcionando a todo o vapor ficará em torno dos 16 bilhões de reais ao longo de 2015. Por Lauro Jardim

Perícia autorizada

delta
Delta: derrota judicial
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região acompanhou o Ministério Público Federal e deu sinal verde para a cooperação entre Brasil e Estados Unidos na perícia a ser feita em um HD externo apreendido na Delta Construção. A notória construtora havia entrado com um mandado de segurança contra a colaboração americana porque ela implicaria trabalho de peritos não oficiais. Apoiado em unanimidade pelos colegas no tribunal, o relator do mandado de segurança da Delta, Paulo Espírito Santo, considerou que caberá à cooperação somente a quebra da criptografia do material. A perícia em si ocorrerá no Brasil. Por Lauro Jardim

Roseana, mulher do povo

Roseana: no meio do povo
Roseana: no meio do povo
Roseana Sarney agora é uma mulher do povo. No fim de semana, protagonizou uma cena rara em seus tempos de governadora: saiu às ruas de São Luís. Ela e Jorge Murad foram a uma delicatéssen de São Luís fazer compras. Desde que voltou para os Estados Unidos, Roseana tem passado alguns dias do mês em São Luís. Sinhazinha foi morar nos States. Fica mais fácil evitar as intimações dos processos. 

O bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato faz greve de fome em penitenciária na Itália para não ser extraditado para o Brasil


O ex-diretor do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, começou uma greve de fome na cadeia de Modena, após a confirmação de sua extradição ao Brasil. Pizzolato, condenado por envolvimento no Mensalão do PT, já havia tornado pública a intenção de fazer o protesto. Segundo uma fonte da penitenciária Sant'Anna, Pizzolato começou oficialmente sua greve de fome nesta quinta-feira. "Hoje ele não almoçou e deixou claro a intenção de continuar", disse. Na semana passada, o Tribunal Administrativo Regional do Lázio não acolheu o recurso apresentado pela defesa e autorizou sua extradição. A partir da próxima segunda-feira, o governo brasileiro já pode providenciar o retorno de Pizzolato. Para os juízes da corte italiana, não houve erro ministerial na autorização da extradição. A defesa de Pizzolato afirmou que vai recorrer e apresentará recurso no Conselho de Estado, segunda e última instância da justiça administrativa. O juiz de turno decidirá se analisa o pedido ou não. Caso aceite a análise, a extradição poderá ser suspensa mais uma vez ou ele poderá ser mandado de volta ao Brasil enquanto espera o julgamento do caso. O governo brasileiro tem 20 dias, a partir de segunda-feira, para organizar a retirada do petista do país. Segundo a imprensa italiana, Pizzolato teria iniciado a greve de fome já na noite dessa quarta. A reportagem tentou contatar o advogado Alessandro Sivelli, mas não obteve resposta. Henrique Pizzolato foi condenado no processo do Mensalão do PT a 12 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Henrique Pizzolato fugiu para a Itália com os documentos falsos do irmão morto em 1978, e acabou sendo preso em Maranello, em fevereiro de 2014.

Polícia Federal investiga 42 empresas que receberam R$ 145 milhões de alvo da Lava Jato


A Polícia Federal investiga uma lista de pelo menos 42 empresas de assessoria, consultoria e prestação de serviços contratadas pela Camargo Corrêa, entre 2008 e 2013, que teriam recebido R$ 145 milhões. Entre elas estão a LILS Palestras Eventos e Publicidade, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Instituto Lula – que não é uma empresa, mas recebeu doação de R$ 3 milhões – e a JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). O dado consta do laudo da Polícia Federal subscrito pelo perito criminal federal Ivan Roberto Ferreira Pinto, anexado na última terça-feira, 9, nos autos da Operação Lava Jato, que desbaratou um bilionário esquema de cartel e corrupção na Petrobrás, envolvendo PT, PMDB e PP. A perícia foi realizada na contabilidade da Camargo Corrêa levando em conta o período em que a empreiteira recebeu R$ 2 bilhões da Petrobrás. Além dos R$ 145 milhões pagos pelas consultorias, o documento mostra que a construtora repassou R$ 183 milhões em “doações de cunho político” – destinadas a candidaturas e partidos da situação e da oposição. Os exames foram pedidos pelo delegado da Polícia Federal, Eduardo Mauat da Silva. Eles têm por objetivo “relacionar doações de cunho político realizadas pela empresa Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. Bem como identificar pagamentos realizados a título e consultoria e/ou prestação de serviços e o total mensal oriundas de contratos junto a Petrobrás, outras estatais e perante quaisquer agentes públicos, no período”. 


Entre as consultorias que tiveram detalhamentos dos pagamentos de R$ 3,6 milhões registrados, estão a Globalbank Aassessoria Ltda que “tem como sócios Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, o PP, ex-ministro do governo Collor, e seu sócio João Mauro Boschiero – ambos investigados na Lava Jato. Há ainda o registro de pagamento de R$ 7 milhões para a PFGB Assessoria e Consultoria, do ex-executivo da Camargo Corrêa Pietro Francesco Giavina Bianchi, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2013. O ex-diretor foi preso em 2009 acusado de pagamentos de propina a políticos na Operação Castelo de Areia – que teve o processo anulado em 2011 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a por problemas processuais. 


Na mesma lista de consultorias sob suspeita estão as prestadas pela Treviso Empreendimentos e pela Piemonte do Brasil Empreendimento, do lobista Julio Gerin Camargo. Juntas elas receberam R$ 67 milhões da construtora Camargo Corrêa, nos anos de 2010 e 2012. Segundo o ex-presidente da empreiteira Dalton Avancini, os pagamentos foram feitos “sem terem realizado qualquer serviço”. Desses R$ 67 milhões, os investigadores da Lava Jato identificaram R$ 1 milhão doados na eleição de 2010 para candidatos, como o líder do governo no Senado, Delcídio Amara (PT-MS), e a senadora Marta Suplicy (ex-PT, hoje sem partido-SP). Julio Camargo é apontado como operador de propinas no esquema de cartel e corrupção na Petrobrás, desbaratado pela Lava Jato a partir de março de 2014. Representava comercialmente a Camargo Corrêa e empresas internacionais – como o grupo japonês Mitsui, envolvido no inquérito contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As doações registradas são oficiais, afirma a Camargo Corrêa, e feitas dentro da legalidade. Investigadores da Lava Jato, no entanto, têm elementos para apontar que os pagamentos a partidos serviram para ocultar propina desviada da Petrobrás bem como contratos de assessoria, como os de Julio Camargo e José Dirceu. No esquema alvo da Lava Jato, que já chegou ao um rombo reconhecido pela estatal de R$ 6 bilhões, PT, PMDB e PP controlavam diretorias da estatal, por meio da qual arrecadavam de 1% a 5% em contratos que eram fatiados por 16 empresas cartelizadas, entre elas a Camargo Corrêa. O laudo da Polícia Federal anexado aos autos da Lava Jato sob a tutela do juiz federal Sérgio Moro é o primeiro documento que traz dados dos negócios de Lula. A Camargo Corrêa tem registrado o pagamento de R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade – com endereço registrado na residência do ex-presidente -, entre os anos de 2011 e 2013. São três pagamentos de R$ 1 milhão cada registrados como “Contribuições e Doações” e “Bônus Eleitoral” para o Instituto, aberto por Lula após ele deixar a Presidência da República, em 2011. No caso dos pagamentos ao Instituto Lula e à LILS eles foram feitos nos mesmos anos: 2011, 2012 e 2013 – em meses distintos. Para o Instituto, dos três pagamentos, dois são registrados como “Doações e Contribuições”: 2 de dezembro de 2011 e 11 de dezembro de 2013. O que chamou a atenção dos investigadores foi o lançamento de 2 de julho de 2012, sob a rubrica “Bônus Eleitoral”. Para o LILS, a empreiteira depositou em conta corrente: R$ 337,5 mil, em 26 setembro de 2011, R$ 815 mil em 17 de dezembro de 2012 e R$ 375,4 mil em 26 de julho de 2013. Lula não é alvo de investigação da Lava Jato. No mesmo documento pericial, constam os pagamentos da Camargo Corrêa para a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), do governo Lula. Ele é investigado por suposto uso das consultorias para empresas do cartel como forma de ocultar propina para o PT. O laudo pericial aponta que foram lançados como pagamentos entre 2010 e 2011 o valor total de R$ 900 mil, por meio de 10 depósitos bancários. 

Um dos estupradores, bibelô dos defensores do ECA e da maioridade penal aos 18, conta como estuprar, torturar, matar e ficar solto. Com droga, claro! Gostou dele, “progressista”? Leva pra casa!

Abaixo, um depoimento chocante. Cinco homens — um de 41 anos e quatro entre 15 e 17 — estupraram quatro garotas na cidade de Castelo do Piauí (PI). Uma delas morreu, e duas estão internadas. Ele narra, como quem diz “hoje é quinta-feira”, como o grupo rendeu as meninas, estuprou, torturou e depois as jogou de uma altura de pelo menos 10 metros com o objetivo de matá-las. Num dado momento, referindo-se à tentativa de eliminar as vítimas, ele diz: “terminar o serviço”. Segundo seu depoimento, ele havia consumido maconha, e os outros, cocaína e crack Vejam. Volto em seguida.


Que coisa, né? Eu sou um homem racional, acho, e pretendo fazer análises racionais das coisas, de modo a juntar elementos congêneres, estabelecendo paradigmas. Sem isso, a cabeça da gente vira uma salada, um “caos de ideias claras”, como se referiu Karl Marx (olhem quem estou citando…), certa feita, a um contemporâneo seu que era notavelmente confuso. Por que isso? Façam uma pesquisa informal, e o Datafolha poderia confirmar o seu levantamento amador: os defensores do ECA e da maioridade penal só aos 18 anos, na maioria das vezes, são também defensores da descriminação das drogas. As duas teses fazem parte de um mesmo paradigma. Elas compõem o coquetel progressista, pouco importa que a realidade diga o contrário. Pouco importa quantas vítimas são feitas pelo caminho. Na verdade, na cabeça perturbada de boa parte dos esquerdistas, o monstro que fala acima é que é a verdadeira vítima. O estupro, a tortura e a morte que ele praticam são apenas uma espécie de cobrança que ele faz à sociedade, ou de retaliação, por seu sofrimento. Nessa perspectiva, sempre que um canalha como esse mata alguém, ele está apenas completando um roteiro: só quando mata, ele se torna a vítima perfeita. “Ah, Reinaldo, então eu, que sou defensor do ECA e da descriminação das drogas, sou também culpado, mereço também ser preso?” Não! Segundo as leis penais, não! E eu nem defenderia que fosse diferente. Não se trata de culpa. As esquerdas têm de aprender que existe uma coisa chamada “responsabilidade ética”, que se distingue, muitas vezes, de seu senso pessoal de justiça ou de seu gosto. A questão das drogas, por exemplo, é muito eloquente. Não se trata de saber se você acha ou não, e eu acho, que consumir ou não consumir é, originalmente, um ato de escolha pessoal e intransferível. Quando se defende a legalidade ou a descriminação, você não está decidindo se vai ou não queimar um baseado. Você estará fazendo uma escolha ética, com efeitos também lá em Castelo do Piauí.
“Te peguei, Reinaldo! A droga é ilegal, e os rapazes estupraram e mataram sob o seu efeito”. Não! Eu é que o peguei, interlocutor imaginário. E por um conjunto de razões:
1: fosse legal, não há lógica que explique que isso não teria acontecido;
2: legal ou ilegal, ela funciona como elemento potencializador e liberador daquilo que o indivíduo se tornou;
3: ainda que se possa argumentar que, fosse outra a moralidade dos assassinos, outro seria o efeito da droga, admite-se, por óbvio, que elas relaxam a censura;
4: a ser verdade, como querem os progressistas de esquerda, que o problema não está nas drogas, mas numa sociedade perversa, forçoso seria considerar, por encadeamento lógico, que havemos de resolver, então, as perversidades — inclusive as sociais;
5: a exemplo dos libertários de direita, eu também tenho em altíssima conta as escolhas individuais e defendo que o Estado se meta bem menos nas nossas vidas. A minha diferença com eles é que também aqueles que não querem um mundo assim tão bom fazem escolhas individuais, não é? Por Reinaldo Azevedo

Em congresso do PT, na presença de Dilma, Falcão vai atacar Levy e acusar a presidente de covarde. Ah, ele também faz com a língua portuguesa o que o PT fez com a ética e com a economia

Se você clicar aqui, terá acesso à íntegra do discurso que o presidente do PT, Rui Falcão, fará nesta quinta, na abertura do 5º Congresso do PT, na Bahia. Como de hábito, quando me refiro aos petistas, repito a máxima muito conhecida de Talleyrand quando se referiu aos Bourbons: “Eles nem aprendem nada nem esquecem nada”. O discurso de Falcão traz uma coleção assombrosa de bobagens e mistificações que indicam uma de duas coisas: ou elas inviabilizam o PT como alternativa de poder, e isso será bom para o país; ou o PT continuará, por vontade do eleitor, a ser um partido viável, e, nesse caso, inviável é o país. Direi por quê.

Consta que a presidente Dilma Rousseff estará na abertura do encontro. Então ouvirá Falcão dizer as seguintes palavras, prestem atenção:
“O PT não acredita que é possível retomar o crescimento provocando recessão. Nem que se possa combater a inflação com juros escorchantes e desemprego de trabalhadores e máquinas.”
Como se nota, o presidente do principal partido do governo está pedindo, ainda que com palavras suaves, a cabeça do ministro da Fazenda, Joaquim Levy; como se nota, o presidente do partido ao qual pertence a mandatária demonstra a sua disposição de resistir às imposições da realidade.
Na sequência, o senhor Rui Falcão — o chefão da legenda flagrada em relações incestuosas com empreiteiras; o amigão de Lula, que recebeu, por intermédio de duas entidades, R$ 4,527 milhões de uma única empresa em dois anos — resolve atacar o capitalismo, acusando-se de ser o verdadeiro autor dos descaminhos da política econômica brasileira. Para que sua palavra pareça abalizada, decidiu citar o papa:
“Como já disse o Papa Francisco, em sua encíclica Evangelii Gaudium (“A Alegria dos Evangelhos”), o desemprego é ‘o resultado de uma escolha mundial, de um sistema econômico que levou a uma tragédia, um sistema que tem em seu centro um deus falso, um deus chamado dinheiro’.”
Duas observações: se papas entendessem de economia, o Banco do Vaticano não teria se metido em escândalos envolvendo até a máfia. A segunda: o partido que protagonizou o mensalão e o patrolão certamente mantém uma relação bem pouco cristã com o dinheiro.
E Falcão prossegue:
“Não há nenhuma fatalidade que obrigue povos ou governos a capitularem diante das pressões do mercado, ou seja, dos bancos e do grande capital que dominam o planeta. É preciso ter coragem política — e a nossa presidenta a tem de sobra — , vontade de resistir e de buscar alternativas, adotando as providências necessárias para fazê-los recuar.”
Embora negue covardemente o que está a dizer, Falcão acusa Dilma de falta de coragem política. Mas vou além: se ele e o papa estiverem certos e se é verdade que existe esse monstro mundial chamado “capitalismo”, Falcão está incitando Dilma a resistir a ele bravamente. O país que responde hoje por menos de 1% das trocas comerciais no mundo, santo Deus!, seria um polo de resistência ao capitalismo. É de uma estupidez continental.
Dilma havia decidido não participar da abertura. Agora vai. Estará lá para ouvir uma porrada em seu ministro da Fazenda e para levar na testa a pecha de covarde.
Falcatruas
Mas é ao se referir aos escândalos que a estupidez de Falcão atinge o sublime. Segundo ele, a reação negativa ao partido — que está nas ruas, em toda parte, em todas as classes, em todos os setores — não se deve aos desmandos e à roubalheira, que ele parece achar até naturais e compreensíveis numa organização que reúne, como ele diz, milhares de pessoas. Nada disso! Segundo Falcão, o PT é hoje impopular por causa de suas virtudes. Afirma:
“Condenam-nos não por nossos erros, que certamente ocorrem numa organização que reúne milhares de filiados. Perseguem-nos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.
Não toleram que, pela quarta vez consecutiva, nosso projeto de País tenha sido vitorioso nas urnas. Primeiro com um operário, rompendo um preconceito ideológico secular; em seguida, com uma mulher, que jogou sua vida contra a ditadura para devolver a democracia ao Brasil.

Maus perdedores no jogo democrático, querem fazer do PT bode expiatório da corrupção nacional e de dificuldades passageiras da economia, em um contexto adverso de crise mundial prolongada.”
Entenderam? Segundo Falcão, o PT é vítima da corrupção, não um de seus promotores. O que vai acima é uma confissão. Quer dizer que o partido não mudará as suas práticas; quer dizer que o partido, de fato, acha que se comportou dentro do possível. Para o presidente da agremiação, moralmente perversos são seus críticos, que estariam infelizes com a ascensão de pobres e negros. É uma fala, com a devida vênia, nojenta.
Mas, de qualquer forma, congratulo-me com Falcão. Ninguém mais acredita nisso. Nem os petistas. Daí fazerem agora um congresso esvaziado.
Financiamento de campanha
No fim de seu discurso, Falcão fará a defesa do financiamento público de campanha, mas deixa claro que o congresso do partido não vai debater a questão. Manter ou não a decisão de recusar doações privadas será matéria de decisão do Diretório Nacional.
Não sei a que tipo de trouxa Falcão pretende enganar. Só o Instituto Lula recebeu R$ 3 milhões da Camargo Correa entre 2011 e 2013, que pagou mais R$ 1,527 milhão para a LILS, esta uma empresa privada do companheiro. Desde quando os petistas precisam de doações oficiais de campanha para ver seus cofres cheios? O petrolão prova que não.
Falcão encerra seu discurso citando Che Guevara: “Sonhem e sereis livres de espírito; lutem e sereis livres na vida”.
Em primeiro lugar, na tradução, há dois erros de português, que, espero, sejam corrigidos até a noite. “Sonhem” e “lutem” estão na terceira pessoa do plural, e “sereis”, na segunda. Assim, ou o petista, que já foi jornalista, opta por “Sonhai e sereis livres de espírito; lutai e sereis livres na vida” ou por “Sonhem e serão livres no espírito; lutem e serão livres na vida”.
Se Falcão não corrigir o discurso, estará fazendo com a língua o que o PT fez com a ética e com a economia.
Em tempo: na prisão de Santa Clara, em Cuba, Che Guevara matou, pessoalmente, alguns prisioneiros com tiros na cabeça. Nas tardes modorrentas, levantava-se de seu tédio e, com o charuto no canto da boca, mandava um pipoco na cabeça do inimigo já rendido. Mais do que recomendar que as pessoas fossem livres na vida, o tarado, assassino e fedorento livrou muitas pessoas “da vida”. Por Reinaldo Azevedo

CPI APROVA DEVASSA NO INSTITUTO LULA. OKAMOTO TERÁ QUE EXPLICAR DINHEIRAMA MILIONÁRIA ARRECADADA POR LULA COM EMPREITEIRAS.


A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira um bloco de 140 requerimentos que incluem a convocação do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, acareações entre o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto e delatores da Operação Lava Jato e a convocação do ex-ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. As votações haviam sido definidas pelo presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), sob protestos do relator Luiz Sérgio (PT-RJ) e dos parlamentares petistas, que acusaram o peemedebista de motivar a pauta por causa da abertura do congresso do PT nesta quinta, em Salvador. A sessão foi tensa, com teve bate-bocas entre o presidente e parlamentares do PT, que tentaram adiar a votação. "Estão fazendo o possível para expôr o PT no dia do seu congresso", afirmou o deputado Afonso Florence (BA), vice-líder do partido na Câmara. A CPI também aprovou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do ex-ministro José Dirceu, condenado no Mensalão do PT, e de sua empresa entre o período de 2005 a 2015. Os sigilos bancário e fiscal já haviam sido quebrados anteriormente pela Justiça Federal no Paraná em inquérito que investiga pagamentos de empreiteiras investigadas na Lava Jato a José Dirceu. Os dados telefônicos serão a principal novidade obtida pela CPI em relação a José Dirceu. Também foi ampliado o período da quebra do sigilo bancário – neste caso, a Justiça só havia quebrado a partir de 2009. Okamotto será chamado para explicar as doações de R$ 3 milhões feitas ao Instituto Lula pela empreiteira Camargo Corrêa, investigada no esquema de corrupção da Petrobras. Em relação a Vaccari, atualmente preso em Curitiba, foram aprovadas quatro acareações envolvendo-o: dele com o ex-gerente da Petrobras e delator da Lava Jato, Pedro Barusco, uma outra com o ex-diretor da estatal e também delator Paulo Roberto Costa, mais uma com o ex-diretor petista Renato Duque e uma quarta com Barusco e Duque ao mesmo tempo. Também está prevista uma acareação apenas entre Barusco e Duque. Barusco e Costa acusaram Vaccari de receber a parte do PT referente à propina de contratos da Petrobras. O ex-tesoureiro nega e diz que todas as doações recebidas foram legais. Já Duque é apontado como intermediário da propina ao PT na Petrobras, o que ele nega. Foi aprovado ainda requerimento convocando o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi Júnior – a Lava Jato investiga se o esquema de corrupção da Petrobras abasteceu a campanha da presidente. O bloco incluiu também a convocação de Stael Fernanda Janene, viúva do ex-deputado José Janene (PP-PR). O presidente da CPI havia levantado a hipótese de que Janene, apontado como um dos mentores do esquema de corrupção, pudesse ainda estar vivo, mas depois descartou a idéia.

CÂMARA REDUZ DE 21 PARA 18 ANOS A IDADE MÍNIMA DE CANDIDATOS A CARGOS PARLAMENTARES.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (11), em primeiro turno, a proposta que muda de 21 para 18 anos a idade mínima para que pessoas possam se candidatar aos cargos de deputado federal, estadual e distrital. A proposta fez parte do pacote da chamada reforma política em votação na Câmara há quase duas semanas. 

EX-VICE PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL É PRESO PELA POLÍCIA FEDERAL

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Porto Vitória para desarticular as ações de um grupo criminoso especializado em evasão de divisas e lavagem de dinheiro em diversos países. De acordo com a Polícia Federal, nos últimos três anos, a organização teria desviado cerca de R$ 3 bilhões. Onze pessoas já foram presas, entre elas o ex-vice-presidente do Banco do Brasil, Allan Simões Toledo, atualmente executivo do banco Banif. Outros dois funcionários de bancos também estão entre os detidos. Os mandados de prisão foram cumpridos em São Paulo, no Paraná e no Rio de Janeiro. Na operações de buscas, ainda foi apreendido R$ 1 milhão em dinheiro e bens. Várias contas que eram utilizadas pelo grupo para a remessa de dinheiro ao exterior, principalmente a Hong Kong, foram bloqueadas. 

BASSEGIO NÃO RENUNCIA E JÁ CONTAMINA ASSEMBLÉIA, A COLEGA REGINA BECKER E O PREFEITO JOSÉ FORTUNATI

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), vem se desgastando terrivelmente na defesa que faz diariamente da mulher, a primeira dama Regina Becker, que foi contratada pelo deputado Diógenes Bassegio (também do PDT), no âmbito de uma troca de cargos com o colega de partido. Apesar das pressões dos próprios companheiros da Assembléia e do PDT, o deputado Diógenes Bassegio resiste e não dá sinais de que poderá renunciar. A agonia do trabalhista é visível. A idéia da renúncia visa poupar o deputado de mais exposição negativa e também livrar a Assembléia do fardo. O deputado foi acusado por extorquir dinheiro dos seus CCs, falsificar odômetros dos seus carros para inflar quilometragem, contratar funcionários fantasmas e trocar cargos com o prefeito José Fortunati. Este último caso envolve diretamente a própria primeira dama de Porto Alegre, a atual deputada Regina Becker.




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GAÚCHA FRUKI VAI DISPUTAR MERCADO DE CERVEJAS COM BRAHMA, KAISER, SCHIN E ITAIPAVA

Surpreendeu muito o anúncio feito ontem na Federasul pela gaúcha Fruki, Lajeado, segundo o qual vai alargar mesmo seu mix de até 2020, incluindo a produção de cerveja. O presidente e fundador da empresa, Nelson Eggers, disse que em cinco anos vai entrar no mercado de cerveja. O plano compõe o projeto de uma nova fábrica, que será a segunda da empresa, com sede em Lajeado. Além da bebida que seguirá produtos convencionais (de maior produção) e opções das chamadas artesanais, Eggers informou que o empreendimento marcará ainda o ingresso em sucos, chás, isotônicos e bebidas funcionais. O valor do investimento, localização e capacidade de produção não estão definidos, segundo o empresário, que foi convidado do Tá na Mesa da Federação das Associações Comerciais do Estado. Eggers sugeriu que o ingresso em cervejas atende a uma expectativa do mercado. A unidade, cujo endereço dependerá de disponibilidade de área de 100 hectares, água em abundância e de qualidade e pouca proximidade com áreas de aglomeração urbana, também produzirá refrigerante. Depois de concluir esse plano, o dirigente ventilou a possibilidade de a marca estrear em outros mercados do País, como São Paulo e Rio de Janeiro. Nos próximos cinco anos, antes de atacar em cervejas no mercado gaúcho ainda, a empresa quer ganhar mais fatia em vendas de refrigerante e água mineral, onde é líder. Segundo Eggers, a intenção é sair de 32% de participação na água para 50%, e no guaraná, de 13% para 20%. "Não é muito difícil de conquistar, mesmo que seja difícil disputar com Coca-Cola, Ambev e outras grandes", admitiu o empresário. 

Metade da bancada do PT na Câmara assina manifesto crítico ao governo Dilma

Trinta e cinco dos 63 deputados federais da bancada do PT na Câmara assinaram o manifesto "Mudar o PT para continuar mudando o Brasil", que foi inscrito pela corrente Mensagem ao Partido no 5º Congresso petista, que começa nesta quinta-feira, 11. O texto propõe a revisão da política de alianças para as próximas eleições, traz críticas ao ajuste fiscal proposto pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff e ainda pede a convocação de um novo encontro, em novembro, para mudar a direção da sigla. Integrada pelo ex-governador do Rio Grande do Sul, o peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, e pelo ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, a Mensagem ao Partido conta com o apoio de outras correntes, como Movimento PT e Militância Socialista, e quer influenciar os rumos do congresso. Uma das propostas apresentadas é a de gestão compartilhada nas finanças do partido, alvo de denúncias de corrupção. "O PT vai ter unidade na política de alianças e na política econômica. Todo mundo acha que é preciso uma calibragem na política econômica, mas não vai ter guerra. O que vai polarizar o Congresso do PT é a profundidade do processo de mudança no partido", disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que também integra a corrente Mensagem ao Partido. O encontro de Salvador será aberto na noite desta quinta pela presidente Dilma Rousseff e pelo ex-presidente Lula X9.

FEDERAÇÃO ISRAELITA ESCOLHE ADVOGADOS PARA ACOMPANHAR INVESTIGAÇÕES SOBRE A FAMIGERADA ANTISSEMITA LISTA BURMANN-SCHLOSSER

A diretoria da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firs) e membros de entidades da comunidade judáica do Estado decidiram, por unanimidade, que os advogados Helio Sant’Anna e Helena Druck Sant´Anna serão os representantes da entidade para atuar em quaisquer inquéritos policiais ou ações penais que forem instauradas, visando a apuração de responsabilidades pelos atos praticados pela Universidade de Santa Maria, que resultado na famigerada e antissemita Lista Burmann-Schlosser. A decisão foi tomada depois de um amplo debate realizado na noite da última segunda-feira, 8/06, na sede da Firs. “O trabalho deles terá a finalidade específica de examinar o episódio originado da Universidade Federal de Santa Maria, decorrente de pedido realizado por diversas associações, dentre elas o Comitê de Solidariedade à Palestina, no qual eram solicitadas informações diversas, inclusive sobre a presença de professores e alunos israelenses em cursos desenvolvidos naquela Universidade”, informou o presidente da Firs, Zalmir Chwartzmann.

Dono da Azul vence disputa pela aérea portuguesa TAP

O empresário David Neeleman, dono da empresa aérea Azul, venceu a disputa pela privatização da companhia aérea portuguesa TAP. A informação foi confirmada pelo governo português nesta quinta-feira. Além de Neeleman, o empresário Germán Efromovich, controlador da Avianca, estava na disputa. A oferta de Neeleman tem o valor mínimo de 354 milhões de euros, mas pode chegar a 488 milhões de euro, dependendo do desempenho da empresa em 2015. O principal objetivo do desembolso é reforçar o caixa da empresa. Nesse valor, a compra das ações vai consumir pequena parcela: 10 milhões de euros. O empresário terá, então, 61% das ações da aérea portuguesa, que é líder nas conexões entre Brasil e Europa. Outros 5% ficarão com os funcionários e os 34% restantes permanecerão com o governo português. 


A escolha da proposta de Neeleman foi confirmada durante reunião da cúpula do governo português nesta quinta-feira. O conselho de ministros usou três principais aspectos para a escolha do vencedor: reforço de capital, projeto estratégico e valor da transação. A TAP acumulou dívidas milionárias nos últimos anos, o que diminuiu substancialmente o capital da empresa. Por isso, o consórcio vencedor propõe injetar no curto prazo cerca de 340 milhões de euros na empresa. "O capital será aportado de diversas formas, mas tudo será feito em dinheiro", disse o secretário de Transportes do governo português e responsável pelo processo de privatização, Sérgio Monteiro. "A oferta vencedora apresenta mais dinheiro e mais cedo para fazer face aos desafios de tesouraria. Esse valor de capitalização está assegurado", disse Monteiro. Como a grande despesa será na capitalização, o valor que ingressará no caixa do governo português com a venda das ações será de 10 milhões de euros ou 2,84% do valor global da oferta. "O valor é reduzido, mas é importante. É um valor positivo e não negativo", disse Monteiro, ao comentar que avaliações mostravam que, mesmo com o reforço de capital exigido na licitação, a TAP teria valor econômico negativo entre 36 milhões e 140 milhões de euros. O negócio, no entanto, ainda depende da aprovação da Comissão Europeia, já que as regras do bloco impedem que companhias aéreas com sede na UE sejam controladas, em mais de 50%, por um proprietário não europeu. Por esse motivo, o fundador da norte-americana JetBlue e da brasileira Azul se aliou ao empresário local Humberto Pedrosa, ligado ao grupo Barraqueiro. Pedrosa representará 50,1% do consórcio, exatamente para se adequar às regras de Bruxelas, que agora deve se pronunciar sobre o caso. A oferta perdedora, do dono da Avianca, não levantava dúvidas sobre essa questão, já que Efromovich tem passaporte polonês. Em 2012, o governo português já havia tentado realizar a privatização da TAP, mas rejeitou a única oferta que recebeu à época, de Efromovich, por um valor de cerca de 340 milhões de euros, devido à falta de garantias. Mesmo com a troca do controle acionário, a companhia aérea TAP não poderá retirar o centro de distribuição de vôos, o chamado "hub", de Portugal nas próximas três décadas. Essa é uma das condições previstas no processo de privatização da empresa. Além disso, as principais rotas da aérea - que não foram detalhadas - deverão continuar em operação por dez anos. "A TAP tinha um futuro imediato ameaçado", disse Monteiro, ao comentar que o consórcio vitorioso prevê injeção de capital de curto prazo de cerca de 340 milhões de euros na aérea. "O resultado é um sucesso", completou. A aérea transportou, em 2014, 11,4 milhões de passageiros - um recorde para a empresa - em 88 países da África, Europa e América. Mesmo assim, a empresa fechou o ano passado com perdas de 85 milhões de euros. Fundada em 1945, a companhia conta atualmente com cinco mil funcionários e uma frota de 77 aviões.

FORTUNATI NEGA EMPREGO DE PRIMO DE BASEGIO NA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT) afirmou na manhã desta quinta-feira que desconhece o emprego de um primo do deputado Diógenes Basegio (PDT) na prefeitura da capital gaúcha.  Nessa quarta-feira, o ex-assessor do parlamentar, Neuromar Gatto, afirmou que, em troca da vaga da esposa do prefeito, Regina Becker Fortunati, na Comissão de Participação Legislativa Popular no Memorial da Assembleia Legislativa (AL), o deputado teria indicado um primo, além da nora, para ocupar cargos no Executivo municipal. Fortunati criticou Neuromar Gatto e os veículos de comunicação na Radio Guaíba. Conforme o prefeito, o ex-assessor era o responsável pelo "achacamento" dos servidores ligados ao deputado e agora se torna "o baluarte da verdade para a imprensa". É simples, em quem você acreditar mais, em Fortunati ou Neuromar?

DEPUTADO ESTADUAL VAN HATTEN CRITICA DURAMENTE LISTA BURMANN-SCHLOSSER


O deputado estadual gaúcho Marcel van Hatten (PT) usou a tribuna da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul para criticar duramente o episódio de discriminação contra judeus (antissemitismo explícito) ocorrido na Universidade Federal de Santa Maria. “A Casa não pode se calar diante de uma clara tentativa de discriminar professores e estudantes israelenses”, cobrou. O deputado elencou as iniciativas que adotou em relação ao fato: "Além do acompanhamento que pedi à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH), que integro como membro titular, solicitei também que o pró-reitor seja oficiado para informar os nomes das pessoas que pediram a ele que identificasse israelenses na universidade. Propus ainda um voto de repúdio ao ato do pró-reitor, e solicitei, por fim, que a Comissão aprovasse uma Moção de Apoio ao povo israelense e seus descendentes no Rio Grande do Sul, bem como a toda comunidade judaica". Ainda não é tudo, mas é importante que um deputado estadual gaúcho tenha se manifestado sobre o assunto e tomado medidas. 

Biografia não autorizada de Roberto Carlos

O Antagonista escreve aqui a mais concisa biografia não autorizada de Roberto Carlos: "Além de ter uma perna mecânica, Roberto Carlos é amigo do advogado Kakay, braço mecânico de José Dirceu."

Fim


É um detalhe tão pequeno de nós dois...

Biografia não autorizada de Chico Buarque

O Antagonista escreve aqui a mais concisa biografia não autorizada de Chico Buarque: "Chico Buarque é defensor da ditadura cubana e queria censurar a notícia de que fez canguru perneta com uma namorada casada na praia do Leblon, numa tarde de sexta-feira". Fim


Só Carolina não viu o canguru no Leblon

A cicatriz que fala

Os cantores perderam de lavada no STF. As biografias não autorizadas estão liberadas. Ao defender a censura, o advogado Kakay foi autobiográfico. Terminou citando um verso da música "Fera Ferida": "Eu sei que cicatrizes falam". Kakay é uma cicatriz que fala. Uma cicatriz do PT.

Como Lula gastou o dinheiro do Instituto Lula?

O PPS vai protocolar na CPI da Petrobras requerimentos pedindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do Instituto Lula e da LILS Palestras Eventos e Publicidade. Faz muito bem. É importante saber quem pagou e quanto pagou pelo lobby de Lula. É igualmente importante saber de que maneira o dinheiro foi gasto. O Instituto Lula matou a fome no mundo ou apenas a fome de Lula? 

O bônus eleitoral de Lula

No mesmo dia em que depositou um milhão de reais na conta do Instituto Lula, a Camargo Corrêa depositou também um milhão de reais na conta do PT. Os dois depósitos, segundo o Estadão, ocorreram em 2 de julho de 2012. Isso explica por que a Camargo Corrêa descreveu os pagamentos a Lula como "bônus eleitorais". O dinheiro foi usado para pagar as despesas de campanha do maior cabo eleitoral petista ou para matar a fome no mundo?

O bônus eleitoral do vereador Marcos Lula

O Instituto Lula, em 2 de julho 2012, ganhou da Camargo Corrêa um "bônus eleitoral" de um milhão de reais. Dezoito dias mais tarde, 20 de julho de 2012, a L.I.L.S, de Lula, repassou um "bônus eleitoral" de 50 mil reais a um candidato a vereador de São Bernardo do Campo - Marcos Lula, filho de Lula.

A cassação de Fernando Pimentel

Está aberto o caminho para a cassação do mandato do governador petista Fernando Pimentel. O TRE de Minas Gerais e o Ministério Público Eleitoral decidiram investigar o pagamento de 36 milhões de reais da enfermeira Helena Ventura à Gráfica e Editora Brasil, de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, por meio do fundo partidário. Helena Ventura disse ao jornal Hoje Em Dia: “Tive realmente alguns santinhos e banners, mas nunca procurei essa gráfica, nem sei quem é esse senhor (Bené). Todo o material foi providenciado por um assessor da campanha de Fernando Pimentel”.

A CPI fez um bom trabalho

"A CPI da Petrobras aprovou requerimentos convocando o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi, além de acareações de José Vaccari Neto com os delatores Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa". E mais: "Foram aprovadas ainda quebras de sigilo fiscal, telefônico e bancário de José Dirceu e Júlio Faerman". Agora só falta convocar Lula e quebrar os sigilos de seu instituto.

PODER JUDICIÁRIO E OUTROS ÓRGÃOS RECLAMAM DE SARTORI DEVIDO AO ÍNDICE DE REAJUSTE DA NOVA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

Só saiu ontem a reunião entre o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e os chefes do Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e Defensoria Pública, porque o próprio presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Edson Brum, entrou na intermediação, depois que foi procurado pelo grupo. O que todos querem é a revisão do índice de reajuste dos números da Lei de Diretrizes Orçamentária, cujo projeto está na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. O Poder Judiciário e os outros órgãos querem 8,25%, mas o governo só estabeleceu 3%. Eles reclamam que sequer foram ouvidos antes do envio da LDO. O chefe da Casa Civil, deputado federal Márcio Biolchi não prometeu nada. O governador chegou a cruzar pelo grupo, cumprimentou afavelmente a todos, mas não quis tocar no assunto. Vamos esperar que o governo cumpra a sua intenção, porque as peças orçamentários no Estado, até hoje, não só foram meros exercícios de ficção como serviram de instrumento para o desastre absoluto das contas públicas gaúchas. Ocorre que, históricamente, esses orçamentos superestimam a receita e subestimam as despesas, promovendo um grau de endividamento cada vez maior. São orçamentos desastrosos, que lastimavelmente interessam a esses órgãos e suas corporações. Portanto, essa foi a maior obra até agora do governador José Ivo Sartori, a de maior relevância e repercussão histórica. Portanto, daí a importância que ele mantenha sua decisão. É preciso ser sinalizado fortemente ao Poder Judiciário e aos outros órgãos que todos precisam se enquadrar no esforço pela contenção do endividamento. 

JORNALISTA E FILÓSOFO LUIS MILMAN CONSTITUI ADVOGADO LUIZ FRANCISCO CORREA BARBOSA PARA ACOMPANHAR INVESTIGAÇÕES SOBRE A INFAME LISTA BURMANN-SCHLOSSER


O jornalista e professor aposentado da Ufrgs, Luís Milman, doutor em Filosofia pela Universidade de Jerusalém, constituiu advogado para acompanhar as investigações que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal resolveram fazer no caso da Lista Burmann-Schlosser da Universidade Federal de Santa Maria. Foi constituído o advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que advoga em Porto Alegre e também junto às Cortes de Brasília. Luiz Francisco Barbosa atuou decisivamente, na década de 1990, no histórico caso Siegfried Ellwanger, autor e distribuidor de livros antissemitas no Brasil. Pela atuação, foi agraciado, em 1997, com a Comenda de Ouro da Sherit há Pleitá, a organização mundial dos sobreviventes do Holocausto, com sede em Jerusalém. Além de Luiz Francisco Barbosa, apenas mais quatro pessoas receberam a honraria ao longo da história. Barbosa é juiz de direito aposentado e vice-presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul.

DE VOLTA À UNIVERSIDADE DE SANTA MARIA – A nota absurda de Paulo Pimenta, aquele deputado petista que publica em sua página artigo que diz que os judeus decidiram ocupar a terra de Cristo…

Ai, ai… Quando o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) era presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, as esquerdas davam plantão na Casa e tentavam arrancá-lo de lá à força, ao arrepio da lei. Esses patriotas têm uma maneira muito singular de contestar o outro: buscam eliminá-lo. Agora, ora vejam, o presidente de tal comissão é quem? O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), um dos integrantes do Comitê Santamariense de Solidariedade ao Povo Palestino. Até aí, bem… Ele pode ser membro do que quiser que não fira a lei.

Ocorre que esse comitê é um dos signatários daquele documento de caráter obviamente persecutório encaminhado à reitoria da Universidade Federal de Santa Maria que, depois de tecer comentários ferozes contra o Estado de Israel, cobra que a instituição informe se existem israelenses nos corpos docente e discente dos cursos de pós-graduação. Para escândalo da Constituição, o nada magnifico reitor, sr. Paulo Burmann, decidiu que era, sim, o caso de fornecer a informação. É evidente que o conjunto da obra remete ao mais odioso antissemitismo.
Pois bem, eis que o sr. deputado resolveu emitir uma nota. Uma nota detestável por tudo o que diz e por aquilo que omite. Ele poderia tê-lo feito como membro do comitê. Mas não! Preferiu falar como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Leiam a nota, que segue publicada na língua em que foi escrita. Chega a lembrar o português às vezes. Volto em seguida.
*
Tomamos conhecimento pela imprensa sobre fato que tem causado grande debate, referente a um memorando que circulou aos programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Maria questionando da “presença ou perspectivas de discentes e/ou docentes israelenses”. A justificativa seria atender a pedido de informações de representantes da sociedade civil reunidos em coletivo de solidariedade à questão palestina.
O documento tem sido interpretado por algumas pessoas como ato de racismo, antissemitismo e discriminação contra o povo judeu. Todas essas condutas são tipificadas como crime, graves violações aos direitos humanos, que não podem ser justificadas em nome de qualquer causa. Como cidadão, parlamentar e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias repudio veementemente todo ato dessa natureza.
Precisamos, contudo, primar pela cautela para não incorrermos no erro de pré-julgar, atingindo ou mesmo destruindo trajetórias institucionais, profissionais ou pessoais. É inaceitável que a imagem da Universidade Federal de Santa Maria, uma das maiores e mais importantes instituições de pesquisa e ensino do Brasil, seja maculada em decorrência de um jogo de descontextualizações a partir de um fato isolado que não retrata sua tradição de 55 anos de humanismo. Por isso mesmo, cabe à UFSM a iniciativa de adotar as medidas necessárias para reparar equívocos na condução do tema.
Do mesmo modo, acompanharemos as apurações conduzidas pelos órgãos competentes, já em andamento, os quais cumprirão sua missão constitucional na defesa do Estado Democrático de Direito, trazendo-nos a confiança de que todos os fatos serão esclarecidos.
A perseguição aos judeus e o holocausto são marcos na construção do Direito Internacional dos Direitos Humanos. O respeito à dignidade, à diversidade e o combate ao antissemitismo são deveres de todos e estão presentes nos conceitos e na prática do na ampla maioria dos sistemas jurídicos do mundo.
Da mesma forma, a causa palestina é legítima e trata-se de uma das questões fundamentais de direitos humanos hoje. Seus defensores não podem ser atacados de forma equivocada e injusta, como se fossem promotores de intolerância. Quem descontextualiza manifestações para promover o ódio recua nos ensinamentos que a história dolorosamente nos legou.
Quanto à questão política de fundo, reitero minha posição construída ao longo dos anos sobre o conflito Israel/Palestina: sou daqueles que possui esperança quanto à solução do conflito, convicto de que isso só será possível por meio do diálogo entre as lideranças e de uma forte ação diplomática internacional. Que se possa estabelecer justiça ao povo palestino, garantindo seu direito à autodeterminação e a um Estado Nacional, de acordo com as Resoluções da ONU sobre o tema. O Brasil cumpre um papel estratégico podendo se constituir como um importante interlocutor devido a sua trajetória de convivência harmoniosa entre as comunidades judaica e palestina, bem como pela sua firme política internacional.
Nesse sentido, aprovamos, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, no mês de março do corrente ano, requerimento para realização de um ciclo de debates denominado “Direitos Humanos e Diversidade Religiosa”. Promover a cooperação no sentido de erradicar a violência por motivações religiosas é parte da estratégia de promoção de direitos humanos no mundo contemporâneo, assolado por divergências de toda ordem, inclusive de cunho religioso.
A CDHM se soma a esse esforço de criação de uma cultura de paz e de justiça.
Deputado Federal PAULO PIMENTA
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Retomo
A nota do deputado tem 3.445 caracteres. Ele gasta 1.650 para fazer um relato meio porco do que aconteceu — desses, 580 são dedicados à defesa da universidade e de sua direção.
O ilustre parlamentar usa minguados 298 toques para repudiar o antissemitismo, o que ele faz, a gente nota, sem grande calor retórico. Preguiçosamente. Parece dizer: “Ah, já que o antissemitismo é execrado em todo o mundo, então tá…”. Talvez ele se inflame mais comendo um suflê de chuchu.
Mas depois ele assume ares condoreiros. Nada menos de 1.497 toques dão dedicados ao proselitismo em favor da causa palestina. Tem o direito de escrever um livro. Ocorre que a nota do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, segundo entendi, era para repudiar eventual prática de antissemitismo.
Então ficamos assim: diante de um ato claramente persecutório contra os judeus, assinado, inclusive, pelo tal Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, do qual ele faz parte, esse homem justo expressa as suas reservas ao antissemitismo em 298 toques, mas empresta 1.497 à causa palestina. É asqueroso que tenha tido o topete de assinar essa mensagem como presidente da comissão. Que o fizesse como membro do comitê, aí seria até compreensível.
Notem o esforço nada sutil de Pimenta para justificar o que aconteceu, tentando lhe retirar a gravidade. Mais: ao fazer aquelas considerações sobre os palestinos, tratando, pelo silêncio, Israel como o algoz, o parlamentar, na prática, queira ou não, endossa o ato persecutório. Pergunta rápida: o que a questão palestina tem a ver com o pedido de informação?
Ninguém vai ficar gritando nos corredores da Câmara, a pedir a cabeça de Pimenta. Jovens barbudinho-molambentos não vão sapatear seus tênis sujos de grife sobre a mesa dos deputados da comissão, como fizeram quando Feliciano estava lá. Uma universidade adere à mais odiosa prática persecutória contra um povo, instigada pela entidade à qual pertence Pimenta, e a muitos parecerá natural que ele emita uma nota detestável como essa.
Quando se tem Paulo Pimenta como presidente de uma comissão de direitos humanos, a gente pode esperar qualquer coisa. Ou coisa pior.
Não me espanta que este senhor tenha publicado em sua página oficial artigo de certa senhora que sustenta que os judeus “ocuparam” aquele território para fundar o Estado de Israel porque era o local onde nasceu Cristo… Por Reinaldo Azevedo