terça-feira, 9 de junho de 2015

POLÍCIA FEDERAL DESBARATA UM NINHO ENORME DE MÉDICOS FANTASMAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

A Polícia Federal deflagrou hoje (9/6) a Operação Onipresença que investiga médicos acusados de não cumprirem a carga horária contratada no Hospital Universitário, da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, e de não prestar efetivamente atendimento à população atendida por esse estabelecimento, na capital catarinense. Policiais federais deram cumprimento a 52 mandados de busca e apreensão, em hospitais públicos e privados, clínicas e consultórios médicos, nos municípios de Florianópolis/SC, Criciúma/SC, Itajaí/SC e Tubarão/SC. Investigações apontaram que 27 médicos do Hospital Universitário não estavam cumprindo efetivamente a carga horária conforme contratada. Foi comprovado, ainda, que eles possuem vínculos públicos de 60 ou 40 horas semanais de trabalho, porém realizavam atendimentos em consultórios, clínicas e hospitais particulares, em prejuízo do atendimento no hospital público (HU), com carga horária impossível de ser prestada por um ser humano. Os investigados, todos professores universitários, responderão pelos crimes de prevaricação (art. 319 do CP), abandono de função pública (art. 323, §1º do CP), falsidade ideológica (art. 299 do CP) e estelionato contra a União (art. 171, §3º do CP). Além disso, poderão também ser responsabilizados civilmente, com o ressarcimento do erário e administrativamente, com a perda do cargo público. Médicos professores concursados da UFSC possuíam entre 40 e 60 horas semanais de contrato com o Hospital Universitário. Os mesmos médicos também atendiam em clínicas particulares ou lecionavam em universidades privadas. O atendimento no HU seria por oferta, com horário marcado. No entanto, deveria ser por demanda de pacientes. A manobra permitia que os médicos tivessem trabalhos paralelos nos horários que deveriam estar atendendo no HU. Dos 32 médicos analisados na denúncia, 27 já são considerados indiciados pela Polícia Federal. As especialidades vão desde pediatria até cardiologia. Se cada um recebesse o salário médio de um contrato de 40 horas semanais (R$ 20.095,83), em cinco anos a despesa com os 27 indiciados seria de mais de R$ 36 milhões. Em 40 horas semanais, os 27 médicos deveriam realizar 848 consultas, mas só fizeram efetivamente 226 - ou 26,7% do ideal. O atendimento esperado por 27 médicos para contratos de 40h seria de 1.060 horas por semana. Uma média de apenas 283 horas foi registrada na operação Onipresença. Foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão em clínicas e hospitais públicos e privados de quatro municípios do Estado: Florianópolis, Itajaí, Criciúma e Tubarão. Durante todo o dia foi um festival de desfile de carrões em frente ao Tio Patinhas, o prédio da Superintendência da Polícia Federal em Florianópolis, situado na Avenida Beira Mar Norte. Eram Mercedes, BMW, Porsche, etc...., de médicos, de seus familiares e de advogados. Praticamente toda a OAB-SC foi mobilizada para comparecer ao Tio Patinhas. Estrelões da Medicina de Santa Catarina estão envolvidos no processo. 

Julio Faerman, lobista da SBM, fecha acordo de delação premiada


Um dos personagens mais importantes do escândalo do Petrolão do PT firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Júlio Faerman, lobista da construtora de navios SBM Offshore e pagador de propina a funcionários da Petrobras por mais de uma década, aceitou o termo de colaboração no dia 13 de maio. A informação, que até agora não havia vindo a público, consta do despacho que a ministra Rosa Weber enviou à CPI da Petrobras para garantir que Faerman mantenha-se calado no depoimento que deveria prestar nesta terça-feira. Por meio do acordo de delação, Faerman se compromete a revelar todos os atos ilícitos dos quais participou no esquema e a devolver os recursos ilegais que tiver obtido. Vários delatores do esquema de corrupção apontam Faerman como o responsável por pagar propina oriunda de contratos da SBM com a Petrobras. Em sua delação, o gerente da estatal Pedro Barusco chegou a admitir ter recebido propina de Faerman desde 1997 - inicialmente, de forma individual. Depois, já no governo do PT, de maneira "institucionalizada". Barusco também afirmou que o lobista providenciou o pagamento de 300.000 dólares para o caixa dois da campanha de Dilma Rousseff, em 2010. Como os recursos tiveram origem no Exterior, a confirmação do episódio pode levar até mesmo à cassação do registro do PT, a organização criminosa, o que já deveria ter acontecido.

CNJ aprova cota para negros em concursos para juízes


O Conselho Nacional de Justiça aprovou nesta terça-feira uma resolução determinando reserva de 20% de vagas para negros em concursos públicos para magistratura. A reserva será obrigatória quando o número de vagas for igual ou superior a três. A resolução prevê que os candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos também poderão concorrer pelo sistema de cotas raciais em concursos para juízes. Os critérios de seleção terão validade até 9 de junho de 2024, quando termina a vigência da Lei 12.990/2014, norma que determina a reserva de 20% para negros em todos os concursos públicos. No ano passado, o primeiro Censo do Poder Judiciário revelou que 4% dos magistrados se declararam pardos, 1,4% pretos e apenas 0,1% se identificaram como indígenas. Segundo a classificação racial usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os pretos e pardos, somados, formam o grupo de negros.

Sem pizza (na Itália)

Está em curso em Roma uma grande operação policial que já prendeu, desde ontem, 81 pessoas, entre empreiteiros, políticos (de esquerda e direita) e funcionários da administração municipal, acusados de associação mafiosa para fraudar obras públicas. Duzentos milhões de euros foram bloqueados até o momento. O prefeito Ignazio Marino, de esquerda, está sendo pressionado a renunciar. Na Itália, esses escândalos não terminam mais em pizza.

Dilma mantém distância do PT e não vai participar da sessão “malha-Levy”. Ou: Lula quer conversão à esquerda. Manda brasa!

Às vezes, o governo faz a coisa certa. Às vezes, a presidente Dilma Rousseff toma a decisão correta. Quando isso acontece, especialmente porque é raro, é preciso que se aponte a recusa do erro. A que me refiro? Dilma viajou para a Bélgica nesta terça-feira. A previsão inicial é de que já estaria de volta na quinta-feira, quando o PT abre, na Bahia, o seu 5º Congresso. Mas não será assim. A presidente só retorna na madrugada de sexta-feira. Não vai participar, portanto, da solenidade de abertura do evento, como estava programado. Ainda não está confirmado se ela vai ao encontro da companheirada na própria sexta-feira ou no sábado, no encerramento. É claro que a presidente faz bem em cair fora da abertura. Ela sabe a patuscada que lá está armada contra Joaquim Levy, aquele que, segundo ela, não é Judas, e que chega a ser um Jesus Cristo, segundo Michel Temer, vice-presidente da República e coordenador político do governo. A situação não deixa de ser surrealista. Dilma evita a abertura de um congresso do seu partido porque não quer participar — e está certa — do linchamento político de Levy. Até parece que os petistas lhe fazem um favor empregando-o, não ele um favor ao petismo tentando consertar as bobagens feitas nos últimos anos. Ir a um encontro dessa natureza, na abertura, sem que se tenham contido os radicais, é o mesmo que entregar o ministro às cobras. Ora, diga-se de novo: a política econômica que está aí é de Dilma, não de Levy. Ela só o chamou porque ele é ele; se precisasse de um petista, Aloizio Mercadante estaria à mão. A falta de Dilma à abertura deixa frustradas todas as correntes. As esquerdas do partido queriam que ela assistisse à sessão “malha-Levy”. Os ditos moderados lulistas da “Construindo um Novo Brasil”, a corrente majoritária, queriam que ela usasse o evento como uma reaproximação com a base. É evidente que não faz sentido a presidente da República participar de uma, como vou chamar?, “sessão de descarrego” contra seu ministro da Fazenda. Ainda que compareça ao local na sexta ou no sáb-feira, o recado está dado.
Conversão à esquerda
A corrente “Construindo um Novo Brasil”, majoritária no PT, vai apresentar um documento no 5º Congresso em que prega, para 2018, a aliança com partidos de esquerda e com movimento sociais. No encontro do próximo fim de semana, o grupo não pretende liderar as críticas a Levy — mas também não irá defendê-lo — e dirá que a salvação da legenda está numa conversão à esquerda.
Diz o texto:
“(…) Nossa proposta é a constituição de uma nova coalizão, orgânica e plural, que se enraíze nos bairros, locais de estudo e trabalho, centros de cultura e pesquisa, capaz de organizar a mobilização social, o enfrentamento político-ideológico, a disputa de hegemonia e a construção de uma nova maioria nacional”(…) 
Vamos traduzir: isso quer dizer que o PT já tem a certeza de que não haverá uma aliança com o PMDB em 2018, o que é, sem dúvida, uma boa notícia. Os petistas de Lula estão anunciando, em suma, que vão suportar Levy agora para, depois, tentar uma volta à esquerda. O partido já foi bom em incendiar o imaginário popular. Hoje em dia, quando se fala da turma, os brasileiros logo pensam em roubalheira, polícia e cadeia. Tenho certa curiosidade de saber contra quem os petistas dispararão seus petardos em 2018, não é?, depois de 16 anos de governo companheiro. O País ainda estará muito longe da retomada de um crescimento sólido, sustentável, e parte dos alvos serão parceiros de jornada. Parece certo que, em 2018, ou o PMDB terá candidato próprio ou se somará a forças que hoje estão fora do poder. A palavra “hegemonia” merece atenção no texto da “Construindo um Novo Brasil”. O PT hegemonizou, de fato, a política nos últimos anos se unindo a frações do conservadorismo. Será mesmo possível criar uma força majoritária, com um mínimo de consenso, apelando apenas à esquerdas? Até onde a vista alcança, não! Mas acreditem, não serei eu a tentar impedir o PT de cometer um erro. Dilma tomou a decisão correta. Quanto mais longe ela ficar dos erros e preconceitos do PT, melhor para o País.  Por Reinaldo Azevedo

PSDB apoia redução da maioridade para crime hediondo

Os parlamentares do PSDB fecharam questão nesta terça-feira e vão apoiar, simultaneamente, duas propostas que aumentam o rigor contra adolescentes infratores: uma, de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), permite a punição de jovens com 16 e 17 anos que tenham cometido crime hediondos. A outra, defendida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, eleva de três para oito anos o tempo máximo de internação para menores que cometam atos infracionais. O acerto foi feito em uma reunião que teve a participação de deputados federais, senadores e do próprio Alckmin, no Congresso Nacional. “São propostas, ao meu ver, ousadas e responsáveis. E é importante que nos lembremos de que todas tiveram oposição do PT até aqui”, afirmou o presidente do PSDB, Aécio Neves, após a reunião. O projeto de Aloysio já foi rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA) apresentou uma proposta de mesmo teor na Câmara. O partido também decidiu apoiar um terceiro projeto, de autoria de Aécio Neves. A proposta eleva de quatro para doze anos a pena máxima para adultos que utilizarem menores de idade para cometer crimes. Ao encampar a proposta de Aloysio Nunes, o PSDB se opõe à redução da maioridade para 16 anos em todos os casos, como deve propor o relator do tema na Câmara dos Deputados, Laerte Bessa (PR-DF). “A maioria da bancada é contra a redução linear”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), logo após deixar o encontro. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quer colocar o tema em votação no plenário da Casa ainda neste mês. Por Reinaldo Azevedo

Governo petista prevê arrecadar até R$ 18 bilhões com tributação de grandes empresas

O governo da petista Dilma Rousseff pode arrecadar até 18 bilhões de reais com a alteração na tributação que trata de juros sobre capital próprio e lucros e dividendos, segundo estudo do Ministério da Fazenda. O material, produzido pela equipe do ministro Joaquim Levy, contempla três alternativas de mudança na tributação e foi enviado à Câmara dos Deputados após requerimento da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) sobre o assunto. Depois das medidas impopulares de ajuste fiscal, o PT pressiona a equipe econômica para o aumento da carga tributária do chamado "andar de cima". Os recursos podem reforçar o caixa do governo em 2016. No mês passado, o governo editou Medida Provisória (MP) elevando de 15% para 20% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras. O alvo agora são as empresas de grande porte. Apesar do atual processo de ajuste fiscal - obtido mais com alta de impostos do que com corte de gastos públicos - há uma avaliação no governo de que, assim como no caso dos bancos, a taxação de megaempresas é algo que deixa "todos felizes". De acordo com o documento produzido pela equipe de Levy, uma possível alteração de tributação seria a extinção da remuneração aos acionistas na forma de juros sobre capital próprio. Com o fim dessa opção para pagamento de lucro, o governo pode arrecadar 5,84 bilhões de reais por ano, aponta o documento. As empresas passariam, então, a contar apenas com a possibilidade de distribuição de dividendos e participação nos lucros para o cálculo da remuneração variável aos acionistas e executivos. A segunda opção em estudo pelo Ministério da Fazenda acaba com o benefício fiscal presente hoje nos juros sobre capital próprio e prevê o fim da possibilidade de dedução das despesas no cálculo do imposto a pagar. Essa questão fiscal é benéfica para a companhia porque ao contabilizar o pagamento dos juros como despesa da empresa, antes do lucro, ela reduz os pagamentos de tributos. Nessa hipótese, o acréscimo aos cofres públicos seria de 12,59 bilhões de reais. Uma terceira via presente no estudo seria a revogação do artigo 10 da lei de 1995, que isenta a incidência do Imposto de Renda na fonte para remessas ao Exterior. Nesse caso, a Fazenda informou à deputada que, considerando a revogação do artigo, a arrecadação com esse incremento seria de 5,45 bilhões de reais por ano já eliminando as empresas e atividades enquadradas no programa Simples Nacional. O ministério fez os cálculos com base nas empresas com lucro real e no presumido. Caso o governo resolva elevar a tributação nas duas medidas e deixar a distribuição de lucros ainda mais onerosa, o incremento aos cofres públicos chega a 18 bilhões de reais por ano. Com o debate sempre aceso do escalonamento da tabela do Imposto de Renda, a avaliação de uma fonte do governo é a de que esse tipo de cobrança às empresas torna a carga tributária brasileira mais igualitária.

Número de inscrições para o Enem cai mais de 10%


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve 8.478.096 inscrições neste ano, 10,67% a menos que no ano passado, quando foram feitas 9,5 milhões de inscrições. O Ministério da Educação esperava mais de 9 milhões de candidatos. Uma das hipóteses levantadas pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, para o recuo é de que as pessoas que pretendiam declarar carência para não pagar a taxa de inscrição tenham pensado duas vezes: a partir deste ano, candidatos isentos que faltarem ao exame terão de arcar com a taxa na prova seguinte. O número de candidatos que solicitaram isenção por carência representa 43,9% dos inscritos - 3,7 milhões -, contra 52,5% no ano passado. Além dos candidatos que declaram carência, também são isentos os concluintes do ensino médio da rede pública. Em contrapartida, o número de pagantes aumentou: passou de 3,1 milhões em 2014 (32,4%), para 3,4 milhões (40,2%) neste ano. "Isso mostra que não houve exclusão devido ao preço da taxa", acredita o ministro. Este ano, a taxa de inscrição foi reajustada pela primeira vez desde 2004: passou de R$ 35,00 para R$ 63,00. Ou seja, quase dobrou. As inscrições terminaram na última sexta-feira, mas o número final de candidatos só será confirmado com o pagamento das taxas de inscrição. No ano passado, das 9,5 milhões de inscrições, foram confirmadas 8,7 milhões - e quase 2,5 milhões não realizaram o teste, o equivalente a 28,64% dos candidatos. O Enem 2015 será realizado nos dias 24 e 25 de outubro, e terá taxa de inscrição mais cara: 63 reais, contra os 35 reais cobrados nos últimos anos. A nota do exame pode ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec).

Em maio, aumento da cesta básica massacra o nordestino.


Pelo segundo mês consecutivo, houve aumento da cesta básica em 17 das 18 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores elevações foram apuradas nas cidades do Nordeste: Salvador (10,69%), Fortaleza (8,89%) e Recife (7,73%). O único decréscimo foi registrado em Aracaju (-1,58%). Em maio, o maior custo da cesta foi registrado em São Paulo (R$ 402,05), seguido do Rio de Janeiro (R$ 395,23), Florianópolis (R$ 394,29) e Vitória (R$ 387,92). Os menores valores médios para os produtos básicos foram observados em Aracaju (R$ 277,16), João Pessoa (R$ 303,80) e Natal (R$ 312,41). Em 12 meses, entre junho de 2014 e maio de 2015, as 18 cidades acumularam alta no preço da cesta. Destacam-se as elevações registradas em Salvador (25,41%), Goiânia (16,94%) e Aracaju (14,66%). Os menores aumentos foram em Belo Horizonte (3,12%) e Porto Alegre (5,07%). Nos cinco primeiros meses de 2015, todas as cidades acumularam altas que variaram entre 7,20%, em Manaus e 29,95%, em Salvador.

Felizmente, Adams é um desastre

O governo, por meio de Luís Inácio Adams, o advogado administrativo do PT, joga pesado para que o TCU transforme a rejeição das contas de 2014 em "aprovação com ressalvas" (outra especialidade brasileira). Luís Inácio Adams, felizmente, é um desastre para o governo. Leiam o que foi publicado na coluna Painel, da Folha de S. Paulo: "Ministros do TCU ficaram irritados com a comparação feita por Luís Inácio Adams entre as pedaladas fiscais do governo e contratos do tribunal com fornecedores e prestadores de serviço. Os membros do colegiado pediram um levantamento administrativo e dizem que os documentos citados pelo advogado-geral da União não existem. A linha de defesa do governo de ir ao ataque contra o tribunal – que julgará antecipações de pagamentos sociais pela Caixa– acirrou os ânimos. 'Não adianta: as pedaladas estão comprovadas', diz um ministro."

Ex-sócios

Hawilla
Hawilla já foi sócio da Globo
Aqui e ali tem se escrito que J Hawilla tem a Globo como sócia na rede de retransmissoras que o encrencado empresário possui no interior de São Paulo. Na verdade, Hawilla retransmite a programação, num contrato que lembra muito o de franquia, mas não são sócios. Foram, no entanto. Entre 2002 e 2010, a família Marinho detinha 10% das TVs Bauru, Aliança Paulista e SJRP. Em 28 de outubro de 2010, há quase cinco anos, essas participações minoritárias foram vendidas para Hawilla. Por Lauro Jardim

HSBC: o nosso destino é o Bradescão

O HSBC está fechando as portas no Brasil. Deixará apenas um escritório para atender empresas graúdas. Ainda que o seu corte de custos seja mundial, o fechamento no Brasil diz mais sobre a desimportância crescente do país do que sobre as dificuldades do banco. O HSBC sai do Brasil porque somos uma economia fechada e um anão comercial. A operação do banco deve ser comprada pelo Bradesco. É isso: o nosso destino é o Bradescão.

O argumento turco

A Turquia chamou para consultas o seu embaixador em Brasília, depois de o Senado ter reconhecido, por iniciativa de José Serra, o genocídio perpetrado contra o povo armênio pelos turcos, há cem anos. Em 1915, calcula-se que o então Império Otomano tenha exterminado 1,4 milhão de pessoas na Armênia, ou dois terços da população. Um dos argumentos da Turquia é que o termo "genocídio" só foi criado em 1948. É, de fato, um excelente argumento.


Armênios crucificados pelos turcos, em 1915

"Não renuncio"

"Renuncia quem tem alguma coisa errada. Não renuncio. Vou até o fim do meu mandato. Tenho a obrigação." A frase não é de Dilma Rousseff, mas do presidente da CBF, Marco Polo del Nero, aos integrantes da Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados. Não tem jeito, eles não vão embora por livre e espontânea vontade.

Pífio, e será ainda mais pífio

Miriam Leitão, colunista do Globo, calculou o impacto do programa de logística do governo no PIB:"Segundo o próprio ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, dos 198,4 bilhões reais de investimentos previstos, apenas 69 bilhões devem acontecer até 2018. O resto fica para depois.Uma conta simples dá uma melhor dimensão do que esse investimento corresponde em relação ao nosso PIB, que chegou a 5,5 trilhões de reais no ano passado, segundo o IBGE. Os 69 bilhões previstos até 2018 correspondem a cerca de 1,2% do PIB. Se esse valor for diluído pelos próximos três anos, serão 23 bilhões por ano. Ou seja o impulso do programa seria de 0,4 ponto do PIB por ano". O impacto será ainda mais pífio porque obviamente não haverá investimento de 69 bilhões de reais até 2018. É a lógica de um governo descapitalizado financeira e politicamente.

NOVA DENÚNCIA IMPLICA DEPUTADO ESTADUAL DR. BASSEGIO NO RECEBIMENTO DE DIÁRIAS FRIAS DA ASSEMBLÉIA GAÚCHA

Depois de ter denunciado o deputado Diógenes Basségio, do PDT, pela prática de extorsão de salários de CCs, nomeação de funcionários fantasmas e adulteração de quilometram dos seus carros, o ex-chefe de gabinete do parlamentar, Neuromar Gatto, voltou ao ataque, relatando que quitava despesas pessoais do deputado com dinheiro supostamente desviado de diárias pagas pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. O ex-chefe de gabinete contou que a fraude envolvia viagens não realizadas. Como exemplo, ele cita ter recebido R$ 900,00 em diárias para um roteiro a ser percorrido entre os dias 25 e 28 de novembro de 2011, passando pelas cidades de Erechim, Carazinho, São Borja, Cerro Branco e Pontão. Gatto afirma ter permanecido em Passo Fundo durante os três primeiros dias e, no quarto, ter se deslocado para Porto Alegre. Para comprovar a denúncia, diz ter feito compras com o cartão de crédito em Passo Fundo no período em que deveria estar na estrada. As novas revelações foram feitas ontem a noite na RBS-TV.

RBS TV DIZ QUE HÁ SUSPEITA SOBRE O ALBERGUE DO DEPUTADO BASSEGIO EM PASSO FUNDO.

O leque de denúncias em relação às atividades do deputado estadual gaúcho Diógenes Bassegio, PDT, não se limitam a extorsões de salários de CCs, cobrança de diárias frias e adulteração dos odômetros dos seus carros, mas envolve também suspeitas sobre um albergue mantido por Basegio para hospedar parentes de pessoas internadas no hospital de Passo Fundo. O ex-chefe de gabinete de Basségio afirma ter registrado, como laranja, uma ONG responsável pelo abrigo, e diz que o estabelecimento seria gerenciado por Álvaro Ambrós, um dos assessores do gabinete. Em um dos vídeos gravados pelo ex-CC do deputado, Ambrós conta que devolvia ao deputado entre "R$ 3,2 mil e R$ 3,3 mil" de um salário de R$ 7,7 mil. A equipe da RBS TV, que foi quem levantou para a Rede Globo todo o caso, localizou uma ex-assessora de Basegio que relata o suposto uso eleitoral do albergue. A ex-funcionária diz que organizava, na Assembléia, listas com nomes e endereços de pessoas que foram hospedadas na casa. Esses eleitores passavam a receber propaganda do parlamentar.

ECONOMIA GAÚCHA MERGULHOU EM PROFUNDA RECESSÃO. PIB RECUOU 1,3% NO PRIMEIRO TRIMESTRE.

A economia gaúcha mergulhou mesmo em profunda recessão, porque o PIB caiu 1,3% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2014. A informação é da FEE. Mais uma vez a agropecuária teve um bom desempenho entre os setores e cresceu 1,1%, influenciada pela supersafra de soja que teve volume 15,9% superior ao resultado do ano anterior. A indústria gaúcha teve desempenho ruim, seguindo a tendência de desaceleração do setor na economia brasileira. A indústria de transformação, que representa quase dois terços da produção estadual, caiu 8,6%. A construção civil, que vinha se mantendo aquecida nos últimos anos, recuou 3,9% também. Já o setor de serviços teve crescimento de 0,5%. Do primeiro trimestre de 2015 para o último trimestre de 2014, o PIB gaúcho teve crescimento de 0,9%. Na mesma comparação, a economia brasileira encolheu 0,2% de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2014, apesar da supersafra de grãos, a economia gaúcha não decolou em 2014. O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul permaneceu estagnada

AEROPORTO SALGADO FILHO, OITO PORTOS E QUATRO RODOVIAS DO RIO GRANDE DO SUL FORAM INCLUÍDOS NO PLANO DE INVESTIMENTO EM LOGÍSTICA, A PRIVATIZAÇÃO EM MASSA DE 200 BILHÕES DE REAIS, ANUNCIADO ESTA MANHÃ PELA PETISTA DILMA ROUSSEFF


A presidente petista Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira uma nova rodada do pacote de privatizações de obras de infraestrutura no valor de 198,4 bilhões de reais, sendo 69,2 bilhões de reais entre 2015 e 2018 e outros 129,2 bilhões a partir de 2019. No horizonte, a promessa de privatizar um primeiro bloco de 29 terminais portuários e trechos de ferrovias e rodovias, aeroportos em capitais e no interior de São Paulo e ainda realizar estudos para a construção da ferrovia Brasil-Peru e da ferrovia Rio-Vitória. O governador gaúcho José Ivo Sartori (PMDB) compareceu ao evento. No Rio Grande do Sul serão privatizados trechos das BRs 386, 116, 290 e 101, além de oito terminais portuários. Os terminais no Estado que constam no plano federal ficam em Canoas (Nidera Sementes), Estrela (Camera), Nova Santa Rita (Cimbage), Taquari (Termasa), além de dois em Porto Alegre (Yara e Ludemax) e dois em Charqueadas (Iesa e Metasa). Os investimentos são divididos em: rodovias, 66,1 bilhões de reais; ferrovias, 86,4 bilhões de reais; portos, 37,4 bilhões de reais; e aeroportos, 8,5 bilhões de reais. Embora o governo afirme que as empreiteiras citadas na Operação Lava Jato possam participar dos novos leilões, a aposta do Palácio do Planalto é a de que o pacote de infraestrutura possa atrair investidores estrangeiros e empreiteiras de médio porte. As maiores construtoras do País, à exceção da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, têm executivos respondendo a ações penais relacionadas ao Petrolão do PT, além de enfrentarem ações de improbidade que cobram 4,47 bilhões de reais por desvios de recursos da Petrobras. A real participação do BNDES na nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL) também é motivo de desconfiança do empresariado. Se nas concessões do primeiro mandato de Dilma, o banco de fomento entrava como financiador das obras por ter recebido 400 bilhões de reais do Tesouro Nacional, o cenário de ajuste fiscal e novas regras para que empresas consigam captar junto à instituição podem alterar o papel do BNDES nessas novas concessões. Somado a isso, o lançamento do novo pacote de infraestrutura coincide com o momento em que o governo enfrenta o risco de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para investigar irregularidades e favorecimento nos financiamentos ofertados pela instituição. Oficialmente, no conjunto de obras lançado hoje o BNDES financiará 70% dos projetos, mas o porcentual corrigido pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) vai variar entre rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Ao apresentar o plano, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, defendeu que é crucial aumentar os investimentos no País, especialmente em construção civil e infraestrutura, pois é com o aumento da produtividade que o país conseguirá sustentar o crescimento. Barbosa argumentou ainda que a nossa taxa de investimento é de cerca de 20% do PIB, porcentual considerado por ele insuficiente para a aceleração do crescimento do Brasil. "Precisamos elevar o volume de investimento no Brasil porque isso é o que dá sustentabilidade para o país". Depois de não conseguir fazer deslanchar o Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional e de enfrentar problemas na execução de obras em aeroportos cujas concessionárias têm empreiteiras envolvidas no Petrolão do PT, o governo incluiu na nova rodada de concessões a oferta de quatro aeroportos em capitais - Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador - e aeroportos regionais em São Paulo e Goiás. A expectativa é que sejam leiloados ainda este ano terminais em Caldas Novas (GO) e cinco no interior de São Paulo: Amarais, em Campinas, Bragança Paulista, Ubatuba, Araras, Ubatuba, Jundiaí e Itanhaém. Em todos esses casos, a responsabilidade dos aeroportos será dos governos estaduais, que devem repassá-los à iniciativa privada. No caso das rodovias, o governo prevê realizar cinco leilões de privatizações ainda este ano (460 km entre SC e PR, 439 km entre GO e MG, 704 km entre MT e GO e 976 km entre MT e PA) e 11 em 2016 para duplicação de pistas, construção de faixas adicionais e integração com o restante da malha federal (rodovias em PE, BA, MG, RJ-SP, SC, RS, MS, RO-MT). Somadas as duas fases futuras e os recursos em privatizações existentes, a equipe econômica trabalha com investimentos projetados de 66,1 bilhões de reais na nova fase do PIL. As concessões seguirão o modelo de leilão pela menor tarifa. Na nova fase dos leilões de obras de infraestrutura, o governo pretende repassar à iniciativa privada trechos ferroviários como a Ferrovia Norte-Sul (trecho de Palmas-TO, Anápolis-GO e Barcarena-PA; Açailândia-MA; e investimentos em Anápolis-GO, Estrela D'Oeste-SP e Três Lagoas-MS). Os investimentos projetados para este modal chegam a 86,4 bilhões de reais, sendo a maior parte - 40 bilhões de reais - na perspectiva de viabilização do trecho brasileiro da ferrovia Bioceânica, alvo de um recente acordo internacional com o governo da China. Fazem parte do pacote do governo arrendamentos de 29 terminais em um primeiro bloco, sendo nove em Santos e 20 no Pará com projeção de investimento de 4,7 bilhões de reais e licitação em duas etapas ainda este ano. A Secretaria de Portos está analisando outros 63 novos Terminais de Uso Privados (TUPs), com investimentos estimados em 14,7 bilhões de reais, e 24 pedidos de prorrogação de contratos de arrendamento de terminais nos portos públicos em nove estados, com promessa de investimentos de 10,8 bilhões de reais.

ARTIGO, LUIS MILMAN - A GENEALOGIA DO MAL

A esquerda ideologicamente alinhada ao marxismo-leninismo, que eu chamo de esquerda confessional-bolchevique, seja ela de que variante for, é visceralmente antissemita. O antissionismo, ou "anti-israelismo" é mero disfarce para propagar e praticar um ódio genocida. Este alinhamento remonta à era stalinista, durante a qual o antissemitismo foi oficializado, na forma de propaganda, expurgos de judeus, denúncias de teorias conspiratórias judaicas de dominação global, anteriores e posteriores à criação do Estado de Israel. Tudo porque Stálin era um convicto judeófobo. Na sua época de tirania, era estimulada a leitura do famigerado “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, forjado ainda pela polícia secreta czarista, a Okrana, no início do século XX. O livro “revelava” a existência secreta de um governo judaico mundial. Depois da sua morte - e desde 1967, depois das Guerra dos Seis Dias - os soviéticos passaram a dizer, publicamente, que Israel se comportava com relação aos palestinos da mesma forma que os nazistas se comportavam com relação aos judeus. Esta é a mesma propaganda disseminada pelo mundo árabe-islâmico desde os anos 50 do século passado. Há casos mais extremos ainda, como a negação do Holocausto, que grupos confessionais ultramarxistas, ligados à Editora La Vielle Taupe (França) defendem. O presidente atual da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abas (ou Abu Mazen), que é da linha marxista-leninista, como, de resto, era Yasser Arafat, doutorou-se na Universidade de Moscou, sustentando que o Holocausto era uma invenção judaica. Depois, por razões de real politik, ele deixou de defender esta posição, que era fundacional na Organização para Libertação da Palestina. Tais doutrinas, desde as mais “moderadas”, como a de que israelenses são como nazistas, até as mais radicais, como a que nega o Holocausto, estão alojadas no próprio subconsciente marxista, e se alastram pelo ambiente político, cultural e universitário do Ocidente, dominado pelo esquerdismo que, apesar de simiesco, não é nada inofensivo. É isto que explica como um Reitor de uma universidade federal brasileira, provocado por palestinos e comunistas, emite uma diretriz administrativa, aos seus subordinados, para que informem a presença de israelenses na universidade.



Professor e jornalista Luis Milman

NOVA DENÚNCIA DIZ QUE FORTUNATI E BASEGIO TROCARAM FUNCIONÁRIOS PARA FAVORECER PRIMEIRA-DAMA COM EMPREGO NA ASSEMBLEIA. REGINA BECKER, QUE HOJE É DEPUTADA, NEGA TUDO. PREFEITO TAMBÉM NEGA


Desde a semana passada circulavam informações no Rio Grande do Sul de que Neuromar Gatt, o delator do deputado estadual Diógenes Bassegio (PDT, conhecido como Dr. Bassegio), tinha passado informações aos órgãos públicos de investigação sobre a troca de funcionários-fantasmas entre o parlamentar e o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT). Ele revelou que o deputado negociou com o prefeito de Porto Alegre uma vaga para Regina Becker na Assembléia Legislativa, em troca de duas vagas na prefeitura. A boataria na Assembléia Legislativa é de que o repórter Giovani Grizotti e a RBS possuem mais artilharia, ainda sobre a área do PDT, e também sobre a bancada do PT. No passado, a RBS tinha artilharia contra o governo do Exterminador do Futuro, o petista Olívio Dutra, e engavetou tudo o que sabia sobre o famigerado Clube da Cidadania. O texto a seguir é do repórter Giovani Grizotti, que foi quem investigou e revelou o escândalo, que agora ganha novas proporções. "Em nova denúncia divulgada nesta terça-feira pelo Jornal do Almoço, da RBS, que patrocina todas as denúncias, o ex-chefe de gabinete do deputado estadual Diógenes Basegio (PDT) revelou que negociou com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati – licenciado da legenda – um emprego para a primeira-dama, Regina Becker (PDT), na Assembléia. Em troca, Fortunati nomeou, de acordo com Neuromar Gatto, dois indicados por Basegio na prefeitura. "Por telefone, foi pedido se a gente poderia dar esse espaço a ela (Regina). Foi discutido com o deputado, e ele aceitou. Então, foi feita apenas uma transferência de lotação da primeira dama", diz Gatto. A troca de favores foi motivada, de acordo com Neuromar Gatto, porque Regina Becker perderia um cargo na Assembléia em uma troca de presidência na Casa. Somados os salários dela e dos dois indicados por Basegio na prefeitura, o valor seria o mesmo. Procurado pela reportagem da RBS TV, o parlamentar reconheceu a negociação: "Foi através do diálogo do Neuromar (assessor) com a Regina. O Fortunati, chegando aqui, reforçou o nosso pedido", confirmou ele. Questionado pela reportagem se ocorreu uma troca de favores, Basegio disse que se trata de uma "interpretação", já que havia vagas abertas na Assembleia para o cargo que Regina Becker exerceria. A primeira-dama admitiu que pediu emprego, mas garante desconhecer irregularidades em sua contratação: "Eu desconheço isso. Nessas negociações que envolvem cargos dentro do partido, muitas vezes não são as pessoas, é a própria executiva ou presidência que lidam", argumentou. O prefeito negou as denúncias e disse que gravará uma entrevista para esclarecer os fatos apontados por Neuromar Gatto e confirmados por Basegio. O PDT do Rio Grande do Sul já se afundou em uma espiral de corrupção e degradação, faz de conta que nada acontece, e esse é justamente o pior sinal. Em primeiro lugar o PDT gaúcho teve o péssimo exemplo do caso do ex-presidente da Assembléia Legislativa no ano passado, deputado estadual Gilmar Sossella, que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral por extorsão de funcionários do Poder Legislativo, entre outros motivos. O caso foi originalmente divulgado por Videversus, que contou que ele tinha tentado tirar 2.500 reais de detentores de cargos de chefia por um churrasco de apoio à sua candidatura. O partido nada fez. Em segundo lugar veio o caso da Máfia do Lixo, investigada e denunciada pela Operação Conexion, do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. Há parlamentar do PDT denunciado pelo denunciante da Máfia do Lixo como beneficiário da propina originada dos contratos de coleta de lixo com prefeituras municipais (há dezenas de prefeituras envolvidas). O partido de novo nada fez. Videversus consultou o presidente do partido, deputado federal Pompeo de Mattos, foram enviadas para ele as páginas 68 e 69 do processo, em que os parlamentares são citados, e ele fez cara de paisagem até hoje. Em terceiro lugar veio a vergonhosa situação patrocinada pelo filiado Paulo Burmann, reitor da Universidade Federal de Santa Maria. Ele deu suporte à infame antissemita lista Burmann-Schlosser, para voltar a colar estrelas amarelas no peito de judeus. E o partido de novo nada fez. Em quarto lugar aparece agora o caso do deputado estadual Dr. Bassegio, acusado também de extorsão de funcionários do seu gabinete. E, por quinto e último lugar (até agora), eis que surge a denúncia, na esteira do caso Bassegio, de que este parlamentar trocou vaga para Regina Becker (mulher de Fortunati), na Assembléia Legislativa, por dois CCs na prefeitura de Porto Alegre. Ou seja, o PDT gaúcho está completamente corrompido por dentro, carcomido, mas sua direção e seus quadros de direção fazem de conta que nada está acontecendo. 









ANTISSEMITISMO NA UFSM – SBPC publica carta de repúdio à ação da Reitoria e exige pedido de desculpas; até agora, comando da universidade nem mesmo pediu desculpas

Paulo Afonso Burmann, reitor da Universidade Federal de Santa Maria; Paulo Bayard Dias Gonçalves, vice-reitor, e José Fernando Schlosser, pró-reitor de pós-graduação da instituição, bem que tentaram se escudar na Lei de Acesso à Informação para justificar um absurdo: fornecer dados a um grupo de entidades sindicais e ao Comitê Santamariense de Solidariedade ao Povo Palestino sobre a existência de alunos e professores israelenses no programa de pós-graduação. Lembre-se sempre de que o requerimento enviado à reitoria tratava Israel como um estado criminoso e mal disfarçava a intenção de associar tais alunos e professores a uma política que condenavam. Flagrados e denunciados, todos tentaram se escudar na lei, que não se presta a tal serviço. Agora, quem publica um manifesto de repúdio é a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Leiam o texto.
São Paulo, 8 de junho de 2015.
Exmo. Sr.
Prof. Dr. Paulo Afonso Burmann
Magnífico Reitor
Universidade Federal de Santa Maria
Senhor Reitor,
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência que representa mais de 130 sociedades científicas de todas as áreas do conhecimento e mais de 10 mil sócios ativos, foi tomada de surpresa com o documento encaminhado pelo Prof. Dr. José Fernando Schlosser, Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a todos os Programas de Pós-Graduação da UFSM, no dia 15 de maio do corrente ano, sobre o assunto: “levantamento de informações”, no qual lê-se: “Vimos solicitar a V. Sa., o envio urgente de informações sobre a presença ou perspectiva de discentes e/ou docentes israelenses nesse Programa de Pós-Graduação, podendo ser informado por e-mail. Esta demanda atende solicitação de requerimento de representantes da SEDUFS, ASSUFSM, DCE e Comitê Santamarinense de solidariedade ao povo palestino". Lembramos a V. Mag. que o Brasil é um país onde todos os povos com suas diferentes crenças convivem em harmonia. Essa solicitação, encaminhada pela universidade da qual o senhor é o representante maior, traz indignação a todos nós da comunidade acadêmica do país. Entendemos que a vida acadêmica do país deva ser referência na promoção de tolerância e respeito à diversidade, combatendo toda e qualquer forma de discriminação. Vivemos hoje o Estado de direito, com uma democracia conquistada por muitas lutas, com a participação de todos os brasileiros de diferentes origens, incluindo cientistas, professores e estudantes, que lutaram e seguem na construção de um país mais tolerante e menos excludente. Também gostaríamos de lembrar ao senhor a grande parceria que se deu em nosso país pela redemocratização, quando estiveram lado a lado, o arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, e o Rabino Henry Isaac Sobel, entre outros líderes de outras religiões, para coibir as violências do regime ditatorial militar. Esse é o país que desejamos e não o que, infelizmente, a nosso ver, se expressa em vossa universidade. Ao mesmo tempo, reconhecemos a necessidade de solidarizarmo-nos aos diferentes povos que enfrentam conflitos e lutas, muitas das quais resultantes de recrudescimento nacionalista, intolerância religiosa, política e territorial, protecionismo econômico etc, como acontece entre diferentes povos e etnias, tais como nigerianos, sunitas, chiitas, sírios, palestinos, israelenses, cubanos, ucranianos, venezuelanos, entre muitos outros, porém sem que isso acarrete a discriminação de um outro povo. Entendemos a importância de discutir os conflitos, mas sem que isso se expresse em uma conduta de ameaça e perseguição a um grupo de pessoas por seu credo ou origem étnico-racial. A Academia deve ser porta voz do pensamento livre e de discussões sobre como, juntos, podemos transformar o mundo em que vivemos em um de respeito, tolerância e integridade e não da repercussão e incentivo a intolerâncias que, infelizmente, ainda seguem presentes. Dessa forma, a comunidade acadêmica, docentes e estudantes, exigem um pedido de desculpas público, garantindo que nossos espaços universitários sejam locus de diversidade e valorização da mesma. Lembramos ainda que nos colocaremos firmemente contrários a toda e qualquer forma de discriminação de qualquer ordem e seguiremos na construção de um país mais equânime em todos os sentidos. Esta carta está sendo copiada para o Exmo. Sr. Ministro de Estado da Educação, Prof. Dr. Renato Ribeiro Janine e para o Exmo. Sr. Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, responsáveis pela educação superior no nosso país para que tomem conhecimento e coíbam atitudes semelhantes, preservando a história e o desejo do país que queremos alcançar.
Helena Nader 
Presidente da SBPC
Encerro
Bem, parece que a desculpa esfarrapada dos doutores, definitivamente, não colou. Lembro que, até agora, eles não se desculparam com a comunidade judaica ou com o povo israelense.
Nota – O texto da SBPC grafa “chiita”, em vez de “xiita”. As duas grafias são admissíveis, embora “xiita” seja a preferencial.
Por Reinaldo Azevedo

O passado bate à porta do petista e ex-terrorista Fernando Pimentel; TSE manda reabrir investigação; por muito menos, um governador e um senador já foram cassados

Como é mesmo o nome do filme de que o governador Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais, está sendo protagonista? Lembrei: “O Passado Bate à Porta”. Parece que aquele que já foi considerado um dos petistas graúdos mais hábeis entrou num inferno astral. E ele pode se complicar. Além de ter agora um Bené no meio do caminho — o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, amigão do governador e da sua mulher, Carolina, indiciado por formação de quadrilha e suspeito de ser caixa dois da campanha petista em Minas Gerais —, Pimentel vê o Tribunal Superior Eleitoral determinar que o TRE reabra uma investigação no Estado para saber se ele praticou abuso de poder político na eleição de 2014. A decisão é do ministro Gilmar Mendes. Atenção! Pimentel e seu vice, Antonio Andrade, haviam sido acusados pelo PSDB de se beneficiar da ação do governo federal em Minas Gerais. De que modo? A presidente Dilma Rousseff fazia inaugurações ou anunciava programas no Estado e levava junto o candidato Fernando Pimentel. Segundo os tucanos, isso aconteceu em pelos menos oito ocasiões, em sete municípios do Estado. O TRE de Minas Gerais havia arquivado a denúncia afirmando inexistirem “elementos de prova da alegada correlação entre os programas de governo e pedidos de votos para os pré-candidatos”. Gilmar Mendes mandou reabrir o caso afirmando que o tribunal local, “na prática, não cuidou em reconstruir a verdade, como propugna a doutrina mais abalizada, mas sim em simplesmente presumí-la”. Sem entrar no mérito se houve ou não abuso, o ministro indaga qual era a intenção dos pré-candidatos ao participarem “como protagonistas de eventos e comemorações” em que houve “maciça distribuição de bens e serviços à população advindos de programas sociais do governo federal”. Vamos aqui fazer uma memória rápida. Em 2005, o então senador João Capiberibe, e sua mulher, a deputada Janete Capiberibe, ambos do PSB do Amapá, tiveram seus mandatos cassados pelo TSE sob a acusação de que haviam comprado dois votos, por R$ 26,00 cada um. Capiberibe voltou ao Senado em 2011. Cássio Cunha Lima, hoje senador pelo PSDB da Paraíba, teve seu mandato de governador cassado pelo TSE em 2007, o que só se efetivou em 2009, depois de esgotados todos os recursos, sob a acusação de ter distribuído 35 mil cheques-cidadão em 2006, ano em que disputou a reeleição. Que coisa, não é? Dilma anunciou o reajuste do Bolsa Família e da tabela do Imposto de Renda em abril de 2014, em pleno ano eleitoral. Querem mais alguns números? Entre 2010 e 2013 — quatro anos —, o governo federal desembolsou R$ 14,7 bilhões com o Fies. Só em 2014, quando Dilma disputou a reeleição, foram R$ 13,75 bilhões. É por isso que o sistema quebrou. Parece-me evidente que, quando um presidente da República inaugura uma obra num Estado com verba federal, arrastando consigo o seu candidato ao governo do Estado, está fazendo o que lei proíbe: abusando do poder político para favorecer um aliado. E o faz com chapéu alheio, já que o dinheiro é público. Aliás, está na hora de rever também as ações de Dilma Rousseff nesse particular, não é mesmo? A explosão de gastos do governo federal em programas ditos sociais foi escandalosa. E em ano eleitoral. Não estamos falando dos R$ 4 milhões de Cássio ou dos R$ 52,00 reais de Capiberibe, mas de muitos bilhões. Por Reinaldo Azevedo

HSBC anuncia fim das atividades no Brasil e na Turquia e demissão de 50 mil funcionários no mundo

O banco britânico HSBC anunciou nesta terça-feira que vai encerrar as suas atividades no Brasil e na Turquia. A decisão faz parte do plano de reestruturação da instituição financeira, que quer reduzir os seus ativos em 25%, gerando, assim, uma economia de 5 bilhões de dólares e um retorno sobre o patrimônio líquido de mais de 10% até 2017. O banco também informou que cortará 50.000 postos de trabalho, sendo a metade deles das filiais do Brasil e da Turquia, e a outra metade de outras agências espalhadas pelo mundo. O objetivo da companhia agora é concentrar as atenções em operações na China, Índia e México. No país, o banco mantém 853 agências, com 21.479 funcionários – alguns deles trabalham trabalham no Brasil para outras agências da América Latina. A filial brasileira ainda não informou o total de quantos serão demitidos no país. Entre 2011 e 2014, o banco já havia fechado cerca de 37.000 vagas de trabalho em agências distribuídas pelo mundo. Em apresentação aos investidores nesta madrugada, a instituição explicou que a saída do mercado brasileiro ocorre porque, para ser um dos três maiores no país, teria de multiplicar o total de ativos por seis. Outro argumento é que as exportações do Brasil (225 bilhões de dólares) são comparativamente menores que em outros mercados em que a casa seguirá com as portas abertas, como México (398 bilhões de dólares), Emirados Árabes Unidos (373 bilhões de dólares) e Índia (324 bilhões de dólares). O redimensionamento do banco, que também atinge outros mercados e áreas de negócios, permitirá à casa estar “alinhada com as maiores zonas econômicas e de comércio do mundo”, conforme diz o comunicado divulgado aos investidores em Londres. A saída do mercado brasileiro, porém, não será completa, restringindo-se a uma pequena operação para atender grandes empresas. “Planejamos manter presença no Brasil para atender grandes clientes corporativos com respeito às necessidades internacionais”, informa a nota. Enquanto arruma as malas no Brasil e Turquia, o HSBC anuncia que pretende “reconstruir a lucratividade no México”. Uma das intenções na segunda maior economia latino-americana é aproveitar as oportunidades criadas com o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, o Nafta. A principal aposta do HSBC, porém, está na Ásia. “O HSBC planeja desenvolver negócios no delta do Rio das Pérolas, na província de Guangdong (áreas da China) e na região da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático”, diz o comunicado. Entre as áreas que serão mais exploradas na região, estão a gestão de ativos e os seguros. Além disso, o banco quer aproveitar as oportunidades criadas pela internacionalização da moeda chinesa. Em evento de apresentação do cenário para investidores, o executivo-chefe do banco, Stuart Gulliver, explicou com naturalidade a decisão de sair do país. “Os negócios têm gerado resultado abaixo do esperado no Brasil, Turquia, México e Estados Unidos. O que vamos fazer é vender o Brasil e a Turquia e mudar no México e Estados Unidos”, afirmou. Em relação à segunda maior economia da América Latina, o tom foi diferente. “O quadro é diferente no México, onde a economia é aberta e há 11 reformas em curso”, disse o executivo que destacou que a participação das exportações no PIB mexicano supera até a da China. Com cerca de 168 bilhões de reais em ativos, o HSBC é o sétimo maior banco do país, de acordo com dados do Banco Central (BC). Mundialmente, o banco está envolvido em uma série de escândalos e tem apresentado fracos resultados financeiros. Em 2014, a filial brasileira do banco teve prejuízo de 247 milhões de dólares, o pior resultado entre todas as operações na América Latina. Em 2013, a instituição havia lucrado 351 milhões de dólares no Brasil e no ano de 2012 o resultado positivo havia somado 1,12 bilhão de dólares. A saída do HSBC do Brasil acontece após um escândalo de fraude fiscal, que desgastou sua imagem no mundo todo. A filial suíça da instituição é suspeita de ter acobertado mais de 100.000 contas bancárias de brasileiros e estrangeiros, eximindo-os de comprovar a origem dos recursos ou de pagar obrigações fiscais. A denúncia surgiu a partir das revelações do especialista em informática do HSBC Hervé Falciani, que tornou pública a atuação irregular do banco. De acordo com ele, entre as milhares de contas suspeitas da instituição financeira, 6.606 delas são controladas por brasileiros e movimentaram cerca de 7 bilhões de dólares entre 2006 e 2007, segundo investigação batizada de Swiss Leaks. Recentemente, o banco pagou 43 milhões de dólares à Justiça suíça para encerrar uma investigação sobre crimes de lavagem de dinheiro. Como consequência, foi arquivada uma ação criminal contra a instituição. No Brasil, a Receita Federal e a Polícia Federal (PF) estão apurando as operações realizadas por cidadãos do país em contas secretas mantidas pelo HSBC na Suíça.