quarta-feira, 3 de junho de 2015

Notebook de Nisman registrou 60 conexões após sua morte


O notebook que o procurador argentino Alberto Nisman tinha em sua casa em Buenos Aires, onde foi encontrado morto há mais de quatro meses, registrou 60 conexões externas, através das portas USB, horas após a sua morte, informou nesta quarta-feira o jornal Clarín. Nisman, que investigava o ataque contra uma associação judaica, perpetrado em 1994 em Buenos Aires, apareceu morto com um tiro na cabeça em 18 de janeiro, quatro dias após apresentar denúncia contra a presidente Cristina Kirchner e o chanceler Héctor Timermen por acobertamento dos suspeitos iranianos que teriam participado do atentado terrorista. As conexões ao computador pessoal do procurador foram detectadas por volta das 20 horas do dia 18 de janeiro, momento no qual os legistas determinaram que Nisman já estava morto há várias horas. A imprensa argentina já tinha revelado que dados foram apagados do computador de Nisman e foi constatado também que seu celular smartphone tinha um vírus do tipo "cavalo de Troia". Através do programa malicioso, mensagens de texto, conversas do aplicativo WhatsApp e chamadas telefônicas foram apagadas. A promotora encarregada do caso, Viviana Fein, já havia confirmado que acessos por entrada USB tinham sido detectados pelos investigadores doze horas após a hora estimada da morte de Nisman e horas antes de o corpo ser encontrado. Ela esclareceu, contudo, que é preciso esperar para saber se os registros foram locais ou manipulações. Espera-se agora que a análise dos dispositivos eletrônicos de Nisman seja o foco da investigação sobre sua morte. As autoridades não conseguiram determinar se o procurador-geral cometeu suicídio, se matou de forma induzida, ou foi assassinado. Os resultados definitivos levarão pouco mais de um mês para ficarem prontos. A investigação da morte de Nisman ganhou novos capítulos após um programa de televisão mostrar, no domingo, um vídeo oficial da polícia em que é possível ver as autoridades argentinas contaminando a cena do crime. Nas imagens, um perito retira com uma luva parte do sangue presente na arma encontrada junto ao corpo de Nisman e depois manipula o carregador e as balas com as mesmas luvas manchadas. Também foi registrado o momento em que o perito recebeu uma instrução da promotora Viviana Fein para limpar o sangue com papel higiênico, a fim de descobrir o número de identificação da arma. O promotor foi encontrado morto com um tiro na cabeça apenas quatro dias depois de denunciar que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, encobriu a participação de iranianos no ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994. Ele investigou o atentado que matou mais de 80 pessoas por dez anos. Recentemente, a Justiça argentina arquivou a denúncia de Nisman contra a presidente por "inexistência de crime". Em março, reportagem de VEJA revelou que três ex-integrantes da cúpula de Hugo Chávez confirmam a conspiração denunciada por Nisman. Segundo eles, hoje exilados nos Estados Unidos, o Irã mandou dinheiro por intermédio da Venezuela para a campanha de Cristina Kirchner em troca de segredos nucleares e impunidade no caso Amia.

Delator diz que propina garantiu Copa de 1998 na França


Chuck Blazer, o homem que delatou a Fifa para a Justiça americana, confessou diante de uma corte nos Estados Unidos que cartolas receberam propinas para a escolha da França como sede da Copa do Mundo de 1998. Segundo ele, os pagamentos ocorreram em 1992, quando a Fifa era presidida pelo brasileiro João Havelange. A Copa de 1998 foi organizada por Michel Platini, atual presidente da Uefa e potencial candidato a ocupar o cargo de Joseph Blatter. "Entre outras coisas, concordei com outras pessoas em 1992 para facilitar a aceitação de uma propina em relação à escolha da sede da Copa de 1998", disse Blazer, que foi vice-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e membro do comitê executivo da Fifa. O documento também aponta que o mesmo mecanismo foi usado para dar à África do Sul a sede da Copa de 2010. Em um documento publicado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e que traz a confissão de Blazer, ele deixa claro que não foi o único a receber o dinheiro. "Começando por volta de 2004 e continuando até 2011, eu e outros do Comitê Executivo da Fifa concordamos em aceitar propinas em relação à escolha da África do Sul como sede da Copa de 2010", declarou o americano de 70 anos diante da corte dos EUA, no dia 25 de novembro de 2013. Naquele momento, Ricardo Teixeira era um dos membros do Comitê Executivo da Fifa e votou pela África do Sul. O outro candidato a receber a Copa era o Marrocos. A escolha dos sul-africanos foi marcada pela presença de Nelson Mandela na Fifa, num dos momentos que a entidade mais se orgulha em mostrar imagens. Blazer não cita nomes em sua confissão. Mas deixa claro que a Copa foi comprada. Blazer é conhecido como o "senhor 10%" do esquema de corrupção da Fifa. Pesando mais de 190 quilos, só de desloca num carrinho elétrico, e costuma postar na internet fotos com fantasias excêntricas, de diabo ou de mestre Jedi. Há uma semana, documentos do FBI indicaram também que os sul-africanos haviam pago 10 milhões de dólares ao então vice-presidente da Fifa, Jack Warner, em troca de votos. Nesta quarta-feira, os sul-africanos negaram que fosse suborno, mas sim de um programa social. O dinheiro ainda teria passado por Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, que nega qualquer envolvimento e se recusa a pedir sua demissão. Blazer também confessou que recebeu propinas para os direitos de TV das edições de 1996, 1998, 2000, 2002 e 2003 da Copa Ouro.

Petrobras "obstruiu" auditoria sobre contratação de obra, diz TCU


O Tribunal de Contas da União aprovou a abertura de uma investigação contra a Petrobras para identificar responsáveis pela sonegação de documentos sobre uma obra na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Em comunicado, o ministro Benjamin Zymler acusa a estatal de "obstrução ao livre exercício de auditoria" e também cita uma "fragilidade" no processo de orçamento da obra. Segundo o ministro, os documentos solicitados pela área técnica do tribunal foram entregues apenas nesta terça-feira, fora do prazo estabelecido, fazendo com que a auditoria responsável não tivesse tempo de analisá-los. "Tais fatos revelam-se graves, principalmente diante do histórico recente da companhia", afirma. Os documentos são relativos ao processo de escolha da empresa que vai construir uma unidade de tratamento de gases produzidos pela refinaria, que já foi alvo de outras investigações do TCU, que apontaram irregularidades e superfaturamento em obras. "Embora a entidade tenha protocolado documentos em resposta ao ofício de requisição, conforme contato realizado por minha assessoria junto à unidade técnica, entendo que a obstrução e o efetivo prejuízo ao livre exercício da auditoria já se consumaram", disse Zymler, referindo-se ao atraso no envio de documentos. "Isso porque a equipe se viu obstaculizada de analisar tempestivamente documentos importantes acerca da legalidade e da economicidade do certame, em tempo oportuno para sugerir correções e propor eventual medida cautelar de suspensão do certame", acrescentou.

Mesmo com a retração econômica, Copom eleva Selic a 13,75%


O Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual nesta quarta-feira, para 13,75% ao ano, sem/com viés, em decisão não/unânime, em linha com as expectativas do mercado. Em comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou que "avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação", decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic.Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon. Trata-se do sexto aumento seguido da Selic, que permanece no maior patamar desde dezembro de 2008, quando chegou a 13,75% ao ano. Na reunião de abril, a autoridade monetária já havia aumentado a Selic em 0,50 ponto, a 13,25%. O mercado já vinha se preparando para um ajuste dessa magnitude, após autoridades do Banco Central repetirem em diversas ocasiões que os avanços no combate à inflação ainda se mostravam insuficientes. O Banco Central iniciou o ciclo de aperto monetário em outubro, logo após as eleições presidenciais, elevando inicialmente a Selic em 0,25 ponto porcentual, a 11,25% ao ano. Em todas as reuniões do Copom subsequentes o aumento foi de 0,50 ponto porcentual. Nem mesmo os dados ruins que saíram nos últimos dias foram suficientes para dissuadir o Copom de elevar novamente os juros. Os dados da produção industrial divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram queda de 1,2% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril de 2014, a produção recuou 7,6%, ante mediana de -7,95%. Já o desemprego avançou para 8% em abril, segundo dados da Pnad Contínua. A elevação também ocorre menos de uma semana após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB), que apontou retração econômica de 0,2% no primeiro trimestre do ano. Apesar de os dados econômicos indicarem que a trajetória de queda da inflação não está distante de começar, o Banco Central mantém o foco em derrubar a taxa. Em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,71%. Nos quatro primeiros meses deste ano, a inflação somou 4,56% e, em doze meses até abril, totalizou 8,13% - a maior desde dezembro de 2003. A ata da última reunião do Copom, divulgada no início de maio, avaliava que, mesmo diante da retração econômica, haveria uma certa persistência da inflação. O colegiado alegava que, no curto prazo, o processo de realinhamento dos preços administrados, como os da energia, também refletiria na alta dos preços. A atuação do Banco Central vem sendo bem sucedida quando se leva em conta sua tentativa de ancorar as expectativas do mercado em relação à inflação. Os últimos boletins Focus, que reúnem estimativas de analistas para o IPCA para 2015 e 2016, já mostram a inflação recuando a 5,5% no final do ano que vem, apesar de os números deste ano se manterem em alta. O mercado espera que a inflação termine dezembro em 8,39%. Contudo, os mesmos analistas prevêem que o centro da meta de inflação, de 4,5%, deverá ser atingido somente em 2019.

BRASIL HETERODOXO! Juros de 13,75%, inflação de 8,39% e recessão de 1,27%. Eis a ortodoxia do besteirol petista

Se você quer uma medida do estado miserável a que o governo petista conduziu a economia brasileira, estão fique com este conjunto: no dia em que o IBGE divulgou a informação de que o desemprego atingiu a taxa de 8% no primeiro trimestre — 511 mil pessoas perderam o emprego —, o Comitê de Política Econômica do Banco Central decidiu elevar a taxa de juros de 13,25% para 13,75%, o que contribuirá certamente para… elevar o desemprego. Por que é assim? Porque é preciso combater a inflação. Segundo o Boletim Focus de segunda-feira, o mercado espera que o ano termine com uma taxa de 8,39% e com uma recessão de 1,27%. Então fica estabelecido: o modelo petista conseguiu realizar o prodígio de produzir inflação alta, recessão e juros estratosféricos — que ainda devem aumentar. A expectativa do mercado é que cheguem ao fim do ano em 14%. E já não há quem descarte algo acima disso. Entendem por que o desemprego aumenta e continuará a crescer? É claro que isso traduz um cenário de desalento para a economia. Ocorre que não se chegou a esse ponto por acaso. E dificuldades outras podem se juntar ao cenário. A agência de classificação de risco Moody’s, por exemplo, estima que o Brasil não conseguirá alcançar a meta de superávit primário neste ano — 1,1% — nem a anunciada para o ano que vem, de 2%. E é muito provável que não. No ranking da agência, o País está no penúltimo patamar do “grau de investimento” — mas com viés negativo: Baa2. A chance de haver novo rebaixamento é grande. E não só por causa do não-cumprimento da meta fiscal. O País precisa fabricar uma recessão para tentar pôr a economia no eixo, mas o crescimento vai para o brejo, o que piora as contas do governo, que a recessão tenta corrigir… Quem pariu tal modelo? Os governos do PT. O que mais impressiona é fazer uma breve pesquisa e ver as vezes em que os companheiros foram advertidos de que o País estava caminhando para a ruína econômica. Não para Guido Mantega, que ainda gostava de expelir regras. A piora do quadro recessivo contribui para tornar ainda mais inquieta a base do governo, que mostra, inclusive no petismo, seu desconforto em aprovar medidas que restringem as generosidades oficiais. Muita gente critica o que seria a ortodoxia liberal em curso no Brasil… Que bobagem! Mundo afora, os ortodoxos costumam baixar juros para estimular uma economia em recessão. No Brasil, eles estão sendo elevados porque a inflação ameaça subir ainda mais, a despeito da retração econômica… A rigor, raramente este País foi tão heterodoxo… Por Reinaldo Azevedo

Escondendo o jogo

O TCU acusou hoje a Petrobras de obstruir suas investigações sobre as obras na Refinaria Abreu e Lima, segundo o Estadão. A estatal deixou de entregar no prazo certo a estimativa de custos e a memória de cálculo do projeto, alegando que "não haviam sido finalizados e estavam em fase de possíveis ajustes". Os dados foram finalmente entregues nesta quarta-feira, mas atrasaram o trabalho do TCU. O ministro Benjamin Zymler pediu para que se investigasse quem sonegou os documentos. "Ajustes": Aldemir Bendine é especialista nos possíveis e impossíveis

Justiça quebra sigilo de Cabral e Pezão

O STJ autorizou a quebra do sigilo telefônico de Luiz Fernando Pezão e de Sérgio Cabral em inquérito da Lava Jato. Os investigadores poderão analisar as ligações dos políticos de outubro de 2009 ao fim de 2010. Paulo Roberto Costa disse que arrecadou 30 milhões de reais para o caixa dois da campanha à reeleição de Cabral em 2010. Pezão era vice na época. Regis Fichtner, ex-secretário da Casa Civil fluminense, também terá o sigilo devassado.


Pezão, Lula e Cabral: liga pra mim, liga pra ele, liga pro Paulo Roberto Costa... (O Antagonista)

Dilma nomeia irmão de Requião e Roberto Amaral para Itaipu

A presidente da República, Dilma Rousseff, nomeou como novos conselheiros da usina Itaipu Binacional (Brasil-Paraguai) o ex-presidente do PSB Roberto Amaral, dissidente no partido e ex-ministro (Ciência e Tecnologia) do governo Lula, e Maurício Requião (PMDB), irmão do senador Roberto Requião (PMDB-PR) e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Paraná. Os decretos de nomeação foram publicados nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. Amaral e Maurício Requião devem ficar no cargo, inicialmente, até 16 de maio de 2016, mas podem ser reconduzidos ao mandato. Eles substituem os conselheiros Orlando Moisés Fischer Pessuti, advogado e filho do ex-governador paranaense Orlando Pessuti (PMDB), e o físico e engenheiro nuclear Luiz Pinguelli Rosa, ligado ao PT e ex-presidente da Eletrobrás quando Dilma era ministra de Minas e Energia. Roberto Amaral e Maurício Requião vão receber salário de 20.804,13 reais para participar de ao menos seis reuniões anuais do Conselho de Administração de Itaipu, uma a cada dois meses. Além disso, também recebem remunerações variáveis como diárias de viagem e bônus por lucro, conforme ocorreu com o ex-conselheiro de Itaipu e ex-tesoureiro nacional João Vaccari Neto, réu por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. Vaccari deixou o posto de conselheiro em janeiro e foi substituído pelo secretário-geral da Presidência, Giles Azevedo, assessor de confiança de Dilma. Nos últimos sete anos, Vaccari declarou à Justiça Federal renda bruta de 3,4 milhões de reais – mais da metade, cerca de 2 milhões de reais, vieram de rendimentos de Itaipu, cujo conselho integrava desde 2003. Roberto Amaral e Roberto Requião têm defendido posições próximas ao PT em seus partidos. Candidato a governador derrotado no ano passado pelo tucano Beto Richa, Requião declarou apoio à presidente Dilma e fez campanha ao lado dela no segundo turno, quando a presidente se reelegeu contra Aécio Neves (PSDB). O peemedebista também defendeu a indicação do novo ministro Luiz Edson Fachin, eleitor convicto de Dilma, ao Supremo Tribunal Federal. Amaral, por sua vez, sempre foi contra a candidatura do PSB à Presidência e ao afastamento do partido do campo político de aliado ao PT. Após a morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, em acidente aéreo em agosto, resistiu à substituição dele na cabeça de chapa da Presidência pela ex-senadora Marina Silva, então candidata a vice-presidente. No segundo turno, com a adesão de Marina e do PSB à candidatura oposicionista de Aécio, Amaral publicou carta aberta com críticas à aliança e disse que o PSB “jogava no lixo o legado de seus fundadores” com o movimento eleitoral.

Senado convida Mujica a explicar confissão de Lula sobre mensalão

A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quarta-feira convite para que o ex-presidente do Uruguai, o ex-terrorista tupamaro José Mujica, dê detalhes sobre a confissão feita pelo ex-presidente Lula de que teve de “lidar com muitas coisas imorais e chantagens” durante o primeiro mandato de seu governo. A fala do petista seria a admissão de como o governo se envolveu no escândalo do Mensalão do PT. Em votação simbólica também foi aprovado pedido para que o ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori explique o caso. Por serem convites, nenhum dos dois políticos do Uruguai têm obrigação de comparecer à comissão. A confissão do ex-presidente Lula sobre o esquema do Mensalão do PT, o maior esquema de corrupção do primeiro mandato petista e que acabou levando a cúpula do PT para a cadeia, aparece no livro "Una Oveja Negra al Poder" ("Uma ovelha negra no poder"), escrito pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz com depoimentos de Mujica. Na publicação, o ex-presidente do Uruguai relata que, em 2010, ao conversarem sobre o escândalo do Mensalão do PT, o petista teria dito ao presidente uruguaio que aquela era “a única forma de governar o Brasil”. “Lula não é um corrupto como Fernando Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros”, disse Mujica no livro, “mas viveu esse episódio do mensalão com angústia e um pouco de culpa”. O ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori também teria presenciado a declaração do petista e, por isso, o nome dele foi incluído no requerimento aprovado nesta quarta-feira na Comissão de Relações Exteriores. “Já que o ex-presidente é um grande defensor da ética, da moralidade e diz que político algum pode se envolver com dinheiro porque seria a deformação do quadro político, quero saber se essa análise dele exclui o presidente Lula e o PT”, disse o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), autor do requerimento para ouvir o ex-presidente do Uruguai. No início de maio, porém, José Mujica disse que não viria ao Brasil dar explicações sobre a confissão de Lula, mesmo que o Senado aprovasse o convite para que ele depusesse.

Brasil não deve cumprir meta fiscal este ano e em 2016, diz agência Moody’s

A agência de classificação de risco Moody’s divulgou nesta quarta-feira um relatório no qual afirma que o Brasil não deve atingir a meta fiscal estabelecida pela equipe econômica para 2015 e 2016. “A administração Dilma estabeleceu uma meta de superávit de 1,2% do PIB este ano e 2% em 2016, como uma forma de reconquistar credibilidade das políticas (econômicas), mas provavelmente não deve atingir essas metas”, diz no relatório o vice-presidente da Moody’s Mauro Leos. Segundo ele, mesmo que as metas de superávit primário sejam atingidas, o aumento nas taxas de juros fará com que os gastos com o pagamento de juros continuem elevados até 2016. Apesar dos esforços de consolidação fiscal do governo, a Moody’s aponta que as receitas têm caído mais rápido do que as despesas e que o contínuo corte de gastos só vai compensar parcialmente essa frustração na arrecadação. Apesar desse cenário negativo para a política fiscal, a Moody’s afirma que o futuro do rating do Brasil vai depender, em última instância, da avaliação de uma série de riscos fiscais, econômicos, externos e políticos: “As tendências fiscais são apenas um dos vários fatores influenciando o perfil de crédito soberano”. No relatório a agência reforça que o fraco desempenho da economia e a alta dos juros no Brasil prejudicam o processo de redução da dívida pública. Segundo a empresa, a dívida bruta deve atingir o pico de 66% do PIB em 2016 e permanecer acima de 60% até o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff, em 2018. A Moody’s atribui rating “Baa2″ ao Brasil em escala global, a segunda nota mais baixa dentro da faixa de grau de investimento. A perspectiva para o rating é negativa. 

JURISTAS DA ASSOCIAÇÃO BRASIL-ISRAEL INTERPELAM A REITORIA NAZISTA E ANTISSEMITA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

Está tendo uma enorme repercussão, inclusive internacional, a criminosa iniciativa da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul de identificar e cadastrar professores e alunos vinculados a programas de pós-graduação com vinculação ao Estado de Israel. É uma iniciativa nazista, antissemita, inacreditável. Mas, compreensível que esteja acontecendo em uma universidade como a federal de Santa Maria, que vem se degradando moralmente nos últimos anos, especialmente desde que vários de seus professores se tornaram vis delatores anônimos na origem da operação político-policial montada por petistas, com o uso da KGB petista, a Polícia Federal, e que tinha por objetivo entregar o governo do Estado do Rio Grande do Sul ao peremptório petistas "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. Essa vilania é sucedida agora por explícita manifestação antissemita, nazista. A direção da Universidade Federal de Santa Maria adota como política pública o antissemitismo ostensivo, com o retorno das nazistas estrelas amarelas para serem marcados os judeus e os que se relacionam com eles. Nesta quarta-feira, a associação nacional de juristas Brasil-Israel tirou uma nota de interpelação oficial da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria, pesada, dura, como era mesmo necessário de acontecer. Juristas de Israel, junto com brasileiros, já estão interessados em esclarecer e penalizar esta iniciativa nazista da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria. Veja na imagem o texto da interpelação da associação de juristas Brasil-Israel. Quando muitos silenciam miseravelmente, é salutar ver gente que percebe o significa dos atos e age instantaneamente.

Viva o Blatter! Viva o Marin!

Blatter
Escândalo na Fifa tirou os holofotes da Lava-Jato
A turma (uma turma grande, aliás) que cuida da comunicação e da imagem das empreiteiras envolvidas no Petrolão está numa felicidade de dar gosto desde que eclodiu o escândalo da Fifa, que praticamente retirou a Lava-Jato da primeira página dos jornais. Estão brindando diariamente a Blatter & Cia. Por Lauro Jardim

Brasileiros, não

Solange Guedes
Solange só fala com fornecedores estrangeiros
Solange Guedes, a nova diretora de Exploração e Produção da Petrobras, não quer conversa com os fornecedores brasileiros. Só tem tratado com os internacionais. O problema é que se ficar o bicho pega, se correr o bicho come: no Petrolão, há 21 fornecedoras internacionais citadas nas investigações. Por Lauro Jardim
Quem é essa Solange Guedes? É petista? De onde surgiu?

Com obras paradas e Lava Jato, construção civil puxa alta do desemprego

O segmento de construção civil perdeu 288.000 vagas de trabalho no trimestre encerrado em abril em relação aos três meses imediatamente anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Isso representa mais do que a metade do total de brasileiros que perderam o emprego no período – 511.000 pessoas. A atividade foi uma das responsáveis por acelerar o nível de desemprego no país para o patamar de 8%. O atual cenário do mercado imobiliário explica o encolhimento do setor. Com a restrição ao crédito, juros elevados e a incerteza quanto aos rumos da economia, os brasileiros estão evitando contrair dívidas e fogem de produtos de maior valor agregado. Sem demanda para escoar os estoques, as construtoras estão paralisando ou desistindo de obras em todo o País. Aliado a isso está o corte de investimentos por parte do governo na área de infraestrutura em função das medidas de ajuste fiscal. Os desdobramentos da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras, também contribuíram para o fraco desempenho. A estatal teve obras interrompidas pela descoberta de irregularidades em contratos. E as maiores empreiteiras do País foram impedidas de participarem de novas licitações da petroleira, além de responderem a processos na Justiça para devolverem o dinheiro desviado. Isso têm impactado o caixa das companhias e levado algumas delas até a recorrem a pedidos de recuperação judicial. “A queda nas vendas, a incerteza do emprego e o crédito menos disponível bateu direto na construção. E ainda teve o petrolão, que resultou em muita obra parada. O governo também não está conseguindo manter os investimentos em obras de infraestrutura”, avaliou o professor de Economia da Universidade de São Paulo e pesquisador do mercado de trabalho Helio Zylberstajn. Depois da construção, o setor de comércio foi o que mais teve baixas em postos de trabalho, com 176.000 vagas a menos. Parte disso explicado pela inflação elevada, queda no consumo das famílias e o fraco desempenho dos segmentos de serviços e varejo. Em seguida, aparecem educação e indústria, com perda de 76.000 e 26.000 vagas, respectivamente. Um dos dados que mais chamaram a atenção no levantamento do IBGE foi o aumento da informalidade. Tanto os empregos com e sem carteira assinada caíram, 1,1% e 3,6%, respectivamente. Na contramão dessa tendência, no entanto, o número de empregadores e trabalhadores por conta própria subiu 2,2% e 0,6%, respectivamente. “Sem trabalho disponível, as pessoas estão recorrendo ao empreendedorismo forçado. Ou seja, elas acabam montando uma ‘biboca’, indo vender comida na rua etc”, afirmou Zylberstajn. Na explicação da pesquisa, o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE Cimar Azeredo afirmou que, além do aumento de pessoas que perderam o emprego, muitos brasileiros passaram a procurar trabalho pela primeira vez para complementar a renda familiar, que está cada vez mais comprometida com o quadro de recessão da economia brasileira. “Há dificuldade de permanência do emprego e de geração de novas oportunidades. Então, o cenário que se mostra hoje é de perda de emprego, perda de qualidade de emprego e remetendo a uma geração de trabalho focado na informalidade”, afirmou Azeredo. Por Reinaldo Azevedo

BNDES cobrou juros “de pai para filho” em 70% dos empréstimos feitos no exterior

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cobrou taxas de juros menores do que as aplicadas em operações brasileiras para financiar obras de infraestrutura em países da América Latina e da África. Levantamento do site de VEJA feito com base nos dados divulgados nesta terça-feira mostra que 70% dos 11,9 bilhões de dólares emprestados entre 2007 e 2014 foram operações a juros abaixo de 5% ao ano. Isso equivale a 58% dos 516 contratos firmados no exterior neste intervalo. No período em que os empréstimos internacionais foram concedidos, os juros praticados pelo BNDES para grande parte das operações no Brasil variaram de 5% a 6,5%, acrescidos de uma taxa que leva em conta o risco país. O custo dos financiamentos em território nacional tem como base a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que também é usada para corrigir a rentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma das principais fontes de financiamento do banco de fomento. Trimestralmente o governo revê o porcentual da TJLP. Caso ela seja elevada, como vem acontecendo desde outubro do ano passado, os juros atrelados à taxa também aumentam. Ou seja, a TJLP é variável mesmo para contratos já firmados. Diferentemente do Brasil, as condições oferecidas pelo BNDES a países como Argentina, Venezuela, Angola e Cuba não só incluem juros menores, como também fixos. Do total de 682 milhões de dólares que a instituição liberou para a construção do Porto de Mariel, na ilha dos irmãos Castro, 400 milhões de dólares foram cedidos a um custo de 4,4% ao ano – abaixo da TJLP e do custo de captação do FAT. Ou seja, o BNDES pagou mais para obter recursos junto ao fundo dos trabalhadores do que recebeu dos clientes cubanos. No caso da Venezuela, a operação foi semelhante. O banco de fomento liberou 865 milhões de dólares para que Hugo Chávez construísse uma usina a um ganho 4,45% ao ano. Trata-se de uma opção de investimento que torna até mesmo a caderneta de poupança – uma das piores aplicações de renda fixa do mundo – atrativa. Apesar de o caso cubano ser o mais emblemático, porque carrega a herança ideológica dos governos petistas, a ilha está longe de ser o maior destino dos recursos do banco. Enquanto Cuba recebeu 846 milhões de dólares, Angola foi o país campeão em concessão de crédito, abocanhando 3,38 bilhões de dólares em financiamentos para obras de infraestrutura e saneamento básico. Somente a construtora Odebrecht foi responsável por obras no país africano cujo financiamento alcançou 2,53 bilhões de dólares. Entre as principais empreitadas está a construção da hidrelétrica de Cambambe, que custou 464,4 milhões de dólares aos cofres do banco de fomento. Reportagem de VEJA revelou, em fevereiro deste ano, que a obra tinha entre seus prestadores de serviço a empresa Exergia Brasil, de Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho do ex-presidente Lula. O segundo país que mais recebeu recursos do banco foi a Venezuela, com 2,25 bilhões de dólares em apenas quatro contratos executados pela Andrade Gutierrez e também pela Odebrecht. Na República Dominicana, terceiro maior beneficiário das torneiras abertas do banco, foram 2,20 bilhões de dólares em empreendimentos de infraestrutura executados majoritariamente pela Odebrecht – a empreiteira abocanhou 15 dos 19 contratos no país. Metade das operações de financiamento do BNDES na República Dominicana tiveram juros abaixo de 5% ao ano. A Argentina é o caso mais curioso. Apesar de não ser o principal destino de recursos, o país fechou 414 contratos com o BNDES, o equivalente a 76% de todas as operações do banco com países estrangeiros. A soma dos empréstimos, contudo, é de ‘apenas’ 1,9 bilhão de dólares. A Odebrecht, novamente, é a maior executora: foi responsável por 348 contratos no país, no valor de 1,6 bilhão de dólares. O grande volume de operações contrasta com os baixos valores descritos em cada uma delas: o menor contrato, de apenas 4.500 dólares, prevê obras de engenharia na planta de tratamento e no sistema de distribuição de água da cidade argentina de Paraná de las Palmas. 
Construtoras
A Odebrecht é, de longe, a empreiteira que mais recebeu recursos do banco para empreender fora do Brasil: foram contratos de 7,4 bilhões de dólares, ou 62% do total. Em seguida, vem a Andrade Gutierrez, com 2,62 bilhões de dólares. Já a Queiroz Galvão abocanhou 388 milhões de dólares em contratos, enquanto a Camargo Correa ficou com a fatia de 194 milhões de dólares. Por meio de sua assessoria, o BNDES informou que não é possível comparar as operações de crédito feitas em moeda nacional e estrangeira porque, ao emprestar a outros países, o banco precisa aplicar taxas competitivas e seguir patamares internacionais de juros. Em suma, o banco reconhece que a competição externa torna até mesmo os juros subsidiados pelo Tesouro um mau negócio para países em desenvolvimento. O BNDES não soube responder, no entanto, por que optar pelo financiar a um custo mais barato fora do Brasil em vez de bancar mais obras em território nacional, que carece de infraestrutura. O próprio presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem reconhecido que, depois da falsa bonança ocorrida nos últimos anos, em que o banco recebeu fartos aportes do Tesouro (mais de 400 bilhões de reais entre 2008 e 2014), as torneiras secaram. Diante da nova realidade de ajuste fiscal, o setor de infraestrutura deve ser penalizado e receberá menos crédito. A torneira secou aqui – e lá fora também. Por Reinaldo Azevedo

PT descumpre palavra expressa em resolução; tudo indica que não vai abrir mão da grana das empresas privadas. Não me diga!

Ai, ai… Em abril, numa das resoluções mais alopradas de sua história, o PT decidiu que não mais receberia doações de empresas privadas, embora seja a legenda recordista na área. E escreveu então: “Ao mesmo tempo que lutamos pelo fim do financiamento empresarial decidimos que os Diretórios Nacional, estaduais e municipais não mais receberão doações de empresas privadas, devendo essa decisão ser detalhada, regulamentada e referendada pelos delegados(as) ao 5º. Congresso Nacional do PT. O Partido revitalizará a contribuição voluntária, individual dos filiados, filiadas, simpatizantes e amigos. Tais definições são coerentes com nosso Estatuto, segundo o qual ‘arrecadação básica e permanente do Partido é oriunda de seus próprios filiados’. Ao mesmo tempo, condizem também coerentemente com a nossa defesa de uma reforma política democrática que ponha fim à interferência do poder econômico nas decisões políticas.” Notaram? Observem que ali não está escrito que o congresso do partido se pronunciaria a respeito. Nada disso! A decisão já estaria tomada e iria apenas ser “referendada, regulamentada e detalhada”. E ponto. Nesta terça, Rui Falcão, presidente da legenda, afirmou que o que está escrito na resolução não vale. Era tudo conversa mole, cascata, mentirinha. O congresso do partido não vai nem debater o assunto. Fazendo de conta que aquele documento nunca existiu, o presidente do PT anuncia que o partido vai esperar a decisão do Congresso Nacional para, então, se posicionar. Ah, que falta de valentia! A resolução dava a entender que o PT havia escolhido um caminho, independentemente do que fizessem as demais legendas. E lutaria por ele na reforma política. Como a gente nota, o PT não se limita a fazer coisas que não diz. Também diz coisas que não faz. É uma piada grotesca. Por Reinaldo Azevedo

PT descumpre palavra expressa em resolução; tudo indica que não vai abrir mão da grana das empresas privadas. Não me diga!

Ai, ai… Em abril, numa das resoluções mais alopradas de sua história, o PT decidiu que não mais receberia doações de empresas privadas, embora seja a legenda recordista na área. E escreveu então: “Ao mesmo tempo que lutamos pelo fim do financiamento empresarial decidimos que os Diretórios Nacional, estaduais e municipais não mais receberão doações de empresas privadas, devendo essa decisão ser detalhada, regulamentada e referendada pelos delegados(as) ao 5º Congresso Nacional do PT. O Partido revitalizará a contribuição voluntária, individual dos filiados, filiadas, simpatizantes e amigos. Tais definições são coerentes com nosso Estatuto, segundo o qual ‘arrecadação básica e permanente do Partido é oriunda de seus próprios filiados’. Ao mesmo tempo, condizem também coerentemente com a nossa defesa de uma reforma política democrática que ponha fim à interferência do poder econômico nas decisões políticas.” Notaram? Observem que ali não está escrito que o congresso do partido se pronunciaria a respeito. Nada disso! A decisão já estaria tomada e iria apenas ser “referendada, regulamentada e detalhada”. E ponto. Nesta terça, Rui Falcão, presidente da legenda, afirmou que o que está escrito na resolução não vale. Era tudo conversa mole, cascata, mentirinha. O congresso do partido não vai nem debater o assunto. Fazendo de conta que aquele documento nunca existiu, o presidente do PT anuncia que o partido vai esperar a decisão do Congresso Nacional para, então, se posicionar. Ah, que falta de valentia! A resolução dava a entender que o PT havia escolhido um caminho, independentemente do que fizessem as demais legendas. E lutaria por ele na reforma política. Como a gente nota, o PT não se limita a fazer coisas que não diz. Também diz coisas que não faz. É uma piada grotesca. Por Reinaldo Azevedo

Opor-se à Lei de Responsabilidade das Estatais é opor-se ao controle democrático do estado

O PT está caindo pelas tabelas, mas ainda consegue pautar parte significativa da imprensa. A questão da vez é o anteprojeto apresentado por Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidentes, respectivamente, do Senado e da Câmara, que submete ao crivo do Senado os nomes dos presidentes de estatais. Essa é a principal alteração proposta pela chamada “Lei de Responsabilidade das Estatais”. Há outras. Dilma reagiu e afirmou que fazer tais nomeações é tarefa do Executivo. Renan retrucou e disse ser preciso abrir a caixa-preta dessas empresas. Vamos ver. Aqui e ali, alguns espertinhos dizem que a proposta fere cláusula pétrea da Constituição, uma vez que tal interferência do Senado arranharia a independência entre os Poderes. Tolice. Ninguém está tirando do presidente — e não DA presidente, já que os governantes vindouros também se submeterão a tal crivo, se a proposta for aprovada — a prerrogativa de indicar e depois nomear, assim como faz com ministros de tribunais superiores, os respectivos presidentes das estatais. O que se quer é que eles passem pelo crivo no Senado. “Ah, mas Renan e Cunha, dois investigados da Operação Lava Jato, vão agora propor uma coisa dessas…” Huuummm… Em primeiro lugar, Dilma só não é uma investigada porque Rodrigo Janot faz uma leitura, como posso dizer?, muito especiosa da Constituição e porque se apega pouco ao sentido das palavras, não é mesmo? Em segundo lugar, salvo engano, o petrolão é um escândalo protagonizado pelo PT. Se a dupla de parlamentares perdeu a legitimidade política para legislar, então Dilma perdeu a legitimidade política para governar. Eu só tenho um óbice ao projeto, mas que não tem caráter funcional: como defendo a privatização de todas as estatais — sem exceção —, por desdobramento puramente lógico, deveria me opor também à proposta. Mas não sou do tipo que perde a vida por delicadeza, como diria um poeta. Sei que aquelas porcarias não serão privatizadas tão cedo. Então, que se abram as caixas-pretas. “Ah, mas os respectivos comandos das estatais ficarão subordinados a interesses políticos, vão ser alvos da fisiologia…” É mesmo? Hoje eles já não se prestam ao jogo partidário mais rasteiro, e sem que ao menos possamos debater os nomes escolhidos? Desde que o Senado exerça as suas prerrogativas — a exemplo do que fez na sabatina de Luiz Edson Fachin e na recusa ao nome de Guilherme Patriota para a OEA —, é evidente que a mudança é desejável e faz bem à democracia. Haverá mais transparência nas nomeações. Aí alguém objeta: “Eu duvido que Renan e Cunha proporiam tal coisa se estivessem satisfeitos com o governo; se tivessem tido atendidas as suas reivindicações…” Bem, se algum coleguinha sabe de alguma demanda feita pela dupla, recusada por Dilma, que informe. Eu não sei. Até onde as evidências apontam, o poder de que os dois desfrutam hoje, e que parecem exercer com gosto, deriva do exercício da autonomia. Mas vou além: pouco me interessam, em casos assim, as disposições subjetivas deste ou daquele. Se Renan e Cunha concorrerem, na prática, para ampliar a autonomia do Legislativo e para tornar mais transparente o aparato estatal, melhor; eu apoio. Se e quando, e já demonstrei isso, fazem algo que considero nocivo ao país, eu os critico. Alguém me viu a defender o distritão, por exemplo? Lembram-se do que afirmei sobre a luta de Renan contra a lei das terceirizações? Quem está tentando fazer picuinha contra uma proposta que democratiza o estado brasileiro é o Planalto. A Lei de Responsabilidade das Estatais não diminui o poder do PT ou de Dilma. Ela é maior: amplia o controle da sociedade sobre as estatais. Enquanto formos obrigados a arcar com o peso dessas empresas, que seu comando esteja submetido ao crivo da sociedade. Para arrematar: estivesse em vigência uma lei como a que agora se propõe, a Petrobras não teria chegado à lona. Opor-se a essa proposta corresponde a se opor ao controle democrático do estado. Por Reinaldo Azevedo

Lula, tenha vergonha na cara e apoie o governo que ajudou a eleger e reeleger; não venha agora brincar de doutor Victor Frankenstein…

Coitado do Lula! Não fosse ele absolutamente indigno da minha pena porque muito poderoso, eu estaria aqui a lamentar a sua sorte. Afinal de contas, o homem armou a reação à esquerda contra a presidente Dilma Rousseff, e o tiro saiu pela culatra. Depois de incentivar os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Lindbergh Farias (PT-RJ) a liderar um movimento anti-Dilma, o Babalorixá de Banânia resolveu recuar e, agora, decidiu pedir que os esquerdistas, seus amigos, tenham mais tolerância com ela. Que coisa, hein? Primeiro ele colabora para demonizar a presidente da República e depois procura assoprar, afirmando não ser bem assim… Eu fico muito impressionado ao constatar como Lula perdeu a biruta. Comete, hoje em dia, erros incompreensíveis, que não cometeria há alguns anos. É fadiga de material. Lula perdeu a utilidade. E por que é assim? Porque o PT jamais foi governo em tempos de escassez. O partido existe e se formou para denunciar injustiças reais ou imaginárias, pouco importando se as respostas que oferecia à sociedade eram ou não viáveis. Tomem como exemplo o fator previdenciário. O chefão petista foi presidente da República por longos oito anos. Não mexeu na questão. Dilma governou por mais quatro. Também ignorou o tema. Um deputado da base aliada decidiu propor a extinção do mecanismo. Como essa tal base aliada está notavelmente desarticulada, a proposta passou na Câmara. Muito bem! A única coisa razoável, segundo a matemática, que a presidente tem a fazer é vetar a medida. Ocorre que Lula e os petistas decidiram transformar o que é uma questão contábil num tema de natureza moral. Até porque, com o baixo pragmatismo que sempre os orientou, argumentam que o fim do fator previdenciário vai começar a onerar o governo do sucessor de Dilma. Sendo assim, que mal tem? Sobra, no entanto, um pouco de bom senso à presidente e, caso não mude de idéia, ela está mesmo disposta a vetar a mudança se for aprovada também no Senado. Agora Lula se diz preocupado com os desdobramentos. É mesmo? Justamente ele, que está na raiz da reação ao possível veto? Justamente ele, que, segundo o senador Paulo Paim, estimulou os companheiros do partido a votar contra a orientação do governo? Lula foi, nos tempos da abastança, o Midas da política. Parecia transformar em ouro tudo aquilo em que tocava. Como as circunstâncias da economia internacional eram favoráveis ao país — e até as da crise mundial o foram —, ele podia pontificar à vontade. Aquela realidade não existe mais. O cenário é adverso. E os erros que se acumularam em 12 anos de gestão cobram agora a sua fatura. Momentos assim pedem realismo do governante ou do homem de estado, ainda que o preço seja a impopularidade, momentânea ou nem tanto. Não, senhores! Lula não está preparado para isso. Ele só sobe prometer e anunciar generosidades. E julgou que conseguiria, a um só tempo, apoiar Dilma e lhe fazer oposição. Viu, no entanto, que isso não é possível. Ou por outra: pouco importa se a oposição que ele lidera está à esquerda; o fato é que ele colabora para gerar a sensação de que, “com esse governo, não dá”. Ocorre que isso, obviamente, não é bom também para o seu partido. Para a infelicidade de Lula, aos olhos do eleitorado, Dilma é o PT, e o PT é Dilma, o que, convenham, é um fato. O ex-Poderoso Chefão tentou a quadratura do círculo, que consistiu em se opor às medidas de ajuste propostas pela presidente, porém preservando-a da hostilidade popular. A operação, obviamente, era impossível. Ademais, ninguém precisa de petistas para enxovalhar o governo nas ruas. A população faz isso por conta própria. Lula, em suma, resolveu brincar de oposição, acreditando que isso lhe acarretaria, e ao partido, algum bem. O tiro saiu pela culatra. Os que se opõem ao petismo há mais tempo rejeitam a sua companhia no terreno da oposição. Os que se opõem ao petismo há mais tempo cobram de Lula que tenha vergonha na cara e saia em defesa de Dilma. Os que se opõem ao petismo há mais tempo repudiam seu oportunismo. Afinal, um criador não abandona assim a sua criatura. O senhor Luiz Inácio Lula da Silva não venha agora posar de doutor Victor Frankenstein, arrependido de ter dado à luz a sua criação. Tenha a decência, Lula, de apoiar o governo que você ajudou a eleger e a reeleger. Você não é bem-vindo, Lula, na oposição. Por Reinaldo Azevedo

Bené e as listas de pagamentos da campanha de 2014

A Folha de S. Paulo, hoje, apresentou o primo de Bené, testa-de-ferro em seus negócios de 525 milhões de reais com o PT. A notícia mais importante, porém, aparece distraidamente no último parágrafo da reportagem: "Investigadores da Operação Acrônimo já encontraram durante as buscas e apreensões da semana passada elementos que ligam empresas de Bené a campanhas eleitorais de 2014 e a autoridades com o chamado foro privilegiado, pelo qual um político com mandato só pode ser processado e julgado por determinados tribunais. Nas buscas, segundo a Folha apurou, foram encontradas listas com ordens de pagamentos". (O Antagonista)

A bomba nuclear

Ricardo Pessoa, dono da UTC, denunciou um esquema de propinas em contratos de obras da usina nuclear Angra 3. Segundo O Globo, ele teria detalhado à Procuradoria Geral da República pagamentos envolvendo parlamentares do PMDB e gestores da Eletrobras Eletronuclear.

O lobista Lula em Cuba

A Odebrecht ficou com 70% do crédito do BNDES para obras no Exterior. Agora assista a estas imagens da "reunião de trabalho" de Lula em Cuba, em 2011. Quem é aquele sentado ao lado de Franklin Martins?


Quem participou da discussão sobre "o financiamento" do Porto de Mariel?


Quem fazia parte de sua comitiva e quem fretou o jatinho?


Ganha um beijo o leitor que identificar o maior número de pessoas. (OAntagonista)

ESSA IMORAL E DEGRADADA UNIVERSIDADE DE SANTA MARIA....

A associação de professores da degradada e imoral Universidade de Santa Maria (que abrigou e abriga delatores, que deram origem à Operação Rodin, uma operação político-policial da polícia política do PT, a Polícia Federal), comandada pela retaguarda do atraso, reunida em PSTU, PSOL, PT, e outras coisas da mesma estatura moral, mais associação dos funcionários (também comandada pela mesma excrescência histórica) e o DCE (uma barbaridade sem qualificação) vivem promovendo atos contra Israel em Santa Maria. Em setembro do ano passado, o comitê palestino comandado pelo professor Gihad Mohamed, da Faculdade de Engenharia, foi recebido solenemente pelo reitor e entregou um documento para ele pedindo para que a UFSM cancelasse convênio com a ELBIT. A ELBIT é a empresa de tecnologia israelense de aviônica, que tem subsidiária, AEL, em Porto Alegre. Não é de estranhar nada. Quando uma universidade rechaça o conhecimento, a pesquisa, o intercâmbio científico, só se pode concluir que essa instituição se degradou, entrou em decomposição, apodreceu, como é o caso da Universidade Federal de Santa Maria. Nada a estranhar. A Universidade Federal de Santa Maria sujou a sua história quando professores de seu quadro comportaram-se como vis delatores e denunciaram companheiros seus para uma operação político-policial do PT, a Operação Rodin, comandada pela polícia política do PT, a KGB petista, a Polícia Federal. Essa Operação Rodin tinha o objetivo de colocar toda a classe política gaúcha de joelhos e entregar o governo do Estado para o peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. E foi o que aconteceu. Agora, a Universidade Federal de Santa Maria dá mais um passo em sua escalada descendente em direção à degradação moral.

Desemprego aumentou 18,7%

Os dados do IBGE explicam por que apenas 7% dos brasileiros toleram Dilma Rousseff. O número de desempregados, em abril, chegou a 8 milhões, 1,3 milhão a mais do que no trimestre encerrado em janeiro, um aumento de espantosos 18,7%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 14%, ou 985 mil pessoas desempregadas a mais.

SOBRE O RENASCIMENTO DO NAZISMO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, BANCADO PELA REITORIA, EM DOCUMENTO OFICIAL

A Universidade Federal de Santa Maria, que já vem se aviltando e se degradando há bastante tempo, do que foi bastante comprovação a famigerada Operação Rodin (na qual, proeminentes figuras se espojaram na lama da imoralidade), alcança agora o pico da degradação moral e humana. A Pró-Reitoria (portanto documento oficial), em ofício assinado pelo pró-reitor de Pós-graduação, professor doutor José Fernando Schlosser, manda que os programas de pós-graduação da Universidade (degradada pela Operação Rodin) informem os nomes de alunos com vínculos com israelenses, com Israel. Para que? Para segregá-los? Para perseguí-los? Esses boçais não se dão conta que Israel é a nação que tem o maior número de Prêmios Nobel no mundo inteiro. Esses nazistas botocudos, que emporcalham uma universidade federal brasileira, renegam o fato de que Israel tem o mais alto nível de educação universitária do mundo. O que os nazistas acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria fazem é o renascimento de progrons, é a colocação de estrela amarela no peito de pessoas, como faziam os nazistas. E vamos lá: o tal de Comitê Santamariense de Solidariedade ao Povo Palestino é Gihad Mohamed, professor de engenharia da UFSM. Querem mais? A esse ponto de degradação moral o PT levou a universidade brasileira, a academia brasileira. Uma universidade que já tinha se enlameado com o famigerado caso da Operação Rodin, que gerou gente capaz das baixejas promovidas na Opeação Rodin, dessa universidade não se poderia esperar coisa mais elevada.

JORNALISTA LUÍS MILMAN PROTOCOLA QUEIXA-CRIME CONTRA CRIME DE RACISMO POR PARTE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA.

O jornalista e filósofo Luis Milman (doutorado em Israel), está denunciando um fato inacreditável, o ressurgimento do nazismo explícito no Rio Grande do Sul, mais específicamente em Santa Maria, cidade que gerou a República de Santa Maria, agrupamento de degenerados que promoveu a desmoralização e o aviltamento da Universidade de Santa Maria. O fato de agora é extremamente grave, porque coloca a Universidade de Santa Maria revivendo o nazismo, colocando estrelas amarelas no peito de israelenses em contato com a instituição, em conluio com organizações terroristas islâmicas. A primeira reação à decisão da Universidade Federal de Santa Maria de listar alunos e professores de Israel com a finalidade de persegui-los no campus, aconteceu ontem mesmo em Porto Alegre, porque o professor da Ufrgs, também jornalista, Luís Milmann, protocolou uma notícia crime junto ao Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, à Polícia Federal de Santa Maria, ao Reitor da Universidade Federal de Santa Maria, ao ministro da Educação, ao ministro das Relações Exteriores, e à presidente da República, para providências, além de comunicado para a Embaixada de Israel no Brasil, presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul e Movimento de Justiça e Direitos Humanos, para ciência, acompanhamento e manifestação sobre o caso, sem precedentes e gravíssimo. Na nota a seguir, vão todas as informações sobre o caso, inclusive prova do ato nazistóide da Universidade Federal de Santa Maria, uma instituição degradada já desde a famigerada Operação Rodin, que mostrou o baixíssimo caráter de muitos de seus membros. Leia o texto da notícia-crime apresentada pelo jornalista e filósofo Luis Milman: "Excelentíssima Procuradora-chefe da República no Rio Grande do Sul - Dra. Fabíola Dorr Caloy - URGENTE -NOTÍCIA DE CRIME - Crimes de preconceito, discriminação e racismo institucional são raríssimos, para não dizer inexistentes no Brasil. Isto pelo repúdio que provocam, suas implicações penais e consequências sociais nefastas. Pelo menos é o que se pensava até o último dia 15 de maio, quando o pró-reitor de Pós-graduação da Universidade Federal da Santa Maria (UFSM), professor doutor José Fernando Schlosser, aqui do nosso Estado, decidiu fazer circular, pelos corredores da instituição, um memorando solicitando a todos os chefes de programas de pós-graduação uma relação de alunos e professores israelenses que participam destes cursos, para finalidade de boicote. O memorando foi enviado, segundo o pró-reitor da UFSM, para atender solicitação do Diretório Central de Estudantes, da ASEDUFS, da ASSUFSM e de um tal de Comitê Santamariense de Solidariedade ao povo Palestino. Para não deixar qualquer dúvida sobre sua natureza e intenção discriminatória, na parte inferior do documento, um selo com dizeres em inglês conclama, em letras garrafais: Liberdade para a Palestina. Boicote a Israel. Nem nos tempos do apartheid da África do Sul, essa prática seria concebível em solo nacional, contra pessoas originárias daquele país. Quanto mais agora, em flagrante e vergonhosa afronta à lei brasileira. O pró-reitor de pós-graduação da UFSM cometeu, juntamente com todos os responsáveis penais pelas organizações listadas no memorando, em nome de uma instituição federal de ensino, crime gravíssimo, imprescritível, inafiançável e insuscetível de graça, previsto na Constituição Federal e na Lei 7.716, de 1989, que, em seu artigo 20, dispõe: “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A lei prevê uma pena de dois a cinco anos, mais multa, para quem cometeu o crime por meios de comunicação social ou publicações de qualquer natureza. Este é o caso do pró-reitor, que se utilizou de um documento público federal para atiçar a comunidade acadêmica de Santa Maria contra estudantes e professores de origem israelense. O que agrava ainda mais a situação é que ele praticou o preconceito em nome de um ente público federal, diretamente ligado ao Ministério da Educação, cometendo o crime gravíssimo em nome do Estado brasileiro. Como o caso não tem precedentes, o reitor da Universidade Federal de Santa Maria e o ministro da Educação devem manifestar-se imediatamente sobre o assunto. Não apenas para anunciar as providências administrativas inadiáveis que tomarão com respeito ao pró-reitor José Fernando Schlosser, que está promovendo, a céu aberto, uma caça às bruxas contra israelenses na UFSM, como ainda para explicar como uma entidade estranha à universidade - o tal Comitê Santamariense de apoio ao povo palestino- pode ser albergado oficialmente por uma universidade federal. Anexo, cópia do memorando. Em sendo assim, requeiro as providências previstas em lei. Luis Milman - Porto Alegre".

Justiça gaúcha aceita denúncia contra o prefeito de Estância Velha

Por unanimidade, os desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul aceitaram a denúncia do Ministério Público contra José Waldir Dilkin, prefeito de Estância Velha, por crimes contra as finanças públicas. Ele teria autorizado despesas mesmo não havendo disponibilidade de caixa para saldar as dívidas. A decisão é do dia 28/5. Conforme a denúncia do Ministério Público, nos últimos dois quadrimestres do ano de 2012, entre os meses de maio e dezembro, José Waldir Dilkin ordenou e autorizou despesas que não poderiam ser pagas no mesmo exercício financeiro, assim como inscreveu em restos a pagar parcelas que não tinham disponibilidade de caixa. O prefeito foi denunciado por sete fatos, entre eles, aquisição de brinquedos de praça para uma associação comunitária (R$ 3.309,00), contratação de show pirotécnico para a festa de natal (R$ 1,5 mil), compra de vale-presentes em loja de calçados (R$ 900,00), contratação de show musical (R$ 6 mil), aquisição de espaço publicitário em jornal (R$ 2 mil), entre outros. Em juízo, José Waldir Dilkin afirmou que as despesas foram cumpridas, pois as receitas do período foram superiores aos gastos. Afirmou que a receita de maio a dezembro de 2012 foi de R$ 27.703.984,90 e a despesa de R$ 25.284.209,83, sendo que a insuficiência de caixa, gerada naquele ano, foi em função do cumprimento de compromissos financeiros de exercícios anteriores e não pelas novas despesas. O prefeito informou ainda que alguns gastos foram realizados pelo Vice-Prefeito e outros já estavam previstos no calendário de eventos oficiais do Município. Na 4ª Câmara Criminal, responsável pelo julgamento de ações envolvendo prefeitos, o relator do processo foi o desembargador Rogério Gesta Leal. Segundo o magistrado, a denúncia descreve fato típico, havendo indícios suficientes de materialidade e autoria. Embora a alegação do denunciado, de que o fato é atípico, existe lastro probatório suficiente a indicar que ele assumiu obrigações nos oito meses antes do término do mandato e não as saldou no período, por falta de disponibilidade orçamentária, inscrevendo-as em restos a pagar. As alegações para justificar os fatos, são inaptas a afastar, de plano, a acusação, afirmou o relator. Assim, o desembargador Rogério Gesta Leal votou pelo recebimento da denúncia e foi acompanhado pelos desembargadores Aristides Pedroso de Albuquerque Neto e Ivan Leomar Bruxel. O prefeito passa a partir de agora a responder a processo criminal. O processo passará pela devida instrução e, após, haverá o julgamento do mérito da denúncia. O processo é o nº 70063703755.