sexta-feira, 22 de maio de 2015

Após discutir ajuste com Dilma, Lula cancela participação em evento do PT

Depois de discutir o impacto do ajuste fiscal anunciado na tarde desta sexta-feira (22) pela presidente Dilma Rousseff, em Brasília, o ex-presidente Lula X9 cancelou sua participação na abertura do Congresso Estadual do PT, que acontece desde as 19 horas, em São Paulo. O presidente do partido, Rui Falcão, disse que Lula decidiu não participar por motivos pessoais. "Hoje é o aniversário de casamento dele", afirmou. A assessoria do ex-presidente também apontou o cansaço pela viagem a Brasília como um dos motivos. Nos bastidores, aliados afirmam que Lula desistiu de ir ao ato por conta da baixa adesão dos militantes. Apenas metade das cerca de mil cadeiras dispostas no local do evento foram ocupadas. Nesta sexta-feira, o governo petista anunciou um corte de R$ 69,9 bilhões no orçamento, numa tentativa de equilibrar suas contas. Só do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), uma das bandeiras eleitorais de Dilma, foram cortados quase R$ 27 bilhões.

Governo da petista Dilma Rousseff, a super-gerentona, detona quase 98 mil empregos de brasileiros apenas em abril, no pior resultado dos últimos 23 anos

Quase 98 mil empregos com carteira assinada foram cortados no País em abril. É o pior resultado para o mês em mais de duas décadas, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (22). A última vez em que houve retração no mercado de trabalho formal em abril foi em 1992, de acordo com a série histórica divulgada pelo governo. Mesmo assim, o corte na ocasião foi menor, de 63,2 mil empregos com carteira assinada. "A redução de vagas veio acima do esperado e resulta numa visão pior para o PIB neste ano. Menos emprego significa menos renda e, consequentemente, menos consumo", afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos. Segundo ele, o dado sinaliza, contudo, que a inflação no ano que vem pode cair, como deseja o governo. O mercado projeta que a economia brasileira terá retração de 1,2% em 2015. Já a inflação terminará o ano em 8,3%, segundo último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. Em abril, a indústria de transformação foi a que mais contribuiu para a redução do estoque nacional de empregos. Foram quase 54 mil postos extintos no mês passado. Dos 12 segmentos industriais monitorados, 10 reduziram o número de empregos. A maior diminuição ocorreu na indústria de alimentos e bebidas, onde 13,4 mil vagas foram ceifadas. A produção da indústria brasileira vem caindo diante da desaceleração da economia e da dificuldade das empresas em manter o nível de exportações – até abril houve redução de 11% nos embarques de bens manufaturados ao Exterior. No acumulado dos últimos 12 meses até março deste ano, houve queda de 4,7% na produção industrial, segundo dados do IBGE. Uma redução tão alta no ritmo de atividade não ocorria desde janeiro de 2010. Mas o setor industrial não foi o único a enxugar sua força de trabalho. Houve queda no estoque de empregos dos setores extrativo mineral (-823 postos), de serviços industriais de utilidade pública -92), construção civil (-23.048), comércio (-20.882)serviços (-7.530) e administração pública (-73). Houve aumento das vagas formais somente no setor agrícola, onde 8.470 empregos foram criados. A região Centro-oeste foi a única que apresentou expansão de vagas, com aumento de 421 postos. Em todas as demais foi registrada contração no mercado de trabalho. A região Nordeste foi a que mais sofreu, com 44 mil empregos cortados. Em 2010, início do primeiro mandato de Dilma Rousseff, o país registrara recorde de geração de vagas em abril: 305,1 mil novos postos. De lá para cá, porém, o número de empregos criados no mês só fez cair. Até o momento, o número de demissões supera o de contratações no ano. Somente em março houve saldo positivo. No total, foram menos 137 mil vagas, pior resultado desde pelo menos 2002 –o governo não divulgou dados anteriores.

Juiz Sérgio Moro multa advogado de Cerveró em R$ 43 mil por abandonar processo

A defesa do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi multada em 55 salários mínimos (R$ 43,3 mil) por ter deixado de apresentar as chamadas alegações finais no prazo determinado. Segundo o juiz Sergio Fernando Moro, o advogado Edson de Siqueira Ribeiro Filho foi “omisso” e “aparentemente” adotou “uma estratégia processual reprovável”, atrasando o julgamento enquanto seu cliente está preso. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (22/5), dois dias depois que se esgotou o período para apresentar a defesa. No dia anterior, o juiz já havia definido a demora como “reprovável”. Segundo ele, a secretaria da 13ª Vara Federal de Curitiba tentou “por diversas vezes” contatar o advogado, por telefone fixo e por celular, sem sucesso. Advogado de Cerveró não apresentou as alegações finais nem atendeu telefonemas. “A recusa em atender aos contatos telefônicos da Secretaria desta Vara evidenciam a estratégia profissional questionável”, escreveu Moro. A revista Consultor Jurídico também ligou para o advogado nesta sexta, mas não conseguiu encontrá-lo. Cerveró foi intimado pessoalmente do problema e terá mais três dias para que um novo defensor apresente as alegações finais. Em fevereiro, outros dois advogados que atuam em um processo ligado à operação “lava jato” já haviam sido multados em dez salários mínimos (R$ 7.880,00) por deixarem de apresentar a defesa do cliente no prazo determinado.

Desemprego entre jovens explode: 16,2%!

O aumento da taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre), que passou de 4,9% em abril de 2014 para 6,4% no mês passado, ocorreu de forma mais expressiva entre os jovens. Na faixa etária entre 18 e 24 anos, o desemprego foi de 16,2% em abril, frente a 15,7% em março e 12% em abril de 2014. No grupo entre 25 e 49 anos, a taxa foi de 5,3% em abril, ante 5,1% em março e 4% em abril do ano passado. "Todos os grupos de idade registram aumento da taxa de desocupação, mas esse crescimento é mais acentuado entre aqueles entre 18 e 24 anos", afirmou a técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. Segundo a técnica do IBGE, esse aumento da desocupação entre jovens pode ser explicado tanto por pessoas que foram demitidas como por aqueles agora estão buscando trabalho. "Os jovens mostram maior redução na ocupação como também maior procura por trabalho. Não quer dizer que só jovem está procurando trabalho, todo mundo está procurando trabalho", disse Adriana.

Aécio Neves diz: as famílias pobres vão pagar a conta do arrocho de R$ 70 bilhões da Dilma

Esta é a nota oficial do PSDB, assinada pelo senador Aécio Neves, sobre o enorme corte do orçamento aplicado pelo governo da petista Dilma Rousseff nesta sexta-feira: "Cai em definitivo a máscara do governo do PT e o país conhece o pacote de medidas impopulares contra o povo brasileiro. Aumento de impostos, cortes de direitos trabalhistas e dos investimentos, incluindo os recursos fundamentais para a saúde e a educação. Os cortes orçamentários anunciados esta tarde são mais uma face do arrocho recessivo promovido pelo PT em prejuízo da população brasileira. Primeiro veio a diminuição dos direitos trabalhistas e de benefícios previdenciários, em parte já aprovados pelo PT e a base aliada no Congresso, com oposição coesa do PSDB. Agora a tesoura do governo Dilma Rousseff compromete os investimentos públicos, prejudicando um dos motores que poderia ajudar a impulsionar a economia no momento em que o país necessita desesperadamente retomar o desenvolvimento. Quem mais sofre com os cortes no Orçamento são os mais pobres, que precisam do governo federal para dispor de atendimento de saúde, de educação digna e de escolas de qualidade, de transporte e mobilidade. Todas essas áreas que agora são profundamente afetadas pelo arrocho anunciado. O passo seguinte está traçado: aumento de impostos, já iniciado desde o início do ano e agora aprofundado. A carga tributária, que aumentou ininterruptamente no governo Dilma, vai continuar a subir. Os R$ 70 bilhões anunciados hoje são apenas parte da conta que o brasileiro vai pagar por causa da gastança desenfreada ocorrida nos últimos anos com o objetivo de vencer as eleições e manter o PT no poder. Caso a conduta do primeiro governo Dilma fosse responsável, sem os excessos eleitoreiros cometidos, como o próprio ministro da Fazenda reconheceu nesta semana, as famílias brasileiras não seriam agora obrigadas a passar por mais sacrifícios, além das enormes dificuldades que já vivem. O arrocho recessivo somado ao forte aumento do desemprego e acompanhado da escalada da inflação trazem tristeza a todos nós s e torna a vida no país mais difícil. É bom que fique claro: Essa conta não é do povo, é do governo do PT, mas é o povo que a está pagando". Aécio Neves- Presidente do PSDB

“Jesus liberta da cachaça”

Na quarta-feira, em um encontro com sindicalistas, Lula ironizou os pastores evangélicos dizendo que, para eles, se “você está desempregado, é o diabo, está doente é o diabo”. Silas Malafaia, como já era de se esperar, nem esperou muito para rebater as críticas do ex-presidente às lideranças evangélicas. Malafaia acaba de publicar um vídeo em que diz que o mensalão, o petrolão, a roubalheira na refinaria de Pasadena e outros desvios “escondidos”, além do “estelionato eleitoral”, não são culpa do diabo, e sim do PT. O líder da Assembleia de Deus diz que só a mentira vem do demônio, pede que Lula “pare de mentir” e assuma que “sabia de toda a roubalheira do seu partido”. Antes do “Deus abençoe a todos” final, Malafaia dá outro conselho ao ex-presidente: - Lula, você vai entender. Você sabia que Jesus liberta da cachaça? Por Lauro Jardim

A limpeza não tão limpa

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro vai embargar a dragagem das lagoas da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. A obra, orçada em 600 milhões de reais e parte do compromisso para a Olímpiada, é executada pelas empreiteiras OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez. Segundo o Ministério Público Federal, a ação, que visa limpar as lagoas, não tem um estudo de impacto ambiental. O governo do Rio de Janeiro e o Ministério Público do estado haviam assinado um TAC para solucionar a questão, mas os procuradores da República argumentam que a questão hídrica é atribuição federal. "É crime autorizar obras sem a licença devida. É inadimissível que se realize uma dragagem gigante sem a apresentação do estudo de impacto ambiental. Em tempos de Lava Jato, não podemos autorizar qualquer obra dessa magnitude, ainda mais com empreiteiras envolvidas em escândalos recentes", afirmou o procurador Sergio Suiama.

Dono da UTC é autorizado a tratar de deleção premiada

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância, autorizou ontem que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, compareça à sede da Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília, entre os dias 25 e 29 de maio para tratar de acordo de delação premiada. Como está em prisão domiciliar desde o início do mês Pessoa, precisa de aval para se deslocar de São Paulo para Brasília. Ele é apontado pelo Ministério Público como chefe de um cartel de empresas que pagava propina para fraudar licitações e obter contratos superfaturados na Petrobras. O empresário assinou o acordo de delação premiada no último dia 13, pelo qual se compromete a falar o que sabe sobre as denúncias referentes à Operação Lava Jato em troca de uma eventual redução de pena em caso de condenação. Em pedido de autorização para a viagem de Pessoa, encaminhado a Sérgio Moro na última quarta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede o comparecimento de Pessoa à PGR para a "prática de atos instrumentais aos inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal e a outros feitos integrantes da assim cognominada Operação Lava Jato". O acordo de delação premiada de Pessoa foi assinado em Brasília porque o empresário citou nomes de políticos com foro privilegiado envolvidos em irregularidades investigadas pela Lava Jato. O empresário se comprometeu a confessar os crimes que cometeu, a trazer fatos novos e a apontar outros culpados, em troca de uma pena menor. Ele também se comprometeu a devolver valores desviados da Petrobras.

Lula debocha de evangélicos durante palestra


O ex-presidente Lula X9  perdeu completamente a noção de limite. Durante uma palestra a sindicalistas na noite desta quarta-feira (20), em um hotel no centro de São Paulo, ele ironizou em tom de deboche os pastores evangélicos por culparem o diabo quando algo está errado. Ao tentar justificar os erros do governo petista o ex-presidente explicou aos sindicalistas que nas ocasiões em que não é possível atender às reivindicações da categoria a melhor saída é colocar a culpa no governo, passando a ofender os evangélicos. “Os pastores evangélicos jogam a culpa em cima do diabo. Acho fantástico isso. Você está desempregado é o diabo, está doente é o diabo, tomou um tombo é o diabo, roubaram o seu carro é o diabo”, disparou Lula. Como a platéia foi receptiva ao tom de intolerância promovido pelo ex-presidente, Lula X9 passou a debochar dos dízimos entregue as igrejas. “E a solução também está ali. É Deus. Pague o seu dízimo que Jesus te salvará”, disse em tom eloquente, imitando uma pregação religiosa. Lula X9 aconselhou os dirigentes sindicalistas a assimilar os métodos dos pastores, sugerindo que a culpa pela crise é do diabo. O ex-presidente usou os evangélicos para tentar aliviar o clima de tensão do ambiente, pois os sindicalistas estão pessimistas com os rumos do governo Dilma. Os que participaram do Seminário Nacional de Estratégia promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) ficaram empolgados com as piadas de Lula X9 sobre os evangélicos. A ironia de Lula X9 se dá justamente em um momento em que líderes evangélicos conquistam espaço na Câmara dos Deputados presidida pelo evangélico Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Cunha tem pautado grandes derrotas para o governo Dilma com o apoio da bancada religiosa no Congresso.

Empreiteiro propineiro Ricardo Pessoa prestará novos depoimentos de delação premiada


O presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, vai prestar novos depoimentos à Procuradoria-Geral da República na próxima semana. As oitivas deverão ocorrer entre os dias 25 e 29 de maio. Na semana passada, Pessoa assinou acordo de delação premiada no qual comprometeu-se a indicar novos fatos aos investigadores da Operação Lava Jato. No dia 2 de junho, o empresário também deverá prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. No entanto, de acordo com decisão do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, Pessoa poderá exercer o direito de ficar em silêncio durante o depoimento. Pessoa ficou preso de novembro do ano passado até março, quando foi beneficiado pela decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liberdade aos executivos de empreiteiras investigados na operação. Por maioria de votos, os ministros entenderam que, mesmo diante da gravidade dos crimes, a prisão preventiva não pode ser aplicada como sentença antecipada. Pessoa foi denunciado à Justiça Federal em Curitiba pelo Ministério Público Federal (MPF), sob acusação de coordenar o funcionamento do cartel entre as empreiteiras com contratos com a Petrobras, por meio do pagamento de propina a ex-diretores da estatal. As acusações foram baseadas nos depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras,  Paulo Roberto Costa.

O RIO DE JANEIRO AGORA SOB A AMEAÇA DA PRESENÇA DO PEREMPTÓRIO "GRILO FALANTE" E TENENTE ARTILHEIRO E POETA DE MÃO CHEIA TARSO GENRO

A entrada do ex-governador gaúcho, o peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro na política fluminense para criar uma frente de partidos de esquerda e centro-esquerda dará o tom do encontro que o PT do Rio de Janeiro realiza amanhã. Chamada de “A saída é pela esquerda”, a frente é encabeçada por dois outros petistas — o senador Lindbergh Farias e o deputado Alessandro Molon — e espera reunir hoje à noite integrantes de partidos como o Psol e o PCdoB. Principal articulador da frente, Tarso Genro vê sua proposta enfrentar resistências junto ao presidente do PT do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, que trabalha para aprovar resolução para manter a aliança do PT com o PMDB nas eleições municipais de 2016. Diz o peremptório petista Tarso Genro: "O encontro é convocado por lideranças do PT do Rio para discutir a conjuntura nacional e para avaliar a possibilidade de termos candidato próprio, no Rio. A visão que nos preside é mais crescimento econômico, mais distribuição de renda, taxas de juros menores, não ao financiamento empresarial das campanhas, e mais participação da cidadania nas grandes decisões públicas". Mas, afinal de contas, por que razão o peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro resolveu acampar no Rio de Janeiro? Ele responde: "Entendo a importância do Estado e sobretudo a importância do arco político que se formou, no segundo turno, para eleger Dilma. Não sou líder de nenhum movimento, não sou uma liderança nacional, mas me permito dialogar com todos os setores da esquerda e do centro democrático e progressista, em busca de soluções para o meu País, como fiz ao longo da minha vida. Não sou candidato a nada, nem no Rio nem no Rio Grande". Não é bondoso esse Tarso Genro?!!!! E continua lá, comentando as resistências do presidente do petismo fluminense às suas investidas na política do estado: "Encaro as críticas do presidente Quaquá como normais, pois o PT do Rio participa dos governos do PMDB, o que leva a relações de dependência política muito fortes. Isso não pode impedir que as pessoas discutam, defendam candidatura própria. Mas as críticas do presidente estão mal endereçadas. Eu não tenho liderança política no Rio, apenas sou um colaborador e debatedor de temas nacionais e regionais, dentro do partido, na academia, na sociedade civil. O que me preocupa é que estas críticas possam ser tomadas pela nossa militância – não por mim que sou “china velha”, como dizemos aqui no nosso Rio Grande – como uma vedação ao debate. Isso lembra o Maranhão, e não é nada bom. O partido lá terminou. Eu, atualmente, defendo que o PT no Rio tenha candidatura própria, mas nem sei se isso é a opinião de quem vai no debate hoje". Além de bondoso, ele é ternamente humilde, não é mesmo?!!! Embora negue a pretensão de concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro no ano que vem, o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro tem despertado preocupação nas lideranças fluminenses. Apesar - e por - isso, dizem eles que têm maioria no partido para garantir o apoio à manutenção da aliança com o PMDB no estado, alvo assumido de Tarso Genro.

DEFESA DO MÉDICO BOLDRINI ENTRA COM PEDIDO DE LIMINAR O DEPOIMENTOS DOS RÉUS NO PROCESSO DO ASSASSINATO DE SEU FILHO, O MENINO BERNARDO



Com a alegação de que alguns questionamentos não foram respondidos pelo Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul no laudo sobre a suposta assinatura de Leandro Boldrini em uma receita de midazolam, a defesa dele pediu nesta quinta-feira ao Tribunal de Justiça o adiamento da audiência marcada para a próxima quarta-feira, dia 27, em Três Passos. O médico deve ser ouvido pela primeira vez desde o assassinato do filho, Bernardo Uglione Boldrini, em abril de 2014. O TJ ainda não se manifestou sobre o assunto. O medicamento foi encontrado no corpo do garoto na autópsia e, segundo o inquérito policial, foi usado para dopá-lo antes da morte. Além de do médico Leandro Boldrini, também devem depor sua mulher Graciele Ugulini (madrasta), Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz. Todos foram denunciados pelo Ministério Público gaúcho por homicídio triplamente qualificado. O juiz de Três Passos, Marcos Luís Agostini, indeferiu na última terça-feira o pedido de habeas-corpus dos advogados de Boldrini para o adiamento da audiência final do caso. De acordo com Rodrigo Grecellé Vares, defensor de Leandro Boldrini, "há quesitos técnicos apresentados aos peritos que não foram respondidos". Agostini, porém, rechaçou os argumentos de Vares: "Em síntese, alega que no laudo não foram respondidos os quesitos apresentados pela defesa, e que teriam sido homologados pelo juízo, em relação à perícia grafotécnica. (...) Isso posto, indefiro o pedido apresentado pela defesa de Leandro Boldrini. Inexistindo a omissão e a contradição alegadas, NEGO provimento aos embargos declaratórios. Intimem-se. Após, aguarde-se a audiência aprazada", afirmou Agostini. A defesa do médico questionava se pode ser excluída a autenticidade da assinatura examinada e se a perícia identificou indícios de falsidade gráfica. Nesse caso, os advogados de Boldrini solicitaram esclarecimento se haveria propósito de imitar ou disfarçar. "Ressaltamos que a assinatura atribuída a Leandro Boldrini aposta na peça questionada consiste em uma forma compacta de assinatura, ilegível, em traçado curvilíneo simples, não contemplando características personalísticas em quantidade e qualidade adequadas para comparação (...) Associado a isto, o alto grau de variabilidade de formas e número de elementos (arcos e cristais / posições de ataque e remate) observados nos padrões encaminhados de Leandro Boldrini impede a aquisição de parâmetros seguros de comparação, fragilizando as referências como padrão de autenticidade", concluiu a perícia.

Apple pode vender 36 milhões de relógios inteligentes só no primeiro ano

A estimativa é avançada por um analista da Morgan Stanley, uma das consultoras que mais “nome” tem junto dos investidores de Wall Street. E as vendas podiam ser bem superiores não fosse o atraso na produção. O Apple Watch está a caminho de se tornar mais um equipamento de referência da marca da maçã ficando lado a lado com o iPhone, iPad e com os Macs nos números de vendas. De acordo com a analista Katy Huberty, da consultora Morgan Stanley, a Apple deve vender perto de 36 milhões de unidades do relógio inteligente até abril de 2016. O valor representa um crescimento de 20% sobre uma outra estimativa que a analista já tinha feito - não sendo certo se teve acerto a informação “privilegiada” para retocar o número. Mas a loucura pelo Apple Watch podia ter sido maior, salienta a mesma especialista citada pela CNet. A Apple enfrentou alguns problemas de produção e não está a conseguir responder devidamente ao número de encomendas recebidos.  Quem comprou o relógio em abril só o vai receber em junho, mês no qual a Apple espera normalizar a comercialização do wearable. Não fosse tudo isto, então em apenas doze meses o Apple Watch podia ter atingido os 50 milhões de unidades vendidas de acordo com a Stanley Morgan - um valor que apesar de avançado por um analista é de desconfiar, já que nos seus melhores trimestres a Apple venda mais de 70 milhões de iPhone e é um produto que além de ser mais versátil, já tem mais historia no mercado.

"Consultores" da Lava Jato multiplicaram seus bens em até 97 vezes

Donos de empresas de consultoria e assessoria investigados na Operação Lava Jato tiveram um enriquecimento meteórico entre 2003 e 2013, período em que o esquema de corrupção na Petrobras funcionou, segundo seus delatores, de forma "institucionalizada" no regime petista. Conforme o caso, o patrimônio dos envolvidos se multiplicou por até 97 vezes. Os dados constam de relatório da Receita Federal elaborado a pedido da força-tarefa encarregada das investigações. O Fisco avaliou as finanças declaradas por 11 pessoas apontadas como operadoras do esquema e descobriu que, apenas entre 2006 e 2013, elas movimentaram R$ 311,2 milhões. O lobista Milton Pascowitch, preso preventivamente nessa quinta-feira, 21, era dono de bens e direitos que somavam R$ 574 mil em 2003. As posses se multiplicaram por 50 no período, saltando para R$ 28,2 milhões. Pascowitch é dono da Jamp Engenheiros, uma das empresas que teria usado para pagar, em nome de empreiteiras, propinas ao PT e à Diretoria de Serviços da Petrobras. Entre 2006 e 2013, ele movimentou, sozinho, R$ 51 milhões. A Receita também fez um pente-fino nas contas de Luís Eduardo Campos Barbosa da Silva. Ele é um dos sócios da Oildrive Consultoria, uma das representantes da multinacional holandesa SBM Offshore, suspeita de pagar subornos em troca de contratos na Petrobras. Ele tinha R$ 517 mil em 2003, valor que saltou para R$ 50 milhões em 2013. Uma evolução de 97 vezes, destacou a Receita. Também investigado como um dos operadores, Zwi Sckornicki, dono da consultoria Eagle, tinha R$ 1,8 milhão em 2003, patrimônio que "engordou" bastante, passando para R$ 63,2 milhões - 35 vezes mais. No documento, a Receita destaca a necessidade de quebrar os sigilos não só dos operadores, mas das empresas mantidas por eles. Justifica que, na Lava Jato, identificou-se a constituição de diversos escritórios para a prestação de "serviços falsos de consultoria e assessoria" a gigantes do setor de infraestrutura. "As empresas serviriam, em tese, como instrumento para que, a partir da celebração de contratos fraudulentos e da emissão de notas fiscais inidôneas, as citadas empreiteiras efetuassem pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos e privados, inclusive a empregados públicos ligados à Petrobras", sustenta. O relatório também cita as finanças do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso na Lava Jato. Os analistas explicam que a maioria dos bens do petista estão em nome da mulher, Giselda de Lima, e sugerem a quebra do sigilo fiscal dela.

Juiz Sérgio Moro bloqueia R$ 78 milhões de alvos da nova fase da Lava Jato

A Justiça Federal bloqueou R$ 78 milhões do lobista Milton Pascowitch e de outros investigados da nova fase da Operação Lava Jato. Pascowitch está sob suspeita por lobby para o PT e pagamento de R$ 1,45 milhão para a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu. O juiz Sérgio Moro também mandou prender o lobista na quinta-feira (21). Pascowitch é investigado como operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobras, na época sob comando do engenheiro Renato Duque, preso pela operação em fevereiro. A força-tarefa que investiga o esquema de corrupção na estatal suspeita que ele repassava dinheiro de propina para o bandido petista mensaleiro José Dirceu sob "disfarce" de consultoria. O procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, membro da força-tarefa do Ministério Público Federal, disse que "há alguns indicativos" revelados pelo empreiteiro Gérson de Mello Almada, diretor da Engevix, de que a empresa de Pascowitch, a Jamp, era contratada para fazer lobby para o PT. A investigação apontou pagamentos para empresa de Renato Duque e para empresas de José Dirceu. "O esquema criminoso em questão gerou ganhou ilícitos a eles (Pascowitch e outros investigados), justificando-se a medida para privá-los do produto de suas atividades criminosas", justificou Moro. Para o juiz, "não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita". Moro observou que a medida "apenas gera o bloqueio do saldo do dia constante nas contas ou nos investimentos, não impedindo a posterior movimentação". Caso haja bloqueio de valores referentes a salários, Moro deve liberar o dinheiro com solicitação dos investigados.

Focal, uma confecção de notas frias

A Focal, uma das empresas fantasmas usadas pela campanha de Dilma Rousseff, recebeu 23,9 milhões de reais do PT para "promover eventos". Também recebeu 1 milhão e 650 mil reais para "imprimir adesivos". Nossos leitores procuraram o registro da empresa na Junta Comercial de São Paulo. A ficha cadastral mostra que a sua atividade econômica é "Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida". Segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), a Focal está habilitada para: 
- a confecção de artigos do vestuário masculino, feminino e infantil (blusas, camisas, vestidos, saias, calças, ternos, casacos, etc), feitos com qualquer tipo de material (tecidos planos, tecidos de malha, couros etc).
- a confecção de roupas para recém-nascidos.
- a montagem de blusas, camisas, vestidos, calças ou outras peças do vestuário.
A Focal, no entanto, dedica-se apenas à confecção de notas frias. (O Antagonista)

Conexão Dilma-Pessoa-Sánchez

Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e atual deputado federal do PT de São Paulo, teve as contas de sua campanha rejeitadas pelo TRE-SP. O tribunal disse que ele não informou a origem de uma doação de 100 000 reais. Até aí, nada anormal. Mas, ao se explicar, Sanchez complicou ninguém menos que Dilma Rousseff. Em nota, ele afirmou que a doação teve como doadora originária Dilma Rousseff. Em 5 de dezembro, já vencida a eleição e após a prisão de Ricardo Pessoa, o tesoureiro do partido, Antônio dos Santos, "retificou o doador originário de Dilma Rousseff para a empresa UTC Engenharia", como mostra o documento abaixo. A UTC Engenharia tem como presidente Ricardo Pessoa, o líder do cartel das empreiteiras da Lava Jato. 

Dilma se reúne com Lula em Brasília antes de anunciar corte

A presidente Dilma Rousseff se reúne em Brasília com o ex-presidente Lula X9 para discutir o impacto do anúncio do corte de cerca de R$ 69 bilhões no Orçamento de 2015, que será divulgado nesta sexta-feira (22). Esse é o segundo encontro entre Dilma e Lula em uma semana. Os dois vão tratam também do pacote do ajuste fiscal proposto pelo governo, que corre o risco de naufragar no Congresso. Eles estão reunidos desde as 10 horas desta sexta-feira. Lula avalia que a presidente não tem feito os acenos políticos necessários para garantir o apoio da base e, nos bastidores, faz críticas à relação que Dilma estabelece com o PT. O partido tem se rebelado frequentemente contra medidas do ajuste. Esta semana, por exemplo, o governo precisou adiar a votação, no Senado, da medida que restringe benefícios trabalhistas, após senadores do PT ameaçarem votar contra. A discussão sobre o fator previdenciário também foi ponto de discórdia entre PT e governo. A reunião acontece na Granja do Torto, casa de campo oficial da Presidência da República, e tem a participação dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Edinho Silva (Comunicação Social), Jaques Wagner (Defesa) e Ricardo Berzoini (Comunicações). Ou seja, é uma reunião da alta nomenklatura petista. 

BNDES vai liberar parte das informações sobre empréstimos para Cuba e Angola

Em uma medida para tentar atenuar as reações contrárias à decisão da presidente Dilma de vetar texto aprovado pelo Congresso que determinava o fim do sigilo nos empréstimos e financiamentos concedidos pelo BNDES, o banco deve liberar parcialmente dados das operações da instituição para Cuba e Angola, retirando na próxima semana o selo de sigilo para negócios com estes dois países. A decisão não inclui, por exemplo, dados protegidos pelo sigilo bancário, como taxas de juros. Segundo assessores, com a medida, Cuba e Angola vão ficar no mesmo patamar dos demais países, com a liberação de dados de contratos.


Embora o BNDES seja integralmente pertencente à União e não tenha concorrentes, os dados a respeito de seus empréstimos têm divulgação restrita. Revelam-se nomes de clientes e resumos dos projetos, mas não, por exemplo, as taxas de juros — que, no caso do banco estatal, são subsidiadas. Numa derrota do governo, a regra havia sido incluída pela oposição em uma medida provisória que injetou R$ 30 bilhões do Tesouro Nacional no banco. Multiplicadas nos últimos anos, as operações do BNDES têm sido questionadas tanto no mundo político quanto por economistas de linha mais liberal. Para os críticos, os financiamentos do banco, que só no ano passado somaram R$ 188 bilhões, significam intervenção estatal excessiva no mercado e abrem brechas para o favorecimento político a grupos privados. Na justificativa para o veto, o Palácio do Planalto diz que "a divulgação ampla e irrestrita das demais informações das operações de apoio financeiro do BNDES feriria sigilos bancários e empresariais e prejudicaria a competitividade das empresas brasileiras". O veto ainda pode ser derrubado pelo Congresso Nacional, mas não há data para o exame do tema. A aprovação do fim do sigilo das operações do banco foi articulada pela oposição para ter acesso aos dados de financiamento do BNDES na construção do Porto de Mariel, em Cuba. As obras custaram US$ 957 milhões e receberam aporte de US$ 682 milhões da instituição de fomento brasileira.

Estudante sueco cria "bandeira da Terra" para missões espaciais


Um universitário sueco chegou à conclusão de que anéis entrelaçados em um fundo azul são a melhor representação do planeta e usou o desenho para criar o que chamou de "bandeira internacional da Terra". O estudante da Universidade de Design Beckmans, em Estocolmo, Oskar Pernefeldt criou um site para demonstrar os muitos possíveis usos do emblema, que poderia estar em trajes especiais de astronautas ou simplesmente penduradas em varandas, por exemplo. Para ele, a bandeira pode servir bem para representar a Terra em missões espaciais, além de lembrar que todos são habitantes de um mesmo planeta e, por isso, devem cuidar um do outro.


"As atuais expedições espaciais utilizam diferentes bandeiras nacionais, dependendo do país que tenha financiado a viagem. Os astronautas, no entanto, são mais do que representantes do seu país. São representantes do planeta Terra", diz Pernefeldt na página. Ele explica que os círculos interligados do desenho mostram que toda a vida na Terra está conectada. Já o fundo azul representa a água do planeta.

Sem metas terem sido atingidas, vacinação da gripe é prorrogada até 5 de junho

A campanha de vacinação contra a gripe em todo o País será prorrogada até o dia 5 de junho, segundo o Ministério da Saúde. A medida ocorre após o número de pessoas vacinadas ter ficado abaixo do esperado pelo governo. Desde o dia 5 de maio até a manhã desta sexta-feira (22), foram vacinadas cerca de 23 milhões de pessoas, o correspondente a apenas 46,2% do público-alvo. O governo, porém, adquiriu 54 milhões de doses para este ano e tinha como meta vacinar até 80% do grupo prioritário, de 49,7 milhões de pessoas. Podem ser vacinados idosos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias o parto), trabalhadores de saúde, presos e funcionários do sistema prisional. O grupo é considerado mais suscetível a complicações da gripe. A vacina também é recomendada para pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. Neste caso, além do RG e carteirinha de vacinação, é preciso apresentar uma prescrição médica. Até agora, a maior cobertura no grupo prioritário ocorre entre mulheres com até 45 dias pós-parto – neste grupo, 62,5% das mulheres já foram imunizadas. Em seguida, estão idosos e crianças de seis meses a menores de cinco anos, com índices de cobertura de 52% e 45,1%, respectivamente. Já nas gestantes foram aplicadas mais de 921 mil doses, ou 42,3% do previsto, de acordo com o último balanço do Ministério da Saúde. Essa não é a primeira vez que a vacinação precisa ser prorrogada. Nos últimos três anos a campanha foi estendida por não atingir a meta dentro do prazo inicialmente previsto. Apesar da prorrogação, o ideal é que pessoas que fazem parte do grupo prioritário procurem o posto de saúde o quanto antes, como forma de obter maior proteção antes do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio a agosto. Além disso, o organismo leva de duas a três semanas para produzir anticorpos depois da vacina. Neste ano, a vacina distribuída protege contra três subtipos do vírus da gripe: A/H1N1, A/H3N2 e influenza B. A necessidade de incorporação de duas novas cepas do vírus fez com que a campanha de vacinação deste ano fosse iniciada mais tarde em relação à do ano anterior. Apesar disso, o Ministério da Saúde nega atrasos. Ao todo, foram investidos R$ 487,6 milhões na aquisição das doses. O objetivo é proteger contra complicações da doença. Segundo a pasta, a vacina pode reduzir em até 35% o índice de internações e em até 75% as mortes em decorrência da gripe. A imunização é contraindicada para pessoas que já tiveram reações em doses anteriores ou para aqueles que têm alergia a ovo.

Presidente do Banco Central diz que ajuste fiscal de seu colega Joaquim Levy ajuda a combater a inflação

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse no início da tarde desta sexta-feira (22) que a política fiscal mais restritiva adotada pelo governo vai facilitar o trabalho da autoridade monetária de reduzir a inflação de volta ao centro da meta, de 4,5% ao ano, até dezembro do ano que vem. "A politica fiscal consistente, implementada com rigor ao longo do tempo, favorece inclusive o trabalho do Banco Central de atingir a meta de inflação. Uma política fiscal criteriosa, consistente e bem ajustada certamente vai ajudar o País a recuperar o crescimento sustentável", disse Tombini. O governo deve anunciar na tarde desta sexta-feira um corte de R$ 69,9 bilhões no Orçamento deste ano, incluindo áreas como educação. Mais cedo, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, disse que o corte mostrava "coragem política".


O presidente do Banco Central disse que está "totalmente comprometido em levar a inflação para o centro da meta de 4,5% em dezembro de 2016". Ele afirmou que a missão da autoridade monetária é evitar que a pressão dos preços de curto prazo, provocada pelo aumento de preços administradores (como energia elétrica) e o câmbio, se prolongue até 2018. "Temos visto progressos em relação às expectativas de inflação. Esse progresso é bem-vindo, mas não é suficiente para atingir a meta de 4,5% em 2016", disse Tombini, sinalizando que os juros básicos da economia, a Selic, podem subir mais na próxima reunião da autoridade monetária, em 2 e 3 de junho.. Nesta sexta-feira (22), o IBGE informou que o IPCA-15, a prévia da inflação oficial brasileira, acumulou alta de 8,24% nos últimos 12 meses, encerrados em maio. Foi a maior variação para essa taxa desde janeiro de 2004. Tombini fez o discurso de encerramento do 17º seminário de metas de inflação do Banco Central, nesta sexta-feira em um hotel em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Para o presidente do Banco Central, a economia brasileira passa este ano por um período de "transição", uma expressão bastante usada por ele e pelo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para se referirem à retirada de estímulos econômicos, cortes no orçamento e avanço dos preços administrados da economia. "Embora contracionistas de curto prazo, esses ajustes, quando tiverem efeito, vamos testemunhar a recuperação de confiança dos consumidores e empresários", disse Tombini. Ele prevê um desempenho fraco da economia no primeiro semestre deste ano, com as famílias consumindo menos e os investimentos em queda. E uma "ligeira melhora" na economia no segundo semestre deste ano.

Governo petista de Dilma Roussseff dá um talho enorme de quase 70 bilhões no orçamento, a Pátria Educadora perde 9 bilhões de reais

Prioridade do governo Dilma, o Ministério da Educação, do lema atual do Executivo –Brasil, Pátria Educadora–, deverá sofrer um corte de R$ 9 bilhões. O valor corresponde a quase 13% dos R$ 69,9 bilhões de bloqueio do Orçamento da União que será anunciada na tarde desta sexta-feira (22). Apesar do corte bilionário, a Educação será uma das três áreas que vão manter gastos acima dos patamares de 2013. Saúde, Educação e Bolsa Família devem ficar com despesas 13% superiores às daquele ano, definido pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda) como parâmetro para a execução do Orçamento da União de 2015. Ao todo, o orçamento da Educação é da ordem de R$ 103 bilhões, um dos mais elevados da Esplanada dos Ministérios. Segundo a Folha apurou, o Ministério da Educação ainda ficará com um gasto de R$ 4,1 bilhões acima do mínimo constitucional.


Já a Saúde ficará com gastos R$ 13 bilhões acima do mínimo determinado pela Constituição. No Ministério do Desenvolvimento Social, o corte preserva o orçamento do Bolsa Família, de R$ 27,7 bilhões. Os cortes são uma tentativa do governo de sinalizar ao mercado que irá cumprir a meta de superávit primário de R$ 66,3 bilhões (equivalente a 1,1% do PIB). Nas últimas reuniões com a presidente Dilma, Joaquim Levy acertou que a redução no Orçamento deste ano faria os gastos de 2015 ficarem no mesmo patamar de 2013. O ano de 2014, de eleição, foi considerado "fora da curva" e, por isso, não deve ser repetido. Com a preservação das três áreas sociais, outras terão cortes maiores, já que o contingenciamento de R$ 69,9 bilhões equivale a manter as despesas da União às efetuadas em 2013. "Fora da curva" é um eufemismo cretino para gastos irresponsáveis e, agora sabemos, também criminosos, para promover a reeleição do governo petista, mesmo às custas de gigantescas mentiras. No mesmo dia do anúncio do corte o governo editou medida provisória elevando a cobrança de tributos de bancos na busca de reforçar o caixa, num momento de queda de receitas, e para mostrar que suas medidas também atingem o "andar de cima". A alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) sobe de 15% para 20% para instituições financeiras, com potencial de geração de R$ 4 bilhões de recursos extras. O governo prepara ainda outros impostos que podem subir caso o pacote de ajuste fiscal seja muito desfigurado na votação no Senado. A presidente Dilma, por exemplo, foi obrigada a ceder às pressões de senadores petistas para aprovar a MP 665, que trata de benefícios trabalhistas. Ela concordou em vetar a criação de uma carência de três meses para que o trabalhador tenha direito ao recebimento do abono salarial de até dois salários mínimos. O acordo é que o Senado vote a MP 665 como saiu da Câmara, mas a presidente vete o dispositivo. Com isto, volta a valer a regra atual, que dá ao trabalhador o direito de receber o abono desde que tenha trabalhado pelo menos 30 dias.

DILMA ROUSSEF VETA DECISÃO DO CONGRESSO QUE DETERMINAVA O FIM DO SIGILO NOS EMPRÉSTIMOS DO BNDES

A presidente Dilma Rousseff vetou o texto aprovado pelo Congresso que determinava o fim do sigilo nos empréstimos e financiamentos concedidos pelo banco federal de fomento, o BNDES. Em uma derrota do governo, a regra havia sido incluída pela oposição em uma medida provisória que injetou R$ 30 bilhões do Tesouro Nacional no banco. Multiplicadas nos últimos anos, as operações do BNDES têm sido questionadas tanto no mundo político e economistas. Para os críticos, os financiamentos do banco, que só no ano passado somaram R$ 188 bilhões, significam intervenção estatal excessiva no mercado e abrem brechas para o favorecimento político a grupos privados. Embora o BNDES seja integralmente pertencente à União e não tenha concorrentes, os dados a respeito de seus empréstimos têm divulgação restrita. Revelam-se nomes de clientes e resumos dos projetos, mas não, por exemplo, as taxas de juros - que, no caso do banco estatal, são subsidiadas. Na justificativa para o veto, o Palácio do Planalto diz que “a divulgação ampla e irrestrita das demais informações das operações de apoio financeiro do BNDES feriria sigilos bancários e empresariais e prejudicaria a competitividade das empresas brasileiras”. A Presidência argumenta ainda, no “Diário Oficial” desta sexta-feira (22), que a quebra do sigilo é inconstitucional.

BRASIL NO HAITI – Mais uma obra genial de Lula: gasto de R$ 1,3 bilhão; ganho militar e político zero, soldados doentes e 130 mil imigrantes miseráveis

Chegará ao fim, ao término de 2016, o que nunca deveria ter começado: a participação brasileira na Missão de Paz da ONU que atua no Haiti. O Brasil chefia a dita-cuja. Não é uma decisão tomada em Brasília. Na verdade, a ONU fará até o fim do ano que vem a retirada total, e, assim, o contingente de 1.343 brasileiros voltará para casa. Até o fim do ano, será reduzido a 850. As informações foram prestadas pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, durante audiência no Senado nesta quinta-feira. A aventura brasileira no Haiti começou em 2004, naquele esforço buliçoso de Lula para demonstrar que o nosso país havia mudado de patamar no cenário internacional. Aceitar a missão era parte do esforço em favor de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o que acabou, como se sabe, não acontecendo. Não fosse o desinteresse das cinco potências em mexer na composição — refiro-me a EUA, Rússia, França, Reino Unido e China —, há a política externa caduca do Itamaraty nos últimos 12 anos. O que foi que o Brasil ganhou com a ação no Haiti? Resposta: nada! Na verdade, torrou, segundo o ministro, até agora, R$ 2,3 bilhões. A ONU ressarciu R$ 1 bilhão, e o resto foi para o ralo. E o que fazem os nossos homens no Haiti? Cuidam da paz? Com alguma frequência, tiveram, coitados!, de se meter em guerra entre bandidos comuns e a Polícia Nacional do Haiti (PNH). Uma das missões dos nossos pobres soldados foi pacificar a maior favela de Porto Príncipe. Ou por outra: em terras nativas, os nossos soldados não atuam em favelas; em solo estrangeiro, sim. O que ganharam as Forças Armadas brasileiras? Tecnologia? Não. Experiência em conflitos internacionais? Não. Respeito do mundo em razão de seu esforço? Ninguém dá bola para o Haiti. Torramos, então, por nada R$ 1,3 bilhão; muitos dos nossos soldados contraíram chikungunya e pusemos o País na rota da emigração em massa de haitianos. Lula mandou mil e poucos soldados para o Haiti, e o Haiti mandou muitos milhares de haitianos para cá. Só neste ano, já entraram, pela rota do Acre, 6.146. O governador daquele Estado, Tião Viana (PT), teve uma idéia para resolver o seu problema: mandá-los para São Paulo. Desde a crise política que acabou resultando no envio de brasileiros para aquele país, estima-se em pelo menos 130 mil o número de haitianos que entraram no Brasil — a esmagadora maioria chegou por intermédio da rede criminosa que faz tráfico de pessoas. E esse é o resumo de mais uma idéia genial parida pela mente divinal de Luiz Inácio Lula da Silva. O País torrou R$ 1,3 bilhão, teve um ganho militar e político igual a zero e recebeu 130 mil imigrantes, que vieram compartilhar a vida miserável dos nossos pobres. Parabéns, Lula! Não é qualquer um que realiza tantos prodígios com uma só estupidez. Por Reinaldo Azevedo

DILMA, A ALGOZ DE DILMA – Corte no Orçamento deve ser de R$ 69 bilhões; governo vai aumentar imposto de bancos; líder do governo diz que, sem ajuste, país “quebra”

Finalmente um petista empregou o verbo que traduz a urgência do pacote fiscal proposto pelo governo, já em processo de desfiguração: “quebrar”. É isto. José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, foi claro: “O Brasil quebra caso o Senado não aprove as medidas”. Creio que os senadores petistas Lindbergh Farias (RJ) e Paulo Paim (RS) não compartilhem da idéia, não é? Ambos assinaram um manifesto contra a política econômica e anunciaram voto contrário ao pacote. Ao jornalista Heraldo Pereira, da Globo, o parlamentar do Rio de Janeiro foi mais longe e pediu a saída do ministro Joaquim Levy (Fazenda). A presidente Dilma não topou, e Levy, claro!, fica. Não só fica como impõe a sua agenda. O governo anuncia nesta sexta um corte no Orçamento que deve ficar em torno de R$ 70 bilhões — fala-se em R$ 69 bilhões. Pelo menos R$ 49 bilhões sairão dos gastos discricionários. E não haverá área poupada, incluindo saúde, educação e desenvolvimento social. Outros R$ 20 bilhões teriam origem nas emendas parlamentares. Mas só o corte não dá conta de fazer o superávit de 1,2% do PÌB. O governo decidiu também emitir uma MP que eleva de 15% para 20% a alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos. Seria, como se andou dizendo nos bastidores, uma forma de demonstrar que os ricos também pagam… A síntese é ligeira, mas certa: isso, no fim das contas, encarece o dinheiro e acabará sendo pago por quem precisa dele. Aumento de impostos, a menos que seja confiscatório, sempre acaba sendo pago pelos pobres. Não caiam nessa conversa. Para chegar a esse valor no corte do Orçamento, o Planalto trabalha, informa a Folha, com uma recessão de 1,2% e com inflação de 8,26% neste ano. Lembram-se do tempo em que o centro era 4,5%, e o teto, 6,5%? Não foi a natureza que conduziu o país a esse ponto, mas escolhas feitas pela petelândia. O Senado vota na semana que vem as medidas provisórias do ajuste fiscal. Caso haja mudanças na Casa, o texto precisa voltar para a Câmara. Só que há um busílis: as MPs perdem vigência no dia 1º de junho se não forem votadas. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, afirmou que, se for necessário, suspende a tramitação da reforma política para votar eventuais mudanças feitas pelo Senado nas MPs. Um dos caminhos possíveis para ganhar tempo é o Planalto acertar com as lideranças políticas eventuais vetos de Dilma que deixem os textos como quer a maioria dos parlamentares. Eis aí: desemprego em ascensão, renda em baixa, arrecadação em queda, recessão e inflação em alta, megacorte no Orçamento e elevação de impostos. Se Dilma tivesse sucedido a um presidente tucano, ela certamente vituperaria contra a herança maldita. No 13º ano de governo petista, eis o legado dos 12 anteriores. Seria essa uma herança bendita? Por Reinaldo Azevedo

Herança maldita do PT: a espiral negativa do emprego, da renda e da arrecadação

Mesmo quando o PT está no poder, as leis da economia funcionam. O governo se vê obrigado a aprofundar, de forma determinada, uma recessão que já estava anunciada para corrigir as besteiras e irresponsabilidades perpetradas em anos anteriores — e, sim!, FHC tem razão: os barbeiragens não foram cometidas só no governo Dilma, não. Parte das correções recessivas que Levy está comandando foi contratada há bem mais tempo. E o resultado já se faz sentir na taxa de desemprego, na renda e na arrecadação. É um dos lados chatos dos processos recessivos, né? É preciso fazer os cortes para que o País se arrume e volte a crescer. Ocorre que, na fase do ajuste, agrava-se o mal que se quer corrigir. É do jogo. O IBGE divulgou nesta quinta-feira que a taxa de desemprego em abril nas seis maiores regiões metropolitanas do País foi de 6,4% — há exatamente um ano, foi de apenas 4,9%. O número é consequência da menor geração de emprego. Nota: a taxa cresceu em relação a março, quando foi de 6,2%. O IBGE constata que, além da menor geração de postos de trabalho, há ainda mais gente procurando emprego. O quadro é compatível com outro dado: a queda de rendimento médio da população em abril, pelo terceiro mês consecutivo. Ele passou de R$ 2.148,71 em março para R$ 2.138,50 no mês passado. Essa pesquisa é feita em quatro grupos: 1) trabalhadores com carteira assinada, 2) sem carteira assinada, 3) por conta própria e 4) militares e funcionários públicos estatutários. Só o último grupo teve uma elevação de rendimento. A espiral para baixo ou para cima tem um eixo, né? É coerente. No caso, a coerência para baixo bate também nos cofres do governo. No mês em que cresce o desemprego e cai a renda, a arrecadação vai para baixo: as receitas federais com impostos e contribuições somaram R$ 109,2 bilhões, um queda real de 4,6% em relação a igual período do ano passado. É o pior abril desde 2010. E o efeito vai se espalhando na economia. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, anunciou ontem uma drástica redução no volume de financiamento da casa própria: um corte de R$ 25 bilhões: de R$ 129 bilhões no ano passado para R$ 103,8 bilhões neste ano. Por quê? Há a expectativa de que os saques da poupança continuem e possam chegar a R$ 50 bilhões neste ano. É claro que você já adivinhou a causa, não? Com a queda do emprego e a queda de renda, o vivente apela ao dinheirinho que tem guardado. E, por óbvio, essa ainda não é a fase mais aguda da recessão. Afinal, o pacote de ajuste fiscal ainda nem foi aprovado. O desemprego tende a crescer, e a renda tende a cair. Por isso, Joaquim Levy decidiu elevar impostos, o que tira um pouco mais de dinheiro da sociedade. A herança maldita do petismo é pesada, companheiro. Por Reinaldo Azevedo