segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dom Sergio da Rocha é o novo presidente da CNBB - a ong Conferência Nacional dos Bispos Bolivarianos


Dom Sergio da Rocha, o arcebispo de Brasília, foi eleito presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ong mais apropriadamente conhecida como Conferência Nacional de Bispos Bolivarianos, uma organização civil esquerdopata. A eleição foi nesta segunda-feira, em primeiro turno, com 215 de 294 votos, durante a 53ª Assembleia Geral da entidade, que acontece na cidade de Aparecida (SP). Aos 55 anos, o clérigo paulista tem sólido conhecimento teológico e conhece os meandros da Igreja no Brasil como poucos. Com doutorado pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, a maior referência internacional nos estudos de teologia, ele foi ordenado bispo em 2001, durante o pontificado de João Paulo II. No cargo, passou por Fortaleza e Teresina. Em 2011, tornou-se arcebispo de Brasília. Sergio da Rocha substitui o cardeal vermelho Raymundo Damasceno, que ocupou a presidência da CNBB durante quatro anos. O novo presidente da CNBB é o que se define como um clérigo de centro-esquerda, ou seja, é mais um petista, bolivariano. Nascido na minúscula Dobrada, cidade com apenas 8 mil habitantes no interior de São Paulo, dom Sergio no dia a dia dispensa o serviço de motorista. Gosta de ouvir notícias pela rádio, de manhã e a noite, em casa. A CNBB foi fundada por direta influência da KGB comunista.

FOCUS ELEVA PREVISÃO DO IPCA PARA 2015 DE 8,13% PARA 8,23%


Os analistas de mercado ouvidos para o boletim Focus voltaram a elevar a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que passou de 8,13% para 8,23%, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central. Na semana passada, essa projeção havia sido reduzida pela primeira vez em 14 semanas (de 8,20% para 8,13%). Há um mês, essa expectativa estava em 8,12%. O próprio Banco Central, responsável pela divulgação do Focus, espera uma inflação de 7,9% este ano, acima, portanto, do teto da meta, que é de 6,5%. No Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões, o movimento foi contrário. A mediana para o IPCA deste ano passou de 8,73% para 8,67% esta semana. Quatro semanas atrás, estava em 8,33%. Para o fim de 2016, a mediana das projeções para o IPCA foi mantida em 5,60%. Quatro semanas atrás estava em 5,61%. Também no Top 5, a projeção para a inflação ao final do ano que vem foi mantida em 6,40% - um mês antes estava em 5,64%. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central divulgado no mês passado, a taxa ficará em 4,9% pelo cenário de mercado - que considera juros e dólar constantes - ou em 5,1%, levando-se em consideração as estimativas da Focus imediatamente anterior ao documento. A expectativa para a inflação suavizada 12 meses à frente também subiu, de 5,09% para 6,04%. Há um mês estava em 6,49%. No curto prazo, depois da alta de 1,24% de janeiro, revelada pelo IBGE, de 1,22% em fevereiro, e de 1,32% em março, a projeção para a taxa em abril continua em alta, mas ainda está em um porcentual abaixo de 1%. De acordo com o boletim Focus, a mediana das estimativas passou de 0,65% para 0,62% - um mês antes, estava em 0,62%. Em maio, o índice deve ter alta de 0,49%, acima da previsão passada de 0,48% e dos 0,45% estimados quatro edições da Focus atrás.

PT TEME PUNIÇÕES DA LAVA JATO; PARTIDO PODE SER CASSADO


As investigações da Operação Lava Jato podem levar o PT a ser cassado ou ter o registro ‘inviabilizado’. E esse é o maior temor da cúpula petista. Dirigentes afirmaram terem sido informados por pessoas que acompanham os desdobramentos da operação de que o partido deve sofrer sanções financeiras para ressarcir os cofres públicos pelo Petrolão. As multas podem chegar a “valores astronômicos”.  O Ministério Público Federal já sinalizou que pedirá punições aos partidos. O maior problema para o PT, caso as multas se concretizem em R$ 200 milhões, segundo petistas, é que a fonte do partido “secou”, o que vai “destruir” o PT.

MP ANALISARÁ 2.300 HORAS DE GRAVAÇÃO PARA APURAR CRIMES


A força-tarefa que atua na Operação Zelotes deverá analisar 230 mil e-mails e 2.300 horas de gravação para desvendar o suposto esquema de corrupção no Conselho de Recursos Administrativos Fiscais (Carf), órgão que funciona como uma espécie de "Tribunal da Receita Federal". Os números foram mencionados pelo procurador da República que coordena as investigações, Frederico Paiva, ao Conselho Superior do Ministério Público. Ao apresentar os dados, Paiva submeteu ao Conselho um pedido de afastamento por 60 dias de um cargo que ocupa no 6º ofício de Combate à Corrupção sob a justificativa do grande volume de trabalho acumulado com a Operação. O pedido do procurador foi aprovado pelos membros do Conselho, presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. De acordo com Paiva, a análise do material é referente a 43 investigados. No início do mês, o Conselho Superior do Ministério Público aprovou a criação de uma força-tarefa para cuidar exclusivamente da Operação Zelotes. Paiva é o coordenador do grupo, que conta com mais três procuradores da República. Além do coordenador, compõem a força-tarefa os procuradores José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho, os dois da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, e Rodrigo Leite Prado, da Procuradoria da República em Minas Gerais. A Operação Zelotes investiga 74 processos que somariam R$ 19 bilhões em fraudes contra o fisco. Segundo a PF, foram constatados prejuízos de, pelo menos, R$ 6 bilhões aos cofres públicos - valor três vezes maior do que o desviado da Petrobras por meio do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato (R$ 2,1 bilhões).

Suspeita da Receita

gasene
A inauguração do Gasene, com Lula, Wagner e Gabrielli
Entraram na mira da Receita Federal gastos atípicos feitos pela Sinopec, a gigante do petróleo chinesa contratada pela Petrobras para construir um trecho do gasoduto Sudeste Nordeste. Em abril de 2007, os chineses despejaram 8,4 milhões de reais em uma empresa chamada Hutton Equipamentos criada dias antes dos repasses. Por Lauro Jardim

7,5 milhões de brasileiros mais pobres pagam R$ 33,5 bilhões de IR injustamente porque Dilma não corrige a tabela


A correção integral da tabela do Imposto de Renda (IR) pela inflação traria forte alívio financeiro aos trabalhadores formais. Estudo da PUC-RS e do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) mostra que metade dos assalariados do País simplesmente deixaria de pagar IR sobre os rendimentos do trabalho formal se a defasagem histórica fosse corrigida. Segundo o levantamento, o número de contribuintes com desconto de IR nos salários cairia de 15,1 milhões para apenas 7,6 milhões no ano de 2013. No recorte do Estado de São Paulo, essa redução no contingente de pagadores seria ainda maior: de 5,3 milhões para 2,6 milhões. Se esse porcentual tivesse sido aplicado às faixas de cobrança, o valor da isenção saltaria de R$ 1.711,00 para R$ 2.760,00 em 2013. “Essa diferença de mil reais já tiraria metade do contingente de assalariados do alcance do Fisco”, explica Gustavo Inácio de Morais, professor da PUC-RS. O estudo, segundo ele, teve como base os microdados da Rais, um banco de informações do Ministério do Trabalho e Emprego. Além dos celetistas, a Rais reúne informações sobre temporários e avulsos e servidores públicos estatutários. Essa correção abaixo da inflação equivale a uma alta de alíquotas sem a correspondente alta da renda – o que reduz o poder de compra. Em 1996, a faixa de isenção da tabela beneficiava quem recebia até oito salários mínimos – relação que despencou para 2,5 em 2014. Nesse caso, no entanto, o número também sofre influência dos ganhos reais concedidos ao piso da remuneração nos últimos doze anos. Mas há outros exemplos: em 1996, era possível comprar quase 12 cestas básicas com o valor da isenção, contra seis atualmente. Ou 1,4 mil litros de gasolina, ante 656 hoje. “O ideal seria vincular a correção da tabela à inflação mais um porcentual, assim a defasagem seria gradualmente reduzida. Mais ou menos como foi feito com o mínimo”, diz Diogo Chamun, presidente do Sescon-RS. Para os cofres públicos, os efeitos dessa prática tributária são significativos. Apenas em 2013, a defasagem significou um incremento de 60% na arrecadação de IR retido na fonte sobre os rendimentos do trabalho e os chamados outros rendimentos (que incluem, entre outros, benefícios por vantagem trabalhista e FGTS). Segundo o estudo, o governo recolheu R$ 88,8 bilhões no período – R$ 33,5 bilhões a mais do que teria arrecadado se a tabela tivesse sido reajustada pelo IPCA desde 1996. E isso representa apenas uma fatia de toda a arrecadação do IR retido na fonte em 2013, que somou R$ 140 bilhões. Se fossem considerados os rendimentos do capital e as remessas ao Exterior, o impacto na arrecadação federal seria ainda maior. De acordo com o estudo, mesmo que o contribuinte receba parte do imposto de volta na forma de restituição no ano seguinte à retenção, esse valor da ordem de R$ 30 bilhões ainda se manteria. Isso porque o limite do desconto simplificado também está defasado – o que reduz o valor das devoluções. Segundo os cálculos, o teto do desconto deveria passar de R$ 15,2 mil para R$ 24,5 mil, em 2013, para dar conta de toda a defasagem.

Diário Filosófico de Olavo: o 12 de Abril e a falsa existência de líderes – Parte 2

Essa "Aliança dos Movimentos" é armadilha tucana.
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A revolta do povo não é só contra a Dilma, o PT ou o Foro de São Paulo: é contra TODO O ESTABLISHMENT que os protege. O povo saiu às ruas precisamente porque NÃO TEM A QUEM APELAR, exceto a si mesmo. Não faz sentido mostrar força nas ruas e depois ir pedir favores a quem sempre se recusou a cumprir o seu dever. É URGENTE entender isso e largar de vez toda esperança ilusória. Ou derruba-se o castelo de merda inteiro, ou não se derruba nada.
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POR QUE o povo foi às ruas? Porque durante anos pediu, implorou e exigiu, e os políticos fizeram ouvidos moucos. Agora que o povo mostrou força, intimidando os canalhas, não é hora de ir até eles pedir nada. Eles que primeiro peçam desculpas ao povo e implorem por uma chance de cumprir o seu dever, ainda que com atraso obsceno.
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Se alguns líderes de protestos querem mesmo ir a Brasilia, devem tomar algumas precauções:
1) NÃO ENTREM NO CONGRESSO, SE CONVIDADOS. Exijam que os deputados e senadores venham a vocês do lado de fora.

2) Não reivindiquem menos do que o impeachment (ou cassação) da Dilma, a suspensão do registro do PT e uma auditoria no Foro de São Paulo.
Brinquem de bons meninos agora, e serão servidos no café da manhã de Suas Excrescências.
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Em vez de ir mendigar atenção dos políticos, é preciso RECUSAR-LHES TODA ATENÇÃO.
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NÃO VÃO atrás dos políticos. Eles que venham.
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Com duas ou três exceções, é preciso deixar claro a cada um dos canalhas do Congresso: NÃO ADIANTA TENTAR SE FAZER DE BONZINHO AGORA. É TARDE DEMAIS. VOCÊ NUNCA, NUNCA, NUNCA MAIS TERÁ O NOSSO VOTO.
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Quem quer que vá a Brasília pedir favores a políticos NÃO ME REPRESENTA.
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É a ESSES CANALHAS que a molecadinha de terno e gravata vai "apresentar reivindicações"?
Mesa rejeita denúncia contra ministro Dias ToffoliA Mesa do Senado rejeitou a denúncia de crime de responsabilidade protocolada na última quinta-feira (9) contra o ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão foi comunicada ao Plenário na abertura da sessão desta terça (14) pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que presidia os trabalhos.
— A presidência determinou o arquivamento por inépcia da petição — informou Raupp.
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Atenção líderes dos protestos: Ser badalado pela mídia e recebido pelos políticos é tão bom para a saúde quanto um tiro de 45 na testa.
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Conheci anos atrás um líder estudantil que vinha fazendo enorme sucesso e ia se tornando uma liderança regional promissora. Veio um espertalhão de Brasília e o convidou para ser chefe de gabinete de alguma Excrescência. O boboca topou, todo contente, e ficou desativado por anos a fio. Agora voltou à`sua cidade e está recomeçando a luta desde o ponto em que estava antes.
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Brasília é o esgoto por onde a soberania popular escorre para o meio da merda.
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Olavo comenta imagem divulgada por petistas nas redes sociais:

pride

Sim, nós somos a vergonha nacional: Nós criamos o Mensalão, o Petrolão e o rombo no BNDES. Nós fizemos empréstimos ilegais a Cuba e Angola. Nós governávamos o pais enquanto o número de homicídios crescia de 8 mil a 70 mil por ano. Nós éramos ministros da Educação quando nossos estudantes passaram a tirar os últimos lugares nos testes internacionais. Nós até atiramos cabides numa camareira. Nós enviávamos nossas amantes ao Exterior com dinheiro escondido. Nós nos gabamos de enrabar cabritas e de tentar estuprar um companheiro de cela. Nós somos UNS FILHOS DA PUTA.
https://www.facebook.com/olavo.decarvalho

LEIAM ISTO - É MUITO IMPORTANTE PARA SE ENTENDER O QUE É O PT HOJE, QUEM SÃO OS PETISTAS, O QUE ELES PRETENDEM

POVO E RALÉ
ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO - 17 ABRIL 2015
Karl Marx podia ter todos os defeitos do mundo, desde a vigarice intelectual até as hemorróidas, mas ele sabia que a palavra “proletário” significa “gente que trabalha” e não qualquer Zé-Mané. Ele combatia o capitalismo porque achava que os ricos enriqueciam tomando o dinheiro dos pobres, o que é talvez a maior extravagância matemática que já passou por um cérebro humano, mas, reconheça-se o mérito, ele nunca confundiu trabalhador com vagabundo, povo com ralé. Alguns discípulos bastardos do autor de “O Capital”, uns riquinhos muito frescos e pedantes, fundaram um instituto em Frankfurt com o dinheiro de um milionário argentino e resolveram que valorizar antes o trabalho honesto do que os vícios e o crime era uma deplorável concessão de Marx ao espírito burguês. Usando dos mais requintados instrumentos da dialética, começaram ponderando que o problema não era bem o capitalismo e sim a civilização, e terminaram tirando daí a conclusão lógica de que para destruir a civilização o negócio era dar força aos incivilizados contra os civilizados. Os frankfurtianos não apostavam muito no paraíso socialista, mas acreditavam que a História era movida pela força do “negativo” (uma sugestão de Hegel que eles tomaram ao pé da letra), e que portanto o mais belo progresso consiste em destruir, destruir e depois destruir mais um pouco. Tentar ser razoável era apenas “razão instrumental”, artifício ideológico burguês. Séria mesmo, só a “lógica negativa”. A destruição era feita em dois planos. Intelectualmente, consistia em pegar um a um todos os valores, símbolos, crenças e bens culturais milenares e dar um jeito de provar que no fundo era tudo trapaça e sacanagem, que só a Escola de Frankfurt era honesta precisamente porque só acreditava em porcaria – coisa que seu presidente, Max Horkheimer, ilustrou didaticamente pagando salários de fome aos empregados que o ajudavam a denunciar a exploração burguesa dos pobres. Isso levou o nome hegeliano de “trabalho do negativo”. A premissa subjacente era:
- Se alguma coisa sobrar depois que a gente destruir tudo, talvez seja até um pouco boa. Não temos a menor idéia do que será e não temos tempo para pensar em tamanha bobagem. Estamos ocupados fazendo cocô no mundo.
No plano da atividade militante, tudo o que é bom deveria ser substituído pelo ruim, porque nada no mundo presta e só a ruindade é boa. A norma foi seguida à risca pela indústria de artes e espetáculos. A música não podia ser melodiosa e harmônica, tinha de ser no mínimo dissonante, mas de preferência fazer um barulho dos diabos. No cinema, as cenas românticas foram substituídas pelo sexo explícito. Quando todo mundo enjoou de sexo, vieram doses mastodônticas de sangue, feridas supuradas, pernas arrancadas, olhos furados, deformidades físicas de toda sorte – fruição estética digna de uma platéia high brow. Nos filmes para crianças, os bichinhos foram substituídos por monstrengos disformes, para protegê-las da idéia perigosa de que existem coisas belas e pessoas boas. Na indumentária, mais elegante que uma barba de três dias, só mesmo vestir um smoking com sandálias havaianas -- com as unhas dos pés bem compridas e sujas, é claro. A maquiagem das mulheres deveria sugerir que estavam mortas ou pelo menos com Aids. Quem, na nossa geração, não assistiu a essa radical inversão das aparências? Ela está por toda parte. Logo esse princípio estético passou a ser também sociológico. O trabalhador honesto é uma fraude, só bandidos, drogados e doentes mentais têm dignidade. Abaixo o proletariado, viva a ralé. De todos os empreendimentos humanos, os mais dignos de respeito eram o sexo grupal e o consumo de drogas. De Gyorgy Lukacs a Herbert Marcuse, a Escola de Frankfurt ilustrou seus próprios ensinamentos, descendo da mera revolta genérica contra a civilização à bajulação ostensiva da barbárie, da delinqüência e da loucura. Vocês podem imaginar o sucesso que essas idéias tiveram no meio universitário. Desde a revelação dos crimes de Stálin, em 1956, o marxismo ortodoxo estava em baixa, era considerado coisa de gente velha e careta. A proposta de jogar às urtigas a disciplina proletária e fazer a revolução por meio da gostosa rendição aos instintos mais baixos, mesmo que para isso fosse preciso a imersão preliminar em algumas páginas indecifráveis de Theodor Adorno e Walter Benjamin, era praticamente irresistível às massas estudantis que assim podiam realizar a coincidentia oppositorum do sofisticado com o animalesco. Com toda a certeza, a influência da Escola de Frankfurt, a partir dos anos 60 do século passado, foi muito maior sobre a esquerda nacional que a do marxismo-leninismo clássico. Sem isso seria impossível entender o fenômeno de um partido governante que, acuado pela revolta de uma população inteira, e não tendo já o apoio senão da ralé lumpenproletária remunerada a pão com mortadela e 35 reais, ainda se fecha obstinadamente na ilusão de ser o heróico porta-voz do povão em luta contra a “elite”. Dois anos atrás, já expliquei (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/140209dc.html) que uma falha estrutural de percepção levava a esquerda nacional a confundir sistematicamente o povo com o lumpenproletariado, de tal modo que, favorecendo o banditismo e praticando-o ela própria em doses continentais, ela acreditava estar fazendo o bem às massas trabalhadoras, as quais, em justa retribuição de tamanha ofensa, hoje mostram detestá-la como à peste. O Caderno de Teses do V Congresso do PT é um dos documentos mais reveladores que já li sobre o estado subgalináceo a que os ensinamentos de Frankfurt podem reduzir os cérebros humanos.