sexta-feira, 6 de março de 2015

Justiça do Paraná determina fim da greve de professores universitários

Após determinar o fim da greve nas escolas estaduais, um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná ordenou nesta sexta-feira (6) o encerramento da paralisação também nas universidades do Estado. Os professores universitários e servidores estavam em greve havia mais de três semanas em protesto contra o atraso no pagamento de benefícios e contra propostas de mudança na Previdência do Estado. Liminar do desembargador Luiz Mateus de Lima determina a volta ao trabalho em um prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 3.000,00. A medida foi solicitada pelo governo de Beto Richa (PSDB), que considera a greve "política" e que afirma já ter atendido às reivindicações. O magistrado entendeu que a paralisação compromete serviços essenciais, como hospitais universitários, e afeta o calendário escolar. Ele também proibiu o bloqueio de prédios públicos e autorizou o governo a usar força policial, se necessário. Os termos da decisão são parecidos com a ordem relacionada às escolas, expedida na última quarta-feira pelo mesmo desembargador. Mesmo diante da medida, no entanto, poucos professores da rede estadual voltaram às aulas até esta sexta-feira (6) – segundo o governo, só 40 escolas funcionaram. A decisão do Tribunal de Justiça dava um prazo de 24 horas, a partir da notificação, para o retorno aos trabalhos. Segundo o sindicato da categoria, a notificação sobre a liminar ocorreu só nesta sexta. Uma nova assembleia dos grevistas para discutir a paralisação está para marcada para segunda-feira. No mês passado, as universidades estaduais ameaçaram interromper bolsas de estudos, compra de materiais básicos e até água devido à política de corte de gastos do governo Beto Richa. O Estado vive uma crise financeira que levou o governo a contingenciar recursos em todas as áreas no início do ano.

Petrobras impede firmas citadas por ex-gerente de participar de licitações

A Petrobras decidiu que as empresas Schahin Engenharia e TKK Engenharia estão impedidas temporariamente de serem contratadas e de participar de licitações da estatal. A decisão, tomada em reunião de diretoria na última quinta-feira (5), foi anunciada nesta sexta-feira (6) em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e publicado na página da empresa. A determinação teve como base denúncias de formação de cartel feitas pelo ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, em depoimento que faz parte de acordo de delação premiada. "A adoção de medidas cautelares, em caráter preventivo, pela Petrobras tem por finalidade resguardar a companhia e suas parceiras de danos de difícil reparação financeira e de prejuízos à sua imagem", afirma a nota da companhia. Na mesma reunião, a Petrobras aprovou a constituição das chamadas CAASEs (Comissões para Análise de Aplicação de Sanção), que terão poder de aplicar penalidades às empresas que estiverem ligadas a irregularidades na estatal. Essas sanções serão tomadas na esfera executiva e não na do Conselho de Administração. "A companhia notificará as empresas do bloqueio cautelar e respeitará o direito ao contraditório e à ampla defesa", segundo a nota. A Petrobras informou ainda que recebeu ofício do Ministério Público Federal sobre a celebração de acordo de leniência pelas empresas empresas do grupo Toyo Setal. A Procuradoria pede a reavaliação da suspensão de novos negócios com as empresas, chamada de "bloqueio cautelar", o que foi atendido pela Petrobras.

Uma lista, uma análise e uma pergunta: Cadê o Poder Executivo?

Ah, que delícia! O segredo de aborrecer é mesmo dizer tudo, né? Quando se diz antes, então, tanto melhor. Ontem — sim, nesta quinta! —, escrevi aqui um post em que expressava, com certa ironia (para bons leitores), a minha curiosidade sobre quantas pessoas da “Lista de Janot” seriam ligadas ao Poder Executivo, este que é chefiado por Dilma Rousseff. Leiam trecho.
o que eu disse sobre lista
Voltem à lista. Só há dois nomes ali que tiveram função relevante no Executivo: Edison Lobão e Gleisi Hoffmann. E apenas ele foi ministro do governo Lula, que é quando o circo de horrores prosperou na Petrobras pra valer.
Assim, vejam que coisa fantástica. Por enquanto ao menos — vamos ver o que mais virá, se vier —, o escândalo do petrolão teria sido, então, uma maquinação de empreiteiros e de funcionários corruptos da empresa para beneficiar parlamentares, na sua maioria, do PP, que, como sabemos, é o partido que comanda os destinos da República, né??? 
Do Poder Executivo, ora vejam, ninguém participou, com a possível exceção de duas pessoas em 54. E, ainda assim — não li os depoimentos que citam a dupla —, as citações podem dizer respeito ao período em que estavam no Parlamento.
Se alguma esperança me resta, deriva do fato de que a coisa ainda não acabou. Como depoimentos ainda estão sendo tomados, pode até ser que esse troço acabe entrando nos eixos. Por enquanto, merece o Oscar, como disse, de “Roteiro Adaptado” — adaptado, no caso, do desfecho do mensalão. “Ah, mas é que essa lista decorre basicamente dos depoimentos de Paulo Roberto Costa, que era homem do PP, e de Alberto Youssef”. Sim, eu sei. Continua estranho.
De novo: quem sabe venha mais novidade por aí. Como a coisa está, sem a participação do Poder Executivo, resta-me dizer como Padre Quevedo: “Non ecziste”.
Ah, sim: o que escrevo não impede que todos da lista sejam culpados — que se apure! — e mereçam punição. Mas digam sinceramente: vocês acham essa lista compatível com o tamanho do escândalo, que, obviamente, não se restringe à Petrobras? Por Reinaldo Azevedo

Finanças da campanha da petista Dilma em 2010 serão investigadas

A Procuradoria-Geral da República argumentou que é impossível investigar a presidente Dilma Rousseff por "atos estranhos ao exercício de sua função", mas determinou a apuração sobre a arrecadação de recursos para sua campanha de 2010 no pedido de abertura de inquérito contra o ex-ministro Antonio Palocci (PT). O pedido foi remetido para a primeira instância da Justiça Federal em Curitiba, já que Palocci, que era coordenador da campanha de Dilma 2010 e depois seu ministro da Casa Civil, não tem foro privilegiado. "O Procurador-Geral da República requer a remessa do expediente à 13ª Vara Federal de Curitiba para que seja em mais detalhes apurada a conduta eventualmente praticada por Antônio Palocci", diz a petição. O nome de Dilma foi citado em um dos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público. Ele contou que foi procurado pelo doleiro Alberto Youssef em 2010. Na ocasião, segundo Paulo Roberto Costa, Youssef disse ter recebido um pedido de Palocci para que fossem doados R$ 2 milhões do caixa do PP, abastecido com recursos desviados da Petrobras, à campanha de Dilma. Paulo Roberto Costa admitiu ter autorizado a contribuição e relatou que, posteriormente, Youssef confirmou que repassou a quantia solicitada. Não esclareceu, no entanto, se o pedido foi feito por Palocci ou por um algum assessor dele. O doleiro, porém, desmentiu Paulo Roberto Costa, negando que Palocci tenha pleiteado a doação. Também beneficiado pela colaboração premiada, Youssef declarou "categoricamente que está afirmação (feita por Costa) não é verdadeira". Pelo entendimento da Procuradoria-Geral, a Constituição, no artigo 86, impede que Dilma seja investigada por atos praticados fora do exercício da Presidência. "O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções", diz a Constituição. "Significa que há total impossibilidade de investigação do presidente da República, na vigência de seu mandato, sobre atos estranhos ao exercício de suas funções", afirma a petição, assinada pelo procurador-geral Rodrigo Janot, que recomenda ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento. A jurisprudência do STF citada por Janot, porém, indica que, quando sair do cargo, Dilma pode ser investigada por esses fatos. Ainda assim, a PGR determinou a remessa dos autos envolvendo Palocci à primeira instância da Justiça Federal em Curitiba, já que ele não possui foro privilegiado atualmente, mas não determinou expressamente a abertura de um inquérito –a investigação pode ocorrer inicialmente em um procedimento preliminar, para depois ser solicitada a abertura de inquérito.

PT emite nota, defende investigações e reitera legalidade das doações eleitorais

O PT se manifestou nesta sexta-feira (6) após a divulgação pelo Supremo Tribunal Federal da lista de 49 deputados federais e senadores que tiveram os nomes envolvidos em inquéritos referentes à operação Lava Jato. Em nota assinada pelo presidente do partido, Rui Guerra, o PT defende o prosseguimento das investigações e assegura que, em caso de comprovação de delitos, seus filiados receberão punições previstas no estatuto do partido.


"Reafirmamos integral apoio ao prosseguimento das investigações que se realizam no âmbito da chamada operação Lava Jato, de forma completa e rigorosa, sem favorecimentos ou parcialidade, nos marcos do Estado Democrático de Direito", diz o texto. Em seguida, o partido "reafirma sua convicção de que todos os acusados devem ter direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal" e afirma que "ao final de eventual processo, caso seja comprovada a culpa de qualquer filiado ao PT, serão aplicadas punições previstas no Estatuto". A nota também afirma que o partido "se orgulha de liderar governos que combatem implacavelmente a corrupção" e reitera que "todas as doações que recebe são legais e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral". A nota esqueceu de dizer que eventuais condenados do PT, ao final do processo, serão declarados "heróis do povo brasileiro". Confira, a seguir, a íntegra da nota: "Nota oficial - Diante dos pedidos de abertura de inquérito encaminhados ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, em que nomes de filiados ao Partido dos Trabalhadores são mencionados, o PT tem a informar o seguinte: 1) Reafirmamos integral apoio ao prosseguimento das investigações que se realizam no âmbito da chamada Operação Lava Jato, de forma completa e rigorosa, sem favorecimentos ou parcialidade, nos marcos do Estado Democrático de Direito; 2) O partido reafirma ainda sua convicção, manifestada publicamente em seguidas reuniões do Diretório Nacional, de que todos os acusados devem ter direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. E, ao final de eventual processo, caso seja comprovada a culpa de qualquer filiado ao PT, serão aplicadas punições previstas no Estatuto; 3) O PT se orgulha de liderar governos que combatem implacavelmente a corrupção. Foram os governos Lula e Dilma que mais combateram a corrupção, fortalecendo os órgãos de fiscalização e controle e garantindo a independência e a autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal; 4) O PT reitera que todas as doações que recebe são legais e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral. São Paulo, 6 de março de 2015. Rui Falcão - Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores". Evidentemente, é uma nota totalmente cínica. 

Dólar tem 5ª alta seguida e termina a R$ 3,05. É o maior nível de fechamento desde 27 de julho de 2004. Na semana, moeda acumula alta de 7,02%

Após o anúncio de dados favoráveis sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, o dólar fechou em alta de 1,49% nesta sexta-feira, a 3,0565 reais na venda, maior nível de fechamento desde 27 de julho de 2004. Trata-se da quinta alta consecutiva. Na semana, a divisa acumulou alta de 7,02%, maior apreciação desde a semana encerrada em 21 de novembro de 2008, quando subiu 8,38%. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro nesta sessão ficou em 1,2 bilhão de dólares.

Nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho americano divulgou que economia dos Estados Unidos abriu 295 mil postos de trabalho em fevereiro, acima da projeção de economistas consultados em pesquisa da Reuters, que previam 240 mil. O resultado deu fôlego às expectativas de que o aperto monetário nos EUA terá início em meados do ano, o que poderia atrair para o país recursos aplicados em outros mercados, como o Brasil.
Aqui no país, preocupações sobre o futuro do plano de ajuste das contas públicas também voltou a exercer pressão sobre o câmbio. Alguns investidores têm evitado ativos brasileiros, temendo que o governo não seja capaz de resgatar a credibilidade da política fiscal. “Toda a região (América Latina) está sofrendo, mas o real é especialmente vulnerável, em função dos problemas fiscais”, disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta.
A disparada da moeda americana levou muitos operadores a especular que o BC poderia elevar a oferta de swaps cambiais (que equivale à venda de dólares no mercado futuro) para rolar integralmente o lote que vence em abril. “É uma pulga atrás da orelha. O mercado começa a perguntar se pode vir mais swap”, resumiu o operador de câmbio da corretora Intercam, Glauber Romano.
Operadores também têm dúvidas sobre a continuidade do programa de intervenções diárias no câmbio, marcado para durar até pelo menos o fim deste mês. “Está cada vez mais claro que o governo acredita que o real está excessivamente valorizado, mas o mercado continua desconfiado. Depois de tanto tempo de intervenção, é difícil acreditar que o BC vai sair do mercado”, disse a operadora de um importante banco internacional.
Durante a manhã, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que a recente depreciação do real “corrige”, em parte, a apreciação que aconteceu nos últimos anos e não mostra descontrole cambial. “Não é uma depreciação que causa nenhum descontrole, é simplesmente a mudança de patamar da taxa de câmbio que tem um efeito restritivo no curto prazo -afeta a inflação, afeta o crescimento-, mas tem um efeito positivo no médio prazo, ao recuperar a competitividade da indústria”, disse o ministro. 

Renan, Cunha e Roseana estão na “Lista de Janot”; você ficará com a impressão, leitor, de que o PP é o partido que manda na República. Você acredita nisso? O PT fica só em 3º lugar…

Está confirmado. Os respectivos presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estão mesmo na lista, integrada também por Roseana Sarney, ex-governadora do Maranhão, e Edison Lobão (PMDB), ex-ministro das Minas e Energia. Lendo a lista, leitor, você ficará com a impressão que o partido que realmente comanda a República é o PP. O único membro de um partido de oposição é o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) Você acha que é? Leia a lista dos políticos que serão alvos de inquérito, reunidos por partido.

PP
– Senador Ciro Nogueira (PI)
– Senador Benedito de Lira (AL)
– Senador Gladson Cameli (AC)
– Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)
– Deputado Simão Sessim (RJ)
– Deputado Nelson Meurer (PR)
– Deputado Eduardo da Fonte (PE)
– Deputado Luiz Fernando Faria (MG)
– Deputado Arthur Lira (AL)
– Deputado Dilceu Sperafico (PR)
– Deputado Jeronimo Goergen (RS)
– Deputado Sandes Júnior (GO)
– Deputado Afonso Hamm (RS)
– Deputado Missionário José Olímpio (SP)
– Deputado Lázaro Botelho (TO)
– Deputado Luis Carlos Heinze (RS)
– Deputado Renato Molling (RS)
– Deputado Renato Balestra (GO)
– Deputado Lázaro Britto (BA)
– Deputado Waldir Maranhão (MA)
– Deputado José Otávio Germano (RS)
– Ex-deputado e ex-ministro Mario Negromonte (BA)
– Ex-deputado João Pizzolatti (SC)
– Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)
– Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)
– Ex-deputada Aline Corrêa (SP)
– Ex-deputado Carlos Magno (RO)
– Ex-deputado e ex-vice governador João Leão (BA)
– Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)
– Ex-deputado José Linhares (CE)
– Ex-deputado Pedro Henry (MT)
– Ex-deputado Vilson Covatti (RS)
PMDB
– Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado
– Senador Romero Jucá (RR)
– Senador Edison Lobão (MA)
– Senador Valdir Raupp (RO)
– Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara
– Deputado Aníbal Gomes (CE)
– Ex-governadora Roseana Sarney (MA)
PT
– Senadora Gleisi Hoffmann (PR)
– Senador Humberto Costa (PE)
– Senador Lindbergh Farias (RJ)
– Deputado José Mentor (SP)
– Deputado Vander Loubet (MS)
– Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)
PSDB
– Senador Antonio Anastasia (MG)
PTB
– Senador Fernando Collor (AL)
Por Reinaldo Azevedo

URGENTE - URGENTE - PETROLÃO - Envolvimento do petista Palocci na Lava Jato será julgado pela Justiça do Paraná

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,suposto-envolvimento-de-palocci-na-lava-jato-sera-julgado-pela-justica-do-parana,1646071O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,suposto-envolvimento-de-palocci-na-lava-jato-sera-julgado-pela-justica-do-parana,1646071
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira, 6, encaminhar o julgamento do caso envolvendo o ex-ministro Antonio Palocci para a Justiça Federal do Paraná. Principal delator da Operação Lava Jato, Alberto Youssef revelou em sua delação premiada que os ex-ministros José Dirceu e Antônio Palocci eram “as ligações” do lobista e operador de propina na Petrobrás Julio Gerin Camargo com o PT. O doleiro - alvo central da Operação Lava Jato - apontou que o nome José Dirceu consta no registro de contabilidade de propina com a rubrica “Bob” - suposta referência ao apelido de um ex-assessor do ex-ministro da Casa Civil. O Supremo Tribunal Federal autorizou nesta sexta a abertura de inquéritos contra políticos, como o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado João Pizzolatti (PP-SC), a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB), o ex-ministro de Minas e Energia Edison lobão (PMDB), o deputado José Otávio Germano (PP-RS). O nome de Palocci também consta da lista.

URGENTE - URGENTE - VEJA A LISTA DOS POLÍTICOS DO PETROLÃO DIVULGADA PELO MINISTRO TEORI ZAVASCKI

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, relator dos processos relativos à Operação Lava Jato, autorizou nesta sexta-feira (6) a abertura de investigação contra políticos de ao menos quatro partidos: PT, PSDB, PMDB e PP. O ministro tirou o sigilo dos 28 pedidos de abertura de inquérito contra deputados e senadores acusados de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. Além dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a lista traz outros 52 nomes. Também nesta sexta-feira, Teori Zavascki acatou outros sete pedidos de arquivamento feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Veja abaixo a lista dos citados:
Renan Calheiros, Aníbal Ferreira Gomes - Instauração
Rosaena Sarney e Edison Lobão - instauração de inquérito e diligências
João Alberto Pizzolati Jr. - instauração de inquérito e diligências
Renan Calheiros e Aníbal Gomes - instauração de inquérito e diligências
Lindbergh Farias - instauração de inquérito e diligências
Vander Loubert, Cândido Vacarezza - instauração de inquérito e diligências
Gleisi Hoffman - instauração de inquérito e diligências
Humberto Costa - instauração de inquérito e diligências
Simão Sessim - instauração de inquérito e diligências
Arthur Cezar Pererira de Lira e Benedito de Lira - instauração de inquérito e diligências
Arthur Cezar Pereira de Lira e Benedito de Lira - instauração de inquérito e diligências
José Mentor - instauração de inquérito e diligências
Edison Lobão - instauração de inquérito e diligências
Eduardo Cunha - instauração de inquérito e diligências
José Otávio Germano, Luis Fernando Ramos Faria - instauração de inquérito e diligências
João Alberto Pizzolati e Roberto Sérgio Ribeiro Coutinho Teixeira - instauração de inquérito e diligências
João Alberto Pizzolati Jr - instauração de inquérito e diligências
Nelson Meurer - instauração de inquérito e diligências
Eduardo Henrique da Fonte e Ciro Nogueira Lima Filho - instauração de inquérito sobre Eduardo e arquivamento em relação a Ciro
Agnaldo Veloso Borges Ribeiro, Aline Corrêa, Aníbal Ferreira Gomes, Arthur César Perreira de Lira, Carlos Magno Ramos, Ciro Nogueira, Dilceu Sperafico, Eduardo Henrique da Fonte, Gladson de Lima Cameli, Gerônimo Pizzoloto Goergen, João Alberto PIzzolati Jr., João Felipe de Sousa Leão, João Luís Argôlo Filho, João Sandes Júnior, José Afonso Hamm, José Linhares da Ponte, José Olypio Silveira Moraes, José Otávio Germano, José Renan Vasconcelos Calheiros, Lázaro Botelho Martins, Luís Fernando Ramos Faria, Mário Negromonte, Nelson Meurer, Pedro da Silva Corrêa, Pedro Henry, Renato Molling, Roberto Ferreira de Brito, Roberto Sérgio Ribeiro, Romero Jucá, Simão Sessim, Valdir Raupp de Mattos, Vilson Luis Covatti, Valdir Maranhão Cardoso - instauração de inquérito e diligências
Antônio Palocci Filho - remessa dos autos ao juízo de origem
Valdir Raupp de Mattos - instauração de inquérito e diligências
Fernando Collor de Mello - deferiu diligencias
Antonio Augusto Anastasia, também inquérito aberto por Polícia Federal e encaminhado para cá - deferiu diligência
ARQUIVADOS
Delcídio do Amaral Gomes
Romero Jucá
Alexandre José dos Santos
Henrique Eduardo Alves
Aécio Neves
REMESSA 
Cândido Vacarezza - remessa dos autos a origem
Pizzolati Jr. Pedro Corrêa - remessa dos autos ao TRF -1
Ciro Nogueira Filho, Agnaldo Veloso Borges Ribeiro - arquivado e remessa de documentos ao STJ
Cândido Vacarezza - remessa dos autos a origem

Inflação acumula alta de 7,7% em fevereiro, a maior desde 2005

O ano começou pressionado com a alta dos preços da gasolina e dos cursos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no Brasil, registrou alta de 1,22% em fevereiro, muito próxima à vista no indicador de janeiro (1,24%), mostrou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A prévia da inflação (IPCA-15) indicava aceleração maior, de 1,33%. Com isso, em doze meses até fevereiro, a inflação acumulou 7,7% – a maior variação desde maio de 2005, de acordo com o instituto. A prévia do IPCA sinalizava alta de 7,36% para o índice nessa comparação. A meta do governo tem como centro 4,5%, podendo oscilar entre um limite mínimo de 2,5% e máximo de 6,5%. A inflação já estourou diversas vezes o teto da meta no ano passado, mesmo com o governo controlando os preços administrados (energia e combustível, por exemplo). Neste ano, porém, os combustíveis ficaram mais caros, assim como a energia elétrica. Os dados mostraram que o grupo Transporte foi o que mais pesou para a alta dos preços em fevereiro, na comparação com janeiro. Puxado pela elevação de 8,42% nos preços da gasolina, o grupo todo representou 0,41 ponto porcentual do índice cheio (1,22%). A gasolina impactou em 0,31 p.p., sendo responsável, sozinha, por um quarto do IPCA. Ainda no grupo transportes, o aumento nas alíquotas do PIS/CONFINS para o óleo diesel levou a uma alta de 5,32% do produto no mês. Já os preços do etanol subiram 7,19%. O trem (3,1%), automóvel novo (2,88%), ônibus urbano (2,73%), metrô (2,67%), ônibus intermunicipal (1,68%), táxi (1,21%) e conserto de automóvel (1,20%) também pesaram no bolso do consumidor. Além de Transporte, o grupo Educação teve o segundo maior impacto, representando 0,27 p.p. dos 1,22%. Ele também teve a variação porcentual mais alta: 5,88% entre janeiro e fevereiro. Segundo o IBGE, isso se deve aos reajustes praticados no início do ano letivo, especialmente nos valores das mensalidades dos cursos regulares, que subiram 7,24%.

MILAGRES QUE SÓ DILMA FAZ – Como o bilionário “Mais Médicos” deixou parte considerável dos brasileiros com… menos médicos!

Se vocês se lembram, na parte, digamos, propositiva, a campanha de Dilma Rousseff foi o samba de uma nota só: um tal programa “Mais Especialidades”, que, como diz o nome, iria oferecer médicos especialistas para os pobres. Pois é… Depois daquilo, Joaquim Levy, ministro da Fazenda, está catando até moedinha que cai de bolso furado de velhinho… A então candidata fazia de conta que o “Mais Médicos” era uma maravilha. Que coisa!

Reportagem da Folha desta sexta-feira demonstra que, segundo levantamento do TCU, em parte considerável dos 1.174 municípios brasileiros que receberam médicos do programa, o número de profissionais que atendiam no serviço púbico caiu em vez de subir. É isto mesmo: em vez de mais médicos, os brasileiros dessas cidades ficaram com menos médicos.
Em 49% das cidades, houve queda do número de “médicos próprios” — isto é, não pertencentes ao programa: em 161, houve queda no número de profissionais; em 168, o aumento de médicos foi menor do que o da chegada dos novos (ou seja: os antigos saíram); em 239, o número seguiu o mesmo (vale dizer: houve mera substituição).
Entenderam? O programa bilionário de Dilma, concebido e executado no joelho, deixou parcela significativa da população com menos médicos do que tinha antes. E há outro aspecto muito grave: ao menos um de cada três médicos trabalha sem supervisão.
O governo Dilma, como é sabido, também é um desastre de gestão. E quem paga a conta maior, como sempre, são os mais pobres. Por Reinaldo Azevedo

QUEM PAGA O PATO DA CRISE E DA PARALISIA – Estaleiro Atlântico Sul demite 2.400 pessoas em Pernambuco

O Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, iniciou hoje um programa de demissões em massa, que vai dispensar 2.400 trabalhadores. A medida é consequência do rompimento do contrato entre o estaleiro e a Sete Brasil, empresa formada pela Petrobras e sócios privados para administrar o aluguel de sondas para o pré-sal. A Sete enfrenta grave crise financeira e está à beira da dissolução. Não paga os fornecedores nem os bancos desde novembro, e tenta sem sucesso conseguir um aporte de 3,1 bilhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para garantir sua sobrevivência. A falta de pagamento levou o estaleiro pernambucano a rescindir unilateralmente o contrato com a Sete. A empresa é um dos alvos da Lava-Jato. Seu diretor operacional até 2013 era Pedro Barusco, um dos delatores do esquema. Ele confessou ter cobrado, junto com o ex-presidente da Sete, João Carlos Ferraz, propina de 1% por contrato de sonda. Dos estaleiros contratados pela Sete, cinco tem como sócias empreiteiras envolvidas no escândalo do petrolão – incluindo o Atlântico Sul, que tem como sócios a Queiroz Galvão e a Camargo Correia. Um sexto, o da Keppel, também está sendo investigado. As demissões realizadas nesta sexta-feira em Pernambuco vão reduzir o número de funcionários de 4.900 para 2.500. Mas o estrago na região do porto de Suape, onde fica o estaleiro, pode ser ainda maior, uma vez que para cada emprego direto, quatro outros são criados. Além do prejuízo econômico para a região, haverá ainda uma perda em equipamentos, uma vez que os blocos para a montagem dos navios-sonda, com os respectivos equipamentos eletrônicos, estão prontos, a céu aberto, esperando o dinheiro para o final da montagem. O próprio estaleiro calcula ter gasto 2 bilhões de dólares na obra. Não se sabe agora como o dinheiro poderá ser recuperado e nem se os navios poderão ter a montagem finalizada, uma vez que todo o equipamento pertence à Sete, que não tem recursos para isso. “Era inimaginável há até muito pouco tempo que a Petrobras e a Sete não teriam condições de pagar por esses blocos”, afirmou um executivo do Atlântico Sul. Os funcionários que permanecem no estaleiro vão trabalhar na finalização de navios para a Transpetro. Dos dez já contratados, quatro foram entregues e três devem ser finalizados até dezembro. O Atlântico Sul é o terceiro entre os grandes estaleiros a demitir funcionários e reduzir atividades em consequência da crise na Sete. Antes dele, o Ecovix, do Rio Grande do Sul (que é da construtora Engevix), e o Enseada de Paraguaçu, da Odebrecht e da UTC, já realizaram demissões e cortes severos de custos. Na prática, o abalo desses estaleiros representa o fracasso rotundo, absoluto, completo, da política de conteúdo nacional criada no início do governo do alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Junior, em seu livro "Assassinato de reputações"), com o propósito de impulsionar o setor naval brasileiro. Tal política exige que pelo menos 60% dos equipamentos para a indústria de petróleo sejam fabricados no Brasil. Mal elaborada e – sabe-se agora — minada pela corrupção na Petrobras. ela acabou elevando os custos dos equipamentos e não produziu um parque industrial naval forte. Produziu um parque naval virtual, sustentado na base de papel. 

A suposição do pacto Dilma-PSDB é tão ridícula que nem errada consegue ser!

Vamos lá. Não sei quem passou a Mônica Bergamo, colunista da Folha, a informação de que o governo pensa em costurar um pacto que inclua o PSDB, especificando até os interlocutores: Fernando Henrique Cardoso (nas costas de quem Dilma tentou jogar as lambanças da Petrobras), Geraldo Alckmin (nas costas de quem Dilma tentou, na campanha, jogar a crise hídrica) e José Serra, que tem as costas largas de sempre. Dou por certo que alguém lá do Planalto cantou essa bola para a jornalista. Não creio que a especulação venha do tucanato, a menos que haja alguém interessado em queimar, a um só tempo, FHC, Alckmin e Serra. Na última vez em que os palacianos pensaram nos tucanos, tentaram enfiar o nome do senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, na lista das pessoas que devem ser alvos de inquérito.

A ideia é de tal sorte ridícula, de tal sorte estapafúrdia, de tal sorte inviável que talvez nem merecesse consideração. Mas sabem como é. Se um ET pousa em Xiririca do Mato Dentro, a coisa se espalha. E acaba sendo imperioso lembrar que ETs não existem. E, se existissem, talvez escolhessem Nova York para aparecer, não Xiririca do Mato Dentro. Adiante.
A ideia de pacto é antiga. É bíblica. Ao longo da história, muitos se fizeram, com consequências às vezes nefastas, como o de Munique (1938), por meio do qual França e Inglaterra deixaram Hitler livre para agir. O resto dessa história, a gente conhece. Em tempos mais recentes, ficaram famosos os chamados “Pactos de Moncloa” (1977), na Espanha, numa referência ao palácio que abrigou os encontros das várias forças políticas do país para tentar encontrar um caminho da transição da ditadura franquista para a democracia.
É justo que eles sirvam de referência. E o Brasil de hoje, como vocês verão, não exibe nenhuma das condições que tornaram necessários e viáveis os Pactos de Moncloa:
– a Espanha era uma ditadura; o Brasil não é;
– na Espanha, a monarquia foi aceita por todos como uma força neutra do modelo que viesse depois. No Brasil, ninguém representa essa neutralidade;
– a Espanha tinha de criar instituições democráticas; no Brasil, as instituições, até agora ao menos e apesar do PT, são saudáveis;
– na Espanha, as forças políticas precisavam estabelecer uma agenda mínima, inclusive econômica. No Brasil, tal agenda mínima seria, hoje, impossível;
– na Espanha, os que se reuniram no Palácio tinham, sim, de pensar um caminho para os crimes políticos. O franquismo era uma república de truculentos, de fascistoides e de bocós. Mas o estado não tinha sido assaltado por uma quadrilha. No Brasil, ladrões se apoderaram de franjas do estado;
– na Espanha, os pactos não implicavam que o governante de turno e o partido do poder salvariam o próprio pelo. No Brasil, se houvesse, sim;
– na Espanha, a população queria o entendimento porque não aguentava mais a ditadura. No Brasil, a população quer que os bandidos acabem na cadeia;
– na Espanha, inexistia um partido aparelhando todas as instâncias do estado. No Brasil, sim.
Pacto?Assim, ainda que haja pessoas interessadas em alimentar essa fantasia, inexistem condições estruturais para algo do gênero. Se Dilma não quiser afundar o Brasil de vez e se afundar junto, já escrevi aqui no dia 2, tem de deixar o PT, montar um gabinete de crise, estabelecer uma agenda mínima e tentar tocar o que der para tocar. A Justiça não tem nada com isso. Os que tivessem de ser criminalmente responsabilizados por seus atos — inclusive a presidente — seriam. E ponto. Mas isso não passa de mera conjectura. Não vai acontecer por duas razões também estruturais:
a: não é da natureza do PT;
b: não é da natureza de Dilma.
A pizza sofisticada que já se assa há algum tempo no país não passa por esse suposto arranjo político. Isso é o que Dilma gostaria que acontecesse. Seria, sem dúvida, o melhor dos mundos para ela: não encontraria mais resistências do PMDB, do PSDB e de outros eventuais oposicionistas e, ainda que continuasse filiada ao PT, teria de enfrentar apenas uma fatia do partido.
Caros leitores, essa é mais uma daquelas histórias que, de tão ridículas, nem erradas conseguem ser. Elas apenas não existem.
A menos, claro!, que alguém se atreva a explicar que o esforço para incluir Aécio Neves entre os investigados já era parte desse arranjo.
Tenham paciência!
PS: Ah, sim: a esta altura, é bem provável que representantes de Dilma estejam tentando falar com representantes da oposição. Dada a situação, é o mínimo a fazer. Daí a chamar isso de tentativa de pacto… Por Reinaldo Azevedo

Se confirmada, confissão de diretor da Camargo Correa sobre Belo Monte prova a tese que este blog defende há muito tempo: o petrolão é só a expressão de um método, que conduz a crimes muito maiores; o Estado brasileiro foi sequestrado por bandidos

Então vamos lá. Quem lê habitualmente este blog já se deparou com, talvez, centenas de posts em que afirmo que a investigação da roubalheira na Petrobras não pode servir para mascarar a verdadeira natureza do problema: E A VERDADEIRA NATUREZA DO PROBLEMA É QUE UMA MÁQUINA CORRUPTA SE APODEROU DO ESTADO BRASILEIRO. PONTO.

É bom poder provar o que se diz com o que já se escreveu, não é? No dia 2 de dezembro, vocês liam aqui um post cujo título era este (segue também em texto para os que reproduzem os meus posts em seus respectivos blogs e sites): “A VERDADE QUE NÃO QUER CALAR – Em CPI, Paulo Roberto diz que roubalheira é generalizada e que esquema corrupto da Petrobras está em vigência em todos os órgãos do governo”.
Roubalheira generalizada
E lá se lia:
“Muito bem, leitores! Desde que esse escândalo veio à luz, tenho insistido neste aspecto: se uma quadrilha de criminosos se apoderou da Petrobras, por que seria diferente nas outras estatais e nos organismos diretamente vinculados a ministérios? Não há razão para ser. Afinal, os critérios para nomear diretores de outras estatais ou de autarquias do governo são os mesmos: loteamento entre partidos. Volto à minha pergunta de sempre: por que uma legenda faz tanta questão de ter a diretoria de uma empresa pública? Por ideologia, convenham, não é. Se a safadeza na Petrobras assume proporção multibilionária, imaginem o que se passa no conjunto do país.
roubalheira generalizada 2
Retomo
Segundo informa O Globo, no âmbito da delação premiada, o diretor-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, “vai informar que a empresa pagou pouco mais de R$ 100 milhões em propina para obter contratos de obras na usina de Belo Monte”. E segue a reportagem: “Segundo Avancini, o valor foi dividido entre PT e PMDB, com cada um dos partidos abocanhando 1% do valor dos contratos”.
A Camargo Correa responde por apenas 16% dos contratos do consórcio, formado ainda por Andrade Gutierrez, Odebrechet, OAS Ltda, Queiroz Galvão, Contern, Galvão Engenharia, Serveng-Civilsan, Cetenco e J. Malucelli.
E, leitor, por razões óbvias, você pode fazer a mesma pergunta que fiz antes, agora incluindo Belo Monte entre os elementos dados: se houve corrupção na Petrobras e em Belo Monte, por que seria diferente nas demais obras, de outros estatais e de outros ministérios?
Mensalão e petrolão são expressões de um método, de um modo de fazer política. As operações dos dois escândalos não se esgotam no pagamento de propina — que sai do bolso dos brasileiros —, beneficiando alguns com o lucro das obras e outros, com o lucro da corretagem. Isso seria banditismo comum, que também existe.
Ocorre que mensalão e petrolão são, acima de tudo, banditismo político e forma de exercício do poder. Aliás, em seus respectivos depoimentos, Alberto Youssef deixou claro que trabalhava para um projeto de poder. Por Reinaldo Azevedo

Imagens de supernova podem ajudar a testar teoria de Einstein

Um grupo de astrônomos observou uma supernova - que é um corpo celeste produzido pela explosão de uma estrela - com a imagem multiplicada pelo efeito conhecido como "lente gravitacional". Captada pelo telescópio espacial Hubble, a luz da supernova é vista em quatro diferentes imagens, por causa do fenômeno cósmico que faz com que a luz seja "curvada", ou defletida pela gravidade de uma galáxia de massa muito grande. Esse efeito de lente gravitacional criou quatro imagens separadas da mesma supernova. Segundo os autores, o sistema de luz curva que foi observado pode ser usado para testar a teoria da relatividade de Einstein e para medir a taxa de expansão do Universo. A descoberta foi publicada nesta quinta-feira, 5, na revista científica Science, em uma edição especial que celebra o centenário da Teoria Geral da Relatividade, de Albert Einstein.


Imagem do Telescópio Espacial Hubble: as várias galáxias vermelhas são membros do aglomerado MACS J1149.6+2223, que produz imagens distorcidas e altamente ampliadas das galáxias atrás dele. Uma grande galáxia do aglomerado (no centro) dividiu a luz emitida pela explosão de uma supernova em quatro imagens amarelas (setas), formando uma Cruz de Einstein. A lente gravitacional funciona como um gigantesco telescópio natural. É um fenômeno astronômico que ocorre quando dois objetos se alinham em relação à Terra. A luz da fonte mais distante, neste caso uma supernova, é defletida pela gravidade da fonte mais próxima - que aqui é uma grande galáxia - agindo assim como uma imensa lente e amplificando a luz da supernova distante. "Observamos a luz de uma supernova distante, mas o que temos é uma vista estranha e rara. A enorme massa deflete a luz da supernova que está atrás, de modo que a luz é vista em quatro imagens, configuradas como uma cruz em torno da galáxia. Essa é a chamada Cruz de Einstein, em homenagem ao físico que foi o primeiro a prever o fenômeno de lente gravitacional, há 100 anos", disse Anja von der Linden, pós-doutoranda no Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhague (Dinamarca). Tais imagens múltiplas da luz defletida pela gravidade de galáxias e quásares - que são corpos celestes formados por buracos negros ativos - já haviam sido observadas antes, mas uma supernova com quatro imagens é algo totalmente inédito, segundo os autores do estudo. "Fiquei empolgado quando observei as quatro imagens em torno da galáxia. Foi uma surpresa total", disse Patrick Kelly, da Universidade da Califórnia, que descobriu a supernova durante uma busca de rotina, como parte do projeto Grism Lens Amplified Survey from Space (Glass). "É uma descoberta maravilhosa. Há 50 anos nós estávamos buscando por uma supernova com um forte efeito de lente gravitacional - e agora encontramos uma. Além de ser realmente legal, a descoberta deverá fornecer muita informação importante para os astrofísicos", disse ele. A galáxia envolvida no fenômeno está a uma distância de cinco bilhões de anos-luz, enquanto a supernova está a nove bilhões de anos-luz da Terra. Mas há algo ainda mais notável no estudo, segundo os autores. A galáxia fica no coração de um aglomerado gigantesco de galáxias, que fortalece consideravelmente o efeito de lente. Uma supernova nessa distância apareceria normalmente bastante esmaecida, mas por conta de sua localização favorável, a luz foi amplificada. "A supernova aparece 20 vezes mais brilhante que o seu brilho normal. Isso se deve ao efeito combinado das duas 'lentes'. O grande aglomerado de galáxias foca a luz da supernova e produz pelo menos três imagens diferentes. A luz de uma dessas imagens passa por uma grande galáxia elíptica no aglomerado de galáxias e isso causa um segundo efeito de lente, que vemos como as quatro imagens configuradas em uma Cruz de Einstein", disse Jens Hjorth, professor do Instituto Niels Bohr. Segundo os cientistas, a incomum observação da supernova pode ajudar a entender a matéria escura, que os cientistas acreditam existir no espaço entre as galáxias. Os corpos celestes visíveis - planetas, estrelas e galáxias - representam apenas 5% do universo. O resto corresponde a energia escura e matéria escura. A matéria escura não pode ser vista, porque ela não emite, nem reflete luz, mas pode ser pesada indiretamente com o uso da gravidade. Quanto mais pesada é a galáxia, mais rápido se movem suas estrelas. Assim, a partir da velocidade das estrelas, é possível calcular o peso das galáxias. Cálculos das órbitas das estrelas nas galáxias e das galáxias nos aglomerados galácticos mostram que a imensa maioria da matéria - tanto nas galáxias, como entre elas - é matéria escura. A questão crucial para os cientistas é saber como a matéria escura se distribui. A nova observação, segundo os autores, permitirá que os pesquisadores melhorem seus cálculos sobre a distribuição da matéria escura - tanto no aglomerado, como na galáxia elíptica que foi observada.

ATRITOS E BRONCAS PODEM TIRAR JOAQUIM LEVY DO GOVERNO DA PETISTA DILMA

Amigos do ministro Joaquim Levy (Fazenda) não apostam que ele fique no cargo por muito tempo. Isolado no governo, sem apoio do PT e aliados e hostilizado pelos sindicatos, não gostou de ter sido criticado publicamente por Dilma, após chamar de “brincadeira” e “grosseiras” as ações de política fiscal dos antecessores. Levy também ficou sentido com a bronca por não atender prontamente as convocações Dilma. Controladora, Dilma saber de cada passo do ministro, mas às vezes Levy não pode atender a convocação imediatamente, e isso a irrita. Levy também enfrenta dificuldade, dizem os amigos, de tomar broncas seguidas de esculachos, em meio a palavrões impublicáveis. Quando era convocado para despacho com Dilma, o subserviente Guido Mantega chegava a tomar quatro horas de chá-de-cadeira. 

Líder do braço da al-Qaeda na Síria é morto em ataque aéreo


De acordo com a agência de notícias do governo da Síria, o exército matou o comandante militar da Frente al-Nusra, o braço da al-Qaeda no país. Abu Hommam al-Shami teria sido morto durante uma operação coordenada pelo exército sírio para atingir uma reunião do grupo jihadista, no vilarejo de Habeet, no norte da província de Idlib. O governo sírio não entrou em detalhes sobre a operação, mas tudo indica que foi um ataque aéreo. Na Inglaterra, a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos confirmou que uma reunião de líderes da al-Nusra foi atacada, em Idlib. Líderes proeminentes da organização foram mortos, incluindo Abu Hommam. No entanto, o órgão não deixou claro se o ataque foi comandado pelos Estados Unidos ou pelo exército da Síria.