quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O PT agora tenta nos convencer de que é a grande vítima do esbulho a que foi submetida a Petrobras. Que gente!

O PT agora decidiu — e corro o risco de chegar às lágrimas antes mesmo de terminar meu post — que é a grande vítima da Operação Lava Jato. Numa resolução divulgada na sexta, o Diretório Nacional do Partido já acusou a existência de um grande complô da direita para desestabilizar Dilma e privatizar a Petrobras. Nesta quarta-feira, Rui Falcão, presidente do partido, anunciou a disposição de processar Pedro Barusco, civil e criminalmente, em razão das acusações que fez.

Segundo o ex-gerente da Petrobras, que fez acordo de delação premiada, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, levou em propina entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões. “Nós vamos fazer uma interpelação cível e criminal contra esse bandido Pedro José Barusco Filho”, disse Falcão, na sede do diretório nacional do PT, em São Paulo. Segundo o petista, o mesmo acontecerá com qualquer outro que envolver o nome do partido sem provas. Entendi.
Não custa lembrar que acordos de delação premiada só trazem os benefícios esperados se o denunciante prova o que diz. O mais curioso é que, em outra frente, petistas tentam demonstrar que tudo começou — eles adoram isso! — no governo FHC. Em um dos depoimentos, Barusco afirmou que começou a receber propina em 1997.
Sob o comando de Falcão, o líder do PT na Câmara, o folclórico Sibá Machado (AC), e um grupo de deputados do partido entregaram nesta quarta-feira à vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, um pedido para que o Ministério Público investigue casos de corrupção e o pagamento de propina na Petrobras no período em que FHC era presidente (1994-2002). Diz o texto: “Causa surpresa e estupefação que, diante da extrema gravidade dos fatos relatados pelo declarante – que revelam a origem do pagamento de propinas na Petrobras – não tenha havido qualquer indagação nem aprofundamento pelos agentes de investigação”Os deputados acusam ainda o MP de fazer uma “investigação dirigida e ilegal”, com fins “político-partidários”. Entendi: quando Barusco diz que Vaccari recebeu até US$ 200 milhões, é um bandido; quando fala que começou a receber propina em 1997, aí se torna uma pessoa confiável.
Não conheço ninguém que acredite que a corrupção na Petrobras começou com o governo do PT. É claro que não! O que está claro é que ela se tornou um sistema nos governos petistas.
Na entrevista, Falcão ainda voltou à ladainha da suposta campanha golpista… No fim de 2005 e 2006, à esteira do mensalão, essa bobagem ainda colou. Hoje em dia, revela-se como aquilo que é e que sempre foi: uma pantomima grotesca.
Falcão deveria ser mais econômico em sua fúria planejada. Ele concedeu a entrevista antes que se divulgasse a notícia de que Ricardo Pessoa fez acordo de delação premiada. Vai saber o que sai dali, não é mesmo, Falcão? Por Reinaldo Azevedo

Ricardo Pessoa, amigo de Lula e empresário que sugeriu que esquema financiou campanha de Dilma, faz acordo de delação premiada. Pode ser o homem-bomba


Ricardo Pessoa, dono da construtora baiana UTC e apontado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal como coordenador de um suposto Clube das Empreiteiras, também fez acordo de delação premiada. Era a adesão mais aguardada ao procedimento. Não custa lembrar que, entre as testemunhas de defesa arroladas por Pessoa estão Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e atual ministro da Defesa, José De Filippi Jr., ex-tesoureiro das campanhas de Lula e Dilma e atual secretário de Saúde da prefeitura de São Paulo, e Paulo Bernardo, ex-ministro das Comunicações. Essas testemunhas poderiam sugerir que o empresário está pronto para a briga. Vamos ver se o acordo foi feito mediante concessões do empresário à linha de apuração do Ministério Público e da Polícia Federal. O Ministério Público quer emplacar a tese do cartel, coisa a que as empreiteiras resistiam. O Planalto, obviamente, vê esse esforço com bons olhos porque, de algum modo, transforma a Petrobras e os políticos nos Chapeuzinhos Vermelhos do Lobo Mau. Vocês sabem o que eu penso dessa história: não há santos por ali, mas convenham: o que podia acontecer com os representantes do contratante de obras — a Petrobras — se uma empresa se negasse a pagar a propina? Resposta: nada! E o que podia acontecer com a empresa se não soltasse a grana? Bem, ela ficava fora do jogo — e não apenas do jogo que se jogava na estatal. Ricardo Pessoa é amigo pessoal de Lula e conhece de perto o PT. Entre os empresários, foi quem chegou mais perto da política ao tratar da bandalheira. Consta que está revoltado. Em um manuscrito de sua autoria, revelado pela revista VEJA, o empresário deixa claro que o escândalo que veio à luz é de natureza política. Não se trata apenas de um conluio de empresas assaltando o erário. Nas entrelinhas, fica claro que o coordenador da festa é o PT. Tanto é assim que o autor afirma que o Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma, está “preocupadíssimo”. Está escrito lá: “Edinho Silva está preocupadíssimo. Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso da Operação Lava-Jato doaram para a campanha de Dilma. Será que falarão sobre vinculação campanha x obras da Petrobras?” Segundo Pessoa, a bandalheira que passou pela diretoria de Paulo Roberto Costa é “fichinha” perto de outros negócios da Petrobras que também teriam servido à coleta de propina. Pois é… Um réu só chama como testemunha de defesa indivíduos que ele acredita possam fazer depoimentos que lhe são favoráveis. Então juntemos as duas pontas: Pessoa deixa claro que o esquema de corrupção é muito maior do que se investiga até agora, sugere que o tesoureiro da campanha de Dilma está preocupado e, em seguida, chama uma penca de petistas para falar em seu favor. A UTC, uma empreiteira baiana, chamou Jaques Wagner, ex-governador da… Bahia! Wagner é aquele que levou para seu governo José Sérgio Grabielli, o baiano que presidiu a Petrobras durante o período da esbórnia. Como já afirmei aqui, dois mais dois continuam a ser quatro mesmo no governo do PT. Segundo pessoa que conhece bem a investigação, vamos ver se a coisa se confirma, o depoimento de Pessoa “arrebenta com o governo”. Ele está magoado. Desde que caiu em desgraça, Lula, seu amigão, o deixou de lado. Por Reinaldo Azevedo

Decisão sobre extradição do bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato será divulgada nesta quinta-feira


A Corte de Cassação de Roma adiou para esta quinta-feira, 12, a divulgação da decisão sobre o pedido de extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, condenado no processo do Mensalão do PT a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e que fugiu para a Europa. O julgamento foi concluído nesta quarta-feira, mas o resultado só será divulgado nesta quinta-feira, informou a Procuradoria-Geral da República, que acompanha o caso em Roma, na Itália. O bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato foi preso na Itália em fevereiro do ano passado, para onde fugiu com documentos falsos no fim de 2013. Contudo, o ex-diretor conquistou em outubro de 2014, o direito de responder ao processo em liberdade, após decisão da Corte de Bolonha.

Ron Dennis diz que ambição da McLaren é completar o Grande Prêmio da Austrália de Formula 1

A McLaren não esconde que sua ambição ao reeditar a parceria com a Honda é tentar reviver o sucesso que conseguiu na F-1 no fim dos anos 80 e início dos anos 90. Mas, apesar disso, o objetivo do time, ao menos por enquanto, é bem menos ambicioso. De acordo com Ron Dennis, presidente da McLaren, a meta da equipe é completar o GP da Austrália, prova que abre o Mundial deste ano no próximo dia 15 de março, em Melbourne. "Sei que teremos sucesso no futuro porque a história mostra que a Honda sempre consegue alcançar o sucesso e a parceria McLaren-Honda nos anos 80 é algo que queremos reproduzir", afirmou o dirigente durante evento da fabricante japonesa em Tóquio. "Nosso primeiro desafio é ganhar nosso primeiro GP e, no curto prazo, disputar o GP da Austrália e completar a prova com o melhor resultado que pudermos", completou Dennis.


A missão, pelo menos por enquanto, não parece das mais fáceis para a equipe inglesa. Durante os testes da semana passada, em Jerez de la Frontera, o time sofreu para completar 79 voltas em quatro dias de treinos. Em Abu Dhabi, no fim do ano passado, no primeiro teste oficial com os propulsores da Honda, deram somente cinco voltas em dois dias. Mas o início complicado não é motivo de desânimo para Dennis. "A Honda é uma empresa extremamente comprometida e o desafio que enfrentamos juntos ao nos aproximarmos no início do campeonato é gigante. Nossos adversários têm um ano de vantagem em relação a nós, o que só aumenta a dificuldade. Ao nos aproximarmos da primeira corrida do ano a pressão é ainda maior e a expectativa de todos, idem. Mas estamos prontos para este desafio", afirmou o dirigente inglês. No ano passado a McLaren teve uma temporada bem aquém de sua expectativa. Foram apenas dois pódios, ambos na abertura do Mundial. E, pelo segundo ano seguido, a equipe fechou a temporada sem conquistar ao menos uma vitória.

Gerente de Segurança da Petrobras aponta "claro direcionamento" nas obras do Comperj da Petrolão


O gerente de segurança empresarial da Petrobrás, Pedro Aramis de Lima Arruda, afirmou à Justiça Federal no Paraná, onde correm as ações da Operação Lava Jato, que a instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), orçado em US$ 13,5 bilhões, foi marcada por um “planejamento precário”. Aramis depôs como testemunha arrolada pela acusação nos autos em que são réus executivos da empreiteira Galvão Engenharia – sob suspeita de integrar cartel que se apossou de contratos bilionários da estatal petrolífera. “Houve um conjunto de fatos chamando nossa atenção”, declarou o gerente de segurança, na audiência realizada nesta terça feira, 10. “O primeiro (fato) que chamou a atenção foi o planejamento precário para toda a atividade do Comperj. Isso implicou em que três grandes obras com previsão de duração em torno de 3 anos, tiveram início sem que as demais obras tivessem partido em tempo adequado para que todas ficassem concluídas ao mesmo tempo, o que evitaria perdas de recursos". O relato de Aramis joga luz sobre um outro capítulo emblemático da Petrobrás. A Lava Jato mirava desde o início as obras da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e as diretorias de Abastecimento e de Serviços da estatal. Comperj também é alvo da Lava Jato, mas as informações relativas a esse empreendimento ainda eram esparsas até o depoimento de Pedro Aramis. O gerente de segurança empresarial atuou como coordenador da Comissão Interna de Apuração sobre o Comperj, entre abril e novembro de 2014, e também na investigação da estatal sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo ele, os problemas averiguados no Comperj foram “desorganização no planejamento de toda a atividade, a antecipação do projeto, de 2014 para 2012, e problemas nas contratações das empresas”. Indagado se havia internamente suspeita de “ajuste de proposta”, ele respondeu. “Não posso dizer se na época houve identificação de direcionamento, porque as coisas todas fluíam em cima de justificativas e explicações que levavam a mudanças nas estimativas da Petrobrás. A gente, depois, olhando o processo vê nitidamente que aquelas mudanças de estimativas conduziram a um direcionamento. Há casos em que a estimativa foi revista três vezes e na terceira vez entra a empresa que a gente entende que tinha sido eleita. Depois de a gente saber do cartel a vê viu: opa, isso aqui é um claro direcionamento. Não tenho convicção de que à época da realização da obra as pessoas pudessem perceber isso". Ao ser questionado sobre os preços que foram praticados no Comperj, o gerente de segurança empresarial disse: “Nós não tivemos uma capacidade técnica de fazer uma constatação objetiva disso. A gente inferiu que em alguns processos, inicialmente, eram lançados preços muito altos. As empresas que participavam da licitação apresentavam preços muito acima da estimativa original da Petrobrás. A Petrobrás, em alguns casos, invalidou a licitação, cancelou aquela licitação, fez outra. Especialmente, a área de Abastecimento instava a equipe que fazia estimativa que ajustar a estimativa. O que poderia caracterizar ajuste de proposta entre os licitantes seria mais um fenômeno que aconteceu repetidas vezes com a Rnest. Na Rnest, os diferentes BIDs para uma mesma obra, as empresas se apresentavam sempre com aquela mesma gradação. Era como se elas estivessem em conjunto colocado a mesmo porcentual de correção, de reajuste". Ele anotou que as obras da unidade de destilação atmosférica começaram em 2010, mas somente em 2013 veio a ser contratada a unidade de geração de hidrogênio. “Isso implicou uma perda significativa para a Petrobrás. Pelo mobilização do ativo, pela necessidade de fazer a hibernação das obras e o chamado condicionamento de equipamentos. Porque houve a antecipação dessas construções e também houve a antecipação da aquisição de alguns equipamentos. Inclusive, o projeto que originalmente foi concebido para ser um grande projeto petroquímico, ele aos poucos evoluiu para uma refinaria". Aramis definiu Comperj como “um projeto petroquímico bastante ambicioso”. “Ao longo desse processo, alguns equipamentos adquiridos perderam sua utilidade, porque pela mudança, abandono da atividade petroquímica, esses equipamentos ficaram inservíveis. A Petrobrás agora estuda a aplicação deles em outras obras. Primeiro ponto (que chamou a atenção) foi essa questão relativa ao planejamento". Indagado se essa situação poderia ter sido evitada, Pedro Aramis foi enfático. “Se fossem observadas as regras previstas na Petrobrás para realização de projetos, certamente a chance de que isso acontecesse seria muito menor". Na audiência, foi perguntado ao gerente de segurança empresarial quais eram as regras às quais ele se referiu. “A Petrobrás segue, como as grandes indústrias, uma metodologia em 5 passos. O primeiro é o levantamento da idéia, ‘vamos fazer uma obra assim, assim’. O segundo passo é um projeto conceitual, o terceiro um projeto básico, o quarto passo, a execução e o quinto é a partida para a obra. O recomendável é que nos 3 primeiros passos haja um planejamento muito firme para que na execução da obra não haja a necessidade de formação de aditivos, não haja incorreções nesse período". 


Aramis destacou o papel da Diretoria de Abastecimento, então sob presidência de Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Lava Jato. Segundo ele, antecipação de contratações, em 2010. “A diretoria colegiada autorizou, seguindo proposta da Diretoria de Abastecimento, que era dona do negócio. Tem um aspecto interessante. A Petrobrás, em 2006, tinha contratado a Tecnip Itália para fazer o projeto conceitual em si. E, ao terminar o projeto, quando a gente observava o prazo para execução de cada ação, para que o projeto entrasse em operação, o prazo mais cedo para a conclusão da obra, dando tudo certo, era 2014. E houve, então, uma imposição de que essa obra deveria terminar inicialmente em 2010, depois em 2012, 12 de dezembro de 2012. A Engenharia, pressionada, fez um ajuste regressivo. Se tem que estar pronto em dezembro de 2012, vamos comprimir todas as fases anteriores para chegar em dezembro de 2012 funcionando. Isso deu margem a uma série de quebras dos padrões usuais de trabalho da Petrobrás". Pedro Aramis foi indagado sobre quem pressionou a Diretoria de Engenharia da estatal: “Foi pressionada pela Diretoria de Abastecimento, principalmente, foi o que a gente escutou de vários depoentes".

Renan Calheiros coloca um fiel aliado no comando do Conselho de Ética do Senado; por que será?

O PMDB escalou um fiel aliado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para assumir o comando do Conselho de Ética da Casa. O órgão, responsável por julgar a conduta parlamentar dos senadores, vai ser presidido nos próximos dois anos por João Alberto Souza (PMDB-MA). O peemedebista já presidiu o conselho por quatro vezes e estava no comando do colegiado na última legislatura do Congresso, que terminou em janeiro deste ano. Coube ao senador arquivar processos, em 2010, na época do escândalo dos atos secretos – em que medidas administrativas tomadas pelo Senado não eram publicadas oficialmente. João Alberto é aliado de Sarney, que é do grupo político de Renan Calheiros. Será o seu quinto mandato à frente do conselho. O peemedebista deve ser eleito para o cargo depois do carnaval. Oficialmente, o PMDB afirma que João Alberto vai assumir o conselho por ter sido o único membro do partido disposto a comandar o órgão. Nos bastidores, senadores peemedebistas admitem que a escolha pode beneficiar Renan Calheiros futuramente. O nome do presidente do Senado estaria na lista dos políticos citados na Operação Lava Jato, que desmontou um esquema de corrupção na Petrobras. A Justiça não confirmou oficialmente o envolvimento de nenhum político, mas os nomes devem ser revelados ainda este mês quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, oferecer denúncia contra o chamado "núcleo político" da Lava Jato. Se Renan Calheiros tiver que responder a eventuais processos por quebra de decoro parlamentar, aliados do peemedebista afirmam que ele terá no comando do conselho um nome de sua confiança. Líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE) nega que a escolha de João Alberto tenha como objetivo blindar Renan. "A presidência do conselho cabe ao PMDB por ser a maior bancada do Senado. Todos os senadores do PMDB são aliados [do Renan]. O João Alberto já demonstrou ser homem de muita firmeza em suas convicções", afirmou Eunício. O líder peemedebista disse que qualquer nome indicado pela sigla seria acusado de beneficiar Renan, o que não vai acontecer na prática. "Eu não conheço nenhum episódio da Lava Jato. O lugar é do PMDB. Até agora, só apareceu o nome do senador João Alberto. O conselho é um lugar difícil, onde se julga companheiros", afirmou o senador. João Alberto assumiu o Conselho de Ética pela primeira vez em 2000, quando votou contra a cassação de Jader Barbalho (PMDB-PA), que renunciou ao cargo de senador para não perder os seus direitos políticos. Logo em seguida, foi reeleito. Em 2011, se elegeu pela terceira vez para o comando do conselho. O mesmo cenário se repetiu em 2013, quando novamente foi escolhido presidente do colegiado.

Ministro trotskista Pepe Vargas confirma encontro de Dilma e Lula nesta quinta-feira

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, o trotskista gaúcho Pepe Vargas, confirmou que a presidente Dilma Rousseff se reúne nesta quinta-feira, 12, em São Paulo, com o ex-presidente e alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"). Negou, no entanto, que o encontro seja para "pedir socorro" ao ex-presidente alcaguete para vencer o isolamento em que se encontra ou tentar ajudar a contornar os problemas enfrentados pelo governo seja política, seja economicamente. O trotskista Pepe Vargas aproveitou ainda para elogiar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PDMB-RJ), pela iniciativa de querer ouvir todos os 39 ministros do governo, semanalmente, às quintas-feiras, acrescentando que não houve constrangimento por isso. "Nenhum constrangimento. Muito pelo contrário, quero parabenizar Eduardo Cunha pela iniciativa", disse ele, acrescendo que "o governo vê isso com bons olhos porque isso ajudará os ministros que terão um espaço privilegiado para informar ao parlamento as prioridades de suas pastas e as ações que estão desenvolvendo". E emendou: "os ministros não podem achar que isso os atrapalha. Muito pelo contrário. Achamos isso muito positivo para um governo que quer estabelecer diálogo de forma transparente, clara e aberta. Não há problema algum pra nós. É um convite. Tranquilo". Ao comentar o encontro de Dilma e Lula, Pepe Vargas minimizou ao ser questionado se o ex-presidente ia dar conselhos para a presidente reverter a nova crise política que o Planalto enfrenta, com sucessivas derrotas no Congresso e mais uma rebelião da própria base aliada e para aconselhá-la a sair do isolamento. "Entre os dois não tem isso de pedir socorro. Eles vão repassar os dados da conjuntura e esta é uma daquelas reuniões que eles fazem de vez em quando para trocar impressões", declarou o ministro, negando, ainda, que a presidente Dilma esteja isolada.


"Não considero que haja um processo de isolamento. Acho que as pessoas estão dizendo que, não só a presidenta, mas o governo como um todo precisa dialogar mais, tem de se comunicar mais. Não é um problema só da presidenta, mas o conjunto do governo que tem de fazer isso", declarou o ministro. Segundo Pepe Vargas, este encontro era para ter ocorrido em Belo Horizonte, quando os dois se encontraram na sexta-feira passada, no aniversário do PT, mas não foi possível. "Faz um tempo que não sentaram. Tá na hora de sentar pra conversar e isso vai ter sempre, de quando em quando", emendou. Ao rechaçar as avaliações de que governo tenha sofrido seguidas derrotas impostas pelo Congresso e, particularmente pelo novo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, Pepe Vargas comentou que "essa tese de que o governo só tem tido derrotas não é verdadeira", explicando que, no caso do orçamento impositivo, por exemplo, o governo orientou a sua bancada a votar favoravelmente. Mas, em relação ao pagamento de emendas aos novos parlamentares que redundará em um aumento de gastos do orçamento da ordem de R$ 2,4 bilhões, em momento de ajuste fiscal, o ministro justificou que o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da proposta, informou ao governo sua disposição e explicou que está tentando buscar recursos para garantir este desembolso não previsto no orçamento de 2015. "O Jucá comunicou que está tentando encontrar uma solução para isso e o governo está aberto a discutir este tema", comentou o ministro, reconhecendo que "é evidente que os parlamentares que estão chegando representam regiões e cidades e têm toda a legitimidade de, desde o seu primeiro ano de mandato, querer resolver problemas das suas comunidades". O ministro da SRI citou que o governo "não encara isso como uma coisa ruim". Mas ressalvou, no entanto, que "a questão toda é como vamos encontrar os recursos para bancar isso". Ele salientou que o senador Jucá "não agiu pelas costas, mas sim agiu de forma clara e transparente com o governo" e, além disso, "está tentando encontrar uma solução e vai apresentar no relatório final". Sobre as Medidas Provisórias que tratam da legislação trabalhista e previdenciária, que até partidos da base querem modificar, para desespero do governo que conta com a aprovação de ambas para garantir mais R$ 18 bilhões em seu caixa, o ministro tentou minimizar dizendo que "isso nem entrou em debate ainda". Segundo ele, o debate está ainda com as centrais sindicais e na semana depois do Carnaval serão iniciadas conversas com as bancadas partidárias e com as lideranças do governo. "Estamos organizando um calendário de debates e discussões com o Congresso sobre o tema", observou o ministro. Tentando evitar reconhecer qualquer clima de revolta na base aliada em relação ao tema, Pepe Vargas disse que as emendas apresentadas pelos parlamentares são propostas para "aperfeiçoar o texto encaminhado ao Congresso". Para ele, "o governo vai ter de dialogar com a realidade de que existem emendas" já que é natural que "qualquer proposta do executivo passa por process de debate interno no Congresso".

Procuradores enviam a juiz do caso Eike Batista denúncia por crimes com OSX

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro decidiu enviar à Justiça Federal fluminense, nesta quarta-feira (11), mais uma denúncia sobre Eike Batista por supostos crimes contra o mercado de capitais na venda de ações do estaleiro OSX, em 2013, vinda de São Paulo. Se acolhida pelo juiz federal Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal Criminal, será a segunda ação penal a que Eike Batista responderá na Justiça Federal por supostos delitos dessa natureza.


A outra, já em andamento, traz os mesmos crimes, "insider trading" (negociação com base em informação privilegiada) e manipulação de mercado, mas relacionados a ações da OGX, também supostamente cometidos em 2013. Assim como a OSX, a OGX também foi fundada por Eike e o tinha entre seus dirigentes. A denúncia da OSX, que o Ministério Público Federal encaminha agora para apreciação da Justiça, havia sido formulada pela procuradora federal Karen Kahn em setembro do ano passado, mas a Justiça Federal paulista entendeu que o caso deveria ser enviado ao Rio de Janeiro, onde está sediada a empresa. Segundo a investigação, Eike Batista vendeu ações do estaleiro em abril de 2013, dias antes de a empresa vir a público revelar que os negócios sofreriam impacto por conta da crise na petroleira OGX, sua principal cliente. A divulgação derrubou a cotação da OSX, mas, vendendo antes, em tese, Eike Batista teria evitado perdas. Outras denúncias elaboradas por Kahn também foram remetidas, entre elas uma que acusa Eike Batista e sete executivos da OGX por supostamente terem cometido os crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e indução de investidor a erro, e outra, contra três executivos da OGX, por "insider trading". Procuradores federais responsáveis pelo caso no Rio de Janeiro estão analisando quais, dentre essas, serão mantidas. Nesta quarta-feira, o Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro iniciou julgamento do pedido da defesa de Eike Batista para afastá-lo da ação penal envolvendo a OGX, acusando-o de ter dado declarações que antecipavam seu juízo sobre o caso e de não ter sido parcial. Dois de três desembargadores votaram pelo afastamento de Souza. O terceiro pediu vistas e interrompeu o julgamento. Souza rechaça as acusações. Enquanto a decisão do TRF sobre a exceção de suspeição não saiu, Souza continua à frente da ação penal da OGX. Nos últimos dias, ele decretou bloqueio de R$ 3 bilhões em bens de Eike Batista e parentes, além de apreender alguns dos bens, como automóveis, relógios, obras de arte, celular e, nesta quarta-feira, seu iate.

PT pede à Procuradoria Geral da República que Operação Lava Jato investigue também fatos do governo FHC. Os valentes não vão pedir para ser investigado também o Pero Vaz Caminha?

O líder do PT na Câmara, o deputado federal Sibá Machado (PT-AC), entregou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a Operação Lava Jato investigue possíveis crimes cometidos antes de 2003, ou seja, antes do início do governo do ex-presidente e alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de Reputações"). O valente esquecer de pedir que também seja investigado o Pero Vaz de Caminha. A peça foi entregue também à diretoria da Polícia Federal e ao Ministério da Justiça e toma por base declarações do ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco, feitas durante delação premiada. "Para fazer uma investigação à luz do dia, que de fato ponha as cartas na mesa, não se pode omitir absolutamente nada. Qualquer omissão numa hora dessa gera muitas desconfianças", disse Sibá Machado, ao deixar o Supremo. Quem esperava estrupício da liderança de Sibá Machado aí já tem o primeiro. O PT alega que Barusco disse ter começado a receber propina em 1997, época em que teria aberto a primeira conta na Suíça para depositar os valores. Para o partido, a investigação se atentou apenas ao período posterior a 2003 apesar das declarações. "Tem riqueza de perguntas do delegado quando o assunto vem a partir de 2003. E uma pobreza absurda de perguntas antes de 2003. Então que se repita as mesmas perguntas pelo menos", reclamou o líder do PT. A representação pede que Ministério Público, Polícia Federal e Ministério da Justiça instaurem uma investigação para apurar crimes declarados por Barusco antes de 2003 e, caso já tenham começado o procedimento, pede acesso ao resultado. O líder do PT pretende usar a ampliação das investigações na CPI que investigará o esquema de corrupção na Petrobrás.


Nunca antes na história deste País houve um partido tão emporcalhado e tão emporcalhador. Na peça, o parlamentar alega que os agentes de investigação têm atuado "de maneira parcial, dirigida e ilegal, com a nítida intenção de apenas apurarem o período de 2003 em diante, utilizando o procedimento investigatório com fins político-partidários, com o único objetivo de isentar de responsabilização quaisquer ilícitos perpetrados em período anterior a 2003, ou seja, durante o governo FHC (Fernando Henrique Cardoso, do PSDB)". A iniciativa de Machado ocorre no mesmo dia em que o presidente da sigla, Rui Falcão, convocou uma coletiva de imprensa para informar que vai interpelar judicialmente Barusco devido a suas acusações de que a sigla teria recebido US$ 200 milhões em propinas na Petrobras, entre 2003 e 2013, e que também vai questionar a força-tarefa da Lava Jato, composta pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Sibá Machado entregou a representação à vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, nesta tarde no Supremo Tribunal Federal. Segundo o deputado, ela garantiu que encaminhará o documento ao procurador-geral, Rodrigo Janot, assim que ele retornar dos Estados Unidos.

O petista Rui Falcão condena a condução coercitiva do também petista João Vaccari

O presidente do PT, Rui Falcão, criticou nesta quarta-feira, 11, em entrevista coletiva na sede do partido, o mandado de condução coercitiva expedido pela Polícia Federal contra o tesoureiro do partido e "companheiro" João Vaccari na mais recente fase da Operação Lava Jato. Na visão de Falcão, a condução é uma medida extrema que deve ser usada apenas em caso de urgência, o que, segundo o petista, não era o caso. "O pedido de condução coercitiva se dá em 17 de dezembro de 2014. A autorização se dá no dia 3 de fevereiro. Logo, essa urgência é questionada. A condução se dá no dia 5, dois dias depois da autorização", argumenta o dirigente. O presidente petista reclamou ainda da imprensa por ter noticiado apenas a condução de Vaccari durante a cobertura da Operação na última semana. 


"A única pessoa que aparece em todo o noticiário sendo conduzida é o Vaccari. Não há menção a nenhuma das outras pessoas", disse o presidente do PT. Para ele a escolha do petista pelos órgãos de imprensa "também é seletividade". "Isso é induzir fatos e circunstâncias para tentar criminalizar o partido através de seu tesoureiro. Isso nós não vamos permitir", completou. Falcão criticou a Justiça no Brasil e disse que a "prisão passou a ser a regra". Segundo o petista, a campanha em curso no País não é para acabar com a corrupção, mas uma ação orquestrada para criminalizar o partido e tirá-lo do jogo político. O presidente do PT desvalorizou ainda os protestos dos que pedem a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo Falcão, são manifestações em redes sociais e de pessoas que "flertam com o golpismo". Sobre o documento divulgado nesta terça -feira pelo partido, Rui Falcão disse que não houve cobrança de coerência de Dilma por conta das medidas econômicas amargas. "Não cobramos coerência nenhuma, dizemos que as medidas de ajuste não podem transpor o limite conforme, aliás, a presidenta assegurou na campanha e em declaração recente. Dizemos que é preciso abrir o dialogo tripartite, especialmente sobre essas duas MPs em curso", disse sobre as medidas que alteram regras trabalhistas e que aguardam aprovação do Congresso Nacional.

Governo da petista Dilma Rousseff desiste de prorrogar o horário de verão até março como medida de racionamento de energia

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou que o governo desistiu de prorrogar o horário de verão por mais um mês para economizar energia. Ele explicou que os cálculos mostraram que a medida não valeria a pena. O horário de verão termina, portanto, no dia 22 de fevereiro. "As conclusões, após avaliação técnica, mostraram que a medida não valeria a pena, porque parte do País ficaria mais escura no período do manhã, o que aumentaria o consumo nesse horário. Além disso, a extensão do horário de verão demandaria ajustes na aviação civil", disse Braga, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Foi o próprio ministro que levantou a idéia de ampliar a vigência do horário de verão, na semana passada. De acordo com o ministro, durante a reunião de hoje foram apresentadas análises sobre as previsões hidrológicas e do nível dos reservatórios que, segundo Braga, têm indicadores positivos, mas não conclusivos, para o mês de março. Por isso, uma nova reunião foi marcada para o fim de fevereiro.  Conforme dito ontem pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, a presidente Dilma deu hoje o aval para que sejam tomadas medidas de estimulo para a chamada "geração distribuída", que é aquela feita pelos próprios consumidores, por meio de geradores, seja nas residências ou nas empresas. De acordo com o ministro Braga, o órgão regulador irá formular compensações para que esses consumidores aumentem o uso dos geradores das atuais três horas diárias para até seis horas por dia. É o racionamento, sem dúvida, agora admitido pelo governo. Ele não consegue gerar a energia demandada pelo País. "Como este estímulo, podemos ter uma geração na ponta de carga de até 3 mil megawatts, o que significa um adicional no sistema de 300 megawatts médios por mês", explicou Braga. De acordo com ele, a medida não terá custos adicionais nas contas de luz e nem dependerá de subsídios bancados pelo governo. "O que haverá será uma substituição de parte da energia comprada pelas distribuidoras no mercado à vista por essa eletricidade gerada pelos próprios consumidores que, inclusive, é mais barata", argumentou o ministro. Braga adiantou também que o Ministério do Planejamento publicará amanhã (12) uma portaria com regras para a economia de água e luz nos prédios públicos federais. Segundo o ministro, esse será o primeiro passo de uma campanha mais ampla de eficiência energética que será lançada pelo governo dentro de duas semanas. "Eficiência energética" é o nome petista para "racionamento". Conforme o ministro de Minas e Energia, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e a Eletrobras divulgarão uma cartilha de "eficiência energética" que estará também disponível para qualquer cidadão que queira aderir voluntariamente ao esforço de economia de energia. "A nossa meta é alcançar até 30% de economia de energia no setor público. Nesse primeiro momento, começaremos com os prédios públicos. Mas a intenção é levar o modelo também às distribuidoras, estimulando a atualização da iluminação pública com lâmpadas de LED e correções nas redes para a diminuição de perdas de eletricidade", completou. Finalmente, a gerentona conseguiu levar o Brasil ao racionamento de energia.  

Eduardo Cunha restringe número de deputados que têm dispensa de presença na Câmara

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), restringiu o número de deputados que não precisam marcar presença na Casa. Ele explicou que até hoje a dispensa era garantida a diversos parlamentares, como presidentes de comissões, membros de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) e até ex-senadores que assumiram mandato de deputado. "Havia dispensa de presença de um grande número de parlamentares por várias situações. Nós restringimos hoje a dispensa de presença somente aos líderes partidários e aos representantes da Mesa Diretora", anunciou. "Com isso vai cair barbaramente o número de pessoas que podem ter dispensa de presença."


De acordo com ele, a medida deve reduzir de 120 para cerca de 20 os deputados que têm essa prerrogativa. Quando assumiu o comando da Casa, Eduardo Cunha tomou outras medidas administrativas. Garantiu que sessões deliberativas ocorrerão três vezes por semana - e não apenas às terças e quartas-feiras - e que os faltosos teriam desconto em seus salários. Ele também deixou de aceitar justificativas de falta das lideranças que alegavam agendas político-partidárias nos Estados de origem dos parlamentares. Só serão consideradas ausências por missão oficial da Câmara ou por razões médicas.

Após derrota fragorosa, governo da petista Dilma tenta montar uma tropa de choque na Câmara


Diante de uma base governista desarticulada e a cada dia mais rebelde, o Palácio do Planalto decidiu montar uma tropa de choque – ao estilo petista batizada de “fórum de sustentação da governabilidade” – para liderar uma ofensiva pela aprovação de seus projetos prioritários, que incluem medidas impopulares para promover ajustes fiscais no País. A iniciativa também é uma tentativa de enfraquecer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem acelerado a tramitação de projetos e vem conduzindo a Casa de forma "independente" das vontades do governo. A medida foi tomada um dia após a aprovação do Orçamento Impositivo à revelia do Planalto. Agora, as preocupações são a articulação pela derrubada do veto que impediu a correção da tabela do imposto de renda em 6,5%, como propôs a oposição, e a formação de CPIs para a investigação de empresas públicas, como a Petrobras. À frente da tropa estará o novo líder do governo, o chefe de cuequeiro José Guimarães (PT-CE), irmão do bandido petista mensaleiro José Genoino. Segundo ele, o grupo de deputados foi formado para “repartir os ônus e os bônus de ser governo” e para "segurar a onda". “Há um desafio de recomposição da base e vamos dialogar com o governo. Foi uma boa largada que demos antes do Carnaval”, disse. Foram nomeados para a vice-liderança do governo os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI), Ricardo Barros (PP-PR), Zé Rocha (PR-BA), Luiz Carlos Busato (PTB-RS) e Antônio Bulhões (PRB-SP), Carlos Zarattini (PT-SP), Paulo Magalhães (PSD-BA), Hugo Leal (Pros-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Silvio Costa (PSC-PE). Ou seja, quase toda a base.... Chamou atenção a ausência do PDT, partido que também compõe o "arco de alianças" do Planalto. Na disputa pela presidência da Casa, o partido mostrou resistência a formar bloco com o petista Arlindo Chinaglia (SP) e ficou de fora do grupo por alcançar o número mínimo de apoiadores com atraso. O argumento oficial é que o número de cadeiras é reduzido. No próximo dia 24, o chefe de cuequeiro José Guimarães e os vice-líderes vão se reunir com cinco ministros: Miguel Rossetto (Secretaria Geral), Carlos Gabas (Previdência), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Nelson Barbosa (Planejamento) e Manoel Dias (Trabalho). Também está prevista, ainda sem data definida, uma reunião do grupo com a presidente Dilma Rousseff. Em outra frente para fortalecer a base, o líder do governo anunciou nesta quarta-feira a formação de um bloco de nove partidos nanicos, que, juntos, somarão 39 deputados. São eles o PRB, PTN, PMN, PSDC, PSC, PTC, PRTB, PRP e PTdoB. “Esse é mais um dos blocos de sustentação política”, disse o chefe de cuequeiro José Guimarães (PT-CE).

Capitão covarde do navio cruzeiro Costa Concordia é condenado a 16 anos de prisão


O capitão do navio de cruzeiro Costa Concordia foi condenado nesta quarta-feira a 16 anos e 1 mês de prisão pelo desastre. O covardaço Francesco Schettino comandava o navio de cruzeiro no dia 13 de janeiro de 2012, quando a embarcação tombou perto de uma ilha da Toscana, em uma tragédia que deixou 32 mortos. Ele poderá recorrer em liberdade, uma vez que o tribunal descartou o risco de fuga. Schettino foi condenado a 10 anos por múltiplos homicídios culposos, a 5 anos por desastre culposo e a 1 ano por abandono de menor ou incapaz. O tribunal, que considerou provado que Schettino abandonou o navio, excluiu o agravante de culpa consciente mencionado pelos promotores durante o julgamento, que começou em 17 de julho de 2013. O comandante foi inabilitado durante cinco anos e seis meses de exercer a função e tem impedimento perpétua para exercer cargos públicos. Ele negou as acusações e disse que foi feito bode expiatório no caso. Sua defesa argumentou que o acidente ocorreu devido a uma falha coletiva da tripulação e que a culpa pelo desastre deveria ser compartilhada. Após sete horas de deliberações, Giovanni Puliatti, presidente do colégio de juízes da corte de Grosseto, decidiu pela condenação inferior à que havia sido solicitada pela promotoria, de 26 anos e três meses de prisão. Apesar de não estar presente no momento da leitura da sentença – segundo seus advogados, ele teve de se ausentar por estar com febre –, o capitão deu uma declaração no último dia do julgamento. “Toda a responsabilidade caiu sobre mim sem nenhum respeito pela verdade ou a memória das vítimas”, disse. 


Francesco Schettino e a empresa Costa Concordia, como responsável civil, terão que ressarcir economicamente várias partes civis, entre elas a região da Toscana, alguns ministérios, a Defesa Civil italiana e a prefeitura de Giglio, em cujo litoral o navio ficou encalhado. Em processo paralelo sobre o naufrágio já foram pronunciadas penas de 23 meses e 18 meses de prisão para os oficiais Ciro Ambrosio e Silvia Coronica, respectivamente; de 20 meses para o timoneiro Jacob Rusli; de 30 meses para o chefe de bordo, Manrico Giampedroni, e de 34 meses para Roberto Ferrarini, chefe da unidade de crise em terra da Costa Cruzeiros, proprietária do barco. 

 

O cruzeiro Costa Concordia voltou a flutuar no dia 14 de julho de 2013 com a ajuda de 30 contêineres de ar que ajudam a dar sustentação para o navio. A embarcação estava parcialmente submersa e apoiada numa estrutura provisória construída para o barco não voltar a tombar. Essa operação para fazer o barco voltar a flutuar estava prevista para durar cinco dias.

Dilma antecipa reunião sobre medidas no setor elétrico


A presidente Dilma Rousseff está reunida na tarde desta quarta-feira com autoridades do setor elétrico para tratar de medidas que serão adotadas para garantir o abastecimento de energia no País neste ano – entre elas a possível prorrogação do horário de verão. A reunião estava prevista para amanhã, conforme havia afirmado o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Além de Braga, participam o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga; o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann; o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino; o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim; e o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. Além da crise no setor elétrico, Dilma e Braga devem aproveitar a ocasião para conversar sobre a explosão de uma plataforma da Petrobras em São Matheus, no Espírito Santo. Segundo informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), três pessoas morreram, seis estão desaparecidas e outras dez estão feridas. O acidente ocorreu por volta de 14h50, devido a um vazamento de gás na praça de máquinas da casa de bombas da plataforma, que é operada pela BW OFF Shore. O incêndio já foi controlado. O plano de manter o horário de verão por mais um mês perdeu força dentro do governo. Oficialmente, o horário de verão acaba no dia 22 de fevereiro. O problema é que o governo recebeu avaliações segundo as quais os transtornos causados pela ampliação do horário de versão são maiores que os benefícios, o que pode fazer com que a idéia seja abandonada. Um dos segmentos mais afetados é o da aviação civil, que já está com passagens emitidas, conforme a previsão original de fim do horário de verão. Uma nova alteração poderia causar problemas para as empresas, que teriam de readaptar os vôos já marcados. Por outro lado, a medida teria pouco impacto no consumo de energia dos brasileiros. O período de luminosidade até o fim do dia seria estendido, mas as manhãs ficariam mais escuras, o que obrigaria os consumidores a acenderem as luzes de suas casas mais cedo. Dessa forma, a possível economia de energia seria praticamente eliminada. Em vigor desde 19 de outubro do ano passado, o horário de verão é aplicado em dez Estados – Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo – e no Distrito Federal. Nesse período, os relógios são adiantados em uma hora, uma forma de aproveitar mais a luz do dia e poupar eletricidade.

PT vai processar delator da Lava Jato, Pedro Barusco, quando o carnaval passar...... então tá!!!!

O PT promete processar judicialmente o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, que acusa o partido de ter recebido propinas em contratos da Petrobras, de 2003 a 2013, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões. A ação do partido - que ainda não está pronta - será protocolada após o período do carnaval, informou o presidente do PT, Rui Falcão. Barusco confirmou, em depoimento na Operação Lava Jato, que ele e o petista Renato Duque - ex-diretor de Serviços da Petrobras entre 2003 e 2013 - recebiam propina para facilitar que empresas assinassem contratos de grande porte com a estatal, como os da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O PT também vai acionar o comando da Polícia Federal, o Ministério da Justiça e o Ministério Público Federal, pedindo que sindicâncias sejam feitas para apurar “vazamentos seletivos” de informações dos depoimentos da Operação Lava Jato, que implicam apenas o partido. Então tá.....

Anefac prevê alta na taxa de juros

A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) prevê que as taxas de juros das operações de crédito continuarão a subir nos próximos meses. Em janeiro, a taxa média para pessoa física chegou a 6,39% ao mês (110,29% ao ano), 0,09 pontos percentuais maior do que os 6,3% ao mês (108,16% ao ano) de dezembro. Das seis linhas de crédito pesquisadas, o cartão de crédito manteve taxa de juros média estável, enquanto as outras (juros do comércio, cheque especial, CDC, financiamento de automóveis, empréstimo pessoal) registraram elevação durante o mês. No caso da pessoa jurídica, das três linhas de crédito pesquisadas, todas registraram elevação. A taxa de juros média passou de 3,54% ao mês (51,81% ao ano) em dezembro para 3,67% ao mês (54,11% ao ano) em janeiro. Para o diretor executivo da entidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, o aumento dos índices pode ser atribuído à alta da taxa básica de juros promovida pelo Banco Central em 21 de janeiro. “Outro fator está relacionado ao cenário econômico nacional, que sofre consequências das altas inflacionárias e da aplicação de juros maiores, e implicam, diretamente, na redução da renda familiar e no aumento da inadimplência”, diz a Anefac. De acordo com a associação, há uma tendência de que as taxas de juros aumentem nos próximos meses, em função do crescimento do risco de elevação dos índices de inadimplência e as prováveis novas altas da taxa básica de juros.

Ex-contadora diz que Youssef recebia políticos em escritório privado

A ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Pozza, disse hoje (11) que o doleiro recebia políticos em escritório privado, no Paraná. Segundo Meire, Youssef procurava não misturar os negócios pessoais com a gestão de empresas de fechada, como a GFD Investimentos. Em entrevista após prestar depoimento à Justiça Federal, em Curitiba, em um dos processo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Meire reafirmou que tinha conhecimento da relação próxima entre o doleiro e os ex-deputados federais André Vargas (PT-PR), Luiz Argôlo (SDD-BA) e Mário Negromonte (PP-BA). Segundo Meire, alguns políticos eram recebidos em escritório privado, onde ficavam Rafael Ângulo Lopez e Adarico Negromonte, acusados de entregar dinheiro a parlamentares, a mando de Youssef. No depoimento à Justiça, a ex-contadora afirmou que as primeiras notas frias emitidas pela GFD Investimentos foram para a empreiteira Mendes Júnior. No total, Meire acredita que foram emitidos de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões em notas de serviços que não foram prestados. "Todo dinheiro que entrou na GFD não saiu em forma de saque ou pagamento de propina. O dinheiro que entrou na GFD foi sempre utilizado para investimentos e despesas da própria GFD. Nunca houve prestação de serviço de nenhuma nota emitida", disse. A Justiça Federal em Curitiba ouviu hoje (11) testemunhas de acusação contra os executivos da Mendes Júnior. O doleiro Alberto Youssef, que compareceu a todas as audiências, permaneceu na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ontem (10), o Supremo Tribunal Federal autorizou que Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa prestem novos depoimentos de delação premiada para esclarecer a participação de políticos no recebimento de propinas.

CALOTE DE R$ 1,2 MILHÃO APLICADO PELO GOVERNO TARSO PODE LEVAR EMPRESA A RETIRAR EQUIPAMENTOS DE HOSPITAIS ESTADUAIS

Se o governo estadual não pagar os R$ 1,2 milhão que Tarso Genro aplicou de calote na emrpesa Air Liquide, ela recolherá os equipamentos que insntalou nos hospitais Partenon, São Pedro e Itapuã. A conta foi pendurada em março do ano passado. Não é caso isolado.

PMDB escolhe deputado Leonardo Picciani para liderança da bancada na Câmara dos Deputados

O deputado federal Leonardo Picciani foi escolhido nesta manhã por 34 colegas de bancada, derrotando o concorrente Lucio Vieira Lima (BA), que obteve 33 votos. Lima teve o apoio da totalidade dos 5 deputados do PMDB do Rio Grande do Sul. Na prévia de segunda-feira a noite, ele obteve maioria. Leonardo Picciani (RJ) disse que seu compromisso é com a unidade do partido e a possibilidade de a legenda exercer um protagonismo maior no País; sua linha de atuação será a de ouvir e respeitar a posição da bancada. Ele substitui, na liderança, Eduardo Cunha (RJ), novo presidente da Câmara.

O governo do peremptório petista Tarso Genro aplicou calote até nos garçons e cozinheiras do Palácio Piratini

O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul, onde trabalha a procuradora Paulo Rousseff Araújo, obteve a condenação do governo do Estado em ação civil pública, obrigando-o a assumir o pagamento direto de obrigações trabalhistas de empregados terceirizados, nos casos de retenção do pagamento das empresas terceirizadoras. A medida atinge todas as terceirizações da Administração Pública estadual. A decisão decorre de ação civil pública do Ministério Público do Trabalho, ajuizada por conta de atrasos frequentes no pagamento de empregados da empresa Village Trabalhos Terceirizáveis Ltda., responsável pelos serviços de manutenção, limpeza, copeiragem e conservação predial do Palácio Piratini, sede do governo estadual. Os calotes ocorreram durante o governo do peremptório "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. Com o propósito de evitar o problema em terceirizações futuras, o Ministério Público do Trabalho propôs termo de ajuste de conduta (TAC) ao governo do Estado para a adoção de medidas que protegessem o direito dos trabalhadores terceirizados. Mas, a Procuradoria Geral do Estado, sob comando petista, se negou a firmar o TAC.

Cade aprova fusão da ALL com Rumo Logística com restrições


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a fusão das transportadoras ALL e Rumo Logística, controlada pela Cosan Logística, com restrições. A operação envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais e prevê o encerramento de disputas judiciais entre ambas as companhias em torno de contratos de transporte de commodities. Os conselheiros do órgão de defesa da concorrência acompanharam o voto do relator Gilvandro de Araujo, que recomendou restrições que incluem garantias de isonomia na prestação de serviços a concorrentes. Entre as condições citadas pelo relator estão garantias de terminais de açúcar para concorrentes e impedimentos a executivos da Cosan de assumirem cargos de direção na nova empresa. Em dezembro do ano passado, o Cade havia se manifestado contra a fusão, depois de identificar preocupações concorrenciais no negócio. As ações da ALL e da Cosan Logística, que já vinham sinalizando desde a semana passada a expectativa dos investidores sobre a aprovação da operação anunciada no início do ano passado, voltaram a mostrar alta expressiva nesta quarta-feira. Os papéis da ALL chegaram a atingir um pico de valorização de cerca de 11% e as ações da Cosan Logística tiveram máxima de 13%.  O Cade também determinou que a nova empresa tenha contratos separados de prestação de serviços para impedir fechamento de mercados concorrentes. Além disso, a nova companhia terá que garantir acesso de concorrentes a terminais da Rumo Logística no porto de Santos e criar um supervisor para garantir isonomia da empresa na prestação de serviços. A fusão foi fortemente questionada por representantes de vários setores do agronegócio brasileiro. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa o setor de soja, o principal exportador de commodities agrícolas do país, afirmou que a união representava "concentração de poder" de mercado da empresa resultante.

TCU livra a petista Graça Foster de ter os seus bens bloqueados


Por cinco votos a três, o plenário do Tribunal de Contas da União livrou nesta quarta-feira a ex-presidente da Petrobras, a petista Graça Foster, e o ex-diretor da Área Internacional da empresa, Jorge Zelada, do bloqueio de bens, apesar de ambos terem participado da compra da refinaria de Pasadena, no Texas. O julgamento estava paralisado desde agosto do ano passado por um pedido de vista do ministro Aroldo Cedraz. Graça Foster e outros dirigentes da petroleira terão de prestar esclarecimentos no procedimento conhecido como Tomada de Contas Especial e explicar passo a passo as responsabilidades em cada fase da compra da refinaria de Pasadena. Ao todo, o TCU decretou a indisponibilidade de bens de 11 ex-executivos da Petrobras, incluindo o ex-presidente José Sergio Gabrielli e os ex-diretores Paulo Roberto Costa , Renato Duque e Nestor Cerveró. A operação Pasadena causou prejuízo de 792 milhões de dólares. O plenário do TCU já havia isentado de responsabilidades a presidente Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da empresa na época do negócio, mas ainda discutia, sob ampla pressão do Executivo, se Graça Foster deveria ou não ter os bens bloqueados. Nesta quarta-feira, porém, o ministro André Luís de Carvalho defendeu que a Corte volte a discutir a responsabilidade do Conselho de Administração da Petrobras na compra de Pasadena, mas o tema não foi levado adiante. Caberá ao relator do caso, Vital do Rêgo, avaliar individualmente ou levar a Plenário a possibilidade de se rediscutir o papel do Conselho e ainda dar ou não seguimento à sugestão de Carvalho para pedir acesso a gravações da reunião do colegiado e ouvir o secretariado que apoiou a decisão dos conselheiros. A presidente Dilma Rousseff, que chefiava o colegiado na época da compra da refinaria, disse que os conselheiros se basearam em um parecer “falho” redigido por Cerveró. Em acordo de delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, admitiu ter recebido 1,5 milhão de dólares em propina de Fernando Soares, o Fernando Baiano, para não criar entraves à compra da refinaria de Pasadena e disse que Cerveró, autoridades ligadas ao PMDB e o próprio Baiano, operador do partido no escândalo do petrolão, podem ter embolsado até 30 milhões de dólares em propina na compra de Pasadena. No julgamento desta quarta-feira no TCU, o plenário decidiu seguir o entendimento do ministro Walton Alencar Rodrigues, que em agosto do ano passado havia afirmado que não houve “culpa” de Graça Foster no prejuízo de 92,3 milhões de dólares amargado pela Petrobras após a diretoria ter decidido, em 2009, descumprir a sentença arbitral que obrigava a empresa a comprar a segunda metade da refinaria de Pasadena. Para a maioria dos ministros, a decisão da estatal de esgotar todos os recursos judiciais antes de pagar a empresa belga Astra, que era sócia da Petrobras em Pasadena, foi baseada em “critérios técnicos razoáveis, sem nenhum dolo ou culpa dos administradores”. Apesar de o TCU ter decidido não bloquear os bens da ex-presidente da Petrobras, o ministro Augusto Nardes defendeu nesta quarta-feira que o governo federal altere o decreto que permite que a petroleira adote um procedimento simplificado de licitações. Para Nardes, sem fazer processos licitatórios como as demais empresas, a Petrobras voltará a protagonizar escândalos de irregularidades e desvio de recursos. A estatal utiliza o decreto 2745, de 1998, para não se submeter a regras mais rígidas de licitações e poder realizar, por exemplo, apenas convites a um grupo restrito de empresas. A Petrobras defende o procedimento como uma forma de ganhar competitividade, mas, para o ministro Nardes, a medida favorece a prática de atos ilícitos. “Tem que haver prestação e transparência de contas da forma mais aberta possível para a sociedade brasileira. É urgente que sejam corrigidas pelos responsáveis as causas primeiras desse problema para estancar de forma definitiva a sangria de recursos, sob pena de que os atos de hoje voltarem a ser escândalos no dia de amanhã”, disse o ministro. “A Petrobras está doente. O caso de Pasadena e outros processos representam apenas um claro sintoma dessa doença e dessa situação da Petrobras. É imprescindível mudança de rumos e ouso dizer que não somente em relação a Petrobras, mas em relação a outras companhias do Brasil”, completou.

ONS estuda reduzir fornecimento de energia em até 10% para garantir o abastecimento, é o racionamento da petista Dilma, a grande gerentona


A escassez de água nos principais reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste já leva o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a considerar a necessidade de um corte de até 10% da carga de energia do País para garantir o abastecimento. A informação consta da última previsão feita pelo operador sobre as perspectivas de chuvas até o fim de fevereiro. É o racionamento enfim da gerentona petista Dilma Rousseff. Em suas estimativas mais conservadoras, o ONS trabalha com a possibilidade de que fevereiro registre apenas 43% da média histórica de chuvas nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Se essa média se confirmar, o custo da geração térmica de energia pode explodir e chegar a valores recordes de 3.158 reais por megawatt/hora (MWh). Na prática, esse custo romperia o segundo nível de déficit de energia estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 3.064,15 reais por MWh. A partir dessa realidade, o sistema de monitoramento sinaliza ser mais recomendável economizar 10% de consumo de energia do que produzí-la a um preço tão elevado. O corte de energia não é uma exigência do ONS. Trata-se de uma recomendação feita pelo sistema de monitoramento, a partir das condições de geração apresentadas. Neste ano, o preço da geração térmica tem batido recordes sucessivos. Na última semana, chegou a 2.158, 57 reais por MWh, ultrapassando o primeiro nível estabelecido pela Aneel (1.420,34 reais), que recomenda um corte de 5% da carga. Apesar do cenário crítico, a incidência de chuvas nos últimos dias pode reverter o quadro mais pessimista. Na terça-feira, as regiões Sudeste e Centro-Oeste registraram 46% da média histórica de chuvas. Na perspectiva mais otimista apontada pelo ONS, as duas regiões poderiam registrar até 60% da média neste mês, mas o balanço mais razoável aguarda 51% do volume histórico. Depois de quedas sucessivas em pleno mês de janeiro, os reservatórios do SE/CE voltaram a apontar índices positivos de água nos últimos dias. As duas regiões estão hoje com 17,4% da capacidade máxima, menos da metade dos 38% que possuíam um ano atrás. Lentamente, os principais reservatórios do Nordeste também passaram a registrar saldo positivo de água nesta semana e hoje estão com 16,1% da capacidade total. Ainda assim, estão distantes da situação de fevereiro de 2014, quando contavam com 42,8% do armazenamento máximo. A elevação do custo das usinas térmicas está diretamente relacionada à redução de geração de energia pelas hidrelétricas. É a partir das condições meteorológicas e do parque de geração disponível que se mede o chamado Custo Marginal de Operação (CMO), ou seja, o custo pela insuficiência da oferta de energia para a população. Todos os anos, a Aneel aprova quatro patamares de custos a serem considerados e quatro parâmetros de corte de energia correspondentes. Neste ano, além dos tetos de 1.420,34 reais e 3.064,15 reais, foi determinado também que, caso chegue a 6.403,81 reais, o corte sugerido fica entre 10% e 20%. Finalmente, se atingir 7.276,40 reais, a redução de consumo deve superar os 20%. O baixo volume de chuva nos meses de janeiro e fevereiro também fizeram bancos e consultorias refazerem para cima as previsões de racionamento de energia elétrica neste ano. Diante de um janeiro que teve a pior hidrologia dos últimos 84 anos e de um começo de fevereiro com a terceira pior marca da história, o risco traçado pelo mercado chegou a 75%. Especialistas afirmam, no entanto, que independentemente da nomenclatura de racionamento ou racionalização, há necessidade imediata de reduzir o consumo. "Hoje, se analisarmos os dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e da Climatempo, a necessidade de economizar energia seria de 10%", afirma o analista do banco JP Morgan, Marcos Severine. Ele alerta que não adianta o País conseguir sobreviver ao período seco sem cortar energia e chegar ao fim do ano com os reservatórios na casa de 15%. Isso significaria começar 2016 novamente sob risco de racionamento. Pelos cálculos do Itaú BBA, com base na previsão de chuva do ONS para os próximos meses, os reservatórios do Sudeste chegariam a um nível preocupante de 21% ao final de abril e de 2% até o fim de novembro, se nada for feito para conter o consumo. No relatório intitulado "Racionamento ou Racionalização - Quem vai pagar a conta", os analistas do banco elevaram a estimativa de risco de racionamento de 63% para 75% num período de uma semana. De acordo com o documento divulgado aos clientes, o banco afirma que as previsões foram refeitas depois que o ONS revisou o volume de chuva para fevereiro: "A questão agora é saber se o governo vai dar o passo difícil de implementar oficialmente um racionamento de energia ou tentar uma racionalização da demanda". Já para a agência de classificação de risco Standard & Poor’s, a possibilidade de um racionamento no Brasil este ano "aumentará significativamente" caso não chova em fevereiro e março o suficiente para dobrar o atual nível dos reservatórios. O diretor da S&P, Marcelo Schwarz, avalia que o governo vai tentar de tudo para evitar um racionamento, com o objetivo de não comprometer mais ainda a atividade econômica.

Escalada do dólar leva moeda a R$ 2,87 — novo recorde em dez anos


A escalada recente do dólar parece longe de terminar. A moeda subiu mais de 1% nesta quarta-feira, aproximando-se de 2,90 reais, ainda pressionada pela aversão ao risco no Exterior e preocupações com a deterioração da economia doméstica. No fim da sessão, a moeda norte-americana subiu 1,33%, a 2,87 reais, maior nível desde 19 de outubro de 2004. Na máxima da sessão, a divisa alcançou 2,88 reais. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,9 bilhão de dólares. No mês, acumula valorização de quase 7%. No âmbito doméstico, o descontentamento em relação à economia ainda predomina no mercado. Cresce o temor de que a meta de superávit primário de 1,2% do PIB neste ano não será cumprida, depois do resultado ruim do ano passado das contas públicas e em meio às dificuldades por que passa a economia neste começo de ano, com a lua de mel entre mercado e governo já terminada. A todo o momento surgem dúvidas de que a equipe de Joaquim Levy pode ter que ajustar a meta. O economista do Santander, Maurício Molan, colocou em dúvida o cumprimento não só do superávit primário, como também das metas de inflação. Segundo ele, o Santander prevê uma alta de 7,3% no IPCA este ano, o que dificulta muito a convergência para o centro da meta, de 4,5%, em 2016, como tem prometido o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. "O efeito inercial é muito grande", afirmou. Os indicadores reforçam as dificuldades do governo. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou dados do varejo no ano passado e os números desapontaram ao mostrar o menor crescimento em 11 anos. Os indicadores sinalizam contração da atividade, o que dificulta ainda mais o cumprimento da meta fiscal, já que, crescendo menos, o País arrecada menos. Assim, a economia terá que ser feita por meio de aumento de impostos e corte de investimentos e despesas discricionárias. "O dólar está sem defesa", disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho: "Aqui dentro está uma confusão e lá fora não ajuda, então o mercado puxa". 

Desastre causado por explosão mata três operários em plataforma marítima da Petrobras, há muitos feridos em estado grave


Um vazamento de gás causou uma explosão na casa de bombas do navio-plataforma da Petrobras FPSO Cidade de São Mateus e deixou pelo menos 3 trabalhadores mortos, 4 feridos e 6 desaparecidos no litoral do Espírito Santo nesta quarta-feira, segundo o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado, Davidson Lombo. O acidente, que atingiu funcionários terceirizados pela estatal, ocorreu por volta de 14h50 na região litorânea de Aracruz, no norte do Estado. "É um acidente trágico. Não havia acontecido um acidente nessa plataforma antes e o sindicato vai apurar as causas reais", disse Lombo. Ainda segundo o sindicato, há 33 funcionários deslocados para uma baleeira, uma espécie de embarcação de fuga, e que não sofreram ferimento algum. A plataforma está incomunicável. A Petrobras ainda não se manifestou sobre o assunto. Segundo o governo do Espírito Santo, ainda não há confirmação sobre mortos e feridos. O navio-plataforma pertence à BW Offshore, é afretado no campo de Camarupim e pode produzir 25 mil barris de óleo e comprimir até 6 milhões de metros cúbicos de de gás por dia. Trata-se do segundo acidente da petroleira este ano. Uma explosão no último dia 19, na Refinaria Landolpho Alves (Rlam), na Bahia, deixou três trabalhadores feridos, um deles com queimaduras em 70% do corpo. O acidente aconteceu na Unidade Geradora de Hidrogênio, durante um serviço de manutenção na unidade.

Golpismo uma ova! É só a Constituição. É só a lei!

A gritaria do PT — e não das oposições — sobre o impeachment de Dilma Rousseff busca apenas criar um cordão de isolamento em torno da presidente, como se ela fosse intocável, não importa o que aconteça. E ela não é. Porque ninguém é na República. No dia em que for, o regime passa a ser uma monarquia absolutista.

O impeachment está previsto na Constituição e disciplinado em lei. No texto constitucional, está nos artigos 85 e 86, a saber:
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º – O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;
II – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
§ 2º – Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
§ 3º – Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão.
§ 4º – O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.
Muito bem! O crime de responsabilidade está plenamente definido na Lei 1.079, que não foi criada para punir Dilma ou o PT. Ela é de 10 de abril de 1950.
Rende um bom debate saber se Dilma infringiu ou não ao menos dois dispositivos da Lei 1.079 no caso da Petrobras.
Estabelece o Inciso VII do Artigo 4º:
Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal, e, especialmente, contra
VII – A guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos.
Define a Alínea 5 do Artigo 11:
Art. 11. São crimes contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos
5 – negligenciar a arrecadação das rendas impostos e taxas, bem como a conservação do patrimônio nacional.
Que Dilma tenha incorrido nos dois, isso me parece evidente. Se preciso, lembro de novo do vídeo em que ela vem a público, ainda ministra, para asseverar a excelência das contas da Petrobras e atacar a criação de uma CPI. Estávamos em 2009, e ela já era pré-candidata à Presidência. Depois disso, ela se tornou presidente. E as evidências de escândalo na Petrobras se acumulavam. Ela fez o quê? Nada!
Admitida a acusação, aí a bola fica com o Senado. Restará um debate imenso para saber se sua ação é culposa ou dolosa. Se dolosa, “causa finita est”, a menos que a República afunde com ela; se meramente culposa, há espaço estreito para a salvação.
É o que eu acho.
Por Reinaldo Azevedo

O “Plano Cohen” do PT golpista, mas moribundo. Será que é por isso que Lula já pensa em criar um novo partido?

O PT ainda não percebeu seu estado de penúria e acredita que pode fazer o seu próprio “Plano Cohen”. Os leitores certamente farão uma pesquisa rápida, mas sintetizo. Forças de extrema direita do entorno do já ditador Getúlio Vargas anunciaram, em 1937, a descoberta de um suposto plano comunista para tomar o poder, sintetizado num documento — que era, obviamente, uma farsa — chamado “Plano Cohen”. Vargas, o farsante, levou a denúncia à “Hora do Brasil” — hoje “Voz do Brasil” —, fez aprovar o estado de guerra e deu o golpe do Estado Novo no dia 10 de novembro de 1937. Governou como ditador até 1945. Matou a rodo.

Na sexta-feira, o PT assinou uma resolução, que veio a público nesta terça, em que inventa o “Plano Cohen da Direita”. Assim como Getúlio tinha propósitos golpistas ao dar curso àquela farsa, os petistas têm propósitos golpistas ao dar curso a esta. Só que há uma diferença: o ditador, em 1937, infelizmente, estava forte. O PT, felizmente, não consegue enfrentar nem seus adversários da base aliada no Congresso.
Ao ler a resolução, senti o desconforto que sinto diante das coisas ridículas, pequenas, cretinas… Ao ler o texto, senti a ojeriza que em mim provocam os farsantes, os tolos, os vigaristas. Ao ler o texto, senti a preguiça a que me conduzem a ignorância, a mentira e a arrogância sem lastro. Que ocaso patético vive esse partido!
O Diretório Nacional do PT decidiu, segundo o documento, “condenar a ofensiva e denunciar as tentativas daqueles que investem contra a Petrobrás, pois, a pretexto de denunciar a corrupção que sempre combatemos, pretendem, na verdade, revogar o regime de partilha no pré-sal, destruir a política de conteúdo nacional e, inclusive, privatizar a empresa. É nosso dever fortalecer a Petrobrás e valorizar seus trabalhadores. É nossa tarefa também defender a democracia e as conquistas do povo, denunciar as tentativas de desqualificar a atividade política e de criminalizar o PT.”
Como? O PT sempre combateu a corrupção? Inclusive nos 12 anos em que a quadrilha operou na Petrobras? A propósito: além do Reinaldo Azevedo, quem mais está querendo privatizar a estatal? Estou enganado, ou os petistas estão tentando arrastar os trabalhadores da Petrobras em sua pantomima?
Como estaria em curso um golpe de direita, então os petistas pregam a resistência. Como? Dizem ser preciso “conclamar a militância a contribuir para a criação de uma articulação permanente de partidos, organizações, entidades – uma força política capaz de ampliar nossa governabilidade para além do Parlamento e de criar condições para realizar reformas estruturais no País”. Entendi. Querem também “reforçar as campanhas pela reforma política e pela democratização da mídia”. Como se vê, eles não abrem mão da censura à imprensa.
E vão adiante: “Frente ao permanente flerte com o golpismo daquelas elites que não conseguem vencer e nem convencer pelas ideias, o PT deve tomar a iniciativa de propor a unificação das propostas democráticas pela reforma política e construir uma ampla mobilização social para formar em torno da reforma política democrática uma vontade majoritária na sociedade. Partindo da proibição do financiamento empresarial e da garantia do financiamento público, buscaremos construir uma plataforma unitária na qual seja incorporada o voto em lista preordenada e paritária em termos de gênero. Além disso, o DN apoia a declaração de inconstitucionalidade do financiamento empresarial às campanhas eleitorais em curso no Supremo Tribunal Federal”.
Esse é o partido que conseguiu reunir 136 dos 513 votos possíveis na disputa pela presidência da Câmara e que, nesta terça, sofreu duas derrotas humilhantes na Casa. O que vai acima, se pensarem bem, é um plano de resistência a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara e uma das principais lideranças do maior partido aliado ao governo. Partido cujas pernas o PT pretendia quebrar, antes de quebrar a cara.
A propósito: o PT não deixa claro se entre as elites que não prestam estão os empreiteiros que repassavam dinheiro a operadores de partidos que estavam incrustados na Petrobras — inclusive o do PT. Que coisa asquerosa!
O Diretório Nacional recomenda ainda a Dilma uma guinada à esquerda como saída para o governo. Uau! E, claro!, como não poderia deixar de ser, o texto chega ao fim com esta pérola:
“Por fim, no curso desta celebração histórica do nosso 35o aniversário, saudamos o heroísmo do povo cubano que, por sua resistência, começa a quebrar o bloqueio imposto durante décadas pelo imperialismo. Saudamos também a vitória do novo primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, do Syriza, derrotando a política de austeridade fiscal, a quem desejamos êxito em sua batalha contra as políticas neoliberais que vêm revogando direitos e promovendo recessão e desemprego na Europa. Congratulamo-nos, ainda, com o presidente da Bolívia, Evo Morales, que há pouco iniciou seu novo mandato presidencial – conosco irmanado na luta internacionalista, especialmente na integração latino-americana e caribenha.”
Se o PT não concluísse um documento exaltando um ditador, um maluco e um populista mixuruca, não seria o PT. Vai ver é por isso que até Lula anda pensando em criar um novo partido… Mas falo disso outra hora. Deixo aqui apenas a semente da curiosidade. Por Reinaldo Azevedo

Emissário do petista Renato Duque fecha acordo de delação premiada no Petrolão


O engenheiro Shinko Nakandakari, a quem o diretor da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, disse ter pago 8,8 milhões de reais em propina, aceitou fazer um acordo de delação premiada para colaborar com a Justiça – e já começou a prestar depoimentos às autoridades que investigam o mega esquema de corrupção na Petrobras, o Petrolão do PT. As revelações do engenheiro devem jogar luz sobre os métodos de arrecadação de propina na diretoria de Serviços da estatal, comandada na época pelo petista Renato Duque. Shinko apresentava-se à Galvão Engenharia como emissário do ex-diretor. Duque, que continua em liberdade por decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, foi indicado ao cargo pelo ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu. O temor de executivos é que as revelações do engenheiro possam ampliar os detalhes sobre a participação de empreiteiras na trama criminosa. De acordo com as investigações, o engenheiro arrecadou propina em nome do petista Renato Duque e atuou como um dos operadores do esquema de lavagem de dinheiro e distribuição de propina junto à diretoria de Serviços da Petrobras. Entre 2010 e 2014, por exemplo, Nakandakari arrecadou 8,8 milhões de reais em propina da Galvão Engenharia por meio da empresa LFSN Consultoria Engenharia. A defesa de Erton Fonseca, executivo da Galvão, apresentou à Justiça notas fiscais e tabelas que, segundo o empreiteiro, comprovam a cobrança e o pagamento de propina. O último repasse, segundo os comprovantes anexados pela empreiteira ao inquérito, são de junho de 2014, quando a Lava Jato já havia sido deflagrada. Nas notas fiscais da LSFN Consultoria Engenharia, a empresa chega a discriminar os impostos supostamente pagos sobre o valor total da propina. O valor líquido dos comprovantes seria de 8,317 milhões de reais. Segundo a versão de Erton Fonseca, um dos executivos réus na Operação Lava Jato, o pagamento de propina era obrigatório e havia “efetiva ameaça de retaliação” e uma pressão de “maneira arbitrária, ameaçadora e ilegal” para que os pagamentos fossem realizados. Para o juiz Sergio Moro, porém, não é factível a tese de extorsão repisada pelas principais defesas das empreiteiras, já que as companhias deveriam ter procurado as autoridades e denunciado o caso. De acordo com ele, no escândalo do Petrolão do PT, agentes públicos e privados são "igualmente culpados" pelo esquema de corrupção, já que existia na Petrobras uma "simbiose ilícita entre corrupto e corruptor". “Na corrupção, há uma simbiose ilícita entre corrupto e corruptor. Na corrupção, não há como transferir a culpa de um para o outro. Não se trata de demonizar o setor privado ou o setor público. Em ambos os lados, há responsáveis”, disse Moro em um de seus últimos despachos sobre a Operação Lava Jato. Nakandakari trabalhou por 16 anos na Odebrecht, até 1992. A gigante da construção é uma das únicas grandes empreiteiras do País que não teve diretores presos na Lava Jato, mas um dos braços da companhia, a Odebrecht Plantas Industriais, é alvo de inquérito policial na operação. A expectativa é que Nakandakari, um especialista em licitações, possa contribuir com os investigadores no mapeamento das atividades da empresa.