terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Fundos de investimento processam Petrobras nos Estados Unidos


A ação movida por investidores minoritários contra a Petrobras na Justiça dos Estados Unidos recebeu a adesão de pelo menos nove grandes fundos de investimento. Cada fundo alega ter perdido, no mínimo, 50 milhões de dólares com a queda das ações da estatal negociadas na Bolsa de Nova York, as chamadas ADR. O valor máximo de perda individual apontado por um dos investidores é de 268 milhões de dólares, cujo autor foi o fundo norueguês Skagen. De acordo com os acionistas, os prejuízos foram provocados pelo fato de a estatal ter omitido a prática de corrupção e superfaturamento do valor de ativos, violando as normas da Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais americano. Além do Skagen, os demais fundos que aderiram à ação são: Union Asset Management Holding AG, Handelsbanken Fonder AB, Ohio Public Employees Retirement, Public Employee Retirement System of Idaho, Employees Retirement System of the State of Hawaii, Universities Superannuation Scheme Limited e Danske Invest Management Company. Este último alega prejuízo de 222 milhões de dólares.  Na segunda-feira, o procurador-geral do estado de Ohio, Mike DeWine, comunicou, em seu site, que entrou com a ação contra a Petrobras por conta das denúncias de "propina e corrupção generalizada", que estariam ocorrendo "há mais de uma década". "O escritório do procurador-geral tem a responsabilidade de avaliar se as empresas e seus executivos estão defraudando os pensionistas de Ohio", disse DeWine, em comunicado: "As alegações contra a Petrobras são tão escandalosas que não temos escolha senão agir em nome dos servidores e aposentados do estado". Neste caso, o processo foi feito conjunto com fundos dos estados de Idaho e Havaí, Os nomes dos fundos foram divulgados pelo escritório Almeida Advogados, que trabalha em parceria com o americano Wolf Popper, o primeiro escritório a anunciar que entrou com uma ação coletiva contra a Petrobras em um tribunal no distrito de Nova York. A petição foi protocolada na última sexta-feira e será analisada pelo juiz Jed Rakoff, da corte Sul do Distrito de NY, em um processo que pode levar dois anos. Desde dezembro, diversos escritórios de advocacia - como Rosen Law Firm, Pomerantz Law Firm, Brower Piven - e grupos de investidores também entraram na Justiça americana contra a Petrobras. No total, cinco ações foram abertas até o momento por grandes fundos, pessoas físicas, a cidade de Providence e os fundos de pensão de Ohio, Idaho e Havaí. Os processos devem ser unificados em uma ação única.

Supercargueiros da Vale poderão voltar a atracar na China


A China alterou a regulação que, durante três anos, impediu a Vale de atracar seus navios de grande porte no país, os chamados 'supercargueiros', de acordo com o jornal chinês South China Morning Post. A mudança abre novamente os portos chineses para os navios conhecidos como Valemax, que desde 2012 estavam proibidos de aportar no país sob alegação de riscos à segurança. Segundo o jornal chinês, acredita-se que o real motivo para a proibição era a defesa dos interesses das transportadoras nacionais. A suspensão da medida era esperada desde o ano passado, quando a Vale e duas transportadoras nacionais fecharam acordo, disse o analista Jiang Ming, da Haitong Securities, à publicação da China. "Depois dos acordos com a Cosco Companhia de Transporte Oceânico da China e a China Merchants, a declaração do governo é apenas a última peça do quebra-cabeça. É de se esperar que outras empresas de navegação nacionais, como a China Shipping e a Sinotrans, sigam o exemplo e fechem contratos com a Vale ", disse Jiang Ming.

Ministério Público diz que caixa dois governador petista do Piauí foi de R$ 500 mil


Um mês depois de Wellington Dias (PT), eleito em primeiro turno com 63% dos votos em outubro do ano passado, tomar posse como governador do Piauí, a Justiça Eleitoral publicou a soma dos valores que Ministério Público apontou como caixa dois para abastecer um esquema de compra de votos orquestrado na campanha do petista. A cifra apreendida beira a casa de 500.000 de reais. Dias e sua vice-governadora, Margarete Coelho (PP), são réus em uma ação eleitoral que pede a cassação dos diplomas de ambos e a condenação à inegibilidade por oito anos. O procurador regional eleitoral, Kelston Pinheiro Lages, acusa os eleitos de compra de votos e abuso de poder econômico e político. A somatória – 449.440,20 reais, em números precisos – consta em despacho do corregedor regional eleitoral, desembargador Joaquim Dias de Santana Filho. O valor, que segundo a Procuradoria não passou pelas contas de campanha, equivale a 9,3% da despesa declarada pelo petista Wellington Dias ao Tribunal Superior Eleitoral, pouco mais de 4,8 milhões de reais. Para o Ministério Público, o dinheiro foi usado na compra de votos em diversas cidades do Piauí. No documento, o desembargador afirma que o Ministério Público Eleitoral descreveu o funcionamento do esquema investigado: “O modus operandi dos réus consistiu em repassar recursos financeiros aos chefes políticos locais para que estes ‘comprassem’ os eleitores nos municípios”. Segundo Lages, líderes políticos do interior do Estado foram cooptados pela campanha do petista e que o "derrame de dinheiro" e outras benesses, como a distribuição de dentaduras, foram realizados "com o consentimento e em benefício dos candidatos/réus". O corregedor do Tribunal Regional Eleitoral classificou o sistema de compra de votos investigado como “organizado e sofisticado”, no despacho assinado em 30 de janeiro e publicado na última terça-feira. O governador piauiense já disse, por meio de sua assessoria jurídica, que "não tem qualquer ligação" com o esquema investigado e que "jamais cometeu qualquer ilícito antes, durante e após o pleito de 2014". O corregedor mandou notificar o chefe do Executivo e sua vice para que eles apresentem defesa por escrito no processo. Um dos principais elementos que levou o Ministério Público a protocolar a ação foi a apreensão, a 25 dias do primeiro turno, de 180.000 reais em dinheiro vivo com o primo de Wellington Dias e então motorista dele no Senado, José Martinho Ferreira de Araújo. Ele escondeu o dinheiro sob o banco traseiro de seu carro particular. O procurador suspeitou de movimentação ilícita de recursos para compra de votos e pediu a quebra do sigilo telefônico do ex-motorista. Atualmente, Araújo está empregado na Secretaria de Governo do Estado – ele ganhou o cargo em janeiro por indicação direta de Wellington Dias. Durante a campanha, o Ministério Público, a Polícia Federal e a Polícia Civil apreenderam "grandes quantidades de dinheiro em espécie, cheques, material de campanha dos réus, listas com nomes de eleitores e seus respectivos títulos eleitorais, zonas e seções de votação", de acordo com o despacho judicial. A ação judicial contra Wellington Dias e Margarete Coelho possui ao menos seis frentes. Além das apurações sobre os 180.000 reais encontrados com o primo do governador e sobre a participação de seus então assessores no Senado na campanha, o Ministério Público e a Polícia Federal apuram: flagrantes de oferta de dinheiro e impressos de campanha em Beneditinos (PI); a prisão de apoiadores do petista em Conceição do Canindé (PI), onde o ex-prefeito da cidade e médico atendia pacientes gratuitamente no dia da eleição; operação da PF que apreendeu 200.000 reais em dinheiro com impressos de campanha, lista de eleitores e manuscritos evidenciando o caixa dois nas cidades de Corrente, Oeiras e Teresina; e indícios do envolvimento do prefeito e da primeira-dama de Pau D'Arco do Piau em compra de votos para Dias. Ele teria promovido uma reunião às vésperas do pleito, na qual houve o recolhimento dos títulos eleitorais de servidores municipais, enquanto ela foi presa em flagrante em casa, onde foram apreendidos 32.290 reais em espécie e dois cheques no valor de 20.000 reais em nome de um advogado aliado do petista, além de uma planilha individualizada com dados de eleitores e de próteses dentárias.

Senador de Rondônia vira réu no Supremo por estelionato


Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal abriu ação penal nesta terça-feira contra o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) por estelionato e crimes contra o sistema financeiro nacional. A denúncia relata que o parlamentar, em 2002, fraudou um financiamento no Banco da Amazônia (Basa), originalmente requisitado para facilitar a concessão de empréstimo do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), mas que acabou utilizado para comprar combustível. Para camuflar a transação, o Ministério Público diz que Gurgacz utilizou documentos falsos para comprovar a aquisição de ônibus novos que, na verdade, tinham mais de dez anos de uso. Segundo o Supremo, o Ministério Público apontou elementos suficientes de que o senador Gurgacz utilizou notas fiscais falsas, faturas, recibos, certificados e registros de ônibus adulterados para induzir o Basa a liberar o dinheiro. Ao todo, a instituição disponibilizou 1,5 milhão de reais em 2004 em prol da empresa Eucatur, que tinha o senador como diretor de filiais. Laudos periciais apontaram que os sete ônibus novos que motivaram a concessão do empréstimo e deveriam custar 290.000 reais cada não foram comprados. Em vez disso, Gurgacz providenciou veículos com mais de dez anos de uso, adquiridos por 12.000 reais cada um e “maquiados” com carrocerias novas.

Deputado estadual Gilmar Sossella irá a julgamento no dia 24; se for condenado, perderá o mandato


Será dia 24 o julgamento do ex-presidente da Assembléia do Rio Grande do Sul, deputado estadual Gilmar Sossela, do PDT. O Tribunal Regional Eleitoral decidirá sobre ação movida pelo Ministério Público, que encontrou nas atividades do deputado uma série de crimes, como abuso de poder, captação ilícita de recursos, formação de quadrilha e conduta vedada. Sossella foi investigado pela Polícia Federal depois de denúncias de servidores do gabinete da presidência da Assembléia Legislativa, segundo as quais eles teriam sido pressionados para comprar convites para festas de campanha. Se for condenado, o deputado perderá o mandato. O caso foi o seguinte: Sossella e seu superintendente geral da Assembléia pressionaram funcionários para que "comprassem" convites a 2.500 reais para um churrasco de apoio à sua campanha.

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL PROTEGE NOVAMENTE YEDA CRUSIUS CONTRA O EIXO DO MAL

Às 19 horas desta segunda-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região voltou a suspender a Ação de Improbidade Administrativa que desde agosto de 2009 o Ministério Público Federal tenta emplacar inutilmente contra a ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Rorato Crusius (PSDB). Alguns procuradores do Ministério Público Federal, que promoveram espetáculos midiáticos com o apoio da RBS ao tempo da Operação Rodin e insistem em promover ações sem fundamento. Yeda Crusius não é ré em qualquer processo. Até hoje, esta única ação que sobrou no arsenal dos procuradores, a de Improbidade, não foi sequer recebida pelo Judiciário. O caso é tão esdrúxulo que em março de 2014, investigação criminal realizada pelo próprio Ministério Público Federal concluiu pela inexistência de qualquer indício de participação de Yeda Crusius nas referidas fraudes, de modo que foi arquivada. Sobrou a ação civil, cujos fundamentos são igualmente imprestáveis. Estas nova decisão do TRF4, de autoria do juiz federal Sérgio Renato Tejada Garcia, atendeu a recurso de Agravo de Instrumento apresentado pela defesa de Yeda Crusius. Por meio do recurso, a ex-governadora requereu a anulação e até mesmo a reforma de decisão de autoria do juiz federal Loraci Flores de Lima, da 3ª Vara Federal de Santa Maria/RS, que entendeu existirem elementos de acusação suficientes para dar início à ação de improbidade contra Yeda Crusius. Desse modo, a ação em Santa Maria ficará suspensa, ao menos até que o Tribunal decida se anula ou reforma a decisão que deu início ao processo. Os juízes do caso foram duas vezes desautorizados pelo Tribunal e insistem em manter suas decisões. Nesta decisão liminar, o TRF4 reconhece a complexidade da causa e a necessidade de análise pormenorizada da situação, além de avaliar o risco de Yeda Crusius ter de se defender desnecessariamente de uma ação que pode vir a não ser recebida. Com tais ponderações, a Justiça suspendeu a ação até o julgamento final do recurso da defesa. (Políbio Braga)

STF rejeita pedido de prisão de Renato Duque. E está certo. Mas e os outros presos? Fala, Zavascki! E Vaccari? Fala, Sérgio Moro!

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou, por unanimidade, nesta terça-feira, a prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, apontado pelos investigadores da Operação Lava Jato da Polícia Federal como um dos principais arrecadadores de propina do PT. Os ministros Teori Zavascki, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes decidiram que o argumento de que Duque poderia fugir do País, utilizado pelo juiz Sergio Moro e pelo Ministério Público Federal, não é o suficiente para que seja decretada a prisão preventiva. Duque chegou ao cargo por indicação do ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu. O segredo de aborrecer é dizer tudo. Querem saber? Não havia mesmo sentido em prender Duque apenas com base na presunção de que ele pode fugir. A ser assim, vamos transformar a prisão preventiva em antecipação da pena. Afinal, tentar fugir é mais do que um direito, né? É um impulso! Não faz sentido, isto sim, é que os demais réus estejam presos ainda. Por quê? Em que eles podem atrapalhar a investigação? Por que João Vaccari Neto está solto, e o dono da UTC, por exemplo, preso? Já chego lá. A Súmula 691, do Supremo, impede o tribunal de suspender decisão liminar de tribunais superiores. Certo! Os advogados dos demais presos também recorreram a Zavascki, sem sucesso, para libertar seus clientes. Ele aplicou a súmula. Excepcionalmente, um ministro pode afastá-la. Por alguma razão, Zavascki, relator do petrolão, o fez no caso do petista Duque. A prisão preventiva, segundo o Artigo 312 do Código de Processo Penal, é aplicada no seguinte caso: “como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”. Convenham: há um oceano interpretativo aí. Duque poderia impedir a aplicação da lei penal, por exemplo, se fugisse. Estava assentada nessa possibilidade a decretação da sua prisão preventiva, agora afastada pelo Supremo. No caso dos demais, creio, eles estão inclusos na chamada “conveniência na instrução penal”. Se soltos, poderiam atrapalhar o andamento da investigação. Não vou entrar agora nessas minudências. A questão é saber por que se afastou a Súmula 691 no caso de Duque, mas não nos dos demais. Será que ele tem amigos mais influentes do que os outros presos? Maior pode de pressão? Cármen Lúcia e Gilmar Mendes fizeram o certo, a meu ver. Quem deve explicação é Zavascki. Quanto a Vaccari: nesse caso, quem tem de explicar é Sérgio Moro. Por que não decretou sua prisão preventiva? E se ele fosse um empreiteiro, não “apenas” um burocrata petista? Por Reinaldo Azevedo

PP DO RIO GRANDE DO SUL PODERÁ MIGRAR EM MASSA PARA O PSDB

Ainda não passam pelo Rio Grande do Sul as articulações destinadas a engordar de maneira inédita o PSDB do Estado, tudo em função da migração do PP. Isto tudo dependerá do que revelar a lista de políticos do Petrolão e também da janela que será aberta com a reforma política. No interior gaúcho, políticos de menor calibre e sem mandato já percorrem a trilha sem dificuldade. (Políbio Braga)

EDUARDO CUNHA ENTREGA PARA OPOSIÇÃO, RODRIGO MAIA, DEM, A PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO DA REFORMA POLÍTICA


O deputado federal fluminense Rodrigo Maia, ex-líder do DEM, será o presidente da Comissão da Reforma Política, instalada hoje na Câmara. Maia é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia. O relator é do PMDB. O PT ficou de fora do comando. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, PMDB, disse aos jornalistas que quer representação forte da oposição, porque com isto evitará adiamentos. Ele garantiu que a reforma sairá de verdade e não admitiu vacilação alguma. A importância da reforma está também no fato de que ao final ela abrirá uma janela para que parlamentares e governantes possam trocar de partido sem perder seus mandatos. O deputado federal José Fogaça tem posições muito claras a respeito da maior parte dos assuntos que estarão em discussão. Da mesma forma que o PMDB, ele também apóia a implantação do chamado "distritão", que limitará a área de abrangência dos eleitores que escolherão seus parlamentares, propiciando campanhas mais baratas. José Fogaça poderá assumir sua cadeira nesta quinta-feira, depois que Giovani Feltes e Márcio Biolchi voltarem ao Estado.

Dólar ultrapassa os R$ 2,80 pela primeira vez em 10 anos

Sem trégua no mercado de câmbio, o dólar opera em alta nesta terça-feira, ultrapassando o patamar de 2,80 reais pela primeira vez em mais de dez anos. A percepção ruim com o cenário doméstico não deu espaço para uma devolução dos ganhos acumulados nas últimas sessões. Os escândalos envolvendo a Petrobras, os riscos de racionamento hídrico e de energia, além da delicada situação fiscal e os desafios do Palácio do Planalto no Congresso, somam-se às preocupações com a Grécia no Exterior e reduzem o apetite por risco entre os investidores. Por volta das 15h25, a moeda americana operava em alta de 2%, a 2,8333 reais na venda. Na máxima, atingiu 2,8348 reais, e na mínima, 2,7879 reais. Também pressionam os negócios o descontentamento dos agentes financeiros com os rumos da inflação e do Produto Interno Bruto (PIB) do País, além da desconfiança quanto ao cumprimento da meta fiscal de 2015 e das preocupações quanto à aprovação, no Congresso, do ajuste proposto pela equipe econômica de Dilma Rousseff (PT). “As moedas emergentes têm sofrido de maneira geral, mas o cenário da economia brasileira está muito deteriorado”, disse o gerente da mesa de operações da corretora Correparti João Paulo de Gracia Corrêa. Segundo ele, a volatilidade recente do câmbio tende a provocar saída de capitais externos: “Aquele estrangeiro que entrou aqui para ganhar juros quando o dólar estava a 2,65 reais acabou perdendo dinheiro". Em relatório, a Verde Asset Management, maior hedge fund do Brasil, defende que a deterioração dos fundamentos macroeconômicos do Brasil ainda não se refletiu completamente no preço do câmbio, projetando mais valorização do dólar. “O problema é que as expectativas de melhora na política econômica estão perdendo força”, disse o economista Pedro Tuesta, da 4Cast. “Se o apoio político deixar de existir, pode haver um downgrade (da classificação de risco soberano) à frente”, acrescentou. No Exterior, a inflação na China, que atingiu o menor valor em cinco anos, reforçou o mau humor dos investidores, já prejudicado pela incerteza sobre a permanência da Grécia na zona do euro. “Parece haver algum movimento na posição grega que ainda pode formar as bases para um acordo”, escreveram analistas do Brown Brothers Harriman em relatório sobre o impasse grego: “Dito isso, os credores oficiais não parecem ter aliviado suas exigências em nada". Na segunda-feira, a moeda americana fechou no maior patamar ante o real desde novembro de 2004, no sétimo avanço em dez sessões, o que pode estimular vendas pontuais para realização de lucros durante a sessão.

A camiseta de Lula com os Irmãos Metralha é falsa. Mas o termo “petralha” é mais verdadeiro do que nunca

Caros, leitores aos montes me enviam esta imagem, em que um Lula dos fim dos anos 70 aparece com os Irmãos Metralha na camiseta. Como criei o termo “petralha”, que funde “petista” com “metralha”, acreditam que estamos diante de um achado.

lula metralha
Pois é. Seria coincidência demais para ser verdade. Ocorre que a imagem acima é uma montagem. A original é esta aqui, ó.
lula metralha original
A personagem que está na camiseta do “companheiro” é “João Ferrador”, uma personagem criada pelo jornal “Tribuna Metalúrgica”, em 1972, no então Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, para simbolizar as reivindicações dos trabalhadores.
Em 1972, Lula era primeiro-secretário do sindicato e integrava o grupo que não queria papo com a esquerda. Os comunistas acusavam a patota à qual ele pertencia de ligações com o SNI (Serviço Nacional de Informações).
Lula só se tornou presidente da entidade em 1975. E, reitero, sem querer papo com os comunas. Ainda em 1979, numa entrevista à revista Playboy, ele esculhambou os estudantes de esquerda que se metiam com os sindicalistas — eu, por exemplo (risos). Já naquele tempo, eu não ia com a cara dele… Aliás, nessa entrevista de 1979, ele disse as figuras políticas que ele admirava: Hitler, Aiatolá Khomeini, Mao Tse-Tung, Fidel Castro… Revela ainda sua iniciação sexual com os bichos e diz que “pegava” as viúvas dos companheiros que iam resolver suas pendências previdenciárias no sindicato. O sujeito só sobreviveu politicamente porque e uma criação da imprensa — que hoje ele adoraria censurar.
Mas volto ao ponto. Quando Lula se aproxima da esquerda — especialmente da esquerda católica —, o João Ferrador deixa de ser apenas o símbolo da reivindicação trabalhista e passa a assumir um sotaque também político. Na camiseta de Lula, o balãozinho diz o seguinte: “Hoje eu não tou bom”. A foto é de 1982. Nesse tempo, ele já era o chefão do PT e continuava a liderar greves. Já começava a mistura insana de carne com leite. E o resto é história.
Nota para encerrar. Há, além da história, a sociologia. No fim da década de 70, um sindicalista barbudo jamais andaria com uma personagem de Walt Disney na camiseta. Além de não pertencer à cultura média operária, não seria considerado, digamos, “macho” o bastante. Tudo esclarecido? Por Reinaldo Azevedo 

Ronaldo Caiado coleta assinaturas para instalar CPI do BNDES

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, coleta assinaturas para instalação de CPI e de CPI mista para investigar empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A intenção é investigar os financiamentos com inícios de ilegalidades a exemplo dos concedidos a JBS Friboi, a Sete Brasil, além dos executados em favor de projetos em Cuba, Equador e Venezuela. Para ser instalada, a CPI precisa da assinatura de 27 senadores; no caso da mista são 27 senadores e 171 deputados.

Caminhe, Dilma, sorrindo para o abismo! Agora, consta, ela vai pedir socorro a Lula, que solapa a sua credibilidade. Meu conselho é que rompa com o PT

Pois é… Eu já estava aqui a esfregar os dedos para escrever um texto em que apontaria um caminho para a presidente Dilma. No programa Os Pingos nos Is, que ancoro na Jovem Pan — entre 18 e 19 horas —, até brinquei com aquela musiquinha de Leandro e Leonardo: “Dilma, liga pra mim, não liga pra ele”. Eu me referia precisamente a Lula. Hoje, ele é uma das peças que, nos bastidores, concorrem para solapar a credibilidade da presidente. Não custa lembrar: ele já autorizou que seu nome seja lançado para a disputa presidencial de 2018. Isso transforma Dilma numa pata manca. E qual era a minha sugestão para Dilma, dado o desastre de opinião pública que já é o seu governo, sempre lembrando que há motivos para crer que a crise que ela enfrenta está só no começo e na sua fase mais amena? Simples: que ela pedisse a desfiliação do PT e se declarasse uma sem-partido. De tal sorte a crise que se avizinha é grave que a suprema mandatária, com os poderes quase imperiais de que dispõe um presidente no Brasil, deveria dizer, como Cazuza: “O meu partido, agora, é um coração partido”. E tentaria estabelecer uma agenda mínima para o País. Hoje, o PT é um armário muito difícil de carregar, com aquela pilha gigantesca de esqueletos. E muito mais coisa pode vir — e virá — por aí. É inútil fazer de conta que Dilma está imune a uma denúncia por crime de responsabilidade. Sabem o que vai determinar a viabilidade disso? O tamanho e o ritmo da crise. Em vez de participar de convescotes petistas, em companhia de João Vaccari Neto, ela deveria se guardar. Deveria assumir o lugar que cabe aos magistrados em momentos como esse. Até aqui, as elites políticas do País, gostem dela ou não, podem até considerá-la omissa “no que se refere”, como ela diria, ao submundo petista. Mas poucos a vêem como desonesta. A percepção do povo brasileiro, no entanto, começa a ser outra: 47% dos que responderam a pesquisa Datafolha lhe pespegaram essa pecha também. Muito bem! Dilma deveria, então, se afastar de Lula e da marquetagem vigarista que garantiu a sua reeleição. Ninguém mais suporta aqueles truques. Está na cara que eles eram mentirosos. Desta feita, não terá farrinha de consumo para mitigar a roubalheira. Mas Dilma, a estar certa reportagem da Folha, vai fazer justamente o contrário: segundo informam Natuza Nery e Mariana Haubert, ela decidiu pedir socorro a Lula e ao marqueteiro João Santana. Os lulistas espalham a lorota de que parte das dificuldades enfrentadas pela soberana se deve ao fato de que ela e Lula andam meio afastados, o que estaria deixando o Babalorixá de Banânia irritado. Sabem como é… O homem acredita que dar um truque no povo brasileiro é fácil. Ele vem fazendo isso há muitos anos, com sucesso. Vejam o esquema vigente na Petrobras, envolvendo empreiteiras — e por que seria diferente nos demais setores do governo? Tudo isso estava em curso enquanto Lula discursava contra as elites, contra o capital, contra o empresariado, contra os ricos… Se há pessoa “nestepaiz” que nunca perdeu nem poder nem dinheiro apostando na ignorância e na crendice alheias, essa pessoa é Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma sabe que é refém daquela máquina e ensaiou alguns passos de independência. Parece que se julga fraca para enfrentá-la e decide, agora, se render. Lula lançou a sua candidatura para 2018 porque quer assustar Dilma e tomar de volta o governo já em 2015, no berro. Se Dilma ligasse pra mim, ela dava a volta por cima; declarava a sua independência; enfrentaria a máquina; passaria por turbulências, mas teria alguma chance de ver robustecer a sua biografia. A se confirmar a notícia da Folha — e ela me parece, em princípio, verossímil —, a presidente vai se conformar com o papel de boneco de mamulengo. Eis o PT: essa gente não dá a menor bola para o país. Hoje, a companheirada está empenhada em garantir o poder da máquina e resolveu engolfar a presidente em sua sanha. Por Reinaldo Azevedo

As ciclofaixas de Haddad podem não ser apenas caso de política, mas também de polícia

Até ler reportagem de Aretha Yarak e Silas Colombo na VEJA São Paulo desta semana, eu achava que a obsessão ciclofaixista do prefeito Fernando Haddad, do PT, era só um caso de política. Agora, eu começo a mudar de idéia. Os números são impressionantes. Os indícios de ilegalidades são gritantes. As histórias mal contadas se amontoam. Comece a se escandalizar, leitor amigo. O preço médio por quilômetro das ciclofaixas do prefeito petista — que, no mais das vezes, não passam de um pedaço da rua pintado de vermelho — é de R$ 655 mil. Sabem quanto custa a mesma extensão de uma ciclovia, não mera ciclofaixa, em Paris? R$ 129 mil. Um quinto. Sabem por quanto sai em São Francisco, nos Estados Unidos? R$ 157 mil. Em Copenhague, na Dinamarca? R$ 205 mil. Em Amsterdã, na Holanda? R$ 210 mil. Aqui pertinho, em Bogotá, na Colômbia? R$ 290 mil. Atenção! As ciclofaixas mixurucas de Haddad, com sua tinta desbotada, sua buraqueira, sua sinalização porca, são as mais caras do mundo. Por quê? Acho que há algumas pistas onde transitam coisas mais antigas do que bicicletas. Já chego lá. Atenção, a reportagem foi a campo, leiam, e conversou com empresas e órgãos técnicos para saber quanto custa apenas pintar o chão de vermelho, como faz o prefeito na maioria das vezes. E eles deram a resposta: R$ 105 mil por quilômetro — menos de um sexto. Ah, sim: em Nova York, o trecho sai por R$ 140 mil. Aquelas coisas horrorosas que Haddad entrega custam R$ 510 mil a mais por quilômetro. Quando anunciou a intenção de criar 400 km de ciclofaixas e ciclovias, Haddad estimou o custo das obras em R$ 80 milhões — média de R$ 200 mil por km. Parece que baixou, assim, um espírito Abreu e Lima na Prefeitura. O custo já estabelecido de 177 quilômetros (parte entregue e parte em construção) é de oficiais R$ 116 milhões: R$ 655.367,00 por trecho. Vamos continuar nas contas? O prefeito anuncia a intenção de chegar ao fim do mandato com 444 km de pista exclusiva. Pelo preço médio até aqui, o mais alto do mundo, estamos falando em quase R$ 300 milhões — precisamente R$ 290.982.948,00.
Questão de polícia
Até aqui, poderia ser apenas caso de má gestão. Mas há um cheirinho de caso de polícia. O Tribunal de Contas do Município descobriu que a contratação das empresas para fazer as ciclofaixas é feita com base numa tal “ata de registro de preços”, não por licitação normal. Esse expediente serve apenas a compras rotineiras. Assim, fica impossível a um órgão de investigação saber como é gasta a dinheirama. Agora vejam que curioso: a ciclofaixa da Paulista vai custar R$ 15 milhões. O responsável pela obra é um tal “Consórcio Semafórico Paulistano”, registrado na Junta Comercial só dia 19 de maio do ano passado. E já levou uma obra dessa importância. Gente de sorte! A reportagem da VEJA São Paulo foi até a rua Siqueira Bueno, 35, no Belenzinho, onde deveria estar o dito-cujo. Deu de cara com um edifício residencial. E, por lá, nunca ninguém ouviu falar do tal consórcio. Mas eu confio em Jilmar Tatto, secretário de Transportes. Ele jamais contrataria gente que não fosse da sua mais estrita confiança, não é mesmo? Agora leiam isto: o traçado de ciclovias da Faria Lima tem 12 km. O custo de cada um é de escandalosos R$ 4,5 milhões — R$ 54 milhões ao todo. O trecho ora em construção, de 5,5 km, está orçado em R$ 15,7 milhões. Agora a nota de surrealismo: já existe uma ciclovia entre o Largo da Batata e a Praça Apecatu, que está em operação desde 2012. A dupla Haddad-Tatto planejou uma ciclovia sobre a outra. Jilmar Tatto não quis falar com a reportagem da VEJA São Paulo. O prefeito também não. Sua assessoria afirmou que ele estava muito ocupado. Pensa que é fácil desfilar por aí de shortinho e capacete e ainda fazer ar de pensador pós-moderno? Atenção! R$ 655 mil por quilômetro, insisto, é o que já está mais ou menos contratado para 177 km. Como a gente vê, a obra na Faria Lima vai custar quase seis vezes mais. O buraco pode não ter fundo. E isso tudo para quem? Por enquanto, e sabe-se lá por quanto tempo, para ninguém. Até ler a reportagem da VEJA, podem procurar tudo o que eu escrevi e disse a respeito, eu achava que o ciclofaixismo era só um caso de política. Agora, começo a desconfiar de que seja também um caso de polícia. Sinceramente, eu não tinha noção de que essa aparente obsessão pós-moderna de Haddad era tão cara e desafiava com tanta determinação procedimentos, digamos, mais ortodoxos de probidade e aritmética comparada. Por Reinaldo Azevedo

Tarpon compra controle da Abril Educação

A gestora de recursos Tarpon Investimentos assumiu o controle da Abril Educação, com a aquisição de mais 20,73% do capital social da companhia. Em junho do ano passado, a gestora já tinha adquirido 19,91% do negócio que estava nas mãos do Bloco Abrilpar, que pertence à família Civita e Abrilpar Participações. A aquisição, avaliada em R$ 1,31 bilhão pela participação de 40,64% do negócio, foi feita pela Thunnus Participações, empresa detida por fundos de investimentos da Tarpon. Por ter adquirido o controle da companhia de educação, a Thunnus tem até 30 dias após o fechamento da operação para submeter à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma oferta pública para aquisição de ações restantes nas mãos de outros acionistas da empresa, pelo mesmo preço pago aos controladores. Essa operação é conhecida no mercado como “tag along”. A empresa é avaliada em R$ 3,2 bilhões. A Tarpon pagou R$ 12,33 por ação ordinária da Abril Educação, o que representa um prêmio de 21,7% sobre o valor do fechamento da ação da companhia na sexta-feira (R$ 10,13). Nesta segunda-feira, 9, as ações da companhia encerraram em alta de 18%.


A família Civita, representada pelo Bloco Abrilpar, ainda ficará com ações da companhia. Em junho passado, a família detinha 45,9% da Abril Educação. Em comunicado ao mercado a Abril Educação informou que o executivo Eduardo Mufarej, atual vice-presidente da companhia e presidente da Tarpon, assumirá o comando da empresa. Mario Ghio, que estava no cargo, passará a diretor executivo. A Abril Educação implementará uma nova estrutura administrativa, contemplando duas operações: educação básica e idiomas para adultos. Ghio responderá pelas operações de educação básica, incluindo as áreas editorial, de sistemas de ensino, de operações de escolas e Red Balloon. Já Marcelo Bruzzi ficará a cargo das operações de idiomas para adultos, com a rede Wise Up. Com a saída da família Civita do bloco de controle da Abril Educação, a Thunnus Participações vai avaliar o destino da marca da holding. “A marca pertence à família Civita. Oportunamente, tão logo as tratativas avancem para o fechamento da operação, teremos mais visibilidade do destino que essa marca vai ter junto ao conjunto Abril Educação”, disse Guilherme Alves Mélega, vice-presidente administrativo-financeiro e diretor de relações com investidores da Abril Educação, em teleconferência com analistas nesta segunda-feira, 9. Para o especialista em fusões e aquisições Paulo Furquim, professor de economia e negócios do Insper, o setor de educação deverá protagonizar novos movimentos de consolidação em 2015, a despeito do cenário desalentador para a economia brasileira. Furquim, que é ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acredita que a própria Abril Educação deverá se manter na ponta compradora. De acordo com ele, entre 2005 e o ano passado o movimento de aquisição se concentrou em instituições de ensino superior. Os segmentos de ensino médio e de línguas deverão ser protagonistas de consolidação, sobretudo por fundos de investimentos.

Comissão especial da Petrobrás investiga dados de dois mil funcionários


Dois mil funcionários da Petrobrás estão na mira das investigações de um possível esquema de corrupção na petroleira. Empregados com acesso a informações dos projetos denunciados na Operação Lava Jato tiveram computadores e celulares apreendidos pela auditoria interna liderada por Ellen Gracie, ex-ministra do Supremo Tribunal Federal. A ex-ministra faz parte de uma comissão especial, formada pelo novo diretor de Governança Corporativa, João Elek, e pelo alemão Andreas Pohlmann, que foi responsável pela área de controle interno da multinacional Siemens após denúncias de pagamento de propina por parte da empresa européia. O trabalho da ex-ministra foi apresentado pela primeira vez ao conselho de administração da Petrobrás na reunião da sexta-feira. À cúpula da estatal, a comissão especial revelou que conseguiu salvar informações que podem levar ao dimensionamento do estrago da corrupção na empresa e à identificação dos envolvidos. Por utilizar métodos científicos, o trabalho poderá ser usado em juízo.  O primeiro passo da comissão foi impedir que informações fossem apagadas. Um funcionário em cargo de chefia, que pediu para não ser identificado, disse que homens de terno buscaram computadores e celulares sem aviso prévio na sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro. Coletados os arquivos, o foco será a comprovação da veracidade das informações usadas no balanço financeiro de 2014. A Petrobrás corre contra o tempo para divulgar o resultado e evitar o pagamento antecipado de dívidas. A idéia é rastrear dados falhos e conferir credibilidade aos números que serão apresentados à empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers. A comissão especial da qual Ellen Gracie faz parte também faz a intermediação da estatal com dois escritórios de advocacia – um brasileiro e outro dos Estados Unidos – contratados pela companhia para ajudar a calcular os prejuízos provocados por superfaturamentos de projetos.

Governador José Ivo Sartori despromove um lote de oficiais da Brigada Militar que tinham sido promovidos pelo peremptório petista Tarso Genro no apagar das luzes

O governador José Ivo Sartori, do PMDB, cumpriu nesta segunda-feira ordem judicial que foi desconhecida pelo peremptório ex-governador petista, o "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. Sartori mandou publicar o seguinte ato: "O governador do Rio Grande do Sul, no uso das atribuições que lhe confere o art. 82, inc. XIII, da Constituição Estadual, tendo em vista o que consta no Expediente 15196.12.03/15.4, em conformidade com o disposto no art. 56 da Lei nº 12.577, e em cumprimento às decisões judiciais exaradas nos autos do Mandato de Segurança Coletivo nº 70063073654, ANULA os atos de promoção ao Posto de Coronel publicados no Diário Oficial do Estado nº 252, de 30 de dezembro de 2014, página 13, bem como os itens III e IV da referida publicação". Eram as promoções efetuadas do peremptório feitas com total falta de vergonha na cara. Os despromovidos são os seguintes militares da Brigada Milita:
LUIZ FERNANDO THOME MALABARBA (pelo critério de antiguidade)
SIDENIR CARDOSO DE OLVIEIRA (pelo critério de antiguidade)
ELIAS ANDRADE ERNO (pelo critério de antiguidade)
PAULO ROGERIO FARIAS MEDEIROS (por merecimento, segundo Tarso Genro)
CARLOS ARMANDO THOME MARQUES (por merecimento, segundo Tarso Genro)
JOSÉ LUIS RIBEIRO PAZ (por merecimento, segundo Tarso Genro)
ANTONIO ADALBERTO BORGES (por merecimento, segundo Tarso Genro)
CARLOS ALBERTO BRUSCH TERRES (por merecimento, segundo Tarso Genro)
ANDREI SILVIO DAL'LAGO (por merecimento, segundo Tarso Genro)
ROGERIO AUGUSTO PAESE (por merecimento, segundo Tarso Genro)
MARIO YUKIO IKEDA (por merecimento, segundo Tarso Genro)

Antonio Ramos é o novo presidente da Procergs, ele é do time dos velhos consultores do PMDB gaúcho


O economista Antonio Ramos Gomes, 67 anos, foi confirmado nesta segunda-feira pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) como presidente da Procergs - Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul. Formado em Economia pela UFRGS e com MBA pela UNA/MG/Net Boston, ele tem 43 anos de experiência como consultor em tecnologia da informação (TI) e comunicação. Foi gestor comercial da Unidade RS da Dotsoft - Tecnologia de Sistemas Ltda. (partner gold da Microsoft em soluções de dynamics AX e CRM) e diretor comercial da BIOAX, empresa do Grupo Meta IT, responsável pela comercialização e implementação do ERP AX-Dynamics da Microsoft. Na Procergs, já exerceu os cargos de diretor técnico e comercial (1995 a 1998), de vice-presidente e diretor administrativo-financeiro e de relacionamento com clientes (2009 a 2011). É membro do seleto clube dos peemedebistas gaúchos das consultorias. 

CRM fica com o irmão do presidente Assembléia Legislativa gaúcha

O ex-prefeito de Rio Pardo, Edivilson Brum, foi nomeado pelo governador Sartori para a presidência da CRM (Cia. Riograndense de Mineração). Edivilson é irmão do presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e também presidente do PMDB, Edson Brum. Ele é um dos diretores atuais da Famurs.

PT "CRESCE O OLHO" E QUER TIRAR PORTOS DO PMDB

Pupilo do vice Michel Temer, o ministro Edinho Araújo (Portos) corre risco de ser engolido pelo PT, que ganhou poder de influência na sua repartição. O PT se aproveita da ignorância do novo ministro em relação ao sistema portuário para aprovar medidas e preencher cargos no gabinete, por meio do secretario-executivo Guilherme Penin, petista que é fiel escudeiro do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). Guilherme Penin foi assessor especial de Aloizio Mercadante na Casa Civil, e nomeado secretário-executivo de Portos em novembro de 2014. Conhecido no setor portuário, o secretario-executivo já preencheu este ano pelo menos quatro cargos de confiança no gabinete do ministro.

Operador Mário Goes pode revelar quem recebia as gordíssimas comissões por navio fabricado

Já recolhido à carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o “operador” Mario Goes, que atua na Petrobras há décadas, pode revelar quem na estatal recebia o bônus pago, por todos os estaleiros, aos executivos das empresas que encomendam navios e plataformas. É praxe, em estaleiros, o pagamento de “owner discount” correspondente a 5% do valor do navio ou plataforma, que pode custar mais de US$ 1 bilhão. O “bônus” ou “owner discount” de 5% do valor do navio ou plataforma é pago “por fora” ao executivo que decidiu a encomenda, onde ele quiser. A prisão de Mário Goes é relevante porque ele intermediou a maioria dos grandes negócios da Petrobras no Exterior, nas últimas décadas. Para formular ao “operador” Mário Goes as perguntas certas, a força-tarefa da Lava Jato deveria recorrer a quem atua no comércio marítimo. Aos 73 anos e bilionário, Mário Goes certamente reflete na cadeia se é isso mesmo – cadeia – o que ele deseja para o próprio futuro.

Nova testemunha bomba acusa o petista Renato Duque de mudar métodos para favorecer empreiteiras


A força-tarefa da Operação Lava Jato chegou a uma nova testemunha que confirma a atuação ativa do ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, nas irregularidades que beneficiaram empreiteiras do cartel. Por meio de alteração de normas padrão de contratação da estatal, criadas em 1999, o ex-gerente jurídico Fernando de Castro Sá detalhou como empreiteiras passaram a ditar regras, via Diretoria de Serviços, e acusa omissão e perseguição do comando da estatal quando ele e outros gerentes tentaram comunicar os desmandos internamente. “A coisa ia num crescente tão grande que um belo dia, olha como a coisa era feita, chegou lá da (Diretoria de) Engenharia para o (Diretoria de) Abastecimento informando que tinham que aprovar os aditivos 5, 6 e 7 da terraplenagem (nas obras da Refinaria Abreu e Lima). Só que quando você lê o expediente, os aditivos já estavam assinados”, afirmou o ex-gerente jurídico da Diretoria de Abastecimento: “Como é que você vai pedir autorização para celebrar um aditivo que já está assinado?” As irregularidades não teriam parado por aí. Em mais de duas horas de depoimento prestado na sede da força-tarefa da Operação Lava Jato, criada pelo Ministério Público Federal, em Curitiba, Sá afirmou que a Diretoria de Serviços alterou e ignorou procedimentos internos, assinando aditivos para contratos encerrados. Sá conta que após a ex-gerente executiva de Abastecimento, Venina Velosa da Fonseca, se insurgir contra os aditivos, e dizer que “não ia dar encaminhamento”, um parecer do jurídico da Diretoria de Serviços informou “não ter nenhum problema” por serem referentes à “prorrogação de prazos”. Com experiência de mais de 20 anos na área jurídica da Petrobras, Sá integrou o grupo de advogados que elaborou o Manual de Procedimento Contratual (MPC) da estatal: “Uma das regras daquele manual é que você só pode prorrogar o prazo de um contrato se ele estiver vigente. Esses aditivos foram assinados para prorrogar prazos de contratos já mortos, que estava encerrado por tempo". Segundo ele, o jurídico da Petrobras desconsiderou essa norma interna: “Por incrível que pareça, a conclusão no jurídico foi de que: ‘entendemos que tal regra é interna da Petrobras, pois no MPC (Manual de Procedimentos Contratual) há documento aprovado pela diretoria executiva. Assim ainda que exista o risco de eventual não observância da linha A do manual, tratar-se-ia de irregularidade formal e interna". Ao ser publicado no Diário Oficial, o manual passou a ter “característica de norma infralegal”: “Não era uma mera norma interna". Sá era funcionário de carreira da estatal desde 1993 e foi um dos responsáveis também pelo modelo de contratação da obra da Refinaria Abreu e Lima – um dos alvos centrais da Lava Jato -, em Pernambuco, em que teriam ocorrido “gravíssimas” irregularidades. Segundo o advogado, a Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi) – entidade que criou o grupo de empreiteiras que depois passaria a atuar em cartel na Petrobras – passou a determinar a partir de seu contato com Duque alterações de normas contratuais da estatal, gerando a elevação de custos da obra, já constatada por órgãos oficiais e pela própria estatal. A refinaria, iniciada em 2007, já consumiu R$ 24,7 bilhões e foi superfaturada, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU). Como responsável pelo orçamento da obra, era a Diretoria de Abastecimento quem pagava a Refinaria Abreu e Lima. À sua gerência jurídica, cabia emitir as minutas de contratação. O ex-gerente explica que os contratos da Petrobras, até então, seguiam as regras do Manual de Procedimentos Contratuais, publicado no Diário Oficial, em fevereiro de 1999. O jurídico era o gestor dessa norma e tinha que elaborar a minuta padrão de contratos de prestação de serviços, que também era aprovada pela diretoria. “A partir do cartel, a minuta (de contrato), que tinha que ser elaborada pelo jurídico e aprovada pela diretora, passou a ter que ter o crivo da Abemi, a associação das empreiteiras”, afirmou o ex-gerente jurídico. Isso teria sido possível porque a Diretoria de Serviços centralizava o comando das contratações, da execução e da fiscalização de todas as obras da estatal. Segundo havia afirmado o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, em depoimento à Justiça Federal em agosto de 2014, por meio dessa diretoria o PT arrecadava até 2% em todos grandes contratos da estatal. “Eu sou do Abastecimento e quero fazer uma refinaria. O orçamento está comigo, eu sou o responsável orçamentário. Só que todas as obras são contratadas, conduzidas, inclusive os aditivos, pela área de Engenharia (subordinada à Serviços). É mais ou menos assim: eu tenho a minha conta e alguém fica trabalhando com a minha conta, mas eu pago pelo que for feito indevidamente com meu dinheiro. Esse foi um grande problema que a gente passou a ter". “Desde 2003 estava acontecendo alguma coisa de estranho em relação às orientações contratuais. Em 2003 fizemos um parecer contrário a uma quarteirização. Era um contrato para empresa que iria fiscalizar uma empresa contratada. Aí surge um parecer superior desdizendo o nosso”, afirmou o ex-gerente. Segundo ele, o fundamento da ordem superior era de que “novas informações foram prestadas”, sem qualquer outra explicação. Sá contou os momentos que antecederam o processo de perseguição, do qual ele diz ter sido vítima na Petrobras. O advogado lembra que em determinado momento questionou seu superior na área jurídica, Nilton Maia, sobre interferências da Abemi nos modelos contratos: “O assistente do Nilton disse que era absurdo eu citar a Abemi". Segundo Sá, o então gerente executivo jurídico pediu que ele fizesse um levantamento e apresentasse: “Fui ver essa história da Abemi. Comecei a me assustar porque eu comecei a descobrir coisas". Uma delas era um Grupo de Trabalho integrado pela Abemi e pela Petrobras. “Eu descubro uma ata que é do GT (Grupo de Trabalho) da Abemi e da Engenharia da Petrobras para questões jurídicas”. O documento, segundo ele, fala em “definições conjuntas de cláusulas de responsabilidade contratuais”. “O que é mais assustador”, segundo o advogado, foi que houve um comunicado de que a Petrobras estava “revisando a minuta contratual padrão”, que era elaborada pelo jurídico e tinha que ser submetida à Diretoria da estatal, e que essas alterações deveriam ser “encaminhadas para análise da Abemi, antes da próxima reunião do GT”. O ex-gerente jurídico apresentou as obras da Refinaria Abreu e Lima como maior exemplo das irregularidades cometidas a partir dessas alterações de modelo de contratação. Conta ele que para construir a refinaria foi criada a Abreu e Lima S/A, com capital formado metade pela Petrobras e metade por uma subsidiária. Essa empresa possuía diretoria própria e conselho executivo e deveria aprovar e conduzir as licitações da Abreu e Lima. Segundo ele, com a criação da S.A., aquela “não era mais uma obra da Petrobras.” “Na prática, isso não aconteceu, sendo que os procedimentos permaneceram sobre a condução da aprovação da Petrobrás. Teve um parecer, depois de uma discussão pesada minha com o jurídico de Serviços. Eles soltaram um parecer dizendo que todas as licitações tinham que ser instauradas pela Abreu e Lima (porque ela era uma SA subsidiária). Aí eu descubro que estava tudo sendo instaurado na Petrobras". A testemunha bomba afirma que a cessão dos contratos feitos pela Petrobras para a Abreu e Lima S.A. “tentava consertar um negócio que já nasceu errado”: “Se olhar princípio de responsabilidade orçamentária você acaba ferindo". O ex-gerente afirmou que “a área de Engenharia não colocou o parecer jurídico nos processos que eram encaminhados à diretoria (de Abastecimento)”. “Aí eu informei ao gerente executivo do Jurídico” dessa omissão de documentos. Outros casos ocorreram segundo o ex-gerente jurídico. “Eu vinha constantemente reclamando, porque criaram uma comissão de direito contratual. E quando chegava na proposição das coisas na reunião, vinha assim: ‘porque a Abemi solicitou, porque a Abemi quer’. Isso foi me tirando do sério e escrevi abertamente os ‘advogados da Petrobras estão trabalhando para a Abemi ou para a Petrobras’”, contou o ex-gerente: “Fui advertido verbalmente". Ouvido no dia 7 de janeiro por dois procuradores da força-tarefa, Sá apresentou documentos e normas internas, bem como pareceres. Suas revelações foram anexadas na ultima sexta-feira, dia 6, aos autos da Lava Jato. O nome do ex-gerente jurídico de Abastecimento foi apontado pela ex-gerente executiva Venina Velosa da Fonseca como alguém que havia tentado denunciar os desvios e a atuação do cartel na estatal e acabou sendo punido com uma sindicância, em 2009. Aos procuradores da Lava Jato, Sá confirmou o afastamento depois de emitir pareceres internos alertando irregularidades em contratos e aditivos das obras e citou o ex-presidente José Sérgio Gabrielli e Renato Duque como interessados em sua demissão. “Houve um dia que eu, Venina, gerente executiva do Abastecimento, fomos convocados, junto com o diretor Paulo Roberto, para uma reunião com o diretor Duque e o Pedro Barusco, da Engenharia. Quando nós chegamos na reunião, o doutor Paulo não foi. Eu e a Venina levamos uma escovada do diretor Duque, que a gente estava atrapalhando, que a gente não sabia como as empreiteiras trabalhavam, que se não fosse do jeito que as empreiteiras faziam não ia se conseguir contratar e que não ia ser a Engenharia que sabia como fazer". O advogado afirmou que em e-mail enviado a Venina, recebeu e-mail de Costa, então diretor, confirmando as decisões em parceria com a Diretoria de Serviços: “A gente levou um sabão feio nessa reunião". Dentro da área jurídica, o caso foi levado aos superiores: “Em determinado momento, o gerente executivo do Jurídico entendeu que eu teria que assinar ratificando os pareceres que eram dados pelo jurídico de Serviços e eu disse que não faria isso". Segundo ele, depois de pedir um dossiê sobre o caso da Abemi, seu superior disse que não poderia receber os documentos. Sá afirma que “as questões do dossiê” não estavam sendo analisadas na comissão de sindicância, contra ele. Como prêmio por tentar alertar seu superior sobre irregularidades na Petrobrás, Sá afirma que foi encostado em uma sala sem janela, nem computador, de 2 metros por 2 metros. “Acabei enfartando e percebi que iam me demitir”, disse: “Esse foi meu último ato no jurídico, eu fiz um ato sobre esse assunto". Depois de ser chamado por Duque pessoalmente para adverti-lo de que ele havia gerado problemas, Sá diz que não foi punido pela sindicância, estranhamente, e acabou sendo encaminhado para outra área da estatal. Perguntado então por um dos procuradores da Lava Jato a quem ele atribuía o assédio sofrido, Sá afirmou: “Me disseram que o Gabrielli queria minha demissão e o Duque também”. “Gabrielli era o presidente”, perguntou o procurador. “Era presidente. Em parte também porque o Gabrielli já estava danado da vida com o problema da comunicação, que foi anterior". Venina e Sá tiveram participação na denúncia interna de que pagamentos de empresas sem contratos eram feitas na Diretoria de Abastecimento por um indicado do então presidente da estatal. 

Ex-ministro de Lula diz que impeachment está "na boca do povo"


O ex-ministro da Educação no governo Lula, Cristovam Buarque (PDT), afirmou nesta segunda-feira, 9, que o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) está “na boca do povo”. ”Eu não acho que a palavra impeachment deva causar arrepios. O que causa arrepio é estar na boca do povo, e silenciá-lo é que seria golpismo”, disse. O senador cujo partido faz parte da base aliada do governo, fez a declaração para reforçar a fala do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), que defendeu na tribuna da Casa que falar sobre o impeachment da presidente não pode ser considerado “golpismo” nem causar “arrepios” nos petistas. Segundo o senador, apesar de esse não ser esse o caminho que o PSDB quer trilhar, as pessoas têm falado cada vez mais no assunto. “Não se pode falar em golpismo quando se fala em impeachment. A palavra impeachment está escrita na Constituição. Portanto, ao pronunciar a palavra impeachment, não se pode produzir arrepios. Não é esse o caminho que queremos trilhar. Mas quem fala isso e fala cada vez mais alto é o povo brasileiro”, afirmou.