sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Energia pode subir até 60% no Sudeste, Centro-Oeste e Sul em 2015


As contas de luz poderão ter uma alta ainda maior do que o estimado nos últimos dias e atingir até 60% nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, afirmou uma fonte do governo. A estimativa considera o aumento extraordinário em fevereiro e os reajustes ordinários para as distribuidoras de eletricidade ao longo do ano. No caso das regiões Norte e Nordeste, o aumento das tarifas ficaria, em média, em torno de 25%. A fonte teve acesso a simulações feitas com base na "realidade tarifária" de cada região do País e no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Os cálculos, no entanto, não incorporam um eventual alongamento do prazo de pagamento dos empréstimos de 17,8 bilhões de reais concedidos no ano passado por bancos às distribuidoras de energia elétrica. Se for alongado o prazo de dois para até quatro anos, como o desejado, poderá ser reduzido pela metade o efeito do pagamento do empréstimo nos reajustes ordinários. Com isso, o efeito combinado de revisão extraordinária mais reajustes poderia ficar "abaixo de 50%" no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, segundo essa mesma fonte. A estimativa do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga é bem mais otimista. Nesta semana, ele afirmou que o reajuste das tarifas deve ficar abaixo de 40%, contrariando a projeção da própria Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A revisão extraordinária de tarifas será concedida para equilibrar as contas das distribuidoras, com o objetivo de fazer frente, principalmente, ao aumento de 46% no preço da energia de Itaipu e ao aumento dos gastos com a CDE, depois que o Tesouro Nacional decidiu não fazer aporte na conta este ano. Na próxima terça-feira a Aneel vai abrir audiência pública sobre o orçamento de 2015 da CDE, que deverá ter neste ano despesas de 26 bilhões de reais e receitas de 3 bilhões de reais, segundo a fonte. Como o Tesouro Nacional não deve fazer aportes na conta este ano, a diferença de 23 bilhões de reais será paga por meio das tarifas dos consumidores de energia. Entre as despesas bancadas pela CDE em 2015 estão, por exemplo, pagamento de indenizações a geradoras e transmissoras, que devem somar cerca de 5,5 bilhões de reais, subsídios à tarifa de consumidores de baixa renda (2 bilhões de reais) e incentivo à geração com carvão mineral (1,2 bilhão de reais).

E o Passe Livre ainda não decidiu lavar suas cuecas e calcinhas como prova de altivez moral… Continua a deixar essa tarefa para suas empregadas. Ou: Black blocs, PCC e terroristas

O Movimento Passe Livre promoveu mais uma manifestação na Avenida Paulista, na Praça do Ciclista, contra o reajuste da passagem de ônibus, que passou de R$ 3,00 para R$ 3,50. Reuniu, segundo a Polícia Militar, mil pessoas. Será mesmo? Protestos na Paulista engolfam aqueles que estão apenas circulando por ali. Como sempre, o trecho da avenida em que se concentraram, na confluência com a Rua da Consolação, teve de ser inteiramente interditado. Huuummm… Basta olhar os tipos. No mais das vezes, com raras exceções, são os coxinhas meio sebentos e remelentos de sempre e as Mafaldinhas desarvoradas, com mochilas e tênis de grife, que depois largam cuecas e calcinhas carimbadas para o cuidado de suas respectivas empregadas.

Ai, ai, que preguiça! Movimento Passe Livre na Praça do Ciclista? Eu acho realmente encantadores esses grupelhos radicalizados que pretendem se passar por populares. Desta feita, o MPL descolou até o apoio da ocupação Terra Prometida, na região do M’Boi Mirim.  Sabem como é… Todo revolucionário precisa de uma base popular… Tenham paciência!
Black blocs e PCC
Os mascarados compareceram, como sempre. O MPL, que opera em parceria óbvia com eles, disse o de sempre: não concorda com sua tática, mas alega não ser função do movimento “identificar, julgar ou criminalizar quem está nas ruas, protestando contra a violência diária do transporte e suas tarifas”. Segundo os valentes, eles buscam “fazer um ato pacífico, com começo, meio e fim”. Claro, claro! Esses patriotas agem como aqueles que dizem não concordar com o terrorismo, mas que se negam a censurar os terroristas… Covardes me dão nojo.
Na página do Facebook da PM, os black blocs foram comparados ao PCC. Alexandre de Moraes, novo secretário de Segurança, e o coronel Ricardo Gambaroni, criticaram a comparação. É mesmo? Se a crítica foi feita partindo do princípio de que a página só deve tratar de assuntos corporativos, ok. Se a dupla critica a comparação porque reconhece que os mascarados têm alguma legitimidade, aí sou eu a criticá-los.
Os black blocs, por acaso, não são bandidos, secretário? Não são bandidos, coronel? Então são o quê? Quem sai por aí depredando patrimônio público e privado deve ser tratado como “manifestante”? Em certa medida, para citar Padre Vieira, eles podem ser até piores do que membros do PCC. Um bandido da facção sabe que está correndo risco, não é? Pode morrer ou ser preso. Os black blocs agem protegidos por sua própria covardia e pela covardia dos operadores da lei e da ordem.
De resto, talvez a comparação com os terroristas seja mesmo mais apropriada. Afinal, esses extremistas de butique farão de tudo para atrair a necessária repressão policial. Se houver “manifestantes” feridos, melhor. Um sanguinho na testa de um bocó sempre lhes será útil. Assim que a imprensa — na maioria das vezes, entusiasta do MPL e de outras ignorâncias — começar a tratá-los como vítimas, então eles podem começar a quebrar e a incendiar tudo. A exemplo, pois, dos terroristas, é preciso ter o poder da vítima para ser um criminoso perfeito. Por Reinaldo Azevedo

Não só não me arrependo das críticas ao papa como as reitero. Não entendi as críticas. Queriam o quê?

Apanhei pra caramba por causa das coisas que escrevi e disse sobre o papa Francisco. Não entendi a razão da indignação. Vejam na home o vídeo que gravei ontem. Afirmei ali que o Vaticano certamente viria a público para tentar consertar a burrada. E, como se pode constatar, foi exatamente o que aconteceu. Horas depois de a fala infeliz do papa ganhar o mundo, a Santa Sé teve de explicar o que o papa tentou dizer.

Caras e caros, sou católico, sim. Não tenho simpatia especial por esse papa — o “cardeal” Azevedo jamais teria votado nele —, mas isso nada tem a ver com a minha crítica. As palavras fazem sentido, e o papa acabou, na prática, vamos dizer, compreendendo os atos terroristas. Eu poderia até perdoar a ambiguidade em alguém com menos importância do que Francisco. Nele, nem pensar.
De resto, não está em debate se existe ou não a liberdade de ofender quem e o que quer que seja. Esse não é o debate. Até porque desconheço regime democrático que faça da ofensa um instrumento aceitável. É claro que não é. O busílis é saber se aquela reação é aceitável. Sim, eu sei, o papa afirmou que não se pode matar ninguém, mas deu um exemplo infeliz e ambíguo. Ora, ele não é um mero cronista de fatos do cotidiano. Aquele é o Trono de Pedro.
Não me arrependo do que disse e escrevi. Ao contrário: reitero as críticas que fiz, inclusive a outras ambiguidades do Sumo Pontífice. Francisco que pense antes de fazer declarações. Não fica bem o Vaticano ser obrigado a traduzir o que quis dizer a cada entrevista que concede. Por Reinaldo Azevedo

Maior usina térmica a óleo do Brasil paralisa 16 de 17 turbinas


No momento em que o governo precisa do máximo de energia térmica para poupar os reservatórios das hidrelétricas, a maior usina do País movida a óleo saiu do ar. Uma pane grave ocorrida nas máquinas da térmica Suape 2, instalada em Cabo de Santo Agostinho, no Estado de Pernambuco, paralisou praticamente toda a unidade. Com capacidade instalada de 381,2 megawatts, suficiente para atender quase 2 milhões de residências, a usina térmica vinha trabalhando próxima de sua carga máxima por determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Desde terça-feira, porém, Suape 2 tem gerado somente 22 megawatts, com apenas uma das suas 17 máquinas em operação. Essa redução de 360 megawatts equivale à metade de toda a energia que o ONS tem deixado de acionar do parque térmico nacional por causa de paralisações de manutenção das máquinas. A Suape Energia, sociedade em que atua ao lado da Savana SPE Incorporadora, empresa controlada por Carlos Mansur, informou que "avarias graves" tiraram de operação 3 das 17 máquinas de Suape 2. As panes, ocorridas em novembro, dezembro e janeiro, levaram a uma "ordem de parada" emitida pela finlandesa Wartsila, responsável pelo projeto, construção, montagem, operação e manutenção da térmica. "Com a parada das máquinas, os motores da usina estão agora passando por detalhada inspeção, com eventual troca de alguns componentes, com o objetivo de se evitar a repetição daquelas avarias", declarou a empresa. Não se trata de problemas simples de serem resolvidos. O cronograma fornecido pela Wartsila, segundo a Suape Energia, aponta que a retomada plena das 17 turbinas só será possível a partir de abril. Até o fim deste mês, a empresa espera que ao menos cinco motores voltem à operação comercial. As máquinas usadas em Suape 2 estão em atividade desde janeiro de 2013. O consórcio negou que a causa das panes esteja relacionada ao uso intensivo das turbinas. "O atual nível de despacho da usina sempre foi uma condição possível", informou a empresa. Instalada no Porto de Suape, a usina tem 100% de sua energia vendida para 35 distribuidoras em diversas regiões do País. A planta pertence à Petrobrás, que detém 20% de participação, e ao empresário Carlos Mansur, dono dos demais 80%. Dono do Banco Industrial do Brasil (BIB), Mansur adquiriu o controle acionário em janeiro de 2013, quando Suape 2 entrou em operação. A fatia de 80% pertencia ao grupo Bertin, empresa que teve de devolver diversas concessões de térmicas em razão de complicações financeiras. A geração térmica tem respondido por cerca de 22% do consumo diário de energia elétrica em todo o País. Essas usinas somam uma capacidade total instalada de 22 mil megawatts mas na prática apenas 16 mil megawatts costumam ser efetivamente utilizados, já que restrições operacionais e manutenções afetam diariamente cerca de 5 mil a 6 mil megawatts.

Quase 1.000 brasileiros estão presos por tráfico de drogas em outros países


Além do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, cuja execução por tráfico de drogas está marcada para este sábado, pelo menos outros 962 brasileiros estão presos no Exterior pelo mesmo crime. O balanço foi divulgado pelo Itamaraty, com base em dados de dezembro de 2013. O número representa 30% dos 3.209 brasileiros em prisões fora do País. Moreira foi condenado na Indonésia, e os dois pedidos de clemência apresentados foram negados. Um novo apelo foi feito nesta sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff em conversa telefônica com o presidente indonésio, Joko Widodo, que se recusou a suspender a execução. Na Indonésia há ainda outro brasileiro no corredor da morte por tráfico de drogas, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte. Além da Indonésia, há outros países nos quais todos os brasileiros presos foram condenados por tráfico: Turquia (45 brasileiros), África do Sul (36), Austrália (seis) e China (quatro), além de Cabo Verde, Catar, Jordânia, Líbano, Moçambique, Nicarágua, Nova Zelândia, República Dominicana, Singapura e Tailândia, cada um com entre um e três brasileiros presos. A maior quantidade de brasileiros presos por causa desse tipo de crime está na Europa, com 496, ou 44%, de um total de 1.108. Eles são 150 na Espanha, 118 na Itália, 76 em Portugal, 45 na França, 45 na Turquia, 36 na Alemanha, treze na Bélgica e treze no Reino Unido. Na América do Sul são 128 brasileiros presos por envolvimento com drogas no Paraguai, 48 na Bolívia, 34 na Argentina, 23 no Peru, 17 na Venezuela, 14 na Colômbia e doze no Uruguai. Na América Central, dos 18 brasileiros presos, seis foram acusados de tráfico de drogas. Na América do Norte, são 14 presos por tráfico nos Estados Unidos e um no México, entre mais de 700 tipos diferentes de delitos. Na África, todos os 40 brasileiros presos no fim de 2013 respondiam por envolvimento com drogas. Na Ásia, a proporção é de 26%, com 110 dos 417 brasileiros presos, sendo que 101 respondiam por tráfico ou porte de drogas somente no Japão. No Oriente Médio, de 20 brasileiros presos, dez o foram por envolvimento com drogas. Na Oceania, nove dos treze detidos (69%) o foram pelo menos motivo. Os demais brasileiros presos no Exterior respondem a crimes leves ou pesados, como situação migratória irregular, falsificação de documentos, desacato, roubo, fraude, dano material, violência doméstica, porte ilegal de armas, formação de quadrilha, tráfico de pessoas, latrocínio, garimpo ilegal e até suspeita de atividade terrorista. Entre os 3.209 brasileiros em prisões estrangeiras no fim de 2013, os registros mostram que 2.459 são homens, 496 mulheres e 36 transexuais. Os 218 restantes não foram especificados. Apesar de presos, pelo menos 1.421 ainda aguardavam julgamento. O Itamaraty afirma prestar assistência psicológica e jurídica aos presos, o que não inclui pagamento de honorários dos advogados. No caso de Marco Archer, o acompanhamento psicológico ocorre desde 2012, quando sua situação piorou, após a recusa dos dois pedidos de clemência a que tinha direito.

Diploma do ensino médio pelo Enem pode ser pedido na próxima semana

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) informou nesta sexta-feira (16) que, a partir da próxima semana, os 67.254 participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2014 que fizeram o exame para solicitar a certificação de conclusão do ensino médio e atingiram os requisitos mínimos poderão pedir o certificado. Ao todo, 631.071 candidatos fizeram o Enem para obter o certificado, e apenas 10,6% conseguiu tirar ao menos 450 pontos em cada uma das provas objetivas e mais de 500 pontos na redação, desempenho mínimo exigido no edital para conseguir o certificado. O candidato deve procurar a instituição certificadora escolhida durante o preenchimento da inscrição do exame. No início da semana, segundo o Inep, as secretarias estaduais de educação e os institutos federais de todo o país terão acesso aos dados de quem obteve a pontuação exigida para a certificação. Cada instituição certificadora define a forma de encaminhamento do pedido e os documentos a serem apresentados pelo participante do Enem para a entrega do certificado. No sistema do Inep, elas podem conferir os dados dos candidatos por meio de CPF.

A indonésia só é clemente com o terror

O presidente da Indonésia,  Joko Widodo, negou o pedido de clemência feito por Dilma Rousseff, e o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado naquele país por tráfico de drogas, deve ser fuzilado no domingo. Rodrigo Muxfeldt, outro brasileiro, deve ter o mesmo destino. O resultado da conversa diz um tanto dos governos do Brasil e da Indonésia.

Comecemos por este. Entre 2013 e 2014, pelos menos 300 terroristas — sim, terroristas deixaram a cadeia. Em 2002, o grupo Jemaah Islamiyah, ramo da Qaeda no Sudeste asiático, matou 200 pessoas num atentado suicida praticado em Bali. O grupo explodiu duas vezes o hotel JW Marriott em Jacarta, em 2003 e 2009. Pelos menos 830 pessoas ligadas a ação terrorista deixaram a cadeia nos últimos dez anos.
Com mais de 250 milhões de habitantes, a Indonésia é o mais populoso país de maioria muçulmana do mundo (87%) e se transformou num dos focos do jihadismo. Qual é o ponto? O que isso tem a ver com Marco Acher e Rodrigo, que, de fato, praticaram tráfico de droga — o que pode, sim, ser punido com a morte no país?
A resposta é óbvia e vem na forma de uma pergunta: que país põe centenas de terroristas na rua e executa traficantes de drogas estrangeiros, não cedendo ao pedido de clemência de um outro chefe de Estado? Resposta: um país que é clemente com os terroristas.
Sim, isso diz bastante do regime indonésio, mas também fala do Brasil. O país, definitivamente, anda em baixa no mundo. Acabou aquela onda. A diplomacia brasileira é, para dizer pouco, melancólica. Há muito o país deveria ter conduzido negociações de bastidores para evitar esse desfecho. Eis aí. Por Reinaldo Azevedo

Cerveró contrata parecer sobre Pasadena

A defesa do ex-diretor da área de Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, anexou aos autos da Operação Lava Jato um parecer que analisa juridicamente o contrato de compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos – mais emblemático escândalo da estatal petrolífera – e sustenta que ele não pode ser responsabilizado no caso. Contratado por Cerveró e concluído em novembro de 2014, o parecer redigido pelo escritório Saddy Advogados, do Rio de Janeiro, aponta a responsabilidade do Conselho de Administração e a Diretoria Executiva na análise técnica e jurídica do negócio, iniciado em 2006 e que gerou um prejuízo de US$ 792 milhões. Para Cerveró, o caso “ganhou repercussão nacional quando a mídia divulgou que, na época, quem presidia o Conselho de Administração da estatal, que deu aval à operação, era a atual Presidente da República, Dilma Vana Rousseff”. 


O parecer diz que Cerveró entende, também, “que seu nome passou a ficar em evidência quando, segundo a nota da Presidência da República, a cláusula "Put Option" foi omitida no Resumo Executivo apresentado (por Cerveró), bem como outra cláusula, denominada Marlim, que garantia à sócia da Petrobrás um lucro de 6,9% ao ano, mesmo que as condições de mercado fossem adversas”. Ele aponta que o negócio seguiu os procedimentos segundo o Tribunal de Contas da União. O documento foi anexado ao Habeas corpus impetrado pela defesa no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nesta quinta-feira, pedindo liberdade para Cerveró. O ex-diretor de Internacional está preso desde a madrugada de quarta feira, 14, quando desembarcava no Rio de Janeiro de viagem à Inglaterra. Cerveró pediu à Justiça para prestar depoimento no caso Pasadena. Nesta quinta-feira, 15, quando foi ouvido pela primeira vez pelos delegados federais da Lava Jato, o ex-diretor não foi perguntado sobre o caso. A investigação sobre Pasadena está na Justiça do Rio de Janeiro. Em Curitiba, onde estão os autos da Lava Jato e Cerveró está detido, ele é acusado pelos supostos desvios em contratos de compra de navios-sondas, para exploração de petróleo em alto mar, entre 2006 e 2012. Cerveró e o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, são acusados de terem cobrado US$ 30 milhões em propina no negócio. Os dois seriam o braço do PMDB no esquema de corrupção na Petrobrás, segundo procuradores da Lava Jato. Além do parecer, o criminalista Edson Ribeiro, que defende Cerveró, anexou aos autos da Lava Jato os depoimentos que o ex-diretor prestou no ano passado na comissão interna da Petrobrás, no Congresso e as cartas em que se colocou a disposição dos órgãos de investigação para falar do caso Pasadena. “Meu cliente sempre esteve à disposição e vai explicar tudo à Justiça”, afirmou Edson Ribeiro. O advogado pediu para que Cerveró fosse ouvido sobre o caso e a Polícia Federal ainda não agendou data para isso.

Marine Le Pen propõe restrições à imigração e outras medidas para evitar o terrorismo na França


A presidente do partido Frente Nacional (FN), Marine le Pen, afirmou nesta sexta-feira, 16, que as medidas antiterroristas do governo da França são insuficientes e apresentou um arsenal de propostas, entre elas aumentar o controle das fronteiras ou revisar a concessão da nacionalidade. Em entrevista na sede de seu partido em Nanterre, nos arredores de Paris, uma semana depois dos atentados jihadistas na França que deixaram 17 mortos, além dos três autores dos ataques, Marine Le Pen qualificou de "ilusório" não ver um vínculo entre o islamismo terrorista e a imigração. "Quantos mais estrangeiros entrarem em nosso território há maior risco de haver indivíduos que pratiquem o proselitismo", disse Marine Le Pen, que vê um perigo tanto na imigração ilegal como na legal. A líder da FN insistiu em sua intenção de se suspender imediatamente a Europa sem fronteiras interiores, o que chamou de "um paraíso para os jihadistas". Marine Le Pen defendeu que as mesquitas sejam submetidas a um maior controle e os discursos nos centros de culto sejam feitos "exclusivamente em francês", ao mesmo tempo em que pediu que o laicismo no país seja "firmemente defendido". Segundo ela, é necessário, além disso, que a resposta global ao terrorismo aumente os meios do Exército e das forças da ordem. Ela também falou em uma reorientação da política estrangeira e "das relações incestuosas com o Catar, um apoio de peso ao fundamentalismo", e exigiu um melhor diagnóstico da atual ameaça terrorista. "O mundo já não enfrenta terroristas com o perfil de Osama bin Laden, mas a 'gentalha radicalizada'", afirmou Marine Le Pen, que pediu para se criar uma brigada de gendarmes que atue com maior eficácia nos subúrbios. "Para mim, como advogada, a pena de morte é um instrumento necessário no arsenal político de um país", concluiu.

Cerveró entrega à Justiça extrato bancário e diz que não sacou fundo de pensão

A defesa do ex-diretor de Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, preso desde quarta feira, 14, pela Operação Lava Jato, apresentou à Justiça Federal um extrato bancário para tentar provar que não chegou a sacar R$ 463 mil de seu fundo de previdência para uma da filha, em 16 de dezembro do ano passado, antes de viajar para a Inglaterra. A movimentação financeira foi considerada suspeita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e serviu de base para a força tarefa da Lava Jato pedir a prisão do ex-diretor. Ele foi detido ao chegar da viagem que fez a Londres com a mulher, por agentes da Polícia Federal. A Polícia Federal e a Procuradoria da República avalia a operação como uma tentativa de ocultação de patrimônio. Relatório de Inteligência Financeira do Coaf mostra que Cerveró solicitou no dia 16 de dezembro o resgate de uma aplicação em um fundo de previdência privada do banco Itaú, em seu nome, um dia antes de virar réu do esquema de corrupção e desvios na Petrobrás.


Em telefonema ao gerente do banco ele informou que assim que o dinheiro entrasse em sua conta corrente iria aplica-lo em outra previdência privada, mas em nome de uma das filhas. “A gerente da conta informou ao cliente que o resgate implicará em tributação sobre o valor total da previdência e que a perda seria acima de R$ 100 mil”, registra o documento do Coaf anexado ao pedido de prisão. O relatório de inteligência financeira registra que Cerveró efetivou a operação. “O cliente disse que independente do valor a ser descontado com a tributação, quer fazer o resgate.” Segundo o documento, “o resgate foi solicitado pela gerente da conta no mesmo dia”. No dia seguinte ao pedido feito ao banco e comunicado ao Coaf, a Justiça Federal aceitou denúncia da Procuradoria contra ele por suposta participação nos desvios de até R$ 140 milhões na Petrobrás, entre 2006 e 2012. O ex-diretor é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. “A movimentação financeira não aconteceu e, se tivesse acontecido, seria legal”, disse o advogado Edson Ribeiro, que defende Cerveró. A defesa levou a argumentação ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para tentar derrubar a ordem de prisão preventiva da Justiça Federal, em Curitiba. No pedido de liminar em habeas corpus a defesa anexou fotocópia do extrato de investimento. Com data de 15 de janeiro de 2015, consta um saldo de R$ 468 mil disponível para resgate total da previdência privada. Em seu depoimento aos delegados da Lava Jato, Cerveró disse que “não chegou a concretizar essa operação diante da informação por parte da sua gerente quanto ao montante de impostos à ser pago”. O documento do Coaf não cita o cancelamento do resgate. Os analistas apontam o “risco identificado” como possível “receio de (Cerveró) que suas contas e recursos disponíveis e aplicados sejam bloqueados judicialmente, haja vista que no dia 17 de dezembro de 2014, o juiz Sérgio Moro aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Federal acusando o cliente de participação em crimes como corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro”. Para o Ministério Público Federal, a transação com prejuízo de 20% na aplicação financeira ao fazer o resgate, por tributação legal, foi um “estratagema espúrio para retirar recursos do alcance do Estado”. “Por implicar perda de mais de 20%, para que a operação possa ser qualificada de racional, a justificativa que a ampara deve propiciar um benefício superior a 20% do valor da aplicação. O único benefício que supera esse valor, equivalente a R$ 100 mil, é colocar o dinheiro a salvo da apreensão por parte do Estado”, sustentam os procuradores da Lava Jato.

Ministro de Minas e Energia diz que Operação Lava Jato pode prejudicar a produção de petróleo do Brasil


O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou nesta sexta-feira, 16, que a operação Lava Jato pode prejudicar a produção de petróleo no País e que, diante disso, estão sendo analisadas alternativas jurídicas, como a formação de acordos de leniência e ajustamento de conduta entre as empreiteiras investigadas na Lava Jato e a Petrobrás. Para isso, as construtoras precisam admitir que pagaram propina para serem favorecidas nas licitações e ressarcir a estatal. "Há um risco para o País que é muito sério. Contratos com empreiteiras foram implementados e foram eles que permitiram o crescimento da curva de produção de petróleo", afirmou ele, após visita à sede da Eletrobrás, no Rio de Janeiro. A Petrobrás pressiona 23 empresas do “cartel” alvo da Operação Lava Jato, que corrompia agentes públicos em troca de obras e serviços bilionários, a assinarem acordos de leniência, em troca da suspensão da medida que as impediu preventivamente de serem contratadas ou participarem de licitações na estatal petrolífera. Na verdade, a Petrobras era a chefe do cartel. Com base nas regras internas da Petrobrás, a estatal condiciona - em documento com data de 29 de dezembro de 2014 - o fim do bloqueio administrativo imposto cautelarmente às maiores empreiteiras do País, como OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, à assinatura dos acordos. Os termos de "leniência" terão que atender cinco exigências: “A empresa reconheça sua culpa, comprometa-se a ressarcir a Petrobrás dos prejuízos causados, inclusive à sua imagem, repactue os contratos vigentes, adote medidas adequadas de compliance e atenda eventual outra condição imposta pelas autoridades (de investigação)". O bloqueio e a pressão pelos acordos de leniência fazem parte das sanções adotadas preventivamente pela Petrobrás, no âmbito administrativo, após as 23 empreiteiras terem sido citadas como parte de um cartel que de maneira organizada fatiava obras da estatal petrolífera.

Enem, dos mais de 500 mil analfabetos, que não sabem escrever, já pode enviar estudantes para a Universidade de Coimbra

Com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em mãos, estudantes brasileiros podem se candidatar até segunda-feira (19) a vagas na Universidade de Coimbra, em Portugal. O resultado será divulgado no dia 24 deste mês. Além do Enem 2014, a instuição aceita a candidatura daqueles que tenham feito as edições de 2012 e 2013. A lista de cursos e mais informações sobre o processo seletivo estão disponíveis na página da instituição. Também na página estão os cálculos usados para as notas, que variam de acordo com o curso escolhido. Para o candidato ser aceito, a nota final não pode ser inferior a 600. A Universidade de Coimbra é a instituição de ensino superior mais antiga de Portugal e uma das mais prestigiadas da Europa. Em 2013, foi incluída na lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Cerca de 23 mil estudantes estão matriculados na instituição. Desses, mais de 2 mil são brasileiros. A partir de segunda-feira (19), os cerca de 6,2 milhões de estudantes que fizeram o Enem no ano passado poderão se candidatar a vagas no ensino público brasileiro pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O resultado do Sisu será divulgado no dia 26. De acordo com nota divulgada pela Universidade de Coimbra, foi feito um ajuste nas datas para que os estudantes tenham os dois resultados e, caso sejam aprovados, possam escolher ficar no Brasil ou cursar o ensino superior em Portugal. A Universidade de Coimbra é paga, mas os estudantes podem buscar financiamento na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e outros programas, além de apoio da própria instituição.

Ministério Público Federal pede suspensão de ação contra família de Paulo Roberto Costa


Os procuradores da força tarefa da Lava Jato pediram à Justiça Federal do Paraná que suspenda por 60 dias a ação penal contra os parentes do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. A mulher, duas filhas e os dois genros do ex-diretor são acusados de participar do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro articulado por ele, além de prejudicar as investigações da Lava Jato. Na petição encaminhada à Justiça Federal, o Ministério Público Federal alega que os acordos de delação com cada um dos familiares do executivo ainda não foi homologado pela Justiça e, por isso, pede que o processo seja suspenso por dois meses. A colaboração dos parentes do executivo faz parte de uma das cláusulas do acordo de delação de Paulo Roberto Costa, já homologado pelo Supremo. O pedido aguarda decisão da Justiça Federal. Atualmente, Paulo Roberto Costa cumpre prisão domiciliar em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro. Seus parentes aguardam a homologação dos acordos em liberdade. Cada um desses acordos seguirá as condições do ‘acordo mãe’ firmado entre Costa e o MPF. Na prática, assim como o próprio ex-diretor fez, seus familiares terão que abrir mão de valores ilicitamente obtidos. Costa autorizou expressamente a repatriação de US$ 25,8 milhões que ele mantém depositados na Suíça e em Cayman, além de entregar uma lancha, imóveis e até a Range Rover, avaliada em R$ 300 mil, que ele ganhou de presente do doleiro Alberto Youssef, personagem central da Lava Jato. Os familiares do ex-diretor foram flagrados por câmeras de segurança retirando documentos e arquivos dos computadores do escritório do executivo, no Rio de Janeiro, pouco antes de os agentes da Polícia Federal realizarem buscas no local. A mulher do ex-diretor da estatal, Marici da Silva Azevedo Costa, as filhas do casal – Ariana Azevedo Costa Bachmann e Shanni Azevedo Costa Bachmann – e os genros, Marcio Lewkowicz e Humberto Sampaio de Mesquita, são investigados e processados criminalmente no âmbito da Lava Jato por diversos crimes tais como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro oriundo de crimes contra a administração pública, segundo o Ministério Público Federal. A Lava Jato também atribui aos familiares de Costa formação de organização criminosa e obstrução da investigação. O Ministério Público Federal oferece um rol de sete benefícios aos familiares do ex-diretor da Petrobrás:
1) Regime aberto de cumprimento de pena nas condenações relativas a novas acusações oferecidas, mesmo sem o preenchimento dos requisitos legais.
2) Substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos caso condenados.
3) Suspensão dos demais processos criminais instaurados, pelo prazo de 10 anos, depois de obtida uma condenação transitada em julgado por lavagem de dinheiro oriundo de crimes contra a administração.
4) Sobrestamento de inquéritos e outros procedimentos pré-judiciais ou judiciais a depender da efetividade da colaboração principal e/ou acessória, segundo avaliação do Ministério Público Federal.
5) Transcorrido o prazo de 10 anos sem quebra do acordo (principal ou acessório), a Procuradoria pleiteará que volte a correr o prazo prescricional até a extinção da punibilidade.
6) O Ministério Público não considerará violado o acordo principal pela violação dos acordos feitos com os familiares (acordos acessórios), mas a rescisão do acordo principal acarretará a rescisão dos acordos acessórios.
7) Multa no mínimo legal.

Se líderes islâmicos não se mobilizarem pra valer contra o terror, o medo no Ocidente cobrará a fatura dos muçulmanos

França, Alemanha e Bélgica prenderam nesta sexta-feira 29 pessoas vinculadas, de algum modo, ao terror. As ações delinquentes obedecem a um chamamento geral do extremismo islâmico, mas não têm, tudo indica, um centro de comando. Aqueles que são incitados a agir — tendo como horizonte o martírio; afinal, os aguardariam as 72 virgens no Paraíso, o que também não está no Corão — apresentam-se como voluntários de uma causa que, no fundo, desconhecem. O medo se espalha nas ruas; o risco da ação terrorista passa a fazer parte do cotidiano das pessoas; nunca se sabe de onde os facínoras podem surgir. É isso o que querem os chefões do terrorismo? É isso.

Há desdobramentos que são invitáveis. Os muçulmanos que nada têm a ver com o terror acabarão pagando um preço alto. Se o temor se generaliza, a etapa seguinte será evitar aqueles que, por origem, costumes, religião, nome e até semelhança física possam remeter ao universo dos terroristas. Quando o pânico se instala, busca-se a máxima segurança possível.
De pouco adiantará o cretinismo acadêmico vigente nos Estados Unidos, na Europa ou no Brasil sair por aí gritando contra a suposta islamofobia. À diferença do que afirmou um tal Daniel Serwer, em entrevista à Folha, o terrorismo islâmico não é uma reação ao crescimento da extrema direita francesa. Trata-se precisamente do contrário.
Sim, senhores, a continuar essa escalada, Os muçulmanos que não estão vinculados ao terror, e que são, obviamente, a maioria, acabarão arcando com as consequências. E os únicos responsáveis por isso serão suas autoridades religiosas e suas lideranças políticas, que, reitero, manifestam-se de modo ambíguo, quando não moralmente criminoso.
Quando Ahmet Davutoglu, primeiro-ministro da Turquia, acusa Benyamin Netanyahu, chanceler de Israel, de ação semelhante às que se viram em Paris, não duvidem: ele está, na prática, apoiando os terroristas.
Cumpre ser realista. Medidas de força são, sim, eficazes contra o terror. Os ataques promovidos contra Israel na Cisjordânia caíram a praticamente zero depois da construção do muro. Aquilo é bonito? Não é, não! Mas tente convencer os israelenses de que não era necessário.
A estupidez acadêmica ocidental prefere, a cada novo ato terrorista, voltar, como diria o poeta Horácio, às musas. “Ah, isso é culpa do colonialismo; ah, isso é culpa das divisões artificiais promovidas pela Europa no mundo árabe; ah, isso é parte ainda da conta do eurocentrismo….” Tudo é de uma supina estupidez. De culpa em culpa, a gente pode dizer, também, que é tudo culpa de Maomé. Se não tivesse imposto na porrada o monoteísmo na península arábica, no século VII, talvez a coisa fosse diferente.
O mundo é o que temos, não o que poderia ter sido. Quem pensa a história na base do “e se isso, e se aquilo, e se aquilo outro….” está querendo se livrar dos problemas do presente. A Arábia Saudita condena um blogueiro a mil chicotadas por ter supostamente ofendido um clérigo porque essa prática interessa ao esquema de poder vigente daquele país. O colonialismo europeu do século XIX não tem nada com isso.
Se os líderes islâmicos, políticos e religiosos, não tomarem a decisão firme de banir o horizonte terrorista como reação possível, é a vida dos muçulmanos mundo afora que vai se transformar num inferno. E, nesse caso, aí sim, estaremos caminhando para o confronto antevisto por Samuel Huntington no livro “O Choque de Civilizações e a Recomposição da Ordem Mundial”.
Acreditem: o Ocidente dispõe de instrumentos para esmagar o terror e reduzi-lo à sua força mínima. A questão é saber até onde ele vai. E irá até o ponto necessário para garantir a sua permanência. Por Reinaldo Azevedo

Deputado do PT vai para secretaria internacional do Planejamento

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, vai nomear para a Secretaria de Assuntos Internacionais da pasta o deputado Cláudio Puty (PT-PA), que não foi reeleito. A posse deve ocorrer em fevereiro, quando o petista fica sem mandato. A secretaria é responsável no ministério por autorizar financiamentos de Estados e municípios com órgãos internacionais, coordenar o pagamento de órgãos internacionais e acompanhar a execução de programas e projetos aprovados pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex). Filiado ao PT desde 1989, Puty é graduado em Economia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Economia pela University of Tsukuba (Japão) e doutor em Economia Política pela New School for Social Research, de Nova Iorque (Estados Unidos). 

Inflação na Argentina atinge o maior nível desde início da era Kirchner


Estimativas de consultorias privadas apontam que a inflação em 2014 na Argentina alcançou o maior nível desde que Néstor Kirchner, marido da atual presidente Cristina Kirchner, assumiu a presidência, em 2003. Os cálculos apontam que a inflação no país vizinho no ano passado ficou entre 35% e 39%. Segundo as consultorias, o índice de preços ao consumidor sofreu uma maior pressão no primeiro trimestre por causa da desvalorização cambial. Mesmo assim, consideram que a recessão econômica amenizou a trajetória de alta nos últimos meses do ano. “A queda da demanda como efeito da recessão é uma das causas da desaceleração da pressão. Mas a oferta de pesos também influiu”, diz o economista da Fundação Libertad & Progreso Aldo Abram. A Fundação Libertad & Progreso prevê inflação de 38,8% em 2014 e de 25% em 2015. Enquanto isso, o analista da consultoria Abeceb Dante Sica avalia que a desvalorização gradativa do peso argentino não ajudará a conter o forte aumento dos preços. “Apesar de errada, o governo deve manter essa estratégia”. Estimativas da Abeceb apontam inflação de 35% em 2014. Duas outras entidades, a Ecolatina e o Estúdio Orlando Ferreres, esperam inflação de 37,7% e de 39,2%, respectivamente, no ano passado. O índice oficial de preços ao consumidor acumulou alta de 22,93% entre janeiro e novembro - em 2003, com Nestór, o resutlado havia atingido 3,66%. Contudo o Índice Congresso, divulgado pelos deputados da oposição com base nas estimativas das consultorias privadas, ficou em 35,95% na mesma base de comparação. A população passou a confiar mais nos dados das consultorias privadas depois que o governo decidiu intervir no instituto oficial de estatísticas (Indec) em 2007. O ministro da economia, Axel Kicillof, disse que reforçará o programa “Precios Cuidados”, responsável pelo controle de uma cesta de produtos básicos, com a intenção de conter o avanço da inflação. A extensão do programa deve ser anunciada nos próximos dias.

Muhammad Ali volta a ser internado nos Estados Unidos


Um dos maiores pugilistas da história, Muhammad Ali, de 72 anos, voltou a ser internado, nesta quinta-feira, para tratamento de infecção urinária – foi a segunda vez que o ex-pugilista se internou em menos de um mês. Segundo o porta-voz da família de Ali, Bob Gunnel, ele tem quadro de saúde estável em hospital não revelado nos Estados Unidos. Ali foi hospitalizado no dia 20 de dezembro, quando parecia sofrer com uma pneumonia leve. Depois de exames, os médicos revelaram que ele estava com infecção urinária e ficou 18 dias no hospital. Apesar da nova internação, Gunnell disse que Ali espera receber alta muito em breve, porque completa 73 anos neste sábado e quer passar o dia em casa com a família. Ali fez sua última aparição pública em setembro, quando participou de uma cerimônia de entrega de prêmios humanitários que levam seu nome, em Louisville. Em novembro, publicou uma foto em seu perfil no Instagram para negar boatos de que estaria com a saúde muito abalada. Ele sofre de Mal de Parkinson desde o início da década de 1980.

Após 11 anos, sonda é reencontrada na superfície de Marte


A sonda Beagle 2, perdida em Marte por mais de dez anos, foi localizada pela Nasa, divulgou a agência nesta sexta-feira. Construída pelo Reino Unido, ela pousou no planeta vermelho no dia 25 de dezembro de 2003 e agora apareceu nas imagens da câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE). A Beagle 2 foi parte da missão Mars Express, da Agência Espacial Européia (ESA), uma colaboração entre a indústria e a academia. “Estou contente que a Beagle 2 finalmente tenha sido encontrada. O meu Natal daquele ano, assim como o de muita gente que trabalhou no projeto, foi arruinado pelo desapontamento de não receber um sinal da superfície de Marte. Desde então, a cada Natal eu me pergunto o que aconteceu com a sonda”, diz Mark Sims, pesquisador da Universidade de Leicester, na Inglaterra, e integrante do projeto Beagle 2. As imagens da câmera HiRISE, inicialmente analisadas por Michael Croon, um ex-membro da equipe da Mars Express, forneceram evidências da posição da sonda perto do equador marciano. Novas imagens estudadas pelas equipes da Beagle 2, da HiRISE, e do laboratório Jet Propulsion da Nasa confirmaram que os objetos descobertos possuem tamanho e forma corretos. Devido ao seu tamanho pequeno, cerca de 2 metros, a Beagle 2 se encontra no limite de detecção da HiRISE, a câmera de maior resolução orbitando Marte. A partes identificadas incluem a sonda, sua parte de trás (separada) e um paraquedas.

Ministro de Minas e Energia diz que não há motivo para demitir a petista Graça Foster da Petrobras


O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou hoje (16) que não tem conhecimento de qualquer indício ou prova que justifique o afastamento da presidente da Petrobras, a petista Graça Foster, ou de qualquer membro da atual diretoria. Braga disse, ainda, que, nas reuniões com a presidente, ela não pediu para deixar o cargo. "Para formalizar afastamento, é preciso que haja suspeita, indício. Até onde tenho conhecimento, não vejo nenhuma razão para afastar Graça Foster ou qualquer outro membro da diretoria. Isto pode mudar amanhã, se amanhã alguém apresentar provas ou indícios claros de que há envolvimento", afirmou o ministro. Eduardo Braga disse que conhece Graça há 16 anos e tem dela a melhor percepção de competência e conduta ética e profissional: "Os homens e mulheres que trabalham na Petrobras estão lá colocando suas famílias, seus CPFs e histórias de vida em defesa de um projeto. Se tiverem algum indício de prova, que se afastem, mas não vamos fazer um linchamento por causa de algo que não existe". Braga assinalou que a atual diretoria da emprea está conduzindo um processo de crescimento da produção da estatal "que não pode deixar de ser avaliado":  "A Petrobras é uma instituição estratégica e importantíssima para o Brasil. Se ficar provada culpa, que paguem pelos seus erros, mas a empresa precisa continuar a ser respeitada e olhada pela importância que tem para o Brasil e os brasileiros". Além disso, o ministro informou que, por meio da Petrobras, o Brasil pode se tornar exportador de petróleo: "Isto significará para a estratégia do desenvolvimento nacional algo extremamente importante".

Ministro de Minas e Energia diz que o prejuízo será "gigantesco" com corte de contratos pela Petrobras

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, defendeu hoje (16) que órgãos de fiscalização e jurídicos encontrem uma saída para que os contratos da Petrobras com empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato não sejam interrompidos. Segundo Braga, a desmobilização dessas obras e investimentos poderia causar um "prejuízo gigantesco". "Creio, sim, que vivemos um grande risco, um risco para o País muito sério, porque temos grandes contratos, esses contratos já foram implementados, e são estes investimentos que estão permitindo que a curva de produção de petróleo da Petrobras esteja ascendente. Empresas envolvidas na Lava Jato estão em parte desses contratos e, se não encontrarmos uma solução jurídica que não interrompa o ritmo de investimento e de obras, o prejuízo será gigantesco", afirmou ele. Segundo Braga, por outro lado, não é possível continuar com os contratos sem que o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União, a Controladoria-Geral da União e a Advocacia Geral da União encontrem alternativas legais para dar transparência aos investimentos. "Um dos desafios importantes é encontrar uma regra de transição jurídica para que não tenhamos um prejuízo maior ainda para o povo brasileiro". Uma das consequências da paralisação de obras e investimentos seria não alcançar a produção de petróleo necessária para os próximos anos: "Isso terá graves e sérios problemas para o programa energético brasileiro", disse. O ministro afirmou que a Justiça brasileira já mediou soluções como essa em outros episódios, mas reconheceu que nunca foi feito algo com a dimensão dos contratos entre a estatal e as empreiteiras.

Calor e falta de chuvas impedem reposição de água nos reservatórios de São Paulo

As altas temperaturas em um verão atípico, com pouca chuva e ocorrências de precipitações apenas em áreas isoladas, vem agravando a situação do abastecimento na capital paulista e nos municípios vizinhos. No pior cenário de seca de todos os tempos, caíram os volumes de água armazenados nos seis sistemas administrados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O Cantareira, principal manancial de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, teve nova queda no nível de operação, passando de 6,2% para 6,1%. O volume de chuva represada está em 60,1 milímetros, menos de um terço do que costuma ser registrado em um mês de janeiro (271,1 milímetros). O nível do Alto Tietê também caiu de 10,9% para 10,8%. No Guarapiranga e no Alto Cotia, a queda foi, respectivamente, de 40% para 39,9% e 29,7% para 29,6%. Os níveis também registraram redução no Rio Grande (70,1% para 69,9%) e o Sistema Rio Claro (25,7% para 25,1%).

Secretário diz que obras de interligação do Cantareira começam este mês


O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Benedito Braga, disse hoje (16), em Brasília, que as obras para a interligação do Sistema Cantareira com a Bacia do Rio Paraíba do Sul devem começar ainda este mês. Após reunião com representantes da Agência Nacional de Água (ANA) e dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, Braga afirmou que o encontro foi “cordial” e analisou “dados técnicos”. “A interligação está sendo trabalhada. O governador Geraldo Alckmin esteve no ano passado com a presidente Dilma Rousseff e chegaram a um acordo de financiamento e de colocação dessas obras prioritárias no regime do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Então, essas obras para interligação devem ter início muito proximamente até o final desse mês ou no início do mês que vem”, informou o Benedito Braga.


No encontro dos representantes dos três Estados e da agência foi discutido, também, um plano de segurança hídrica para a Bacia do Rio Paraíba do Sul. O secretário ressaltou que, dos debates técnicos, será elaborada uma resolução com propostas concretas. Antes em vigor, o documento será debatido com a sociedade por meio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. De acordo com o secretário, o processo de interligação não comprometerá o abastecimento do Rio de Janeiro e deve começar a funcionar a partir de março do ano que vem. “Não entendo porque cobertor curto, não se trata disso, absolutamente. A idéia é aumentar a segurança hídrica da Bacia do Rio Paraíba do Sul. Ou seja, vamos armazenar as águas nos reservatórios para que o Rio de Janeiro tenha segurança hídrica. Vamos interligar a Bacia do Rio Jaguari com o Sistema Cantareira para que São Paulo tenha segurança hídrica. Não há conflito nenhum”, disse Braga. “O que há é cooperação, interesse de trabalhar junto”, acrescentou. Com a interligação será construído um novo reservatório que bombeará água para o Cantareira. O projeto apresentado no ano passado pelo governador Geraldo Alckmin prevê a construção de um canal entre as represas Atibainha, que integra o sistema que abastece a grande São Paulo, e o reservatório Jaguari, um dos afluentes do Paraíba do Sul, principal fonte de abastecimento do Rio de Janeiro e que também abastece Minas Gerais.


A idéia, conforme a proposta paulista, é construir um sistema de “mão dupla”. Ou seja, quando um dos reservatórios tiver excedente de água, o volume será enviado para a outra represa. A interligação, no entanto, teve resistência por parte do Rio de Janeiro, já que dois terços das águas do Rio Paraíba do Sul são desviadas para garantir o abastecimento da região metropolitana do Rio de Janeiro. O rio, que nasce em São Paulo, atravessa os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, contribui para o abastecimento de 15 milhões de pessoas por onde passa. Enquanto a interligação não entra em funcionamento, o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo disse que São Paulo investirá na construção de sistemas para tratamento de água de esgoto: “Até lá a situação é bastante complexa, temos algumas alternativas na área do reuso de água dos esgotos. Isso é um ponto que pode ser jogado nos reservatórios. São obras de execução mais curta, mas que ainda levam uns seis meses”.

Canadá pede clemência para blogueiro saudita

O governo do Canadá pediu clemência para o blogueiro Raif Badawi, condenado a 1.000 chibatadas e 10 anos de prisão, acusado pelo governo da Arábia Saudita de insultar o Islã. “A pena é uma violação da dignidade humana e da liberdade de expressão, e nós apelamos por clemência nesse caso”, disse o Ministro de Relações Exteriores canadense, John Baird. O ministro explicou que o Canadá mantém relações abertas com o país árabe e “continuará a promover um diálogo permanente e respeitoso com a Arábia Saudita a propósito de vários temas, inclusive os direitos humanos”. A condenação de Badawi é uma preocupação do governo, porque a mulher e os filhos dele estão refugiados na cidade canadense de Sherbrooke, a 350 km da capital Ottawa.


A condenação coloca o país diante da necessidade de defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão, debate reaberto após os ataques terroristas ao semanário satírico francês Charlie Hebdo, que culminaram com a morte de 17 pessoas. A organização de defesa de direitos humanos Anistia Internacional acompanha o caso e enviou uma carta aberta ao ministro John Baird, na qual pede a interferência do governo canadense para a libertação de Badawi. Segundo a Anistia Internacional, a pena do blogueiro, de 31 anos, começou a ser executada na sexta-feira passada, 9 de janeiro, quando recebeu 50 chibatadas em público, diante da mesquita de Al-Jafali, em Jeddah, na Arábia Saudita. Hoje, 16, o blogueiro deveria receber mais 50 golpes de chicote e, assim, a cada sexta-feira, até que a pena de 1.000 seja cumprida. Mas, o governo da Arábia Saudita teria suspenso a execução da pena nesta sexta-feira por causa da saúde do condenado. Atos em solidariedade ao blogueiro são promovidos em Sherbrooke, Montreal e Quebec, a capital do país.

Governo estuda proposta de legislação diferenciada para obras estratégicas

Proposta para acelerar o andamento de obras estruturantes, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, está em estudo no Ministério de Minas e Energia, para atender recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, segundo o qual "determinadas obras estratégicas precisam de uma legislação diferenciada para reduzir atrasos". A informação foi dada hoje (16) pelo ministro Eduardo Braga. Ele explicou que "A legislação brasileira tem superposições nas diversas esferas do pacto federativo que, muitas vezes, dificultam o cumprimento dos prazos contratuais de linhas de transmissão e de distribuição. Estão em estudo por parte do ministério algumas propostas para que possamos otimizar isso". Segundo o ministro, o problema não diz respeito à contratação das obras, mas aos prazos de licenciamento: "Não é só a Funai, não é só o licenciamento ambiental, estadual, municipal e federal, e não é apenas a questão fundiária. É um conjunto de questões que hoje estão identificadas por esse trabalho de monitoramento do setor elétrico". O ministro voltou a afirmar que não haverá racionamento de energia elétrica em 2015, destacando que a capacidade de geração de energia das usinas térmicas cresceu de 5 GW para 22 GW desde 2001, e que também estão em andamento expansões das usinas de biomassa, eólica e solar, para ampliar a diversidade da matriz de energia elétrica: "Queremos assegurar que nosso sistema elétrico é robusto. Não teremos racionamento no ano de 2015, em que pesem todas as dificuldades".

Limite mínimo de transferência eletrônica entre bancos é reduzido

Os correntistas que precisam transferir dinheiro no mesmo dia entre bancos diferentes terão a tarefa facilitada. As instituições financeiras reduziram de R$ 750,00 para R$ 500,00 o limite mínimo para a transferência eletrônica disponível (TED). A diferença da TED para outros tipos de movimentação financeira é que a compensação do crédito é feita no mesmo dia, mesmo quando a transação ocorre entre bancos diferentes. Em outras modalidades, como o cheque ou o documento de crédito (DOC), é necessário aguardar pelo menos um dia para o dinheiro ser transferido. Criada em 2002, a TED estava limitada a operações de pelo menos R$ 5 milhões. O limite foi reduzido para R$ 5 mil em 2003, R$ 3 mil em 2010, R$ 2 mil em 2012, R$ 1 mil em 2013 e R$ 750,00 no ano passado. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as instituições financeiras estão trabalhando para que haja outra redução de limite este ano. Com a TED, o cliente não precisa sacar o dinheiro para fazer a transferência, basta acessar a página do banco na internet ou outros canais eletrônicos de autoatendimento para efetuar a operação. A tarifa para o TED varia conforme a política comercial de cada banco. De acordo com a Febraban, tem crescido a preferência dos clientes por transferências eletrônicas. Em 2009, as operações TED e DOC representavam 28% do volume de transações. O número subiu para 46% em 2013.

França, Alemanha e Bélgica prendem quase 29 em operações antiterrorismo

As polícias da França, Alemanha e da Bélgica prenderam 29 suspeitos em operações antiterrorismo nesta sexta-feira (16), enquanto as autoridades européias corriam para evitar mais ataques de cidadãos com vínculos com extremistas islâmicos no Oriente Médio.

Rob Wainwright, o chefe da agência policial Europol, disse que frustrar os ataques terroristas se tornou “extremamente difícil” porque de 2.500 a 5.000 extremistas muçulmanos radicalizados têm pouca estrutura de comando e estão cada vez mais sofisticados. Como exemplo dos temores que atingem o continente, um alerta de bomba forçou Paris a esvaziar a lotada estação de trem de Gare de l’Est durante o horário de rush da manhã. Nenhuma bomba foi encontrada. Visitando Paris nesta sexta-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, reuniu-se com o presidente francês, o socialista François Hollande, e visitou os lugares do ataque contra o jornal “Charlie Hebdo” e contra o mercado kosher. Três terroristas deixaram 17 mortos antes de serem abatidos pela polícia há uma semana.
Autoridades francesas e alemãs prenderam nesta sexta-feira 14 suspeitos de terem vínculos com a facção radical Estado Islâmico. Em uma operação belga, outros 13 foram detidos na Bélgica e dois na França em uma operação antiterror que se seguiu a um tiroteio na quinta-feira (15) em Verviers, no leste do país. Dois suspeitos de terrorismo foram mortos e um terceiro homem foi preso na batida policial contra um suposto esconderijo terrorista.
Segundo Eric Van der Sypt, da Procuradoria Federal, os suspeitos planejavam lançar em horas um ataque para matar policiais nas ruas e em delegacias. As autoridades belgas procuram mais suspeitos nesta sexta-feira e encontraram quatro armas militares, incluindo rifles de assalto Kalashnikov, em mais de dez ações, disse Sypt. “Não posso confirmar que tenhamos prendido todos nesse grupo”, afirmou. As autoridades belgas não deram detalhes sobre as pessoas detidas ou sobre as mortas, mas disse que a maioria é de cidadãos do país. Segundo as autoridades, os alvos de sua repressão não têm conexão com os ataques da semana passada na região de Paris. Por Reinaldo Azevedo

Em conversa com Dilma, presidente indonésio nega clemência a brasileiro

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, negou o pedido de clemência feito por Dilma Rousseff em favor do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, que foi condenado à morte e deve ser executado no domingo no país asiático. Dilma conversou com o líder indonésio por telefone nesta sexta-feira e pediu que a decisão fosse revista. Mas o presidente alegou que o processo respeitou as leis do país e que não há razão para cancelar a aplicação da pena.  Com a recusa, Marco Archer – condenado por tráfico de drogas – deve ser mesmo executado por um pelotão de fuzilamento na meia-noite de domingo no horário local, 15h00 deste sábado no horário de Brasília.

Segundo o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio "Toc Toc" Garcia, o presidente indonésio não aceitou rever a pena de outro brasileiro, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, também sentenciado à pena de morte por tráfico de drogas. “Não houve sensibilidade por parte do governo da Indonésia para o pedido de clemência do governo brasileiro não só para Marcos Archer como também para Rodrigo Muxfeldt”, afirmou o trotskista Marco Aurélio "Toc Toc" Garcia.
Marco Aurélio "Toc Toc" Garcia disse que episódio deve ter influência sobre as relações diplomáticas entre Brasil e Indonésia: “A presidente lamentou profundamente essa posição do governo indonésio e chamou atenção para o fato de que essa decisão cria uma sombra nas relações dos dois países”, disse ele. Garcia disse que conversou com o chanceler Mauro Vieira nesta sexta-feira e que todas as alternativas de retaliação estão sendo estudadas.
Marco Archer foi condenado à pena de morte em 2004, depois de ser preso com 13 quilos de cocaína. Todos os recursos judiciais apresentados pela defesa do brasileiro foram negados. Nos últimos anos, o presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") enviou duas cartas ao governo da Indonésia pedindo clemência; Dilma Rousseff mandou outras quatro. As autoridades do país asiático nunca demonstraram a intenção de rever a pena aplicada.
Tolerância zero 
O atual governante do país, Joko Widodo, assumiu a presidência em outubro e implantou uma política de tolerância zero para traficantes, prometendo executar os condenados por esse tipo de crime. Ele tem apoio da população, amplamente favorável à pena de morte. “Mandamos uma mensagem clara para os membros dos cartéis do narcotráfico. Não há clemência para os traficantes”, relatou à imprensa local Muhammad Prasetyo, procurador-geral da Indonésia, sobre as execuções. A postura do governante indonésio foi criticada pela Anistia Internacional (AI). “Só 10% dos países recorrem a execuções e a tendência é decrescente desde o fim da II Guerra Mundial. É inaceitável que o governo da Indonésia manipule a vida de dois brasileiros para fins de propaganda de sua política de segurança pública”, disse Atila Roque, diretor-executivo da AI. Por Reinaldo Azevedo

PriceWaterhouse Coopers diz que herança maldita do peremptório petista Tarso Genro pode chegar a R$% 7,1 bilhões este ano

O déficit projetado nas contas públicas do Rio Grande do Sul para este ano pela PricewaterhouseCoopers (PwC), de R$ 7,1 bilhões, é muito mais assustador do que previam os próprios técnicos da secretaria da Fazenda e até mesmo os mais pessimistas números encontrados pelo economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos. O resultado foi apresentado ontem ao governador José Ivo Sartori (PMDB) aos deputados e dirigentes partidários da base aliada. O diagnóstico sobre a herança maldita deixada pelo governo do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro (PT) foi feito pela PwC, como consequência de contrato bancado pelo Movimento Brasil Competitivo. O estudo mostra que as contas públicas são tratadas com bastante descaso, voluntarismo, imprudência, demagogia, populismo, autismo e simples incompetência. A base do problema está em contas de despesas que sempre crescem mais do que as contas de receitas. Entre 2009 e 2014, por exemplo, a receita aumentou na média anual de 13,6%, mas as receita avançou apenas 11,3%. O governo Tarso Genro cobriu os rombos com saques em cima de dinheiro que não era gerado pelo seu Tesouro, como depósitos judiciais, caixa único, empréstimos. Até o final do mês, o governo quer encontrar meios de alcançar para o grande público toda a herança maldita que recebeu. Sartori, no entanto, recomendou que a comunicação “não atire pedras no passado”. "O estudo da PwC avança em direção a algumas soluções, quase todas já sugeridas em todos os diagnósticos parecidos feitos nos últimos 30 anos. Entre elas, venda de patrimônio público, cobrança da dívida ativa, PPPs e concessões, renegociação da dívida com a União, pente fino na folha de pagamento, diminuição do tamanho do Estado. O estudo da PriceWater Coopers não foi a fundo no exame do saco sem fundo que é o atual e caótico modo de aplicação de aposentadorias e pensões públicas estaduais. Já há mais funcionário parado do que na ativa, quem pára de trabalhar ganha mais, e as aposentadorias precoces (brigadianos, policiais e professores – 70% da folha) asfixia o contingente à disposição do público, o que já provocou rombos bilionários – e que não cessam de crescer.

Fortunati quer Ferronato, do PSB, no comando do Dmae

É forte a pressão para que o vereador Airto Ferronato, PSB, assuma a a direção geral do milionário Dmae, indo para o lugar de Flávio Presser, que será o novo presidente da Corsan.

Carlos Pestana é cotado para o Grupo Hospitalar Conceição

O ex-chefe da Casa Civil de Tarso, Carlos Pestana, poderá ser o novo presidente do Grupo Hospitalar Conceição. Carlos Pestana, ex-vereador, entende tanto de saúde quanto entende de física quântica. Carlos Pestana é membro do grupelho trotskista clandestino DS - Democracia Socialista, que dominou o governo do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro e domina agora o "núcleo de ferro" do governo Dilma, com os ministros Miguel Rosseto (Secretaria Geral da Presidência da República) e Pepe Vargas (Relações Institucionais). A DS está aparelhando tudo que pode. Ela se aboleta onde há enormes quantidades de recursos. É o caso do Grupo Hospitalar Conceição.

Gerson Carrion afronta o governo José Ivo Sartori e não é demitido da CEEE

O presidente da CEEE, Gerson Carrion, PDT, continua sentado em cima da caixa preta da estatal e só abre informações a conta-gotas. Além disto, continua tomando decisões importantes e concedendo entrevistas como se ainda fosse o dono do pedaço. Não se sabe por que razão o atual governo não o manda urgente para casa. O governo não conseguiu entronizar no cargo o novo presidente e sequer indicou os restantes membros da diretoria. (Políbio Braga)

Tuma Júnior ao editor: "O delegado Josimar ajudou a investigar a morte de Celso Daniel e agora é executado. Isto é muito estranho".

No seu livro, Tuma Júnior diz que o PT mandou matar Celso Daniel. Do delegado Romeu Tuma, estranhando mais uma morte em torno do cadáver politicamente insepulto do petista Celso Daniel: "Mataram o Delegado Josimar Ferreira de Oliveira, que trabalhava comigo à época da morte do ex-Prefeito Celso Daniel em Juquitiba, tendo sido o responsável pelo registro do BO do caso, além de participar das investigações na minha equipe. Lamento profundamente pela pessoa que era, e me causa estranheza que ocorra às vésperas de recomeçar a investigação do caso! Espero urgente e cabal esclarecimento por parte da Polícia, sobre o triste e intrigante episódio". O editor conversou há pouco com Tuma Júnior. 
- Isto tem a ver com a morte do Celso Daniel, ex-prefeito do PT ?
- Nós investigamos o caso juntos. Já morreram dez pessoas que de uma forma ou de outra foram protagonistas disso tudo. Amanhã, serão 13 anos da morte do ex-prefeito.
- O delegado pode ter sido executado ?
- Pode ser coincidência, mas é preciso investigar. Isto é muito estranho. (Políbio Braga)

O MOMENTO DE PORNOGRAFIA EXPLÍCITA DO CAPITALISMO — OU DO SOCIALISMO — À MODA PETISTA: Dilma quer que bancos públicos socorram empresa privada do setor naval com R$ 10 bilhões. O probleminha é que há alguns réus na Lava-Jato no meio do caminho…

Está em curso um troço realmente do balacobaco, que a Folha traz em sua manchete de hoje. Eu poderia dizer que é a cara do PT. E é. Mas também é a cara das piores práticas da ditadura militar. E o PT, como é sabido, mimetiza muitos procedimentos daquele período. O emblema talvez seja Delfim Netto, guru econômico da linha dura fardada e de Lula. Mas vamos ao ponto, que sintetizo em tópicos.

1: O governo petista decidiu estimular a indústria naval brasileira. Que bom!  A companheirada é assim mesmo: executa uma política econômica que liquida os setores competitivos para estimular aqueles em que o País não conseguirá ser eficiente.
2: Sob os auspícios de Lula e Dilma, criou-se a Sete, empresa para construir e alugar 28 sondas de perfuração, um projeto orçado em US$ 25 bilhões. São sócios do empreendimento a Petrobras, o Bradesco, o BTG Pactual, o Santander e os fundos de pensão das estatais.
3: Se a Petrobras recorresse a empresas estrangeiras para esse serviço, corrupção à parte, o País sairia ganhando porque gastaria menos. Mas sabem como é: é preciso lustrar o nacionalismo brucutu.
4: A Sete está em apuros, informa a Folha. A dívida, em setembro, era de R$ 800 milhões, e a empresa parou de pagar os estaleiros.
5: Aí Dilma teve uma idéia. É, isso é sempre um perigo. Não é fácil, leitores, sustentar esse nacionalismo chulé. Custa caro. A presidente chamou os presidentes do BNDES e do Banco do Brasil — Luciano Coutinho e Aldemir Bendine, respectivamente — para viabilizar um empréstimo de, atenção, R$ 10 bilhões à Sete.
6: Informa a Folha: “A reunião de Dilma com Coutinho e Bendine ocorreu no fim da tarde de quarta (14), no Planalto, para analisar principalmente como "resolver pendências" referentes a empréstimo de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 9,2 bilhões) para contratação de oito sondas.” Vale dizer: sem uma solução, não há sonda.
7: Mas não só: a presidente quer que o BB lidere um consórcio de bancos para emprestar outros R$ 800 milhões à empresa para resolver seus problemas imediatos de caixa.
8: Viram como essa política de desenvolvimento da indústria naval é boa para os brasileiros que são escolhidos para… desenvolver a indústria naval? Esse é o capitalismo à moda da casa: socialização do prejuízo.
9: Ocorre que há algumas dificuldades:
a: o primeiro diretor de operações da Sete foi Pedro Barusco, aquele ex-gerente de serviços da Petrobras, que fez acordo de delação premiada e aceitou devolver a fantástica soma de US$ 97 milhões;
b: a maioria dos estaleiros contratados pela Sete pertence a empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato;
c: tanto o BNDES como o Banco do Brasil querem que a Petrobras e os estaleiros enviem uma carta afirmando que não houve atos ilícitos nos processos de licitação. Considerando as personagens envolvidas…
10: Vejam, então, que coisa fabulosa: o governo decide incentivar a indústria naval, e a empresa criada, tendo a Petrobras como sócia, vai quebrar se não receber a injeção de alguns bilhões de bancos públicos, a juros módicos.
11: A operação de socorro tem esbarrado em algumas dificuldades porque parte das personagens envolvidas na história está sendo investigada pela Polícia Federal.
Assim se fazem as coisas na República petista: incentiva-se a indústria naval nativa batendo a carteira dos brasileiros, e os escolhidos para a empreitada têm a garantia, claro!, de que não vão quebrar. A única atrapalhação é haver nesse meio alguns réus do maior escândalo de que se teve notícia no País até agora.
Não obstante, Joaquim Levy está de olho naqueles que, tudo indica, são os verdadeiros inimigos do Brasil: os trabalhadores que hoje são pessoas jurídicas. O ministro quer a carteira deles.
É o capitalismo à moda petista — ou socialismo, tanto faz — na sua fase de pornografia explícita. Por Reinaldo Azevedo

Aeronáutica conclui que desastre que matou Eduardo Campos foi resultado de uma sucessão de erros do piloto

As investigações da Aeronáutica concluíram que o acidente que matou o presidenciável do PSB e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no meio da campanha eleitoral do ano passado, foi causado por uma sequência de falhas do piloto Marcos Martins - desde a falta de treinamento para aquela aeronave até o uso de “atalho” para acelerar o procedimento de descida. Como resultado decisivo, Martins foi obrigado a abortar o pouso e arremeter bruscamente, operando os aparelhos em desacordo com as recomendações do fabricante do avião e acabando por sofrer o que é tecnicamente descrito como “desorientação espacial”. É quando o piloto perde a referência do avião em relação ao solo, não sabe se está voando para cima, para baixo, em posição normal, de lado ou de ponta cabeça. Essa conclusão sobre a “desorientação espacial” baseou-se em informações sobre os últimos segundos do voo, no momento em que o avião embicou num ângulo de 70 graus e em potência máxima, como se o piloto acelerasse pensando que estava em movimento de subida, quando na verdade estava voando para baixo, rumo ao solo. O acidente ocorreu na manhã de 13 de agosto de 2014, quando o Cessna 560 XL saiu do aeroporto Santos Dumont, no Rio, rumo à Base Aérea de Santos, no Guarujá, em São Paulo. Por volta de 10 horas, a aeronave caiu em Santos, no bairro Boqueirão. Além de Eduardo Campos, que estava em terceiro lugar na corrida presidencial, morreram quatro assessores dele, o piloto e o copiloto Geraldo Magela Barbosa.


Nesses cinco meses de investigações, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da Aeronáutica (Cenipa) levantou ainda todo o perfil psicológico, pessoal e profissional dos dois pilotos e listou uma sequência de falhas de Marcos Martins, antes e durante o voo. Não foi encontrado nenhum indício de falha técnica ou de operação do sistema aeronáutico. As duas turbinas foram detalhadamente analisadas e estavam em perfeita condição de uso, mas a caixa preta de voz não foi útil para as conclusões. Ela simplesmente não estava ligada, não gravou as conversas durante o voo. Conforme apurado pelos investigadores, Martins não estava treinado para o Cessna 560 XL, uma aeronave sofisticada e nova, concluída em 2010. Ele, por exemplo, nunca tinha passado pelo simulador. Está registrado, também, que a relação entre os dois pilotos não era boa. Eles já tinham um histórico de atritos e o copiloto teria, inclusive, pedido para não mais voar com Martins, que, em redes sociais, se disse “cansadaço” dias antes do acidente. Aquele seria, possivelmente, o último voo conjunto da dupla. Essas falhas prévias de preparo técnico e psicológico na cabine de comando foram agravadas por duas circunstâncias objetivas - ou “fatores contribuintes”, no jargão dos investigadores. O tempo estava fechado, com muita chuva, e a pista da Base de Santos, curta e entre picos, é considerada difícil mesmo para pilotos experientes e em boas condições de tempo. Apesar de todos esses agravantes, e talvez por excesso de autoconfiança, Martins cometeu, segundo os investigadores da Aeronáutica, o erro que deflagrou todo o desfecho trágico: ele desdenhou a rota determinada pelos manuais para o pouso na Base de Santos, não fez a manobra exigida para aquela pista e tentou pousar direto, de primeira. Mal comparando com um carro, é como se o piloto não tivesse feito o retorno previsto, tentando um “atalho” para entrar direto num estacionamento. Depois da imprevidência e de embicar para o pouso, ele concluiu que não conseguiria e foi obrigado a arremeter bruscamente. A manobra é considerada a prova da desorientação do piloto.


Dilma quer socorro à maior fornecedora de sondas da Petrobras

Preocupada com as dificuldades financeiras da Sete Brasil, maior fornecedora da Petrobras no pré-sal, a presidente Dilma teve uma reunião com os presidentes do BNDES e o Banco do Brasil no Palácio para tentar destravar empréstimos destinados a socorrer a empresa. Segundo a Folha apurou, Dilma repassou a Luciano Coutinho (BNDES) e Aldemir Bendine (BB), sua "disposição e orientação" para buscar liberar recursos já aprovados ou em negociação com as duas instituições, cerca de R$ 10 bilhões. Em dezembro, a presidente da Petrobras, Graça Foster, já havia pedido a ajuda de Dilma para acelerar os empréstimos para a Sete Brasil. De lá para cá, o BNDES chegou a programar a assinatura dos contratos duas vezes.
 
Casco de sonda da Sete Brasil, que tem entre os sócios Petrobras, Bradesco, BTG e fundos

A reunião de Dilma com Coutinho e Bendine ocorreu no final da tarde de quarta-feira (14), no Planalto, para analisar principalmente como "resolver pendências" referentes a um empréstimo de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 9,2 bilhões) para contratação de oito sondas. Além desse crédito, Dilma discutiu também a concessão de um empréstimo-ponte de R$ 800 milhões por um consórcio de bancos, liderado pelo BB, para a Sete Brasil resolver seus problemas mais urgentes de caixa. O Banco do Brasil não quer liberar o empréstimo de emergência sem que os contratos de longo prazo com o BNDES estejam assinados, para ter mais segurança de que terá o dinheiro de volta. O BNDES, por sua vez, vem exigindo novas garantias a cada reunião. A Sete foi criada para construir e alugar 28 sondas de perfuração para Petrobras, um projeto de US$ 25 bilhões (R$ 66 bilhões). Surgiu da decisão do governo de usar o pré-sal para estimular a indústria naval. Ela tem como sócios a própria Petrobras, bancos como Bradesco, BTG Pactual e Santander, além dos maiores fundos de pensão de estatais do país. Interlocutores de Dilma disseram à Folha que ela tenta socorrer a Sete Brasil para evitar a quebra de empresas e demissões no setor. O comando da Sete Brasil está aflito com a situação financeira da empresa. As dívidas acumuladas até dezembro chegam a R$ 800 milhões e a empresa não paga os estaleiros que contratou. A Folha apurou que, para assinar o contrato de empréstimo com a Sete, o BNDES exigiu que a Petrobras e os estaleiros mandem uma carta garantindo que não houve nenhum ato ilícito durante os processos de licitação. É a chamada "carta de conforto", mecanismo adotado nos casos em que o banco considera que o risco é maior. A cláusula prevê que os contratos podem ser cancelados caso apareçam irregularidades. Boa parte dos estaleiros contratados pela Sete pertence a construtoras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras. Além disso, o primeiro diretor de operações da companhia foi Pedro Barusco, que confessou ter recebido propina quando era gerente da estatal e fez um acordo de delação premiada em troca de uma punição mais leve.

Policial sugere que ex-diretor enterrou dinheiro em piscina

Em seu depoimento à Polícia Federal, o policial afastado Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, disse ter ''ouvido'' que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria aterrado uma piscina em sua casa, no Rio de Janeiro, para guardar dinheiro. Ainda não é possível saber o que os investigadores fizeram com a vaga informação fornecida por Careca. Mas uma comparação entre imagens aéreas antigas e recentes do local mostra que, de fato, uma piscina desapareceu do imóvel de Costa, que fica em um condomínio na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio de Janeiro). No local onde havia um nítido quadrado azul rodeado de um piso claro, bem na entrada de sua residência, há agora só um gramado plano. Conforme o histórico de imagens de satélite do Google Earth, recurso disponível para quem faz download da ferramenta, a casa de Costa ainda era equipada com a piscina em 17 de setembro de 2009. A imagem mais nítida da piscina, feita três meses antes, é a que ilustra esta reportagem (confira abaixo). Em 18 de janeiro de 2010, porém, a piscina já não estava mais lá. Nesta quinta-feira (15), a Folha sobrevoou o local. Na foto mais recente, feita pela reportagem, também só é possível identificar um gramado. Preso na sétima etapa da Operação Lava Jato, em novembro, mas já em liberdade, Careca trabalhava como carregador de dinheiro para o doleiro Alberto Youssef, detido até agora. Ele respondeu questionamentos sobre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras no dia 18 de novembro. No depoimento, disse que não mantinha contato com Costa, mas com seu genro, Márcio Lewkowicz. "Conheço o Márcio da loja de móveis que ele tem em Ipanema. Era a pessoa para quem eu entregava o dinheiro", disse. O agente federal afirmou ter entregue ''umas seis vezes'' dinheiro ao genro de Costa, mas não soube informar os valores. Ele negou frequentar a casa do ex-diretor da Petrobras: "Não sei nem onde fica'', afirmou. Indagado sobre o local onde Costa guardava o dinheiro que lhe era entregue através do genro, disse supor que os montantes eram levados para casa. Foi aí que o policial, voluntariamente, levantou a questão da piscina. "Posso acrescentar que já ouvi informações que, antes de sua prisão, Paulo Roberto possuía uma piscina em sua residência na Barra da Tijuca, onde está preso atualmente. Ouvi dizer que a mesma foi aterrada antes da sua prisão e que possivelmente ele teria guardado valores onde existia a piscina", afirmou. Costa foi preso na Operação Lava Jato, mas deixou a cadeia após firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no ano passado. Atualmente ele cumpre prisão domiciliar em sua casa – agora desprovida de piscina – na Barra da Tijuca. O imóvel foi comprado por ele em julho em 2002. Para transportar dinheiro a mando de Youssef, Careca costumava usar as credenciais de policial, uma forma de dissipar suspeitas. Ele fazia isso em malas, maletas e até no próprio corpo. O ex-policial prestou três depoimentos à Polícia Federal em novembro. Em um deles, revelado pela Folha na semana passada, citou o nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que Youssef teria lhe mandado entregar dinheiro numa casa que seria do deputado. No mesmo depoimento, Careca disse também que entregou R$ 1 milhão ao senador eleito Antonio Anastasia (PSDB-MG). Tanto Anastasia quanto Eduardo Cunha negaram participação no esquema. Disseram que sequer conhecem Careca ou Youssef. Na segunda (12), o advogado do doleiro, Antônio Figueiredo Basto, disse que seu cliente não teve "negócios" com o tucano nem com o deputado peemedebista.