quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Polícia Federal investiga desvio de R$ 15 milhões do seguro desemprego


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação MAC 70, que investiga a atuação de uma quadrilha que fraudava o pagamento do seguro-desemprego. Pelo menos seis pessoas foram presas em Brasília suspeitas de participar do esquema, que desviou mais de 15 milhões de reais. Eles responderão pela prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa. De acordo com as investigações, funcionários do Sistema Nacional de Emprego (Sine) atuavam em conjunto com a quadrilha e inseriam dados falsos no sistema do seguro-desemprego para liberar os recursos. Os policiais ainda apuram se os contribuintes cujas informações pessoais foram utilizadas tinham ou não conhecimento do esquema e se são vítimas ou envolvidas nas fraudes. Ao todo, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva e cinco de prisões temporárias. A sexta prisão ocorreu porque o pai de um dos investigados, em cuja casa foi cumprido mandado de busca e apreensão, detinha uma arma de fogo.

OAS já tem interessados em comprar seus ativos, diz jornal


A OAS já tem entre 20 e 30 interessados em comprar seus ativos, entre investidores brasileiros e grupos da Ásia, Oriente Médio, Europa, Canadá e Estados Unidos. O interesse, contudo, ainda é preliminar porque o processo formal de venda ainda não começou. A empresa anunciou a contratação dos escritórios de advocacia Mattos Filho e White & Case para assessorá-la nas negociações. "A companhia pretende apresentar um plano de reestruturação financeira a todos seus credores e também informou que adotou um plano de redução de despesas expressivo e estuda a venda de determinados ativos para reforçar sua liquidez", afirmou a OAS, em comunicado, no início de janeiro. Na lista está a participação de 24,4% da empreiteira na Invepar, concessionária do Aeroporto de Guarulhos, de rodovias e metrô. Só essa fatia é avaliada em 2,7 bilhões de reais, segundo o fundo de pensão Petros, que detém fatia praticamente igual na empresa de concessões de infraestrutura. Além disso, podem ser colocados na mesa de negociação as empresas de saneamento Samar (Araçatuba) e Sagua (Guarulhos), três estádios de futebol (Grêmio, Dunas e Fonte Nova), a participação acionária no estaleiro Enseada do Paraguaçu (Bahia), o Porto Novo (Rio), a OAS Óleo e Gás e diversos empreendimentos residenciais. A OAS é a primeira das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato que passa por dificuldades financeiras. A companhia já deu dois calotes no mercado financeiro neste mês, totalizando 117,8 milhões de reais. O crédito do mercado secou após as denúncias de corrupção na Petrobras estourarem também para o lado das construtoras que firmaram contratos com a petroleira, acusadas de formação de cartel em licitações da estatal.

Petrobras rompe com consórcio da Alumini na refinaria Abreu e Lima


A Petrobras decidiu romper o contrato com o consórcio liderado pela Alumini (ex-Alusa), responsável por uma unidade de tratamento de gases tóxicos na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O motivo, segundo a estatal, foi o "descumprimento de cláusulas contratuais por parte do consórcio responsável pela obra", chamada Snox. No fim do ano passado, a petroleira incluiu a Alumini na lista de bloqueio cautelar de 23 empresas citadas como participantes de um cartel investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). Dois meses antes de tomar essa decisão, a construção da plataforma Snox já tinha sido paralisada. A Alumini alega que não pode faturar "vários serviços já executados", que dependem da liberação de aditivos, sendo que muitos deles com pedidos de ampliação ou alteração de escopo, solicitados pela própria Petrobras. A empresa também alega que a Petrobras lhe deve 1,2 bilhão de reais. Com a interrupção de pagamentos, cerca 4,6 mil trabalhadores da empresa na obra brigam na Justiça para receber 130 milhões de reais em rescisões e salários atrasados. Até agora, receberam apenas 44 milhões de reais. A Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) concedeu licença para operação de Abreu e Lima em outubro e estipulou que até maio o equipamento Snox estivesse funcionando. Segundo a Alumni, não há nenhuma negociação em curso para a retomada da construção. Já a Petrobras disse que está "analisando o escopo remanescente e as medidas a serem adotadas para a retomada dos trabalhos”.  Abreu e Lima terá dois trens de refino, com capacidade para processar 230 mil barris por dia. O primeiro deles está em operação e o segundo tem 82% das obras concluídas. Trabalhadores da refinaria, no entanto, dizem que as obras estão muito mais atrasadas que o informado pela petroleira. Em 2005, a refinaria foi orçada em 2,5 bilhões de dólares e deveria estar pronta até 2011. No centro das investigações da Operação Lava Jato, o valor da obra já chegou a cerca de 18,5 bilhões de dólares.

Ministério Público pede bloqueio dos bens do petista Agnelo Queiroz, ex-governador do Distrito Federal


O Ministério Público do Distrito Federal pediu nesta quarta-feira o bloqueio dos bens do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) por indícios de graves irregularidades na inauguração do novo centro administrativo de Brasília. Em uma ação de improbidade apresentada contra o petista, os promotores afirmam que ele desrespeitou a legislação e ignorou uma decisão judicial com o intuito de garantir a concessão do habite-se para o prédio no último dia de seu governo. O centro administrativo, construído na cidade-satélite de Taguatinga, era uma das principais obras prometidas pelo petista Agnelo Queiroz, mas não seria entregue a tempo sem atropelos à lei. Em 15 de setembro do ano passado, o governador petista emitiu um decreto que permitia a inauguração do local apesar da ausência de um relatório de impacto de trânsito, uma exigência da lei. O Ministério Público constatou que o decreto foi elaborado às pressas e infringia a legislação. A Justiça concordou e concedeu uma liminar que impedia a concessão do habite-se. Os promotores alertaram a Administração Regional de Taguatinga sobre o caso. O então administrador, Antonio Sabino de Vasconcelos Neto, assegurou que não concederia o habite-se. Mas Agnelo agiu, como dizem os promotores na ação, "de forma a demolir todos os alicerces do Estado": demitiu Antonio Sabino e nomeou Anaximenes Vale dos Santos para o seu lugar. A troca foi feita em 30 dezembro, penúltimo dia do mandato de Agnelo – que ficou em terceiro lugar na sua tentativa de se reeleger num dos maiores vexames do PT nas últimas eleições. Os promotores não tem dúvidas da intenção do ex-governador: "É indiscutível que a as condutas praticadas violaram os deveres de honestidade, legalidade e principalmente lealdade às Instituições". Em apenas um dia, o novo administrador de Taguatinga "analisou" 4.700 páginas do processo e emitiu o habite-se para que Agnelo pudesse realizar a teatral inauguração do complexo – que não tem nem energia elétrica e está completamente vazio. Era a única chance de encerrar seu mandato com pelo menos uma obra significativa na conta. Agora, com o habite-se o governo está sujeito a pagar 4 milhões mensais ao consórcio construtor, mesmo sem utilizar o local. É o que prevê o contrato. O Ministério Público pede que os bens de Agnelo sejam bloqueados até o valor de 15,9 milhões de reais. Além do pagamento mensal ao consórcio, o cálculo inclui mais 4 milhões de reais em danos morais e 7,9 milhões de reais de multa por descumprimento de decisão judicial. No caso de Anaximenes Vale dos Santos, o bloqueio pedido é de 12 milhões de reais. O episódio é ainda mais grave porque Agnelo deixou as contas públicas do Distrito Federal em situação caótica: servidores – inclusive da educação e da saúde – se queixam de atrasos nos salários, empresas de limpeza urbana também levaram calote e o novo governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), teve de fazer um corte radical nos gastos para manter os serviços básicos em funcionamento. Enquanto isso, o ex-governador passeia em Miami, para onde embarcou na semana passada em férias.

Aumenta o número de famílias brasileiras que pedem para sair do País


Entre outubro de 2013 e janeiro deste ano, disparou o número de famílias que desejam ‘começar vida nova’ fora do Brasil. O motivo? O resultado nas urnas das Eleições 2014 e o crescente medo de uma crise econômica mais grave no país. Segundo a empresa Canadá Intercâmbios, especializada em viagens de estudos e trabalho para aquele país, o número de pedidos nesse período superou a média registrada nos meses anteriores "Antes, fechávamos um pacote familiar em média a cada dois meses. Agora, são cerca de dois pacotes por semana. Houve dias em que chegamos a receber mais de cem e-mails de famílias interessadas em migrar", diz Eduardo Santos, que gerencia a matriz da empresa em Toronto. Entre os recém-chegados ao Canadá estão três coronéis do exército e suas famílias. "O baixo índice de corrupção no Canadá chama a atenção de quem visita. Esperamos que aqui eles vejam que é possível um país ser dessa maneira", diz Santos.

Jovem que salvou clientes em mercado judeu em Paris recebe a nacionalidade francesa


O governo da França concedeu a nacionalidade francesa a Lassana Bathily, o malinês muçulmano que conseguiu esconder clientes no supermercado judeu atacado por um dos terroristas na semana passada, em Paris, anunciou nesta quinta-feira o ministro francês de Interior, Bernard Cazeneuve. Em breve comunicado, o ministro afirmou que “no dia seguinte de seu ato de coragem” iniciou com urgência o pedido de naturalização que Bathily havia solicitado em 7 de julho. O ministro presidirá uma cerimônia de boas-vindas a Bathily na próxima terça-feira na sede do Departamento de Interior, acrescentou a nota oficial. A decisão do governo coincide com uma campanha na internet, iniciada através de uma iniciativa do Conselho Representativo de Associações Negras da França, que conseguiu 295.000 assinaturas pedindo a cidadania para o imigrante malinês. Bathily, de 24 anos de idade e que trabalha há quatro anos como funcionário do mercado judeu Hyper Casher, no leste de Paris, onde ocorreu um dos ataques terroristas, escondeu seis clientes da loja em um frigorífico no porão para que o assassino jihadista não pudesse encontrá-los. O jovem ainda teve a perspicácia de desligar os freezers para evitar ruídos e apagar as luzes para não chamar a atenção do terrorista. O jovem chegou à França aos 16 anos para se encontrar com o pai, enquanto a mãe continua morando em Mali. Instalado inicialmente em uma residência parisiense para trabalhadores imigrantes, onde vivia “como em uma família”, Bathily demorou quatro anos para regularizar sua situação na França. “Foi muito difícil, em termos de trabalho, e inclusive para me integrar à sociedade francesa”, comentou o jovem.

Bombardier vai cortar mil empregos com a paralisação da produção de jatos


A Bombardier anunciou que suspendeu um programa envolvendo a produção da aeronave Learjet 85 e que está demitindo cerca de mil funcionários devido à demanda fraca pelo jato executivo. A fabricante canadense de aviões e trens acrescentou que a medida reflete a contínua fraqueza no segmento de aeronaves leves desde a crise econômica. O Learjet 85 é projetado para oito passageiros em sua configuração padrão. A Bombardier disse que a paralisação resultará em um encargo de 1,4 bilhão de dólares antes de impostos no quarto trimestre, principalmente pelo prejuízo com os custos de desenvolvimento do Learjet 85. Ainda segundo a companhia, o corte de postos de trabalho ocorrerá em Querétaro, México, e Wichita, no Estados Unidos.

Ex-diretora da Vale assumirá cargo no FMI


A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, indicou na quarta-feira a brasileira Carla Grasso para ser vice-diretora-gerente e ocupar o novo cargo de diretora administrativa no Fundo. Com a função, Carla passará a coordenar os setores de recursos humanos, tecnologia, serviços gerais e auditoria interna, além de supervisionar o orçamento da instituição. "Carla traz consigo uma liderança excepcional, um pensamento estratégico e uma forte experiência de gerenciamento operacional para o seu novo cargo", afirmou Lagarde ao anunciar a indicação. Carla, que assumirá suas funções no dia 2 de fevereiro, será a número três na hierarquia do FMI. Lagarde é a número um, seguida pelo primeiro diretor-gerente adjunto David Lipton. Ela afirmou que vai trabalhar para "fortalecer ainda mais o FMI, em um momento em que a instituição deve responder às necessidades de uma economia mundial em rápida transformação e às de todos os seus países membros": "Estou muito ansiosa em poder trabalhar com meus novos colegas de direção, bem como com o talentoso pessoal do fundo". Carla Grasso possui experiência tanto no setor público quanto no setor privado. Trabalhou na Vale por 14 anos, tendo ocupado a posição de vice-presidente para Recursos Humanos entre 2001 e 2011. Neste período, ajudou a modernizar as operações da mineradora em 38 países, integrando diversos setores. No setor público, assumiu funções nos ministérios da Previdência Social, Fazenda e Planejamento, além de trabalhar para o gabinete da Presidência. Também foi consultora do Banco Mundial, em que ganhou experiência trabalhando em países de baixa renda. Carla possui mestrado em Política Econômica pela Universidade de Brasília e ministra aulas na Pontifícia Universidade Católica de Brasília, no Centro Universitário do Distrito Federal e no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em São Paulo.

Cerveró se compara à petista Graça Foster: "Ela também transferiu imóveis aos filhos"


Em depoimento prestado à Polícia Federal, em Curitiba, nesta quinta-feira, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró negou que tenha recebido propina por contratos celebrados com a estatal e afirmou que a atual presidente da petroleira, Graça Foster, também transferiu imóveis para os filhos no Rio de Janeiro. O ex-diretor foi preso na madrugada desta quarta-feira após o Ministério Público ter detectado que ele continuava a praticar crimes e que tentava se desfazer do patrimônio em seu nome. Ele chegou a transferir três imóveis para os filhos em uma operação interpretada como uma tentativa de evitar que os bens fossem penhorados no futuro para o ressarcimento dos prejuízos causados pelo esquema de fraudes na Petrobras. “A atual presidente da Petrobras realizou operações semelhantes, transferindo imóveis aos filhos dela”, disse Cerveró. Em agosto, foi revelado que Graça Foster havia transferido imóveis no Rio de Janeiro para os filhos “com reserva de usufruto”, o que levou o ex-ministro do Tribunal de Contas da União, José Jorge, a defender o bloqueio de bens da presidente da estatal. Para o ministro, a mudança de titularidade dos imóveis poderia ser uma tentativa de driblar as investigações e eventuais punições pela malfadada compra da refinaria de Pasadena. A Corte, porém, decidiu não bloquear os bens nem de Graça Foster nem de Cerveró. No depoimento de hoje, o ex-diretor disse que não tem patrimônio de origem ilícita e negou que tenha tentado dissimular a propriedade de qualquer um de seus bens. Alegou que a transferência de imóveis para os filhos Bernardo e Raquel e para a neta Anita, em maio de 2014, era uma “antecipação de herança”, mas admitiu ter fraudado o valor de compra nas transferências para pagar menos imposto. O ex-diretor alegou que recebia 100.000 reais mensais como diretor da Petrobras, o que teria permitido a ele comprar imóveis. Atualmente, ele diz que vive com cerca de 15.000 reais mensais fruto da aposentadoria do INSS, complementada pelo fundo de pensão da Petrobras (Petros), e do aluguel de um apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro. Embora o Ministério Público aponte Cerveró como o destinatário final de boa parte da propina arrecadada pelo lobista Fernando Baiano nos contratos fraudados na Petrobras, o ex-diretor da Petrobras disse que nunca recebeu oferta de dinheiro por parte de Baiano, negou ter recebido recursos ilícito de contratos com a Petrobras e afirmou não possuir offshores ou contas bancárias no Exterior. Ele admitiu, porém, que mantinha “certa relação de amizade” com Fernando Baiano, apontado como o operador do PMDB no escândalo do petrolão, e afirmou que o lobista e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, eram “conhecidos”. Questionado, disse não conhecer o doleiro Alberto Youssef. De acordo com a acusação, Cerveró recebeu 30 milhões de dólares a partir da mediação de Fernando Baiano para a consolidação de contratos de navios-sonda com a Samsung. Em acordo de delação premiada, o executivo Julio Camargo, da empresa Toyo Setal, confirmou os pagamentos ilegais. Em seu depoimento, porém, Cerveró deu detalhes dos contratos obtidos pela Toyo Setal com a Petrobras, quando a empresa intermediou a aquisição de navios-sonda da Samsung Heavy Industries, mas disse que não houve distribuição de dinheiro ilícito para a consolidação do negócio. Ele disse que a compra dos navios-sonda foi feita sem licitação porque tinham por objetivo atender uma “necessidade específica e imediata da Petrobras” e não passou por análise do Conselho de Administração da empresa.

O ex-deputado Walter Feldman vai ser o número 2 da CBF


O ex-deputado federal Walter Feldman, um dos principais articuladores políticos da ex-ministra Marina Silva (PSB) durante a campanha presidencial do ano passado, assumirá no dia 14 de abril o segundo cargo mais importante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): a secretaria-geral da entidade. Ele estará na linha de frente do diálogo com as federações estaduais e a Fifa. Feldman vai trabalhar diretamente com Marco Polo Del Nero, que vai assumir a CBF em abril. Quando Marina Silva  liderava as pesquisas da disputa presidencial em 2014, Feldman era apontado como possível ministro da Casa Civil em caso de vitória da candidata. Depois da derrota no primeiro turno, porém, Feldman deixou a Rede Sustentabilidade e pediu a desfiliação do PSB. "Estou totalmente afastado da política", diz o ex-deputado.

Depois de ser vendida pelo empresário de papel Eike Batista, IMX sai do consórcio do Maracanã


A IMX, empresa de investimentos em negócios de entretenimento que foi do empresário de papel Eike Batista, vendeu para a Odebrecht sua participação no consórcio que controla o estádio do Maracanã. A firma detinha 5% do empreendimento. Com a compra, a Odebrecht passa a ter 95% do negócio. A IMX vai intensificar sua atuação na comercialização de tickets on-line, com a plataforma TUDUS, e encerrará a operação de gestão de carreira de atletas. A mudança na estratégia da empresa ocorre poucos dias depois de ter sido acertada a venda da participação de Eike Batista na IMX para o fundo Mubadala, de Abu Dhabi. Entre os ativos da IMX, estão o Rio Open, evento de tênis da América do Sul, a Plataforma de Golfe (Brasil Champions, CBG Pro Tour e Aberto Brasil); os jogos da NBA no Brasil realizados em 2013 e 2014; o Bowl Jam (mundial de skate); o mundial e o brasileiro 4x4 de Futevôlei. Além disso, a empresa faz parte da sociedade na Rock World S.A, detentora da marca Rock in Rio e tem uma joint venture com o Cirque Du Soleil. A Mubadala Development foi criada em 2002 pelo governo de Abu Dhabi. O objetivo foi criar um agente de diversificação da economia do país, de acordo com o site da empresa. A companhia é focada no desenvolvimento e investimentos em diversos setores, com portfólio avaliado em 60,8 bilhões de dólares. O fundo soberano é um dos principais credores de Eike Batista.

Governo petista de Dilma Rousseff lança novo edital do "Mais Médicos"

O Ministério da Saúde anunciou hoje (15) uma nova versão do Programa Mais Médicos, que agora vai incorporar o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab). “Nós deixamos para o médico brasileiro fazer a opção, se ele quer o conjunto de regras estabelecidas para o Mais Médicos, ou se quer acessar os benefícios do Provab”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Na prática, o profissional poderá escolher se fica três anos no local determinado pelo governo, como acontece no Mais Médicos, ou se fica um ano e ganha 10% de bônus na nota de uma eventual prova de residência, características do Provab. Outra diferença é que, enquanto os profissionais do Mais Médicos receberão ajuda de custo (auxílios-moradia e alimentação), os do Provab, não. Os médicos que terminarem um ano de Provab poderão continuar o trabalho na unidade onde clinicam, mas serão absorvidos pelo Mais Médicos e receberão os auxílios desse programa. A partir de amanhã (16) e até o próximo dia 29 de estarão abertas as inscrições para os médicos brasileiros que querem participar do programa. O edital, que será publicado amanhã, relaciona também os 1.500 municípios que poderão reivindicar a inclusão no programa para receber os médicos. Os médicos brasileiros formados no Exterior poderão fazer as inscrições entre os dias 10 e 20 de abril. Entre os dias 5 e 15 de maio, estarão abertas as inscrições para estrangeiros formandos no Exterior. Os profissionais formados no exterior passarão por uma ambientação e começarão a trabalhar no dia 7 de julho. Os médicos brasileiros continuam sendo prioridade. Depois, serão chamadas inscrições individuais de médicos formados fora do país e, por último, os médicos cubanos, da cooperação com a Organização Mundial da Saúde. A bolsa é a mesma (R$ 10 mil) e, ao final dos dois programas, os médicos são considerados especialistas em saúde da família. Os selecionados devem começar a trabalhar no dia 3 de março. No mínimo 2.920 vagas ofertadas no Provab serão abertas, mas é preciso aguardar a adesão dos municípios para definir o número de vagas. Lançado em junho de 2013, o Mais Médicos foi criticado pelas entidades médicas, que alegavam ilegalidade na contratação de estrangeiros sem aprovação no Revalida, exame necessário para médicos formados no exterior atuarem no Brasil. Semelhante ao Mais Médicos e precursor dele, o Provab, destinado a médicos brasileiros, é uma das estratégias do governo para estimular médicos, principalmente recém-formados, a clinicar em regiões carentes. O "Mais Médicos" tem 11.429 profissionais cubanos, 1.846 brasileiros e 1.187 intercambistas de vários países, como Argentina, Portugal, Venezuela, Bolívia, Espanha e Uruguai.

Indústria de São Paulo demitiu 128,5 mil pessoas em 2014

A indústria de São Paulo demitiu 128,5 mil empregados em 2014, o que representou a perda de 4,89% dos empregos. Segundo pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), o saldo entre demissões e admissões é que significa a redução de vagas no setor. Na relação anual, o número de demissões é o pior dos últimos oito anos. O resultado negativo superou os de 2008 e 2009, anos em que o setor sofreu reflexos da crise financeira mundial. Compararando dezembro de 2014, quando ocorreram 40 mil demissões, com o mesmo período de 2008, observa-se que o desempenho do ano passado não foi o pior resultado mensal. Em 2008, o saldo negativo chegou a 121 mil. Em nota, o diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp , Paulo Francini, afirma que a queda menos expressiva em dezembro do ano passado é resultado de uma antecipação das demissões em 2014.  Francini disse que há uma diferença entre os cenários de 2009 [crise financeira] e 2014, que é a recuperação dos empregos ocorrida no ano seguinte. Em 2010, houve recuperação e saldo positivo de 115 mil vagas, ou seja, 4,78%. Ele acredita que o movimento não deve se repetir em 2015. Para ele, a falta de perspectiva vem da elevação da taxa de juros, do possível ajuste fiscal do governo, da retirada de alguns subsídios e do aumento de impostos: “Há pressão em cima do gasto público, e já houve redução dos gastos por parte dos ministérios. Isso significa menos dinheiro na economia, enquanto a taxa de juros ainda deve crescer". Dos 22 setores avaliados pela pesquisa no ao passado, 20 tiveram redução no emprego, um apresentou alta e um se manteve estável. Em dezembro, todos os setores da indústria paulista registraram demissões. O índice de emprego caiu 5,4% na região da Grande São Paulo e 4,4% no interior do estado. Das 36 regiões pesquisadas, apenas uma registrou contratações. A indústria de Santa Bárbara d´Oeste teve alta de 6,6%, impulsionada, segundo a pesquisa, por contratações do setor de produtos têxteis (3,36%). Em relação às perdas, o destaque é a região de Piracicaba, com queda de 16,54% das vagas no ano e demissões nos segmentos de produtos de metal (-36,%) e de máquinas e equipamentos (-14,23%).

Itamaraty diz que "acompanha" caso de brasileiro condenado à morte na islâmica Indonésia

O Ministério das Relações Exteriores informou hoje (15) que o governo continua “acompanhando estreitamente” o caso do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, preso desde 2003 na islâmica Indonésia por tráfico de drogas, que pode ser executado por fuzilamento neste sábado (17), segundo informam jornais indonésios e australianos. Apesar de o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") e a presidente petista Dilma Rousseff terem enviado cartas ao presidente da Indonésia, pedindo reversão da sentença, desde que Marco Archer foi condenado à pena de morte, o governo brasileiro ainda avalia as possibilidades abertas. “O governo brasileiro continua mobilizado, acompanhando estreitamente o caso, e avalia todas as possibilidades de ação ainda abertas. De modo a preservar sua capacidade de atuação, o governo brasileiro manterá reserva sobre as decisões tomadas”, informou, em nota, o inútil Itamaraty. De acordo com as leis da islâmica Indonésia, a única forma de reverter uma sentença de morte é se o presidente do país aceitar um pedido de clemência. O brasileiro trabalhava como "instrutor de vôo livre" e foi preso em agosto de 2003, quando tentou entrar na Indonésia, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína escondidos em uma asa delta desmontada em sete embalagens. Marco Archer ainda conseguiu fugir do aeroporto, mas foi localizado após duas semanas, na ilha de Sumbawa. Ele confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, ele foi condenado à morte. A primeira vez que o governo brasileiro pediu clemência para Archer foi em marco de 2005, quando o então presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") enviou carta ao presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono. Apesar de não desconhecer a gravidade do delito cometido, Lula X9 apelou ao sentimento de humanidade e amizade do presidente indonésio. Em 2012, a presidente petista Dilma aproveitou um encontro bilateral com o presidente Yudhoyono, à margem da 67ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e entregou nova carta apelando para que o brasileiro não seja punido com a pena de morte. Yudhoyono, no entanto, não atendeu aos pedidos, e o atual presidente, Joko Widodo, que assumiu o cargo em 2014, é considerado ainda mais rígido em relação ao combate às drogas, já tendo afirmado que rejeitará todos os pedidos de clemência das 64 pessoas condenadas à morte no país por crimes relacionados com drogas. Archer pode ser o primeiro brasileiro executado por crime no Exterior. De acordo com o jornal australiano The Sidney Morning Herald, o advogado do brasileiro, Utomo Karim, disse que ele está em estado de choque e com medo. Segundo Karim, Archer apelou ao Consulado do Brasil em Jacarta para que o governo brasileiro faça todo o possível para que ele não seja morto. Outro brasileiro, Rodrigo Gularte, de 42 anos, também está no corredor da morte na Indonésia, por tentar entrar no país, em julho de 2004, com seis quilos de cocaína escondidos em uma prancha de surfe. De acordo com o último levantamento do Itamaraty, havia 3.209 brasileiros presos no Exterior até o fim de 2013.

Cerveró diz que compra de sondas sem licitação foi aprovada pela diretoria da Petrobras

O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró disse hoje (15) à Polícia Federal que a compra de sondas de perfuração sem licitação teve a aprovação da então diretoria executiva da estatal, em 2006, recebeu parecer do setor jurídico e foi feita para atender a uma necessidade específica e imediata da estatal, mas não passou pelo crivo do Conselho de Administração, responsável pela definição do planejamento estratégico da empresa. O ex-diretor prestou depoimento aos delegados na manhã desta quinta-feira, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso. Ele confirmou que mantinha relação de amizade com o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, acusado de receber propina para intermediar contratos com a Petrobras, mas negou que tenha recebido “vantagem financeira” durante as negociações para a assinatura dos contratos. Cerveró também afirmou que não tem contas no Exterior. Em depoimento de delação premiada, o consultor Júlio Gerin de Almeida Camargo afirmou que pagou U$ 40 milhões a Fernando Soares para intermediar a compra de sondas de perfuração para a Petrobras. No depoimento, o delator declarou que o valor foi repassado para Soares por meio de contas indicadas por ele no Uruguai e na Suíça. Para fechar o negócio, Camargo disse que procurou o empresário “pelo sabido bom relacionamento" dele na área internacional e de abastecimento da empresa, dirigidas à época por Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, respectivamente. Para tratar do negócio, o delator disse que participou de uma reunião na sala de Cerveró, na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, na qual também estavam presentes o então gerente executivo da área internacional, Luiz Carlos Moreira, o então vice-presidente da Samsung, Harrys Lee, e o gerente da Mitsui no Rio de Janeiro, Ishiro Inaguage. O ex-diretor confirmou a realização da reunião no depoimento de hoje. Cerveró disse à Polícia Federal que tem relação de amizade com Fernando Soares e que conheceu o empresário em 2000, quando ocupava o cargo de gerente executivo de Energia. Segundo Cerveró, Soares representava empresas do setor de energia térmica interessadas em atuar no mercado brasileiro. A Union Fenosa, representada por Soares, fechou um contrato a Petrobras. De acordo com o ex-diretor, posteriormente, o empresário continuou a frequentar a Petrobras, representando outras empresas, com atuação nas diretorias de Abastecimento e de Gás e Energia. Sobre a acusação de tentar blindar seu patrimônio para evitar a apreensão dos bens, razão pela qual ele está preso, Cerveró disse que não adquiriu patrimônio de forma ilícita. Sobre as movimentações financeiras, o ex-diretor declarou que precisava pagar despesas pessoais com a filha. De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no dia 16 de dezembro, Cerveró sacou R$ 500 mil em um fundo de previdência privada e transferiu o valor para sua filha, mesmo tendo sido alertado pela gerente do banco de que perderia 20% do valor. Em junho do ano passado, Cerveró havia transferido imóveis para seus filhos, com valores abaixo dos de mercado. Na interpretação do Ministério Público Federal, o ex-diretor tentou blindar seu patrimônio, e por isso, a prisão foi requerida.

Operação de combate ao terror na Bélgica deixa ao menos dois mortos

Ao menos dois suspeitos foram mortos em uma operação da polícia belga contra o terrorismo na cidade de Verviers, no leste do país, nesta quinta-feira. Uma terceira pessoa ficou gravemente ferida. O nível de alerta de segurança no país foi elevado para o nível três, o penúltimo da escala. Segundo o porta-voz da Promotoria Federal da Bélgica, Eric van der Sypt, os homens estavam “extremamente bem armados” com dispositivos automáticos, e abriram fogo contra os policiais. Ele informou que a operação foi realizada com base em informações de que o grupo estava prestes a realizar ataques no país – que poderiam ser perpetrados em algumas horas ou dias. Nenhuma testemunha ou policial ficou ferido.

A operação foi realizada em uma área perto de uma estação de trem, na área central da cidade que fica na província de Liège, próximo à fronteira com a Alemanha. Também foram realizadas perseguições nos arredores da capital Bruxelas e em várias partes do país, todas relacionadas a suspeitos de terem voltado da Síria. A Bélgica tem realizado várias ações contra suspeitos de terem voltado ao país depois de participarem da guerra civil na Síria. Segundo a rede Americana CNN, o grupo enfrentado em Verviers teria ligações com o Estado Islâmico, que instruiu os terroristas a realizar ataques na Bélgica e em outros países da Europa.
A situação na Bélgica aumenta a preocupação sobre a segurança na Europa, uma semana depois dos ataques que deixaram dezessete mortos em Paris. Algumas das armas usadas nos atentados na capital francesa teriam sido compradas em Bruxelas. A imprensa belga divulgou ontem informações de que Amedy Coulibaly, o terrorista que invadiu um mercado judeu kosher em Paris, na última sexta-feira, matando quatro reféns, um dia depois de assassinar uma policial, comprou na Bélgica o armamento usado nos ataques na capital francesa.
A Bélgica é um dos países Europeus com o maior número de cidadãos que se filiaram a grupos jihadistas na Síria. Um tribunal na Antuérpia está julgando 46 pessoas acusadas de arregimentar jovens para o terrorismo. O veredicto estava previsto para ser anunciado esta semana, mas foi adiado por um mês depois dos atentados em Paris. 

Papa Francisco tropeça na sandália do pescador de águas turvas e diz besteira. Ou: Bergoglio está preparado para cura de aldeia, não para chefe da Igreja Católica

O mundo vive uma crise de liderança sem igual. Em toda parte. Onde está Barack Obama, presidente dos Estados Unidos? Deixem-me ver. Ele tentou transformar em notícia desta quinta-feira mais um passo do governo americano na aproximação com… Cuba! Quem se importa com essa bananice? No comando da Igreja Católica está um jesuíta com formação teológica precária, talhado, como diz um meu amigo italiano, para ser “cura de aldeia”, não o chefe da Igreja. Sim, ele é o líder máximo da minha religião, mas suas ambiguidades me incomodam.

Se concede uma entrevista sobre o aborto, depois é preciso esclarecer pontos obscuros de sua fala; se tece considerações sobre catolicismo e homossexualidade, logo é preciso que o Vaticano esclareça o que quis dizer. Faço aqui uma ironia delicada: jesuítas sempre foram de uma inteligência política ímpar, mas, em matéria de teologia, não são aquilo tudo… E Padre Vieira? Foi o maior prosador da língua portuguesa e um… grande político. Na teologia, forçava a mão.
O ex-peronista Bergoglio não me entusiasma nem como teólogo, o que ele não é, nem como liderança política — e seu posto também tem esse significado. Parece-me viciado em aprovação popular. “E João Paulo II não era assim?”, poderia indagar alguém. Não à custa da clareza, respondo eu.
O papa falou a jornalistas durante uma viagem do Sri Lanka às Filipinas. Indagado sobre o ataque ao jornal francês “Charlie Hebdo”, saiu-se com a ambiguidade de hábito. Reconheceu que tanto a liberdade religiosa como a de expressão são “direitos humanos fundamentais”. Mas considerou: “Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender”.
É claro que ninguém defende o direito natural à ofensa. O ponto não é esse. A questão é saber como devem reagir os que se consideram ofendidos. O papa afirmou, sim, que não se deve matar em nome de Deus, mas se saiu com um exemplo de uma pobreza, lamento dizer, estúpida. Até botou a mãe no meio. Disse: “Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender. É verdade que não se pode reagir violentamente, mas se Gasbarri (Alberto Gasbarri, responsável pelas viagens internacionais do papa), grande amigo, diz uma palavra feia sobre minha mãe, pode esperar um murro. É normal!”.
O exemplo é de um didatismo pedestre. Não é uma fala para ser entendida pelos simples, como devem fazer os cristãos, mas para excitar os tolos. Em primeiro lugar, “papa” e “murro” não devem se misturar numa mesma frase. Em segundo lugar, a sua metáfora cretina, queira ele ou não, justifica o ataque terrorista. Afinal, para os extremistas, eles apenas deram “um murro” — a seu modo — porque provocados.
A fala se dá em meio a outras declarações delinquentes. Ahmet Davutoglu, primeiro-ministro da Turquia, comparou seu congênere israelense, Benyamin Netanyahu, aos terroristas de Paris. Lideranças muçulmanas mundo afora têm se manifestado de forma ambígua sobre os ataques, sempre partindo desse lamentável ponto de vista do papa: “Eles falaram mal de nossa mãe” — no caso, do “nosso Profeta”.
Bergoglio, dito Francisco, deveria se calar. Ser ambíguo sobre aborto, homossexuais ou casamento de padres só traz alguma turbulência à própria Igreja. Ser ambíguo sobre terrorismo pode ser muito perigoso. A propósito: se alguém insultar Cristo, que tipo de “murro” o papa acha que os católicos devem dar? Por Reinaldo Azevedo

Fortunati nomeará secretarias vagas ao voltar de férias, enquanto Regina Becker, sua mulher, está migrando do PDT para a Rede

Surpreendido pela migração de três membros de primeiro escalão do seu governo (Dmae, secretarias de Urbanismo e Licenciamento) e por duas inesperadas saídas (PGM e secretaria da Juventude), o prefeito José Fortunati foi obrigado a adiar para este sábado as férias de dez dias que teria tirar no dia 8 de janeiro. As vagas serão preenchidas na volta do prefeito, que no entanto já indicou os substitutos em Urbanismo (Valter Nagelstein) e Procuradoria Geral (ele entregou este órgão para o PT). No paço correm informações de que mais gente pode sair. A deputada Regina Becker, mulher de Fortunati, viajará com ele. Na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul existem rumores muito fortes de que a deputada estadual poderá sair do PDT e ir para Rede, de Marina Silva, com quem ela mantém forte afinidade. Não se sabe se o marido a acompanharia ou não, mas Fortunati ambiciona ser candidato ao governo do Rio Grande do Sul um partido pequeno como a Rede inviabilizaria suas pretensões. Se for para o novo partido, Regina Becker será a dona de uma bancada, com direito a dezenas de novos assessores e as verbas correspondentes. 

Digitais do tesoureiro do PT aparecem em mais uma falcatrua


Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entregue aos investigadores da Operação Lava Jato, que desmontou esquema de corrupção na Petrobrás, registrou uma movimentação considerada suspeita em 2009 de R$ 18 milhões envolvendo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, ligado à CUT, a Bancoop, cooperativa criada pela entidade cujo presidente era o atual tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto (foto), e a Planner Corretora de Valores. Em 23 de novembro de 2009, a Bancoop recebeu R$ 18.158.628,65 do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Paulo, informou o Coaf, órgão de inteligência do Ministério da Fazenda. “Na mesma data, foram transferidos R$ 18.151.892,51 para a empresa Planner Corretora de Valores”, registra o documento enviado à Polícia Federal e anexado ao processo em que foi decretada a prisão preventiva de Nestor Cerveró, ex-diretor de Internacional da Petrobrás. No relatório do Coaf, a movimentação financeira de 2009 da Bancoop foi classificada como suspeita: “Contas que não demonstram ser resultado de atividades ou negócios normais, visto que utilizadas para recebimento ou pagamento de quantias significativas sem indicação clara de finalidade ou relação com o titular da conta ou seu negócio". O documento do Coaf foi feito a pedido dos investigadores da Lava Jato e tem como alvo do monitoramento bancário Vaccari, Cerveró e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. O tesoureiro do PT foi apontado na Justiça Federal por dois delatores do processo como operador do esquema de propina na Petrobrás, entre 2004 e 2012. Pelo menos 22 empresas, agindo em cartel, pagavam propinas de 1% a 3% para agentes públicos e políticos em troca de contratos bilionários, segundo a Procuradoria da República. Vaccari teria movimentado propina via Diretoria de Serviços. Ele e a cunhada, Marice Correa de Lima, são também investigados como supostos recebedores de valores pagos por uma das construtoras do cartel de 22 empreiteiras alvo da Lava Jato, a mando do doleiro Alberto Youssef. O nome do tesoureiro do PT aparece também na Lava Jato em um negócio suspeito envolvendo membros do partido e investimentos feitos pelo fundo de pensão da Petrobrás, Petros, em uma empresa de fachada ligada ao doleiro.


Vaccari, que era dirigente da Bancoop em 2009, é réu em processo criminal aberto em 2010, pela Justiça em São Paulo. Nele, os dirigentes da cooperativa são acusados de desvio de recursos e prejuízo de mais de R$ 100 milhões. Parte desse dinheiro teria irrigado campanhas do PT, segundo a Promotoria. O processo acusa o atual tesoureiro do PT e outros diretores da cooperativa – criada pelo sindicato dos bancários, que teve Vaccari como dirigente, em 1996 – por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Pelo menos 8 mil pessoas foram prejudicadas. A Planner, que em novembro de 2009 recebeu os R$ 18 milhões comunicados pelo Coaf, foi a corretora que atuou na capitalização da Bancoop, a partir de 2004, por meio de um fundo de investimentos, que recebeu aportes milionários de fundos de pensão de órgãos federais. Parte dos recursos, segundo o processo, foram desviados por meio de empresas de fachada criadas. A Bancoop quebrou, deixando uma dívida milionário para cooperados e investidores. Investigadores da Lava Jato buscam saber se há relação entre o caso Bancoop, a movimentação dos R$ 18 milhões, em 2009, e o esquema de propina que teria operado na Petrobrás, entre 2004 e 2012. Vaccari nega qualquer relação com os esquemas de corrupção na Petrobrás. Ele também nega desvios de recursos da Bancoop. Procurado na noite desta quarta feira, 14, ele não foi encontrado.

Mercadante, o "gênio" da articulação política, une o PMDB.... contra o governo petista


(Da coluna "Professor Aloprado", de Dora Kramer, no Estadão) É a velha, batida, mas imprescindível lição que político bom no ramo não dispensa: a esperteza quando é muita vira bicho e come o dono. Há outras duas a completar uma trinca de ouro: só bobo briga e segredo é a alma do negócio. No afã de pôr em prática um plano para enfraquecer o PMDB a fim de retirar oxigênio do partido, reformular o perfil da aliança, reforçar partidos até então periféricos e alimentar a criação de novas legendas, o governo violou as três regras. Os articuladores do Planalto só faltaram anunciar no Diário Oficial suas pretensões, tão atabalhoados e explícitos foram os gestos para alijar o principal aliado. A presidente Dilma Rousseff cuidou da arrumação na área econômica e deixou a política a cargo do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Jogou o PMDB para a periferia ministerial, concentrou no Palácio o poder decisório político e de interlocução com o Congresso com pessoas da estrita confiança presidencial, mas sem a necessária experiência nem o indispensável trânsito no Parlamento. A prova na incompetência está na queimada na largada. O PMDB captou de início o plano. E, ao perceber, se uniu. O movimento para enfraquecer, fortaleceu como se viu na manifestação da executiva do partido em prol das candidaturas às presidências da Câmara e do Senado. O recado foi direto: quaisquer hostilidades dirigidas aos candidatos, notadamente ao deputado Eduardo Cunha, serão interpretadas como agressões ao conjunto dos peemedebistas. Em miúdos, disse o seguinte: "Mexeu com ele, mexeu conosco". A declaração de guerra de quem pode estar prestes a renovar a posse do comando de um dos Poderes da República não seria necessária se entre os arquitetos palacianos não vigorasse a enganosa tese de que os líderes do PMDB são provincianos a serem passivamente passados para trás em troca de migalhas de fisiologismo. Pois se a idéia era enfraquecer, os fatos mostram que o Planalto até agora só conseguiu fortalecer o partido. Por exemplo, a manobra trouxe de volta à cena o ex-deputado Geddel Vieira Lima, oposicionista até então atuando só nos bastidores e desde ontem autorizado a dar em nome do partido declarações tais como "o PMDB vai olhar com lupa" as atitudes do governo a partir do momento em que assumir o comando do Congresso. A manifestação da executiva quer dizer também que os ministros do PMDB, mesmo os nomeados à revelia da direção, não fiquem à vontade para atuar em prol dos interesses do governo quando esses contrariarem os do partido, pelo simples fato de que não se respeitou a regra do segredo como a alma do negócio. Gilberto Kassab e Valdemar Costa Neto, patrocinadores de novas legendas a serem criadas com o objetivo de aliciar parlamentares da oposição e do PMDB, podem até ser braços armados pelo Planalto. Mas, diante de urdidura tão explícita, é de se perguntar se raposas desse jaez estariam dispostas a brigar com os presidentes da Câmara e do Senado para prestar serviço ao Planalto. Talvez prometam, mas provavelmente não entreguem a mercadoria.

TCU sob suspeita! Por que o presidente do órgão está há seis meses analisando pedido de bloqueio de bens dos diretores da Petrobras?

O Tribunal de Contas da União (TCU) é o órgão que fiscaliza a União e os órgãos a ela ligados em auxílio ao Congresso Nacional. Seus membros são sabatinados pelo Senado antes de serem nomeados para este cargo vitalício. Ora, este Congresso é dominado pelo PMDB e pelo PT, diretamente envolvidos no escândalo do Petrolão. Por isso, é muito suspeito que o seu presidente esteja sentado em cima do pedido da Justiça para que os bens dos diretores da Petrobras sejam bloqueados. Há seis meses! Quem precisa de seis meses para vistas em uma votação que já está 5 x 2? É muito suspeito! Ontem um diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, foi preso por movimentação atípica de bens. Se os mesmos estivessem bloqueados, o crime não teria acontecido. A matéria abaixo é de O Globo.
A tentativa de Nestor Cerveró de sacar quase R$ 500 mil de um fundo de previdência teria sido evitada se estivesse valendo a medida de bloqueio de bens de diretores e ex-diretores da Petrobras determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para ressarcir o prejuízo na compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Um ato do atual presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, vem livrando dez gestores e ex-gestores da medida, entre eles Cerveró. O tribunal deliberou pelo bloqueio dos bens em julho de 2014. No mês seguinte, o plenário analisava se a presidente da estatal, Graça Foster, também deveria ter os bens bloqueados. A votação já estava em cinco a dois a favor de Graça, quando Cedraz pediu vista do processo, isto é, mais tempo para analisar o caso. Isso suspendeu a análise de recurso dos outros responsáveis, o que, na prática, também interrompeu o bloqueio do patrimônio até agora. O prejuízo com a compra de Pasadena chegou a US$ 792,3 milhões, conforme auditoria aprovada pelo TCU. Cerveró procurou uma agência bancária em 16 de dezembro de 2014 para transferir os quase R$ 500 mil à filha. Se a medida do bloqueio de bens estivesse valendo, a proibição da transação seria automática. A intenção do ex-diretor foi decisiva para a decretação de sua prisão, assim como a transferência de três apartamentos em Ipanema a seus filhos. 
De R$ 7 milhões por R$ 560 mil
A transação dos imóveis ocorreu em 10 de junho, quando ainda não havia sido determinado o bloqueio de bens — a Operação Lava-Jato havia sido deflagrada dois meses e meio antes. A partir da revelação feita pelo GLOBO, a PF fez uma perícia na movimentação de bens e descobriu que imóveis avaliados em R$ 7 milhões foram transferidos com uma avaliação de R$ 560 mil. Graça também transferiu apartamentos aos filhos, em março do mesmo ano, como revelado na reportagem. Graça obteve maioria de votos e isso a livrou da medida do bloqueio, mas a votação permanece inconclusiva por conta do pedido de vista de Cedraz. Em nota, o TCU disse que “o andamento do processo não interfere em outras eventuais decisões judiciais”. “O processo no TCU retornará à pauta em breve, quando estiver em condições jurídicas de ser apreciado. Após o pedido de vista, inúmeros responsáveis ingressaram com petições, apresentando novos elementos que, por imposição legal, estão sendo analisados com o devido rigor técnico”.

Mario Petek e Ariana Oliveira comandarão Imprensa e Propaganda na Assembléia do Rio Grande do Sul

Os jornalistas Mário Peteck e Ariane Oliveira comandarão as áreas de Imprensa e de Publicidade da Assembléia Legislativa no primeiro ano da atual legislatura da Assembléia do Rio Grande do Sul, a qual terá como presidente do deputado Edson Brum, do PMDB. Mario Petek é notoriamente figura vinculada ao político Luiz Fernando Salvadori Zachia, ex-presidente da Assembléia Legislativa, ex-hóspede do Presídio Central e na espera para ver se se torna réu ou não na Operação Concutare (já é réu na Operação Rodin). Ou seja, mesmo sem mandato, Luiz Fernando Zachia continua distribuindo cartas no PMDB do Rio Grande do Sul.

PT tenta mudar o conteúdo da minha criação e transformar “petralha” em algo positivo

O PT resolveu mobilizar a sua tropa para mudar a imagem do partido. Sabem como é… Ultimamente, esses patriotas protagonizaram o caso dos aloprados, o do mensalão, o do petrolão… Nunca antes na história deste país, desde que criei o termo “petralha”, a palavra foi tão atual, tão presente, tão verdadeira. Só para lembrar: o termo, já dicionarizado, junta as palavras “petista” e “metralha” — numa alusão aos Irmãos Metralha, a quadrilha. Desde o primeiro dia, deixei claro, o termo “petralha” não define todo e qualquer petista: só aqueles que justificam o roubo de dinheiro público. Alguém poderá dizer: “Ah, mas não existe petista de outro modelo”. Se não existir, então todos são mesmo “petralhas”.  A palavra incomoda. Sou alvo do ódio eterno da companheirada. A coisa pegou. Fugiu ao meu controle. Nem tanto porque eu seja influente, mas porque o petralhismo se tornou um norte moral da cambada.

Vejam isto:
Bom Petralha
Não pensem que se trata de uma piada — até é, mas involuntária. Essa é uma página do Facebook que pertence ao próprio PT. O partido decidiu mudar o sentido da minha criação, incorporando o “petralha” como coisa positiva. Como bem notou a minha mulher, nem os companheiros tiveram a coragem de acrescentar o adjetivo “honesto” à lista de qualidades de um “petralha”… Por Reinaldo Azevedo

Caixa Econômica Federal confirma alta de juros imobiliários em 2015

A Caixa Econômica Federal confirmou que vai subir as taxas de juros do financiamento imobiliário a partir do dia 19 deste mês. Durante a manhã, o banco havia informado, por meio da assessoria de imprensa, que estudava a elevação dos juros. Serão alteradas as taxas de juros das operações para financiamento de imóveis residenciais contratadas com recursos da poupança (SBPE). As novas condições passam a valer para créditos habitacionais concedidos a partir da próxima segunda-feira. A alteração, segundo o banco, se deve ao aumento das taxas de juros básicos, atualmente em 11,75%. A instituição também informou que as taxas de juros dos financiamentos habitacionais contratados com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida e do FGTS não sofrerão quaisquer correções em suas taxas de juros. A taxa de juros cobrada pelo Sistema de Financiamento Habitacional (SFH), que financia imóveis até 750 mil reais, com recursos tanto do FGTS como da poupança, permanece em 9,15% para quem não é cliente do banco e subirá para 9% para quem é cliente, incluindo servidores públicos. Já pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que financia imóveis com valor superior a 750 mil reais, a taxa de juros será de 11% para não clientes. Com a elevação das taxas da Caixa Econômica Federal, que domina 70% do mercado de crédito imobiliário no Brasil, é possível que outras instituições acabem aumentando também seus juros. O banco é reconhecido como o que oferece as melhores condições de financiamento para imóveis do mercado brasileiro e serve como um balizador para as demais instituições. A alteração está em linha com os planos da nova equipe econômica de reduzir despesas cortando subsídios e aumentar receitas, possivelmente por meio de aumento de impostos. 

Construtora UTC diz que, se houve cartel, a liderança do Petrolão foi da Petrobras

Apontada como líder das empreiteiras acusadas de desviar recursos da Petrobras, a UTC partiu para o ataque. Em documento, afirmou que o suposto "clube" de empresas envolvidas no esquema de corrupção seria chefiado pela própria estatal. "Se cartel houve (...) seu principal agente seria a Petrobras, sendo o suposto 'clube' no máximo um instrumento das ações dela mesma", afirma a UTC. A afirmação aparece na defesa da firma no processo em que foi proibida de fazer novos contratos com a Petrobras –medida que atingiu também mais 22 construtoras citadas na Operação Lava Jato. O papel foi entregue nesta terça (12) à estatal.


Ao contestar seu afastamento, a UTC diz que a estatal controlava todo o processo de contratação de fornecedores: organizava as licitações, convidava as concorrentes e dava o preço final. No documento, a UTC argumenta que não houve conluio das empresas contra a Petrobras e afirma que a estatal tenta se passar por vítima. "Se o conjunto de fornecedores da Petrobras merece a alcunha de 'clube', deve-se lembrar que seu fundador e mantenedor somente poderia ser o próprio monopsônio (único comprador do mercado, no caso, a Petrobras)", dizem os advogados da UTC na peça de defesa. O advogado Sebastião Tojal, que defende a empreiteira, diz que a Petrobras tenta colocar-se na posição de vítima: "Ela tenta fugir de suas responsabilidades dizendo-se vítima de diretores. As decisões lá são colegiadas e as grandes obras envolviam o conselho de administração". Com mais de 20 mil trabalhadores funcionários em seus canteiros de obras e sócia dos grupos que têm as concessões do aeroporto de Viracopos (SP) e da linha 6 do Metrô paulistano, a UTC faturou R$ 5,5 bilhões no ano passado. Quase metade dessa receita saiu dos contratos com a Petrobras. Seu principal acionista, Ricardo Pessoa, está preso desde o fim do ano passado. Ele foi apontado por delatores do esquema como coordenador do cartel das empreiteiras que atuavam na Petrobras – papel negado por ele. Contra a decisão de afastar a UTC das próximas obras da Petrobras, os advogados da empresa afirmam que a construtora tem limitações para se defender. Isso porque, dizem, a Petrobras não apontou as situações em que teria ocorrido cartel. Os advogados também criticam a estatal por ter se baseado em delações premiadas, "que não são provas, são caminhos para orientar a investigação", afirma o advogado Tojal. Além disso, os defensores da UTC lançam suspeitas contra os dois executivos da Toyo Setal que colaboram com as investigações. Segundo eles, a Toyo é concorrente da UTC. Elas competem nos contratos de perfuração de poços em alto mar. Portanto, dizem, os delatores podem não ser isentos.

GUERRA DESATADA NO PSDB GAÚCHO, SANCHOTENE VAI PEDIR INTERVENÇÃO NO DIRETÓRIO ESTADUAL

O ex-prefeito de Uruguaiana e ex-deputado Sanchotene Felice vai provocar um "furacão" no PSDB do Rio Grande do Sul. Ele irá a Brasília para pedir a intervenção do Diretório Nacional no Estadual sob o argumento de que o presidente, deputado estadual Adilson Troca, e o secretário geral, Jorge Hias, respondem a processos por improbidade administrativa. Essa será a resposta de Sanchotece Felice à jogada do diretório estadual, que dissolveu o diretório de Uruguaiana, no qual Sanchotene Felice tinha maioria e que se opunha ao atual prefeito do partido na cidade. A executiva regional do PSDB, comandada por Hias e Troca desautorizou um deputado constituinte, um prefeito eleito duas vezes  pelo partido, ex-presidente regional do PSDB, atual tesoureiro do Regional, presidente da Fundação Teotônio Vilela e delegado à Convenção Nacional.

Aumento de impostos pode elevar receita do governo Dilma em R$ 9 bilhões

O governo está pronto para anunciar medidas que podem aumentar a arrecadação deste ano em quase R$ 9 bilhões. Uma dessas medidas é a elevação da alíquota da Cide, imposto que incide sobre a comercialização de combustíveis. Segundo apurou o jornal O estado de S. Paulo, a Cide voltará para a alíquota que vigorou até ser zerada em julho de 2012. Além da Cide, uma fonte qualificada do Palácio do Planalto afirmou que a presidente Dilma Rousseff também bateu o martelo para criar a PIS/Cofins sobre a distribuição de cosméticos e elevar a alíquota desses tributos sobre bens importados, como forma de estimular a indústria nacional. A decisão foi tomada após reunião com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na terça-feira. No caso específico da Cide, estima-se uma arrecadação de R$ 3,7 bilhões neste ano, já que a contribuição voltaria a vigorar somente em abril. Seguindo o princípio da anterioridade tributária, uma elevação de imposto ou contribuição começa apenas 90 dias após o anúncio.

Ministério Público Federal temia que Cerveró repetisse os passos do bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato e fugisse do Brasil


O Ministério Público Federal identificou nos passos do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, um comportamento que indicava o risco de ele fugir do País. O Ministério Público Federal temia que Cerveró executasse um plano semelhante ao do bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, que fugiu para a Itália e hoje está solto no país europeu. Monitorado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, Cerveró começou desde junho do ano passado a se desfazer de parte de seus bens e a sacar grandes valores em espécie beneficiando seus parentes diretos. O Ministério Público Federal temia que isso fizesse parte ou de um grande plano de fuga ou de uma tentativa de ocultar todos os seus bens com o intuito de que eles não fossem sequestrados pela Justiça, conforme o andamento da Operação Lava Jato.

As exportações do Rio Grande do Sul despencaram 25,5% em 2014



As exportações gaúchas retraíram 25,5% em 2014, ante o ano anterior, e somaram US$ 18,7 bilhões. Conforme análise da entidade filopetista Fiergs, esse desempenho negativo foi puxado pelo setor industrial, que registrou queda de 29,6% e respondeu por 74,4% dos embarques do Estado (US$ 13,9 bilhões). Descontando as três plataformas de petróleo e gás, no valor de US$ 4,77 bilhões, contabilizadas como venda externa em 2013, ainda assim as indústrias apresentaram um intenso recuo de 7,5%, o pior comportamento desde 2009, período em que predominaram os efeitos da crise financeira internacional. Além disso, o resultado ficou inferior ao do Brasil (-5,7%). Em relação aos destinos das exportações do Rio Grande do Sul, os três principais países compradores reduziram seus pedidos. A China garantiu a liderança, com US$ 4,45 bilhões, embora a sua demanda tenha retraído 2,1%, adquirindo basicamente soja em grão. A segunda posição ficou com os Estados Unidos (US$ 1,36 bilhão), que diminuíram em 16,8% as encomendas e receberam tabaco não manufaturado. Na sequência, veio a Argentina (US$ 1,34 bilhão), com compras de veículos automotores, mesmo tendo solicitado 29,1% a menos.

Pilotos e comissários de aviões param no dia 22

Os aeronautas, categoria que inclui comandantes, copilotos e comissários de vôo, decidiram ontem, em assembleia nacional, fazer a partir do dia 22 paralisações diárias de todas as decolagens entre 6 e 7 horas em todos os aeroportos do País. A medida é um protesto contra a proposta salarial oferecida pelas empresas aéreas, classificada de “inaceitável” pelos trabalhadores. De acordo com o sindicato, a paralisação será mantida por tempo indeterminado até que haja uma nova proposta do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). Os aeronautas reivindicam, entre outras coisas, escalas de trabalho que gerenciem o risco de fadiga dos tripulantes, limitação dos períodos de trabalho nas madrugadas e jornadas menos extensas. A categoria decidiu ainda reduzir de 9% para 8,5% a reivindicação de reajuste salarial – a demanda inicial era por 11%.

Governo petista de Dilma Rousseff finalmente admite crise no setor elétrico e recomenda que consumidor poupe energia; e São Paulo poderá cobrar multa de quem consumir água em excesso

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu, como se noticiou, a existência de racionamento de água em São Paulo? Não que eu tenha visto. Mas afirmou o óbvio: existe, sim, uma crise, determinada pela falta de chuva. Alckmin falou em “restrição hídrica”. No mesmo dia, o novo ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, recomendou que a população reduza o consumo de energia elétrica em razão do “sistema hidrológico alterado”. Disse Braga: “Eu acho que isso é importante sim (a redução do consumo de energia). Eu acho que, do mesmo jeito que nós estamos tendo a realidade, por exemplo, em São Paulo, em que o consumidor está tendo que reduzir o gasto de água porque há um problema hídrico, o setor elétrico está sendo vítima do ritmo hidrológico. Então, é natural, sim (reduzir o consumo). Se pudermos economizar, se pudermos controlar, isso ajuda para que nós possamos ter eficiência energética, redução de consumo, redução de gastos nessa área e, obviamente, isso impacta positivamente a tarifa”. Que havia uma crise no abastecimento de água em São Paulo, isso, convenham, todos reconheciam. E, é evidente, se não chover nas represas o necessário, acabará havendo cortes no fornecimento. O que é novo nessa equação — e não deixa de ser de um saudável realismo, ainda que tardio — é o governo federal reconhecer que o País enfrenta problemas também no setor elétrico. Nem é preciso recuar muito no tempo. Há três meses, durante a campanha eleitoral, o PT e Dilma Rousseff tentaram jogar nas costas do governo de São Paulo a responsabilidade pelos problemas de abastecimento de água, como se o setor elétrico não fosse parte da mesma equação. A energia elétrica já está se tornando progressivamente mais cara, e novos aumentos vêm por aí. Também o governo de São Paulo espera diminuir o consumo de água mexendo no preço. O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, liberou na noite desta quarta a cobrança de multa para os gastões, instituída pelo governo e pela Sabesp. Nalini suspendeu a liminar que impedia a cobrança da sobretaxa de 40% a 100% para consumidores que excederem a média mensal de gasto de água. Governo do Estado e Sabesp fazem uma ampla campanha em favor da economia de água. O Planalto, até agora, tem evitado recomendar que a população economize energia. Seria como admitir o insucesso da política energética da era Dilma. Que se lembre: há dois anos, por meio da MP 579, o governo permitiu que as empresas geradoras e transmissoras antecipassem as concessões desde que seus preços fossem regulados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com uma redução de 20% nas tarifas. O setor quebrou. Para arrematar: o País está bem perto de uma crise no fornecimento de energia elétrica crescendo 0,3% em 2014 e com expansão prevista de 1% neste ano. Crescesse a 4%, já estaríamos às escuras. Deve ser esse o planejamento de que Dilma tanto se orgulhava. Por Reinaldo Azevedo

Cerveró comprou nove imóveis em nove anos, diz a Polícia Federal

Entre 2003 e 2012, o ex-diretor da Petrobras. Nestor Cerveró, adquiriu nove imóveis – cinco à vista e quatro a prazo – no Rio de Janeiro e em Petrópolis (RJ), e vendeu quatro. As propriedades adquiridas na capital fluminense ficam nos bairros Ipanema e Copacabana. Nesse período, Cerveró foi diretor da área internacional da estatal, de 2003 a 2008, e diretor financeiro da BR Distribuidora, de 2008 e março de 2014, além de conselheiro da Liquigás Distribuidora, uma empresa subsidiária da petroleira. Nas escrituras de compra e venda, os imóveis adquiridos por Cerveró custaram ao todo R$ 1,82 milhão. No entanto, a Polícia Federal aponta que o valor é muito inferior ao valor correto praticado no mercado. Um dos imóveis, que valeria apenas R$ 200 mil no papel, sairia por aproximadamente R$ 2,3 milhões, de acordo com uma "avaliação judicial feita sobre o apartamento 201 do mesmo edifício em 3 de junho de 2013". A informação consta em despacho do juiz federal de Curitiba (PR) Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.


As aquisições dos imóveis foram informadas pela Polícia Federal no inquérito da Operação Lava Jato que levou à prisão de Cerveró na madrugada desta quarta-feira (14) no aeroporto internacional do Rio. Em uma das aquisições feitas à vista, Cerveró fez um depósito em espécie de R$ 192,1 mil na conta do vendedor do apartamento. Segundo relatório do Coaf (unidade de inteligência financeira do governo federal, vinculado ao Ministério da Fazenda), essa aquisição se enquadrou como uma operação sob suspeita, prevista em circular do Banco Central, que deve obrigatoriamente ser comunicada pelas instituições financeiras ao Coaf. No dia 10 de junho de 2014, após a deflagração da primeira fase da Operação Lava Jato, ocorrida em março, Cerveró repassou quatro de seus apartamentos para dois filhos. No despacho que determinou a prisão do ex-diretor, o juiz Moro afirmou: "Nestor Cerveró (...) vem tentando blindar seu patrimônio capaz de ser, a curto prazo, rastreado no País, transferindo-o a pessoas de sua confiança". O advogado de Cerveró, Edson Moraes, disse que ainda não tomou conhecimento de todas as peças do inquérito, não tinha informação sobre as compras e que seu cliente "nunca foi indagado sobre nada disso". "O Nestor se colocou à disposição da Polícia Federal ainda em abril de 2014 e nunca foi chamado para prestar qualquer esclarecimento", disse Moraes. O advogado negou que, ao repassar os imóveis aos filhos, Cerveró tenha procurado se esquivar da Justiça. "É uma doação que ele fez aos seus filhos. O valor é baixo no papel porque foi o valor da época da aquisição, é o valor do registro, isso é comum nos cartórios", disse o advogado. O relatório do Coaf entregue à Justiça Federal pela Polícia Federal também trata como suspeita uma operação realizada em 2009 pela Bancoop, a cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo, então dirigida pelo tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. Em novembro de 2009, o sindicato dos bancários repassou R$ 18 milhões para a Bancoop que, na sequência, depositou o valor na conta da empresa Planner Corretora de Valores. O banco Bradesco informou a operação ao Coaf porque considerou o episódio como "contas que não demonstram ser resultado de atividades ou negócios normais, visto que utilizadas para recebimento ou pagamento de quantias significativas sem indicação clara de finalidade ou relação com o titular da conta ou seu negócio". A operação de 2009 consistiu no pagamento para um grupo de fundos de pensão e outros acionistas que haviam comparecido, anos antes, para ajudar os cofres da Bancoop a partir da aquisição de cotas de um fundo de investimentos lançado pela cooperativa.

Justiça condena médicos e empresários por envolvimento com máfia das próteses


A Justiça Federal no Rio Grande do Sul condenou sete pessoas pelo crime de improbidade administrativa no Setor de Órteses e Próteses do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Com a decisão, dois médicos, três servidores públicos e dois empresários terão de devolver mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos. A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso. A fraude foi descoberta em 2002, mas o processo foi iniciado apenas em 2005. O Ministério Público Federal (MPF) acusou os envolvidos de lucrarem ilegalmente com a colocação de próteses. Segundo a Justiça, houve superfaturamento nas aquisições de produtos fora da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Os valores eram superiores aos praticados em outros hospitais. Também foi constatado que os médicos autorizavam pagamento de material não utilizado nos pacientes durante os procedimentos. O Ministério Público Federal denunciou os médicos Ladimir Kosciuk, ex-chefe do Setor de Próteses do Hospital Cristo Redentor, e Jorge Schreiner, ex-gerente de internação, os ex-servidores Sayonara Goretti Mariu Lodeyro, Gasparita Clarete Mariu Lodeyro e Marivaldo da Silva, além dos empresários André Luís Silva de Souza e Eduardo Alves Costa. Conforme o Ministério Público Federal, os médicos, com auxílio dos servidores, trabalhavam para favorecer os empresários na aquisição de material nos procedimentos licitatórios.

PREÇO DO ASFALTO DISPARA E PÁRA OBRAS PELO PAÍS AFORA

A Petrobras impôs desde dezembro dois reajustes no preço do asfalto, totalizando 40%, na venda direta, e provocou uma das mais graves crises nas empresas de pequeno e médio portes que trabalham na construção e recuperação de rodovias. As empresas alegam que não podem cumprir contratos em vigor com aumento tão expressivo do produto. Agora pedem ao DNIT “readequação” dos seus contratos. O desequilíbrio provocado pelo novo preço do asfalto vão provocar um corte de até 90% dos trabalhadores, nos canteiros de obra, Brasil afora. O aumento da Petrobras ocorre no período em que o petróleo, do qual o asfalto é derivado, tem hoje o menor valor dos últimos seis anos. DNIT e TCU já discutem a crise gerada pelo aumento do preço do asfalto, mas ainda não há solução para evitar a paralisação das obras.

ANAC AUMENTA TARIFAS DE AEROPORTOS DA INFRAERO EM 14,2%


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta quarta-feira, 14, portaria que estabelece reajuste de 14,21% nas tarifas aeroportuárias de embarque, pouso e permanência e de 7,62% na tarifa de conexão cobradas nos aeroportos não concedidos, administrados pela Infraero. Com isso, por exemplo, as tarifas de embarque doméstico podem chegar a R$ 18,13 e as de embarque internacional a R$ 32,09 nos aeroportos classificados na primeira categoria. Segundo a Anac, o reajuste das tarifas ocorre anualmente, conforme previsto na Resolução nº 350/2014, e corresponde à atualização monetária, realizada por meio da aplicação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deduzido do fator X, que compartilha os ganhos de produtividade do setor com os usuários. Ainda de acordo com a agência, o reajuste dos tetos tarifários deverá observar o prazo mínimo de 30 dias para entrar em vigor, a contar da publicação dos valores pelo operador aeroportuário. O adicional do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) e o adicional de Tarifa Aeroportuária (Ataero) deverão ser cobrados juntamente com as tarifas.

NESTOR CERVERÓ SERÁ ALVO DE NOVO INQUÉRITO DA POLÍCIA FEDERAL


O juiz federal Marcos Josegrei da Silva determinou que a Polícia Federal abra uma nova investigação contra o ex-diretor de Área Internacional da Petrobras, Nestor Cunat Cerveró, devido a prática de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. O novo inquérito tem a finalidade de rastrear as movimentações financeiras dos últimos meses feitas pelo ex-diretor e que possam caracterizar a intenção de ocultar bens que foram adquiridos com recursos ilícitos. A Justiça Federal ressalta que Cerveró recebeu “quantidade colossal de dinheiro ilícito”. O mesmo juiz declarou a prisão preventiva de Cerveró, atendendo ao pedido da Procuradoria da República. O ex-diretor foi preso na madrugada desta quarta-feira (14) no aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, depois de desembarcar de um voo procedente da Inglaterra. Os procuradores da Força-tarefa da Operação Lava Jato acreditam que Cerveró mantém uma “sanha delitiva” e “parece não enxergar limites éticos e jurídicos para garantir que não sofra as consequências penais”. Nestor Cerveró já é réu em uma ação penal por recebimento de US$ 30 milhões em propinas de contratos de sondas de perfuração de águas profundas no Golfo do México e na África. Além de ser investigado pela compra da Refinaria de Pasadela, no Texas (EUA). No despacho de decreto de prisão do ex-diretor, o juiz Marcos Josegrei da Silva declara, “As ações levadas a cabo, atualmente, por Cerveró indicam, a um só tempo, disposição clara de não se sujeitar à lei penal na medida em que pretende evitar uma eventual apreensão de seu patrimônio e valores disponíveis em contas no Brasil, bem assim reiteração criminosa, uma vez que persevera na prática de ocultar e dissimular bens e direitos que lhe pertencem”. O Relatório de Inteligência Financeira, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) revelou que em 16 de dezembro, um dia antes da Justiça Federal receber a denúncia e abrir uma ação penal contra o ex-diretor, pela propina de US$ 30 milhões, Cerveró quis sacar de um fundo de previdência privada a quantia de R$ 500 mil e depois tentou fazer a transferência de titularidade para sua filha. O documento também mostra que em junho de 2014, Cerveró “se desfez, em favor de seus parentes, de quatro imóveis no Rio de Janeiro”. O juiz entende que esses dados mostram que Cerveró vem tentando blindar seu patrimônio, “transferindo-o a pessoas de sua confiança”. O advogado do ex-diretor, Edson Ribeiro, fez fortes declarações sobre o pedido de prisão preventiva de seu cliente, “Se é verdade que houve essas transferências, e não posso afirmar que seja, essas movimentações são totalmente legítimas e legais. Na época em que ele as fez, não havia nenhuma restrição administrativa ou legal. Tanto que ele e a Graça Foster fizeram”, e completou, “Se é crime para Nestor, é para Graça. Se o Ministério Público Federal pediu prisão para o Nestor por esse fato, deveria pedir para a Graça. Se não o fez, então está prevaricando”.

ARGUMENTO PARA PRENDER CERVERÓ TAMBÉM VALE PARA FOSTER, DIZ RONALDO CAIADO


O deputado e senador eleito pelo Democratas de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou nesta quarta-feira que os argumentos para a prisão de Nestor Cerveró justificariam também a detenção da presidente da Petrobras, Graça Foster. A opinião do líder da Minoria no Congresso corrobora a posição do advogado do ex-diretor da estatal, Edson Ribeiro. Cerveró foi detido nesta quarta-feira sob a alegação de que teria tentado transferir bens para parentes. Na visão de Caiado, o argumento do advogado procede. “Não pode haver dois pesos e duas medidas”, disse. “O juiz Sérgio Moro é um exemplo de eficiência e combate à corrupção. Agora, a única interrogação é se essa alegação é fundamento para que haja por parte da justiça essa iniciativa de decretar a prisão de Cerveró, da mesma forma a presidente Graça Foster também tem operações semelhantes as que ele praticou. Se isso é visto pela justiça como uma maneira de amanhã fraudar o resultado final dos seus bens e a capacidade de ressarcir o Estado pelos prejuízos que ele cometeu, então isto também vale para a presidente da Petrobras”, argumentou Caiado. Para Caiado, a instalação de nova CPMI para aprofundar as investigações do esquema de corrupção na empresa é fato consumado. “Nem discuto a nova CPI. Isso é fato consumado. Até porque acredito que cada bancada vai assumir a responsabilidade buscar as assinaturas e, com isso, deixaria bem claro para população que partidos que assumirão o apoio à instalação da CPI e aqueles contrários a apuração desse caso”, afirmou.

HOSPITALIZADO COM CRISE RENAL, EMPREITEIRO DA MENDES JUNIOR SERÁ OPERADO NESTA QUINTA-FEIRA



Preso acusado de participar do esquema de corrupção na Petrobras, o vice-presidente da Mendes Junior, Sérgio Mendes, foi internado na tarde desta quarta-feira, 14, com crise de cálculo renal. Ele passará nesta quinta-feira (15) por um procedimento cirúrgico. O executivo foi internado no hospital particular Santa Cruz, em Curitiba, por volta das 17 horas, o mesmo que tem atendido outros presos pela Operação Lava Jato, como o doleiro Alberto Youssef. Mendes foi preso na 7ª fase da operação, batizada de Juízo Final, com outros empreiteiros. Na ocasião, se recusou a viajar de Brasília (onde mora) para Curitiba em avião da Polícia Federal e se entregou de jatinho particular. Na Mendes Júnior, a Polícia Federal indiciou, além de Mendes, Angelo Alves Mendes, Flávio Sá Motta Pinheiro e Rogério Cunha de Oliveira. A acusação é que as empreiteiras eram contratadas pela Petrobras mediante pagamento de propina para partidos políticos e dirigentes da estatal.

Se Cerveró está preso, Graça Foster também tem de ir para o xilindró?

Vamos pôr os pingos nos is. O advogado de Nestor Cerveró, preso no começo da madrugada de quarta-feira, afirmou que os mesmos critérios que levaram seu cliente à cadeia seriam suficientes para resultar na prisão de Graça Foster, presidente da Petrobras. Afinal, ela também transferiu bens para familiares. Não é assim — e olhem que há muito tempo acho que esta senhora tem de ser demitida. Mais do que isso: penso que a presidente Dilma comete um ato de irresponsabilidade ao mantê-la no cargo. Mas não vamos confundir alhos com bugalhos. Cerveró não foi preso agora em razão de transferências de bens feitas há algum tempo. Segundo informam a Polícia Federal e o Ministério Público, mesmo depois de se tornar réu — isto é, de a Justiça aceitar a denúncia feita pelo Ministério Público —, ele tentou movimentar seu patrimônio. E parece que não o fez de um modo exatamente convencional. Nota: Graça Foster, por enquanto ao menos, não é ré de nada. Segundo o delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, Cerveró fez operações para obter dinheiro em espécie, sem nem mesmo atentar, digamos, para a economicidade das escolhas. Ou por outra: tudo indicava que ele não buscava obter lucro com a movimentação, mas dinheiro rápido, o que poderia sugerir ou tentativa de esconder patrimônio ou planejamento de uma fuga. O juiz Sérgio Moro está de férias, e quem tomou a decisão foi Marcos Josegrei da Silva, que estava de plantão na Justiça Federal do Paraná. Às 7h34 do dia 1º de janeiro, ele considerou: “mesmo após figurar como investigado em inquéritos policiais e denunciado em ação penal, Cerveró prossegue sua sanha delitiva e, como sugere o Ministério Público Federal em sua promoção, parece mesmo não enxergar limites éticos e jurídicos para garantir que não sofra as consequências penais de seu agir, o que pode, no limite, transbordar para fuga pessoal caso perceba a prisão como uma possibilidade real e iminente”. O juiz avança: “As conclusões que decorrem desses fatos são evidentes e não exigem muito esforço hermenêutico: Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobrás, apontado pelo Ministério Público Federal em denúncia já recebida pela Justiça Federal como um dos principais articuladores e beneficiário de quantias estratosféricas a título de ‘propinas’ pagas por fornecedores da Petrobras em troca de contratos com a estatal, ciente de que corre sério risco de ser responsabilizado criminalmente, inclusive com o ressarcimento dos danos a que deu causa, vem tentando blindar seu patrimônio capaz de ser, a curto prazo, rastreado no país, transferindo-o a pessoas de sua confiança”. O juiz só peca, a meu ver, num particular. Num dado momento, afirma: “Isso, evidentemente, sem falar nos valores que provavelmente mantém em depósito em contas offshore fora do País que ainda não foram possíveis de serem identificadas e rastreadas”. Ainda bem que Cerveró não foi preso em razão dessas últimas linhas. Afinal, não se pode prender alguém por algo que “provavelmente” exista e que ainda não foi “rastreado”. Isso não seria prisão preventiva, mas julgamento preventivo. Já os outros elementos elencados pelo magistrado, creio, justificam a prisão. Por Reinaldo Azevedo

Diretor da Mendes Júnior não aguenta a prisão e vai parar no hospital de Curitiba


Há poucas semanas, o doleiro Alberto Youssef foi internado em Curitiba. Boatos diziam que ele tinha sido envenenado. A pressão sobre os diretores das empreiteiras está cada vez mais forte e se intensificaram com a prisão de Nestor Cerveró. Agora se espera a companhia de Graça Foster, presidente da Petrobrás - e de mais gente graúda. Há pânico e tensão no Planalto e no Instituto Lula. O executivo Sérgio Cunha Mendes, preso na Operação Lava Jato e diretor da empreiteira Mendes Júnior, foi encaminhado a um hospital no fim da tarde desta quarta-feira (14), com dores abdominais.
A suspeita era que Sérgio Cunha Mendes, que está preso há dois meses na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, estivesse com apendicite aguda. Foi diagnosticado, porém, um cálculo renal em um dos rins, de acordo com informações do Hospital Santa Cruz, que atendeu o preso.





. A equipe médica do hospital recomendou sua internação para a realização de uma cirurgia. A medida ainda precisava ser autorizada pela Justiça.


. Mendes, que é vice-presidente executivo da Mendes Júnior, foi denunciado sob acusação dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, por causa de desvios em obras da Petrobras.



. Ele é um dos 11 executivos presos na PF e réus em ações penais pelo esquema. O empresário deve permanecer escoltado por agentes da PF enquanto estiver no hospital.

Nestor Cerveró já está preso em Curitiba


O ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, chegou na manhã desta quarta-feira à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde ficará preso preventivamente. Cerveró foi detido na madrugada, ao desembarcar no Rio de Janeiro de uma viagem a Londres. A Justiça Federal decretou a prisão preventiva do acusado por novos fatos revelados nos autos da Lava-Jato. Para a procuradoria, existem "fortes indícios" de que o ex-diretor continue praticando crimes. Cerveró, que atuou na área Internacional da Petrobras entre 2003 e 2008, prestará depoimento ao Ministério Público Federal nesta quinta-feira. Há dez dias, o jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, informou tudo sobre a viagem a Londres e disse que Cerveró não voltaria ao Brasil. Na terça-feira, policiais federais fizeram busca e apreensão na casa da filha e da esposa do ex-diretor, acenando com prisões. Ele ficou sabendo do caso e decidiu voltar, mesmo sabendo que seria preso. Cerveró poderá seguir o caminho que percorreu Paulo Roberto Costa, que diante de ameaças à família resolveu contar tudo que sabia. Se fizer isto, a casa cai. Nestor Cerveró já é réu em uma ação penal na qual é acusado de participar do esquema de desvios da Petrobras. Segundo os investigadores da Operação Lava-Jato, que desbaratou o esquema em março do ano passado, o ex-diretor atuava na cota do PMDB.