segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Consultor Arthur Teixeira, envolvido no cartel dos trens em São Paulo, controla 23 contas secretas na Europa

O consultor Arthur Gomes Teixeira, indiciado pela Polícia Federal em investigação sobre um cartel de empresas que seria responsável por fraudar licitações de trens e metrô em São Paulo, é apontado como controlador de pelo menos 23 contas bancárias em instituições financeiras na Europa. As contas bancárias seriam estariam no nome do consultor e de empresas e pessoas ligadas a ele. A informação é do Ministério Público de São Paulo, que enviou na semana passada, em parceria com o Ministério Público Federal, uma delegação para Berna, na Suíça, em busca de de novos indícios de corrupção envolvendo empresas multinacionais e funcionários públicos brasileiros. As contas ligadas ao consultor estariam distribuídas na Suíça, na Alemanha e no Reino Unido. Ele é acusado de ser o intermediário do pagamento de propina das empresas suspeitas de cartel para servidores públicos. Segundo a Polícia Federal, o suborno era pago para que as companhias fossem favorecidas em licitações e contratos públicos. Ao todo, a Polícia Federal indiciou 33 pessoas em investigação sobre esquema de fraudes em licitações que teria ocorrido entre 1998 e 2008 em governos do PSDB. O Ministério Público de São Paulo espera que, com o envio formal pela Suíça de processos de investigação criminal, seja possível descobrir se há mais servidores públicos envolvidos no esquema de fraude e a entender melhor a forma de atuação de multinacionais como Alstom e Siemens na obtenção de contratos. A expectativa é ainda de que as novas provas contribuam na identificação do percurso de dinheiro encontrado na Suíça relacionado a investigados no escândalo do cartel. 
 

Polícia Federal acha planilhas com nomes de políticos e valores na sede da empreiteira Camargo Correa

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal na sede da empreiteira Camargo Correa, em São Paulo, contêm nomes de políticos como o vice-presidente Michel Temer (PMDB) ao lado de valores em dólares e de obras de infraestrutura estimadas também na moeda estrangeira. São feitas duas menções ao nome de Michel Temer no documento, cada uma seguida pelo valor de US$ 40 mil. Segundo a assessoria do vice presidente, ele nunca recebeu recursos da Camargo Corrêa “a qualquer título”. Ainda de acordo com os assessores do vice-presidente, Temer nunca destinou emendas para obras em Araçatuba e nem para obras rodoviárias em Praia Grande. Araçatuba e Praia Grande, municípios paulistas, são cidades que aparecem ao lado do nome do vice presidente nas planilhas apreendidas pela Polícia Federal na sede da empreiteira, ao lado também dos valores de US$ 40 mil. Na mesma tabela, constam nomes de outros deputados, senadores e prefeitos. A Polícia Federal não faz nenhuma análise sobre o documento porque os políticos mencionados detêm foro privilegiado perante os tribunais superiores – no caso dos parlamentares, o Supremo Tribunal Federal detém competência exclusiva para abrir investigação. Sem autorização da Corte, a Polícia Federal não pode investigar deputado nem senador. A Polícia Federal apenas juntou aos autos da Operação Lava Jato o documento apreendido na empreiteira, que é alvo da investigação por suspeita de ter integrado o cartel que assumiu o controle dos maiores contratos da Petrobrás. Não há nenhuma menção nas planilhas encontradas na empreiteira a um suposto caixa 2 ou pagamento de propinas. São nomes lançados ao lado de valores. Na apreensão, a Polícia Federal também encontrou planilhas que apontam doações que teriam sido feitas pela empresa a políticos do PT, PSDB, PMDB, DEM, PDT e PT nas eleições de 2012. Os nomes dos políticos aparecem em tabelas, organizadas por partidos. Os políticos citados nas planilhas vem acompanhados por números isolados. A primeira tabela é reservada aos políticos do PT. O material foi apreendido pela polícia durante o cumprimento de um dos mandados de busca da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobrás envolvendo políticos e empreiteiras. O criminalista Celso Vilardi, constituído pela Camargo Corrêa, disse que não iria comentar o documento apreendido pela PF porque não teve acesso a ele.


Malala vai à Noruega para receber prêmio Nobel da Paz

A ativista Malala Yousafzai viajou para a Noruega para receber o Nobel da Paz. A vencedora mais jovem do prêmio disse que está emocionada por ter a oportunidade de falar sobre os direitos das meninas. Malala viajou nesta segunda-feira de sua casa no centro da Inglaterra para a cerimônia em Oslo. Ela disse que vai usar seu discurso na quarta-feira para mostrar que a educação não deve ser negada a nenhuma criança. "É realmente um momento de felicidade", afirmou a jovem: "Esta é uma grande oportunidade para eu falar. Eu quero perguntar aos líderes mundiais por que não fazem alguma coisa. Estas crianças, minhas irmãs, estão fora da escola. Eles não têm acesso à educação".


A garota de 17 anos foi baleada na cabeça por um atirador do Taleban há dois anos por insistir que as meninas, assim como meninos, têm direito à educação. Ela frequentava a escola pública de Khusal mesmo após o Taleban invadir a cidade no Vale Swat, no Paquistão. Malala convidou quatro meninas e um jovem que têm lutado pelos direitos de educação na Síria, Nigéria e Paquistão para se juntar a ela na cerimônia do Nobel. "Estou muito feliz que meus amigos estão vindo", disse. "Eu sinto que eu estou falando no nome deles. É importante que eles possam se juntar a mim", completou. Ela irá compartilhar os US$ 1,1 milhão do prêmio com Kailash Satyarthi, ativista de direitos da crianças indianas.

Petrobras sofre processo nos Estados Unidos

O escritório de advocacia Wolf Popper, dos Estados Unidos,  anunciou nesta segunda-feira que entrou em uma Corte de Nova York com uma ação coletiva em nome dos investidores que compraram American Depositary Receipts (ADRs), recibos que representam ações da empresa brasileira e são listados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). A acusação do escritório, segundo um comunicado divulgado na tarde de hoje, é que a Petrobras violou a legislação da Securities and Exchange Commission (SEC, que regula o mercado de capitais dos Estados Unidos). A ação diz respeito a quem investiu nos papéis da Petrobras entre maio de 2010 e 21 de novembro de 2014. A ação alega que a Petrobras, de acordo com o comunicado, forneceu "material falso e comunicados enganosos" e não revelou uma "cultura de corrupção" na empresa, que consiste em um "esquema interno multibilionário de corrupção e lavagem de dinheiro" que afeta a companhia desde 2006. A Petrobras, destaca o texto, é acusada de superfaturar o valor de propriedades e equipamentos em seu balanço. A empresa "inflou o valor dos contratos de construção da companhia". Por conta de uma série de denúncias do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, os ADRs da Petrobras acumulam queda de 46% desde o dia 5 de setembro, diz o comunicado. O Wolf Popper já recuperou "bilhões" ao longo dos anos para investidores fraudados, destaca o documento. 

Parlamento de Israel aprova sua dissolução para a realização de eleições

O Parlamento de Israel aprovou sua própria dissolução, iniciando oficialmente a campanha eleitoral no país. Na sessão do Knesset desta segunda-feira, 8, 120 representantes votaram a favor e 93 contra a dissolução, encerrando o mandato de dois anos antes do tempo previsto. 


No dia 3 de dezembro, o Parlamento realizou uma votação preliminar, que teve 84 votos a favor e nenhum contra. Com eleições antecipadas marcada para 17 de março, o parlamento atual terá servido por um dos períodos mais curtos da história de Israel. O governo de Israel, que tomou posse no início de 2013, foi marcado por divisões desde o início sobre diversas questões. O orçamento, um imposto de habitação e um projeto de lei que determina Israel como um Estado judeu estão em discussão há semanas. Netanyahu tenta garantir um quarto mandato como primeiro-ministro aumentando o apoio a seu partido Likud. Ele espera garantir uma maioria forte para um "bloco nacional", que inclui seus aliados tradicionais de partidos judaicos ultraortodoxos, a facção nacionalista do ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, e o partido Jewish Home, fortemente ligado ao movimento dos colonos da Cisjordânia. Este bloco tende a assumir uma linha dura em negociações de paz com os palestinos. Na última eleição, os partidos ganharam 61 dos 120 assentos no Parlamento. A maioria revelou-se muito fraca para Netanyahu governar de forma eficaz e ele foi forçado a se aproximar de dois partidos centristas, Yesh Atid e Hatnuah. Esse movimento levou o primeiro-ministro a convocar novas eleições. O líder do Hatnuah, Tzipi Livni, parece estar prestes a selar uma aliança com Isaac Herzog e seu partido Trabalhista, de centro-esquerda. Uma pesquisa publicada recentemente revelou que a potencial lista conjunta de legendas pode ultrapassar o Likud e se tornar maioria na Knesset nas próximas eleições.

Tesoureiro do PT diz que partido ficou surpreso com a rejeição das contas da campanha de Dilma Rousseff

O tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 8, ter ficado surpreso com a decisão dos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral de pedir ao ministro Gilmar Mendes a rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff. Acompanhado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e de advogados da campanha, Edinho Silva afirmou que a campanha petista "seguiu rigorosamente toda a legislação vigente e a jurisprudência do tribunal". Edinho falou em "equivoco de interpretação" e rejeitou a hipótese de ação política na recomendação. Ele acredita que o pleno do tribunal seguirá a jurisprudência e não o parecer técnico. "Reforçamos a convicção de que acreditamos no relator responsável pelas contas e nos ministros do TSE", afirmou. Os advogados do partido ressaltaram que informaram aos doadores sobre os limites impostos pela legislação e que tal cuidado deve ser das empresas doadoras e não do comitê financeiro. "A campanha não tem obrigação nenhuma de controlar isso", ponderou o presidente do partido, o ex-comunista Rui Falcão. Edinho Silva lembrou que as cinco empresas doaram também para a campanha do tucano Aécio Neves. "Doaram até mais para o Aécio Neves", afirmou. "Do ponto de vista legal, a campanha não tem como saber se uma doação está dentro do limite de faturamento de uma empresa ou não", completou. A advogada Márcia Pelegrini lembrou que em 2010 a campanha de Dilma também teve o mesmo problema e que o plenário afastou qualquer hipótese de irregularidade na prestação de contas. Para o advogado Flávio Caetano, a rejeição das contas da campanha seria algo "inovador" no TSE e que neste caso cabe apenas a "aprovação das contas" com ressalvas. "Seria a primeira vez que teríamos uma desaprovação de contas", pontuou. Em despacho na noite de sexta-feira, 5, o ministro Gilmar Mendes, relator no STF das contas da campanha à reeleição de Dilma, afirmou ter visto "fortes indícios" de doação acima do limite legal por parte de pelo menos cinco empresas ao comitê financeiro do PT. O ministro pediu à Receita Federal com urgência dados sobre o faturamento bruto da Gerdau Aços Especiais e mais quatro empresas: Saepar Serviços e Participações, Solar.BR Participações, Ponto Veículos e Minerações Brasileiras Reunidas. Juntas, as cinco empresas doaram R$ 8,83 milhões, somando a destinação de dinheiro ao Diretório Nacional do PT com doações diretas feitas a Dilma Rousseff e ao Comitê financeiro para a Presidência da República. Entre as cinco empresas que tiveram doações contestadas, a Gerdau foi a que enviou o maior montante à candidatura da presidente Dilma, R$ 5,01 milhões, seguida pela Minerações Brasileiras Reunidas, que doou R$ 2,80 milhões. A Solar Participações doou R$ 570 mil, a Ponto Veículos, R$ 450 mil e a Saepar, R$ 250 mil. Resolução do TSE em vigor nas eleições de 2014 prevê que as doações a candidatos sejam limitadas a 2% do faturamento bruto da empresa, levando em conta o ano-calendário anterior à eleição. No caso dessas contas, a porcentagem é calculada com base no faturamento de 2013. O relatório indica irregularidades que representam 4,05% do total das receitas e 13,88% das despesas declaradas. Foram encontradas também problemas de impropriedades, de 5,22% do total de receitas. Impropriedades são consideradas de menor gravidade pelo tribunal.

Real Madrid tira “cruz” de seu escudo para não ferir patrocinadores muçulmanos

De olho no mercado árabe, um dos times mais tradicionais do mundo, o Real Madrid, modifica seu escudo e retira do símbolo uma cruz que ornamentava a coroa sobre suas letras. Se no Ocidente o símbolo do cristianismo era quase invisível diante de seu tamanho reduzido, no mundo árabe ele chega a causar polêmica. A primeira modificação vai ser adotada nos cartões de crédito que serão emitidos pelo Banco Nacional de Abu Dhabi (NBAD), que passa a ser um dos patrocinadores do clube de Madri e que emitirá cartões com o símbolo do time, obviamente sem a cruz. Originalmente, o símbolo do cristianismo apareceu na camisa do Real Madrid sem qualquer ligação direta com a Igreja. Em 1920, o rei Alfonso XII foi quem deu ao clube seu título de “real”, o que implicou adotar um escudo com a coroa espanhola. A cruz fazia parte da coroa, e não do escudo. Quando a segunda república espanhola foi instaurada, em 1931, a coroa foi retirada do símbolo, e com ela a cruz. Mas dez anos depois, o escudo voltaria a ter a imagem da monarquia. Outro clubes, como o Real Betis, Real Sociedad e Real Valladolid carregam exatamente a mesma coroa, com a mesma cruz.


Mas não é por acaso que o presidente do clube, Florentino Pérez, faz o gesto. O Real Madrid assinou justamente com a empresa de petróleos de Abu Dhabi, a IPIC, um acordo de patrocínio por 20 anos que vai render ao time 400 milhões de euros. Ninguém no clube admite. Mas o valor é exatamente a quantidade que o time necessita para realizar a reforma do Santiago Bernabéu. Quanto ao banco árabe, o cartão de crédito é apenas o início de uma parceria que poderá envolver até mesmo a construção de um resort temático dedicado ao Real Madrid. Mas se a cruz pode ser retirada, dificilmente o nome de seu principal astro – Cristiano (o seguidor de Cristo) Ronaldo – terá como passar por uma mudança. 


Pelé terá alta hospitalar nesta terça-feira após duas semanas de internação


Internado desde o dia 24 de novembro, Pelé receberá alta hospitalar nesta terça-feira (9). A informação foi anunciada pelo hospital Albert Einstein, na tarde desta segunda-feira (8). "O paciente Edson Arantes do Nascimento mantém boa evolução clínica, sem sinais de infecção. Continua internado em apartamento. Considerando a boa recuperação, a equipe médica programou a alta hospitalar para amanhã", afirmou o boletim médico divulgado às 18h. Pelé deu entrada no hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, no dia 24 de novembro, onde foi diagnosticado com uma infecção urinária após exames de revisão de sua cirurgia de cálculos renais. A saúde do jogador se agravou no último dia 27, quando foi transferido para a UTI e precisou se submeter a uma hemodiálise para ajudar o rim do atleta a filtrar o sangue. Pelé não tem um dos rins há cerca de 30 anos. Na última terça-feira (2), o jogador passou a receber cuidados de semi-intensiva. Três dias depois, um perfil de Pelé no Facebook publicou vídeo, gravado na última quarta, em que ele toca violão em seu leito de hospital e aparece acompanhado de duas de suas filhas, Flávia e Kelly, e da namorada, Márcia. "Aproveito essa oportunidade para agradecer a todos vocês, de todo o mundo, que se preocuparam com a minha saúde. Graças a Deus eu estou bem, estou recuperado", afirmou o ex-camisa 10 do Santos e da seleção. "Estou aqui com a minha família e sei que tem pessoas de toda a parte do mundo que estavam preocupadas comigo. Agradeço a todos os brasileiros que rezaram por mim e pela minha família", disse. Pelé estava em um quarto do hospital desde sábado (6), após evolução constante em seu estado clínico.

Marina Silva consegue mais 13 mil assinaturas para a nova tentativa de criar o partido Rede

Terceira colocada na disputa pela Presidência da República, Marina Silva (PSB) reiniciou a corrida para conseguir as 32 mil assinaturas que faltam para que seu partido, a Rede Sustentabilidade, obtenha o registro na Justiça eleitoral. No sábado (6), a ex-senadora recebeu 13.800 fichas com assinaturas coletadas no Estado de São Paulo em um evento na capital paulista e prometeu entregar um novo pedido de registro ao Tribunal Superior Eleitoral até março do ano que vem. Em outubro de 2013, Marina Silva viu naufragar o projeto de oficializar sua legenda após seis dos sete ministros do TSE votarem contra a criação da Rede. À época, os ministros argumentaram que o grupo político da ex-senadora não conseguiu o número mínimo de assinaturas exigidas – 492 mil. Ao todo, foram coletadas 442,5 mil fichas pelos aliados de Marina Silva. "Não contamos com uma mega infraestrutura, mas contamos com a estrutura mais importante para se fazer política, o compromisso", disse a ex-senadora durante o evento na sede da Rede em São Paulo. Após ter o registro da Rede negado, Marina Silva firmou uma aliança com o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em agosto, e se tornou vice em sua chapa ao Planalto, filiando-se ao PSB. Após o acidente aéreo que matou o aliado, porém, Marina Silva tornou-se a candidata, mas sempre deixou claro que sua filiação no PSB era "transitória". No próximo fim de semana, a direção da Rede irá se reunir em Brasília para traçar uma estratégia de um esforço coletivo para coletar as últimas assinaturas.

Senador Alvaro Ridas apresenta projeto sugerido pelo juiz Sérgio Moro, para corrupto responder a processo preso enquanto não restituir valores roubados


Tucano apresenta projeto sugerido por juiz da Lava Jato para punir corruptos

Atendendo a uma sugestão do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apresentou nesta segunda-feira (8) projeto que proíbe acusados de corrupção de responderem a processos em liberdade se não devolverem aos cofres públicos os recursos desviados. O juiz, que está à frente das investigações sobre desvios na Petrobras, havia sugerido publicamente que o Congresso aprovasse projeto de lei semelhante. Em artigo publicado em agosto, Moro disse que "se o condenado mantém escondida fortuna amealhada com o malfeito, o risco de fuga ou de nova ocultação do produto do crime é claro e atual". Autor do projeto, Alvaro Dias afirmou que os condenados por corrupção, peculato ou concussão (que envolvem desvio de recursos públicos) devem ser presos —e as detenções mantidas —se não houver a devolução do dinheiro. "Deixar esse condenado livre se traduz em risco de fuga ou de nova ocultação do produto do crime. Em outras palavras, sua liberdade aumenta a probabilidade de a aplicação da lei penal não ser garantida, e esse é um dos requisitos da prisão preventiva", afirmou. Segundo o tucano, o projeto está em "sintonia" com a proposta aprovada pelo Senado no ano passado que torna hediondo o crime de corrupção. A mudança ainda não está em vigor porque o projeto aguarda pela análise da Câmara. "Há um entendimento geral de que a corrupção não pode mais ser tolerada e que deve ser combatida de todas as formas possíveis", afirmou o senador. Para ser aprovado, o projeto precisa tramitar em três comissões do Senado e, em seguida, ser aprovado pelos plenários do Senado e da Câmara.

Delegado instaura inquérito por estelionato contra Bancoop e OAS

O delegado titular do 18º Distrito Policial de São Paulo, Sérgio Marino Pereira Passos, instaurou inquérito para apurar acusação de estelionato contra a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) e a Construtora OAS, investigada pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Em boletim de ocorrência, o engenheiro Cláudio Martins Cabrera acusa a cooperativa habitacional de não ter entregue apartamento comprado em 2008 no bairro da Mooca, na zona sul da capital paulista. Ele cita como responsável à época pela Bancoop o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e afirma que a OAS, que assumiu a obra posteriormente, revendeu o imóvel para outra pessoa.

Ex-amante do empreiteiro da UTC envolvido na Operação Lava Jato ameaçou entregá-lo para a Polícia Federal

Uma carta apreendida pela Operação Lava Jato revela ameaças de uma ex-amante ao empreiteiro Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC Engenharia. Ela promete "entregar" pessoas ligadas ao doleiro Alberto Youssef e pede, em troca do silêncio, o pagamento de R$ 1,55 milhão para se mudar do Brasil e começar "outra vida" no Exterior. Ameaças de uma mulher que ele identificou como Mônica Santos haviam sido narradas pelo próprio Pessoa no depoimento que prestou à Polícia Federal após sua prisão, em 14 de novembro. Ele disse na ocasião que havia tido um "breve um relacionamento" com Mônica, 22 anos atrás, e que ela passou a "lhe importunar" por volta de 2012. Pessoa disse ter pago cerca de R$ 800 mil a Mônica por meio do doleiro Alberto Youssef, embora um advogado o tivesse aconselhado a abrir um boletim de ocorrência policial. O que Pessoa não contou à Polícia Federal é que as "importunações" voltaram a ocorrer depois dos pagamentos e incluíam ameaças de delatar à Polícia Federal que Youssef era amigo do empreiteiro. Youssef foi preso em março, na primeira etapa da Operação Lava Jato, e Mônica associou o noticiário à pessoa enviada pelo empreiteiro para fazer tratativas com ela. Na carta, a mulher disse estar "apavorada" com ligações não identificadas. 


A carta foi apreendida pela Polícia Federal no apartamento de Pessoa no bairro Cerqueira César, região central de São Paulo. Mônica escreveu: "Sinto-me ameaçada e com certeza do jeito que (a Polícia Federal e Receita Federal] estão fiscalizando se vierem para cima de mim, entrego quem conheço e mantém negócios com Alberto Youssef e seus amigos com os devidos endereços". Ela contou que esteve com Youssef e concluiu que "é seu amigo pessoal esse doleiro, como ele me confessou pessoalmente que é seu amigo que você confia nos negócios, são palavras dele". Mônica diz ainda que tem "tudo registrado em cópias e cópias, horários, dias, pois se soubesse que me colocaria exposta a uma quadrilha não iria aceitar". A mulher diz no bilhete que Pessoa a "envolveu com um bandido". "E sem eu saber de nada, muito pelo contrário, você me colocou numa enrascada sem fim", escreveu. Mônica orienta o empresário a enviar o valor de R$ 1,55 milhão em espécie, em caixas a serem entregues a uma empresa de aluguel de guarda-volumes em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo). A mulher disse precisar do dinheiro para "sair do País e começar outra vida em outro". "Não estou lhe extorquindo e nem lhe chantageando e não tenho medo de sua pessoa e de suas ameaças, porque a ameaçada moralmente aqui está sendo eu", escreveu a mulher. Pelo contexto e as datas citadas na carta, ela teria sido escrita entre julho e outubro de 2014. Com a carta, a Policia encontrou cópias do passaporte e de uma carteira de identidade em nome de Mônica. 

Lula fala a Comissão Nacional da Verdade, diz que militares cometeram a burrice de prendê-lo, mas não fala da acusação de que era delator de companheiros

O ex-presidente e alcaguete Lula falou na manhã desta segunda-feira, 8, em São Paulo, à Comissão Nacional da Verdade. Durante pouco mais de uma hora, relembrou as dificuldades que enfrentou durante a ditadura, na parte final da década de 1970, quando liderou uma série de grandes greves que começaram na região do ABC Paulista e acabaram se estendendo por todo o País. As assembléias organizada pelo sindicato eram constantemente monitoradas por agentes da polícia política. Numa delas, no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, um helicóptero do Exército sobrevoou a área, com o objetivo de intimidar os participantes. Em 1980, na mais longa daquelas greves, que durou 41 dias, a Justiça Militar da União determinou a prisão de Lula, com base na Lei de Segurança Nacional, após o movimento grevista ter sido declarado ilegal. Diante da Comissão da Verdade, ao relembrar aquele episódio, o ex-presidente da República disse: “Os militares cometeram a burrice de me prender". Ele só não fez referência à acusação do delegado aposentado Romeu Tuma Jr, o qual afirma que ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar. A acusação está em seu livro "Assassinato de reputações". Lula foi julgado e condenado em primeira instância pela Justiça Militar. Também foi afastado da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Mais tarde, porém, o Superior Tribunal Militar decidiu pela sua absolvição. A Comissão da Verdade foi representada no encontro pelos petistas sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro e a psicanalista Maria Rita Kehl. 

Embraer e FlightSafety International concluem treinamento da primeira turma de pilotos para o Legacy 500


A Embraer e a FlightSafety International concluíram o treinamento da primeira turma de pilotos do novo jato executivo Legacy 500. Esses pilotos, treinados para operar jatos de clientes, se beneficiaram de toda estrutura de suporte e serviço ao cliente com salas de aula equipadas com tecnologia avançada e completo simulador de vôo qualificado com o nível C pela Federal Aviation Administration (FAA), dos Estados Unidos e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Brasil. “Antes mesmo da entrada em serviço do Legacy 500, realizamos esforços contínuos para o desenvolvimento de uma rede global de suporte e serviços aos nossos clientes”, disse Edson Carlos Mallaco, Diretor de Suporte e Serviços ao Cliente da Embraer Aviação Executiva: “Nossa sólida parceria com a FlightSafety International resultou no desenvolvimento conjunto de uma solução de treinamento completa e de alto nível".  A capacitação ocorre no Centro de Treinamento da FlightSafety, em St. Louis, Missouri, Estados Unidos. A FlightSafety também é provedora de serviços de treinamento autorizado pela Embraer para jatos executivos da família Legacy e Lineage e para as aeronaves comerciais E-Jets. O Legacy 500 recebeu a certificação da ANAC em agosto e da FAA em outubro. Aprovação da EASA (European Aviation Safety Agency) ocorrerá em breve. O Legacy 500 já pode operar no Brasil, Estados Unidos e em países que exigem certificação FAA. O primeiro Legacy 500 foi entregue a um cliente brasileiro em 10 de outubro deste ano.

Facebook melhora busca para usuário achar posts a seu respeito

O Facebook atualizou neste domingo (7) a busca interna da rede social para que os usuários consigam localizar postagens antigas sobre eles. O que a rede social faz com isso é ampliar a capacidade da ferramenta chamada “Busca Social” ou “Graph Search”. Antes, era possível apenas buscar por pessoas, fotos, locais, interesses e postagens, desde que fosse digitado o texto exato. Agora, será possível pesquisar itens a partir de uma combinação de palavras, a exemplo do que ocorre em buscadores na internet, como o Google. “Com uma pesquisa rápida, você consegue ver de novo um vídeo divertido da sua graduação, uma notícia que você se importa em ler ou fotos do casamento de seus amigos no verão passado”, afirma Tom Stocky, vice-presidente de pesquisa do Facebook, em post do blog corporativo da rede social. “Seus resultados de busca são personalizados e únicos para você”, continua. A novidade passa a valer para quem acessar as versões do Facebook para desktop e para iPhones e iPads. A rede social não informou quando a nova configuração chega aos Androids. No começo, apenas usuários da plataforma em inglês começam a experimentar o recurso.

Leilão de energia alternativa terá 530 usinas eólicas e 40 de biomassa

A energia eólica é o destaque do leilão de fontes alternativas que será feito em abril de 2015 organizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Serão 530 usinas eólicas, com um total de 12.865 megawatts (MW) de potência instalada. O leilão vai contratar energia elétrica com início de suprimento a partir de 1º de janeiro. O Estado com maior número de eólicas é a Bahia, com 161 projetos (3.863 MW). Em seguida, vem o Rio Grande do Norte, com 110 projetos (2.549 MW) e o Rio Grande do Sul, 104 projetos (2.263 MW). Além das eólicas, serão leiloadas 40 usinas termelétricas a biomassa, totalizando 2.067 MW. São Paulo terá 23 projetos nesta modalidade, totalizando 1.152 MW, seguido por Goiás, com seis projeto (428 MW), Minas Gerais, com quatro projetos (202 MW), e Mato Grosso do Sul, com três projetos (201 MW).

Ministro Gilmar Mendes detecta "fortes indícios" de irregularidades em doações para a campanha eleitoral da petista Dilma Rousseff


O ministro Gilmar Mendes, relator da prestação de contas da campanha de Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enxerga "fortes indícios" de que o partido se beneficiou de doações acima do teto legal. Gilmar Mendes pediu à Receita Federal dados complementares sobre cinco companhias que contribuíram com a campanha de Dilma: a Saepar Serviços, a Solar BR, a Gerdau Aços Especiais, a Ponto Veículos e a Minerações Brasileiras Reunidas. O total doado pelas companhias ultrapassa os 10,6 milhões de reais. Cada empresa pode doar até 2% do faturamento bruto do ano anterior. Nos casos analisados, o cálculo feito pelo gabinete de Gilmar Mendes aponta que o total foi descumprido. Por isso ele fez o pedido de mais detalhes à Receita Federal. Em despacho com data de sexta-feira, o ministro cobra os números com "máxima urgência", dados os "fortes indícios de descumprimento do limite para doação". Nesta segunda-feira, o ministro também deu prazo de 48 horas para que o Ministério Público Eleitoral se manifeste sobre o parecer técnico que foi elaborado por especialistas do tribunal – e que pede a rejeição das contas da campanha da presidente. O parecer técnico pediu a rejeição das contas de Dilma também em 2010, ano em que a presidente chegou ao Planalto. Naquele ano, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, adotou uma posição diferente e recomendou a aprovação das contas, no que foi acompanhado pelos colegas. O ministro chegou a omitir o relatório em seu parecer final. A análise da prestação de contas da última campanha da petista Dilma Rousseff está na pauta da sessão desta terça-feira do TSE, mas a análise depende do Ministério Público Eleitoral, que tem até quarta-feira para se pronunciar.

Ong proto-petista Todos pela Educação diz que menos da metade dos jovens até 19 anos concluíram o Ensino Médio no Rio Grande do Sul; os petistas descobriram a América....

Matéria do jornal Zero Hora dá grande destaque ao resultado de um trabalho epidérmico da ong protopetista Todos pela Educação, dizendo que menos da metade dos jovens na idade considerada adequada (até 19 anos) concluíram a Educação Básica no Rio Grande do Sul no ano passado. Só não diz quem é quem neste Movimento Todos pela Educação, quem é quem não é petista na sua estrutura. O percentual de 48,8% — divulgado pelo Todos Pela Educação (TPE) nesta segunda-feira — está abaixo da média brasileira, de 54,3% dos estudantes concluindo a Educação Básica na idade certa. Resumindo, e isto Zero Hora também não diz: a educação pública no Rio Grande do Sul já não é apenas um desastre, ela simplesmente não existe mais. Esse é o resultado de 30 anos de petismo no Cpers sindicato, e de 40 anos de voraz esquerdismo na educação pública, submetida a essa coisa criminosa chamada "piagetismo" (do suíco Jean Piaget), e dessa devoção a um mecanismo criado pelo coronel Mauro Rodrigues, ex-secretário da Educação do Estado lá na ditadura militar, chamado "Plano de Carreira". Diz o trabalho da ong protopetista Todos pela Educação que o desempenho gaúcho também está bem abaixo da meta estabelecida pelo movimento para 2013, de 66,4%. De 1995 a 1999, o percentual de adolescentes e jovens de até 19 anos que acabaram o Ensino Médio no Estado cresceu — a partir de 2001, no entanto, alternou aumentos e quedas, atingindo a meta apenas em 2009 (52%). De 2012 a 2013, a variação foi negativa, de meio ponto percentual (era 49,3%). Os indicadores foram calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agora se dê ao trabalho de identificar os petistas e esquerdistas no tal Movimento
Todos pela Educação, assim como os abonados com problema de má consciência social.
Quem faz o TPE
Conselho de Governança
Jorge Gerdau Johannpeter
Presidente
Ana Maria dos Santos Diniz
Antonio Jacinto Matias
Beatriz Johannpeter
Daniel Feffer
Danilo Santos de Miranda
Denise Aguiar Alvarez
Fernão Bracher
José Paulo Soares Martins
José Roberto Marinho
Luís Norberto Pascoal
Luiz Paulo Saade Montenegro
Milú Villela
Mozart Neves Ramos
Viviane Senna
Wanda Engel Aduan
Equipe Executiva
Priscila Fonseca da Cruz
Diretora-Executiva
Maria Lucia Meirelles Reis
Diretora Administrativo-financeira
Alejandra Meraz Velasco
Coordenadora Geral
Camilla Lamber Salmazi
Gerente de Comunicação
Ricardo Falzetta
Gerente de Conteúdo
Rose Rodrigues Del Porto
Gerente Administrativo-financeira
Alessandra Fujinaga
Ana Paula Araujo
Bárbara Benatti
Carolina Carvalho Fernandes
Diana Lima
Ivan Osmo Mardegan
Marcos Paulo Foloni
Mariana Mandelli
Paula Penko Teixeira
Pricilla Honorato
Thales Ambrosini
Vanessa Souto
Comissão Técnica
Viviane Senna
Coordenadora
Célio da Cunha
Claudia Costin
Claudio de Moura Castro
Marcelo Neri
Maria Auxiliadora Seabra Rezende
Maria Helena Guimarães Castro
Mariza Abreu
Nilma Fontanive
Raquel Teixeira
Reynaldo Fernandes
Ricardo Chaves Martins
Ricardo Paes de Barros
Ruben Klein
Sócios-fundadores
Albert Alcouloumbre Jr.
Alberto Pfeiffer Filho
Ana Beatriz Moser
Ana Lucia D'Império Lima
Ana Maria dos Santos Diniz
Antonio Carlos Gomes da Costa
Antonio Jacinto Matias
Antonio Austregésilo de Athayde
Beatriz Johannpeter
Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto)
Carlos Mário Siffert
Célio da Cunha
Celso Antunes
Cenise Monte Vicente
Cláudia Costin
Cláudio de Moura Castro
Cláudio Luiz Haddad
Cleuza Rodrigues Repulho
Cristovam Buarque
Daniel Feffer
Danilo Santos de Miranda
Denise Aguiar Alvarez
Eduardo Giannetti da Fonseca
Emílio Alves Odebrecht
Fabio Colletti Barbosa
Fernando Haddad
Fernando Luiz Abrucio
Fernando Rossetti Ferreira
Francisco Aparecido Cordão
Francisco de Assis Pinheiro
Gilberto Dimenstein
Gustavo Berg Ioschpe
Heloisa Maria Martins Coelho
Horácio Lafer Piva
Hugo Guimarães Barreto Filho
Isaac Chaves Edington
Jailson de Souza e Silva
Jaime Sirotsky
Jorge Gerdau Johannpeter
Jorge Paulo Lemann
José Ernesto Freitas de Camargo
José Fernando César de Mattos
José Francisco Soares
José Henrique Paim Fernandes
José Paulo Soares Martins
José Pereira de Oliveira Junior
José Roberto Marinho
José Vicente
Klaus Gerdau Johannpeter
Luís Norberto Pascoal
Luiz Paulo Saade Montenegro
Luis Roberto Pires Ferreira
Luiz de Alencar Lara
Luiz Horta Erlanger
Marcelo Cortes Neri
Marcos Antonio Magalhães
Maria Alice Setubal
Maria Auxiliadora Seabra Rezende
Maria de Salete Almeida e Silva
Maria de Souza Aranha Meirelles
Maria do Carmo Brant de Carvalho
Maria do Pilar Lacerda A. e Silva
Maria Helena Guimarães de Castro
Maria Inês Joaquim de Carvalho
Maria Lucia Meirelles Reis
Marie-Pierre Poirier
Mário Aquino Alves
Mario Sergio Cortella
Mariza Vasques de Abreu
Milú Villela
Mozart Neves Ramos
Naércio Aquino Menezes Filho
Nelson Pacheco Sirotsky
Nilma Santos Fontanive
Nizan Guanaes Gomes
Norman Gall
Oded Grajew
Paulo Cesar Queiroz
Paulo Renato Souza
Pedro Moreira Salles
Percival Caropreso Jr.
Peter Graber
Priscila Fonseca da Cruz
Raí Souza Vieira de Oliveira
Raquel F. Alessandri Teixeira
Raul Martins Bastos
Regina Carla Madalozzo
Renata de Camargo Nascimento
Reynaldo Fernandes
Ricardo Chaves de Rezende Martins
Ricardo Kotscho
Ricardo Manuel dos Santos Henriques
Ricardo Paes de Barros
Ricardo Voltolini
Ricardo Young da Silva
Roberto Civita
Roberto Teixeira da Costa
Rodolfo Villela Marino
Ruben Klein
Ruth Corrêa Leite Cardoso
Sergio Antonio Garcia Amoroso
Sergio Cunha Valente
Sergio Ephim Mindlin
Sergio Motta Mello
Silvio Romeiro de Lemos Meira
Simon Schwartzman
Tomas Tomislav Zinner
Vincent Defourny
Viviane Senna
Wanda Engel Aduan
Wilma Resende Araujo Santos
Zilda Arns Neumann

A moda chegou ao Rio Grande do Sul e a Porto Alegre, juiz Alex Custódia sofre ameça de morte dos petralhas

O juiz da Vara Cível do Foro Regional da Tristeza, Alex Custódio, que autorizou a reintegração de posse na área invadida no bairro Hípica, em Porto Alegre, citou, em sua decisão, que sofreu ameaças de morte por parte dos invasores.  A moda chegou ao Rio Grande do Sul e a Porto Alegre e agora bandidos petralhas já não temem fazer ameaças explícitas a um juiz de Direito. É a turma bolivariana experimentando os primeiros passos da guerra revolucionária. A área ocupada por cerca de 300 pessoas tem 11 hectares. O terreno é privado e fica na Rua Marcírio da Silva Barbosa, próximo à Avenida Juca Batista. Em vários trechos da sentença, o juiz fala que pessoas ligadas à Cooperativa Habitacional Morada dos Ventos, criada pelos invasores, o ameaçaram. "Registre-se, inclusive, que houve colocação de cartazes ameaçando o magistrado de morte, em que se dizia  que era procurado vivo ou morto. Esse não é o padrão de procedimento que se possa dizer de 'cunho social, mas sim uma verdadeira grilagem, patrocinada por setores interessados na área e no loteamento", escreveu o juiz Alex Custódio. Em outro trecho, o magistrado cita que ameaças foram feitas através de carta anônima. "Esse magistrado recebeu ameaças à sua vida e correspondências apócrifas, em que colocam em risco sua lisura e postura processual, situação que está sendo apurada pelo Tribunal de Justiça", informou o juiz. O governo do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro faz de tudo para não obedecer a ordem judicial de reintegração de posse, impedindo a Brigada Militar de executar a determinação do juiz.

Levy e Barbosa são nomeados temporariamente para gabinete de Dilma Rousseff



Os futuros ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, foram nomeados hoje (8) para assumir cargos temporários no gabinete pessoal da presidenta Dilma Rousseff. Ambos ficarão nessas funções até tomar posse nos ministérios. Eles substituirão os ministros Guido Mantega e Miriam Belchior, respectivamente. Levy e Barbosa foram anunciados há duas semanas como futuros ministros, mas ainda não há data definida para posse. Os dois já estão despachando com uma equipe de transição no Palácio do Planalto, mas não tinham sido nomeados oficialmente para nenhum cargo. A portaria de nomeação, assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, foi publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.

Relatório final da Comissão Nacional da Verdade terá 300 nomes de agentes responsáveis por torturas

Integrante da Comissão Nacional da Verdade (CNV), o ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, disse hoje (8), em São Paulo, que o relatório final da comissão, que será divulgado quarta-feira (10), terá nomes de mais de 300 militares, agentes de Estado e até mesmo ex-presidentes da República. Acrescentou que o documento recomendará que eles sejam punidos pelos crimes de tortura, execuções e ocultação de cadáveres. “Não podemos pedir a punição, porque esta não é nossa missão ou função. Estamos proclamando que, pelos caminhos do Poder Judiciário ou do Poder Legislativo, a questão da anistia seja enfrentada de forma corajosa, porque os crimes contra a humanidade são imprescritíveis e não sujeitos à Lei da Anistia”, salientou José Carlos Dias (membro do "pool" de escritórios de advocacia criminalística reunidos para defender réus no processo do Mensalão do PT e também no Petrolão, comandado pelo ex-ministro petista Marcio Thomaz Bastos), antes de participar, na tarde de hoje, da cerimônia de inauguração de um monumento aos mortos e desaparecidos políticos no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Segundo ele, o relatório não pedirá a revisão da Lei da Anistia. “Não vai pedir a revisão, mas pedirá que a anistia não seja reconhecida para agentes de Estado que praticaram violações aos direitos humanos”, ressaltou o ex-ministro. Também presente ao evento na capital paulista, a ministra petista Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, disse esperar que o relatório final da CNV provoque alteração na Lei da Anistia, permitindo que os agentes responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar sejam punidos por esses crimes. “Temos a Lei da Anistia (em vigor no País), mas o próprio Judiciário debate a interpretação da Lei da Anistia. O Brasil é signatário de acordos internacionais prevendo crimes imprescritíveis e que não perdem sua validade. O relatório da Comissão Nacional da Verdade poderá ensejar aprofundamento desse debate jurídico. No Congresso Nacional existem propostas de alteração da legislação em vigor. Portanto, acredito que, com o relatório, teremos continuidade do debate para que a justiça seja feita”, comentou a ministra petista.

Documentos revelam que empreiteira Camargo Corrêa pagou R$ 886 mil a empresa do bandido petista mensaleiro José Dirceu



Uma empresa do petista José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, condenado por corrupção no escândalo do Mensalão do PT e político mais influente na Petrobras nos governos do alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), recebeu R$ 886 mil da empreiteira Camargo Corrêa entre 2010 e 2011. Na época, ele já era réu no processo do Mensalão do PT e exercia influência na Petrobras. No mesmo mês em que assinou o contrato com a empresa de Dirceu, a Camargo Correa obteve dois contratos com a Petrobras para prestar serviços na refinaria Abreu e Lima. Os contratos somam R$ 4,7 bilhões e, segundo os depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef, foram fechados mediante pagamento de propina ao PT e ao PP. Embora negue, foi o bandido petista mensaleiro José Dirceu quem indicou o petista Renato Duque, então diretor de Serviços da estatal e responsável pelos contratos da Camargo, acusado por Paulo Roberto Costa, Youssef e por um empreiteiro de cobrar propina para o PT. As provas da relação secreta entre José Dirceu e a Camargo Correa foram descobertas pela Polícia Federal há três semanas, durante buscas na sede da Camargo Correa. No mesmo dia, apelidado pelos investigadores de "Juízo Final", houve buscas em outras oito empreiteiras, nas casas de executivos dessas empresas e em escritórios de lobistas. Na semana passada, ÉPOCA obteve acesso exclusivo à íntegra desses documentos. São milhares e milhares de páginas, que se somam às já dezenas de milhares de documentos apreendidos desde o começo da operação Lava Jato, em março. Elas expõem a relação promíscua entre as grandes empreiteiras do País e os políticos que detêm influência em estatais como a Petrobras. Reforçam, com fortes evidências, a acusação de que essas empreiteiras formavam um cartel para assegurar os maiores contratos da Petrobras. Apontam novos casos de corrupção em outros órgãos do governo - e até no Exterior. Nos próximos dias, fundamentados em larga medida nesses documentos apreendidos, os procuradores da força-tarefa da Lava Jato denunciarão à Justiça os empreiteiros acusados de montar o cartel. O contrato entre a Camargo Correa e a empresa do bandido petista mensaleiro José Dirceu, chamada JD Assessoria, foi assinado em 21 de fevereiro de 2010. Não tinha um objeto claro. Previa apenas que José Dirceu faria análise de “aspectos sociológicos e políticos do Brasil” e prestaria "assessoria na Integração dos países da América do Sul”. José Dirceu também deveria, de acordo com o contrato, divulgar o nome da Camargo Correa na comunidade nacional e internacional, além de fazer palestras e seminários em assuntos de interesse dela. O contrato é marcado como sigiloso. José Dirceu deveria receber R$ 75 mil por mês. Durante dez meses, segundo os comprovantes encontrados, recebeu mesmo. Entre maio de 2010 e fevereiro de 2011, a JD faturou R$ 886.500 com base no contrato. O primeiro pagamento foi retroativo e abarcou três meses de "consultoria".


Não se sabe por que um gigante como a Camargo Correa precisava da capacidade de divulgação de José Dirceu no Brasil e na América do Sul. Nem o valor de suas análises políticas e sociológicas. Sabe-se, porém, que José Dirceu exercia forte influência na Petrobras, mesmo após deixar o governo Lula, no auge do Mensalão do PT, em 2005. Indicara o petista Renato Duque para a Diretoria de Serviços e mantinha petistas em cargos estratégicos da estatal. Sabe-se, também, que, no mesmo mês em que José Dirceu assinou o contrato com a Camargo, o Consórcio CNCC, de que a Camargo faz parte, ganhou dois contratos para fazer "serviços de implantação de unidade de coqueamento" na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Eles somam R$ 4,7 bilhões. Com base nas evidências documentais e nos depoimentos de testemunhas e delatores, os procuradores e a Polícia Federal suspeitam que os contratos da Abreu e Lima tenham sido superfaturados e fechados à base de propina. Por meio de sua assessoria, a JD afirma que " prestou consultoria na área internacional à Camargo Corrêa, entre maio de 2010 e fevereiro de 2011”. “Por razões de confidencialidade contratual, a JDA não pode se manifestar sobre a natureza nem os resultados dos serviços prestados", diz a assessoria da JD. A Camargo Corrêa confirmou a “existência do contrato”, mas não quis fazer comentário a respeito. 
Tabela de pagamentos da Camargo Corrêa para a JD Consultoria. A empreiteira pagou R$ 886.500 para José Dirceu em dez meses

Dólar fecha acima R$ 2,60 e volta a atingir o maior valor desde 2005

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (8), após ganhar força à tarde e passar a marca de R$ 2,60. Segundo operadores, com um dia de baixo volume de negócios, a desvalorização do petróleo motivou uma operação de saída de recursos que teve como resultado o forte avanço da moeda, em meio a um ambiente externo desfavorável. A moeda norte-americana subiu 0,7%, cotada a R$ 2,6115. Este é novamente o maior valor desde 2005, quando, no dia 18 de abril, a moeda fechou cotada a R$ 2,6157, segundo dados do Banco Central. No mês, há alta acumulada de 1,55% e no ano, de 10,77%. "O mercado está fraco, com pouco volume, o que é tradicional do final do ano", afirmou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battiste. A alta foi ampliada à tarde, segundo operadores, após uma grande operação de saída de dólares que ocorreu por volta do momento em que o petróleo Brent ampliou as perdas para queda de US$ 3 por barril, ainda refletindo a perspectiva de oferta abundante combinada com demanda fraca devido ao enfraquecimento da economia global. "Num dia de baixo volume que nem hoje, qualquer operação acaba fazendo estrago", disse o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira. 

Reajuste da CEEE causa impacto em 6 mil indústrias do Rio Grande do Sul

O reajuste de 25,6% na tarifa da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) aprovado na última sexta-feira (8) deve causar impacto em 6 mil indústrias do Rio Grande do Sul, 16,6% das empresas gaúchas do setor. As indústrias que arcarão com o reajuste empregam cerca de 103 mil trabalhadores, e representam 25% das exportações e 38,6% das importações do Estado. A área de cobertura da CEEE é composta por 72 municípios, e é responsável por 21,1% do produto interno bruto (PIB) industrial do Estado. A eletricidade é a fonte de energia mais utilizada no processo de produção para 86,5% das empresas do Estado. O crescimento dos custos acima da produção das empresas é um dos grandes causadores da perda de competitividade do setor. Muitas vão internalizar esse aumento nos custos de fabricação, o que é um desincentivo para novos investimentos no Estado. Diante da situação financeira bastante delicada que os empresários enfrentam, poderemos presenciar, inclusive, a inviabilização de negócios, com fechamentos de fábricas e postos de trabalho. O reajuste será de 22,41% para os consumidores residenciais e 22,39% para clientes de baixa tensão (comércios, rural e iluminação pública). O reajuste médio entre todas as classes ficou em 23,51%. O índice é menor do que os 28,28% recomendados pela área técnica da agência em outubro. A aplicação, porém, foi feita somente neste mês em razão da inadimplência da distribuidora com o pagamento de encargos do setor. A companhia havia solicitado reajuste de 34,99%. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre os fatores que colaboraram para o reajuste da tarifa da concessionária estão os custos que a empresa teve com compra de energia, transmissão de energia e pagamento de encargos setoriais.

BRADESCO ALCANÇA VALOR DE MERCADO DA PETROBRAS


O ranking das empresas mais valiosas do Brasil ganhou novos contornos na última sexta-feira. O Bradesco, segundo maior banco privado do País, alcançou a Petrobrás em valor de mercado. Segundo levantamento da empresa de informação financeira Economatica, a petroleira encerrou o último pregão na terceira posição da lista, atrás de Ambev e Itaú Unibanco, e empatada com o Bradesco – ambas valendo R$ 153,9 bilhões. As ações da estatal ensaiaram uma recuperação neste ano, impulsionadas pelas especulações sobre a corrida presidencial, mas devolveram todos os ganhos em um período de apenas três meses. Após o pico de alta no início de setembro – puxado pela euforia do mercado com o avanço da então candidata Marina Silva -, a empresa iniciou um movimento de forte desvalorização, perdendo metade do seu valor de mercado. Para os analistas, essa queda livre se deve às inúmeras incertezas que cercam o futuro financeiro da estatal. No centro de um escândalo de corrupção, a empresa ainda não divulgou o balanço do terceiro trimestre auditado e corre o risco de perder o grau de investimento – o que dificultaria o acesso ao capital estrangeiro em um momento de forte investimento e alavancagem já elevada. Além disso, a companhia sofre com a queda de quase 40% no preço internacional do petróleo, o que lança dúvidas sobre a viabilidade do pré-sal. “A Petrobrás tem um programa de investimento audacioso em uma área com riscos operacionais muito grandes”, destaca o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. O atual plano de negócios da estatal prevê desembolsos de US$ 221 bilhões entre 2014 e 2018. O objetivo é se tornar uma das maiores companhias de energia do mundo. No outro extremo, em um setor que vive uma prolongada fase de bonança no País – com os juros elevados e a expansão do crédito – está o Bradesco. O lucro líquido da instituição financeira cresceu 26,5% no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2013, somando R$ 3,9 bilhões. Na avaliação do economista e presidente da Magliano Corretora, Raymundo Magliano Neto, os bancos conseguiram se adaptar ao novo Brasil. “Enxugaram os quadros, emprestaram mais dinheiro e ganharam eficiência”, resume. Ele também ressalta o fato de o País ter a maior taxa de juro real do mundo: “Os bancos ganham dinheiro com isso e a Selic deve subir ainda mais em 2015″. Os investidores que saíram da Petrobrás encontraram no Bradesco um papel seguro e mais conservador, avalia o economista-chefe da Tov Corretora, Pedro Paulo Silveira. Ele acredita, porém, que esse é um retrato momentâneo, que deve se inverter nos próximos anos com a recuperação do preço do barril. “O petróleo é um recurso finito, que vai sofrer um ajuste quando a economia global voltar a crescer”, prevê Silveira. Também é otimista a perspectiva do consultor de investimentos Richard Rytenband, que acompanha as ações da estatal desde os anos 1980. “A companhia atingiu um valor de mercado recorde em 2008 com análises eufóricas sobre seus resultados futuros, porém muitos dos fatores que deterioraram sua situação já estavam presentes. Agora, o quadro é inverso”, explica Rytenband. O analista argumenta que a petroleira passará por um duro processo de correção mirando recuperar a credibilidade: “A Petrobrás não pode mais errar. A crise foi positiva por isso, para expurgar o que está errado.” Ele também traça um cenário otimista para o petróleo e emenda: “Quem aposta no fim do ciclo de alta das commodities pode ter uma surpresa nos próximos semestres”.

CONTRATO COM PLATAFORMAS DEU PREJUÍZO DE MEIO BILHÃO À PETROBRAS


Ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco é apontado pelo Tribunal de Contas da União como um dos responsáveis por um prejuízo de US$ 177 milhões (equivalente a R$ 458 milhões) à estatal, ao atuar junto à sua direção para um reajuste em favor de empresas contratadas para construir as plataformas P-52 e P-54. As prestadoras de serviço pleiteavam um acréscimo no valor dos contratos assinados entre 2003 e 2004 por um valor total de R$ 4 bilhões. No caso da P-52, a manobra representou perdas de ao menos US$ 92,3 milhões à estatal, segundo o TCU. Na P-54, de US$ 85 milhões. Barusco fez acordo de delação premiada e prometeu devolver R$ 250 milhões recebidos em propina. Após a Petrobras, ele foi diretor da Sete Brasil, controlada pelo banco BTG Pactual, que fornece plataformas à petroleira. O banco é de propriedade de André Esteves, muito ligado ao ex-presidente Lula. Uma das beneficiadas pelo acréscimo foi um braço do Grupo Setal, que está entre os integrantes do cartel que pagava suborno em troca de contratos com a Petrobras, conforme as investigações da Polícia Federal na Operação Lava Jato. Dois de seus executivos – Julio Camargo e Augusto Ribeiro, ambos da empresa Toyo Setal– firmaram acordos de delação premiada. Embora ocupasse uma gerência, Barusco tinha poderes para atuar junto à diretoria. Foi ele que analisou a demanda das prestadoras de serviço e deu parecer favorável pela área de engenharia. Outros setores, como o departamento jurídico, também deram aval. A diretoria, então, aprovou a correção. Barusco não é o único dirigente respondendo ao processo. O presidente da companhia à época, o petista José Sérgio Gabrielli, e toda a diretoria, inclusive o petista Renato Duque, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, constam como responsáveis pela decisão. 

DILMA MANOBRA PARA TRAZER DE VOLTA CPMF, DIZ RONALDO CAIADO


O senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) abriu fogo contra o Palácio do Planalto na manhã desta segunda-feira (8). Para o líder da Oposição no Congresso, o orçamento impositivo é uma manobra para o governo federal trazer de volta o imposto da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira, a CPMF. “Se aprovado o Orçamento Impositivo, a presidente Dilma irá em rede nacional dizer que a PEC do Orçamento Impositivo impede que o governo repasse mais dinheiro para a saúde porque a Constituição restringe. Aí, cinicamente, vai conclamar a todos para lutar por mais recursos por meio da volta da CPMF, o imposto que o Brasil pediu para que fosse derrubado”, disparou. A proposta que prevê a destinação obrigatória de recursos no orçamento para emendas parlamentares, sendo 50% exclusivo para a saúde, foi modificada no Senado Federal. O texto que será votado na Câmara estabelece um piso de 15% da receita corrente líquida da União para o setor, índice bem inferior ao projeto de lei complementar Saúde + 10, de iniciativa popular, e que tramita hoje na Casa. As perdas entre o texto do governo e o projeto de iniciativa popular ultrapassam R$ 30 bilhões anuais. “O governo de uma maneira rasteira colocou o financiamento da saúde como matéria estranha vinculada a essa emenda constitucional. O Saúde+10 deveria conceder um acréscimo de R$ 59 bilhões de reais para a saúde e o que governo propõe agora é que haja um acréscimo de menos da metade desse valor”, explicou. O democrata também disse que a manobra governista “apela à chantagem” com o Congresso como forma de condicionar a aprovação das emendas impositivas ao interesse do governo em engessar os recursos da saúde. De novo as tais das emendas, as mesmas que foram pagas para que Dilma fizesse sua fraude fiscal e se livrasse do Crime de Responsabilidade. O governo monta seu balcão de negócios no Congresso e vota o que quer. Primeiro fraudaram as eleições, depois rasgaram a LDO e agora armam um golpe à saúde brasileira para depois propor assaltar o bolso do contribuinte com a volta da CPMF”, concluiu.

Ministério Público Federal denunciará empreiteiras por formação de "organização criminosa

Juiz federal Sérgio Moro
As regras de combinação de obras da Petrobrás, com regulamento e normas iguais a de um torneio de futebol, vão integrar as denúncias que a força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal apresenta essa semana à Justiça Federal, no Paraná, contra 11 executivos de seis das maiores empreiteiras do País. Presos desde o dia 14 de novembro, provisoriamente, eles serão formalmente acusados de fraudes em licitação, desvios de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro evasão de divisas, formação de cartel e organização criminosa. São as primeiras denúncias criminais contra o núcleo empresarial alvo da Operação Lava Jato. Braço financeiro que abasteceu o caixa-2 de PT, PMDB e PP, pagando de 1% a 3% de contratos, segundo o Ministério Público Federal, é a primeira vez que o órgão tenta levar ao banco dos réus um grande grupo de altos executivos das gigantes da construção. Nessa primeira etapa estão elencadas Camargo Corrêa, OAS, Galvão Engenharia, Engevix, Mendes Júnior e UTC Engenharia. Mas há ainda apurações contra Odebrecht, Andrade Gutierrez e outras. As denúncias são a formalização do Ministério Público Federal dos pedidos de abertura de processos criminais ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz os autos da Lava Jato. Ele decidirá até o dia 20 – quando começa o recesso da Justiça – se há elementos para abertura de ação penal e qual crime será atribuído aos acusados. Caso entenda que não, o pedido é arquivado. Apontados como “delinquentes” pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, as revelações de um dos delatores da Lava Jato sobre as regras de divisão de obras em forma de “campeonato” ajudaram a força-tarefa a consolidar a denúncia de que os empreiteiros do “clube” agiam em “ato de ofício” ao corromperem agentes públicos para fraudar licitações, contratos e promover o desvio de recursos públicos. “Em algum momento, alguém escreveu essas regras, como se fossem (de) um campeonato de futebol, para evitar discussões entre as empresas do clube”, afirmou um dos executivos alvos da Lava Jato. Ele confessou os crimes e apontou novos fatos aos investigadores, em troca de buscar a redução de pena. Para que seja beneficiado, aquilo que ele afirmou, tem que ser comprovado em juízo. Os procuradores da Lava Jato usarão a delação como elemento para apontar um esquema organizado, com regras, papel definido, objetivo comum e continuidade de atuação envolvendo os 11 executivos e as fraudes na Petrobrás via doleiro Alberto Youssef e ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. Em síntese, as denúncias apontarão que o “clube” se reunia com regularidade para tratar da escolha de obras da Petrobrás. As empresas davam notas para os projetos, de 1 a 3, conforme suas prioridades. A partir daí, discutiam os preços a ser apresentados nas licitações. As vencedoras eram previamente definidas. As demais participantes das concorrências entravam como figurantes. No último mês, quando a Lava Jato deflagrou sua sétima fase – batizada de Juízo Final – mirando o núcleo empresarial do esquema de corrupção e propina na Petrobrás, as empreiteiras, por meio dos mais renomados criminalistas do País, iniciaram uma estratégia jurídica de se apresentarem como vítimas de “extorsão”. Sustentando serem alvos de cobrança do doleiro e do ex-diretor da Petrobrás, foram para as cortes superiores justificando que a propina era paga para não serem prejudicados. Nas denúncias que envolverão 11 executivos, Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, a força-tarefa da Lava Jato refutará o argumento, apontado ação conjunta e organizada. Dos pedidos de liberdade dos alvos, nenhum foi aceito na Justiça. Eles estão na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde o dia 14 de novembro. 
QUEM SÃO OS DENUNCIADOS DESTA FASE
CAMARGO CORRÊA
Dalton dos Santos Avancini (diretor-presidente)
João Ricardo Auler (presidente do Conselho de Administração)
Eduardo Hermelino Leite (diretor-vice-presidente)
OAS
José Aldemário Pinheiro Filho (presidente)
Agenor Franklin Magalhães Medeiros (diretor internacional)
Mateus Coutinho de Sá Oliveira (funcionário)
José Ricardo Nogueira Breghirolli (funcionário)
UTC ENGENHARIA
Ricardo Ribeiro Pessoa (presidente)
MENDES JÚNIOR
Sérgio Cunha Mendes (vice-presidente)
ENGEVIX
Gerson de Mello Almada (vice-presidente)
GALVÃO ENGENHARIA
Erton Medeiros Fonseca (diretor-presidente)
DOLEIRO
Alberto Youssef
EX-DIRETOR DA PETROBRÁS
Paulo Roberto Costa
VEJA AS REGRAS DO ‘CLUBE’ NARRADAS PELO DELATOR
1) As reuniões do “clube” eram convocadas por SMS ou pelas secretárias, por telefone;
2) Existia sempre um coordenador da reunião
3) A periodicidade das reuniões variava de acordo com a oferta de oportunidades de concorrência na Petrobrás;
4) As reuniões ocorriam no escritório do coordenador;
5) Não havia registro de entrada dos participantes no local das reuniões;
6) Participavam delas 16 empresas ou “equipes” do cartel;
7) Com base nas oportunidades de obras da Petrobrás, cada equipe informava suas preferências, dando notas de 1 a 3;
8) Um quadro era elaborado com as preferências de cada equipe, levando-se em conta o custo estimado de cada obra. A partir disso, começava a negociação entre as empreiteiras que queriam, como prioridade 1, a mesma obra;
9) Os consórcios eram formados conforme as prioridades definidas pelas empreiteiras. Se três delas elegiam uma obra como prioridade 1, por exemplo, juntavam-se num mesmo consórcio;
10) Em caso de conflito por alguma obra, buscava-se uma negociação entre as empreiteiras interessadas;
11) Caso não se chegasse a um consenso, as demais empreiteiras entravam na discussão, visando a uma decisão da maioria;
12) Cada empreiteira definia sua proposta de preço a ser apresentada à Petrobrás. Se não houvesse consenso entre as participantes, em vez de se associarem num consórcio, cada uma ficava liberada para disputar o contrato sozinha, de forma “competitiva”;
13) A empresa escolhida pelo “clube” para ganhar o contrato deveria, embora participando de uma concorrência viciada, apresentar preços compatíveis com os propostos pela Petrobrás; as demais participantes entravam para “dar cobertura”;
14) A “equipe” escolhida para vencer a licitação deveria informar às demais o preço que apresentaria. As empreiteiras que participavam como ”figurantes” tinham o direito de questionar o valor;
15) Caso a “equipe” escolhida desistisse de sua “preferência” por não conseguir ter preço competitivo, todas disputavam o contrato entre si, fazendo ofertas;
16) Se a “equipe” escolhida não desistisse de sua oportunidade e, por alguma medida, não tivesse êxito, entrava no fim da fila e aguardava que outras empreiteiras disputassem a oportunidade em outras “rodadas”. 

Presente de Natal da Dilma: mercado já projeta taxa de juros de 12,5% para 2015

Depois de o Banco Central ter acelerado o ritmo de aperto monetário na última reunião do ano, economistas de instituições financeiras passaram a ver a Selic mais alta em 2015, apontou a pesquisa Focus da própria autoridade monetária divulgada na segunda-feira. A estimativa agora é de que a taxa básica de juros encerrará o próximo ano a 12,50 por cento, contra 12 por cento no levantamento anterior. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central intensificou o ritmo de aperto monetário ao elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, a 11,75 por cento ao ano, mas indicou que pode reduzir a intensidade em breve. A divulgação da ata do Copom na quinta-feira deve trazer mais luz sobre os próximos passos a serem tomados, num cenário de inflação que continua pressionada e que não deve arrefecer segundo os especialistas consultados no Focus. A projeção de alta do IPCA neste ano foi reduzida em 0,05 ponto percentual, a 6,38 por cento, mas para 2015 o índice oficial é estimado em 6,50 por cento, sobre 6,49 por cento antes. Com isso, a estimativa para este ano permanece dentro da meta, mas a de 2015 fica exatamente no topo do objetivo, que é de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos. Em novembro, o IPCA acelerou a alta a 0,51 por cento, permanecendo acima do teto com da meta com 6,56 por cento. Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, o Focus mostrou ligeira redução da projeção de crescimento a 0,18 por cento, ante 0,19 por cento na semana passada. Para 2015, a estimativa caiu a 0,73 por cento, sobre 0,77 por cento. Os especialistas no Focus ainda mantiveram a perspectiva para o dólar no final deste ano a 2,55 reais. Mas elevaram pela sexta vez seguida a projeção para 2015, a 2,70 reais contra 2,67 reais anteriormente.

Como identificar um canalha político. Ou: A imprensa petistófila quer calar os descontentes com o governo Dilma

Quer identificar um canalha político, leitor amigo? Há muitos caminhos. Eu exponho aqui um dos critérios. Pode não detectar todos os canalhas do país, mas os que forem pegos nas suas malhas são, com absoluta certeza, canalhas.

O canalha é, sim, favorável à criação dos, como é mesmo?, conselhos populares para aparelhar a administração federal. A propósito: nesta segunda, a ex-ministra do Planejamento em atividade — uma categoria nova inventada por Dilma Rousseff —, Miriam Belchior, voltou a defender a sua criação, negando que sejam uma forma de bolivarianização do País.
Nota: eles são, sim, uma forma de bolivarianização do País — a nosso modo: uma coisa, assim, mais light; um autoritarismo que costumo chamar de liofilizado, desidratado… Quem sabe um dia venha a água quente de uma baita crise para a socialistada toda partir para o pau, né? Enquanto não chega essa hora, caso os conselhos sejam criados, os companheiros ficariam lá, aboletados na máquina pública, ocupando o lugar que não lhes pertence, já que não foram eleitos para governar.
“Reinaldo, essa é uma forma indireta de chamar a ministra de canalha?” Não! Eu nunca sou ambíguo nem oblíquo. Quando quero chamar de canalha, chamo, arcando com as consequências. Apenas a defesa dos conselhos não torna ninguém um canalha — pode ser um fã do autoritarismo político, mas ainda não é um canalha.
O segundo elemento para compor a canalhice vem agora: se o sujeito for favorável aos conselhos, mas considerar que os protestos de rua contra Dilma são, como é mesmo?, “golpistas”, “antidemocráticos” ou “injustificados”, aí, meu caro leitor, fique longe do vivente. Trata-se, sim, de uma canalha, capaz de fazer qualquer coisa. Em nome de sua causa, ou de seu conforto, ele pode até bater a sua carteira.
Ora, como é que as mesmas figuras, incluindo jornalistas e colunistas do nariz marrom, que defendem ardentemente os conselhos porque, dizem eles, é parte da democracia, atacam aqueles que saem às ruas para lutar contra a corrupção? No sábado, houve outra manifestação em São Paulo. Os que comandaram o protesto fizeram questão de se distinguir dos tontos que pedem intervenção militar. Mais do que isso: deixaram claro que o impeachment de Dilma tem um pressuposto: só se ficar provado que ela sabia da roubalheira na Petrobras.
Assim, para que a ministra Miriam Belchior integre a minha galeria dos canalhas, ainda falta o segundo elemento: se, também ela, ao lado de defender os conselhos, considerar golpistas os protestos contra Dilma, então canalha é, sim. Mas não porque eu quero. E sim porque ela quer, já que é inconcebível que alguém possa ser favorável a conselhos participando da gestão pública, mas contra a livre expressão dos cidadãos nas ruas.
Alguns jornalistas, imantados pelo petismo, mas se fingindo de independentes, estão fazendo uma confusão danada. Pesquisa Datafolha informa que 66% dos entrevistados defendem a democracia como a melhor forma de governo — só 12% entendem que uma ditadura pode ser eventualmente necessária.
Os números do Ibope são bem diferentes: 40% asseveram sua preferência pelo regime democrático, ante 20% que flertam com regime autoritário. A diferença é gigantesca. Quem está certo? Bem, ultimamente, institutos têm feito pesquisas para referendar conclusões a que seus analistas já chegaram antes das entrevistas. Não é deliberada má-fé; é só contaminação ideologia.
Eu só aceito falar para grupos em que a democracia tenha 100% de aceitação. Qualquer cretino, de esquerda ou de direita, que venha com alternativas leva o seu sapato no traseiro.
Ainda voltarei a esse tema muitas vezes. Mas não deixa de ser significativo que esse debate tenha ganhado relevância justamente agora, quando insatisfeitos com o governo Dilma vão às ruas e descobrem o caminho do Congresso.
Não se intimidem com a patrulha. A democracia só merece esse nome quando é exercida e testada. Os insatisfeitos que protestam, segundo os pressupostos da lei e da ordem, respeitando o direito de terceiros, zelando por todos os valores que as esquerdas desprezam, fazem o Brasil que dá certo.
E deixem chiar os canalhas! Por Reinaldo Azevedo

Rússia diz que França deve devolver dinheiro caso não entregue navios


A França deve entregar os dois porta-helicópteros da classe Mistral estipulados em contrato ou, caso contrário, devolver o dinheiro já transferido, assegurou nesta segunda-feira Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, aos meios de comunicação russos. "A princípio, nos satisfazemos com duas variantes: ou os porta-helicópteros ou o dinheiro", disse Ushakov. O tema dos navios não foi abordado pelos presidente da Rússia, Vladimir Putin, e da França, François Hollande, durante uma reunião no sábado, em Moscou. Após a reunião, Putin reconheceu no sábado que não fez nenhuma pergunta ao líder francês e se mostrou compreensivo com a atitude francesa, embora tenha lembrado que o contrato é "um documento jurídico" e que espera que seja cumprido. "Mas se não (for cumprido), também não faremos grandes reivindicações, embora, claro, esperamos que nos devolvam o dinheiro que pagamos em virtude desse contrato", assinalou. No final de novembro, Hollande anunciou que decidiu adiar "até segunda ordem" a autorização necessária para exportar à Rússia o primeiro navio, batizado como Vladivostok. Por sua vez, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy criticou a decisão de Hollande de suspender a entrega de embarcações militares à Rússia por causa do conflito na Ucrânia. Após resistir durante meses às pressões dos Estados Unidos e outros membros da Otan para que não vendesse à Rússia, a França suspendeu pela primeira vez em meados de setembro passado a entrega do primeiro desses porta-helicópteros. A França diz que o contrato não foi cancelado, e o Kremlin chegou a advertir em 23 de outubro que denunciaria Paris perante os tribunais caso ele fosse descumprido. A Rússia já realizou uma primeira transferência pelos dois porta-helicópteros, como parte do programa de modernização de suas Forças Armadas. O Vladivostok faz parte de um lote de dois navios da classe Mistral encomendado pela Rússia em 2011, ao custo estimado de 1,2 bilhão de euros. O segundo navio, batizado como Sebastopol, deve ficar pronto em 2015. Cada embarcação tem capacidade de transportar dezesseis helicópteros, tropas e veículos blindados. Além da construção, o contrato prevê o treinamento das tripulações russas que vão operar as embarcações e a transferência de tecnologia. Alguns marinheiros russos estão na França aprendendo o funcionamento do primeiro navio. De acordo com a imprensa francesa, 200 deveriam embarcar para St. Nazaire para assumir a embarcação no final de novembro caso o governo não tivesse novamente adiado a entrega.

Eneva dá calote de mais de US$ 9 milhões no Credit Suisse


A Eneva, antiga MPX Energia, do grupo de Eike Batista, informou nesta segunda-feira que está inadimplente com o banco Credit Suisse, depois de deixar de pagar empréstimos contratados em 11 de abril de 2011 e 22 de abril de 2011 pela MPX Chile e pela Eneva Participações. Na última sexta-feira, a companhia comunicou o vencimento de 9,407 milhões de dólares. "A Eneva continua em entendimentos com seus credores financeiros para revalidar o acordo para suspender a amortização e o pagamento de juros de operações financeiras contratadas pela Companhia e suas subsidiárias, expirado em 21 de novembro de 2014, e, assim, avançar na implementação de um plano de estabilização", informou a empresa em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa destacou ainda que avalia todas as possíveis medidas a serem tomadas para proteger os seus interesses e das partes interessadas.

PDT quer garantia para retorno de Juliana Brizola à Assembléia Legislativa gaúcha

O PDT quer porque quer que a bancada de oito deputados estaduais abra uma vaga para que Juliana Brizola volte à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ela não se elegeu por meros 300 votos. Nesta quarta-feira, o partido baterá o martelo para decidir se fica ou vai. Até hoje, Sartori tinha garantido pelo menos duas vagas para o PDT no seu secretariado, mas os trabalhistas querem mais. Juliana gastou muito, fez uma campanha exuberante, mas saiu endividada e sem mandato da disputa.

Ministro Gilmar Mendes vai rejeitar contas eleitorais de Dilma. Fica aberto o caminho para o impeachment

O ministro Gilmar Mendes já tem elementos para rejeitar as contas de campanha eleitoral da presidente Dilma Roussef. Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral argumentam que 13% das saídas dos recursos da campanha da presidente Dilma foram irregulares, assim como 5% das entradas, e se manifestaram pela rejeição das contas. O relatório será enviado ao ministro, que cuida do caso; voto de Gilmar será levado a plenário. A rejeição das contas não impede a diplomação de Dilma, mas dá mais gás à oposição na estratégia para um eventual impeachment.

Fim da picada! Até setores da imprensa hostilizam os que protestam contra a corrupção. Afinal, os manifestantes não carregam bandeiras vermelhas, sujas de sangue! Ou: Eles gostam de democracia desde que seja exercida só por esquerdistas

Há gente no Brasil achando que só manifestações das esquerdas são democráticas — justamente as da turma que é inimiga teórica e prática da… democracia! Mais: há espertinhos lendo pelo avesso uma pesquisa Datafolha publicada nesta segunda pela Folha. Já chego lá. Antes, algumas considerações.

O esforço para matar os protestos de rua contra a corrupção é indecente e junta, como não poderia deixar de ser, os petistas e parte expressiva da imprensa. A má vontade dos jornalistas — e não adianta tentar atribuir apenas à linha editorial dos veículos — chega a ser eticamente asquerosa. Se eu dispusesse de tempo para isso, não ficaria difícil demonstrar que os black blocs mereceram tratamento bem mais respeitoso. Façam o trabalho vocês mesmos. Recuperem as notícias sobre os mascarados, que chegaram a ser tratados até como estetas. Já os que se manifestam contra a roubalheira na Petrobras são jogados na vala dos golpistas. O mal que a petização das redações fez à inteligência é bem mais grave do que parece e será mais duradouro. Mas espero que os manifestantes não desanimem. Para tanto, não podem ficar ao relento. Já chego lá.
No sábado, cerca de 5 mil pessoas — segundo estimativas da PM — foram às ruas em São Paulo para protestar contra o assalto ao estado brasileiro. Os que organizaram a manifestação fizeram tudo certo: distinguiram-se dos idiotas que pedem intervenção militar e os isolaram, deixando claro que o impeachment de Dilma está condicionado, como não poderia deixar de ser, à comprovação de que ela sabia de tudo. Ou por outra: os que protestavam levavam à rua um discurso afinado com a democracia e com o estado de direito.
Mas quê… Os manifestantes estão sendo tratados com ironia, desprezo e sarcasmo. Chega a ser nojento. Nesta segunda, a Folha publica números de uma pesquisa Datafolha indicando que, para 66%, a democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo. Dizem não se importar com o regime 15%. Apenas 12% sustentaram que, sob certas circunstâncias, uma ditadura pode ser melhor. E 7% afirmam não saber.
Maliciosos estão querendo ver uma dissonância entre esses números e os que vão protestar. Ou por outra: os que vão às ruas contra Dilma estariam na contramão dos 66% que defendem a democracia. Na melhor das hipóteses, é uma bobagem. Na pior, uma canalhice. O que essa gente sustenta? Que a democracia é boa desde que não seja posta em prática? Ora…
É preciso tomar cuidado com ligeirezas. Em artigo na Folha de domingo, Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, e Alessandro Janoni, diretor de pesquisas, produziram um parágrafo que não honra a especialidade de ambos. Lá está escrito: “Quanto às mobilizações populares da oposição, sua ocorrência localizada e regional — assim como o ruído em suas intenções — têm servido muito mais para fixar a ideia de provincianismo na empreitada do que propriamente para gerar fato político relevante para a população”.
Epa! Aí não! Pergunto à dupla: isso é pesquisa ou é só preconceito? Os pesquisados estão dizendo que os protestos são “provincianos”, “localizados” e “regionais”? A propósito: como é que surge uma manifestação universalista, generalizada e nacional? Assim, não, rapazes! Isso não é pesquisa, é chute; não é nem análise nem opinião técnica, mas só uma visão preconceituosa da mobilização.
Ah, sim: a pesquisa aponta também que, para a maioria, a miséria do sistema de saúde é um problema mais grave do que a corrupção. E daí? Isso quer dizer que as pessoas não se importam pouco com a roubalheira? Não! Isso apenas quer dizer que a saúde consegue ser ainda pior do que a… corrupção! Entenderam?
Para encerrar: o senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB), compareceu ao protesto do sábado. Fez bem! Aliás, é o que deveriam fazer todos os líderes tucanos. Nem que houvesse apenas 50 pessoas nas ruas. E tanto mais devem fazê-lo num momento em que antigos defensores das “manifestações populares” deram agora para achar que os que protestam são golpistas ou provincianos. A menos que estes carreguem a universalista bandeira vermelha nas mãos. O vermelho? Ok, serve de alusão aos milhões que morreram ao longo da história para realizar a utopia desses bananas. Por Reinaldo Azevedo

Dilma e a corrupção na Petrobras: presidente viverá dias mais difíceis do que sugerem analistas do Datafolha. E que me diz isso é o… Datafolha!

Em alguma medida, Delúbio Soares acertou. O mensalão, diante do petrolão, acabou mesmo virando, como ele previu, “piada de salão”. É claro que por motivos diferentes dos antevistos pelo ex-tesoureiro do PT. Certo da impunidade e de que estava “tudo dominado”, Delúbio fez a ironia arrogante para indicar que aquela coisa toda não daria em nada. Não foi bem assim, embora ele próprio já esteja flanando por aí. Mas houve punição. Pode-se, no entanto, afirmar que aquele crime acabou perdendo importância relativa. Uma única personagem do petrolão, Pedro Barusco, aceitou devolver aos cofres públicos US$ 97 milhões — ou R$ 253 milhões —, bem mais dos que os R$ 141 milhões que puderam ser identificados naquele escândalo. Lembrança importante: Barusco era subordinado do petista Renato Duque; não passava de personagem menor no esquema. Imaginem quanto dinheiro não foi movimentado pela organização criminosa só na estatal. Por que isso tudo? Vou falar aqui da pesquisa Datafolha divulgada neste domingo e discordar de uma afirmação feita pelos comandantes do instituto.

Neste domingo, a Folha traz os números que revelam como os brasileiros enxergam o escândalo da hora. São muito ruins para a presidente Dilma, embora alguns possam achar, por erro ou interesse político, que a coisa não é assim tão grave para a petista. Para 43% dos que responderam a pesquisa, a presidente tem “muita responsabilidade” na roubalheira; afirmam que ela tem “um pouco de responsabilidade” outros 25%. Assim, nada menos de 63% entendem que a governanta, em algum grau, tem de responder pelos desmandos. Só 20% acham que a mandatária não tem nada com isso, e 12% não souberam responder. A Folha ouviu 2.896 pessoas em 173 municípios, no dias 2 e 3 de dezembro, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
A despeito dos esforços do governo e da campanha eleitoral do PT para transformar em vilões os que apontam a ladroagem, o escândalo da Petrobras “pegou”. Dizem ter ouvido falar do assunto 84%: 28% se consideram bem informados; 42%, “mais ou menos bem informados”, e 14%, mal informados; só 16% ignoram o assunto. Sigamos. Apesar disso, o efeito negativo da sem-vergonhice na imagem do governo ainda é limitado — mas pode vir a preocupar (já chego lá). A gestão Dilma segue sendo ótima ou boa para 42%, número idêntico ao do dia 21 de outubro. Cresceram de 20% para 24% os que a tomam como ruim ou péssima, e caíram de 37% para 33% os que a veem como regular.
As coisas podem piorar para a presidente? Há sinais de que sim. No dia 21 de outubro, às vésperas do segundo turno, 44% achavam que a situação do país iria melhorar; agora, só 33%; 15% diziam que iria piorar, número que saltou para 28% em pouco mais de um mês; e permanece praticamente igual o índice dos que opinam que vai ficar na mesma: de 33% para 34%. Pois é… O caso Petrobras está longe do fim, e os dias futuros não são exatamente sorridentes para Dilma. O pessimismo, aponta a pesquisa, cresceu bastante.
Há um texto na Folha assinado por Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, e Alessandro Janoni, diretor de pesquisas, em que se afirma o seguinte, prestem atenção: “No caso de corrupção na Petrobras, apesar de a grande maioria ter ouvido falar do tema e ver a responsabilidade da presidente no episódio, efeitos mais expressivos na imagem da petista são anulados pelo reconhecimento por parte dos entrevistados de que, no seu governo, há investigação e punição dos envolvidos”.
Pois é… O que leva a dupla a afirmar que uma coisa anula a outra, o que me parece não ter fundamento nenhum? Vamos ver. Indagados em qual governo houve mais corrupção, os que responderam a pesquisa puseram o de Dilma em segundo lugar, com 20% — só perdendo para o de Collor: 29%. Mas 46% afirmam que a gestão da governanta é aquela em mais se investiga, e 40% sustentam que é aquela em que mais se pune. Será que isso anula mesmo a percepção de que Dilma é a responsável pelos desmandos na Petrobras, como querem os comandantes do Datafolha? Acho que não.
E por quê? Porque, obviamente, expressiva maioria ou não tem memória de governos passados — alguns eram bebês, crianças ou nem tinham nascido — ou simplesmente não se lembram de punições porque os casos de corrupção não eram tão presentes. Querem um exemplo? Só 1% afirmou que a gestão Itamar foi aquela em que mais se puniu; esse mesmo 1% entende que foi o governo em que mais se investigou, mas também ficou em 1% os que afirmaram que foi o governo mais corrupto.
Assim, uma coisa não anula outra. A estarem certos os números — e não entendi por que nem a Folha nem o Datafolha deram visibilidade aos dados —, no dia 21 de outubro, era de 29 pontos o saldo favorável ao governo entre os que achavam que a situação econômica do país iria melhorar (44%) e os que achavam que iria piorar: 15%. Agora, os dois grupos estão bem próximos, e o saldo caiu para 5 pontos: apenas 33% dizem que vai melhorar, mas 28%, que vai piorar. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, é quase empate técnico. Tudo o mais constante — as notícias sobre a roubalheira e o mau desempenho da economia —, é só uma questão de tempo para que os dois fatores incidam negativamente na popularidade da presidente.
Dilma viverá, fiquem certos, dias mais difíceis do que sugerem os comandantes do Datafolha. Por Reinaldo Azevedo