sábado, 6 de dezembro de 2014

Petrobras inicia produção de derivados de petróleo na Refinaria Abreu e Lima

A Petrobras iniciou neste sábado a produção de derivados de petróleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), cujos custos de construção saíram bem acima do inicialmente estimado, dando sequência ao seu plano para aumentar a produção nacional de combustível. Em nota divulgada neste sábado, a companhia informou que os derivados de petróleo já produzidos foram enviados para armazenamento em tanques e esferas da refinaria, localizada em Pernambuco. Com a operação da refinaria, a primeira a ser construída no Brasil desde 1980, a Petrobras poderá elevar a produção nacional de combustível, diminuindo a necessidade de importações de diesel, o principal produto da Rnest. Desde que a presidente Dilma Rousseff aprovou a construção da refinaria no Nordeste, no período em que foi presidente do Conselho de Administração da empresa (2003-2010), seu custo mais do que quadruplicou, chegando a cerca de 18,5 bilhões de dólares, o que gerou uma série de investigações de diversas autoridades. Grande parte desse volume de recursos foi violentamente roubado pela quadrilha petralha que assaltou a Petrobras no esquema do Petrolão. As obras da polêmica refinaria são, inclusive, foco da operação Lava Jato, da Polícia Federal. Segundo a Petrobras, a primeira carga de petróleo da Rnest gerou gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta, diesel e resíduo atmosférico (RAT), insumo para a unidade de coqueamento retardado. "Além dos derivados, foi produzido também gás combustível, que será utilizado nos processos da própria refinaria", completou a empresa.

Papa Francisco diz que "cristãos estão sendo expulsos do Oriente Médio": "Parece que essas pessoas não querem que sejamos cristãos"


O Papa Francisco denunciou o exílio forçado dos cristãos "expulsos do Oriente Médio" em uma mensagem gravada em vídeo que será transmitida sábado à noite em Erbil, por ocasião da visita do cardeal Philippe Barbarin a capital do Curdistão iraquiano. "Os cristãos estão sendo expulsos do Oriente Médio, em sofrimento", declarou o pontífice que apontou a responsabilidade dos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), sem contudo nomeá-lo, de acordo com o texto de seu discurso. "É principalmente a culpa de um grupo extremista e fundamentalista que essas comunidades, especialmente cristãs e yazidis, mas outras também, precisaram partir, e todos são vítimas da violência desumana por causa de sua identidade étnica e religiosa", disse Francisco. "Parece que essas pessoas não querem que sejamos cristãos", acrescentou. A ofensiva lançada no início de junho pelo EI no Iraque forçou centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas. Entre eles, dezenas de milhares de cristãos, mas também milhares de yazidis, uma minoria que habita principalmente o norte do Iraque, encontraram refúgio no Curdistão. Líderes muçulmanos e cristãos exortaram na quinta-feira os cristãos do Oriente Médio a não fugir da região, apesar das perseguições de grupos jihadistas, ecoando o apelo do Papa para a condenação da violência "terrorista" pelos líderes muçulmanos. Durante sua visita ao Curdistão iraquiano, o Cardeal Barbarin, arcebispo de Lyon, visitará neste sábado campos de refugiados de maioria cristã no bairro cristão de Ainkawa. Esta é a segunda viagem do cardeal a Erbil este ano.

Petrobras inicia produção de derivados de petróleo na Refinaria Abreu e Lima

A Petrobras iniciou neste sábado a produção de derivados de petróleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), cujos custos de construção saíram bem acima do inicialmente estimado, dando sequência ao seu plano para aumentar a produção nacional de combustível. Em nota divulgada neste sábado, a companhia informou que os derivados de petróleo já produzidos foram enviados para armazenamento em tanques e esferas da refinaria, localizada em Pernambuco. Com a operação da refinaria, a primeira a ser construída no Brasil desde 1980, a Petrobras poderá elevar a produção nacional de combustível, diminuindo a necessidade de importações de diesel, o principal produto da Rnest. Desde que a presidente Dilma Rousseff aprovou a construção da refinaria no Nordeste, no período em que foi presidente do Conselho de Administração da empresa (2003-2010), seu custo mais do que quadruplicou, a cerca de 18,5 bilhões de dólares, o que gerou uma série de investigações de diversas autoridades. As obras da polêmica refinaria são, inclusive, foco da operação Lava Jato, da Polícia Federal. Segundo a Petrobras, a primeira carga de petróleo da Rnest gerou gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta, diesel e resíduo atmosférico (RAT), insumo para a unidade de coqueamento retardado. "Além dos derivados, foi produzido também gás combustível, que será utilizado nos processos da própria refinaria", completou a empresa.

Ministro do STF autoriza Valdemar a passar Natal e Ano Novo com a mãe


O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o ex-deputado federal e bandido mensaleiro Valdemar da Costa Neto (PR-SP), condenado no julgamento do Mensalão do PT, a passar o Natal e o Ano Novo com sua mãe, no interior de São Paulo. Ele poderá viajar para a cidade de Mogi das Cruzes, na região metropolitana da capital paulista, entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro. A decisão foi proferida na quinta-feira (4). Na mesma decisão, o ministro negou um pedido de Valdemar para antecipar a data da viagem para o dia 15 de dezembro, a fim de que pudesse realizar uma consulta com seu médico de confiança. Ele também pedia que a viagem se estendesse até o dia 3 de janeiro, o que também foi negado. O ministro considerou que a realização de exames de rotina com o médico de confiança não caracteriza a "excepcionalidade" exigida, segundo ele, para permitir o deslocamento do ex-deputado para fora do local onde cumpre a prisão domiciliar, em Brasília. "Considero que a possibilidade de condenados em prisão domiciliar viajarem livre ou regularmente – mesmo que com autorização judicial – é incompatível com a finalidade da pena. Qualquer viagem, no curso do cumprimento da pena, constitui medida excepcional, a ser deferida apenas em situações pontuais", escreveu o magistrado. Em relação à visita à mãe, Barroso considerou tratar-se de medida excepcional, pelo fato de ela ter 89 anos e não poder viajar a Brasília. No pedido, Valdemar diz que a viu pela última vez quando foi preso, em dezembro do ano passado. O ministro também levou em consideração o fato de que condenados que cumprem pena em regime semiaberto, mais severo que o de Valdemar (no regime aberto), normalmente obtêm a autorização para passar o feriado com a família. Barroso ressaltou que, mesmo na casa da mãe, permanecerão válidas as restrições da prisão domiciliar. Condenado a 7 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-parlamentar paulista foi preso em dezembro de 2013 e liberado para o regime aberto em novembro deste ano.

Feldman explica a militantes da Rede saída do projeto

Em encontro de militantes da Rede Sustentabilidade hoje, no bairro da Liberdade, em São Paulo, o ex-porta-voz nacional Walter Feldman afirmou que deixa o projeto com a tranquilidade de ver o processo em plena evolução. "A Rede está praticamente pronta", diz. Feldman argumenta que o grupo já conta com parlamentares prontos para migrarem para o partido assim que for legalizado; que faltam poucas assinaturas para a Justiça Eleitoral ratificar a criação do partido, e que a Rede, assim como Marina, sustentam uma imagem e dimensão pública relevantes. "Não existe mais a essencialidade da minha participação na Rede", diz. O recém empossado secretário-geral da Federação Paulista de Futebol (FPF), onde começou a trabalhar no dia 1 de dezembro, decidiu participar da reunião na tarde hoje para justificar sua decisão de sair do projeto de Marina Silva e do partido. Feldman vai trabalhar na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a partir de abril, quando Marco Polo del Nero assumir a presidência da instituição. Feldman explica que, de acordo com o estatuto da CBF, ele não pode atuar em partidos políticos nem sequer ser filiado. Ele conta que conhece Marco Polo da época em que foi secretário municipal de esportes de São Paulo na gestão do então prefeito José Serra, no período de 2007 a 2011. A mudança, nomeada como "radical" pelo próprio Feldman, rompe a "carreira política de 40 anos". "Saio para trabalhar pelo tempo da gestão do Marco Polo na CBF que é de quatro anos. E não é um projeto político. É um projeto para criar na esfera nacional o que fizemos juntos numa parceria entre o poder público e uma instituição privada no caso, a FPF quando eu estava na secretaria municipal", diz.

Assassino de ex-chefe do DOI-Codi foge da prisão em Porto Alegre

Um dos assassinos do coronel da reserva Júlio Miguel Molinas Dias, ex-chefe do DOI-CODI do Rio de Janeiro, em 2012, o policial militar Maiquel de Almeida Guilherme fugiu da cadeia, nessa sexta-feira, 5. Ele estava preso no Batalhão de Polícia de Guardas, em Porto Alegre, aguardando sua expulsão da Brigada Militar. Depois disso, ele seria transferido para o Presídio Central. Segundo a corregedoria da BM, Guilherme acessou o telhado do batalhão, na noite de sexta-feira, depois de arrombar uma porta e passar por uma janela. Da cobertura, pulou um muro e entrou em um carro para, então, desaparecer. O soldado estava preso desde dezembro de 2012 e havia sido condenado a 22 anos e 10 meses de prisão. A polícia faz buscas pelo fugitivo. Guilherme participou do assassinato de Molinas Dias, 78 anos, no dia 1º de novembro de 2012, em Porto Alegre. O coronel foi morto quando chegava em casa, em seu carro, no bairro Três Figueiras. Na época, foram presos Guilherme e um colega de farda, a namorada de um deles e outro suspeito. Eles foram acusados de envolvimento com assaltos e tráfico de drogas. Os suspeitos teriam rendido Molinas para invadir sua casa e roubar o arsenal que o oficial mantinha. O assassinato do coronel acabou por desencadear a descoberta de documentos sobre o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva, em 1971. Durante as investigações, foram encontrados na casa de Molinas documentos relativos ao regime militar. Ele foi chefe do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) do Rio de Janeiro, no início da década de 1980. No arquivo que o coronel da reserva mantinha em casa, foi encontrado um ofício datado de 20 de janeiro de 1971 que continha uma relação de objetos pessoais que estavam com Rubens Paiva no momento de seu desaparecimento. O relatório identifica ainda que o deputado chegou ao DOI-Codi naquele dia trazido por uma equipe do Centro de Inteligência da Aeronáutica. O documento contraria a versão dada pelo Exército até então, de que o deputado havia sido sequestrado quando estava a caminho da sede do órgão repressor.

Avós da Praça de Maio acham "neto nº 116"

A organização argentina Avós da Praça de Maio anunciou ontem, dia 5, que identificou o neto número 116 sequestrado pela ditadura militar (1976-83). A vítima é filho dos desaparecidos Hugo Castro, mestre de obras, e Ana Rubel, garçonete e estudante de economia. O casal foi detido por um comando composto por oficiais da Marinha, em janeiro de 1977, e levado para a Escola de Mecânica da Armada (Esma), maior centro de detenção e tortura da ditadura em Buenos Aires. Ana deu à luz na própria Esma, no bairro de Núñez. No entanto, o bebê foi levado para o Hospital de Crianças porque estava com falta de oxigenação. Posteriormente, foi criado por um médico da Casa Cuna, o mais famoso orfanato de Buenos Aires. Seus pais biológicos foram assassinados pelos militares. O paradeiro de seus corpos ainda é desconhecido. As Avós da Praça de Maio mantiveram silêncio sobre o nome do neto, atualmente com 37 anos. Revelaram, porém, que ele se submeteu a uma análise de DNA há dois meses, quando suspeitou que poderia ter sido um bebê sequestrado na época da ditadura. Sua identidade será divulgada em breve, depois que ele entrar em contato com os tios paternos e maternos. Seus avós, que o procuraram durante anos, já morreram. “Ele quer saber tudo sobre sua família biológica”, declarou Martín Fresneda, secretário argentino de Direitos Humanos. As organizações de defesa dos direitos humanos calculam que 500 bebês foram roubados pela ditadura militar argentina. O plano sistemático de apropriação das crianças - único na história da América Latina - envolveu militares, policiais e dezenas de civis. Os bebês, filhos das presas políticas que desapareceram, nasciam em maternidades clandestinas, várias delas instaladas nos centros de detenção e tortura ou em hospitais militares. Nas horas ou dias seguintes ao nascimento, eram arrancados de suas mães e entregues a famílias de militares ou policiais. Em diversos casos, as crianças foram adotadas pelos torturadores de seus pais. Um dos casos mais notórios foi o do ex-capitão Alfredo Donda Tigel, que matou seu próprio irmão, um militante de esquerda, e a cunhada para se apropriar das duas sobrinhas. Tigel ficou com uma delas, loira, e entregou a outra, morena, a uma família sem filhos. Desde o fim dos anos 90, as Avós da Praça de Maio contam com um banco de dados genéticos para comparar as amostras de DNA das famílias dos desaparecidos e dos prováveis netos (atualmente com 34 a 38 anos), suspeitos de terem sido sequestrados quando eram recém-nascidos. Essas amostras ficarão guardadas até 2050 para que qualquer pessoa possa checar laços de parentesco.

ONS reduz otimismo em projeção para chuvas

O Informe do Programa Mensal de Operação (IPMO) publicado semanalmente pelo ONS mostra que as condições de chuvas em dezembro continuam favoráveis, embora não tão consistentes quanto o previsto na sexta-feira passada. O ONS projeta que a Energia Natural Afluente (ENA) no Sudeste, região responsável por 70% do armazenamento de água nas hidrelétricas, ficará em 94% da média de longo termo (MLT) do mês de dezembro. O número é inferior aos 107% da média previstos na semana passada, porém permanece acima do nível entre 60% a 70% da MLT registrado em novembro. Na Região Sul as projeções também são menos otimistas, e agora o ONS indica afluência equivalente a 84% da média histórica - era de 98% da MLT na sexta-feira passada. Já a estimativa para o subsistema Nordeste foi elevada de 78% para 83% da MLT, variação positiva dado o atual patamar dos reservatórios na região. A projeção para ENA na Região Norte foi reduzida de 87% para 73% da MLT. Com a percepção menos otimista em relação ao nível de chuvas em dezembro, o ONS também reduziu a estimativa do nível dos reservatórios ao final do mês. No Sudeste, onde os reservatórios estavam com 16,15% da capacidade até ontem (5), esse número deve subir a 22,1% no fim do mês. Na sexta-feira passada, o ONS previu que os reservatórios terminassem o ano com 24,3% da capacidade. As projeções para as Regiões Sul e Norte também foram reduzidas. No caso do Sul do País, os reservatórios devem terminar o ano com 48,4% da capacidade - estava em 54,7% na semana passada. No caso da Região Norte, houve redução de 34,1% para 30,7%. No Nordeste, por outro lado, a previsão foi elevada de 21,3% para 22,3% da capacidade. Conforme a medição de ontem (5) feita pelo ONS, os reservatórios operavam com 61,88% no Sul, 13,29% no Nordeste e 27,16% na Região Norte. O ONS também anunciou ontem (5) a primeira revisão para a projeção de carga mensal no sistema nacional (SIN) durante dezembro. A demanda deve crescer 3,3%, abaixo da estimativa de 3 5% da sexta-feira passada. A carga prevista no mês está em 66.369 MW médios, ante 66.536 MW médios previstos uma semana atrás. A variação é explicada principalmente pelo cenário menos robusto previsto na Região Sudeste, cuja carga responde por quase 60% da demanda do País. A projeção mensal foi reduzida de 3,7% em dezembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 2,8%. Na Região Sul, por outro lado, a variação esperada foi ampliada de 3,9% para 4,7%. A projeção para a Região Nordeste foi mantida em 5,3%, enquanto a retração esperada na Região Norte foi ajustada de -2,1% para -0,7%. A sinalização de menor volume de chuvas nas Regiões Sudeste e Sul levou o operador a elevar o custo marginal de operação (CMO) semanal de R$ 549,83/MWh na semana passada para R$ 659,76/MWh, valor válido para os subsistemas Sudeste, Sul, Nordeste e Norte. Apesar da elevação de 20% entre as duas semanas, o patamar do CMO indica que o preço de liquidação das diferenças continuará abaixo do teto de R$ 822,83/MWh estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O PLD, valor utilizado nas operações de compra e venda de energia no mercado de curto prazo é balizado pelos valores do CMO e permaneceu no patamar máximo durante seis semanas entre os meses de outubro e novembro.

Exército paquistanês mata chefe de operações exteriores da Al Qaeda


O exército do Paquistão informou ter matado neste sábado o chefe de operações exteriores da Al Qaeda, Adnan El Shukrijumah. Um alto dirigente da organização terrorista, Shukrijumah esteve envolvido na tentativa de atentado ao metrô de Nova York em 2009, qualificado pelas autoridades americanas como um dos planos mais sérios que a cidade sofreu desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Shukrijumah foi morto em uma operação militar na região de Shinwarsak, na província do Waziristão do Sul, no noroeste do Paquistão, para onde tinha fugido para escapar da ofensiva do exército contra a Al Qaeda no Waziristão do Norte, segundo um comunicado das Forças Armadas. "Um cúmplice e seu contato local também morreram na operação", informou o exército. Durante o choque, outros cinco insurgentes foram capturados, um soldado morreu e outro ficou ferido. O perfil de Shukrijumah no FBI informa que tem 39 anos e é natural da Arábia Saudita. Na página, a polícia federal americana oferece 5 milhões de dólares para quem der informações sobre seu paradeiro. O líder da Al Qaeda fugia da ofensiva militar Zarb-e Azb iniciada em junho no Waziristão do Norte e que matou até agora, segundo o exército, 1.100 insurgentes e 100 membros das Forças Armadas.

Preço do petróleo já caiu 36% este ano e valor menor já ameaça custo do pré-sal; Dilma mostra aflição com queda nas cotações das commodities

A presidente Dilma Roussef voltou a tentar transferir para a conjuntura econômica internacional os maus momentos pelos quais passa o PIB no Brasil, tudo por conta da suas trapalhadas no governo. Ela chegou a se referir aos preços em queda do petróleo, que levam junto as cotações das commodities, para se justificar. O pré-sal, sim, corre risco. Mantidas as condições atuais do preço do barril de petróleo no mercado internacional, o desenvolvimento de áreas no pré-sal sob o regime de partilha pode ser afetado, afirmam analistas. O preço da principal referência internacional de petróleo (Brent) está em trajetória de queda e recuou nesta quinta-feira (4) para US$ 69,64 o barril. Esse valor é considerado próximo do limite para a viabilidade comercial de áreas do pré-sal exploradas sob regime de partilha, dizem cálculos do CBIE (Centro Brasileira de Infraestrutura). Para o instituto, os custos para extrair o óleo de águas profundas são altos e o negócio só é viável com um barril entre US$ 60 e US$ 70. A Petrobras afirma que o desenvolvimento de sua produção no pré-sal é comercialmente possível com um barril a até US$ 45. O Plano de Negócios e Gestão da empresa para o período de 2014 a 2018 considera um barril a US$ 105 em 2014, caindo para US$ 100 até 2017 e US$ 95 no longo prazo. São números, portanto, bem acima da atual cotação, em queda que foi acentuada após a decisão da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de não reduzir a demanda para manter preços que façam competição com a produção de gás e o óleo de xisto nos Estados Unidos. O combustível de xisto é uma alternativa mais barata que os combustíveis fósseis convencionais e especialistas dizem que ele só não seria mais barato que o carvão. Também contribui para o recuo os seguidos anos de baixa atividade mundial. No ano, o preço do barril já acumula queda de 36%.

Doido por aviões..... e sem medo de voar.....

Disfarçaram, mas o Hércules C-130 da FAB, que fez pouso forçado, há dias, levava à estação espacial Antártica Sérgio Solon de Pontes, assessor-chefe da presidência do TSE, e ex-assessor de Dilma. Secretário de Turismo, o ex-assessor de Dilma na Casa Civil foi convidado VIP no primeiro voo da Eithad Airways à capital, Abu Dhabi, com direito a estadia em hotel luxuoso e visita a uma ilha estilo Caras. (Claudio Humberto)

TUBOS "XING LING" COMPROMETEM ABREU E LIMA

A refinaria Abreu e Lima pode estar operando com tubos falsificados, sob risco até de explosão. Superfaturado, o monumento ao desperdício da Petrobras em Pernambuco era responsabilidade do ex-diretor Paulo Roberto Costa, que relatou diversas fraudes em delação premiada ao juiz federal Sergio Moro, do Paraná. O site especializado Petronotícias suspeita que o material vem da China, sem a devida certificação. O consórcio liderado pela Camargo Corrêa teria comprado os tubos da Sanko Sider, que nega a denúncia, mas não diz de quem comprou. A sueca Skanska também foi alvo em 2008 de denúncia de tubos fajutos, numa térmica da Petrobras em Cubatão (SP). Contra o risco de vazamento e até de explosão, os tubos devem ter certificado do API (EUA), mas fraudadores falsificam o certificado. 

PRESIDÊNCIA DO PT DÁ VIDA DE MARAJÁ A RUI FALCÃO

Cessna Citation CJ3, prefixo PP-MPP, usado por Rui Falcão para ir de São Paulo a Florianópolis

O ex-jornalista Rui Falcão, de 71 anos, subiu muito na vida após assumir a presidência do PT, em 2011. Ex-militante do POC (Partido Operário Comunista) e da organização clandestina terrorista VAR-Palmares, Rui Falcão se rendeu aos encantos da burguesia e agora leva vida de marajá, com hábitos de milionário, que revela ao usar o jatinho Cessna Citation CJ3, prefixo PP-MPP, que alugou ontem para uma viagem solitária de São Paulo a Florianópolis. O jato fretado à TAM custou R$ 20 mil. A mesma empresa cobra vinte vezes menos por passagem em avião de carreira, no mesmo trecho. Nascido em bases operárias, o PT agora enricou, recebendo “doações” milionárias de empresas que prestam serviços aos governos petistas. Parte do dinheiro roubado da Petrobras foi entregue ao PT por meio de “doações” oficiais, segundo executivos presos na Operação Lava Jato. Empresas contratadas nos governos Lula e Dilma fazem “doações” estranhas. Só em 2013, ano não-eleitoral, foram R$ 79,7 milhões.

Porto em Cuba pago pelo BNDES pode ter dado R$ 3,6 milhões em propina para o PT.

Dilma festeja a inauguração do Porto de Mariel, em Cuba

Uma planilha apreendida no escritório do doleiro Alberto Youssef, que lista 747 obras de infraestrutura de 170 empresas, a maioria empreiteiras, é um dos principais indícios que levam o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, a suspeitar que o esquema criminoso que desviou recursos de obras da Petrobras alcança outros setores da administração pública. Usada pelo doleiro para acompanhar suas negociações e projetos em andamento, a planilha lista valores que, somados, chegam a R$ 11,5 bilhões — 59% das obras têm a Petrobras como cliente final. Num despacho em que negou a revogação da prisão preventiva do executivo Erton Medeiros Fonseca, presidente da Divisão de Engenharia Industrial da Galvão Engenharia, Moro afirma que a apreensão da planilha é “perturbadora” e diz que “o esquema criminoso de fraude à licitação, sobrepreço e propina vai muito além da Petrobras”. A lista de Youssef é formada basicamente por empreiteiras citadas e investigadas na Operação Lava-Jato por obras com a Petrobras. Os projetos pertencem a setores como aeroportos, irrigação, energia, mineração, transporte e saneamento básico, a maioria feita com recursos federais e, em muitos casos, tocada por governos estaduais. O juiz frisa que é necessária uma “profunda investigação” para que se confirmem as suspeitas de novas irregularidades. Além de obras no Brasil, a planilha lista obras realizadas no Exterior por construtoras brasileiras, incluindo o Porto de Mariel, em Cuba, que recebeu financiamento do BNDES de cerca de R$ 1 bilhão. O valor anotado em relação a esse projeto é de R$ 3,6 milhões. O nome de uma empreiteira brasileira, investigada na Lava-Jato, também aparece vinculado a obras no Uruguai e na Argentina. Na lista há ainda outras duas empresas, uma de engenharia, associada a uma unidade de gás no Equador; e outra citada por uma obra em Angola. A planilha não é o único documento que levanta suspeita sobre financiamentos a obras no Exterior. A Polícia Federal identificou visitas do advogado Alexandre Portela Barbosa, da construtora OAS, ao escritório do doleiro Alberto Youssef logo após ter retornado de viagens a países da América Latina.  No dia 16 de setembro de 2013, Barbosa esteve no escritório do doleiro, onde ficou por cerca de 50 minutos. No dia seguinte, ele embarcou num vôo com destino a Lima, a capital peruana. No dia 16 de janeiro passado, Barbosa chegou ao Brasil, vindo de Lima, e, no dia seguinte, foi até o escritório de Youssef: chegou às 14h02m e saiu às 15h31m. Preso temporariamente, Barbosa foi libertado, e não há informação de que tenha colaborado com a investigação. A suspeita é que as viagens estejam ligadas a pagamentos de propinas no Exterior.

PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA PODE ESTAR MONTANDO ACORDÃO COM EMPREITEIRAS CORRUPTAS PARA COLOCAR O GOVERNO DO PT COMO VÍTIMA DE CARTEL E NÃO COMO CRIADOR DO ESQUEMA CRIMINOSO


Há sete meses o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vem se reunindo com representantes das empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção instalado na Petrobras e investigado pela Operação Lava Jato. ISTOÉ apurou que de maio até a última semana foram realizados pelo menos quatro encontros com a presença do próprio Janot e outros dois com procuradores indicados por ele. O objetivo dessas conversas, que inicialmente foram provocadas pelos empresários, é o de buscar um acordo no Petrolão. No Brasil, onde a legislação da delação premiada ainda engatinha, não é comum que o chefe do Ministério Público mantenha conversas com representantes de empresas envolvidas em um processo criminal. Mas, em se tratando de um caso com a alta octanagem que têm as investigações da Operação Lava Jato, as reuniões de Janot com os empreiteiros não poderiam, a princípio, ser tratadas como um pecado. Trata-se de uma prática comum nas democracias mais maduras, cujo principal objetivo não é o de evitar punições, mas o de acelerar as investigações e permitir que o Estado adote medidas concretas e imediatas para evitar a repetição de atos criminosos. O problema dos encontros de Janot é que, segundo advogados e dois ministros do Supremo Tribunal Federal ouvidos por ISTOÉ na última semana, o acordo que vem sendo ofertado pelo procurador-geral nos últimos meses poderá trazer como efeito colateral a impossibilidade de investigar uma suposta participação do governo no maior esquema de corrupção já descoberto no País. Na prática pode ser um acordão para livrar o governo. Na sexta-feira 5, através de sua assessoria, Janot confirmou os encontros com representantes das empreiteiras e negou que esteja negociando um acordão. “Como os investigados não têm prerrogativa de foro, os acordos devem ser tratados com os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, no Paraná”, diz o procurador. Nas conversas que manteve com representantes dos empresários, porém, Janot, segundo advogados ouvidos por ISTOÉ, definiu qual o modelo de acordo interessa à Procuradoria. Ele quer que as empresas, seus diretores e executivos assumam a responsabilidade pelos crimes investigados. Pede que as empresas reconheçam a formação de cartel e que concordem em pagar multas recordes (no caso da Mendes Júnior, estudos preliminares feitos pelos empreiteiros indicam que a multa poderá até inviabilizar a sua continuidade no setor de construção civil). Ainda de acordo com os advogados, Janot sugere que na delação premiada sejam feitas menções a políticos de diversos partidos, e não só os da base aliada do governo, e que as empresas abram mão de recorrer aos tribunais superiores. Em troca, as empreiteiras continuariam a disputar obras públicas e seus dirigentes poderiam cumprir as futuras penas em regime de prisão domiciliar. Os casos dos parlamentares mencionados serão remetidos ao Supremo Tribunal Federal para investigações posteriores. “Isso é um absurdo. Embora não acredite que seja essa a motivação do procurador, um acordo nesses termos protege o governo de eventuais investigações”, disse à ISTOÉ um ministro do Supremo na tarde da quinta-feira 4, sob o compromisso de manter o anonimato para não ser impedido de participar de futuros julgamentos provenientes da Operação Lava Jato. Segundo este ministro, ao admitir a formação de cartel e apontar o nome de parlamentares que teriam se beneficiado, as empreiteiras estariam indiretamente colocando o governo na situação de vítima de um esquema montado pelos empresários e alguns agentes políticos, sem que fosse de seu conhecimento e do qual não obteve nenhuma benesse financeira ou política.E, ainda conforme o mesmo ministro, proibir que as empresas recorram aos tribunais superiores pode impedir que elas venham a participar como colaboradoras nas investigações contra as autoridades com foro privilegiado. “Se cabe ao Supremo investigar os políticos com foro especial, limitar que pessoas que participaram do esquema recorram ao tribunal é violar o direito de defesa e reduzir o alcance da investigação”, afirmou um outro ministro do STF ouvido por ISTOÉ. A iniciativa de buscar um acordo com a procuradoria partiu da Camargo Corrêa. A proposta era a de mobilizar os empreiteiros para um entendimento comum. Em 14 de junho, Janot recebeu os advogados José Geraldo Grossi, Pierpaolo Bottini e Márcio Thomaz Bastos. Em 20 de outubro, quase um mês depois de homologada a delação premiada de Paulo Roberto Costa – o ex-diretor da Petrobras que revelou a existência do propinoduto na estatal e listou empreiteiras e políticos que teriam participado do esquema –, o procurador recusou uma minuta de acerto elaborada por Thomaz Bastos. Assim, o projeto de um acordo comum a todas as empresas envolvidas acabou não prosperando. “Nessa época, ficou evidente o que o procurador-geral buscava e como ele, os procuradores da força-tarefa e o juiz Sérgio Moro iriam agir para forçar as empresas ou parte delas a participar do acordão nos termos propostos pela procuradoria”, disse um dos advogados. Entre os delegados e procuradores da Operação Lava Jato existe a convicção de que manter alguns dos envolvidos na prisão facilita a obtenção de delações premiadas. E as revelações feitas por Costa permitem ao juiz Sérgio Moro decretar as prisões temporárias e provisórias. Uma estratégia que vem dando resultados, apesar das críticas feitas por alguns setores da sociedade civil. “É inadmissível que prisões provisórias se justifiquem para forçar a confissão de acusados. O combate à corrupção não legitima o atentado à liberdade”, registra manifesto do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovado na terça-feira 2. Em 13 de novembro, atendendo a pedidos de Janot, os representantes das empreiteiras participaram de encontro com procuradores da força-tarefa, em Curitiba. Entre os presentes estavam os advogados Roberto Telhada, Maurício Zanoide, Dora Cavalcanti, Alberto Toron, Celso Villardi e Pierpaolo Bottini. Cinco procuradores representavam a Operação Lava Jato, entre eles Carlos Fernando dos Santos Lima e Orlando Martello Júnior. Não houve consenso e os procuradores insistiam na fórmula defendida por Janot. No dia seguinte foi deflagrada a sétima etapa da Operação Lava Jato, batizada de Juízo Final, que levou para a cadeia executivos e diretores das principais empreiteiras do País. “É evidente que, com os seus principais quadros na prisão, muitos tendem a acatar as propostas da procuradoria”, afirma um dos advogados. Em 16 de novembro, a Toyo Setal aceitou a delação premiada em termos muito próximos do que vem sendo buscado pelo procurador-geral e, em seus depoimentos, os executivos da empresa delataram a formação de cartel e listaram como beneficiários das propinas não só partidos da base do governo como também da oposição. Na quinta-feira 4, o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, também teria feito acordo de delação premiada. Dez dias depois das prisões, o advogado Celso Villardi voltou a se reunir com Janot, mas o procurador não abriu mão de que haja a admissão de culpa de executivos e diretores das empreiteiras para que houvesse um acordo. O último encontro de Janot com representantes das empreiteiras ocorreu em Brasília, na terça-feira 2. Os advogados Celso Villardi, Maurício Zanoide, Dora Cavalcanti, Alberto Toron e Roberto Telhada levaram uma proposta de acordo que foi prontamente rechaçada. A exemplo do que é comum em países como os Estados Unidos e a Inglaterra, os empreiteiros admitem o pagamento de multas milionárias, concordam em colaborar com o Ministério Público fornecendo dados que permitam aprofundar as investigações, se comprometem a não repetir os mesmos erros, mas recusam a confissão das pessoas físicas e a abrir mão de recorrer aos tribunais superiores, caso julguem necessário. De acordo com os advogados e ministros ouvidos por ISTOÉ, a postura tomada por Janot nas últimas semanas procura forçar as empreiteiras a aderirem ao acordo e acaba favorecendo o braço político do Petrolão. Há mais de dois meses a Justiça homologou a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Isso significa que as informações prestadas por ele sobre os milionários desvios de recursos ocorridos na estatal passaram por uma primeira análise e foram consideradas relevantes. Com base nesses depoimentos e na comprovação de centenas de movimentações financeiras realizadas no Brasil e no Exterior, diretores e executivos das maiores empreiteiras do País estão presos. Com os políticos acusados por Costa de receberem boa parte dos recursos roubados da Petrobras a situação é outra, apesar de as provas serem as mesmas. Para que as investigações sobre eles sejam iniciadas é preciso que Janot faça uma denúncia ao ministro Teori Zavascki, do STF. O procurador-geral, no entanto, tem dito que só tomará essa medida depois de homologada a delação do doleiro Alberto Youssef. Enquanto isso, empreiteiros que continuam presos podem aderir ao acordão. Quando o caso chegar no STF, segundo os advogados ouvidos por ISTOÉ, os rumos poderão ser diferentes. “No STF poderemos saber exatamente do que somos acusados e responder a tudo, inclusive apontar todos os envolvidos”, asseguram pelo menos dois grandes empreiteiros citados na Operação Lava Jato.

O PT treme de novo


Augusto Ribeiro de Mendonça Neto: ele confessou à Polícia Federal ter pago 150 milhões de reais de propina para manter contratos com a Petrobras – e disse que parte desse dinheiro foi abastecer o caixa eleitoral do PT 

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o primeiro a fazer acordo, revelou como funcionava a quadrilha dentro da estatal, as vinculações partidárias dos criminosos e a identidade dos empreiteiros envolvidos. Depois dele, foi a vez de o doleiro Alberto Youssef apresentar o nome de aproximadamente 50 políticos que receberam propina, entre deputados, senadores, governadores e ministros. O mosaico do golpe bilionário aplicado contra a Petrobras começou a ganhar forma a partir das informações, das pistas e das provas fornecidas pelos dois delatores. Na semana passada, o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, divulgou um conjunto de depoimentos prestados por executivos da empresa Toyo Setal, uma das fornecedoras de serviços à Petrobras, que acrescentam ao caso ingredientes com imenso potencial de destruição. Segundo esses relatos, o PT não só é apresentado como o responsável pela montagem e pela operação do esquema de corrupção na estatal como também se nutriu dele. E ainda mais grave: dinheiro da corrupção pode inclusive ter ajudado a eleger a presidente Dilma Rousseff. Em 2005, o marqueteiro Duda Mendonça assombrou o País ao revelar a uma CPI do Congresso os detalhes da engenharia criminosa montada pelo PT para pagar as dívidas da campanha presidencial de Lula. Contratado pelo partido para cuidar da propaganda eleitoral de 2002, Duda recebeu parte do pagamento — 5 milhões de dólares — em depósitos clandestinos no Exterior. Era o início do até então maior escândalo de corrupção da história. Sob os holofotes do Congresso, Duda mostrou extratos, ditou o nome dos bancos estrangeiros e os valores ocultos pagos lá fora. A história do partido mudaria para sempre desde então. Seus líderes — definidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal como “profanadores da República” — foram julgados, condenados e enviados à cadeia. No auge da crise, o PT temeu sucumbir à gravidade dos seus pecados, mas resistiu, reelegeu Lula, elegeu e reelegeu Dilma Rousseff, mas, ao que parece, não aprendeu nada com o susto do Mensalão. Em acordo de delação premiada, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos executivos da japonesa Toyo Setal, confirmou que participava de um cartel de empresas que comandava as obras da Petrobras e, em contrapartida, entregava uma parte de seus ganhos aos partidos do governo — exatamente como disseram o ex-diretor Paulo Roberto e o doleiro Youssef. No caso da empresa japonesa, o “acerto” era feito com o diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque. Militante petista, Duque foi alçado ao posto por indicação do mensaleiro José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil, atualmente cumprindo pena de prisão por corrupção. Duque seria o responsável por coletar a parte do PT junto às empreiteiras que integravam o chamado “clube” do bilhão. Era ele também que decidia os valores que deveriam ser repassados diretamente ao partido. “Os pagamentos se deram de três formas: parcelas em dinheiro, remessas a contas indicadas no Exterior e doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores”, declarou o empresário. Definidos os porcentuais e a metodologia de distribuição, os detalhes eram combinados com o tesoureiro do PT, João Vaccari. É desse trecho do depoimento que eclode uma constatação de estremecer: o delator confirmou que a Toyo Setal enviou parte do dinheiro roubado da Petrobras ao caixa eleitoral do PT, simulando uma doação legal.

Barusco entrega documentos contra o petista Renato Duque


O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco Filho, entregou documentos que comprometem o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque, libertado por liminar do Supremo Tribunal Federal na quarta-feira. As provas foram oferecidas no acordo de delação premiada fechado com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, em que ele admitiu ter participado do esquema de corrupção e passou a colaborar com as investigações em troca de uma punição mais branda da Justiça. Barusco é o mais recente delator da Operação Lava Jato a identificar beneficiários do Petrolão. Depois de presos, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef, passaram a ajudar nas investigações, principalmente apontando políticos beneficiários do esquema. O empresário Augusto Mendonça Neto e o lobista Júlio Camargo, ambos do grupo Toyo Setal, se anteciparam a uma ação da polícia e também conseguiram acordos de delação premiada. Os executivos descreveram o funcionamento do cartel formado por algumas das maiores empreiteiras do País e entregaram documentos contra o petista Duque e o lobista Fernando Soares, o Baiano, apontado como o operador do PMDB na Diretoria Internacional. Só Mendonça Neto e Camargo descreveram o pagamento de mais de 60 milhões de dólares em propina para Barusco e o petista Duque. Por ter sido subordinado ao petista Renato Duque, indicado pelo então ministro José Dirceu para o cargo de diretor da estatal, Barusco colaborou significativamente para apontar provas contra o antigo chefe, mas não apenas contra ele. Foram mencionados, nos depoimentos da delação premiada, novos operadores que atuavam como intermediários dos pagamentos de propina para os executivos da estatal. Barusco confirmou a participação de Shinko Nakandakari como operador do PT na Diretoria de Serviços, como apontou Erton Medeiros da Fonseca, presidente da divisão industrial da Galvão Engenharia. A colaboração de Barusco deve motivar uma nova leva de prisões desses intermediários, de acordo com investigadores. “Barusco presenciou muitos anos de corrupção. Tem muito mais gente envolvida”, afirmou uma fonte que acompanha a investigação. A insistência da família levou Barusco a se entregar e colaborar. A esposa chegou a acompanhá-lo em depoimentos ao Ministério Público. Ele enfrenta um câncer ósseo e tenta escapar da prisão. Já se comprometeu a devolver 97 milhões de dólares escondidos na Suíça e a devolver outros 6,5 milhões de reais, parte da propina que recebeu em espécie. Barusco disse que vai provar aos investigadores que gastou “apenas” cerca de 1,5 milhão de dólares do dinheiro desviado da Petrobras.

Petróleo venezuelano sofre forte queda e fecha a US$ 61,92 por barril

O preço médio do barril de petróleo venezuelano voltou a experimentar nesta semana uma nova queda e fechou cotado a US$ 61,92, abaixo dos US$ 68,08 da semana passada, informou nesta sexta-feira, 5, o Ministério do Petróleo e Mineração. "Os preços dos barris continuaram com sua tendência de baixa afetados principalmente por uma ampla oferta de petróleo para abastecimento a curto prazo, assim como pela decisão do Banco Central Europeu de adiar as medidas de estímulo adicionais à economia da zona do euro", disse o ministério no relatório semanal divulgado em seu site. A Venezuela começou a experimentar a tendência de queda em 12 de setembro, quando o barril foi cotado a US$ 90,19. Desde então, iniciou uma baixa contínua que, nesta semana, sofreu seu maior descenso e se aproxima, pela primeira vez em mais de cinco anos, da fronteira dos US$ 60,00 por barril. Um preço mais baixo que o atual não tinha sido registrado desde 5 de junho de 2009, quando fechou cotado a US$ 61,30. A média do valor do barril de petróleo venezuelano neste ano se situa em US$ 91,17, abaixo dos US$ 98,08 de 2013 e longe dos US$ 103,42 de 2012. O preço da cesta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), da qual a Venezuela é membro fundador, registrou também um forte descenso de US$ 6,05 nesta semana e passou de US$ 73,97 a US$ 67,41 o barril. O barril do Brent também retrocedeu, ao terminar a semana em US$ 70,56 frente aos US$ 77,74 há sete dias, assim como do Texas nos Estados Unidos, que experimentou uma forte queda ao passar de US$ 74,75 a US$ 67,24. A Venezuela, quinto exportador mundial de petróleo, vende cerca de 2,5 milhões de barris diários, em sua maior parte aos Estados Unidos e China. O petróleo proporciona mais de 90% das divisas do País e a metade das receitas do orçamento nacional. A queda contínua gerou a redução de, pelo menos, 35% dos ingressos em moeda estrangeira no País, cujo orçamento para o próximo ano é calculado com um barril de petróleo a US$ 60,00.

Procuradoria pede devolução de R$ 418 milhões de empresas acusadas de cartel

O Ministério Público de São Paulo pediu que 11 empresas investigadas no caso do cartel em São Paulo devolvam R$ 418,3 milhões aos cofres públicos por supostas irregularidades em contratos de manutenção de trens da série S2000, S2001 e S3000, celebrados com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos entre 2001 e 2002. Esse montante, ainda não corrigido, também engloba uma multa aplicada às multinacionais a título de danos morais à coletividade. “A população que necessita do transporte coletivo de trens vem sendo massacrada pelo péssimo desserviço que é oferecido pelas empresas que dominam o mercado metroferroviário em São Paulo. Elas prestam um desserviço”, afirmou o promotor Marcelo Milani, que assina o documento junto com mais três promotores. “Isso nos motivou a fazer um pedido de dano moral coletivo a essas empresas. Estamos pedindo que elas paguem uma multa de R$ 112 milhões pelos danos morais provocados pela formação do cartel”. O valor consta da ação movida nessa quinta-feira pelo Ministério Público. Nela, além de exigir a devolução do dinheiro, o órgão também defende a dissolução de 10 dessas empresas e a anulação dos contratos em questão. Quatro promotores subscrevem a ação, que tem base em três inquéritos civis. O argumento central da ação é que as empresas formaram um cartel para conquistar os contratos, no período entre 2001 e 2013. As empresas, entre as quais a Alstom, negam irregularidades. A ação recai sobre a Siemens, Alstom, CAF espanhola, CAF brasileira, TTrans, Bombardier, MGE, Mitsui, Temoinsa, Tejofran e Ministério Público Estadual. A única empresa que o Ministério Público informa que não pode pedir a dissolução é a CAF espanhola, sobre a qual a Justiça brasileira não pode aplicar a legislação nacional. A manutenção de trens foi solicitada pela Diretoria de Operação da CPTM, em 1999, pelo valor orçado de R$ 89 milhões, base no mês de dezembro daquele ano. Apenas pessoas jurídicas são acusadas, além da CPTM que figura como “corré” na ação civil, segundo a Promotoria. É o segundo processo da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público contra o cartel. Em agosto, foi proposta ação civil por improbidade contra 11 empresas do cartel e três ex-diretores do Metrô de São Paulo, com pedido de indenização de R$ 2,49 bilhões por supostos danos na reforma de 98 trens das Linhas 1 (Azul) e 3 (Vermelha).

Pesquisa diz que Netanyahu pode perder eleição em Israel

Uma pesquisa publicada pelo jornal Maariv nesta sexta-feira mostra que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pode perder a eleição de março em Israel. De acordo com a sondagem, 60% dos israelenses querem tirar Netanyahu do poder. Moshe Kahlon e Gideon Saar, ambos ex-membros do partido Likud, estão entre os nomes favoritos para assumir o cargo. Os números também mostram que, juntos, cinco partidos de direita e religiosos podem receber até 63 dos 120 assentos do parlamento, o suficiente para formar um governo. O bloco, ainda não oficial, pode conquistar 74 cadeiras se a legenda recém formada por Kahlon se unir à coalizão. A pesquisa foi feita na última quarta-feira, por telefone, com 500 entrevistados. A margem de erro da pesquisa é de 4,3 pontos porcentuais.

Fitch eleva perspectiva de rating da Eletrobrás para "estável"

A agência de classificação de risco de crédito Fitch anunciou nesta sexta-feira ter elevado, de negativa para estável, a perspectiva para o rating de emissor "BB" da Eletrobrás. "A revisão da perspectiva reflete o crescente suporte da República Federativa do Brasil à Eletrobras, por meio de garantias a novas emissões de dívida", justificou a agência, em comunicado. O governo federal detém 51% do capital votante da Eletrobrás. Segundo a Fitch, em bases individuais, a nota da estatal de energia elétrica seria inferior, devido à sua ainda fraca geração consolidada de caixa operacional, ao elevado programa de investimentos e aos fracos indicadores de crédito. No entanto, diz o documento, o grupo tem sido bem-sucedido na redução dos custos operacionais, e a indenização adicional pelas concessões de transmissão renovadas deverá acrescentar entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões por ano à sua geração de fluxo de caixa.

Fiscalização aponta irregularidades em obras olímpicas

O Ministério do Trabalho e Emprego constatou irregularidades nas obras do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas, que estão sendo erguidos na zona oeste do Rio de Janeiro para a Olimpíada de 2016, e lavrou 464 autos de infração. Segundo a pasta, os problemas envolvem legislação trabalhista, normas de segurança e saúde dos empregados. As concessionárias responsáveis pelas obras deverão ser multadas, mas os valores não foram informados. A fiscalização nos locais começou no dia 25 de novembro. Segundo o ministério, os auditores encontraram 255 infrações no Parque Olímpico e 209 na Vila dos Atletas. Além de questões envolvendo jornada de trabalho excessiva, há risco para a segurança de funcionários em alguns pontos e condições de higiene inadequadas.

Defesa de Eike Batista pede afastamento de juiz do caso de manipulação de mercado

Os advogados do empresário Eike Batista entraram nesta sexta-feira com pedido na Justiça para pedir o afastamento do juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A defesa argumenta que o magistrado, responsável pelo caso em que Eike Batista é acusado de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada, estaria sendo parcial. O processo de "exceção de suspeição" tem entre os argumentos que, após o fim da primeira audiência o juiz concedeu entrevista à imprensa, "antes mesmo do fim da instrução criminal", na qual revelou "seu comprometimento com a hipótese acusatória e quebra da garantia de parcialidade do juiz". No processo, os advogados citam um depoimento do juiz para a imprensa após a primeira audiência de Eike Batista, em que Souza teria dito: "Ele sempre foi o garoto propaganda... é... é... das... das próprias empresas dele, e com um sonho megalomaníaco de se tornar o homem mais rico do mundo. Então, ver uma pessoa, com esse tipo de atitude, sentada no... no banco dos réus é realmente, eu acho, um momento histórico e... e... para Justiça". Em outra entrevista, teria dito que a responsabilidade na condução do processo "extrapola a simples colheita de prova". O documento é assinado pelos advogados Darwin Corrêa, Ary Bergher, Raphael Mattos e Fabio Dias. São citadas entrevistas a diversos veículos de imprensa. A defesa argumenta que as recentes declarações do magistrado na imprensa "evocam um sentimento de Justiça de classes, de pobres contra ricos, como se estivéssemos sob a égide de um Estado bolivariano, incompatível com o Estado Democrático de Direito instituído pela Constituição de 1988". Para os advogados, Eike Batista "está sendo alvo de tratamento discriminatório, por ter figurado no rol dos bilionários". Outro ponto levantado é ser "incomum encontrar magistrados dando entrevistas ao término de uma audiência (a primeira) e falando que a (sua) responsabilidade na condução, não de um processo qualquer, mas desse processo extrapolará a simples colheita de provas". "Mais que um ato de defesa, a presente exceção é como um grito de protesto, que brada por Justiça imparcial, sem prejulgamentos ou declarações midiáticas das quais é possível inferir juízos pessoais", afirmam os representantes do empresário no processo. Para os advogados, o caso "não está sendo conduzido de forma normal, quando a normalidade é justamente o indicativo da imparcialidade". Na visão da defesa, o "prejulgamento realizado pelo magistrado tem inegável relevância jurídica". "Os juízos de valor por ele exarados aos jornalistas a respeito da pessoa do acusado e de sua personalidade, a demonstração de certeza prévia quanto ao que pensa do excipiente, sobre o objeto e os rumos do processo condiciona psicologicamente a que não se aprecie bem as teses opostas", declaram no processo. Diante das argumentações, os advogados pedem que o juiz reconheça a suspeição. Caso não aceite a opção, pedem que seja remetida ao tribunal, com resposta em três dias.

Lula falará à Comissão da Verdade

O ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") dará um depoimento à Comissão Nacional da Verdade na próxima segunda-feira, 8. A informação é do coordenador da comissão, o advogado e professor petista Pedro Dallari. Ele será o segundo ex-presidente ouvido pela comissão. O primeiro foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que falou a integrantes do grupo em seu apartamento, no Bairro de Higienópolis, em São Paulo, no dia 26. Apesar de confirmar o depoimento de Lula, o coordenador não soube dizer em que horário e local irá ocorrer. Evidentemente, essa sessão não pode ser fechada, e não pode impedir as pessoas que estão interessadas em ouvir e interrogar o ex-presidente petista sobre sua cooperação com os órgãos de repressão política da ditadura militar. De acordo com explicações do petista Pedro Dallari, os dois ex-presidentes foram escolhidos por seu envolvimento direto com a questão das investigações sobre graves violações de direitos humanos na ditadura. “Os dois tiveram grande engajamento”, disse: “Fernando Henrique é o responsável pela criação e instalação da Comissão Nacional Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, em 1995. E o presidente Lula enviou ao Congresso o projeto de lei que deu origem à Comissão Nacional da Verdade". Os depoimentos de Fernando Henrique e o alcaguete Lula X9 não serão incluídos no relatório final da comissão, que será entregue à presidente Dilma Rousseff na quarta-feira, 10. Eles farão parte, no entanto, do acervo de depoimentos e documentos que será colocado à disposição de qualquer pessoa interessada, no Arquivo Nacional. O relatório final da Comissão Nacional da Verdade será entregue à presidente em audiência no Palácio do Planalto, às 9 horas da quarta-feira.