sábado, 29 de novembro de 2014

VIDA BARATA - Ataque de terroristas islâmicos contra mesquita na Nigéria matou 100 e deixou 135 feridos

Um ataque contra a Grande Mesquita de Kano, maior cidade do norte da Nigéria, na sexta-feira, deixou 100 mortos e 135 feridos, informou o governador do Estado de Kano neste sábado. Rabiu Musa Kwankaso falou após visitar um dos hospitais para onde as vítimas foram levadas. Autoridades afirmaram na sexta-feira que 81 pessoas haviam sido mortas durante o ataque. Homens armados detonaram três bombas e abriram fogo contra os fiéis que estavam na principal mesquita da cidade em um ataque que trazia as marcas do grupo terrorista islâmico Boko Haram, embora a autoria do atentado ainda não tenha sido assumida por nenhum grupo. O Boko Haram, movimento sunita jihadista que luta para reviver um califado islâmico medieval no norte da Nigéria, trata as autoridades islâmicas do país com desdém. A mesquita atingida fica perto do palácio do emir de Kano, que é a segunda autoridade islâmica mais importante do país mais populoso da África e um crítico do Boko Haram. Em uma campanha sangrenta de cerca de seis anos, o grupo já atingiu igrejas, escolas, delegacias, bases militares e prédios do governo. Depois do ataque de sexta-feira, o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, disse que os agressores seriam caçados.

Disputa pela presidência da Câmara se acirra e pode ter até quatro candidatos

A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados vai se acirrar a partir desta semana, com o lançamento oficial na terça-feira (2) da candidatura do líder do PMDB na Casa, deputado Eduardo Cunha (RJ). Embora ainda faltem dois meses para a eleição, prevista para 1º de fevereiro, a articulação entre os parlamentares segue intensa e até quatro nomes poderão concorrer. Segundo o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), próximo a Cunha, o líder peemedebista já promoveu oito jantares, que reuniram deputados de diferentes legendas, com o objetivo de angariar apoios em torno do seu nome e, até o final do ano, serão mais oito. O PT já anunciou que pretende ter candidato próprio, e o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) conseguiu respaldo de seu partido para tentar viabilizar a candidatura. O líder do PDT, Félix Mendonça Júnior (BA), também articula com PROS e PCdoB a formação de um bloco para concorrer à vaga. As conversas deverão ser intensificadas nesta semana para chegar a um consenso até o dia 10 de dezembro. “Queremos alguém que não seja governista nem oposicionista”, disse Mendonça Júnior. Entre os nomes cogitados estão os de André Figueiredo (PDT-CE), Mário Heringer (PDT-MG), suplente que foi eleito, e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Eduardo Cunha é desafeto do Palácio do Planalto por assumir uma postura mais independente, mesmo pertencendo ao partido do vice-presidente da República, Michel Temer. Eduardo Cunha chegou a liderar rebeliões da base aliada e impôs diversas derrotas ao governo em votações na Câmara. Ele tem se confrontado com o PT, que, por deter a maior bancada da Casa, não pretende abrir mão do comando da Casa. Na próxima legislatura, o PT terá 70 deputados e o PMDB, 66 (segunda maior bancada). Eduardo Cunha já recebeu o apoio do Solidariedade e do PSC. A expectativa é que mais legendas deem aval publicamente à candidatura dele. As conversas estão avançadas com PTB e PR, partidos que, com o PMDB, o SD e o PSC, compõem o chamado “blocão”, grupo de descontentes com o governo federal e que atuam de forma independente: “Já estamos fechados com o Cunha”, afirmou o líder do PSC, André Moura (SE) sobre almoço da bancada realizado na quarta-feira (26). Temos uma possibilidade com Júlio Delgado, mas a gente também observa com simpatia a articulação que está sendo feita pelo Cunha". Para marcar o lançamento da candidatura, Eduardo Cunha promoverá um ato no Salão Verde da Câmara às 18 horas desta terça-feira. São esperados integrantes de vários partidos, de acordo com o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), outro aliado de Cunha: “Isso vai mostrar a pluralidade que a candidatura tem". O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), afirma que, embora o apoio oficial não tenha sido dado, há uma tendência de que a bancada fique mesmo com Eduardo Cunha. “Ele tem demonstrado uma independência muito grande na Casa”, avalia. Determinados a ver o PT derrotado na disputa, os partidos de oposição também sinalizam na direção do concorrente. “O Cunha tem conversado frequentemente conosco”, conta o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), sem, por enquanto, bater o martelo. O líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), também vê com bons olhos a candidatura de Cunha: “Temos uma possibilidade com Júlio Delgado, mas a gente também observa com simpatia a articulação que está sendo feita pelo Eduardo Cunha". Mais reservado, o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), prefere aguardar uma definição do cenário. Ele diz que, no momento, a prioridade é articular a formação de um bloco parlamentar. “Temos que ver o conjunto da ópera para saber como vamos atuar enquanto oposição". Apesar da decisão pública de lançar candidato, o PT ainda não fechou a estratégia. Arlindo Chinaglia (PT-SP) é um dos nomes para a presidência – ele já presidiu a Câmara no período 2007-2008 – mas, internamente, não há consenso sobre o que o partido deve fazer. Há até quem defenda um acordo com Eduardo Cunha. Vice-presidente nacional da legenda, o deputado José Guimarães (CE) diz que “está tudo em aberto” e que o assunto só ganhará força a partir desta segunda-feira (1º). “Tem muito tempo ainda. Quem tem pressa, come cru”, alfineta. Sobre a entrada de mais candidatos na disputa, Guimarães é pragmático: “Quanto mais cabra, mais cabrito. Quanto mais candidatos, melhor". Com o aval dado pelo PSB, o deputado Júlio Delgado diz que vai se dedicar com afinco nas próximas três semanas para consolidar a candidatura e partir para uma campanha corpo-a-corpo em janeiro. Os parlamentares entram em recesso em 23 de dezembro e só retornam em fevereiro. “Até o recesso, vai clarear o que é concreto e o que não é concreto”, diz. Depois, ele pretende ir atrás dos parlamentares, principalmente os novo: “É preciso identificar os deputados novos na Casa, e vou programar viagens até os Estados para me articular".

Papa visita mesquita em gesto de diálogo com muçulmanos


No segundo dia de sua visita à Turquia, o papa Francisco visitou a Mesquita Azul de Istambul, sinal de sua vontade de promover o diálogo entre as religiões em um país muçulmano que tem fronteira com Iraque e Síria. Francisco meditou durante dois minutos, com os olhos fechados e as mãos unidas, ao lado do grande mufti de Istambul, Rahmi Yaran. "Foi um bonito momento de diálogo inter-religioso", disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. "Aconteceu o mesmo há oito anos com Bento". Em 2006, o papa Joseph Ratzinger fez um gesto de reconciliação inédito, uma "meditação" voltada para Meca, três meses depois de ter pronunciado um discurso polêmico, que parecia associar o Islã e a violência. Francisco, que trocou neste sábado o carro blindado que usou em Ancara na sexta-feira por um veículo comum, seguiu pouco depois para a basílica de Santa Sofia para uma rápida visita. Essa igreja bizantina, visitada a cada ano por milhões de turistas, foi transformada em mesquita após a tomada de Constantinopla pelo Império Otomano em 1453, mas virou um museu em 1934 por decisão do fundador da Turquia moderna e laica, Mustafa Kemal Atatürk. O futuro de Santa Sofia ainda provoca tensões entre cristãos e muçulmanos. Ainda neste sábado, o papa Francisco e o patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I, rezaram na Igreja Patriarcal de São Jorge de Istambul uma oração conjunta na qual desejaram a unificação de suas respectivas igrejas e a dos cristãos. A celebração ecumênica foi aberta por Bartolomeu I como "um evento histórico e cheio de bons auspícios para o futuro", na catedral ortodoxa, sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. O patriarca Bartolomeu I é considerado um "primus inter pares" com relação aos outros patriarcas da ortodoxia, que tem cerca de 300 milhões de fiéis no mundo todo, embora estejam presentes essencialmente nas partes oriental e do norte da Europa, no litoral nordeste do Mediterrâneo e no Oriente Médio.

Diretório Nacional do PT aprova cínica resolução de combate à corrupção


O Diretório Nacional do PT aprovou neste sábado (29) resolução objetivando o combate à corrupção. No documento, o partido mostra-se favorável ao prosseguimento das investigações de denúncias de corrupção na Petrobras, dentro dos marcos legais e sem partidarismo. Em entrevista, o presidente do PT, o comunista Rui Falcão (foi militante do POC - Partido Operário Comunista), reafirmou o compromisso do partido na luta contra corrupção. “Temos o compromisso histórico de combater implacavelmente a corrupção”, salientou. Sem dúvida, uma declaração cínica, já que o partido que ele dirige se tornou uma organização criminosa. Rui Falcão ressaltou que petistas comprovadamente envolvidos em ilícitos da Petrobras serão expulsos da legenda. “Concluídas as investigações, queremos que os corruptos sejam punidos. Se houver alguém do PT implicado com provas, ele será expulso”, adiantou. O que é, evidentemente, uma mentira. Foi assim com o caso dos bandidos petistas mensaleiros. Nenhum deles foi expulso do partido. E, mais do que isso, são tratados como "heróis do povo brasileiro". Na resolução aprovada neste sábado, pelo diretório, os petistas afirmam que o partido tem o desafio de reafirmar liderança no combate à corrupção sistêmica no Brasil. “Foi durante os governos Lula e Dilma que se estabeleceram, como políticas de Estado, as principais políticas de combate à corrupção”, diz trecho da resolução. Mentira também: foi nos governos da era petista que se estabeleceu como meta o assalto aos cofres públicos, de uma maneira como nunca tinha sido visto antes na história deste País. Em outra parte, a resolução aprovada pelos petistas revela que, "da parte do PT, manifestamos a disposição firme e inabalável de apoiar o combate à corrupção. Qualquer filiado que tiver, de forma comprovada, participado de corrupção deve ser imediatamente expulso, como já afirmou publicamente o presidente do partido. Ao mesmo tempo, aprofundaremos a luta pela reforma política, em particular pela proibição do financiamento de candidaturas eleitorais por empresas”. Na entrevista, Rui Falcão acrescentou que a abertura do diálogo por parte da presidente Dilma Rousseff foi concretizada no discurso de sexta-feira (28), no encerramento do primeiro dia de reuniões do Diretório Nacional do PT, em Fortaleza. “A disposição da presidenta foi materializada de forma muito direta e correspondeu às expectativas que a direção do partido tinha sobre o comportamento dela em relação à sociedade e aos partidos”, assinalou o presidente do PT.

Doleiro Youssef passa mal e segue para hospital em Curitiba


O doleiro Alberto Youssef passou mal na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, neste sábado e foi levado para o hospital Santa Cruz por volta das 14h30. De acordo com seu advogado, Antonio Figueiredo Basto, Youssef teve uma queda de pressão, fortes dores abdominais e febre alta. Um dos acusados e delatores do esquema de corrupção na Petrobras, Youssef é cardiopata. Esta é a quarta vez que é hospitalizado desde que foi preso na Operação Lava Jato. De acordo com o hospital, ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em outubro, Youssef teve uma queda de pressão e desmaiou na carceragem da Polícia Federal. Foi internado no dia 25 e, quatro dias depois, teve alta. Conforme pessoas que acompanham a internação do doleiro, ao chegar ao hospital ele já não apresentava mais febre e as dores abdominais diminuíram. Mesmo assim, será submetido a uma tomografia e outros exames. A expectativa é que ele pode voltar à superintendência da Polícia Federal neste domingo, se esse quadro se mantiver. No hospital o doleiro disse aos médicos que estava com sono e gostaria de dormir. Réu da Operação Lava Jato, Youssef está preso desde março na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná.

Procuradores do Ministério Público Federal prevêem muitas prisões de políticos na Operação Lava Jato e até fechamento de partidos


O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho de Assis (foto), afirmou nesta sexta-feira (28), durante evento em Maceió, acreditar que a operação Lava Jato deve ter efeito similar à operação Mãos Limpas, na década de 90 na Itália, que resultou em prisões, condenações, extinção de partidos e redução de preços de obras públicas. "Se Deus quiser, a Lava Jato terá um efeito aqui parecido com a operação Mãos Limpas da Itália. Se as coisas correrem bem, pode ocorrer algo aqui igual, ou seja, partidos políticos fechados, com prisões e condenações. Temos a perspectiva de que isso ocorra", disse Assis, que participou do 12º Congresso Nacional do Ministério Público de Contas. Nos anos 90, a operação Mãos Limpas investigou mais de 5.000 pessoas envolvidas em casos de corrupção na Itália. Um dos punidos no escândalo foi o líder do PSI (Partido Socialista Italiano) e ex-primeiro-ministro Bettino Craxi. Alguns suspeitos chegaram a cometer suicídio, como o presidente da estatal do petróleo ENI, Gabriele Cagliari; e o empresário Raul Gardini. Estudos apontam que, após a operação, o valor médio das obras públicas caiu. Partidos também fecharam as portas após o escândalo. Para o presidente da associação de procuradores, o Brasil caminha nessa direção ao registrar avanços significativos no combate ao crime de colarinho branco nos últimos anos. "Nesta última década, a legislação tornou o combate à corrupção uma coisa mais fácil e com aparelhamento muito maior, prova disso é a operação Lava Jato", afirmou.  Assis ainda fez uma defesa de uma força maior aos ministérios públicos do País, que deveriam ser um "novo poder constituído." "Faço aqui um exercício de futuro. Seria o quarto poder no País um poder fiscal? No combate à corrupção, como em tantas outras coisas, pressupõe a necessária instrumentalização para combater o mal, o câncer público, e que se preserve o Estado funcionando bem com a estrutura de cidadania", disse. O procurador fez uma comparação da legislação de outros países e disse que não haverá avanços sociais plenos sem combate forte à corrupção. "Não há país no mundo que tenha conseguido melhorar suas prestações com a sociedade que não tenha acordado para o fato de que é preciso fiscalizar a aplicação do dinheiro, se administração está se desempenhado bem. Essa tarefa se tornou algo básico nas democracias contemporâneas. Para isso, é preciso ter um MP à altura dessa imensa responsabilidade". Durante os debates, o procurador Rodrigo Tenório ainda criticou o argumento que alguns advogados das empresas acusadas na Lava Jato usaram para o caso. "É risível que eles aleguem que foram extorquidos. Quer dizer que o sujeito é extorquido para ficar milionário? Não tem qualquer fundamento", disse. O avanço do combate à corrupção no Brasil também foi levantado pelo procurador José Alfredo de Paula Silva - um dos atuaram no processo do Mensalão. Ele defendeu a tese de "efeito didático" da condenação dos acusados no escândalo durante o primeiro mandato do governo Lula. "O Alberto Yousseff e o Paulo Roberto Costa eram operadores de um esquema. E eles só abriram a boca porque viram o que aconteceu Marcos Valério. Ele está preso! E não teve reforma de presídio para ele, que está comendo o pão que o diabo amassou, como todos os outros presos", afirmou. O procurador afirmou ainda como acredita funcionar a mente dos corruptos. "Nos crimes de colarinho branco, o raciocínio é bem simples, o pretenso criminoso faz uma relação de custo/benefício para ver se vale a pena delinquir. A impunidade entra como um estímulo. O Mensalão quebra esse paradigma, já que a ação tem começo, meio e fim, o que não ocorria nesse País - nem para uma condenação, nem para uma absolvição", disse.

Turbinas mais potentes do País para hidrelétrica são feitas em Araraquara


Duas turbinas projetadas e fabricadas em Araraquara (SP) vão fazer parte de uma nova usina hidrelétrica no Brasil nos próximos anos. O equipamento, que será o maior já instalado no país em termos de potência, terá capacidade para produzir, por hora, energia suficiente para abastecer uma cidade com 500 mil habitantes no mesmo período. Além disso, essa é a primeira vez que um teste de turbina acontece no Brasil, graças a uma estrutura que simula o movimento das águas em uma barragem. 


Uma versão menor da turbina será instalada na barragem de Sinop, no Mato Grosso. A original chega a ser 25 vezes maior. Ela foi projetada especialmente para uma hidrelétrica durante dois anos de trabalho. Somente o equipamento de testes custou cerca de R$ 13 milhões para a empresa que está desenvolvendo a turbina. “Antigamente, esse teste era feito na Europa e pela primeira vez, depois desse laboratório, a gente pode fazer testes testemunhados pelo cliente em território brasileiro”, contou o presidente da empresa, Sérgio Parada. O engenheiro da hidrelétrica, Fernando Samico, também aprova a realização de testes no país. “Facilita a comunicação, porque estamos trabalhando com pessoas que falam a mesma língua que nós. E o transporte é muito mais fácil”, disse. Após 15 dias de testes, a turbina foi aprovada e passa para a etapa de fabricação. Duas delas serão instaladas na barragem de Sinop com previsão de funcionamento para até 2018.

Traficantes matam cabo do Exército com tiro na cabeça na Maré, no Rio de Janeiro


Traficantes assassinaram, nessa sexta-feira (28), um cabo do Exército, com um tiro na cabeça, no Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro. Foi a primeira morte de um militar das Forças Armadas num ataque de bandidos, desde o início do processo de pacificação, há seis anos. Segundo a Força de Pacificação, os militares faziam um patrulhamento na região conhecida como Vila dos Pinheiros quando um grupo de bandidos atirou contra eles. Um cabo foi atingido na cabeça. Imagens divulgadas na internet mostram o cabo sendo levado pelos colegas para uma Unidade de Pronto Atendimento, uma UPA, no próprio Complexo de Favelas da Maré. Ele foi colocado em uma maca e levado para dentro, com a cabeça enfaixada. Logo em seguida o militar foi transferido para o Hospital Central do Exército, na Zona Norte do Rio de Janeiro, mas ele não resistiu ao ferimento e morreu. Em uma outra região da Maré, conhecida como Conjunto Esperança, bandidos dispararam contra um veículo blindado que caiu num canal. O Conjunto de Favelas da Maré está localizado entre a Linha Vermelha e a Avenida Brasil, duas importantes vias de acesso ao Centro do Rio de Janeiro. Era uma região dominada pelo tráfico até a chegada da Força de Pacificação, em abril deste ano. Dois mil e setecentos militares ocuparam 15 comunidades do conjunto de favelas. Desde então, os militares realizaram quase 500 prisões, entre elas de cinco chefes de quadrilha, e apreenderam grande quantidade de drogas, armamento e munição. A Força de Pacificação divulgou o nome do cabo assassinado: Michel Augusto Mikami, de 21 anos. O Exército Brasileiro se solidarizou com a família e, em nota, declarou que vai continuar a cumprir sua missão no Complexo da Maré, em defesa da paz social. O governador Luiz Fernando Pezão também lamentou a morte do militar e reafirmou que o governo seguirá firme no processo de pacificação. Só existe um modo de pacificar as favelas: prendendo todos os narcotraficantes. Ocupar favela sem prender traficante significa dar proteção oficial ao tráfico de drogas e armas. 

Sobrevivente do Holocausto reencontra amiga que a salvou


Uma fundação de apoio a pessoas que arriscaram a vida para salvar judeus do Holocausto promoveu o reencontro de duas amigas em Nova York, no Dia de Ação de Graças. Um abraço apertado, demorado. Beijos cheios de afeto. E algumas palavras apenas por causa da dificuldade com o idioma. Sessenta e nove anos separaram Mira Wexle, sobrevivente do Holocausto, e Helena Weglowski, a amiga que salvou sua vida. Ela diz: "Eu estou extremamente feliz por ver Mira novamente. A gente brincava juntas. Mas a guerra destruiu tudo". Mira saiu do Brasil. Helena da Polônia, onde as duas tiveram uma infância feliz até os nazistas ocuparem o país. A família de Mira, que é judia, se escondeu na floresta. Foi quando Helena e o irmão Stanislaw decidiram arriscar a própria vida. "Ele levou a mim e a minha mãe para o curral, nos escondeu lá, nem falou para os pais e trazia comida escondido para gente. Como eu posso esquecer isso? Isso não tem preço. Ele tinha uns 8, 9 anos, não mais que isso”, lembra Mira. Helena conta que se lembra bem daqueles dias de horror. E que, se fosse preciso, faria tudo novamente. A comunicação entre elas é meio complicada, mas funciona mais ou menos assim: o Michael mora em Nova York. Ele faz a tradução do polonês - que a Helena fala - para o inglês. Aí, a Vivete, filha da Mira, traduz do inglês para o português. E elas vão botando o papo em dia. Mira e a mãe sobreviveram ao campo de concentração e se mudaram para o Rio de Janeiro. Helena permaneceu na Polônia. Agora, as duas estão unidas novamente por sentimentos que a guerra não destruiu. "É amor, é gratidão mesmo, é sinceridade. Essa amizade agora é para sempre, até Deus quiser", afirma Mira.

SUECOS INVESTIGAM PROPINA PAGA NA PETROBRAS

A gigante sueca Skanska abriu investigação interna sobre o pagamento de propina a funcionários e autoridades brasileiros para viabilizar projetos com a Petrobras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A safadeza envolveria as empreiteiras Camargo Corrêa e Engevix, enroladíssimas no Petrolão, e a Technit. Negócios no Brasil alcançam quase US$ 1 bilhão. O suecos gastaram US$ 73 milhões. Segundo auditoria do Tribunal de Contas da União, o afano nas obras do Comperj podem ter causado prejuízos de US$ 9 bilhões à Petrobras. O presidente da Skanska para o continente, Johan Henriksson, acusou em rádio sueca “excesso de corrupção impedindo negócios” no Brasil. O TCU informou que a obra no Comperj custaria US$ 6 bilhões, mas a Petrobras alterou o projeto e os custos saltaram para US$ 48 bilhões. Pressionada pelo TCU, a Petrobras admitiu que o Comperj não é viável economicamente. E não tem como recuperar US$ 9 bilhões investidos.