quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pelé está em UTI e recebe tratamento de suporte renal, diz hospital

O ex-jogador Pelé está internado na unidade de terapia intensiva de um hospital em São Paulo, passa por tratamento de suporte renal, mas apresentou melhora de sua condição clínica, segundo boletim médico divulgado na noite desta quinta-feira. "(Pelé) apresenta melhora de sua condição clínica e seguirá sob cuidados na unidade de terapia intensiva. Agora está temporariamente em tratamento de suporte renal, sem necessidade de outras terapias de suporte", informou o Hospital Albert Einstein. Na verdade, ele está sendo submetido a sessões de hemodiálise.

Quadrilha usava carro de luxo para levar droga

Uma operação de combate ao tráfico de drogas, comandada pelo Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, cumpriu 21 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em três Estados, nesta quinta-feira, 27. Na capital paulista, um dos mandados de busca aconteceu dentro de uma cela do Centro de Detenção Provisória (CPD) 4 de Pinheiros, na zona oeste, onde foram apreendidos um celular, um chip e documentos. Ainda em São Paulo, um dos alvos dos mandados de prisão ficou ferido enquanto tentava escapar de promotores de Justiça e de policiais militares. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o homem pulou de uma altura de sete metros e quebrou a perna ao cair. Outro mandado de prisão cumprido em São Paulo era de uma pessoa que já estava presa. As ações no Estado também aconteceram na cidade de Barrinha, a 337 quilômetros da capital paulista. A organização criminosa investigada pelos promotores sul-mato-grossenses usava carros dublês de luxo - veículos roubados ou furtados que eram alterados para parecer automóveis regularizados - para circular pelo País. Por isso, a operação foi batizada de “Dublê”. Os veículos, segundo o Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul, eram fornecidos à quadrilha pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A facção que comanda os presídios paulistas dava os automóveis como parte do pagamento de drogas que comprava desses fornecedores. Além dos mandados de busca e apreensão, que fornecerão subsídios à investigação, e das prisões dos suspeitos, a promotoria obteve autorização da Justiça para sequestrar nove veículos usados pela quadrilha e um imóvel. Em Goiás, o Ministério Público Estadual local cumpriu oito dos dez mandados de prisão determinados pela Justiça. Lá, os promotores apreenderam uma arma, R$ 7 mil em dinheiro e registros de transporte de veículos em poder de um dos investigados. A Polícia Militar goiana chegou a levar um cão farejador para uma transportadora que também foi alvo da operação, mas o animal não encontrou entorpecentes. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou, por nota, que “as informações que deram início aos trabalhos eram de que um goiano estabelecido em Coronel Sapucaia (MS) estaria remetendo mais de duas toneladas de maconha por mês para Goiás e São Paulo”. Para o transporte da droga eram usados veículos de luxo “que eram descarregados em Dourados (também em Mato Grosso do Sul) e seguiam para a fronteira (com o Paraguai) para serem preparados e retornarem com cargas de maconha”. O goiano citado no texto, de acordo com o Ministério Público Estadual, foi assassinado depois de a investigação ter início. Entretanto, a mãe dele assumiu os negócios e continuou com o tráfico, com a ajuda de um sobrinho. Durante as investigações da quadrilha, 20 pessoas foram presas em flagrante, portando cerca de 8 quilos de maconha. Eles tinham 14 carros - oito deles, dublês.

PT pede abertura de inquérito contra delegados federais da Operação Lava Jato

O PT solicitou à Procuradoria-Geral da República abertura de inquérito para apurar a participação dos delegados da Polícia Federal que usaram redes sociais durante a campanha eleitoral para elogiar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e atacar o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de Reputações") e a presidente reeleita Dilma Rousseff no vazamento de dados sigilosos da Operação Lava Jato. Dias atrás, o ministro Teori Zavascki, responsável pelos inquéritos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, arquivou um primeiro pedido de inquérito sobre os vazamentos feito pelo PT, com foco nos trechos do depoimento do doleiro Alberto Youssef publicados pela revista Veja às vésperas do segundo turno eleitoral. Nesses trechos, o doleiro dizia que Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobrás. 


Agora o PT reiterou o pedido alegando que as informações sobre as postagens feitas pelos delegados da Polícia Federal nas redes sociais são um novo indício de vazamento ilegal de informações da Lava Jato. "O jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria no dia 13 de novembro na qual relata que delegados federais usaram as redes sociais durante o período de campanha eleitoral para elogiar o candidato do PSDB, inclusive com a disseminação de propaganda eleitoral que reproduzia notícias com o conteúdo das delações premiadas em desfavor do partido e sua candidata à reeleição", diz o pedido encaminhado segunda-feira ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em manifestações feitas em perfis fechados no Facebook, delegados da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde estão concentradas as investigações da Lava jato, compartilharam propaganda de Aécio Neves com conteúdo da delação de Youssef, segundo a qual Lula e Dilma sabiam do esquema de desvios na Petrobrás. No dia 18 de outubro, o delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, publicou uma montagem com fotos do então candidato tucano acompanhado de diversas mulheres com o comentário "esse é o cara!!!".

Quadro de Alfredo Volpi é roubado em São Paulo

Obra inscrita no Instituto Volpi sob número 0708 e pertencente à coleção do ex-ministro Oscar Pedroso Horta, a tela "Bandeirinhas", têmpera sobre cartão pintada por Alfredo Volpi na década de 1960, foi roubada da residência de sua herdeira, Maria Pedroso Horta, que se encontra hospitalizada. A ausência do quadro, que estava no hall de sua casa, foi notada pela neta Camila Thiré, que fez um boletim de ocorrência no 15º Distrito, em São Paulo. Avaliada em US$ 300 mil, a pintura mede 33,5 x 24 cm.

Pesquisa do Ipea aponta que 37% dos presos provisórios no Brasil acabam soltos

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Ministério da Justiça aponta que 37,2% dos casos de prisão provisória no Brasil terminam com a soltura dos encarcerados. Segundo o estudo "A Aplicação de Penas e Medidas Alternativas", divulgado nesta quinta-feira, 27, os detentos provisórios, que ajudam a lotar as prisões do País, acabam sendo absolvidos ou cumprindo penas alternativas. A pesquisa classifica o uso da prisão provisória como "sistemático, abusivo e desproporcional" e defende que o cárcere seja visto como última opção entre as alternativas penais. Evidentemente, é uma pesquisa esquerdopata. Até dezembro de 2013, o total de presos provisórios chegou a 240 mil em todo o Brasil. Com base nesse número, o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea e coordenador da pesquisa, Almir de Oliveira Junior, estima que cerca de 90 mil pessoas estejam presas sem motivos bem fundamentados. "Existe uma tradição por parte de operadores da Justiça criminal de que a prisão é a forma mais eficiente de lidar com a criminalidade. Mas os últimos dez anos mostram que esse aumento de encarceramento não diminuiu a taxa de criminalidade", afirma. Dados do Ministério da Justiça mostram que a população de presos no Brasil aumentou 400% nos últimos 20 anos. Segundo Oliveira Júnior, a manutenção do sistema carcerário ocasiona altos custos sociais e orçamentários. Para o presidente da Comissão de Segurança Pública da autarquia petista OAB, Arles Gonçalves Júnior, há casos em que a prisão provisória é necessária. "Quando uma pessoa é influente e fica solta, ela impede que a investigação aconteça. Para evitar isso, pede-se a prisão temporária, em que o suspeito é solto dentro de 15 ou 30 dias", explica. Em contrapartida, o advogado argumenta que as prisões preventivas, nas quais os acusados aguardam julgamento no cárcere, costumam ser arbitrárias. "O Ministério Público pede e muitos juízes concedem prisão preventiva com base no clamor público. Mas, no Código Penal, clamor público não consta como fundamentação legal, por isso, tecnicamente, essas prisões seriam ilegais", afirma Gonçalves Júnior. De acordo com o estudo do Ipea, "a construção de desigualdades e de reprodução de opressões nas instituições brasileiras conferem a cor negra aos nossos cárceres". Isso é um discurso tipicamente esquerdopata. Os negros correspondem a 57,6% dos casos das varas criminais, nas quais os resultados finais dos processos tendem a ser a prisão definitiva. Os brancos representam 41,9%. Já nos Juizados Especiais Criminais, que recebem processos de crimes mais leves e costumam aplicar penas alternativas, a maioria dos acusados é branco, com 52,6%, contra 46,2% de negros. Novamente, é um sociologuês esquerdopata barato.

Comissão do Senado quer acesso a apuração dos EUA sobre Petrobras

A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quinta-feira (27) um requerimento em que solicita informações às autoridades dos Estados Unidos sobre investigações envolvendo a Petrobras naquele país. O Departamento de Justiça americano abriu uma investigação para identificar se houve pagamento de propina para funcionários da empresa e a Securities Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais americano também apura possíveis violações na empresa. Os senadores querem ter acesso "imediato e tempestivo" a todas as decisões legais referentes a processos movidos contra a Petrobras. A comissão também aprovou pedido para que a Petrobras preste esclarecimentos sobre as investigações por órgãos norte-americanos. A troca de informações deve ser intermediada entre o Congresso brasileiro e o Congresso Americano. As autoridades americanas querem saber se a Petrobras ou algum de seus empregados, intermediários ou contratados, violaram a FCPA (Foreign Corrupt Practices Act), lei americana de combate à corrupção praticada no Eterior por empresas americanas ou por companhias que negociam ações nas bolsas de valores dos Estados Unidos. A estatal petrolífera negocia títulos na NYSE (Bolsa de Nova York). Para o Palácio do Planalto, essas investigações nos Estados Unidos são as que mais preocupam uma vez que têm potencial de impactos econômico e financeiro negativos no funcionamento da estatal brasileira. Além de multas e indenizações pesadas, com risco de pedido de prisão de executivos, a imagem da governança da Petrobras no Exterior pode ficar "muito arranhada" a partir do que for apurado pelos órgãos dos Estados Unidos. Os senadores também aprovaram a realização de uma audiência pública para discutir o caso com autoridades. Devem ser convidados: a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster; o presidente da CVM, Leonardo Gomes Pereira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso; o presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes; um representante da SEC e outro do Departamento de Justiça dos Estados Unidos; o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto; e um representante da New York Stock Exchange.

Argentina denuncia HSBC por evasão e associação fiscal ilícita

A Administração Federal de Receita Pública (Afip) da Argentina denunciou na Justiça o banco HSBC por ajudar 4.040 contribuintes do país a sonegar impostos com aberturas de contas na Suíça, informou nesta quinta-feira o titular do órgão, Ricardo Echegaray. "No dia de ontem apresentamos uma denúncia por evasão fiscal e associação fiscal ilícita por contas bancárias de argentinos ocultas na Suíça. Denunciamos também a existência de uma plataforma ilegal montada por três entidades bancárias que operam no país, todas vinculadas ao HSBC", afirmou Echegaray. O titular da Afip explicou que a informação sobre as contas foi obtida após um acordo com o governo da França. Algumas delas foram abertas através de passaportes de dupla nacionalidade para criar uma espécie de "proteção extra". As operações, detalhou Echegaray, foram realizadas em unidades do HSBC na Argentina, nos Estados Unidos e em Genebra. Empresas de fachada eram criadas para evadir divisas e sonegar impostos, segundo o responsável pela Afip. Apesar de a investigação ter descoberto dados de 4.040 argentinos, empresas e particulares com contas suspeitas na instituição, só foram localizados até agora cerca de 300 pessoas. A quantidade mínima de dinheiro nas contas é de US$ 3 bilhões. Echegaray afirmou que as sanções econômicas podem superar US$ 7,2 bilhões. Os envolvidos podem pegar até nove anos de prisão. O titular da Afip denunciou também que o presidente do HSBC na Argentina, Gabriel Martino, e um grupo de altos executivos do banco também têm contas não declaradas na Suíça.

Ministério Público do Rio de Janeiro vai ouvir Paulo Roberto Costa sobre o presidente da Transpetro


O juiz federal Sérgio Moro autorizou nesta quinta-feira que o Ministério Público do Rio de Janeiro tome o depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sobre o enriquecimento ilícito do presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado, homem de confiança do senador Renan Calheiros (PMDB) e sobre sobrepreço nas obras de ampliação do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). O ex-diretor da estatal cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro. Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato, alertou sobre o impedimento de perguntar ao réu sobre políticos. "A inquirição deve versar sobre o objeto dos inquéritos civis referidos e não sobre o envolvimento de autoridades com foro privilegiado em crimes ou em fatos que possam em tese configurar crimes (mesmo se também caracterizem improbidade)", afirmou o juiz. Ex-senador pelo PMDB, Sérgio Machado foi nomeado para a subsidiária da Petrobras em 2003, durante o governo Lula, após ser indicado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele se licenciou depois que seu nome foi citado no esquema de corrupção na estatal. Preso por controlar um esquema de arrecadação de propina na Diretoria de Abastecimento entre 2004 e 2012, repasse de valores para partidos políticos, Paulo Roberto Costa fez delação premiada e obteve direito à prisão domiciliar. Sérgio Machado declarou que o procedimento do Ministério Público do Rio de Janeiro não tem "nenhuma ligação" com a Lava Jato, "nem com Paulo Roberto Costa". Ele disse que a investigação da promotoria já concluiu "de forma categórica" que seus ganhos são "totalmente compatíveis com sua renda e patrimônio". 

Ministério Público Federal denuncia irmão do ministro Tóffoli por uso indevido de verbas da União

O Ministério Público Federal denunciou José Ticiano Dias Tóffoli, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Tóffoli, por uso indevido de verbas repassadas pela União para saúde e educação no período em que foi prefeito da cidade de Marília, no interior de São Paulo. De acordo com a denúncia do procurador Jefferson Aparecido Dias, Tóffoli e Mário Bulgareli, também ex-prefeito da cidade, desviaram R$ 57 milhões do Fundo Municipal de Saúde e de contas vinculadas a atividades escolares para custeio da folha de pagamento da prefeitura. Tóffoli, que assumiu o governo após a renúncia de Bulgareli, motivada por denúncias de irregularidades na gestão, movimentou irregularmente, segundo o Ministério Público Federal, R$ 28,8 milhões nos dez meses em que ficou à frente da administração municipal, entre março e dezembro de 2012. O Ministério Público Federal pede a condenação dos denunciados por crime de responsabilidade, que prevê prisão de três meses a três anos para os gestores que aplicarem indevidamente verbas públicas. O procurador também pede que os denunciados reparem os cofres públicos em R$ 33,2 milhões, valor que, de acordo com o Ministério Público Federal, foi retirado das contas sem a devida devolução.

Opositora venezuelana Maria Corina Marchado é intimada a depor por conspiração para matar o ditador Nicolas Maduro


O arremedo de Justiça que impera na ditadura da Venezuela bolivariana convocou a ex-deputada María Corina Machado para prestar depoimento no dia 3 de dezembro como acusada por conspiração com o objetivo de matar o presidente Nicolás Maduro. A deputada opositora teve o mandato cassado depois de denunciar a repressão da ditadura venezuelana contra manifestantes e passou a ser alvo da fúria chavista. A teoria conspiratória do governo afirma que María Corina enviou e-mails revelando a intenção de matar o ditador Nicolas Maduro. Sua defesa teme que ela tenha o mesmo destino do chefe do partido de oposição Vontade Popular, Leopoldo López, preso há nove meses em uma penitenciária militar por liderar protestos contra o governo. “Estou consciente disso, mas vou me apresentar em 3 de dezembro à promotoria. Isto é uma coisa grosseira”, disse ela ao jornal espanhol El País. María Corina prestou depoimento sobre o caso em julho, quando a Justiça determinou que ela não poderia deixar o país durante as investigações. À época, María afirmou que foi interrogada por oito horas e em nenhum momento foi questionada sobre o conteúdo dos e-mails que teria enviado a outros opositores. Apesar de a conta de e-mail citada de fato pertencer à ex-deputada, as mensagens são forjadas. Para María, o governo reavivou as estapafúrdias denúncias após o seu pedido para que sejam eleitos cidadãos independentes no processo que escolherá quatro novos membros para o Conselho Eleitoral da Venezuela. “Este é um regime que castiga, ataca e persegue de forma permanente. Não me vendem mais passagens aéreas para viajar às regiões venezuelanas, a polícia política corta a luz dos meus atos públicos e me censuram nos meios de comunicação. O governo quer que desistamos, mas estão errados”, disse Maria Corina Machado.

Novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já no primeiro discurso fala tudo que o mercado quer ouvir


Em discurso após sua nomeação oficial para o comando do ministério da Fazenda, Joaquim Levy parecia estar lendo o conteúdo do que seria uma atualização da "carta ao povo brasileiro". A jornalistas, ele falou tudo o que o mercado gostaria de ouvir e afastou temores de uma possível continuidade da atual política econômica, repetindo o que fez o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr em seu livro "Assassinato de reputações") em 2002, às vésperas das eleições, com a intenção de conter a saída de investidores do País. Levy acenou com uma mudança drástica na condução da política fiscal, afirmando que haverá mais transparência e previsibilidade — exatamente as duas palavras que ficaram longe do linguajar do primeiro governo Dilma, no qual imperou a figura ruinosa do Mandrake trotskista gaúcho Arno Augustin. O novo ministro chegou até mesmo a traçar a meta de superávit primário para o ano que vem, em 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O número é factível, segundo ele, se os ajustes necessários forem levados adiante. A política fiscal foi o primeiro e principal ponto abordado pelo ministro, já que é o maior alvo de críticas da atual gestão petista. "O objetivo imediato do governo, da Fazenda, é estabelecer uma meta de superávit primário para os três próximos anos que seja compatível com a estabilização e o declínio da dívida bruta em relação ao porcentual do PIB, considerando o nível de reservas estável", disse. Em seguida, o futuro ministro cravou a perspectiva de superávit para 2015 e afirmou os objetivos para 2016 e 2017, de 2% do PIB. "Alcançar essas metas é fundamental para um aumento da confiança e criará bases para a retomada do crescimento da economia e da evolução dos avanços sociais", disse Levy, ressaltando que essa confiança é a "mola" para impulsionar o crescimento do País. Segundo o novo ministro, a Fazenda refirma o compromisso com a "transparência das ações", que inclui a divulgação de dados, especialmente das contas fiscais. "Temos a convicção de que a redução de incertezas sobre os objetivos do setor público sempre é um ingrediente importante para a tomada de risco por parte de empresas, trabalhadores e famílias, especialmente nas decisões de aumento de investimento, capital físico e humano", explicou. Questionado sobre a velocidade com que o ajuste fiscal será implementado a partir do ano que vem, o futuro ministro não quis se comprometer com prazos. "Não temos pressa para fazer um pacote relâmpago", disse. "Algumas coisas que vêm sendo discutidas, como diminuir despesas, isso pode ter seu curso, mas não temos nenhuma medida imediata para anunciar. Essa não é uma reunião de surpresas. É apenas uma apresentação", afirmou. Joaquim Levy afirmou que, primeiro, será preciso conhecer o desfecho da mudança do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que será votada na próxima semana, para avaliar os caminhos para a execução dos ajustes. Ele reconhece que será preciso avaliar as atuais condições econômicas, levando em conta as consequências das medidas que já foram tomadas pelo governo. E que só assim será possível perseguir as metas propostas. O ministro se esquivou quando questionado sobre o nível de autonomia que a presidente Dilma lhe dará. Afirmou que "o objetivo é claro e os meios, conhecidos", e que "há um grau suficiente de entendimento de equipe" para implementar as medidas necessárias. Sobre a possibilidade de assumir a presidência do conselho de administração da Petrobras, assim como seu antecessor, Guido Mantega, Joaquim Levy disse que seria precipitado se manifestar sobre o tema. O pronunciamento de Nelson Barbosa, novo ministro do Planejamento, foi mais breve. O economista dedicou boa parte de seu discurso para fazer afagos à presidente Dilma Rousseff e à antecessora Miriam Belchior. E não poupou agradecimentos pela indicação à pasta. “Muito obrigado, presidente. Esteja certa de que dedicarei toda a minha energia e meu esforço para honrar sua confiança e contribuir para o desenvolvimento do nosso país”, disse Nelson Barbosa. O ex-secretário-executivo da Fazenda também disse ser uma “grande honra” suceder Miriam Belchior, “amiga de longa data que com sua liderança conduziu o Ministério de forma exitosa nesse período do governo”. Essa petista Miriam Belchior é conhecida no petismo desde a administração corrupta de Celso Daniel na prefeitura de Santo André. Nelson Barbosa prometeu trabalhar em conjunto com os demais membros da equipe econômica para fazer um controle rigoroso da inflação e manter a estabilidade fiscal e a geração de empregos no País. Para ele, o desafio mais imediato é a adequação da proposta orçamentária do próximo ano ao novo cenário macroeconômico e ao objetivo de elevação do superávit primário citado por Levy. O novo ministro informou ainda que vai assumir a coordenação dos Programas de Investimento do Governo Federal e que vai buscar desenvolver e ampliar nos próximos anos as parcerias público-privadas e as fontes alternativas de financiamento público e privado de longo prazo. “Gostaria de destacar que trabalharei especialmente em iniciativas para aumentar a taxa de investimento e a produtividade da nossa economia, de modo a possibilitar o crescimento mais rápido da renda per capita com estabilidade monetária”, disse. 

PSB proíbe filiados de aceitarem cargos no governo Dilma


Em reunião nesta quinta-feira, em Brasília, a Executiva Nacional do PSB decidiu, por unanimidade, que nenhum filiado poderá ter cargos no governo Dilma Rousseff. No segundo turno das eleições presidenciais, o PSB apoiou a candidatura do tucano Aécio Neves. A decisão tomada nesta quinta-feira reforça o peso da oposição na próxima legislatura no Congresso Nacional. "Nossa posição consiste em examinar a conduta do governo, as propostas do governo, as mais estratégicas, e se definir sobre elas de forma contrária, ou a favor. Não tem necessidade de ser obrigatoriamente contra, ou obrigatoriamente a favor", afirmou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Tribunal de Contas da União diz que cineasta Guilherme Fontes deve R$ 66 milhões pelo inacabado filme "Chatô"


O Tribunal de Contas da União negou recurso do ator Guilherme Fontes, que tenta reverter a decisão sobre a prestação de contas de seu filme "Chatô - O Rei do Brasil", cuja produção começou em 1996. O longa, que estaria pronto, nunca foi lançado. Ele captou 14,2 milhões de reais para o longa por meio da Lei de Incentivo à Cultura e da Lei do Audiovisual. Segundo o Tribunal de Contas da União, o valor devido é de R$ 66.267.732,48 reais, já com juros de mora e atualização monetária, mais 2,5 milhões reais de multa. Não cabe mais recurso no TCU que julgue o mérito da questão, mas ainda é possível tentar um embargo de declaração, recurso que lhe garantiria mais tempo para o pagamento dos valores, devidos ao Fundo Nacional de Cultura. Há dois anos, Fontes foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a devolver 2,5 milhões de reais à Petrobras, que foi uma das patrocinadoras do filme. O ator-cineasta nega mau uso de dinheiro público. "Eu durmo tranquilo porque nunca desviei um real. Essas duas condenações são uma piada. O que captei de fato foram 12 milhões de reais. Recebi 8,6 milhões de reais, que investi integralmente no projeto. O Brasil é fake!", afirmou à revista. "Filmei em 1999, 2002 e 2004. Nunca houve uma filmagem cancelada, nada que denotasse falta de profissionalismo. O filme está com 1 hora e 53 minutos. Acabou. Levei três anos para filmar 80% e quase 14 para fazer 20%. Está faltando um dinheirinho para fazer a trilha sonora e a computação gráfica. Vou estrear este ano. E vai ser uma coisa muito louca. As pessoas vão se surpreender. Está quase, está quase", declarou. É inacreditável.....é para isso que serve dinheiro público aplicado em "arte" no Brasil. 

Gilberto Carvalho, temendo o desemprego, entra no ramo da comédia

Danilo Gentili que se cuide! Outros grandes do stand up ponham as barbas de molho. O meu amigo Carioca, o maior humorista e imitador do Brasil — porque bem informado, o que faz toda a diferença —, que se prepare para a batalha. Eduardo Sterblitch, que conferiu método ao nonsense, não mais dormirá em paz. Há um novo competidor na praça. Perto de ficar desempregado, o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, está no mercado. Depois de ter respondido por alguns dos maiores desastres do governo Dilma, ele resolveu entrar no ramo da graça. Agora ele decidiu ser piadista. Vamos ver. O modelo tipicamente petista para a economia produz inflação no teto da meta, juros cavalares de 11,25% ao ano, déficit na balança comercial, déficit em transações correntes, déficit no governo central e déficit nas contas públicas. Não só isso: ainda que a estatal não tivesse sido vítima de um assalto organizado, os companheiros teriam levado a Petrobras, a maior empresa do país, à beira do abismo, uma vez que usaram o preço dos combustíveis para fazer política econômica das mais vagabundas. O sistema tributário brasileiro virou um samba-do-petismo-doido, com um festival de desonerações e incentivos que não conseguiram impedir que a indústria vivesse o pior momento de sua história. O país está de mãos atadas, preso a um Mercosul que virou um fardo. O modelo petista, em suma, tem, em razão da conjuntura internacional, um breve passado de atenuação da miséria — chamar o modelo de “distribuição de renda” é mais do que falta de rigor técnico; é falta de vergonha na cara — e não tem futuro nenhum. Com a falência do modelo petista, revelada pela saída melancólica do ministro Guido Mantega, Dilma teve de chamar aquele que os petistas e as esquerdas no geral consideravam o satã de um tal “neoliberalismo”, uma corrente de pensamento econômico inventada pela mente perturbada de esquerdistas. Seu nome é Joaquim Levy, oficializado hoje como futuro ministro da Fazenda e homem da transição. A presidente fará a transição de Dilma para Dilma, e Levy prepara o terreno para a posse de Levy. A concorrência no mundo da comédia é grande. Mesmo os humoristas a favor — uma categoria asquerosamente crescente no Brasil — acabarão enfrentando dificuldades. Mas sigamos. Nesta quinta-feira, vendo-se na contingência de explicar o nome de Levy como ministro da Fazenda, afirmou o comediante involuntário Gilberto Carvalho: “Sinceramente só vejo com bons olhos a nomeação do Levy. E é evidente que, ao aceitar ser ministro desse projeto, ele está aderindo a esse projeto e à filosofia econômica desse projeto. O nome dele é importante porque, pela trajetória dele, ele traz uma credibilidade, ele contribui com o nosso projeto”. Uau! É verdade! Então podemos esperar de Levy um modelo que produza déficits crescentes, que fraude a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que faça os gastos subir a um ritmo muito superior à arrecadação, que avance no caixa como se não houvesse amanhã, que capte dinheiro no mercado a 11,25% ao ano para emprestar a alguns nababos a 5%. Já cheguei a achar que Gilberto Carvalho não batesse bem dos pinos. Hoje, me vi tentado a ter a certeza disso. Mas não! Como diria Polônio, a personagem de Hamlet, de Shakespeare, não se trata de loucura, mas de método. Segundo a metafísica campanheira, tudo cabe no PT: uma tese e também o seu contrário. Imaginem Aécio Neves vitorioso e se vendo obrigado a reajustar os combustíveis e a tarifa de energia elétrica, elevando a taxa de juros, anunciando, adicionalmente a diminuição do papel do BNDES na economia… É claro que os petistas botariam o bloco na rua, não é mesmo? Como são eles a implementar tais medidas, então estas passam a ser legítimas e encaradas como progressistas. Não me espanta que essa gente trate corruptos comprovados como “heróis do povo brasileiro”. Por Reinaldo Azevedo

Indústria automobilística prolonga as férias dos operários para ter mais tempo para desovar estoques

As montadoras pretendem prolongar as férias coletivas este ano, em uma última tentativa de desovar o excesso de veículos existente nos pátios das concessionárias. O estoque superou a produção em 120,1 mil unidades em outubro. Foram 413,4 mil carros encalhados, o suficiente para 40 dias de vendas. A meta do setor automotivo é reduzir o número para 30 a 35 dias, favorecendo uma retomada da produção em 2015. As montadoras costumam liberar os funcionários apenas nas duas últimas semanas de dezembro. Mas, pressionadas pela desaceleração do mercado interno e pela queda das exportações, as indústrias de veículos de passeio estão redefinindo o recesso de fim de ano. A fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP) e as fábricas da General Motors em  São Caetano do Sul (SP) e em São José dos Campos (SP), por exemplo, decidiram dar férias coletivas de um mês. As indústrias de veículos comerciais também têm sido afetadas pelo excesso de estoque. As fábricas da Mercedez-Benz, maior montadora de caminhões do País, em São Bernardo do Campo (SP) e em Juiz de Fora (SP), paralisarão as atividades por cinco semanas a partir da próxima segunda-feira. A fábrica da Volvo, em Curitiba (PR), fechará as portas por quatro a cinco semanas, dependendo do número de folgas de cada funcionário. Já a fábrica da MAN em Resende (RJ), responsável pelos caminhões da Volkswagen, e a fábrica da Scania, terão férias coletivas de três semanas.

Ferrari que pertenceu a Elton John vai a leilão na Inglaterra

Uma Ferrari Dino 246GT Coupé 1972, que pertenceu ao cantor Elton John, será leiloada no domingo pela casa Bonhams, na Inglaterra. O lance inicial é o equivalente a 1,1 milhão de reais - não muito se for levado em conta que apenas 498 unidades saíram da fábrica de Maranello (Itália). O esportivo foi comprado pelo cantor no fim de 1972, após o lançamento do sucesso Crocodile Rock. No ano seguinte, Elton John deu o carro de presente a seu baterista, Nigel Olsson. O modelo com desenho da casa Pininfarina está hoje com pouco mais de 46.000 quilômetros rodados. A Ferrari Dino amarela é equipada com motor V6 2.4 de 199 cv e câmbio manual de cinco velocidades. O volante foi adaptado para o lado direito por uma preparadora exclusiva da marca na Inglaterra e a funilaria foi completamente restaurada. Em 2001, Elton John vendeu sua coleção de 20 clássicos - que incluía um Jaguar XJ220, de 1993, e outros modelos da Rolls-Royce e da Bentley - porque não tinha tempo para desfrutar dos automóveis.

Pelé apresenta estado de saúde "instável" e vai para unidade de cuidados especiais

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, informou na tarde desta quinta-feira que Pelé segue internado com um quadro de infecção urinária mas que, ao contrário dos últimos dias, apresentou instabilidade clínica. O hospital informou que Pelé foi transferido para uma unidade de cuidados especiais. Ele está internado desde segunda-feira e vem sendo tratado com antibióticos. No início do mês, Pelé, de 74 anos, foi internado no mesmo hospital com fortes dores abdominais. Os exames mostraram cálculos renais, ureterais e vesicais, que causaram uma obstrução do fluxo urinário. No dia 13 de novembro, ele foi submetido a cirurgia e, dois dias depois, saiu do hospital. Como ainda estava em recuperação, teve de ser reavaliado na última segunda-feira, quando foi detectada a infecção urinária. Atleta profissional de 1956 a 1977, Pelé teve uma carreira longa e sem nenhum problema físico grave. Em julho de 1999, passou por uma cirurgia no joelho direito para a retirada de parte do menisco. Ele passava férias nos Estados Unidos e sentiu dores ao correr em um parque. Dois dias depois, foi operado em Nova York. Em 2011, operou a catarata e no ano seguinte o quadril – ele sofria com dores por causa de uma artrose. Depois de uma hora e meia de cirurgia, foi retirada a cabeça do fêmur e implantada uma prótese. Pelé ainda faz fisioterapia, pois não recuperou totalmente os movimentos.

Empresário dá uma justificativa enrolada para explicar sua parceria com o doleiro Alberto Youssef

Em confuso depoimento à CPI Mista da Petrobras, nesta quinta-feira, o sócio da importadora Sanko-Sider, Márcio Andrade Bonilho, admitiu ter feito pagamentos ao doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Inicialmente, o executivo afirmou ter pago 33 milhões de reais referentes a comissões pelo intermédio de contratos com construtoras. Ao longo do depoimento, porém, elevou o valor para 37 milhões de reais. Bonilho também se enrolou para explicar a relação que mantinha com Youssef. Disse conhecê-lo há quatro anos, mas negou ciência do histórico do doleiro, que chegou a ser condenado a sete anos de prisão pelo envolvimento do caso Banestado, uma das maiores investigações sobre evasão de divisas do País. A explicação: “Cada indivíduo tem o seu mundo. Eu leio muitas revistas de negócios, mas não leio jornais policiais. Eu não conhecia o passado, não entrei no Google para checar o nome dele”, afirmou o empresário durante depoimento. À CPI, Bonilho afirmou que o dinheiro pago a Youssef era legal e correspondia à intermediação de contratos com construtoras, como a Camargo Corrêa, a UTC, a Odebrecht e a OAS – todas envolvidas no esquema da Lava Jato. De comissão, Youssef recebia entre 3% e 15% sobre os contratos firmados. O executivo explicou que, diferentemente das outras empresas envolvidas na Lava Jato, a Sanko-Sider não é uma empreiteira, mas sim uma importadora de produtos siderúrgicos com 18 anos de atuação no mercado. Ele disse que o doleiro atuou em doze contratos firmados pela empresa. Ao todo, segundo Bonilho, a importadora tem 8.000 clientes ativos. O executivo disse exigir de Youssef o recebimento de notas fiscais pelos serviços prestados, mas informou que o doleiro teria pedido que a empresa fizesse uma cessão de crédito à MO Consultoria e à GFD – ambas de fachada, segundo investigação da Polícia Federal. Bonilho disse ter sido apresentado a Youssef há quatro anos como um empresário do setor hoteleiro e que “era dito no setor que ele tinha um bom tráfego com as construtoras”. Somente oito meses depois de a parceria ter sido firmada, o executivo, segundo ele, tomou conhecimento do passado do doleiro. E mesmo assim manteve os contratos, porque, de acordo com seus advogados, a operação era legal e o processo ao qual o doleiro respondeu já havia transitado em julgado. “Eu não fiz negócio com Youssef no parlatório da penitenciária”, disse Bonilho. “O senhor contratou um doleiro famoso no Brasil para ser seu vendedor. Como nunca soube o que ele fazia?”, questionou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). “Seria muito bom se o senhor viesse a essa CPI e falasse a verdade. O senhor tenta aqui nos enrolar”, continuou o deputado. Bonilho explicou como se davam os encontros com Youssef: ao chegar ao escritório, aguardava em uma recepção vazia. Depois uma secretária o levava à sala de reuniões, onde ele ficava novamente sozinho, até a chegada do doleiro. “A gente tratava pragmaticamente do assunto. Se fizesse uma pergunta, ele era áspero”, afirmou. “Hoje eu vejo pela imprensa um Youssef bem diferente do que conheci”, disse o executivo.

Veto de Dilma sinaliza mudança na política fiscal

O veto da presidente Dilma Rousseff (PT) a um artigo que pretendia alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) foi interpretado por analistas com um sinal de mudança na condução da atual política fiscal. Em 2013, Dilma propôs ao Congresso desobrigar a União a compensar, com aumento de outros impostos, as desonerações tributárias que implicassem em renúncia de receita. Mas, ao sancionar a lei, nesta quinta-feira, a presidente rejeitou integralmente a medida que o seu próprio governo propôs. Conforme técnicos do governo, o veto já seria uma interferência do futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Para explicar o veto, a presidente usou o argumento de que as alterações propostas na época foram feitas em "um momento de expansão da arrecadação". Portanto, o veto justifica-se pela "alteração da conjuntura econômica". A proposta de alteração da LRF foi feita em um momento em que o governo realizou uma agenda agressiva de desonerações. Neste contexto, o artigo em questão da LRF era um obstáculo a essa estratégia, já que previa que a concessão de incentivos fiscais deveria ser compensada pelo aumento de alíquotas tributárias. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, o mandrake trotskista Arno Augustin, a mudança foi proposta em um contexto diferente. "O processo de desoneração foi feito corretamente, mas não é o caso de prosseguir com a mesma intensidade", disse.

Alvos de operação da Polícia Federal, irmãos de ministro da Agricultura prometem se entregar

Advogados dos irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, entraram em contato com a Polícia Federal e informaram que eles vão se entregar. A Polícia Federal tenta cumprir mandados de prisão contra Odair e Milton, irmãos de Geller, dentro da Operação Terra Prometida. A operação investiga esquema de venda ilegal de lotes distribuídos por meio de reforma agrária no Estado de Mato Grosso. Segundo a Polícia Federal, com o objetivo de se obter a reconcentração fundiária de terras da União destinadas à reforma agrária, fazendeiros, empresários e grupos do agronegócio faziam uso de sua influência e poder econômico para aliciar, coagir e ameaçar parceleiros para obter deles lotes de 100 hectares, cada um avaliado em cerca de 1 milhão de reais. Estima-se que 80 fazendeiros fazem parte do esquema. A fraude pode alcançar o montante de 1 bilhão de reais, em valores atualizados. A Polícia Federal informou que foram emitidos pela Justiça Federal 52 mandados de prisão preventiva, 146 de busca e apreensão e 29 de medidas proibitivas, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Sorriso, Tapurah e Campo Verde, todos em Mato Grosso. Há investigados também nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A operação, que conta com cerca de 350 policiais federais, investiga crimes de invasão de terras da União, contra o meio ambiente, fraudes em documentos, e corrupção ativa e passiva. O inquérito foi instaurado em 2010 e, entre os alvos, estão oito servidores públicos. Participam do esquema fazendeiros.

Auditoria interna da Petrobras aponta irregularidades na compra da refinaria de Pasadena

O conselho de administração da Petrobras aprovou um relatório de investigação interna apontando possíveis irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A companhia já tem, inclusive, uma lista de pessoas que podem ser punidas. A informação foi dada nesta quinta-feira pelo conselheiro Sérgio Quintella, um dos representantes do governo federal no conselho da estatal.
Ele não detalhou quantos são os envolvidos, nem os problemas que a comissão interna encontrou em relação à refinaria. "O conselho já aprovou o relatório de Pasadena, um relatório conclusivo, com uma série de propostas de correção, e agora virão os outros, a Refinaria do Nordeste (Rnest), o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), e mais uns dois ou três", disse Quintella. Em meados deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou possíveis irregularidades na compra da refinaria de Pasadena e pode condenar os envolvidos a pagar quase 800 milhões de dólares à estatal. A refinaria de Pasadena foi comprada em 2012 pela Petrobras, por cerca de 1,2 bilhão de dólares, após três anos de disputa com a belga Astra Oil, sócia da estatal na refinaria. Sete anos antes, a mesma refinaria havia sido comprada pela Astra por 42 milhões de dólares.

Joaquim Levy, o ministro banqueiro de Dilma Rousseff

Joaquim Levy, anunciado oficialmente nesta quinta-feira como futuro ministro da Fazenda, comandou a Secretaria do Tesouro Nacional na gestão de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, durante o primeiro mandato do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"). Na época, o governo buscava conquistar a confiança dos agentes econômicos. Para contribuir com este objetivo, Levy ajudou a promover, entre 2003 e 2006, um dos maiores ajustes fiscais já realizado no País. Ele teve como principal marca a austeridade e é reconhecido por seu perfil ortodoxo. Pessoas próximas o definem como determinado, obsessivo por trabalho e tão teimoso quanto a presidente, apesar de ser gentil e bem-humorado no trato pessoal. A primeira passagem de Levy no governo, no entanto, foi em 2000, quando foi secretário-adjunto de política Econômica do Ministério da Fazenda. No ano seguinte, assumiu o cargo de economista-chefe do Ministério do Planejamento. Quando foi secretário da Fazenda no Rio de Janeiro, entre 2007 e 2010, fez o Estado ser o primeiro do Brasil a ter o selo de grau de investimento da agência Standard and Poor’s. Levy foi um dos principais adversários da mudança do regime de exploração do petróleo no Brasil, de concessão para partilha.  Atualmente,com 53 anos, Levy é o diretor-superintendente do Bradesco Asset Management, braço de gestão de recursos do Bradesco. Com a mudança de cargo, o executivo vai abrir mão de um salário de entre 1 a 3 milhões de reais anuais para os cerca de 320,67 mil anuais (ou 26,72 mil reais mensais), recebidos por ministros de Estado. De formação, é engenheiro naval, mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutor pela ultra-ortodoxa Universidade de Chicago. Em sua trajetória profissional, exerceu funções no Fundo Monetário Internacional (FMI), no Banco Central Europeu (BCE) e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Dilma se encontra com Boff e Betto, os autores que criaram a obra que rivaliza com a Galinha Pintadinha. Ou: O Bebê Capeta de Frei Betto

Ai, ai… Lá vamos nós. A presidente Dilma Rousseff decidiu receber nesta quarta dois representantes do próprio hospício mental para tratar, segundo entendi, de tema nenhum, numa evidência de que a suprema mandatária pode andar meio desocupada. Leonardo Boff, suspeito de ser teólogo, e Betto, suspeito de ser frei, estiveram com a governanta. O encontro acontece um dia depois de a dupla ter assinado um dito “manifesto de intelectuais petistas” contra a indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para, respectivamente, os ministérios da Fazenda e da Agricultura. Hein? Intelectuais petistas? Isso é como cabeça de bacalhau e enterro de anão. Alguém já viu? Se intelectuais, como petistas? Se petistas, como intelectuais? A obra de maior peso escrita pela dupla se chama “A Galinha e a Águia”, que costuma aparecer, nas livrarias, ao lado de “A Galinha Pintadinha”.

Betto e Boff são expoentes de certa teologia que costumo chamar de “Escatologia da Libertação”. Por alguma estranha razão, a dupla acredita que Deus discrimina os viventes segundo a conta bancária e a filiação partidária. Acham que o Altíssimo é compatível, por exemplo, com Fidel Castro. Já chego lá. Disse o Boff ao jornal O Globo: “Ela [Dilma] mesma não promoveu muito contato com as bases, porque se ocupava muito com a administração dos grandes projetos. E ela disse que, a partir de agora, será um ponto alto do seu governo, um diálogo permanente, contínuo, orgânico com os movimentos sociais e com a sociedade em geral”.
Audácia do Boff! É o mesmo chororô de Gilberto Carvalho, segundo o qual os “movimentos sociais”, que mobilizam não mais do que alguns poucos milhares de pessoas, devem tomar, na cabeça e na agenda do governante, o lugar de milhões de pessoas. Mas Dilma os recebeu, não é? E eles representam quem, além da própria loucura? Loucura?
Sim. O dito Frei Betto criou o seu próprio “Pai Nosso”. É verdade! Começa assim:“Pai nosso que estais no céu, e sois nossa Mãe na Terra, amorosa orgia trinitária, criador da aurora boreal e dos olhos enamorados que enternecem o coração, Senhor avesso ao moralismo desvirtuado e guia da trilha peregrina das formigas do meu jardim (…)”. Para ler a íntegra, clique aqui. Não ficou nisso. Ele também criou a “Ave Maria” latino-americana. Assim (íntegra):
Ave Maria,
grávida das aspirações de nossos pobres,
o Senhor é convosco,
bendita sois vós entre os oprimidos,
benditos os frutos de libertação
do vosso ventre.
Ele é autor de uma outra peça imaginosa, em que Santa Teresa d’Ávila transa — sim, leitor, faz sexo, faz aquilo naquilo — com Che Guevara e… engravida. Teria nascido o Bebê de Rosemary?
Dilma decidiu dar trela a essa gente. É bem provável que não tenha se aproximado da janela em nenhum momento, né? Não custa ser precavido. Ah, sim: Boff, o audacioso, disse não ter debatido nomes de ministros com a presidente. Que bom, né? Afinal, ninguém o elegeu para isso. Ainda que essas duas personagens tenham um apelo, digamos, momesco, ao recebê-las com certa solenidade, Dilma exibe sinais preocupantes, como se estivesse a purgar os pecados do realismo, ajoelhando-se no altar de heresias delirantes. 
Vade retro! Por Reinaldo Azevedo

Escândalo do Pronaf terá audiência pública nesta sexta-feira em Santa Cruz do Sul

A audiência pública em Santa Cruz do Sul, com o objetivo de tratar da denúncia de desvio de dinheiro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Rio Grande do Sul, será nesta sexta-feira. O encontro terá início às 14 horas, no auditório da Faculdade Dom Alberto, e será realizado em conjunto pelo Senado, por iniciativa da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), e pela Câmara dos Deputados, por solicitação do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS). A Câmara de Vereadores de Santa Cruz organiza todo o evento. O escândalo é objeto de operações comandadas pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, interrompidas dia 2 de outubro quando a polícia federal iniciava o cumprimento de mandatos de busca e apreensão. A ordem de paralisação partiu do ministro Teori Zavascki, a pedido do procurador Rodrigo Janot, preocupados com o envolvimento do deputado do PT, Bohn Gass, que goza de privilégio de foro. Esta semana, a Polícia Federal reiniciou investigações em Sinimbu, mas o cumprimento dos mandatos, agora na TRF-4, Porto Alegre, está prejudicado, já que os implicados tiveram tempo para agir. O objetivo da audiência pública desta sexta-feira, diz a senadora Ana Amélia Lemos, é seguir cobrando explicações sobre as denúncias e exigindo investigação rigorosa nesse caso grave, além de garantir transparência ao importante programa de fortalecimento da agricultura familiar no País. Mais de 6,3 mil pequenos produtores teriam sido vítimas da fraude, com suspeita de movimentar cerca de R$ 80 milhões.

Jornal flagra, fotografa e identifica fraude na votação dos vetos de Dilma à LDO

Pelo menos dois assessores parlamentares preencheram as cédulas dos congressistas durante a votação dos vetos da presidente Dilma Rousseff (PT) na terça-feira (25). A Folha de S. Paulo fotografou e filmou um assessor da liderança do PC do B (partido da base aliada), que passou boa parte da sessão sentado nas cadeiras reservadas aos parlamentares preenchendo uma pilha de cédulas de votação. Em seguida, ele as distribuiu a deputados da bancada, entre eles Jandira Feghali (RJ) e João Ananias (CE). O senador Vicentinho Alves (SD-TO), partido de oposição a Dilma, também foi filmado tendo sua cédula de votação preenchida por uma assessora. Os assessores que preenchiam os votos foram flagrados na tarefa por fotógrafo do jornal Folha de S. Paulo. A sessão do Congresso –que reuniu deputados e senadores– analisou a derrubada ou manutenção de 38 vetos que a presidente Dilma Rousseff (PT) fez a projetos aprovados pelos congressistas. A votação foi em papel. Cada parlamentar tinha a tarefa de marcar na cédula "sim", "não" ou "abstenção" a 314 pontos dos 38 projetos que sofreram veto. Após isso, eles assinavam o documento e o depositavam na urna. A votação não ocorre pelo processo eletrônico por uma decisão política: nesse caso, a manutenção ou derrubada de cada um dos vetos teria de ser votada individualmente. No papel, eles são analisados de uma vez só. O processo não é mais sigiloso –após a apuração é conhecido como cada parlamentar votou. Integrantes da consultoria de Direito Constitucional da Câmara ressaltaram que o ato do preenchimento da cédula é exclusivo do parlamentar, sendo que a terceirização contraria o princípio constitucional da inviolabilidade do voto do congressista. Segundo eles, a prática coloca em dúvida se aquela é a livre manifestação da vontade do parlamentar e poderia ensejar a anulação da sessão.

Procuradoria Geral Eleitoral deu 71% dos pareceres favoráveis ao PT

Foi recebida sem qualquer surpresa, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a representação do responsável pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), Eugênio Aragão, contra a designação do ministro Gilmar Mendes como relator do processo que examina as contas da campanha de reeleição de Dilma Rousseff. Durante a campanha, a PGE apresentou pareceres favoráveis ao PT em 85 dos 119 casos; ou seja, 71% dos processos. Dos 57 processos analisados pela PGE envolvendo PT e PSDB, apenas 12 representações tiveram pareceres favoráveis aos tucanos. Atual vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão tem sido citado como um dos prováveis candidatos a vaga de ministro do Supremo. A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou em 245 representações que tinham como objeto as eleições presidenciais de 2014 no TSE. As contas da campanha de reeleição de Dilma impressionam pelos números: ela recebeu doações no valor total de R$ 318 milhões.