quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Petrobras afasta gerentes. É mesmo? Graça tem de afastar é a si mesma! Isto, Graça: dê-se um bilhete azul!

Longe de mim achar que gerentes na Petrobras não podem se envolver em grandes falcatruas. Até agora, quem se dispôs a devolver o maior volume de dinheiro é um… gerente! Pedro Barusco, subordinado ao petista Renato Duque, fez um acordo de delação premiada e aceitou ressarcir aos cofres públicos espantosos… US$ 97 milhões. Duque, o chefe, diz não ter feito nada de errado, e a gente deve supor, então, que, na hipótese virtuosa, a Petrobras é mesmo a casa-da-mãe-Joana. Um subordinado consegue roubar um quarto de bilhão de reais, e o chefe nem aí… Há coisas que a gente até se sente mal ao escrever porque nota claramente que estão tentando nos enganar. Mas volto ao ponto. Graça Foster, presidente da empresa, que deveria se demitir junto com toda a diretoria, escolheu por afastar os que estão em cargo de gerência nas áreas de Engenharia e Abastecimento, diretamente relacionados com as obras de Abreu e Lima e Comperj. Um dos afastados, segundo informa a Folha, é Glauco Colepicolo, gerente geral da Engenharia. Ele era o chefe de fiscalização da obra de Abreu e Lima, acompanhava a evolução da construção, autorizava pagamentos e avaliava pedidos de aditivos. É aquela refinaria que foi orçada em US$ 2,5 bilhões e que já está custando quase US$ 20 bilhões. Colepicolo seria ligado à turma de Duque. Francisco Pais, gerente-executivo de Abastecimento quando Paulo Roberto Costa era diretor da Área — e, até a semana passada, lotado na gerência geral de tecnologia do Centro de Pesquisa da Petrobras — também foi afastado. Que coisa, não é? Foi preciso que o escândalo chegasse às raias do absurdo, do impensável, do estupefaciente, para que essa gente decidisse tomar alguma providência, ainda que essas decisões pareçam, vamos ser claros, medidas para inglês ver. As denúncias são de agora? Há quanto tempo, procurem em arquivo, o preço de Abreu e Lima é alvo de reportagens e de espanto? Há quanto tempo os sinais de evidências na Petrobras são de uma espantosa clareza, embora nada se tenha feito? Ao contrário: os petistas repetiam o mantra de que os críticos seriam pessoas más, interessadas em privatizar a Petrobras, aquele templo sagrado da moral e da ética. Por Reinaldo Azevedo

Os nomes para a Fazenda: “Ô Dilma, liga pra mim; não, não liga para ele!”

Fico realmente tão impressionado ao saber que Dilma Rousseff se reuniu com Luiz Inácio Lula da Silva na terça à noite para definir nomes de seu futuro ministério e debater a crise da Lava Jato. Por que ela se encontrou com ele? Ele é presidente do PT? É autoridade na República? Tem ainda algum poder institucional. Por quê? Não há resposta a não ser o Brasil patrimonialista, patriarcal e, sim, senhores!, machista, que remanesce e de que o PT é a perfeita expressão contemporânea. Nessas horas, as feministas oficiais do PT ficam de boca bem fechada, não é? Eis aí um bom momento para queimar sutiãs metafóricos. Vocês acham que um macho petista se submeteria à supervisão de uma mulher se a sequência fosse invertida, e Lula fosse o sucessor de Dilma? Uma ova! E não apenas porque, afinal, o Poderoso Chefão é ele, mas porque Lula sempre a tratou como uma café-com-leite. Vejam as vezes em que ele já a chamou, em comícios, docemente, de “a Bichinha”… A ele falta pudor. A ela falta decoro. A ele falta simancol. A ela falta a solenidade do cargo. A ele falta senso de ridículo. A ela falta… senso de ridículo. Se o Brasil fosse uma empresa, você confiaria num presidente incapaz de escolher seus próprios subordinados? “Ah, mas o Brasil não é uma empresa…” Ainda bem, se é que me entendem! Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil, e Rui Falcão participaram do encontro, o que ajudou a tornar tudo mais cinzento. Fico cá a pensar: Deus do céu! Nem a “Bichinha” merece esse destino. Mercadante foi aquele senhor que sugeriu que os ministros pedissem demissão coletiva quando a presidente ainda não tinha alternativas. Gênio mesmo! A turma de Lula não dá muita bola para a presidente e vaza que Lula preferiria mesmo Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central. Mas Dilma acha que ele é “mercado demais”, entendem? Os dois concordariam com o nome de Luiz Carlos Trabuco, presidente-executivo do Bradesco, mas parece que é Trabuco quem não está disposto a virar alvo de ansiedades coletivas. Alexandre Tombini, atual presidente do BC, estaria entre as opções, o que me parece piada. Se ele não conseguiu a confiança dos agentes econômicos como presidente do BC, por que deveria assumir a Fazenda. Vai saber com quais critérios lida essa gente. Também teria entrado na lista Joaquim Levy, ex-secretário do Tesouro no Governo Lula e hoje presidente da Bradesco Asset Management, o braço de fundos de investimento do Bradesco. E há ainda a hipótese Nelson Barbosa, ex-secretário-geral da Fazenda. O único com perfil para a Fazenda aí, que tem alguma intimidade com formulação de política econômica — e se é ministro da Fazenda para isso, não apenas para cuidar da política monetária —, é Barbosa. E isso nada tem a ver com a competência dos demais. Acho que o Brasil sai ganhando se Trabuco continuar no Bradesco, um banco importante. E ganhará muito menos se ele for para a Fazenda. Dilma deveria me ouvir e parar com soluções extravagantes. Chame Murilo Portugal, atual presidente da Febraban. Ele é bom. Sabe das coisas e tem uma visão abrangente de economia. É tecnicamente capaz e tem o tal respeito dos mercados. Presidente, liga pra mim; não, não liga pra ele! Por Reinaldo Azevedo

STF adia decisão sobre foro privilegiado em caso de improbidade administrativa envolvendo o deputado federal Eliseu Padilha

Um pedido de vista nesta quarta-feira impediu a definição do Supremo Tribunal Federal sobre o reconhecimento de foro privilegiado para agentes públicos acusados de improbidade administrativa. No sistema atual, autoridades públicas têm foro especial por prerrogativa de função determinado pela Constituição quando são julgados em ações penais, o que leva, por exemplo, parlamentares e ministros a serem julgados no Supremo Tribunal Federal. Para improbidade administrativa, contudo, não há previsão de foro privilegiado. Nesta quarta-feira, o ministro Teori Zavascki votou a favor do estabelecimento da prerrogativa de foro para ações de improbidade, mas o caso foi adiado por um pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso. O caso chegou ao Supremo por meio de recurso apresentado pela defesa do deputado federal Eliseu Padilha (PMDB-RS) contra decisão que determinou a baixa para a primeira instância de ação de improbidade administrativa que teria sido cometida na época em que o parlamentar ocupava o cargo de ministro dos Transportes. No Supremo, a defesa do deputado alega que agentes políticos não respondem por improbidade administrativa, mas por crime de responsabilidade. É a mesma tese da defesa da ex-governadora Yeda Crusius, no caso Rodin.

Vice-presidente da Camargo Corrêa se cala em depoimento

O vice-presidente da construtora Camargo Corrêa, Eduardo Leite, ficou em silêncio nesta quarta-feira em depoimento na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR). Ele é apontado pelos delatores do petrolão como representante da construtora no clube do bilhão – cartel formado por empreiteiras para fraudar licitações da Petrobras. O advogado de Leite, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, afirmou que seu cliente pretende “colaborar com a verdade” em um próximo depoimento e que, neste momento, não houve perguntas específicas. “Ele nega peremptoriamente ter feito pagamentos de propina.  Eduardo tem a disposição de contar o que sabe para colaborar com a busca da verdade”, afirmou Mariz de Oliveira. Em conversas com o executivo, o advogado diz ter ouvido respostas negativas sobre quaisquer pagamentos de subornos. Mas o advogado disse que seu cliente poderá admitir eventualmente “algum ato ilícito”, se houver, e estender a “mão à palmatória”. Leite cumpre prisão preventiva por suspeita de fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Em um dos diálogos interceptados na Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef diz ter recebido 9 milhões de reais em propinas, pago 20% e repassado o resto para "Leitoso", como o executivo era chamado pelos criminosos. A polícia avalia que a Camargo Corrêa pagou propinas a empresas de fachada de Youssef, em operações trianguladas com fornecedores da construtora.

AGU apresenta recurso pela extradição do bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta quarta-feira à Corte de Apelação de Bolonha, na Itália, um recurso contra a decisão que negou a extradição e mandou soltar o mensaleiro Henrique Pizzolato, condenado no julgamento do Mensalão do PT pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção. O recurso será analisado pela Corte de Cassação de Roma. Para justificar a permanência de Pizzolato, a Justiça italiana sustentou que as prisões brasileiras não têm condições de assegurar a integridade física do ex-diretor do Banco do Brasil. Pizzolato, que tem dupla cidadania, planejou a sua fuga para a Itália enquanto o julgamento do Mensalão do PT ainda corria. Produziu documentação falsa em nome do irmão, morto em 1978, para tirar um novo passaporte e conseguiu escapar do cumprimento da pena no Brasil. Em fevereiro deste ano, a polícia italiana descobriu o seu paradeiro e o prendeu na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, no norte da Itália. Ele foi levado para a prisão de Módena, de onde saiu em outubro após decisão da Corte de Bolonha. Os advogados da União argumentam que é preciso aferir se há risco concreto e específico de que o mensaleiro será submetido a tratamento desumano ou degradante caso seja extraditado. Segundo a AGU, Henrique Pizzolato, caso extraditado, cumprirá pena numa unidade especial do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, sem histórico de incidentes, ou num presídio de Santa Catarina.

Emissões brasileiras de gases estufa aumentaram 7,8% em 2013

As emissões brasileiras de gases do efeito estufa aumentaram 7,8% em 2013, comparado ao ano anterior. Os dados, divulgados nesta quarta-feira, são do Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases do Efeito Estufa), sistema paralelo ao do governo federal. Isso significa que a quantidade emitida aumentou de 1,45 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (medida usada para comparar emissões de gases do efeito estufa, com base no dióxido de carbono) para 1,56 bilhão. O novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de termelétricas, que necessitam de combustíveis fósseis. O total de emissões por pessoa atingiu 7,8 toneladas de CO2, ante 7,5 toneladas em 2012. Na divisão por Estado, o Pará é o líder das emissões, com 175,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente, a maior parte vinda do desmatamento da Amazônia. Em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 147 milhões de toneladas, também decorrentes principalmente pela destruição da vegetação.

COAF já monitorava os investigados da Operação Lava Jato há quatro anos

Os investigados da Operação Lava Jato já vinham sendo monitorados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras há quatro anos. Segundo o Coaf, nesse período foram movimentados quase R$ 1 bilhão em dinheiro. O Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, identificou movimentações atípicas nas contas de pessoas e empresas, que hoje são investigadas na Operação Lava Jato. No total, elas movimentaram R$ 23,7 bilhões, entre 2011 e este ano. Desse valor, R$ 906,8 milhões circularam em espécie. O dinheiro passou pelas contas do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e de empreiteiras que têm contratos com a Petrobras. Nos relatórios, aparecerem os nomes de mais de 8 mil pessoas e empresas. Quando a investigação do Coaf começou, os analistas não sabiam das atividades criminosas, mas eles alertaram a Polícia Federal e o Ministério Público, o que levou à Operação Lava Jato. “O que nós fizemos foi chamar atenção para movimentações de algumas empresas e, a partir dessas informações, o Ministério Público e a Polícia estão desvendando todo esse esquema que está aparecendo agora”, explica o presidente do Coaf, Antonio Gustavo Rodrigues. Na quarta-feira (19), a Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu processo contra o ex-diretor de serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, preso em Curitiba. Ele terá dez dias para apresentar defesa. Este é o terceiro processo aberto na comissão em decorrência do escândalo na Petrobras. Já há investigações contra os ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa. A comissão pediu informações à Petrobras e disse que está atenta aos desdobramentos da Operação Lava Jato. O presidente da comissão explicou que, como os ex-diretores já deixaram a empresa, a punição cabível é uma censura ética. “O Brasil está atravessando uma fase muito boa, quer dizer, difícil, mas eu acho que isso tudo vai ser muito bom para nós no futuro, inclusive para a Petrobras, que ela poderia ser a maior empresa do mundo se realmente se comportasse direitinho”, diz Américo Lacombe, presidente da Comissão Ética Pública. Sobre os processos abertos pela Comissão de Ética Pública, a defesa do petista Renato Duque negou que ele tenha cometido qualquer irregularidade. A defesa de Paulo Roberto Costa disse que ele já deu todas as informações sobre o caso na delação premiada. A defesa de Nestor Cerveró alega que o ex-diretor não pode ser responsabilizado pela compra da Refinaria de Pasadena, porque a decisão foi do conselho da Petrobras. Ele é autor do relatório usado pelo conselho da Petrobras para fazer o negócio.

EPE diz que leilão de energia A-5 tem 821 projetos habilitados

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) informou nesta quarta-feira que habilitou 821 projetos para o leilão de energia A-5, com entrega de energia elétrica prevista para abastecer o mercado a partir de 2019. Os projetos habilitados para o leilão, que ocorrerá em 28 de novembro, somam 29.242 megawatts (MW), disse a EPE. Dentre os projetos, 577 correspondem a usinas eólicas, em um total de 14.155 MW, seguidos por 179 de energia fotovoltaica (4.872 MW). Também foram habilitadas quatro hidrelétricas (418 MW), 25 pequenas centrais hidrelétricas (412 MW), 21 termelétricas a biomassa (1.353 MW), 9 termelétricas a carvão (3.890 MW) e 6 a gás natural (4.142 MW).

Presidente da Eletrobras diz que as prisões da Operação Lava Jato não prejudicarão as obras da estatal

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, disse nesta quarta-feira que as prisões de executivos de grandes empreiteiras na nova fase da Operação Lava Jato não devem prejudicar as obras da estatal, nem o plano de investimentos da empresa. Segundo ele, é preciso separar as suspeitas sobre pessoas físicas da atividade das construtoras. "A atuação das empreiteiras tem de ser preservada. Se existe algum problema, esse problema é com as pessoas e não com as instituições. Se todas as construtoras forem desmobilizadas, o prejuízo para a nação será grande", afirmou, após participação em audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Segundo Carvalho Neto, não há nenhuma investigação concreta, ainda, sobre empresas do setor elétrico. O executivo frisou que a Eletrobras é minoritária na construção da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, e que tem implementado processos de gestão transparente no empreendimento. Após o prejuízo da Eletrobras de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre do ano, Carvalho Neto minimizou o resultado, afirmando que foi causado por "aspectos operacionais não recorrentes". "Como a nossa geração hidrelétrica está abaixo do planejado, precisamos contratar usinas térmicas. O risco hidrológico ajudou a elevar o prejuízo no trimestre", argumentou. O presidente da Eletrobras defendeu, ainda, a participação da Eletrobras na construção da usina hidrelétrica de Tumarín, na Nicaraguá, em parceria com a Queiroz Galvão. O primeiro aporte da Eletrobras nesse empreendimento será de US$ 100 milhões. "O fato de estarmos tendo prejuízo não significa que não devemos fazer novos investimentos, sobretudo em locais com uma taxa de retorno atrativa", disse Carvalho Neto, confirmando que taxa de retorno no projeto no país caribenho está em torno de 12%. A usina de Tumarín terá potência de 253 MW e vai custar US$ 1,1 bilhão. O empreendimento deve receber financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Centroamericano de Integración Económica (BCIE).

Ex-piloto informa que Schmucher ficará paralisado, não fala e tem problemas de memória

Após o trágico acidente no Grande Prêmio do Brasil em Jacarepaguá, Philippe Streiff se tornou um dos poucos atletas que podem falar de Michael Schumacher com propriedade. Nesta quarta-feira, o francês voltou a comentar sobre o estado de saúde do heptacampeão da Fórmula 1 e afirmou que o alemão está paralisado, em uma cadeira de rodas, e deverá ter sequelas na fala e também na memória.
Em entrevista à rádio Europe 1, Streiff comentou sobre o tema e manteve a opinião de dez meses atrás. "Schumacher está melhor, mas isso é relativo. Ele não fala. Ele está paralisado e em uma cadeira de rodas. Ele tem problemas de memória e de fala", contou o francês à rádio. Maior campeão da história da Fórmula 1, com sete títulos, Schumacher se acidentou em 29 de dezembro do ano passado, quando esquiava ao lado do seu filho de 14 anos nos Alpes franceses, na estação de Meribel. Ele sofreu uma forte queda e o capacete que usava chegou a rachar por causa do impacto que teve com uma rocha. Com o alemão em estado grave, os médicos optaram por colocá-lo em coma induzido, para que seu cérebro pudesse repousar e também para que a inflamação e inchaço no local fossem reduzidas.


O heptacampeão mundial de Fórmula 1, que se aposentou após o fim da temporada de 2012 da categoria máxima do automobilismo, também foi operado para eliminação de coágulos de sangue, mas alguns deles estavam muito profundos. Por isso, ainda é uma incógnita a situação neurológica do ex-piloto, que ostenta um recorde de 91 vitórias na F-1.

Polícia Federal procura as ligações da empreiteira OAS com o tesoureiro do PT

A Polícia Federal aposta nos depoimentos dos executivos da OAS, que tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça Federal, como o caminho mais rápido para reunir provas do envolvimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no esquema de cartel, corrupção e propina envolvendo grandes construtoras do País, políticos e agentes públicos em obras da Petrobrás. O tesoureiro do PT foi apontado pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera, Paulo Roberto Costa, e pelo doleiro Alberto Youssef – delatores da Lava Jato – como operador do esquema de propina para o partido na Petrobrás. Segundo os delatores, Vaccari atuava na Diretoria de Serviços e Engenharia, sob comando de Renato Duque, indicado pelo PT, conforme três delatores do processo.


Duque foi preso sexta feira, 14, pela Operação Juízo Final, sétima etapa da Lava Jato. A Justiça converteu sua prisão temporária em preventiva. O executivo da OAS. José Ricardo Nogueira Breghirolli, que havia sido preso temporariamente na sexta-feira, e agora vai ficar detido em regime preventivo, é apontado como o responsável por um pagamento para a cunhada de Vaccari, em dezembro de 2013, Marice Correa de Lima. Ela teve pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal, mas o juiz federal Sergio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, decidiu que ela deveria ser conduzida pelos policiais federais para depor. A cunhada é suspeita de ter recebido R$ 110 mil do doleiro Alberto Youssef por indicação dos executivos da OAS. No depoimento que tomou de outro executivo da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro – presidente do grupo – o delegado perguntou a ele sobre o pagamento de R$ 244 mil ao todo. Breghirolli, que está em um organograma montada pela Polícia Federal demonstrando o caminho do dinheiro, era um dos contatos do doleiro Alberto Youssef em seu celular. Os dois trocaram mensagens que foram interceptadas pela Polícia Federal. Ele aparece na lista de contatos do doleiro como “J.Ricardo”. “Segundo as mensagens, José Ricardo orienta Youssef a efetuar uma entrega aos cuidados de sra. Marice, no dia 03/12/2013, às 14h30min, no endereço Rua Doutor Penaforte Mendes, 157, AP 22, Bela Vista”, destaca relatório da Polícia Federal. Os policiais da Lava Jato sustentam que a destinatária seria “Marice Correa de Lima”. No organograma montado pela Polícia Federal, Breghirolli aparece junto a Youssef, Vaccari, sua mulher, Giselda Rousie de Lima, e a irmã dela, Marice Correia de Lima. “Marice Correa de Lima é figura conhecida na época do Mensalão, coordenadora administrativa do PT, que, na época, teria efetuado um pagamento de um milhão, em espécie, à Coteminas”, registra o pedido de prisão da Juízo Final feito pela polícia. A Coteminas é a empresa da família do ex-vice-presidente José Alencar (PR-MG), morto em 2011. Na época, a CPI dos Correios investigou o caso e a empresa informou que os pagamentos foram de serviços prestados para o PT na confecção de camisas. Na época, o PT confirmou que o então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, pediu que Marice, que era funcionária do diretório, levasse dois envelopes de pagamentos à empresa.

Banco Central encontra apenas R$ 4,60 na conta de executivo bilionário investigado na Operação Lava Jato

A primeira varredura da Operação Lava Jato para bloquear fortunas atribuídas aos executivos das principais empreiteiras do País localizou R$ 4,60 em uma conta de Ildefonso Colares Filho, ex-diretor da Queiroz Galvão, e que foi solto na terça-feira, 18, após passar cinco dias preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ildefonso foi dirigente da empreiteira até 2012 e alegou à Polícia Federal que recebia vencimentos de R$ 3 milhões por ano. A informação consta de relatório do Banco Itaú encaminhado ao Banco Central, que recebeu ordens judiciais para embargar os ativos dos executivos das maiores construtoras, citadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O banco foi a primeira instituição financeira a encaminhar os dados das contas dos executivos investigados à Justiça Federal. Ao todo, a Justiça Federal decretou o bloqueio de R$ 720 milhões dos 25 investigados da sétima etapa da Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira, 14. Na mesma instituição financeira foram encontrados R$ 12.705,90 em conta do vice presidente executivo da Mendes Jr, Sérgio Mendes. A malha fina do Banco Central pegou R$ 4.336,39 na conta de Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, R$ 6.078,78 na conta de Agenor Franklin Magalhães Medeiros. A conta mais gorda, no mesmo banco, é a do vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, com R$ 1,4 milhão em uma das contas correntes e R$ 15,6 mil em outra, ambas em seu nome no Itaú. Outra instituição financeira que encaminhou os dados bancários de executivos investigados na Lava Jato foi o banco Caixa Geral, com sede em São Paulo. Na documentação encaminhada à Justiça Federal, a instituição financeira registra que o presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini e o presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa, João Ricardo Auler, não possuem nenhum ativo ou saldo em suas contas correntes no banco.

ABAIXO, O RELATÓRIO DAS CONTAS DOS EXECUTIVOS ENCAMINHADO PELO ITAÚ À JUSTIÇA



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Maioria das contratações da Petrobrás é sem licitação, diz secretário do TCU

O secretário de Fiscalização de Obras para a Área de Energia do Tribunal de Contas da União, Rafael Jardim Cavalcante, afirmou na tarde desta quarta-feira que a estatal petrolífera realizou a maior parte das contratações diretas de bens entre os anos de 2011 e 2014 sem licitação. A CPI mista da Petrobrás realizou nesta quarta-feira uma audiência pública para discutir o regime de contratações feitas pela estatal. "Não temos ainda números definitivos, mas nos últimos quatro anos eventualmente em bens a Petrobrás talvez tenha contratado entre R$ 60 e R$ 70 bilhões. Levantamentos preliminares, e peço a paciência e a compreensão sobre a higidez desse número, apontam que de 60% a mais de 70%, dessas contratações de bens são feitas sem licitação. Para avaliar, antes do certo e errado, qual é o risco em termos de boa governança corporativo dessa prática e dessa previsão legal?", questionou. Os dados apurados, segundo o representante da Corte, constam de auditoria do TCU que ainda está em apuração na Corte. Cavalcante afirmou que a Petrobrás se vale do decreto que regulamenta o procedimento simplificado da estatal para realizar suas contratações. Ele citou que tal instrumento legal é alvo de 19 mandados de segurança no Supremo Tribunal Federal contra decisões do TCU. Até o momento, não houve um julgamento de mérito sobre a legalidade ou não desse mecanismo. O decreto, de número 2.745/1998 foi editado no governo Fernando Henrique Cardoso. O secretário do TCU afirmou ainda que, em razão do decreto, a Corte de Contas só tem acesso às informações sobre licitações na Petrobrás após a realização delas. Destacou ainda que esse instrumento permite a elevação dos preços contratados acima dos 25%, porcentual de reajuste previsto na Lei de Licitações convencional (8.666/93). Cavalcante disse ainda que a estatal também adota a prática de se utilizar de orçamentos sigilosos, com restrição de acesso aos órgãos de controle como o TCU. Para ele, o uso da licitação faz parte de um conjunto do sistema de governança que visa a defender o interesse público. O procurador regional federal Marcelo Antônio Moscogliato concordou com o integrante do TCU e destacou que o regime especial de contratações adotado pela Petrobrás não obedece a Lei 8.666 porque está amparada em liminares concedidas pelo Judiciário. "A Petrobrás não precisa do decreto e do sistema diferencial de contratação. A Petrobrás não tem concorrente no mercado. Não existe uma empresa no Brasil que faz o que ela faz", afirmou ele, ao cobrar também uma melhoria da legislação sobre cartel especialmente para a área criminal. Os dois representantes da Petrobrás presentes ao encontro defenderam o uso do decreto nas contratações feitas pela estatal. "Todos os princípios licitatórios previstos na Constituição são especialmente replicados no decreto 2745, disse Adriano Marques Manso, gerente do Jurídico de tecnologia e Materiais da área Jurídica da companhia. "Eu acho que a 2745 dá agilidade suficiente para atuar no mercado que a gente opera", afirmou Rafael Brandão Rocha, gerente-geral de Orientação e Gestão do Processo Suprir Bens e Serviços da Área de Materiais da estatal. Cadastro. Brandão Rocha disse que, atualmente, a Petrobrás tem 11 mil empresas cadastradas, das quais 1 mil são estrangeiras. Segundo ele, 6,5 mil integram um cadastro geral, que tem de seguir critérios preestabelecidos de ordem técnica, econômica, de saúde, segurança, de meio ambiente e gerenciais. Outras 4,5 mil empresas constam do cadastro de pequenas compras, que têm de seguir apenas critérios técnicos e legais.

Defesa de ex-diretor da Petrobras pede habeas corpus

A defesa do ex-diretor de serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, preso na operação Lava Jato da Polícia Federal, entrou nesta quarta-feira com pedido de habeas corpus na Justiça, com o objetivo de assegurar sua liberdade imediatamente. O petista Duque foi preso na última sexta-feira em sua casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e levado para a sede da Polícia Federal, em Curitiba. O habeas corpus foi entregue eletronicamente por volta das 18 horas ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. "Caso o pedido seja negado, a defesa percorrerá as instâncias superiores até o Supremo Tribunal Federal", disse a assessoria de imprensa do petista Duque em nota. De acordo com os advogados do ex-diretor, a prisão é injustificada e desproporcional. A colheita de provas já foi realizada, Duque é aposentado da Petrobras e não trabalha mais na companhia, tem endereço conhecido e se colocou à disposição de todos os órgãos envolvidos nas apurações sobre a Petrobras. "Não existe nenhuma ação penal ajuizada contra Renato Duque. Até o momento ele não é acusado de nenhum crime", afirmou a nota, ressaltando que a regra, nesses casos, seria o ex-diretor responder ao processo em liberdade. Na terça-feira, a Justiça Federal do Paraná decidiu manter o petista Duque preso, além de outros cinco detidos na operação, autorizando ainda a libertação de 11 detidos. Deflagrada em março de 2014, a Lava Jato foi lançada inicialmente para investigar um esquema de lavagem de dinheiro em vários Estados, que seria comandado pelo doleiro Alberto Youssef. Dias após a prisão de Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi preso por suspeita de destruir documentos. Costa e Youssef firmaram acordos de delação premiada com a Justiça e os depoimentos dados por ambos levaram a uma nova fase da operação, em que foram presos Duque e os executivos das empreiteiras. Em depoimento, Paulo Roberto Costa disse que empreiteiras formaram cartel para realizar as obras da Petrobras e que cobravam um sobrepreço da estatal. Parte dos recursos arrecadados, segundo Costa, seriam repassados a partidos políticos como PT, PP e PMDB. Outra parcela ficaria com os diretores envolvidos e com operadores que repassavam os recursos, entre eles Youssef.

O caso de Cosenza, um dos diretores da Petrobras, e a mulher de César. Ou: É para demitir todo mundo, não apenas ele!

Vamos botar os devidos pingos nos is nessa história que envolve José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento da Petrobras? Vamos. Que o nome dele apareceu durante interrogatórios de pessoas presas pela Operação Lava Jato, isso apareceu. Em que circunstância? A Polícia Federal perguntou a cinco pessoas diferentes se tinham conhecimento do seguinte fato, exposto com pequenas variações: “Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mencionaram a existência de pagamento de comissões pelas empreiteiras que mantinham contratos com a Petrobras, tendo como beneficiários além deles próprios, os diretores [Renato Duque], [Nestor] Cerveró e [José Carlos] Cosenza, bem como alguns agentes públicos”. Logo, entende-se que Costa e Youssef, que respondem pelas duas principais delações premiadas, fizeram essa afirmação. A informação vazou. O juiz Sérgio Moro enviou um ofício à PF para saber se, afinal, havia ou não algo contra Cosenza. E recebeu a seguinte resposta, prestem atenção: “Em relação ao quesito que figurou em alguns interrogatórios, por erro material, constou o nome de Cosenza em relação a eventuais beneficiários de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras. (…) Em relação ao outro quesito em que se questiona se os investigados conhecem o mesmo, foi formulado apenas em razão de o mesmo ter sucedido a Paulo Roberto Costa, área em que foram identificados os pagamentos, bem como por ter sido seu Gerente Executivo”. Ok. Então ficamos sabendo que não existe uma prova contra Cosenza. Do ponto vista penal e da investigação, faz uma grande diferença. Mas, como diria Dilma, e “no que se refere” à Petrobras? Aí a coisa é um pouco diferente. Se a presidente tiver um pouco mais de juízo, demite a toda a diretoria da Petrobras. Não sobra viv’alma. Também o conselho tem de ser dissolvido para ser recriado com funções mais claras. Querem uma comparação? E se uma porcaria como essa acontece numa empresa privada, que não tem a sustentá-la a estrutura do Estado? É claro que já teria quebrado. E todos os seus executivos estariam na rua. Tomara que Cosenza não tenha mesmo feito nada de errado. Mas foi ele o braço-direito de Paulo Roberto Costa durante muito tempo. Aliás, era quem, de fato, tinha experiência na área de abastecimento. A Petrobras chegou a tal estado calamitoso que já não basta mais à sua diretoria ser honesta. Agora, é preciso também parecer honesta. Não estou escrevendo aqui nenhuma novidade. Já faz alguns dias defendi a demissão de toda a diretoria, com Graça Foster liderando a fila. Por Reinaldo Azevedo

Fitch coloca ratings de construtoras brasileiras em observação negativa

A agência de classificação de risco Fitch colocou nesta quarta-feira as notas de risco de crédito de todas as empresas de construção pesada do Brasil em observação negativa, citando preocupações sobre as repercussões da operação da Polícia Federal que investiga denúncias de corrupção na Petrobras. A empresa deixou em "credit watch" negativo os ratings das empreiteiras e de seus braços financeiros e de investimento Camargo Corrêa SA, CCSA Finance, Construtora Andrade Gutierrez SA, Andrade Gutierrez International SA, Construtora Norberto Odebrecht SA, Odebrecht Finance Limited, OAS SA, Construtora OAS SA, OAS Investments GmbH, OAS Finance Ltd, Construtora Queiroz Galvão SA, Galvão Participações SA, Galvão Engenharia SA. "O grau do impacto do ambiente operacional cada vez mais negativo vai variar de companhia para companhia. Mais clareza sobre isso é esperada para dentro de seis meses, com os ratings individuais sendo ajustados de acordo", afirmou a Fitch em comunicado à imprensa. 

Juiz Sérgio Moro compartilha documentos da Operação Juízo Final com Cade, CGU, TCU e Receita

A Justiça Federal autorizou o compartilhamento dos documentos da Operação Juízo Final – sétima etapa da Lava Jato – com a Receita Federal, o Tribunal de Contas da União, a Controladoria Geral da União e com o Conselho Administrativo de Administração Econômico (Cade) para que os órgãos especializados auxiliem na instrução do processo criminal e que as investigações administrativas possam atender o interesse público. “O compartilhamento dos elementos de informação colhidos nestes autos com os órgãos fiscalizatórios da Administração Pública Federal (Receita Federal, TCU, CGU, CADE) mostra-se necessário uma vez que tais órgãos possuem competências especializadas para a aferição de práticas ilícitas em seus âmbitos de atuação, com a consequente aplicação das sanções administrativas correspondentes”, argumentou o juiz federal Sérgio Moro, em despacho dado no fim da tarde desta quarta-feira. Os órgãos federais haviam solicitado acesso aos documentos após os delatores Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, e o doleiro Alberto Youssef, declararem existir um “cartel” de grandes construtoras do País que loteavam grandes obras “na Petrobrás e em outras áreas do governo”. “O conhecimento especializado de seus corpos técnicos certamente contribuirá com as investigações”, registrou o magistrado. Segundo ele, no caso específico da Receita, “além do interesse público no regular recolhimento de tributos, a medida é imprescindível para investigação de eventuais crimes contra a ordem tributária”. No âmbito da CGU, o corregedor-geral da União, Waldir João Ferreira, havia encaminhado um ofício a Moro solicitando os dados da operação. Em seu despacho, o juiz considerou a importância das apurações administrativas. “Diante de indícios de crimes financeiros, fiscais e ante os indícios de possível cartelização, o compartilhamento dos elementos probatórios colhidos na investigação criminal deve ser deferido por ter por objetivo primeiro viabilizar a própria investigação criminal desses fatos”, afirmou o juiz. A medida vale para o inquérito aberto na sétima fase da Lava Javo, batizada de Juízo Final, que levou para a cadeia 20 executivos das construtoras Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, Queiroz Galvão, UTC, Galvão Engenharia e Iesa, o ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato Duque – indicado pelo PT – e o suposto operador do PMDB, Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano.

Oposição reage e projeto que frauda a meta fiscal terá nova votação


Parlamentares do governo e da oposição decidiram nesta quarta-feira refazer a votação do projeto de lei que amplia o abatimento da meta de superávit primário na Comissão Mista de Orçamento. O projeto havia sido aprovado em tumultuada reunião na noite de terça-feira. Mas a oposição, sob o argumento de que a reunião desrespeitou as regras do regimento, declarou obstrução a toda e qualquer votação até que a reunião da terça-feira fosse anulada. PSDB, DEM, PPS e Solidariedade divulgaram nota de "indignação" com o que classificaram como "métodos antirregimentais, ilegais, inconstitucionais e antidemocráticos" do presidente da Comissão Misto do Orçamento, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP).  Com a reação da oposição, um acordo foi fechado em reunião entre líderes de bancada da Câmara e do Senado com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e o relator do projeto, senador Romero Jucá (PMDB-RR), para que uma nova votação nesta quarta-feira. Depois de passar pela Comissão Mista do Orçamento, a proposta precisa ser votada no plenário do Congresso Nacional, cuja pauta está trancada por mais de 30 vetos. Com o acordo, a oposição conseguiu adiar em uma semana a sessão do Congresso, que estava prevista para esta quarta-feira. O texto aprovado na noite de terça-feira permite ao governo abater do resultado fiscal deste ano todos os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as desonerações tributárias. O projeto altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), tirando do governo a obrigação de cumprir qualquer objetivo fiscal neste ano. A meta de superávit primário do setor público estabelecida na LDO é de 167,4 bilhões de reais ou cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, com os descontos, o governo pretende estabelecer uma meta de 99 bilhões de reais neste ano, equivalente a 1,9% do PIB. Os gastos com o PAC somaram 47,2 bilhões de reais e as desonerações chegaram a 75,7 bilhões de reais entre janeiro e setembro, de acordo com dado dados do Tesouro. O resultado primário do setor público consolidado, que inclui governo central, Estados, municípios e estatais, também ficou negativo em 15,3 bilhões de reais no acumulado de nove meses, o primeiro na série histórica do Banco Central iniciada em 2002.

Israel vai construir de 78 imóveis na Jerusalém reclamada pelos palestinos



A prefeitura israelense de Jerusalém anunciou nesta quarta-feira que aprovou a construção de 78 novas moradias para israelenses em dois bairros de Jerusalém Oriental, a parte palestina da Cidade Santa, ocupada por Israel. Serão erguidas cinquenta casas em Har Homa e 28 em Ramot, indicou Brachie Sprung, porta-voz municipal. O anúncio ocorre um dia depois de um atentado na parte ocidental da cidade perpetrado por dois palestinos moradores de Jerusalém Oriental e que resultou na morte de cinco israelenses. Nesta quarta-feira, o exército israelense também demoliu a casa de um palestino que atropelou um grupo de pessoas, provocando a morte de duas delas e deixando cinco feridas em um atentado no mês passado. A decisão foi aprovada por unanimidade por uma comissão municipal. O vereador Meir Margalit disse ao Jerusalem Post que o anúncio desse número reduzido de casas, em contraste com anúncios anteriores que incluíam centenas de unidades, pode ser uma mudança de estratégia da prefeitura. "Talvez agora, em vez de aprovar milhares de unidades de uma vez, eles vão anunciar algumas poucas a cada uma ou duas semanas", disse: "Ninguém presta atenção em números tão reduzidos". Anúncios anteriores da expansão de assentamentos provocaram repúdio da União Européia e até dos Estados Unidos, aliado de Israel. Entre os palestinos, o mais novo anúncio provocou críticas. Nabil Abu Rdaina (ANP), um porta-voz do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, criticou a medida. "Essas decisões são uma continuação da política do governo de Israel de causar mais tensão, empurrar para uma nova escalada de violência e desperdiçar qualquer oportunidade para se criar uma atmosfera de calma", disse. Cerca de 500.000 colonos israelenses vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os palestinos pretendem sediar a capital de um futuro Estado na parte oriental da cidade, mas temem que a expansão das colônias acabe dificultando a demarcação de um território contínuo.

PMDB corre para se descolar do lobista Fernando Baiano



Depois de o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano (à direita, na foto), ter se entregado à Polícia Federal, o PMDB iniciou uma ofensiva para tentar se desvincular do escândalo do Petrolão e do "empresário", apontado pelos delatores do esquema como o operador do partido na trama criminosa que lavou pelo menos 10 bilhões de reais nos últimos anos. Em nota, a Executiva Nacional peemedebista rejeitou a tese de o PMDB ter sido “beneficiário do que está sendo objeto da Operação Lava Jato” e disse não ter autorizado ninguém a atuar como operador da sigla na Petrobras. “Caso alguém tenha indevida e desautorizadamente se apresentado como seu representante ou operador, ante qualquer empresa pública ou privada, o fez em caráter pessoal ou no interesse de terceiros, em razão do que deverá responder por tais atos, na forma da Lei”, afirmou o partido.

Empresários do Clube do Bilhão fizeram 75 viagens ao Exterior



Os integrantes do "clube do bilhão", seleto grupo formado por integrantes da cúpula das principais empreiteiras do País, preso na sétima etapa da Operação Lava Jato da Polícia Federal, fizeram 75 viagens ao Exterior desde junho. As saídas frequentes do País foram um dos motivos apontados pelo Ministério Público Federal para defender a manutenção da prisão de doze suspeitos – seis tiveram a prisão temporária convertida em preventiva na noite de terça-feira. O juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, determinou que os demais 11 suspeitos liberados na noite de terça entreguem seus passaportes à Justiça. Viagens profissionais são rotineiras para os investigados dada a quantidade de obras que as empresas tocam no Exterior. Porém, os policiais constataram que alguns deles sabiam que eram alvos da operação e, por isso, suas viagens para fora do País tiveram de ser monitoradas. Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente da construtora Mendes Júnior, por exemplo, estava no Exterior desde 15 de outubro e só se entregou no sábado – desembarcou em Curitiba usando um jato. Os executivos que mais saíram do País foram o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da construtora. Cada um fez 11 viagens ao Exterior desde junho. De acordo com a Polícia Federal, José Aldemário saiu do país praticamente toda semana desde meados de junho. "Consta que José Aldemário viaja frequentemente ao exterior, o que demonstra um risco visível à aplicação da lei penal", argumentou o Ministério Público Federal ao defender a necessidade de prisão preventiva.

Polícia Federal faz buscas na casa de suspeitos de fraude nos Correios



A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira mandados de busca e apreensão no Hospital Espanhol, no Centro do Rio de Janeiro, e na casa de oito acusados de fraudes na Gerência de Saúde dos Correios da cidade. Segundo as investigações, o esquema de corrupção, que operou entre agosto de 2011 e abril de 2013, desviou mais de 7 milhões de reais dos cofres da estatal. Na última sexta-feira, quando a operação foi deflagrada em conjunto com o Ministério Público Federal, a Polícia Federal fez buscas na casa do diretor regional dos Correios, Omar de Assis Moreira, que após ter o nome envolvido no caso foi afastado do cargo e teve os bens bloqueados pela Justiça. O delegado Lorenzo Martins Pompílio da Hora, responsável pelas investigações, afirmou que foram obtidos "fartos elementos de prova relacionados ao esquema" e que as investigações continuam com a análise do material apreendido. Segundo a investigação, o esquema era liderado por Daniel de Melo Nunes e Carlos Alberto Alonso, que negociavam privilégios para hospitais no Rio de Janeiro, com o aval de Assis e do ex-gerente de Saúde da estatal, Marcos da Silva Esteves. Esses hospitais recebiam em um mês pagamentos que demorariam até três meses para chegar. Em troca, as unidades de saúde pagavam propina aos funcionários dos Correios. A investigação concluiu ainda que a quadrilha superfaturou o pagamento de procedimentos cirúrgicos e elevou os valores de diárias e taxas pagas a alguns hospitais, e recebeu por serviços não prestados. Uma cirurgia superfaturada, por exemplo, chegou a custar quase 1 milhão de reais. O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra Assis, Marcos e outras sete pessoas. "O Judiciário já determinou o afastamento do cargo de três servidores públicos e determinou o bloqueio dos bens de todos os denunciados. As perspectivas para que os recursos desviados sejam recuperados são boas", afirmou o procurador federal Sérgio Luiz Pinel Dias, autor da denúncia.

Agora.... só agora.... a Petrobras demite executivos, após sindicância



Diante dos escândalos de corrupção que agitam o noticiário da Petrobras, a estatal decidiu demitir na noite de terça-feira (18) altos executivos da Diretoria de Engenharia da empresa, segundo informações da Folha de S. Paulo. A área em questão é a responsável pelas licitações e contratações de empreiteiras, que estão no centro dos escândalos. De acordo com o jornal, as demissões ocorreram após a realização de diversas sindicâncias internas realizadas pela própria Petrobras e que buscava apurar o envolvimento de funcionários em superfaturamento de obras. Entre os demitidos estaria Glauco Colepicolo, gerente geral de Engenharia da estatal. A Folha ainda diz que funcionários da Petrobras afirmaram sob condição de anonimato que as pessoas demitidas na área estão ligadas a Renato Duque, ex-diretor de Engenharia e que foi preso na última sexta-feira durante a Operação Lava Jato, e também ao ex-gerente executivo do setor, Pedro Barusco. Na última segunda-feira 17, a presidente da estatal, Graça Foster, anunciou 60 medidas para melhorar a governança na empresa.

Pedro Barusco, o corrupto de 100 milhões de dólares, já não tem mais nada a perder



Amante de charutos finos e de esportes elitistas como o golfe, praticado no Gávea Golf and Country Club do Rio de Janeiro, o engenheiro Pedro Barusco se tornou um dos personagens emblemáticos da Operação Lava Jato; depois de receber US$ 100 milhões em propinas, ele foi designado para comandar um projeto estratégico do pré-sal: a Sete Brasil, empresa controlada pelo BTG Pactual, e com vínculos com empreiteiras como a Odebrecht, a Schahin e a Queiroz Galvão, que foi criada para construir sondas e plataformas de petróleo no Brasil; depois de perder a reputação e o dinheiro, que será devolvido aos cofres públicos, ele ainda enfrenta ainda outra batalha: a luta contra um câncer; sua delação premiada, já em curso, assusta mais o mundo empresarial do que político. O maior corrupto já descoberto no Brasil gostava de frequentar um oásis, no Rio de Janeiro. Pedro Barusco, gerente-executivo da Petrobras, era frequentador assíduo do Gávea Golf & Country Club, fundado por ingleses, na Cidade Maravilhosa, em 1920. Entre uma tacada e outra, era lá que Barusco gostava de degustar vinhos caros e charutos raros. E quem o visse por ali jamais imaginaria que aquele personagem, com pinta de grã-fino, era apenas um executivo de terceiro escalão da Petrobras. 
Barusco ganhou notoriedade depois de ter sido delatado por Julio Camargo, da Toyo Setal. No curso da Operação Lava Jato, descobriu-se que ele amealhou propinas estimadas em US$ 97 milhões, o equivalente a R$ 252 milhões, que serão devolvidos à sociedade. Ex-braço direito do petista Renato Duque, na diretoria de Serviços da Petrobras, Barusco aceitou a delação por duas razões. A primeira, porque as provas eram incontestáveis e algumas de suas contas na Suíça já estavam bloqueadas por autoridades internacionais. A segunda, porque enfrenta um drama pessoal: a luta contra um câncer. Sua delação premiada, que já começou a ser conduzida pela advogada Beatriz Catta Preta, a mesma que atuou no processo de Paulo Roberto Costa, hoje assusta mais o mundo empresarial do que político. No PT, ele é relativamente pouco conhecido e há a percepção de que agia por motivações privadas – e não partidárias. No campo empresarial, no entanto, Barusco é um personagem de primeira grandeza, próximo a grandes nomes do PIB nacional. Enquanto esteve na Petrobras, ele foi o responsável pelos contratos de afretamento de sondas e plataformas. Nessas operações, quem mais se beneficiou foi o grupo Schahin, que fechou contratos de mais de R$ 15 bilhões com a estatal. No início de 2011, no entanto, ele deixou a Petrobras para trabalhar no setor privado, mas numa empresa de atuação quase paraestatal. Liderada pelo BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, e capitalizada por fundos de pensão estatais, nasceu naquele ano a Sete Brasil. Uma empresa que tinha como missão explorar as potencialidades do pré-sal, produzindo, no Brasil, sondas e plataformas de petróleo. Esta empresa foi fruto de uma complexa amarração, que unia os investidores aos fornecedores de infraestrutura no Brasil, como a Odebrecht Óleo e Gás e a Queiroz Galvão – duas empreiteiras também atingidas pelas denúncias da Lava Jato. Barusco, por sua vez, era o elo de ligação entre a Sete Brasil e a Petrobras. Antes de migrar do setor público para o privado, ou paraestatal, ele amarrou contratos de aquisição de sondas e plataformas junto à Sete Brasil. Assim, a empresa nasceu com encomendas de mais de R$ 80 bilhões junto à Petrobras. O objetivo era criar uma grande indústria naval brasileira, tendo como fiador dessa relação entre o público e o privado o homem que amealhou quase US$ 100 milhões em paraísos fiscais. Em 2013, já diagnosticado com problemas de saúde, Barusco deixou a Sete Brasil. A presidência e a diretoria de operações, que era o cargo de Barusco, foram ocupadas por dois executivos egressos do grupo Schahin: Luiz Eduardo Carneiro e Renato Sanches. Barusco iniciou seu tratamento, mas continuou jogando golfe, apreciando vinhos e fazendo viagens ao Exterior. Agora, quando se viu sem saída, e sem mais nada a perder, contratou a advogada Beatriz Catta Preta. Sua delação, repita-se, assusta mais o mundo empresarial do que político. A Sete Brasil, por sua vez, enfrenta dificuldades financeiras e não tem conseguido cumprir os contratos com a Petrobras. Nascida com a promessa de gerenciar grandes investimentos de infraestrutura, é uma empresa pendurada em dívidas e que tenta novas operações de resgate junto ao setor público.

Dilma usa base comprada pelo Petrolão para falsificar contas públicas e acabar com superávit primário aprovado na LDO


Em reunião marcada por forte embate entre parlamentares da oposição e da base do governo, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na noite de terça-feira (18) o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto de lei (PLN 36/2014) que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 para mudar o cálculo do superávit primário por parte do governo federal. A sessão começou no início da noite e chegou a ser suspensa e reiniciada por duas vezes, em meio a debates acalorados. Por insistência da oposição, atas das últimas três reuniões tiveram de ser lidas, discutidas e votadas. Inúmeras questões de ordem também foram apresentadas, o que adiou durante horas o objetivo do governo, atingido apenas às 23h10. Romero Jucá nem sequer leu seu relatório, alegando que a matéria já era conhecida por todos os presentes. Agora, o PLN está pronto para ser votado no Plenário do Congresso. Durante a reunião, a longa disputa entre governistas e oposicionistas foi acirrada e gerou momentos de tensão, em especial após a aprovação das atas, que precedeu a análise do projeto. A estratégia da oposição era prolongar a discussão das atas ao máximo para esvaziar o Plenário e adiar a votação do projeto por falta de quorum. Ao longo da sessão, líderes da oposição chegaram a se dirigir à Mesa para exigir do presidente da Comissão Mista do Orçamento, deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP), a leitura das atas. Houve gritaria e intensas discussões entre os parlamentares. A oposição prometia utilizar todos os recursos regimentais para evitar a leitura ou a votação do relatório de Romero Jucá . O governo, por sua vez, conseguia manter os parlamentares da base no Plenário da comissão. Assim que Devanir Ribeiro anunciou a aprovação das atas e do requerimento para inversão de pauta, permitindo assim a votação da mudança do superávit, parlamentares da oposição se dirigiram novamente a Mesa da comissão para protestar contra a votação. Sob tumulto ao redor da Mesa, cercada por deputados e senadores de ambos os lados, o relatório de Jucá foi aprovado em votação simbólica. Enquanto o governistas aplaudiam, os oposicionistas contestavam a condução da reunião e o resultado. Vários parlamentares acusaram Devanir Ribeiro de desrespeitar a oposição e o regimento, de conduzir a reunião com truculência e de se sujeitar ao Poder Executivo. O deputado Mendonça Filho (DEM-PE), um dos mais exaltados, lembrou o presidente da comissão que o Congresso brasileiro “não era o Congresso da Venezuela ou o Congresso cubano”. Já o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) afirmou que a presidente Dilma Rousseff e seus ministros estavam incorrendo em crime fiscal ao propor a alteração na meta de superávit fiscal de 2014. "O governo aceita admitir que foi incapaz de cumprir as metas. O PLN 36 é um cheque em branco que a presidente da República está pedindo ao Congresso Nacional. Ao invés de termos poupança, estamos gastando aquilo que não temos", afirmou. A mesma opinião foi compartilhada pelo deputado Izalci (PSDB-DF). Ele afirmou que o governo quer “mudar a regra do jogo no final do campeonato”.  Em seu parecer, Jucá deu voto favorável ao projeto do Executivo e contrário às 80 emendas apresentadas. O senador defende que a alteração da meta de resultado do superávit primário é necessária devido ao grande número de desonerações tributárias promovidas pelo governo Dilma e chanceladas pelo Congresso. "Foram desonerações no campo previdenciário, trabalhista, na área de combustíveis, com o propósito de reduzir o custo da cesta básica, com o objetivo de incentivar a produção, para estimular o crédito e para alavancar os investimentos", argumentou. Além disso, disse Jucá, o governo também promoveu inúmeros programas de investimentos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), transferências de recursos a Estados, ao Distrito Federal e a municípios e gastos com programas sociais. Ainda em seu relatório, Jucá afirma que a meta de resultado primário “não é imutável ou rígida”. Segundo ele, fixar ou alterar o número “tem o propósito básico de trazer ao conhecimento e ao debate público as consequências de todo o conjunto de decisões adotadas no campo econômico e fora dele”. O relator disse ainda que ajustar a meta evita também problemas maiores, como o comprometimento dos programas sociais. De acordo com a LDO 2014, a meta de superávit primário do governo para este ano é de R$ 116 bilhões, podendo abater deste objetivo até R$ 67 bilhões referentes a uma parte das desonerações tributárias de estímulo à economia e de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Assim, restaria ao governo cumprir um superávit de R$ 49 bilhões. Como as contas públicas já acumulam déficit superior a R$ 20 bilhões até agora, o governo enviou ao Congresso o PLN 36, com o intuito de acabar com o teto de abatimento de R$ 67 bilhões, o que permitiria o abatimento de até o total das desonerações e do PAC, montante que já passou de R$ 130 bilhões. Com isso, o governo ficaria à vontade para manejar o resultado do superávit.

Finalmente a Petrobras demite o gerente geral da refinaria Abreu e Lima; PT e base aliada do regime petralha blindaram o suspeito por cinco anos, perdendo bilhões de reais

Em agosto de 2009, em depoimento à CPI da Pe­­­tro­­­bras aberta naquela oportunidade, o gerente-geral de Im­­ple­­­mentação de Empreen­­­di­­­mentos para a Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, Glauco Colepicolo Legatti ( à esquerda), reconheceu que o valor total da obra passou de R$ 10 bilhões para R$ 23 bilhões. Se­­­gundo ele, o aumento na previsão de gastos com a construção foi provocado por “indefinições e mu­­danças” no projeto inicial da refinaria. Foi blindado pela bancada do governo. Na foto, Glauco Legatti, ao lado do senadores Marcelo Crivela(PRB), João Pedro(PT) e Delcídio Amaral(PT), à CPI: “Não há sobrepreço na obra”.
Em 14 de julho passado, o suspeito Glauco Legatti (à esquerda), em nova CPI da Petrobras no Senado, foi blindado pelo governo, de forma vergonhosa, pelo senador José Pimentel, do PT, relator da comissão, à esquerda na foto. A oitva foi conduzida pelo suplente de Marta Suplicy, Antônio Carlos Rodrgigues, do PR. Leia aqui as notas taquigráficas e veja como as perguntas são conduzidas para dar uma falsa noção de que está tudo certo na obra. O custo já havia subido, em cinco anos, de R$ 23 bilhões para atuais R$ 48 bilhões. Dobrado de preço! Com base nas conclusões dos relatórios das Comissões Internas que apuraram operações envolvendo as obras das refinarias Comperj, no Rio de Janeiro, de Abreu e Lima, em Pernambuco, e da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, a Petrobras já iniciou demissões de funcionários envolvidos em irrregularidades. Segundo fontes próximas, a estatal demitiu nesta quarta-feira pela manhã o gerente-geral de Abreu e Lima, também conhecida como Renest, Glauco Colepicolo Legatti. O cargo é ligado à Diretoria de Engenharia e Serviços, cujo ex-diretor petista Renato Duque está preso desde semana passada. As comissões teriam apresentado à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em seus relatórios, listas com grande número de funcionários e ex-funcionários da companhia que teriam tido participação irregular nas obras. Segundo a fonte, outras demissões estariam sendo preparadas.A Petrobras teria ainda suspendido todos os aditivos dos contratos das obras da refinaria, que tem custo em US$ 18,5 bilhões. No início de novembro, o Tribunal de Contas da União havia aprovado relatório recomendando a paralisação de quatro obras que recebem recursos do governo federal. Também recomendou a retenção de parte dos valores de outras cinco obras, entre elas a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Polícia Federal admite erro ao citar diretor da Petrobras em escândalo

O delegado Márcio Adriano Anselmo, da Polícia Federal, admitiu nesta quarta-feira que errou ao relacionar o atual diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, entre os que teriam recebido dinheiro do esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo a estatal. No início da tarde, o juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, pediu esclarecimentos à Polícia Federal sobre o envolvimento ou não de Cosenza no caso, depois de declarar, nos autos da Operação Lava Jato, que não havia sido informado de qualquer “prova concreta” da atuação do diretor no propinoduto. “Em relação ao quesito que figurou em alguns interrogatórios, por erro material, constou o nome de Cosenza em relação a eventuais beneficiários de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras. Cumpre esclarecer que não há, até o momento, nos autos, qualquer elemento que evidencie a participação do atual diretor no esquema de distribuição de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras”, admitiu a Polícia Federal. Cosenza sempre negou ter participado de qualquer irregularidade envolvendo o Petrolão, mas a citação de seu nome havia provocado mal estar na empresa e no governo porque ele ainda pertence aos quadros da Petrobras e foi indicado ao posto pela presidente Graça Foster – sua citação, portanto, colaria o escândalo também na atual administração da estatal, e não mais apenas na gestão anterior, de José Sergio Gabrielli. O nome de José Carlos Cosenza apareceu pela primeira vez na lista de suspeitos após os próprios policiais o terem citado em interrogatórios feitos aos executivos de empreiteiras detidos na semana passada. De acordo os policiais, o ex-diretor Paulo Roberto Costa, antecessor de Cosenza na diretoria da petroleira, e o doleiro Alberto Youssef, teriam elencado o nome do dirigente entre os beneficiários da propina. Os dois assinaram acordos de delação premiada para dar detalhes do esquema em troca da perspectiva de benefícios judiciais. No mesmo documento em que admite o erro de ter relacionado o diretor da Petrobras entre os beneficiários de propina, a Polícia Federal diz que em determinados trechos dos depoimentos, foi perguntado aos investigados se conheciam José Carlos Cosenza “apenas em razão do mesmo ter sucedido a Paulo Roberto Costa, área em que foram identificados os pagamentos, bem como por ter sido seu gerente executivo”.

“Não se faz obra pública sem acerto”, diz advogado de lobista

O advogado Mário de Oliveira Filho, que defende o lobista Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, afirmou nesta quarta-feira que a realização de obras públicas no Brasil está diretamente relacionada a pagamentos de propina. “O empresário, se porventura faz alguma composição ilícita com político para pagar alguma coisa, se ele não fizer isso não tem obra. Pode pegar qualquer empreiteirinha e prefeitura do interior do País. Se não fizer acerto, não coloca um paralelepípedo no chão”, disse o advogado, em Curitiba, onde seu cliente está preso. “Os depoimentos mostraram que eles (empresários) não têm como fugir disso (pagamento de propina). A coisa mais difícil é o vínculo negativo. Duvido que o empresário entre no esquema se não estiver com a corda no pescoço". A Polícia Federal remarcou para a próxima sexta-feira o depoimento de Fernando Baiano, inicialmente agendado para a tarde desta quarta-feira. A oitiva dele é uma das mais aguardadas porque o empresário é apontado como o principal operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. Fernando Baiano era procurado pela polícia desde a última sexta-feira, mas só se entregou na tarde de terça-feira aos policiais na sede da PF em Curitiba. O advogado disse ter orientado o lobista a permanecer foragido enquanto aguardava o julgamento de recursos para derrubar a ordem de prisão temporária. “Ele mudou de idéia ontem e resolveu se entregar. Insisti para ele esperar o julgamento dos habeas corpus”, afirmou Oliveira Filho. Uma tabela encontrada em escritório de Youssef aponta Fernando Baiano como destinatário de 1,13 milhão de reais em recursos distribuídos por auxiliares do doleiro. Ele também é mencionado nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como operador do PMDB. O advogado do lobista nega: “Se há um operador ele não se chama Fernando Soares, não adianta colocar o rótulo de operador nele. Mas negócios com a Petrobras ele teve”.

O regime petista prometeu conduzir a Petrobras à glória. O regime petista quebrou a Petrobras. E tem de pagar por isso nos tribunais e nas urnas

Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu a sua promessa: “Nunca antes na história ‘destepaiz’”. O PT cumpriu a sua promessa: “Nunca antes na história ‘destepaiz’”. Os mistificadores cumpriram a sua promessa: “Nunca antes na história ‘destepaiz’”. Nunca antes na história deste País, com efeito, se produziu tamanho desastre numa única estatal, com graves repercussões, ainda a serem devidamente apuradas, nas contas públicas. Segundo cálculos preliminares do banco americano Morgan Stanley, as perdas na Petrobras, em razão da quadrilha que assaltou a empresa, podem chegar a R$ 21 bilhões. A perspectiva mais otimista, o número mais magrinho e improvável, pasmem!, é R$ 5 bilhões. Nunca antes um outro governo foi capaz de produzir esse resultado. Nunca antes uma outra gestão chegou tão longe. Nunca antes um outro grupo foi tão ousado. Nunca antes uma outra quadrilha foi tão imodesta. A questão é saber: tudo isso se deu sob as barbas de Lula? Tudo isso se deu nas sinuosidades robustas dos tailleurs vermelhos de Dilma Rouseff? Segundo Alberto Youssef, eles sabiam de tudo. E, se sabiam, cometeram crime de responsabilidade, além de outros crimes. E, se isso ficar comprovado, Dilma vai cair não porque será vítima de um golpe, mas porque será colhida pela lei. Golpismo seria o País continuar com uma presidente da República que permite o assalto aos cofres públicos. A Petrobras está em palpos de aranha. Realizando ou não imediatamente o prejuízo monstruoso causado pela quadrilha, a empresa terá dificuldades de se financiar no mercado. Os empréstimos para ela serão mais caros; os investidores vão se distanciar da empresa; os pesados investimentos que lhe foram impostos pelas regras — de resto, estúpidas — de exploração do pré-sal acarretarão encargos com os quais ela não poderá arcar. E pensar que o PT ganhou as eleições de 2002, 2006 e 2010 mentindo que os tucanos pretendiam privatizar a Petrobras. Nunca pretenderam! Mas o que fez o petismo? A privatização, ao menos, acarreta a entrada de dinheiro nos cofres do Tesouro. Privatizar uma estatal significa trocar um ativo por dinheiro. O que aconteceu com a maior empresa brasileira foi, de fato, algo diferente: um pedaço do seu patrimônio lhe foi roubado, lhe foi arrancado, lhe foi amputado em benefício de vagabundos, de pilantras, de bandidos. E há, reitero, um enigma nessa história toda: quem é Pedro Barusco, o engenheirozinho de meia-tigela que aceita devolver R$ 252 milhões aos cofres públicos — ou US$ 97 milhões? Como é que um mero estafeta de Renato Duque, o petista que era o chefão da Diretoria de Serviços, tinha todo esse dinheiro disponível em contas secretas, pronto para ser movimentado? Por que não o pulverizou como costumam fazer os bandidos comuns? Por que não o transformou em patrimônio? Por que não pôs em nome de terceiros? Eu me dou o direito de desconfiar: será que esse dinheiro era mesmo seu? Não estaria este senhor a serviço da máquina verdadeiramente criminosa que se esconde por trás da roubalheira na Petrobras? Não seria ele mero laranja de uma organização muito maior e muito mais poderosa? Sim, uma penca de crimes comuns e financeiros foi cometida no assalto organizado à Petrobras. Mas o maior de todos os crimes foi mesmo o político. O regime petista prometeu conduzir a Petrobras à glória. O regime petista quebrou a Petrobras. E tem de pagar por isso nos tribunais e nas urnas. Por Reinaldo Azevedo

Operador do PMDB no Petrolão, Fernando Baiano, saiu duas vezes do País após ser denunciado por Paulo Roberto Costa


Documentos da Justiça Federal apontam que o lobista Fernando Antônio Soares, conhecido como Fernando Baiano, saiu duas vezes do Brasil após ser denunciado pelo ex-diretor de refino e abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef, como operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras. Fernando Baiano estava foragido desde a semana passada, quando a Polícia Federal desencadeou a sétima fase da Operação Lava Jato. Ele se entregou à sede da PF em Curitiba, na tarde desta terça-feira. No mandado de prisão temporária expedido pela PF, Baiano afirmou que “se apresentou espontaneamente” aos policiais. Durante a expedição dos mandados de prisão temporária, o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, já manifestava preocupação com uma possível fuga de Fernando Baiano. Nos registros de fronteira, Baiano deixou o país durante todo o mês de outubro, voltando no dia 24 do mês passado. Três dias depois, ele voltou ao Exterior e somente agora foi novamente visto de volta ao País. “Esclareça-se que, em agosto deste ano, surgiram as primeiras notícias sobre possível colaboração premiada de Paulo Roberto Costa, o que é indicativo de que as viagens ao exterior estão motivadas pelo receio do processo”, analisa o juiz Sérgio Moro na decisão de prisão temporária expedida contra Fernando Baiano. Nos documentos apreendidos na casa de Paulo Roberto Costa, pela Polícia Federal, foram encontradas planilhas com as inicias FB, que supostamente são indicativos de que seriam destinadas ao lobista do PMDB. Em uma das planilhas, foram listados quatro pagamentos no valor de R$ 2,1 milhões. “Conforme depoimentos citados do parecer ministerial, narraram eles todo o esquema de cartelização, lavagem e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, confirmando não só a participação de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, mas das demais empreiteiras e ainda o envolvimento de Renato Duque, Diretor de Serviços da Petrobras, e Fernando Soares, vulgo Fernando Baiano, outro operador encarregado de lavagem e distribuição de valores a agentes públicos”, descreve o juiz Sérgio Moro na decisão relacionada à sétima fase da Operação Lava Jato. 

Perda da Petrobras pode chegar a R$ 21 bilhões, diz Morgan Stanley

O banco americano Morgan Stanley foi um dos primeiros a divulgar a investidores uma estimativa das eventuais perdas com os desvios citados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Para o Morgan, as perdas podem chegar a 21 bilhões de reais, o que comprometeria todo o lucro de 2014 da estatal. O Morgan Stanley fez suas estimativas com base na informação dada pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, de que as propinas representaram 3% do que foi investido pela empresa nos últimos anos. Levando em conta uma margem de erro, o banco considerou perdas de 1% a 5%, o que significariam baixas contábeis entre 5 bilhões e 21 bilhões de reais. Neste último caso, se o registro das perdas na contabilidade for feito todo neste ano, não haverá pagamento de dividendos para os detentores das chamadas ações ordinárias (com direito a voto nas principais decisões das empresas). Os bancos estão fazendo as contas depois que a própria Petrobras admitiu que terá de reduzir o valor de seus ativos caso sejam confirmadas as denúncias de corrupção. Além disso, vários analistas financeiros alertam os investidores para a redução no pagamento de dividendos este ano e retiram a recomendação para a compra das ações da Petrobrás. Os analistas do banco Safra que, até esta terça-feira, acreditavam que as ações da Petrobras teriam desempenho melhor do que outras ações, sugerindo oportunidade de compra, rebaixaram a ação para “neutro”, ou seja, nem comprar nem vender. O Itaú BBA disse em relatório assinado por seus analistas que, a cada 1 bilhão de reais de registro de baixa contábil que a Petrobras tenha de fazer, os detentores de ações com direito a voto, que deveriam receber 37 centavos por ação, vão receber 2 centavos menos. Na prática, se o rombo for de 10 bilhões de reais, o dividendo a ser pago cairá pela metade. Um dos maiores prejudicados seria o próprio governo federal que é dono de mais de 50% dessas ações e espera fechar as contas com esses dividendos. O BNDES tem outros 10%. Já os investidores estrangeiros, que possuem a ação negociada em Nova York, têm quase 20%. Os investidores que têm ações preferenciais serão menos afetados porque, pela lei, a Petrobras é obrigada a pagar dividendo mínimo, mesmo que tenha prejuízo. Os relatórios dos analistas se mostram cautelosos, mas alertam para o potencial de a situação da Petrobras se agravar caso permaneça por um longo período sob investigação a ponto de impedir que os auditores avalizem seu balanço até meados do próximo ano. Se o balanço anual não for auditado e publicado até lá, a empresa não terá como refinanciar sua dívida que vence em 2015 e poderá ser forçada a pagar antecipadamente, de uma só vez, 57 bilhões de dólares em empréstimos, segundo dados do Morgan. Quando a empresa faz um empréstimo, ela se compromete a manter margens financeiras do seu negócio, que servem como garantia de solvência, e também prestar informações atualizadas. Entre essas informações estão os balanços auditados por empresas independentes. Na semana passada, a PricewaterhouseCoopers se negou a assinar o balanço trimestral antes do fim da investigação que está sendo feita para apurar as perdas com os desvios nas refinarias Abreu e Lima e Comperj.

Executivos colocados em liberdade na Operação Lava-Jato começam a entregar os passaportes


Depois de o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ter autorizado na terça-feira a liberdade de 11 detidos na sétima fase da operação Lava Jato, os primeiros executivos e funcionários de empreiteiras começaram a entregar hoje seus passaportes à Justiça. Até as 15 horas desta quarta-feira, Ildefonso Colares Filho e Othon Zanoide de Moraes Filho, da construtora Engevix, foram os únicos que encaminharam seus documentos de viagem. Os suspeitos que conseguiram o direito de permanecer em liberdade durante as investigações não podem deixar o País ou mudar de endereço sem autorização prévia e têm de entregar os passaportes no prazo de cinco dias.

A quebra de sigilo de Vaccari e o enigma de um tal Barusco, o homem que pertencia ao esquema petista e que tem US$ 97 milhões em contas no exterior. Será que roubava para si mesmo?

Por 12 votos a 11, a CPI Mista da Petrobras aprovou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Ele é acusado por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef de ser  o homem que coordenava o propinoduto para o partido, cujo representante na empresa seria o petista Renato Duque. A comissão aprovou ainda as convocações do próprio Duque, de Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, e de outros dois ex-diretores da Petrobras: Ildo Sauer (Gás e Energia) e Nestor Cerveró (Internacional), que terá de fazer uma acareação com Costa. Pode ser um momento bem interessante. O PT fez de tudo para evitar a quebra dos sigilos de Vaccari, mas acabou derrotado. Parlamentares da base, como os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Enio Bacci (PDT-RS), não foram sensíveis aos apelos dos companheiros. Os depoimentos e a acareação podem até render alguma emoção, a menos que a gente tenha de ouvir o famoso “Eu me reservo o direito de ficar calado…”, mas duvido que algo de muito interessante saia das quebras de sigilo de Vaccari ou de outros. E por várias razões. Em primeiro lugar, essa gente já está escolada, não é?, e não costuma cometer certos erros primários. Em segundo lugar porque, é bom não esquecer, há um doleiro no meio dessa lambança toda. E doleiros só participam de falcatruas para esconder recursos fora do País, em contas secretas. Basta olhar para o festival delas que está por aí. Acho pouco provável que Vaccari seja do tipo que opera para enriquecimento pessoal. Ele está mais para Delúbio Soares, de quem é sucessor, do que para Paulo Roberto Costa. Se é quem Youssef e Costa dizem ser nesse esquema, não trabalhou para si mesmo, mas para a máquina partidária. Como a gente se lembra, Delúbio não fraquejou um só instante, nem quando foi posto para fora do partido — formalmente ao menos. Quando voltou, mereceu tapete vermelho, com direito a festança e tudo. Vaccari é um burocrata da máquina cinzenta. É homem da natureza de um Gilberto Carvalho. É núcleo duro. A essa gente, garantida a boa vida necessária, interessa mais o projeto de poder do que o enriquecimento pessoal. Há quem ache isso nobre. Eu, obviamente, não acho. De resto, há coisas estranhíssimas nessa história toda. E, para mim, o tal Pedro Barusco é a chave de um segredo de Polichinelo. Vamos ver. Esse sujeito era mero estafeta de Renato Duque, o petista graúdo que estava na diretoria de Serviços da Petrobras, homem de José Dirceu e do partido. Pois esse Barusco admitiu, sem muita pressão, ter US$ 97 milhões em contas do exterior — o correspondente a R$ 252 milhões. Custo a acreditar que um sujeito na sua posição, subalterna, tivesse autonomia para roubar tanto em seu próprio benefício. Nem se ocupou em pulverizar as contas em nome de terceiros, de familiares, de amigos ou conhecidos, sei lá. Também não converteu parte dessa fantástica dinheirama em patrimônio. Por que alguém mantém em moeda sonante, em contas secretas, tal volume de recursos? Será que Barusco operava para si mesmo ou para uma estrutura muito maior do que ele? Tendo a achar que, se alguém aposta no enriquecimento pessoal de Vaccari, vai se frustrar. Ele não pertence a si mesmo. Ele pertence a uma máquina. Encerro com uma lembrança: no depoimento dado no âmbito da delação premiada, Youssef disse que poderia ajudar a Polícia Federal a chegar a contas que o PT manteria no Exterior, o que é ilegal e rende cassação do partido. Por Reinaldo Azevedo

O atentado terrorista em Jerusalém e a má-consciência que gosta de se solidarizar com cadáveres de judeus, mas que condena Israel quando o país reage a um ataque

Quatro rabinos e um policial foram assassinados por dois palestinos na sinagoga Kehilat Bnei Torah, no bairro ultraortodoxo de Har Nof, na parte oeste de Jerusalém. Eles faziam suas orações quando os primos Ghassan e Uday Abu Jamal invadiram o templo e mataram os cinco, ferindo outras sete. A dupla estava armada com uma pistola, facas e machadinhas. Mushir al-Masri, porta-voz do Hamas, classificou o atentado de “ato heróico”, emendando: “Nós temos todo o direito de nos vingar do sangue derramado por nossos mártires de todas as formas possíveis". Os religiosos mortos são Aryeh Kupinsky, Kalman Ze’ev Levine e Moshe Twersky, os três com cidadania também americana, e o israelo-britânico Avraham Shmuel Goldberg. Antes do ataque, eles gritaram o mantra do terror para horas assim: “Allahu akbar” (Deus é o maior, em árabe). O mundo repudiou o ataque, claro! Mas fiquemos atentos! Esse repúdio costuma existir até que Israel responda ao terror. Tão logo o faça, começa a gritaria contra o país. O terrorismo palestino tenta uma espécie de “intifada branca”, não declarada. O objetivo parece ser espalhar o medo entre cidadãos comuns, de sorte que os israelenses nunca saibam de onde pode vir o perigo: de um ataque como o desta terça-feira, de um atropelamento, de uma agressão imotivada em espaços públicos. É preciso que a gente preste atenção à natureza do atentado: foi realizado na parte judaica de Jerusalém, que não está submetida a nenhuma forma de contestação. Não que um ato bárbaro dessa natureza se justificasse em qualquer outro lugar. É claro que não! Realizado onde se deu, no entanto, revela a natureza da causa. A Frente Popular para a Libertação da Palestina, grupo que o organizou, não contesta a presença de judeus na Cisjordânia ou reivindica o Estado palestino. Nada disso! Os terroristas querem o fim de Israel. Aquelas pessoas morreram porque eram quem eram: judeus. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu revidar o ataque. De imediato, mandou demolir a casa em que moravam os terroristas, no bairro de Jabbar Mukabir, em Jerusalém Oriental, a 12 km da sinagoga, e prendeu 13 parentes da dupla. Netanyahu acusou o Hamas e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, de incitar a violência. Barack Obama, sem ter o que dizer, disse nada: pediu que os dois lados sentem para conversar. O que eu tenho a dizer? O óbvio: o Hamas e extremistas menores forçam uma outra intifada, nos moldes conhecidos, para chamar Israel para uma ação militar mais efetiva. Os celerados precisam de sangue para existir. O mesmo sangue celebrado pelo porta-voz do Hamas. Abbas, que celebrou um acordo com o grupo terrorista, assiste inerme à escalada da violência. E, tem razão Netanyahu, a incita com palavras ambíguas. Se alguém acha que Israel vai deixar o ataque barato, é porque não conhece a natureza de um Estado cercado por inimigos de todos os lados. Não vai. E, aí sim, a solidariedade de agora logo se transforma na condenação quase unânime aos israelenses. Por alguma razão secreta, ou nem tanto, há quem ache que judeus ficam bem no papel de cadáveres, enterrados por notas de solidariedade. Mas basta que Israel se defenda para que a vítima se transforme em algoz.  Por Reinaldo Azevedo

Mega-empresários e executivos de empreiteiras bilionárias deixam a prisão com rostos cobertos

Executivos presos na sétima fase da Operação Lava Jato deixam a Polícia Federal em Curitiba (PR), nesta terça-feira, após terem a soltura determinada

Executivos de empreiteiras presos temporariamente na Operação Lava Jato deixaram a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na noite desta terça-feira. Eles saíram do local com os rostos cobertos, como bandidos saindo de delegacias de polícia, vestindo malhas com capuzes, e escoltados por advogados. Nenhum deles quis se pronunciar. Motoristas em carros importados aguardavam o grupo, suspeito de fraudar licitações da Petrobras e pagar propinas a diretores da estatal e políticos. Onze investigados na operação deixaram a prisão por decisão do juiz Sérgio Moro. Foram libertados: Othon Zanóide (diretor da Queiroz Galvão), Ildefonso Colares Filho (ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão), Jayme de Oliveira Filho (ligado ao doleiro Alberto Youssef), Valdir Lima Carreiro (diretor-presidente da Iesa), Otto Sparenberg (diretor da Iesa), Alexandre Barbosa (OAS), Carlos Alberto da Costa e Silva (advogado), Newton Prado Junior (diretor da Engevix), Carlos Eduardo Strauch (diretor da Engevix), Walmir Pinheiro Santana (UTC) e Ednaldo Alves da Silva (UTC). Para deixar a prisão, os executivos tiveram de assinar um termo de compromisso, em que garantem não mudar de endereço sem autorização judicial e não deixar o País. Também ficam obrigados a entregar passaportes brasileiros ou estrangeiros no prazo de cinco dias e a comparecer a todos atos processuais do caso. Se descumprida qualquer medida, a Justiça poderá decretar a prisão deles. Dos libertados, o Ministério Público Federal tinha requisitado que continuassem presos, por prazo indeterminado, Othon Zanóide, Ildefonso Colares Filho, Jayme de Oliveira Filho, Valdir Lima Carreiro e Alexandre Barbosa. Mas o juiz Sérgio Moro não considerou necessário que continuassem em reclusão. Permanecem presos, por prazo indeterminado, doze suspeitos. Desses, seis investigados tiveram a prisão convertida de temporária em preventiva nesta terça-feira: Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa; João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da construtora; José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS; Mateus Coutinho de Sá Oliveira, diretor financeiro da empresa; e Ricardo Pessoa, presidente da UTC. Outros seis suspeitos eram alvo de prisão preventiva desde sexta-feira passada e também não possuem previsão de deixar a cadeia: Eduardo Hermelino Leite, da Construtora Camargo Correa; José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, da OAS; Sergio Cunha Mendes, da Mendes Júnior; Gerson de Mello Almada, da Engevix; e Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia. A sétima fase da Operação Lava Jato foi deflagrada no dia 14 de novembro. Desde então, apenas Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro Mário Negromonte e auxiliar do doleiro Alberto Youssef, permanece foragido. Nesta terça-feira, o lobista Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, se entregou aos policiais na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Os principais alvos desta etapa da investigação são o ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, e sócios, diretores e conselheiros de empreiteiras que formaram um cartel para fraudar licitações. De acordo com as investigações, as empresas pagavam propinas a diretores da estatal e políticos, como condição para a assinatura de contratos milionários com a petrolífera. A Lava Jato começou investigando quadrilhas de doleiros que tinham movimentado mais de 10 bilhões de reais em operações de lavagem de dinheiro.

Os diretores de empreiteiras começam a confessar. Não há mais como esconder o esquema criminoso

É… Os executivos das empreiteiras, tudo indica, têm resistido a admitir que participavam de uma esquema de corrupção que tinha como epicentro a Petrobras. Mas já há confissões, sim. E elas podem estimular outras. Erton Medeiros Fonseca, diretor de Óleo e Gás da Galvão Engenharia, admitiu ter pagado propina ao esquema depois ter sido ameaçado por Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. Ou aceitava as condições impostas, ou sua empresa seria prejudicada. Já não está mais sozinho na confissão. Nesta terça-feira, Sérgio Mendes, diretor-presidente da Mendes Júnior, confirmou à Polícia Federal que pagou R$ 8 milhões a Youssef entre julho e setembro de 2011, a mando de Costa. A exemplo de Erton Medeiros, ele também diz ter sido extorquido. A máfia é generosa: permitiu que o pagamento fosse efetuado em quatro parcelas de R$ 2 milhões. Segundo Marcelo Leonardo, advogado de Sérgio Mendes e que defendeu Marcos Valério no processo do Mensalão do PT, o presidente da empreiteira também sofreu ameaças de Paulo Roberto Costa e Youssef: ou entrava no esquema, ou a Mendes Junior seria prejudicada em outros contratos que mantinha com o governo. Entre estes, estava a construção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). Durante depoimento de três horas na sede da Polícia Federal, em Curitiba, Sérgio Mendes afirmou que foi apresentado a Youssef por José Janene, deputado do PP já morto, personagem também do escândalo do Mensalão do PT. Paulo Roberto Costa, o doleiro e Janene integravam a banda podre que cuidava dos interesses do PP. O homem do PMDB na empresa seria Nestor Cerveró, e o operador, o tal Fernando Baiano, que se entregou nesta terça-feira. Segundo as investigações, o diretor que administrava a roubalheira em nome do PT era o petista Renato Duque, e o coordenador do propinoduto para o partido seria João Vaccari Neto, tesoureiro da legenda. O advogado Marcelo Leonardo diz que Sérgio Mendes está decidido a contar o que sabe: “Ele está tão disposto a colaborar que veio diretamente a Curitiba se entregar. Não houve proposta de delação premiada feita pela Polícia Federal”. Só para lembrar: dois outros executivos, ambos da Toyo Setal, estes no âmbito da delação premiada, já confirmaram ter participado do esquema criminoso. Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Júlio Camargo admitiram ter pagado de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões ao petista Renato Duque e US$ 40 milhões a Fernando Baiano, o lobista do PMDB. Mas há quem resista. Alberto Toron, advogado do Ricardo Pessoa, presidente da UTC, que também prestou depoimento nesta terça-feira, afirmou que seu cliente nunca pagou propina a Youssef e que ambos são sócios de um negócio legal: um hotel em Lauro de Freitas, na Bahia. Então tá. Não há mais como negar o esquema corrupto. Cinco dos acusados que fizeram acordo de delação premiada se comprometeram a devolver, acreditem, R$ 425 milhões aos cofres públicos. Certamente não estão fazendo esse acordo por excesso de imaginação, não é mesmo? Por Reinaldo Azevedo

Moro transforma em preventiva prisão de 6 e manda soltar 11; segundo juiz, ex-homem do PT na Petrobras “mantém verdadeira fortuna em contas secretas no exterior”

É, leitores… O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, não parece ter entrado no Poder Judiciário a passeio. Ele converteu em prisão preventiva de 30 dias a prisão temporária de seis dos presos da Operação Lava Jato. São eles: Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração da Construtora Camargo Corrêa; José Aldemário Filho e Mateus Coutinho de Sá Oliveira, diretor-presidente e diretor financeiro da OAS; Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC; e o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras, Renato Duque. O juiz justificou assim a sua decisão em relação aos diretores da Camargo Correa e a OAS: “Além dos depoimentos dos criminosos colaboradores, existem provas decorrentes da interceptação telemática e telefônica, provas documentais colhidas nas quebras de sigilo bancário e nas buscas e apreensões, inclusive do fluxo milionário de valores até as contas controladas por Alberto Youssef”. A situação mais intrigante parece ser mesmo a de Renato Duque, aquele que era o homem de José Dirceu na Petrobras e que, até agora, se negou a colaborar com a Justiça. O juiz sustenta que o petista “mantém verdadeira fortuna em contas secretas mantidas no exterior, com a diferença de que os valores ainda não foram bloqueados nem houve compromisso de devolução”. Só para lembrar: a prisão temporária tem de ser de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. A preventiva pode durar até 180 dias. Esses seis se somam agora a outros seis que já tinham tido prisão preventiva de 30 dias decretada: o diretor-presidente da Área Internacional da OAS, Agenor Franklin Medeiros; o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Hermelino Leite; o diretor-presidente da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca; o vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada; o funcionário da OAS José Ricardo Nogueira Breghiolli; e Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior. O juiz mandou soltar 11 dos detidos, que terão de entregar seus respectivos passaportes: Valdir Carreiro e Otto Sparenberg, diretor-presidente e diretor da IESA; Othon Zanoide e Ildefonso Colares, diretor e ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão; Jayme de Oliveira Filho, ligado ao doleiro Alberto Youssef; Alexandre Barbosa, da OAS; Walmir Santana e Ednaldo Alves da Silva, da UTC; Newton Prado Junior e Carlos Eduardo Strauch, diretores da Engevix; e Carlos Alberto da Costa e Silva. Com Adarico Negromonte, que está foragido, e Fernando Baiano, que se entregou nesta terça, temos as 25 pessoas que foram detidas pela Operação Lava Jato. Assim, 11 estão em liberdade, e 12, em prisão preventiva. O foragido Negromonte e Baiano tinha tido decretada a prisão temporária. Por Reinaldo Azevedo

Gleisi Hoffmann, a Barbie petista, agora roga a senadores não ser convocado para depor na CPMI do Petrolão

Ministra da Casa Civil do governo Dilma, Gleisi Hoffmann (PT-PR), a "Barbie petista", tem procurado senadores de vários partidos, inclusive da oposição, para tentar impedir sua convocação para depor na CPMI da Petrobras. O megadoleiro Alberto Youssef disse ter entregue R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado, em 2010, e Paulo Roberto Costa, também preso na Operação Lava Jato, disse ter recebido pedido do ministro petista Paulo Bernardo (Comunicações), marido de Gleisi, para “ajudar na campanha” dela. Quem viu os petistas Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann nos últimos dias afirma que o casal anda bem abatido, após as delações do Petrolão.

Brasil pode comprar mais de 108 jatos Gripen da Saab

caca

O acordo da sueca Saab para vender jatos Gripen para o Brasil pode triplicar para eventualmente incluir a compra de mais de 100 aeronaves, afirmou o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) da Força Aérea Brasileira. O Brasil planeja receber “pelo menos” 108 caças Gripen para torná-lo o único jato de combate da Força Aérea, segundo o brigadeiro. No mês passado a Saab fechou um acordo de US$ 5,4 bilhões com o Brasil por 36 jatos iniciais, depois de ter deixado para trás aviões de combate concorrentes da norte-americana Boeing e da francesa Dassault Aviation.