quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sonda espacial européia fica distante de local de pouso pretendido em cometa

A sonda espacial que pousou em um cometa na quarta-feira, fato inédito na exploração espacial, acabou indo parar na sombra de uma colina, cerca de um quilômetro distante do local de pouso pretendido, declarou a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira. A sonda, chamada Philae, se desprendeu de sua nave-mãe, a Rosetta, na quarta-feira enquanto orbitava o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, o clímax de uma missão de uma década da agência. Mas os arpões feitos para ancorar a sonda à superfície do cometa não funcionaram e ela saltitou duas vezes antes de parar, duas horas mais tarde. A ESA terá que analisar os dados enviados para a Terra de uma distância de meio bilhão de quilômetros para precisar sua localização. “Onde estamos não é exatamente onde queríamos estar”, declarou o cientista responsável pelo pouso da sonda, Jean-Pierre Biebring, em uma entrevista coletiva. A ESA já publicou fotos do cometa e imagens da sonda de 100 quilos --virtualmente sem peso na superfície do cometa-- e afirmou que ela operava normalmente. "Não coloquem a ênfase nas falhas do sistema, é lindo onde estamos agora", disse Biebring. Na sombra, as placas solares da Philae, que deveriam abastecer a sonda quando suas baterias acabarem na sexta-feira, só recebem uma hora e meia de luz solar por dia, em vez das seis a sete horas esperadas. Os cientistas esperam que as amostras obtidas durante as perfurações da Philae no cometa desvendem detalhes sobre como os planetas, e possivelmente até a vida, evoluem. A rocha e o gelo que formam os cometas preservam moléculas orgânicas como uma cápsula do tempo.

Dólar vai a R$ 2,59, a maior cotação em 9 anos

Dólar registrou alta de 1,20%, a R$ 2,5948, o maior patamar desde 18 de abril de 2005

A cotação do dólar subiu 1,20% nesta quinta-feira e fechou a 2,5948 reais na venda, o maior patamar desde 18 de abril de 2005. A valorização da moeda americana reflete as incertezas sobre a definição da equipe econômica do governo da presidente Dilma Rousseff. Nesta tarde, o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa, um dos nomes cotados para assumir a pasta, afirmou, na saída de um evento em Campinas, que não foi convidado para ser ministro. "Não fui convidado ou sondado para nenhum cargo. Continuo na área de ensino e pesquisa da EESP-FGV e do Ibre. Portanto, não posso falar sobre algo que não existe", destacou. Logo após as declarações, o dólar atingiu 2,6020 reais (+1,64%). O volume de negócios totalizava US$ 835 milhões por volta das 16h30. No mercado futuro do câmbio, o dólar para dezembro avançava 1,09%, a R$ 2,6080. Na semana e no mês, a alta acumulada é de 1,22% e 4,68%, respectivamente. No ano, a valorização é de 10,07%. "Cada dia ouvimos uma notícia indicando um nome diferente. O mercado não sabe mais para onde apontar, então vai se proteger no dólar", disse o gerente de operações do Banco Confidence, Felipe Pellegrini. "Enquanto não soubermos quem vai ser a próxima equipe econômica, o dólar vai continuar assim: sem volume e reagindo a fatores pontuais", afirmou o operador da corretora Intercam Glauber Romano. O pessimismo com a economia brasileira e com a Petrobras empurrou o principal índice da Bovespa para a terceira queda em quatro sessões nesta quinta-feira, numa sessão de baixo giro. Com isso, Ibovespa recuou 2,14%, aos 51.846.03 pontos, no menor nível de fechamento em duas semanas. O giro financeiro do pregão foi de apenas 4,3 bilhões de reais.

Audiência pública sobre escândalo da roubalheira nos recursos do Pronaf será dia 28 em Santa Cruz do Sul

Será no próximo dia 28, em Santa Cruz do Sul, a audiência pública que o Senado e a Câmara dos Deputados realizarão para ouvir os principais protagonistas do escândalo de roubalheiras petralhas nos recursos do Pronaf. Pela primeira vez os pobres colonos da região do Vale do Rio Pardo serão ouvidos de viva voz por senadores e deputados. Cerca de 6.300 pequenos agricultores foram prejudicados, no que foi possível levantar até agora. Estima-se que os problemas envolvem R$ 72 milhões, o que equivale a quase dois Detrans nessa roubalheira promovida pelos petralhas. Dinheiro desviado foi parar nas mãos de líderes do PT. Nesta quinta-feira, em Brasília, por iniciativa da senadora gaúcha Ana Amélia Lemos, na Comissão de Agricultura do Senado, representantes do Ministério de Desenvolvimento AGrário, Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União falaram sobre incongruências que ocorrem nos financiamentos do Pronaf que são operacionalizados pelo Banco do Brasil. Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União deixaram claro que há muito tempo constataram falhas no programa e avisaram o governo petista, que nada fez para conter a enorme roubalheira petralha.

“Mercadante”, a melhor rima para “desastre ambulante”. É impressionante!!! Ô rima sem solução!!!

“Mercadante” rima com “desastre ambulante”. A capacidade que tem este senhor de colher resultados contraproducentes é um troço espantoso! Infelizmente para ela, Dilma não ouve conselhos dos seus críticos, só de seus aliados. Se lesse Santo Agostinho, saberia que é melhor a crítica que corrige do que o elogio que corrompe — “corromper”, nesse caso, em sentido mais elevado do que o corriqueiro no Brasil. Mais do que anunciar quem vai ser ministro, a presidente precisaria anunciar quem não vai ser. Vejam o caso de Guido Mantega: convenham, até houve certa pacificação. Se, amanhã, a governanta chegasse e dissesse, por exemplo, que Gilberto Carvalho e Aloizio Mercadante serão enviados para embaixadas em “países ignotos”, como se escrevia antigamente, o clima melhoraria sobremaneira. Tenho sugestões para isso também, hehe… Qual é o busílis com Mercadante? Ele não tem a menor noção de tudo aquilo que não sabe. É um perigo público! Se lhe pedirem que dê aula de búlgaro antigo, ele dá. E não porque seja um picareta deliberado. Mas porque ele será o primeiro a se convencer de que sabe búlgaro antigo. Como ele virou um homem forte de Dilma? Acho que nem Deus sabe. Eles têm algo em comum. Estão sempre meio enfezadinhos, passando a impressão de que pensaram horas a fio sobre o inédito, o que acaba intimidando os timoratos. E são também meio truculentos. Mercadante teve a ideia estúpida de, em meados de novembro, articular a demissão coletiva de ministros quando a presidente não tem ainda quem nomear porque a base está, no momento, em desalinho. É de uma estupidez portentosa! Com o poder que tem o Executivo no Brasil, é preciso ser muito xucro em política para fazer uma porcaria dessas, Santo Deus! Cria o que está criado: uma sensação de vazio, de fim de festa, de copinhos de plástico tombados sobre toalhas com manchas de gordura; de resto de cerveja quente onde alguém deixou uma guimba. E ele é chefe da Casa Civil, candidato a Rasputin do segundo mandato. Pior: a exemplo da chefe, ele também tem a ambição de saber economia. Corrijo: ele acredita saber tudo de economia. Não havia a menor possibilidade de aquela ideia estúpida dar certo. E, como é evidente, não deu. Lula é supinamente ignorante sobre quase tudo, mas sempre foi notavelmente inteligente, especialmente em política. Que pasta ministerial mesmo Mercadante ocupou nos oito anos de mandato do Apedeuta? Nenhuma, né? Lula é ignorante, mas não é burro. Siga um bom conselho, presidente, de quem não pretende corrompê-la: diga já quem não será ministro. A senhora vai ver como as nuvens ao menos se aclaram… Por Reinaldo Azevedo

McLaren está pronta para estreia do novo motor Honda

O novo motor V6 turbo híbrido da Honda fará sua estréia na pista de Silverstone nesta sexta-feira, como parte do desenvolvimento do carro da McLaren. A McLaren está começando uma nova parceria com a Honda na próxima temporada e anunciou em seu Twitter nesta quinta-feira que vai "desfilar o motor interino da Honda MP4-29H" em um dia de filmagens. O carro, que será conduzido pelo piloto de testes britânico Oliver Turvey, só poderá percorrer 100 quilômetros sob as restrições de testes, para garantir que tudo funciona. A McLaren, que está na última temporada de uma parceria de 20 anos com a Mercedes, deve testar efetivamente o carro pela primeira vez em Abu Dhabi após a corrida da próxima semana, que encerra a temporada da Fórmula 1. A McLaren ainda não confirmou seus pilotos para 2015. O espanhol Fernando Alonso, que está deixando a Ferrari, provavelmente será titular da equipe, ao lado do dinamarquês Kevin Magnussen ou do campeão de 2009, Jenson Button, da Grã-Bretanha.

Dólar avança e ultrapassa barreira dos R$ 2,60

A cotação da moeda americana ultrapassou a barreira dos R$ 2,60 nesta quinta-feira, 13. Por volta das 15h40, o dólar era vendido por R$ 2,601, em alta de 1,60%. As influências sobre o câmbio são todas domésticas. Na tarde desta quinta-feira, pesaram novamente as especulações em torno do nome do novo ministro da Fazenda. Crescem as incertezas, com a negativa do ex-secretário-executivo, Nelson Barbosa, de ter sido convidado para o cargo. A notícia, posteriormente negada, de que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também teria entregue uma carta colocando o cargo à disposição da presidente realimenta especulações nas mesas de operações em torno da definição da próxima equipe econômica. No âmbito da política fiscal brasileira, destaque ainda para o pedido de urgência pelo governo federal para o projeto de lei enviado ao Congresso que muda a meta fiscal deste ano. Ao contrário do gesto de mais de dez ministros que colocaram o cargo à disposição de Dilma, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, não entregou qualquer documento com esse objetivo. Segundo a assessoria de imprensa da autoridade monetária, "não há informação sobre qualquer carta". Na quarta-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, informou que 15 ministros, inclusive ele mesmo, já haviam apresentado carta colocando o cargo à disposição da presidente reeleita. Na avaliação de Mercadante, o gesto é meramente "diplomático" e de "agradecimento" pela participação no atual governo. Além disso, a convocação de última hora da presidente Dilma para que Tombini fosse ao encontro do G-20 na Austrália, neste fim de semana, continua instigando desconfiança no mercado doméstico quanto à continuidade dele na próxima equipe econômica.

Nelson Barbosa nega ter sido convidado para Fazenda

O ex-secretário-Executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou nesta quinta-feira que não foi convidado para ser ministro do segundo mandato da presidente petista Dilma Rousseff. "Não fui convidado ou sondado para nenhum cargo. Continuo na área de ensino e pesquisa da EESP-FGV e do IBRE. Portanto, não posso falar sobre algo que não existe", destacou, na saída de um evento em Campinas, no interior de São Paulo.

Assistiremos, infelizmente, à necrose do PT. É uma pena que não sejam apenas os “companheiros” a pagar o pato

É do balacobaco! O governo pediu regime de urgência para o projeto que elimina qualquer meta fiscal; que joga as contas no mais absoluto escuro; que viola a Constituição e que leva a presidente a infringir a Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade. Rui Falcão, presidente do PT, aquele que gosta de comandar resoluções que transformam a oposição em demônios a serem esconjurados, se saiu com a seguinte fala, prestem atenção: 
“Acho que o clima é favorável à aprovação. O Congresso é responsável. Eu imagino que, pela importância desse assunto, os deputados vão se pronunciar favoravelmente. Ninguém vai ficar jogando contra os interesses do país”.
De tal sorte a verdade está no oposto do que ele diz que a declaração chega a ser uma caricatura. E explico o motivo. O interesse do País é não virar alvo da desconfiança generalizada. Já basta o espantoso clima de pessimismo do empresariado nacional. O governo fabricou déficit, e não apenas primário. Isso tem de estar espelhado na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Irresponsável, isto sim, é levar o Congresso Nacional a aprovar uma farsa, uma conta que não existe, um arranjo de números que não espelha a verdade das contas públicas. É politicamente ruim para a Dilma e para o PT a admissão do déficit? Entra para a sua história? É, sim! Entra, sim. Mas não é a reputação de um partido político que está em jogo; é a do País. Esse governo, com toda a sua impressionante coleção de desastres, ganhou, por razões que não elencarei agora, direito a mais quatro anos. Até agora, não encontrei ninguém que consiga ser, digamos, ao menos neutro sobre o futuro. O pessimismo é generalizado, inclusive entre os petistas responsáveis. São poucos, mas existem. Os únicos que vibram com o atual quadro são os esquerdistas delirantes, aquela gente que tem a cabeça num banho de sangue redentor. Acham que a crise pode, como eles dizem, fazer “avançar a luta”. Infelizmente, assistiremos à necrose do PT no poder. Ainda vivo, o organismo começou a apodrecer. É uma pena que não sejam apenas os “companheiros” a pagar o pato. Por Reinaldo Azevedo

DECADÊNCIA SEM FIM – Falta de pagamentos em Abreu e Lima leva Petrobras à Justiça

Em menos de uma semana, a Petrobras sofreu dois revezes na Justiça envolvendo a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A primeira ação foi movida pelo Consórcio Rnest Edificações, liderado pela Engevix, que possui um contrato de cerca de 1 bilhão de reais para construir os edifícios da parte administrativa da refinaria. A empresa alega que realizou 94% da obra e recebeu apenas 50% do valor acordado. Para minimizar perdas, a Engevix conseguiu liminar da 30ª Vara do Tribunal de Justiça de Pernambuco que lhe permite deixar a obra inconclusa sem ter de arcar com multas por descumprimento contratual. A segunda ação é de autoria do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem de Pernambuco (Sintepav), que representa os mais de 40.000 funcionários que já passaram pela obra. A liminar concedida na terça-feira exige que a Petrobras arque com os encargos trabalhistas de funcionários de uma das fornecedoras de Abreu e Lima, a Alusa. A origem das duas ações está no fato de a Petrobras ter atrasado desde o início do ano — e, mais tarde, vetado — todos os pagamentos de contratos da refinaria que foram firmados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa. Sem os pagamentos, as ações judiciais devem se multiplicar. A Petrobras disse não ter sido notificada das decisões e afirmou que está em dia com suas obrigações contratuais. “Os pagamentos estão sendo realizados de acordo com a legislação vigente e com o estabelecido em contrato”, disse a estatal, em nota. Esse cenário de normalidade é posto em dúvida, no entanto, pelas dificuldades por que estão passando diversas empreiteiras diretamente envolvidas na construção de Abreu e Lima. Desde o início do ano, três empresas pediram recuperação judicial: Jaraguá, Fidens e Inepar, controladora da Iesa. Outras estão em dificuldades e tiveram de abandonar a liderança de seus consórcios, ficando apenas com a cota simbólica de 0,1%. É o caso da Alusa, da EIT, da Egesa, da Setenco e da Lomater. Também enfrentam problemas a Galvão Engenharia, a Thomé e a Engevix. É possível que as dificuldades dessas empresas se devam a uma combinação de causas, mas é certo que os contratos com a Petrobras são fundamentais para a saúde financeira de todas. Estão vetados, por exemplo, os pagamentos de cláusulas adicionais que já haviam sido acertadas entre as construtoras e a refinaria, que se referem a serviços que já até foram executados. Tal dinâmica evidencia, inclusive, o clima de informalidade em que as obras eram geridas. Na liminar concedida em favor da Rnest Edificações, à qual o site de VEJA teve acesso, o grupo alega que desde o início de 2012 a Petrobras tem mudado o escopo do contrato, sem que haja revisão nos custos. Segundo investigações da Polícia Federal feitas no âmbito da Operação Lava Jato, as cláusulas adicionais, chamadas no jargão jurídico de “aditivos”, são justamente a ferramenta que o ex-diretor Paulo Roberto Costa teria usado para drenar a propina recebida de grupos prestadores de serviços da Petrobras para partidos políticos. De acordo com dados da Polícia Federal, fornecedores da estatal irrigaram as contas de firmas de fachada operadas pelo doleiro Alberto Youssef, que, tudo indica, tinha a função de “tesoureiro” do esquema de Paulo Roberto. Uma planilha apreendida pela polícia lista pelo menos dezoito grupos envolvidos. A Rnest Edificações, por exemplo, teria pago, segundo a PF, 3,2 milhões de reais a uma das firmas do doleiro. Mas, antes mesmo da suspensão dos pagamentos, a dinâmica de aprovação de aditivos já havia mudado. Desde que veio à tona a Operação Lava Jato, em março deste ano, os gestores da refinaria foram impedidos de autorizar qualquer mudança contratual. Os cronogramas de negociação e pagamentos de aditivos, já aprovados no nível gerencial, passaram a ser chancelados pela diretoria, o que tornou o processo de liberação mais moroso e detalhado. Uma reunião ocorrida em outubro deliberou, finalmente, que tudo seria suspenso — inclusive os próprios aditivos que estariam na pauta de aprovação do dia. “A ordem que temos é de não fazer nada adicional porque não será remunerado”, afirma um gestor da obra, contratado por uma das empreiteiras. Tal sistemática tem colocado alguns fornecedores à beira do colapso, sobretudo os menores. “Ninguém recebe se não for à Justiça. Para uma empresa grande, é possível sobreviver. Mas elas são meia dúzia. O restante vai sucumbir”, diz um executivo. A tendência é que o veto se mantenha. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União recomendou a suspensão parcial dos repasses do governo à obra de Abreu e Lima. O relatório do tribunal, que fiscalizou 102 obras públicas entre junho do ano passado e julho deste ano, aponta irregularidades em quatro contratos da refinaria, que acumularam sobrepreço de ao menos 368 milhões de reais. O TCU expediu ainda uma medida cautelar impedindo reajustes de preços em contratos já firmados. Os principais prejudicados, se houver uma judicialização dos contratos em Abreu e Lima, são os funcionários da obra. Atualmente, 26.000 trabalhadores estão nos canteiros — esse número já foi de 40.000. Uma das principais empregadoras é a Odebrecht, que lidera o consórcio Conest. A empreiteira tem planos de demitir, nas próximas semanas, 1.200 dos 6.000 funcionários que trabalham atualmente na obra. Segundo o Sintepav, o principal temor é que as demais empresas sigam o caminho da Alusa e deixem de pagar os salários, fundo de garantia, ou as rescisões. Segundo o sindicalista Rogério Rocha, há casos de trabalhadores passando fome e até mesmo tentativas de suicídio nos alojamentos. “Nós comunicamos a situação à Petrobras, mas não tivemos qualquer retorno”, afirma Rocha. O sindicalista relata que, após um mês sem receber e mandar dinheiro para a família, um funcionário da Alusa tentou se enforcar — só não morreu porque foi socorrido por um colega. “Luz e água foram cortadas dos alojamentos por falta de pagamento e não há qualquer assistência. O trabalhador não é culpado pela guerra que a Petrobras criou”, afirma. Segundo o sindicato, até o momento, a Alusa é a única que deixou de pagar funcionários. Contudo, há a expectativa que a situação se agrave depois da proibição de repasse às empreiteiras. “Agora ainda estão pagando. Mas não esperamos que continuem. Em janeiro os problemas trabalhistas devem começar”. 

Henrique Meirelles deve recusar convite para Fazenda

O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não deve aceitar a indicação para o Ministério da Fazenda. Em reunião com a diretoria do Banco Original na última terça-feira, 11, ele disse que deve recusar o convite para ser o próximo Ministro da Fazenda. A informação foi confirmada por Kátia Moroni, diretora executiva de mercados do Banco Original, que participou nesta quarta-feira, 12, do primeiro dia do Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão em São Paulo, organizado pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar). Questionado pelos diretores do banco em uma escala de 0 a 10 sobre as chances de Meirelles ir para a Fazenda, ele respondeu com a nota 2. Ou seja, tem 80% de chance de não ir para comandar a equipe econômica do segundo mandato de Dilma Rousseff. Se confirmada a recusa de Meirelles, sobraria apenas o nome de Nelson Barbosa, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, da lista de cotados para Ministro da Fazenda. O outro que teria recusado convite é o atual presidente do Bradesco, Luiz Trabuco Cappi. Nelson Barbosa deve participar do terceiro dia do Congresso dos Fundos de Pensão, nesta sexta-feira, 14. Henrique Meirelles é atualmente presidente do conselho consultivo da J&F, que é a holding da família Batista, que controla entre outras empresas o Banco Original.

Agora, todos ficarão sabendo onde Rosemary, ex-amante de Lula, gastou todo o dinheiro do cartão corporativo do governo

A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça autorizou o acesso aos dados do cartão corporativo do Governo Federal que pertencia à ex-chefe da representação da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-amante do alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante o regime militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"). O tribunal acolheu pedido feito pela rede de jornais Infoglobo e pelo jornalista Thiago Herdy Lana para terem acesso aos gastos efetuados no cartão com as discriminações de tipo, data, valor das transações e CNPJ/razão social. Rosemary Noronha está envolvida na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, ocorrida em 2013, e que investigou a suposta venda de pareceres técnicos para liberação de obras favorecendo empresas privadas.  Na ocasião, agentes da Polícia Federal fizeram buscas no gabinete da servidora na representação da Presidência da República em São Paulo e apreenderam documentos. Demitida um dia após a operação ser deflagrada, ela é apontada como funcionária de confiança do ex-presidente Lula e está proibida de exercer cargos públicos pela Controladoria-Geral da União. Diante das denúncias, o jornalista Thiago Herdy, de O Globo, solicitou à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República o extrato completo do cartão utilizado pela servidora. Em resposta à solicitação da reportagem, o órgão franqueou o acesso à planilha contendo os gastos efetuados, no período de 2003 a 2011, mas sem as discriminações solicitadas. Por essa razão, a empresa e o jornalista impetraram um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça sustentando que o direito de acesso aos documentos administrativos tem status de direito fundamental, consagrado na Constituição Federal e em legislação infraconstitucional. Para o relator do caso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, o não fornecimento dos documentos e das informações a respeito dos gastos efetuados com o cartão corporativo do Governo Federal, com o detalhamento solicitado, constitui violação ilegal do direito líquido e certo da empresa e do jornalista de terem acesso à informação de interesse coletivo, assegurado pela Constituição e regulamentado pela Lei 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação).

Governo pede urgência para projeto que dribla meta fiscal

O governo enviou nesta quinta-feira ao Congresso Nacional um pedido para que seja votado em regime de urgência o projeto de lei que muda a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a fim de facilitar o cumprimento da meta fiscal deste ano. A proposta, publicada no Diário Oficial da União, faz parte da estratégia do Planalto para encontrar uma saída política que acelere sua tramitação e viabilize a mudança na LDO. O projeto de lei acaba com o limite de abatimento com os gastos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as renúncias de receitas com desonerações tributárias da meta de superávit primário. Pela LDO em vigor, há um limite de 67 bilhões de reais para o desconto, mas, se o projeto for aprovado, os abatimentos poderiam ultrapassar a meta fiscal para o ano. Até setembro, as desonerações e os gastos com o PAC já somam 122,9 bilhões de reais. Esse valor deve aumentar substancialmente até dezembro, o que pode garantir margem para o governo reverter até mesmo um resultado desfavorável nas contas públicas. Até setembro, as contas do setor público acumulam um déficit de 15,3 bilhões de reais. O pedido para a apreciação do projeto em regime de urgência acontece dois dias após o envio da proposta inicial ao Congresso, na terça-feira. O “esquecimento” do governo deve atrasar a votação. A falha impediu a apresentação, na quarta-feira, do parecer do senador Romero Jucá (PMDB-RR) à Comissão Mista de Orçamento. Jucá foi surpreendido ao saber que não havia o “carimbo” de urgência no projeto, o que encurtaria prazos e evitaria a apresentação de emendas de parlamentares na comissão. Coube a ele avisar o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, solicitar ao governo a retirada do projeto e pedir o envio de outro texto com pedido de urgência. Sem uma ação rápida do governo, a oposição pode começar a apresentar emendas e impedir a substituição da proposta. O senador Romero Jucá disse que a retirada do projeto e o envio de nova proposta em regime de urgência é o mecanismo mais rápido para aprovação da alteração. Segundo ele, a tentativa de aprovar um requerimento de urgência no plenário geraria novo embate no Congresso. Por Reinaldo Azevedo

E-mails reforçam suspeita de propina do esquema Petrobrás para agência de propaganda

A Polícia Federal está de posse de uma sequência de e-mails que reforçam a suspeita de que a agência de propaganda e marketing Muranno Brasil recebeu R$ 1,7 milhão do esquema de corrupção e propina na Petrobrás. Essa nova linha de investigação da Operação Lava Jato pode atingir o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") e o ex-presidente da estatal petrolífera José Sérgio Gabrielli, citados pelo doleiro Alberto Youssef como ordenadores do pagamento à Muranno. Os e-mails que a Polícia Federal analisa foram trocados entre o empresário Ricardo Villani, dono da agência de propaganda, o ex-gerente de Comércio de Álcool e Oxigenados da Petrobrás, Sillas Oliva Filho, e outros funcionários da estatal, entre 2006 e 2009. A Muranno foi apontada por Youssef como uma agência contratada pela Petrobrás com dinheiro não contabilizado. Credora de cerca de R$ 7 milhões, a Muranno teria pressionado o governo Lula para receber valores atrasados. O doleiro está fazendo delação premiada junto à força tarefa de procuradores da República que investigam a Lava Jato. Em 2010, segundo o doleiro, o dono da empresa teria ameaçado denunciar os esquemas de corrupção e propina na estatal controlado pelo PT, PMDB e PP e que abasteceu também o PSDB e o PSB. Youssef afirmou que Lula soube da ameaça, na época, e teria determinado a Gabrielli que usasse o dinheiro “das empreiteiras” – denunciadas na Justiça Federal por causa das obras da refinaria Abreu e Lima – para resolver a pendência. O ex-presidente da Petrobrás teria procurado por Paulo Roberto Costa, que determinou a Youssef o pagamento. Segundo o doleiro, que aceitou dizer o que sabe em troca de redução de pena, foi ele quem pagou R$ 1,7 milhão à Muranno entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, a pedido de Paulo Roberto Costa. A Muranno era alvo da Operação Lava Jato desde agosto quando foi aberto um inquérito específico para apurar qual o envolvimento da agência no esquema de caixa-2 nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A agência de propaganda aparecia nos pagamentos registrados na contabilidade pessoal das empresas de fachada de Youssef e na quebra de sigilo bancário das empresas investigadas nas obras da Abreu e Lima. No dia 9 de setembro, Villani foi ouvido pela Polícia Federal e confirmou que prestou serviços sem contrato entre 2006 e 2009 para a Petrobrás. Ele disse que, em 2004, Oliva Filho o aconselhou a abrir uma empresa para fazer o marketing da Petrobrás em provas de corrida de automóvel nos Estados Unidos. Segundo ele, a Muranno foi criada especificamente para esses serviços, divulgação do etanol nas provas da Fórmula Indy. Villani afirmou que tinha R$ 7 milhões a receber. Segundo ele, depois de se reunir pessoalmente com Paulo Roberto Costa – ainda diretor de Abastecimento da Petrobrás -, foi procurado por Youssef, que se identificou como “Primo” e providenciou os pagamentos de parte da dívida. Disse que procurou Paulo Roberto Costa depois que ele deixou a estatal, em 2012. Villani, que está sob suspeita da Polícia Federal, afirmou ter recebido só uma parte do montante e que não procurou a Justiça para cobrar a Petrobrás porque nunca fez um contrato formal. Em 29 de outubro, confirmou ao jornal O Estado de S. Paulo ter valores a receber, mas negou que era referente à propina. Disse que eram atrasados dos serviços prestados. Tanto para a Polícia Federal no dia 9 de setembro, como ao Estado, depois de saber o conteúdo da delação de Youssef, Villani apontou o então gerente de Álcool e Oxigenados da Petrobrás, Sillas Oliva Filho, como seu principal interlocutor no contrato. Foi o próprio empresário que entregou os e-mails à Polícia Federal – uma série de 11 e-mails trocados entre 2006 e 2009, por Villani, o ex-gerente da Petrobrás e outras pessoas com cargo de confiança na estatal, tratando do marketing da estatal em provas de Fórmula Indy nos Estados Unidos. Em um email de 24 de abril de 2007, por exemplo, Oliva Filho escreve de seu e-mail profissional para Geovane de Moraes, gerente de Comunicação ligado à Diretoria de Abastecimento – que era comandada por Paulo Roberto Costa, delator da Lava Jato, e copia “Ricardo Vilani” e outros três contatos, todos com e-mail corporativo da estatal. No texto, o ex-gerente da Petrobrás orienta Geovane como proceder em relação aos argumentos para explicar a necessidade do marketing em negociação nas exportações e negócios da estatal. Em um trecho, ele questiona sobre o impacto de uma imagem de Lula e Bush com capacete da Petrobrás pelo mundo. “Gostaria de saber, se é possivel mensurar, de quanto é o valor da foto do Presidente Lula com o presidente Bush com capacete da Petrobrás em todas as mídias do mundo?”

ABAIXO O E-MAIL ENVIADO POR SILLAS OLIVA FILHO

Os e-mails foram trocados entre Oliva Filho, Villani, a filha do empresário, Luciana Villani, um funcionário e pelo menos outros seis interlocutores ligados à Petrobras. Em um, os donos da agência Muranno comemoram a confirmação de produtos fechados com a estatal. Os e-mails fora anexados no inquérito por Villani em um pedido de habeas corpos que ele fez no dia 3 de novembro e negado na última terça feira, 11, pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato. No habeas corpus, o empresário pede para não ser preso, caso seja alvo de um pedido dessa natureza. Os documentos anexados serão considerados provas na investigação. O pedido de habeas corpus foi apresentado à Justiça após parte da delação de Youssef, ligando Muranno a Lula, Gabrielli e o esquema na Petrobrás, ser revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, no final de outubro. Villani entrou na Justiça Federal com um pedido de habeas corpus para não ser preso na Lava Jato. O pedido é de 3 de novembro e foi extinto nesta quarta-feira, 12, pelo juiz Sérgio Moro. Com o inquérito já aberto perante a primeira instância na Justiça Federal do Paraná, o envolvimento da Muranno será analisado individualmente. As citações a Lula e a Gabrielli fazem parte da delação do doleiro, que ainda está em sigilo e não foi homologada. 
VEJA A ÍNTEGRA DA TROCA DE E-MAILS ENTREGUE POR VILLANI À JUSTIÇA