quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Produtora de bananas rejeita proposta de Cutrale e Safra pela segunda vez

Frutas e verduras

Cutrale e Safra são rejeitados pela segunda vez pela Chiquita Brands (Thinkstock/VEJA)
A maior produtora de bananas do mundo, a norte-americana Chiquita Brands International, rejeitou nesta quinta-feira a oferta de compra apresentada na última quarta-feira pelos grupos brasileiros Cutrale e Safra e confirmou o desejo de manter o processo de fusão com a distribuidora irlandesa Fyffes. "A diretoria rejeitou por unanimidade a oferta de 14 dólares por ação proposta pela Cultrale e pelo Grupo Safra", afirmou a Chiquita em um comunicado, destacando que esta última oferta, de 658 milhões de dólares, é "insuficiente". O grupo americano acha que a oferta de fusão da Fyffes criará valor para suas ações, que, além do preço inicial, podem receber bônus caso as perspectivas de crescimento anunciadas sejam confirmadas. Assim, o conselho administrativo da Chiquita recomenda a seus acionistas que votem a favor da fusão com o grupo irlandês durante a assembléia prevista para 24 de outubro. Caso optem pela fusão com a irlandesa Fyffes, os acionistas da Chiquita terão 59,6% do capital da nova sociedade, em vez de 50,7% do projeto inicial apresentado em março. No começo deste processo, a Chiquita foi avaliada em 526 milhões de dólares, mas o grupo será beneficiado por uma redução de impostos por ter transferido sua sede para a Irlanda. Caso a fusão não seja aprovada pelos acionistas, a Chiquita deverá indenizar a Fyffes, segundo o acordo entre os dois grupos.

O marqueteiro, não a médica, amparou Dilma quando ela alertou que estava passando mal

Pois é… Espero, sinceramente, que nada de mal tenha acontecido com a presidente Dilma Rousseff e que o mal-estar que ela sentiu tenha sido mesmo em decorrência de uma queda de pressão, que pode acontecer. Já falo a respeito — até porque sou especialista em pressão baixa; meu médico sempre diz que o contrário é que seria ruim —, mas, antes, quero aqui tratar de uma questão de estado. Dilma é candidata do PT à Presidência, à reeleição, mas já é presidente. Sempre tem à sua disposição médico — no caso, a presidenta tem uma médica —, equipe de paramédicos, tudo conforme manda, e deve mandar, o figurino. A doutora, no entanto, não estava por ali, e a presidente, ora vejam, foi socorrida por João Santana. Não sabia que ele também é especialista nessa área. A gente vê que Dilma se embanana duas vezes enquanto responde a pergunta da repórter Simone Queiroz, que é quem acaba lhe dando a deixa: “A senhora está passando mal?.” E Dilma diz, então, que sua pressão deve ter caído. Restabelecida, ela tenta falar de novo, mas já tinha usado seu tempo numa resposta um tanto confusa.
Ao ser socorrida por doutor Santana, a presidente afirma: “Meu filho, eu devia ter comido antes de sair de casa. Caiu um pouquinho a minha pressão. Eu senti que ia cair, mas aí, imediatamente, eu dei uma esfregadinha nos meus pulsos. A minha sorte foi que não aconteceu nada disso (durante o debate). Foi na hora que eu levantei, porque eu levantei subitamente”.
Então vamos lá. Eu não sei quem disse à presidente que esfregar os pulsos faz subir a pressão. Se a senhora puser um galho de arruda atrás da orelha, o resultado é o mesmo, candidata: nenhum! Dar três pulinhos, nem que seja de ódio, por ser mais eficaz. Esse negócio de a pessoa estar sentada, levantar, e a pressão sanguínea cair caracteriza a “hipotensão postural”. Mas não foi o que aconteceu porque, nesse caso, o mal-estar é imediato, se dá quando a pessoa se põe de pé, não minutos depois, como foi o caso. Se o indivíduo ficar muito tempo em pé — e isso também não aconteceu —, pode ser vítima de hipotensão. Uma situação de estresse intenso também pode levar ao mal-estar. Dilma perdeu claramente o confronto com Aécio, mas não a ponto, acho eu, de sofrer uma queda de pressão.
De todo modo, reitero: quando uma presidente da República passa mal, quem tem de socorrê-la é o medico, não o marqueteiro.
Vejam o vídeo. EM TEMPO: NESTE BLOG, NINGUÉM TORCE PARA A MÁ SAÚDE DE NINGUÉM. PEÇO COMEDIMENTO NOS COMENTÁRIOS, OU NÃO SERÃO PUBLICADOS.
Por Reinaldo Azevedo

DILMA DÁ UMA ENTREVISTA PAVOROSA LOGO APÓS O ENCERRAMENTO DO DEBATE DO STB

"Se eu falo a palavra corrupção, qual é o primeiro partido que vem à cabeça?", pergunta a campanha de Aécio Neves

O programa eleitoral de Aécio Neves (PSDB) na televisão terminou com uma pergunta incisiva ao PT nesta quarta-feira. No último ato, o apresentador perguntou: "Se eu falo a palavra corrupção, qual é o primeiro partido que vem à cabeça?" A pergunta foi repetida ainda para os temas "inflação voltando", "escândalos" e "obras inacabadas". O locutor não respondeu, mas, em seguida, começou o programa do PT. O tucano também voltou a citar sua gestão à frente do governo mineiro, alvo preferencial dos ataques da adversária Dilma Rousseff (PT) nos últimos dias. "Aécio está ganhando em Minas, sabe por quê?", questionou um apresentador, antes de completar dizendo que o presidenciável pegou o Estado quebrado, que seu modelo de gestão foi reconhecido "até pelo Banco Mundial" e que deixou o governo com 92% de aprovação. Dilma Rousseff fez um programa especial sobre o Nordeste, mostrando a presidente e seu antecessor, o alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.), visitando obras de transposição do rio São Francisco. "Vai mudar a vida de muita gente. Nordestinos que sonharam em ver a água chegando no sertão, inclusive esse cabra da peste aqui", disse o X9 Lula. Dilma disse que o novo Nordeste "é um dos retratos mais fiéis do Brasil que está nascendo" e que muitos não sabem o que está acontecendo por lá.

Corrupção e ataques pessoais marcam debate agressivo entre Dilma e Aécio

Se até agora, a aposta de Dilma Rousseff (PT) foi na tentativa de desconstrução do gestor Aécio Neves (PSDB), no debate promovido por SBT/UOL/Jovem Pan, a presidente-candidata buscou atingir o caráter do tucano. O ápice da estratégia petista ficou claro no terceiro bloco, Dilma sacou uma pergunta sobre a Lei Seca no trânsito, cujo verdadeiro objetivo era lembrar o episódio em que Aécio Neves recusou-se a fazer o teste do bafômetro durante uma blitz no Rio de Janeiro. O tiro saiu pela culatra: Aécio Neves respondeu dizendo que ela "poderia ter sido direta" e ele mesmo mencionou o episódio. Na sequência, acusou Dilma de rebaixar o nível do debate. "Tenha coragem de fazer a pergunta diretamente. A senhora tenta deturpar um assunto que deve ser lidado com maior clareza. Eu tive um episódio sim, em que me recusei a fazer o teste do bafômetro. Minha carteira estava vencida. Eu me arrependi, diferentemente da senhora que não se arrepende de nada. Vamos falar de coisa séria, de como melhorar a vida das pessoas. Não é possível que a senhora queira fazer a campanha mais suja que já se viu. Quando a senhora ofende a mim, ofende a minha família, a senhora ofende todos os brasileiros que querem mudança", disse. Contrariando as regras do debate, a platéia aplaudiu. Na mais acirrada campanha desde a redemocratização, o duríssimo debate entre Dilma e Aécio Neves foi pontuado por acusações de corrupção e nepotismo. A temperatura subiu quando as duas campanhas prepararam “perguntas-surpresas”, sobre temas que não haviam sido abordados nos confrontos anteriores na televisão – no caso da petista, o ataque pessoal ao tucano. Confrontado no debate anterior, da TV Bandeirantes, com o fato de que sua irmã, Andrea Neves, trabalhou no governo de Minas Gerais quando ele administrou o Estado, Aécio Neves disse que que ela exercia trabalho voluntário e não remunerado. Em seguida, apontou a nomeação do irmão de Dilma, Igor Rousseff, para um cargo de assessor da prefeitura de Belo Horizonte na gestão do petista Fernando Pimentel. Os 15,2 milhões de votos de Minas Gerais também voltaram ao centro do debate. Em todos os blocos, a petista tentou apontar números desfavoráveis dos governos de Aécio Neves ou mencionou o Estado lateralmente. O tucano reclamou: “Quem ligar a televisão desavisadamente agora vai achar que a senhora quer ser governadora de Minas Gerais ou prefeita de Belo Horizonte”. A petista reagiu dizendo que Aécio Neves "quer falar em nome de Minas Gerais" e voltou a citar a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual ele construiu um aeroporto na cidade mineira de Cláudio em terras de familiares – ele diz que a área é pública. "Querendo ou não tergiversar sobre esse assunto, é errado colocar um aeroporto na fazenda de um tio", disse Dilma, numa das sucessivas falas em que empregou tom professoral. Aécio Neves insistiu na linha de que a campanha petista propagandeia mentiras: "A sua campanha é a campanha da mentira. O Brasil não merece a campanha que a senhora quer fazer". O tucano também citou a profusão de escândalos que assolam a Petrobras. Duas vezes, ele lembrou que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi apontado pelo delator do esquema de propina na estatal, Paulo Roberto Costa, como um dos destinatários dos recursos desviados dos cofres da empresa. Além disso, também lembrou que Vaccari tem assento no conselho de administração de Itaipu Binacional. Dilma, entretanto, tinha uma carta na manga desta vez: citou a reportagem da Folha de S. Paulo na qual Paulo Roberto Costa diz que pagou propina ao ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, morto em março deste ano, para que ele ajudasse a esvaziar uma CPI que investigava a estatal em 2009.

Desorientada, Dilma interrompe entrevista após debate

Em entrevista ao vivo logo após o debate do SBT nesta quinta-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) perdeu o rumo ao falar sobre o duríssimo embate com Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. Ao responder a pergunta da repórter Simone Queiroz, Dilma gaguejou ao tentar dizer a palavra "inequívoco", se enrolou e pediu para recomeçar a entrevista, momento em que foi avisada que estava ao vivo. Ela tentou retomar o discurso, mas em seguida alegou ter sentido uma queda de pressão e foi conduzida até uma cadeira próxima. "A presidente está passando mal aqui", disse a repórter, assustada. Um comentarista do SBT entrou no ar. Instantes depois a transmissão voltou a mostrar Dilma, em pé e aparentemente recomposta: "Debate exige muito da gente. Peço desculpas ao telespectador, mas é assim que nós somos". A repórter disse que esperava que a presidente estivesse se sentindo bem. Dilma, ainda um pouco desorientada, respondeu com rispidez: "Quero terminar a entrevista". Dilma tentou retomar a resposta, mas logo foi avisada que, pela lei eleitoral, o SBT deveria dar o mesmo tempo de entrevista aos candidatos e por isso não poderia estender a fala da candidata petista. Mais uma vez, Dilma foi áspera: "Se é assim que você quer, assim será", respondeu ela, encerrando um dos episódios mais bizarros de toda a campanha. Nos bastidores, os assessores da presidente se apressaram em afirmar que Dilma não havia comido nada o dia todo e se sentiu mal ao levantar da cadeira para a entrevista. O marqueteiro João Santana a socorreu com barra de cereal, chocolate e bala.

Cuba infiltrou militares no Programa Mais Médicos, a ditadura cubana está espionando o Brasil

Informe reservado “Mensagem Direta de Inteligência” (MDI) enviado ao ministro da Defesa, o petista Celso Amorim, atestou que a ditadura cubana infiltrou militares no Programa Mais Médicos. A descoberta foi da Base de Administração e Apoio do Ibirapuera, do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, que recebe gente do Programa Mais Médicos. Ouvido, um suspeito confessou ser capitão do Exército cubano, e que não está sozinho. O petista Celso Amorim nada fez. Militares brasileiros desconfiaram do “médico” por seus hábitos de caserna (cama sempre arrumada, por exemplo). Era o capitão cubano. A infiltração de militares no Programa Mais Médicos repercutiu na Câmara. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) quer convocar o petista Celso Amorim para se explicar. Bolsonaro avisa que não adianta Celso Amorim negar a existência do informe reservado que lhe foi enviado: ele obteve cópia do documento.

A quadrilha atuou também no fundo de pensão da Petrobras, diz a Polícia Federal

A Polícia Federal chegou à conclusão de que dois diretores do fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, a Petrus, receberam uma propina de R$ 500 mil para levar a instituição a fazer negócios com empresas do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), que já morreu, e do doleiro Alberto Yousseff. O dano à Petros, segundo a PF, é de R$ 13 milhões. Sabem quem a PF diz ter intermediado a falcatrua? O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Alguém está surpreso?

Os fundos de pensão de estatais têm forte influência do partido. Só para lembrar: os três principais do país — além da Petros, a Funcef, da Caixa, e a Previ, do Banco do Brasil — somam um patrimônio de R$ 280 bilhões, que corresponde a quase a metade dos R$ 624 bilhões dos 250 fundos em operação no país. Em 2013, essas instituições tiveram um prejuízo de R$ 22 bilhões. Quando o rombo aparece em fundos de estatais, geralmente é o povo que paga o pato porque o Tesouro acaba entrando na brincadeira. Desses R$ 22 bilhões de buraco, R$ 5 bilhões são da Previ, R$ 4 bilhões, da Funcef, e R$ 3 bilhões, da Petros.
No computador de Youssef, há o registro de 12 transações com a Petros. Segundo a PF, a coisa toda foi negociada diretamente com o ex-presidente do fundo Luiz Carlos Fernandes Afonso, que ficou no cargo entre 2011 e 2014. Ele é filiado ao PT e foi posto lá pelo partido.
O partido perdeu, em eleições recentes, o comando dos três fundos, mas isso não quer dizer que tenha deixado de ter ingerência por lá. “Nos últimos anos, ficou patente o interesse do governo em viabilizar seus projetos em detrimento da rentabilidade da previdência”, afirmou em entrevista recente o novo diretor de administração da Funcef, Antônio Augusto de Miranda.
Os fundos de pensão foram largamente empregados no processo de privatização — assim, meus caros, a desestatização à brasileira foi feita, em larga medida, em benefício de servidores de estatais, que são os sócios dos fundos, certo? Como os petistas têm forte influência nesses entes, note-se: as privatizações, de que tanto reclamaram, eram de seu interesse. Mas sigamos. Uma coisa é mobilizar os fundos para atuar na compra de estatais; outra, diversa, é empregá-los para fazer falcatruas.
O ação da quadrilha na Petros, que está sendo investigada pela PF, não difere do que se fez no resto da administração pública. Volto aqui a um ponto de ontem: se e quando tivermos financiamento público de campanha, isso vai acabar? Não me parece. Canalhices como a apontada pela PF só nada têm a ver com campanhas eleitorais. São apenas obras de ladrões. Por Reinaldo Azevedo

Polícia Federal pode prender tesoureiro petista a qualquer momento. Polícia Federal acha provas cabais da participação do PT da Dilma no propinoduto da Petrobras


No computador de Youssef, há uma pasta com 12 arquivos referentes aos negócios do doleiro com a Petros. O negócio foi intermediado pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e tratado diretamente com dois diretores da Petros - indicações petistas, entre eles o ex-presidente do fundo Luiz Carlos Fernandes Afonso (2011-2014).
 
Com isso, a Polícia Federal acredita ter conseguido fechar o ciclo de uma transação que teria envolvido o pagamento de propina de R$ 500 mil a dois diretores do fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, feito com empresas do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010, e do doleiro Alberto Youssef - um dos alvos centrais da Operação Lava Jato - e que causou prejuízo de R$ 13 milhões ao órgão.

No computador de Youssef, há uma pasta com 12 arquivos referentes aos negócios do doleiro com a Petros. O negócio teria sido intermediado, segundo suspeita a PF, pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e tratado diretamente com dois diretores da Petros - indicações petistas, entre eles o ex-presidente do fundo Luiz Carlos Fernandes Afonso (2011-2014).

A PF registra a possível interferência de um político não identificado "de grande influência na casa" na liberação de um seguro, em órgão do Ministério da Fazenda, que era condicionante para a transação. "Esse recurso foi desviado para pagamento de propina para funcionários da Petros", afirmou Carlos Alberto Pereira da Costa, advogado que, segundo a PF, atuava como testa de ferro de Alberto Youssef.

Costa tinha em seu nome pelo menos duas empresas usadas pelo doleiro, uma delas envolvidas nessa transação com a Petros, a CSA Project Finance. Ele afirmou ao juiz Sérgio Moro que na operação foi retirada uma propina de R$ 500 mil que serviu para pagar os dois diretores da Petros.

Citados. Os diretores são petistas e já citados em outros dois escândalos, segundo registra a PF. "As negociações eram realizadas pelo lado da Petros pelo senhor Humberto Pires Grault Vianna de Lima, gerente de novos projetos da Petros, e pelo senhor Luis Carlos Fernandes Afonso, diretor financeiro e de investimentos."

Afonso foi nomeado diretor em 2003 e depois nomeado presidente da Petros, em 2011, cargo que ocupou até fevereiro de 2014. Lima era diretor de Novos Projetos e foi nomeado diretor de investimento da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). 

O ex-presidente da Petros foi condenado em primeiro grau por improbidade sob a acusação de ter cobrado 'pedágio' de uma fundação para que ela ganhasse um contrato na Prefeitura de São Paulo, em 2003. Na época, ele era secretário de Finanças do governo Marta Suplicy (PT). A condenação é de 2012 e está em fase de recurso.

Ferro velho. A transação na Petros envolveu a compra de título de crédito emitido por uma empresa falida que havia sido adquirida por Janene e por Youssef. A Indústria de Metais Vale (IMV) foi criada para reciclar ferro velho e vender o material para siderúrgicas, mas estava parada. Ela foi registrada em nome do advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, réu da Lava Jato.

Com a empresa falida, o grupo aportou nela R$ 4 milhões em 2007 e firmou contrato com a CSA Project Finance, que é do doleiro e está em nome de Costa também - para que essa fizesse um projeto de recuperação e captasse recursos antecipados. Para isso, fechou um contrato de venda com recebimento antecipado de uma grande siderúrgica nacional. "Com o objeto de antecipar recebíveis oriundos de um contrato de compra e venda de ferro gusa (sucata), celebra entre a IMV e a Barra Mansa, assim adquirindo investimento necessário para a instalação de uma planta industrial, a IMV emitiu Cédula de Crédito Bancário, no montante total de R$ 13.952.055,11", diz a PF. 

Os termos da cédula de crédito estão no HD do computador de Youssef. Com o título de crédito emitido pelo Banco Banif Primus, o grupo, via CSA e coligados, passou a tratar com os diretores da Petros a compra pelo fundo de pensão.Documento apreendido pela Lava Jato com o grupo mostra que eles teriam sido recebidos na Petros pelo então diretor, que depois virou presidente.

Vaccari é suspeito de ser o intermediador dos negócios do grupo com a Petros. No capítulo sobre a compra do título de crédito da empresa IMV há um histórico sobre suas relações com o partido. Seu nome foi citado na confissão dos réus como elo de pagamentos de propinas em outras áreas e especificamente na Petros em um e-mail interceptado entre os alvos da Lava Jato.(Estadão)

Escândalo! Ministra de Dilma liga para beneficiários ameaçando com a perda da Bolsa Família se votarem em Aécio Neves. É a campanha podre da Dilma e do PT

Maria do Rosário, como ministra de Estado do governo Dilma, durante o I Fórum Mundial de Direitos Humanos, realizado em Brasília entre 10 e 13 de dezembro de 2013 (Bruno Menezes/Epoch Times)

Maria do Rosário comanda esquema criminoso contra Aécio Neves. Ela é ministra da Dilma.

Assista acima a matéria e ouça a gravação que flagra o esquema criminoso do PT e da Dilma para colocarem terror nos eleitores do Bolsa Família.

A secretária do Comitê Central de Campanha da deputada federal gaúcha reeleita e ex-ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos Maria do Rosário aparece num telefonema gravado informando a uma beneficiária do Bolsa Família que o programa será extinto caso o PT perca as eleições para seus adversários no segundo turno.

A gravação foi obtida com exclusividade pelo jornalista Vitor Vieira e divulgada em primeira mão na madrugada desta quinta-feira (16) em seu programa ‘Vide Versus’, na Rádio Vox, uma web rádio brasileira independente com 75 mil ouvintes diários.

No áudio, uma beneficiária do programa identificada apenas como Carla liga preocupada para o comitê da campanha de Rosário em Porto Alegre (RS), localizado à Avenida João Pessoa, 789, no bairro Cidade Baixa. Ela explica que o motivo de sua inquietação foi um telefonema recebido por sua cunhada avisando “sobre a possibilidade de perder o Bolsa Família” caso Dilma Rousseff não vencer as eleições. 

A secretária informa que “a equipe que está fazendo esse trabalho (de telefonar para as pessoas para transmitir o comunicado) não está no momento” e em seguida colhe seu nome e telefone para que a equipe retorne depois para passar a “informação”.

Carla ainda diz que está preocupada porque vive do programa há 11 anos. Então, a a atendente reforça que “a equipe que tem essa informação” irá entrar em contato, porém, já adianta para ela um resumo: “Realmente, senhora, se (o PT) perder o governo… nada disso vai se manter, tá? Mas a nossa equipe tem essa informação melhor porque está fazendo esse trabalho para alertar a população sobre esses benefícios que o governo dá.” “E com quem que eu falo?”, insiste Carla. “Não… Eles vão te ligar, tá, Carla? Pode deixar que eu vou passar para ela, tá?” “Tá bom então, obrigado.” 

Para Vitor Vieira, a se comprovar a afirmação da secretária, de que há uma equipe do comitê da campanha petista de Maria do Rosário espalhando a informação falsa sobre o fim do programa, configura-se “terrorismo eleitoral organizado pelo comitê de campanha do Partido dos Trabalhadores em Porto Alegre utilizando base de dados (cadastro com nome, telefone e e-mail) de um programa que é do Estado, para coagir eleitores que são beneficiários do Bolsa Família”. 

Vieira compara a prática ao escândalo do Mensalão, com a diferença de que compra diretamente os votos dos eleitores. O Comitê de campanha da deputada Maria do Rosário não pôde ser encontrado até o fechamento desta edição. Aécio Neves, do PSDB, e José Ivo Sartori, do PMDB, disputam respectivamente a Presidência da República e o governo do estado do Rio Grande do Sul contra Dilma Rousseff e Tarso Genro, ambos do PT. (Epoch Times)

Comperj, Rio. Orçado em U$ 6,1 bilhões. Reorçado para U$ 30,5 bilhões. E vai custar U$ 47,7 bilhões. Quase 8 vezes mais! É o PT roubando a Petrobras.


O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Jorge apresentou nesta quarta-feira um voto sobre auditoria realizada no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) questionando a celebração de contratos sem licitação de US$ 7,6 bilhões para a realização de parte das obras. Os acordos foram firmados durante a gestão de Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento. O relatório questiona ainda a compra de equipamentos que não serão usados devido a mudanças no projeto original e aditivos de R$ 1,5 bilhão pelo fato de equipamentos não terem chegado ao local por falta de estrutura de transporte até o local.

Em seu voto, o ministro destaca ainda que há números divergências dentro da própria Petrobras sobre o custo do complexo. A previsão inicial era de US$ 6,1 bilhões, com mudanças no projeto a companhia já admitiu a elevação para US$ 30,5 bilhões, mas o relator observou que a área de Estratégia Corporativa já estima que o custo total é de US$ 47,7 bilhões. A proposta de José Jorge é pedir explicações à companhia e abrir fiscalização sobre um contrato de US$ 3,8 bilhões, sem licitação, com empreiteiras citadas na Operação Lava-Jato. Houve, porém, pedido de vistas do ministro Bruno Dantas e a votação do acórdão foi adiada.

O Comperj foi concebido inicialmente como uma petroquímica que seria construída em parceria com a Braskem, empresa que tem a Petrobras e a Odebrecht como sócias. Posteriormente, o projeto foi alterado passando a incluir também uma refinaria. Por fim, chegou-se a um projeto de construir inicialmente uma refinaria com capacidade para o refino de 465 mil barris de petróleo por dia e posteriormente construir a petroquímica. Não houve ainda confirmação da parceria com a Braskem, que se restringia à parte de petroquímica.

José Jorge observou que somente em agosto de 2012 passaram a ser analisadas análises de risco relativas ao Comperj. Foi nesta data que verificou-se ser impossível cumprir os prazos previamente estabelecidos. Foi antes desta data que foram assinados os contratos de US$ 7,6 bilhões sem licitação. Dois contratos já estão sob auditoria. O maior deles, de US$ 3,8 bilhões, foi celebrado para a construção da Central de Utilidades do complexo com o Consórcio TUC Construções, formado pela UTC Engenharia, Construtora Norberto Odebrecht e Projeto de Plantas Industriais (PPI), e ainda não há fiscalização específica.
O ministro destaca que a PPI foi a empresa que realizou o projeto original dessa central, enquanto que as empreiteiras foram citadas por supostamente pagar propinas a Costa dentro do esquema de corrupção na companhia. — A questão que considerei mais grave foi a verificação desses contratos de US$ 7,6 bilhões sem licitação e justamente na diretoria de abastecimento na época de atuação do diretor Paulo Roberto Costa, que está aí sub judice. Por isso precisamos investigar se há superfaturamento nestes contratos — disse o relator, em entrevista após apresentar o voto. 

Ele observou que quando fez licitação para outras obras do Comperj a Petrobras conseguiu um deságio médio de 14,27%. Por isso, na sua visão, é preciso verificar se não houve sobrepreço na celebração dos contratos sem licitação, ainda mais verificando que os prazos não foram cumpridos.Durante a sessão, o ministro substituto André Luis de Carvalho sugeriu que fossem suspensos, de forma cautelar, os pagamentos relativos ao contrato de US$ 3,8 bilhões até que se investiguem as irregularidades. José Jorge ficou de avaliar a medida até a próxima sessão, que ocorrerá no dia 22.

A auditoria que subsidiou o voto levantou ainda que a Petrobras já teria pago R$ 1,5 bilhão em aditivos porque construtoras estão esperando a chegada de equipamentos a Itaboraí, onde está sendo construído o Comperj. Essa demora ocorreria porque as estradas para a região não suportariam o peso dos equipamentos a serem transportados. Há ainda um prejuízo estimado em mais de R$ 50 milhões com equipamentos comprados que não serão mais utilizados devido às mudanças no projeto. (O Globo)

The Economist: Brasil precisa se livrar de Dilma e eleger Aécio

The economist mudança
Na VEJA.com:Uma figura que faz lembrar Carmen Miranda, mas com ar enfadonho e que carrega sobre a cabeça frutas apodrecidas. É com essa imagem que a conceituada revista britânica The Economist acompanha a seguinte frase: por que o Brasil precisa de mudança. A edição distribuída na América Latina traz nesta sexta-feira capa que trata das eleições no Brasil. E sentencia: os eleitores brasileiros devem se livrar de Dilma Rousseff e eleger Aécio Neves.
O texto lembra que em 2010, quando Dilma foi eleita, o Brasil parecia finalmente fazer jus a seu imenso potencial. A economia crescia a 7,5% ao ano. Quatro anos depois, a economia patina e os avanços sociais andam em marcha lenta. E lembra que em junho do ano passado milhões de brasileiros saíram às ruas para protestar por melhores serviços públicos e contra a corrupção.
Depois de fazer um panorama das viradas que marcaram a corrida eleitoral no Brasil, o texto trata da atual situação econômica do país. Ao citar a crise econômica mundial – apontada por Dilma como a culpada pelo atual quadro brasileiro –, a revista salienta que o país tem se saído pior do que os vizinhos latino-americanos no enfrentamento da questão. Cita ainda a intromissão constante do governo federal nas políticas macroeconômicas e as tentativas de interferir no setor privado como responsáveis pela queda nos investimentos.
Ao tratar dos problemas de infraestrutura e da burocracia que atravanca o país, a revista afirma que Dilma reforçou a mão do Estado na economia, servindo-se favores para iniciados, como incentivos fiscais e empréstimos subsidiados de bancos estatais inchados. A Economist diz ainda que Dilma prejudicou a Petrobras e a indústria de etanol, mantendo o preço da gasolina contido à força “para mitigar o impacto de sua política fiscal frouxa”. Cita ainda os sucessivos escândalos que envolvem a estatal.
A Economist trata, por fim, dos ataques perpetrados pela campanha petista contra Aécio. Classifica como infundadas as alegações de que o tucano colocaria fim ao Bolsa Família – e lembra que ao longo dos anos o PT caricaturou o PSDB como um partido “de gatos gordos sem coração”. O texto explica que as políticas propostas por Aécio, ao contrário do que quer fazer crer o PT, beneficiariam os brasileiros mais pobres. Diz que ele promete fazer o país voltar a crescer. E que sua história e a de seu partido tornam a promessa crível. Afirma que Aécio tem uma equipe impressionante de conselheiros liderados por Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, que é respeitado por investidores. Cita as promessas de retorno a políticas macroeconômicas sólidas, de redução no número de ministérios, de simplificar o sistema fiscal e aumentar o investimento privado em infraestrutura. E sentencia: Aécio merece ganhar.
“Aécio lutou de forma tenaz na campanha e já deu provas de que pode fazer funcionar suas políticas econômicas. A maior ameaça aos programas sociais no país é a forma como o PT hoje conduz a economia. Com sorte, o apoio de Marina Silva, que já foi do PT e nasceu na pobreza, deve ajudá-lo. O Brasil precisa de crescimento e de um governo melhor. Aécio é quem tem mais condições de fazê-lo”, encerra o texto. Por Reinaldo Azevedo

A crise hídrica e a questão eleitoral. Ou: Manchete só errada ou também irresponsável? Ou ainda: “Acabar” é verbo que não se conjuga pela metade

A VEJA.com informa que a petista Dilma Rousseff pode usar a crise hídrica em São Paulo contra o tucano Aécio Neves. Nem vai precisar de argumentos. A manchete do Estadão desta quinta já lhe fornece: “Água em SP pode acabar em novembro, admite Sabesp”. É um dos maiores absurdos da historia do jornal. O título foi feito a partir de uma informação de Dilma Pena, presidente da empresa. Na Câmara dos Vereadores, ela afirmou que, se não chover até novembro, pode acabar a água do primeiro volume estratégico — chamado imbecilmente de “volume morto”. Então, é evidente que ela não disse que “pode acabar a água em São Paulo”. Ainda que secasse toda a reserva estratégica do Cantareira, haveria racionamento é claro, mas não “acabaria a água em São Paulo” porque há outras áreas que não dependem daquele manancial. Por que se faz isso?

Eu respondo: porque há a convicção, contra os fatos, de que a Sabesp omitiu a gravidade da crise. Porque há uma espécie de conspiração, digamos, “intelectual”, que envolve até os Ministérios Públicos Estadual e Federal para impedir o uso do segundo volume estratégico da Cantareira e, assim, impor o racionamento. Porque há o esforço para demonstrar que a culpa pela falta de água é do governador Geraldo Alckmin, como se a questão hídrica — que é também energética — dependesse da vontade do poderoso de turno. Alckmin não faz chover — nem em São Paulo nem na cabeceira do São Francisco. A primeira fonte do rio secou. Porque se criou o mito de que São Paulo deveria ter duas Cantareiras, não uma. Ninguém teve essa ideia antes. Ela só apareceu quando parou de chover.
Assim, Dilma vai tentar arrancar um votinhos em São Paulo tentando promover um terceiro turno. Se culpar o Alckmin não deu certo, quem sabe o Aécio…. E, assim, vai se tentando transformar uma contingência da natureza numa questão política. Deu errado da primeira vez. Quem sabe agora…
Se faltava um emblema para demonstrar a disposição de criar um caso político, já temos a manchete do Estadão. Sabiam todos: se não chover até novembro, teremos de ferver o xixi, usar o processo de condensação e beber a água que resultar da operação. Ou, então, sairemos por aí vagando, cavando o solo em busca de água, num cenário de terra devastada — sem água. Afinal, “acabar” quer dizer “acabar”. “Acabar” é verbo que não se conjuga pela metade. Por Reinaldo Azevedo

Reservatórios esvaziando

O Planalto torce para a água de São Paulo acabar antes do dia 26. Mas, na outra ponta, torce para que a chuva caia – e muito – para encher os reservatórios que abastecem as hidrelétricas. De acordo com dados oficiais, ontem os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estavam com apenas 22,4% de suas capacidades (São estes os responsáveis por abastecer 70% do sistema elétrico). Isso significa magros 1,1% acima do verificado em 2001, quando deu-se o racionamento. Observe-se, contudo, que hoje as termelétricas suprem quase 30% das necessidades de abastecimento. Ainda assim, a continuar essa tendência, até o dia 31, os reservatórios da região estarão 1,63% abaixo dos níveis de outubro de 2001. Por Lauro Jardim

Emissários do PT espalham boato terrorista contra Aécio. Nunca vi tanta baixaria e desespero. Será tudo medo de perder a boquinha?

Eu e todos os jornalistas que lidam com política e que são obrigados a transitar nos bastidores desta arte recebemos a informação, vinda na forma de boato, de que, na sexta-feira, uma acusação muito grave será levada ao ar contra o candidato tucano Aécio Neves. Qual acusação? Ninguém diz. Trata-se de terrorismo da pior espécie.

“Ah, mas será verdade ou mentira?” Que diferença faz? Desde quando terroristas ligam para isso? Não estão preocupados com essa bobagem. É que eles têm uma causa, não é? E, em nome dela, tudo é justificável. Vocês acham que aqueles celerados do Estado Islâmico, por exemplo, se ocupam de saber da justeza dos seus atos? Ou as pessoas estão com eles ou estão contra eles. É simples assim.
Essa máquina que está ativa no Brasil lava e suja reputações com a mesma sem-cerimônia. Se antigos inimigos se ajoelharem e reconhecerem o poder supremo do PT, prestando-lhe vassalagem, então passam a ser considerados homens de primeira linha. Não só recebem o certificado de pessoas honradas como podem ser sócios do poder, gozando de suas benesses. Perguntem a José Sarney, por exemplo, se ele, alguma vez, foi incomodado pelos “companheiros”. Nunca! Ao contrário: ele se tornou um sócio privilegiado no poder e, na sua capitania, continuou a ser rei.
Mas ai daquele, de dentro ou de fora do partido, que ouse desafiar o Supremo Mandatário. Aí, meus caros, vale literalmente tudo. Não! Eles não estão preparados para deixar o poder. Pior do que isso: se o eleitorado demonstra disposição de apeá-los do trono — o que é normal na democracia, que se caracteriza, entre outros atributos, pela alternância de poder —, então eles gritam: “Sabotagem! Golpe! Crime!”. E se organizam para o vale-tudo.
Sabem por que um terrorista nunca se arrepende dos atos mais detestáveis? Porque ele se considera uma vítima e acha que está apenas reagindo. Não é assim com todos os celerados do já citado Estado Islâmico? Eles não dizem abertamente que estão apenas respondendo a supostas agressões dos países ocidentais? Quando cortam uma cabeça, eles pretendem fazê-lo na condição de ofendidos.
Assim estão agindo alguns terroristas eleitorais no Brasil. Eles consideram ilegítimo que seu adversário vença a eleição e acham que isso só será possível com um… golpe. Infelizmente, até a presidente Dilma — também candidata Dilma — empregou essa palavra. Se vem ou não a tal “bomba”, não sei. O simples fato de o boato circular nos bastidores já é um troço asqueroso. Em si, já se trata de ação terrorista.
Independentemente de afinidades eletivas e de escolhas, espero que as pessoas responsáveis saibam repelir esse tipo de comportamento. E, claro!, é importante que a campanha de Aécio esteja preparada para golpes muito abaixo da linha da cintura. Que os eleitores sejam advertidos, se for o caso, para o risco de atentados terroristas, como fazem os governos diante da iminência de um ataque. Nunca vi nada parecido. Nunca vi tanto ódio sendo destilado. Nunca vi tanta gente desesperada com a possibilidade de perder uma boquinha. Sim, meus caros, algo bem mais sonante do que valores ideológicos move os terroristas.
Confrontos políticos os mais duros fazem parte do jogo; o terrorismo não!
O desespero, reitero, é inédito. Talvez haja um quê de ideologia… Mas o que apavora mesmo é o medo de perder a boquinha, não é mesmo? Vai que essa gente seja obrigada a trabalhar… Se forem obrigados a fazê-lo, ainda acabam criando um partido de trabalhadores! Por Reinaldo Azevedo

PT e seus braços na imprensa tentam fazer com o juiz Sérgio Moro o mesmo que fizeram com Joaquim Barbosa

Espero que Deus me fulmine antes com um raio, daqueles que eram muito comuns no Velho Testamento — sem chance para apelo a instância inferior (já que se tratava de uma decisão do Supremo) —, se, algum dia, eu me sentir tentado a censurar um juiz por ter cumprido a sua função só para proteger um partido da minha predileção.

A que me refiro? Leio colunistas isentos como militantes do Talibã a condenar o juiz Sérgio Moro por ter autorizado a divulgação do depoimento de Paulo Roberto Costa, que não estava protegido pelo sigilo de justiça. Um desses colunistas chega a afirmar que o Moro poderia ter esperado mais três semanas. A afirmação é explícita, é arreganhada: o sujeito acha que a ignorância do que lá foi dito faria bem ao brasileiro. Desligadas as urnas, então o eleitor ficaria sabendo: “Ah, então, dos 3% da propina, 2% iam para o PT? Que bom que ninguém me avisou antes!”.
O mesmo senhor vetusto que afirma essa barbaridade babava de satisfação com os vazamentos sobre o suposto cartel de trens em São Paulo, que vinham do Cade — cuja investigação, esta sim, estava e está protegida por sigilo. Que tipo de gente é essa que cobra que se omita dos brasileiros o conteúdo de uma investigação aberta, pública, e que se regozija com a divulgação ilegal de informações? Eu respondo: é uma gente que pretende que petistas e, no geral, esquerdistas estejam acima da moralidade comum e mereçam um tipo especial de proteção.
Sempre que leio um troço asqueroso assim, como aconteceu há pouco, fico com vergonha em lugar da pessoa. Sobretudo porque o sujeito serviria para ser meu pai. Coloco-me no lugar do suposto filho e fico com vergonha. Graças a Deus, o Rubão nunca me fez passar por isso. Quem era o Rubão? Ora, o meu pai, que jamais justificaria a ação de ladravazes e vagabundos só porque fossem seus amigos ideológicos. Até porque não era amigo nem de ladravazes nem de vagabundos. Ganhava a vida trocando molas de caminhão, como operário. Em vez de culpar os outros por isso e por aquilo, ele preferiu me passar uma orientação: “Estude!”.
Daqui a pouco, tentarão mandar o juiz Sérgio Moro para a guilhotina moral, como fizeram com Joaquim Barbosa. Não que ambos sejam iguais ou operem com os mesmos critérios. Nada disso! A única coisa que os une é tomar decisões que estão em desacordo com o partido oficial e com seus porta-vozes oficiosos na imprensa. Para essa gente, uma verdadeira indústria criminosa que estava em ação tem de ser omitida para que ela não contamine a decisão do eleitor. Que caráter tem uma pessoa que defende que a ignorância faz bem à democracia?
É uma gente literalmente nojenta. Por Reinaldo Azevedo

Tudo igual no Datafolha. E por que isso é especialmente bom para Aécio

Datafolha 15.10
Nada mudou na pesquisa Datafolha. Tudo segue como na semana passada, mas a situação melhorou para o tucano Aécio Neves, já digo por quê. Segundo o instituto, se a eleição fosse hoje, ele teria 51% dos votos válidos, contra os mesmos 49% dela. Brancos e nulos somam 6%, mesmo percentual dos que dizem que não votarão em ninguém. Considerado o conjunto dos votos, o tucano variou de 46% para 45% na semana passada, e a petista, de 44% para 43% — ambos oscilaram 1 ponto para baixo, dentro da margem de erro, que é de 2 pontos para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios. O nível de confiança do levantamento é 95% (em 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do estudo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR 01098/2014. Daqui a pouco, o Jornal Nacional divulga os números do Ibope. Duvido que sejam diferentes disso.
Ele leva uma ligeira vantagem nos dados, digamos, laterais. O índice dos que dizem que votarão com certeza em cada um dos candidatos é o mesmo: 42%. Ocorre que 18% dizem que podem votar em Aécio, contra 15% que afirmam o mesmo sobre Dilma. A rejeição a ela é ligeiramente maior do que a dele: 42% a 38%. Sim, tudo está na margem de erro, mas é muito provável que a situação seja favorável ao tucano.
Muito bem: por que afirmo que Aécio está melhor hoje do que na semana passada? Porque, até agora, ele não havia apanhado tanto no horário eleitoral gratuito. Como o PT havia se ocupado em desconstruir Marina Silva, ele havia ficado um pouco de lado. Agora, o alvo da campanha suja é ele — e põe campanha suja nisso! O levantamento foi feito nestas terça e quarta e, portanto, já sob o impacto, tendo havido algum, do debate havido na Band.
O PT já investiu contra FHC, já investiu contra o governo de Minas, já tentou provocar uma guerra do Nordeste contra o Sudeste… Até agora, sem efeito nenhum.
Outro elemento pode contar em favor do tucano, mas aí não se trata de ciência, de lógica, de nada, apenas de fatos informados pela história, que podem ou não se repetir: petistas têm sempre menos votos do que lhes conferem as pesquisas, e tucanos, sempre mais. Por que tem sido assim? Por causa da patrulha que os “companheiros” exercem na rua, na chuva, na fazenda, numa casinha de sapé ou nas redes sociais. Por incrível que pareça, existe um voto antipetista que tem medo de dizer seu nome. Por Reinaldo Azevedo

Polícia Federal suspeita de envolvimento de tesoureiro do PT em propina

Polícia Federal acredita ter conseguido fechar o ciclo de uma transação que teria envolvido o pagamento de propina de R$ 500 mil a dois diretores do fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, feito com empresas do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010, e do doleiro Alberto Youssef - um dos alvos centrais da Operação Lava Jato - e que causou prejuízo de R$ 13 milhões ao órgão. No computador de Youssef, há uma pasta com 12 arquivos referentes aos negócios do doleiro com a Petros. O negócio teria sido intermediado, segundo suspeita a Polícia Federal, pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e tratado diretamente com dois diretores da Petros - indicações petistas, entre eles o ex-presidente do fundo Luiz Carlos Fernandes Afonso (2011-2014). A Polícia Federal registra a possível interferência de um político não identificado "de grande influência na casa" na liberação de um seguro, em órgão do Ministério da Fazenda, que era condicionante para a transação. "Esse recurso foi desviado para pagamento de propina para funcionários da Petros", afirmou Carlos Alberto Pereira da Costa, advogado que, segundo a Polícia Federal, atuava como testa de ferro de Alberto Youssef.

The Economist afirma: Aécio Neves merece vencer disputa contra Dilma

A edição para a América Latina da revista britânica The Economist desta semana traz uma reportagem de capa sobre as eleições presidenciais no Brasil. Com o título “Porque o Brasil precisa mudar”, a publicação se posiciona dizendo que Aécio Neves (PSDB) “merece vencer” a disputa contra Dilma Rousseff (PT). Para a publicação, a economia do País “estagnou e o progresso social diminuiu” no governo Dilma. Já Aécio Neves “provou que pode fazer suas políticas econômicas funcionarem”. A The Economist criticou o atual governo dizendo que o Brasil terá o pior desempenho entre os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ficando à frente apenas da Rússia, em função das sanções econômicas que o país europeu tem sofrido. Além disso, a revista diz que o governo causou danos à Petrobras e à indústria de etanol, mantendo pressionado o “preço da gasolina para mitigar o impacto inflacionário de sua política fiscal frouxa”.

Campanha do petista Tarso Genro reúne agentes dos principais escândalos de corrupção do País

O governador do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro, candidato à reeleição, cercou-se de pessoas envolvidas nos maiores escândalos de corrupção da história do País para disputar a corrida ao Palácio Piratini. Do petrolão, esquema bilionário de desvio de recursos da estatal responsável pela exploração, produção e comercialização de derivados de petróleo, escalou Fausto Severo Trindade. O novo operador para ações especiais da campanha petista é CC do candidato derrotado ao governo do Rio de Janeiro, senador Lindbergh Farias (PT), cujas contas de campanhas foram abastecidas com recursos de empreiteiras ligadas à Petrobras. As doações ilegais foram denunciadas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa, em depoimento à Justiça federal. O ex-dirigente da estatal confirmou que o PT o designou para pedir a empreiteiras ligadas a Petrobras doações para a candidatura de Lindberg. Fausto está operando no Rio Grande do Sul com recursos do Senado Federal, de onde recebe mais de R$ 14 mil por mês. Tanto Fausto quando Lindbergh são figuras conhecidas no submundo da política. Eles também se envolveram em uma série de fraudes e casos de propina na Prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, quando a cidade era administrada por Lindberg. Tarso premiou com cargos os petistas responsáveis por sacar R$ 1,2 milhão das contas de Marcos Valério e transportá-los dentro de malas de Belo Horinzonte até Porto Alegre. O dinheiro era entregue a dirigentes do PT para pagar despesas da campanha de 2002, quando Tarso Genro concorreu ao Piratini pela primeira vez. Marcos Fernando Trindade exerce hoje o cargo de coordenador de projetos na Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos  (FDRH). Paulo Antonio Bassotto é chefe de divisão, comissionado, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, na Divisão de Convênios. Este chegou a ser detido pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, carregando na mala R$ 150 mil não declarados. Marcos Fernando Trindade, o ex-presidente do PT, David Stival, e o ex-tesoureiro do PT, Marcelino Pies, foram indiciados pela Polícia Federal e denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul por crime eleitoral. Só não foram condenados porque fizeram um acordo com a Justiça para se livrar do processo. Abgail Pereira, candidata à vice-governadora, vem dos quadros do PCdoB. A sigla ficou nacionalmente conhecida pelos desvios de recursos no Ministério do Esporte, comandado pelo comunista Orlando Silva. O PCdoB organizou uma estrutura para desviar dinheiro público usando ONGs amigas como fachada. Os recursos serviam para financiar candidaturas, inclusive no Rio Grande do Sul. O ministro Orlando Silva é apontado como mentor e beneficiário do esquema. No Rio Grande do Sul, o ex-secretário do Meio Ambiente de Tarso, Carlos Fernando Niedersberg, do PCdoB, foi atropelado e preso pela Polícia Federal no decorrer da Operação Concutare. (Por Políbio Braga)

Prefeito petista de Sapucaia do Sul é acusado de corrupção eleitoral; CCs foram nomeados e ameaçados

O Ministério Público Eleitoral protocolou ação para cassar o mandato e condenar a quatro anos o prefeito de Sapucaia do Sul, Vilmar Ballin, do PT. O Tribunal Regional Eleitoral deu prazo de 15 dias para a defesa. O prefeito petista é acusado pela contratação de 27 CCs (Cargos em Comissão) tudo em troca de apoio na campanha de 2012. Os CCs eram obrigados a fazer panfletagem e entregar propaganda de Ballim durante o horário de expediente. Um deles, disse o seguinte à reportagem da RBS TV nesta quinta-feira: "Foi uma troca de favores. Terminada a campanha, ele nos deu tchau". Muitos dos 50 servidores e ex-servidores da prefeitura disseram aos promotores que foram ameaçados pelo PT. Veja no vídeo a reportagem da RBS TV.
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/prefeito-de-sapucaia-e-acusado-de-trocar-cargos-de-confianca-por-votos/3700534/

A socialite Marta Suplicy some da campanha eleitoral em São Paulo

Escanteada pela presidente Dilma Rousseff, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, desapareceu da campanha do PT em São Paulo, Estado que deu uma vantagem de mais de 4 milhões de votos para o candidato do PSDB, Aécio Neves. A socialite Marta Suplicy foi prefeita de São Paulo entre 2001 e 2004 e, em eleições anteriores, atuou como importante puxadora de votos para os candidatos do partido, sobretudo na periferia da capital. Nesta campanha ela está fora de combate e seus amigos já pediram até ao ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) que faça alguma coisa para reabilitá-la. O mal estar com Marta Suplicy começou a se agravar em setembro, quando Dilma chamou o ex-ministro Juca Ferreira para coordenar o programa de Cultura do comitê da reeleição. Marta ficou sabendo da notícia por amigos. O gesto foi interpretado como uma nomeação de Ferreira para o ministério, em eventual segundo mandato. O problema é que Dilma não perdoa a socialite Marta Suplicy porque, no início do ano, ela organizou três jantares com empresários, artistas e líderes petistas propondo uma "reflexão" sobre a possibilidade de uma candidatura de Lula. Com o gesto, a ex-prefeita ficou conhecida como uma das principais expoentes do movimento "Volta Lula" dentro do PT. Petistas afirmam que Marta precisa estar na linha de frente da campanha para que Dilma consiga avançar no maior colégio eleitoral do País, hoje um terreno adverso para ela. Em conversas reservadas, dirigentes do PT têm dito que o prefeito Fernando Haddad (PT) vai recuperar a popularidade, mas não a tempo de ajudar Dilma, que registrou em São Paulo o segundo pior desempenho no País, somente atrás do Distrito Federal. Não foi só: o PT não conseguiu eleger o candidato ao governo, Alexandre Padilha, e encolheu no Estado, perdendo oito deputados federais. "Sentimos a ausência da Marta na reta final do primeiro turno e, principalmente, no segundo turno. É muito ruim não ver a Marta na linha de frente nesse momento", afirmou o deputado Vicente Cândido (PT-SP). "Não sei o que está acontecendo, não falei com ela. Também é papel da direção procurar, ligar, chamar, convidar e ver o que tem de errado nessas ausências que a Marta tem tido em São Paulo", cobrou. No fim de setembro, Marta teve um atrito com o presidente do PT, Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma. Numa carreata no Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, Falcão pediu que a ex-prefeita descesse da caminhonete onde estavam Dilma, Haddad, Padilha e o candidato do PT ao Senado, Eduardo Suplicy, que acabou derrotado. Falcão, que foi secretário de Governo de Marta, queria que ela se acomodasse em outro carro, onde estavam ministros e parlamentares. A titular da Cultura não cedeu, mas, desde então, não participou mais de nenhum ato de campanha. Em 2012, Marta só entrou na campanha de Haddad depois de muitos pedidos e de uma conversa com Dilma, onde foi acertada sua ida para o Ministério.  Na ocasião, a ex-prefeita chegou a dizer que Haddad precisava gastar "sola de sapato" para se eleger.

O bandido petista mensaleiro José Dirceu pode deixar a cadeia na próxima semana

Dirceu, ao chegar a prédio onde fica o escritório em que vai trabalhar

                                                                                                              (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo/Estadão Conteúdo)
Condenado a sete anos e 11 meses no julgamento do mensalão, o ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu pode ser beneficiado com o regime aberto a partir da semana que vem. O mensaleiro, penalizado pelo crime de corrupção ativa, conseguiu abater 142 dias de pena, conforme documento homologado pela juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, por ter trabalhado e estudado enquanto cumpria pena. De acordo com a Lei de Execução Penal, o preso pode abater um dia de pena a cada doze horas de frequência escolar e um dia a cada três dias trabalhados. Como no Distrito Federal não existem casas de albergado, o local que, por lei, deveria abrigar detentos em regime aberto, José Dirceu deve passar à prisão domiciliar. Para cumprir a pena em casa, o condenado deve, via de regra, assumir o compromisso de morar no endereço declarado e avisar qualquer mudança, permanecer recolhido das 21 horas até as 5 horas da manhã e ficar recluso nos domingos e feriados por período integral nos primeiros meses da pena. Para que José Dirceu seja oficialmente beneficiado com o regime aberto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve dar parecer sobre o caso, e o relator do Mensalão, ministro Luís Roberto Barroso, confirmar o benefício.  Em junho, por nove votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que José Dirceu pudesse trabalhar fora do Complexo Penitenciário da Papuda. Com isso, o mensaleiro foi transferido para o Centro de Internamento e Reeducação (CIR) e passou a cumprir expediente no escritório de advocacia do criminalista José Gerardo Grossi, em Brasília, onde recebe 2.100 reais mensais. O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) deve ser o próximo condenado no mensalão a se beneficiar da prisão domiciliar. Ele trabalha em um restaurante industrial, no Núcleo Bandeirante, e também conseguiu abater parte da pena de sete anos e dez meses de prisão.