sábado, 4 de outubro de 2014

Alckmin vencerá no 1º turno; Serra vai forçar Suplicy a procurar um emprego. Ou: Padilha e Skaf não conseguem tirar votos da torneira

O Datafolha divulgou a pesquisa eleitoral em São Paulo feita entre esta sexta e este sábado. Pouca coisa mudou nos três últimos dias. O tucano Geraldo Alckmin chega a 51% e deve ser reeleito no primeiro turno; o peemedebista Paulo Skaf obtém 21%, e Alexandre Padilha, do PT, 11%. Quando computados os votos válidos, os respectivos candidatos têm 59%, 24% e 13%. Num segundo turno, que não existirá, Alckmin bateria Skaf por 67% a 33%, e Padilha, por impressionantes 77% a 23%. O tucano José Serra dispara na liderança para o Senado, com 50%, contra 37% de Eduardo Suplicy, e 9% para Gilberto Kassab, do PSD. Vejam o gráfico publicado na Folha Online.

Datafolha SP 4-10
Em São Paulo, o PT deu “PT”, isto é: perda total. Alexandre Padilha, o “poste de Lula”, desta vez, não produziu luz — nem chegou a gerar calor. Se os números do Datafolha estiverem certos, o partido terá o pior desempenho eleitoral desde 1994, chegando bem perto das três primeiras eleições que disputou: 1882, 1986 e 1990. Vejam o quadro.
Desempenho do POT em SP
Eis aí: em 1998, o PT alcançou o patamar dos 20%, com Marta. Saltou para o andar dos 30% com Genoino, em 2002, ano da ascensão de Lula, e lá se manteve. Agora, despenca de novo para o padrão das primeiras disputas, quando ainda era considerado um partido “perigoso” por causa de sua ideologia. Hoje, o que se teme no PT é a corrupção. No quadro acima, os 13% são o índice atribuído ao PT pelo Datafolha.
Campanhas desastradas
Existe um enorme repúdio ao PT em São Paulo. Na raiz, certamente estão a repulsa aos atos de corrupção associados ao partido e o desastre da gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo. Mas não é só isso que explica o desempenho pífio: raramente o partido conduziu uma campanha tão equivocada em São Paulo. Ainda no debate da Globo, viu-se um Padilha agressivo, violento na retórica, a convidar o espectador a abrir a torneira para constatar que não haveria água. Ocorre que… há água. 
Skaf, que chegou a ameaçar alçar vôo, ficou empacado numa campanha que chegou a flertar com o surrealismo. Apelou-se ao lepo-lepo, à recomendação para que se governasse São Paulo com tesão, e, nas últimas peças publicitárias, uma mulher se mostrava hesitante na cama em ceder ou não aos apelos do homem, dizendo-se indecisa… E então vinha a recomendação para votar em.. Skaf. Duda Mendonça perdeu a mão.
Pela terceira vez consecutiva, o PT não chega ao segundo turno em São Paulo. O PSDB elegerá o sexto governo consecutivo, o terceiro no primeiro turno. E ainda levará a única vaga no Senado em disputa, forçando Eduardo Suplicy a procurar um emprego. Ele está lá há 24 anos e, até hoje, não apresentou um único projeto do interesse do Estado que representa.
Da próxima vez, se ainda houver seca em São Paulo — tomara que não! —, o PT não tentará tirar votos da torneira. Por Reinaldo Azevedo

Ibope: Dilma tem 46%, Aécio, 27%, e Marina, 24% dos votos válidos



É, minha gente! Como diria Chacrinha, uma eleição só acaba quando termina. Informam o Datafolha e o Ibope que Aécio deve estar à frente de Marina no 1º turno e se aproximando de Dilma no segundo…

Uma eleição “só acaba quando termina”, diria Chacrinha, o Velho Guerreiro. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, realizada ontem e hoje, o tucano Aécio Neves está tecnicamente empatado com Marina Silva, do PSB, no primeiro turno, mas numericamente à frente: 24% a 22%. Dilma Rousseff, do PT, segue com 40%. Os demais candidatos somam 4%; brancos e nulos são 4%, e 5% dizem não saber. No Ibope, com levantamento realizado entre anteontem e hoje, a petista e o tucano marcam os mesmos índices, mas a peessebista aparece com um ponto a menos, 21%. Os outros chegam a 3%. Brancos nulos são 7%, e 5% não sabem. Números do segundo turno (já veremos) indicam que o tucano chega à reta final em ascensão, e Marina, em declínio. Já podemos antecipar algumas conclusões:

a: Aécio deve iniciar a disputa no segundo turno em trajetória ascendente;b: a campanha suja do PT, agora, se voltará contra o tucano.
Vejam o gráfico com os números do Datafolha publicado pela Folha Online, com os votos totais e válidos no primeiro turno:
Datafolha 1º turno 04-10
Vejam os gráficos do Ibope com totais e válidos do primeiro turno, publicados pelo G1:
Ibope Primeiro turno 4-10 válidos
Ibope Primeiro Turno 4-10 votos totais
Ibope Primeiro turno 4-10 válidos
Como se pode ver, há também uma ligeira diferença entre os votos válidos: no Datafolha, Dilma tem 44%; Aécio, 26%, e Marina, 24%. No Ibope, esses números são, respectivamente, 46%, 27% e 24%.
Debate?
As pesquisas já haviam identificado um movimento em favor de Aécio. Tudo indica, no entanto, que o fato de ter sido, de longe, o melhor no debate promovido pela TV Globo — com mais de 20 pontos de audiência — fez diferença. Em dois dias, ele passou de 21% para 24% no Datafolha, e Marina, de 24% para 22%. No Ibope, em três dias, o tucano saltou de 19% para 24%, e a peessebista, de 24% para 21%. No período, nos dois institutos, Dilma manteve os 40%. Como afirmei aqui neste blog, o debate havia sido bom para Aécio, ruim para Marina e neutro para Dilma.
Segundo turno
É nos números do segundo turno que a tendência de ascensão de Aécio e de declínio de Marina fica mais evidente. Vejam os gráficos do Datafolha (publicados pelo G1):
Datafolha 2º turno
A diferença entre Dilma e Marina tende a ser crescente: era de sete pontos entre os dias 1 e 2 e passou para 10 pontos entre os dias 3 e 4. Quando a petista enfrenta o tucano, a distância está diminuindo: em uma semana, caiu de 11 pontos (50% a 39%) para 6 pontos: 48% a 42%. Agora, os gráficos no Ibope:
Ibope 2º turno
No Ibope, com números um pouco diferentes — 45% a 37% para a petista tanto contra Marina como contra Aécio —, também se nota a tendência de aproximação entre o tucano e Dilma e de distanciamento entre Marina e a presidente-candidata.
A onda em favor de Aécio e contra Marina nos últimos dois dias se revela com ainda mais clareza numa simulação de segundo turno entre os dois, que não vai se realizar. Vejam o gráfico que vai acima: há um mês, sob o impacto da queda do avião que levava Eduardo Campos, a peessebista venceria o tucano por 51% a 27%; agora, ele provavelmente a venceria por 39% a 36%. O Datafolha ouviu a maior amostra de sua série de pesquisas presidenciais em 2014: 18.116 eleitores em 468 municípios nos dias 3 e 4 de outubro. O Ibope realizou a pesquisa com 3.010 eleitores.
Conclusão
Tudo indica que o segundo turno será mesmo travado entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, o que, convenham, boa parte dos analistas considerava impossível há duas semanas. Aécio, note-se, jamais deixou de acreditar.
O candidato do PSDB chegará, assim, à reta final em ascensão, o que sempre é positivo. Ajuda a criar o clima de virada. Nessa hipótese, como se comportarão Marina Silva e seu eleitorado? Tratarei disso em outros posts. Aécio certamente está preparado para enfrentar o que vem por aí. O estoque de baixarias do PT no processo eleitoral não tem limites — mesmo num debate cujas regras impõem a civilização.
No embate da Globo, por exemplo, deu para perceber que Dilma já contava com a possibilidade de enfrentar o tucano no segundo turno, tanto é que o chamou para o confronto direto sempre que pôde. E perdeu todas. Não hesitou em insistir na mentira escandalosa de que os tucanos tentaram privatizar a Petrobras e os bancos públicos. É mentira, mas isso é fichinha perto do que vem por aí.
Quem certamente acompanha o embate com especial interesse é o doleiro Alberto Youssef. Caso Dilma vença a disputa, convenham, é grande a chance de o governo não chegar ao fim. Viveremos dias interessantes. Por Reinaldo Azevedo

DECLARAÇÃO DE VOTO PARA O SENADO FEDERAL NO RIO GRANDE DO SUL - EU VOTO EM LASIER MARTINS - DÊ UM CHOQUE NOS PETRALHAS

Não posso ficar sem tomar uma posição neste momento decisivo da eleição para o Rio Grande do Sul e o Brasil. Declaro que votarei neste domingo em Lasier Martins (PDT) para o Senado Federal, e convido todos os meus amigos a seguir este voto. Votar em Lasier Martins significa barrar o projeto do atraso, representado pelo "Exterminador do Futuro" Olivio Dutra. Aqueles propensos a votar em Pedro Simon (PMDB) ou Simone Leite (PP) não têm mais desculpas. Estes candidatos chegaram à reta final sem qualquer chance de eleição para o Senado Federal, que se dá em um turno único. Assim, quem votar em Pedro Simon ou Simone Leite, mesmo sendo contra o petismo e Olívio Dutra, estará dando um voto a favor do atraso, da ditadura, do bolivarianismo, representados pelo candidato do PT. Todos aqueles que apresentam alguma restrição a Lasier Martins, por uma razão ou outra, devem pensar no futuro, no Rio Grande do Sul e no Brasil, e ajudar a elegê-lo, porque o oposto a ele é muito ruim. Voto Lasier Martins, vote você também em Lasier Martins

Datafolha: Olívio tem 39%, e Lasier, 38% dos votos válidos

Segundo pesquisa do Datafolha divulgada na tarde de sábado, a disputa para o Senado apresenta um empate técnico entre Olívio Dutra (PT), que aparece com 39% dos votos válidos, e Lasier Martins (PDT), que soma 38%. Pedro Simon (PMDB) tem 16%. Olívio oscilou dois pontos para cima em relação ao levantamento anterior, que ouviu eleitores nos dias 1º e 2 de outubro. O pedetista oscilou um ponto para baixo, e o representante do PMDB permaneceu com os mesmos 16% dos votos válidos. Simone Leite (PP) aparece com 5%, e Julio Flores (PSTU) soma 1%. Os demais candidatos não alcançaram 1% cada. Quando são levados em consideração os votos totais, o Datafolha indica que 6% dos entrevistados pretendem votar em branco ou nulo, e 14% disseram ainda não saber em quem votar para o Senado. Ainda levando-se em conta os votos totais (o que inclui brancos e nulos), Olívio tem 31%, e Lasier, 30%. Simon aparece com 13%. O levantamento foi realizado de 3 a 4 de outubro e ouviu 1.886 eleitores em 54 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Isso significa que, se fossem realizados cem levantamentos com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os protocolos RS-00026/2014 e BR-01037/2014. Não há mais qualquer sombra de dúvida de que os candidatos Pedro Simon e Simone Leite não têm qualquer chance. Votos dedicados a eles serão completamente inúteis. Pior do que isso: serão votos que beneficiarão o candidato do PT, o Exterminado do Futuro, Olívio Dutra. Assim, o dever de peemedebistas e progressistas é o de impedir essa vitória petista, a vitória do atraso, e eleger Lasier Martins.

Pesquisa Datafolha deste sábado confirma virada no Rio Grande do Sul, Tarso tem 36% dos votos válidos; Sartori, subindo, está com 29%, empatado com Ana Amélia que está caindo

Pesquisa Datafolha divulgada na tarde deste sábado mostra o governador petista do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, com 36% dos votos válidos (descontados brancos e nulos), seguido por José Ivo Sartori (PMDB), que conseguiu produzir a virada e agora está com 29%, em ascensão, ao lado da senadora Ana Amélia Lemos (PP), que está em queda. O petista Tarso Genro caiu dois pontos em relação ao levantamento anterior, com entrevistas realizadas nas quarta e quinta-feiras. Ana Amélia manteve a tendência de queda verificada nas duas rodadas anteriores e recuou de 32% para 29%. Em tendência oposta, Sartori passou de 26% para 29% das intenções de voto. Como são necessários 50% mais um dos votos válidos para vencer no primeiro turno, a tendência é de confirmação do segundo turno no Estado. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Vieira da Cunha (PDT) tem 4%, Robaina (PSOL), 1%, e os demais não atingiram 1% cada um. Quando se contabilizam os votos totais, o contingente de quem pretende votar em branco ou nulo é de 4%, e os indecisos são 10%. Nas simulações de segundo turno, o petista Tarso empata com Ana Amélia e com José Ivo Sartori. O petista tem 51% dos votos válidos contra 49% da representante do PP, enquanto aparece numericamente empatado em 50% com o peemedebista. Na simulação entre Sartori e Ana Amélia, ele fica com 55%, e ela, 45%. O levantamento foi realizado de 3 a 4 de outubro e ouviu 1.886 eleitores, em 54 municípios, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. Isso significa que, se fossem realizados cem levantamentos com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os protocolos RS-00026/2014 e BR-01037/2014.

Megaoperação da Polícia Federal em Santa Cruz do Sul foi suspensa para não prejudicar a campanha do PT no Rio Grande do Sul

A Polícia Federal já estava a caminho quando recebeu ordens de Brasília para parar com tudo. O receio de fazer marola na campanha do governador petista do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, para o governo estadual, é o que há de mais escandaloso na suspensão da operação da Polícia Federal na terça-feira, quando 60 agentes já se encontravam em Santa Cruz do Sul para cumprir mandados de busca e apreensão na Associação Santa-Cruzense dos Agricultores Camponeses, ligada ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), e também a outros locais mantidos até agora em segredo. O MPA é acusado de tomar crédito federal, no Pronaf, embolsar o dinheiro e prejudicar 6 mil agricultores do Vale do Rio Pardo.A operação durou cinco anos. Os agricultores assinavam procurações sem saber de nada. A ordem para suspender a operações da Polícia Federal veio de Brasilia na undécima hora, sem maiores explicações. O ministro da Agricultura disse que não sabia de nada. Em Santa Cruz do Sul já se sabe que o interesse no congelamento da operação policial
poupou provisoriamente dois políticos do PT, o deputado federal Bohn Gass (conhecido com "xurasco") e o vereador da cidade, Wilson Rabuske. Os dois disseram que não sabiam de nada, mas ambos convenceram o governo Dilma a perdoar a dívida, sob a alegação de que os agricultores seriam prejudicados. O jornal Correio do Povo deste sábado, entrevistou um dos agricultores prejudicados, Otávio Muller, de Santa Cruz do Sul, que pediu financiamento de R$ 10 mil, mas nada recebeu porque o Banco do Brasil alegou ter entregue o dinheiro para o MPA. Cinco meses depois recebeu R$ 3 mil do MPA. Ele acabou no cadastro do Serasa. A Polícia Federal não gostou das ordens que recebeu e espera retomar as investigações nos próximos dias, mas com as notícias sobre a paralisação dos atos de busca e apreensão, os implicados já tiveram tempo mais do que suficiente para sumir com as provas. A ordem para a suspensão partiu do engavetador geral da República, Rodrigo Janot, que a petista soberana búlgara colocou na chefia da Procuradoria Geral da República. Esse deputado federal Bon Gass é aquele que, durante o governo Yeda Crusius, funcionou como o grande inquisidor petista na CPI do Detran, tendo o atual comandante da Brigada Militar, coronel araponga Fabio Duarte Fernandes, como o seu orientador de perguntas, a partir das fuçadas que dava nos sistemas de informação do Estado pela Internet.

VIRADA - VIRADA - AÉCIO NEVES PASSA MARINA SILVA, ELE VAI PARA O SEGUNDO TURNO

Ibope, votos válidos: Dilma, 46%; Aécio, 27%; Marina,24%.
Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (4) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto válidos na corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 46%
- Aécio Neves (PSDB): 27%
- Marina Silva (PSB): 24%
- Pastor Everaldo (PSC): 1%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Zé Maria (PSTU): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Segundo o Ibope, "após o debate, Dilma segue na liderança; Aécio Neves cresce e fica numericamente à frente de Marina Silva.

PR: Datafolha aponta vitória de Richa no 1º turno com 53%

Beto Richa (PSDB)

Beto Richa (PSDB) (Divulgação/VEJA.com)
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado indica vitória do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) no primeiro turno das eleições. O levantamento, feito em parceria com a RPC TV, afiliada da Rede Globo no estado, aponta o tucano com 53% dos votos válidos. A pesquisa, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, exclui da contagem os votos brancos e nulos e também os indecisos.
O senador Roberto Requião (PMDB) tem 32% dos votos válidos, segundo o levantamento, e a ex-ministra Gleisi Hoffmann, do PT, 13%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números PR-00048/2014 e BR-01037/2014.
No levantamento anterior, divulgado na quinta-feira, Richa aparecia com 49% dos votos, seguido por Requião (27%) e Gleisi (11%). Votos brancos e nulos somavam 4%, e 7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. 

Na delação premiada, Paulo Roberto Costa revela que os contratos da Petrobras eram superfaturados entre 18% e 20%

Paulo Roberto Costa afirmou que fraudou licitações nas duas maiores obras da estatal. Ele dá nome aos lobistas, diretores de empreiteiras, funcionários e partidos que recebiam o dinheiro

DIEGO ESCOSTEGUY E MARCELO ROCHA COM FILIPE COUTINHO E FLÁVIA TAVARES
03/10/2014 21h21 - Atualizado em 03/10/2014 21h32
Em 10 de dezembro de 2009, a Petrobras assinou um contrato de R$ 3,1 bilhões com um consórcio formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS. O contrato, classificado como “reservado” pela estatal, a que ÉPOCA teve acesso, previa que o consórcio trabalharia na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Foi uma grande vitória para as duas empreiteiras, duas das maiores do país. Mesmo para os padrões delas, era um senhor contrato. Foi também uma vitória especial para três dos personagens que tornaram viável. Dois deles estavam na cúpula da Petrobras: Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento, indicado por PP, PMDB e PT, e Renato Duque, diretor de Serviços, indicado pelo PT. O terceiro personagem estava na Odebrecht: o engenheiro Rogério de Araújo, diretor da empreiteira. Ele assinou o contrato. Segundo Paulo Roberto confessou aos procuradores que investigam esquemas de corrupção na Petrobras, e ÉPOCA agora revela com exclusividade, o contrato foi superfaturado, num percentual entre 18% e 20%, de maneira a assegurar o pagamento de propina aos envolvidos. Eram pagamentos a funcionários da Petrobras, como ele e Duque; a lobistas que atuaram no negócio; e, finalmente, a diretores das empreiteiras. O contrato, disse Paulo Roberto, só foi fechado após um acerto entre ele e Araújo, o diretor da Odebrecht. O acerto previa pagamento de propina a Paulo Roberto em paraísos fiscais – e o compromisso de “colaboração” financeira às campanhas dos partidos da base aliada, que asseguravam o aparelhamento político na Petrobras.
 
PRESSÃO Paulo Roberto Costa. Em sua delação, ele tem muito a perder se esconder informações da polícia (Foto: Sergio Lima Folhapress)
As informações são inéditas e foram checadas por ÉPOCA com três investigadores que têm acesso às dezenas de horas dos depoimentos prestados por Paulo Roberto à força-tarefa, desde que ele fechou um acordo de delação premiada, no final de agosto. ÉPOCA também obteve documentos que corroboram alguns dos pontos narrados por Paulo Roberto e entrevistou dois operadores do esquema. Sob a condição de permanecer no anonimato, eles confirmaram o teor do que Paulo Roberto disse ao Ministério Público (MP). Segundo a narrativa dele, o percentual de superfaturamento de 18% a 20% aplicava-se à maioria dos contratos fechados por ele com as empreiteiras. Esse dinheiro extra, bancado pelos cofres da Petrobras, era dividido pelos envolvidos. Na divisão do butim de 18%, quem detinha a caneta mais poderosa ficava com um percentual maior. Em primeiro lugar, os políticos dos partidos – PT, PMDB e PP – que garantiam a permanência dos diretores da Petrobras no cargo. Em seguida, diretores como ele, Paulo Roberto. Abaixo deles, o núcleo operacional – lobistas, doleiros e operadores que montavam os negócios e se encarregavam de pagar os superiores, após reter uma comissão.
Paulo Roberto contou aos procuradores que vendia às empreiteiras algo que definiu como um “pacote de serviços”. Em vez de cobrar propina por contrato fechado, preferia vender seus préstimos no atacado e criar uma relação comercial duradoura e profissional. Paulo Roberto disse que a Odebrecht fechara com ele um pacote desses. O pacote fora negociado, disse Paulo Roberto, com o diretor Rogério de Araújo, aquele que assinou o contrato de R$ 3,1 bilhões para a refinaria Abreu e Lima – o contrato e os sucessivos aditivos a ele. Segundo o depoimento de Paulo Roberto, além de lobistas e parlamentares ouvidos por ÉPOCA, os homens da Odebrecht responsáveis por obter os contratos bilionários na Petrobras eram Araújo e Márcio Faria, também diretor da empreiteira. A agenda de Paulo Roberto, apreendida pela Polícia Federal (PF), aponta vários encontros entre eles, em geral em restaurantes discretos no Rio de Janeiro. Os extratos telefônicos de Paulo Roberto também reforçam os contatos frequentes entre eles. Os dois diretores da Odebrecht já são investigados pelo MP.
 
MISTÉRIO A refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Só agora se esclarecem as suspeitas sobre a obra (Foto: divulgação/Petrobras)
Paulo Roberto afirmou aos procuradores que o pacote da Odebrecht incluía os contratos na refinaria Abreu e Lima e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o Comperj. Pelo acordo, cabia a Paulo Roberto (mas não apenas a ele) assegurar que a Odebrecht ganhasse e mantivesse contratos nas duas obras, entre as mais caras da Petrobras. Em contrapartida, Paulo Roberto disse que recebeu US$ 23 milhões, por intermédio da Odebrecht, em suas contas secretas na Suíça. Para que não houvesse óbices aos contratos da Odebrecht, como no caso de outras empreiteiras, era preciso, disse Paulo Roberto, assegurar o “apoio” de Renato Duque, o diretor de Serviços, indicado pelo PT e interlocutor íntimo do tesoureiro informal do partido, João Vaccari. As licitações para as obras nas refinarias passavam por Duque. Qualquer obra média precisava ser aprovada pelos diretores da estatal. Por isso, afirmou Paulo Roberto, era fundamental assegurar “financeiramente” o apoio de Duque e do PT.
Na semana passada, o ministro Teori Zavascki, que relata o caso no Supremo Tribunal Federal, homologou a delação premiada de Paulo Roberto. Graças a sua extensa colaboração com os procuradores, ele deixou a prisão. Ficará em prisão domiciliar, monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Sua família, que o ajudava no esquema, também ficará livre. Paulo Roberto comprometeu-se a devolver o dinheiro obtido com seus “pacotes de serviços”. São US$ 28 milhões em contas secretas, uma multa de R$ 5 milhões à vista, além de entregar bens, como mansões e lanchas. A delação o obriga a continuar a colaborar com as investigações, à medida que elas avancem e novos casos sejam descobertos. Se alguma informação que ele forneceu se mostrar falsa, ou caso os procuradores avaliem que ele não contou tudo, Paulo Roberto perderá a delação. Voltará para a cadeia. Por isso, a palavra dele tem tanto peso, embora ele seja um criminoso. Paulo Roberto tem todos os incentivos para falar a verdade – e corre todos os riscos se faltar com ela.
>> Em acordo, Paulo Roberto Costa se compromete a devolver milhões de dólares

Reservadamente, os investigadores afirmam que ninguém será processado apenas em virtude do que disse Paulo Roberto. Será preciso mais. Mas o que ele disse e puder ser provado – ou já estiver provado, diante das provas recolhidas pela PF nos últimos meses – o consagra como a testemunha mais valiosa na história do combate à corrupção no Brasil. Paulo Roberto entregou, além da Odebrecht, maior empreiteira do país, os demais gigantes do setor: Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, Queiroz Galvão, entre tantas outras. 
 
Um contrato secreto (Foto: Época)
Entregou, também, multinacionais poderosas da indústria do petróleo, como Trafigura e Glencore, as grandes vendedoras de derivados de combustível no mercado internacional. E entregou uma extensa lista de deputados, senadores, ministros e governadores que, segundo ele, se beneficiaram, direta ou indiretamente, da corrupção orgânica na maior empresa do Brasil.
Pela primeira vez desde a redemocratização do país, existe a possibilidade real de processar – e, eventualmente, de punir – esse tipo de corrupção. Na escala da corrupção política e industrial brasileira, nada é maior do que a Petrobras. Trata-se da maior estatal do Brasil, dirigida por quadros comandados por alguns dos maiores políticos do Brasil, que fecham, à base de propina, os maiores contratos do Brasil com algumas das maiores empresas do Brasil – e do mundo. Os desdobramentos da Operação Lava Jato, caso não sejam barrados por algum tribunal, terão consequências profundas, política, econômica ou juridicamente. Há frentes de investigação para cada empresa e políticos citados, com pormenores, nos fatos narrados por Paulo Roberto ou já descobertos antes disso. É possível que corruptores (as empresas) e corruptos (políticos e burocratas) sejam, pela primeira vez, exemplarmente punidos juntos.

As consequências políticas do caso serão imediatas e severas. Com tantos parlamentares e políticos poderosos sob investigação, o próximo presidente, seja ele quem for, terá de controlar o risco de uma crise institucional no Congresso. Num primeiro momento, qualquer reforma que precise passar pela Câmara e pelo Senado está descartada. Os parlamentares começarão 2015 sob intensa pressão para também investigar e punir os políticos suspeitos de participar no esquema. É altamente improvável que os nomes dos envolvidos permaneçam muito mais tempo em segredo. Haverá pressão para a prorrogação das duas CPIs que investigam a Petrobras e também para criar outra que apure os desdobramentos do depoimento de Paulo Roberto. Se tiver muita habilidade política, o próximo presidente evitará uma crise que afunde o Congresso já no começo da nova legislatura. Se agir atabalhoadamente, será tragado para a crise e a ampliará.
 
NOVA DELAÇÃO O doleiro Alberto Youssef. Depois de sete meses preso, ele iniciou seu depoimento na quinta passada. No destaque, o nome do executivo do banco PKB, que cuidava de seus clientes (Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo)
Nos depoimentos de sua delação premiada, Paulo Roberto reiterou seguidamente a relevância do lobista Fernando Soares, conhecido no mercado – e no Congresso – como Fernando Baiano. ÉPOCA revelou em abril a participação de Baiano no esquema. Baiano, segundo os investigadores ouvidos pela reportagem de ÉPOCA e o depoimento de Paulo Roberto, detinha uma dupla função na organização criminosa. Era ele o principal intermediário entre Paulo Roberto e empreiteiras como Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez. Paulo Roberto e seus familiares cuidavam das tratativas com os “pacotes premium”, aqui e no exterior. Baiano obtinha oportunidades pontuais de negócios com as empreiteiras e demais fornecedoras da Petrobras. Baiano também era encarregado da interlocução política com o PMDB. O doleiro Alberto Youssef e o operador João Cláudio Genu cuidavam do PP. Muitos dos favores concedidos por Paulo Roberto a políticos chegaram a ele por meio de Baiano. Os favores variavam. Envolviam coisas como encerrar um litígio entre a Petrobras e um empresário amigo, ou comprar derivados de combustível de uma empresa indicada pelo político.
Baiano crescera na organização de Paulo Roberto graças a sua destreza nas duas pontas: conseguir negócios e acalmar os políticos que o sustentavam no cargo. Quando foi nomeado diretor de Abastecimento, em 2004, Paulo Roberto fora indicado pelo PP, com o aval de José Dirceu e Delúbio Soares. Após a crise do mensalão, em 2005, Paulo Roberto precisou de mais apoio político para permanecer no posto. Baiano, um lobista que já atuava nas cercanias da Petrobras, surgiu como um facilitador. Ao lado do advogado Eduardo Gouvea, Baiano já mantinha boas relações com deputados e senadores do PMDB. Também tinha amigos em todas as facções do PP, que ameaçava se desintegrar após o mensalão. Baiano, segundo os relatos ouvidos por ÉPOCA e o depoimento de Paulo Roberto, foi fundamental para que o esquema se mantivesse – e até aumentasse em escopo e ambição. Baiano passou a conseguir negócios no exterior.

O depoimento de Paulo Roberto é corroborado pelos documentos apreen-
didos pela PF no decorrer da Lava Jato. Como revelou ÉPOCA em abril, Baiano recebia sua comissão e repassava o restante a Paulo Roberto. Em muitos casos, o dinheiro das empreiteiras era repassado a Baiano por meio da estrutura financeira de Youssef. É o que demonstra a contabilidade dele e também de Paulo Roberto. De acordo com a PF, Paulo Roberto recebeu pelo menos o equivalente a R$ 2,4 milhões de Baiano em reais, dólares e euros em diferentes negócios. Muitos dos políticos beneficiários do esquema receberam propina por meio de Baiano, disse Paulo Roberto. Agora, a força-tarefa concentra grande parte dos esforços em rastrear as operações financeiras de Baiano, no Brasil e em paraísos fiscais.

Os investigadores têm grandes chances de sucesso. Como num quebra-ca­beça em que cada peça começa a se encaixar à perfeição, o homem que cuidava do dinheiro de Paulo Roberto e Baiano também fechou um acordo de delação com o MP. Na quinta-feira, Youssef começou a prestar depoimento na Superintendência da PF em Curitiba, onde está preso há sete meses. Youssef conseguiu incluir no acordo, além da Operação Lava Jato, antigas acusações por sua participação no esquema de evasão de divisas, conhecido como Caso Banestado. Por que Youssef fechou o acordo na semana passada? Ele aguardou a conclusão dos depoimentos de Paulo Roberto. Apontado como elo “operacional” da quadrilha na distribuição de propina, Youssef acreditava que conseguiria costurar um acordo que lhe seria favorável com os procuradores, porque ele tem condição de confirmar e provar as acusações feitas por Paulo Roberto. Youssef pode apontar o envolvimento de políticos, a entrega de valores a esses agentes públicos e a movimentação de recursos no exterior. Ele se comprometeu a entregar os beneficiários do esquema. Entre eles, políticos do PMDB, do PP, do PT e do PTB. Youssef assegurou aos procuradores que guardou as provas dos pagamentos sujos.

A força-tarefa espera que os depoimentos de Youssef ajudem na busca pelas provas dos pagamentos de propina no exterior. Um dos principais braços operacionais do esquema estava concentrado no banco suíço PKB, que enfrenta processos por lavagem de dinheiro em muitos países. José Luiz Pires, o homem do PKB que cuidava dos clientes brasileiros, intermediou pagamentos para Youssef e Paulo Roberto. E também para outro operador importante da Petrobras: Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, amigo do senador Fernando Collor, do PTB. Leoni Ramos foi acusado de cobrar propina na Petrobras, durante o governo Collor.
 
Um contrato secreto (Foto: Época)
Segundo documentos apreendidos pela PF no escritório de Pires, a que ÉPOCA teve acesso, como extratos bancários e anotações, a OAS mantinha contas no PKB. Algumas das principais empresas offshore de Paulo Roberto e Youssef, também. Os documentos mostram que a OAS African Investments, uma subsidiária internacional da OAS, transferiu, em 2013, ao menos US$ 4,8 milhões para uma conta no PKB administrada por Paulo Roberto e Youssef. A OAS integra, com a Odebrecht, o consórcio que faturou o contrato de R$ 3,1 bilhões na refinaria Abreu e Lima em 2010. Na agenda de Pires, há uma anotação em dezembro de 2010. Logo após as eleições daquele ano, Pires escreveu o seguinte: “Construtora – fora – campanha política”. “Presumindo que haverá recursos do exterior destinados à campanha política”, dizem os peritos da PF, num relatório obtido por ÉPOCA (leia o fac-símile na página 37).
A força-tarefa teve acesso também a rascunhos de contratos entre as empreiteiras e o núcleo operacional do esquema. Um deles envolve a mesma OAS e uma empresa offshore controlada por Youssef e Paulo Roberto. Prevê que Paulo Roberto e Youssef consigam “ajudar” a OAS a obter um contrato para trabalhar na expansão do Porto Walvis, na Namíbia, um dos mais importantes da África. O governo da Namíbia contratara uma empresa brasileira para cuidar da licitação, e lobistas do PMDB têm bons contatos lá. É uma operação do ano passado. Ela revela como os empreendimentos de Paulo Roberto e Youssef cresciam espantosamente. Os investigadores já descobriram que parte significativa do dinheiro recebido pelos dois lá fora era transferido para contas em Hong Kong, onde é mais difícil, pela legislação local, obter provas.

No Brasil, provas não faltam. As auditorias do Tribunal de Contas da União nos contratos da Abreu e Lima e do Comperj confirmam que houve superfaturamento nas obras, como confessou Paulo Roberto. No caso da Odebrecht, a participação na Abreu e Lima começou antes mesmo do contrato de R$ 3,1 bilhões. A empreiteira fez parte do consórcio responsável pela terraplenagem do local, em contrato assinado em agosto de 2007. Além da Odebrecht, participaram do consórcio Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Galvão Engenharia. Segundo o TCU, o contrato de R$ 534 milhões tem indícios de um superfaturamento de quase R$ 70 milhões. Em alguns casos, houve aumento de 1.278% em relação à quantidade de produtos previstos.

​O TCU também detectou problemas no contrato de R$ 3,1 bilhões, fechado em 2009, decorrentes de falhas na própria terraplenagem feita pelo consórcio. Segundo o TCU, era difícil até colocar estacas no terreno. Somente esse problema aumentou os custos do contrato em R$ 210 milhões. “A construtora Odebrecht também participou do consórcio que desenvolveu a obra de terraplenagem. Isso leva a crer que o grau de resistência do terreno já era de conhecimento do consórcio. Tal fato também deveria ter sido de conhecimento da Petrobras, que contratou e fiscalizou as obras”, diz um dos relatórios. No mês passado, o TCU apontou que, no total, as obras na refinaria Abreu e Lima têm indícios de superfaturamento de quase R$ 370 milhões. As irregularidades repetem-se nas obras do Comperj, outra que fazia parte do “pacote de serviços” de Paulo Roberto. Em 2008, a Petrobras assinou um contrato de R$ 833 milhões com um consórcio liderado pela Odebrecht, também para obras de terraplenagem. Em 2010, o TCU descobriu um superfaturamento de R$ 76 milhões no contrato.
Procurada, a Construtora OAS não respondeu. A Odebrecht nega veementemente ter feito qualquer pagamento, depósito ou aberto conta em nome de qualquer diretor ou ex-diretor da Petrobras e seus familiares. A empresa afirma, por meio de nota, que há décadas mantém contratos com a Petrobras, todos conquistados de acordo com a lei de licitações públicas. De acordo com a Odebrecht, Rogério Araújo e Márcio Faria são alguns dos executivos da empresa que se relacionam com diversas áreas da Petrobras para tratar exclusivamente de assuntos profissionais. “Não existe e nunca existiu negociação de contratos fora dos termos das licitações”, diz a nota. A Odebrecht afirma estar inteiramente à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sempre que for solicitada a fazê-lo.

Nem José Luiz Pires, do PKB Bank, nem Fernando Baiano foram localizados. João Vaccari Neto informou, por meio de nota da assessoria do PT, que foi convidado para uma reunião na sede da GFD no início deste ano pela secretária de Youssef. Ao chegar ao escritório, como o doleiro não estava, a reunião não foi realizada. “Por esse motivo, ele ficou apenas 5 minutos no prédio. Logo não houve nenhum contato com o referido senhor”, diz a nota. Segundo o partido, foi a única vez que Vaccari esteve no escritório da sede da empresa de Youssef ou foi convidado para reuniões com ele.

Ibope: Tarso lidera com 35%, Ana Amélia aparece com 27% e Sartori avança para 20%

Pesquisa Ibope para o governo do Estado divulgada nesta sexta-feira mostra que Tarso Genro (PT)
assumiu a liderança na disputa, enquanto as intenções de voto para Ana Amélia Lemos (PP) caíram. O governador petista aparece com 35% (cinco pontos percentuais a mais do que no levantamento realizado entre os dias 21 e 23 de setembro), e a candidata do PP recuou 10 pontos, passando de 37% a 27%. Conforme o Ibope, José Ivo Sartori (PMDB) também cresceu: tem 20% das intenções — tinha 15% na pesquisa anterior. Roberto Robaina (PSOL) e Vieira da Cunha (PDT) aparecem com 2% cada, Estivalete (PRTB) tem 1% e Humberto Carvalho (PCB) não atingiu 1%. Brancos e nulos são 5%, e indecisos representam 8%.