sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Efetivos militares da Força Nacional são enviados a Santa Catarina para combater onda de ataques do bandidos terroristas

Com o agravamento da onda de atentados criminosos em Santa Catarina pela bandidagem terrorista, o ministro da Justiça, o "porquinho" petista e muito incompetente José Eduardo Cardozo, confirmou na noite desta sexta-feira o envio de tropas da Força Nacional de Segurança ao Estado para enfrentar a onda de violência. Quase 70 ocorrências foram registradas pela polícia esta semana em 26 municípios. O "porquinho" petista e muito incompetente José Eduardo Cardozo se reuniu nesta sexta com o governador em exercício, Nelson Schaefer Martins. Segundo o Ministério da Justiça, o envio da Força Nacional de Segurança foi confirmado após uma solicitação formal das autoridades catarinenses. José Eduardo Cardozo e o governador em exercício mantiveram contatos desde o aumento da onda de violência, afirma o ministério. Em nota, o governo de Santa Catarina informou acreditar que "entre os principais motivos da nova onda de atentados criminosos no Estado está a intensificação de ações policiais no combate ao tráfico de drogas". A Força Nacional deve atuar diretamente com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal para elaborar plano de intervenção e ação integrada. Nesta quinta-feira, a Diretoria Estadual de Investigações Criminais de Santa Catarina confirmou que os atentados foram ordenados de dentro do presídio de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ou seja, é um presídio controlado diretamente pelo ministério da Justiça, do muito incompetente petista "porquinho" José Eduardo Cardozo, que sequer tem domínio sobre os órgãos subalternos. De acordo com o governo catarinense, os ataques já atingiram 26 municípios. As maiores ocorrências foram de ônibus incendiados, ataque a bases policiais, a residências de agentes de segurança e a veículos particulares de civis. Às vésperas das eleições, o Estado de Santa Catarina sequer tem condições de garantir o funcionamento das seções eleitorais neste domingo em face do terrorismo da bandidagem. É o maior assalto contra a soberania popular. Por isso vote Aécio Neves 45, para acabar com esse clima de terror no Brasil.

TRACKINGS DE CAMPANHA AFIRMAM QUE AÉCIO NEVES JÁ VIROU E DEVE IR AO SEGUNDO TURNO

Os trackings da campanha tucana apontaram nesta sexta-feira, pela primeira vez, para a virada e para Aécio Neves rumando célere para o segundo turno. Os levantamentos fecharam assim:
Dilma Rousseff - 37% (caiu dois pontos)
Aécio Neves  - 24% (subiu três pontos)
Marina Silva - 21% (caiu três pontos)
Há uma forte subida de Aécio Neves em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo é impressionante a virada. O número de indecisos aumentou para 12% depois do debate da Globo. Os eleitores pesquisados informam que querem votar em quem tiver mais chances de derrotar o PT. O sentimento anti-PT é crescente. A preocupação, agora, é demonstrar para estes indecisos que Aécio Neves é, efetivamente, como provou no debate da Rede Globo, o nome que pode derrotar o PT. Para isso, o trabalho nas redes sociais é fundamental para o que o tucano consolide a ida ao segundo turno.

DOLEIRO YOUSSEF ENTREGA ARQUIVOS DA CORRUPÇÃO DOS GOVERNOS PETISTAS AO MINISTÉRIO PÚBLICO

O doleiro Alberto Youssef, alvo da Operação Lava Jato, está entregando ao Ministério Público Federal farta documentação para comprovar todas as revelações de sua delação premiada. Youssef começou a depor quinta feira, 2, e seguirá depondo ininterruptamente até o domingo, 5. Ele sabe muito, vai apontar empreiteiras, empresários, políticos. Um investigador disse que “uma contribuição desse tamanho ninguém sabe onde ela vai parar”. Os procuradores querem informações sobre pelo menos 750 contratos públicos que têm as digitais de Youssef, 17 deles relativos a empreendimentos da Petrobras, na gestão de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal. Quando a Lava Jato foi deflagrada, em março, a Polícia Federal encontrou em poder do doleiro relatório intitulado “planilha de projetos”, documento que mostra indícios de que Youssef intermediou 750 projetos entre grandes construtoras e órgãos públicos, no período de fevereiro de 2009 a maio de 2012. A planilha revela movimentos do doleiro em setores da administração pública. Somados, os valores referentes a estes contratos ultrapassam a “casa dos bilhões”, segundo relatório da Polícia Federal. Pelo menos 17 contratos da Petrobras para grandes empreendimentos nas áreas de refinarias e gás teriam tido a participação do doleiro, suspeita a Polícia Federal. A investigação aponta, preliminarmente, que Youssef recebeu comissões no valor aproximado de R$ 160 milhões no âmbito dos 17 contratos com a Petrobras. A força tarefa de procuradores da República quer saber quem são os contatos do doleiro nos órgãos públicos, por onde ele circulou, quem recebeu propinas, contas para onde foram transferidos valores ilícitos. Ele tem documentos de cada transação. No acordo de delação premiada comprometeu-se a entregar todos os registros. A cada situação que apontar, a cada contrato que fizer menção, a cada episódio de corrupção e lavagem de dinheiro que confessar, Youssef se compromete a juntar documentação para comprovar o que diz. “Dessa vez o interesse público vai ser muito bem atendido”, avalia um investigador. A delação de Youssef será “infinitamente mais robusta” que a delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa – o executivo fez uma sucessão de depoimentos e apontou pelo menos 32 parlamentares como supostos beneficiários de propinas. A grande diferença das delações de Youssef e de Paulo Roberto Costa é que o doleiro vai enriquecer seus relatos com papéis, registros de operações ilícitas. A delação do doleiro será mais robusta e mais longa que a de Paulo Roberto Costa. Não tem previsão para acabar. Um investigador reiterou que “o que vai ser diferente (em relação à delação de Costa) é que ele (Youssef) vai apresentar documentação”.

Com Dilma, Petrobras perdeu R$ 162 bilhões – saiba o que dá para comprar com esse valor

Na VEJA.com: A Petrobras deixou de ser a maior empresa do Brasil em valor de mercado na última segunda-feira, depois que as ações da empresa caíram 11% na Bolsa de Valores. Com isso a Ambev, avaliada em 253 bilhões de reais, voltou a ser a maior companhia — posto que ocupava até março deste ano. Até o dia 30 de setembro, as ações da estatal acumulam, apenas no governo Dilma, queda de 162,2 bilhões de reais em valor de mercado, ou 43%. É como se a Petrobras tivesse perdido mais que “um Bradesco” em menos de quatro anos, ou seis vezes a empresa TIM, por exemplo, de acordo com dados da consultoria Economática.

A estatal tem vivido um ano de altos e baixos na Bolsa. Investidores passaram a apostar nos papéis da empresa em março, quando as primeiras pesquisas de intenção de voto mostravam a presidente Dilma Rousseff com um baixo nível de aprovação e um alto nível de rejeição entre os eleitores. Se contabilizadas as perdas apenas até março deste ano, somam 73%. Isso significa que o brasileiro que investiu 1.000 reais em papéis da empresa em 2008, tinha em março apenas 270 reais.
Com a aproximação das eleições, tanto as ações da empresa quanto a de todas as estatais se valorizaram, com investidores apostando numa mudança de governo. Alvo de corrupção e ingerência, a Petrobras atingiu no governo Dilma o título de empresa de petróleo mais endividada do mundo, com uma dívida de 300 bilhões de reais — maior, inclusive, que seu valor de mercado.
Saiba o que é possível comprar com os bilhões que a estatal perdeu em valor mercado durante o governo Dilma aqui. Por Reinaldo Azevedo

OLÍVIO DUTRA E A CORRUPÇÃO COMO RECURSO REVOLUCIONÁRIO

Leia este importante artigo do professor José Antônio Giusti Tavares, cientísta político, que comprova como o petista Olívio Dutra, conhecido como "Exterminador do Futuro", aplicou a corrupção como recurso revolucionário durante seu governo no Rio Grande do Sul. Mais do que isso, o professor Giusti Tavares aponta que o petista Olívio Dutra foi aconselhado pela comunista Marta Harnecker, que vive em Cuba, a qual deu chancela ao PT, dizendo que o modo de governar deste partido é revolucionário e "tende ao partido único". Leia o artigo imprescindível:
"Em novembro de 2001, o Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito da  Assembléia Legislativa do RS sobre a Segurança Pública, de autoria do Deputado Vieira da Cunha e aprovado por sólida maioria, indiciou por crime de responsabilidade e improbidade administrativa o então governador Olívio Dutra e o vice-governador Miguel Rossetto. O Relatório concluiu ainda pela inelegibilidade do governador e indiciou 45 pessoas, entre as quais integrantes do  governo e da administração pública estadual, em particular delegados e outros funcionários da  polícia estadual, por diferentes delitos, todos associados ao mesmo caso. O libelo compreendia a associação do governo com jogo do bicho e a conversão da então Loteria do Estado do Rio Grande do Sul (LOTERGS) em abrigo para o dinheiro da contravenção,  bem como a lavagem do dinheiro dela recebido pelo PT para a construção da famosa sede partidária, simulando doações de empresas, em particular a  MARCOPOLO, as quais, negando aquela alegação, denunciaram a fraude. Ademais, em 2001 o grupo de Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ganhara a licitação para gerir a LOTERGS, que o governo Olívio revogou após a conclusão da CPI que passara a denominar-se do jogo do bicho. Mas sob outra denominação aquele grupo contraventor permaneceu na gestão da loteria estadual até 2004, quando o contrato que a estabelecera foi rescindido governador Germano Rigotto. Contudo, o mais importante entre os denunciados pela CPI  foi Diógenes José Carvalho de Oliveira, por formação de quadrilha, falsidade ideológica, falso testemunho e estelionato. Diógenes, conhecido como Diógenes do PT, amigo e associado íntimo de Olívio e de Tarso Genro, fora fundador e presidente do Clube da Cidadania, em 1998, que funcionava como um banco para arrecadar contribuições àquele partido. É quase impossível sumariar a carreira de Diógenes. Membro do Partido Comunista Brasileiro, fugiu do Brasil em 1964; passou algum tempo em Cuba onde fez um curso de terrorismo revolucionário; logo, retornando ao país, ingressou na Vanguarda Popular Revolucionária e iniciou a sua numerosa carreira homicida, na qual se destaca por sua brutalidade inumana o assassinato do capitão do exército norte-americano Charles Chandler, em frente à sua residência diante de sua esposa e dois filhos. Para executar o capitão Chandler, Diógenes usou a arma que, durante um assalto Banco Mercantil de São Paulo, arrebatara ao vigia depois de matá-lo. Mas, confrontado com a CPI, foi tomado por taquicardia e, retirando-se nervosamente do recinto da Assembléia Legislativa, urinou-se. Entrevistado à época, o deputado Vieira da Cunha, relator da CPI, afirmou que "não há como desvincular a figura do Olívio e a do Diógenes; para nós eles estão umbelicalmente ligados". A afirmação de Vieira  da Cunha contém uma profunda verdade e, em meu entendimento, aponta para um elemento comum aos dois personagens: a estranha fé no comunismo auto-destrutivo. Em sua gestão como prefeito de Porto Alegre, Olívio Dutra foi orientado por Marta Harnecker, conhecida ideóloga marxista e militante do movimento comunista latino-americano, que registrou em seu livro "Fazendo Caminho ao Caminhar" - Ed.Thesaurus, Brasília,1996), suas conversações com Olívio Dutra, Tarso Genro e Arno Augustin, concluindo que "o  modo petista de governar é parte da concepção de partido único".

Ministro Gilmar Mendes suspende concessão de direito de resposta ao PT na Veja

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que obrigava a revista Veja a dar ao PT direito de resposta por causa de uma reportagem. O ministro afirmou em liminar que o Supremo Tribunal Federal, na decisão que declarou a Lei de Imprensa inconstitucional, fixou o entendimento de que o direito de resposta só é cabível contra a divulgação de informações falsas. No caso da Veja, escreveu o ministro, todos os fatos foram noticiados com as devidas fontes. A decisão do ministro foi tomada em medida cautelar em uma Reclamação levada ao Supremo pela editora Abril, que publica a revista. A empresa é representada no Supremo Tribunal Federal pelo advogado Alexandre Fidalgo, sócio do escritório EGSF Advogados. O Tribunal Superior Eleitoral havia condenado a Veja por causa de uma reportagem em que diz que “o PT paga a chantagistas para escapar do escândalo da Petrobras”. A revista afirma que o partido deu dólares para que “um chantagista” não divulgasse fatos relacionados à investigação sobre financiamento de campanha por meio de contratos fraudulentos com a Petrobras. O objetivo seria impedir que a informação interferisse nas eleições presidenciais, marcadas para este domingo (5/10). De acordo com o relator da representação, ministro Admar Gonzaga, a reportagem “extrapolou os limites da crítica ácida” e ofendeu a honra do partido. Por isso, entendeu que o direito de resposta era a medida adequada “a tal situação de extravasamento da liberdade jornalística”. Relator da Reclamação ajuizada ao Supremo, Gilmar Mendes, discordou do colega de Tribunal Superior Eleitoral, tribunal do qual Gilmar é vice-presidente. Na liminar, ele afirma que “o acórdão eleitoral incorreu, no mínimo, em excesso”, quando disse que as informações noticiadas pela Veja eram inverídicas. Embora reconheça que a medida cautelar não seja o meio mais adequado de se investigar a veracidade de informações noticiada pela imprensa, a Veja creditou tudo o que divulgou em depoimentos dados à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.
“Estando os fatos sob investigação, não é possível concluir sobre sua incorreção ou inveracidade”, escreveu. Para ele, “afigura-se bastante provável que o ato reclamado tenha, ao emprestar interpretação excessivamente limitadora da liberdade de imprensa, destoado das decisões proferidas por esta corte na ADPF 130 e na ADI 4.451 (que discutiram a Lei de Imprensa), ambas de relatoria do ministro Ayres Britto”. Para o advogado Alexandre Fidalgo, que representa a Veja, "a decisão é magnífica". "O Supremo Tribunal Federal, na voz do ministro Gilmar Mendes, fez prevalecer os pressupostos da democracia, repondo o valor constitucional da liberdade de expressão ao caso concreto. O Supremo, em duas oportunidades, afirmara que a crítica, ainda que veemente ou impetuosa, especialmente quando dirigida aos entes públicos, constitui o exercício da atividade de imprensa". Um dos principais argumentos da representação do PT ao TSE — e do ministro Admar Gonzaga — se relaciona à foto que ilustrou a reportagem. A revista publicou uma imagem de notas de dólar para se referir à quantia que disse terem sido pagos ao tal chantagista. O ministro Admar, relator da representação, indagou em seu voto que a própria reportagem dizia não ter conseguido acesso ao chantagista. “Se aquele que supostamente recebeu os dólares não quis se manifestar, de que forma a representada (a revista Veja) conseguiu a fotografia das cédulas que, taxativamente, afirmou terem sido utilizadas para pagamento da chantagem? A revista não explica”, anotou. Para o ministro Gilmar, esse argumento é “assaz frágil”. “É evidente que a referência que se faz à imagem não é literal”, afirmou em seu voto. Diz o voto: “O texto jornalístico utiliza-se de uma figura de linguagem para atribuir maior expressividade ao discurso. Visa tão somente a ressaltar que o pagamento da chantagem que descreve pode ter sido efetuado em um montante considerável de dólares. As notas constantes da imagem sequer poderiam ser identificadas por seu número de série e, em sua maioria, por seu valor, de modo a vinculá-las aos fatos descritos". Gilmar Mendes também afirma que a concessão do direito de resposta nesse caso foi “bastante lesivo à liberdade de imprensa”, inclusive porque contrariou a jurisprudência reiterada do Supremo Tribunal Federal. O ministro cita diversos precedentes do próprio TSE que demonstram a preocupação da corte com a liberdade de expressão. Um voto do ministro Sepúlveda Pertence, já aposentado, por exemplo, diz que “é a imprensa escrita a área de eleição de toda a história da afirmação da liberdade de expressão, de pensamento, de informação, de crítica”. De uma tacada só, Gilmar Mendes critica o posicionamento do PT, de ir ao Judiciário reclamar da imprensa, e do Tribunal Superior Eleitoral, por vacilar com sua própria jurisprudência. É que, segundo ele, já consta outra representação ajuizada pelo PT para reclamar de edição mais recente da Veja. “Essa representação está baseada na mesma espécie de fundamentação que a representação anterior, na qual foi expedido o ato reclamado. Assim, mantendo-se a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral revelada no acórdão ora reclamado, tudo leva a crer que novo direito de resposta deverá ser concedido a favor da mesma coligação e contra a mesma revista”. A semelhança entre os pedidos e a probabilidade de a próxima decisão ser em sentido semelhante  “leva à real e iminente possibilidade de que a Corte Superior Eleitoral transforme-se em corresponsável pela edição da revista em comento, em virtude da jurisprudência que está a construir em homenagem ao direito de resposta e em desprestígio da liberdade de imprensa e de informação”.

35 milhões de brasileiros falam de eleições no Facebook

Mais de 35 milhões de brasileiros já falaram sobre as eleições deste ano no Facebook desde o início da temporada oficial de campanha, no dia 6 de julho. Foram registradas cerca de 240 milhões de interações públicas, número que inclui postagens, comentários, curtidas e compartilhamentos realizados na rede social. As palavras "voto" e "eleição" são as mais citadas até aqui. No Brasil, o Facebook registra 89 milhões de usuários ativos por mês, sendo que 68 milhões deles acessam o serviço por meio do celular. Usuários com idade entre 18 e 34 anos são os que mais interagiram com conteúdos relativos às eleições, enquanto cadastrados com mais de 50 anos são os menos ativos. São Paulo e Rio de Janeiro concentram mais atividades na rede. Os debates presidenciais na TV resultaram em 20 milhões de interações na rede social, segundo o Facebook. Somente durante o encontro realizado na noite de quinta-feira, pela TV Globo, foram registradas 12,9 milhões de interações. Embora sejam líderes de citações durante toda a campanha, os principais candidatos à Presidência – Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) – foram menos citados durante o debate da Globo. Luciana Genro (PSOL), Levy Fidelix (PRTB) e Eduardo Jorge (PV) lideraram as discussões na rede. Eduardo e Levy chegaram a ser mencionados a uma taxa de 134 e 107 vezes por segundo, respectivamente.

Dilma recebe "ovada" no centro de São Paulo

Impedida pela lei eleitoral de fazer comício, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) encerrou nesta sexta-feira sua campanha em São Paulo com uma caminhada pelo Centro da capital paulista ao lado do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr). Foi o segundo ato da petista em São Paulo nesta semana – o PT centra esforços no Estado como forma de combater os altos índices de rejeição de Dilma entre paulistas. Milhares de cabos eleitorais e militantes foram convocados para a caminhada entre o Theatro Municipal e a Praça da República, no passeio da Rua Barão de Itapetininga. O trajeto durou 30 minutos. Dilma e Lula circularam em cima de uma caminhonete. Antes da caminhada começar, ovos foram arremessados das janelas de prédios. Em meio aos gritos da militância, alguns pedestres fizeram gestos obscenos e ensaiaram um "fora Dilma", abafado pelos petistas com gritos de "coxinha". Acompanharam a presidente o candidato petista ao governo do Estado, o "poste" Alexandre Padilha, o candidato ao Senado, Eduardo Suplicy, e o prefeito paulistano, Fernando Haddad, além de secretários municipais e candidatos a deputado.

Fernando Henrique Cardoso não perdoa Dilma por dossiê contra Ruth Cardoso

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não perdoou Dilma e o governo Lula pelo dossiê feito contra ele e Ruth Cardoso em 2008 para desviar o foco dos escândalos dos gastos com cartões corporativos na gestão petista. FHC pela primeira vez falou sobre os bastidores do caso. Na segunda parte da entrevista exclusiva concedida a TVEJA, o ex-presidente adotou um tom incisivo como nunca e desafiou Dilma e Lula.

Taxa de desemprego atinge o menor nível em seis anos nos Estados Unidos

As contratações aceleraram e a taxa de desemprego caiu para a mínima em seis anos em setembro nos Estados Unidos. A criação de vagas fora do setor agrícola totalizou 248 mil e a taxa de desemprego caiu para 5,9%, menor nível desde julho de 2008, informou nesta sexta-feira o Departamento do Trabalho. Os resultados mostraram um fortalecimento do mercado de trabalho acima do esperado, o que pode impulsionar as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) elevará os juros em meados de 2015 ou antes. A maioria dos economistas prevê um crescimento econômico a uma taxa anual de cerca de 3% no terceiro trimestre, bem acima da média de 2,2% dos últimos dois anos. No entanto, as sólidas contratações e o crescimento econômico são insuficientes para que o Fed aumente as taxas de juros mais cedo. Várias autoridades expressaram preocupações nas últimas semanas de que a inflação permanece baixa, um sinal de que a economia continua com significativa ociosidade. O banco central norte-americano tem mantido a sua principal taxa de juros próximo de zero desde dezembro de 2008 e o mercado financeiro não espera alta antes de meados do próximo ano. O governo norte-americano acrescentou que a renda média por hora trabalhada aumentou modestos 2% e que as fábricas criaram 4 mil vagas em setembro. Além disso, foram criadas 69 mil vagas a mais em julho e em agosto do que o estimado anteriormente. "O que vemos é uma confiança uniforme. É muito mais provável agora que o setor empresarial contrate mesmo antes que haja queda em seus estoques", disse o economista do CohnReznick e ex-funcionário do Departamento do Trabalho, Patrick O'Keefe, antes da divulgação do relatório. Mas o relatório também mostrou alguns dados negativos. Parte da queda na taxa de desemprego notavelmente ocorreu porque trabalhadores deixaram a força de trabalho. A parcela da população que está empregada ou procurando emprego recuou para 62,7%, o menor nível desde 1978.

Metalúrgicos de São Paulo acenam com greve para a próxima semana

Metalúrgicos do ABC paulista e do Interior ameaçam entrar em greve a partir dos próximos dias. Eles recusam a oferta de reajuste salarial equivalente à reposição da inflação, feita por diversas empresas na semana passada, um mês após a data-base da maioria dos trabalhadores (1º de setembro). A justificativa da indústria é que a perda de faturamento em um quadro de desaceleração econômica impede maiores aumentos. "No atual cenário, de queda de produção e faturamento, não é possível fazer mais concessões", afirmou Pedro Evangelinos, negociador da indústria de máquinas. Os trabalhadores pedem um reajuste salarial de 8%, o que implicaria em 1,55% de ganho real, ou seja, acima da inflação. Em 2013 o acordo foi de 8%, o que, na época, representou uma alta superior à demanda atual dos metalúrgicos, já que a inflação acumulada era levemente menor (6,05%). Outra diferença é que, no ano passado, as negociações terminaram em meados de setembro. Este ano, empregados e trabalhadores deixam ela se arrastar, em parte, pelas eleições presidenciais. Para Wlamir Marques, o Biro-Biro, presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT, a situação não é tão ruim como apontam os negociadores. Segundo ele, as empresas estão em situação melhor e acrescenta que muitas companhias, apesar de terem demitido este ano, já estão recontratando. "O cenário é de recuperação, as empresas precisam de mão de obra e as demissões criaram uma folga, porque foram demitidos profissionais com salários mais altos", diz. Este ano, a exceção, mais uma vez, devem ser os metalúrgicos que trabalham em montadoras onde a maioria das empresas já concedeu aumento real superior a 2%. Isso mesmo diante da crise, de programas de demissão voluntária e dos afastamentos temporários. No ABC paulista, metalúrgicos da Volkswagen, Scania e Ford receberam acréscimo real de 2% incorporado ao salário, enquanto na Mercedes-Benz e Toyota, o ganho real também será de 2%, pago como abono, segundo informações do sindicato local.

Marina Silva pede votos pelo 2º turno: "Com tempo igual a gente ganha da Dilma"

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, realizou nesta sexta-feira uma tumultuada carreata no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Empatada tecnicamente com o tucano Aécio Neves na segunda colocação, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, Marina Silva pediu aos eleitores que garantam sua passagem para o segundo turno. E justificou: “Com tempo igual, a gente ganha da Dilma. O PT quer o PSDB e o PSDB quer o PT, porque já se acostumaram a se enfrentar em 20 anos. Agora tem uma terceira força”. O discurso mais combativo ficou por conta do candidato a vice na chapa da ex-senadora, o deputado federal Beto Albuquerque: “Quem pode ganhar e fazer mudanças é a Marina. O outro candidato é acostumado a perder para o PT". É engraçada a afirmação dele, porque fez sua carreira política no Rio Grande do Sul à sombra do PT, do qual sempre foi subalterno. E esteve no governo petista do Rio Grande do Sul até este ano. Em um prenúncio do que será seu discurso caso permaneça na disputa presidencial, Marina Silva voltou a concentrar críticas no escândalo de corrupção na Petrobras e na situação econômica. Sem apresentar projetos, ela citou genericamente que seu programa de governo permitirá o combate à corrupção “para que nenhum brasileiro se sinta enganado como foi por aquele diretor da Petrobras que desviou bilhões de reais”, em referência a Paulo Roberto Costa, o delator do esquema bilionário de desvio de verbas da estatal.

Presidente do Botafogo demite Emerson, Júlio César, Edilson e Bolívar

Poucas horas depois do afastamento de quatro jogadores do elenco, o presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, deu entrevista no estádio de General Severiano, na tarde desta sexta-feira, para anunciar que os contratos de Emerson Sheik, Bolívar, Julio Cesar e Edilson seriam rescindidos. "Estava amadurecendo esta idéia e no fim da tarde de quinta-feira comuniquei o gerente de futebol, Wilson Gottardo, sobre minha decisão. Não houve indisciplina. Questões técnicas também pesaram", afirmou o dirigente. Assumpção afirmou que os atletas estavam usando o atraso de de três meses de salários como justificativa pelos maus resultados: "A questão financeira estava sendo colocada como responsável por tudo, mas não era". O dirigente está incomodado com a 17ª colocação da equipe no Brasileirão e disse que o afastamento será benéfico para o grupo: "Neste momento, estamos rebaixados. Sou o responsável por isso e vou tomar as atitudes que acredito salvarão o clube do descenso".  Segundo Assumpção, os atletas, exceto Emerson, foram avisados da rescisão na quinta-feira, mas foram ao Engenhão, sabendo que não participariam dos treinos - Júlio César até se irritou ao ouvir a confirmação de sua saída. Todos os atletas demitidos faziam parte do time titular e planejam processar o clube pela falta de pagamento e pela dispensa. O presidente do Botafogo ainda revelou que o técnico Vagner Mancini havia pedido demissão - não aceita: "Ele colocou o cargo à disposição e disse que respeitava minha decisão. Não aceitei, pois o vejo como alguém que pode reverter nossa situação". No fim de semana, o goleiro Jefferson, considerado o principal ídolo da equipe, criticou a diretoria dizendo que torcida, jogadores e comissão técnica estão unidos para livrar o Botafogo do risco de rebaixamento - mas a diretoria não fazia parte desses esforços.

Presídio de Pedrinhas, em São Luis, tem a 17ª morte no ano

No mesmo dia em que o Ministério da Justiça prorrogou por mais 90 dias a permanência da Força Nacional de Segurança nos presídios maranhenses, o Estado registrou a 17ª morte, este ano, de detentos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A morte de Douglas Ferreira Coelho, de 25 anos, ocorreu na tarde de quinta-feira e foi confirmada pelo governo no início da tarde desta sexta-feira (3). As autoridades da área de segurança do Estado não informaram em que circunstâncias o fato ocorreu. “A Secretaria de Estado de Justiça e a Administração Penitenciária informa que a Polícia Civil fez a perícia e está investigando as circunstâncias da morte”, diz a nota divulgada pelo governo do Estado da muito incompetente Roseana Sarney. Mesmo com tropas federais há quase um ano atuando no sistema prisional do Maranhão, há três semanas, 49 presos fugiram de Pedrinhas. No último dia 15, o então diretor da Casa de Detenção de São Luís, Cláudio Barcelos, foi detido preventivamente por suspeita de facilitar a fuga de presos e também autorizar, mediante pagamento, que detentos deixassem a unidade irregularmente e retornassem após cometerem crimes. Na última quarta-feira (1º) o Tribunal de Justiça do Maranhão concedeu alvará de soltura para que Barcelos responda as acusações em liberdade. Maior estabelecimento prisional do Maranhão, Pedrinhas tem sido palco de rebeliões, brigas e assassinatos. Em 2013, conforme o Conselho Nacional de Justiça, houve 60 mortes no seu inteirior. Também partiram do interior do complexo ordens para que bandidos atacassem a cidade de São Luis.

AÉCIO NEVES VAI PARA O SEGUNDO TURNO, CONFORME PESQUISA SENSUS DESTA SEXTA-FEIRA


CPMI da Petrobras ouve a contadora do doleiro Youssef, Meire Poza, na próxima quarta-feira

A contadora Meire Bonfim Poza é a próxima testemunha a ser ouvida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista que investiga denúncias de irregularidades na Petrobras. O depoimento da profissional que trabalhava diretamente com o doleiro Alberto Youssef está marcado para 10h15 da próxima quarta-feira (8). Os parlamentares esperam que ela revele detalhes do esquema de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro do qual participavam o doleiro e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. Senadores e deputados vão poder fazer perguntas à contadora já conhecendo o conteúdo dos depoimentos prestados por ela ao juiz Sérgio Mouro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. O material chegou à comissão mista no dia 24 de setembro. Meire Poza já esteve no Congresso Nacional antes. Em agosto, no Conselho de Ética da Câmara, ela disse que o deputado Luiz Argôlo (SD-BA) recebeu dinheiro do doleiro e que os dois mantinham “negócios ilícitos”. Logo depois o deputado se defendeu, alegando estar sendo usado como “boi de piranha”. Ele afirmou ainda que a contadora teria pedido R$ 250 mil ao seu advogado, alegando estar em dificuldades financeiras. A última reunião da CPI Mista foi realizada em 17 de setembro, quando os parlamentares ouviram o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. O encerramento das atividades do colegiado estava inicialmente previsto para 7 de dezembro; mas, por conta do período eleitoral, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), já pediu a prorrogação dos trabalhos por mais um mês e disse que pretende fazer um “esforço concentrado” até o fim do ano. De acordo com o Regimento Interno do Senado, o prazo da CPI não pode ultrapassar o período da legislatura em que foi criada. A CPI Mista da Petrobras tem a participação de senadores e deputados e funciona paralelamente à CPI exclusiva do Senado, com idênticos objetos de investigação: irregularidades envolvendo a Petrobras entre 2005 e 2014 relacionadas à compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos; ao lançamento no mar de plataformas inacabadas; ao pagamento de propina a funcionários da estatal; e ao superfaturamento na construção de refinarias, principalmente a de Abreu e Lima, em Pernambuco. A CPI exclusiva se reuniu pela última vez em 2 de julho. Desde então, com o recesso de meio de ano e período eleitoral, a comissão — da qual participam apenas senadores da base aliada — não tem obtido quórum. Foram agendadas duas reuniões em agosto e uma em setembro, que não chegaram a ser realizadas. A presidência também é do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que ainda não publicou pauta para o próximo encontro.

Aécio Neves, uma campanha dramática do início ao fim

O avião com o senador Aécio Neves e comitiva chegou a Natal pouco depois do meio dia daquela quarta-feira, 13 de agosto. O candidato do PSDB a presidente estava animado com o sucesso da carreata da véspera, em Teresina (PI). Seria o início de um périplo por 12 cidades do Nordeste, que acontecia em um bom momento de sua campanha. A aeronave taxiava no aeroporto internacional Aluízio Alves quando o senador José Agripino (DEM-RN), coordenador da campanha, ligou o celular para checar os recados. Sem acreditar no que lia, mostrou a Aécio Neves mensagens enviadas pelo filho Felipe minutos antes, às 12h26 e 12h32, respectivamente: "Acho que caiu o avião de Eduardo Campos e Marina (SIC)" e "Mas parece que Marina não está no avião". Candidato, senador e outras três pessoas do grupo ficaram perplexos. Permaneceram no avião, fazendo ligações para checar a informação. "Quando passei o celular para Aécio Neves, ele ficou com ar de perplexidade. Ficou repetindo "não é possível, não é possível", conta Agripino. "Ficamos meia hora sentados ali, sem acreditar", lembra Aécio Neves. "Só pensava na família do Eduardo, na Renata, nos filhos.... Naquela hora, a questão política estava longe de ser central". Ainda dentro do avião, Aécio Nevesdecidiu cancelar a programação em Natal. A imprensa o aguardava no aeroporto. Desceu apenas para dar rápida declaração aos jornalistas e retornou à aeronave, rumo a São Paulo. Foi uma viagem calada e tensa. Aécio Neves, que conhecia Campos havia mais de 20 anos e mantinha com ele relação próxima, relembrou as mensagens de texto que trocaram por celular no domingo anterior, 10 de agosto, Dia dos Pais. O então candidato do PSB cumprimentara o tucano pela recuperação do filho Bernardo, um dos gêmeos de menos de três meses que naquele dia recebera alta do hospital (a irmã, Júlia, foi para a casa antes, com a mãe, Letícia). E Aécio Neves parabenizou Campos pelo aniversário, que era naquele dia. Em São Paulo, o tucano leu mensagem no celular enviada por padre Fábio de Melo, cantor e apresentador. "Meu amigo, hoje pensei na vulnerabilidade da vida. (...) Não sei se pode, mas não pense duas vezes em refugiar-se, ainda que por dois dias, para descansar, repor suas energias, ao lado de quem você ama e traz significado à sua vida. A crueldade do mundo está no ar. Proteja-se. Hoje você será a intenção de minha missa. Com minha benção, padre Fábio". Preparados para o calor do Nordeste, Aécio Neves e Agripino Maia vestiam camisa de manga curta. Estava "um gelo" em São Paulo. Cerca de seis graus e chuva. Funcionários do comitê da campanha arranjaram um blazer para Aécio Neves e um casaco para Agripino Mais. Anunciaram a suspensão da campanha, falaram à imprensa e viajaram para o Rio de Janeiro. Aécio Neves foi para casa ficar com a mulher, Letícia, e filhos (os gêmeos e Gabriela, 23 anos). "Seguindo seu conselho", escreveu a padre Fábio. A campanha do tucano recomeçou na quinta-feira, 21 de agosto, em Natal. No dia anterior, a candidatura da ex-ministra Marina Silva foi oficializada pelo PSB, ainda sob forte comoção nacional. O velório havia reunido lideranças políticas de diferentes partidos. Marina dividia as atenções com a mulher de Campos, Renata, e os cinco filhos. O ingresso da ex-ministra na disputa presidencial não provocou mudança imediata na estratégia tucana. A equipe não sabia o que fazer. "Ninguém estava preparado para aquilo. É o imponderável", admite Aécio Neves. Até a morte de Campos, era grande o otimismo na oposição. As pesquisas mostravam que mais de 70% da população queria mudança e a aposta era que Aécio Neves seria identificado como o candidato da mudança, à medida que se tornasse conhecido. Pesquisa do Ibope divulgada no início de agosto mostrava a presidente Dilma Rousseff com 38% das intenções de voto, Aécio Neves com 23% e Campos com apenas 8%. O candidato do PSB não decolava. Para os tucanos, a estrutura partidária mais forte e o tempo de televisão maior favoreceriam Aécio Neves. Grandes financiadores garantiam que os recursos iriam para ele, a não ser que o ex-presidente Lula entrasse no lugar de Dilma. Diziam que não havia outra hipótese. A despreocupação com o então candidato do PSB era tanta que pouco se falou nele em uma grande reunião em junho, no início da Copa do Mundo, quando o time de comunicação da campanha passou dois dias em um hotel em São Paulo, analisando cenários, oportunidades e ameaças à candidatura de Aécio Neves. "Se a gente dedicou meia hora para falar de Campos, foi muito", conta um participante. Estrategistas da campanha do PSDB não perceberam, de imediato, o impacto da entrada de Marina Silva. No velório do ex-governador, em Recife, um político mineiro amigo de Aécio Neves diz ter ouvido dele a seguinte previsão: Marina Silva iria aparecer com alta intenção de voto na primeira e na segunda pesquisas e depois começaria a cair. Aécio Neves estimulara a candidatura do amigo Eduardo Campos. Chegaram a costurar um acordo de bons vizinhos: um não lançaria candidato a governador na base eleitoral do outro. Foi Marina Silva, ainda como vice, que quebrou o clima dizendo que Aécio Neves no segundo turno tinha "cheiro" de derrota. Para a estratégia da oposição, a participação de Campos, ex-ministro de Lula, era importante para diluir votos e levar a briga para o segundo turno. As pesquisas logo mostraram que Marina Silva "veio com um tiro mais forte do que a gente imaginava", diz um tucano. A campanha recomeçou do zero, com uma candidata com forte recall, vitimizada e em ambiente totalmente emocional. Segundo as sondagens, Marina Silva estava atraindo votos de Aécio Neves. A primeira pesquisa Datafolha realizada após o acidente, divulgada em 18 de agosto, foi sinal de perigo. A ex-ministra teve 21% da preferência, um empate técnico com Aécio Neves (20%). Dilma mantinha a liderança, com 36%. Em 26 de agosto, o Ibope confirmou o crescimento de Marina Silva, com 29%. Dilma tinha 34% e Aécio Neves, 19%. O trágico acidente aéreo aconteceu a uma semana do início do programa eleitoral gratuito da televisão (19 de agosto). O marketing de Aécio Neves preparou vários programas para apresentá-lo ao eleitor. A equipe acreditava que o tucano teria cerca de 25% das intenções de voto no início do horário eleitoral. Aécio Neves retomou a campanha no dia seguinte ao da confirmação da candidatura de Marina Silva. Apesar de já enfrentar uma crise, com a saída do coordenador da campanha de Campos, Carlos Siqueira, a ex-ministra se firmou. O monitoramento diário feito pela campanha tucana mostrava que ela avançava em Estados estratégicos, como São Paulo. A primeira reunião da cúpula da campanha para analisar o novo cenário foi no dia 19, na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. Estavam Aécio Neves, o governador Geraldo Alckmin, Agripino Maia, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador José Serra, o candidato a vice-presidente, Aloysio Ferreira Nunes, e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Avaliou-se que a campanha precisava ser mais contundente, mais agressiva, e adotar tratamento tão enérgico com Marina Silva quanto o usado contra Dilma no caso das denúncias contra a Petrobras. Mas ainda não esperavam o crescimento que a ex-ministra teria. O comitê passou a fazer um acompanhamento sistemático das intenções de voto nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde se concentra 70% do eleitorado do País. Um grupo passou a pesquisar discursos e propostas de Marina Silva, para mapear contradições. Aécio Neves mantinha a confiança. Em entrevistas no Nordeste, afirmou que a "onda" favorável à sua candidatura estava só começando. No primeiro debate, realizado pela TV Bandeirantes em 26 de agosto, as pesquisas qualitativas em grupo feitas pela campanha apontavam que o desempenho de Aécio Neves foi positivo. Nesse debate ele anunciou Armínio Fraga como seu ministro da Fazenda, caso vencesse. Queria sinalizar que seu ministério seria "padrão Armínio". Cercada de mística e comoção, Marina Silva era uma candidata difícil de ser enfrentada. A equipe de marketing - com Paulo Vasconcelos e o argentino Guilherme Raffo - era contra a campanha atacar a candidata do PSB. Aécio Neves queria manter um programa propositivo, buscando convencer o eleitor de ser o candidato com mais condições de governar o país e de representar a "mudança segura". Sua irmã Andrea Neves, influente na comunicação da campanha, tinha a mesma opinião. Naquele momento, houve divergência entre o marketing e a ala política que defendia ofensiva contra Marina Silva, com a campanha mostrando fragilidades e incoerências dela. Em 27 de agosto, o candidato a vice-presidente, Aloysio Nunes, postou no facebook que o debate mostrou que "Aécio é oposição; Dilma, situação; e Marina, enrolação". Depois, em entrevista, considerou "esperteza política" as declarações da ex-ministra de que governaria com bons quadros do PT e do PSDB. A palavra final sempre foi de Aécio Neves. Ouve todo mundo, mas a decisão é sempre dele: "Eu sabia que era preciso esperar as coisas começarem a decantar. Estávamos lutando contra uma candidata que estava a dois palmos do solo". O que se deu, nos primeiros dez dias, foi definido como "apagão" da campanha tucana. A estratégia inicial foi ineficaz para o novo momento. "O programa ficou apresentando Aécio Neves ao País, mas o ambiente era totalmente diferente, com uma candidata vindo com um impulso violento. Ficamos sem chão. Não podíamos bater em quem estava nos roubando voto", lembra um integrante da equipe do tucano. Marina Silva estava conseguindo se identificar como candidata da mudança. Avançava sobre o eleitorado tucano, assumindo propostas semelhantes às do PSDB na economia. Contava com recall da eleição de 2010 e com a comoção nacional. E capitalizava a insatisfação da população com a política tradicional, apesar da carreira política. No dia 27, houve reunião entre os grupos políticos e de comunicação em um dos quatro endereços da campanha em São Paulo, onde fica a produtora (há ainda um comitê central, um que abriga a área financeira e outro para a comunicação). Estavam Vasconcelos, Raffo, Andrea Neves, os deputados Bruno Araújo (PSDB-PE), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Marcus Pestana (PSDB-MG), Agripino Maia e ACM Neto. Aécio Neves chegou mais tarde. Ninguém apresentou uma "bala de prata", estratégia milagrosa para enfrentar Marina Silva. Discutiu-se a necessidade de Aécio Neves concentrar a campanha nos grandes colégios eleitorais e ser mais contundente ao mostrar ser mais capaz e ter quadros para governar. Marina Silva continuou subindo e ele, caindo. O "apagão" da equipe durou até 2 de setembro. A véspera foi o dia mais tenso da campanha. A Agência Estado publicou declarações de Agripino Maia interpretadas como sinalização de apoio a Marina Silva em segundo turno, como se jogasse a toalha. Aécio Neves ficou irritado. No mesmo dia, rumores de que Aécio Neves poderia renunciar para apoiar Marina Silva já no primeiro turno azedaram mais o ambiente. O segundo debate, realizado pelo SBT no dia 1º, foi o fecho da "semana tétrica". Empatadas em primeiro lugar com 34% no Datafolha, Dilma e Marina Silva polarizaram o embate. Aécio Neves, que apareceu na pesquisa com 15%, teve um desempenho ruim na avaliação da própria equipe. Estava "fora do prumo", segundo um integrante. Aécio Neves passou a noite em São Paulo, após o debate, em conversas. No dia seguinte, deu entrevista coletiva no comitê, ao lado de Fernando Henrique Cardoso. Foi interpretada apenas como iniciativa para desmentir a suposta renúncia. Para a equipe, aquele foi o primeiro dia da reação. "Aécio reencontrou o eixo para levar a campanha até o final, assumir com mais clareza propostas conservadoras nos costumes e liberais na economia. Essa é a nossa raia", conta um assessor. Para tentar recuperar os votos do PSDB, precisava dar maior clareza ideológica a seu ideário. O marqueteiro Paulo Vasconcelos passou a exibir, no horário gratuito, críticas a Marina Silva. A receita foi associá-la ao máximo ao PT e dizer que ela não tem experiência para governar. A ex-ministra, sob fogo cerrado principalmente do PT, perdeu ímpeto. Aécio Neves ensaiou recuperação. A campanha deu início à tentativa de "popularizar" a candidatura do PSDB, exibindo artistas e atletas que o apóiam. Mirou no eleitor das classes "C" e "D" - essa última com maior dificuldade. Aécio Neves teve evento em favela, no Rio de Janeiro, ao lado do ex-jogador Ronaldo. Nos jornais, foi publicada uma lista de cem formuladores e gestores de várias áreas, dizendo-se "100% Aécio". Aécio Neves começou a gravar os programas sem texto escrito. "Eu ouço muito. É o que eu tenho vontade de falar. Não tenho orientação de marqueteiro. É o meu feeling. (...) O norte político sempre foi meu. Mas ouvi muito. Ouço muito e tomo a decisão". O tucano enfrentava outro problema: o risco de derrota no próprio Estado, Minas Gerais. Poucas horas depois da notícia da morte de Campos, seu candidato a governador, Pimenta da Veiga, reuniu em seu apartamento, no bairro nobre de Lourdes, o ex-governador e candidato ao Senado, Antonio Anastasia, e um pequeno grupo de pessoas próximas a Aécio Neves. Fizeram cálculos e conjecturas sobre o que esperar a partir daquele momento, considerando a entrada de Marina Silva no jogo. Quatro anos antes, ela havia assustado os tucanos de Minas Gerais. Entre os eleitores de Belo Horizonte, Marina Silva surpreendeu ao ser a candidata a presidente mais votada no primeiro turno, batendo o então candidato do PSDB a presidência, José Serra, e Dilma, do PT. Mas a avaliação no grupo de Aécio Neves naqueles primeiros dias após o acidente era que Marina Silva teria neste ano um período efêmero de glória eleitoral e só.
Minas Gerais era vista como um cenário a parte no mapa eleitoral tucano. Era o colégio eleitoral - o segundo maior do País - onde Aécio Neves teria vitória garantida. Lideranças do PSDB diziam que Minas Gerais daria "vitória histórica" a Aécio Neves e uma vantagem de quatro a cinco milhões de votos sobre Dilma. Seu problema era fora de Minas Gerais, segundo a avaliação dos aliados. O publicitário Paulo Vasconcelos, que trabalhara com ele em outras eleições, insistia que o primeiro adversário de Aécio Neves era o fato de ser pouco conhecido no Brasil. Iniciou a campanha com um percentual de 80% de eleitores no País que diziam não conhecê-lo. Campos enfrentava o mesmo problema, até maior. Com uma rotina intensa de viagens pelo País desde o ano passado, Aécio Neves fez, até semanas atrás, pouca campanha em Minas Gerais. A convicção era que em seu território, palanque, carreata e corpo a corpo eram dispensáveis. Mas não eram. Quando Marina Silva virou candidata, ele foi atropelado não só no País, mas também em Minas Gerais. Pesquisa Ibope divulgada em 1º de agosto mostrava que ele tinha 41% das intenções de voto dos mineiros, Dilma tinha 31% e Campos, 5%. No fim de agosto, Aécio Neves havia recuado para 33%; Dilma ficou nos 31% e Marina Silva apareceu com 20%. No início de setembro, o Datafolha mostrou Aécio Neves atrás de Dilma entre os mineiros e empatado com Marina Silva. Nacionalmente, ele estava isolado em terceiro, na faixa dos 15%. O que se previa em sua campanha era que ele teria entre 23% e 25% naquele período. Marina Silva havia virado estuário de voto útil anti-PT, que ia em parte para Aécio Neves. "Nós nos preparamos para uma campanha e estamos disputando outra", sintetizou o presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana. "O avião do Eduardo caiu na nossa campanha", diz o ex-deputado Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB), ex-prefeito de Vitória (ES). Em baixa nas pesquisas, Aécio Neves tinha ainda que vitaminar seu candidato ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga (PSDB). Aécio Neves mudou sua rotina da campanha e desde o início do mês passou a ir todas as semanas ao Estado. Sua presença resultou em melhora nas suas intenções de voto, mas o candidato do PT, Fernando Pimentel, deve vencer no primeiro turno, diz o Ibope. Em meados de setembro, quando Aécio Neves teve pequena reação nas pesquisas, sua equipe esperava uma "curva de crescimento" de dois a três pontos. Em viagem do Rio de Janeiro a Linhares (ES), em 15 de setembro, Aécio Neves estava cansado e cochilou por mais de meia hora. Dormira pouco à noite. "Foi uma sinfonia de choro", disse, referindo-se aos gêmeos Orgulhoso, exibiu fotos dos filhos no celular. Na manhã de domingo, momentos antes de batizá-los em cerimônia numa igreja de São João del Rei (MG), Aécio Neves posou para fotógrafos ao lado de Letícia. Ele com Bernardo nos braços; ela com Júlia. "Sou ou não sou um vitorioso? Não preciso nem disputar eleição". (Raquel Ulhôa, para o Valor Econômico)

48% das TVs ligadas estavam no debate na TV Globo

Na Folha: O clima tenso do debate entre os candidatos à Presidência da República promovido pela TV Globo na noite desta quinta-feira (2) se refletiu na audiência do canal. Com mediação de William Bonner, o evento ocupou quase 2h20 da grade da emissora e teve cinco blocos, nos quais os candidatos se interpelavam uns aos outros ora com temática livre ora com assuntos sorteados. A transmissão teve média de 20,9 pontos (cada ponto corresponde a 65 mil domicílios na Grande São Paulo), a maior entre os embates entre presidenciáveis neste ano. O número é alto para o horário em que foi exibido (das 22h51 à 1h17) e elevou a média da emissora em 8 pontos (ou 62%) com relação ao mesmo horário nas últimas quintas-feiras. O debate teve ainda 48% de share (participação no número de TVs ligadas). No horário, o SBT ficou em segundo lugar com 6,4 pontos e a Record em terceiro com 3,9 pontos.

Eduardo Jorge, o Enéas dos malucos-beleza. Ou: Algemados, Luciana, deveriam ter sido membros do PSOL. Digo por quê!

Não dá mais. Acompanhei cuidadosamente o debate da noite de quinta-feira e começo da madrugada desta sexta-feira na TV Globo. Escrevi, como vocês podem acompanhar, 40 posts ao longo de duas horas e dez minutos, registrando perguntas e respostas. Assim, experimentei de perto o horror e a picaretagem. Dos sete candidatos presentes, apenas três têm chances reais de se eleger presidente da República. Os outros são candidatos de si mesmos ou de sua grei de fanáticos. Quem perde com a obrigatoriedade de tê-los no debate é a população, é o eleitor.

Esqueçam. Não haverá tão facilmente uma reforma política e eleitoral que barre a sanha dos chamados nanicos, alguns deles vivendo exclusivamente do Fundo Partidário, uma das excrescências que existem no Brasil. A Lei Eleitoral impõe que as TVs e rádios, por serem concessões públicas, não privilegiem partidos. Ocorre que uma coisa é conceder privilégios. Outra, distinta, é tratar igualmente os desiguais.
Ora, quem eram os privilegiados no debate da Globo, por força de uma interpretação vesga da lei? Juntos, Dilma Rousseff, do PT; Marina Silva, do PSB, e Aécio Neves, do PSDB, têm 85% do eleitorado brasileiro. Não obstante, os outros quatro, que somam 4%, foram tratados em pé de igualdade. E, como perguntaria o poeta Ascenso Ferreira, pra quê? Pra nada!
Eduardo Jorge, do PV, que tem até uma trajetória respeitável, tornou-se o Eneás dos malucos-beleza, o Ideiafix de Obelix, defensor da natureza, que gane quando vê alguma agressão à natureza. Não tem o que dizer, o que perguntar, o que propor, a não ser a sua pauta fixa: descriminalização do aborto e da maconha. Seria o caso de indagar onde está a sua sanidade, sendo, como é, um médico.
Mas isso é problema dele. Só é problema nosso quando, num debate para a Presidência, tendo a chance de fazer uma pergunta sobre a corrupção para a atual mandatária, dirige-lhe uma questão sobre… descriminação do aborto. Ideiafix!!! Não tem uma pauta de presidente. Usa o espaço para vender as suas teses, que inclui mato e feto moídos.
Luciana Genro, do PSOL, é o pior que pode produzir a ignorância esquerdista dos mimados. Suas teses são de um cretinismo espantoso mesmo para os padrões da esquerda. É grosseira, desinformada e autoritária. Por sorteio, usou mal o nosso tempo, o dela e o de Dilma dirigindo duas perguntas bucéfalas à presidente. Na primeira, afirmou que a corrupção na Petrobras é fruto da associação da petista com a direita, como se a esquerda não praticasse corrupção. Pratica, sim. A começar do PSOL, o partido de Luciana, como lembrarei daqui a pouco.
Na segunda, deveria ter feito uma pergunta à presidente-candidata sobre programas sociais. Usou o tempo para defender a taxação pesada aos banqueiros e aos milionários. Tem uma cabecinha vulgar, populista, obscurantista. Dilma a ignorou e falou o que bem quis.
Luciana e Eduardo Jorge resolveram embarcar na onda e demonizar Levy Fidelix, cujas ideias margeiam o folclore. Por incrível que pareça, revejam o debate, quem argumentou com as leis certas e que organizam o Estado de direito no Brasil foi o despreparado Levy. Luciana chegou a dizer que o homem deveria ter saído algemado do debate da Record. E afirmou: “Se tivesse uma lei anti-homofobia, tu teria (sic) saído algemado de lá”. A tiranazinha sem voto deixou claro por que quer uma lei anti-homofobia. Para encarcerar pessoas — ela, que se diz contra o encarceramento.
Algemados deveriam ter sido os membros do PSOL que estimularam a violência e o quebra-quebra do Rio de Janeiro, ao lado dos black blocs. Corrupção praticou a deputada Janira Rocha, do partido, quando admitiu que usou dinheiro de um sindicato em campanha eleitoral. Ou, então, a deputada Inês Pandeló, também da legenda, condenada em segunda instância por improbidade administrativa por extorquir parte do salário dos servidores do gabinete a título de “filantropia”. Tudo gente desta incrível e deseducada Luciana Genro, que, indagada sobre o que fazer com crianças viciadas, respondeu que é preciso desmilitarizar a polícia. No debate, Aécio deu-lhe um chega pra lá e a chamou de despreparada até para disputar a Presidência. E tem razão.
A lei eleitoral não vai mudar tão facilmente. Mas a Justiça Eleitoral poderia ter o bom senso de pôr em prática os Artigos 5º e 220 da Constituição, que asseguram a livre expressão e repudiam a censura. O brasileiro tem o direito de assistir a um debate político relevante, com quem tem o que dizer. Ora, por que as TVs e rádios, que são empresas privadas, estão obrigadas a garantir a todos o mesmo tempo se o horário eleitoral gratuito não está e é distribuído segundo o número de deputados de cada partido? A resposta é esta: porque o número de deputados indica também a densidade eleitoral das legendas. Se é assim, por que a Globo ou a Jovem Pan são constrangidas por lei a garantir o mesmo tempo a quem tem e a quem não tem votos?
A interpretação que se dá a essa lei é contra o povo e a favor dos poderosos de turno, que jamais são confrontados como deveriam porque parte do tempo é ocupada por candidatos de si mesmos. Por Reinaldo Azevedo

Polícia Federal investiga deputado federal petista Bohn Gass e vereador Wilson Rabuske, também do PT, no escândalo do Pronaf no Rio Grande do Sul

O repórter Pedro Garcia, do jornal A Gazeta, de Santa Cruz do Sul, revela que ao todo, 6 mil agricultores teriam sido lesados em um esquema arquitetado a partir de Santa Cruz. A Polícia Federal deve deflagrar nas próximas semanas uma operação referente a um inquérito que apura fraudes na concessão de financiamentos via Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) em um esquema arquitetado a partir de Santa Cruz do Sul. Ao todo, 6 mil agricultores na região teriam sido lesados nos últimos anos.A investigação teve início em 2012, a partir de uma denúncia levada à Delegacia da Polícia Federal de Santa Cruz. No início desta semana, cerca de 60 agentes da Polícia Federal chegaram a ser deslocados para Santa Cruz para cumprir mandados de busca e apreensão, mas a operação foi desativada por conta de uma determinação do Supremo Tribunal Federal, a pedido do engavetador geral da Repúblico, o procurador geral Janot. Embora capitaneadas de Santa Cruz, as fraudes possuiam ramificações em vários municípios da região, incluindo Sinimbu, Vera Cruz, Venâncio Aires e Passo do Sobrado. Os financiamentos eram intermediados pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). O vereador e coordenador do MPA em Santa Cruz, Wilson Rabuske (PT) e o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT) estão entre os investigados. Os recursos desviados do Pronaf teriam sido utilizados para custear campanhas eleitorais nos anos de 2008, 2010 e 2012. A Polícia Federal alega que a investigação corre sob sigilo e, por isso, não comenta o caso. O petista Elvino Bohn Gass se apresentou como o "grande Catão" moralista do PT durante a CPI dos Correios, no governo de Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul. Era o grande inquisidor ao lado da petista Stella Farias. Agora está sob pesada investigação, que envolve dezenas de policiais federais.

PT: quatro naufrágios, um dissabor, uma surpresa e uma preocupação

O PT chega à reta final do primeiro turno com quatro grandes desastres e uma surpresa do seu agrado, segundo o Datafolha. Naufragaram espetacularmente as candidaturas de Alexandre Padilha, em São Paulo; de Gleisi Hoffmann, no Paraná; de Lindbergh Farias, no Rio de Janeiro, e de Agnelo Queiroz, no Distrito Federal. O primeiro, segundo o Datafolha, tem apenas 11% das intenções de voto no levantamento feito nas quarta e quinta-feiras, depois do debate da Globo. Também 11% é a marca da ex-ministra da Casa Civil. No Rio de Janeiro, Lindbergh chega a apenas 13% e está em quarto lugar. No Distrito Federal, com 21%, Agnelo pode nem ir para o segundo turno.

Nos dois primeiros Estados, tucanos serão reeleitos sem precisar da segunda votação. Em São Paulo, Geraldo Alckmin tem 50%, seguido por Paulo Skaf, do PMDB, com 22%. No Paraná, Beto Richa chega a 49%, seguido pelo peemedebista Roberto Requião, com 27%. No Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, do PMDB, com 30%, disputará o segundo turno ou com Anthony Garotinho (PR), que tem 21%, ou com Marcelo Crivella (PRB), com 17%. O atual governador venceria qualquer um deles no segundo turno: 52% a 30% contra o candidato do PR e 47% a 39% contra o do PRB. No Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, do PSB, chega a 39% no primeiro turno, seguido por Jofran Frejat (PR), com 23%. Rollemberg venceria o petista no segundo turno por espantosos 65% a 25% e bateria Frejat por 56% a 30%.
Em Pernambuco, embora sem candidatura própria, o PT enfrenta uma contrariedade: Armando Monteiro (PTB), o candidato que conta com seu apoio, deve ser derrotado no primeiro turno por Paulo Câmara, do PSB, por 46% a 36%.
Minas Gerais e Rio Grande do Sul
Os petistas têm o que comemorar justamente no Estado em que talvez não apostassem tanto. Fernando Pimentel disparou e tem 45% das intenções de voto. Seria eleito no primeiro turno. Em segundo, fica o tucano Pimenta da Veiga, com 27%.
No Rio Grande do Sul, os petistas estão tentados a comemorar, mas, ao mesmo tempo, estão ressabiados. O Estado vive uma situação algo curiosa. De meados de agosto para agora, Ana Amélia, do PP, caiu de 39% para 28%. Tarso Genro, atual governador, do PT, oscilou de 30% para 32%. Quem teve uma ascensão meteórica foi José Sartori, do PMDB, que saltou de 7% para 23%. Como a margem de erro é de três pontos, ele empata com Ana Amélia. O curioso é que Sartori, o terceiro colocado, venceria qualquer um dos outros dois no segundo turno: 45% a 40% contra Tarso e 41% a 38% contra Ana Amélia. Se ela disputar contra o atual governador, marca 44%, contra 41% — há um empate técnico. 
Em suma, o PT, que passou boa parte da campanha comendo poeira para Ana Amélia e demonizando a mulher, agora torce para que seja ela a passar para o segundo turno. Por Reinaldo Azevedo

Um debate bom para Aécio Neves, neutro para Dilma e ruim para Marina. Ou: Uma legislação contra o eleitor

Sabem quem venceu o debate da noite e começo da madrugada na Globo? Aquele que o eleitor disser que venceu. A gente não é juiz desse tipo de coisa. Se vocês me perguntarem quem se saiu melhor, aí, sim, a minha opinião é clara: o tucano Aécio Neves. 

A síntese é esta: apesar da participação ativa dos que não tinham nada a dizer, com destaque para as palermices de Eduardo Jorge (PV) e a espantosa má-fé de Luciana Genro, do PSOL, podem-se concluir algumas coisas:
a) Aécio Neves, do PSDB, e Dilma Rousseff, do PT, foram os protagonistas do debate;
b) Marina Silva, do PSB, uma vez mais, se mostrou murcha, sem brilho;
c) a legislação vigente no Brasil impede um debate realmente proveitoso entre os candidatos e milita contra o interesse dos brasileiros.
A petista deixou claro que preferia o confronto com o senador mineiro, buscando, na medida do possível, ignorar Marina Silva. A presidente-candidata acionou o tucano três vezes e foi acionada por ele uma vez. As regras do debate não permitiram mais do que isso. Nos quatro embates, ele apresentou os melhores argumentos. O tucano e a peessebista estiveram cara a cara uma única vez, por iniciativa dele.
Esnobada por Dilma, Marina Silva conseguiu tirá-la para dançar duas vezes. E, nesse caso, é forçoso admitir, Dilma levou a melhor. Primeiro, a pesssebista acusou petista de ser contraditória sobre a independência do Banco Central. A presidente-candidata afirmou que a adversária fazia confusão entre “independência e autonomia”. Marina Silva replicou afirmando que Dilma se tornou presidente sem ter sido nem vereadora. E teve de ouvir a outra ironizar que aquele conceito não era exatamente coisa de nova política.
Marina Silva voltou à carga contra Dilma associando-a à corrupção da Petrobras. Dilma deu uma voadora: afirmou que demitiu o chefe do Ibama por corrupção — um aliado da adversária — e nem por isso jogou a culpa nas suas costas. Foi o momento em que Marina Silva se irritou e tentou falar fora de seu tempo. Não ficou bom.
À parte o enfrentamento, quando foi possível, entre os três candidatos, o resto foi pura perda de tempo e abuso da nossa paciência. Vá lá: Aécio, Dilma e Marina aproveitavam as deixas dadas pelos nanicos para falar sobre suas propostas, mas é evidente que aquilo não contribuía para o eleitor formar juízo nenhum. Luciana Genro, que faz a trajetória inversa dos vinhos e só piora à medida que vai ficando mais velha, fez duas perguntas a Dilma — ambas boçais. O mesmo fez Eduardo Jorge. Só contribuíram para dar palanque à candidata-presidente. 
É escandaloso que uma emissora seja obrigada a aceitar no debate candidatos que têm 1% dos votos ou que nem mesmo chegam a isso. Não falam em nome do eleitor; não falam em nome de uma coletividade; não representam ninguém. Mas contribuem enormemente para impedir o confronto entre aqueles que têm o que dizer que podem vir a presidir o Brasil.
Quem, no fim das contas, acaba ganhando com essa legislação estúpida? Ora, o statu quo. É evidente que Dilma estaria numa situação bem mais difícil caso se confrontasse, finalmente, em condições de igualdade, com os outros dois candidatos viáveis — já que usou seu latifúndio no horário eleitoral para demonizá-los. Em vez disso, a presença dos nanicos serve para poupá-la de um embate mais duro.
Duvido que Dilma vença a disputa no primeiro turno. Nas três últimas eleições, o PT sempre teve menos votos do que lhe davam os institutos até o dia da votação (na margem, mas menos), e o PSDB, mais (às vezes, fora da margem). Assim, não creio que o debate possa ter contribuído para que ela liquide a fatura agora.
A ser como diz o Datafolha e havendo, de fato, um empate técnico entre Marina Silva e Aécio Neves, ele pode ter sido beneficiado pelo encontro em razão da determinação de Dilma de brigar com um tucano. O candidato do PSDB desmentiu a petista, que afirmou ter demitido Paulo Roberto Costa da Petrobras — não foi demissão, mas acordo; demonstrou os desacertos da política ambiental do governo; falou da necessidade de corrigir o Minha Casa Minha Vida e demonstrou com números, apesar do esperneio, que a economia vai mal. 
Síntese das sínteses: o debate teve tudo para ser neutro para Dilma, ruim para Marina e bom para Aécio Neves. Mas quem vai dizer é o eleitor. Por Reinaldo Azevedo

Tribunal de Justiça gaúcho derruba lei de Tarso Genro que alterou promoções na Brigada, o comandante geral, coronel araponga Fabio Fernandes, terá que sair do cargo

A Lei Teresoca ddo governador do Rio Grande do Sul, o peremptório "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, foi feita sob encomenda para beneficiar o coronel petista e araponga Fábio Duarte Fernandes, em uma completa comprovação de que o governo petista é de compadrio e de aparelhamento do Estado pelo partido. Fabio Duarte Fernandes é um araponga que trabalhou bisbilhotando para o PT na coordenadoria da bancada do partido na Assembléia Legislativa, especialmente durante a CPI do Detran, quando foi flagrado em plenário, atrás dos deputados petistas Elvino Bohn Gass e Stela Farias, fuçando nos sistemas de segurança do Estado para fornecer informações aos dois inquisidores petistas. Agora a Lei de Tarso Genro, feita sob encomenda para beneficiar atual comandante da Brigada Militar, foi derrubada no Tribunal de Justiça. O acórdão já está valendo. Ele afeta 225 oficiais, entre os quais o atual comandante da corporação. Qualquer recurso não tem efeito suspensivo. O Tribunal de Justiça do Estado anulou as promoções de oficiais da Brigada Militar concedidas desde 2012. Com isso, perde a validade a elevação de posto do atual comandante da corporação, coronel Fábio Duarte Fernandes, e de outros oficiais beneficiados pela lei 13.946. A ação foi movida pela Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asof/BM), que alegou prejuízo. A medida atinge 25 coronéis, 77 tenentes-coronéis e 123 majores, num total de 225 oficiais. No cargo de tenente-coronel, Fernandes não poderá comandar a Brigada Militar. Para os desembargadores, houve “afronta aos princípios da motivação e da publicidade” em um dos itens da lei, declarado inconstitucional, que permite promoções por merecimento, mas atribuindo peso demasiado a critérios que são puramente subjetivos, portanto discricionários, ao sabor de quem está no governo. O governador em exercício, desembargador José Antônio Flores de Camargo, também presidente do Tribunal de Justiça informou que está tomando conhecimento do acórdão. A tendência é de que ele não se manifeste sobre o tema até domingo, quando deixa o cargo, após o primeiro turno das eleições. O posicionamento inicial é o de que o tema deve se tratado pelo petista "grilo falante" Tarso Genro, já que os critérios partiram dele próprio.

Tribunal de Justiça gaúcho derruba lei de Tarso Genro que alterou promoções na Brigada, o comandante geral, coronel araponga Fabio Fernandes, terá que sair do cargo

A Lei Teresoca ddo governador do Rio Grande do Sul, o peremptório "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, foi feita sob encomenda para beneficiar o coronel petista e araponga Fábio Duarte Fernandes, em uma completa comprovação de que o governo petista é de compadrio e de aparelhamento do Estado pelo partido. Fabio Duarte Fernandes é um araponga que trabalhou bisbilhotando para o PT na coordenadoria da bancada do partido na Assembléia Legislativa, especialmente durante a CPI do Detran, quando foi flagrado em plenário, atrás dos deputados petistas Elvino Bohn Gass e Stela Farias, fuçando nos sistemas de segurança do Estado para fornecer informações aos dois inquisidores petistas. Agora a Lei de Tarso Genro, feita sob encomenda para beneficiar atual comandante da Brigada Militar, foi derrubada no Tribunal de Justiça. O acórdão já está valendo. Ele afeta 225 oficiais, entre os quais o atual comandante da corporação. Qualquer recurso não tem efeito suspensivo. O Tribunal de Justiça do Estado anulou as promoções de oficiais da Brigada Militar concedidas desde 2012. Com isso, perde a validade a elevação de posto do atual comandante da corporação, coronel Fábio Duarte Fernandes, e de outros oficiais beneficiados pela lei 13.946. A ação foi movida pela Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asof/BM), que alegou prejuízo. A medida atinge 25 coronéis, 77 tenentes-coronéis e 123 majores, num total de 225 oficiais. No cargo de tenente-coronel, Fernandes não poderá comandar a Brigada Militar. Para os desembargadores, houve “afronta aos princípios da motivação e da publicidade” em um dos itens da lei, declarado inconstitucional, que permite promoções por merecimento, mas atribuindo peso demasiado a critérios que são puramente subjetivos, portanto discricionários, ao sabor de quem está no governo. O governador em exercício, desembargador José Antônio Flores de Camargo, também presidente do Tribunal de Justiça informou que está tomando conhecimento do acórdão. A tendência é de que ele não se manifeste sobre o tema até domingo, quando deixa o cargo, após o primeiro turno das eleições. O posicionamento inicial é o de que o tema deve se tratado pelo petista "grilo falante" Tarso Genro, já que os critérios partiram dele próprio.

Ministério Público Federal silencia sobre ordem para barrar investigações em Santa Cruz. Interrupção beneficia líderes do PT no Rio Grande do Sul

É intolerável o silêncio do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul diante da informação de que partiu dele a ordem para que a Polícia Federal interrompesse operação em pleno andamento na terça-feira, destinada a executar mandados de busca e apreensão em Santa Cruz do Sul e Sinimbu, tudo relacionado a investigações sobre desvio de verbas federais no âmbito do Pronaf. O Procurador Geral da República não quer marola às vésperas das eleições, já que o inquérito investiga lideranças do PT no Rio Grande do Sul, entre as quais o deputado Elvino Bohn Gass. A Polícia Federal cumpriu a ordem a contragosto, quando já tinha 60 agentes em Santa Cruz para entrar em ação.

Já fora da Petrobras, Paulo Roberto Costa recebeu 228 ligações da estatal

CPI mista da Petrobras recebe ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, no Congresso Nacional, em Brasília (DF) - 17/09/2014

CPI mista da Petrobras recebe ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, no Congresso Nacional, em Brasília (DF) - 17/09/2014 (Ueslei Marcelino/Reuters)
Paulo Roberto Costa deixou a diretoria de Abastecimento da Petrobras em abril de 2012, mas não perdeu contato com a estatal: dados das quebras de seu sigilo telefônico indicam que o delator do petrolão recebeu ao menos 228 ligações de telefones da companhia entre maio daquele ano e 20 de março de 2014, quando foi preso pela Polícia Federal, durante a Operação Lava Jato. De um ramal da companhia em Macaé (RJ), foi feita, no dia da prisão, uma ligação de 14 minutos. Reportagem publicada nesta quinta-feira no site de VEJA revela que o esquema montado pelo ex-diretor seguiu a pleno vapor na estatal mesmo após sua saída. A Polícia Federal já sabe que, de outubro de 2010 a dezembro de 2013, pelo menos 37,7 milhões de reais desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foram repassados a empresas do doleiro Alberto Youssef.  
Agora, dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo mostram que ligações para Costa partiram de oito números em nome da Petrobras no Rio de Janeiro, sede da estatal, em Salvador e em Macaé, para dois números do ex-diretor no Rio e na cidade do interior fluminense. O ex-diretor cumpre prisão domiciliar no Rio desde quarta-feira, como parte de um acordo de delação premiada. Em troca de redução de pena, ele deu detalhes do esquema de corrupção na Petrobras e aceitou devolver recursos recebidos de forma ilícita no exterior. À PF e ao Ministério Público Federal (MPF), Costa admitiu ter recebido propina na compra, pela estatal, da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), e afirmou que fornecedores da petrolífera pagavam "comissão" para conseguir contratos arranjados.
A maioria dos telefonemas listados nas quebras de sigilo foi feita da Petrobras em Macaé, onde a companhia mantém plataformas de extração de petróleo. O Estado telefonou para todos os números da estatal indicados nos documentos, mas na maioria dos casos as ligações não se completaram. As identificadas foram feitas de telefones gerais, como Central de Atendimento da estatal, e do setor de Exploração e Produção da Petrobras no Rio de Janeiro.
Os relatórios listam ainda dezesseis telefonemas da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, feitos para o genro de Paulo Roberto Costa, Márcio Lewkowicz. O número de origem é geral, da portaria da sede da Petros. A reportagem enviou os números relacionados nos documentos para a Petrobras, que não respondeu aos questionamentos sobre quais são os usuários dos ramais e a quais departamentos eles pertencem.
Sob elogios - Costa renunciou à Diretoria de Abastecimento da Petrobras em 27 de abril de 2012, sob elogios do Conselho de Administração, que destacou seus "relevantes serviços prestados à companhia". Em seguida, abriu empresas que, segundo a Polícia Federal, eram usadas para desvio de recursos da petrolífera. Em delação premiada, após ser preso pela Polícia Federal, Paulo Roberto Costa contou que um consórcio de empresas obteve contratos na Petrobras mediante o pagamento de 3% sobre os negócios. Parte deste dinheiro era repassada a políticos, segundo os depoimentos. Os recursos eram lavados pelo doleiro Alberto Youssef, acusado de operar um esquema que teria movimentado 10 bilhões de reais. O doleiro também recebeu ligações da Petrobras. Elas partiram de um celular corporativo da empresa, que se nega, desde então, a identificar o histórico de usuários da linha.

Revelações vão “chocar o país”, diz o doleiro Youssef

O BANQUEIRO - Preso, Youssef quer revelar o caminho do dinheiro em troca da redução da pena. Na lista do doleiro, João Vaccari, o secretário de Finanças do PT, é um dos mais encrencados

O BANQUEIRO - Preso, Youssef quer revelar o caminho do dinheiro em troca da redução da pena. Na lista do doleiro, João Vaccari, o secretário de Finanças do PT, é um dos mais encrencados      (VEJA)
Durante muito tempo, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa formaram uma dupla de sucesso nos subterrâneos do governo. Enquanto Paulo Roberto usava suas poderosas ligações com os altos escalões do poder e o cargo na diretoria de Abastecimento da Petrobras para desviar milhões dos cofres da estatal, Youssef encarregava-se de gerenciar a bilionária máquina de arrecadação que era usada para abastecer uma trinca de partidos e corromper políticos importantes. Paulo Roberto era o articulador, o cérebro da organização. Youssef, o caixa, o banco. Um apontava os caminhos para assaltar a estatal. O outro era o encarregado dos malabarismos contábeis para fazer o dinheiro chegar aos destinatários da maneira mais segura possível, sem deixar rastros. Em março deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava-Jato, que tinha o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro, a dupla caiu na rede. O que ninguém imaginava — nem mesmo os policiais — é que, a partir das informações dadas pelos dois criminosos, uma monumental engrenagem de corrupção, talvez a maior de todos os tempos, começaria a ruir.
VEJA revelou que Paulo Roberto Costa, o primeiro a assinar o acordo de delação com a Justiça, entregou às autoridades o nome de mais de trinta políticos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras, entre eles três governadores, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais, além de Antonio Palocci, o coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, que pediu 2 milhões de reais ao esquema. O ex-diretor forneceu o nome dos corruptos que se locupletavam do dinheiro desviado e das empreiteiras que contribuíam com a arrecadação da propina — um golpe já considerado letal na estrutura da organização criminosa. Se as revelações do ex-diretor — muitas ainda desconhecidas — já provocaram um cataclismo, o que está por vir promete um efeito ainda mais devastador. Alberto Youssef, o caixa, decidiu seguir o parceiro e contar o que sabe. E, nas palavras do próprio doleiro, o que ele sabe “vai chocar o país”.
Além de confirmar que o dinheiro desviado da Petrobras era usado para sustentar três dos principais partidos da base aliada — PT, PMDB e PP —, Youssef se colocou à disposição para fechar o elo da cadeia de corrupção, fornecendo as contas no exterior, as datas de remessa e os valores repassados a políticos e autoridades que ele tinha como clientes. Youssef disse às autoridades que, durante o tempo em que operou o banco da quadrilha, por quase uma década, tomou o cuidado de esconder em um local seguro documentos que mostram a origem e o destino das cifras bilionárias que movimentou. É o que ele garante ser a verdadeira contabilidade do crime — um inventário que está escondido em um cofre ainda longe do alcance das autoridades brasileiras. O acervo é tão completo que incluiria até os bilhetes das viagens que demonstrariam o que os investigadores já apelidaram de “money delivery”, o dinheiro entregue em domicílio.

Universidade de Columbia vai oferecer pós no Brasil

A Universidade de Columbia, dos Estados Unidos, vai oferecer uma pós-graduação no Brasil a partir de janeiro do ano que vem. A instituição é uma das mais importantes do ensino superior mundial. O curso de Gestão Pública, entre janeiro de 2015 e julho de 2016, terá aulas online e presenciais, com encontros no Columbia Global Center do Rio de Janeiro. O programa de mestrado também prevê dois meses de atividades em Nova York, sede da universidade. O prazo final para inscrições é em 30 de novembro e os resultados saem até 15 de dezembro. Com as taxas do curso, de viagem e o tempo de permanência nos Estados Unidos, o custo estimado para fazer a pós é de US$ 68 mil (cerca de R$ 168 mil). Para concorrer à vaga, é preciso ter prova de proficiência em inglês e tradução juramentada do diploma de curso superior para o idioma. Também são cobrados o exame Graduate Record Examination (GRE) ou o Graduate Management Admission Test (GMAT), além de cartas de recomendação e intenção. Representantes de Columbia estarão no Brasil na próxima semana para fazer palestras sobre o programa. A primeira delas é em São Paulo, no dia 22, a segunda é em Brasília, no dia 23, e a última no Rio de Janeiro, no dia 24. A Universidade de Columbia também pretende levar esse modelo de curso para China e Índia. Com o formato, a proposta é também criar uma comunidade global de especialistas no setor.

Petista Tarso Genro passa a liderar, Ana Amélia despenca, Sartori sobe espetacularmente

O governador petista "grilo falante" Tarso Genro passou à frente na última pesquisa Datafolha, subindo 1 ponto, dentro da margem de erro. Ele agora lidera porque José Ivo Sartori roubou pontos de Ana Amélia Lemos e já pode estar na frente dela. Sartori é a grande sensação da pesquisa, porque subiu de novo com muita força (seis pontos). Os números são em percentagem. Entre parênteses, os números da pesquisa anterior.
1º Turno
Tarso Genro, PT - 32 (31)
Ana Amélia, PP - 28 (31)
José Ivo Sartori, PMDB - 23 (17)
Os outros candidatos somados pontuam 3% no total
2º Turno
Ana Amélia: 44
Tarso: 41
segundo cenário
Sartori: 45
Tarso: 38
Como se vê, o eleitorado gaúcho está mais propenso a votar em José Ivo Sartori no segundo turno, dando-lhe uma vitória com mais folga sobre o petista Tarso Genro, enquanto Ana Amélia Lemos encontraria bem mais dificuldades no segundo turno. Parece que o eleitorado gaúcho já fez a escolha por José Ivo Sartori.

Pesquisa Datafolha para o Senado no Rio Grande do Sul: Lasier Martins tem 31%; o Exterminador do Futuro, Olívio Dutra, aparece com 30%, hora dos eleitores de Simon migrarem para Lasier Martins

Pesquisa Datafolha de intenções de voto para o Senado divulgada nesta quinta-feira mostra Lasier Martins (PDT) na frente, com 31% das intenções de voto dos gaúchos. Em segundo lugar aparece o Exterminador do Futuro, o candidato petista Olívio Dutra, com 30%. Lasier Martins cresceu 2% desde a última pesquisa. E o petista exterminador do futuro caiu um ponto. O candidato do PMDB, Pedro Simon, se manteve estável, com 13%. Simone Leite (PP) segue com 5%. Julio Flores (PSTU) tem 1% das intenções, Ciro Machado (PMN) e Gold (PRP) não alcançaram 1%. Brancos e nulos representam 5%, e 15% não souberam responder. Como a candidatura de Pedro Simon, faltando três dias para a eleição, está empacada em 13%, é absolutamente evidente que ele está derrotado. Portanto, os eleitores de Pedro Simon deveriam migrar para Lasier Martins, para impedir a eleição do Exterminador do Futuro, o petista Olívio Dutra.

Parlamento turco autoriza ação militar contra organização terrorista Estado Islâmico

O Parlamento turco autorizou o governo a enviar tropas para combater os jihadistas terroristas na Síria e Iraque. De 550 deputados, 298 votaram a favor, nesta quinta-feira, da autorização de mobilizar tropas nos dois países vizinhos e dar passagem a tropas estrangeiras pelo território turco para lutar contra o Estado Islâmico (EI, o Califado). Depois de ter rejeitado explicitamente uma participação na coalizão internacional anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos, a Turquia deu um passo atrás e se dispôs a cooperar na guerra contra o grupo terrorista. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, convocou uma reunião com os principais líderes militares e da sociedade civil logo após a votação para explicar as modalidades do envolvimento turco na coalizão. De acordo com a imprensa turca, o governo não deve se envolver diretamente nas operações militares nos países vizinhos, mas se concentrar em abrir algumas de suas instalações aos aliados, entre elas a base aérea de Incirlik (sul), para operações humanitárias. "Não podemos esperar medidas imediatas logo após a votação", alertou o ministro da Defesa, Ismet Yilmaz, antes do debate parlamentar. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reiterou nos últimos dias que seu país estava pronto para fazer "tudo o que for necessário" para combater o Estado Islâmico, mesmo lembrando que a queda do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, continua a ser uma de suas "prioridades". Erdogan justificou a decisão pelo sequestro de 46 cidadãos turcos, ocorrido em junho na cidade iraquiana de Mossul. Os reféns foram libertados em 20 de setembro. O chefe de Estado, que considerou na quarta-feira que os atuais ataques aéreos não passam de uma "solução temporária", defende a criação de uma zona tampão no norte da Síria destinada a proteger os refugiados sírios e o território turco. "O único alvo deste texto é a organização terrorista que quer acabar com a tranquilidade deste país", afirmou Yilmaz ao Parlamento, acrescentando que seu país não pode "fechar os olhos" para os abusos cometidos pelo grupo terrorista sunita. O principal partido de oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP, socialdemocrata), e o Partido Democrata do Povo (HDP, pró-curdo) votaram contra o projeto de resolução, considerando-o "pouco claro" e "limitado". A votação foi realizada no momento em que os combatentes do Estado Islâmico estavam nas proximidades da cidade síria de Kobane (Ain al-Arab, em árabe), a poucos quilômetros da fronteira com a Turquia.