sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Pesquisa Istoé com Sensus dá 35% para Dilma. Marina e Aécio estão tecnicamente empatados.

Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra que a sucessão presidencial será decidida no segundo turno e que Aécio e Marina chegam embolados na última semana de campanha.

Dilma Roussef, 35%
Marina Silva, 25%
Aécio Neves, 20,7%

Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2% para mais ou para menos, Marina e Aécio estão empatados tecnicamente na briga por um lugar no segundo turno. A revista diz que a pesquisa mostra que tanto Dilma como Aécio acertaram nas estratégias adotadas nas últimas semanas. A presidenta reforçou os ataques contra Marina, exagerou na defesa de seu governo e intensificou as agendas públicas. Com isso, cresceu 5,3% durante o mês de setembro. O senador mineiro procurou demonstrar as semelhanças entre Dilma e Marina, questionou a veracidade do que ambas mostravam em seus discursos e colocou-se como a alternativa mais segura para mudar os rumos do País. A estratégia lhe valeu um crescimento de 5,5 pontos percentuais nos últimos 30 dias. Já Marina apostou em se colocar como vítima de uma campanha que chama de “difamatória” e adotou um tom emocional tanto em entrevistas como nos palanques. Não conseguiu explicar as contradições de seus discursos e perdeu 4,5 pontos percentuais em menos de um mês. “Pela primeira vez se constata a situação de empate técnico entre Marina e Aécio. O senador mineiro chega na reta final com tendência de crescimento e a ex-senadora com tendência de queda”, diz Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus.

Petrobras tem a maior queda em valor de mercado na América Latina, aponta Economatica

A Petrobras registrou a maior a queda em valor de mercado entre as empresas de capital aberto da América Latina, segundo estudo da Economatica. De acordo com o levantamento, o valor de mercado da petroleira caiu 27,678 bilhões de dólares, de 131,981 bilhões para 104,302 bilhões de dólares, entre os dias 31 de agosto a 25 de setembro de 2014. Em seguida, aparecem os bancos brasileiros Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil. O valor de mercado do Itaú Unibanco caiu de 94,589 bilhões para 78,432 bilhões de dólares, um recuo de 16,157 bilhões de dólares. No caso do Bradesco, o resultado teve retração de 11,799 bilhões de dólares, de 75,735 bilhões de reais para 63,937 bilhões de dólares; já a queda do Banco do Brasil foi de 10,120 bilhões de dólares, de 43,728 bilhões para 33,607 bilhões de dólares. Entre as 20 empresas compiladas pela Economatica, 16 companhias brasileiras estão entre as maiores perdas de valor de mercado, com destaque ainda para Vale, Ambev S/A e BBSeguridade. Da Colômbia aparece na lista a Ecopetrol, cujo valor de mercado passou de 70,651 bilhões para 65,856 bilhões de dólares. O México possui três representantes: WalMart México, GMexico e Coca-Cola Femsa. Na outra ponta, entre as 20 empresas da América Latina com maior ganho de valor de mercado, o Brasil possui apenas três representantes. A Embratel teve um ganho de 1,662 bilhão de dólares, de 8,825 bilhões para 10,487 bilhões de dólares; a Oi, com avanço de 535 milhões de dólares, de 5,506 bilhões para 6,041 bilhões de dólares, e a fabricante de papel e celulose Fibria, com ganho de 336 milhões de dólares, de 5,751 bilhões para 6,087 bilhões de dólares. A Tenaris, da Argentina, lidera o ranking de ganhos, com 6,899 bilhões de dólares, de 39,819 bilhões para 46,718 bilhões de dólares. No total, a Argentina possui 13 empresas na lista. O México aparece com três (America Movil, Ideal e Alfa) e o Chile com uma (Calichera).

Concessões de ferrovias e portos ficam para próximo governo

Promessa da presidente Dilma Rousseff em 2012 para destravar a economia, boa parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL) terá de ser tocada pelo próximo governo. Ao todo estão pendentes aproximadamente 120 bilhões de reais em investimentos programados que ainda não aconteceram. Os leilões de ferrovias e portos são os mais atrasados nessa lista - nenhum projeto de concessão e arrendamento dessas áreas saiu até agora por problemas burocráticos e mesmo dificuldades para atrair investimentos privados. Dentro do governo, acredita-se que apenas um trecho de ferrovia, que liga Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), tem alguma chance de sair em 2014. O investimento estimado para o trecho de 880 quilômetros é de cerca de 5,4 bilhões reais. O Tribunal de Contas da União liberou o processo da ferrovia em fevereiro deste ano, mas, diante de incertezas sobre interesse dos investidores, o governo federal ainda não publicou o edital. Mesmo que esse leilão sair em 2014, ficarão para o próximo governo as concessões de outros 14 trechos previstos no PIL, que somam 10,7 mil quilômetros de extensão investimentos de 85,5 bilhões de reais. Em portos, o processo envolvendo o primeiro bloco de licitações, de arrendamento de um total de 29 áreas em terminais no Pará e no porto de Santos, está tramitando do Tribunal de Contas da União há quase um ano e ainda aguarda aprovação. César Borges, ministro-chefe da Secretaria de Portos, afirma que a pasta fez o possível e que agora aguarda decisão do tribunal. "Estamos preparados. A gente não fecha nem os olhos. Autorizou, nós publicamos", disse. Entre os questionamentos do Tribunal de Contas da União pendentes está a cobrança do estabelecimento de tarifas-teto para todos os serviços. O julgamento do recurso do governo sobre esses quatro itens foi interrompido em julho e ainda não há previsão sobre quando o caso voltará à pauta do tribunal. "A agenda ficou muito a desejar. Tudo o que andou e deve andar é a área de rodovias e ainda assim perdeu-se muito tempo discutindo a taxa de retorno dos projetos", disse o economista Fernando Camargo, da LCA Consultoria. Apesar de tantos projetos que vão ficar para os próximos anos, o ex-diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Luiz Afonso Senna, não vê risco de haver um recuo na política de concessões. “As três principais candidaturas - Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) - compartilham essa idéia das concessões, com mais ou menos intensidade, mas é um consenso a importância das concessões”, disse Senna. Será também crucial para o próximo governo resolver outra questão, independentemente de quem seja eleito: a retomada da confiança do mercado no governo, principalmente na condução da política macroeconômica, avaliou o economista Fernando Camargo, da LCA. Em ferrovias, a missão do próximo governo é reduzir a percepção de risco dos investidores em relação ao novo modelo de concessões de ferrovias. O novo modelo prevê que a estatal Valec compre toda a capacidade de carga das futuras concessões para revendê-la a outras empresas que queiram operar trens nas novas vias. “As ferrovias demandam investimentos de peso e a percepção é de que o risco é alto. A incógnita é a capacidade da Valec exercer esse novo papel, ao qual ela não está acostumada. O próximo governo precisa resolver isso”, disse Senna, da ANTT. Para portos, nem dentro do governo acredita-se que seja possível fazer algum arrendamento de área em portos públicos ainda este ano. Com isso, deve ficar para a próxima administração licitar quatro grandes blocos de arrendamentos, com investimentos totais de cerca de 17,2 bilhões de reais. O ministro da SEC ressalta que, apesar do atraso dos arrendamentos, a secretaria já conseguiu avanços em outra frente, a de autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs), fora dos portos públicos. Desde o final do ano passado já foram autorizados 26 novos TUPs e expansão de outros dois. "Esses terminais terão cerca de 10 bilhões de reais de investimentos", disse Borges. Após o fracasso inicial do leilão da BR-262 (ES-MG) em setembro do ano passado, que não teve interessados, o governo federal conseguiu realizar o leilão de seis outras rodovias. Mas, das cinco concessões rodoviárias prometidas para este ano, apenas uma - a ponte Rio-Niterói - tem alguma chance de ser realizada. A ponte tem um investimento estimado de 600 milhões de reais e seu contrato de concessão vigente, com a CCR, vence em maio do ano que vem. Caberá ao próximo governo, portanto, levar adiante as concessões de cerca de 2,6 mil quilômetros dos outros quatro trechos rodoviários já lançados — e cujos estudos ainda estão em andamento.

Marina Silva: "Eu quero ganhar ganhando"'

Na última quinta-feira, a candidata do PSB à Presidência fez a VEJA seu balanço de uma campanha que ela diz ser dominada pelo "marketing selvagem"

Thais Oyama e Carlos Graieb
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva: "Eu só quero um mandato"
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva: "Eu só quero um mandato" (Marcos Michael/VEJA)
"Eu peço a Deus que Lula ajude o PT a sair dessa lógica dos aloprados"
Há pouco mais de um mês, a trágica morte do ex-governador Eduardo Campos em um acidente aéreo mudou o curso da campanha presidencial e fez com que as eleições de 2014 se tornassem as mais imprevisíveis desde a redemocratização do país. O imponderável lançou na disputa a ex-senadora Marina Silva, vice na chapa de Campos, que filiou-se ao PSB porque seu partido, a Rede Sustentabilidade, foi barrado pela Justiça Eleitoral. Segundo os institutos de pesquisa, Marina entrou na campanha há exatos 37 dias com índice de intenção de votos pouco acima do que obteve nas urnas há quatro anos – 19,33% dos votos válidos. Se na largada o porcentual de votos de Marina já era mais do que o dobro do que Campos atingia, nos dez dias seguintes ela deu um salto e colou na petista Dilma Rousseff, candidata à reeleição — superando-a, aliás, nas sondagens para o segundo turno. A reação da máquina petista foi imediata: Marina Silva passou a enfrentar bombardeio diário e foi alvo do discurso do medo que o Partido dos Trabalhadores aprendeu a usar sem moderação. A arrancada de Marina foi detida. Em entrevista a VEJA na última quinta-feira, ela fez um balanço da campanha, disse estar "estarrecida" diante das operações do "marketing selvagem" falou, num misto de mágoa e cálculo político, de sua relação com o ex-presidente Lula. 
A senhora passou a maior parte de sua vida política no PT. Nesta campanha, vem sendo alvo de ataques muito pesados por parte da sigla. Isso a pegou de surpresa? Sim, isso me chocou um pouco. Acho que ninguém esperava esse marketing selvagem, que não tem nenhuma mediação dos valores e da ética. Todo mundo ficou um pouco assustado. A gente já viu isso no passado. O Collor ganhou uma eleição dizendo aberrações contra o Lula. Nos rincões do Brasil o que faziam circular era que o Lula tiraria um quarto de quem tinha dois, uma galinha de quem tinha duas, que ele iria confiscar as Bíblias de quem acreditava em Deus. Agora está acontecendo algo parecido, mas com sinal inverso. Dizem que se eu for eleita todo mundo vai ser obrigado a seguir a minha fé, o que contradiz toda a minha história como cristã. E depois dizem que eu vou acabar com o Bolsa Família, com o pré-sal, com a transposição do rio São Francisco – até com o direito a férias e ao décimo terceiro. Falam como seu eu fosse uma exterminadora do futuro. É uma nuvem de fumaça para impedir que as pessoas percebam que é o nosso presente que está sendo ameaçado com a volta da inflação, com os juros altos, com a corrupção.
Qual ataque lhe pareceu mais truculento? É uma nuvem de mentiras e boatos. Mas o que me deixa mais estarrecida é que esse tipo de marketing não desqualifica apenas a mim, ele também desqualifica a nossa história coletiva, aquilo que a sociedade brasileira conquistou e institucionalizou nas últimas décadas. O Brasil não é uma república de papel. Nós temos instituições que foram conquistadas a duras penas. Quando você diz que tudo isso pode ser retirado da mesa num passe de mágica, está fazendo pouco de todos nós. É difícil lutar contra essas coisas quando o adversário tem tantos recursos para fazer campanha. Mas eu me apego a duas coisas. Primeiro, conto com o discernimento da sociedade. Depois, me apego ao exemplo de pessoas muito maiores que eu. Os algozes de Nelson Mandela o puseram numa cadeia por mais de 25 anos. Hoje, todo mundo sabem quem era Mandela, e o nome de quem o oprimiu é que leva uma mancha. Martin Luther King era Martin Luther King, Gandhi era Gandhi. Eu tento me inspirar nessas pessoas.
E no ex-presidente Lula? Não mais? Eu peço a Deus que Lula ajude o PT a sair dessa lógica dos aloprados. 
Mas Lula é o grande líder do PT. Sua influência é enorme no partido e naquilo que a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff põe nas ruas. O Lula não pode ser tragado pelo PT pragmático. O PT das origens não pode permitir que esse PT pragmático trague o Lula.
A senhora, então, não perdeu a confiança nele. Eu faço a aeróbica do bem.
O que é isso? É fortalecer a musculatura boa. É acreditar, mas não ingenuamente. Quem ajudou a tirar 40 milhões de pessoas da miséria, e esse é o legado do Lula, não pode ser visto como uma fraude. Da mesma forma que alguém que ajudou a tirar o país da inflação galopante, como o Fernando Henrique Cardoso, não pode ser esquecido – embora o próprio PSDB, por muito tempo, não tenha ressaltado toda a contribuição do seu político de maior renome. Desde 2010 eu falo dos dois legados, e digo que nós queremos governar com os melhores dos dois partidos.
A senhora está dizendo que institucionalmente é bom para o país preservar esses personagens, esses dois ex-presidentes que foram importantes, ou a senhora está dizendo que acha que o Lula pessoalmente não tem nada a ver com os rumos da campanha presidencial? Eu quero que Lula e Fernando Henrique voltem a ser sujeitos da nossa história. Eles, que tiveram de pagar o preço de ser tutelados pela Velha República, que voltem à cena política brasileira para estabelecer a contribuição da Nova República. É isso que eles devem fazer. Nós temos de entender que há algo de sério acontecendo no Brasil. A sociedade brasileira avançou muito mais que os partidos, que as lideranças. A sociedade está à frente. Por vinte anos as pessoas esperaram que a política mudasse. Agora, ela resolveu mudar os políticos. Mas o novo sempre se estabelece em cima de algo que já existia. As sociedades avançam quando são capazes de institucionalizar suas conquistas. Quando tudo é fulanizado, partidarizado, não se vai a lugar nenhum. O Lula fez um gesto, manteve o Plano Real, o principal legado do governo FHC. Quem vier agora tem de manter o legado da inclusão social, mas também abordar o novo desafio, que é o de recuperar a credibilidade para as instituições políticas. E para isso é mais fácil conversar com Lula e Fernando Henrique, por suas histórias, do que com Sarney e outros que incorporam e sustentam as velhas práticas.
A senhora e o ex-presidente Lula se falaram neste último mês? Não.
É sabido que a senhora tem uma ligação afetiva muito forte com o Lula. É verdade que sua filha Moara recebeu esse nome em homenagem a ele? Moara significa liberdade em tupi-guarani. Era o nome de um jornalzinho estudantil da minha juventude. Eu decidi dar esse nome à minha filha durante um voo num monomotor minúsculo, durante a campanha presidencial do Lula contra o Collor. Eu estava apertada entre duas pessoas, com um barrigão enorme de grávida, e o bebê não parava de chutar. Alguém disse, para aliviar a tensão: "Essa menina gosta de voar". Eu escolhi o nome naquela hora, e foi, sim, uma homenagem ao Lula, porque aquela campanha foi  muito dura, havia muitos ataques. Mas, independentemente disso, eu não sou uma pessoa que quer reescrever a história. Eu vou continuar falando das pessoas que admirei no passado com admiração, mesmo que elas possam ter me decepcionado no presente, algumas delas.
As pontes com o PSDB não estão sendo dinamitadas nesta campanha, tanto pelo lado da candidatura Aécio Neves quanto pelo seu lado, que rejeita a aproximação com lideranças importantes do partido? Quando eu trago a cena o legado do PT e do PSDB, essa é a melhor ponte para o diálogo. São eles que estão vocalizando desconstruções e preconceitos contra mim. Eu queria debater programas, mas nem Dilma nem Aécio apresentaram os programas deles. Como eles não têm programa, estão atacando como estratégia de defesa. É um modo de não chamar atenção para esse grave problema, que é ser candidato sem ter programa.
A senhora tem dito que quer somente um mandato. É possível implementar o seu programa em quatro anos? E se medidas importantes estiverem inconclusas? Quatro anos é o suficiente para começar.
A senhora, então, só quer começar? Eu só quero um mandato. Quem disse que eu sou a única que pode implementar nosso programa? PT e PSDB tinham projetos de vinte anos. Veja o que aconteceu. A alternância de poder é fundamental e um mandato é suficiente para você dar sua contribuição.
O compromisso dos quatro anos, então, está escrito na pedra. Sim. São quatro anos. E a sociedade vai decidir se depois disso continua o PSB, a Rede, o PT, o PSDB. O que eu quero é reabrir o diálogo político num Brasil que está cindido.
A senhora às vezes fala dos movimentos sociais como se fossem entes puros. Mas muitos deles vivem numa simbiose clara com os partidos fortes, o PT especialmente. Eles se deixam cooptar e estão satisfeitos com isso. A senhora não idealiza demais esses movimentos? Há dois extremos que não são bons. Um, é o que deixa os movimentos sociais à margem, como fez o PSDB. O outro, é o de cooptá-los, como fez o PT. Os movimentos sociais são importantes. Eles trazem contribuições relevantes para a democracia. Não existe governo onipotente, onipresente, onisciente, capaz de enxergar tudo e de acoplar todos os movimentos sociais a si. O que nós defendemos é a liberdade para essas entidades, independentemente do seu alinhamento ideológico. Isso vale também para governantes em todas as esferas da administração. A ideia mesquinha de que um político eleito pelas suas convicções ideológicas tem de ficar à míngua porque não é do meu grupo tem de ser abandonada. Nós vamos trabalhar com os prefeitos e governadores legitimamente eleitos.
A senhora entrou nesta campanha com um capital de 26% de votos, e continua mais ou menos nesse patamar. Como dar um salto com a estrutura de que a sua coligação dispõe?Em 2010 eu entrei com 12% e terminei com 19, quase 20%. É possível dar esses saltos, já aconteceu. A Dilma e o Aécio têm estruturas fenomenais, ela em especial. Mas mesmo assim eu estou em primeiro lugar no Rio de Janeiro, em São Paulo, em praças muito importantes. Há um brasileiro que encontra nas nossas propostas aquilo que está procurando. Porque a nova política está aí, quer queiram, quer não queiram. 
Mas permanece o fato de que seu capital eleitoral não cresceu neste mês de campanha. Sua coligação dispõe das armas necessárias para blindá-la dos ataques e, ao mesmo tempo, fazer sua mensagem chegar ao eleitor que ainda está indeciso?  Se for amadorístico se orientar pelos valores e não dizer qualquer coisa dos adversários, então nós vamos continuar sendo amadores. O marketing é uma ferramenta. A sociedade não pode votar no marqueteiro, não é ele que vai governar.  Eu tomei uma decisão: vou ganhar ganhando, não vou ganhar perdendo, ou seja, fazendo o mau combate.
E perder ganhando, a senhora quer? Eu vou ganhar ganhando. Quem vai perder perdendo são aqueles que lançam mão de qualquer arma. É a pior forma de perder. 
Passado pouco mais de um mês, a morte de Eduardo Campos, que a tirou da condição de vice para encabeçar a chapa do PSB, lança alguma sombra sobre a sua campanha? Mais do que qualquer ataque, a parte mais difícil da campanha foi a morte do Eduardo. Porque você não tem como se preparar para o imponderável. O nosso projeto já estava em andamento fazia dez meses. Eu já havia aberto mão completamente do papel de protagonista. Toda a nossa narrativa tinha a ver com a liderança do Eduardo, com as experiências do Eduardo e, sim, com o partido de Eduardo, o PSB, com sua história de sessenta anos. Felizmente, havia um polo estabilizador para a nossa aliança, que era o programa político. Ele contemplava as propostas da Rede, que são aprofundar a democracia, manter as conquistas institucionais corrigindo os erros e encarar o desafio de um novo modelo econômico que não vire as costas para a questão da sustentabilidade. Isso permitiu que eu voltasse ao centro da batalha.
Como a senhora ficou sabendo da morte de Eduardo Campos? Nós nos vimos pela última vez na noite anterior ao acidente, no Rio de Janeiro. Em vez de embarcar com ele para um compromisso em Santos, eu voltei diretamente para a minha casa em São Paulo, porque tinha de gravar programas de campanha à tarde. Havia várias pessoas comigo, assessores, gente da família. Primeiro veio a notícia de que um avião tinha caído em Santos. Ficamos todos impactados, começamos a ligar para o Eduardo e os outros que estavam com ele, porque sabíamos que o voo já devia ter chegado. Alguém conseguiu falar com o Rodrigo Molina [secretário particular de Campos] e houve um momento de alívio, até percebermos que ele não estava no avião, havia retornado a Pernambuco em companhia de Renata, da mulher de Eduardo. Depois surgiu a imagem de um helicóptero acidentado, e foi outro suspiro de alívio. Eu pensei comigo: “Como nós somos egoístas, eu aqui alegre porque não foram os nossos amigos, mas houve gente que morreu.” Mas isso também durou pouco, porque obtivemos a confirmação de que o prefixo da aeronave acidentada era o mesmo do avião do Eduardo. A primeira coisa que eu disse foi: “Meu Deus, e a Renata?” Porque eles eram unidos demais, eles eram siameses. Passaram dias antes de eu falar com ela. Foi só no sábado. Eu pensava, se essa mulher desmoronar, tudo à nossa volta desmorona junto com ela. Mas quando eu finalmente consegui falar com ela, tentando balbuciar alguma palavra de força, ela estava tão inteira que foi o contrário que aconteceu. Ela começou a nos dar força. Com isso começamos a nos reagrupar.
Como está sendo esta campanha para sua família? Meus filhos já são adultos, e todos cresceram me vendo fazer o bom combate. Os mais velhos, quando eu ainda vivia no Acre, passaram muitos momentos de apreensão quando eu saía de casa de ônibus para me envolver na política. Para eles, me ver diante de qualquer situação é fácil. Eles me conhecem, e é muito bom ver quem te conhece redobrar a aposta em você diante de cada mentira ou ataque. Meus filhos são testemunhas vivas de que o que nós dizemos é o que nós vivemos. 
Uma das suas filhas é estudante de jornalismo. O que a senhora diz a ela sobre liberdade de imprensa? Liberdade de imprensa é para falar a verdade, e que os seus leitores tirem suas conclusões dos fatos que você corretamente apurar. Digo a ela também que quando der uma opinião, que seja a sua opinião de fato. 
Quais, a seu ver, são as palavras que melhor a definem neste momento? Fé e determinação. A fé para remover as montanhas que eu não tenho como escalar, e a determinação para escalar todas as montanhas que eu não devo transferir para a fé.
A perspectiva de ocupar um desafio tão grande quanto a presidência lhe dá algum medo?Meu compromisso é maior que qualquer medo que eu possa sentir. Mas uma pessoa que não tenha medo deve ser internada, porque é louca. O medo é uma defesa natural contra os perigos.

ESA define que Rosetta vai pousar no cometa no dia 12 de novembro

A Agência Espacial Europeia (ESA) definiu o dia 12 de novembro como data para o primeiro pouso da história em um cometa, que será feito pela sonda Rosetta. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, em um comunicado. Na semana passada, a agência anunciou duas opções de pouso na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Se a primeira opção for confirmada — local chamado de "ponto J" — o módulo Philae se separará da sonda às 5h35 do horário de Brasília e aterrissará no cometa sete horas mais tarde. Como um sinal emitido por Rosetta demora 28 minutos e 20 segundos para chegar à Terra, por volta das 13 horas as estações terrestres terão a confirmação do pouso. Caso a equipe escolha a segunda opção — o denominado "ponto C" —, a separação do módulo acontecerá às 10h04, a uma altitude de 12,5 quilômetros do cometa, e o pouso acontecerá quatro horas depois, de modo que o sinal chegará à Terra às 14h30. A ESA confirmará o local escolhido em 14 de outubro, após uma série de avaliações dos dois pontos de aterrissagem. Uma vez que se tenha separado de Rosetta, o módulo Philae terá autonomia de energia por dois dias e meio. Quando esse tempo se esgotar, Philae usará a energia gerada por painéis solares. Com onze instrumentos científicos, o módulo estudará o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, enquanto Rosetta fará uma observação à distância com uma série de sobrevôos nas proximidades do núcleo. A sonda está há dez anos viajando pelo espaço para tentar obter respostas sobre a origem do Sistema Solar. Os pesquisadores centraram sua atenção nos cometas, os quais consideram "cápsulas do tempo", porque se formaram na origem do Sistema Solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos.

Ministério Público pede condenação de doleira a 47 anos de prisão

O Ministério Público Federal pediu a condenação da doleira Nelma Kodama a 47 anos e 15 dias de prisão. Ela foi presa no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, pela Polícia Federal no dia 15 de março, quando tentava fugir para Milão, na Itália, com 200.000 euros escondidos na calcinha. Próxima ao doleiro Alberto Youssef, Nelma era um dos principais alvos da operação Lava Jato. A operação que desmantelou um megaesquema de lavagem de dinheiro foi deflagrada em 17 de março. Antes de tentar fugir do País em vôo de carreira, Nelma já tinha manifestado preocupação a Youssef. Em 13 de março, ela conversou ao telefone com o doleiro para tratar sobre a possível utilização de um helicóptero para fuga. "Amanhã vai ter operação. Então você sabe o que fazer", disse o doleiro na conversa. Nelma é acusada de sete crimes: participação em organização criminosa, evasão de divisas, operação irregular de instituição financeira, atribuição de falsa identidade a terceiro para operação de câmbio, tentativa de evasão de divisas em espécie, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Entre maio e novembro de 2013, a doleira conseguiu, com a ajuda de subordinados, enviar ilegalmente 5,3 milhões de dólares para o Exterior, por meio de 91 contratos de câmbio fraudulentos que simulavam importações, utilizando empresas de fachada. O grupo de Nelma movimentou 103 milhões de reais em transações feitas por empresas de fachada entre os anos de 2012 e 2013, de acordo com rastreamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A quadrilha tinha inclusive a ajuda de um gerente do Banco do Brasil para acobertar os crimes. De acordo com a denúncia de força-tarefa do Ministério Público Federal, Rinaldo Gonçalves de Carvalho, gerente da agência Campos Elíseos do Banco do Brasil em São Paulo, recebia propina para ajudar a movimentar contas de empresas de fachada e deixar de comunicar operações suspeitas ao Coaf. O Ministério Público Federal exigiu que ele seja condenado a 27 anos e sete meses de prisão. Além da doleira, outros oito comparsas respondem ao processo. Lucas Pacce, um dos auxiliares de Nelma, colaborou com a Justiça e fechou acordo de delação premiada. Nas alegações finais apresentadas à 13ª Vara Federal Criminal do Paraná, os procuradores Antonio Carlos Welter e Diogo Castor de Mattos pediram que ele seja condenado a 13 anos de reclusão, mas destacaram que, "a depender da efetividade da colaboração", o Ministério Público poderá requisitar a redução da pena de 1/3 a 2/3.

Desigualdade no Brasil é maior do que mostra a Pnad

Um estudo publicado há poucos dias em um site de pesquisa científica deve acirrar o debate em torno do tema desigualdade. Intitulado "A estabilidade da desigualdade de renda no Brasil, 2006 a 2012", o documento aponta que não só a desigualdade se manteve estável nos últimos anos, como também é mais alta do que aponta a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os pesquisadores relacionaram os dados sobre a renda domiciliar da Pnad e números obtidos da declaração do Imposto de Renda de pessoas físicas. A constatação é de que o abismo entre ricos e pobres não foi reduzido nesse intervalo, ao contrário do que mostra a Pnad. Outro ponto importante mostrado pelos estudiosos é que o coeficiente de Gini, índice usado mundialmente para medir a concentração de renda, é muito maior quando se associam as duas variáveis (renda domiciliar e renda declarada ao Fisco), do que quando leva em conta apenas os números apurados pelos recenseadores do IBGE. O indicador varia de zero, que é a igualdade perfeita, até um — o grau máximo de desigualdade. Pelo novo estudo, o índice nos anos de 2006, 2009 e 2012 são, respectivamente, 0,696, 0,698 e 0,690. Já a Pnad aponta que, nesses mesmos anos, o Gini ficou em 0,539, 0,516 e 0,498. “Ao que tudo indica, as Pnad subestimam as rendas mais altas e, por isso, não monitoram completamente o comportamento da desigualdade total”, informam os acadêmicos Marcelo Medeiros, Pedro Souza e Fabio Castro, da Universidade de Brasília (UnB). Medeiros e Souza também são pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o levantamento, as pesquisas domiciliares indicam uma queda persistente da desigualdade de 2006 a 2011, que só foi interrompida em 2012. Mas, ao ajustarem à pesquisa as rendas dos brasileiros mais ricos a partir de dados tributários, e não aqueles levantados por recenseadores, a queda na desigualdade deixa de existir. “Houve crescimento da renda, mas, se o Brasil cresceu para todos, os ricos se apropriaram da maior parte desse crescimento”, diz a pesquisa. Os dados tributários são usados pelo pesquisador francês Thomas Piketty para compor seu estudo sobre desigualdade. Seu banco de dados deu origem ao livro "O Capital no Século XXI", que será lançado no Brasil em novembro, pela editora Instrínseca. Piketty não citou o Brasil em sua publicação porque o governo brasileiro não respondeu aos seus pedidos por dados tributários. A Pnad é considerada uma fotografia incompleta da desigualdade porque as informações sobre a renda são fornecidas pela própria população aos recenseadores. Isso significa que os próprios cidadãos podem subestimar ou superestimar seus ganhos. Os dados do Imposto de Renda são mais precisos porque, além de serem oficiais, mostram posse de bens e rendimentos isentos ou não tributáveis, como doações, investimentos em poupança e outras aplicações cuja tributação ocorre direto na fonte. O levantamento seria mais completo ainda se usasse dados da declaração de renda de pessoa jurídica, já que muitos brasileiros — sobretudo os mais ricos — declaram seus rendimentos como tal, e não como pessoa física. Os três autores produziram, anteriormente, um estudo levando em conta apenas os dados das declarações de imposto de renda, sem a Pnad. Segundo o levantamento, encomendado pelo Ipea, os 5% mais ricos do País detinham, em 2012, 44% da renda. Em 2006, esse porcentual era de 40%. Os brasileiros que fazem parte da seleta parcela do 1% mais rico também viram sua fatia aumentar: passou de 22,5% da renda em 2006 para 25% em 2012. O mesmo ocorreu para o porcentual de 0,1% da população mais rica, que se apropriava de 9% da renda total do País em 2006 e, em 2012, de 11%. A Pnad de 2013 foi publicada no último dia 18, mostrando que a diferença de renda entre pobres e ricos se mantem alta. No dia seguinte, o IBGE convocou entrevista coletiva para anunciar que o levantamento continha “erro grave”. Depois de apontadas as correções, o indicador de desigualdade melhorou, mas a mudança não foi suficiente para reverter a tendência de congelamento. O IBGE saiu do episódio com a imagem arranhada.

Datafolha no Distrito Federal: sem Arruda, Rollemberg lidera com 35%

O candidato do PSB ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, lidera as pesquisas de intenções de voto com 35%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Em segundo lugar aparece o petista Agnelo Queiroz, com 22%, seguido por Jofran Frejat (PR), com 19%. Luiz Pitiman (PSDB) tem 4%, e Toninho do PSOL, 3%. Frejat é substituto do ex-governador José Roberto Arruda (PR), que renunciou à candidatura na semana passada por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Ele escalou sua mulher, Flavia Peres, como vice da chapa. No levantamento anterior, divulgado no último dia 10, Arruda tinha 37%, Agnelo, 19% e Rollemberg, 18%. Na simulação de segundo turno, Rollemberg também aparece na frente, com 58%. Queiroz teria 25%.

Datafolha em Pernambuco: Paulo Câmara abre nove pontos

O candidato do PSB ao governo do Pernambuco, Paulo Câmara, abriu nove pontos de vantagem em relação ao adversário Armando Monteiro Neto (PTB) e agora tem 43% das intenções de voto, ante 34% do oponente, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Os candidatos Zé Gomes (PSOL) e Miguel Anacleto (PCB) marcaram 1% cada. No levantamento anterior, divulgado no último dia 10, Câmara aparecia com 39%, e Monteiro tinha 33%. Na simulação para o segundo turno, Câmara também lidera, com 45% a 39%. O instituto ouviu 1.222 eleitores em 44 municípios nos dias 25 e 26 de setembro.

Datafolha no Rio de Janeiro: Pezão avança seis pontos e se isola na liderança

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra que o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) avançou seis pontos percentuais e se isolou no primeiro lugar na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, com 31% das intenções de voto. O deputado federal Anthony Garotinho (PR) caiu dois pontos, para 23%, e o senador Marcelo Crivella (PRB) permaneceu na mesma posição da pesquisa anterior, feita entre os dias 8 e 9 de setembro, com 17% das preferências – os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem da erro, que é de três pontos percentuais para cima ou para baixo. O senador Lindbergh Farias (PT) continuou com 12%. O instituto também fez simulações da disputa de segundo turno. Pezão venceria Garotinho por 54% contra 30%. Crivella superaria Garotinho por 49% a 30%.

Datafolha no Rio Grande do Sul, petista Tarso Genro reage e empata com Ana Amélia; pesquisa muito estranha, porque contradita todas as outras

O candidato à releição pelo PT, Tarso Genro, reagiu e conseguiu empatar com a candidata do PP, Ana Amélia Lemos, na liderança da corrida pelo governo do Rio Grande do Sul, ambos com 31% das intenções de votos, segundo pesquisa divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo. Conforme o instituto, Ana Amélia Lemos perdeu seis pontos porcentuais, e o petista Tarso Genro subiu quatro pontos em relação ao último levantamento. José Ivo Sartori (PMDB) tem 17%, e Vieira da Cunha (PDT), 2%. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. Os votos brancos e nulos somaram 4%, e 14% estão indecisos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número RS-00021/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00782/2014. Essa pesquisa é completamente esquisita porque contradita frontalmente os resultados apontados por dois outros institutos, o Ibope e o Methodus. Como o Brasil nunca esteve tão corrupto como está atualmente, essas mudanças súbitas apontadas pelo instituto Datafolha, sem qualquer justificativa, ficam muito suspeitas.

A racionalidade parece triunfar sobre a esquisitice: Serra lidera para o Senado com 37%; Suplicy está com 30%

Ufa! Em São Paulo, a razão triunfa. O tucano Geraldo Alckmin parece caminhar para uma eleição segura ainda no primeiro turno, e José Serra (PSDB), tudo indica, dará um cartão vermelho a Eduardo Suplicy (PT), que deve se despedir do Senado depois de 24 anos sem ter o que dizer, o que propor, o que fazer. Se não me engano, nesses anos todos, ele cantou, declamou e submeteu o Estado a alguns vexames. Segundo o Datafolha, o tucano abriu uma boa vantagem sobre o petista na disputa pelo Senado: passou de 34% no levantamento feito há 15 dias para 37% agora. Já o petista oscilou de 31% para 30%. A diferença, que era de três pontos, dentro da margem de erro, é agora de sete. Gilberto Kassab (PSDB) aparece com 10%. Por Reinaldo Azevedo

Datafolha SP: Alckmin leva no 1º turno, com 51% dos votos; Padilha, do PT, ainda não chega a dois dígitos: 9%.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira sobre a eleição em São Paulo informa que, se a eleição fosse hoje, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, teria 51% dos votos e seria reeleito no primeiro turno. Em seguida vem Paulo Skaf, do PMDB, com 22%. Alexandre Padilha, do PT, aparece com 9%. Há duas semanas, esses números eram, respectivamente, 49%, 22% e 9%. Ou por outra: nada mudou, exceção feita a Alckmin, que avança dois pontos, dentro da margem de erro. Na simulação de segundo turno, Alckmin oscilou um ponto para cima e marca 49%. Skaf confirma os mesmos 30%. No dia em que choveu em São Paulo como há muito não se via, os candidatos do PMDB e do PT constataram a inutilidade de tentar fazer votos correr das torneiras. O Datafolha entrevistou 2.114 eleitores entre quinta e sexta-feiras.

Datafolha: campanha suja do PT ajuda Dilma a abrir vantagem no 1º turno; no 2º, petista e Marina seguem em empate técnico

pesquisa Datafolha
Segundo Pesquisa Datafolha divulgada há pouco pela TV Folha, a situação de Dilma Rousseff na disputa melhorou consideravelmente. Segundo o Datafolha, se a eleição fosse hoje, a candidata do PT teria 40% das intenções de voto. Marina Silva, do PSB, aparece com 27%. O tucano Aécio Neves tem 18%. Há uma semana, esses números eram, respectivamente, 37%%, 30% e 17%; há 15 dias, 36%, 33% e 15%. Assim, no intervalo de duas semanas, Dilma ganhou quatro pontos, Marina perdeu seis, e Aécio ganhou três. Descontados os brancos e nulos, a petista tem 45% dos votos válidos; a peessebista, 31%, e o tucano, 21%. Segundo o Datafolha, a principal alteração no quadro se deu no Nordeste: em uma semana, a presidente ganhou seis pontos na região, e a candidata do PSB perdeu 9%. Parece que o terrorismo petista está surtindo efeito por lá. No segundo turno, embora tenha havido uma troca de posições na liderança, a disputa segue empatada: Dilma aparece com 47% das intenções de voto (há uma semana, tinha 44%); Marina tem 43% — 46% na pesquisa passada. Quando computados os votos válidos, a petista tem 52%, e a peessebista, 48%. Trata-se de um empate técnico, já que dentro da margem de erro.
O que eu acho
É evidente que, quando se olha a trajetória dos votos, Dilma está em ascensão, e Marina Silva, em declínio. A pergunta óbvia é esta: faz sentido que assim seja? Faz. O PT mobilizou a sua máquina para demonizar a candidata do PSB com uma violência como raramente se viu. Na televisão, o embate é absolutamente desigual: mais de 11 minutos contra 2 minutos. O PSB, neste momento, tem pouco a fazer. O seu principal canal para falar com o público é o horário eleitoral. O negócio será torcer para estancar o crescimento de Dilma, evitando que ela ganhe ainda no primeiro turno — isso poderia acontecer se atingisse 45% ou 46% dos votos. Havendo o segundo, aí, como se percebe, a situação segue indefinida. Numa eventual segunda etapa, Marina terá um ativo de que não dispõe hoje: tempo na TV para se defender e para atacar também. Insisto numa conta que considero relevante: na semana anterior ao início do horário eleitoral, Dilma tinha 36% dos votos — agora, tem 40%. Está dentro da margem de erro. Marina tinha 21% e, na pesquisa de hoje, 27%; Aécio marcava 20% e, desta vez, surge com 18%. O latifúndio petista na TV não deu o resultado esperado. Isso faz supor que, com tempos iguais na TV, Marina, potencialmente, tem mais a ganhar do que Dilma. A situação de Dilma melhorou, e a de Marina piorou, isso é evidente. Mas o fato não é surpreendente.  Se querem saber, reitero, o que chega a surpreender é a resistência de Marina. Silva. Por Reinaldo Azevedo

Parlamento britânico aprova ataques contra o Estado Islâmico no Iraque

O Parlamento britânico aprovou nesta sexta-feira, em sessão extraordinária, uma ofensiva militar do país contra o Estado Islâmico no Iraque. Com isso, o país se une à coalizão liderada pelos Estados Unidos, que desde o mês passado realiza ataques aéreos contra os terroristas em território iraquiano. A aprovação foi folgada, por 524 votos a 43. Segundo a imprensa britânica, os ataques podem ser iniciados nos próximos dias ou até mesmo nas próximas horas. Caças baseados no Chipre estão preparados para o ataque e forças especiais foram deslocadas para a região, inicialmente para reunir informações de inteligência e ajudar a identificar possíveis alvos, informou o jornal The Guardian. Elas estão ligadas aos 190.000 combatentes peshmerga, a principal força contra o Estados Islâmico no norte do Iraque. A aliança conta com a participação de países árabes e também de França, Austrália e Holanda. Bélgica e Dinamarca também concordaram em enviar caças para ajudar na operação. Ao defender a necessidade dos ataques, o primeiro-ministro David Cameron deixou em aberto a possibilidade de a ofensiva ser estendida à Síria. Ao advertir que a campanha no Iraque “não vai durar meses, mas anos”, ele indicou que estaria preparado para ampliar a missão sem a obrigação de buscar antes a aprovação do Parlamento, em caso de uma catástrofe humanitária. “As características dessa campanha serão a paciência e a perseverança”, afirmou o premiê. Na última segunda-feira, os Estados Unidos ampliaram sua operação para a Síria. A intervenção por solicitação do governo iraquiano é “moralmente justificável” para combater uma “organização terrorista brutal”, e é claramente legal, defendeu o premiê. Ele ganhou o apoio do líder trabalhista Ed Miliband, para quem a inação levaria a “mais mortes” no Iraque, onde os terroristas avançaram na criação de um califado. Assim como Obama tem repetido para o público americano, Cameron disse nesta sexta-feira que nenhum soldado será enviado para as zonas de combate. Mas lembrou que a brutalidade “estarrecedora” do grupo terrorista já custou a vida de um refém britânico e ameaça a vida de outros dois. Em sua propaganda pelo horror, o Estado Islâmico divulgou dois vídeos com a decapitação de jornalistas americanos. A terceira vítima da selvageria foi o britânico David Haines e, ao final da gravação, os terroristas ameaçaram executar o também britânico Alan Henning. Outro refém, o jornalsita fotógrafo John Cantlie, tem sido usado como uma espécie de porta-voz da organização em mensagens com ameaça a governos internacionais também divulgadas por meio de vídeos publicados na internet.

TSE concede direito de resposta para o PT e Dilma na revista Veja

O Tribunal Superior Eleitoral concedeu direito de resposta ao PT e à coligação Com a Força do Povo — da presidente Dilma Rousseff — em uma página na próxima edição da revista Veja. Os ministros entenderam que, na edição de 17 de setembro, a revista ofendeu a honra do PT ao afirmar que a legenda teria supostamente pago propina em dólares a um eventual chantagista para se calar e evitar um escândalo que poderia afetar a disputa eleitoral deste ano — sem comprovação na reportagem. A ação foi uma das duas do PT e da coligação de Dilma contra a Veja julgadas na quinta-feira (25/9). Na outra, os ministros entenderam que não houve excesso que justificasse o direito de resposta. Na representação julgada procedente, o TSE analisou a notícia “O PT sob chantagem”, que recebeu a chamada de capa "O PT paga chantagistas para escapar do escândalo da Petrobras”. Seguindo o voto do ministro Admar Gonzaga, relator da ação, o TSE concluiu que a reportagem extrapolou os limites da crítica ácida, ofendendo a imagem do partido. Em trecho da notícia, a revista informou inclusive que os dólares fotografados e que compunham uma ilustração da reportagem teriam sido parte dos utilizados para o pagamento da suposta propina. “Se aquele que supostamente recebeu os dólares não quis se manifestar, de que forma a representada (a revista Veja) conseguiu a fotografia das cédulas que, taxativamente, afirmou terem sido utilizadas para pagamento da chantagem? A revista não explica”, considerou o ministro Admar Gonzaga. De acordo com o ministro, nesse contexto, “percebe-se que a representada não trouxe elementos consolidadores das informações e das ilustrações exibidas, circunstância que transforma o seu conteúdo em ofensa infundada, porquanto desconectada da trama descrita”. Ele afirmou, portanto, que o direito de resposta era medida que se ajustava “a tal situação de extravasamento da liberdade jornalística”. Responsável pela defesa da revista, o advogado Alexandre Fidalgo, do EGSF Advogados, criticou a decisão do TSE. De acordo com ele, não compete à Justiça Eleitoral analisar material jornalístico. “O tribunal continua derrubando essa tese de modo equivocado, data maxima vênia”, afirmou. Além disso, o advogado afirmou que o TSE não levou em consideração os precedentes do Supremo Tribunal Federal — que permite a crítica ácida contra agentes públicos. “A reportagem está calcada em investigação, em documentos com autoridades públicas, além do que é tema de inquestionável interesse público”, concluiu.

Senti a vergonha que o chanceler brasileiro não sentiu! Itamaraty chafurda na lama moral

O Itamaraty chafurda na lama moral. Ontem, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, veio a público para tentar explicar o sentido do discurso feito por Dilma Rousseff na ONU, quando condenou os ataques às bases terroristas do Estado Islâmico e cobrou o diálogo. A fala teve uma repercussão desastrosa dentro e fora do Brasil. Sim, a presidente brasileira estava recomendando um bate-papo com facínoras que cortam cabeças, massacram pessoas, evidenciam intenções genocidas e estupram e vendem mulheres.

Figueiredo buscou explicar:
“O que ela disse muito claramente é que nós defendemos o diálogo para uma solução política que vá às causas dos conflitos. Porque não adianta bombardear apenas, que isso não resolve as causas dos conflitos. E ela disse claramente: se resolvesse, a situação do Iraque estaria resolvida há muito tempo”.
O ministro acha que essa declaração muda substancialmente o que disse Dilma na ONU? Aliás, ele nada mais faz do que repetir a delinquência intelectual, política e moral. Enquanto só conhecíamos as duas intervenções da governanta, vá lá, a gente podia atribuir a opinião à estupidez antiamericanista do petismo. Ao reiterar a ladainha, o ministro compromete mesmo, pra valer, o próprio Itamaraty. É um assombro. De resto, comparar a ação do Iraque aos ataques ao Estado Islâmico seria burrice se não fosse má-fé. Por Reinaldo Azevedo

ATENÇÃO - ATENÇÃO - GENERAIS DE EXÉRCITO DE ALTA PATENTE, NA RESERVA, ALGUNS EX-MINISTROS, LANÇAM EXPLOSIVO MANIFESTO CONTRA A COMISSÃO DA VERDADE DO GOVERNO DA PETISTA DILMA

Vinte e sete generais de Exército da reserva assinaram um manifesto com críticas ao ministro da Defesa, o petista Celso Amorim. No documento, os generais, que atingiram o mais alto posto da hierarquia militar, afirmam abominar "peremptoriamente" a declaração dada pelo ministro, na semana passada, à Comissão Nacional da Verdade (CNV), de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar. Depois de ressaltar que, "sempre que pode", a Comissão "açula" as Forças Armadas, provocando-as, e exigindo que elas peçam desculpas, o grupo, do qual fazem parte três ex-ministros do Exército, declaram que "se houver pedido de desculpas será por parte do ministro". E avisam: "Do Exército de Caxias não virão (desculpas)! Nós sempre externaremos a nossa convicção de que salvamos o Brasil!" Os generais, ex-integrantes do Alto Comando do Exército e antigos comandantes de importantes unidades militares de todo o Brasil, justificam a necessidade do manifesto, lembrando que militares da ativa não podem dar declarações políticas, mas que os da reserva, que podem falar, "têm justos motivos para replicarem com denodada firmeza" para que não pareça estar em vigor o famoso ditado "Quem cala consente!" O manifesto reforça e endossa declaração já dada, no início da semana, pelo ex-comandante Militar da Amazônia, o também general quatro estrelas da reserva Augusto Heleno, que reiterou que, em nenhum momento, as Forças Armadas reconhecem a tortura ou pediram desculpas e que este gesto veio do ministro petista Celso Amorim. No manifesto, assinado pelos ex-ministros Leonidas Pires Gonçalves (do Exército, no governo Sarney) , Zenildo Zoroastro de Lucena (do Exército, no governo Itamar e Fernando Henrique) e Rubens Bayma Denys (da Casa Militar, no governo Sarney), quatro ministros do Superior Tribunal Militar e outros 20 quatro-estrelas da reserva, os militares ressaltam que existe uma lei da Anistia em vigor que a Comissão da Verdade insiste em desconsiderá-la.
Os generais lembram ainda que viveram "uma época de conflitos fratricidas, na qual erros foram cometidos pelos dois lados". E prosseguem: "nós, que vivemos integralmente este período, jamais aprovamos qualquer ofensa à dignidade humana, bem como quaisquer casos pontuais que, eventualmente surgiram". Citam também que "os embates não foram iniciados" por eles "pois não os desejávamos" e que não se pode esquecer do "atentado no aeroporto de Guararapes". Eles se referem à explosão de uma mala que matou 16 pessoas no local onde o avião do ex-presidente Costa e Silva iria pousar e não o fez por uma pane no aparelho. Os generais criticam a Comissão da Verdade, afirmando que "a credibilidade" dela vai "gradativamente se esgotando pelos inúmeros casos que não consegue solucionar, tornando-se não somente um verdadeiro órgão depreciativo das Forças Armadas, em particular do Exército, como um portal aberto para milhares de indenizações e "bolsas ditadura", que continuarão a ser pagas pelo erário público, ou seja, pelo povo brasileiro". Afirmam ainda que "falsidades, meias verdades, ações coercitivas e pressões de toda ordem são observadas a miúdo, e agora, de modo surpreendente, acusam as Forças Armadas de não colaborarem nas investigações que, em sua maioria, surgem de testemunhas  inidôneas e de alguns grupos, cuja ideologia é declaradamente contrária aos princípios que norteiam as nossas instituições militares". Ainda no manifesto, os generais lembram que "o lado dos defensores do Estado brasileiro foi totalmente apagado", sugerindo que ali "só existem criminosos e torturadores". Mas destacam que, "por outro lado, a comissão criou uma grei constituída de guerrilheiros, assaltantes, sequestradores e assassinos, como se fossem heroicos defensores de uma "democracia" que, comprovadamente, não constava dos ideais da luta armada, e que,  até o presente, eles mesmos não conseguiram bem definir". E ironizam: "seria uma democracia cubana, albanesa ou maoísta? Ou, talvez, uma mais moderna como as bolivarianas?" Leia a íntegra do MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA, assinado pelos militares: "Nós, Generais-de-Exército, antigos integrantes do Alto Comando do Exército e antigos Comandantes de Grandes Unidades situadas em todo o território nacional, abominamos peremptoriamente a recente declaração do Sr. Ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade  de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar. Nós, que vivemos integralmente este período, jamais aprovamos qualquer ofensa à dignidade humana, bem como quaisquer casos pontuais que, eventualmente surgiram. Vivíamos uma época de conflitos fratricidas, na qual erros foram cometidos pelos dois lados. Os embates não foram iniciados por nós, pois não os desejávamos. E, não devemos nos esquecer do atentado no aeroporto de Guararapes. A credibilidade dessa comissão vai gradativamente se esgotando pelos inúmeros casos que não consegue solucionar, tornando-se não somente um verdadeiro órgão depreciativo das Forças Armadas, em particular do Exército, como um portal aberto para milhares de indenizações e "bolsas ditadura", que continuarão a ser pagas pelo erário público, ou seja, pelo povo brasileiro. Falsidades, meias verdades, ações coercitivas e pressões de toda ordem são observadas a miúdo, e agora, de modo surpreendente, acusam as Forças Armadas de não colaborarem nas investigações que, em sua maioria, surgem de testemunhas  inidôneas e de alguns grupos, cuja ideologia é declaradamente contrária aos princípios que norteiam as nossas instituições militares.
A Lei da Anistia  - ratificada em decisão do Supremo Tribunal Federal e em plena vigência -  tem, desde a sua promulgação, amparado os dois lados conflitantes. A Comissão Nacional da Verdade, entretanto, insiste em não considerar esse amparo legal. O lado dos defensores do Estado brasileiro foi totalmente apagado. Só existem criminosos e torturadores. Por outro lado, a comissão criou uma grei constituída de guerrilheiros, assaltantes, sequestradores e assassinos, como se fossem heroicos defensores de uma "democracia" que, comprovadamente, não constava dos ideais da luta armada, e que,  até o presente, eles mesmos não conseguiram bem definir. Seria uma democracia cubana, albanesa ou maoísta? Ou, talvez, uma mais moderna como as bolivarianas? Sempre que pode a Comissão Nacional da Verdade açula as Forças Armadas, exigindo que elas peçam desculpas. Assim, militares inativos, por poderem se pronunciar a respeito de questões políticas, têm justos motivos para replicarem com denodada firmeza, e um deles é para que não vigore o famoso aforismo "Quem cala consente!". Hoje, muitos "verdadeiros democratas" atuam em vários níveis de governo, e colocam-se como arautos de um regime que, paulatinamente, vai ferindo Princípios Fundamentais de nossa Constituição. O que nós, militares fizemos foi defender o Estado brasileiro de organizações que desejavam implantar regimes espúrios em nosso país. Temos orgulho do passado e do presente de nossas Forças Armadas. Se houver pedido de desculpas será por parte do ministro. Do Exército de Caxias não virão! Nós sempre externaremos a nossa convicção de que salvamos o Brasil!" Assinam os seguintes altos oficiais: GENERAIS-DE-EXÉRCITO SIGNATÁRIOS - LEONIDAS PIRES GONÇALVES (*); ZENILDO DE LUCENA (*); RUBENS BAYMA DENYS (*), JOSÉ ENALDO RODRIGUES DE SIQUEIRA (**); JOSÉ LUIZ LOPES DA SILVA (**); VALDÉSIO GUILHERME DE FIGUEIREDO (**); RAYMUNDO NONATO CERQUEIRA FILHO (**); PEDRO LUIS DE ARAÚJO BRAGA; ANTÔNIO DE ARAÚJO MEDEIROS; FREDERICO FARIA SODRÉ DE CASTRO; LUIZ GONSAGA SCHOROEDER LESSA; GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO; RÔMULO BINI PEREIRA; CLAUDIO BARBOSA DE FIGUEIREDO; DOMINGOS CARLOS DE CAMPOS CURADO; IVAN DE MENDONÇA BASTOS; PAULO CESAR DE CASTRO; LUIZ EDMUNDO MAIA DE CARVALHO; LUIZ CESÁRIO DA SILVEIRA FILHO; CARLOS ALBERTO PINTO E SILVA; JOSÉ BENEDITO DE BARROS MOREIRA; MAYNARD MARQUES SANTA ROSA; RUI ALVES CATÃO; AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA; RUI MONARCA  DA SILVEIRA; AMÉRICO SALVADOR DE OLIVEIRA; e GILBERTO BARBOSA ARANTES.

Argentina quer controlar viagens ao Exterior para evitar saída de dólares; governo peronista populista está instalando um regime policialesco

A Argentina passará a exigir 32 informações pessoais dos passageiros que embarcarem em vôos domésticos e internacionais, segundo despacho publicado na quinta-feira no Diário Oficial do país. As companhias aéreas e proprietários de aeronaves particulares deverão enviar as informações pessoais dos passageiros para a Administração Federal de Ingressos Públicos (AFIP), equivalente à Receita Federal, o Departamento Nacional de Migrações e a Administração Nacional da Aviação Civil, 72 horas antes da decolagem. As informações deverão ser novamente atualizadas e repassadas 24 horas e 6 horas antes da decolagem e assim que todos os passageiros estiverem a bordo da aeronave. Isto é medida essencialmente policialesca, é um regime estendendo suas garras totalitárias. Dentre as informações exigida pelo governo argentino estão itinerário completo da viagem, bagagem, programa de milhagem, número da poltrona, documento de identidade, data de nascimento, nacionalidade, número do vôo, data da reserva, forma de pagamento e telefone de contato de cada passageiro. A medida entrará em vigor nos próximos seis meses para as companhias aéreas internacionais, enquanto a Administração Nacional da Aviação Civil determinará em breve a data para os proprietários de aeronaves particulares. O governo da peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner informou que o objetivo é “simplificar os procedimentos operacionais alfandegários, migratórios e de segurança aeroportuária, além da prevenção de delitos”. Analistas de Buenos Aires ressaltaram que a medida é uma forma de fiscalizar os gastos em dólares dos argentinos no Exterior e de controlar a saída da divisa norte-americana do país. Não há maneira disso dar certo, porque os argentinos, definitivamente, não confiam em governo, nem na moeda nacional, e levam seus dólares para o Exterior.

Com nome de tesoureiro do PT na lista de Paulo Roberto Costa, despenca arrecadação do partido. É mesmo? Por quê?

Ai, ai… Tremei, cofres públicos! Leio no Painel, da Folha, que a arrecadação do PT despencou desde que se descobriu que João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT, está na lista de Paulo Roberto Costa como um dos beneficiários — em nome do partido, claro! — do esquema criminoso que vigorava na Petrobras. Curioso, não é? Por que empresas temeriam fazer doações devidamente registradas, tudo conforme a lei? Ainda que Vaccari esteja mesmo envolvido naquele imbróglio, isso não tornaria ilegal uma doação legal. A queda de arrecadação só faria sentido se o dinheiro estivesse sendo recolhido por baixo dos panos, não é mesmo? Por Reinaldo Azevedo

Ele não estava brincando, não! Suplicy quer que os jovens que cometeram crimes hediondos deem aulas de português e alfabetização e trabalhem como enfermeiros

Sempre considerei que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), no cargo há estonteantes 24 anos, faz o marketing do bobalhão. Ninguém sobreviveria por tanto tempo na vida pública sendo tão sonso, tão bocó, tão zé-mané. Então, a melhor coisa que tenho a dizer sobre ele é isto: essa estupidez sempre foi falsa. Isso sempre lhe conferiu um certo ar de inocência que o tornava também politicamente inimputável. Entendo. As pessoas olham pra ele e pensam: “É, ninguém seria louco de fazer uma maracutaia com Suplicy”. Sabedor disso, ele usa a “honestidade” como seu único ativo eleitoral. Ou por outra: o que é uma obrigação de todos nós se transforma, na sua propaganda, num diferencial.

Ocorre que o substantivo “honestidade” pode abrigar qualificativos, não é? Digamos que ele realmente nunca tenha enfiado a mão no bolso de ninguém — até porque sempre foi um homem rico, e daí deriva parte do seu suposto charme… Mas pergunto: e intelectualmente honesto, ele é? Quando resolveu se perfilar com alguns facínoras, como Cesare Basttisti e um grupo de sequestradores, cabia-lhe, ainda assim, o distintivo de “honesto”? Sigamos.
Nunca caí, pois, nessa conversa mole de que ele é uma espécie de maluco-beleza de terno e gravata. Depois de tomar conhecimento do vídeo abaixo, no entanto, confesso que já não tenho tanta certeza de sua sanidade mental. Parece que a possibilidade de ser demitido do Senado pelo povo, depois de 24 anos, o tirou mesmo do eixo. O ainda senador por São Paulo, acreditem, defendeu em entrevista à jornalista Maria Lídia que jovens infratores, mesmo os que cometeram crimes hediondos — latrocínio e estupro, por exemplo — cumpram penas alternativas, como “dar aula de português e de alfabetização” e “trabalhar como enfermeiros em hospitais”. Assistam.
Maria Lídia, a gente nota, ainda tenta dar uma ajudazinha, sugerindo, por meio da interrogação, que ele restrinja a proposta apenas àqueles que cometeram infrações leves. Mas Suplicy também pertence àquela escola dos que não se deixam intimidar pelo mundo real. Que nada! Ele quer o benefício para todo mundo. Assim, o “jovem” que, eventualmente, estourou os miolos de um inocente pode, daí a algum tempo, ensinar análise sintática. Assim: “Eu matei um homem”. Sujeito da frase: “eu”; “matei”: verbo transitivo direto; “um homem”: objeto direto…
Chega a ser asqueroso. Na sequência de sua resposta, a gente nota, ele aproveita para voltar a seu samba de uma nota só: a defesa da renda mínima — que ele chama de “renda básica da cidadania”. É aquele exotismo que concederia uma pensão mensal a todos os brasileiros, a quem precisa e a quem não precisa também. Seríamos todos iguais diante da bondade do Estado… Pior: ele relata o dia em que foi falar com jovens infratores, aos quais teria dito: “Eu tenho a convicção de que, se houvesse a renda básica de cidadania para vocês e todos os de sua família, vocês não teriam cometido os delitos que os fazem estar aqui presos”. No fim, parece, eles cantaram juntos.
Suplicy, como a gente nota, acha que é a pobreza que leva as pessoas a cometer crimes. Dito de outro modo: Suplicy acha que os pobres estão mais sujeitos a delinquir, o que é de um preconceito escandaloso.
Para encerrar: certamente não foi a miséria que levou à cadeia a cúpula do seu partido, não é mesmo, senador? No máximo, trata-se de um caso de miséria moral. Por Reinaldo Azevedo