quarta-feira, 10 de setembro de 2014

CERVERÓ LIVRA A PETISTA DILMA E REBATE O DELATOR PAULO ROBERTO COSTA EM DEPOIMENTO NA CPI DA PETROBRAS

O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, isentou mais uma vez, em depoimento à CPI mista da estatal nesta quarta-feira (10), a presidente Dilma Rousseff de responsabilidade na controversa compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Cerveró saiu ainda em defesa da operação, rebatendo declarações do colega de diretoria Paulo Roberto Costa que, em delação premiada, segundo a revista Veja, disse que houve desvio de recursos da refinaria para abastecer um esquema de pagamento de propina a políticos. No depoimento, Cerveró foi instigado pela oposição a atacar a presidente Dilma Rousseff e avalizar declarações de Paulo Roberto Costa. Mas resistiu. Ele repetiu o discurso de que a omissão de cláusulas contratuais na compra da primeira metade de Pasadena não foi fundamental para se fechar o negócio em 2006. Ele disse que a transferência dos seus bens não teve "nada a ver" com o processo de Pasadena e que, ao doar três imóveis três meses atrás, decidiu antecipar a herança aos filhos. Para Cerveró, o TCU se "equivocou" ao basear o tamanho do prejuízo de Pasadena baseado nos preços de apenas um dos 27 cenários de preços estimados pela Petrobras para a refinaria.

CERVERÓ ACEITA FAZER ACAREAÇÃO EM CPI MISTA COM DELATOR

O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou nesta quarta-feira que aceita a fazer uma acareação na CPI mista da estatal com o também ex-diretor de Abastecimento da companhia Paulo Roberto Costa. Durante participação na CPMI da Petrobras ele afirmou não ter nada para esconder após sugestão apresentada pelo deputado Enio Bacci (PDT-RS) Após tecer uma série de considerações sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), o parlamentar gaúcho afirmou que “alguém não está dizendo a verdade”. Cerveró saiu em defesa da operação e rebateu a alegação do Tribunal de Contas da União de que a operação causou prejuízo. Reportagem da revista VEJA deste final de semana menciona que a compra de Pasadena teria sido fraudulenta e serviu para abastecer o suposto esquema de pagamento de propina a políticos. “Desconheço qualquer tipo de participação”, respondeu Cerveró, quando questionado sobre desvio em negócios na estatal. Ele também disse que não conhece nenhuma organização criminosa na estatal. “Nunca ouvi falar de organização criminosa na Petrobras”, declarou.

PESQUISA IBOPE EM GOIÁS - MARCONI PERILLO TEM 38% E IRIS RESENDE 28%

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira mostra o candidato do PSDB à reeleição em Goiás, Marconi Perillo, na liderança com 38% das intenções de voto. O ex-governador Iris Rezende (PMDB) aparece com 28%. No levantamento anterior, realizado pelo instituto e divulgado no dia 14 de agosto, Marconi tinha 41% e Iris, 28%. Vanderlan Cardoso (PSB) tem 9%, Antônio Gomide (PT) aparece com 7% e Marta Jane (PCB), com 1%. Alexandre Magalhães (PSDC) e Professor Weslei Garcia (PSOL) não pontuaram. Votos em branco e nulos somaram 5% e 11% não sabem ou não responderam. O Ibope também aferiu a taxa de rejeição dos candidatos. Perillo é o mais rejeitado, com 27%, Iris tem 21% e Marta Jane, 9%. Alexandre Magalhães e Antônio Gomide aparecem com 7% cada, enquanto Professor Weslei Garcia e Vanderlan Cardoso têm taxa de rejeição de 6%. Entre os entrevistados, 25% não sabem ou não responderam. Não houve simulação de segundo turno. O Ibope ouviu 812 eleitores em 40 municípios, entre os dias 7 e 9 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de três pontos porcentuais para mais ou para menos e 95% de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo GO-00112/2014.

EPE PREVÊ QUE PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NO BRASIL DEVE DOBRAR ATÉ 2023

A produção de petróleo do Brasil atingirá cerca de 5 milhões de barris por dia (bpd) até 2023, sendo que dois terços deverão ser extraídos do pré-sal, segundo o Plano Decenal de Energia divulgado nesta quarta-feira pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Apesar de representar mais que o dobro da produção atual de petróleo do Brasil, de cerca de 2,2 milhões de bpd, a previsão da EPE é cerca de 500 mil barris/dia inferior ao total previsto no plano decenal anterior, para 2022, divulgado em dezembro do ano passado. A EPE não divulgou dados comparativos e tampouco apresentou nesta quarta-feira motivos para a revisão na projeção. Segundo o novo plano decenal, a demanda de petróleo do Brasil em 2023 alcançará 3,5 milhões de bpd, com excedente de 1,5 milhão de bpd para exportação. A produção de etanol terá um crescimento menor do que a de petróleo, mas ainda assim aumentará 71,4%. "A crescente demanda de combustível pelos veículos ... levará ainda a um expressivo crescimento da oferta de etanol hidratado carburante à taxa média de 7,6% ao ano", disse a EPE em nota. Assim, acrescentou a EPE, a produção doméstica de etanol deverá crescer dos atuais 28 bilhões de litros para 48 bilhões de litros em 2023. A previsão anterior, para 2022, era de uma oferta nacional de etanol de 53,8 bilhões de litros. O volume de investimentos associados à expansão projetada no PDE 2023 chega a 1,26 trilhão de reais ao longo dos próximos 10 anos. Os investimentos previstos para a exploração e produção de petróleo e gás natural devem representar aproximadamente 62% do total esperado, cabendo ao setor elétrico aproximadamente 24%, enquanto a soma dos investimentos totais nas áreas de derivados de petróleo e de biocombustíveis deverá representar 14% do volume total esperado para o período. No plano para 2022, a EPE previa investimentos globais da ordem de 1,2 trilhão de reais, dos quais 22,6% direcionados à energia elétrica; 72,5% para petróleo e gás natural; e 4,9% para biocombustíveis.

OBAMA SE PREPARA PARA AUTORIZAR ATAQUES AÉREOS NA SÍRIA CONTRA O ESTADO ISLÃMICO

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está preparado para autorizar ataques aéreos contra o grupo na Síria, disseram autoridades norte-americanas. Perseguir os radicais islâmicos na Síria seria um complemento à campanha militar para apoiar as forças governamentais no Iraque, após a formação de um governo mais inclusivo em Bagdá. Obama já prometeu não enviar tropas de combate de volta à região, mas deve anunciar um compromisso para disponibilizar mais armas e treinamento a grupos rebeldes na Síria, um elemento-chave em qualquer campanha de ataques aéreos no local. Os grupos foram formados com incentivo dos Estados Unidos para tentar derrubar o presidente Bashar al-Assad, mas Washington não disponibilizou as armas que precisavam e eles foram ofuscados por movimentos islâmicos e outros associados à Al Qaeda. Depois de mais de 150 ataques aéreos no Iraque no último mês, as forças iraquianas e curdas conseguiram conter o avanço da Estado Islâmico. Obama tem sinalizado há alguns dias que está querendo expandir a missão para a Síria, onde está a sede da organização responsável pela decapitação de dois jornalistas norte-americanos. As medidas representam uma mudança significativa para um presidente que já esteve relutante em aumentar a presença militar dos Estados Unidos na região, e que há três anos retirou as últimas forças de combate do Iraque.

JUIZ MANDA PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL O PEDIDO DA PETROBRAS PARA TER ACESSO AO DEPOIMENTO DO DELATOR PAULO ROBERTO COSTA

O juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, remeteu nesta quarta-feira, 10, ao Ministério Público Federal o pedido da Petrobrás para ter acesso aos depoimentos do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, feitos em delação premiada. A procuradoria deverá dar parecer em três dias. No mesmo despacho, o magistrado encaminhou ofício ao presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobrás, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), para que a comissão seja mais clara com relação aos documentos solicitados. O colegiado solicitou acesso a todos os documentos da operação. “A investigação em questão é bastante abrangente. Assim, para atender ao requerido, faz-se necessário melhores esclarecimentos da prova pretendida”, justificou o magistrado. Também nesta quarta-feira, 10, a comissão parlamentar encaminhou ofício solicitando cópia dos depoimentos prestados por Paulo Roberto Costa à Procuradoria da República. Sobre este pedido, o juiz Sergio Moro ainda não decidiu. Paulo Roberto Costa vai depor na comissão na próxima quarta-feira, 17. A convocação do ex-diretor da Petrobrás foi decidida nesta quarta-feira em reunião de integrantes da comissão, com a presença de líderes partidários, no gabinete do presidente, senador Vital do Rêgo. Figura-chave do esquema de lavagem de dinheiro desbaratado pela Operação Lava Jato, que pode ter ultrapassado a cifra de R$ 10 bilhões, Paulo Roberto Costa tem prestado depoimentos diários à Procuradoria da República.

ACUSADOS PELA MORTE DE RUBENS PAIVA DEVEM SER JULGADOS, DIZ O TRF2

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou nesta quarta-feira, 10, o prosseguimento da ação penal em que cinco militares reformados são acusados pelo homicídio e pela ocultação de cadáver do ex-deputado federal Rubens Paiva. Os desembargadores da 2ª Turma Especializada entenderam, por unanimidade, que a Lei da Anistia não se aplica a casos de crimes permanentes e de lesa humanidade, como o sequestro e desaparecimento forçado. Trata-se de uma importante conquista do Ministério Público Federal, que vem tentando obter na Justiça Federal, desde 2012, o reconhecimento dessa tese. Na avaliação da procuradora regional Silvana Batini, foi uma decisão histórica. “Foi a primeira vez que a Justiça brasileira reconheceu que determinados crimes cometidos durante o período da ditadura militar configuram crimes contra a humanidade”, afirmou: “E o Brasil é signatário de convenções internacionais que afirmam que os crimes contra a humanidade são insuscetíveis tanto da prescrição quanto da anistia". Com a decisão, a ação penal terá continuidade. Ela havia sido suspensa por uma ação liminar, atendendo a pedidos dos advogados de defesa, segundo os quais os crimes foram alcançados pela Lei de Anistia e também já estão prescritos. Nos próximos dias as testemunhas começarão a ser ouvidas. De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-deputado Rubens Paiva foi morto em janeiro de 1971 nas dependências do Destacamento de Operações de Informações (DOI) do I Exército, na Tijuca, Rio de Janeiro. Os cinco militares reformados apontados como responsáveis, acusados de homicídio doloso e ocultação de cadáver, são José Antonio Nogueira Belham, Rubens Paim Sampaio, Jurandyr Ochsendorf e Souza, Jacy Ochsendorf e Souza e Raymundo Ronaldo Campos. Eles também respondem pelos crimes de associação criminosa armada e fraude processual. Durante a sessão no TRF, a procuradora Silvana Batini argumentou que, apesar de o Supremo Tribunal Federal ter decidido que a Lei da Anistia beneficiou também agentes de Estados acusados de graves violações de direitos humanos no período da ditadura, ela não pode ter efeito para o futuro, ou seja, não atinge crimes que ainda estariam acontecendo. “Não pode pretender alcançar e extinguir a punibilidade de crimes que não estivessem suficientemente exauridos na data de sua entrada em vigor”, argumentou. O relator do caso, desembargador federal Messod Azulay, questionou o alcance da Lei da Anistia. Lembrou que ela não foi ampla, pois excluiu crimes praticados por militantes armados. “Se a Lei de Anistia não alcançou militantes armados, não pode ser interpretada favoravelmente àqueles que sequestraram, torturaram, mataram, e ocultaram corpos pelo simples fato de terem agido em nome da manutenção do regime”, disse Azulay. O desembargador também afirmou que o caráter permanente de crimes como sequestro e ocultação de cadáver já foi reconhecido pelo STF no julgamento de pedidos de extradição. Com isso, suspendeu a liminar que trancava o processo e denegou a ordem no habeas corpus impetrado pela defesa dos réus nesse sentido. O voto do relator foi acompanhado pelos desembargadores André Fontes e Simone Schreiber.

APÓS FUNK DE ALCKMIN, CAMPANHA DE SKAF PEDE DIREITO DE RESPOSTA

O candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, entrou nesta quarta-feira, 10, com um pedido de direito de resposta na Justiça ao funk produzido pela campanha do governador Geraldo Alckmin e que foi ao ar na rádio mais cedo. Segundo o peemedebista, o teor da peça publicitária tucana é "injuriosa". Ao som de um funk, a campanha de Alckmin procurou associar Skaf à imagem do representante "dos patrões" na disputa ao governo de São Paulo. Na abertura da propaganda no rádio, a música diz ainda que Skaf "quer distância" de pobre. "Pagando de bacana, ele só gosta da fama. De pobre quer distância, ele não gosta não. Sempre foi servido, sempre foi mandão. Nunca serviu ninguém, só paga de patrão", diz um dos trechos do funk, que, segundo o locutor do programa, faz "sucesso na casa dos patrões". "Ele nasceu em berço de ouro, sempre teve vida boa, vida de barão. Skaf fica só na pose, o seu negócio é ostentação." "A peça é injuriosa. É depreciativa. Só aborda questões pessoais. Não tem lógica, nem sentido", disse Hélio Silveira, um dos advogados do núcleo jurídico da campanha de Skaf.

EX-DIRETOR PETISTA GUILHERME ESTRELLA DIZ QUE PAULO ROBERTO COSTA FOI "BANDIDO NO CARGO DE GERÊNCIA" NA PETROBRAS

Diante de uma platéia de petroleiros no Rio de Janeiro, o ex-diretor da área de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, se posicionou publicamente pela primeira vez sobre as denúncias de corrupção na estatal, que já levaram à prisão do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. "É um bandido que exerceu por 30 anos cargo de gerência", disse. E completou: "Nas famílias ou mesmo nas instituições religiosas, tem gente boa e gente ruim. O Paulo Roberto é um bandido, que foi denunciado por este governo". Em tom de desabafo, Estrella afirmou que o esquema de corrupção investigado na Petrobras não teve origem no governo comandado pelo PT, ao qual é filiado há cerca de três décadas, e defendeu a reeleição da presidente Dilma Rousseff para o crescimento do investimento no setor de petróleo. "Vocês estão pensando que roubalheira na Petrobras só aconteceu nesse governo?", questionou à platéia do seminário "Modelo Energético Brasileiro". Sobre o caso da refinaria Pasadena, cuja compra por cerca de US$ 1,2 bilhão é investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e motivou a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) no Congresso, Estrella repetiu o argumento da presidente Dilma Rousseff, de que o resumo técnico apresentado para balizar a compra da refinaria era falho. Segundo ele, não foi dada "ênfase" nas cláusulas de "put option" (que obrigou a compra dos 50% de participação da Astra Oil pela Petrobras, em caso de desavença entre as sócias) e "Marlim" (que previa rentabilidade mínima de 6,9% à Astra) e que, de acordo o TCU, causaram prejuízos à estatal. Assim como Dilma, que presidia o conselho de administração da estatal, Estrella não negou a existência das duas cláusulas no parecer jurídico sobre as condições do contrato entre as duas empresas. Sem citar o nome do então diretor da área Internacional, Nestor Cerveró, responsável pelo projeto, ressaltou apenas que faltou "ênfase" na apresentação das condições do negócio. Para Estrella, da forma como foi apresentado o projeto, ele se enquadrava adequadamente ao plano estratégico da companhia de ampliar a produção de óleo diesel, em um momento em que o consumo do combustível crescia na mesma proporção em que a economia se desenvolvia. Por cerca de quatro horas de evento, Estrella foi o centro dos questionamentos sobre o futuro da Petrobras e do pré-sal com uma possível mudança na política brasileira, caso a candidata pelo PSB à presidência da República, Marina Silva, seja eleita. A opinião do ex-diretor é que, apesar da crise econômica mundial de 2008 ter "atropelado" o crescimento do Brasil, o PT, desde o ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista na ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr), trouxe soberania à Petrobras, em contraposição ao que ele enxerga como tendo sido o plano do PSDB, na época de Fernando Henrique Cardoso, de restringir em 40% a participação da Petrobras nas operações de exploração e produção de petróleo e gás. "Temos que nos mobilizar para eleger a Dilma. O Aécio está cremado. Mas a Marina abre espaço para um retrocesso", enfatizou.

ALOYSIO NUNES FERREIRA DIZ QUE "ROUBALHEIRA VIROU MÉTODO DE GOVERNO DO PT"

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), candidato a vice na chapa do tucano Aécio Neves, disse em sabatina no Estadão que nem mesmo o eleitor do PT concorda "com a roubalheira" envolvendo a gestão governamental. "No PT, a roubalheira se transformou em um método de governo", frisou, destacando escândalos como mensalão e o que envolve a Petrobras. Na sua avaliação, a forma de governar para manter a maioria, "comprando partidos políticos e o Congresso Nacional", se tornou um método petista de governar. "O problema é o seguinte: a corrupção não começou com o PT, mas com o PT se transformou em método de governo. É uma coisa de louco. É uma desfaçatez". Para o senador tucano, há um "total alheamento" por parte de Dilma sobre as denúncias. E negou veemente que tivesse ocorrido compra de voto para a instauração da reeleição. "Fernando Henrique é um dos grandes estadistas do Brasil", disse. No final da sabatina, o vice na chapa de Aécio Neves utilizou o mesmo argumento do presidenciável tucano, ao falar da crença de que a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, não vai se reeleger neste pleito.

NORTE-AMERICANA SE DECLARA CULPADA DE CONSPIRAÇÃO PARA AJUDAR TERRORISTAS ISLÂMICOS

Uma mulher de 19 anos do Estado norte-americano do Colorado se declarou culpada, em um tribunal federal nesta quarta-feira, de conspirar para fornecer ajuda material a militantes do Estado Islâmico, que ocupam vastas porções da Síria e do Iraque. Shannon Maureen Conley está sob custódia desde sua detenção, em abril, por supostamente planejar viajar ao exterior e se juntar ao grupo radical sunita. Promotores federais acusaram a jovem do subúrbio de Denver de conspirar para fornecer ajuda material ao Estado Islâmico, visto como uma organização estrangeira terrorista. O grupo é uma dissidência da Al Qaeda que deseja criar um califado e assumiu a responsabilidade pela decapitação dos jornalistas norte-americanos Steven Sotloff e James Foley. De acordo com depoimento do mandado de prisão apresentado em apoio à queixa-crime, Conley, que se converteu ao islamismo, correspondeu-se online com um suposto combatente islâmico da Tunísia. Ela disse aos investigadores que pretendia se casar com o homem e se unir a ele e a outros combatentes islâmicos “para consertar os erros cometidos contra o mundo muçulmano”. Conley, que é formada em auxiliar de enfermagem, participou de um acampamento organizado pelos Exploradores do Exército dos Estados Unidos, um programa de carreiras para jovens, no ano passado no Texas, e planejava usar o treinamento para lutar no exterior e também ensinar táticas militares de seu país aos rebeldes, de acordo com o depoimento. Agentes de uma força-tarefa federal antiterrorismo interrogaram Conley várias vezes para tentar dissuadi-la, mas ela insistiu que queria viajar ao exterior e guerrear contra os infiéis, ainda segundo o depoimento de sua detenção. "Quando perguntada se ela ainda queria realizar os planos, sabendo que eles são ilegais, Conley disse que sim", de acordo com o depoimento. Ela foi presa no Aeroporto Internacional de Denver, enquanto se preparava para embarcar em um vôo para a Alemanha. A acusação de conspiração para fornecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira acarreta em pena máxima de cinco anos de prisão e uma multa de 250 mil dólares.

DATAFOLHA: CAI A DIFERENÇA ENTRE MARINA SILVA E DILMA NO SEGUNDO TURNO, MAS CANDIDATA DO PSB RESISTE À ARTILHARIA

O Jornal Nacional divulgou o resultado da mais recente pesquisa Datafolha. Se a eleição fosse hoje, a petista Dilma Rousseff chegaria a 36% dos votos no 1º turno, contra 33% de Marina Silva, do PSB. Aécio Neves, do PSDB, variou de 14% para 15%. Os demais candidatos somam 3%. Dizem que votarão em branco ou nulo 6% dos entrevistados; outros 7% afirmam não saber ainda. Nas pesquisas anteriores do instituto, dos dias 18/08, 29/08 e 3/09, a petista tinha, respectivamente, 36%, 34% e 35%; a peessebista, 21%, 34% e 34%, e o tucano, 20%, 15% e 14%. As variações em relação à semana passada estão dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 10.568 eleitores em 373 municípios nos dias 8 e 9 de setembro. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-584/2014. Os gráficos abaixo foram públicos pelo Portal G1.

presidencial 1º turno
A diferença no segundo turno também variou dentro da margem, mas em favor de Dilma. Marina, é bem possível, venceria a disputa hoje. Ela aparece agora com 47% — há uma semana, 48%. Dilma, que tinha 41%, exibe 43%. A diferença pró-Marina voltou a ser de 4 pontos, a mesma do dia 18 de agosto. Mas já chegou a ser de 10 pontos, no dia 29 do mês passado (50% a 40%); passou a ser de 7 (48% a 41%) no dia 3 de setembro e, agora, é de 4. O Datafolha também simulou outras hipóteses: Marina venceria Aécio por 54% a 30%; o tucano perderia para a petista por 49% a 38%.
presidencial 2º turno
É claro que Dilma melhorou um pouco em relação à pesquisa anterior. Considerados os três últimos levantamentos, a peessebista murcha um pouco, e a petista cresce o mesmo tanto. Mas, se querem saber, Marina está resistindo mais do que muitos esperavam. Observem que a artilharia contra ela é pesada. Vem enfrentando críticas duras de Aécio, por exemplo, mas não uma guerra aberta. No caso do PT, tenta-se mesmo uma ação de extermínio. São 11 minutos da televisão contra 2, mais o peso da máquina. Num eventual 2º turno, é bom lembrar, as duas terão o mesmo tempo na TV, diariamente.
Vejam outro gráfico.
rejeição
Quando se analisa a rejeição, percebe-se que os números de Dilma seguem estáveis e que os de Marina cresceram sete pontos desde o dia 15 de agosto, passando de 11%, então, para 18% — há sete dias, era de 16%. Em relação à semana passada, a de Dilma oscilou de 32% para 33%, e a de Aécio, de 21% para 23%..
A avaliação do governo Dilma segue estável. Os números não variaram em uma semana: 36% o consideram ótimo ou bom; 38% dizem que é regular, e 24% o apontam como ruim ou péssimo.
avaliação do governo
Há duas semanas, as pesquisas trouxeram a ascensão meteórica de Marina. O PT pode se dar por satisfeito por tê-la contido, abalando-a até. Mas não há dúvida de que a candidata do PSB está demonstrando uma resistência que seus adversários certamente não esperavam.
Por Reinaldo Azevedo

DATAFOLHA NO PARANÁ - BETO RICHA AMPLIA VANTAGEM E TEM 44%; REQUIÃO TEM 28%

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ampliou a vantagem na disputa pelo governo do Estado. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, o tucano tem 44% das intenções de voto. No levantamento anterior, realizado nos dias 12 a 14 de agosto, Richa tinha 39%. O segundo colocado, Roberto Requião (PMDB), caiu cinco pontos percentuais e agora aparece com 28%. Gleisi Hoffmann (PT) oscilou um ponto percentual para baixo e tem 10%. Os brancos e nulos totalizam 5%. Outros 10% não sabem. Na simulação de segundo turno, Richa venceria Requião por 53% a 33%. Requião aparece com o maior índice de rejeição entre os candidatos ao governo do Paraná, com 27%. Em seguida estão Gleisi, com 19% e Richa, com 16%. A pesquisa foi feita entre os dias 8 e 9 de setembro com 1.201 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo n úmero PR-00031/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR-00584/2014.

JOAQUIM BARBOSA NÃO COMPARECE À POSSE DE LEWANDOWSKI NO SUPREMO E É CRITICADO NOS DISCURSOS

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi alvo de críticas veladas durante a posse de seu sucessor, ministro Ricardo Lewandowski, no comando da corte nesta quarta-feira (10). Alvo dos discursos proferidos pelo ministro Marco Aurélio Mello e pelo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Vinícius Furtado Côelho, o ex-presidente Barbosa, num ato incomum para o Judiciário, sequer compareceu ao evento. Ao fazer o discurso de saudação a Lewandowski, Mello disse que a maneira como o presidente do tribunal se relaciona com os pares influencia a qualidade das decisões e, por isso, é preciso impedir que "desacordos em votos" afetem a convivência entre os demais. "[O presidente deve] ser um algodão entre os cristais, o exemplo maior de tolerância com as ópticas dissonantes, não permitindo que desacordos em votos afetem a interação", disse. A fala fez referência aos embates protagonizados entre Barbosa e Lewandowski no processo do mensalão. Durante o julgamento, Barbosa acusou o colega de defender posições dos réus e até mesmo criar dificuldades no processo que viessem a beneficiar os acusados. Devido a isso, na época, sessões chegaram a ser interrompidas e ministros do STF tiveram que pedir para Barbosa deixar de retrucar o colega e de se indignar com os votos de Lewandowski que discordavam dos seus. Na posse desta quarta-feira, após o discurso de Mello, foi a vez do presidente da OAB, Côelho, afirmar que ministros do Supremo não devem buscar a "popularidade", mas sim a credibilidade. Ele ainda elogiou Lewandowski dizendo que o novo presidente não tentaria ser maior que o STF. "Lewandowski possui a necessária e exata compreensão de que as instituições ultrapassam em importância os seus dirigentes. O messianismo deve ceder à racionalidade", disse. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por sua vez, fez um discurso mais ameno e pregou o diálogo como forma de promover o avanço entre as instituições. "Dialogar não representa abrir mão de deveres institucionais, tampouco da a autonomia inerente a cada poder. O diálogo é o amalgama necessário à estabilidade institucional, de modo a permitir o avanço democrático", disse Janot. Último a discursar, o novo presidente defendeu o protagonismo do Supremo, falou em "censura ao Judiciário" e citou o líder dos direitos civis, Martin Luther King. "I have a dream, eu tenho um sonho. Era um sonho de igualdade e de fraternidade para todos os americanos indistintamente. Nós também temos um sonho: o sonho de ver um Judiciário forte, unido e prestigiado, que possa ocupar o lugar que merece no cenário social e político deste país", disse. Lewandowski ainda prometeu lutar por melhores salários para juízes e servidores do Judiciário, que, segundo ele, precisam ter sua autoestima restaurada. "Deveremos restaurar a autoestima dos honrados magistrados e operosos servidores do Poder Judiciário (...) particular atenção será dada à recuperação de suas perdas salariais, de modo a garantir-lhes uma remuneração condigna", disse.

DATAFOLHA EM SÃO PAULO - ALCKMIN CAI UM POUCO, MAS AINDA LIDERA COM FOLGA

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), perdeu quatro pontos, mas ainda seria reeleito – com folga – no primeiro turno se a eleição fosse hoje, segundo o instituto Datafolha. De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira pela TV Globo, o tucano tem 49% das intenções de voto – tinha 53% na rodada anterior. Principal rival do governador na disputa, Paulo Skaf (PMDB) segue com 22%, mesmo patamar do levantamento anterior. Alexandre Padilha, do PT, oscilou positivamente de 7% para 9%. Votos brancos e nulos somam 8%. Outros 9% não souberam ou não quiseram responder. Em comparação à pesquisa anterior, o índice de rejeição de Skaf subiu de 22% para 25%. Nos últimos dias, Skaf intensificou os ataques em sua propaganda eleitoral contra Alckmin. O instituto Datafolha ouviu 2.046 eleitores em 56 municípios, nos dias 8 e 9 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00584/2014.

DATAFOLHA EM PERNAMBUCO - PAULO CÂMARA CRESCE E LIDERA SOZINHO

O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, Paulo Câmara, ultrapassou o adversário do PTB na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, Armando Monteiro, e agora lidera sozinho, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira. Câmara passou de 36% para 39%, enquanto Monteiro saiu de 36% para 33%. A pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo, tem margem de erro de três pontos porcentuais, para mais ou para menos. O Datafolha simulou ainda um segundo turno entre Câmara e Monteiro. Nesse cenário, o pessebista venceria com 43% dos votos, contra 37% do candidato do PTB. Câmara, afilhado político do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, passou de 13% em agosto para o atual patamar, indicando vitória nos segundo turno. Monteiro, apoiado por Dilma Rousseff, liderava com folga em agosto, com 47% e agora se vê ameaçado de derrota pelo adversário. Os votos brancos e nulos somam 10%, e os indecisos, 11%. O Datafolha também apontou a rejeição dos candidatos: de 20% por Monteiro, e de 14%, por Câmara. A pesquisa foi feita com 1.211 eleitores, em 43 cidades, nos dias 8 e 9 de setembro, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00584/2014.

PESQUISA IBOPE NO RIO GRANDE DO SUL - ANA AMÉLIA LEMOS DISPARA E ABRE 8 PONTOS SOBRE O PETISTA TARSO GENRO

Nova pesquisa Ibope de intenção de voto na corrida para o governo do Rio Grande do Sul foi divulgada nesta quarta-feira a noite pelo RBS Noticias. A pesquisa mostra que aumentou de 1% ara 8% a diferença entre a candidata Ana Amélia Lemos (PP) e Tarso Genro (PT), veja os números:
Ana Amélia Lemos (PP) – 38% (36%)
Tarso Genro (PT) – 30% (35%)
José Ivo Sartori (PMDB) – 11% (5%)
Vieira da Cunha (PDT) – 2% (4%)
2º Turno
Ana Amélia: 49%
Tarso Genro: 33%
Rejeição
Tarso Genro (PT) – 22%
Ana Amélia Lemos (PP) – 10%

IBOPE PARA O SENADO: LASIER MARTINS, 30%; OLÍVIO, 24%; SIMON, 14%

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira pelo RBS Noticias aponta novamente queda do PT no estado e apresenta os seguintes percentuais de intenção de voto na disputa pela vaga do Rio Grande do Sul ao Senado:
Lasier Martins (PDT) – 30% (30%)
Olívio Dutra (PT) – 24% (27%)
Pedro Simon (PMDB) - 14%
Simone Leite (PP) – 4% (4%)
Branco/nulo – 9%
Não sabe – 18%
O Ibope fez a pesquisa entre os dias 7 e 9  de setembro. O instituto ouviu 1.008 eleitores em 61 municípios. A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos.

MARINA SILVA REBATE DILMA SOBRE BANCOS: "PT TEM VISÃO AUTORITÁRIA DE ESQUERDA"

No dia seguinte ao embate com a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT), que insinuou que a adversária é “sustentada por banqueiros”, a postulante do PSB ao Planalto, Marina Silva, saiu em defesa de Neca Setúbal, herdeira do banco Itaú e uma das coordenadoras de seu programa de governo. Afirmou que o PT se vale de uma “visão autoritária de esquerda” ao tratar do papel de Neca em sua campanha. E afirmou: em 2010, foi Dilma quem recebeu o maior montante em doações do Itaú. Marina ainda lembrou que, em 2012, Neca apoiou a candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo – e não encontrou qualquer resistência do PT na ocasião. "Quando foi para a Neca ajudar o candidato Haddad, participando dos seminários, ajudando a fazer seu programa de governo, eles não a desqualificaram", disse a ex-senadora."Há uma visão autoritária da esquerda: se estiver a serviço deles, está ungido pelo manto da sua proteção. Se tiver outra escolha, ai passa a ser satanizado”, disse Marina, que visitou nesta quarta-feira a Casa de Isabel, entidade filantrópica de assistência a pessoas em situação de violência, no Itaim Paulista, Zona Leste da capital. "A Neca, como educadora, ajudou no programa do Haddad. E naquele momento era tratada como educadora. Agora, ela está sendo tratada como banqueira", completou.

A PERONISTA POPULISTA CRISTINA KIRCHNER NO AUGE DO DELÍRIO, AGORA PROJETA SUPER EDIFICIO NO PORTO MADERO

A presidente peronista populista Cristina Kirchner não se cansa de buscar formas de tirar o foco dos graves problemas econômicos enfrentados pela Argentina. A mais recente artimanha foi o anúncio da construção de uma obra faraônica em Buenos Aires, a torre mais alta da América Latina, com 335 metros de altura. Não demorou para o projeto inspirar diversos memes, alguns deles com referência à crise que o país enfrenta. O projeto exigirá investimentos de 2,5 bilhões de pesos argentinos (mais de 680 milhões de reais), que sairão dos cofres do Estado e da empresa privada Riva S.A, ganhadora da disputa. A previsão é que as obras sejam concluídas em cinco anos.O prédio será erguido em um terreno de 216.000 metros quadrados, que abrigará também um estádio para 15.000 pessoas, parques e restaurantes. O projeto tenta relançar o polo audiovisual anunciado há dois anos e que não avançou desde então. Desta forma, a torre de 67 andares terá estúdios e redações de TV, além de um hotel, que ficará concentrado nos andares mais altos. O edifício terá as cores da bandeira argentina. O difícil é saber de onde o governo vai tirar dinheiro para bancar sua parte no projeto, diante do calote da dívida externa, inflação galopante, aumento da pobreza. Mas Cristina Kirchner já indicou qual será a solução: deixar a bucha para o sucessor: “O governo que me suceder terá o compromisso de dar continuidade a esta obra, para ver se podemos seguir a institucionalidade e continuar as obras em vez de deixar o que foi iniciado e começar de novo do zero”. Cristina comparou o projeto ao Central Park, de Nova York e disse que ele vai completar a região de Puerto Madero: “A torre vai se converter no símbolo da cidade de Buenos Aires”, acrescentou.

CPI CONVOCA PAULO ROBERTO COSTA, O DELATOR DO "PETROLÃO", PARA DEPOR NA QUARTA-FEIRA

A CPI mista da Petrobras convocou nesta quarta-feira o ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, para prestar esclarecimentos ao colegiado. Após acordo de delação premiada, Paulo Roberto detalhou à Polícia Federal o funcionamento do balcão de negócios instalado na Petrobras – e citou nomes de uma constelação de políticos que estariam envolvidos no esquema, como revelou VEJA nesta semana. O delator do ‘petrolão’ já esteve no Congresso Nacional para falar sobre o esquema. Na ocasião, contudo, negou as irregularidades. A expectativa é, portanto, de que ele traga um novo depoimento aos parlamentares. A sessão para ouvir Costa está agendada para a próxima quarta-feira, dia 17. Embora tenha caráter de convocação, a presença do ex-diretor da Petrobras na CPI depende de autorização judicial, uma vez que ele está preso no Paraná. Cabe à Polícia Federal preparar os trâmites do deslocamento e fornecer escolta ao ex-diretor. Além disso, o colegiado também trabalha com a hipótese de que Costa se mantenha em silêncio. Em uma tentativa de convencê-lo a falar, estuda-se realizar a audiência a portas fechadas. O requerimento que pedia o depoimento de Costa já havia sido aprovado em junho, mas, com o Congresso paralisado por causa das eleições, ainda não havia uma data definida para a audiência. A decisão de agendar o encontro foi tomada após reunião entre líderes da oposição com parlamentares da base do governo – os únicos, aliás, que se opuseram a ouvir o executivo neste momento. O líder do PT no Senado, Humberto Costa, se posicionou contra a convocação. Os parlamentares também decidiram entrar com um pedido no Supremo Tribunal Federal para que a comissão torne-se parte integrante da ação que apura as irregularidades da Petrobras, de modo a ter acesso automático a todos os documentos do processo, entre eles as cópias das delações. Uma vez que os depoimentos correm em segredo de Justiça, o colegiado não pode ter acesso a eles, como relembrou aos senadores o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

AÉCIO NEVES VOLTA SUAS BATERIAS SOBRE MARINA SILVA: "ESSA NÃO É UMA ELEIÇÃO PARA HOMENAGENS"

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, voltou a se posicionar nesta quarta-feira como a opção segura de mudança para os que desejam tirar do poder a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). E afirmou, em referência à adversária Marina Silva (PSB), alçada à cabeça de chapa após a morte de Eduardo Campos: “Essa não é uma eleição para homenagens”. Aécio Neves participou de sabatina promovida pelo jornal O Globo no Rio de Janeiro. Ao ser questionado sobre uma eventual aliança com Marina Silva se chegar ao segundo turno, afirmou que “sua aliança é com a sociedade brasileira”. Já sobre apoiá-la caso seja a ex-senadora a disputar com Dilma, disse que qualquer referência ao tema significa abrir mão de ir para o segundo turno – seu coordenador de campanha, senador Agripino Maia (DEM) chegou a sinalizar apoio a Marina há algumas semanas, irritando os tucanos. Aécio Neves também voltou sua artilharia contra a presidente Dilma. Afirmou que está certo de que a petista será derrotada nas urnas porque o governo do PT já não tem mais qualidade “política e moral” para seguir no comando do Brasil por mais quatro anos. Disse ainda que o governo Dilma “fracassou”. Por isso, segundo ele, o País vive “o fim de um ciclo”. Aécio Neves tratou quadro recessivo da economia, destacando também que os indicadores sociais estão piores do que há quatro anos. E voltou a dizer que seu papel é justamente o de mostrar "o caminho da mudança", com estabilidade e segurança. Aproveitou, então, para criticar Marina Silva, que tirou dele o segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos: "Não mudo minhas convicções ao sabor da disputa eleitoral". Ao tratar de seu programa de governo, ainda não divulgado, o tucano alfinetou novamente a adversária. Disse que o texto deve ser entregue na próxima semana e que a demora em divulgá-lo se dá porque “quer evitar erratas”.

CANTAREIRA PODE ENCHER EM UM ANO, DIZ O GOVERNO DE SÃO PAULO

Contrariando estimativas feitas por especialistas e pela própria Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, afirmou na terça-feira que o Sistema Cantareira pode se recuperar completamente em um ano, caso volte a chover dentro da média histórica nos reservatórios a partir de novembro. Segundo ele, a chance de que isso ocorra é de 50%. Nesta quarta-feira, o principal manancial paulista atingiu a marca de 9,8% da capacidade. Restam disponíveis nas cinco represas que compõem o sistema apenas 97,3 bilhões de litros da primeira cota do chamado volume morto. A Sabesp pretende utilizar mais 106 bilhões de litros da reserva profunda dos reservatórios para manter o abastecimento de água na Grande São Paulo até março de 2015 sem decretar racionamento oficial. "Se der a média de longo termo (volume médio de cada mês em 84 anos de medição) no Cantareira, e eu continuar tirando o que estou tirando hoje de lá, uns 18.000 litros por segundo, e mantendo o bônus, eu encho o reservatório. No final de novembro de 2015, (o Cantareira) vai estar recuperado. E qual é a chance de dar a média? 50%", afirmou Arce, após reunião do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Dados do comitê anticrise do Cantareira mostram, contudo, que, desde agosto de 2012, o manancial não registra uma vazão afluente dentro da média histórica. Em agosto, por exemplo, o volume de água que chegou às represas correspondeu a 29,2% da média. Neste mês, está em 39,2%.

MONTEZEMOLO DEIXA PRESIDÊNCIA DA FERRARI APÓS 23 ANOS

Luca di Montezemolo anunciou nesta quarta-feira que colocará fim à sua trajetória à frente da Ferrari. Presidente da montadora e da equipe de Fórmula 1 nos últimos 23 anos, ele decidiu deixar o cargo no dia 13 de outubro, no aniversário de 60 anos da marca italiana nos Estados Unidos, graças aos novos planos da empresa. Ele afirmou que decidiu deixar a presidência antes do início de uma "nova fase" na Ferrari. Ele avaliou que a fusão do grupo Fiat, que detém 90% do controle acionário da marca, com a Chrysler selou o momento certo para que ele saísse da montadora italiana, deixando o comando para o CEO do Grupo FCA (Chrysler Fiat Automobiles), Sergio Marchionne. "A Ferrari vai ter um importante papel na próxima bolsa de valores de Wall Street. Isso vai abrir uma nova e diferente fase, que eu sinto que precisa ser liderada pelo CEO do grupo", comentou Montezemolo em comunicado divulgado nesta quarta-feira pela Ferrari. Além do novo papel do Grupo FCA na bolsa de valores, os resultados ruins da Ferrari na Fórmula 1 teriam sido determinantes para a saída do italiano. Durante as últimas semanas, Sergio Marchionne chegou a cobrar publicamente o então presidente da marca pelo decepcionante desempenho na categoria. As declarações aumentaram os rumores sobre a possível saída de Montezemolo, mas ele próprio chegou a dizer no último fim de semana, durante o GP da Itália, que pretendia comandar a Ferrari - tanto a fábrica como a equipe de Fórmula 1 - por pelo menos mais três anos. Apesar deste desgaste, Montezemolo preferiu exaltar o período que passou no cargo. "Este é o fim de uma era e então eu decidi deixar minha posição de presidente depois de 23 maravilhosos e inesquecíveis anos, além daqueles que passei com Enzo Ferrari nos anos 70. Meus agradecimentos para as mulheres e homens da fábrica, aos escritórios, às pistas de corrida e aos mercados em todo o mundo. Eles foram os arquitetos reais de crescimento espetacular da empresa, suas muitas vitórias inesquecíveis e sua transformação em uma das marcas mais fortes do mundo". Foi sob o comando de Luca di Montezemolo que a Ferrari viveu sua melhor fase na Fórmula 1, com os cinco títulos consecutivos de Michael Schumacher de 2000 a 2004. Mas a realidade atual da equipe é bem diferente. Enquanto a marca vive momento econômico estável, a escuderia passa por uma de suas maiores crises e atualmente é apenas a quarta colocada no Mundial de Construtores, atrás de Mercedes, Red Bull e Williams.

INDÚSTRIA PERDE 2,6% DE SUA FORÇA DE TRABALHO EM 2014

O emprego na indústria caiu 0,7% em julho na comparação com junho, mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, já com ajustes sazonais. Com isso, nos sete primeiros meses do ano, a ocupação recuou 2,6% e, em 12 meses até julho, 2,2%. Em relação a julho de 2013, a queda do emprego foi ainda mais acentuada, de 3,6%, o 34º resultado negativo seguido nesse tipo de comparação e a perda mais intensa desde novembro de 2009, quando caiu 3,7%. Há uma semana, o IBGE mostrou que a produção da indústria já acumula perdas de 2,8% entre janeiro e julho, apesar de ter avançado 0,7% no sétimo mês, depois de cinco resultados seguidos negativos. Ainda segundo o IBGE, o número de horas pagas também caiu em julho na relação com junho e o mesmo mês do ano passado - 0,3% e 4,2%, respectivamente. No acumulado do ano, o recuo foi de 3,1%, refletindo as suspensões temporárias de turnos em muitas fábricas, especialmente de automóveis. Já a média salarial do trabalhador industrial (já descontando a inflação) retraiu 2,9% em relação a junho e 3,4% contra julho de 2013, mas ainda acumula taxas positivas de 0,6% no ano e de 0,1% em 12 meses.

ADVOGADO ABANDONA DEFESA DE PAULO ROBERTO COSTA

O advogado Cássio Quirino Norberto, que integrava o núcleo de defesa de Paulo Roberto Costa, renunciou à causa. Alegando “motivos de foro íntimo”, Norberto deixou a defesa do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras nos autos da Operação Lava Jato na sexta-feira passada – mesmo dia em que a imprensa divulgou detalhes do acordo de delação premiada de Paulo Roberto Costa, no qual o ex-diretor apontou nomes de pelo menos 32 deputados e senadores, de um governador e de cinco partidos políticos, entre os quais o PT, o PMDB e o PP, que teriam sido contemplados com propinas de empreiteiras contratadas pela estatal petrolífera. “Passei a noite (de quinta-feira para sexta) pensando muito, mas prefiro não falar nada agora (sobre os motivos da renúncia)”, disse Norberto, no dia em que renunciou: “No momento oportuno vou me manifestar". Norberto atuava nos autos da Lava Jato, representando o ex-executivo da Petrobras, desde o início da investigação deflagrada pela Polícia Federal (PF). Pelo fato de declarar residência fixa em Curitiba, os primeiros advogados de Costa substabeleceram procuração para que Norberto pudesse acompanhar pessoalmente todos os atos processuais relativos às ações penais abertas contra o ex-diretor da estatal, inclusive os depoimentos. Em agosto, Costa decidiu fazer delação premiada e contratou a criminalista Beatriz Catta Preta, com ampla experiência nesse tipo de procedimento. Norberto continuou trabalhando no caso ainda por alguns dias.

CONTADORA DETALHA A CONEXÃO DE EX-DIRETOR PAULO ROBERTO COSTA COM DOLEIRO YOUSSEF

A contadora Meire Poza declarou à Justiça Federal que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, fazia reuniões com o doleiro Alberto Youssef na sede da GFD Investimentos – empresa de fachada por meio da qual, segundo a Polícia Federal, Youssef direcionava o pagamento de propinas a políticos e fazia remessas de valores para o exterior. “O comentário na GFD era que o Alberto ganhava muito dinheiro a partir dessa relação com Paulo Roberto”, disse a ex-contadora do doleiro, que está colaborando com as investigações. Meire depôs na semana passada como testemunha em uma das ações penais contra Paulo Roberto Costa. Questionada se o ex-diretor da Petrobras ia à GFD, afirmou: “Eu o vi. Na maioria das vezes quando ele estava lá, não sei precisar quantas vezes ia lá, ficava com Alberto. A gente não tinha contato com ele na GFD”. A contadora disse que os encontros ocorreram em 2013. Ela não soube informar se o doleiro e Paulo Roberto Costa se reuniam em outro endereço de Youssef. Meire disse que o doleiro presenteou Costa com um Range Rover: “Eu soube dessa história do carro que Alberto teria dado de presente para Paulo Roberto. O comentário é que teria sido presente". Meire relatou que Waldomiro de Oliveira, suposto laranja de Youssef na MO Consultoria, um dia a convidou para acompanhá-la à sede da Sanko-Sider Produtos Siderúrgicos: “Ele (Waldomiro) disse que tinha um valor, cento e poucos mil, para receber".

DILMA AUMENTA TERROR CONTRA MARINA SILVA: "AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL VAI AUMENTAR JUROS E REDUZIR EMPREGO"

A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) encampou nesta quarta-feira a campanha de terror usada na propaganda eleitoral na televisão contra a adversária do PSB, Marina Silva. A petista afirmou que a autonomia do Banco Central, uma das principais bandeiras de Marina Silva na área econômica, deflagrará aumento das taxas de juros, causar desemprego e redução de salário. “Eu asseguro uma coisa, esse povo da autonomia do Banco Central quer o modelo anterior, quer fazer um baita ajuste, um baita superávit, aumentar os juros, reduzir emprego e salário, porque, para eles, emprego e salário não garantem produtividade. Eu sou contra isso”, disse. “Nós não achamos necessária a autonomia do Banco Central. Eu acho que cada setor neste País merece ser escutado, ouvido e ter seus interesses considerados como legítimos”, continuou. Em outra frente para desconstruir a candidatura rival, Dilma tem dedicado boa parte de seu programa eleitoral para dizer que a ex-senadora é contra a exploração do pré-sal. A coligação de Marina entrou com pedidos de resposta à Justiça Eleitoral nesta quarta-feira. “Eu não criei e também nunca recebi bolsa banqueiro”, disse, referindo-se à afirmação de Marina Silva de que a presidente teria inaugurado “a bolsa empresário, a bolsa banqueiro e a bolsa juros altos”. Em seguida, a petista sacou uma tabela repleta de números para afirmar que o País atualmente tem as menores taxas de juros reais. “A média da taxa entre 2003 e 2010 foi de 8,2%. A média entre 2011 e 2014 foi de 3,3%. Eu acho que é uma questão de dados, de compreensão dos acontecimentos”, disse. A quantidade de ministérios do seu governo, que chegou a inacreditáveis 39 pastas, foi defendida pela presidente nesta quarta-feira. Dilma desafiou os oposicionistas a mostrar o que poderia ser cortado – e antecipou-se à resposta defendendo o inócuo Ministério da Pesca. “Muita gente fala mal e eu acho isso errado. Nós temos um grande desafio na área da pesca, não só porque nós temos mais de 7.000 quilômetros de costa marítima, mas pela quantidade de água doce que temos pelo país”, disse. E continuou defendendo aa criação de tilápia, segundo ela “fundamental” para o País.

DILMA E PT ENTRAM EM PÂNICO COM DEPOIMENTO DE PAULO ROBERTO COSTA NA CPMI DA PETROBRAS

Pressionado pela oposição, o presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), marcou para a próxima quarta-feira (17) depoimento do ex-diretor da estatal Paulo Roberto da Costa à comissão de inquérito, que revelou à Justiça um esquema de corrupção na empresa. Costa será obrigado a comparecer à comissão porque a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista já havia aprovado requerimento de convocação do ex-diretor. O comando da CPI se reuniu nesta quarta-feira (10) com líderes partidários para definir as ações da comissão após vazamento de parte da delação premiada de Costa. A CPI também vai pedir o envio imediato do depoimento de Costa ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki, e ao juiz Sérgio Moro, que cuida do caso no Paraná. O presidente da CPI já havia encaminhado ofícios com a solicitação do depoimento, mas agora decidiu apresentar a petição – instrumento jurídico que determina o envio dos documentos. Segundo integrantes da CPI, a Justiça tem obrigação de encaminhar as informações à comissão, por estar na Constituição a prerrogativa dela ter acesso mesmo a dados judiciais sigilosos. "Determinamos petição ao ministro e ao juiz para que esses dados coletados na delação premiada possam vir para a comissão. Esse é nosso direito e vamos mantê-lo, com o resguardo da Constituição", afirmou Vital. Na manhã desta quarta-feira, os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Cristovam Buarque (PDT-DF) pediram ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para ter acesso ao teor da delação premiada de Paulo Roberto. O procurador negou o pedido com o argumento de que ninguém terá acesso ao depoimento do ex-diretor. Para Vital, a negativa do procurador não se aplica à comissão. "A CPI não é qualquer pessoa. A CPI tem os poderes constitucionais", afirmou o presidente da comissão. Numa terceira frente, a CPI ainda vai marcar audiência com Zavascki para discutir as investigações do caso Petrobras. Os membros da comissão querem saber detalhes das investigações com o ministro, que é responsável pelo processo no STF. Além do caso tramitar na 13ª Vara Federal de Curitiba, parte do processo está no STF, devido à presença de deputados e senadores entre os citados nas denúncias envolvendo a estatal. Paulo Roberto fechou um acordo no dia 22 de agosto de delação premiada com os procuradores da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que querem saber como os contratos da estatal eram superfaturados e como o valor a mais retornava para os políticos.

CONTRA OS ANTEDILUVIANOS DE iPAD NAS MÃOS

Livro não é a mamãe
Vivemos imersos nos fatos. No mais das vezes, não temos plena consciência do que está à nossa volta. Eis a importância do narrador, do cronista, do moralista, do pensador. Ele não produz objetos de consumo, mas objetos de consciência: liga os fatos aparentemente desconexos, confere ao tempo uma unidade que ilumina a nossa trajetória e a dos outros. Por que isso tudo?
Porque considero obrigatória a leitura do livro “Não é a Mamãe”, do jornalista Guilherme Fiuza, que reúne cem textos que ele escreveu para a revista “Época” e para o jornal “O Globo”. Vocês vivem aqui me pedindo dicas de livros, não é isso? Daqui a pouco, vem o fim do ano, com seus inevitáveis e, espera-se, agradáveis presentes. Ofereça a seus amigos e a quem você ama um pouco mais de clareza. Fiuza — antes de tudo, um escritor competente — faz o mais preciso e, em certa medida, devastador retrato dos quatro anos de governo Dilma. Devastador, nesse caso, não é “depredador”. Depreda quem pensa sem método. Fiuza demole falácias com argumentos.
O livro, primorosamente editado pela Record, é, a um só tempo, um guia saboroso e seguro para entender o que está em curso e, se querem saber, o que virá. “Não é a Mamãe”, desde o título, nos dá o entendimento de presente.
“Não é a Mamãe”, lembrem os mais maduros e saibam os mais jovens, era o bordão do bebê da família Dinossauro. Dilma nos foi oferecida como a mãe do Brasil por Lula, que pretendia ser o pai. Lula e dinossauros se estreitam num abraço insano. Não! Ela não é a mamãe, mas a madrasta má do nosso futuro. Na realidade, afinal, não existe sapatinho de cristal. Se o governo queima os ativos dos brasileiros, terminamos nas cinzas, no borralho.
Olhem para Guido Mantega, por exemplo, o ex-ministro no cargo, situação inédita no mundo. E leiam o que vai no livro de Fiuza. Permito-me reproduzir um trecho:
“Quem estava preocupado com a inflação pode ficar tranquilo. (…) Diante da notícia de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo tinha ultrapassado o teto da meta – batendo em 6,51% ao ano em abril, contra o teto de 6,5% –, Mantega explicou que não é nada disso. Segundo o ministro, a aferição da meta não considera a segunda casa depois da vírgula. Estamos salvos. (…) Melhor olhar só para a primeira casa, onde a moral e os bons costumes monetários estão intactos. Ali não se veem a orgia dos gastos públicos no governo popular, a farra do crédito populista e os subsídios mascarados do Tesouro jorrando dinheiro na praça e fustigando a inflação. Essas cenas explícitas de administração perdulária só são visíveis para quem espiar pela fresta da segunda casa depois da vírgula.”
Texto primoroso, ironia fina. Fiuza não é só um bom cronista da desordem mental que marcou o governo Dilma na economia. O nosso Suetônio contemporâneo também é um agudo observador dos costumes destes tempos, em que patrulheiros antediluvianos saem de iPad nas patas a vituperar contra o capitalismo e o mercado. Enquanto, é claro, para lembrar Fernando Pessoa desancando Rousseau, o bestalhão, “mordomos invisíveis administram-lhe a casa”.
Faça um bem a si mesmo, leitor, e a seus amigos. Vá à livraria mais próxima e compre “Não é a Mamãe’, de Guilherme Fiuza. O silêncio covarde com que o livro foi recebido por veículos de comunicação assustados, esperando Godot, é a prova da sua importância política. Ler “Não é a Mamãe” é um ato de resistência contra a empulhação. Por Reinaldo Azevedo

"VENCEREMOS OU SEREMOS OPOSIÇÃO", DIZ AÉCIO NEVES SOBRE MARINA SILVA

O candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, rechaçou nesta quarta-feira a possibilidade de o PSDB ceder nomes para um eventual governo de Marina Silva (PSB). “Ou vencemos as eleições e seremos governo, ou perdemos as eleições e seremos oposição”, afirmou o tucano, em entrevista a jornalistas depois de participar de sabatina promovida pelo jornal O Globo, no Rio de Janeiro. Durante a sabatina, Aécio Neves voltou a se posicionar como a opção segura de mudança para os que desejam tirar do poder a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). E afirmou, em referência a Marina Silva, alçada à cabeça de chapa após a morte de Eduardo Campos: “Essa não é uma eleição para homenagens”.

Ao ser questionado sobre uma eventual aliança com Marina Silva se chegar ao segundo turno, afirmou que “sua aliança é com a sociedade brasileira”. Já sobre apoiá-la caso seja a ex-senadora a disputar com Dilma, disse que qualquer referência ao tema significa abrir mão de ir para o segundo turno – seu coordenador de campanha, senador Agripino Maia (DEM) chegou a sinalizar apoio a Marina Silva há algumas semanas, irritando os tucanos. Aécio Neves lamentou que a ex-senadora não tenha apoiado o tucano José Serra nas eleições passadas: “Lamentei muito que ela não tenha apoiado no segundo turno (o Serra). Talvez hoje não estivéssemos nessa situação”.
O tucano também voltou sua artilharia contra a presidente Dilma. Afirmou que está certo de que a petista será derrotada nas urnas porque o governo do PT já não tem mais qualidade “política e moral” para seguir no comando do Brasil por mais quatro anos. Disse ainda que o governo Dilma “fracassou”. Por isso, segundo ele, o País vive “o fim de um ciclo”. Aécio Neves apontou o quadro recessivo da economia, destacando que os indicadores sociais estão piores do que há quatro anos. E voltou a dizer que seu papel é justamente o de mostrar “o caminho da mudança”, com estabilidade e segurança.
Aproveitou, então, para criticar Marina Silva, que tirou dele o segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos. “Não mudo minhas convicções ao sabor da disputa eleitoral”, disse. Ao tratar de seu programa de governo, ainda não divulgado, o tucano alfinetou novamente a adversária do PSB. Disse que o texto deve ser entregue na próxima semana e que a demora em divulgá-lo se dá porque “quer evitar erratas”. A afirmação faz referência ao programa de Marina, que teve trechos modificados após pressão de pastores evangélicos.
Aécio Neves também voltou a ligar Marina ao PT, afirmando que a ex-senadora militou no partido por 24 anos. “Somos em boa parte o que fizemos ao longo da vida. Nenhum de nós veio de uma nuvem para se apresentar como o condutor das boas intenções”, disse. “Eu me vejo no direito de perguntar em que Marina estaremos votando. Quando denunciávamos o Mensalão e o aparelhamento do Estado pelo PT estávamos fazendo a velha política? E a boa, era aceitar as ações do PT?”. O tucano prosseguiu dizendo que os eleitores vão comparar a história dos três candidatos e afirmou: “O Brasil não é brinquedo”.
O presidenciável tratou também do megaescândalo de corrupção na Petrobras, detalhado pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa à Polícia Federal após acordo de delação premiada. “No descompromisso com a ética, o PT é imbatível”, afirmou. E prosseguiu: “Existe uma organização criminosa atuando no seio da Petrobras. Isso quem diz é a Polícia Federal. Então, não são denúncias eleitoreiras”. Ele cobrou ainda a punição dos responsáveis pelo esquema criminoso. E afirmou que, se eleito, vai “reestatizar” a estatal, devolvendo-a aos brasileiros.
O tucano voltou a dizer que tem condições de derrotar Dilma no segundo turno. “Estou oferecendo ao Brasil minha experiência de administrador público, o Brasil não é para iniciantes”, destacou. E alertou para o fato de que o país vive um quadro preocupante e que para colocar o Brasil novamente no eixo do crescimento sustentável é preciso ter experiência e um time competente para o trabalho. (Veaj)

TSE CASSA O REGISTRO DA CANDIDATURA DO VEREADOR CLAUDIO JANTA

O TSE cassou na noite desta terça-feira a candidatura do vereador Claudio Janta, dono do partido Solidariedade no Rio Grande do Sul, que é candidato a deputado estadual. A decisão foi monocrática, do relator, por isso cabe recurso ao Pleno do Tribunal Superior Eleitoral. No Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, Claudio Janta já tinha sido cassado. Se o SDD e a coligação insistirem com a candidatura e caso ela finalmente seja inviabilizada, candidato e aliança perderão todos os votos.