quarta-feira, 3 de setembro de 2014

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS É CONDENADA A INDENIZAR PROFESSOR DE ZOOTECNIA POR ASSÉDIO MORAL

A Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) foi condenada nesta quarta-feira (3/9) a pagar indenização por danos morais e materiais a um professor que sofreu assédio moral por parte de  superiores hierárquicos do departamento de Zootecnia e da reitoria da instituição. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e confirmou parcialmente a sentença, diminuindo em 50% o valor da condenação por dano moral. A ação pedindo reparação foi ajuizada pelo professor em junho de 2011 (ele precisou esperar três anos para ter um resultado da Justiça). Ele ingressou por concurso em 1992 e relata que foi perseguido por 10 anos, desde 2000. O assédio, segundo o autor, consistia em esvaziar seu trabalho. Ele foi impedido de orientar estudantes de mestrado e doutorado, depois foi afastado das pesquisas que realizava no Laboratório de Nutrição Animal, colocado à disposição, expulso de sua sala e impedido de ganhar progressões na carreira. A 1ª Vara Federal de Pelotas julgou a ação procedente, o que levou a UFPEL a recorrer contra a decisão no tribunal. A universidade alega que os fatos narrados pelo autor são situações que podem acontecer no dia a dia das instituições e das relações profissionais, de modo que não decorrem, necessariamente, de um procedimento irregular. Segundo a relatora do processo, desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, o nexo causal entre a conduta da UFPEL e parcela dos danos alegados pelo autor ficaram comprovados. Quase todo mundo sabe que o chamado mundo acadêmico é um dos mais infames, e que esses tipos de assédio são muito comuns. “Ao contrário do que alega a defesa, os fatos são situações que não podem acontecer no dia a dia das instituições e das relações profissionais. Não houve observância dos princípios que devem nortear o administrador público, notadamente da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”, avaliou Marga. “Considerando a repetição das situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, que duraram quase 10 (dez) anos, com intensa progressão no sentido do isolamento laboral do demandante e que culminou na cessação ilegal do exercício de sua atividade como professor e pesquisador por quase 5 (cinco) anos, bem como atentando para a intensidade do dano, representada na afetação duradoura da dignidade do trabalhador (servidor público), são devidos danos morais”, afirmou a magistrada. A UFPEL deverá pagar R$ 50 mil por danos morais corrigidos monetariamente. Quanto aos danos materiais, o autor deverá receber os valores que teria ganho nas progressões de carreira que deixou de receber. "O período em que o autor esteve ilegal e arbitrariamente afastado de suas atividades acadêmicas deve ser computado como de efetivo exercício. Decisão diversa imporia ônus excessivo ao requerente, que por quase 10 (dez) anos já sofreu com o isolamento, humilhação, vexame e total exclusão (quase 5 dos 10 anos) que lhe foram impostos", concluiu Marga.

ADVOGADO DE ARGÔLO DEIXA DEFESA EM PROCESSO NO CONSELHO DE ÉTICA

O advogado do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), Aluísio Régis, deixou a defesa do parlamentar no processo a que responde no Conselho de Ética da Câmara na tarde desta quarta-feira (3). Argôlo ainda não nomeou outra pessoa para defendê-lo. De acordo com Régis, a decisão foi tomada depois que a contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, revelou uma gravação de áudio em que o advogado aparece dizendo que os deputados sabem que "Argôlo não é santo" e que "sabem que ele tinha envolvimento com Youssef". O advogado alega que preferiu deixar o caso para não prejudicar o seu cliente. "O que Argôlo e eu fizemos foi forçar ela a colocar para fora a gravação. Ela só resolveu mostrar o áudio depois que nós mesmos revelamos que houve essa conversa. Nosso objetivo era que ela mostrasse quem ela era. Agora eu resolvi sair para não dar combustível ao fogo que ela está tentando colocar no caso", afirmou Régis. Meire Poza procurou a imprensa na manhã desta quarta-feira para se defender das acusações de que teria extorquido o deputado, ao pedir R$ 250 mil a ele em um jantar que teve com Régis em São Paulo em 17 de julho. A revelação foi feita por Argôlo nesta terça-feira (2) em depoimento ao Conselho de Ética, onde enfrenta um processo por quebra de decoro parlamentar devido ao seu envolvimento com o doleiro. Sobre o teor da conversa, Régis afirmou que suas frases eram "blefes" para tentar arrancar informações da contadora. "Eu estava conversando com uma criminosa e não com a 'madre Teresa de Calcutá'", disse. "Ela queria armar para cima do meu cliente. O tanto que ela blefou eu blefei também. Agora forçamos ela a mostrar quem ela é de verdade", completou. Segundo a contadora, ela procurou o deputado para tratar da empresa Grande Moinho Cearense, sediada em Fortaleza, e que teria sido usada para lavar dinheiro para Argôlo. "Youssef me enviou um recado dizendo que esse caso eu deveria resolver com o deputado Luiz Argôlo. Eu tentei falar, sim, com o deputado. Quem me retornou foi o Aluísio, e quando eu falei que queria resolver este caso ele me disse que poderia ser resolvido, sim", afirmou Meire Poza. A contadora disse que gravou cerca de 4 horas de conversa durante o jantar em São Paulo mas só repassou para a imprensa um trecho de 1 minuto e 57 segundos. Ela afirmou que entregará o restante à Justiça mas disse não ter feito isso até hoje porque achava que a gravação "não era importante". A assessoria de imprensa de Argôlo confirmou a desistência do advogado e disse que Argôlo aceitou a decisão a "contra-gosto". O relator tem até o dia 12 de setembro para concluir seu relatório. Se considerar que Argôlo feriu a ética parlamentar, poderá indicar punições que vão desde uma advertência até a cassação do mandato. O parecer tem que ser votado pelo colegiado e pelo plenário da Câmara.

CONTADORA DO DOLEIRO YOUSSEF DIVULGA GRAVAÇÃO EM QUE ADVOGADO DO DEPUTADO FEDERAL LUIZ ARGOLLO OFERECE DINHEIRO POR SILÊNCIO

A contadora Meire Bonfim da Silva Poza inverteu nesta quarta-feira (03) a acusação do deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA) de que ela havia pedido dinheiro para não denunciar o envolvimento do parlamentar com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Com um gravador na mão, ela apresentou áudio em que o advogado de Argôlo, Aluisio Lundgren, faz proposta financeira em troca do silêncio dela. Meire Poza fez a apresentação do conteúdo da gravação no Salão Verde da Câmara dos Deputados, um dia depois que Luiz Argôlo, em depoimento à Comissão de Ética da Casa, disse que a contadora pediu dinheiro para não incriminá-lo. Para defender-se da denúncia, ela mostrou a jornalistas trechos de uma conversa de mais de quatro horas com o advogado, que teria ocorrido em um jantar em julho deste ano. “Em todo o momento do jantar, eu disse que não queria dinheiro. Eu não sou ré da ação da Operação Lava Jato e não tive prejuízos. Disse que não queria extorquir ninguém e que queria só resolver o problema (de repasse de dinheiro) em relação ao Grande Moinho Cearense”, disse a contadora, citando a empresa que também está sendo investigada pela Polícia Federal. Meire Poza afirmou que o pagamento para a empresa cearense somava mais de R$ 980 mil e que o problema era a falta de provas de que a empresa havia prestado o serviço para o qual foi contratada. “A nota quem emitiu fui eu (para a empresa) e a solução foi fazer relatórios como se os serviços tivessem sido prestados e não foram”, afirmou.
A gravação, segundo ela, não foi entregue à Polícia Federal porque ela não considerou “necessário” na época. Perguntada sobre o motivo de não ter denunciado Youssef antes, a contadora admitiu que não teve coragem e que só se sentiu segura quando soube da operação conduzida pela Polícia Federal. “Os quase quatro anos que passei prestando serviços para GFD (empresa do doleiro) só eu sei exatamente o que passei, as coisas que ouvi e não tive coragem”, alegou. O relator do processo contra Argôlo no Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), disse que não pode considerar nada do que foi dito pela contadora hoje. “As novas provas não podem ser consideradas no processo, porque já está em fase de instrução”, disse. Marcos Rogério ainda explicou que um parlamentar ou partido teria que pedir aditamento para apresentação de novas provas ou a abertura de um novo processo.

TCU ABRE PROCESSO PARA INVESTIGAR TROCA DE FAVORES ENTRE MINISTRO E DILMA ROUSSEFF

Quatro dias após a revista VEJA ter revelado mensagens que mostram o ministro Walton Alencar atuando a favor do Palácio do Planalto nos bastidores do Tribunal de Contas da União (TCU), o corregedor da corte, ministro Aroldo Cedraz, determinou a abertura de processo para investigar a vida dupla do magistrado. Documentos obtidos por VEJA mostram que, enquanto presidente do tribunal, Walton manteve uma intensa troca de favores com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e seu braço-direito, Erenice Guerra. Walton antecipava decisões, dava conselhos informais aos advogados do PT e ainda dificultava o trabalho da oposição que, sem saber da sua dupla atividade, procurava o TCU para auxiliar em investigações contra o governo federal. Em contrapartida, Walton contou com a ajuda de Dilma e Erenice para emplacar a própria mulher, Isabel Gallotti, no cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça. Ele também teve o irmão, Douglas Alencar, indicado por Dilma para o Tribunal Superior do Trabalho  Agora, o ministro terá de provar aos colegas de corte a legitimidade de todas as suas ações. Como primeiro passo dos trabalhos, o TCU irá solicitar à Polícia Federal o compartilhamento das mensagens que mostram a troca de favores entre Walton e o governo. A decisão de investigar a conduta de Walton foi anunciada depois que entidades fiscalizadoras dos gastos públicos cobraram uma posição do tribunal, que se mantinha em silêncio sobre as denúncias. Diante das denúncias, o TCU optou pelo silêncio. O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Augusto Nardes, emitiu um único pronunciamento em que afirma que “tomou ciência das notícias veiculadas no último final de semana e irá emitir pronunciamento após avaliação”.

TSE CONSIDERA ELEITORAL PROPAGANDA DA PETROBRAS E MULTA GRAÇA FOSTER

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta quarta-feira (3), por quatro votos a três, multar a presidente da Petrobras, Graça Foster, por propaganda da estatal considerada pela Corte de caráter eleitoral. Na avaliação da maioria dos ministros, a propaganda, veiculada na TV, favoreceu a imagem do governo federal. A decisão da corte foi tomada após representações movidas pelo departamento jurídico da coligação “Muda Brasil”, de Aécio Neves (PSDB), contra Graça Foster, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann. Apesar da punição a Foster, Dilma e Traumann não foram penalizados. Em 10 de julho, o TSE concedeu a primeira liminar atendendo a pedido da coligação para que a propaganda fosse suspensa. Segundo a Petrobras, a publicidade foi retirada do ar no dia 11. No dia 13, a coligação entrou com uma segunda representação contra a propaganda, em razão de até aquele dia, segundo argumentou, a propaganda ainda estar sendo veiculada. A defesa da Petrobras argumentou aos ministros que a propaganda da gasolina S-50, com baixo teor de enxofre, foi “mercadológica” e focou-se em exaltar o produto fabricado pela Petrobras, e não a imagem do governo ou de membros da estatal. "A mensagem trazida no vídeo, direcionada ao consumidor, é clara ao exaltar o produto e não há promoção da Petrobras nem dos dirigentes da empresa. O que há é uma estratégia de marketing para elevar a venda da gasolina no mercado consumidor”, diz a defesa. O relator, ministro Admar Gonzaga, sugeriu a multa a Graça Foster em R$ 20 mil, mas o ministro Gilmar Mendes sugeriu multa máxima, no valor de R$ 106 mil. Ao proclamar o resultado final, após a votação de cada ministro, o presidente da corte, Dias Toffoli, determinou o valor da multa em R$ 106 mil para cada representação da coligação de Aécio Neves. Ou seja, a presidente da Petrobras deverá pagar um total de R$ 212 mil. Na avaliação de Dias Toffoli, a propaganda teve “repercussão enorme”, em razão de ter sido exibida em horário nobre. Na propaganda, com duração de 32 segundos, a Petrobras afirma que faz tudo para evoluir sempre e que, por isso, moderniza as refinarias. No texto da publicidade não há menção sobre a presidente Dilma ou o governo federal. "A gente faz tudo para evoluir sempre. Por isso, modernizamos nossas refinarias e hoje estamos fazendo uma gasolina com menos teor de enxofre. Um combustível com padrão internacional que já está nos postos do Brasil inteiro. Para levar o melhor para quem conta com a gente todos os dias: você", diz a propaganda.

PETROBRAS DECLARA COMERCIALIDADE DE TRÊS ÁREAS DO PRÉ-SAL

A Petrobras apresentou nesta quarta-feira à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a declaração de comercialidade das acumulações de petróleo e gás de Sul de Guará, Nordeste de Tupi e Florim, áreas previstas no contrato de cessão onerosa, localizadas no pré-sal da Bacia de Santos. De acordo com a estatal, na proposta encaminhada à ANP os nomes sugeridos para os novos campos foram Sul de Sapinhoá (Sul de Guará), Sépia (NE de Tupi) e Itapu (Florim). O volume contratado por meio da cessão onerosa para as três áreas, de 1,214 bilhão de barris de óleo equivalente, foi constatado na fase exploratória. Os reservatórios do pré-sal nestes campos são portadores de óleo de boa qualidade (entre 26° e 29° API), segundo comunicado distribuído nesta quarta-feira. A Petrobras, durante a execução do Plano Exploratório Obrigatório, adquiriu dados sísmicos 3D em todas as áreas, perfurou 3 poços obrigatórios e 2 adicionais, com o objetivo de delimitar e caracterizar os reservatórios das jazidas. Também foram realizados 3 testes de formação e 1 teste de longa duração para avaliar a produtividade dos reservatórios. Os novos campos de Sépia e Itapu estão localizados entre 185 km e 260 km da costa do Estado do Rio de Janeiro em profundidades de água entre 1.850 metros e 2.250 metros. O Campo Sul de Sapinhoá fica a cerca de 320 km da costa do Estado de São Paulo em profundidade de água entre 2.200 metros e 2.250 metros. A companhia está analisando as alternativas para o desenvolvimento da área de Sul de Guará (Campo de Sul de Sapinhoá) e informará a data de início de produção quando ocorrer a divulgação do Plano de Negócios e Gestão 2015-2019.

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO DIZ QUE CONSUMIDORES PERDERAM R$ 8,3 BILHÕES COM ATRASOS EM OBRAS DE ENERGIA

O Tribunal de Contas da União aprovou nesta quarta-feira um relatório que detalha a situação crítica do setor elétrico brasileiro e pede providências ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O texto, de relatoria do ministro José Jorge, é fruto de uma análise de mais se 700 empreendimentos do setor. Conclusão: os atrasos atingem quase 80% das obras de hidrelétricas e acarretaram um custo adicional de pelo menos 8,3 bilhões de reais ao consumidor desde 2009. Desse total, 3,5 bilhões ocorreram em 2013. Dentre outras medidas, o relatório pede que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel elaborem, em 90 dias, estudos que identifiquem a causa dos atrasos e permitam a adoção de cronogramas mais realistas nas próximas obras. Exige, também, que seja elaborado um plano de ação para evitar que haja, já em 2015, "restrição no escoamento da energia oriunda do Complexo do Madeira para as cargas das regiões Sudeste e Sul". O Tribunal de Contas da União também sugere que a Casa Civil redija um ato normativo para definir de forma mais clara a atribuição de cada ente federado na emissão de licenciamento ambiental. Um dos principais problemas detectados foi a falta de sincronia entre as obras de hidrelétricas e linhas de transmissão. Segundo o Tribunal de Contas da União, houve falta de planejamento e ausência de mecanismos adequados de monitoramento. A burocracia e a demora na emissão das licenças ambientais são outros fatores mencionados. O período médio de licenciamento foi de 716 dias, enquanto a duração das obras foi, em média, de 946 dias. Entre as obras de hidrelétricas, que são a maioria dos empreendimentos, 79% atrasaram - em média, o atraso chegou a oito meses. O percentual é de 75% nas termelétricas (onze meses de atraso em média) e de 88% nas eólicas (atraso de dez meses). Nas obras de linhas de transmissão, o atraso médio foi de quatorze meses. Ao todo, 83% dos empreendimentos desse tipo ficaram prontos fora do prazo. O descumprimento dos prazos de operação das usinas torna necessária a compra de energia de usinas térmicas, o que encarece os custos de operação do sistema. Outro problema frequente é a existência de usinas não devidamente atendidas por linhas de transmissão. Para cumprir o contrato, governo acaba pagando por uma energia que não utiliza.

LEWANDOWSKI DETERMINA QUE PAULO MALUF PRESTE DEPOIMENTO EM AÇÃO PENAL NO SUPREMO

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, determinou que o deputado Paulo Maluf (PP-SP) seja ouvido em 30 dias pela Justiça Federal em São Paulo. O depoimento do ex-prefeito de São Paulo faz parte da ação penal em que ele é acusado de lavagem de dinheiro, por suposto desvio de verba pública das obras da Avenida Águas Espraiadas. Em maio, na mesma ação, Lewandowski autorizou a Procuradoria-Geral da República a repatriar US$ 53 milhões que estão bloqueados no Exterior em contas pertencentes a Paulo Maluf. De acordo com a Procuradoria Geral da Repúblico, US$ 13 milhões estão bloqueados na Suíça; US$ 8 milhões, em Luxemburgo; US$ 5 milhões, na França; e US$ 27 milhões nas Ilhas Jersey.

MARINA SILVA DIZ QUE PROGRAMA MAIS MÉDICOS NÃO PODE SER PROGRAMA DEFINITIVO

Em encontro com a categoria médica, na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, a candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, afirmou que o programa Mais Médicos, bandeira do governo Dilma Rousseff para resolver o deficitário sistema de saúde pública brasileira, não pode ser um programa definitivo. “É uma medida que tem que ser entendida como complemento, e não como medida definitiva”, disse. "É um programa que ajuda nesse momento de crise, em função da deficiência do serviço de saúde. Lamentavelmente, há uma negligência que vem sendo praticada governo após governo, e nesse governo não é diferente", afirmou. Implantado há um ano, o Mais Médicos já repassou 2 bilhões de reais para a ditadura de Cuba – 80% dos médicos que integram o programa saíram da ilha dos irmãos Castro. Marina disse que o programa deverá ser mantido se for eleita, mas reforçou que é necessário formar médicos brasileiros para atender a população do País. Ao defender a formação de médicos e a ampliação do atendimento público de saúde, a ex-senadora relembrou sua história. "Eu sei como é sentir um problema de saúde e não ser atendida. Em apenas um ano, quando a malária e o sarampo acertaram a minha família, após a abertura da BR-364 (no Acre), eu vi falecer meu tio Xamã, minha avó Sofia, minhas duas irmãs e minha própria mãe e tantas outras pessoas da minha comunidade. Não havia ninguém para nos atender", lembrou. A candidata contou que já foi atendida no Hospital das Clínicas, mantido pela USP, o que a salvou da terceira hepatite. "Fui chegar aqui em São Paulo, depois de cinco malárias, para me tratar da minha terceira hepatite, essa, medicamentosa. Eu fui para o Hospital das Clínicas e entrou um médico com seus residentes e disse: 'Olha o que eu tenho aqui, um fígado da Amazônia'. Virei objeto de estudo", brincou. Durante sua fala, Marina reafirmou promessas de governo como: criar uma carreira para os médicos, universalizar o Sistema Único de Saúde (SUS) e destinar 10% da Receita Bruta Corrente para ações de saúde. Questionada sobre de onde tiraria os recursos, se ela elevaria impostos para garantir o dinheiro prometido, Marina voltou a repetir a fala de Eduardo Campos, seu ex-colega de chapa, morto em acidente aéreo no último dia 13. "Ninguém pergunta de onde vieram os 500 bilhões de reais que foram destinados ao BNDES", disse. Ela respondeu apenas que seu governo "fará as prioridades necessárias".

DESMATAMENTO CRESCE 9,8% EM UM ANO NA AMAZÔNIA

A Amazônia Legal perdeu 3.036 quilômetros quadrados de floresta entre agosto de 2013 e julho de 2014, conforme dados divulgados na segunda-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O desmatamento foi 9,8% maior que o registrado em igual período anterior. A área equivale a duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo, e seu desmatamento está relacionado principalmente às atividades agrícolas. Os dados do Inpe consideram tanto o desmatamento parcial, em que apenas parte da floresta permanece em pé, geralmente relacionado com a atividade madeireira, quando o corte raso, com a supressão total da mata para implantação de lavoura e pecuária. A Amazônia Legal inclui todos os Estados da Região Norte, além de parte do Mato Grosso e do Maranhão. Os números se baseiam no rastreamento feito pelo Deter, serviço de detecção de desmatamento realizado em tempo real pelo Inpe, com base em imagens de satélites de alta frequência. O Deter identifica áreas degradadas com mais de 25 hectares. Devido à ocorrência de nuvens, nem todo área desmatada é rastreada por satélite. Os Estados que mais desmataram foram o Pará, com 532 quilômetros quadrados, seguido pelo Mato Grosso, com 268 km2 e Rondônia, com 263 km2. O Estado de Amazonas aparece em quarto lugar, com 167 km2. Queimadas e atividades agropecuárias estão entre as principais causas da degradação. No caso do Amazonas, os desmatamentos ocorreram no extremo sul do Estado, nova fronteira agrícola do país. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), operações realizadas na região resultaram na prisão de uma grande quadrilha de desmatadores no sul do Pará. A expectativa é de que os números caiam nos próximos meses.

PESQUISAS IBOPE E DATAFOLHA VÃO DAR ÂNIMO AO PT: TUDO INDICA QUE CAIU A DIFERENÇA EM FAVOR DE MARINA SILVA. AVALIAÇÃO DO GOVERNO MELHORA NO IBOPE, E REJEIÇÃO À PETISTA CAI

Pois é… Tanto a pesquisa Datafolha como a pesquisa Ibope vão dar ânimo aos petistas, embora, segundo os dois institutos, se a eleição fosse hoje, Marina Silva (PSB) ainda se elegesse presidente da República. Em uma semana, houve uma movimentação relevante pró-Dilma nos dois institutos. O tucano Aécio Neves segue numa situação difícil em ambos. Vamos ver. Comecemos pelo Ibope.

Segundo o instituto, Dilma Rousseff cresceu três pontos e tem agora 37% das intenções de voto, contra 33% de Marina, que cresce quatro. Nesse levantamento, Aécio caiu de 19% para 15%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 514/2014. Os gráficos abaixo foram publicados no Estadão Online.
Os números se mexeram também no segundo turno: caiu a diferença entre Marina e Dilma. Há uma semana, era de nove pontos e agora está sem sete: a peessebista tinha 45%, e a petista, 36%. Agora, a primeira oscilou um ponto para cima e soma 46%, e a outra cresceu 3 e aparece com 39%. A variação entre as duas está dentro da margem de erro. 
IBOPE GRÁFICOS
Há outro dado que pode animar os petistas na pesquisa Ibope. A taxa de ótimo e bom do governo variou de 34% para 36% em uma semana; os que acham a administração ruim ou péssima oscilaram de 27% para 26%, e os que a veem como regular variaram de 36% para 37%. De julho para cá, a aprovação do governo cresceu cinco pontos (de 31% para 36%) e a reprovação caiu sete (de 33% para 36%).
Ibope Gráficos avaliação
A melhor de todas as notícias do Ibope, para Dilma, no entanto, está mesmo nos números da rejeição: em uma semana, esta teria caído cinco pontos: de 36% para 31%. O Ibope ouviu 2.506 pessoas em 175 municípios.
Datafolha
A pesquisa do Datafolha tem uma base bem mais ampla do que a do Ibope, está registrada do TSE sob o número 517/2014 e ouviu 10.054 indivíduos em 361 municípios. Os números são um pouco diferentes, mas as duas pesquisas apontam num mesmo sentido. Nesse caso, a diferença entre Dilma e Marina no primeiro turno é de apenas 1 ponto, com a candidata do PT numericamente à frente: 35% a 34% — há uma semana, ambas tinham 34%. A margem de erro também é de dois pontos para mais ou para menos. Nesse levantamento, Aécio oscilou de 15% para 14%. Vejam os gráficos publicados pela Folha.
Datafolha gráficos
Há uma semana, no Datafolha, a diferença de Marina para Dilma no segundo turno era de 10 pontos; agora, está em 7%, embora as duas tenham variado na margem de erro. Ocorre que Marina oscilou dois pontos para baixo, e Dilma, um ponto para cima.
Datafolha gráficos segundo turno
A Folha Online não divulgou os dados da avaliação do governo a rejeição aos candidatos.
A eleição ainda está muito longe, e o PT tem uma máquina poderosa, que agora está mobilizada contra Marina. Por razões óbvias, ela passou a ser alvo também das críticas de Aécio. Nesta primeira semana de embates explícitos, a única beneficiária, tudo indica, foi Dilma.
Atenção! Ter uma estrutura partidária faz grande diferença nessa fase. Por Reinaldo Azevedo

MALUF DIZ FICAR ENVAIDECIDO DE SER CHAMADO DE "SR. PROPINA" E, ELOGIANDO DILMA, AFIRMOU SER "COMUNISTA PERTO DO PT DE HOJE"

Na semana em que teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) realizou uma carreata nesta quarta-feira (3) com direito a fogos de artifício, chuva de papel picado e carro de som na zona leste da capital paulista.

O ex-prefeito de São Paulo, que foi chamado de “Mr. Kickback” –ou “Sr. Propina”, na tradução livre– em uma campanha mundial contra corrupção, lançada na terça-feira pela organização não governamental suíça Transparência Internacional, afirmou que fica até “envaidecido de estar importunando uma entidade européia”.
“De uma certa maneira, eu fico até envaidecido de estar importunando uma ONG na Europa. Eu pensava que só importunava picaretas brasileiros, mas agora eu vejo que importuno picareta da Suíça”, disse.
De acordo com ele, membros da organização suíça estariam sendo processados por “coisas indecorosas”. “Eu recebi uma informação de que dois diretores deles estão sendo processados por coisas indecorosas. Eu não me incomodo com isso”, afirmou Maluf, que disse também ficar “envaidecido” de ver seu “trabalho dar coceira em pessoas que vivem na Europa”.
A campanha intitulada “Desmascare a Corrupção”, que tem como objetivo pressionar o governo suíço a mudar a legislação sobre sigilo bancário no país, Maluf é acusado de ter desviado US$344 milhões (ou o equivalente a R$ 770 milhões) durante seu mandato como prefeito de São Paulo (1993-1997). O ex-prefeito sempre negou as acusações de corrupção.
Aniversário:
No dia em que o parlamentar completa 83 anos, um carro de som com o logotipo “Loucuras de Amor” o esperava no ponto de encontro para o início da carreata. Na sua chegada, foi tocada a música “Parabéns da Xuxa”. (…)
Comunista
O ex-prefeito de São Paulo também elogiou a presidente Dilma Rousseff e disse que admira o PT porque tornou-se um partido de “centro para centro-direita”. “Eu me sinto comunista perto do PT de hoje”, afirmou. (…)
Voltei
Dizer o quê? Cada um sabe do que se orgulha, não é mesmo? O de Maluf é absolutamente justificado! Por Reinaldo Azevedo

NO ÚLTIMO ENCONTRO ANTES DAS ELEIÇÕES, COPOM MANTÉM A TAXA SELIC EM 11% AO ANO

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reiterou o fim do aperto monetário dos últimos 15 meses e manteve a taxa Selic em 11% ao ano. A decisão foi unânime, sem viés - ou seja, é válida até o próximo encontro, em 28 e 29 de outubro. Trata-se da terceira vez que o Comitê mantém o juro básico da economia em 11%. A Selic chegou em tal patamar na reunião de abril deste ano. A autoridade monetária iniciou a trajetória de subida em abril do ano passado, quando a taxa de juros passou de 7,25% (mínima histórica) para 7,5%. No governo de Dilma Rousseff, que assumiu a presidência com a Selic a 10,75%, a maior taxa, de 12,5%, foi vista em julho de 2011. Em nota divulgada logo após a reunião, o Banco Central afirmou que "avaliando a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11% ao ano". Votaram por essa decisão o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e os diretores Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques. Desde maio, os analistas contam com a manutenção da taxa Selic em 11% para ancorar suas expectativas. Contudo, ainda que o Banco Central mantenha a taxa estável, sinalizando dificuldades em conter o avanço da inflação, a autoridade tem usado outras medidas de estímulo monetário em um intento de expandir o crédito. Em apenas um mês, o Banco Central viabilizou a injeção de até 70 bilhões de reais na economia ao liberar depósito compulsório dos bancos. A atitude do Banco Central foi aplaudida pelos bancos, mas criticada por economistas, que afirmam ser contraditório, por um lado, restringir o consumo ao subir juros e, por outro, estimulá-lo ao liberar o compulsório. Os depósitos são a contribuição obrigatória que os bancos fazem junto ao Banco Central, cuja alíquota é calculada com base no volume de depósitos feitos à vista e à prazo nas instituições. A obrigação reduz o risco sobre o sistema financeiro e pode ser usada como ferramenta de política monetária. Ao reduzir a taxa do compulsório, o Banco Central permite a liberação automática de mais dinheiro para que os bancos possam emprestar a seus clientes. Quando a taxa aumenta, há um aperto monetário e tendência à redução da oferta de crédito. A primeira liberação do compulsório em 2014 ocorreu dois dias após a divulgação da ata da reunião de julho do Copom, o que intensificou ainda mais as críticas. Em uma situação inédita, o papel do Banco Central tem sido amplamente discutido no debate eleitoral. A perda de autonomia da autoridade monetária durante o governo Dilma, o que resultou na queda forçada dos juros para a taxa mínima histórica de 7,5%, fez com que o Banco Central perdesse credibilidade em meados de 2012. Desde então, ainda que uma política de aperto monetário tenha sido colocada em prática, a inflação tem se mantido sempre acima do centro da meta.

OBRA DA COPA ESTÁ QUASE PARANDO EM CUIABÁ

Está suspenso há mais de um mês o pagamento pelas obras de construção da Avenida Parque do Barbado, em Cuiabá. Prevista para a mobilidade urbana da cidade na época da Copa do Mundo, a obra - já atrasada - tem avançado em ritmo reduzido e tende a parar, segundo informou a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) nesta quarta-feira (3). O motivo da medida seriam irregularidades na modalidade de pagamento usada pelo governo do Estado. A situação foi revelada nesta quarta-feira pela publicação no Diário Oficial do Estado de um termo de suspensão do prazo de execução do projeto. Assinado no último dia 29, o termo é retroativo à data de 1° de agosto. A Avenida Parque foi concebida para facilitar o fluxo de veículos na região de acesso à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e promover ligação entre as avenidas Fernando Corrêa da Costa e Archimedes Pereira Lima. A obra foi licitada pela Secopa por R$ 23 milhões e o último prazo estabelecido para a conclusão é 16 de outubro deste ano. Os trabalhos são de responsabilidade do consórcio Guaxe-Encomind. De acordo com a Secopa, a suspensão do pagamento foi determinada em notificação recomendatória feita pela promotora Ana Cristina Bardusco. Na notificação, a promotora aponta irregularidades na utilização de um convênio de transferência de crédito outorgado firmado entre o estado, a Petrobrás e empresas prestadoras de serviço com base no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No caso, o termo prevê que a empresa estatal seja a fonte de recursos para pagamento das medições da obra da Avenida Parque às empresas prestadoras de serviço por intermédio da Secretaria de Transportes e Pavimentação Urbana (Setpu).

LIDER DO PT DIZ QUE PESQUISA IBOPE DÁ UM "GÁS GIGANTESCO"

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), comemorou o resultado da pesquisa Ibope, encomendada pelo Estadão e Rede Globo. A sondagem mostrou que, no primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff cresceu de 34% para 37%, empatada tecnicamente com Marina Silva, que subiu de 29% para 33%. O tucano Aécio Neves caiu de 19% para 15%. No confronto direto do segundo turno, Marina Silva bate Dilma por 46% a 39%, reduzindo a diferença anterior, de 45% a 36%. "O resultado revigora a militância e vai dar um gás gigantesco", disse o líder petista, que também coordena a campanha de Dilma em Pernambuco. Para Humberto Costa, a pesquisa anterior, divulgada na semana passada, ainda estava sob o efeito de uma novidade, que foi o surgimento da candidatura de Marina Silva. Ele disse que inicialmente a candidata do PSB fazia um discurso "muito marcado pela generalidade". "Isso fazia com que as pessoas aderissem sem uma reflexão maior", afirmou. "A partir do momento em que ela começa a ser questionada, assim como seu programa de governo, a dúvida ressurge e eu acredito que daqui para frente esse questionamento e essa reflexão vão aumentar", destacou. O líder do PT atribuiu o crescimento de Dilma à propaganda eleitoral, que tem mostrado as ações e realizações do governo. Ele disse que os programas, que começaram a ir ao ar em meados do mês, não têm efeito imediato. Costa disse não ter considerado um "erro" o programa eleitoral de Dilma veiculado na quarta-feira, que comparou Marina Silva aos ex-presidentes Fernando Collor e Jânio Quadros. Ambos não conseguiram completar os mandatos. "Não acho que foi um erro, mas acho que tem que ser uma coisa mais explicada, porque foram situações diferentes", disse, ao destacar que é importante mostrar que, sem uma base social, partidária e força no Congresso Nacional, não se governa. O petista disse que o tom da campanha na TV deve fazer o debate político e racional, tomando cuidado para não usar "argumentos que não são efetivamente convincentes". Segundo ele, é preciso mostrar as diferenças das propostas de visão de Brasil e debater a governabilidade. Em relação aos ataques, disse que é preciso ter cautela, uma vez que Marina Silva é "craque em se vitimizar".

IBOPE APONTA QUE REJEIÇÃO DE DILMA ROUSSEFF É DE 31% E A DE MARINA SILVA APENAS 12%

Pesquisa Ibope encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo mostra uma queda na taxa de rejeição da candidata Dilma Rousseff (PT) de 36% para 31% da semana passada para cá. A taxa de rejeição da candidata Marina Silva (PSB) oscilou de 10% para 12% no mesmo período. A rejeição ao candidato Aécio Neves (PSDB) se manteve em 18%. A avaliação ótima ou boa da atual gestão saiu de 31% em julho para 34% em agosto e 36% neste início de setembro. Segundo a pesquisa, 18% dos eleitores não votariam de jeito nenhum no pastor Everaldo, 12% em Levy Fidelix (PRTB), 11% em Zé Maria (PSTU) e Eymael (PSDC). A taxa de rejeição a Luciana Genro (PSOL) e Mauro Iasi (PCB) é 10% e a de Eduardo Jorge (PV), 7%; 12% disseram que poderiam votar em todos e 15% não sabem ou não responderam. A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira também mostra uma leve melhora na avaliação do governo Dilma Rousseff. A avaliação ótima ou boa da atual gestão saiu de 31% em julho para 34% em agosto e 36% neste início de setembro. A avaliação regular do governo está praticamente estável: ficou em 36% em julho e agosto e está em 37% agora. A avaliação ruim ou péssima passou de 33% em julho para 27% em agosto e 26% agora.

CADU É INDICIADO POR DOIS CRIMES E TEM PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA

O Tribunal de Justiça de Goiás decretou, nesta quarta-feira (3), a prisão preventiva de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 29 anos. A Polícia Civil concluiu os inquéritos contra o rapaz e o indiciou pelos crimes de latrocínio (que é roubo seguido de morte) e de tentativa de latrocínio, em Goiânia. Assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas e o filho dele, Raoni Vilas Boas, em Osasco (SP), Cadu estava em liberdade desde agosto de 2013, mas voltou a ser preso no início desta semana. Ele é suspeito de balear o agente penitenciário Marcos Vinícius Lemes da Abadia, de 45 anos, durante um assalto, no dia 28, e de matar o estudante de direito Mateus Pinheiro de Morais, de 21 anos, no último domingo (31), na capital goiana. Cadu foi encaminhado para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia , na Região Metropolitana. Após ouvir novas testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança, os indícios apontam que Cadu efetuou os disparos que mataram o universitário, segundo o delegado responsável pelo caso, Thiago Damasceno. De acordo com ele, Cadu foi reconhecido por pessoas que estavam no local no momento no crime. Mateus foi baleado ao deixar a namorada em casa. Imagens registraram quando ele, já ferido, entrou no prédio para pedir ajuda. Ele já tinha sido indiciado por tentativa de latrocínio, receptação e porte ilegal de arma de fogo, pelo crime cometido contra o agente prisional. Cadu foi preso após uma perseguição policial na tarde de segunda-feira, em Goiânia. De acordo com o delegado Thiago Damasceno, ele dirigia um carro roubado quando foi abordado. Esse veículo havia sido levado durante o assalto que terminou na morte do estudante de direito. No momento em que foi abordado pela polícia, conforme o delegado, Cadu reagiu à e começou a atirar contra os policiais. Ele, inclusive, pulou do carro em movimento, de acordo com Damasceno. Ninguém ficou ferido na troca de tiros. Em seguida, tentou fugir, mas foi rendido por policiais militares que passavam pelo local. Com ele, a polícia apreendeu um revólver calibre 38 prateado, mesma descrição da arma que matou o rapaz. Em 2010, Cadu confessou ter matado o cartunista Glauco Vilas Boas e o filho dele, Raoni Vilas Boas, no sítio das vítimas, em Osasco (SP). Apesar disso, estava em liberdade porque é esquizofrênico e a Justiça o considerou inimputável, ou seja, incapaz de perceber a gravidade de seus atos. A doença mental não tem cura, mas tem controle, desde que seja tratada. Incluído no Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator (Paili), em Goiânia, onde a família dele mora, Cadu passou por tratamento em uma clínica psiquiátrica, mas, em agosto de 2013, a Justiça de Goiás considerou que ele podia receber alta médica. A decisão foi tomada pela juíza Telma Aparecida Alves, da 4ª Vara de Execuções Penais.

PESQUISA DATAFOLHA APONTA DILMA COM 35%, MARINA SILVA COM 34% E AÉCIO NEVES COM 14%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (3) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 35%
- Marina Silva (PSB): 34%
- Aécio Neves (PSDB): 14%
- Pastor Everaldo (PSC): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- José Maria (PSTU): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%*
- Eymael (PSDC): 0%*
- Levy Fidelix (PRTB): 0%*
- Mauro Iasi (PCB): 0%*
- Branco/nulo/nenhum: 6%
- Não sabe: 7%
* Cada um dos quatro indicados com 0% não atingiu 1% das intenções de voto; somados, eles têm 1%
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 29 de agosto, Dilma tinha 34%, Marina, 34%, e Aécio Neves, 15%. O levantamento indica que, em um eventual segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PSB venceria a do PT por 48% a 41% (na semana passada, venceria por 50% a 40%). Na simulação de segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 49% a 38% (na semana anterior, era 48% a 40%). Pela primeira vez, o instituto fez uma simulação entre Marina e Aécio. O resultado foi 56% a 28% para a candidata do PSB. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha ouviu 10.054 eleitores em 361 municípios entre 1 a 3 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00517/2014.

COM AÉCIO NEVES EM DECLÍNIO, TUCANOS CRITICAM SEU MARQUETEIRO

Com dificuldades em avançar na disputa presidencial, a condução do marketing de campanha de Aécio Neves (PSDB), pelo marqueteiro Paulo Vasconcelos, passou a ser alvo de críticas de setores do próprio partido. Um dos poucos a falar abertamente sobre os contratempos enfrentados até então, o presidente estadual do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana, admitiu a ocorrência de erros no reduto eleitoral de Aécio Neves. “A campanha estadual não defendeu o legado do Aécio Neves. E nós tivemos uma passividade. A nossa campanha não foi na linha correta de se ancorar no legado, o que permitiu o surgimento de mentiras e inverdades. O Fernando Pimentel (candidato do PT ao governo de Minas) está prometendo o que já existe, o que já fizemos e a campanha não está tendo uma ação firme de ataque e defesa. Foi um erro aqui da nossa campanha que está sendo corrigido”, disse Pestana. A avaliação é de que a equipe de comunicação da campanha nacional erra ao apresentar propostas de forma genérica, esquecendo-se de regionalizá-las. Uma das consequências seria um distanciamento dos eleitores com o discurso de Aécio Neves. As reclamações já começam a chegar ao candidato. De acordo com um integrante da cúpula do PSDB, nos últimos dias alguns governadores do partido passaram a ligar diretamente para Vasconcelos para sugerir alterações na propaganda nacional. Aécio Neves também tem sido procurado pessoalmente com pedidos de mudanças. Há demandas, em especial dos diretórios regionais, para que Aécio Neves grave vídeos específicos para o eleitorado de cada Estado. Seria uma forma de aproximá-lo da realidade de cada local. Reclama-se também da falta de integração do discurso entre as campanhas estadual e nacional. A busca por uma reação do PSDB em Minas Gerais também tem como finalidade evitar uma dupla derrota de Aécio Neves no Estado. As últimas pesquisas colocam o tucano em empate técnico com a presidente Dilma Rousseff (PT) nas intenções de votos na região. Além disso, o seu candidato ao governo local, Pimenta da Veiga (PSDB), está em segundo lugar na corrida eleitoral com 23%, atrás de Fernando Pimentel, que tem hoje 37% das intenções de votos. Na análise de Marcus Pestana, a campanha no âmbito nacional deve deixar de fazer a apresentação de Aécio e iniciar uma nova etapa de “polarização”. Para o dirigente, é necessário que se tenha uma “pegada” igual à usada pelos marqueteiros de outros países. “Essa fórmula do marketing brasileiro está esgotada. Tenho amigo publicitário que é argentino que disse que, na Argentina, é pancadaria para todo lado e ganha quem ficar de pé. Nos Estados Unidos também, lá não há uma agenda propositiva, proposta de governo, é para falar mal do adversário, ou seja, polarização. A desconstrução não tem a ver com baixaria, com mentira, mas tem a ver com politização, oferecer o melhor argumento”, ressaltou. A polarização pretendida deve ser feita com Dilma e Marina Silva (PSB), que hoje aparecem na liderança da corrida presidencial, empatadas com 34% das intenções de votos. “Não estamos mais na fase do ‘bem-vindos’ ou do ‘venha discutir o Brasil’”, disse em referência ao mote apresentado nos programas de rádio e TV da campanha presidencial do PSDB. “Vamos polarizar e oferecer argumentos. Você tem uma candidata que é a continuidade do que está dando errado, que está levando o País para o abismo, que é a Dilma. Por outro lado, mais de 70% acham que têm que mudar. Aí há duas opções: Marina e Aécio. Marina é o sonho que pode virar pesadelo". Outra preocupação nos Estados, segundo relatos de alguns dirigentes do PSDB, é a de manter a militância “aguerrida” diante do quadro adverso. Segundo um candidato a governador, um primeiro impacto sentido no dia a dia com os últimos resultados das pesquisas foi o “sumiço” da menção de Aécio nos discursos dos candidatos locais do partido. Isso tem sido agravado, segundo a mesma fonte, com a falta de material de publicidade. Coordenador da campanha no Acre, Marcelli Tomé, diz que as pesquisas deixaram a militância no Estado “assustada”. “Dentro do comitê, o pessoal ficou triste, meio assustado”, ressaltou ele, que, apesar disso, afirma acreditar em uma virada.

COM AÉCIO NEVES EM DECLÍNIO, TUCANOS CRITICAM SEU MARQUETEIRO

Com dificuldades em avançar na disputa presidencial, a condução do marketing de campanha de Aécio Neves (PSDB), pelo marqueteiro Paulo Vasconcelos, passou a ser alvo de críticas de setores do próprio partido. Um dos poucos a falar abertamente sobre os contratempos enfrentados até então, o presidente estadual do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana, admitiu a ocorrência de erros no reduto eleitoral de Aécio Neves. “A campanha estadual não defendeu o legado do Aécio Neves. E nós tivemos uma passividade. A nossa campanha não foi na linha correta de se ancorar no legado, o que permitiu o surgimento de mentiras e inverdades. O Fernando Pimentel (candidato do PT ao governo de Minas) está prometendo o que já existe, o que já fizemos e a campanha não está tendo uma ação firme de ataque e defesa. Foi um erro aqui da nossa campanha que está sendo corrigido”, disse Pestana. A avaliação é de que a equipe de comunicação da campanha nacional erra ao apresentar propostas de forma genérica, esquecendo-se de regionalizá-las. Uma das consequências seria um distanciamento dos eleitores com o discurso de Aécio Neves. As reclamações já começam a chegar ao candidato. De acordo com um integrante da cúpula do PSDB, nos últimos dias alguns governadores do partido passaram a ligar diretamente para Vasconcelos para sugerir alterações na propaganda nacional. Aécio Neves também tem sido procurado pessoalmente com pedidos de mudanças. Há demandas, em especial dos diretórios regionais, para que Aécio Neves grave vídeos específicos para o eleitorado de cada Estado. Seria uma forma de aproximá-lo da realidade de cada local. Reclama-se também da falta de integração do discurso entre as campanhas estadual e nacional. A busca por uma reação do PSDB em Minas Gerais também tem como finalidade evitar uma dupla derrota de Aécio Neves no Estado. As últimas pesquisas colocam o tucano em empate técnico com a presidente Dilma Rousseff (PT) nas intenções de votos na região. Além disso, o seu candidato ao governo local, Pimenta da Veiga (PSDB), está em segundo lugar na corrida eleitoral com 23%, atrás de Fernando Pimentel, que tem hoje 37% das intenções de votos. Na análise de Marcus Pestana, a campanha no âmbito nacional deve deixar de fazer a apresentação de Aécio e iniciar uma nova etapa de “polarização”. Para o dirigente, é necessário que se tenha uma “pegada” igual à usada pelos marqueteiros de outros países. “Essa fórmula do marketing brasileiro está esgotada. Tenho amigo publicitário que é argentino que disse que, na Argentina, é pancadaria para todo lado e ganha quem ficar de pé. Nos Estados Unidos também, lá não há uma agenda propositiva, proposta de governo, é para falar mal do adversário, ou seja, polarização. A desconstrução não tem a ver com baixaria, com mentira, mas tem a ver com politização, oferecer o melhor argumento”, ressaltou. A polarização pretendida deve ser feita com Dilma e Marina Silva (PSB), que hoje aparecem na liderança da corrida presidencial, empatadas com 34% das intenções de votos. “Não estamos mais na fase do ‘bem-vindos’ ou do ‘venha discutir o Brasil’”, disse em referência ao mote apresentado nos programas de rádio e TV da campanha presidencial do PSDB. “Vamos polarizar e oferecer argumentos. Você tem uma candidata que é a continuidade do que está dando errado, que está levando o País para o abismo, que é a Dilma. Por outro lado, mais de 70% acham que têm que mudar. Aí há duas opções: Marina e Aécio. Marina é o sonho que pode virar pesadelo". Outra preocupação nos Estados, segundo relatos de alguns dirigentes do PSDB, é a de manter a militância “aguerrida” diante do quadro adverso. Segundo um candidato a governador, um primeiro impacto sentido no dia a dia com os últimos resultados das pesquisas foi o “sumiço” da menção de Aécio nos discursos dos candidatos locais do partido. Isso tem sido agravado, segundo a mesma fonte, com a falta de material de publicidade. Coordenador da campanha no Acre, Marcelli Tomé, diz que as pesquisas deixaram a militância no Estado “assustada”. “Dentro do comitê, o pessoal ficou triste, meio assustado”, ressaltou ele, que, apesar disso, afirma acreditar em uma virada.

CAMPANHA DE DILMA ARRECADOU R$ 123 MILHÕES EM AGOSTO

A campanha da presidente e candidata à reeleição divulgou nesta quarta-feira, 03, que a Coligação com a Força do Povo arrecadou R$ 123.307.942,74 no mês de agosto e gastou R$ 56.194.961,89. Em nota, o coordenador financeiro da campanha, Edinho da Silva, atribui a boa arrecadação à "confiança que o empresariado brasileiro" tem no governo Dilma. "O governo Dilma está tomando as medidas necessárias que precisam ser tomadas perante a crise, sem gerar recessão, sem gerar desemprego e sinalizando para o futuro com várias iniciativas importantes, como o programa de concessões, o PAC 3, o Minha Casa Minha Vida 3", afirmou. De acordo com Edinho, que recentemente divulgou um vídeo na internet pedindo contribuições de pessoas físicas para a campanha, ao conversar com os empresários e explicar o que está sendo feito pelo governo, eles "contribuem". "Eles preferem a Dilma com a austeridade, com a seriedade e a firmeza com que ela conduz o governo, do que uma aventura, algo que eles não possam ter garantia de para onde vai o Brasil", disse, sem citar diretamente a adversária Marina Silva (PSB).

ARGENTINA SUGERE FRANÇA COMO ALTERNATIVA PARA PAGAMENTO DE DÍVIDA

A maioria dos parlamentares da Argentina deveria apontar nesta quarta-feira Paris como alternativa para a sede do pagamento da dívida do país latino-americano. "Durante o debate desta quarta-feira, a bancada governista propôs acrescentar a França como alternativa, além da Argentina, como sede de cobrança para os credores". A expectativa é de que o debate entre a base de apoio a Kirchner, que é a maioria, e seus opositores se prolongue até esta quinta-feira, em meio à deterioração do cenário econômico argentino. A presidente peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner sugere transferir a sede do pagamento da dívida do Bank of New York (BoNY) para Buenos Aires, Paris ou outro lugar escolhido pelos credores, com o objetivo de por fim ao calote anunciado em julho, após decisão do juiz norte-americano Thomas Griesa. A corte americana decidiu impedir o pagamento dos juros da dívida argentina a todos os seus credores, caso o país não se disponha a pagar também os chamados fundos abutres, que são aqueles que não aceitaram a reestruturação da dívida do país após o calote ocorrido no início dos anos 2000. A Argentina chegou a depositar 539 milhões de dólares aos credores que aceitaram a reestruturação da dívida em 2005 e em 2010. Griesa, no entanto, ordenou o bloqueio do pagamento para pressionar o país a cumprir suas obrigação com todos os credores, incluindo os chamados fundos abutres. O valor total da dívida chega a 1,33 bilhão de dólares.

USINA SANTO ANTÔNIO PEDE PRAZO MAIOR PARA PAGAR DÍVIDAS

A Santo Antônio Energia, concessionária responsável pela usina hidrelétrica Santo Antônio, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um prazo maior para pagar as dívidas contraídas com a compra de energia no mercado de curto prazo, informou nesta quarta-feira o presidente da empresa, Eduardo de Melo Pinto. Os débitos, de aproximadamente 860 milhões de reais, referentes às operações de julho, vencem na próxima segunda-feira. Com o atraso nas obras da usina, o consórcio se viu obrigado a comprar energia no mercado à vista, que é mais caro, para arcar com os contratos firmados anos antes. A empresa questiona o valor na Justiça, alegando que ficou 63 dias com as obras paralisadas devido a greves. As dívidas contraídas por causa de tais problemas não seriam de sua responsabilidade, segundo a empresa. Outro questionamento refere-se ao pagamento pelo não cumprimento do chamado Fator de Indisponibilidade, que a obriga a manter suas turbinas gerando 99,5% do tempo. Os sócios da Santo Antônio Energia vão discutir nesta sexta-feira, em Assembléia Geral Extraordinária, se farão ou não aporte na companhia. A construção da usina está em sua fase final, com 31 das 50 turbinas em operação. Desde que começou a operar, Santo Antônio não tem conseguido produzir toda a energia que deveria entregar. Amparada por liminares que perderam a validade e alegando falta de recursos, em 21 de agosto, a concessionária depositou 120 milhões de reais como garantia para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Mas a despesa totalizava 1 bilhão de reais. No dia seguinte, a CCEE incluiu a usina na lista de inadimplentes do mercado. A consequência disso é que os contratos foram cortados, de forma que os credores terão de assumir a dívida da usina. A Santo Antônio Energia terá de entregar a usina até o fim de 2015 e a obrigação comercial de gerar a energia que vendeu a seus clientes.

FRANÇA SUSPENDE ENTREGA DE NAVIO DE GUERRA PARA A RÚSSIA

O gabinete do presidente da França, François Hollande, anunciou a suspensão temporária da entrega de um navio porta-helicópteros para a Rússia em retaliação ao apoio russo aos separatistas no leste da Ucrânia. O anúncio foi feito na véspera do início de uma reunião de cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Newport, no País de Gales. O gabinete de Hollande disse que "as condições que permitiriam à França autorizar a entrega do primeiro navio não foram cumpridas". O contrato, assinado em 2011, prevê a construção dos dois navios, ao custo estimado de 1,2 bilhão de euros. A entrega do primeiro navio, batizado Vladivostok - que já está praticamente finalizado - estava marcada para outubro deste ano e a do segundo, o Sebastopol, para 2015. Cada navio tem capacidade de transportar dezesseis helicópteros, tropas e veículos blindados. Há meses o governo Hollande vinha hesitando em tomar tal medida, mesmo com a escalada das agressões da Rússia na Ucrânia. Deputados americanos chegaram a fazer apelos públicos para que a França suspendesse o contrato. Representantes da União Européia fizeram pedidos semelhantes, mas a França afirmava que os navios já haviam sido pagos e que as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e pela União Européia a Moscou não eram retroativas. Em março, o vice-ministro da Defesa da Rússia, Yuri Borisov, chegou a afirmar que uma pesada indenização seria exigida, além da devolução dos gastos pelos navios caso a compra fosse cancelada. Além da construção, o contrato prevê o treinamento das tripulações russas que vão operar as embarcações e a transferência de tecnologia. Alguns marinheiros russos já estão na França para começar a aprender sobre o funcionamento do primeiro navio.

OFENSAS RACISTAS DA TORCIDA GREMISTA ELIMINAM O CLUBE DA COPA BRASIL

As ofensas racistas sofridas pelo goleiro Aranha, do Santos, provocaram a mais rigorosa punição já adotada em um caso desse tipo no País. Em julgamento realizado nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, a 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), decidiu, depois de uma sessão que durou quase quatro horas, pela eliminação do Grêmio da Copa do Brasil, responsabilizando o clube gaúcho pela conduta de seus torcedores. Como cabe recurso, o caso ainda terá uma decisão final no Pleno, a última instância do tribunal, possivelmente dentro das próximas duas semanas. O Santos venceu o jogo de ida, na Arena do Grêmio, por 2 a 0, e a partida de volta, inicialmente marcada para esta quarta-feira à noite, com mando da equipe paulista, já estava cancelada por causa do julgamento. Além de ter sido punido com a desclassificação, o clube gaúcho ainda foi multado em 50.000 reais. Os torcedores gremistas que foram identificados como responsáveis pelas ofensas raciais estão proibidos de frequentar os estádios por 720 dias. "O preconceito é uma erva daninha que tem se espalhado pelo Brasil e tem de ser eliminada", afirmou o relator do processo, Francisco Pessanha Filho, ao abrir os votos pedindo a exclusão do Grêmio da competição. Ele afirmou ainda que a conduta dos torcedores que apelaram às ofensas racistas para provocar o goleiro Aranha estão "manchando a história do clube". Também julgado nesta quarta-feira, o árbitro do jogo, Wilton Pereira Sampaio, foi suspenso por 45 dias e multado em 800 reais. Seus dois auxiliares na partida, Kleber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock, foram suspensos por 30 dias e multados em 500 reais. A arbitragem não percebeu as ofensas racistas da torcida e inicialmente repreendeu o goleiro Aranha por ter se queixado do comportamento dos gremistas.

PESQUISA IBOPE - DILMA RECUPERA 3 PONTOS, MAS MARINA MANTÉM FAVORITISMO NO SEGUNDO TURNO

A presidente Dilma Rousseff (PT) recuperou três pontos em uma semana e chegou a 37% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, Marina Silva (PSB) cresceu quatro pontos e foi a 33%. As duas estão empatadas tecnicamente, no limite da margem de erro: Dilma teria no mínimo 35%, que é o máximo a que Marina poderia chegar. Na simulação de segundo turno, Marina lidera com sete pontos de vantagem: tem 46% contra 39%. Antes, estava 45% a 36%. É o que mostra pesquisa Ibope feita para o Estado e para a Rede Globo. As entrevistas foram feitas entre domingo e terça-feira. Aécio Neves (PSDB) caiu quatro pontos em uma semana, de 19% para 15%. O Pastor Everaldo (PSC) continua com 1%. Nenhum outro candidato atingiu 1%, mas os nanicos somados chegam a 2%. Os votos brancos e nulos continuam em 7%, e os indecisos caíram de 8% para 5%. A recuperação de Dilma se explica por mais uma pequena melhora na avaliação de seu governo. A taxa de ótimo e bom passou de 34% para 36% em uma semana, segundo o Ibope. Os que consideram a administração ruim ou péssima oscilaram de 27% para 26%, e os que a vêem como regular passaram de 36% para 37%.
Se for considerada a pesquisa de julho do Ibope, feita antes do início do horário eleitoral na TV e no rádio, a aprovação ao governo subiu cinco pontos porcentuais, de 31% para 36%. Enquanto isso, a taxa de ruim e péssimo caiu sete pontos, de 33% para 26%. Tudo isso provavelmente por efeito da propaganda da petista, que ocupa quase metade do horário eleitoral. Outro sinal no mesmo sentido é que a rejeição a Dilma caiu cinco pontos na última semana, de 36% para 31%. Ao mesmo tempo, a de Marina foi de 10% para 12%, e a de Aécio permanece em 18%. Dilma e Marina estão rigorosamente empatadas no eleitorado feminino: 35% a 35%. Entre os homens, porém, a petista ainda tem oito pontos de vantagem: 39% a 31%. A candidata do PSB colhe seus melhores resultados no eleitorado de até 24 anos (37%), com curso superior (37%) e da região Sul (40%). Entre os evangélicos, ela chega a 43%. Já a atual presidente tem melhor desempenho entre os que têm 55 anos ou mais (41%), quatro anos de estudo (50%) e vivem no Nordeste (48%). A pesquisa Ibope também mostra uma consolidação das intenções de voto. Na pesquisa espontânea, feita antes de o entrevistador mostrar ao eleitor a cartela circular com os nomes dos candidatos, Dilma cresceu de 27% para 31%, e Marina, de 18% para 25%. Aécio passou de 12% para 11%. Os eleitores sem candidato (brancos, nulos e indecisos) caíram de 40% para 34%. É mais difícil mudar o voto de quem diz o nome do seu candidato espontaneamente. A pesquisa foi feita entre domingo e terça-feira. Foram feitas 2.506 entrevistas face a face, em 175 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo Estado e pela Rede Globo. Está registrada no TSE com o número BR-00514/2014.

GOVERNO LULA PERMITIA QUE PARTIDOS POLÍTICOS INDICASSEM DIRIGENTES PARA OBTER "AJUDA", AFIRMA O PETISTA ILDO SAUER

Envolvido no processo que investiga a polêmica compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, o ex-diretor de Gás e Energia da Petrobrás, o petista Ildo Sauer, quebrou o silêncio e admitiu que "o governo de coalizão" do presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.) permitia que partidos indicassem dirigentes para obter "ajuda". Ildo Sauer é um trotskista do PT. Durante o processo do Mensalão do PT, ele costumava reunir artistas e intelectuais, no apartamento-mansão funcional da Petrobras, no Rio de Janeiro, em solidariedade ao bandido petista mensaleiro José Dirceu. Segundo ele, "o folclore" na Petrobrás era que Lula estava impressionado com a contribuição do ex-diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa, atualmente preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-diretor classifica ainda como "piada" o argumento da presidente Dilma Rousseff, que na época presidia o conselho de administração da estatal, de que aprovou a aquisição de Pasadena com base em um resumo executivo falho, conforme a própria presidente afirmou ao Estado, em março, por meio de nota. Na entrevista, Sauer afirma que a presidente Dilma se notabiliza por procurar um culpado sempre que aparece um problema e conta que a relação entre a direção da Petrobrás e o governo era tensa.
- O senhor teve acesso ao resumo executivo para compra da refinaria de Pasadena feito por Cerveró?
- O sumário executivo serve como notícia de que há uma pauta. Os membros do conselho e mais ainda o presidente (do órgão) têm acesso a toda documentação. E o estatuto permite a ele pedir qualquer informação adicional à diretoria ou contratar consultoria externa. Ninguém decide com base em resumo. Isso é uma piada.
- A presidente Dilma Rousseff diz que se baseou em um resumo executivo "falho" para aprovar a compra da refinaria.
- Eu conheço a senhora Rousseff há pelo menos 14 anos. Ela se notabiliza por procurar um culpado sempre que aparece um problema. Essa é a competência dela. Ela deve ter visto que havia algum problema e chutou na canela do Nestor (Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional). Como presidente do conselho, ela dizer que o resumo executivo era falho é uma piada. O estatuto diz que é privativa do conselho a decisão sobre aquisição e participações em empresas.
- Como era a relação da presidente com o ex-diretor Nestor Cerveró?
- O diretor é subalterno ao conselheiro. A presidente dizer que era tutelada pelo diretor, que lhe faltou informações completas, é uma inversão completa da lógica. Mas não me surpreende. Por que a conduta histórica dela é essa, muito errática. Quem impediu que a Petrobrás aceitasse o resultado da primeira arbitragem contra a Astra, quando os belgas fizeram a put option, foi o conselho. Isso está nos autos.
- Mas todo o conselho ou só a presidente?
- O presidente do conselho representa o governo dentro da empresa. Os demais conselheiros são eleitos pelos votos do majoritário, o governo, e pelos minoritários. Há um ritual de aceitação da superioridade do governo. Quando há divergência de interesses entre a empresa e a política do governo gera conflito.
- Havia conflitos?
- São notórias as divergências. Primeiro, as minhas com ela quanto à conduta do setor elétrico, que virou esse desastre. Também dela com o Gabrielli (José Sergio Gabrielli, ex-presidente da estatal). O ambiente ficava pesado. Não vou falar dos outros. Havia uma nítida situação de quem representava quem lá dentro. Eu e Estrella tínhamos convicção de que éramos apenas representantes dos interesses da Petrobrás, seus acionistas e da população brasileira. Nenhum interesse estava atrás de nós.
- E dos demais diretores?
- À medida que foram sendo nomeados despachantes de interesses... É uma pequena ironia. Quando fui demitido, diz o folclore que o Lula se queixou a um deputado que eu não ajudava e que ele estava muito impressionado com a ajuda de Paulo Roberto, que ajudava muito. Eu não ouvi dele, ouvi de intermediários.
- Como assim despachante de interesses?
- O governo de coalizão do presidente Lula passou a permitir que grupos de parlamentares e partidos se reunissem para indicar dirigentes. Não sei por que eles estavam lá, se é para fazer gestão eficaz não precisa ter apoio de partido. Não me envolvia com isso por que não achava que era pertinente. Acabei demitido por que diziam que eu não ajudava. O que seria 'ajudar', até hoje eu não sei.
- Quando esse processo começou?
- O ambiente na Petrobrás começou a ficar envenenado, em primeiro lugar, nessa relação conflituosa com o TCU, na definição clara dos papeis de cada um para evitar a zona de sombra que envolve recursos. Depois, quando o petróleo explodiu de preço, a Petrobrás passou a investir US$ 30 bilhões, 40 bilhões, 50 bilhões por ano. Então ela virou foco de interesse da chamada base de apoio político. Leia-se partidos e políticos. Que passaram cada vez mais a querer indicar dirigentes. O governo de coalizão do Lula aprofundou aquilo que já vinha do governo Fernando Henrique.
- Você percebia essa influencia no dia a dia da empresa?
- Não só sentia como me manifestei publicamente. Em dezembro de 2006 dei uma entrevista e depois recebi uma ligação do então ministro de Minas e Energia (Silas Rondeau) dizendo que o presidente da República tinha ficado injuriado e que teria consequências. Era o período de auge de divergências. Eu disse (na entrevista) que quem criticava minha gestão é quem não entendia o papel do dirigente de uma empresa pública. Aqueles que me criticam, exigindo a venda de gás pela metade do custo para fazer uma usina no Ceará, como era a pressão do governo na época, na verdade queriam converter o dirigente num despachante de interesses.
- O que disseram após a entrevista?
- Avisaram que isso não era tolerável. Fiz isso publicamente, pois internamente não tinha mais sentido manifestar a minha convicção. Ouvi da própria Rousseff: 'O Ildo não é do governo, ele é um petroleiro'. Que lambança é essa? Não tem divergência nenhuma entre defender a Petrobrás, para que funcione como empresa, e ajudar o governo, desde que o governo queira fazer o que precisa ser feito.
- O senhor tinha conhecimento de irregularidades?
- Quando isso acontece, acontece com muita sutileza. O despachante é bom quando faz tudo e nada transparece. Parecia que aquilo de fato era o que precisava ser feito. Examinei Pasadena com todo rigor em termos técnicos e empresariais. Agora se havia alguma coisa escondida... Cabia ao conselho fiscalizar os diretores. Não os diretores olhar com desconfiança os colegas. É evidente que tendo em vista a história anterior dos gestores, tinha que olhar com todo o rigor.
- As indicações políticas influenciaram o negócio de Pasadena?
- Quem pode responder são os próprios gerentes que fizeram as negociações ou uma investigação policial entorno das negociações, e eu sugiro lá fora. Se houve algo de errado, então o Ministério Público e a Polícia Federal tinham que investigar quem fez, e não generalizar.
- Há politização das investigações de Pasadena?
- O que não entendo é por que abrir uma questão sete anos depois do ocorrido? Esse procedimento abre um precedente extremamente grave na gestão de empresas públicas. Nenhum dirigente sério e competente vai querer assumir em um ambiente desse tipo e vão para lá os despachantes de aluguel, os que alugam crachá para fazer qualquer coisa, como aquele que está na cadeia hoje.
- É um desafio diferenciar a sua conduta à do ex-diretor Paulo Roberto Costa?
- Não há nenhuma dificuldade. Quem junta os diferentes em um lugar só é esse relatório do TCU, que não examinou individualmente a responsabilidade de cada um.  Eu e o Estrella (Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção) estamos muito mais distantes do assunto do que o Conselho de Administração (eximido de responsabilidade pelo Tribunal).

OBAMA CONVOCA REUNIÃO PARALELA À OTAN NESTA QUINTA-FEIRA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convocou os países aliados da Europa para discutir a resposta do Ocidente às provocações da Rússia na Ucrânia e às ações de militantes islâmicos na Síria e no Iraque. A reunião acontecerá na manhã desta quinta-feira no País de Gales, paralelamente à cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os líderes de Reino Unido, França, Alemanha e Itália vão participar do encontro com Obama, para avaliar novas sanções econômicas à Rússia e articular a contribuição européia aos esforços para conter os militantes do Estado Islâmico. Na quinta-feira a tarde, Obama também conversa com o rei da Jordânia, Abdullah, cujo país se encontra em meio ao fogo cruzado no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos chegou ao País de Gales nesta quarta-feira, após visita à Estônia, onde garantiu o apoio da Otan aos países bálticos. Durante a cúpula de dois dias, os aliados da organização planejam chegar a um acordo sobre uma progressiva resposta à Rússia, incluindo uma rápida reação militar, que envolverá posicionar algumas tropas e equipamento nos Bálcãs e em outros lugares do Leste Europeu.

JARBAS VASCONCELOS DIZ QUE O DESESPERO DO PT COM MARINA SILVA SACRIFICA OS ALIADOS

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou nesta quarta-feira, em discurso da tribuna da Casa, que o PT, desesperado com avanço de Marina Silva na corrida presidencial, não poupa nem os aliados. No último programa da TV, a campanha de Dilma Rousseff comparou Marina a Collor e Jânio Quadros, presidentes que tiveram problemas políticos para governar e não encerraram os mandatos. Usando imagens de Jânio - a referência ao afastamento de Collor aparece num jornal da época -, a peça petista questionou a capacidade de Marina de reunir apoio político no Legislativo para governar. "Em épocas de desespero o PT não poupa nem seus aliados. Collor é aliado de primeira hora dos governos petistas de Lula e Dilma. Não deixa de ser uma lorota e uma atitude de ingratidão e autofagia na medida em que, com o intuito de ganhar a eleição presidencial a todo custo, sacrifica um aliado que é candidato à reeleição para o Senado", disse Jarbas, defensor da candidatura presidencial de Marina. Jarbas disse ter ficado estarrecido com a "performance" de um senador do PT na terça-feira, que, segundo ele, "agrediu a candidata de forma leviana, irresponsável e chula". Era uma referência a Humberto Costa (PE), líder petista do Senado, que em duro discurso chamou Marina de "FHC de saias". Segundo o senador do PMDB, a campanha de Dilma apresentou a candidata do PSB como a "Salvadora da Pátria", sugerindo que pode ocorrer com ela o mesmo que Jânio e Collor. Jarbas ressaltou que Marina pode vencer no primeiro turno. "Não se trata aqui de promover salvadores da pátria, trata-se de promover mudanças com responsabilidade, compromisso e respeito ao povo brasileiro. O governo petista não tem capacidade para encontrar novas soluções para problemas que se arrastam há uma década. Contudo, para um governo que se transformou numa seita fundamentalista, com dificuldades em aceitar o contraditório, é difícil admitir que há muito tempo frustrou as expectativas dos brasileiros e que o país não aguenta mais quatro anos de tudo isso que está aí", criticou. Para Jarbas, o PT e seus aliados "não têm limites para o enfrentamento político". "Mentem, de forma abusiva e irritante. Ameaçam as pessoas e as instituições", afirmou: "A candidata Dilma Rousseff não tem o menor constrangimento em mentir e mistificar. De certo não se pode esperar postura diferente de uma presidente que confessa: "Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição!"  O peemedebista disse que o comportamento do PT é repetitivo, como ocorreu nas campanhas de 2006, ao dizer que o tucano Geraldo Alckmin iria privatizar a Petrobras, e em 2006, quando inventaram que José Serra iria acabar com o Bolsa Família. Jarbas afirmou que, apesar de toda "invencionice" sobre Marina, o eleitor amadureceu e está vacinado contra as estratégias eleitoreiras desleais do Partido dos Trabalhadores. "Nada, absolutamente nada, vai fazer o povo brasileiro deixar de votar pelas mudanças. Nada, absolutamente nada, vai impedir os brasileiros e brasileiras de mandarem Dilma, o PT e seus aliados para a oposição, na eleição de 5 de outubro próximo", concluiu.

CONHEÇA O TAMANHO DA HERANÇA MALDITA DO GOVERNO TARSO GENRO

Enganam-se os candidatos ao governo estadual quando imaginam que a herança maldita que herdarão do governo Tarso Genro resume-se à montanha de R$ 50 bilhões devidos à União. É o que mais desmilingua a receita mensal, catando praticamente 11% de tudo que entra no caixa do Tesouro. A este valor vale a pena considerar mais as seguintes dívidas:
R$ 6 bilhões em precatórios
R$ 14,8 bilhões do Caixa Único, dos quais R$ 6,3 bilhões foram confiscados apenas pelo atual governo do PT
R$ 7 bilhões tomados sobretudo junto a bancos internacionais
Isto tudo totaliza a fantástica soma de R$ 77,8 bilhões. Não serão as únicas heranças malditas, porque o próximo governador receberá o caixa esgualepado, déficit de proporções oceânicas e compromissos advindos de despesas de pessoal irracionais propostas e assumidas pelo atual governo. Nada disto preocupou Tarso, que recebeu a conta de depósitos judiciais intocadas por Yeda, portanto com R$ 3,6 bilhões, e um cadastro que ela limpou para que Tarso tomasse empréstimos de R$ 1,8 bilhão, um em cada ano do seu governo. Yeda recebeu o governo com cadastro sujo e com o caixa único raspado, sem contar as dívidas (nem comida para os presos de delegacia era paga). (Políbio Braga)

DILMA ACENA COM MUDANÇAS EM SUA EQUIPE CASO SEJA REELEITA

Em agenda em Belo Horizonte nesta quarta-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) acenou pela primeira vez com alterações na sua equipe de governo caso reeleita. Ao participar da 8ª Olimpíada do Conhecimento, em Belo Horizonte, ela disse ter o “compromisso” de promover uma “atualização das políticas” e “necessariamente atualização das equipes”. A uma platéia formada por empresários, a presidente reconheceu o baixo desempenho da economia e os efeitos do pífio crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na política industrial, mas pediu que os programas de seu governo não fossem minimizados por causa do período eleitoral. Durante a campanha, a petista tem evitado se pronunciar sobre o assunto, deixando de responder a perguntas sobre possíveis equívocos de gestão no primeiro mandato e sobre a permanência de ministros nos seus atuais cargos. “Nós devemos fazer esse balanço não para ficarmos satisfeitos com o que já fizemos, mas para continuarmos a fazer. Eu estive na CNI há um tempo atrás e naquela circunstância eu declarei que eu considerava tão importante a política industrial e a política de desenvolvimento em geral que eu faria um Conselho de Desenvolvimento ligado diretamente à Presidência da República. Eu reitero hoje, novamente aqui, esse meu compromisso. Obviamente, novo governo, novas e, necessariamente, atualização das políticas e das equipes”, disse.

EX-MULHER DE FRANÇOIS HOLLANDE ESCREVE LIVRO DE MEMÓRIAS

A ex-mulher do presidente francês, François Hollande, escreveu um livro de memórias dizendo que, meses após a separação pública do casal, Hollande estava tentando reconquistá-la com flores, jantares, convites e muitas mensagens de texto. Os aliados de Hollande se apressaram para conter qualquer potencial dano ao presidente, o mais impopular da história da França no pós-guerra e luta para reavivar uma economia afetada pelo desemprego, atualmente em mais de 10%, perto de níveis recordes. Valérie Trierweiler, uma jornalista da revista de celebridades Paris Match, viveu com Hollande no palácio presidencial por um ano e meio, até que uma revista de fofocas expôs o relacionamento secreto dele com a atriz Julie Gayet, de 42 anos, em janeiro. Após o rompimento com o presidente, Valérie, de 49 anos, concedeu entrevistas e manteve uma coluna literária semanal. O livro de 320 páginas – escrito em segredo e que deve ser lançado nesta quinta-feira – descreve episódios ainda desconhecidos, entre eles como Hollande rasgou um saquinho com calmantes que estava nas mãos da jornalista quando ela tentou engolir diversos comprimidos durante a separação, de acordo com trechos publicados pela Paris Match. “A notícia sobre Julie Gayet estava no noticiário da manhã”, diz um trecho do livro, intitulado “Merci pour ce Moment” (Obrigado por este Momento). “Eu corri para o banheiro. Peguei essa sacola de plástico com os calmantes. François me segue. Ele tenta rasgar a sacola, pega a sacola e rasga. Eu consigo juntar algumas delas. Eu quero dormir, eu não quero viver nas próximas horas”. Ela foi brevemente hospitalizada à época. Olivier Royant, editor-chefe da Paris Match, disse à rede BFMTV que Hollande soube do livro apenas nesta terça-feira.

BRASIL LANÇA US$ 1 BILHÃO EM REABERTURA DE BÔNUS COM VENCIMENTO EM 2025

O Brasil lançou nesta quarta-feira 1 bilhão de dólares na reabertura de um bônus global com vencimento em janeiro de 2025 para reduzir os custos da dívida, aproveitando o forte apetite por ativos brasileiros. A demanda por ativos do País tem crescido à medida que pesquisas eleitorais mostram chances menores de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), cujas políticas econômicas têm sido firmemente criticadas por investidores. Eles apostam que o próximo presidente do Brasil adotaria políticas fiscais mais austeras, o que elevaria o valor de mercado da dívida do País. O Tesouro inicialmente planejava vender de 500 milhões a 750 milhões de dólares dos bônus 2025, mas aumentou a oferta quando a demanda superou os 4 bilhões de dólares. A demanda forte também permitiu que o Tesouro reduzisse o retorno pago pelos bônus. As estimativas iniciais de preço para os títulos eram de 160 pontos básicos sobre os títulos equivalentes do Tesouro dos Estados Unidos. Contudo, eles foram lançados com spread de 147 pontos básicos sobre os Treasuries norte-americanos, informou o IFR. A emissão de títulos soberanos é liderada por Morgan Stanley, BTG Pactual e Citigroup, informou o Tesouro mais cedo. Os bônus estão inicialmente sendo vendidos nos mercados europeu e norte-americano, mas também serão oferecidos no mercado asiático. É a terceira captação externa do governo brasileiro em 2014. Em julho, o Tesouro vendeu 3,55 bilhões de dólares em bônus globais para 2045, usando parte dos recursos para recomprar 2 bilhões de dólares em bônus globais mas caros e com prazo entre 2024 e 2041. O spread da emissão do Global 2045 foi de 187,5 pontos básicos, no maior prêmio pago pelo governo brasileiro desde julho de 2009 para títulos de 30 anos. A primeira emissão de bônus do Tesouro neste ano ocorreu em março com o Global Euro 2021, que na ocasião teve spread de 165 pontos básicos acima do MidSwap de sete anos. O total emitido naquela ocasião foi de 1 bilhão de euros.

OBAMA DIZ QUE ESTADOS UNIDOS VÃO DESTRUIR O ESTADO ISLÂMICO

Os Estados Unidos planejam combater o Estado Islâmico até o grupo não ser mais uma força no Oriente Médio, e vão buscar justiça pelo assassinato do jornalista norte-americano Steven Sotloff, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta quarta-feira. Obama acrescentou que destruir o grupo militante levará tempo por causa do vácuo de poder na Síria, do grande número de combatentes da Al Qaeda que ganharam experiência durante a guerra no Iraque e da necessidade de formar coalizões, inclusive com as comunidades sunitas locais. O Estado Islâmico divulgou um vídeo na terça-feira mostrando a decapitação de Sotloff, o segundo refém norte-americano morto nas últimas semanas, em retaliação aos ataques aéreos dos Estados Unidos no Iraque. “A questão é esta, nosso objetivo é claro, degradar e destruir o Estado Islâmico para que não seja mais uma ameaça não só ao Iraque, mas à região e aos Estados Unidos”, afirmou Obama em uma entrevista coletiva. “Seja lá o que for que estes assassinos pensam que irão conquistar matando norte-americanos inocentes como Steven, já fracassaram”, disse Obama: “Fracassaram porque, como muitos ao redor do mundo, os norte-americanos estão enojados com sua barbárie. Não seremos intimidados". Autoridades dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha examinaram o vídeo, que exibe o mesmo carrasco com sotaque britânico da filmagem de 19 de agosto do assassinato do também jornalista norte-americano James Foley, e concluíram ser autêntico. Os Estados Unidos retomaram os ataques aéreos no Iraque em agosto pela primeira vez desde a retirada de suas tropas do país em 2011, e Obama declarou que estas ações já têm se mostrado eficazes. Autoridades de alto escalão do governo Obama sublinharam os alertas do presidente contra o Estado Islâmico. “Eles deveriam saber que vamos segui-los até os portões do inferno, até serem levados à justiça. Porque o inferno é onde irão morar”, afirmou o vice-presidente, Joe Biden, em New Hampshire. Em Washington, o secretário de Estado, John Kerry, classificou a execução de Sotloff de “soco no estômago” e disse que os Estados Unidos usaram todas as ferramentas militares, diplomáticas e de inteligência que possuem para libertar os reféns na Síria. Obama está enviando Kerry, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, e a conselheira de contra-terrorismo, Lisa Monaco, ao Oriente Médio para elaborar maneiras de combater o Estado Islâmico com parceiros regionais. “Isto não vai levar uma semana ou um mês por causa do vácuo na Síria. Vai levar tempo para fazermos com que recuem”, disse Obama.

JORNALISTA AMERICANO DECAPITADO NA SÍRIA PELOS TERRORISTAS DO CALIFADO TAMBÉM ERA CIDADÃO ISRAELENSE

O jornalista norte-americano Steven Sotloff, que aparece em vídeo publicado na terça-feira por terroristas islâmicos sendo decapitado, também tinha cidadania israelense, conforme informou nesta quarta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Paul Hirschson, em sua conta pessoal na rede social Twitter. Hirschson não fez mais comentários. Sotloff tinha 31 anos e era natural de Miami. Ele trabalhava como freelancer para as revistas Time e Foreign Policy, e fora visto pela última vez na Síria em agosto de 2013, até sua imagem aparecer num vídeo divulgado na internet no mês passado, mostrando a decapitação de outro jornalista norte-americano, James Foley, por terroristas do grupo Estado Islâmico (Califado).

CONTESTAR MARINA SILVA É UMA OBRIGAÇÃO; RECORRER AO PRECONCEITO RELIGIOSO É UMA BOÇALIDADE

Escrevi ontem neste blog que achava saudável que Dilma Rousseff e Aécio Neves tivessem acordado para a realidade, questionando os postulados e as afirmações da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, que hoje aparece como favorita nas pesquisas eleitorais. O texto está http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-e-aecio-fazem-o-certo-e-o-esperado-e-questionam-marina-ou-debate-nao-e-baixaria/. Não mudei de ideia. Continuo a pensar a mesma coisa. Os seguidores da candidatura de Marina Silva estão chamando de terrorismo a lembrança de que dois presidentes brasileiros, no passado, foram eleitos acima dos partidos políticos: Jânio Quadros e Fernando Collor, ambos com desdobramentos desastrosos. Eu nem poderia ser contra essa lembrança porque fui o primeiro a tratar do assunto. O PT colou um argumento meu. Não ligo. Não se trata de terrorismo, mas de história. E esta precisa ser levada em consideração. Mais ainda: Marina tem de aprender a ser confrontada. Afinal, a vida pública é distinta da militância em uma ONG, em que todos partilham do mesmo propósito. É forçoso lidar com o contraditório. Quando Aécio Neves traz à tona o passado de Marina Silva, intimamente ligada ao petismo, destacando que a agora defensora do tripé macroeconômico votou contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ele está cumprindo um dever com o seu eleitorado e com os eleitores do Brasil, inclusive os que não votam nele. Afinal, a nossa história é constituída do nosso passado; as promessas dizem respeito ao futuro; não é certo que se realizem. Assim, que fique claro: Dilma e Aécio têm o dever de confrontar Marina Silva, porque não é menos verdade que Marina Silva os confronta, dizendo por que tem de ser ela, não eles, a assumir a Presidência da República em 2015. Mas vamos com calma aí. Uma coisa é o debate político, outra, distinta, é a baixaria em que petistas e parte da imprensa engajada no petismo tentam enredar a candidata do PSB. Mais uma vez, tira-se do armário eleitoral a causa gay para colar na candidata a pecha de homofóbica. Isso, com efeito, não é campanha política, mas oportunismo da pior espécie. O programa de Dilma defende o casamento gay, com essas palavras? O programa de Aécio defende o casamento gay, com essas palavras? Por que tentam fazer com que tal defesa vire uma imposição moral para Marina? Por que ela é cristã? Por que ela é evangélica? Então se cobra dela que vá além dos outros justamente porque se desconfia que tal proposição possa se constituir, para ela, numa cláusula de consciência? Ora, vão plantar batatas! Mais: tenta-se fazer bague com ela, ridicularizá-la, porque leria a Bíblia antes de tomar decisões. Se ela lesse bula de remédio, seria melhor? E se lesse os Diários de Che Guevara ou alguma obra sobre budismo? Aí poderia ser incensada ou por esquerdistas ou por cultores de orientalismos? Qual será o paradigma do PT? Combater o suposto preconceito contra gays com o preconceito contra evangélicos? Dilma Rousseff ficou quatro anos no poder. Por que não se empenhou pessoalmente na aprovação do tal PLC 122, a dita lei anti-homofobia? Já fiz aqui — e farei enquanto julgar pertinente — severas restrições à candidatura de Marina Silva. Há, sim, coisas em seu programa que estão mal explicadas. E campanha eleitoral existe para que essas dúvidas sejam trazidas à luz. Mas alto lá! Tentar discriminá-la porque é cristã e lê a Bíblia, aí não dá. O preconceito religioso é tão odiento como qualquer outro. De resto, é bom que os petistas se lembrem. Segundo o Datafolha apurou em 2013, 85% dos entrevistados disseram que a crença em Deus torna a pessoa melhor. Mais: 97% dizem acreditar. Quando Dilma e o PT avançam nesse terreno, estão é dando mais um tiro no pé. Por Reinaldo Azevedo

MARINA SILVA: "DILMA QUER RESSUSCITAR O MEDO NA CAMPANHA"

Alvo de ataques em série orquestrados pelo PT, a candidata pelo PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta quarta-feira que a presidente-candidata Dilma Rousseff está tentando "ressuscitar o medo" na campanha eleitoral. A frase faz referência à estratégia adotada pelo PSDB em 2002 para tentar conter o avanço de Lula na corrida pelo Planalto. Vitorioso naquele ano, Lula adaptou a tática adversária a seu discurso e saiu-se com o bordão "a esperança venceu o medo" - uma estratégia de seu então marqueteiro Duda Mendonça. Marina afirmou que Dilma se esqueceu de que seu partido já foi alvo de ataques do tipo. "Infelizmente, quem está querendo ressuscitar o medo é a presidente Dilma. E a pior forma de se fazer política é pelo medo. Eu prefiro fazer política pelas duas coisas que orientaram a minha vida: pela esperança e pela confiança", declarou. Na véspera, propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff comparou Marina a dois ex-presidentes que não terminaram o mandato: Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello. A estratégia é associar a figura da candidata do PSB ao medo, indicando que ela pode não chegar ao fim do governo, caso seja eleita, por não ter apoio no Congresso. Logo em seguida, Marina respondeu ao ataque dizendo que quem tem trajetória parecida com a de Collor é Dilma que foi eleita presidente sem ter ocupado qualquer cargo eletivo anteriormente. Marina repetiu a frase usada por Lula e pelo PT após a vitória das eleições de 2002: "Eu acredito profundamente que a esperança venceu o medo. A sociedade brasileira, quando faziam todo esse terrorismo contra o Lula, repetia essa frase. E eu acho que a população brasileira acredita e confia nisso, confia na nossa democracia", disse, tentando mostrar tranquilidade diante dos ataques de seus adversários.

MARINA SILVA REBATE AÉCIO NEVES SOBRE ACUSAÇÃO DE PLÁGIO

A campanha de Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo PSB, rebateu as acusações de seu adversário tucano, Aécio Neves, de que seu programa de governo tenha copiado o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) do governo de Fernando Henrique Cardoso. A campanha diz que as propostas de Marina Silva foram construídas de acordo com as reivindicações do Movimento Nacional de Direitos Humanos e acusou o tucano de "tentar instrumentalizar eleitoralmente a luta da militância do movimento de direitos humanos", segundo a nota divulgada pela campanha. A coordenação da campanha afirmou ainda que as edições do PNDB de 1996, 2002 e 2010 consolidaram diretrizes e ações programáticas para a área e o programa de Marina Silva incorporou as "conquistas". "Nosso programa, construído com a participação da nossa militância em direitos humanos, naturalmente incorpora essas conquistas e propostas que fazem parte do patrimônio coletivo das lutas do nosso povo pela efetividade dos direitos humanos", afirma a campanha em nota. Na terça-feira, Aécio Neves disse que a proposta de Marina Silva era uma "cópia exata" do PNDH de 2002. "Ela poderia ter pelo menos dado crédito aos autores verdadeiros da proposta e a FHC", alfinetou. Em resposta, a campanha rebateu a afirmação, dizendo que as propostas não pertencem a partidos ou personalidades. "Tentam fulanizar e partidarizar conquistas tanto quando estavam no governo quanto agora que se encontram na oposição", acusa a nota, repetindo a fala de Marina, que tem afirmado que os candidatos do PT e do PSDB têm feito uma "fulanização" das conquistas.

CAMPANHA DO PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO CONSTRANGE PROCURADORES DO ESTADO A COMPRA DE CONVITE PARA UM JANTAR

O Ministério Público dispõe desde terça-feira de uma nova situação que pode ser interpretada como crime eleitoral no Rio Grande do Sul, desta vez envolvendo o próprio governador Tarso Genro. É que o Procurador Geral do Estado convidou pessoalmente os procuradores da PGE para almoço com o candidato do PT, quinta-feira, às 12 horas, no Galpão Crioulo do Parque da Harmonia, mas depois um servidor passou de mesa em mesa com um convite impresso, no valor de R$ 30,00 por cabeça, causando enorme constrangimento. No caso de situação semelhante, a Polícia Federal foi acionada e desde segunda-feira ouve testemunhas numa investigação que faz sobre o presidente da Assembléia, deputado Gilmar Sossela (PDT). Sossela contratou o advogado Décio Itiberê para defendê-lo, alegando que é tudo intriga de adversários. (Polibio Braga)

INFRAERO CULPA TCU POR ATRASOS NO TERMINAL DE GOIÂNIA

O novo terminal de passageiros do aeroporto de Goiânia (GO) está prestes a ser concluído, mas não poderá ser utilizado devido ao atraso em outras obras de infraestrutura, como vias de acesso ao terminal, pátio para aviões e áreas de taxiamento. O atraso deve-se a um impasse entre a Infraero e o Tribunal de Contas de União. “Há um problema grave nos critérios usados pelo tribunal para verificar o custo das construções. Por isso, todas as grandes obras acabam paralisadas”, disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. Segundo Vale, a estatal concluiu 60% das obras do terminal de passageiros, enquanto os demais projetos de infraestrutura continuam barrados pelo Tribunal de Contas da União. O tribunal rebateu as críticas e afirmou que a Infraero demorou cinco anos para apresentar os projetos e os orçamentos das obras de infraestrutura. As obras do aeroporto de Goiânia foram licitadas pela Infraero em 2005 e paralisadas no ano seguinte pelo tribunal, que constatou sobrepreço de 66,6 milhões de reais. Vale explicou que o custo justifica-se pelas condições de risco das obras. O aeroporto de Vitória (ES) enfrenta dificuldades semelhantes, com obras de infraestrutura paralisadas desde 2005. A Infraero precisou reformular a licitação, após o TCU impedir que o contrato entre a estatal e a Camargo Corrêa fosse retomado. “O que já sabemos é que isso vai atrasar em pelo menos um ano a retomada”, disse Vale. Também foram encontradas irregularidades e um sobrepreço de 44 milhões de reais nas obras de infraestrutura do aeroporto de Vitória. As obras custariam 879 milhões de reais à Infraero, valor considerado abusivo por auditores do tribunal.

TUMULTO ENCERRA ATO POLÍTICO DE AÉCIO NEVES EM SANTOS

O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, tinha programado para esta quarta-feira um corpo a corpo com eleitores na cidade de Santos, litoral paulista. Mas acabou encerrando a agenda mais cedo em vista de um tumulto provocado por humoristas dos programas CQC e Pânico, da Rede Bandeirantes. Eleitores que tentavam se aproximar do tucano não conseguiram falar com o candidato – uma senhora que tentava tirar foto com Aécio Neves quase se feriu em meio à confusão. O senador Aloysio Nunes, candidato a vice na chapa, chegou a esbravejar com os humoristas: “Respeitem seus colegas, respeitem o candidato que está fazendo campanha”. Sem sucesso, reclamou: “Eles estão impedindo o Aécio de falar”. A menos de 35 dias da eleição, o candidato acabou por abreviar o ato político: estavam previstas uma caminhada pelo centro histórico de Santos e uma entrevista coletiva. Nada disso ocorreu. O candidato passou menos de vinte minutos no local. Na tentativa de se desvencilhar dos humoristas, o tucano e sua equipe se abrigaram em um café. Depois de tomar um refrigerante e comer um pastel com o governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, Aécio entrou no carro e partiu rumo à capital paulista.