sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PESQUISA DATAFOLHA MOSTRA QUE MARINA SILVA JÁ EMPATOU COM A PETISTA DILMA, E VENCE DISPARADA NO SEGUNDO TURNO

A pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial, divulgada nesta sexta-feira (29), indica uma situação de empate entre a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB. Cada uma aparece com 34% das intenções de voto. A seguir, vem o senador Aécio Neves (PSDB), com 15%. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada no último dia 18, Dilma tinha 36%, Marina, 21% e Aécio, 20%. Na simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a ex-senadora alcançou 50% contra 40% da presidente. Na pesquisa anterior, Marina tinha 47% e Dilma, 43%. No levantamento desta sexta-feira, o Pastor Everaldo (PSC) obteve 2%. Os outros sete candidatos somados têm 1%. Segundo o levantamento, os que disseram votar branco ou nulo são 7%, mesmo percentual dos que não sabem em quem votar. Veja os números do Datafolha para a pesquisa estimulada (em que uma cartela com a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado):
- Dilma Rousseff (PT): 34%
- Marina Silva (PSB): 34%
- Aécio Neves (PSDB): 15%
- Pastor Everaldo (PSC): 2%
- José Maria (PSTU): 0% *
- Eduardo Jorge (PV): 0% *
- Luciana Genro (PSOL): 0% *
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0% *
- Eymael (PSDC): 0% *
- Levy Fidelix (PRTB): 0% *
- Mauro Iasi (PCB): 0% *
- Brancos/nulos/nenhum: 8%
- Não sabe: 9%
Os candidatos indicados com 0% são os que não atingiram 1% das intenções de voto; somados, os sete têm 1%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha fez 2.874 entrevistas em 178 municípios nestas quinta (28) e sexta-feiras (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00438/2014.
Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao entrevistado em quem ele pretende votar, sem apresentar a lista de candidatos), os resultados são os seguintes:
- Dilma Rousseff: 27%
- Marina Silva: 22%
- Aécio Neves: 10%
- Outras respostas: 3%
- Em branco/nulo/nenhum: 3%
- Não sabe: 32%
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, o Datafolha avaliou os seguintes cenários:
- Marina Silva: 50%
- Dilma Rousseff: 40%
- Brancos/nulos/nenhum: 7%
- Não sabe: 3%
- Dilma Roussef: 48%
- Aécio Neves: 40%
- Brancos/nulos/nenhum: 9%
- Não sabe: 4%
O Datafolha não realizou simulação de segundo turno entre Marina e Aécio.
Rejeição
A presidente Dilma tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Nesse item da pesquisa, os entrevistados puderam escolher mais de um nome.
- Dilma Roussef: 35%
- Pastor Everaldo: 23%
- Aécio Neves: 22%
- Zé Maria: 18%
- Eymael: 17%
- Levy Fidelix: 17%
- Rui Costa Pimenta: 16%
- Luciana Genro: 15%
- Marina Silva: 15%
- Eduardo Jorge: 14%
- Mauro Iasi: 14%
Avaliação da presidente
A pesquisa mostra que a administração da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 35% dos entrevistados – no levantamento anterior, eram 38%. O índice se refere aos entrevistados que classificaram o governo como "ótimo" ou "bom". Os que julgam o governo "ruim" ou "péssimo" eram eram 23% e agora são 26%, segundo o Datafolha. Para 39%, o governo é "regular" – 38% no levantamento anterior.
- Ótimo/bom: 35%
- Regular: 39%
- Ruim/péssimo: 26%
- Não sabe: 1%
A nota média atribuída pelos entrevistados ao governo foi 5,9 – na pesquisa anterior, foi 6,0.

SABESP TERÁ DE RETIRAR MENOS ÁGUA DO SISTEMA CANTAREIRA

Após cerca de 45 dias de impasse, os órgãos gestores do Sistema Cantareira chegaram a um acordo e decidiram reduzir em 13,2% o volume médio de água que pode ser retirado do manancial pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para abastecer a Grande São Paulo. A medida, porém, ocorrerá em duas etapas e a estatal paulista terá um mês para fazer a primeira redução. Desde o início de julho, a vazão liberada do Cantareira para a Sabesp é de 19.700 litros por segundo. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do governo paulista, um acordo definiu que a partir do dia 30 de setembro a Sabesp poderá retirar do Cantareira 18.100 litros por segundo em média. A partir do dia 31 de outubro, o índice cai para 17.100 litros por segundo. Isso significa que, em novembro, a Sabesp terá disponível para captação praticamente metade (55%) do volume de água estabelecido na outorga de uso do manancial assinada em 2004, de 31.000 litros por segundo. Em janeiro deste ano, por exemplo, a concessionária retirou em média 29,9 mil litros por segundo, cerca de 10 mil litros a mais do que tem retirado neste mês de agosto: 19.300 litros por segundo. Apesar da redução, o nível do Cantareira só caiu neste período. Nesta sexta-feira, o manancial estava com 11,3% da capacidade, operando exclusivamente com água do chamado "volume morto", reserva profunda das represas. Desde o início da crise, a Sabesp deixou de abastecer cerca de 2,3 milhões de pessoas com água do Cantareira. Hoje, cerca de 6,5 milhões de pessoas ainda recebem em suas casas água do manancial em crise. A nova redução determinada pelos órgãos gestores até outubro, de 2,6 mil litros por segundo, é o suficiente para abastecer cerca de 500.000pessoas, mesmo contingente que a Sabesp pretende tirar da área de influência do Cantareira até o final deste ano. Para a região de Campinas, onde cerca de 5 milhões de pessoas recebem água do Cantareira, os órgãos gestores mantiveram a vazão de 3.000 litros por segundo, com possibilidade de aumentar para 4.000 caso haja necessidade.

PENTÁGONO DIZ QUE OPERAÇÕES NO IRAQUE CUSTAM U$ 7,5 MILHÕES POR DIA

As operações militares dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico no Iraque têm custado em média 7,5 milhões de dólares por dia desde que começaram em meados de junho, afirmou o Pentágono nesta sexta-feira, cifra que significa que o departamento já gastou mais de 500 milhões de dólares no conflito. O secretário de imprensa do Pentágono, contra-almirante John Kirby, disse à imprensa que os gastos das operações norte-americanas contra os militantes no território iraquiano variaram desde que as forças dos Estados Unidos se envolveram nos combates, em 16 de junho, mas que em média “está nos custando cerca de 7,5 milhões de dólares por dia”. “Como o ritmo de nossas operações e de nossas atividades se intensificou, os gastos também (aumentaram)”, declarou Kirby, destacando que os números se basearam em uma análise superficial dos custos entre 16 de junho e 26 de agosto. Ele não apresentou uma estimativa dos gastos totais do Pentágono até o momento, mas a soma da cifra diária em um período de 71 dias representaria aproximadamente 532 milhões de dólares. Em comparação, o Pentágono tem gastado cerca de 1,3 bilhão de dólares por semana no Afeganistão, dizem analistas.

MARINA SILVA DIZ QUE RESULTADO PIB É "LAMENTÁVEL"

A candidata presidencial do PSB, Marina Silva, classificou como "lamentável" o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta sexta-feira. Segundo o IBGE, o PIB recuou 0,6% no segundo trimestre e teve o resultado de janeiro a março revisado para queda de 0,2% - configurando, assim, uma recessão técnica. "É lamentável verificarmos que, por dois trimestres consecutivos, o Brasil está com um crescimento que, lamentavelmente, nos leva a uma situação de muita dificuldade" disse Marina Silva durante a apresentação de seu programa de governo em São Paulo. Apontada como favorita para vencer a presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições de outubro, Marina Silva atribuiu os números negativos à maneira como a política macroeconômica tem sido conduzida. "Para ser próspero, é preciso investimentos corretos, manejo das macro e micropolíticas econômicas que nos assegure confiança para investimentos duradouros", comentou a candidata do PSB. Ela disse que o País atravessa um momento grave "em que há falta de confiança e de credibilidade". "Os investidores percebem nas propostas que temos apresentado a (nossa) credibilidade", destacou. Contudo, Marina Silva argumentou: "Nunca tive a filosofia do quanto pior, melhor". A candidata do PSB disse ainda que os seus coordenadores e as pessoas que a cercam na sua campanha farão parte de seu eventual governo, caso seja eleita neste pleito. Ela, no entanto, recusou-se a antecipar um nome para a pasta da Fazenda, como fez seu adversário tucano, o senador Aécio Neves, ao afirmar que seu eventual governo terá o ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga.

MARINA SILVA REBATE CRÍTICAS DE MICHEL TEMER DE QUE SERIA AUTORITÁRIA

A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, rebateu nesta sexta-feira, 29, as críticas do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), de que seria autoritária. "Não pode ser chamado de autoritário quem chama a sociedade para fazer o governo", disse, em referência à participação popular na formulação de seu programa de governo, apresentado nesta sexta-feira. Questionada como fará, caso eleita, para ter apoio do congresso, ela disse que não recorrerá ao hábito de fatiar ministérios. "Não queremos ir pelo caminho mais fácil, distribuindo cargos", disse. Marina Silva também rechaçou as críticas do tucano Aécio Neves e disse que pretende, sim, "conversar com Lula e FHC". "Vai ser mais fácil do que conectar com Sarney e Antônio Magalhães ou ficar refém do PMDB", disse. A candidata voltou a dizer que vai contar com pessoas honestas de todos os partidos. "Queremos unir o Brasil e aqueles comprometidos que não se furtaram a ajudar o País", afirmou. Marina Silva fez críticas ao PT e disse não imaginar como um partido com as raízes do PT pode terceirizar seu governo para aliados. "Não acho que a base de sustentação de um governo tem de concordar com tudo. Sou contra o aderir por aderir", disse, destacando que há opiniões distintas em qualquer base de governo que precisam ser debatidas.

TRE INDEFERE REGISTRO DA CANDIDATURA DO COMUNISTA NETINHO DE PAULA

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo indeferiu registro da candidatura de Netinho de Paula (PCdoB) a deputado federal por falta de provas de desimcompatibilização. Para disputar a eleição, a Justiça determina que servidores públicos se licenciem de seus cargos. Antes de confirmar sua candidatura, Netinho era secretário de Promoção da Igualdade Racial do prefeito Fernando Haddad (PT). "O candidato declarou que ocupa cargo ou função na administração pública, mas não trouxe prova de desimcompatibilização de cargo ou função pública. Diante do exposto, indefiro o pedido de registro de candidatura de José de Paula Neto ao cargo de deputado federal", escreveu a relatora da decisão, a juíza Diva Malerbi.

TELECOM ITÁLIA ENFRENTA DILEMA APÓS PERDER DISPUTA PELA GVT

A Telecom Italia perdeu um caminho promissor para o crescimento de seu lucro ao não garantir a compra da operadora de banda larga brasileira GVT, e pode agora ser alvo de aquisição em uma indústria que se consolida rapidamente. Ter vencido a disputa pela GVT, da companhia de mídia francesa Vivendi, era vital tanto para a Telecom Italia como para sua rival, a espanhola Telefónica, enquanto os mercados europeus encolhem. A Itália enfrentou uma guerra de preços no mercado móvel no ano passado, as receitas estão caindo e a competição se mantém forte. A Telecom Italia perdeu a disputa para a Telefónica, já que não pôde superar a oferta de 7,45 bilhões de euros pela GVT. A Telecom Italia tem dívidas de 32 bilhões de euros (42 bilhões de dólares), de acordo com a agência de classificação de risco Moody's, e perdeu sua nota de grau de investimento no ano passado. A compra da GVT poderia solucionar a maior fragilidade da TIM no Brasil, o fato de não ter redes de banda larga fixa. A Telecom Italia poderá considerar agora deixar o País, que representa um terço de sua receita, o que lhe permitirá pagar alguma parte de sua dívida, mas a deixaria ainda mais dependente de um mercado doméstico fraco. Sete fontes do setor bancário e investidores apontam a Telecom Italia como uma empresa sem direção clara que poderá ter dificuldades para levantar recursos de acionistas para financiar importantes melhoras de sua rede. O presidente-executivo Marco Patuano "está humilhado", disse um banqueiro sediado em Milão: "Ele vendeu de forma agressiva (o acordo da GVT) como a resposta para os críticos da Telecom Italia e agora precisa voltar à comunidade financeira para dizer quais são os próximos passos. Não haverá um aumento de capital simplesmente porque vai levar tempo para que a companhia se recupere desse revés e crie uma nova estratégia - você não pode pedir mais ações sem um plano estratégico claro". A base de acionistas da Telecom Italia adiciona mais confusão à situação. A Telefónica é agora seu maior acionista indireto, com 14,8% de participação, mas venderá parte de sua fatia à Vivendi como forma de pagamento pela GVT. Instituições financeiras italianas também querem sair do que tem sido um investimento não rentável desde 2007. A Vivendi deverá aceitar uma fatia de 5,7% da Telefónica na Telecom Italia, ou uma participação de 8,3% com direito a voto. Analistas especulam se a Vivendi também poderia mais tarde comprar a participação dos demais investidores italianos. Alguns dizem que o dilema de Patuano faz da Telecom Italia um potencial alvo de compra para operadoras como Deutsche Telekom ou Vodafone. A estratégia de Patuano revelada no ano passado traçou a venda de ativos na Argentina e em outros locais para ajudar a financiar investimentos em redes na Itália com o objetivo de impulsionar a velocidade da banda larga e lançar a tecnologia 4G. Ele reafirmou que a TIM continua um ativo-chave para o futuro do grupo.

DRONE MILITAR PODE TER COLIDIDO COM O JATINHO DE EDUARDO CAMPOS E PROVOCADO O DESASTRE

Um drone da Aeronáutica pode ter colidido com o avião Cessna Citation que levava Eduardo Campos, causando o acidente que matou o ex-governador de Pernambuco  e mais seis pessoas no dia 13 de agosto, em Santos, no litoral de São Paulo. Em entrevista à Rádio Bandeirantes SP, o advogado Antônio Campos, irmão do político, revelou que o inquérito civil aberto na data da queda do jato aponta a possibilidade de um Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado) da Aeronáutica ter colidido com a aeronave. A informação está em um ofício enviado ao comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro Juniti Saito. O documento, assinado pelo procurador federal Thiago Lacerda Nobre, aponta indícios como fotos do local do acidente, onde aparecem “rodas” semelhantes às que existem nos “Vants” modelo “Acauã”. O texto questiona o comandante Juniti Saito sobre quantos equipamentos desses existem nos quadros da Força Aérea, se todos estão em operação e se algum estaria desaparecido desde a data da queda do avião. A hipótese de um drone ter causado o acidente já havia sido levantada logo após a tragédia. Dois dias antes da queda, perto da base aérea onde o jatinho deveria pousar, uma área especialmente delimitada para vôos de aeronaves não tripuladas havia sido delimitada para um evento. A atividade dos Vants na área também foi avisada pela FAB (Força Aérea Brasileira) na mesma data.

JUSTIÇA NEGA PEDIDO DE PRISÃO PARA LÍDER DA MÁFIA DO ISS EM SÃO PAULO

A juíza Luciene Jabur Mouchaloite Figueredo, da 21ª Vara Criminal da capital paulista, negou na tarde desta sexta-feira (29), pedido de prisão preventiva para o líder da Máfia do Imposto Sobre Serviço, Ronilson Bezerra Rodrigues, denunciado à Justiça por formação de quadrilha/associação criminosa, lavagem de dinheiro e concussão (quando o servidor público exige vantagens para exercer sua função). Segundo sentença da juíza, a prisão não era necessária porque, nove meses depois de ter sido solto, Rodrigues não conseguiu impedir que a denúncia contra a máfia fosse apresentada. "Ademais, os crimes em questão não foram praticados mediante grave ameaça ou violência à pessoa e não há demonstração concreta que Ronilson esteja atrapalhando ou inviabilizando a obtenção de provas ou mesmo expondo a perigo a integridade física de testemunhas", escreveu a juíza, em sua sentença. Luciene também deu prazo de 15 dias para que Ronilson apresente sua defesa antes de decidir se aceita ou não a denúncia apresentada contra ele pelo Ministério Público Estadual. Esse procedimento é comum quando o acusado é servidor público. Ele foi subsecretário da Receita Municipal durante a gestão Gilberto Kassab (PSD). Ronilson foi demitido da prefeitura, entretanto ele recorre da demissão. "Existe pendência comprovada de recurso administrativo contra o ato de demissão, conforme petição da defesa", argumentou a juíza. Entretanto, o ex-subsecretário terá de deixar seu passaporte com a Justiça. A primeira denúncia da Máfia do ISS envolvia 10 acusados, além de Ronilson. A juíza Luciana aceitou a denúncia contra todos eles, exceto o fiscal Amílcar José Cansado Lemos, que também terá prazo para apresentar defesa prévia antes de saber se será ou não indiciado. Amílcar, sua mulher e sua filha também tiveram de entregar o passaporte.

EMPREITEIRAS AMEAÇAM PARAR CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA DE SANTO ANTONIO, UMA DAS JÓIAS DO PAC, POR FALTA DE PAGAMENTO

Ameaça de paralisação
Ameaça de paralisação
A construção da usina hidrelétrica de Santo Antonio, uma das maiores obras do PAC em curso corre o risco de parar a partir da semana que vem.  O motivo é dinheiro. Ou a falta de dinheiro. Na semana passada, o consórcio construtor da usina recebeu uma carta da Santo Antonio S.A., a empresa concessionária, cujos controladores são Eletrobras, Furnas, Cemig, entre outros, avisando que não tem mais dinheiro para pagar  as faturas de agosto. Assim, os construtores já definiram que, a partir da semana que vem começam a demitir os trabalhadores e paralisar a obra. Das 44 turbinas previstas para Santo Antonio, 32 já foram concluídas. (Lauro Jardim)

PRIMEIRO FOGUETE BRASILEIRO TESTA ETANOL NA BASE DE LANÇAMENTO DE ALCANTARA

O Foguete VS-30 foi lançado nesta sexta-feira (29) do Centro de Lançamento Espacial de Alcântara, no Maranhão, para testes com o motor movido a combustível líquido, desenvolvido pela empresa Orbital Engenharia em parceria com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica. O 13º vôo do foguete ocorreu às 16 horas, em direção ao Oceano Atlântico. A carga útil, denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido, utilizou etanol e oxigênio líquido, explicou o coordenador do projeto, coronel-aviador Avandelino Santana Júnior. “O que tentamos obter com este vôo são dados do desempenho do motor em elevadas altitudes e condições de ambiente espacial”, disse ele, explicando que o sistema já é conhecido e foi exaustivamente testado em laboratório. O objetivo é a utilização do combustível líquido no lançamento de satélites, que suporta massas maiores e maior altitude. Até então, os lançamentos no Brasil eram feitos apenas com propulsores sólidos. “Os maiores satélites colocados em órbita são por meio de motores com carga líquida, mas, até então, o País não dominava essa tecnologia. Com ela, temos a vantagem do desempenho e de operações com maior precisão”, disse o coronel Santana. Segundo ele, serão abertas novas possibilidades no desenvolvimento de motores e na aplicação em outros veículos aeroespaciais brasileiros. O vôo do VS-30 foi programado para durar em torno de dois minutos, sem recuperação da carga útil. Tempo pequeno, mas suficiente para a transmissão e coleta dos dados da performance do motor do foguete, segundo o coordenador da operação. Além do combustível líquido da carga útil, o foguete foi equipado com um GPS de aplicação espacial da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e um dispositivo mecânico de segurança concebido no IAE, denominado Chave Mecânica Acelerométrica. O coronel Santana explica que o dispositivo funciona como uma torneira, podendo abrir e fechar conforme a necessidade. “Com o propulsor sólido, não temos esse controle, ele vai queimar até acabar, você não consegue reacender um fósforo. A grande vantagem é que ele fornece mais energia para o motor e pode dar várias ignições”, explicou.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DESIGNA ZVEITER PARA RELATAR CASO DO DEPUTADO FEDERAL PETISTA ANDRÉ VARGAS, O PARCEIRO DO DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF

O deputado federal Sergio Zveiter (PSD-RJ) foi designado nesta sexta-feira pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Vicente Cândido (PT-SP), relator do recurso apresentado pelo petista André Vargas contra decisão do Conselho de Ética da Casa, que aprovou na semana passada o pedido de cassação do mandato do parlamentar. Zveiter foi quem relatou, no fim do ano passado, recurso do então deputado federal Natan Donadon (RO), que teve o mandato cassado pela Câmara. A defesa de André Vargas entregou os documentos ao colegiado há dois dias, apresentando argumentos para tentar barrar a decisão do Conselho de Ética. O parecer do relator sobre o caso pode ser apresentado na próxima terça-feira e votado, caso a Comissão de Constituição e Justiça consiga reunir o quórum mínimo de 34 parlamentares. O recurso já está sobrestando a pauta da comissão e impedindo que qualquer outra matéria seja votada. A comissão vai decidir se acata o pedido dos advogados, que alegam cerceamento de defesa do acusado e que foi acelerada a tramitação do processo, além de terem sido convocados para a votação do parecer que propunha a cassação de mandato deputados que não integram o Conselho de Ética. O último caso de cassação de mandato analisado na Comissão de Constituição e Justiça foi em dezembro do ano passado, quando os parlamentares negaram o recurso de Donadon. O processo de cassação foi definido em plenário no início deste ano, com 467 votos a favor e uma abstenção, na primeira votação do Congresso com a manifestação pública de votos sobre perda de mandato de parlamentar. A acusação contra André Vargas foi baseada em denúncias de que o parlamentar mantinha negócios ilegais com o doleiro Alberto Youssef e intermediou contratos em favor de um laboratório farmacêutico do "laranja" doleiro com o Ministério da Saúde. Youssef foi preso em março pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, por participação em esquema de lavagem de dinheiro.

A "MAROLINHA" DE DILMA: "QUEDA DO PIB É MOMENTÂNEA"

MAROLINHA - Dilma, em visita à escola Senai Simatec, em Salvador, Bahia

MAROLINHA - Dilma, em visita à escola Senai Simatec, em Salvador, Bahia (Ichiro Guerra/Divulgação/VEJA)
No dia em que os indicadores registraram oficialmente que a economia brasileira vive seu pior momento nos últimos anos, a presidente-candidata lançou mão de um discurso que faz lembrar a “marolinha” do antecessor, o ex-presidente Lula - e que ela mesma admitiu ter sido um erro de avaliação. Para Dilma o Brasil vive apenas um quadro momentâneo de desaceleração. E o terceiro trimestre será de “grande recuperação”. Nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que houve retração de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre – a queda, pelo segundo trimestre consecutivo, caracteriza recessão técnica. A presidente, que cumpre agenda eleitoral em Salvador, seguiu o discurso adotado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega: atribuiu o recuo aos feriados ocasionados pela Copa do Mundo e à redução no preço das commodities no mercado internacional. "Acredito que esse resultado do PIB é momentâneo, é desse trimestre. Um dos motivos que explicam esse resultado é o número de feriados que nós tivemos. Nós, por causa da Copa do Mundo, tivemos o a maior quantidade de feriados em toda a história do Brasil dos últimos anos", disse ela. A fala de Dilma evidencia como o mau resultado na economia prejudicou duas bandeiras do governo: a continuidade do crescimento e os benefícios advindos da realização do Mundial. Ao invés de aquecer a economia, a Copa provocou perdas. "Eu acredito que no segundo semestre de 2014 nós teremos uma grande recuperação", disse a presidente, que afirmou haver "todas as condições" para uma retomada do crescimento. Uma das soluções defendidas por Dilma para reverter o resultado negativo é a realização de uma reforma administrativa. "Nós precisamos levar a cabo uma grande reforma na estrutura de atuação do Estado. Temos de criar um Brasil sem burocracia", afirmou. Ela também defendeu investimentos pesados em infraestrutura. Na entrevista que concedeu, Dilma também classificou de "obscurantista", "fantasiosa" e "irresponsável" a postura da adversária Marina Silva (PSB) que, em seu programa de governo, deixou em segundo plano o uso do petróleo do pré-sal. A presidente afirmou que não há substituto viável para o petróleo e que, além disso, a extração do pré-sal trará mais recursos para a educação e movimentará uma cadeia industrial que inclui, por exemplo, a construção de plataformas e estaleiros. "Quem acha que o pré-sal tem de ser reduzido não tem uma verdadeira visão de Brasil. Isso é um retrocesso", afirmou. Dilma visitou uma unidade do Senai para gravar imagens que serão usadas na propaganda eleitoral. Ela permaneceu no local por mais de uma hora. A presidente conheceu laboratórios e salas de aula, além de ter tirado fotografias ao lado de estudantes beneficiados pelo Pronatec, o programa federal de ensino técnico. Dilma respondeu a apenas duas perguntas dos jornalistas após visitar uma unidade de ensino na capital baiana. Depois, ela seguiu para o Pelourinho, onde gravou novas imagens para o programa eleitoral.

BRIGADA MILITAR DEMITE TORCEDORA DO GRÊMIO QUE CHAMOU GOLEIRO ARANHA DE MACACO

Patricia Moreira, auxiliar de saúde buca do Centro Médico-Odontológica da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, foi demitida do seu trabalho, ainda na quinta-feira à noite, após a partida do Grêmio contra o Santos, disputada na Arena OAS, em Porto Alegre. Ela era contratada de uma cooperativa de serviços que presta trabalho para a Brigada Militar.  "Conversei com o diretor da empresa, mas não consegui contato com ela. Era uma funcionária competente, mas a postura pessoal que ela assumiu vai totalmente contra os nossos princípios de trabalho. É um fato profundamente lamentável", disse o major Régis Reche, chefe do Centro Médico Odontológico.

PIB RAQUÍTICO DO SEGUNDO TRIMESTRE FAZ O BRASIL VOLTAR PARA A LANTERNA DOS BRICS

Com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2014, o Brasil voltou para o fim da fila dos Brics, bloco de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. É que aponta levantamento da consultoria Tendências referente ao segundo trimestre deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a economia do País recuou 0,9% — resultado ínfimo se comparado ao crescimento de 7,5% registrado pela China e de 5,7% da Índia, e ainda inferior ao aumento de 1% da África do Sul e de 0,8% da Rússia. Analistas são cautelosos ao comparar o crescimento brasileiro com o de outros Brics, pela diferença entre as estruturas econômicas e as etapas de desenvolvimento desses países. Mesmo assim, são unânimes em afirmar que são domésticos os principais motivos para o baixo ritmo de crescimento do Brasil. “O mundo não é responsável pela perda de dinamismo da atividade brasileira. Comparativamente, nosso País está muito atrás de economias do Brics e das Américas Latina e do Sul, o que mostra que há questões internas envolvidas”, afirmou o economista Silvio Campos Neto, da Tendências. Alguns entraves domésticos citados pelos analistas, principalmente nos últimos três anos, são o excesso de intervencionismo por parte do governo, a crescente dificuldade de se fazer investimentos no País e o aumento do custo de mão de obra. “A atual política econômica, que priorizou o consumo e não deu a devida atenção aos investimentos, propiciou uma queda de confiança em diversos agentes, de empresas a consumidores”, afirmou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho. De acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), a confiança da indústria, dos consumidores e do setor de serviços atingiu em agosto os menores níveis desde 2009. Os economistas destacam também as taxas de crescimento vigorosas de Índia e China no segundo trimestre. No caso indiano, a vitória em maio do primeiro-ministro Narenda Modi, do partido nacionalista Bharatiya Janata, sinalizou um horizonte promissor para o país, já que algumas das principais promessas do líder da sigla eram no sentido de reavivar a economia local, criando novos empregos e atraindo investimentos. Já a China passa por uma transição para um padrão econômico mais voltado ao consumo interno, ao mesmo tempo em que promove maior abertura econômica. Para 2014, ainda segundo a Tendências, o crescimento do Brasil só deve se equiparar ao da Rússia. A consultoria prevê que o PIB brasileiro deve crescer 0,3%, previsão equivalente à da economia russa, que passa por um grave conflito. Segundo economistas, os problemas geopolíticos envolvendo a Ucrânia resultaram em diversas sanções por parte do Ocidente — e devem impactar a atividade econômica. “A tensão geopolítica na região é como uma nuvem pairando sobre a economia russa nos próximos meses”, afirmou Jankiel Santos, economista do Espírito Santo Investment Bank (Besi). Para a África do Sul, a projeção é de 1,7%, e, no caso da Índia, de 5,4%. A China deve seguir liderando o ranking, com um avanço de 7,4% este ano.

GRÃ-BRETANHA ELEVA NÍVEL DE AMEAÇA TERRORISTA

O governo britânico elevou de “substancial” a “severo” o grau de ameaça à segurança, o que significa que é “altamente provável” que ocorram atentados, anunciou nesta sexta-feira a ministra do Interior, Theresa May. “Não tenho dúvidas de que o Estado Islâmico tem como alvo todos nós na Europa”, disse o primeiro-ministro David Cameron em uma coletiva de imprensa após o anúncio de Theresa. “Está ficando claro que há alguns vácuos na segurança e nós precisamos reforçá-la”, acrescentou o premiê, informando também que fará uma declaração ao Parlamento na segunda-feira. A ministra disse que não tem informação sobre nenhum ataque iminente, mas justificou a decisão “pelos acontecimentos na Síria e no Iraque, onde grupos terroristas estão planejando atentados no Ocidente”. A escala tem cinco graus e o “severo” é o segundo mais alto. A ameaça não era tão alta desde julho de 2011. Theresa May disse que a decisão de aumentar o nível de ameaça foi feita pelo Centro de Análise de Ameaças Terroristas “Enfrentamos uma ameaça real e grave na Grã-Bretanha do terrorismo internacional e eu gostaria de pedir ao público para manter-se vigilante e denunciar qualquer atividade suspeita à polícia”, disse ela. O comissário Mark Rowley, um dos responsáveis pelo combate ao terrorismo em território britânico, disse que a mudança no nível de ameaça significa que os mecanismos de alerta e monitoramento em todos os serviços da polícia haviam sido elevados: “Isto levará a um reforço da prevenção e preparação. Vamos aumentar nossas patrulhas e implementar outras medidas de segurança e proteção”, explicou. A decapitação do jornalista americano James Folley por um integrante com sotaque britânico do grupo terrorista jihadista Estado Islâmico (EI) na semana passada ativou todos os alertas em Londres. “Isso é um veneno, um câncer, o que ocorre no Iraque e na Síria, e existe o risco de que se espalhe a outras partes da comunidade internacional e que afete a todos diretamente”, disse então o ministro das Relações Exteriores britânico, Philip Hammond. Segundo revelou o jornal The Guardian, o homem que aparece com o rosto coberto no vídeo da decapitação do jornalista nasceu em Londres e é conhecido como John. “Temos visto britânicos operando como suicidas, como executores. Infelizmente, eles estão entre alguns dos mais cruéis e ferozes militantes. Infelizmente, isso é apenas parte de sua radicalização”, disse ao jornal Daily Telegraph, Shiraz Maher, do Centro de Estudos da Radicalização do King’s College, em Londres. O homem que assassinou brutalmente o jornalista americano também foi um dos principais negociadores da libertação de onze reféns do EI no início deste ano. Agentes do FBI, do MI5 – o serviço secreto britânico – e da Scotland Yard tentam estabelecer a identidade exata do terrorista. Cameron expressou em muitas ocasiões sua inquietação pela participação de britânicos nas guerras de Síria e Iraque – acredita-se que há pelo menos 500 cidadãos britânicos entre os jihadistas. Há ainda o temor de que os jihadistas britânicos possam voltar e organizar atentados terroristas na Europa. Na semana passada, o governo britânico retirou os passaportes de 23 moradores da Grã-Bretanha por temer que eles se preparavam para viajar para o Oriente Médio para ingressarem em grupos jihadistas.

BOKO HARAM ASSASSINA CRISTÃOS NO NORTE DA NIGÉRIA

A milícia radical islâmica Boko Haram assassinou cristãos na cidade de Madagali, no norte da Nigéria. A cidade está sendo controlada pelos terroristas desde a semana passada. “Dezenas de pessoas foram assassinadas e edifícios ligados à igreja foram queimados”, relatou o sacerdote porta-voz da igreja da cidade, Gideon Obasogie, citado pelo jornal local The Punch. Madagali, situada no estado de Adamawa, está perto da cidade de Gwoza, onde no domingo o grupo fundamentalista islâmico declarou um califado. Segundo informou Obasogie, que conseguiu fugir da cidade, “os homens cristãos são capturados e decapitados; as mulheres se vêem obrigadas a se transformar em muçulmanas e são tomadas como esposas pelos terroristas”. Desde que a milícia radical se apoderou da cidade e começou com a perseguição dos cristãos, seus habitantes fugiram de suas casas, que foram ocupadas pelos insurgentes. Muitas igrejas foram obrigadas a fechar diante dos ataques do Boko Haram, que intensificou suas ações no nordeste do país, de maioria muçulmana, onde nas últimas semanas conquistou vários territórios. A falta de preparo do Exército nigeriano e o pouco policiamento na região possibilitam o avanço dos terroristas. Mal treinados e mal armados, muitos homens das forças de segurança nigeriana simplesmente fogem para não combaterem a milícia islâmica. Alguns moradores da zona relataram que os fundamentalistas içaram sua bandeira em seus povoados após ter tomado o controle. O Boko Haram tem seu reduto espiritual e sua base de operações em Borno, mas atua também nos estados vizinhos de Adamawa e Yobe, onde o governo nigeriano declarou estado de emergência. Desde que a polícia matou, em 2009, o então líder e fundador de Boko Haram, Mohammed Yousef, os terroristas islâmicos mantêm uma sangrenta campanha que se intensificou nos últimos meses. Neste ano, o grupo terrorista islamita assassinou cerca de 3.000 pessoas e a mais de 12.000 desde 2009, segundo os cálculos do governo nigeriano. Boko Haram, que significa em língua local "a educação não islâmica é pecado", luta por impor um califado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.

PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA DÁ PARECER CONTRA INVESTIGAÇÃO DO MINISTRO DO TRABALHO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, emitiu parecer contra a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar o ministro do Trabalho, Manoel Dias, por suposta fraude em licitações. O parecer ainda terá que ser analisado pela ministra Rosa Weber, relatora da investigação. Geralmente, quando a Procuradoria opina pelo arquivamento, o Supremo encerra o inquérito. A Polícia Federal enviou ao Supremo indícios de envolvimento de Manoel Dias com entidade de Santa catarina que firmou convênio com o ministério e teria subcontratado empresas para realizar serviços sem licitação. Segundo o processo, testemunhas citaram a atuação do ministro em esquema para empregar militantes do PDT como funcionários fantasmas na mesma entidade. Em documento enviado ao Supremo, Janot afirma que não há elementos para prosseguimento de inquérito na Corte sobre a atuação do ministro no episódio. "Da análise dos elementos dos autos, especialmente dos trechos dos depoimentos acima transcritos, embora revelem uma possível ingerência de Manoel Dias em organização não governamental envolvida em irregularidades na execução de convênios firmados com a União por seus ministérios, conforme noticiado pela Controladoria Geral da União, não apontam, de modo minimamente seguro, para o seu envolvimento em tais irregularidades", disse Janot. Na avaliação do procurador, "do que revelado até aqui, não há outros elementos de eventuais práticas criminosas" por parte de Manoel Dias. Janot pediu que a investigação seja remetida para a 1ª Vara Federal de Brusque, em Santa Catarina, onde corre processo por suposta fraude em licitações por parte da entidade. O procurador destacou ainda que o caso pode voltar a ser analisado no Supremo caso surjam "novos e mais substanciosos índicios da prática de crime por agente detentor de foro por prerrogativa de função". Como ministro de Estado, Manoel Dias só pode ser investigado e processado por crime com autorização do Supremo.

AÉCIO NEVES DIZ SOBRE O ANÚNCIO DA RECESSÃO ECONÔMICA: "O GOVERNO DILMA ACABOU, HOJE É UM DIA TRISTE PARA O BRASIL"

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, responsabilizou nesta sexta-feira o governo da presidente petista Dilma Rousseff (PT), que busca a reeleição, pelo fraco desempenho da economia brasileira, que entrou em recessão técnica no segundo trimestre. Ele disse: "Hoje é um dia triste para o Brasil, o país entrou em recessão técnica". E continuou: "Na verdade, o governo do PT terminou antes da hora e o legado será crescimento baixo, investimento baixo, com inflação alta, juros altos e uma perda crescente da confiança na nossa economia, o que impacta nos investimentos e no emprego". O Produto Interno Bruto do Brasil caiu 0,6% no segundo trimestre sobre os primeiros três meses do ano, com forte retração nos investimentos e na indústria, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira. Como o resultado do primeiro trimestre sobre os últimos meses de 2103 foi revisado para contração de 0,2%, o País entrou no que os economistas chamam de recessão técnica, que é quando a atividade econômica cai por dois trimestres seguidos. "Mais do que nunca fica claro que este modelo que está aí fracassou", disse Aécio Neves, acrescentando que é preciso mudar e que ele representa a mudança consistente.

JANOT PEDE REVISÃO DA LEI DA ANISTIA. É MAU DIEITO E MÁ IDÉIA

A VEJA.com informa que, em um parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a revisão da interpretação atual da Lei da Anistia, de 1979. O documento sustenta que a lei não se aplica aos chamados crimes contra a humanidade, como tortura, sequestro e desaparecimento forçado de opositores do regime. O parecer de Janot foi motivado por uma ação movida pelo PSOL, que pede que o Supremo rediscuta a validade da Lei da Anistia para agentes que praticaram crimes com graves violações aos direitos humanos, como torturadores, por exemplo. O relator da ação é o ministro Luiz Fux. Janot, com todo respeito, joga para a torcida. Já escrevi aqui e reitero. Os cretinos querem transformar essa questão numa disputa entre os que defendem torturadores e os que querem a sua punição. Vigarice! Trata-se de um confronto de posições, este sim, entre os que defendem as regras do estado democrático e de direito e os que acham que podem buscar atalhos e caminhos paralelos para fazer justiça fora da letra da lei.

Lei 6683, da Anistia, é clara:
Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares.
§ 1º – Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.
A própria Emenda Constitucional nº 26, de 1985, QUE É NADA MENOS DO QUE AQUELA QUE CONVOCA A ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE, incorporou, de fato, a anistia. Está no artigo 4º:
Art. 4º É concedida anistia a todos os servidores públicos civis da Administração direta e indireta e militares, punidos por atos de exceção, institucionais ou complementares.
§ 1º É concedida, igualmente, anistia aos autores de crimes políticos ou conexos, e aos dirigentes e representantes de organizações sindicais e estudantis, bem como aos servidores civis ou empregados que hajam sido demitidos ou dispensados por motivação exclusivamente política, com base em outros diplomas legais.
§ 2º A anistia abrange os que foram punidos ou processados pelos atos imputáveis previstos no “caput” deste artigo, praticados no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979.
Mais: o dispositivo constitucional que exclui a tortura dos crimes passíveis de anistia é de 1988, posterior, portanto, à Lei da Anistia, que é de 1979 e não pode retroagir;
Anistia não é absolvição, mas perdão político. Há quem pretenda que o Brasil siga os passos da Argentina —  embora, já disse, as duas ditaduras não sejam nem remotamente comparáveis — e fique eternamente preso ao passado, destroçando as instituições do presente e inviabilizando as do futuro, como faz hoje Cristina Kirchner.
A ditadura argentina foi derrubada; o fim do regime militar brasileiro foi longamente negociado. Os pactos históricos produzem frutos, que empurram os países para um lado ou para outro. A Espanha juntou todas as forças políticas em favor de uma transição pacífica da ditadura franquista para a democracia, de que o “Pacto de Moncloa” (1977) é um símbolo. O midiático juiz Baltasar Garzón tentou fazer a história recuar quase 40 anos, mas a moderna sociedade espanhola rejeitou suas propostas. A África do Sul ficou entre punir todos os remanescentes do regime do apartheid e a pacificação. Escolheu o segundo caminho.
Essa questão já foi julgada pelo Supremo em 2010. Votaram contra a revisão os ministros Eros Grau (relator), Ellen Gracie, Cezar Peluzo, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello. Os quatro últimos continuam na corte. Votaram a favor Ayres Britto, que já se aposentou, e Ricardo Lewandowski. Dias Toffoli se declarou então impedido, e Barbosa estava de licença. A composição do tribunal mudou. Vão se pronunciar pela primeira vez Luiz Fux (relator), Roberto Barroso, Rosa Weber e Teori Zavascki. No momento, o tribunal está com 10 membros. Não foi escolhido ainda o substituto de Barbosa. O que vai acontecer? Tendo a achar que Zavascki dará o quinto voto contra a revisão. Barroso pode se juntar a Lewandowski. O placar ficaria em 5 a 2. Luiz Fux e Rosa Weber são votos incertos. Ainda que se mostrem favoráveis, ter-se-ia um 5 a 4 contra. Caso o tribunal só julgue o assunto depois da nomeação do 11º ministro, pode até haver um empate em  5 a 5. Por Reinaldo Azevedo

BRASIL EM RECESSÃO: O BRASIL À ESPERA DE GODOT. SERÁ QUE ELE USA XALE E COLARES INDÍGENAS?

O Brasil está em recessão técnica. Segundo o IBGE — que não é o PSDB, que não é Aécio Neves, viu, presidente Dilma? — o PIB do segundo trimestre encolheu 0,6%. Como o Produto Interno Bruto revisado do primeiro trimestre havia caído 0,2%, então se tem esta chancela: recessão técnica. Por que esse nome? Porque, neste exato momento, o País já pode ter saído da recessão e voltado a crescer, mas o encolhimento da economia foi óbvio. Ainda que esteja aí a retomada da expansão, ela recomeça de um patamar, evidentemente, mesquinho.

E o que diz Guido Mantega, ministro da Fazenda? Segundo ele, trata-se de mero efeito estatístico, como se os números não estivessem assentados em dados da economia real. Parece piada! Nesta quinta-feira, ele saiu atirando contra Armínio Fraga, que será ministro da Fazenda de Aécio Neves caso o tucano seja eleito presidente. Mantega o desqualificou de modo bronco, afirmando que, sob o comando de Armínio Fraga, a economia poderia entrar em… recessão! Parece piada, não? Ele e Dilma, afinal, produziram o quê? Ocorre que, junto com a retração da economia, temos a paralisação dos investimentos, o descontrole dos gastos, inflação alta e juros estratosféricos.
O País está parado. Como na extraordinária peça de Samuel Beckett — e aqui vai o meu abraço saudoso para o meu querido amigo Gerald Thomas, seu grande intérprete —, estamos “esperando Godot”. Ou, então, como no maravilhoso poema do grego Constantino Kaváfis, somos os romanos do fim do império, à espera dos bárbaros. Boa parte do País está na expectativa de que este governo passe logo: com sua incompetência, com sua truculência, com sua inexperiência.
Inexperiência? É disso que se trata. Mantega e Dilma atribuem as dificuldades econômicas e a paralisia do Brasil ao cenário internacional. Mas, por acaso, esse cenário é diferente para os demais países da América Latina? Quem enfrenta severas dificuldade hoje na região? Curiosamente, Venezuela, Argentina e Brasil: uma ditadura, um regime aloprado e nós. A culpa não está nos outros. Está aqui dentro mesmo.
O País paga o preço de o governo de turno ter fechado os olhos e os ouvidos aos muitos chamados da realidade. A recessão técnica em que entrou a economia, o crescimento ridículo deste ano e a expansão mixuruca prevista para o ano que vem decorrem da inexperiência de Dilma Rousseff.
Na peça de Beckett, Godot é uma resposta que viria para tirar as pessoas da paralisia, de sua vida mesquinha. Só que ele não vem. Não dá as caras. Não se sabe quem ou o que é Godot. Somos mais carnavalizados e esperançosos do que o gigantesco Beckett. Por aqui, há quem ache que Godot — a grande saída — costuma usar xales nos ombros e exibir colares com sotaque indígena, além de ser hábil na glossolalia da natureza. Será mesmo?
É a inexperiência de Dilma que conduziu o País à recessão. O Brasil tem de se perguntar: quem virá em seu lugar? O nosso Godto pode se dar ao luxo de nem mesmo saber fazer contas? Por Reinaldo Azevedo

O PETISTA GUIDO MANTEGA USA TÁTICA DO AVESTRUZ E DIZ: "BRASIL NÃO ESTÁ EM RECESSÃO"

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que, em sua opinião, o Brasil não está em recessão. "É meramente efeito estatístico pelo resultado negativo do segundo trimestre", disse horas depois do anúncio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu pelo segundo trimestre consecutivo, o que configura, sim, recessão técnica. Mantega, de qualquer forma, parece não concordar com os economistas e dá opinião que não se sustenta diante dos dados técnicos: "Recessão é quando você tem desemprego aumentando e renda caindo. Aqui temos o contrário". Os números oficiais apontam que a economia brasileira registrou contração de 0,6% no segundo trimestre de 2014 na comparação com os três meses anteriores, nos quais houve queda de 0,2% em dados revisados. Após o anúncio,  Mantega confirmou que o Brasil não irá crescer 1,8% em 2014, conforme a última previsão do governo. Segundo ele, a sua pasta deverá fazer uma revisão para baixo dessa estimativa oficial em setembro. O ministro abusou das desculpas para minimizar o anúncio de recessão, em um procedimento que costuma utilizar todas as vezes que surgem análises ou notícias ruins sobre a economia nacional, reforçando assim a desconfiança de investidores e analistas com os rumos do País. Mantega declarou que a economia nacional foi afetada pela menor quantidade de dias úteis na primeira metade do ano e que espera uma recuperação moderada nos próximos meses. "No terceiro trimestre vamos ter 10% a mais de dias úteis. É como termos 10% a mais de produção e comércio", afirmou. Além disso, diz ele, também pesou na economia do País a política monetária do Banco Central, que elevou a Selic a 11% para tentar segurar a inflação, que já é alta e ronda o teto da meta do governo, de 6,5% ao ano. Nas contas de Mantega, esse movimento causou restrição de consumo e demanda. Ele admite que o resultado do PIB no segundo trimestre ficou aquém das expectativas do governo, mas aproveitou para pôr a culpa mais uma vez no cenário internacional. Mantega acrescentou que acredita na melhora na economia de países como Estados Unidos e Reino Unido, o que deve ajudar nos números do Brasil. E as desculpas não acabavam. Também citou "problemas localizados" no País, como a seca, que acabou aumentando os custos no setor energético.

POLÍCIA FEDERAL FAZ BUSCAS EM CASA DE DEPUTADO FEDERAL NO RIO DE JANEIRO

A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira mandado de busca e apreensão na casa do deputado federal e ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (PMDB). Ele é investigado na Operação Vale Tudo por suspeita de favorecer empresas em contratos com prefeituras do Estado do Rio de Janeiro. O processo corre no Supremo Tribunal Federal porque o parlamentar possui foro privilegiado. De acordo com investigadores, foram desviadas verbas de programas federais e do programa Somando Forças no qual o governo do Rio de Janeiro transfere recursos para obras de municípios. Sâo investigados contratos das prefeituras de Macaé e Campos dos Goytacazes. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em São Fidélis, Macaé, Campos dos Goytacazes e Rio de Janeiro. A Operação Vale Tudo é um desdobramento da Operação Ave de Fogo, que rastreou o desvio de 4 milhões de reais de recursos públicos por meio de licitações da prefeitura de Conceição de Macabu.

O ÓDIO A SÃO PAULO E AOS PAULISTAS DEVOTADO PELO MARIDO DE MARINA SILVA, UM DE SEUS INSPIRADORES POLÍTICOS. OU: IMAGINEM UMA REFORMA TRIBUTÁRIA FEITA COM ESSE ESPÍRITO...

Fábio Vaz e Marina Silva: não é só marido; é parceiro de militância política e inspirador
Fábio Vaz e Marina Silva: não é só marido; é parceiro de militância política e inspirador
Pois é… Eu já havia cobrado aqui a agora presidenciável Marina Silva por seu silêncio indecoroso diante da atitude absurda do governador do Acre, Tião Viana (PT) — seu aliado —, que despachou haitianos para São Paulo sem fazer nem mesmo um cadastro, sem saber onde eles seriam alojados, sem coordenar nenhuma ação com o governo paulista ou com a Prefeitura. Alguns leitores chegaram a dizer que eu estava exagerando… Estava, é? Então vamos ver.
Na entrevista concedida ao Jornal Nacional, Marina teve a cara de pau de dizer que só ficou em terceiro lugar no Acre na eleição de 2010 porque teve de enfrentar inclusive a máquina do governo do Estado em favor de Dilma. É mentira! Marina é governo no Acre desde 1999. Seus aliados estão no poder.
Quando fiz a cobrança à agora candidata do PSB à Presidência sobre o seu silêncio em relação aos haitianos, não conhecia ainda o artigo que reproduzirei abaixo. Foi publicado no jornal acreano “Página 20” no dia 26 de abril. Seu autor é ninguém menos do que Fábio Vaz, marido de Marina e então Secretário Adjunto de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens) do Acre. ATENÇÃO! ELE SÓ DEIXOU O CARGO NA SEMANA PASSADA, DEPOIS QUE SUA MULHER SE TORNOU A CANDIDATA OFICIAL DO PSB.
No texto, como vocês poderão ler (eu o publico com todos os erros do original, sem correção nenhuma), Fábio Vaz defende com unhas e dentes — e sem nenhum argumento — a ação indecorosa do governador Tião Viana e destila uma impressionante carga de ódio, preconceito e ignorância contra São Paulo e contra os paulistas.
Leiam o texto, especialmente os trechos em destaque. Volto em seguida.
*
Irresponsável quem, cara-pálida?
Na última semana, talvez desapercebido por muitos, assistimos a um exemplo de como é o nosso país no quesito solidariedade humana. Na sabedoria popular é comum a afirmação de se identificar nos mais pobres o sentimento de solidariedade para o próximo. Nos mais ricos encontra-se na maioria das vezes o desprezo, o preconceito e a prepotência com seu semelhante. Não sei se é assim tão dispare, mas que o comportamento e pronunciamento do Governo de São Paulo, especialmente a secretária de estado de Justiça Social, daquele estado contribuiu para reafirmar o pensamento popular.
O episódio em que a secretária de SP, na mídia nacional, chamou o Governo do Acre e a Sejudh daqui de “irresponsável”, por dar encaminhamento aos haitianos que entraram no Brasil pelo Acre, esse, sim, caracteriza-se uma enorme irresponsabilidade institucional e de desonestidade intelectual. Evidenciou para os mais atentos a visão desumana com os mais necessitados, beirando o preconceito, da gestora pública do estado de São Paulo.
A desonestidade se refere a ideia que a secretária tentou passar que o Acre estava encaminhando os imigrantes haitianos para São Paulo como fosse jogando um “problema” para frente de maneira desarticulada e inconsequente. A “desonesta” (intelectual) secretária de SP sabe que todos os haitianos estão sendo regularizados no Brasil por meio de expedição de visto provisório de caráter humanitário. Pois bem, isso significa que podem se dirigir para qualquer parte deste país livremente.
Sabemos todos, pelo menos nós do Acre, que o acolhimento que o Governo Estadual, Prefeitura e sociedade deram e ainda dão a esses imigrantes é digno de exemplo e louvor. Acredito que, se o Estado pudesse financeiramente, ainda seria melhor. Em matéria de solidariedade e demonstração de amor com o próximo, o acolhimento foi do tamanho da alma dos acreanos.
Vale lembrar que todas as ações do Acre sempre foram feitas com articulação com Ministério da Justiça e o das Relações Exteriores, com apoio do Ministério do trabalho, Saúde entre outros. Aqui vale uma ressalva: o apoio do Governo federal está aquém das suas possibilidades, penalizando o Estado por duas vezes. A primeira não tendo competência de controle sobre as fronteiras. Segundo deixando ao governo local os custos de um tratamento digno que passou ser a imagem do País.
Para quem acompanha a vida cotidiana, a história econômica e política do país com atenção vai identificar na posição da secretaria de SP apenas uma fagulha do que é a diferença econômica, política e social do Brasil. Ela espelha como é identificado os mais pobres e desfavorecidos na região mais rica do país.
Todos sabemos como são tratados pela elite de SP os nordestinos, bem vindos apenas para suprir o exército de força de trabalho para as diversas atividades econômicas como usinas de cana e construção civil. Conhecemos pelo noticiário como são tratados os irmãos imigrantes bolivianos em trabalhos análogo a escravidão de grandes marcas de confecções naquele estado. Não podemos esquecer ser uma das regiões com maior déficit habitacional e existência das maiores favelas e condições sub-humanas do país.
Deixemos de lado a violência de polícia, crime organizado que deixam um governo acuado por chefes em presídios. Ora quem morre são os mais pobres sempre. Solução para os ricos: condomínio, carros blindados, seguranças particulares.
Se analisarmos de maneira mais profunda como eles (SP aqui como os ricos) olham o resto do país e a nossa região, aqui é apenas espaço de consumo para seus produtos e fonte de recursos naturais para suas indústrias e serviços. Paramos para pensar quanto saiu ganhando SP com a isenção e impostos para a indústria automobilística e quanto nós perdemos?Ganharam vendendo mais carros, inclusive para nós. Perdemos, exportando nossas renda somada à redução de transferência constitucional (FPE e FPM) para o Estado e Municípios. Resultado final: eles ficaram mais ricos e nós, mais pobres. Alguns compraram mais carros, mas a maioria perdeu renda.
Onde se compra mais madeira ilegal fruto de desmatamento e outras ilegalidades. Não vou falar, pois acharão que estou com perseguição com SP (lembro: nasci lá). De onde vem o cartel para impedir que empreendimentos nas regiões mais pobres do país de consolidem como os nossos voltados para proteína animal como aves, ovos, suínos e peixes? Se o Acre não for competitivo, e ser justo com os nossos, eles nos engolem.
Falo tudo isso não contra os “paulistas”, como foram chamados os que vieram do Sul do país nos anos 70. Falo contra a mentalidade de uma falsa elite, pois se assim fossem lideravam vários aspectos da vida de um país ao invés de pensarem nos pobres como “problema” ou como “instrumento de acumular mais riqueza”. Nesse quesito, nossa “elite” local tem demonstrações dignas não só com os imigrantes haitianos, mas em outras oportunidades, como foi especialmente o caso do Acre Solidário nas catástrofes do Rio. A Secretária de SP, de maneira “articulada” ou “consequente”, ligou para seu correlato no estado do Acre e se colocou solidária?
Falo não esperando que a secretária de SP leia ou que a sua elite tome consciência de seu papel. Falo para nós acreanos nascidos ou que escolheram aqui para viver. Para nos indignarmos com o que foi dito por esta senhora. Que esta indignação reafirme nossos atos. Que nossos líderes políticos (com destaque o Governador), empresarias, religiosos, comunitários e funcionários envolvidos saibam que o que fizeram e ainda fazem está certo. Que temos orgulho de sermos solidários, humanos e sempre estender uma mão para o nosso próximo. Que o nosso caminho de desenvolvimento é difícil e tem muitos poderosos contra de maneira “invisível”. Que queremos um Acre sempre melhor, mas não copiando o que uns “ricos” tem de pior. Que o Acre seja sempre inclusivo, do ritmo da Amazônia e cheio de um povo rico de amor.
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Fábio Vaz – Secretário Adjunto de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens)
VolteiEm matéria de desonestidade intelectual, o sr. Fábio Vaz não deixa ninguém com inveja. Seu texto ataca a secretária de Justiça de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda, que, em nenhum momento, afirmou que os haitianos não poderiam vir para São Paulo. O que ela criticou foi a decisão do governo do Acre de meter os pobres coitados em ônibus para largá-lo na capital, sem nenhuma articulação prévia com o governo do Estado ou com a Prefeitura, o que mereceu crítica até dos petistas que administram a capital. Mas isso é o de menos no seu artigo.
Prestem atenção aos trechos em destaque. Segundo Fábio Vaz:
– “Nos mais ricos encontra-se na maioria das vezes o desprezo, o preconceito e a prepotência com seu semelhante”. Isso só não vale, claro!, para os ricos que apoiam Marina Silva.
– Por ter nascido em São Paulo, Vaz acha que pode falar o que lhe dá na telha. Ocorre que ele é tão paulista como Ciro Gomes. Só nasceu no Estado. Sua carreira política foi feita no Acre.
– Segundo o marido de Marina, os paulistas maltratam nordestinos e só os querem para serviços subalternos. É o mesmo discurso de Lula. Ignora que este é o segundo estado com mais nordestinos do Brasil — só perde para a Bahia. Será que isso se deve à cultura dos maltratos?
– A má-fé deste senhor é de tal sorte que finge ignorar que os bolivianos que trabalham em condições inadequadas em São Paulo, no mais das vezes, têm sua mão de obra explorada por outros bolivianos. De resto, conter a imigração ilegal é um trabalho que cabe ao governo federal. Será que também essa culpa deve recair sobre os ombros dos paulistas?
– Segundo o marido de Marina, São Paulo, vejam vocês, é um Estado que explora… o Acre e as demais unidades da federação!!! Os paulistas, na sua fantasia, são os ricos espoliadores. Ele inventou o anti-imperialismo federativo! Imaginem uma reforma tributária — como Marina diz que pretende fazer — movida com esse espírito. Até a redução de impostos da indústria automobilística, uma escolha do governo federal para preservar empregos (inclusive os dos nordestinos), é vista por esse senhor como uma benesse aos ricos.
– São Paulo também seria o responsável pelo desmatamento da Amazônia e pelo atraso das outras regiões do país. Em seu delírio, há um cartel de paulistas para impedir o desenvolvimento das outras regiões do país. Lendo o seu texto, a gente conclui que o que atrapalha o Brasil é São Paulo!
– E há este trecho encantador: “Deixemos de lado a violência de polícia, crime organizado que deixam um governo acuado por chefes em presídios. Ora quem morre são os mais pobres sempre. Solução para os ricos: condomínio, carros blindados, seguranças particulares”. É asqueroso! Este senhor é governo no Acre há 16 anos. O Estado não chega a ter 800 mil habitantes, população correspondente à da soma do Grajaú com o Jardim Ângela, dois dos 96 distritos da capital paulista. Mesmo assim, depois de quatro mandatos petista-marinistas, o Acre tem mais do que o dobro de homicídios por 100 mil habitantes do que São Paulo. Refaço aqui um desafio que fiz em coluna publicada na Folha: em 16 anos, vamos ver em que Estado, relativamente, os indicadores sociais avançaram mais: se no Acre ou em São Paulo.
Encerro
Não adianta vir com conversa: “Ah, isso, quem pensa, é o marido de Marina, não Marina”. Papo furado! Ele sempre foi um de seus mentores políticos. Esse é o ambiente que ela respira.
Vejo Marina, depois da morte de Eduardo Campos, tentando se reinventar como defensora da disciplina fiscal e do tripé da estabilidade — votou contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal —, como amiga do agronegócio (“só do virtuoso”, claro!) e como admiradora do empreendedorismo paulista. Comigo, não cola! Se eu tivesse um banco, talvez bastasse a promessa de “independência do Banco Central”. Como não tenho, interessa-me a Marina inteira, em toda a sua dimensão.
O que vejo acima é uma peça de ódio a São Paulo e de defesa de um ato indecente do governo do Acre ao qual este senhor servia. E, agora, o silêncio de Marina sobre a “exportação” de haitianos está mais do que explicado.
Tivessem nascido bagres, teriam tido uma advogada entusiasmada.Por Reinaldo Azevedo

ECONOMIA BRASILEIRA ENTRA EM RECESSÃO, COMO ESTAVA PREVISTO

A economia brasileira registrou contração de 0,6% no segundo trimestre de 2014 na comparação com os três meses anteriores, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do primeiro trimestre foi revisado para queda de 0,2%, o que significa que o país entrou em recessão técnica, quando há dois resultados trimestrais seguidos negativos. Antes, os dados indicavam que o Produto Interno Bruto (PIB) tinha crescido 0,2% no primeiro trimestre, em relação ao quarto período do ano passado. O Brasil não entrava em recessão técnica desde a crise financeira global de 2008/2009. Os dados divulgados na manhã desta sexta-feira pelo IBGE reforçam o pior momento econômico vivido pelo Brasil dentro da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição nas eleições de outubro. A recessão já era esperada pelo mercado, dado o cenário ruim que o país se encontra, com baixa confiança da indústria, do comércio, do setor de serviços e do consumidor, fraca geração de emprego e investimentos retraídos. Os economistas consideram que um País entrou em recessão técnica quando a soma de tudo o que é produzido (PIB) em seu território registra dois trimestres seguidos de queda na comparação com o período anterior. Em comparação ao segundo trimestre de 2013, o PIB caiu 0,9%, de acordo com o IBGE, e o crescimento acumulado no ano foi de 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O PIB é analisado pelos economistas sob duas óticas distintas: a da oferta, representada pelo setor produtivo (agropecuária, indústria e serviços) e a dos gastos, representada por investimentos, consumo das famílias, gastos do governo e balança comercial (exportações menos importações). No olhar da oferta, o principal impacto negativo no resultado do trimestre passado foi da indústria. A atividade do setor recuou 1,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro e caiu 3,4% ante o mesmo período de 2013. Considerando a soma de todas as riquezas produzidas pela economia do País entre abril e junho, de 1,27 trilhão de reais, o setor de serviços respondeu por 750,1 bilhões de reais (59%), seguido por indústria (255 bilhões; 20%) e agropecuária (82,5 bilhões; 6,5%), segundo o IBGE. No caso do setor de serviços, o mais importante para o PIB, houve um recuou 0,5% na comparação com o primeiro trimestre e um crescimento bem tímido, de apenas 0,2%, em relação ao período de abril a junho de 2013. Já o PIB da agropecuária até chegou a crescer 0,2% ante o trimestre anterior, mas não foi suficiente para conter o resultado negativo. Um dos fatores que pesaram na economia no segundo trimestre foi a realização da Copa do Mundo, devido ao menor número de dias úteis em razão de feriados.