sexta-feira, 15 de agosto de 2014

MARINA SILVA SINALIZA AO PSB QUE ACEITA SER CANDIDATA

A ex-senadora Marina Silva deu aval nesta sexta-feira ao comando do PSB para realizar uma consulta interna no partido sobre sua entrada na disputa à Presidência da República, em substituição ao ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira. Nesta sexta-feira, lideranças do PSB estiveram na casa de Marina Silva, em São Paulo, para uma visita informal. A cúpula do partido agendou uma reunião para oficializar o futuro da sigla na próxima quarta-feira, em Brasília. Embora não tenha afirmado taxativamente que quer encabeçar a chapa, Marina Silva deu o sinal mais claro até agora de que está disposta a entrar na corrida eleitoral. Desde a última quarta-feira, ela tem dito que não fará nenhum anúncio até que o corpo de Eduardo Campos seja enterrado, no domingo, em Recife. A comitiva enviada à casa de Marina Silva foi capitaneada pelo presidente do PSB, Roberto Amaral, além da deputada Luiza Erundina (SP), do secretário-geral da sigla, Carlos Siqueira, e de Walter Feldman, conselheiro da ex-senadora e responsável pela "ponte" entre o PSB e os "marineiros" da Rede Sustentabilidade. Na rápida conversa, Marina Silva autorizou o partido a realizar a consulta interna sobre o apoio à candidatura – e ouviu do grupo que as lideranças majoritárias já manifestaram apoio a ela, classificada como "o caminho natural". Segundo aliados da ex-senadora, ela só aceitará a candidatura se seu nome for aclamado pelo partido. Além disso, insiste em fechar questão antes com os dirigentes de sua Rede. O principal temor de Marina Silva é que os já complicados arranjos nos palanques estaduais se deteriorem. Nas últimas 24 horas, lideranças regionais do PSB, partido que durante anos orbitou os governos Lula e Dilma Rousseff, foram procuradas por petistas numa tentativa de reaproximação. Amiga da família de Eduardo Campos, Marina Silva irá a Recife neste sábado para o velório e permanecerá até enterro do corpo. Durante todo esse tempo, estará cercada pelos dirigentes do PSB, que também contam com um pedido da família de Eduardo Campos para que ela aceite substituí-lo. Segundo um interlocutor de Marina Silva, ela dificilmente resistirá se isso ocorrer – e a tendência é que retorne de Recife candidata.

POLICIAIS MILITARES QUE PRIMEIRO CHEGARAM NA CENA DO DESASTRE DO JATINHO CESSNA DIZEM QUE AVIÃO PERDEU ALTITUDE RAPIDAMENTE

O relato de dois policiais militares que assistiram à queda do avião em que viajava o presidenciável do PSB, Eduardo Campos, pode ajudar a entender a dinâmica do acidente. Os dois estavam na mesma viatura e foram os primeiros a chegar no local. A tragédia, ocorrida na última quarta-feira, em Santos, no litoral paulista, provocou a morte de sete pessoas. Em áudio captado pelo rádio da corporação, os militares indicam que a aeronave estava dando um “rasante”. Eles afirmam que o jato perdeu velocidade muito rapidamente. Na conversa que tiveram por rádio, no momento do acidente, o cabo Nelson Alves Batista diz: “Estávamos em patrulhamento dentro da viatura na Rua Vahia de Abreu sentido Alexandrino. A distância era de aproximadamente quatro quarteirões do local. Ouvimos um barulho forte e  vimos um avião passando muito baixo. Saía fumaça da aeronave, mas não estava desgovernada. Parecia que estava indo no sentido da praia. Em segundos, desapareceu e ouvimos o estrondo. Pedimos então autorização para o Copom (Corpo de Bombeiros) e seguimos até o local. Já tinha bastante fumaça e muita gente correndo no sentido contrário". O soldado Wesley Fernando da Silva Marin afirmou: “A aeronave vinha perdendo altitude rapidamente como se estivesse se preparando para um pouso. No entanto, não era normal voar tão baixo ali naquela região. Também tinha uma fumaça saindo dela. O avião desapareceu do nosso campo de visão e na hora comentamos que ia cair. Então ouvimos um estrondo e sentimos o impacto da queda. Uma nuvem de fumaça subiu. Corremos então para o local".

TERRORISTAS DO CALIFADO MATAM AO MENOS 80 HOMENS E CAPTURAM 100 MULHERES NO IRAQUE

Terroristas sunitas liderados pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiram o controle de uma passagem de fronteira Iraque-Síria depois que os terroristas do Estado Islâmico (EI) invadiram uma vila habitada por integrantes da minoria yazidi no norte do Iraque nesta sexta-feira, mataram pelo menos oitenta homens e capturaram mais de 100 mulheres. A informação foi dada por um integrante do governo regional do Curdistão e por um líder da minoria à rede americana CNN. O ataque ao vilarejo de Kojo, que fica cerca de 20 quilômetros ao sul da cidade de Sinjar, ocorreu depois de vários dias de cerco dos jihadistas ao local. As mulheres teriam sido levadas para as cidades de Mosul e Tal Afar, controladas pelos terroristas satânicos do Estado Islâmico. A montanha de Sinjar foi o local para onde fugiram milhares de yazidis depois que a cidade de mesmo nome foi invadida pelos terroristas. Nesta semana, o governo americano recuou no plano de organizar uma operação para resgatar as pessoas que estavam submetidas a altas temperaturas, sem água e sem comida, morrendo de desidratação na montanha. O motivo alegado para a decisão foi o sucesso da missão para romper o cerco do Estado Islâmico aos refugiados. O morador de uma vila próxima a Kojo disse que um integrante do Estado Islâmico havia dito que o grupo tentou, durante vários dias, fazer com que os moradores se convertessem ao islamismo. No início desta semana, o jornal britânico Daily Telegraph mencionou Kojo em uma reportagem sobre a situação dramática da minoria no Iraque. O texto dizia que os jihadistas haviam dado um prazo até quinta-feira para os habitantes se converterem. "Ninguém foi morto ainda", disse na ocasião ao jornal o filho de um oficial local. Os yazidis, curdos étnicos que cultivam uma religião com elementos do zoroastrismo, do cristianismo e do islamismo, estão entre as 400.000 pessoas que a ONU estima que deixaram suas casas desde junho, quando o Estado Islâmico avançou na fronteira entre o Iraque a Síria. Além dos yazidis, os terroristas também perseguem cristãos, curdos e xiitas.

A MÃE DE EDUARDO CAMPOS PERGUNTA: "POR QUE ELE, E NÃO EU?"

Amigos e parentes que visitaram a casa onde morava o presidenciável Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo na quarta-feira, para prestar condolências aos familiares, afirmam que a mãe do ex-governador de Pernambuco, Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União, é a mais abatida entre todos da família. “Meu filho tão amado, tão querido por todos e tão bonito. Por que ele, e não eu, que já cumpri a minha tarefa?”, indagou a ministra do TCU à amiga Leda Alves, secretária de Cultura da prefeitura do Recife. Inconsolável, ela disse não ser natural que uma mãe tenha que enterrar o próprio filho. Amiga próxima da família do ex-governador de Pernambuco, Leda também conversou com a viúva Renata Campos. Segundo ela, a maior preocupação da esposa é dar suporte emocional aos cinco filhos que teve com o presidenciável, em especial ao caçula Miguel, de apenas sete meses. Ela passou boa parte do dia brincando com o bebê no colo, relatou a amiga. Quando não conseguia conter as lágrimas, escondia o rosto do filho para que ele não a visse chorando. Renata também ficava sussurrando, como se estivesse falando com o marido morto, que “daria conta” de cuidar dos filhos. “Fique tranquilo, meu amor, porque nossos filhos eu assumo que vou dar conta”, repetia a si mesma, segundo Leda. Na noite desta sexta-feira, mais uma missa será celebrada na casa da família, com a presença de políticos, amigos e familiares. A expectativa é que os restos mortais de quatro vítimas do acidente, incluindo os de Campos, cheguem neste sábado a Recife. O enterro está previsto para este domingo.

JÔ SOARES RECEBE ALTA APÓS 22 DIAS INTERNADO NO HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS, A BOUTIQUE DA SAÚDE NO BRASIL

O apresentador Jô Soares recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por volta das 18h30 desta sexta-feira. Jô Soares foi internado no dia 25 de julho com diagnóstico de infecção pulmonar e foi tratado com antibióticos, segundo boletim médico divulgado pelo centro médico. O apresentador, que tinha alta prevista para poucos dias após a internação, permaneceu no hospital por 22 dias. Nesta sexta-feira, o blog do colunista Leo Dias, do jornal O Dia, afirmou em nota que Jô havia sofrido uma parada cardíaca na quinta-feira e que havia suspeita de que o apresentador estivesse com câncer de pulmão. O diretor do Programa do Jô, Willem van Weerelt, negou o agravamento do quadro de saúde do apresentador. Durante a internação de Jô Soares, seu programa de entrevistas na Globo reprisou alguns episódios. Jô ficará descansando em casa, por duas semanas, e voltará a gravar seu programa em setembro.

ESTADOS UNIDOS ENVIAM INVESTIGADORES AO BRASIL PARA APURAR O DESASTRE DO JATINHO CESSNA QUE MATOU O CANDIDATO PRESIDENCIAL EDUARDO CAMPOS

O NTSB (National Transportation Safety Board), órgão norte-americano que investiga acidentes aéreos, enviou um investigador a Santos para acompanhar os trabalhos de apuração sobre o acidente que matou o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), na última quarta-feira (13). O investigador, Tim Monville, chegou a Santos nesta sexta-feira (15), acompanhado de técnicos da FAA (Federal Aviation Administration), equivalente dos Estados Unidos à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Com ele também vieram funcionários da Cessna, fabricante do avião no qual Campos e outras seis pessoas viajavam.

DEPUTADO FEDERAL SOCIALISTA BETO ALBUQUERQUE ESCANCARA A SUSPEITA DE SABOTAGEM, ATENTADO, NA MORTE DO PRESIDENCIÁVEL EDUARDO CAMPOS.

Diz o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), depois de ter conversado com o ministro da Defesa, o petista Celso Amorim, e com o comandante da Aeronáutica, Juniti Sato, o deputado Beto Albuquerque: "O avião era novo e moderno. Os pilotos, muito experientes. Tivemos a informação de que houve uma explosão na turbina. Isso não acontece do nada. Depois, ficou-se sabendo que havia aviões não tripulados da FAB, os drones, naquela região. Foi confirmado que havia, mas disseram que estavam longe. Agora, dizem que o áudio da caixa-preta não corresponde ao vôo. Não me lembro de ter visto outro caso no mundo em que a caixa-preta não registra o que foi dito na cabine do avião nas últimas duas horas de um vôo. É muita coisa ocorrendo em torno de uma tragédia. Parece até despiste. A Aeronáutica, o brigadeiro Saito, deve ao Brasil, ao PSB e à família do Eduardo Campos uma explicação convincente. Nós exigimos isso". Ou seja, o deputado federal Beto Albuquerque escancarou a hipótese de que Eduardo Campos tenha sido alvo de sabotagem, de um atentado político.

MARINA SILVA ANUNCIA AO MUNDO QUE ESTÁ SOFRENDO MAIS DO QUE A VIÚVA. NÃO DÁ!

Desculpem a crueza, mas não tenho paciência para mistificações. Leio na Folha a seguinte informação, de Mônica Bergamo. Prestem atenção. Volto em seguida.

A ex-senadora Marina Silva (PSB-AC) telefonou ontem para Renata Campos, viúva do ex-presidenciável Eduardo Campos.
Foi a primeira vez que as duas se falaram depois do acidente que matou o ex-governador.
A conversa durou mais de uma hora e foi bastante emotiva.
Renata contou à candidata como estava cuidando dos filhos e como os quatro mais velhos tinham reações distintas diante da tragédia.
Houve momentos de descontração em que as duas rememoraram episódios divertidos da campanha.
De acordo com relatos que Marina fez a interlocutores, a viúva estava serena e firme, a ponto de consolar a ex-senadora.
“Eu quero te agradecer por você me dar esse momento. Eu liguei para te confortar e, na verdade, quem me confortou foi você com a sua tranquilidade e a sua força. Você é muito corajosa”, teria dito Marina.
De acordo com testemunhas, as duas não conversaram sobre campanha eleitoral.
Voltei
Não tenho dúvida de que Mônica Bergamo apurou exatamente o que está aí. Ocorrem-me algumas coisas. Vamos a elas:
1: era uma conversa privada, entre Marina e Renata;
2: Renata não falou com a imprensa, como se sabe;
3: logo, quem falou “a interlocutores”, que, por sua vez, falaram com a imprensa, foi… Marina Silva, este ser que flana acima do mundo, sem maldades.
Sinceramente… Eu estou entendendo direito ou Marina, segundo a informação divulgada por seus “interlocutores” pretende sofrer mais do que a viúva, mãe de cinco filhos. Não é preciso ser muito rigoroso para considerar indecoroso esse tipo de vazamento de “informação”. Não estou criticando a jornalista, não — até porque, quando acho que é o caso, critico. Cumpre a sua função e informa.
O que me incomoda, meus caros, é que Marina está, vamos dizer, se comportando como a viúva política. E viúvas, como se sabe, reivindicam, por força de sua condição, o espólio. Com a devida vênia, esse tipo de informação me causa mais repulsa do que admiração. Por Reinaldo Azevedo

JORNALISTAS FORAM ASSALTADOS PERTO DA CASA DE EDUARDO CAMPOS NO RECIFE

Movimentação de jornalista em frente à casa da família de Eduardo Campos, em Recife

Sete jornalistas de Brasília, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul foram assaltados nesta sexta-feira a cerca de 200 metros da casa do candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em Santos, no litoral paulista. Os profissionais, que atuavam na cobertura da morte do ex-governador de Pernambuco, foram abordados por dois homens armados em um carro no bairro Dois Irmãos, na Zona Norte de Recife. Eles levaram celulares e equipamentos fotográficos. Ninguém ficou ferido. Entre as vítimas do assalto, estão profissionais do site de VEJA, dos jornais Folha de S. Paulo e Diário de Pernambuco, das rádios Guaíba e CBN, e da TV Globo News. O delegado Mauro Cabral, da Delegacia de Roubos e Furtos de Recife, colheu depoimentos dos jornalistas e afirmou que está trabalhando para identificar os assaltantes. Segundo o governo de Pernambuco, a segurança no local foi reforçada.

IDENTIFICAÇÃO DO CORPO DE EDUARDO CAMPOS POR ARCADA DENTÁRIA NÃO FOI POSSÍVEL

O Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo informou nesta sexta-feira que devem ficar prontos até sábado os primeiros resultados dos exames de DNA feitos nos restos mortais recolhidos do local do acidente aéreo que matou o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas na quarta-feira. Responsável por levar a São Paulo a documentação que ajudaria a identificar os restos mortais do candidato do PSB, o dentista Fernando Cavalcanti, que atendia o ex-governador de Pernambuco há 25 anos, relatou nesta sexta-feira um verdadeiro cenário de devastação na região onde caiu o jato. Em pelo menos quinze casas da região foram encontrados vestígios de corpos das sete vítimas do acidente aéreo. Ele afirma que não foi possível realizar o reconhecimento do corpo de Eduardo Campos pela arcada dentária, uma vez que ela não foi recuperada. Dessa maneira, a identificação se dará unicamente pelo DNA. De acordo com o IML, os perfis genéticos dos familiares das vítimas já estão prontos. Agora, o trabalho dos peritos consiste em identificar qual parte resgatada pertence a cada vítima. Só então os perfis serão comparados aos dos materiais genéticos colhidos dos familiares. Até o momento, o IML já recebeu cinco caminhões trazendo restos mortais recolhidos em Santos. “Vão ter que armar um quebra-cabeças e vão ter que montar. Os corpos foram pulverizados. É um trabalho difícil, de quebra-cabeças”, disse o dentista de Eduardo Campos, cuja esposa é prima de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco. “Infelizmente não encontraram corpo, encontraram partes de corpos. Foi impossível identificar porque não temos sequer a arcada, pelo estrago que estava o cenário da tragédia. Levei a documentação radiográfica completa, mas infelizmente a explosão foi muito grande e sobraram apenas restos”, relatou Cavalcanti.

PSB MARCA REUNIÃO PARA DECIDIR FUTURO DA CANDIDATURA PRESIDENCIAL

O comando do PSB convocou uma reunião da Executiva Nacional do partido para a próxima quarta-feira, em Brasília, destinada a resolver o futuro da candidatura da sigla à Presidência da República. Informalmente, esse é também o prazo estipulado pelos dirigentes do PSB para a ex-senadora Marina Silva decidir se aceita encabeçar a chapa. Como a propaganda eleitoral no rádio e na televisão começa na próxima terça-feira, os dirigentes do partido avaliam que os primeiros programas serão usados para prestar homenagem a Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira na cidade de Santos (SP). A legislação eleitoral determina que o PSB tem prazo de dez dias para efetuar a troca de candidato, contados a partir da data da morte. Desde ontem, lideranças do PSB afirmam publicamente que o nome de Marina Silva “é o caminho natural”. As declarações ganharam força depois da carta divulgada pelo irmão do ex-governador de Pernambuco, o advogado Antonio Campos, manifestando apoio à candidatura de Marina Silva. A manifestação de Antonio Campos, aliás, abriu especulações no PSB de que ele próprio poderia ser indicado vice na eventual chapa liderada por Marina – Antonio é filiado ao PSB e integra a Executiva da legenda. Ainda que o assunto não seja discutido abertamente, o PSB analisa nomes para a vice. Os mais lembrados são o ex-petista Maurício Rands, do mesmo Estado natal de Campos, e os deputados Júlio Delgado (MG) e Beto Albuquerque (RS). Marina Silva tem boa relação com todos eles.

ECONOMIA BRASILEIRA RETRAIU 1,20% NO SEGUNDO TRIMESTRE, MOSTRA A PRÉVIA PRÉVIA DO BANCO CENTRAL

O IBC-Br é divulgado mensalmente pelo Banco Central e incorpora estimativas da produção dos setores de serviços, indústria e agropecuária. É considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 1,48% em junho sobre maio, fechando o segundo trimestre com queda de 1,20% contra o período anterior, de acordo com dados dessazonalizados do Banco Central. A contração mensal é a maior desde maio do ano passado, quando o indicador recuou 1,68%. Analistas esperavam queda de 1,30%, de acordo com a mediana de 23 projeções que foram de recuo de 0,50% a 1,80% no sexto mês do ano. Na comparação de junho com o mesmo mês de 2013, porém, a queda foi ainda mais significativa, de 2,68%. Considerando o acumulado do ano, de janeiro a junho, o IBC-Br mostra quase uma estagnação, ao registrar crescimento de apenas 0,08%, como mostrou o Banco Central nesta sexta-feira. Em 12 meses até junho, a alta é maior, de 1,41%. Segundo o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, não é correto afirmar que a variação do PIB do Brasil foi negativa no segundo trimestre tendo como base o IBC-Br. O diretor disse que a projeção do Banco Central para o PIB é a que consta no Relatório de Inflação, ou seja, de 1,6% para 2014. 

MARINA: JÁ ESTÁ EM CURSO A CONSTRUÇÃO DA "UNGIDA" QUE NÃO NEGOCIA.... ISSO É PÉSSIMO!

Tudo aquilo de que o Brasil não precisava está em curso. Que coisa! Sou religioso, mas não místico. Não acredito em conjunção de fatores ditados por alguma força ou ente que nos empurrem para certo destino. Mas, às vezes, quase cedo à tentação. Logo, felizmente, passa. O misticismo é sempre uma forma de trapaça: ou as pessoas estão se enganando ou estão enganando os outros. Bem depressa, sou convocado pela razão.

Marina Silva ainda não é a candidata à Presidência da República da frente integrada pelo PSB. Mas, parece-me inescapável, será. Percebo todos os aspectos deletérios de sua figura pública conjugados nestes dois dias. E com que incrível saliência para o momento! Mais do que nunca, vemos sobressair a figura da ungida, daquela que parece ter sido enviada com uma missão que os mortais ainda ignoram, da eleita para trazer uma mensagem do além. O terreno onde se dissolvera o corpo de Eduardo Campos ainda fumegava, e ficamos sabendo, momento depois do acidente, que Marina deixara de embarcar no voo por alguma razão misteriosa. Seus adoradores costumam exaltar não seus dotes de visionária, mas as suas certezas de intuitiva. Que medo!
Hoje, sabemos ainda mais. Ela está realmente consternada — e por que não estaria? — e teria passado a noite em claro, em vigília, embora não em companhia da família, com quem ainda não havia conseguido falar. Por que Marina não chegou nem mesmo a ressonar, o que certamente fizeram os familiares de Campos, moídos pela dor e pela exaustão? Porque, supõe-se, ela mantinha um diálogo com um ente que só se manifesta aos escolhidos. Até Caetano Veloso vem a público expor a sua dor e nos recomendar: entreguemo-nos aos desígnios de Marina.
O país vive um momento delicado. Hoje, só as incertezas se adensam. Não precisamos de mais indefinições. No terreno nada místico, da “carnadura concreta” das coisas, como diria o poeta João Cabral de Melo Neto, somos informados de que Marina vai impor algumas condições para ser candidata. Uma delas é ter um vice de sua confiança. Dadas as circunstâncias e as diferenças de ideário entre ela e o PSB, o normal seria que acontecesse o contrário. Mas o ser político cuja reputação se avoluma quanto mais repudia a política sabe, sim, travar uma dura disputa no solo, embora pareça vinda do céu. Ou é como ela quer, ou não é de jeito nenhum!
Vou além: considerando que Marina Silva não é do PSB e que tem, é evidente, a chance de se eleger, o mais prudente seria que se comprometesse a permanecer no PSB os quatro próximos anos se eleita. Afinal, vai para uma campanha eleitoral sem que a esmagadora maioria dos eleitores saiba que está prestes a migrar para outro partido, cujo ideário é ainda desconhecido. Para quem diz prezar uma “nova política”, lamentando os vícios da “velha”, seria uma atitude bastante decorosa, não é mesmo?
Desde a redemocratização, o país passa por um dos momentos mais delicados de sua história. Infelizmente, percebo amplos setores da sociedade, inclusive da imprensa, tocados por certo “desejo de mudança”, ainda sem conteúdo. E isso, acreditem, por si, não é bom. O momento pede que Marina ofereça algumas certezas, não que cobre certezas de seus pares, o que só reforça o caráter olímpico de sua personalidade. Até porque esse distanciamento em relação aos mortais pode ser tudo, menos compatível com a democracia. Fiquemos atentos! Por Reinaldo Azevedo

AERONÁUTICA DIZ QUE A CAIXA-PRETA DO JATINHO CESSNA QUE LEVAVA EDUARDO CAMPOS NÃO REGISTROU O ÁUDIO DO VÔO

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta sexta-feira que os áudios captados na caixa-preta da aeronave que levava Eduardo Campos e sua equipe a Santos (SP) não são referentes ao vô realizado na última quarta-feira. Os dados do gravador poderiam ser peça-chave para elucidar o acidente. Em nota, a FAB informou que foram extraídas e analisadas as duas horas de áudio da caixa-preta, o correspondente à capacidade máxima de gravação do equipamento. Nenhuma informação referente ao vôo do presidenciável foi registrada. A FAB afirma ainda que não é possível determinar a data de gravação dos diálogos, já que o equipamento não faz esse tipo de registro, e que “as razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao vôo serão apuradas durante o processo de investigação”. A FAB ponderou que há outros meios que ajudem a apurar as causas do acidente: “É importante ressaltar que os dados obtidos no gravador de voz representam apenas um dos elementos levados em consideração durante o processo de investigação, não sendo imprescindíveis para a identificação dos possíveis fatores contribuintes”, disse, em nota. A Força Aérea deve apurar fatores como se os pilotos estavam voando no acima do limite permitido em lei, se os exames de saúde recentes estavam em ordem e se eles estavam passando por problemas pessoais. A Aeronáutica começou a inspecionar na quinta-feira a caixa-preta do avião. Principal elemento da perícia para desvendar os motivos da queda do avião bimotor, a caixa-preta foi aberta no laboratório da Força Aérea, em Brasília. O equipamento do Cessna 560XL PR-AFA tinha capacidade para gravar até duas horas de áudio da cabine dos pilotos, mas estava danificado e passou por análises, com ajuda de um microscópio. Em uma das últimas comunicações com o operador de rádio da Base Aérea de Santos, onde o jatinho de Campos deveria pousar, o comandante não relatou nenhum problema técnico ou pane na aeronave. Ele se aproximava do litoral paulista, mas desistiu da primeira tentativa de aterrissagem e pediu autorização para fazer uma manobra sobre a cidade. O contato ocorreu pouco antes das 10 horas. Chovia e ventava forte na manhã de quarta-feira, o que pode ter contribuído para o acidente. O relatório sobre o caso será elaborado pela comissão de oficiais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Leia a íntegra da nota da FAB: Os dados do gravador de voz (Cockpit Voice Recorder – CVR) da aeronave PR-AFA, que se acidentou no dia 13 de agosto, já foram extraídos e analisados por quatro técnicos do Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (Labdata) do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). As duas horas de áudio, capacidade máxima de gravação do equipamento, obtidas e validadas pelos técnicos certificados, não correspondem ao vôo realizado no dia 13 de agosto. Não é possível, até o momento, determinar a data dos diálogos registrados no CVR, tendo em vista que esse tipo de equipamento não registra essa informação. As razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao vôo serão apuradas durante o processo de investigação. É importante ressaltar que os dados obtidos no gravador de voz representam apenas um dos elementos levados em consideração durante o processo de investigação, não sendo imprescindíveis para a identificação dos possíveis fatores contribuintes". Tudo começa a ficar cada vez mais suspeito. Milhões de brasileiros recuperar agora a fala do alcaguete LulaX9 há dois meses, em Recife: "Eles não sabem o que nós seremos capazes de fazer para que você seja a nossa presidenta por mais quatro anos".

O PETISTA HENRIQUE FONTANA, AQUELE QUE SE APRESENTA COMO FISCAL IMPLACÁVEL DAS DOAÇÕES DE CAMPANHA, PEDIU DINHEIRO PARA EMPRESA SUSPEITA DE PARTICIPAR DO CARTEL DE TRENS

As coisas estão complicadas para o petista Henrique Fontana. Na sua coluna desta sexta-feira, publicada em vários jornais brasileiros, o jornalista Claudio Humberto informa que o fiscal implacável das doações de campanha até para correligionários, o deputado federal Henrique Fontana (RS), ex-líder do PT na Câmara, está enrolado na revelação de documentos apreendidos por investigadores que o relaciona entre sete deputados que pediram doações a empresas suspeitas de ligação ao cartel dos trens. O documento foi entregue pelo Conselho de Defesa Econômica (Cade) a autoridades federais. O petista Henrique Fontana chegou a dizer que não pediu nem recebeu doações dessas empresas, mas admite empenho pela “expansão do modo ferroviário”. Além do petista Henrique Fontana, fazem parte da lista de deputados apontados como pedintes os também petistas Carlos Zaratini e Jilmar Tatto, ambos do PT de São Paulo.

COPELMI VAI INVESTIR R$ 300 MILHÕES EM NOVA MINA DE CARVÃO, ENTRE ELDORADO E CHARQUEADAS

A empresa Copelmi Mineração pretende aplicar em torno de R$ 300 milhões em uma nova mina de carvão que ficará situada entre os municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas. A estrutura terá capacidade para alcançar uma extração de cerca de 8 milhões de toneladas do mineral ao ano. A Copelmi planeja empregar a produção da mina para realizar a gaseificação do carvão, para uso industrial, comercial e residencial a partir do carvão. Se tudo ocorrer dentro do planejado, a mina e as unidades de gaseificação deverão entrar em operação em 2019. O investimento no complexo de gaseificação é estimado em cerca de US$ 1,7 bilhão, para uma capacidade de aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos de gás ao dia. A Copelmi é a maior mineradora privada de carvão no País. A empresa também é parceira minoritária (30%) da Eneva (ex-MPX) na Mina de Seival, que fica em Candiota. O objetivo desse complexo é fornecer combustível para futuras termelétricas que serão instaladas na região. A mina possui reservas comprovadas de 152 milhões de toneladas de carvão mineral.

O RACIONAMENTO QUE NÃO EXISTE EM SÃO PAULO NÃO DÁ OS VOTOS PARA SKAF E PADILHA. ALCKMIN SERIA REELEITO NO 1º TURNO COM 55% DOS VOTOS; O TEMPO TEM..... 5%!

O racionamento de água que — note-se — não existe em São Paulo continua a não render votos. Nada se mexeu na pesquisa Datafolha para o governo do Estado, publicada pela Folha nesta sexta.

Se a eleição fosse hoje, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, seria reeleito no primeiro turno com 55% dos votos. Em relação à pesquisa anterior do instituto, divulgada no dia 17 de julho, o tucano oscilou um ponto percentual para cima: tinha 54%. Paulo Skaf, do PMDB, aparece com os mesmos 16%, e o petista Alexandre Padilha marca 5% — aparecia com 4% na anterior. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 16/2014. Alckmin é ainda o menos rejeitado: só 19% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Falam o mesmo de Skaf 20% dos entrevistados. A rejeição ao petista chega a 28%.
Até a avaliação do governo melhorou, ainda que na margem de erro: há um mês, consideravam a gestão ótima ou boa 46% dos entrevistados — agora, são 47%. O regular oscilou de 37% para 36%. O ruim/péssimo se mantém em magros 14%. Outra boa notícia para Alckmin: na votação espontânea, quando não são apresentados os nomes de candidatos, ele passou de 15% para 20%. Embora o governador vencesse a eleição com folga no primeiro turno, o Datafolha testou um cenário de segundo turno com Skaf: o tucano venceria o peemedebista por 63% a 26%.
E olhem que campanha negativa contra Alckmin não faltou. Há um mês, apontei aqui que a insistência em afirmar que existe racionamento de água em São Paulo — quando, de fato, não existe — parecia uma tática meio besta. Mas seus adversários insistiram nesse ponto, o que é um pouco espantoso. Afinal, basta o paulista abrir a torneira, e a água escorre. Segundo levantamento da Folha, o racionamento atinge hoje 5% da população do Estado, mas em áreas não servidas pela Sabesp. Ele existe, por exemplo, em Guarulhos, cidade administrada pelo PT desde 2001 e que tem seu próprio sistema de água.
Também afirmei que insistir em jogar a crise hídrica nas costas do governador, como fazem Skaf e Padilha, poderia ser contraproducente. Afinal, isso contraria um dado da experiência. As pessoas sabem que não está chovendo — razão por que existe também uma crise na área energética. Há, sim, muito menos água nos reservatórios do que seria prudente. Mas há nas casas. Como há menos energia disponível nas usinas do que seria prudente. Mas não estamos às escuras ainda.
A pesquisa Datafolha foi finalizada na quarta-feira. Órgãos federais já haviam deflagrado a “guerra da água” contra o governador de São Paulo. Os indicadores não se mexeram nem assim.
Parece que os adversários do PSDB terão de voltar à prancheta e mudar a sua pregação. Racionamento significa abrir a torneira e não sair água. Isso não é verdade para 95% dos paulistas. Os 5% que estão submetidos a esse regime têm de apresentar a conta aos prefeitos, não à Sabesp, já que ela não tem nada com isso. Por Reinaldo Azevedo

MAIS DATAFOLHA - PT TEM MAUS RESULTADOS NO RIO DE JANEIRO, PARANÁ, RIO GRANDE DO SUL E DISTRITO FEDERAL; EM MINAS GERAIS, APARECE NA FRENTE; EM PERNAMBUCO, NÃO TEM CANDIDATO PRÓPRIO

O Datafolha fez pesquisa também no Rio, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Minas e Pernambuco. A margem de erro de todas elas é de três pontos para mais ou para menos, exceção feita à do DF, que é de 4 pontos. Todas foram devidamente registradas no TSE. O PT não tem muito o que comemorar.

Comecemos pelo Rio de Janeiro. Há um mês apontei aqui que o cenário se mostrava auspicioso para o governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB. Pois é… Anthony Garotinho, do PR, segue na frente, com 25% das intenções de voto. O governador, que oscilou de 14% para 16%, já está tecnicamente empatado com Marcelo Crivella (PRB), que caiu de 25% para 18%. O petista Lindbergh Farias segue com 12%. Ocorre que Garotinho é o mais rejeitado, com 40% (Crivella marca 16%, e os outros dois, 20%). Pezão terá 11 minutos no horário eleitoral, contra 1 minuto de Crivella, 2 minutos de Garotinho e 5 minutos de Lindbergh. O PMDB é dono ainda de uma potente máquina no Estado e na capital. A balança pende para o peemedebista.
No Paraná, a petista e ex-ministra Gleisi Hoffmann amarga um vexaminoso terceiro lugar, com 11%. O governador Beto Richa, do PSDB, lidera, com 39%. Em seguida, vem Roberto Requião, do PMDB, com 33%. O peemedebista é o mais rejeitado, com 27%, seguido pelo tucano, com 23%; a petista tem 17%. O governador tem um trunfo: sua gestão é considerada ótima ou boa por 48% dos entrevistados. Dizem que é regular 34%, e só 15% a veem como ruim ou péssima.
O PT  está atrás também no Rio Grande do Sul. A senadora Ana Amélia, do PP, tem 39%, contra 30% do petista Tarso Genro, que concorre à reeleição. Em terceiro lugar, está José Sartori, do PMDB, com 7%. Tarso tem mais do que o dobro da rejeição de Ana Amélia: 27% a 13%, e seu governo é visto como ótimo ou bom por apenas 30%. Dizem ser regular 44%, e 22% o veem como ruim ou péssimo. Não é um resultado muito auspicioso pra ele.
Mas nenhum petista passa por vexame maior do que Agnelo Queiroz, no Distrito Federal. Mesmo com a candidatura por ora cassada pelo TRE, José Roberto Arruda, do PR, lidera, com 35%. Agnelo, que concorre à reeleição, tem 19%, seguido por Rodrigo Rollemberg, do PSB, com 13%. A gestão do petista, considerada ótima ou boa por apenas 15% e ruim ou péssima por 46% (36% dizem ser regular), é de tal sorte repudiada que a população prefere um ex-presidiário. Agnelo também dispara na rejeição: 48%, contra 37% de Arruda e 13% de Rollemberg. Se o ex-governador tiver mesmo cassada a candidatura, a rejeição ao petista pode eleger o peessebista.
Em Minas, o Datafolha traz um resultado bastante discrepante dos números do Ibope de há 15 dias. Segundo a pesquisa de agora, Fernando Pimentel, do PT, teria 29% das intenções de voto, contra 16% do tucano Pimenta da Veiga e 4% de Tacísio Delgado, do PSB. No Ibope, petista e tucano apareciam tecnicamente empatados, com, respectivamente, 25% e 21%. É cedo para o PT comemorar. Nada menos de 45% dos entrevistados ainda não têm candidato.
Em Pernambuco, o PT não disputa com candidato próprio. Apoia Armando Monteiro, do PTB, que aparece com 47% das intenções de voto, seguido por Paulo Câmara, do PSB, com apenas 13%. A pesquisa foi feita nos dias 12 e 13, quando morreu Eduardo Campos. Câmara era uma escolha sua. Há uma comoção no Estado com a tragédia, e não dá para saber se haverá ou não algum efeito eleitoral.
Exceção feita a Minas, mas com um cenário ainda bastante incerto em razão dos 45% que dizem não ter candidato, e Pernambuco, onde apoia nome alheio, não há por que o PT comemorar. O partido levaria hoje uma surra e tanto nos Estados. Vamos ver como fica a coisa depois do início do horário eleitoral, no dia 19 de agosto.  Por Reinaldo Azevedo

UMA ESFINGE SEM SEGREDOS CHAMADA MARINA SILVA. OU: A MARINA "SONHÁTICA" É "PESADÊLICA"

Marina Silva é uma esfinge. Sem segredos. O que ela pensa? Dizer que ninguém sabe é bobagem. Dá, sim, para saber. Não vou cair aqui na conversa mole de perguntar se Marina vai ou não realinhar as tarifas se, candidata do PSB, for eleita. É claro que vai. Qualquer que seja o eleito, o reajuste vai se impor. Contra quem? Contra ninguém. O realinhamento será uma imposição da realidade. Afinal, o Brasil não é a Venezuela. Se for presidente, Marina também vai ter de cortar gastos públicos — é o que Dilma ou Aécio terão de fazer. “Mas tirar dinheiro de onde?” De algum lugar. Ou o país vai para o vinagre. Nenhuma dessas vulgaridades me interessa. Essa gritaria só serve para gerar calor. E nenhuma luz.

A Marina que importa é outra. Sim, concordo: é quase impossível entender o que ela fala, com suas metáforas, alegorias e derivações impróprias — refiro-me à gramática mesmo! — porque, sei lá, os 340 mil verbetes contidos no “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” não lhe bastam… Faz sentido: pensamentos intraduzíveis pedem palavras… indizíveis. Pode não dar para entender o que ela diz, o que sempre desperta a suspeita do sublime, mas dá, sim, para saber o que ela pensa. E ela não pensa coisas boas.
Começo pela questão mais recente. Marina Silva se desgarrou do PT, como é sabido, mas não se livrou dos piores vícios da nave-mãe. Querem um exemplo? Ela foi uma das mais entusiasmadas defensoras do Decreto 8.243, o tal que atrela a administração federal a conselhos populares e institui, na prática, uma Justiça paralela. Seu “movimento”, que não é “partido”, combina com aquele estado de permanente mobilização, em que a militância atropela as instâncias da democracia representativa.
Recuemos um pouco. Como esquecer a atuação de Marina Silva durante a votação do Código Florestal? Se a sua proposta tivesse vingado, o país teria sido obrigado, atenção!, a reduzir a área destinada à agricultura e à agropecuária. O que escrevo aqui não é especulação. É apenas um fato. É demonstrável. Em 2013, a balança industrial produziu um déficit de US$ 105 bilhões, e o setor agropecuário, um superávit de US$ 82,91 bilhões. Isso para um país que teve um superávit de apenas US$ 2,5 bilhões. E olhem que foi uma trapaça contábil. De verdade, o saldo foi negativo. Ou por outra: o agronegócio salva o Brasil da bancarrota, mas Marina Silva queria diminuir a área plantada.
É o tipo de militância que seduz os descolados e os ignorantes, mas de ampla repercussão no exterior, especialmente nos países ricos que acham que devemos deixar a agricultura com eles, enquanto a gente disputa o cipó com os macacos e foge das onças-pintadas. Todos queremos preservar a natureza, é claro! Marina queria, de modo irresponsável, dar um tombo na agricultura e na pecuária. Ela quer economia sustentável? Quem não quer? A questão é saber o que entende por isso.
Pegue-se agora a questão energética. O Brasil só não passa por um apagão de fazer 2001 parecer brincadeira de criança porque cresceu 2,7% em 2011; 0,9% em 2012; 2,1% em 2013 e deve ficar em torno de 0,8% neste ano. Em 2015, projeções responsáveis apontam que não passa de 1,2%. Estivesse crescendo, como precisa, a pelo menos 4%, já estaríamos no escuro.
Mesmo assim, ainda que tente aqui e ali dizer o contrário, Marina se opôs, sim, à construção da usina de Belo Monte. Tanto é que apoiou um vídeo imbecil chamado “Gota d’Água”, que dizia uma impressionante coleção de bobagens a respeito da usina. Mais: esse empreendimento será subutilizado, sim, porque Belo Monte não terá reservatório. Será do modelo fio d’água. Pesquisem a respeito. Só se fez essa escolha errada por causa da militância ambientalista que Marina representa, já que se inunda uma área muito menor, mas se produz, em contrapartida, bem menos energia.
Em 2010, a Marina candidata foi ao programa “Roda viva” e tratou do assunto. Como fala pelos cotovelos, impede que o pensamento de seus interlocutores respire. Vejam. Volto em seguida.
Em primeiro lugar, houve, sim, os devidos cuidados ambientais. Em segundo lugar, a tese da inviabilidade econômica é de uma impressionante falácia. De fato, Belo Monte tem mais dinheiro público do que deveria, mas isso se deve ao viés esquerdizante do governo petista — que Marina não combate. O capital privado só refugou porque o preço que o governo queria pagar pela energia era incompatível com a realidade. Ou por outra: quando os petistas decidiram tabelar o lucro — prática hoje em dia vigente apenas em Cuba e na Coreia do Norte —, Marina se calou. O negócio dela era com os bagres. Sim, preservemos os bagres. Mas e a energia elétrica? Mais: se o governo tivesse dado de ombros para o ambientalismo doidivanas e construído a usina com reservatório, mais energia seria produzida. Ou por outra: Belo Monte só não vai render o que poderia por causa do espírito marineiro.
Trato aí de duas questões que hoje são essenciais ao país: balança comercial e produção energética. Nos dois casos, a possível candidata do PSB à Presidência estava do lado absolutamente errado do debate. Errado por quê? Porque as suas escolhas contribuiriam para afundar o país — e, como é sabido, em casos assim, os pobres pagam o preço primeiro.
Questão política
Não é só isso. Marina fala em nome de uma tal “nova política” que ninguém, até agora ao menos, entendeu direito o que é. É impossível governar o país sem o Congresso, a menos que se queira gerar uma crise institucional dos diabos. Em sua pregação, ela dá a entender que políticos são sempre os outros, nunca ela própria. Por quê? Porque acredita na tal da “mobilização em rede”, que vem a ser a prima rica — e com nível universitário — de movimentos como o MST ou MTST. Nem por isso menos autoritários.
Na verdade, nesse particular, ela vai até um pouco além. Por mais que queira negar, parte do mau espírito das ruas — e não do bom — de junho do ano passado a esta data contou com o seu apoio silencioso. Ela pode se tornar a única beneficiária do ódio à política que tomou as ruas. E é evidente que esse tal espírito não me agrada. A propósito: alguém leu ou ouviu alguma censura de Marina aos black blocs?
O fato de a possível candidata do PSB ter hoje “conselheiros” com uma visão, digamos, mais à direita em economia do que o petismo não me seduz absolutamente. Na verdade, do meu ponto de vista, só torna a equação ainda mais confusa porque não vejo como ela poderia incentivar com a mão esquerda o espírito militante e procurar conter com a direita o rombo nos cofres públicos. Ou por outra: o discurso ideológico de Marina atenta contra o caixa, mas ela se cerca de gurus econômicos que fazem profissão de fé na responsabilidade fiscal.
Na minha coluna de hoje na Folha, critico as patrulhas petistas — ou a seu serviço — que tentam impedir que se formule um pensamento alternativo no Brasil. Busca-se deslegitimar desde a origem qualquer crítica organizada ao governo e ao partido oficial. Aécio Neves, do PSDB, é vítima desse procedimento. Eduardo Campos também era. Será que estou a fazer o mesmo com Marina? Uma ova! Estou é criticando aqui o que conheço de sua militância e dizendo por que ela não me serve. Em muitos aspectos, Marina pode representar um perigo ainda maior do que o petismo.
Se ela se eleger presidente e puser em prática o que pensa sobre militância organizada, a relação com os Poderes instituídos, o agronegócio e o setor energético, quebra o país e o conduz a uma crise política sem precedentes. Claro! Uma Marina que conseguisse governar teria de jogar fora a Marina “sonhática”, que está muito mais para “pesadêlica”. Por Reinaldo Azevedo

MINISTRO FUX DERRUBA CENSURA AO SITE DE VEJA: É A SEGUNDA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM FAVOR DA LIBERDADE DE IMPRENSA EM 15 DIAS

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou uma decisão que obrigava a coluna Radar Online, publicada no site de VEJA, a retirar do ar uma nota que cita o advogado carioca João Tancredo. Foi mais uma decisão em que a corte reafirmou que a liberdade de imprensa é um pilar da democracia.

O advogado contestava uma nota que descreve como familiares de Claudia Silva Ferreira, morta por policiais no Rio de Janeiro, haviam rejeitado os serviços dele e optado por recorrer à defensoria pública do Rio de Janeiro. Tancredo já havia se pronunciado em nome da família e exigido uma indenização de mil salários mínimos ao Estado.
A juíza Andrea de Almeida Quintela da Silva, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, havia decidido que a nota deveria ser retirada do ar, e determinou ainda que VEJA se abstivesse de publicar qualquer outro texto ou reportagem de mesmo teor. Mas o ministro Luiz Fux atendeu a uma reclamação dos advogados da Editora Abril e invalidou a decisão da magistrada.
O ministro Fux endossou a tese de que figuras públicas, como o advogado Tancredo, estão sujeitas ao escrutínio da imprensa, o que inclui o direito à crítica. “Em casos semelhantes ao presente, os Ministros do STF não têm hesitado em suspender atos de autoridade que apresentem, prima facie, embaraços à liberdade de imprensa”, disse ele, na decisão.
“Não há na previsão legal brasileira qualquer possibilidade de se retirar de circulação material jornalístico. Foi sobre essa base que construímos o nosso argumento”, diz Alexandre Fidalgo, da EGSF Advogados, que defendeu a Editora Abril.
No dia 31 de julho, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deferiu uma liminar favorável à da Editora Abril e derrubou uma decisão semelhante, também do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A pedido do mesmo João Tancredo, a corte havia determinado que o site de VEJA e o blog do jornalista Reinaldo Azevedo retirassem do ar uma reportagem que trata do destino dos recursos arrecadados para beneficiar a família do pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido no ano passado.
As decisões do Supremo Tribunal Federal só confirmam a jurisprudência de casos do tipo. Desde que a arcaica Lei de Imprensa foi revogada pela corte, em 2009, os tribunais superiores têm reafirmado que não cabe ao Judiciário determinar a censura sobre reportagens. Por Reinaldo Azevedo

GRUPO ESTRE COLOCA EM OPERAÇÃO A USINA DE ENERGIA DE GUATAPARÁ

A primeira usina de biogás do Interior de São Paulo funciona desde quarta-feira em Guatapará (a 117 quilômetros de Bauru) região de Ribeirão Preto, a partir do gás metano captado do aterro sanitário do Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR). Ali são depositadas 2.400 toneladas de lixo domésticos por dia provenientes de 20 municípios, e convertido em energia elétrica. A instalação da unidade termelétrica resulta da parceria da Estre Energia Renovável com a empresa portuguesa ENC Energy que fornece a energia à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) em Pradópolis. O empreendimento recebeu investimento de R$ 15 milhões, mas o grupo planeja destinar um total de R$ 300 milhões na instalação de usinas semelhantes nos 10 dos principais aterros da empresa até 2017. A companhia estima receita de R$ 200 milhões por ano quando operar todas as usinas. A região de Bauru vai ganhar uma dessas unidades até 2015 em Piratininga, segundo o diretor do Interior e da Região Centro Oeste da Estre Energia Renovável, Mauro Picinato. Em Guatapará, a capacidade instalada é 4,2 megawtts (potencial mensal de 3.000 MWh e suficiente para abastecer uma cidade de 15 mil habitantes), mas deve chegar a 10 megawatts até o final deste ano com a instalação de mais de dois geradores dobrando esse potencial. O plano da companhia é produzir 100 MW com os CGRs em operação nos próximos quatro anos. O sistema é semelhante a termelétrica. O combustível que movimenta os geradores é o gás metano retirado por meio de tubulação do aterro sanitário, gerado da decomposição dos detritos, com alto valor calorífico suficiente para gerar energia nos motores, produzidos na Áustria.  Pelo menos 80% da produção já está vendida nos próximos três anos no mercado futuro de energia a uma indústria alimentícia. Os outros 20% abastecem o sistema elétrico, de acordo com Picinato. A energia gerada pelo biogás tem um custo de R$ 140,00 a R$ 150,00 por kWh contra os R$ 800,00 a R$ 900,00 em média produzido pelas termelétricas movidas a óleo diesel e carvão, bem mais poluentes. “A vantagem do biogás é uma energia limpa e mais barata”, afirma  o gerente de Novos Negócios da Estre, Alexandre Alvim. O custo da energia gerada por hidrelétrica é de R$ 60,00 por kWh, mas no período de estiagem a demanda dessa matriz energética diminuiu, enquanto a biomassa é possível produzir o ano inteiro, com exceção no período de manutenção dos motores.

LUCRO DA CESP SOBE 85% NO SEGUNDO TRIMESTRE

A geradora paulista de energia elétrica Cesp anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido do segundo trimestre cresceu 85%, inflado por maiores receitas com a venda de energia no mercado de curto prazo e melhora no resultado financeiro. De abril a junho, o lucro da estatal estadual somou R$ 489,4 milhões, pouco abaixo da média prevista por analistas consultados, de R$ 518 milhões. No período, o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 1,092 bilhão, crescimento de 48,7% sobre o segundo trimestre de 2013. A previsão era de Ebitda de R$ 973,7 milhões. As receitas com venda de energia aumentaram 34,7%, a R$ 1,4 bilhão, com destaque para o mercado de curto prazo, com alta de 77,5%. O preço de liquidação de diferenças (PLD), que referencia o mercado de curto prazo, foi em média de R$ 722,22 no trimestre, ante R$ 245,76 no mesmo período do ano passado. Com isso, a participação deste segmento no faturamento total subiu para 34,3%, ante 17% no mesmo período do ano passado. A receita com a venda de energia no mercado de curto prazo foi de R$ 317,7 milhões, além de R$ 171,5 milhões de reconciliação e ajustes anteriores. Já a participação do mercado regulado foi de 25,5%, com receita de R$ 361,6 milhões e do segmento de contratação livre foi de 40,2%, a R$ 568,7 milhões. Além disso, as despesas operacionais da Cesp caíram 5,2% ante mesma etapa de 2013, para R$ 377,7 milhões, puxadas para baixo em parte devido a menor despesa de depreciação pelo término da exploração econômica da usina de Três Irmãos.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MARANHÃO CONTRADIZ ROSEANA SARNEY SOBRE PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS NO ESTADO

O Poder Judiciário do Maranhão negou ter determinado o pagamento de uma dívida do governo estadual a uma construtora: um precatório. O governo tem afirmado que o pagamento tinha sido ordenado pela Justiça. O Tribunal de Justiça foi a público para contestar o governo do Maranhão. E esclarecer uma declaração dada pela governadora Roseana Sarney ao Jornal Nacional. Na última terça-feira (5), a governadora negou ilegalidades no repasse à construtora Constran. E disse que apenas cumpriu o que a Justiça determinou. “Nós só fizemos o que a Justiça mandou e com a anuência do Ministério Público. E decisão judicial a gente não discute, a gente cumpre”, disse Roseana Sarney. Nesta quarta-feira (13), em nota oficial, o Tribunal de Justiça do Maranhão informou que não houve qualquer determinação para pagar o precatório da Constran. E que, desde setembro do ano passado, a dívida foi excluída da lista de pagamentos a pedido do Ministério Público. Em novembro, o governo do Maranhão e a Constran fecharam um acordo extrajudicial para que a empresa recebesse R$ 113 milhões. O acordo foi homologado - ou seja, reconhecido pela Justiça. O caso do pagamento à empresa Constran veio à tona depois do depoimento prestado à Polícia Federal por Meire Poza, que foi contadora do doleiro Alberto Youssef, um dos presos na Operação Lava-Jato. A contadora disse que a construtora pediu que Youssef subornasse o governo do Maranhão, oferecendo R$ 6 milhões. Em troca, a empresa furaria a fila de pagamentos judiciais e receberia, antecipadamente, R$ 120 milhões. Ainda segundo a contadora, por ter negociado o acordo, Youssef receberia R$ 12 milhões. Segundo o portal da transparência do governo do Maranhão, já foram liberados R$ 33 milhões desse precatório à Constran.

JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA CONTRA REITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO DO SUL

A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra a atual reitora da Universadade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Célia Maria Oliveira, ex-gestores e ex-secretários por atos de improbidade administrativa. A UFMS informou que esta seria uma tentativa de desacreditar a reitora da instituição. Conforme a universidade, com a divulgação da denúncia "se pretende penalizar alguém antes de findo o processo judicial, recém-iniciado". A universidade não diz se os acusados foram notificados, nega indícios de desvio de recusos e ainda afirma que "ocorreu apenas o ato processual formal de recebimento da denúncia, o que não significa qualquer condenação". De acordo com o Ministério Público Federal, a reitora e os demais servidores são denunciados por provocar prejuízo de cerca de R$ 480 mil à União. Se condenados, eles podem ser obrigados a ressarcir o prejuízo aos cofres públicos, além de pagar multa. Para o Ministério Público Federal, houve falta de prestação de contas em contratos de 2009 a 2011 e ficou clara, durante a investigação, que a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec) e o Laboratório de Qualidade Ambiental (Laqua) tiveram envolvimento no esquema. Ainda conforme o órgão, "inexistindo contrato formal, não existe prestação contas. Sem prestação de contas não há controle sobre despesas e receitas". No início das investigações, a reitora chegou a instaurar um processo de sindicância interna, presidida pela Laqua, e o relatório final apontou que não existiram irregularidades.