terça-feira, 5 de agosto de 2014

PSOL, PSTU E PT COMANDAM SINDICATOS LIGADOS AOS BLACK BLOCS

Após ser presa no RS, Sininho embarcou para o Rio na tarde de sábado

Um levantamento realizado pelo site de VEJA nos registros partidários do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 61 dirigentes filiados a PSOL, PSTU e PT comandam sindicatos responsáveis pelo financiamento de manifestações que tiveram participação de black blocs no Rio de Janeiro. A ajuda financeira dessas organizações sindicais foi relatada por testemunhas e investigados na Operação Firewall da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os sindicatos foram associados pela polícia a 23 black blocs, que respondem na Justiça por associação criminosa. São eles: o Sindicato dos Petroleiros do estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ) e o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindsprev-RJ). Todos negam ter patrocinado atos criminosos e afirmam que a polícia tenta criminalizar o movimento sindical. 

Dirigentes por partido

PSOL34
PT14
PSTU13
PCdoB7
PDT3
PRP1
PSC1
DEM1
Dos quarenta dirigentes do Sindsprev, pelo menos dezoito são filiados ao PSOL, o que inclui os três sindicalistas no comando da secretaria de finanças. E recursos do sindicato já foram utilizados em campanhas do partido, de acordo com gravações de conversas telefônicas flagradas da deputada estadual Janira Rocha (PSOL), ex-diretora do Sindsprev. Janira, aliás, nunca pareceu se preocupar com sua ligação com os vândalos mascarados. Há duas semanas, ela ajudou a advogada Eloisa Samy, uma das ativistas com mandado de prisão preventiva expedido por organizar atos violentos, a fugir de cerco policial no Consulado do Uruguai no Rio de Janeiro. Outros cinco dirigentes do Sindsprev são do PCdoB. No Sindipetro, cinco diretores são filiados ao PT e outros cinco ao PSTU – entre eles Claiton Coffy, secretário do diretório regional do PSTU no Rio de Janeiro. Já o Sepe, que representa professores, possui dezesseis diretores filiados ao PSOL, outros nove ao PT, e sete ao PSTU. Desde a morte do cinegrafista Santiago Andrade, a polícia investiga se partidos contribuíram com dinheiro para estimular quebra-quebra em manifestações. A suspeita foi mencionada em depoimento de Caio Silva de Souza, preso por lançar o rojão que matou o cinegrafista. A hipótese voltou à tona com a Operação Firewall, porque os investigadores reuniram evidências de ajuda financeira fornecida por sindicatos a manifestantes violentos.  O diretor de finanças do Sindipetro-RJ, Francisco Soriano de Souza Nunes (sem partido), diz que o sindicato, que tem cerca de 5.500 filiados e arrecadação superior a 11 milhões de reais em 2013, precisa contribuir para reivindicações populares legítimas por um "compromisso moral". "Se eu fizer campanha entre filiados e pedir mais recursos para apoiar o avanço social do Brasil, conseguirei. É um compromisso moral que nós temos", afirmou Nunes. Mas Nunes não sabe explicar como evitar que a contribuição do sindicato acabe ajudando manifestantes interessados em promover a destruição do patrimônio público e privado. A Polícia Civil do Rio de Janeiro sustenta que 23 acusados na Operação Firewall participavam de maneira violenta de protestos e planejavam crimes na data da partida final da Copa do Mundo, em 13 de julho – alguns deles foram presos na véspera. No inquérito da operação policial, a testemunha Rosângela de Brito Ferreira relatou à polícia que obteve dinheiro no Sindipetro "para compra de quentinhas, passagens e material para confecção de cartazes". Ela disse que os recursos eram entregues diretamente para Elisa Quadros, a Sininho, considerada pela polícia uma das líderes dos baderneiros. A polícia suspeita que Elisa e o ex-namorado Luiz Carlos Rendeiro Júnior, o Game Over, eram responsáveis pela contabilidade dos manifestantes. De acordo com Rosângela, durante invasão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro no ano passado, foram compradas 300 quentinhas para o almoço e 300 para o jantar. Ela disse ainda que Jair Seixas Rodrigues, o "Baiano", era ligado ao Sindipetro e recrutava pessoas para manifestações em troca de pagamento. "Baiano" foi investigado pela polícia e, em depoimento, afirmou que pediu e recebeu quentinhas do Sindipetro-RJ para manifestantes. De acordo com as investigações, ele recebeu dinheiro do sindicato para arregimentar manifestantes e transportar black blocs no violento protesto contra o leilão do campo de Libra, maior reserva de petróleo da camada pré-sal do País. Já se sabe também que houve ajuda no fornecimento de refeições pelo Sepe, sindicato com mais de 30.000 filiados, para os manifestantes, de acordo com conversa telefônica de Sininho, gravada com autorização judicial. Em 9 de junho deste ano, ela menciona que fez contato com sindicatos como Sindipetro e Sepe para obter cem "quentinhas" para índios da "Aldeia Maracanã". Outro investigado marcava reuniões no Sindsprev.  Christiane Gerardo Neves, uma das integrantes da diretoria de finanças do Sindsprev, defende o fornecimento de refeições para manifestações. Ela acusa a polícia de ser responsável por atos violentos em manifestações e chama de "peça tragicômica" o processo originado pela Operação Firewall. "Só vejo baderna com participação dos policiais. Esse processo é uma peça tragicômica de extremo mau gosto", afirmou. O sindicato tem mais de 24.000 filiados e arrecada cerca de 1 milhão de reais por mês, de acordo com Christiane.

SONDA ESPACIAL ROSETTA DEVE CHEGAR AO SEU DESTINO NESTA QUARTA-FEIRA

Após quase dez anos, a sonda Rosetta, projetada pela Agência Espacial Européia (ESA), deve finalmente chegar a seu destino na manhã desta quarta-feira. Com uma manobra que começa às 6 horas (horário de Brasília) e deve durar 6 minutos e 26 segundos, ela entrará na órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Os astrônomos vão transmitir em tempo real o que estão chamando de "encontro" com o cometa no site oficial da missão. Para saber se a operação foi bem sucedida, os cientistas da ESA terão de esperar cerca de meia hora — o tempo que demora para os sinais da sonda chegarem à Terra. A sonda foi batizada em homenagem à Pedra de Roseta, uma rocha vulcânica descoberta por soldados franceses em 1799, no Egito. Ela ajudou a desvendar o Egito Antigo para os exploradores, por possuir escritos em hieróglifos – linguagem egípcia escrita, que até então era desconhecida – e sua tradução em grego. A comparação entre os escritos permitiu que os pesquisadores decifrassem os códigos da civilização egípcia – assim como os cientistas esperam que a sonda Rosetta desvende as peças mais antigas do Sistema Solar, os cometas. Se tudo correr bem, Rosetta será a primeira sonda da história a entrar na órbita de um cometa. Ela deve analisar a superfície de 67P/Churyumov-Gerasimenko e encontrar o melhor local de pouso para o veículo que carrega consigo, o Philae, de 100 quilos. O Philae possui nove instrumentos, que permitem, por exemplo, analisar gases, registrar imagens panorâmicas e examinar ondas de rádio. O veículo passará entre um e dois meses fazendo fotografias e recolhendo amostras, que serão analisadas junto com as informações enviadas por Rosetta. Em agosto de 2015, o cometa atingirá seu ponto mais próximo ao Sol, enquanto Rosetta seguirá orbitando ao seu redor e colhendo dados. O objetivo é que todo o conhecimento fornecido pela sonda e pelo veículo Philae, ajude os cientistas a decifrar os mistérios da formação do Sistema Solar e até da origem da vida em nosso planeta. Lançada em 2 de março de 2004, a bordo do foguete Ariane 5, do Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, ela tem previsão de funcionar até 31 de dezembro de 2015. Após seu lançamento, a missão, que tem um custo estimado em 1 bilhão de euros (cerca de 3 bilhões de reais), realizou três órbitas ao redor da Terra, para ganhar impulso, e uma ao redor de Marte. Rosetta também foi o primeiro objeto a se aproximar de Júpiter, usando seus painéis solares como principal fonte de energia. Em 20 de janeiro, Rosetta foi reativada, depois de 957 dias "hibernando" no espaço. Com a entrada na órbita do 67P/Churyumov-Gerasimenko, nesta quarta-feira, Rosetta vai acompanhar o cometa em sua viagem em direção ao Sol, para monitorar as mudanças que acontecerão no corpo celeste durante este trajeto, até que ele atinja o ponto mais próximo à estrela. Por serem "sobras" da formação do nosso Sistema Solar, a composição dos cometas pode dar pistas importantes sobre o surgimento da vida na Terra e a evolução do Universo.

ANTES DE RESGATE, PORTUGAL TELECOM SACOU 128 MILHÕES DE EUROS DO BES

Antes da intervenção estatal no Banco Espírito Santo (BES), a Portugal Telecom retirou128 milhões de euros (ou 389 milhões de reais) que estavam depositados na instituição financeira. A empresa havia informado, em comunicado, no dia 30 de junho, que possuía o valor depositado na instituição por meio da sua holding (106 milhões de euros) e de duas subsidiárias, a PT International Finance BV e a PT Portugal SGPS (22 milhões de euros). Nesta terça-feira, uma fonte oficial da tele portuguesa confirmou que já não há qualquer depósito no banco. O banco central português anunciou na noite de domingo a intervenção no BES. O plano prevê que a maior instituição privada do país seja dividida em duas: ativos bons ficarão no novo BES e operações insolventes, no velho BES, considerado o “banco "ruim"”. Com o saque, a Portugal Telecom evita expor seu capital a um risco maior. Isso porque o acordo de resgate prevê que todos os acionistas com fatia superior a 2% na empresa transfiram ao banco "ruim" seus depósitos. A Portugal Telecom ainda possui a participação de 2,1% no banco. A tele portuguesa, que está em processo de fusão com a Oi, não informou o que será feito em relação a essa fatia. Na segunda-feira, o Bradesco, que tem participação de 3,9% no BES, declarou que estima perdas de 356 milhões de reais no terceiro trimestre do ano devido ao investimento feito nos papéis do banco. De acordo com o jornal português Diário Económico, a participação, detida por meio do Fundo de Pensões e Cuidados de Saúde em Portugal, corresponde a uma exposição negativa de116 milhões de euros. Outro jornal português, o Público, informou que a participação qualificada no banco estava avaliada em 89 milhões de euros em 2013. Levando-se em conta apenas as cotações de 1º de agosto, último pregão do BES na Bolsa de Lisboa antes da intervenção, a fatia de 2,1% valeria apenas 14 milhões de euros, tendo em vista um valor de mercado de 674 milhões de euros. Apenas em seu último pregão, as ações do BES fecharam em baixa de 40,3%. No acumulado do ano, os papéis perderam 87,22%, com a queda se acentuando no mês de junho, com o agravamento da crise. Segundo o Diário Económico, o prejuízo, porém, poderá não ser assumido nos resultados da operadora, uma vez que o fundo tem um horizonte de investimento de 30 anos, no qual a perda pode vir a ser recuperada com ganhos em outros ativos. No mês passado, a tele portuguesa levou um calote de 897 milhões de euros de uma das empresas do Grupo Espírito Santo (GES), a Rioforte, o que atrapalhou o processo de fusão com a brasileira Oi. Por causa da dívida, os acionistas brasileiros se movimentaram para mudar a estrutura da nova empresa a ser criada após a fusão, a CorpCo. Após a renegociação, o investimento em títulos podres foi transferido para a holding da PT, que teve a sua participação na “nova Oi” reduzida. O porcentual dos portugueses caiu de 37,3% para 25,6%. A fatia poderá ser retomada pela PT em até seis anos.

BERNIE ECCLESTONE ACEITA PAGAR US$ 100 MILHÕES DE DÓLARES PARA ESCAPAR DA PRISÃO

O tribunal estadual de Munique desistiu de julgar Bernie Ecclestone, chefe maior da Fórmula 1, em troca do pagamento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 225 milhões), em um acordo proposto pela defesa do dirigente. O processo foi iniciado em abril, depois de Ecclestone ter sido acusado de pagar US$ 44 milhões (aproximadamente R$ 99 milhões) ao banqueiro alemão Gerhard Gribkowsky, que cumpre pena de oito anos e meio por aceitar o dinheiro do dirigente e por ter cometido outros crimes, como sonegação fiscal. Ecclestone, de 83 anos, negou ter cometido qualquer crime e disse que Gribkowsky tentou extorsão após o processo de venda dos direitos comercias da F1 ao grupo de investimentos CVC, há oito anos. Os advogados do dirigente alegaram que faltavam evidências de que o chefão da categoria máxima do automobilismo é criminalmente responsável. Eles defendem que os danos causados ao banco alemão BayernLB, que a nome de Gribkowsky estava vendendo suas ações na F1, não estavam claros. Em 2012, Gribkowsky acabou sendo condenado à prisão após ter aceitado o pagamento dos US$ 44 milhões, e Ecclestone alegou que só desembolsou a quantia após ter sido chantageado pelo banqueiro, que ameaçou denunciar irregularidades fiscais supostamente cometidas pelo dirigente na Inglaterra. Por causa das acusações, Ecclestone corria o risco de pegar até 10 anos de prisão, mas a Justiça alemã aceitou o acordo multimilionário e assim o inglês seguirá desempenhando a sua função de chefe máximo da F1. O dirigente também acabou beneficiado pelas leis alemãs, que permitem esse tipo de acordo financeiro caso o Ministério Público, as partes lesadas e o tribunal aceitem esse tipo de oferta, que foi uma das maiores da história da Justiça daquele país. Mediante o pagamento da quantia, Ecclestone teve o seu caso encerrado pela Justiça alemã justamente no momento em que a Fórmula 1 vive o seu período de férias de verão. A categoria terá como próxima corrida de seu calendário o GP da Bélgica, no próximo dia 24, em Spa-Francorchamps.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO COBRA EXPLICAÇÕES DO CONGRESSO POR FARSA NA CPI DO PETRÓLEO DO SENADO FEDERAL: "ISSO É INACEITÁVEL"

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cobrou nesta terça-feira explicações da Petrobras e do Congresso sobre a farsa montada pelo governo e pelo PT na CPI da Petrobras no Senado. Ele classificou como "inaceitável" o esquema, revelado por VEJA nesta semana. "A Petrobras tem que dar explicações. E o Congresso também. Se for assim, o Congresso está participando de uma farsa, o que é inaceitável", afirmou. Pela manhã, Fernando Henrique Cardoso realizou palestra para membros de um congresso de construção sustentável. O ex-presidente afirmou que o Brasil vive um momento oportuno para que a sociedade civil cobre políticas públicas melhores, já que o país está em período de disputa eleitoral. Fernando Henrique também falou sobre sua relação com o ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr). "Eu nunca o considerei um inimigo político. Esse negócio de inimigo quem gosta é ele. Nós somos todos brasileiros. Acho que é um concorrente e eu espero que ele veja as coisas assim, que não fique com essa idéia de nós e eles", afirmou.

MINISTRO MARCO AURÉLIO MELLO MANDA SOLTAR O EXECUTIVO INGLÊS DA MATCH ENVOLVIDO COM A MÁFIA DOS INGRESSOS NA COPA DO MUNDO

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar o CEO da agência Match, Raymond Whelan, que estava preso há um mês sob acusação de chefiar a máfia dos ingressos da Copa do Mundo. A decisão foi tomada na segunda-feira, atendendo a um pedido dos advogados de Whelan. O principal argumento para que o britânico fosse mantido preso durante as investigações era o risco de ele deixar o Brasil. Mas o ministro do Supremo não viu razão para que o britânico permanecesse encarcerado: "As fronteiras são quilométricas, a inviabilizar fiscalização efetiva. Todavia, essa circunstância territorial não leva à prisão de todo e qualquer acusado", afirmou Marco Aurélio em sua decisão. Ele é o mesmo ministro que mandou libertar o banqueiro Salvatore Cacciola, o qual fugiu do País. "Há meios de requerer-se a estado estrangeiro a entrega de agente criminoso, ou até, em cooperação judicial, de executar-se título condenatório no país em que se encontre". disse Marco Aurélio Mello, como se já estivesse antecipando a fuga do executivo inglês. O ministro do STF também rejeitou o argumento de que Raymond Whelan pudesse pressionar testemunhas do caso. Para o magistrado, o britânico deve ser solto imediatamente: "A regra é apurar para, selada a culpa, prender, executando-se, então, o título judicial condenatório". A Polícia Civil do Rio de Janeiro chegou a Whelan durante uma investigação sobre a máfia internacional de cambistas. Ele é apontado como o principal fornecedor dos bilhetes. O britânico comanda a empresa Match, que foi escolhida pela Fifa como responsável por providenciar as instalações para autoridades e convidados nas cidades-sede do torneio esportivo.

EDUARDO CAMPOS PROMETE ISENTAR MAIS TRABALHADORES DO IMPOSTO DE RENDA

O candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, se comprometeu nesta terça-feira com mais uma medida que teria impacto nas já desgastadas contas públicas do governo federal. Em encontro com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), no Rio de Janeiro, Eduardo Campos disse que vai reavaliar a tabela do Imposto de Renda, elevando o piso de contribuição para pessoa física. "É inconcebível que quem ganhe 1.800 reais já pague imposto de renda e que os pobres paguem mais que os ricos", afirmou. Mesmo com reajuste anual de 4,5%, o sindicato calcula uma defasagem de 61,42% entre a tabela do Imposto de Renda e a inflação oficial, hoje de cerca de 6,5% – acumula alta de 46,70% de janeiro de 2007 ao mesmo mês deste ano. Se a proposta do Sindifisco fosse aplicada de uma única vez para reduzir essa diferença, só trabalhadores com salário mensal superior a 2.885,82 reais pagariam Imposto de Renda. A proposta de cobrar menos impostos dificulta outras promessas do ex-governador de Pernambuco, como instituir passe livre para estudantes e elevar a poupança do governo. Só a passagem gratuita para estudantes exigiria um custo de 12 bilhões de reais, segundo estimativas divulgadas pela campanha. Eduardo Campos também tem se comprometido a não elevar a carga tributária do País, que já corresponde a 37% do Produto Interno Bruto (PIB). "Serei o primeiro presidente da República que se compromete que não haverá aumento da carga tributária e apresentará uma rampa para redução da carga tributária no Brasil", disse Eduardo Campos aos fiscais.

AÉCIO NEVES É MUITO CLARO, "MÉDICOS ESTRANGEIROS TÊM PRAZO DE VALIDADE" PARA FICAR NO BRASIL

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta terça-feira que, se eleito, vai criar 500 centros regionais de saúde para atender a população em pólos específicos e permitir que o paciente seja atendido com rapidez. Ao participar de ato público na Associação Médica de Brasília, o tucano voltou a criticar as atuais regras do programa Mais Médicos e afirmou que a presença de profissionais de saúde estrangeiros no País tem “prazo de validade”. O tucano defendeu uma carreira de Estado para profissionais de Medicina e afirmou que a importação de médicos estrangeiros, se for necessária no futuro, deve ser apenas “lateral”. “Nosso programa vai propor a criação de cerca de 500 grandes unidades regionais em um País de 5.500 municípios, onde o cidadão seja atendido por um médico especializado, encaminhado, a partir do diagnóstico feito, para fazer o exame, e já saia dali com os remédios”, disse. “Os médicos estrangeiros são uma solução paliativa. Vou tratar a questão de forma estrutural e criar uma carreira nacional de médicos para que médicos possam se preparar e atender nas regiões mais remotas. Os cubanos têm prazo de validade e ficarão aqui por três anos. O que pretendo é que não haja mais necessidade de médicos estrangeiros no Brasil porque, ao longo do tempo, nossas políticas e ações permitirão que essas vagas sejam ocupadas por brasileiros formados e que passem pelo exame Revalida. Se houver necessidade de médicos estrangeiros, que isso seja apenas uma solução lateral, e não a solução central”, completou.

MINISTÉRIO PÚBLICO PAULISTA PEDE IMPUGNAÇÃO DE 70 CANDIDATURAS FICHA-SUJA

A Procuradoria Regional Eleitoral pretende impugnar 70 candidatos "ficha-suja" em São Paulo, de acordo com balanço apresentado nesta terça-feira pelo órgão. Entre os candidatos contestados pelo Ministério Público está o deputado federal Paulo Maluf (PP). Segundo o procurador regional eleitoral, André de Carvalho Ramos, os candidatos têm até o fim de agosto para apresentar defesa nos respectivos processos, que irão a julgamento no Tribunal Regional Eleitoral. Os políticos ainda poderão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. Das cerca de 3.600 candidaturas em São Paulo, foram encontradas irregularidades em 2.416, e solicitadas 1.913 impugnações, das quais setenta foram enquadrados na Lei da Ficha Limpa.

O MINISTRO PETISTA DA FAZENDA, GUIDO MANTEGA, DÁ O SINAL DE QUE PREÇO DA GASOLINA VAI AUMENTAR ESTE ANO

O ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, deu indícios nesta terça-feira de que pode haver um novo aumento no preço da gasolina ainda este ano. Questionado sobre novos possíveis reajustes, o ministro deixou a possibilidade em aberto. "Todos os anos tem correção do preço da gasolina. Uns mais, outros menos. Não teve nenhum ano que não teve aumento da gasolina. Essa é a regra", afirmou. Contudo, Mantega não quis detalhar a data do reajuste. "Quando ocorrerá o aumento, essa é uma decisão que mexe com o mercado, com ações, então não se comenta", acrescentou o ministro, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Mantega deu a declaração ao ser questionado se, com o possível enfraquecimento da inflação mais para o fim deste semestre, haveria espaço para ajustes nos preços administrados, que são aqueles controlados pelo governo. "Nosso comportamento é continuar com reajustes normais, sem tarifaço", afirmou o ministro, referindo-se à possibilidade de um reajuste maior do que o que vem sendo praticado nos últimos anos. O mercado especula que, caso a presidente Dilma se reeleja, haja um aumento generalizado de tarifas no início de 2015, puxado, sobretudo, pelos preços do mercado de energia. A diretoria da Petrobras, inclusive a própria presidente da estatal, Graça Foster, tem pleiteado ao governo reajuste dos preços dos combustíveis para reduzir a defasagem dos valores praticados no Brasil com os vistos no exterior, algo que afeta as finanças da companhia. Não à toa, a Petrobras é a empresa de petróleo mais endividada do mundo. Sua dívida é estimada em 300 bilhões de reais. A gasolina tem um peso importante no IPCA, índice que baliza a meta de inflação do governo – que é de 4,5% ao ano, com margem de tolerância de dois pontos para mais ou para menos. Com o IPCA em 12 meses acima do teto da meta, o Planalto tem menos espaço para elevar preços administrados como os dos combustíveis. Em junho, o indicador acumulava alta de 6,52% em 12 meses e deve subir a 6,60% no levantamento de julho. A última vez em que houve reajuste nos preços da gasolina foi em novembro do ano passado, quando a Petrobras anunciou aumento médio de 4% da gasolina e de 8% no diesel nas refinarias. Na época, especialistas calcularam que a alta da gasolina ao consumidor final seria de cerca de 3%.

O DEPUTADO FEDERAL PETISTA ANDRÉ VARGAS REAPARECE, TUMULTUA REUNIÃO DO CONSELHO DE ÉTICA DA CÂMARA E ABANDONA SESSÃO

O deputado federal petista André Vargas (PR) decidiu quebrar o silêncio e reapareceu nesta terça-feira na reunião do Conselho de Ética destinada à leitura do parecer pela cassação do seu mandato. Protagonista de diversas manobras para protelar o desfecho do caso, André Vargas foi convidado repetidas vezes para prestar depoimento ao colegiado, mas fugiu sempre que um servidor da Câmara tentou notificá-lo formalmente. Nesta terça-feira, ele pediu o afastamento do relator, Júlio Delgado (PSB-MG), e reclamou não ter sido ouvido pelo colegiado. O pedido do ex-petista foi imediatamente rechaçado pelos deputados e o parecer contra ele só não foi lido porque teve início a Ordem do Dia do Plenário. A sessão do Conselho arrastou-se por quase cinco horas e foi marcada por bate-boca. Em uma tentativa de desqualificar a atuação do relator, o petista André Vargas disse que Júlio Delgado deveria ser impedido de relatar o caso. “À imprensa, ele diz que eu estou tentando manter um mandato que não representa mais ninguém. Quando o relator que pretende ser isento fustiga o parlamentar é porque esse relator não pode ser mantido. A opinião não é de um relator, e sim de alguém que pretendia fazer um relatório e já tinha convicção da culpa, da cassação e da pena máxima”, disse. O petista André Vargas abandonou a reunião após ter sido "convidado" a apresentar a defesa – alegou não estar preparado com os documentos necessários. Ao lado do advogado Michel Saliba, que também atuou no caso do primeiro deputado-presidiário do País, Natan Donadon, André Vargas recorreu aos mais variados argumentos para paralisar o processo e surpreendeu ao dizer não se lembrar do nome do doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação da Polícia Federal e a quem chamava de “irmão”. “A prova boa e aproveitável é aquela construída com defesa e acusação. As provas feitas até agora foram feitas só pela relatoria. O conselho impossibilitou a inquirição de algumas pessoas e as perguntas a serem feitas para o dono do avião, que eu não lembro o nome”, disse. Ao longo da audiência, no entanto, a memória de Vargas voltou a funcionar e ele citou nominalmente o doleiro Youssef. Ex-vice-presidente da Câmara, André Vargas estava no auge de sua carreira política, tinha feito a escalada típica de um quadro político petista, quando começou a cair em desgraça após a revelação de que ele e sua família utilizaram um jatinho pago por Youssef para passar as férias em João Pessoa (PB). A situação agravou-se após reportagem de VEJA revelar novos detalhes de sua ligação com o doleiro: Youssef mantinha contato constante com o congressista. Mais: segundo as investigações da Polícia Federal, os dois trabalhavam para enriquecer juntos fraudando contratos com o governo federal. A ajuda foi materializada em um contrato inicial de 30 milhões de reais firmado com o Ministério da Saúde. O petista André Vargas reclamou que as testemunhas arroladas pela defesa não foram ouvidas – a maioria alegou indisponibilidade de comparecer no dia agendado – e criticou a “pressa” para a conclusão do processo. “Nem eleição eu estou disputando. Eu estou disputando a honra, e isso tem importância. Um mandato de sete anos tem seu valor como tem todos os mandatos, e conclui-lo é muito importante”, disse. Escanteado pelo PT, André Vargas desfiliou-se do partido em abril e, dessa forma, não pode concorrer às eleições deste ano. No entanto, ele briga para concluir o mandato e tenta, a todo custo, evitar a abertura do processo de cassação, que o tornaria inelegível pelos próximos oito anos.

PSOL APRESENTA PEDIDO DE CASSAÇÃO DO MANDATO DO DEPUTADO FEDERAL RODRIGO BETHLEM

O PSOL protocolou nesta terça-feira uma representação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB), para que seja aberto processo de cassação do mandato por ele ter recebido propina de uma ONG no período em que foi secretário da Prefeitura do Rio de Janeiro. Bethlem chefiou as secretarias de Ordem Pública, Assistência Social e Governo da prefeitura do Rio de Janeiro. A petição – assinada pelo presidente do PSOL, Luiz Araújo, e subscrita pelos deputados do partido – requer ao Conselho "a deliberação pela perda do mandato do representado". Áudios e vídeos mostram Bethlem em conversas com a ex-mulher, Vanessa Felippe, afirmando que recebe mensalmente propina da ONG Tesloo, contratada para administrar o cadastro único de programas sociais da prefeitura – usado para pagamento de programas como o Bolsa Família e o Cartão Família Carioca. Ele dizia receber entre 65 mil e 70 mil reais pelo contrato. Na representação, o PSOL destaca que a prática é incompatível com o decoro parlamentar. Na semana passada, o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno, fez uma representação na Corregedoria da Casa para que Bethlem responda às acusações de corrupção. Na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o PSOL também tenta a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades cometidas pelo ex-secretário na prefeitura, mas até o momento tem apenas 9 assinaturas de vereadores, das 16 que o vereador Eliomar Coelho (PSOL) considera necessárias.

PETISTA HADDAD É OBRIGADO A CANCELAR PREGÃO DE R$ 11 MILHÕES APÓS DENÚNCIA DE FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE LIMPEZA DAS ESCOLAS

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), decidiu cancelar uma licitação da Secretaria Municipal de Educação por suspeita de formação de cartel entre empresas concorrentes. A prefeitura realizou pregão presencial para a contratação de serviços de limpeza e conservação das escolas e dos Centros Educacionais Unificados (CEUs), ao custo de 11,7 milhões de reais, mas o resultado foi revogado por Haddad por causa dos indícios de fraude e de falta de concorrência. Na edição desta terça-feira, o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem em que informa ter recebido uma denúncia anônima que antecipou os vencedores da licitação. Em nota, a prefeitura informou que a decisão "se baseou na análise preliminar da Controladoria Geral do Município, que verificou pouca competição entre as empresas que disputaram o pregão eletrônico nº 23/SME/2014". O órgão entendeu que não houve muitas contraofertas feitas aos valores oferecidos pelos concorrentes durante os lances, o que indica que o resultado pode ter sido previamente combinado. Todas as quinze empresas indicadas na denúncia recebida pela reportagem constam na lista de vencedoras, publicada na edição de sábado do Diário Oficial da Cidade. O jornal diz que o denunciante informou quais seriam as vencedoras do contrato 1 hora e 30 minutos antes de o pregão ter início. O controlador geral do município, Mário Vinícius Spinelli, informou que o órgão busca indícios e evidências de formação de cartel. A pasta informou que vai encaminhar informações obtidas em sindicância interna ao Ministério Público e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO AVÓS DA PRAÇA DE MAIO ENCONTRA NETO ROUBADO PELOS MILITARES ARGENTINOS APÓS 35 ANOS

A presidente da associação Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, recuperou o neto Guido depois de mais de três décadas de buscas. Ele era um dos desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina, que durou de 1976 a 1983. Um teste de DNA confirmou o parentesco e foi o próprio Guido que teve a iniciativa de submeter-se ao exame. O neto de 36 anos é músico e mora em Olavarría, na Grande Buenos Aires. A mãe de Guido, Laura Carlotto, estava grávida quando foi detida, em novembro de 1977. Integrante da organização terrorista de esquerda os Montoneros, ela tinha 23 anos quando foi levada ao centro clandestino de 'La Cacha', na cidade de La Plata (60 quilômetros ao sul da capital) e acabou dando à luz na prisão, em 26 de junho de 1978. Foi morta dois meses depois e seu corpo foi entregue à família, mas o menino não foi achado. Sua avó, hoje com 83 anos, e uma das fundadoras da associação, passou as últimas décadas tentando descobrir o paradeiro do neto, certa de que ele estava vivo. Ele acabou sendo criado por um fazendeiro, que já morreu. Os militares no poder tinham por hábito tirar os filhos recém-nascidos de presas políticas e entregá-los a pessoas de confiança do regime. Estima-se que tenham roubado 500 crianças durante a ditadura. A organização humanitária formada por pessoas cujos filhos e netos desapareceram durante a repressão realiza análises genéticas para tentar encontrar os desaparecidos e restitui-los às suas famílias. A associação foi fundada em outubro de 1977 como uma organização próxima das Mães da Praça de Maio, quando algumas mães de desaparecidos deram prioridade à busca por seus netos. "O resultado é positivo. Encontramos o meu sobrinho depois de 35 anos. Ele se apresentou voluntariamente, submeteu-se a um exame de DNA e deu 99,9% de compatibilidade. É uma emoção enorme", disse o secretário de Direitos Humanos da província de Buenos Aires, Kibo Carlotto, filho de Estela e tio do homem encontrado. "É um choque terrível para ele. Mas ele se apresentou voluntariamente, e está tudo bem", acrescentou. Outro irmão de Laura, o deputado governista Remo Carlotto, disse que toda a família está profundamente feliz e ansiosa para conhecer o parente, "para que ele se encontre com a história que lhe pertence". "Eu não queria morrer sem tê-lo abraçado", resumiu Estela. "Quero compartilhar com vocês a alegria enorme que a vida me brindou hoje. Encontrei aquilo que busquei e hoje estamos em família. Tenho agora todos os meus catorze netos comigo", disse a avó, que ainda não encontrou o neto pessoalmente. A ditadura militar argentina foi de um barbarismo absoluto, o hábito de roubar bebês de mães que deram à luz no cativeiro é terrorismo de Estado além de qualquer limite humano. E esse terrorismo de Estado foi rebatido pelo terrorismo das organizações de esquerda, especialmente Montoneros e ERP (Exército Revolucionário Popular). Até hoje, como se verifica pela história dos Carlotto, essa chaga histórica está aberta.

A AÇÃO PARA INTIMIDAR TUMA JR.: QUEREM TRANSFORMAR A TESTEMUNHA EM INVESTIGADO?

A Polícia Federal tentou conduzir coercitivamente o delegado Romeu Tuma Jr., ex-secretário nacional de Justiça, à sede de sua Superintendência , em São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre o livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, publicado pela Editora Topbooks. Ele resistiu à intimidação e compareceu um pouco mais tarde ao local. Na obra, Tuma Jr. assegura que o “estado policial petista” não é uma invenção de paranóicos. Segundo informa Tuma, esse esquema reúne as características de todas as máquinas de perseguição e difamação do gênero: o grupo que está no poder se apropria dos aparelhos institucionais de investigação de crimes e de repressão ao malfeito — que, nas democracias, estão submetidos aos limites da lei — e os coloca a seu próprio serviço.

Queriam, na prática, deter Tuma Jr., ainda que por algum tempo, por quê? Havia ou há algum inquérito em curso? Não. Vamos ficar atentos. O Brasil é uma democracia — ainda é ao menos. As pessoas não podem ser demitidas de um banco, por exemplo, porque fazem uma avaliação técnica crítica ao governo. O partido oficial não pode fazer listas negras de jornalistas porque não gosta de sua opinião, e o estado não pode sair por aí detendo pessoas em processos de investigação muito pouco transparentes.
Sim, o livro de Tuma Jr. denuncia a ação do PT em algumas operações escabrosas, a saber:
1: manipulação da investigação para envolver o governo de São Paulo e o PSDB no caso do cartel de trens em São Paulo;
2: elaboração de um falso dossiê para incriminar o governador tucano Marconi Perillo, de Goiás;
3: elaboração de um falso dossiê para incriminar o também tucano Tasso Jereissati, com pressão explícita de Aloizio Mercadante;
4: armação para manchar a reputação de Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso;
5: o assassinato do petista Celso Daniel, prefeito de Santo André;
6: operação para grampear todos os ministros do Supremo Tribunal Federal – o que ele diz ter acontecido;
7: tentativa de eliminar os rastros de uma conta do Mensalão nas ilhas Cayman.
Em entrevista à revista VEJA, Tuma Jr. foi claro sobre as pressões que recebeu quando era Secretário Nacional de Justiça:
“Durante todo o tempo em que estive na Secretaria Nacional de Justiça, recebi ordens para produzir e esquentar dossiês contra uma lista inteira de adversários do governo. O PT do Lula age assim. Persegue seus inimigos da maneira mais sórdida. Mas sempre me recusei. (…) Havia uma fábrica de dossiês no governo. Sempre refutei essa prática e mandei apurar a origem de todos os dossiês fajutos que chegaram até mim. Por causa disso, virei vítima dessa mesma máquina de difamação. Assassinaram minha reputação. Mas eu sempre digo: não se vira uma página em branco na vida. Meu bem mais valioso é a minha honra.”
No livro, Tuma Jr. sustenta que Celso Daniel foi assassinado ao tentar desarmar um esquema paralelo de arrecadação de propina montado por petistas, que tentava se sobrepor àquele criado pelo próprio Celso, que serviria ao partido e seria integrado por Gilberto Carvalho, que lhe teria confessado a existência da tramóia.
A pressão
Aguardemos os próximos passos. Uma investigação qualquer tinha sido iniciada pela Polícia Federal, razão por que Tuma Jr. foi coercitivamente conduzido. Mas qual? Denúncias para iniciar um inquérito não faltavam. A questão é saber se pretendem que Tuma Jr. seja o investigado ou a testemunha. Por Reinaldo Azevedo

DECRETO 8.243 - E AÍ, SENADORES? VOSSAS EXCELÊNCIAS CAÍRAM NA CONVERSA DE GILBERTO CARVALHO? ESTÃO DISPOSTOS A FICAR DE JOELHOS DIANTE DE SEUS COMANDADOS?

Que homem notável este Gilberto Carvalho, uma figura meio sinistra que a própria Dilma Rousseff mantém a contragosto no Palácio do Planalto. É que ela não tem poder para desafiar Lula e mandar embora o seu espião. Nesta terça, ele foi ao Senado para tentar convencer os parlamentares que o Decreto 8.243, aquele, dos conselhos, não passa de um mero disciplinamento da chamada participação popular, sem maiores implicações.

É mesmo? Se assim é, por que, então, tratar da questão por meio de um decreto, que não pode ser emendado pelos parlamentares, em vez de um projeto de lei, que permite que o Congresso participe do debate? Nesta terça, Carvalho estava mansinho, falava como quem quer negociar. Há pouco mais de uma semana, afirmou que o governo iria para a “guerra”. Sim, ele empregou a palavra “guerra”. Há três semanas, anunciou um segundo decreto, aí para incluir os tais conselhos no Orçamento da União. Ou por outra: Carvalho decidiu estatizar a participação popular.
O ministro foi ao Senado com a sua conversinha de cerca-lourenço, afirmando que o texto não cria nenhum conselho novo. E daí? Isso é o de menos! Mas estabelece que os órgãos federais devem passar a operar com eles — logo, a sua criação passa a ser uma diretriz legal. O texto é de tal sorte autoritário que define o que é sociedade civil — uma definição exótica, para dizer pouco — e institui uma espécie de Justiça paralela à medida que cria uma certa “mesa de negociação” que seria encarregada de mediar conflitos que envolvam questões sociais. Invasão de propriedade privada, por exemplo? Nada de liminar de reintegração de posse! Antes, uma conversinha em que invasores e invadidos sejam postos em pé de igualdade.
O ministro tentou fazer de conta que o assunto não tem grande importância e que está sendo magnificado pelos adversários do PT. Ora, se não tem, por que tanto empenho em aprová-lo, meu senhor? Permita, então, que o Parlamento brasileiro dê a sua opinião a respeito, em vez de governar por decreto.
Carvalho quer dar o primeiro passo da República Bolivariana Brasileira, com o governo federal assaltado por milícias, disfarçadas de conselhos, que imporão no berro a sua vontade ao eleito. É uma forma de o PT se eternizar no poder mesmo sem vencer eleições, já que esses “movimentos sociais” que formam os tais “conselhos” são meras extensões do partido.
Caia na sua conversa quem quiser. Se e quando chegar a existir o esquema que Carvalho tem em mente, o Congresso brasileiro, escolhido por 140 milhões de eleitores (em 2014), perderá prerrogativas para algumas centenas de “conselheiros”, eleitos por ninguém, controlados pelo PT.
O golpe é escandalosamente explícito. Vade retro! Por Reinaldo Azevedo

SENADO VAI ABRIR SINDICÂNCIA SOBRE FARSA EM CPI

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta segunda-feira que a Casa vai criar uma comissão de sindicância para investigar a fraude na CPI da Petrobras, revelada por VEJA. “A CPI é uma instituição que não pode sair arranhada. É um instrumento fundamental de fiscalização e de cumprimento do papel do Legislativo. Então é preciso esclarecer tudo na forma do que foi denunciado”, disse. A criação da sindicância foi solicitada pelo presidente da comissão de inquérito, senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB). Vital também solicitou que a Polícia Federal investigue o caso. Renan classificou como “muito graves” as revelações de VEJA. Ele disse também que é preciso esclarecer o episódio: “Nós precisamos apurar absolutamente tudo que foi negociado, e apurar as responsabilidades de quem as tenha”. O presidente do Senado descartou suspender os trabalhos da CPI. VEJA teve acesso a um vídeo que comprova como o governo e lideranças do PT montaram esquema para treinar os principais depoentes à comissão de inquérito, repassando a eles previamente as perguntas que seriam feitas pelos senadores e indicando as respostas que deveriam ser dadas. As imagens mostram um encontro entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e Leonan Calderaro Filho, chefe do departamento jurídico do escritório da Petrobras em Brasília.

PROVA DA PROFESSORA "BLACK BLOC" CAMILA JOURDAN, DA UERJ, FAZ PROSELITISMO SOB O PRETEXTO DE ENSINAR FILOSOFIA

Um aluno de filosofia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) me manda um troço que é mesmo do balacobaco! Trata-se de uma espécie do símbolo do desastre intelectual que acomete os cursos da chamada área de “humanidades” das universidades brasileiras, especialmente as públicas. É claro que há pessoas pensando com seriedade nos corpos docente e discente instituições afora. É claro que há ilhas de excelência. Mas é evidente que essa não é a regra. 

Lembram-se de Camila Jourdan, a tal professora de filosofia da UERJ que é, digamos, uma espécie de farol dos black blocs do Rio de Janeiro? É uma das que tiveram prisão preventiva decretada e depois revogada. Em sua casa, foram encontrados artefatos explosivos. Pelo visto, a doutora não acredita que a arma de uma intelectual seja uma… caneta, ou um livro, ou um teclado. Estão preparados? Vejam a prova que a “doutora” Camila aplicou a seus alunos. Volto em seguida.
Prova de lógica
Retomo
Seria apenas folclórico não fosse um procedimento extremamente autoritário. Obviamente, a prova da doutora induz os alunos a desfazer supostas falácias lógicas que, na prática, endossam os preconceitos da professora. Ou seja: ela quer contestar as falácias com as quais não concordam empregando como instrumento aquelas com as quais concorda. Camila não está preparada para ensinar, mas para doutrinar. É ridículo! É patético!
Esse desastre não é de agora. De forma larvar, começou com as Marilenas Chauis lá da década de 80, quando a filosofia era mero pretexto para a pregação política. Nesta terça-feira, por exemplo, milhares de alunos, professores e funcionários da USP são reféns de uma suposta greve decretada por uma minoria de extremistas que só se criam no ambiente universitário. Com dinheiro público.
Eu olho cheio de vergonha para a “prova” que vai acima. O pressuposto do pensamento é ele ser livre. Nada impede a doutora Camila de pensar o que lhe der na telha, mas que renuncie, então, ao emprego público no Estado que ela não respeita, diz ser autoritário e expressão da violência de classe.
Hoje, meus caros, quase tudo está ao alcance das mãos. Pesquisem. Não se pratica esse tipo de proselitismo vagabundo em lugar nenhum do mundo. A universidade brasileira não é um dos reinos da ineficiência por acaso.
A propósito: quem não concorda com a pregação da “doutora” deve fazer o quê? Pedir uma prova alternativa? O mais nefasto nessa história não é Camila ser adepta de uma prática doidivanas, mas, na condição de “mestra”, conspurcar a própria teoria. É um desastre intelectual, mas também moral! Por Reinaldo Azevedo

POLÍCIA FEDERAL, A POLÍCIA POLÍTICA DO PT, INVADE ESCRITÓRIO DO ADVOGADO ROMEU TUMA JR PARA INTIMÁ-LO PELAS ACUSAÇÕES FEITAS AOS PETISTAS NO LIVRO "ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES"

Por volta da 11 horas desta terça-feira, quatro policiais federais invadira o escritório do delegado aposentado e advogado Romeu Tuma Júnior, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, com ordens para conduzi-lo preso à Superintendência da Polícia Federal. Tuma Júnior se recusou a acompanhar os agentes, alegando que a condução era ilegal. Mais tarde, ele compareceu à sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o livro "Assassinato de Reputações — Um Crime de Estado" (Topbooks; 557 páginas), que narra os bastidores do que ele viu, ouviu e, principalmente, acompanhou de perto quando ocupou o cargo de ex-secretário Nacional de Justiça do governo Lula, quando era ministro o peremptório petista "grilo falante" tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. Tuma Júnior afirmou que passou cerca de 40 minutos na sede da Polícia Federal, mas não respondeu a nenhuma pergunta. Ele disse que já havia prestado esclarecimentos sobre o conteúdo do livro em procedimento aberto pela Delegacia Fazendária no ano passado – não há inquérito contra ele. "Hoje só registrei meu repúdio, já havia sido ouvido. Apontei minha repulsa em se conduzir um advogado coercitivamente sem comunicar à OAB. A polícia está aparelhada, a gente nunca sabe o que vai acontecer", afirmou. A Polícia Federal é um grande aparelho de polícia política do PT. Na chegada dos policiais ao escritório de Tuma Júnior, houve discussão e muito bate-boca. O delegado Fabrizio Galli, da Delegacia Fazendária, afirmou que Tuma Júnior recebeu intimações prévias, mas não compareceu para prestar depoimentos. Em seu livro, o delegado revelou que a estrutura do governo petista era usada para produzir dossiês contra adversários políticos. Ele também teria ouvido do ministro Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula, e atual Secretário Geral da Presidência da República, a confissão de que o ex-prefeito de Santo André, o petista Celso Daniel, teria sido assassinado depois de descobrir um esquema clandestino de arrecadação de dinheiro para beneficiar o PT. Gilberto Carvalho, segundo o relato do delegado, teria confessado também ter transportado dinheiro de corrupção para abastecer o caixa eleitoral do PT. Tuma Júnior se recusou a acompanhar os agentes, alegando que a condução era ilegal. Ele disse que um dos federais informou apenas que estava cumprindo “ordens de Brasília”. “Estive lá na Polícia Federal uma vez e nem inquérito havia”, disse o delegado aposentado Romeu Tuma Jr. "Isso é perseguição política”, afirmou.

MINISTÉRIO PÚBLICO GAÚCHO AJUÍZA AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONTRA O PREFEITO PETISTA JAIRO JORGE, FALTA PEDIR A ANULAÇÃO DA MODIFICAÇÃO DO REGIME MATRIMONIAL PARA PROTEGER PATRIMÔNIO

No último dia 18 de julho o Ministério Público do Rio Grande do Sul ajuizou ação de improbidade administrativa contra o prefeito petista Jairo Jorge, de Canoas. O dinheiro supostamente desviado era originário do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O promotor José Nilton Costa de Souza protocolou o processo na 5ª Vara Cível do município de Canoas, e pouco depois foi removido da cidade, a título de promoção. Não é a primeira vez que isso acontece quando um petista é denunciado. Em Estância Velha, o promotor Marcelo Tubino denunciou o ex-presidente local do PT, Luis Carlos Soares, vulgo Viramato, pelo crime de mando de assassinato. O pistoleiro já cumpre pena, mas os mandantes ainda estão esperando a data para realização de júri. Enquanto isso, o governador petista Tarso Genro nomeu o acusado Viramato como coordenador da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde, que reúne cerca de 50 municípios da Grande Porto Alegre. O promotor Marcelo Tubino também foi "promovido" e removido para a São Gabriel. Agora o promotor José Nilton Costa de Souza está em Caxias do Sul. Na ação que ele ajuizou, o Ministério Público Estadual pede a indisponibilidade dos bens do prefeito petista Jairo Jorge e dos demais réus, até o valor de R$ 3,5 milhões, que é o valor do prejuízo calculado para a compra de uniformes escolares junto à empresa Nayr Confecções, com sede em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. "São valores superfaturados, calculada a conta total de R$ 6,4 milhões", denuncia a petição inicial. O inquérito civil 172/2011  apurou que não existe justificativa para a escolha de uma empresa do Mato Grosso do Sul. Além disto, pareceu suspeita ao Ministério Público gaúcho que a empresa Nayr Confecções tenha sido doadora da campanha a deputado do líder local do PT, Nelson Luiz da Silva, di mesmo partido do prefeito Jairo Jorge. As investigações também verificaram incongruências em datas e descrições das notas fiscais apresentadas para pagamento. Caso a ação seja acolhida pelo magistrado do caso, o prefeito Jairo Jorge e os demais réus terão que devolver a diferença considerada superfaturada, R$ 3,4 milhões, e terão seus direitos políticos suspensos por quatro anos. Enquanto isso, o prefeito e sua mulher aproveitaram os últimos meses para ingressar com uma ação na Justiça estadual para alteração do regime matrimonial dos dois, de comunhão total de bens para a comunhão parcial. Jairo Jorge e Tais Oliveira Pena ajuizaram a ação nº 008/1.14.0000868-4 no dia 04 de fevereiro deste ano. A ação caiu com o juiz Rogerio Delatorre. Pois não é que a decisão judicial, concedendo sentença favorável à alteração do regime matrimonial de Jairo Jorge e Tais Oliveira Pena saiu no exato dia em era noticiado o ajuizamento de ação de improbidade contra ele pelo promotor José Nilton Costa de Souza? Impressionante a coincidência. A nota de expediente dessa decisão foi publicada no Diário Oficial de Justiça eletrônico com o seguinte teor: "331/2014 - 21/7/2014 - 2ª Vara de Família da Comarca de Canoas - Nota de Expediente Nº 331/2014 - 008/1.14.0000868-4 (CNJ 0001393-86.2014.8.21.0008) - Thais Oliveira Pena e Jairo Jorge da Silva (pp. Claudia Gay Barbedo e Natália de Oliveira Abrunhosa). Ação julgada procedente. Canoas, 21 de julho de 2014". É evidente que cabe agora ao novo promotor substituto apresentar o pedido de anulação dessa alteração de regime matrimonial dos dois, para preservar o interesse público no processo de improbidade administrativa que está sendo movido contra o prefeito petista Jairo Jorge. Clique no link a seguir para ler a íntegra da denúncia do Ministério Público contra Jairo Jorge por improbidade administrativa: https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDULXNFdnVLdXQwODg/edit?usp=sharing 
Clique no link a seguir para ver a publicação do ajuizamento da ação de separação de bens do prefeito petista Jairo Jorge e de sua mulher Tais Oliveira Pena: https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUeC1DRlM1UXlwY28/edit?usp=sharing
E clique no link a seguir para ver a nota de expediente do juiz concedendo a separação de bens: https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUX09Va2VPUHhOWjg/edit?usp=sharing

REUNIÃO QUE TRATOU DE DEPOIMENTOS DA CPI OCORREU NA SEDE DA PETROBRAS EM BRASÍLIA

A reunião entre servidores da Petrobrás para discutir as perguntas e respostas dos interrogados na CPI da estatal no Senado ocorreu no gabinete da presidente da companhia, a petista Graça Foster, em Brasília. A sala de reuniões integra o gabinete e o acesso é restrito a servidores da alta cúpula da estatal. O espaço é usado por Graça para receber autoridades e fazer reuniões com assessores. O gabinete da presidente ocupa todo o segundo andar do prédio da Petrobrás na capital federal. A reunião foi gravada em vídeo e divulgada pela revista Veja na edição do fim de semana. Além do chefe de gabinete da Petrobrás em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, e do advogado da empresa Bruno Fereira, o portal Estadao.com.br revelou que o chefe do departamento jurídico do escritório da Petrobrás em Brasília, Leonan Calderaro Filho, também estava presente na reunião. A revista não identificou onde o vídeo fora gravado e se referiu a Calderaro como pessoa não identificada. A conversa gravada mostra que os executivos da Petrobrás tiveram acesso com antecedência às perguntas que seriam feitas aos depoentes da estatal por senadores da CPI no Senado. Barrocas informa aos colegas que encaminhara, por fax, o "gabarito" à presidente da estatal. Ele foi nomeado como chefe de gabinete da Petrobrás em Brasília por Graça Foster. Antes, eles trabalharam juntos na BR Distribuidora, quando Graça era presidente e Barrocas, chefe de gabinete da subsidiária da estatal em Brasília. Pessoas que convivem com os dois disseram à reportagem que Barrocas é fiel a Graça e não toma decisões mais complexas envolvendo a Petrobrás sem o aval da chefe. Um servidor da estatal confirmou ao Estado como funcionava o esquema para que os depoentes tivessem conhecimento prévio das perguntas dos senadores. Os questionamentos eram elaborados por servidores do PT, com ajuda do servidor da Secretaria de Relações Institucionais, Paulo Argenta. Barrocas buscava o questionário pessoalmente na liderança do Senado. O próximo passo, o que foi gravado em vídeo, era a reunião no gabinete da presidente para discutir as respostas. Ao final, o documento seria encaminhado para o comando da empresa, no Rio de Janeiro. O chefe do escritório da estatal em Brasília e o assessor da Secretaria de Relações Institucionais Paulo Argenta tinham por hábito acompanhar pessoalmente os depoimentos na CPI. Ex-presidente da estatal e ex-presidente do PT, José Eduardo Dutra, que hoje é diretor da Petrobrás, também participou de reuniões com a bancada do PT para discutir as investigações. O líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), protocolou na última segunda-feira requerimentos de convocação para que o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini (PT), compareça ao Congresso para explicar a suspeita de envolvimento de um funcionário da pasta no caso. Os requerimentos foram apresentados nas comissões de Fiscalização Financeira e Controle, de Minas e Energia e no próprio plenário da Casa. A cúpula da Petrobrás desconfia que a gravação foi feita pelo advogado Bruno Ferreira. Na segunda-feira, ele chegou a ser sabatinado na estatal sobre sua suposta participação no caso. A Petrobrás informou em nota que "tomou conhecimento das perguntas que norteiam os trabalhos das CPI e CPMI da Petrobrás através do site do Senado Federal". Afirmou que, "após cada depoimento, as dezenas de perguntas são desdobradas em novas perguntas pela equipe da Petrobrás de forma a subsidiar os depoimentos subsequentes" de executivos e ex-executivos, que são preparados "com simulações de perguntas e respostas". Ainda segundo a nota, a estatal informou que "garante apoio a executivos e ex-executivos, preparando-os, com simulações de perguntas e respostas, para melhor atender aos diferentes públicos, seja em eventos técnicos, audiências públicas, entrevistas com a imprensa, e, no caso em questão, as CPI e CPMI". Tais simulações, afirma, "envolvem profissionais de várias áreas, inclusive consultorias externas, de modo a contribuir para uma melhor compreensão dos fatos e elucidação das dúvidas". Eles vão se afundando a cada passo. Um mentira puxa outra.

LEILÃO DE SUSTENTAÇÃO DE PREÇO DO MILHO DEVE SER FEITO ATÉ 15 DE AGOSTO

O governo brasileiro prevê realizar ainda na primeira quinzena de agosto o primeiro leilão de apoio ao escoamento de milho nesta temporada, disse nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Neri Geller. "No máximo até o dia 15 de agosto vamos fazer o primeiro leilão, porque sabemos a importância que tem dar sustentação ao preço nas regiões com maiores problemas logísticos", disse o ministro Neri Geller no intervalo do 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio. O leilão de Prêmio de Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) é um instrumento adotado pelo governo para dar sustentação aos preços da commodity nas regiões onde a ampla oferta derruba os preços abaixo dos valores mínimos definidos no Plano Agrícola e Pecuário do Governo. A subvenção deve incluir os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, acrescentou o ministro. O montante de 500 milhões de reais deverá ser suficiente para apoiar o escoamento entre 7 a 10 milhões de toneladas, dependendo da disputa durante a realização dos leilões, observou. Em 2013, o governo leiloou Pepro em volume equivalente a 8,86 milhões de toneladas de milho, com um pagamento de 449 milhões de reais em subsídios, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).