sábado, 12 de julho de 2014

POLÍCIA CIVIL PRENDE SININHO E MAIS 18 VÂNDALOS DO RIO DE JANEIRO

Neste sábado, 19 pessoas que participaram das manifestações de rua no Rio de Janeiro foram presas sob a acusação de terem cometido atos de vandalismo. Entre elas está Elisa Quadros, conhecida como Sininho, detida na casa do namorado, em Porto Alegre, em uma ação combinada entre as polícias fluminense e gaúcha. Sininho negociou a compra de fogos de artifício que seriam usados em atos de vandalismo no Rio de Janeiro por meio de ligações telefônicas e mensagens de texto. A descoberta foi feita pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), que interceptou as ligações. Com esses vândalos, segundo a polícia, foram apreendidos explosivos, máscaras e armas de fogo. Sininho, presa em Porto Alegre, foi transferida sob escolta e algemada por avião para o Rio de Janeiro. Na véspera da abertura da Copa, dia 11 de junho, dez pessoas que são presenças constantes em protestos foram convocadas a depor e tiveram celulares e computadores apreendidos; entre elas, Sininho. A polícia cumpriu, então, 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 27ª Vara Criminal. Para este domingo estão marcados quatro protestos, um perto do Maracanã e três na Tijuca, bairros vizinhos ao do estádio. "A polícia impediu que provavelmente outro cinegrafista Santiago Andrade viesse a falecer", afirmou o delegado Alessandro Thiers, em referência ao protesto em que o cinegrafista foi atingido por um rojão lançado por black blocs: "Nesta operação, prendemos advogado, professor de filosofia, professor de história e estudantes. A maioria dos presos são black blocs. Essas pessoas são criminosas que se aproveitam de manifestações lícitas para praticar baderna". A investigação começou em setembro, de acordo com a delegada Renata Araújo, responsável pelo inquérito. Uma das ativistas monitoradas era Elisa Quadros, a Sininho. Com autorização judicial, a polícia acompanhou ligações telefônicas e mensagens de texto. Foi identificado que ela negociava a compra de fogos de artifício para serem utilizados em manifestações no Rio de Janeiro. O namorado de Sininho, Luiz Carlos Rendeiro Junior, conhecido como "Game Over", é um dos foragidos. A polícia encontrou um revólver no quarto de uma adolescente investigada. Ela morava apenas com a irmã, mas o pai alegou ser o dono da arma. A jovem vai responder por ato infracional equivalente ao porte ilegal de arma de fogo. O pai foi acusado de omissão de cautela, crime com previsão de até dois anos de detenção e multa. A menina dizia pertencer ao Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR). Os policiais também apreenderam litros de combustível, garrafas, armas de choque, escudos, martelos pontiagudos para quebrar vidros e máscaras de proteção contra gás lacrimogênio. Esse material é considerado prova de que os baderneiros pretendiam provocar incêndios e conflitos em manifestações. "O problema não é ter uma máscara de gás em casa, mas isso passa a ser uma evidência criminal a partir do momento que existe uma investigação com provas de que este investigado vai para manifestações para praticar atos violentos", afirmou a delegada Renata Araújo.

IMPRENSA ESTRANGEIRA VÊ "FUTEBOL ULTRAPASSADO" DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Após a segunda goleada consecutiva sofrida pelo Brasil, a imprensa internacional apontou problemas estruturais e de identidade no futebol brasileiro. Para o jornal espanhol El País, torcedores e jogadores foram vítimas das artimanhas do "populista" Felipão. Segundo o jornalista Ramon Besa, a seleção pentacampeã mostra um futebol "fora de moda", em que até os zagueiros Thiago Silva e David Luiz pioram a cada dia. "O futebol do Brasil precisa ser repensado depois da ridícula família Scolari", afirmou. O italiano Corriere dello Sport viu na seleção "um amontoado de jogadores com fama, não um time". Na opinião do jornalista Alberto Polverosi, o time de Felipão não foi o pior time, mas foi a única "não equipe" da competição. Isso porque até times eliminados bem antes, como Uruguai e Grécia, tinham uma identidade. Na marcação, afirma Poverosi, todos os jogadores pareciam prestar atenção à bola, em vez de cuidar dos rivais. No ataque, o desempenho "parece hondurenho (ou mesmo italiano), mas certamente não brasileiro". O jornal ainda questiona o que sobra do Brasil, fora Neymar. Para o argentino Clarín, o Brasil terminou seu Mundial com outro pesadelo. O New York Times afirmou que qualquer esperança de o Brasil salvar sua própria festa "se evaporou aos 2 minutos" do jogo com a Holanda. Para o espanhol Marca, este Mundial nunca acabará para o Brasil. Será a Copa em que "o país não respeitou sua grandiosa história. O pesadelo será para toda a vida".

ISRAEL RESPONDE A ATAQUE DE FOGUETES VINDO DO LÍBANO

O Exército de Israel informou que abriu fogo na direção do Líbano em resposta a um ataque com foguetes. Segundo os militares, dois foguetes foram disparados na direção do território israelense na noite de sábado, mas não houve feridos ou danos. Os militares afirmaram que responderam com disparos de artilharia na direção da "fonte do ataque". Nenhum grupo havia assumido responsabilidade pelos lançamentos. Israel teme que grupos militantes no Líbano possam tentar abrir uma segunda frente, na medida em que o governo israelense realiza uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza.

ISRAEL ORDENA SAÍDA DE MORADORES DO NORTE DE GAZA

O Exército de Israel informou que está ordenando aos palestinos que vivem no norte da Faixa de Gaza que se retirarem da área "para sua própria segurança". Em comunicado divulgado neste sábado, os militares disseram que enviarão mensagens aos moradores durante a noite para que deixem a região. O brigadeiro-general Motti Almoz, porta-voz da chefia militar, disse que Israel planeja atacar a área com força pesada nas próximas 24 horas, na medida em que intensifica um ofensiva contra os militantes de Gaza. Segundo autoridades, a área tem sido usada para o lançamento de foguetes em direção a Tel-Aviv.

PARA OS ESTADOS UNIDOS, O IRÃ MANTÉM TOM INADEQUADO NAS NEGOCIAÇÕES ATÔMICAS

O Irã está preso a posições "inadequados e impraticáveis" em negociações nucleares com seis potências mundiais, enquanto se aproxima o fim do prazo para um acordo que encerre sanções contra Teerã em troca de restrições sobre seu programa atômico, disse um oficial dos Estados Unidos neste sábado. "Estamos muito distantes em algumas questões", incluindo o enriquecimento de urânio, disse o oficial sênior dos Estados Unidos. Outra autoridade sênior dos Estados Unidos acrescentou ser difícil a extensão das negociações para depois de 20 de julho sem primeiro haver "progressos significativos em questões-chave" nas negociações entre o Irã e Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China.

ESTATAL RUSSA NUCLEAR ROSATOM QUER CONSTRUIR USINAS ATÔMICAS NA ARGENTINA

A estatal russa de energia atômica Rosatom fez uma oferta para apresentar propostas de construção de duas novas unidades de energia nuclear na Argentina e pode oferecer condições financeiras "confortáveis", disse o ministro da Energia da Rússia neste sábado. "A Rosatom está trabalhando ativamente aqui ... e já entregou sua proposta técnica e comercial para os nossos colegas da Argentina", disse o ministro da Energia, Alexander Novak, após uma reunião entre o presidente russo Vladimir Putin e a presidente da Argentina, a peronista populista Cristina Fernandez. "Haverá um proposta neste outono. A Rosatom está também disposta a oferecer condições financeiras confortáveis à Argentina", acrescentou ele.

ELETROBRAS APROVA ASSUMIR GESTÃO DE DISTRIBUIDORA NO AMAPÁ

A Eletrobras informou neste sábado que seu Conselho de Administração aprovou aditivo ao acordo de acionistas feito com governo amapaense, que permite à estatal federal assumir a gestão executiva da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). A assunção da administração acontecerá por meio de presença majoritária na diretoria executiva da CEA, mantendo a gestão compartilhada no Conselho de Administração da distribuidora, informou a Eletrobras em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), adicionando que a validade da medida depende da aprovação dos órgãos competentes.

O ALCAGUETE LULA X9 DEIXA O HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS APÓS REALIZAR EXAMES

O ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) deixou o Hospital Sírio Libanês, onde estava desde a manhã de sábado realizando exames de rotina. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Lula, correram bem os exames aos quais o ex-presidente e alcaguete Lula foi submetido. Os procedimentos estavam agendados e fazem parte do programa de controle que ele mantém desde que teve câncer na laringe em 2011. A bateria de exames é feita pelo alcaguete Lula a cada seis meses.

TERMINA A COPA DA VERGONHA, SELEÇÃO DEU O MAIOR VEXAME DA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO

Nada de despedida honrosa: a seleção brasileira encerrou sua participação na 20ª Copa do Mundo em quarto lugar, com mais uma derrota, agora na decisão do bronze, 3 a 0 para a Holanda, neste sábado, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Os gols foram de Robin Van Persie, Daley Blind e Georginio Wijnaldum. O Brasil, com seu futebol anacrônico, limitado e incrivelmente decepcionante, voltou a sofrer diante de uma seleção bem preparada, bem organizada e mais equilibrada, tanto no aspecto tático como na parte emocional. Diante de uma Holanda moderna, armada com inteligência pelo técnico Louis Van Gaal, o improvisado time de Felipão fechou uma campanha sofrível, pelo menos quando se trata da maior vencedora da história das Copas, jogando em casa e com apoio permanente da torcida – que, até mesmo neste sábado, teve até mais paciência do que seria razoável esperar dela. Ainda sem saber quem será seu treinador a partir de agora, o Brasil volta a campo já no início de setembro, para disputar dois amistosos nos Estados Unidos, contra Colômbia e Equador. Em outubro, pega a Argentina, finalista da Copa, em Pequim, e em novembro, viaja a Istambul para encarar a Turquia, que não participou do Mundial. Serão os primeiros passos de uma caminhada difícil: a seleção brasileira terá muito trabalho para restaurar sua reputação, ferida por uma campanha mais do que frustrante no segundo Mundial realizado em seus domínios. Foram três vitórias, dois empates e duas derrotas, com 14 gols sofridos e onze marcados. Foi apenas a terceira vez que o Brasil amargou duas derrotas consecutivas em uma Copa (isso já tinha ocorrido em 1966 e 1974). Com apenas um minuto e meio de jogo, Arjen Robben, apontado por Luiz Felipe Scolari como o melhor jogador da Copa, recebeu de Van Persie em velocidade, sozinho, numa incrível bobeada da defesa, e foi derrubado por Thiago Silva enquanto invadia a área. O juiz apontou para a marca do pênalti, convertido por Robin Van Persie, com perfeição, sem chance para Júlio César, aos 2 minutos. A torcida continuou gritando “Brasil”, mas o time não contribuía: a Holanda mantinha a posse de bola, trocando passes com calma, enquanto a equipe de Felipão custava a se encontrar em campo. Assim como no jogo contra a Alemanha, a seleção brasileira estreava uma formação que não tinha entrosamento algum. O time da casa já somava doze gols sofridos, a pior defesa da competição. Mas não parava por aí: aos 16, a Holanda ampliou. David Luiz rebateu mal um cruzamento, devolvendo para o meio da área, e o ala Daley Blind aproveitou, dominando sozinho e matando Júlio César. O primeiro bom lance do Brasil veio só aos 21 minutos, em lance individual de Oscar, que saiu driblando pelo meio e finalizou rasteiro, para defesa segura de Cillessen. O jogo coletivo, entretanto, não funcionava, e a seleção ficava presa na excelente organização tática da equipe de Van Gaal. Oscar reeditava o papel de Neymar no início da campanha: num time sem imaginação, ele tentava carregar o Brasil sozinho ao ataque. Aos 27, ele fez boa jogada pela direita e sofreu falta na lateral da área. O próprio camisa 11 cobrou, mas Jô, que penava em cada domínio de bola, não acertou a cabeçada. Aos 32, num raro contragolpe encaixado pelo Brasil, Maicon recebeu pela direita, cortou e sofreu falta no bico da área. Oscar levantou com perigo mas Wijnaldum desviou para escanteio. Visivelmente abalado pela goleada sofrida para a Alemanha na semifinal, David Luiz, um dos destaques do início da campanha do Brasil, errava demais, tanto nas saídas de bola, em jogadas temerárias, como nos cortes defensivos. E no meio, o trio formado por Luiz Gustavo, Paulinho e Ramires não conseguia conter as tabelas envolventes dos holandeses e ainda levava a cabo uma saída de bola sofrível para o ataque. A seleção brasileira chegou ao fim da primeira etapa com mais tempo de posse de bola (57% contra 43%) e com mais finalizações, 6 a 4 – mas, assim como na semifinal, sofria com a imprecisão no ataque e com a vulnerabilidade da defesa. Mesmo com um dia a mais de descanso e diante de uma seleção cujo técnico afirmou abertamente não ter interesse algum na disputa de terceiro lugar, o Brasil pouco criava, defendia mal e estendia o pesadelo iniciado na terça-feira em Minas Gerais. Na volta para a segunda etapa, Felipão trocou Luiz Gustavo por Fernandinho. Além de não melhorar a produção do meio, o volante cometeu falta violentíssima em Van Persie e levou cartão amarelo aos 12 minutos. Antes, Ramires já havia acertado Robben de forma grosseira. Em mais uma tentativa de Scolari de acertar o setor-chave do jogo, Paulinho deu lugar a Hernanes aos 11 minutos. Aos 14, Ramires deu o primeiro susto em Cillessen no segundo tempo, entrando pelo meio e batendo cruzado, mas para fora. Aos 26, Felipão fez sua última substituição, colocando Hulk no lugar de Ramires. Três minutos depois, ele soltou a bomba ao ser lançado por Jô, mas o chute saiu pelo alto. Oscar, o único brasileiro a levar perigo ao gol holandês, seguia tentando de forma solitária, com um cruzamento aos 32 e um chute com efeito aos 33, mas sem acertar o alvo. Mesmo diante de uma Holanda cada vez mais desinteressada, o gol brasileiro não saía, e parte da torcida manifestava sua frustração, gritando "olé" nas trocas de passes do adversário. Nos acréscimos, Wijnaldum ainda ampliou, aproveitando passe de Janmaat. O Brasil dava um adeus melancólico à sua segunda Copa em casa. (Veja)

JÚLIO CÉSAR É O GOLEIRO BRASILEIRO MAIS VAZADO NA HISTÓRIA DAS COPAS

Com a derrota por 3 a 0 para a Holanda na decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo, neste sábado, em Brasília, o Brasil amargou recordes negativos justamente na competição em que atuou como anfitrião. Um deles é o do país que se tornou o mais vazado atuando em casa em uma única edição do torneio. Ao levar 14 gols no total, superou a Suíça, que levou 11 como organizadora do Mundial de 1954. O Brasil também se tornou a defesa mais vazada de uma Copa desde que a Bélgica sofreu 15 gols em 1986, no México. Na ocasião, os belgas também ficaram com o quarto lugar na classificação geral. Para completar, Júlio César se tornou o goleiro da seleção brasileira a tomar mais gols na história das Copas. Ele acumula 18 no total, somando os quatro que sofreu no Mundial de 2010. Ele superou, com folga, os 15 levados por Taffarel, com a diferença de que o ex-camisa 1 do Brasil jogou os Mundiais de 1990, 1994 e 1998 e se sagrou campeão uma vez e vice em outra, tendo atuado em 18 partidas, contra apenas 12 de Júlio César em duas Copas. Taffarel tomou apenas dois gols em 1990, quando o Brasil caiu nas oitavas de final, e depois três em 1994, na campanha do tetracampeonato mundial, e mais dez em 1998, ano que a seleção nacional caiu por 3 a 0 diante da França na decisão.

FILHO DE PELÉ RECEBE LIBERDADE PROVISÓRIA E DEIXA PRISÃO

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aceitou neste sábado o pedido de Edson Cholbi do Nascimento, filho de Pelé, conhecido como Edinho, de responder em liberdade até o pronunciamento definitivo sobre sua condenação a 33 anos de detenção, por lavagem de dinheiro. Os advogados do ex-goleiro do Santos argumentaram que Edinho não representa risco para a sociedade nem pretende fugir do País. Ele foi detido na última terça-feira e deixará a prisão nos próximos dias. O habeas corpus será enviado ao juiz de execuções penais somente nesta segunda-feira. Edinho ficou na cadeia anexa do 5º Distrito Policial de Santos. O filho de Pelé foi preso em Santos quase um mês e meio depois de ser condenado a prisão pelo crime de lavagem de dinheiro procedente de tráfico de drogas.

AÉCIO NEVES DIZ QUE BRASIL NÃO PRECISA DE "FUTEBRAS". E NÃO PRECISA MESMO!

Leiam o que informa Daniela Lima, na Folha OnlineDepois de a presidente Dilma Rousseff (PT) defender uma ” renovação do futebol brasileiro, e seu ministro do Esporte, Aldo Rebelo, sinalizar que o governo pretende criar projetos de lei que ampliem a participação do Estado na gerência do esporte, o senador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Planalto disse na tarde desta sexta-feira que o “país não precisa da criação de uma ‘futebras’” e afirmou que a petista age com “oportunismo” ao defender, agora, uma reformulação.

“O futebol brasileiro precisa, é claro, de uma profunda reformulação. Mas não é hora de oportunismo. Principalmente daqueles que estão no governo há 12 anos e nada fizeram para melhorá-lo”, disse Aécio em nota publicada em suas redes sociais.
Ele ainda aproveitou para, mais uma vez, pregar a marca de intervencionista em Dilma. “Nada pode ser pior do que a intervenção estatal. O país não precisa da criação de uma ‘futebras’. Precisa de profissionalismo, gestão, de uma Lei de Responsabilidade do Esporte. Com foco nos atletas, nos clubes e nos torcedores”, concluiu.
Apesar de defender uma separação entre os temas eleição e Copa, há dias o tucano vem usando a postura do governo diante do Mundial para fazer críticas à presidente. Ele declarou que Dilma tentou “usar politicamente” o evento e que iria se “frustrar” se acreditasse que os brasileiros misturariam eleições com futebol. (…)
Voltei
Na mosca! Dilma tentou se aproveitar de modo miserável da Copa do Mundo. Esforçou-se para pegar carona até na contusão de Neymar. Deu tudo errado. Agora o governo resolveu inventar um bode expiatório fácil: a CBF. Afinal, quem se habilita a defender aquilo?
Abriu-se o período para as teses mais exóticas. E a maior dela é a estatização do futebol. Tenham paciência!
Dilma poderia ter demonstrado a eficiência do governo entregando as obras de mobilidade, por exemplo. Sim, é muito fácil jogar pedras na CBF porque faz tempo que ela é uma boa candidata a Geni. Mas é claro que estamos diante de uma empulhação. Por Reinaldo Azevedo

AÉCIO NEVES CRAVA NA TESTA DE DILMA A "FUTEBRAS", E A SOBERANA LOGO MUDA DE ASSUNTO, TENTANDO JOGAR A BATATA QUENTE NO COLO DE ALDO REBELO. OU: CRÔNICA ESPORTIVA BRASILEIRA, COM RARAS EXCEÇÕES, É TÃO VELHA, DECADENTE E VICIADA COMO A CBF

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O PT é realmente uma máquina de destroçar reputações — inclusive de seus aliados. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, foi quem menos sonhou, entre os governistas, com uma intervenção, digamos, “política” no futebol. No máximo, ele afirmou que o Estado deveria se interessar mais pela questão, sem especificar em que medida isso poderia acontecer. Não disse nada além de uma generalidade até cabível para a hora. Foram os petistas, estes sim, por intermédio de um site oficioso chamado “Muda Mais” — trata-se de uma franja do PT, empenhada na campanha de Dilma — que saíram por aí a demonizar a CBF, atacando lideranças que estariam há décadas a infelicitar o ludopédio e coisa e tal…
O movimento nem é novo. Quando José Maria Marin, com seu cabelo acaju, assumiu a CBF, logo foi “enquadrado” pela Comissão da Verdade, vocês devem se lembrar. Muitos chegaram a indagar se Dilma, uma ex-VAR-Palmares, aceitaria posar a seu lado numa solenidade. Como se posar ao lado de uma ex-VAR-Palmares fosse um valor meritório em si. Alguém acha que é? Apresente-se para o debate, por favor, com argumentos. Tentarei responder sem precisar apelar a cadáveres — só em último caso… Mas sigamos.
Não foi Aldo, não! Foi o PT que tentou criar um novo polo de debate, deslocando o foco para a CBF, depois de Dilma ter tentado pegar carona, de modo um tanto atrapalhado, na Copa do Mundo. A Soberana, ultimamente, anda a ouvir vozes estranhas, não é mesmo? Não faz tempo, ela comprou uma confusão danada, quando seus “especialistas” lhe sugeriram que procurasse tirar o corpo fora da compra da refinaria de Pasadena… Até então, o único que insistia nesse assunto na chamada grande imprensa — e isso está documentado — era eu. Quando a presidente teve a gloriosa ideia de dizer que fora enganada pela diretoria da Petrobras, o assunto pegou fogo. Coisa de gênio!!!
Mais uma vez, um de seus luminares deve ter tido uma ideia luminosa: “Presidente, livre-se daquela foto do ‘É TÓIS’ lançando a tese de que é preciso intervir na CBF”. O assunto prosperou. Intervir como? Em que medida? A resposta de Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, veio rápida e certeira, como deve ser. Sim, algo tem de ser feito para aumentar a responsabilidade de dirigentes esportivos, mas sem criar a “Futebras”. Até porque, e isto ainda não ganhou seu devido peso político, é preciso chamar o governo às suas reais responsabilidades: a Copa já acabou! Cadê as obras que tanto mudariam a vida do povo brasileiro? Pois é… Ou por outra: o governo que conseguiu afundar a Petrobras acha que pode fazer decolar a Futebras?
Comprando mais briga
Cronistas esportivos os mais variados resolveram entrar na onda petistófila. Como já escrevi, é muito fácil jogar caca na CBF. Ela fica bem no papel de Geni. Mas me digam: o que a eventual corrupção na confederação tem a ver com aquele resultado ridículo apresentado em campo? Nada! Até porque é possível ser corrupto e eficiente. É possível ser corrupto e ineficiente. É possível ser decente e ineficiente. É possível ser decente e eficiente — esta, sim, a combinação desejável. Ganhamos, por acaso, cinco Copas até aqui com uma equipe que misturava São Francisco de Assis com Schopenhauer? Ah, tenham a paciência!
Parte dessa crônica esportiva, doidinha para fazer parte de algum conselho estatal que supervisione a CBF, embarcou na mixuruquice intelectual da “Futebras” e saiu por aí a procurar bodes expiatórios. Não há nenhum! A CBF pode até ser um antro de bandidos, como querem alguns, mas qual é o peso real que isso tem na caipirice do nosso futebol? O jornalismo esportivo, com raras exceções, é o primeiro dos Jecas-Tatus  a rejeitar, por exemplo, a contratação de um técnico estrangeiro.
Volto ao Planalto
O governo mediu a repercussão de sua especulação intervencionista e percebeu que, mais uma vez, a coisa tinha dado errado. Na Folha de hoje, já se lê que “Dilma afasta hipótese de intervenção no futebol”, como se ela dispusesse de canais legais para intervir — e não dispõe —, jogando a batata quente no colo de Aldo Rebelo, coitado!, que acabou arcando com o peso da tentação intervencionista.
Lá ficou pelo meio do caminho mais uma trapalhada dos “especialistas” de Dilma em opinião pública. O mesmo cara que a aconselhou a tirar, um dia antes do desastre, aquela foto fazendo, com os bracinhos, o “T” do “É TÓIS” deve ter tido outra ideia genial: “Vamos, agora, propor a reforma da CBF”. Aécio veio e cravou na testa: “Futebras”. A soberana resolveu logo mudar de assunto.
Os únicos que se entusiasmaram foram mesmos aqueles, como direi?, cronistas esportivos que, há 35 anos  mais ou menos, têm uma pauta fixa: atacar a CBF. Não que ela não mereça ser atacada. Merece! Mas merece também ter críticos novos, e não os candidatos de sempre a burocratas da “Futebras”.
Atenção, veículos de comunicação! Renovem, pelo amor de Deus, a crônica esportiva!!! Com raras exceções, ela é mais velha, viciada e viciosa do que a própria CBF. Aliás, são dois atrasos que se estreitam, como diria o poeta, num abraço insano.
Ah, sim: caso alguém se sinta, como direi?, ultrajado por essas palavras, é só se apresentar para o debate. Passei a ter especial interesse em debater com ultrajados e ultrajantes, mas sempre ultrajando com rigor. Por Reinaldo Azevedo